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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Child abuse attains, by its individual, family and social consequences, in the short, medium and long run, a leading role in what concerns child protection, and it is therefore becoming a pressing social and political concern. The data of the Portuguese protective system draw attention to the high rates of reopening of promotion and protection processes mainly because maltreatment behaviour recidivism. A great number of interventions that are purposed focus on family and parental support, on the assumption that changes in parenthood may reduce maltreatment recidivism. It is under these circumstances that parental education programs, by their potential that has been highlighted through research developed in other countries, have been assuming an increasing importance in the intervention for the change of parental behaviour and parent-child relationships, in the sense of positive parenting. In Portugal, parental education connected to social and family vulnerability has attracted the attention of politicians and social professionals, namely in the definition of social intervention policies, and is achieving, at present, a leading role in the prevention of child abuse. This paper reflects on the role of parenting in the context of protective intervention, demonstrating the positive impact that an intervention of this nature can have in families referred for maltreatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Educa&ccedil;&atilde;o parental com fam&iacute;lias maltratantes: Que potencialidades? </B></p>     <p><b>In&ecirc;s Catarina Mendes Coutinho<Sup>*</Sup>; Maria Jo&atilde;o Seabra-Santos<Sup>*</Sup>; Maria Filomena Fonseca Gaspar<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O mau trato infantil assume, pelas consequ&ecirc;ncias individuais, familiares e sociais, a curto, m&eacute;dio e longo prazo, um papel preponderante no &acirc;mbito da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia e, constitui, por isso, uma preocupa&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica premente. Os dados do sistema protetivo portugu&ecirc;s apontam para taxas elevadas de reabertura dos processos de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o, na sequ&ecirc;ncia da reincid&ecirc;ncia dos comportamentos maltratantes. A maioria das interven&ccedil;&otilde;es propostas neste &acirc;mbito foca-se no apoio familiar e parental, hipotetizando que mudan&ccedil;as na parentalidade poder&atilde;o dirimir a reincid&ecirc;ncia deste fen&oacute;meno. &Eacute; neste contexto que os programas de educa&ccedil;&atilde;o parental, pelas potencialidades que lhes t&ecirc;m sido evidenciadas na investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida noutros pa&iacute;ses, t&ecirc;m assumido uma import&acirc;ncia crescente na interven&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a dos comportamentos parentais e da rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos. Em Portugal, a educa&ccedil;&atilde;o parental aplicada a contextos de vulnerabilidade familiar e social tem despertado o interesse da classe pol&iacute;tica e atores sociais, nomeadamente aquando da defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o social, assumindo, atualmente um papel pertinente na preven&ccedil;&atilde;o do mau trato infantil. O presente artigo pretende refletir sobre o papel da educa&ccedil;&atilde;o parental no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o protetiva, evidenciando o impacto positivo que uma interven&ccedil;&atilde;o desta natureza poder&aacute; imprimir &agrave;s fam&iacute;lias referenciadas como maltratantes. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Educa&ccedil;&atilde;o parental, Mau trato infantil, Parentalidade positiva, Preven&ccedil;&atilde;o, Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Child abuse attains, by its individual, family and social consequences, in the short, medium and long run, a leading role in what concerns child protection, and it is therefore becoming a pressing social and political concern. The data of the Portuguese protective system draw attention to the high rates of reopening of promotion and protection processes mainly because maltreatment behaviour recidivism. A great number of interventions that are purposed focus on family and parental support, on the assumption that changes in parenthood may reduce maltreatment recidivism. It is under these circumstances that parental education programs, by their potential that has been highlighted through research developed in other countries, have been assuming an increasing importance in the intervention for the change of parental behaviour and parent-child relationships, in the sense of positive parenting. In Portugal, parental education connected to social and family vulnerability has attracted the attention of politicians and social professionals, namely in the definition of social intervention policies, and is achieving, at present, a leading role in the prevention of child abuse. This paper reflects on the role of parenting in the context of protective intervention, demonstrating the positive impact that an intervention of this nature can have in families referred for maltreatment. </P >     <p><B>Key-words: </B>Child abuse, Child protection, Parental education, Positive parenting, Prevention. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>A promo&ccedil;&atilde;o dos Direitos da Crian&ccedil;a e a sua prote&ccedil;&atilde;o contra todas as formas de mau trato infantil t&ecirc;m assumido um papel preponderante na defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o nacionais para a inf&acirc;ncia e juventude, enaltecendo o superior interesse da crian&ccedil;a como princ&iacute;pio orientador das mesmas. Paralelamente, o sistema de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia tem desenvolvido mecanismos de avalia&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m contribu&iacute;do para a promo&ccedil;&atilde;o da melhoria cont&iacute;nua da qualidade do sistema e das interven&ccedil;&otilde;es sociais. O relat&oacute;rio anual da atividade das Comiss&otilde;es de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens &eacute; um dos documentos produzidos nesse contexto, sobre cujo conte&uacute;do importa refletir. </P >    <p>INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O PROTETIVA </P >    <p>&ndash; A REALIDADE QUE OS N&Uacute;MEROS NOS TRANSMITEM </P >     <p>Segundo o relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o da atividade das Comiss&otilde;es de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens (CPCJ&rsquo;s) de 2009, elaborado pela Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco (CNPCJR), a atividade processual global aumentou, em compara&ccedil;&atilde;o com os dados do relat&oacute;rio de 2008. Este acr&eacute;scimo n&atilde;o adv&eacute;m do n&uacute;mero de processos instaurados nas referidas Comiss&otilde;es, mas sim dos processos reabertos e processos transitados. Se o n&uacute;mero respeitante a estes &uacute;ltimos se justifica pelo facto de existir um volume consider&aacute;vel de processos que se mant&ecirc;m ativos para al&eacute;m do ano em que s&atilde;o instaurados, &ldquo;o que &eacute; justific&aacute;vel, quer pela dura&ccedil;&atilde;o das medidas, quer pela altura do ano em que s&atilde;o instaurados&rdquo; (CNPCJR, 2009, p. 74), j&aacute; o aumento do n&uacute;mero de processos reabertos &ldquo;assume especial relev&acirc;ncia devido &agrave; reincid&ecirc;ncia da mesma situa&ccedil;&atilde;o de perigo&rdquo;, que atingiu os 60,2% do total de reaberturas, neste per&iacute;odo (idem, p. 75). Esta tend&ecirc;ncia j&aacute; havia sido verificada no relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o da atividade das comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens do ano anterior (CNPCJR, 2008) e continua a ser uma realidade, segundo os dados do relat&oacute;rio de 2010, recentemente apresentado (CNPCJR, 2010). A t&iacute;tulo de exemplo, &eacute; de destacar que, em 2010, se registaram, comparativamente ao ano de 2009, mais 1365 processos reabertos, o que configura um aumento de 33,5%. </P >     <p>Uma an&aacute;lise mais pormenorizada aos referidos relat&oacute;rios permite destacar que a problem&aacute;tica mais sinalizada &eacute; a neglig&ecirc;ncia, seguindo-se a exposi&ccedil;&atilde;o a modelos de comportamento desviante, os maus tratos psicol&oacute;gicos/abuso emocional e o abandono escolar. Verifica-se, igualmente, que as medidas de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o mais aplicadas foram as medidas em meio natural de vida, designadamente &ldquo;apoio junto dos pais&rdquo;, com um aumento da aplica&ccedil;&atilde;o da mesma em detrimento das medidas de acolhimento, nomeadamente a de &ldquo;acolhimento institucional&rdquo;. A maioria das crian&ccedil;as reside com a sua fam&iacute;lia biol&oacute;gica, habitualmente os pais, e tem irm&atilde;os. </P >    <p>Por conseguinte, estes dados p&otilde;em em evid&ecirc;ncia o facto de, cada vez mais, as crian&ccedil;as acompanhadas no &acirc;mbito do sistema protetivo portugu&ecirc;s permanecerem no seu ambiente familiar, continuando os seus pais a ser os principais agentes de socializa&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, o aumento de processos reabertos, maioritariamente devido &agrave; reincid&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o de perigo, coloca desafios ao n&iacute;vel das interven&ccedil;&otilde;es a implementar, sobretudo em idades cada vez mais precoces e, paralelamente, avaliar a respetiva efic&aacute;cia e potencialidades. Prevenir a recorr&ecirc;ncia do mau trato infantil &eacute; particularmente importante, sobretudo quando o agressor vive com e &eacute; cuidador dessa mesma crian&ccedil;a (MacMillan et al., 2009). Por outro lado, importa real&ccedil;ar que, se as crian&ccedil;as referenciadas ao sistema protetivo portugu&ecirc;s t&ecirc;m irm&atilde;os, ent&atilde;o a interven&ccedil;&atilde;o ter&aacute; de ser cada vez mais abrangente e assente numa perspetiva sist&eacute;mica, de forma a prevenir ou a intervir precocemente junto da restante fratria. </P >    <p>Existe uma vasta literatura que aponta para o papel central da fam&iacute;lia na interven&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as e jovens em risco, implementando estrat&eacute;gias de apoio familiar e parental, propondo a&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da parentalidade e de promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias parentais, rumo a uma parentalidade positiva (cf. Almeida &amp; Fernandes, 2010a; Cruz &amp; Carvalho, 2011; Zuzarte &amp; Calheiros, 2010). N&atilde;o &eacute; pois de estranhar que as pol&iacute;ticas de apoio &agrave; inf&acirc;ncia, juventude e &agrave; fam&iacute;lia estejam a assumir um lugar preponderante no quadro da promo&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos a n&iacute;vel internacional, reflexo, em grande parte do trabalho promovido pelas ag&ecirc;ncias internacionais, institui&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o-governamentais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste ponto, interessa clarificar o que se entende por parentalidade e, especificamente, por parentalidade positiva. Num estudo pioneiro em Portugal sobre parentalidade, Cruz (2005) define este conceito como &ldquo;(...) conjunto de a&ccedil;&otilde;es encetadas pelas figuras parentais (pais ou substitutos) junto dos seus filhos no sentido de promover o seu desenvolvimento de forma mais plena poss&iacute;vel, utilizando para tal os recursos de que disp&otilde;e dentro da fam&iacute;lia e, fora dela, na comunidade&rdquo; (p. 13). A presente defini&ccedil;&atilde;o coloca, pois, o enfoque na fam&iacute;lia e no contexto em que esta se insere como factores determinantes no exerc&iacute;cio da parentalidade, ao mesmo tempo que associa este conceito &agrave; &ldquo;defini&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es e dos pap&eacute;is desempenhados pelos pais&rdquo; (Cruz, 2005, p. 14). Relativamente ao que se entende por parentalidade positiva, o Conselho da Europa, na sua Recomenda&ccedil;&atilde;o 19 do Comit&eacute; de Ministros dos estados membros relativa &agrave;s pol&iacute;ticas de apoio &agrave; parentalidade positiva (<I>Council of Europe</I>, 2006), caracteriza-a como um comportamento parental assente no princ&iacute;pio do superior interesse da crian&ccedil;a e da promo&ccedil;&atilde;o do seu desenvolvimento global e harmonioso, procurando assegurar a satisfa&ccedil;&atilde;o das suas necessidades e a capacita&ccedil;&atilde;o daquela, de uma forma n&atilde;o violenta, que reconhe&ccedil;a a crian&ccedil;a e a oriente, recorrendo, para tal, &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o de limites ao seu comportamento. Na estrat&eacute;gia a adotar pelo mesmo Conselho para os pr&oacute;ximos quatro anos, no &acirc;mbito programa &ldquo;<I>Building a Europe for and with Children</I>&rdquo;, apresentada e discutida na <I>Conference on the Council of Europe Strategy for the Rights of the Child </I>2012-2015 que decorreu no M&oacute;naco, em novembro de 2011, h&aacute; o reconhecimento da necessidade de os pa&iacute;ses continuarem a desenvolver iniciativas de apoio ao desenvolvimento da parentalidade positiva, com base no pressuposto que os direitos das crian&ccedil;as come&ccedil;am na fam&iacute;lia (<I>Council of Europe</I>, 2011). </P >    <p>Assim, a fam&iacute;lia e a parentalidade t&ecirc;m sido alvo de consider&aacute;vel aten&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social, existindo uma diversidade de legisla&ccedil;&atilde;o, quer nacional quer internacional, cujo objetivo &eacute; assegurar a prote&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia/juventude e fam&iacute;lia. A n&iacute;vel nacional, poderemos destacar, a este respeito, a ratifica&ccedil;&atilde;o por Portugal da Conven&ccedil;&atilde;o sobre os Direitos da Crian&ccedil;a (21 de setembro de 1990), a Lei Constitucional n.&ordm; 1/2005 (12 de agosto, s&eacute;tima revis&atilde;o constitucional, arts. 67&ordm;, 68&ordm;, 69&ordm; e 70&ordm;), a Lei de Prote&ccedil;&atilde;o das Crian&ccedil;as e Jovens em Perigo (lei n.&ordm; 147/99 de 1 de setembro) e regulamenta&ccedil;&atilde;o das respetivas medidas de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o. A n&iacute;vel internacional, para al&eacute;m da Conven&ccedil;&atilde;o sobre os Direitos da Crian&ccedil;a, adotada pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas a 20 de novembro de 1989 (UNICEF, 1989) e o empenho evidenciado na sua ratifica&ccedil;&atilde;o por todos os pa&iacute;ses, &eacute; de real&ccedil;ar os j&aacute; mencionados esfor&ccedil;os encetados pelo Conselho da Europa (2006, 2011) no sentido de promover pol&iacute;ticas de apoio &agrave; parentalidade positiva. &Eacute;, ainda, de destacar, o trabalho desenvolvido pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), que culminou na elabora&ccedil;&atilde;o de um relat&oacute;rio, em 2006, que procura sistematizar e uniformizar a compreens&atilde;o e pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de mau trato infantil (WHO, 2006). </P >    <p>Estes v&aacute;rios documentos chamam a aten&ccedil;&atilde;o sobretudo para dois aspetos: a crescente responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos pais para o seu papel parental (o que se interliga com o princ&iacute;pio da responsabilidade parental e da preval&ecirc;ncia na fam&iacute;lia, institu&iacute;dos na lei de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens em perigo anteriormente referida [al&iacute;nea f) e g) do art. 4&ordm;], e a import&acirc;ncia cada vez maior atribu&iacute;da &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave; parentalidade e de preven&ccedil;&atilde;o dos maus-tratos infantis. Ambos os aspetos est&atilde;o implicitamente ligados, pois se por um lado se destaca o papel parental e se responsabilizam os pais pelo desenvolvimento dos seus filhos, por outro lado, tal implica o fomento de pol&iacute;ticas e de interven&ccedil;&otilde;es que possam apoiar a realiza&ccedil;&atilde;o destas tarefas e o bom desempenho destes pap&eacute;is, designadamente quando estamos perante contextos de vulnerabilidade familiar e de mau trato infantil. Tal como refere Barth (2009), a promo&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias parentais &eacute; um dos principais objetivos dos programas de preven&ccedil;&atilde;o do mau trato infantil. </P >    <p>MAU TRATO INFANTIL </P >    <p>&ndash; CONSEQU&Ecirc;NCIAS, CUSTOS E IMPLICA&Ccedil;&Otilde;ES </P >    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida tem vindo a evidenciar as consequ&ecirc;ncias do mau trato infantil, demonstrando que o impacto dos comportamentos maltratantes n&atilde;o se situa apenas ao n&iacute;vel f&iacute;sico e a curto prazo, mas implica, igualmente, claras consequ&ecirc;ncias negativas a longo prazo, ao n&iacute;vel do desenvolvimento global da crian&ccedil;a, na fam&iacute;lia, na comunidade e na sociedade em geral. Pala, &Uuml;nalacak e &Uuml;nl&uuml;oglu (2011) sintetizam as consequ&ecirc;ncias dos mesmos, subdividindo aquelas em quatro &aacute;reas, que passamos a enunciar: </P >     <p>&ndash; 	<I>Consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas: </I>les&otilde;es abdominais/tor&aacute;cicas; les&otilde;es cerebrais, hematomas e verg&otilde;es na pele; queimaduras e escald&otilde;es; les&otilde;es do sistema nervoso central; defici&ecirc;ncias/incapaci dades; fraturas, lacera&ccedil;&otilde;es e escoria&ccedil;&otilde;es e les&otilde;es oculares. </P >     <p>&ndash; 	<I>Consequ&ecirc;ncias sexuais e reprodutivas: </I>problemas de sa&uacute;de reprodutiva; disfun&ccedil;&otilde;es sexuais; doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis, nomeadamente VIH/SIDA e gravidez n&atilde;o planeada. </p>      <p>&ndash; 	<I>Consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas e comportamentais: </I>abuso de drogas e &aacute;lcool; defici&ecirc;ncias cognitivas; delinqu&ecirc;ncia, viol&ecirc;ncia e outros comportamentos criminais (roubo); depress&atilde;o e ansiedade; atrasos de desenvolvimento; perturba&ccedil;&otilde;es do sono e alimentares; sentimentos de vergonha e culpa; hiperatividade; relacionamentos interpessoais pobres; baixo rendi mento acad&eacute;mico; auto-estima baixa; perturba&ccedil;&atilde;o de stresse p&oacute;s-traum&aacute;tico; perturba&ccedil;&otilde;es psicossom&aacute;ticas; comportamentos de auto-mutila&ccedil;&atilde;o e suic&iacute;dio. </p>      <p>&ndash; 	<I>Outras consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de a longo prazo</I>: cancro; doen&ccedil;a pulmonar cr&oacute;nica; fibromialgia; s&iacute;ndrome do c&oacute;lon irrit&aacute;vel; doen&ccedil;a card&iacute;aca isqu&eacute;mica; doen&ccedil;a hep&aacute;tica; problemas de sa&uacute;de reprodutiva como infertilidade. </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas os efeitos do mau trato infantil n&atilde;o se confinam apenas &agrave; esfera da sa&uacute;de e de um ponto de vista claramente individual, apresentando aspetos mais contextuais, com impacto na sociedade em geral. Por exemplo, alguns autores sublinham que as crian&ccedil;as maltratadas t&ecirc;m maior probabilidade de vir a exibir problemas severos de adapta&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia e na idade adulta, refletindo-se em comportamentos de consumo de subst&acirc;ncias, viol&ecirc;ncia interpessoal e envolvimento em atividades criminais (Gilbert et al., 2009; Hutchings, Bywater, Davies, &amp; Whitaker, 2006; Ireland &amp; Widom, 1994). Assim, o mau trato infantil acaba por ter, igualmente, repercuss&otilde;es a um n&iacute;vel mais global, que envolvem custos quer diretos &ndash; hospitaliza&ccedil;&atilde;o, tratamento, deten&ccedil;&otilde;es &ndash; quer indiretos &ndash; necessidades educativas especiais, institucionaliza&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens, delinqu&ecirc;ncia juvenil, desemprego (Asawa, Hansen, &amp; Flood, 2008). </p>     <p>Por conseguinte, o mau trato infantil &eacute; um problema social e de sa&uacute;de p&uacute;blica significativo, que requer a aten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os sociais de prote&ccedil;&atilde;o, da rede de interven&ccedil;&atilde;o, dos investigadores e do pr&oacute;prio sistema pol&iacute;tico (Jouriles et al., 2010). </P >    <p>Por tudo isto, e considerando o impacto individual, familiar e social do mau trato infantil, a preven&ccedil;&atilde;o toma cada vez mais um lugar de relev&acirc;ncia. Stambor (2006) refere, mesmo, que a investiga&ccedil;&atilde;o sobre os problemas das crian&ccedil;as, pais e fam&iacute;lias tem enfatizado a preven&ccedil;&atilde;o como forma de interven&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o eficazes promovem oportunidades de constru&ccedil;&atilde;o de resili&ecirc;ncia suscet&iacute;veis de alterar os seus contextos de vida (Black &amp; Krishnakumar, 1998), potenciando fatores de prote&ccedil;&atilde;o e reduzindo o impacto dos fatores de risco. Tais a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de fulcral import&acirc;ncia na interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias em situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade social, as quais representam um contexto facilitador da ocorr&ecirc;ncia de epis&oacute;dios de mau trato infantil. </P >    <p>MAU TRATO INFANTIL E PERSPETIVA ECOL&Oacute;GICA:  IMPLICA&Ccedil;&Otilde;ES PARA A INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O  </P >    <p>Existem in&uacute;meras defini&ccedil;&otilde;es de mau trato infantil, assim como diversos modelos explicativos deste tipo de situa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>A OMS (WHO, 2006), na tentativa de uniformizar a interpreta&ccedil;&atilde;o deste conceito, definiu o mau trato infantil como qualquer forma deficiente de tratamento das crian&ccedil;as, que pode ser refletida em comportamentos de mau trato f&iacute;sico, emocional, abuso sexual, neglig&ecirc;ncia e explora&ccedil;&atilde;o comercial ou outra, que resulte em dano atual ou potencial para a sa&uacute;de, sobreviv&ecirc;ncia, desenvolvimento ou dignidade, num contexto de uma rela&ccedil;&atilde;o de responsabilidade, confian&ccedil;a ou poder. Esta defini&ccedil;&atilde;o, expressa num documento que procura constituir-se como um guia para a compreens&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do mau trato infantil, com claras implica&ccedil;&otilde;es sociopol&iacute;ticas, inspira-se claramente no modelo ecol&oacute;gico do desenvolvimento (Bronfenbrenner, 1979, 1986), enfatizando os aspetos contextuais do mau trato para a sua compreens&atilde;o e, sobretudo a intera&ccedil;&atilde;o entre fatores da sociedade, da comunidade, da rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima e individuais que concorrem para a explica&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia deste fen&oacute;meno. Assim, esta defini&ccedil;&atilde;o representa um passo em frente na compreens&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o no fen&oacute;meno do mau trato, ao permitir ultrapassar a linearidade e individualidade da perspetiva explicativa tradicional, ao mesmo tempo que contempla a multiplicidade dos fatores determinantes e a necessidade de os mesmos serem tidos em conta na avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Na verdade, at&eacute; h&aacute; alguns anos, o mau trato infantil era considerado como resultado de caracter&iacute;sticas intra-individuais e patologias psiqui&aacute;tricas (Fuster, Garcia, &amp; Ochoa, 1988). Contudo, de acordo com esta conce&ccedil;&atilde;o, muitas situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e mau trato ficavam por explicar, sempre que os referidos problemas de ordem individual n&atilde;o se encontravam presentes. Neste sentido, os fatores familiares, da intera&ccedil;&atilde;o, da comunidade e da cultura em geral foram, progressivamente, sendo integrados para uma compreens&atilde;o do mau trato e defini&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o. Dos v&aacute;rios modelos explicativos do mau trato infantil propostos (cf. Alberto, 2006), h&aacute; que destacar o modelo ecol&oacute;gico (Belsky, 1980; Bronfenbrenner, 1979, 1986), n&atilde;o s&oacute; por integrar v&aacute;rios paradigmas explicativos do mau trato (Alberto, 2006; Fuster et al., 1988), mas tamb&eacute;m por disponibilizar uma vis&atilde;o sist&eacute;mica do desenvolvimento do ser humano, apontando para a interatividade dos v&aacute;rios sistemas em que o sujeito est&aacute; inserido e que coinfluenciam os comportamentos, real&ccedil;ando a multiplicidade de causas dos mesmos. Assim, e de acordo com este modelo, o comportamento humano deve ser compreendido na intera&ccedil;&atilde;o entre o sujeito e os v&aacute;rios contextos, pr&oacute;ximos ou distais, em que est&aacute; inserido, e n&atilde;o como resultante direto de uma causalidade linear e un&iacute;voca. Estes contextos s&atilde;o m&uacute;ltiplos e est&atilde;o interligados, exercendo influ&ecirc;ncias m&uacute;tuas e rec&iacute;procas, diretas e indiretas. </P >    <p>No contexto dos modelos ecol&oacute;gicos, e relacionando-os com a tem&aacute;tica da fam&iacute;lia e da parentalidade, n&atilde;o poderemos deixar de mencionar o enorme contributo de Belsky (1984), refer&ecirc;ncia fundamental neste dom&iacute;nio. Segundo o modelo defendido por este autor, a parentalidade &eacute; multideterminada e resulta da influ&ecirc;ncia de v&aacute;rios fatores, que podem ser considerados subsistemas que se influenciam mutuamente. Assim, as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a (tais como a prematuridade, o temperamento ou as necessidades especiais), as caracter&iacute;sticas parentais (tais como a personalidade ou a presen&ccedil;a de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas) e as caracter&iacute;sticas do contexto social (como por exemplo a rela&ccedil;&atilde;o conjugal, rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas com vizinhos ou amigos ou a rede social) constituem os tr&ecirc;s subsistemas relevantes que ir&atilde;o influenciar a forma como a parentalidade &eacute; exercida. Os aspetos espec&iacute;ficos de cada um destes subsistemas poder&atilde;o representar uma fonte de stresse ou de suporte, sendo que, da sua intera&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o surgir situa&ccedil;&otilde;es de mau trato infantil. &Eacute; tamb&eacute;m neste contexto que podemos compreender a resili&ecirc;ncia de algumas crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias. Deste modo, o modelo alerta os interventores sociais para a intera&ccedil;&atilde;o e acumula&ccedil;&atilde;o de fatores de stresse e de suporte na determina&ccedil;&atilde;o da parentalidade e, consequentemente, da ocorr&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de maus tratos &agrave;s crian&ccedil;as, ao mesmo tempo que aponta caminhos para uma interven&ccedil;&atilde;o eficaz. </P >    <p>Assim, o modelo ecol&oacute;gico de compreens&atilde;o do mau trato infantil enriquece a concetualiza&ccedil;&atilde;o deste fen&oacute;meno, uma vez que alerta para o facto de a parentalidade ser influenciada n&atilde;o s&oacute; pelos fatores individuais e familiares, mas, tamb&eacute;m, por fatores contextuais, que ter&atilde;o de ser analisados e considerados aquando do desenho de interven&ccedil;&atilde;o protetiva que se quer eficaz. Por conseguinte, facilmente se depreende que o enfoque da interven&ccedil;&atilde;o deve ser colocado no sistema de rela&ccedil;&otilde;es e no contexto, e n&atilde;o tanto nos indiv&iacute;duos em si ou na fam&iacute;lia isolada da sua comunidade. A este respeito, Fraser (1997) refere que qualquer interven&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as, nomeadamente aquela que &eacute; desenvolvida pelos servi&ccedil;os de apoio social, dever&aacute; ser hol&iacute;stica e ter em conta a perspetiva multissist&eacute;mica, uma vez que os problemas e disfun&ccedil;&otilde;es familiares n&atilde;o existem de forma isolada. Tal ideia remete-nos para a import&acirc;ncia de envolver os pais e a pr&oacute;pria comunidade na interven&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de mau trato infantil, disponibilizando, sobretudo aos primeiros, um conjunto de respostas de suporte para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, tendo em vista o exerc&iacute;cio de uma parentalidade positiva (<I>Council of Europe</I>, 2006). </P >    <p>EDUCA&Ccedil;&Atilde;O PARENTAL EM FAM&Iacute;LIAS MALTRATANTES </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&ndash; UMA LUZ AO FUNDO DO T&Uacute;NEL? </P >     <p>De um modo geral, quando se fala em educa&ccedil;&atilde;o parental referimo-nos a uma variedade de interven&ccedil;&otilde;es desenhadas com o objetivo primordial de promo&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias parentais positivas e eficazes, capacitando os pais para um melhor exerc&iacute;cio da sua parentalidade e otimizando, assim, o desenvolvimento saud&aacute;vel dos seus filhos. </P >     <p>Os programas de educa&ccedil;&atilde;o parental est&atilde;o a ser largamente usados noutros pa&iacute;ses (como por exemplo, Canad&aacute;, Estados Unidos da Am&eacute;rica, Pa&iacute;s de Gales e Inglaterra) pelos servi&ccedil;os de apoio &agrave; inf&acirc;ncia, com o objetivo de prevenir situa&ccedil;&otilde;es de mal trato infantil, promovendo compet&ecirc;ncias parentais em fam&iacute;lias com fatores de risco (Barth et al., 2005; Sanders, Cann, &amp; Markie-Dadds, 2003), numa l&oacute;gica de preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e com resultados bastante promissores. </P >    <p>Os estudos demonstram, de uma forma bastante consensual, a ideia que a educa&ccedil;&atilde;o parental, ao disponibilizar aos pais formas alternativas, eficazes e positivas, para lidar com o comportamento dos seus filhos, pode ser &uacute;til para a preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o dos problemas de comportamento destes (Webster-Stratton, 2007; Webster-Stratton &amp; Reid, 2006); diminui&ccedil;&atilde;o dos comportamentos antisociais e criminais (Hutchings et al., 2006) e preven&ccedil;&atilde;o do consumo de subst&acirc;ncias psicoativas (Kumpfer &amp; Johnson, 2007); e preven&ccedil;&atilde;o dos maus tratos (Barth, 2009; Barth &amp; Haskins, 2009; Barth et al., 2005; Britner &amp; Reppucci, 1997; Jouriles et al., 2010; Letarte, Normandeau, &amp; Allard, 2010; Whipple &amp; Wilson, 1996). </P >     <p>Neste ponto, &eacute; de destacar o trabalho desenvolvido por Lundhal, Nimer e Parsons (2006), que realizaram uma meta-an&aacute;lise<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> em que programas de educa&ccedil;&atilde;o parental foram usados na preven&ccedil;&atilde;o (secund&aacute;ria) do mau trato infantil, com o objetivo de examinar as potencialidades desses programas neste dom&iacute;nio. Os resultados encontrados apontam para que os pais que completavam os programas estavam mais aptos a lidar com os comportamentos negativos dos seus filhos e a promover comportamentos desej&aacute;veis nos mesmos. Concomitantemente, na rela&ccedil;&atilde;o com os seus filhos, evidenciavam mais express&otilde;es de afeto e menos uso de estrat&eacute;gias coercivas. As mudan&ccedil;as alargavam-se, igualmente, ao bem-estar dos pais, uma vez que, ap&oacute;s o programa de educa&ccedil;&atilde;o parental, os pais mostravam maior confian&ccedil;a no seu papel parental e menos sentimentos negativos como stresse e c&oacute;lera. Contudo, apesar de serem observadas altera&ccedil;&otilde;es v&aacute;rias no comportamento dos pais, a efic&aacute;cia dos programas de educa&ccedil;&atilde;o parental foi considerada somente moderada, facto que pode ser interpretado &agrave; luz do que &eacute; referido por Bargh e Chartrand (1999, citados por Lundhal et al., 2006) que salientam que mudar atitudes e cren&ccedil;as, sobretudo aquelas mais &ldquo;enraizadas&rdquo; na forma de estar e ser enquanto pais, &eacute; mais dif&iacute;cil e requer mais tempo, provavelmente tempo esse que n&atilde;o se coaduna com o per&iacute;odo de avalia&ccedil;&atilde;o comtemplado nos estudos analisados. Apesar deste aspeto, os autores concluem que a educa&ccedil;&atilde;o parental pode ser uma forma eficaz de reduzir o risco de mau trato infantil uma vez que possibilita mudan&ccedil;as em torno da rela&ccedil;&atilde;o filio-parental e nos sentimentos de autoefic&aacute;cia parental. Este aspeto &eacute; interessante no sentido de se considerar a hip&oacute;tese que estes sentimentos de maior confian&ccedil;a e autoefic&aacute;cia do papel parental, poder&atilde;o, a m&eacute;dio e a longo prazo, contribuir para a amplifica&ccedil;&atilde;o e estabiliza&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a dos comportamentos parentais potenciando a promo&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos mais positivas. </P >     <p>Tendo em conta o que foi referido, e se de um modo geral se considera importante intervir na fam&iacute;lia, e mais especificamente na parentalidade, aquando de situa&ccedil;&otilde;es de risco de mau trato infantil, torna-se, assim, crucial considerar as potencialidades que a aplica&ccedil;&atilde;o de um programa de educa&ccedil;&atilde;o parental poder&aacute; ter em contexto de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia. Contudo, importa relembrar que, sendo a parentalidade multideterminada e contemplando v&aacute;rios componentes (cognitivos, emocionais e comportamentais) e estando, habitualmente, os pais maltratantes inseridos em comunidades com v&aacute;rios fatores de stresse, tais como a pobreza, a viol&ecirc;ncia familiar e comunit&aacute;ria, consumo de subst&acirc;ncias e/ou isolamento social, a interven&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ter em conta toda esta complexidade (Dore &amp; Lee, 1999; Allin, Wathen &amp; MacMillan, 2005). Assim, os programas de educa&ccedil;&atilde;o parental dever&atilde;o estar integrados num plano mais alargado de interven&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e a comunidade. </P >    <p>Os estudos especificamente focalizados na efic&aacute;cia dos programas de educa&ccedil;&atilde;o parental na interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias maltratantes s&atilde;o escassos e t&ecirc;m sido sobretudo realizados noutros pa&iacute;ses. Os problemas metodol&oacute;gicos que lhes t&ecirc;m sido associados, nomeadamente quanto &agrave;s reduzidas dimens&otilde;es das amostras, &agrave; aus&ecirc;ncia de procedimentos de controlo do efeito da interven&ccedil;&atilde;o (Allin, Wathen, &amp; MacMillan, 2005; Dore &amp; Lee, 1999; Johnson et al., 2006) e &agrave; aus&ecirc;ncia de recolha de dados sobre a reincid&ecirc;ncia do mal trato (Barlow, Johnston, Kendrick, Polnay, &amp; Stewart-Brown, 2006, citados por Jouriles et al., 2010; MacMillan et al., 2009) t&ecirc;m suscitado diversas cr&iacute;ticas &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o efetuada nesta &aacute;rea. Por outro lado, ao n&iacute;vel dos resultados, estes apontam para uma fraca evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica dos programas de educa&ccedil;&atilde;o parental na preven&ccedil;&atilde;o de mau trato infantil, designadamente quando o objetivo primordial da interven&ccedil;&atilde;o se centra na elimina&ccedil;&atilde;o dos comportamentos abusivos (MacMillan et al., 2009). Contudo, um olhar mais pormenorizado aos estudos de revis&atilde;o sobre esta tem&aacute;tica aponta para a exist&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as positivas no que concerne &agrave; sa&uacute;de mental dos pais, rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos e problemas sociais ap&oacute;s a frequ&ecirc;ncia de programas de educa&ccedil;&atilde;o parental (Dore &amp; Lee, 1999; Johnson et al., 2006), refor&ccedil;ando, assim, as potencialidades destes programas na promo&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es mais saud&aacute;veis e positivas na fam&iacute;lia e contribuindo fortemente para a diminui&ccedil;&atilde;o do risco do mau trato infantil ou da sua reincid&ecirc;ncia. </P >    <p>Dore e Lee (1999), num estudo sobre a efic&aacute;cia dos programas de educa&ccedil;&atilde;o parental para pais com elevado risco de mau trato infantil, apontam para o facto de existirem evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas dos benef&iacute;cios deste tipo de interven&ccedil;&atilde;o, pelo menos a curto prazo, sobretudo quando trabalhamos com crian&ccedil;as que apresentam problemas de comportamento espec&iacute;ficos, ou com pais que possuem capacidades cognitivas e recursos internos suficientes que lhes permitem incorporar novas aprendizagens e novas formas de intera&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Por exemplo, Fennell e Fishel (1998), recorrendo ao <I>Systematic Training for Effective Parenting </I>(STEP), um programa de educa&ccedil;&atilde;o parental de inspira&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica adleriana, numa amostra de pais referenciados por comportamentos maltratantes (18 pais, com crian&ccedil;as entre os 4 e os 14 anos, sendo que o programa foi desenvolvido durante 9 semanas, com uma sess&atilde;o semanal, em formato de grupo), demonstraram que estes, ap&oacute;s a participa&ccedil;&atilde;o nas sess&otilde;es do programa, apresentavam perce&ccedil;&otilde;es mais positivas acerca dos seus filhos e menor potencial de reincid&ecirc;ncia do mau trato. </P >    <p>Tamb&eacute;m Jouriles e colaboradores (2010) aplicaram uma interven&ccedil;&atilde;o que inclui uma componente de educa&ccedil;&atilde;o parental a par do suporte emocional e instrumental &agrave;s fam&iacute;lias, o <I>Project Support</I>, numa amostra de 35 fam&iacute;lias (m&atilde;es), com crian&ccedil;as entre os 3 e os 5 anos, que foram sinalizadas aos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia. As fam&iacute;lias foram aleatoriamente distribu&iacute;das, sendo um grupo alvo da interven&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do <I>Project Support </I>enquanto o outro grupo recebia a interven&ccedil;&atilde;o habitual por parte dos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o. Os dados recolhidos, atrav&eacute;s de autorelatos das m&atilde;es, observa&ccedil;&atilde;o direta do comportamento parental e relat&oacute;rios dos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia mostram que as m&atilde;es que beneficiaram do programa <I>Project Support </I>evidenciaram uma perce&ccedil;&atilde;o mais positiva quanto &agrave; efic&aacute;cia dos seus comportamentos relativamente aos seus filhos, uma diminui&ccedil;&atilde;o observada de pr&aacute;ticas parentais ineficazes e dos auto-relatos e utiliza&ccedil;&atilde;o de uma disciplina severa. Um resultado importante deste estudo &eacute; que apenas 5,9% das fam&iacute;lias do grupo <I>Project Support </I>foram novamente referenciadas aos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia, quando comparado com os 27,7% das fam&iacute;lias do grupo de controlo. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um outro programa de interven&ccedil;&atilde;o parental, o <I>Project SafeCare, </I>foi implementado por Gershater-Molko, Lutzer e Wesch (2003), dirigido a fam&iacute;lias em risco de maltratar ou j&aacute; referenciadas por comportamentos maltratantes. Este programa, implementado em 24 semanas, tem como objetivo principal desenvolver compet&ecirc;ncias parentais em tr&ecirc;s &aacute;reas fundamentais para um bom ambiente familiar e protetivo para a crian&ccedil;a: sa&uacute;de, parentalidade e ambiente seguro. Das 266 fam&iacute;lias inicialmente encaminhadas para o projecto, apenas 41 completaram a forma&ccedil;&atilde;o nas tr&ecirc;s componentes. Analisando as diferen&ccedil;as dos resultados obtidos pelas fam&iacute;lias que completaram a referida forma&ccedil;&atilde;o, do pr&eacute; para o p&oacute;s-teste, os autores conclu&iacute;ram que este programa potencia o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias parentais nas tr&ecirc;s componentes anteriormente referidas. No final do programa, os pais estavam mais capazes de identificar e tratar de problemas de sa&uacute;de dos filhos, utilizavam estrat&eacute;gias positivas no controlo do comportamento das crian&ccedil;as e no exerc&iacute;cio da parentalidade e haviam tornado o ambiente familiar mais seguro para elas. Para al&eacute;m disso, os pais evidenciaram n&iacute;veis elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o com o programa e apresentavam menor risco de reincid&ecirc;ncia do mal trato. </P >    <p>Ainda neste contexto, Letarte, Normandeau e Allard (2010) realizaram um estudo sobre a efic&aacute;cia da aplica&ccedil;&atilde;o do programa de educa&ccedil;&atilde;o parental <I>Anos Incr&iacute;veis </I>(<I>Incredible Years</I>) em fam&iacute;lias acompanhadas por servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a. O estudo englobou 35 pais referenciados por comportamentos negligentes, que foram distribu&iacute;dos, aleatoriamente, pela condi&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o (26 pais) ou de controlo (9 pais). A an&aacute;lise dos dados de compara&ccedil;&atilde;o de ambos os grupos revelou que o programa tem um impacto positivo nas pr&aacute;ticas parentais (diminui&ccedil;&atilde;o do uso de disciplina severa e puni&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e aumento da utiliza&ccedil;&atilde;o do incentivo/elogio e da disciplina positiva) e na perce&ccedil;&atilde;o parental do comportamento dos filhos. Assim, os autores concluem que a aplica&ccedil;&atilde;o de um programa de educa&ccedil;&atilde;o parental empiricamente validado, como &eacute; o caso do programa <I>Anos Incr&iacute;veis</I>, em situa&ccedil;&otilde;es de mau trato infantil, poder&aacute; potenciar mudan&ccedil;as espec&iacute;ficas, designadamente no &acirc;mbito das pr&aacute;ticas parentais e da perce&ccedil;&atilde;o parental do comportamento dos filhos. &Eacute; de salientar que numa revis&atilde;o dos estudos sobre programas de educa&ccedil;&atilde;o parental com fam&iacute;lias sinalizadas pelos servi&ccedil;os de apoio &agrave; crian&ccedil;a, Johnson e colaboradores (2006), destacam o programa de educa&ccedil;&atilde;o parental <I>Anos Incr&iacute;veis </I>como uma interven&ccedil;&atilde;o bastante promissora no que diz respeito &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da disciplina punitiva e da inconsist&ecirc;ncia e inefic&aacute;cia parental, e ao aumento do recurso a estrat&eacute;gias reveladoras de uma parentalidade compreensiva e positiva. </P >    <p>A efic&aacute;cia dos programas de educa&ccedil;&atilde;o parental na redu&ccedil;&atilde;o do risco de mau trato infantil tem sido comparada com a de outro tipo de interven&ccedil;&otilde;es, nomeadamente, a Terapia Multissist&eacute;mica. Neste contexto, Brunk, Henggeler e Whelan (1987) realizaram um estudo comparativo destas duas formas de interven&ccedil;&atilde;o, concluindo que ambas eram eficazes na melhoria dos problemas que afetam as fam&iacute;lias maltratantes. Embora os pais que foram alvo de terapia multissist&eacute;mica apresentassem melhores resultados no controlo do comportamento dos seus filhos e se revelassem mais sens&iacute;veis &agrave;s suas necessidades, a educa&ccedil;&atilde;o parental mostrou resultados superiores na diminui&ccedil;&atilde;o dos problemas sociais e de isolamento que caracterizam este tipo de fam&iacute;lias, porquanto o seu formato de interven&ccedil;&atilde;o em grupo permite ultrapassar algumas limita&ccedil;&otilde;es das interven&ccedil;&otilde;es desenvolvidas individualmente e/ou em contexto cl&iacute;nico. </P >    <p>Perante estes dados, n&atilde;o &eacute; pois de estranhar o interesse crescente quanto ao papel da educa&ccedil;&atilde;o parental no &acirc;mbito da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia e juventude, com claras repercuss&otilde;es nos contextos pol&iacute;tico, econ&oacute;mico e acad&eacute;mico. </P >    <p>A CRESCENTE VALORIZA&Ccedil;&Atilde;O DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O PARENTAL  NO &Acirc;MBITO DO SISTEMA PROTETIVO PORTUGU&Ecirc;S  </P >    <p>A interven&ccedil;&atilde;o familiar recorrendo a programas de educa&ccedil;&atilde;o parental, quer numa l&oacute;gica de preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria (situa&ccedil;&otilde;es em que s&atilde;o detetados fatores de risco relativos &agrave; promo&ccedil;&atilde;o dos direitos da crian&ccedil;a e &agrave; sua prote&ccedil;&atilde;o e cujo trabalho pode ser realizado pelas entidades com compet&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de inf&acirc;ncia e juventude) quer numa l&oacute;gica de preven&ccedil;&atilde;o terci&aacute;ria (situa&ccedil;&otilde;es em que, perante a ocorr&ecirc;ncia do mau trato, urge remover a situa&ccedil;&atilde;o de perigo, proporcionando a prote&ccedil;&atilde;o devida &agrave; crian&ccedil;a) tem sido amplamente divulgada em Portugal, facto a que n&atilde;o &eacute; alheia a prolifera&ccedil;&atilde;o de estudos sobre esta tem&aacute;tica e o investimento financeiro disponibilizado. A t&iacute;tulo de exemplo, destacamos o <I>Programa Crian&ccedil;as e Jovens em Risco </I>da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, que entre 2008 e 2010 promoveu o desenvolvimento de projetospiloto no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o parental nos concelhos de Lisboa, Set&uacute;bal, Amadora e Sintra e cujos resultados foram publicados recentemente<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Um outro exemplo relevante &eacute; o estudo solicitado pelo Instituto de Seguran&ccedil;a Social e Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco, de que falaremos mais adiante. H&aacute; ainda a destacar outros estudos e publica&ccedil;&otilde;es enriquecedores para o estado atual da arte no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as e jovens em risco (cf. Almeida &amp; Fernandes, 2010b; Calheiros, 2006; Calheiros &amp; Monteiro, 2007; Calheiros, Garrido, &amp; Santos, 2011; Zuzarte &amp; Calheiros, 2010), que t&ecirc;m enfatizado o papel do <I>empowerment </I>parental em situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade familiar e risco psicossocial. </P >    <p>A educa&ccedil;&atilde;o parental em situa&ccedil;&otilde;es de risco e de interven&ccedil;&atilde;o social est&aacute; j&aacute; prevista na legisla&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia e juventude, carecendo, contudo, da respetiva regulamenta&ccedil;&atilde;o. A Lei de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Perigo (Lei n.&ordm; 147/99 de 1 de setembro de 1999), no n.&ordm; 1 do artigo 41&ordm;, refere que &ldquo;<I>quando sejam aplicadas as medidas previstas nos artigos 39.&ordm; e 40&ordm; </I>[medida de apoio junto dos pais e medida de apoio junto de outro familiar, respetivamente], <I>os pais ou os familiares a quem a crian&ccedil;a ou jovem sejam entregues podem beneficiar de um programa de forma&ccedil;&atilde;o visando o melhor exerc&iacute;cio das fun&ccedil;&otilde;es parentais</I>&rdquo;. De acordo com os relat&oacute;rios anuais de avalia&ccedil;&atilde;o da atividade das CPCJ&rsquo;s de 2009 e 2010 (CNPCJR, 2009, 2010), anteriormente citados, este tema &eacute; amplamente apontado por aqueles servi&ccedil;os, quando questionados sobre as suas necessidades de forma&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>Neste contexto, &eacute; de assinalar que em 2007, e ap&oacute;s um pedido da CNPCJR, foi constitu&iacute;do um grupo de trabalho<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> que congregou diversas entidades e institui&ccedil;&otilde;es nacionais com o objetivo de estudar, caracterizar e avaliar os v&aacute;rios programas de forma&ccedil;&atilde;o parental que estavam a ser implementados no nosso pa&iacute;s, no sentido de ser disponibilizada uma orienta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica facilitadora da regulamenta&ccedil;&atilde;o da medida superiormente referida. Os resultados deste estudo, desenvolvido a n&iacute;vel nacional sobre a avalia&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o parental, foram recentemente apresentados (Abreu-Lima et al., 2010). </P >     <p>O estudo englobou a participa&ccedil;&atilde;o de 609 adultos (84,4% do sexo feminino e 15,6% do sexo masculino), sendo que foram as m&atilde;es as que mais marcaram presen&ccedil;a (81%), seguidas dos pais (13,8%) e tamb&eacute;m av&oacute;s (2,2%). No que diz respeito &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es avaliadas, num total de 68, estas foram subdivididas em quatro grandes grupos: interven&ccedil;&otilde;es internacionais estandardizadas (programas internacionais, empiricamente validados e adaptados &agrave; l&iacute;ngua portuguesa), interven&ccedil;&otilde;es nacionais estandardizadas (programas nacionais, estruturados e complementados com recurso ao manual e com condi&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-definidas de aplica&ccedil;&atilde;o), interven&ccedil;&otilde;es estruturadas (programas adaptados &agrave;s necessidades do grupo mas com relativa estrutura&ccedil;&atilde;o) e interven&ccedil;&otilde;es flex&iacute;veis (constru&iacute;das de acordo com as necessidades espec&iacute;ficas do grupo-alvo, muitas vezes definidas &agrave; medida que iam sendo implementadas). Todas elas foram desenvolvidas em formato de grupo. </P >    <p>Dada a aus&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios programas, assim como a diversidade dos mesmos, este estudo recorreu &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre os dados do pr&eacute; e p&oacute;s-teste para medir os efeitos das referidas interven&ccedil;&otilde;es, nomeadamente no que diz respeito &agrave; perce&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas parentais (perce&ccedil;&atilde;o do desempenho do papel parental, do stresse parental e do apoio social), &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do comportamento da crian&ccedil;a (na perspetiva das figuras parentais e de educadores formais) e &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a interven&ccedil;&atilde;o por parte dos participantes. Assim, a recolha dos dados decorreu em tr&ecirc;s momentos: antes da interven&ccedil;&atilde;o (pr&eacute;-teste), imediatamente ap&oacute;s o final da interven&ccedil;&atilde;o (p&oacute;s-teste) e um ano ap&oacute;s a conclus&atilde;o da mesma (seguimento). O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o englobou um conjunto de instrumentos que pretendiam recolher dados de natureza quantitativa (cf. Abreu-Lima et al., 2010) e qualitativa, tendo neste &uacute;ltimo caso sido feita uma an&aacute;lise de conte&uacute;do relativamente ao Question&aacute;rio de Satisfa&ccedil;&atilde;o e Efic&aacute;cia do Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Parental. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da leitura integradora dos dados recolhidos, h&aacute; que real&ccedil;ar que pais e/ou cuidadores parentais, ap&oacute;s serem alvo das referidas interven&ccedil;&otilde;es, manifestaram uma maior consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica acerca das suas pr&aacute;ticas educativas, desvalorizando os castigos como estrat&eacute;gia educativa e reconhecendo a necessidade de alterar alguns dos seus comportamentos, no sentido de introduzir mudan&ccedil;as com vista a uma parentalidade positiva e respeitadora da identidade e tempo da crian&ccedil;a. </P >    <p>Os participantes percecionaram-se como mais emp&aacute;ticos face &agrave;s necessidades e sentimentos dos seus filhos, sentindo-se, igualmente, mais competentes, com claras repercuss&otilde;es na diminui&ccedil;&atilde;o de sentimentos de stresse associados ao exerc&iacute;cio do papel parental. &Eacute; tamb&eacute;m de salientar o facto de pais e cuidadores, ap&oacute;s a experi&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o parental, se manifestarem menos deprimidos e menos isolados socialmente, percecionando um maior apoio por parte da rede informal (familiares, amigos e vizinhos. Na rela&ccedil;&atilde;o com os seus filhos, os resultados apontam para uma redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero e intensidade dos problemas de comportamento que identificam, apesar de esta altera&ccedil;&atilde;o ser apenas marginalmente significativa do ponto de vista estat&iacute;stico. </P >     <p>Tais dados levam os autores a concluir que a participa&ccedil;&atilde;o em programas de educa&ccedil;&atilde;o parental conduz a &ldquo;mudan&ccedil;as geralmente significativas na forma como as figuras parentais percecionam o seu papel parental, a sua disponibilidade para atender &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as, o apoio social e os problemas e compet&ecirc;ncias das crian&ccedil;as&rdquo; (Abreu-Lima et al., 2010, p. 72). Contudo, refor&ccedil;am que apesar de a participa&ccedil;&atilde;o num grupo de educa&ccedil;&atilde;o parental geralmente ser encarada como positiva e imprimir melhorias globais no desempenho do papel parental, poder&atilde;o permanecer comportamentos e pr&aacute;ticas parentais que consubstanciem risco ou perigo e, portanto, merecedoras da aten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia. Esta ideia remete para a recomenda&ccedil;&atilde;o apresentada neste estudo, de acordo com a qual, nos casos de fam&iacute;lias maltratantes, sobretudo aquelas que apresentam um elevado potencial de mau trato ou de reincid&ecirc;ncia dos comportamentos maltratantes, a frequ&ecirc;ncia de programas de educa&ccedil;&atilde;o parental deve ser criteriosamente ponderada e avaliado o seu potencial de mudan&ccedil;a. Por outro lado, esta forma de interven&ccedil;&atilde;o deve ser integrada num plano mais vasto e exaustivo de interven&ccedil;&atilde;o familiar e comunit&aacute;ria, numa perspetiva claramente ecol&oacute;gica de olhar a complexidade dos problemas que estas fam&iacute;lias atravessam. Estes dados est&atilde;o de acordo com outros encontrados na literatura internacional, j&aacute; referidos neste artigo (cf. Lundhal et al., 2006), segundo os quais a efic&aacute;cia dos programas de educa&ccedil;&atilde;o parental &eacute; somente moderada, apontando que as principais mudan&ccedil;as refletem-se sobretudo nos sentimentos de autoefic&aacute;cia e de autoconfian&ccedil;a dos pais no papel parental. </P >     <p>O estudo apresentado, para al&eacute;m da mais-valia de constituir uma primeira tentativa de levantamento exaustivo e global das v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o parental implementadas no nosso pa&iacute;s, representou a primeira caracteriza&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es desenvolvidas em territ&oacute;rio nacional, num esfor&ccedil;o de conhecer, avaliar, analisar, para depois reflectir sobre o impacto das mesmas nas fam&iacute;lias com hist&oacute;ria de mau trato. Tais dados ser&atilde;o fundamentais para a regulamenta&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o neste contexto, nomeadamente com recurso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o parental, a qual tem demonstrado ser uma forma efetiva de alterar alguns comportamentos parentais considerados de risco ou mesmo maltratantes. </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O </P >    <p>O modelo ecol&oacute;gico representou uma revolu&ccedil;&atilde;o na forma como &eacute; encarado o desenvolvimento humano e o papel da fam&iacute;lia e das rela&ccedil;&otilde;es na determina&ccedil;&atilde;o dos comportamentos. De uma perspetiva individual, linear e simplista passou-se para uma perspetiva m&uacute;ltipla, no sentido que &eacute; multissist&eacute;mica, multideterminada e multidirecionada. Tamb&eacute;m a interven&ccedil;&atilde;o com as fam&iacute;lias, sobretudo em contexto de apoio social e de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, deixou de ser focada apenas nesta &uacute;ltima, para passar a ter em conta a fam&iacute;lia e os v&aacute;rios sistemas que, direta ou indiretamente, se encontram em rela&ccedil;&atilde;o e coinfluenciam os comportamentos. A interven&ccedil;&atilde;o deixou de ser individual para se focalizar na rede e centrar-se na fam&iacute;lia que, por seu turno, passou a ser encarada como multiassistida, multidesafiada e/ou multiproblem&aacute;tica, dependendo da &ldquo;lente&rdquo; utilizada pelo t&eacute;cnico para a descrever. </P >    <p>Os desafios que se colocam &agrave;s fam&iacute;lias e ao exerc&iacute;cio da parentalidade s&atilde;o in&uacute;meros. A fam&iacute;lia &eacute; cada vez mais responsabilizada pelo desenvolvimento e socializa&ccedil;&atilde;o das suas crian&ccedil;as, existindo m&uacute;ltiplos estudos que apontam para o facto de as disfun&ccedil;&otilde;es familiares aumentarem a probabilidade de desenvolvimento de traject&oacute;rias desviantes nos descendentes (e.g., Hutchings et al., 2006; Lipsey &amp; Dorsen, 1998, citados por Fonseca, 2002). Neste sentido, o mau trato infantil pode ser encarado como uma disfun&ccedil;&atilde;o familiar e de perturba&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos. </P >    <p>Os dados apresentados nos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o da atividade anual das CPCJ&rsquo;s nos &uacute;ltimos 3 anos (CNPCJR, 2008, 2009 e 2010) s&atilde;o pertinentes para a reflex&atilde;o sobre o sistema protetivo portugu&ecirc;s e, sobretudo, sobre a necessidade de desenvolver estrat&eacute;gias realmente eficazes na interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias maltratantes. A preven&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia do mau trato sobressai cada vez mais como uma necessidade imperiosa, dada a taxa impressionantemente elevada de processos reabertos por motivo de reincid&ecirc;ncia da mesma situa&ccedil;&atilde;o de perigo. Esta realidade aponta para a necessidade de desenvolver estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o eficazes e empiricamente validadas. Por conseguinte, tendo em conta que a presen&ccedil;a de uma hist&oacute;ria de mau trato tem impacto negativo no desenvolvimento emocional, cognitivo e social de uma crian&ccedil;a, com consequ&ecirc;ncias a curto, m&eacute;dio e a longo prazo, a preven&ccedil;&atilde;o em idades precoces, nomeadamente em per&iacute;odo pr&eacute;-escolar, torna-se fundamental. Neste artigo, procur&aacute;mos apontar um caminho poss&iacute;vel para a interven&ccedil;&atilde;o, focalizando a nossa aten&ccedil;&atilde;o na parentalidade, encarando-a como uma &ldquo;porta de entrada&rdquo; para outras mudan&ccedil;as no sistema familiar e individual, com implica&ccedil;&otilde;es na diminui&ccedil;&atilde;o do risco de mau trato infantil. De acordo com os dados anteriormente apresentados, a investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que os programas de educa&ccedil;&atilde;o parental t&ecirc;m influ&ecirc;ncia positiva nos padr&otilde;es de rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos, assim como na perce&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia do comportamento parental (Allin, Wathen, &amp; MacMillan, 2005; Barth &amp; Haskins, 2009; Dore &amp; Lee, 1999; Lundahl et al., 2006). Apoiar os pais na mudan&ccedil;a do seu comportamento parental e na perce&ccedil;&atilde;o dos seus pr&oacute;prios sentimentos e expetativas para que, de um ponto de vista sist&eacute;mico e ecol&oacute;gico, haja altera&ccedil;&otilde;es no comportamento dos filhos e, posteriormente, nos outros sistemas envolventes, afigura-se, assim, como uma forma de interven&ccedil;&atilde;o na parentalidade em contextos de risco que tem revelado, noutros pa&iacute;ses, resultados positivos e promissores. </P >    <p>Tal interven&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ocorrer o mais cedo poss&iacute;vel, n&atilde;o s&oacute; porque em crian&ccedil;as mais novas os padr&otilde;es comportamentais ser&atilde;o mais flex&iacute;veis e f&aacute;ceis de alterar (Tremblay, 2006), mas tamb&eacute;m devido ao papel que a avalia&ccedil;&atilde;o da resposta dos pais ao programa poder&aacute; representar na tomada de decis&atilde;o por parte dos t&eacute;cnicos quanto ao projeto de vida da crian&ccedil;a. Retomando os dados dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o da atividade anual das CPCJ&rsquo;s de 2009 e 2010 (CNPCJR, 2009, 2010), verifica-se que o escal&atilde;o dos 0 aos 5 anos foi o segundo para o qual a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o protetiva foi mais solicitada. Ora, &eacute; justamente nesta faixa et&aacute;ria que os servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a acabam por ser mais pressionados para que, de uma forma c&eacute;lere e eficaz, possam prover pela avalia&ccedil;&atilde;o da parentalidade e do potencial de mudan&ccedil;a dos pais ou cuidadores, pois as decis&otilde;es relativamente ao eventual encaminhamento da crian&ccedil;a para ado&ccedil;&atilde;o ter&atilde;o de ser tomadas, de uma forma privilegiada, nesta etapa do desenvolvimento. </P >    <p>Face ao exposto, &eacute; poss&iacute;vel referir que os estudos relativos &agrave; educa&ccedil;&atilde;o parental t&ecirc;m conduzido a resultados que nos permitem apontar este tipo de interven&ccedil;&atilde;o como uma proposta exequ&iacute;vel na preven&ccedil;&atilde;o do mau trato infantil, trabalhando os pr&oacute;prios fatores de risco associados &agrave; rela&ccedil;&atilde;o paisfilhos, n&atilde;o descurando a necessidade de outras interven&ccedil;&otilde;es que na sequ&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o sejam consideradas essenciais, tendo sempre em conta o multideterminismo do fen&oacute;meno e a intera&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias fatores para a sua compreens&atilde;o. Por outro lado, pode constituir-se como uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel do ponto de vista econ&oacute;mico, n&atilde;o s&oacute; porque habitualmente as sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o parental s&atilde;o em grupo, podendo abranger um n&uacute;mero mais vasto de fam&iacute;lias quando comparadas com interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas individualizadas, mas tamb&eacute;m porque as mudan&ccedil;as obtidas poder&atilde;o estender-se &agrave; fratria, porquanto os pais aprender&atilde;o estrat&eacute;gias positivas e eficazes para lidar com todas as suas crian&ccedil;as. Assim, ao intervir precocemente em situa&ccedil;&otilde;es de risco estaremos a melhorar a qualidade do desenvolvimento da(s) crian&ccedil;a(s) e da sua fam&iacute;lia, permitindo reduzir os custos para a sociedade inerentes &agrave;s consequ&ecirc;ncias do mau trato infantil. A implementa&ccedil;&atilde;o de programas de educa&ccedil;&atilde;o parental na preven&ccedil;&atilde;o dos maus tratos infantis, em idades precoces constitui, deste modo, uma &aacute;rea promissora no &acirc;mbito da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia, que carece de estudos em Portugal. Importa, sobretudo, reflectir sobre a necessidade de aplicar estrat&eacute;gias empiricamente validadas e ecologicamente eficazes, no sentido de promover e proteger os direitos das crian&ccedil;as. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Abreu-Lima, I., Alarc&atilde;o, M., Almeida, A. T., Brand&atilde;o, T., Cruz, O., Gaspar, M. F., &amp; Santos, M. R. (2010).  <I>Avalia&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o parental: Relat&oacute;rio</I>. Acedido de  <a href="http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=3493&m=PDF" target="_blank">http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=3493&amp;m=PDF</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alberto, I. (2006). <I>Maltrato e trauma na inf&acirc;ncia</I>: Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Allin, H., Wathen, N., &amp; MacMillan, H. (2005). Treatment of child neglect: A systematic review. <I>Canadian Journal of Psychiatry</I>, <I>50</I>(8), 497-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, A., &amp; Fernandes, N. (2010a). Interven&ccedil;&atilde;o com Crian&ccedil;as, jovens e fam&iacute;lias: Pensar as pr&aacute;ticas centradas em direitos. In A. Almeida &amp; N. Fernandes (Orgs.), <I>Interven&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as, jovens e fam&iacute;lias. Estudos e pr&aacute;ticas </I>(pp. 13-26). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, A., &amp; Fernandes, N. (Orgs.). (2010b). <I>Interven&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as, jovens e fam&iacute;lias. Estudos e pr&aacute;ticas</I>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Asawa, L. E., Hansen, D. J., &amp; Flood, M. (2008). Early childhood intervention programs: Opportunities and challenges for preventing child maltreatment. <I>Education &amp; Treatment of Children, 31</I>(1), 73-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Barth, R. P. (2009). Preventing child abuse and neglect with parent training: Evidence and opportunities<I>. The Future of Children</I>, <I>19</I>(2), 95-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Barth, R. P., &amp; Haskins, R. (2009). Will parent training reduce abuse, enhance development, and save money? Let&rsquo;s find out. <I>The Future of Children</I>, <I>19</I>(2). Acedido de <a href="http://www.futureofchildren.org/futureofchildren/publications/docs/19_02_PolicyBrief_2.pdf" target="_blank">http://www.futureofchildren.org/futureofchildren/publications/docs/19_02_PolicyBrief_2.pdf</a> </P >     <!-- ref --><p>Barth, R. P. , Landsverk, J., Chamberlain, P. , Reid, J. B., Rolls, J. A., Hurlburt, (...), &amp; Kohl, P. L. (2005). Parent-training programs in child welfare services: Planning for a more evidence-based approach to serving biological parents. <I>Research on Social Work Practice</I>, <I>15</I>(5), 353-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201200030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Belsky, J. (1980). Child maltreatment: An ecological integration. <I>American Psychologist</I>, <I>35</I>(4), 320-335. doi:10.1037/0003-066X.35.4.320 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201200030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Belsky, J. (1984). The determinants of parenting: A process model. <I>Child Development</I>, <I>55</I>(1), 83-96. doi:10.1111/1467-8624.ep7405453 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201200030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Black, M. M., &amp; Krishnakumar, A. (1998). Children in low-income, urban settings: Interventions to promote mental health and well-being. <I>American Psychologist</I>, <I>53</I>, 635-646.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201200030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Britner, P., &amp; Reppucci, D. (1997). Prevention of child maltreatment: Evaluation of a parent education program for teen mothers. <I>Journal of Child and Family Studies, 6</I>(2), 165-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201200030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <I>The ecology of human development: Experiments by nature and design. </I>Harvard: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201200030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1986). Ecology of the family as a context for human development: Research perspectives. <I>Developmental Psychology</I>, <I>22</I>, 723-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201200030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Brunk, M. A., Henggeler, S. W., &amp; Whelan, J. P. (1987). Comparison of multisystemic therapy and parent training in the brief treatment of child abuse and neglect. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 55</I>(2), 171-178. doi:10.1037/0022-006X.55.2.171 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201200030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Calheiros, M. (2006). <I>A constru&ccedil;&atilde;o social do mau trato e neglig&ecirc;ncia: Do senso-comum ao conhecimento cient&iacute;fico</I>. Coimbra: Imprensa de Coimbra, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201200030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Calheiros, M., &amp; Monteiro, M. (2007). Rela&ccedil;&otilde;es familiares e pr&aacute;ticas maternas de mau trato e neglig&ecirc;ncia. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXV</I>(2), 195-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201200030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Calheiros, M., Garrido, M., &amp; Santos, S. (Orgs.). (2011). <I>Crian&ccedil;as em risco e perigo. Contextos, investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o</I>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201200030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco. (2008). <I>Relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o das actividades das comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens</I>. Lisboa. Acedido de <a href="http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=2656&m=PDF" target="_blank">http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=2656&amp;m=PDF</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201200030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco. (2009). <I>Relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o das actividades das comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens</I>. Lisboa. Acedido de <a href="http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=3143&m=PDF" target="_blank">http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=3143&amp;m=PDF</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201200030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco. (2010). <I>Relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o das actividades das comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens</I>. Lisboa. Acedido de <a href="http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=3453&m=PDF" target="_blank">http://www.cnpcjr.pt/preview_documentos.asp?r=3453&amp;m=PDF</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201200030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Council of Europe. (2006). <I>Recommendation Rec (2006) 19 of the Committee of Ministers to member states on policy to support positive parenting </I>(adopted by the Committee of Ministers on 13 December 2006 at 983rd meeting of Ministers&rsquo; Deputies). Acedido de <a href="https://wcd.coe.int/wcd/ViewDoc.jsp?id=1073507&Site=CM" target="_blank">https://wcd.coe.int/wcd/ViewDoc.jsp?id=1073507&amp;Site=CM</a> </P >    <!-- ref --><p>Council of Europe. (2011). <I>Building a child-friendly Europe: Turning a vision into reality Conference on the Council of Europe Strategy for the Rights of the Child 2012-2015. Monaco, 20-21 November 2011. </I>Acedido de <a href="http://www.coe.int/t/dg3/children/StrategyConferenceMonaco/StrategyConferenceMonaco_en.asp" target="_blank">http://www.coe.int/t/dg3/children/StrategyConferenceMonaco/StrategyConferenceMonaco_en.asp</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201200030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cruz, O. (2005). <I>Parentalidade</I>. Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201200030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cruz, H., &amp; Carvalho, M. (2011). Inf&acirc;ncia, fam&iacute;lias e a educa&ccedil;&atilde;o parental. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. Carvalho (Coords.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 17-33). Cascais: Principia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201200030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dore, M., &amp; Lee, J. M. (1999). The role of parent training with abusive and neglectful parents. <I>Family Relations</I>, <I>48</I>(3), 313-325. doi:10.2307/585642 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201200030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fennell, D. C., &amp; Fishel, A. H. (1998). Parent education: An evaluation of STEP on abusive parents&rsquo; perceptions and abuse potential. <I>Journal of Child &amp; Adolescent Psychiatric Nursing, 11</I>(3), 107-120. </P >     <!-- ref --><p>Fonseca, A. C. (2002). Comportamento anti-social e fam&iacute;lia: Novas abordagens para um velho problema. In A. C. Fonseca (Ed). <I>Comportamento anti-social e fam&iacute;lia: Uma abordagem cient&iacute;fica </I>(pp. 1-14). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201200030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fraser, M. (1997). The ecology of childhood: A multisystems perspective. In M. Fraser (Ed.), Risk <I>and resilience in childhood: An ecological perspective. </I>Washington, DC: NASW.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201200030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fuster, E. G., Garcia, F., &amp; Ochoa, G. O. (1988). Maltrato infantil: Un modelo de intervenci&oacute;n desde la perspectiva sist&eacute;mica. <I>Cadernos de Consulta Psicologica</I>, <I>4</I>, 73-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201200030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gershater-Molko, R. M., Lutzker, J. R., &amp; Wesch, D. (2003). Project SafeCare: Improving health, safety, and parenting skills in families reported for, and at-risk for child maltreatment. <I>Journal of Family Violence</I>, <I>18</I>(6), 377-386.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201200030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gilbert, R., Widom, C., Browne, K., Fergusson, D., Webb, E., &amp; Janson, S. (2009). Burden and consequences of child maltreatment in high-income countries. <I>Lancet</I>, <I>373</I>(9657), 68-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201200030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Hutchings, J., Bywater, T., Davies, C., &amp; Whitaker, C. (2006). Do crime rates predict the outcome of parenting programmes for parents of &lsquo;high-risk&rsquo; preschool children? <I>Educational and Child Psychology</I>, <I>23</I>(2), 15-24. </P >     <!-- ref --><p>Ireland, T., &amp; Widom, C. (1994). Childhood victimization and risk for alcohol and drug arrests. <I>The International Journal of the Addiction</I>, <I>29</I>, 235-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201200030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Johnson, M. A., Stone, S., Lou, C., Ling, J., Claassen, J., &amp; Austin, M. J. (2006). <I>Assessing parent education programs for families involved with child welfare services: Evidence and implications</I>. Acedido de <a href="http://cssr.berkeley.edu/bassc/public/EvidenceForPractice5_Parenting_fullReport.pdf" target="_blank">http://cssr.berkeley.edu/bassc/public/EvidenceForPractice5_Parenting_fullReport.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201200030000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jouriles, E., McDonald, R., Rosenfield, D., Norwood, W., Stephens, N., Corbitt-Shindler, D., &amp; Ehrensaft, M. (2010). Improving parenting in families referred for child maltreatment: A randomized controlled trial examining effects of Project Support. <I>Journal of Family Psychology</I>, <I>24</I>(3), 328-338. doi: 10.1037/a0019281 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201200030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kumpfer, K. L., &amp; Johnson, J. L. (2007). Intervenciones de fortalecimiento familiar para la prevenci&oacute;n del consumo de sustancias en hijos de padres adictos. Adicciones, <I>19</I>(1), 13-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201200030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Lei n.&ordm; 147/99 de 1 de setembro de 1999. <I>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</I>, n.&ordm; 204/99 &ndash; I &ndash; S&eacute;rie &ndash; A. Lisboa. </P >     <p>Lei Constitucional n.&ordm; 1/2005 de 12 de agosto (s&eacute;tima revis&atilde;o constitucional). <I>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</I>, n.&ordm; 155/2005 &ndash; I &ndash; S&eacute;rie &ndash; A. Lisboa. </P >     <p>Letarte, M., Normandeau, S., &amp; Allard, J. (2010). Effectiveness of a parent training program &ldquo;Incredible Years&rdquo; in a child protection service. <I>Child Abuse &amp; Neglect: The International Journal</I>, <I>34</I>(4), 253-261. </P >    <!-- ref --><p>Lundahl, B. W., Nimer, J., &amp; Parsons, B. (2006). Preventing child abuse: A meta-analysis of parent training programs. <I>Research on Social Work Practice</I>, <I>16</I>(3), 251-262. doi:10.1177/1049731505284391 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201200030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MacMillan, H. L., Wathen, C., Barlow, J., Fergusson, D. M., Leventhal, J. M., &amp; Taussig, H. N. (2009). Interventions to prevent child maltreatment and associated impairment. <I>The Lancet</I>, <I>373</I>(9659), 250-266. doi:10.1016/S0140-6736(08)61708-0 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201200030000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pala, B., &Uuml;nalacak, M., &amp; &Uuml;nl&uuml;o&#287;lu, &#304;. (2011). Child maltreatment: Abuse and neglect. <I>Dicle Medical Journal / Dicle Tip Dergisi</I>, <I>38</I>, 121-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201200030000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sampaio, D., Cruz, H., &amp; Carvalho, M. (Coords.). (2011). <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o</I>. Cascais: Principia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201200030000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sanders, M. R., Cann, W., &amp; Markie-Dadds, C. (2003). Why a universal population-level approach to the prevention of child abuse is essential. <I>Child Abuse Review, 12</I>, 145-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201200030000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stambor, Z. (2006). Prevention as intervention. <I>Monitor on Psychology, 36</I>(6), 30-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201200030000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tremblay, R. E. (2006). Prevention of youth violence: Why not start at the beginning? <I>Journal of Abnormal Child Psychology, 34</I>(4), 480-486. doi:10.1007/s10802-006-9038-7 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201200030000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>UNICEF. (1989). Conven&ccedil;&atilde;o sobre os direitos da crian&ccedil;a. Nova Iorque: Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Acedido de: <a href="http://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf" target="_blank">http://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201200030000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Webster-Stratton, C. (2007). Tailoring the Incredible Years Parent Programs according to children&rsquo;s developmental needs and family risk factors. In J. M. Briesmeister &amp; C. E. Schaefer (Eds.), <I>Handbook of parent training: Helping parents prevent and solve problem behaviors </I>(3rd ed., pp. 305-344). Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons. </P >    <!-- ref --><p>Webster-Stratton, C., &amp; Reid, M. (2006). Treatment and prevention of conduct problems: Parent training interventions for young children (2-7 years old). In K. McCartney &amp; D. Phillips (Eds.), <I>Blackwell handbook of early childhood development </I>(pp. 616-641). Malden: Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201200030000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Whipple, E. E., &amp; Wilson, S. R. (1996). Evaluation of a parent education and support program for families at risk of physical child abuse. <I>Families in Society</I>, <I>77</I>, 227-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201200030000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>World Health Organization (WHO). (2006). <I>Preventing child maltreatment. A guide to take action and generating evidence</I>. Genebra: World Health Organization. Acedido de <a href="http://www.who.int/violence_injury_prevention/publications/violence/child_maltreatment/en/index.html" target="_blank">http://www.who.int/violence_injury_prevention/publications/violence/child_maltreatment/en/index.html</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201200030000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Zuzarte, M., &amp; Calheiros, M. (2010). Programa de interven&ccedil;&atilde;o nas interac&ccedil;&otilde;es pais-filhos &ldquo;Desenvolver a sorrir&rdquo;&ndash; Estudo explorat&oacute;rio. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVIII</I>(3), 491-504. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:inescoutinho@gmail.com">inescoutinho@gmail.com</a></P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Esta meta-an&aacute;lise englobou 23 estudos, caracterizados por diferentes orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas (tendo os autores subdividido as interven&ccedil;&otilde;es em behavioristas e n&atilde;o-behavioristas), m&eacute;todo de implementa&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero de sess&otilde;es, local de realiza&ccedil;&atilde;o e escolha das vari&aacute;veis dependentes. Destes 23 estudos, 17 utilizaram uma metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o com pr&eacute; e p&oacute;s-teste e 6 uma metodologia de compara&ccedil;&atilde;o entre grupo de tratamento e grupo de controlo. </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Para uma leitura pormenorizada do mesmo consultar: Sampaio, Cruz, &amp; Carvalho (Coords.). (2011). <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o</I>. Cascais: Principia. </P >     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Este grupo de trabalho foi protocolado entre a Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o das Crian&ccedil;as e Jovens em Risco, a Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Seguran&ccedil;a Social, o Instituto da Seguran&ccedil;a Social, a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, a Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, a Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, a Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o do Instituto Polit&eacute;cnico do Porto e o Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a, da Universidade do Minho.</P >      ]]></body><back>
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