<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312012000300006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da escrita grafo-perceptiva à escrita fonetizada: Factores e processos evolutivos na descoberta do princípio alfabético]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Horta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês de Vasconcelos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior de Educação e Ciências  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>30</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>435</fpage>
<lpage>449</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312012000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312012000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312012000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[As práticas de escrita inventada em pré-escolar facilitam a descoberta do princípio alfabético (Adams, 1990; Alves Martins & Silva, 2001, 2009; Treiman, 1998). Os programas desenvolvidos comprovam a eficácia das práticas de escrita inventada tendo apenas em conta os resultados finais obtidos, pelo que neste artigo se apresenta a análise das sessões de um programa de escrita inventada, com o objectivo de tentar compreender quais são os factores e os processos evolutivos que ocorrem durante este tipo de intervenções, levando à descoberta do princípio alfabético. Na análise foram tidos em conta as respostas verbais dadas pelas crianças, o tipo de escrita produzido durante as sessões e as intervenções do experimentador. Considera-se que os factores que contribuem para a descoberta do princípio alfabético são o conhecimento dos nomes das letras, o estabelecimento explícito das relações letra/som com base nas escritas das próprias crianças e o recurso a palavras facilitadoras.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Invented spelling activities in kindergarten play an important role in promoting the understanding of the alphabetic principle (Adams, 1990; Alves Martins Silva, 2001, 2009; Treiman, 1998). The studies conducted show the positive effects of invented spelling programs considering only final results. Thus, this article presents an analysis of the sessions within an invented spelling program. The aim is to understand which aspects contribute to the understanding of the alphabetic principle. Children&#8217;s answers, their spellings and the experimenter&#8217;s interventions where taken into account. Knowledge of letter names, explicit letter to sound relations based on children&#8217;s spellings and using words whose first syllable corresponds to the letter&#8217;s name, are considered to be the aspects that promote the understanding of the alphabetic principle.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escrita inventada]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Princípio alfabético]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Alphabetic principle]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Invented spelling]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><B>Da escrita grafo-perceptiva &agrave; escrita fonetizada: Factores e processos evolutivos na descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico </B></P >     <p><b>In&ecirc;s de Vasconcelos Horta<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As pr&aacute;ticas de escrita inventada em pr&eacute;-escolar facilitam a descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico (Adams, 1990; Alves Martins &amp; Silva, 2001, 2009; Treiman, 1998). </p>     <p>Os programas desenvolvidos comprovam a efic&aacute;cia das pr&aacute;ticas de escrita inventada tendo apenas em conta os resultados finais obtidos, pelo que neste artigo se apresenta a an&aacute;lise das sess&otilde;es de um programa de escrita inventada, com o objectivo de tentar compreender quais s&atilde;o os factores e os processos evolutivos que ocorrem durante este tipo de interven&ccedil;&otilde;es, levando &agrave; descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico. </P >     <p>Na an&aacute;lise foram tidos em conta as respostas verbais dadas pelas crian&ccedil;as, o tipo de escrita produzido durante as sess&otilde;es e as interven&ccedil;&otilde;es do experimentador. </P >     <p>Considera-se que os factores que contribuem para a descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico s&atilde;o o conhecimento dos nomes das letras, o estabelecimento expl&iacute;cito das rela&ccedil;&otilde;es letra/som com base nas escritas das pr&oacute;prias crian&ccedil;as e o recurso a palavras facilitadoras. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Palavras-chave: </B>Escrita inventada, Princ&iacute;pio alfab&eacute;tico. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Invented spelling activities in kindergarten play an important role in promoting the understanding of  the alphabetic principle (Adams, 1990; Alves Martins Silva, 2001, 2009; Treiman, 1998).  The studies conducted show the positive effects of invented spelling programs considering only final  results. Thus, this article presents an analysis of the sessions within an invented spelling program. The  aim is to understand which aspects contribute to the understanding of the alphabetic principle.  Children&rsquo;s answers, their spellings and the experimenter&rsquo;s interventions where taken into account.  Knowledge of letter names, explicit letter to sound relations based on children&rsquo;s spellings and using  words whose first syllable corresponds to the letter&rsquo;s name, are considered to be the aspects that  promote the understanding of the alphabetic principle. </P >     <p><B>Key-words: </B>Alphabetic principle, Invented spelling. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>As pr&aacute;ticas de escrita inventada no pr&eacute;-escolar constituem um dos factores fundamentais na aquisi&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico (Adams, 1990; Alves Martins &amp; Silva, 2001, 2009; Treiman, 1998; Vasconcelos Horta &amp; Alves Martins, 2011), promovendo o desenvolvimento da consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica e das conceptualiza&ccedil;&otilde;es infantis sobre a escrita (Alves Martins &amp; Silva, 2006a,b; Hohn &amp; Ehri, 1983; Kamii &amp; Manning, 2002; Silva &amp; Alves Martins, 2002, 2003; Stahl &amp; Murray, 1998; Treiman, 1998; Vernon &amp; Ferreiro, 1999). </P >     <p>Estudos na l&iacute;ngua portuguesa, como os de Alves Martins (1993) ou Alves Martins e Quintas Mendes (1987), t&ecirc;m demonstrado que estas conceptualiza&ccedil;&otilde;es se desenvolvem por n&iacute;veis, tal como foram descritas por Ferreiro (1988) e por Ferreiro e Teberosky (1979/2005). Assim, no primeiro n&iacute;vel, as crian&ccedil;as n&atilde;o relacionam a linguagem oral com a linguagem escrita, usando letras ou pseudoletras; a sua escrita &eacute; orientada por crit&eacute;rios de quantidade m&iacute;nima de grafemas, combinando-os de forma diferente em cada palavra. Uma vez que n&atilde;o est&atilde;o a codificar a linguagem oral, s&atilde;o influenciadas pelas caracter&iacute;sticas do referente e n&atilde;o pelas correspond&ecirc;ncias grafo-fonol&oacute;gicas. Este tipo de escrita &eacute; considerada uma escrita pr&eacute;-sil&aacute;bica. No entanto, apesar de conceptualmente se encontrarem num n&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico, Ferreiro e Gomez Palacio (1982) referem que algumas crian&ccedil;as poder&atilde;o utilizar escritas diferenciadas, que apresentam um valor sonoro inicial. Ou seja, as crian&ccedil;as nesta categoria utilizam uma quantidade e repert&oacute;rio vari&aacute;veis na escrita de palavras, representando, normalmente com apenas uma letra e quase sempre a primeira, o som inicial dessa palavra. </P >     <p>No n&iacute;vel seguinte, as crian&ccedil;as come&ccedil;am a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre a linguagem oral e a linguagem escrita, baseada em unidades sil&aacute;bicas, ou seja, codificam cada s&iacute;laba da palavra com um grafema. Inicialmente, a escolha dos grafemas &eacute; aleat&oacute;ria &ndash; escrita sil&aacute;bica sem fonetiza&ccedil;&atilde;o &ndash; e posteriormente as crian&ccedil;as mobilizam letras com valor sonoro pertinente &ndash; escrita sil&aacute;bica com fonetiza&ccedil;&atilde;o (Alves Martins &amp; Silva, 2006a,b). No quarto n&iacute;vel, as crian&ccedil;as come&ccedil;am a codificar os sons das palavras al&eacute;m da s&iacute;laba, colocando a hip&oacute;tese alfab&eacute;tica (Ferreiro &amp; Teberosky, 1979/2005). Esta escrita sil&aacute;bico-alfab&eacute;tica (Alves Martins e Silva, 2006a,b) caracteriza-se pela codifica&ccedil;&atilde;o de todos os fonemas numas s&iacute;labas e noutras apenas de um. Por fim, o culminar do processo evolutivo, corresponde a uma escrita alfab&eacute;tica, em que todos os sons s&atilde;o codificados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante este processo evolutivo as crian&ccedil;as poder&atilde;o recorrer a diferentes estrat&eacute;gias em simult&acirc;neo, pois como salienta Tolchinsky (2006), este &eacute; um comportamento normal no processo transaccional do conhecimento. Com efeito, Karmiloff-Smith (1992) defende que as novas aprendizagens do sujeito aumentam o seu conhecimento, em cada dom&iacute;nio espec&iacute;fico, atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es novas das representa&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes, quer sejam inatas ou adquiridas. O conhecimento &eacute; redescrito progressivamente desde um n&iacute;vel de conhecimento impl&iacute;cito, at&eacute; um n&iacute;vel em que as representa&ccedil;&otilde;es se tornam expl&iacute;citas (Karmiloff-Smith, 1986). Assim, a coexist&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas representa&ccedil;&otilde;es explica-se na medida em que as crian&ccedil;as &ldquo;podem manter mais do que uma representa&ccedil;&atilde;o para as palavras ou at&eacute; estarem em n&iacute;veis diferentes para diferentes tipos de palavras&rdquo; (Critten, Pine, &amp; Steffler, 2007, p. 208), pelo que a escrita das crian&ccedil;as &eacute; um reflexo das suas representa&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Com o objectivo de compreender de que forma as pr&aacute;ticas de escrita inventada promoviam o desenvolvimento das conceptualiza&ccedil;&otilde;es infantis sobre a escrita, Alves Martins e Silva (2006a,b) e Silva e Alves Martins (2002, 2003) desenvolveram programas de interven&ccedil;&atilde;o destinados a fazer evoluir a escrita inventada de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, que eram levadas a pensar sobre a escrita de diversas palavras, tendo para isso que reflectir sobre os sons das palavras, as letras que as comp&otilde;em e a rela&ccedil;&atilde;o entre ambos. Para tal, em diferentes sess&otilde;es dos programas, era pedido aos participantes que escrevessem como soubessem um conjunto de palavras ditadas e depois era</B>lhes mostrada uma escrita alternativa de um n&iacute;vel conceptual mais avan&ccedil;ado. As crian&ccedil;as teriam que analisar oralmente a palavra, reflectir sobre as duas formas de escrita e escolher, justificando, a que lhes parecia mais correcta. Desta forma, promove-se um conflito cognitivo que leva a crian&ccedil;a a reflectir sobre escritas pr&oacute;ximas do seu n&iacute;vel de desenvolvimento, actuando na zona de desenvolvimento proximal. Os estudos demonstraram que crian&ccedil;as de um n&iacute;vel conceptual pr&eacute;sil&aacute;bico (Silva &amp; Alves Martins, 2002) e de n&iacute;veis conceptuais pr&eacute;-fonetiza&ccedil;&atilde;o (Silva &amp; Alves Martins, 2003) apresentam progressos na sua escrita ap&oacute;s os programas de interven&ccedil;&atilde;o sobre a escrita, reflectindo uma evolu&ccedil;&atilde;o conceptual para escritas sil&aacute;bicas e/ou escritas com fonetiza&ccedil;&atilde;o. O mesmo se verifica para crian&ccedil;as de n&iacute;veis conceptuais mais avan&ccedil;ados, nomeadamente crian&ccedil;as que produziam uma escrita sil&aacute;bica com fonetiza&ccedil;&atilde;o (Alves Martins &amp; Silva, 2006b), que evidenciaram escritas mais evolu&iacute;das no p&oacute;s-teste, codificando todos ou quase todos os fonemas as palavras, pelo que se conclui que o procedimento utilizado nestes estudos promove uma evolu&ccedil;&atilde;o conceptual que se reflecte em escritas com maior qualidade. </P >    <p>Por outro lado, estes estudos demonstram que o treino em escrita promove tamb&eacute;m uma evolu&ccedil;&atilde;o na consci&ecirc;ncia fon&eacute;mica. Com efeito, tal como Silva e Alves Martins (2003) referem, os protocolos das crian&ccedil;as revelaram que a mesma letra era usada para representar o mesmo som em palavras diferentes, o que demonstra a compreens&atilde;o da identidade dos fonemas, refor&ccedil;ando a ideia de que existe uma interac&ccedil;&atilde;o complexa entre os processos associados &agrave; consciencializa&ccedil;&atilde;o das unidades sonoras e a compreens&atilde;o do funcionamento do c&oacute;digo escrito, conseguida atrav&eacute;s das escritas inventadas das crian&ccedil;as (Alves Martins &amp; Silva, 2006b). </P >    <p>Outro factor importante na compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico &eacute; o conhecimento das letras. De facto, as crian&ccedil;as usam os seus conhecimentos dos nomes das letras nas escritas que produzem (Adams, 1990; Treiman, 1998), nomeadamente em palavras cujas s&iacute;labas iniciais ou interm&eacute;dias correspondem ao nome de letras &ndash; palavras facilitadoras, o que promove o desenvolvimento da escrita inventada e facilita o processo de fonetiza&ccedil;&atilde;o, sobretudo quando o nome da letra se encontra na s&iacute;laba inicial (Alves Martins &amp; Silva, 2001). </P >    <p>Considerando os aspectos anteriormente referidos, Vasconcelos Horta e Alves Martins (2011) analisaram a correla&ccedil;&atilde;o entre consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica, conhecimento das letras e os procedimentos de fonetiza&ccedil;&atilde;o durante um programa de escrita inventada aplicado a 38 crian&ccedil;as de 5 anos, que se encontravam num um n&iacute;vel conceptual pr&eacute;-sil&aacute;bico (Alves Martins &amp; Silva, 2006b; Ferreiro, 1988) e que n&atilde;o tinham recebido treino formal em leitura e escrita. </P >     <p>Com uma metodologia semelhante &agrave; dos programas anteriormente descritos, o programa de escrita inventada foi organizado em quatro sess&otilde;es individuais, realizadas uma vez por semana, com o objectivo de conduzir as crian&ccedil;as a usar letras convencionais na codifica&ccedil;&atilde;o das consoantes iniciais de cada palavra. Cada sess&atilde;o durava cerca de quinze minutos, sendo pedido &agrave; crian&ccedil;a que escrevesse doze palavras diferentes come&ccedil;adas pelos fonemas que se pretendia trabalhar &ndash; [f], [p], [s] e [t] &ndash; seguidos de uma vogal surda, para que esta n&atilde;o fosse mais saliente do que a consoante. </P >     <p>Para promover o processo de fonetiza&ccedil;&atilde;o foram introduzidas no in&iacute;cio das duas primeiras sess&otilde;es quatro palavras consideradas facilitadoras, come&ccedil;adas com o nome ou som da letra correspondente ao fonema trabalhado (e.g., feno [&lsquo;fenu]; pena [&lsquo;pen&alpha;]; seda [&lsquo;sed&alpha;]; tema [&lsquo;tem&alpha;]). Nas restantes palavras, a vogal era diferente (e.g., fama [&lsquo;f&alpha;m&alpha;]; sino [&lsquo;sinu]; po&ccedil;o [&lsquo;posu]; tubo [&lsquo;tubu]) para evitar um efeito de repeti&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>A l&oacute;gica de constru&ccedil;&atilde;o do programa foi a seguinte: depois de escrever cada palavra, era pedido &agrave; crian&ccedil;a que mostrasse com o dedo e que lesse em voz alta a palavra escrita. Posteriormente, era mostrada &agrave; crian&ccedil;a a mesma palavra escrita por uma outra crian&ccedil;a da mesma idade, de uma forma mais evolu&iacute;da. A escrita mais evolu&iacute;da apresentada nas sess&otilde;es 1 e 2 era uma escrita sil&aacute;bica com fonetiza&ccedil;&atilde;o e nas sess&otilde;es 3 e 4 era alfab&eacute;tica. A escrita alfab&eacute;tica n&atilde;o foi apresentada logo nas primeiras sess&otilde;es, por se considerar ser conceptualmente demasiado distante das escritas inventadas iniciais das crian&ccedil;as. </P >    <p>Seguidamente era pedido &agrave; crian&ccedil;a que nomeasse as letras usadas na escrita mais evoluida e que as comparasse com as letras usadas por si. Por fim, pedia-se &agrave; crian&ccedil;a que avaliasse qual era a melhor forma de escrever a palavra, justificando a sua escolha. Desta forma, pretendia-se levar as crian&ccedil;as a reflectir sobre a escrita das diferentes palavras, concretamente, sobre os seus sons, sobre as letras que as comp&otilde;em e a sobre rela&ccedil;&atilde;o entre ambos. Os resultados deste estudo revelaram a efic&aacute;cia do programa de escrita inventada, que conduziu &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de escritas fonetizadas, tendo-se verificado uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o conhecimento das letras e os processos de fonetiza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se tendo verificado o mesmo para a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica (Vasconcelos Horta &amp; Alves Martins, 2011). </P >    <p>Uma vez que os estudos descritos apenas est&atilde;o direccionados para as compet&ecirc;ncias que s&atilde;o desenvolvidas no final dos programas, uma an&aacute;lise dos processos envolvidos durante as sess&otilde;es que conduzem &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da escrita pode facilitar a compreens&atilde;o destes resultados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma, procedeu-se a uma an&aacute;lise qualitativa de cada uma das sess&otilde;es dos 38 participantes do programa de escrita inventada do estudo realizado por Vasconcelos Horta e Alves Martins (2011), que se apresenta de seguida, nomeadamente dos momentos ou situa&ccedil;&otilde;es em que ocorrem mudan&ccedil;as comportamentais e conceptuais e das interac&ccedil;&otilde;es entre os participantes e o experimentador, com o objectivo de tentar compreender o papel de cada um na evolu&ccedil;&atilde;o e analisar de que forma o desenvolvimento ocorre, at&eacute; &agrave; descoberta do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico. </P >    <p>DESCRI&Ccedil;&Atilde;O DAS SESS&Otilde;ES DO PROGRAMA DE ESCRITA INVENTADA </P >    <p>As sess&otilde;es foram gravadas em &aacute;udio, pelo que a an&aacute;lise foi baseada na sua transcri&ccedil;&atilde;o e noutros registos produzidos pelo experimentador durante as sess&otilde;es, tendo-se em considera&ccedil;&atilde;o os seguintes aspectos: as respostas verbais dadas pelas crian&ccedil;as; o tipo de escrita produzido em cada palavra, em cada sess&atilde;o; as interven&ccedil;&otilde;es do experimentador. </P >    <p>Como o objectivo das sess&otilde;es era chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o fonema inicial de cada palavra, levando a crian&ccedil;a a fonetizar a sua escrita, e tendo em conta a l&oacute;gica de constru&ccedil;&atilde;o do programa, foram colocadas as seguintes quest&otilde;es ap&oacute;s a escrita de cada palavra: </P >     <blockquote>       <p>- Mostra-me com o teu dedo onde escreveste e tenta ler em voz alta; </p>       <p>- Que letras usaste? </p>       <p>- Olha, eu tenho aqui a mesma palavra escrita por outra crian&ccedil;a da tua idade, mas ela escreveu de uma maneira diferente. Queres ver? </p>       <p>- L&ecirc; e mostra-me com o teu dedo. </p>       <p>- Que letras &eacute; que ela (e) usou? </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Se eu tapar (o final da palavra escrita pela outra crian&ccedil;a) como que &eacute; que fica? </p>       <p>- E que letra &eacute; que ela usou para escrever? </p>       <p>- Se eu tapar (o final da palavra escrita pela pr&oacute;pria crian&ccedil;a) como que &eacute; que fica? E que letra &eacute; que tu usaste para escrever? </p>       <p>- Qual era a palavra que querias escrever? </p>       <p>- Achas que esta letra serve para escrever esta palavra (repetindo a palavra com &ecirc;nfase na s&iacute;laba inicial)? </p>       <p>- Qual &eacute; que tu achas que est&aacute; melhor a tua ou a dela (e)? Porqu&ecirc;? </p> </blockquote>     <p>As escritas das crian&ccedil;as ao longo das sess&otilde;es foram avaliadas com base nos crit&eacute;rios descritos por Ferreiro (1988) e Alves Martins e Silva (2006b) e por Ferreiro e Gomez Palacio (1982) e classificadas em escritas pr&eacute;-sil&aacute;bicas, pr&eacute;-sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o, sil&aacute;bicas e sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Salienta-se que no final do programa os participantes revelaram n&iacute;veis evolutivos diferenciados, de acordo com a distribui&ccedil;&atilde;o apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a>. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f1"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06f1.jpg" width="449" height="230"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Como podemos verificar pela observa&ccedil;&atilde;o do gr&aacute;fico anterior, num total de 38 participantes, 27 apresentaram escritas de n&iacute;veis conceptuais mais avan&ccedil;ados ap&oacute;s as sess&otilde;es do programa de escrita inventada e 11 mantiveram as suas conceptualiza&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico. Das crian&ccedil;as que progrediram conceptualmente, nove apresentaram escritas pr&eacute;-sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o da consoante inicial, sete evolu&iacute;ram para um n&iacute;vel sil&aacute;bico e onze crian&ccedil;as evolu&iacute;ram para um n&iacute;vel sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Uma vez que no final do programa as crian&ccedil;as se encontravam em n&iacute;veis evolutivos diferentes, a an&aacute;lise as sess&otilde;es &eacute; apresentada em fun&ccedil;&atilde;o de cada um dos n&iacute;veis, procurando facilitar a compreens&atilde;o dos processos implicados no desenvolvimento conceptual. </P >    <p><I>N&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico </I></P >    <p>As crian&ccedil;as que se mantiveram num n&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico, pareceram pouco motivadas para a tarefa, interrompendo-a com frequ&ecirc;ncia. Algumas crian&ccedil;as mostravam que estavam cansadas atrav&eacute;s da sua postura ou de express&otilde;es, ou atrav&eacute;s de verbaliza&ccedil;&otilde;es como: &ldquo;Faltam muitas?&rdquo;; &ldquo;Estou cansada... Quando &eacute; que acaba?&rdquo;. Outras crian&ccedil;as pediam para fazer desenhos durante as sess&otilde;es, como se verifica na <a href="#f2">Figura 2</a>, ou introduziam outros t&oacute;picos para conversar. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f2"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06f2.jpg" width="276" height="216"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Deste grupo de crian&ccedil;as que se mantiveram num n&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico de conceptualiza&ccedil;&otilde;es sobre a linguagem escrita, destacam-se tr&ecirc;s crian&ccedil;as que revelaram tentativas de fonetizar as palavras facilitadoras. Ou seja, nos casos, e apenas nestes casos, das palavras cuja s&iacute;laba inicial correspondia ao nome da consoante, estas crian&ccedil;as fizeram uma an&aacute;lise oral da palavra e estabeleceram uma correspond&ecirc;ncia, tamb&eacute;m ao n&iacute;vel da oralidade, entre o som inicial da palavra e a letra correspondente. No entanto, na codifica&ccedil;&atilde;o escrita, todas as crian&ccedil;as mobilizaram letras n&atilde;o convencionais. Ou seja, apesar de fazerem corresponder o som &agrave; letra oralmente e de a saberem identificar visualmente, n&atilde;o conseguiam ainda mobilizar a letra adequada na sua escrita. </P >    <p><I>N&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s nove crian&ccedil;as que fonetizaram as consoantes das s&iacute;labas iniciais das palavras, mas que mantiveram, no entanto, conceptualiza&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-sil&aacute;bicas, os progressos verificaram-se maioritariamente na 3&ordf; sess&atilde;o. </P >    <P   >Deste grupo de nove crian&ccedil;as, destaca-se que quatro iniciaram os procedimentos de fonetiza&ccedil;&atilde;o na 2&ordf; sess&atilde;o, mas apenas nas palavras facilitadoras, tal como exemplificado na <a href="#f3">Figura 3</a>. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f3"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06f3.jpg" width="384" height="150"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Como podemos observar, este participante verbalizou e mobilizou a consoante com valor sonoro  convencional [t] para a escrita das palavras Tema [&lsquo;tem ], Telha [&lsquo;te ] e Teta [&lsquo;tet ], cujo som da a aya s&iacute;laba inicial &eacute; igual ao nome da consoante <I>t</I>. No entanto, para as restantes palavras propostas na sess&atilde;o, o participante j&aacute; n&atilde;o mobilizou a consoante <I>t</I>. </P >     <p>Destaca-se tamb&eacute;m o caso de uma participante, que na 2&ordf; sess&atilde;o mobilizou uma letra com correspond&ecirc;ncia sonora nas palavras facilitadoras e que na 3&ordf; sess&atilde;o com a palavra Febra, que silabou oralmente, associou o som ao nome da letra, apesar de n&atilde;o a ter mobilizado na escrita. No final da 4&ordf; sess&atilde;o iniciou estrat&eacute;gias sil&aacute;bicas, que n&atilde;o chegou, no entanto, a consolidar. </P >    <p>As crian&ccedil;as enquadradas neste n&iacute;vel evolutivo verbalizaram que tinham escolhido a letra inicial por causa do som inicial das palavras e que as restantes eram as necess&aacute;rias para a escrita, como se exemplifica seguidamente num excerto da interac&ccedil;&atilde;o com C.: </P >    <p>E.: Porque &eacute; que puseste esta letra? </P >    <p>C.: Se-da (SEDA) &eacute; C, por isso &eacute; com esta (mobilizou C). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E.: E as outras? </P >    <p>C.: Ent&atilde;o, era para escrever o resto! </P >    <p><I>N&iacute;vel sil&aacute;bico </I></P >    <p>Quanto ao grupo de sete crian&ccedil;as que durante as sess&otilde;es evoluiu para um n&iacute;vel conceptual sil&aacute;bico, mas que n&atilde;o chegou a fonetizar a sua escrita, destaca-se que os progressos ocorreram maioritariamente durante a 3&ordf; sess&atilde;o. A <a href="#f4">Figura 4</a> apresenta um exemplo de escrita sil&aacute;bica numa das sess&otilde;es do programa de escrita inventada. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f4"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06f4.jpg" width="190" height="322"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Como se pode verificar, este participante apresenta uma escrita sil&aacute;bica, representando cada s&iacute;laba das palavras com uma letra aleat&oacute;ria. A escrita das palavras era acompanhada pela sua verbaliza&ccedil;&atilde;o &ndash; as palavras Ser e Fez foram verbalizados como Se-re e Fe-ez, respectivamente &ndash;, pelo que observamos duas letras para as palavras mono e dissil&aacute;bicas e tr&ecirc;s letras para as palavras trissil&aacute;bicas. </P >     <p>Um aspecto a real&ccedil;ar &eacute; o facto de uma crian&ccedil;a deste grupo ter fonetizado as palavras facilitadoras na 2&ordf; sess&atilde;o. Com efeito, esta crian&ccedil;a mobilizou a consoante com valor sonoro convencional das palavras facilitadoras antes de evoluir para a etapa sil&aacute;bica, n&atilde;o tendo fonetizado mais nenhuma palavra durante as sess&otilde;es, ou seja, a atribui&ccedil;&atilde;o de uma letra com valor sonoro convencional &agrave; s&iacute;laba inicial das palavras apenas se verificou nesta situa&ccedil;&atilde;o, sendo que o avan&ccedil;o para uma an&aacute;lise sil&aacute;bica das palavras apenas se deu na sess&atilde;o seguinte. </P >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>N&iacute;vel sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>Relativamente &agrave;s onze crian&ccedil;as que evolu&iacute;ram para o n&iacute;vel sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o, destaca-se que os progressos surgiram, na maioria dos casos, na 2&ordf; sess&atilde;o com a produ&ccedil;&atilde;o de escritas sil&aacute;bicas e com a fonetiza&ccedil;&atilde;o das palavras facilitadoras, tendo consolidado os procedimentos de fonetiza&ccedil;&atilde;o a partir da 3&ordf; sess&atilde;o. A <a href="#f5">Figura 5</a> apresenta um exemplo de escrita sil&aacute;bica com fonetiza&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f5"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06f5.jpg" width="212" height="355"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Apresenta-se de seguida um exemplo da interac&ccedil;&atilde;o entre o experimentador e um dos participantes (R.) durante as sess&otilde;es do programa de escrita inventada, que ilustra o seu progresso desde a primeira sess&atilde;o at&eacute; &agrave; 3&ordf;, quando R. consolida os processos de fonetiza&ccedil;&atilde;o: </P >    <P   >1&ordf; sess&atilde;o (parcial)  E.: Escreve como souberes a palavra PENA  </P >    <P   >R. escreve </P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06i1.jpg" width="101" height="46"></p>     
<P   >E.: Mostra-me onde est&aacute; escrito com o teu dedo e tenta ler.  R.: Pena (aponta <I>PITRA</I>)  E.: Que letras usaste?  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >R. l&ecirc; os nomes das letras P-I-T-R-A E.: Eu estive com uma crian&ccedil;a chamada Maria de outra escola e ela escreveu PENA de outra maneira. Queres ver? (E. mostra escrita de confronto: PN) R.: Ela s&oacute; p&ocirc;s 2. R.: Sim, ela usou 2 letras para escrever PENA. Porque &eacute; que tu achas que ela s&oacute; usou 2 letras? R.: N&atilde;o sei... E.: L&ecirc; l&aacute; e mostra-me com o teu dedo. </P >     <P   >R. l&ecirc; PENA e aponta para PN  E.: Que letras &eacute; que a Maria usou?  R.: P-N  E.: l&ecirc; outra vez.  R.: PE-NA (apontando para P e N)  E.: PE-NA! Porque &eacute; que tu achas que ela usou P para escrever PENA?  R.: N&atilde;o sei (...)  </P >    <P   >2&ordf; sess&atilde;o (parcial) </P >     <P   >E.: Ol&aacute;, R.! Vamos escrever mais umas palavras hoje? Olha, escreve como souberes a palavra TEMA. (As interac&ccedil;&otilde;es continuaram a decorrer &agrave; semelhan&ccedil;a da sess&atilde;o anterior, n&atilde;o havendo reac&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de R. quanto &agrave;s letras usadas (som). No entanto, R. reagiu ao n&uacute;mero de letras usado pela &ldquo;Maria&rdquo;) R.: Ela est&aacute; sempre a p&ocirc;r 2! (Entretanto R. come&ccedil;ou a fonetizar as vogais I e U, como por exemplo, em: </P >     <P   >TIRA ou TUNA) </P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06i2.jpg" width="243" height="40"></p>     
<P   >R.: Esta &eacute; com U!  E.: Porque &eacute; que tem U?  R.: N&atilde;o sei...  E.: Rita, agora escreve TECIDO  </P >    <P   >R. escreve <img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06i3.jpg" width="59" height="40">enquanto verbaliza Tecido. E.: L&ecirc; l&aacute; e mostra-me com o teu dedo. </P >     
<P   >R. l&ecirc; TE-CI-DO, apontando para cada letra.  E.: Que letras &eacute; que tu usaste?  R.:Um T, um I e um O.  E.: Se eu tapar, o que &eacute; que fica?  R.: Te  E.: Porque &eacute; que usaste T para escrever Tecido?  R.: N&atilde;o sei...  </P >    <P   >3&ordf; sess&atilde;o (parcial)  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >E.: R., agora escreve PARADO.  R.: Pa- ra..., pa... Ah! J&aacute; sei! Come&ccedil;a por P (<I>escreve </I>P), do. Acaba em U.  </P > <img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06i4.jpg" width="80" height="42">     
<p>E.: Ent&atilde;o e TAPADO? </P >    <P   >R: Tapado? &Eacute; o T (<I>escreve</I>). Ta...pa, pa, pa, tapa, P, pa (<I>escreve </I>P), do, tapado (<I>escreve </I>U) </P >    <p><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06i5.jpg">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(...) </P >     
<p>Como se pode observar, no in&iacute;cio do programa, R. produz uma escrita pr&eacute;-sil&aacute;bica. No entanto, o confronto com uma escrita sil&aacute;bica leva-a a pensar sobre o n&uacute;mero de letras a usar, sendo que no final da segunda sess&atilde;o, R. come&ccedil;ou a produzir uma escrita sil&aacute;bica. Por outro lado, apesar de inicialmente n&atilde;o relacionar os sons das palavras aos sons das letras, R. come&ccedil;ou a fonetizar as vogais, apesar de n&atilde;o conseguir explicitar verbalmente a rela&ccedil;&atilde;o entre os sons e as letras. </P >     <p>Finalmente, na 3&ordf; sess&atilde;o, R. j&aacute; consolidou os processos de fonetiza&ccedil;&atilde;o, fazendo corresponder a cada s&iacute;laba uma letra com correspond&ecirc;ncia sonora &ndash; escrita sil&aacute;bica com fonetiza&ccedil;&atilde;o. A correspond&ecirc;ncia entre o som da s&iacute;laba e a letra usada &eacute;, agora, verbalizada explicitamente. </P >    <p>O facto de, por vezes, R. escrever 4 letras &ndash; como em Parado ou Tapado &ndash; pode estar relacionado com a escrita de confronto que, a partir da 3&ordf; sess&atilde;o come&ccedil;ou a ser uma escrita alfab&eacute;tica, ou mesmo por R. estar j&aacute; a fonetizar al&eacute;m da s&iacute;laba, ainda que implicitamente. </P >    <p>Relativamente aos progressos que se verificaram ao longo das sess&otilde;es e aos tipos de escrita produzidos pelas crian&ccedil;as, importa destacar que algumas destas crian&ccedil;as que evolu&iacute;ram conceptualmente conciliaram estrat&eacute;gias representativas de n&iacute;veis diferentes. Ou seja, ainda que as suas escritas tenham sido classificadas como escritas pr&eacute;-sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o, escritas sil&aacute;bicas ou escritas sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o, algumas das crian&ccedil;as n&atilde;o usaram exclusivamente estrat&eacute;gias de cada um destes n&iacute;veis, como exemplifica a <a href="#f6">Figura 6</a>. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f6"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06f6.jpg" width="517" height="379"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Como se pode observar, em algumas palavras, a correspond&ecirc;ncia termo a termo entre a letra e a s&iacute;laba n&atilde;o &eacute; total: esta participante escreve uma letra para cada s&iacute;laba, enquanto as verbaliza, mas considera que, no caso das palavras dissil&aacute;bicas, duas letras n&atilde;o s&atilde;o suficientes, pelo que prolonga oralmente a segunda s&iacute;laba, enquanto escreve uma terceira letra &ndash; ou quarta, no caso de Sujo. No caso das palavras trissil&aacute;bicas, n&atilde;o surge o mesmo conflito, pelo que se verifica uma correspond&ecirc;ncia termo a termo entre a letra e a s&iacute;laba da palavra. </P >    <p>Apesar dos progressos evidenciados durante as sess&otilde;es, importa referir que algumas crian&ccedil;as demonstraram cansa&ccedil;o, dizendo: &ldquo;mais palavras?&rdquo; ou &ldquo;faltam muitas?&rdquo;, o que as levava a desinvestir na escrita das &uacute;ltimas palavras de cada sess&atilde;o. </P >    <p>Da an&aacute;lise das produ&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as salienta-se ainda o papel das palavras consideradas facilitadoras. De facto, tal como j&aacute; foi referido, os processos de fonetiza&ccedil;&atilde;o eram facilitados quando a s&iacute;laba inicial coincidia com o nome da letra, o que se verificou num total de doze participantes, que foram capazes de fonetizar as palavras com estas caracter&iacute;sticas. </P >    <p>Um outro aspecto que &eacute; importante salientar e que parece tamb&eacute;m ter influenciado os processos evolutivos, est&aacute; relacionado com as interven&ccedil;&otilde;es do experimentador, na medida em que se verificou a exist&ecirc;ncia de varia&ccedil;&otilde;es nessas interven&ccedil;&otilde;es, em fun&ccedil;&atilde;o das respostas dadas pelas crian&ccedil;as. Ap&oacute;s a an&aacute;lise das interac&ccedil;&otilde;es decorridas durante as sess&otilde;es, verificou-se que, em algumas situa&ccedil;&otilde;es a interven&ccedil;&atilde;o do experimentador incidia mais na an&aacute;lise da escrita mais evolu&iacute;da e que, noutras situa&ccedil;&otilde;es, essa interven&ccedil;&atilde;o levava a crian&ccedil;a a pensar mais sobre a sua pr&oacute;pria escrita. Os exemplos seguintes ilustram duas dessas situa&ccedil;&otilde;es. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a06q0.jpg" width="489" height="342"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>No Exemplo 1, a interven&ccedil;&atilde;o do experimentador (E.) leva M. a pensar nas raz&otilde;es que levaram a outra crian&ccedil;a a mobilizar determinadas letras. O que se verificou foi que, para algumas crian&ccedil;as, a escrita apresentada n&atilde;o era geradora de conflito, dizendo que n&atilde;o sabiam por que raz&atilde;o a outra crian&ccedil;a tinha escrito daquela maneira, ou dizendo, por exemplo &ldquo;Ela &eacute; que sabe&rdquo;, ou &ldquo;Ela escreve como quiser&rdquo;. Uma crian&ccedil;a inclusivamente disse &ldquo;Eu n&atilde;o sei. Ela pensa &agrave; maneira dela e eu penso &agrave; minha&rdquo;. Assim, neste tipo de interven&ccedil;&atilde;o, e como o exemplo ilustra, a crian&ccedil;a mant&eacute;m a sua representa&ccedil;&atilde;o sobre a escrita da palavra. </P >    <p>J&aacute; no Exemplo 2, a crian&ccedil;a (A.) relacionou a sua escrita com o som da palavra, o que fez com que o experimentador levasse a crian&ccedil;a a pensar sobre a sua pr&oacute;pria escrita, sobre os seus processos de pensamento. Quando A. tenta fazer a correspond&ecirc;ncia entre a letra usada e o som da palavra e quando &eacute; apresentada uma alternativa, a crian&ccedil;a acaba por considerar essa alternativa, reconsiderando a sua representa&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, a observa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a levou o experimentador a estabelecer uma correspond&ecirc;ncia expl&iacute;cita entre a letra usada pela crian&ccedil;a e o som da palavra. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise global das interac&ccedil;&otilde;es, em que ambas as situa&ccedil;&otilde;es ocorreram, verifica-se que o segundo tipo de interven&ccedil;&atilde;o, que incide mais na escrita da pr&oacute;pria crian&ccedil;a, levando-a a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita entre as letras usadas e os sons das palavras, parece produzir maiores efeitos na evolu&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es sobre a escrita. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise dos protocolos das crian&ccedil;as em cada uma das sess&otilde;es, tendo em conta as suas respostas verbais, o tipo de escrita produzido em cada palavra e as interven&ccedil;&otilde;es do experimentador, verifica-se que a maioria das crian&ccedil;as progrediu conceptualmente de uma forma gradual ao longo das sess&otilde;es, como demonstrado nos exemplos apresentados, tendo os maiores progressos ocorrido na terceira sess&atilde;o, potenciados pelas palavras facilitadoras da primeira e da segunda sess&otilde;es. Com efeito, muitas crian&ccedil;as come&ccedil;aram a fazer uma an&aacute;lise da oralidade e a relacion&aacute;-la com a escrita a partir das palavras facilitadoras, o que comprova que o processo de fonetiza&ccedil;&atilde;o ocorre sobretudo com as palavras que incluem s&iacute;labas que representam o nome da letra (Alves Martins &amp; Silva, 2001). </P >    <p>Os processos evolutivos foram diferenciados, uma vez que os participantes apresentaram n&iacute;veis conceptuais diferentes no final das sess&otilde;es. Assim, algumas crian&ccedil;as come&ccedil;aram a fazer uma an&aacute;lise da oralidade, relacionando o som da s&iacute;laba ou do fonema inicial das palavras com a letra correspondente, cujo nome conheciam, n&atilde;o estendendo, por&eacute;m, a sua an&aacute;lise &agrave; restante palavra, caso das escritas pr&eacute;-sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o. Apesar de as crian&ccedil;as manterem concep&ccedil;&otilde;es caracter&iacute;sticas da etapa pr&eacute;-sil&aacute;bica, este tipo de escrita pode ser considerado como uma etapa transit&oacute;ria, como o in&iacute;cio de uma an&aacute;lise sil&aacute;bica das palavras. Com efeito, deve-se considerar que o treino incidiu sobre o fonema inicial, uma consoante, que a crian&ccedil;a representa mentalmente como uma estrutura CV (Vale &amp; Cary, 1997), ou seja como uma s&iacute;laba. Assim, ao identificar o fonema inicial, por exemplo [s], e ao mobilizar a letra correspondente, a crian&ccedil;a j&aacute; est&aacute; a representar a s&iacute;laba, n&atilde;o necessitando de escrever mais nada, tal como ilustra o exemplo apresentado de uma das participantes &ndash; &ldquo;<U>Se</U>-da, &eacute; C&rdquo;. Complementarmente, como o programa levava as crian&ccedil;as a pensar essencialmente na codifica&ccedil;&atilde;o da consoante inicial, as crian&ccedil;as escreveram o resto das palavras de acordo com as suas concep&ccedil;&otilde;es anteriores (&ldquo;[as outras letras], era para escrever o resto&rdquo;), mas dando in&iacute;cio a uma an&aacute;lise sil&aacute;bica. A mobiliza&ccedil;&atilde;o de letras com valor sonoro convencional foi facilitada por esta an&aacute;lise sil&aacute;bica, sobretudo no caso das palavras cujo som da s&iacute;laba inicial correspondia ao nome das letras, que &eacute; mais importante para o processo de fonetiza&ccedil;&atilde;o do que a capacidade para identificar fonemas (Alves Martins &amp; Silva, 2001). </P >    <p>O uso de estrat&eacute;gias correspondentes a diferentes n&iacute;veis conceptuais verificou-se n&atilde;o s&oacute; no n&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m nos n&iacute;veis sil&aacute;bico e sil&aacute;bico com fonetiza&ccedil;&atilde;o, na escrita de uma palavra ou na escrita de palavras diferentes. Perante o conflito cognitivo, algumas crian&ccedil;as recorreram a uma representa&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de um n&iacute;vel conceptual anterior para justificar a sua escrita ou recorreram mesmo a uma representa&ccedil;&atilde;o impl&iacute;cita (Critten et al., 2007; Karmiloff-Smith, 1992). No primeiro caso, por exemplo, crian&ccedil;as sil&aacute;bicas ou sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o, que escreveram uma terceira letra nas palavras dissil&aacute;bicas, justificando que duas letras &ldquo;n&atilde;o chega&rdquo;, ou seja, n&atilde;o tendo ainda acesso expl&iacute;cito ao conhecimento de que a cada s&iacute;laba corresponde uma letra, as crian&ccedil;as verbalizaram uma representa&ccedil;&atilde;o anterior &ndash; crit&eacute;rio de quantidade m&iacute;nima de grafemas (Ferreiro &amp; Teberosky, 1979/2005) &ndash; para justificar a sua escrita. No segundo caso, por exemplo, crian&ccedil;as sil&aacute;bicas com fonetiza&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o foram capazes de justificar a sua escrita, apesar de terem sido capazes de mobilizar a letra correcta, ou crian&ccedil;as pr&eacute;-sil&aacute;bicas que reconheceram oralmente a letra, sem depois a mobilizarem na escrita. Neste &uacute;ltimo caso, apesar de as crian&ccedil;as reconhecerem as letras oralmente, o seu conhecimento de que as letras correspondem aos sons da fala &eacute; ainda impl&iacute;cito, ou seja, n&atilde;o estando nem consciente nem cognitivamente acess&iacute;vel (Karmiloff-Smith, 1986, 1992), o conhecimento n&atilde;o &eacute; utilizado pelas crian&ccedil;as, pois tal como salientam Critten et al. (2007), a capacidade de reconhecimento supera a escrita. </P >    <p>Apesar de representarem conceptualmente a escrita de forma diferente, o facto de estas crian&ccedil;as recorrerem a estrat&eacute;gias de diferentes n&iacute;veis conceptuais pode ser entendido como uma fase de transi&ccedil;&atilde;o no acesso ao conhecimento, que conduzir&aacute; ao conhecimento expl&iacute;cito e, neste caso concretamente, &agrave; compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico. </P >    <p>Neste sentido, e tendo em conta que algumas crian&ccedil;as evidenciaram estar a dar um salto evolutivo s&oacute; no final do programa, n&atilde;o tendo tido tempo para consolidar as aquisi&ccedil;&otilde;es, considerase que o acr&eacute;scimo de uma ou duas sess&otilde;es ao programa poderia produzir efeitos mais significativos no processo evolutivo, tal como menos palavras por sess&atilde;o. Com efeito, algumas crian&ccedil;as sentiram as sess&otilde;es como muito longas e repetitivas, o que poder&aacute; ter influenciado negativamente o desenvolvimento conceptual, levando-as a desinvestir na tarefa, pois como referem v&aacute;rios autores (e.g., Adams, 1990), nem todas as crian&ccedil;as respondem da mesma forma a tarefas de escrita inventada, estando menos motivadas. </P >    <p>Como foi referido anteriormente, o uso do nome das letras enquanto estrat&eacute;gia facilitadora da escrita foi evidente na escrita das crian&ccedil;as, sobretudo nos casos apresentados das crian&ccedil;as que apenas mobilizaram a letra correcta para as palavras cuja s&iacute;laba inicial correspondia ao nome da letra, por exemplo, <I>t </I>para Tema ou <I>c </I>para Seda. </P >     <p>Por outro lado, destaca-se que algumas crian&ccedil;as foram capazes de analisar os fonemas das palavras, mas n&atilde;o foram capazes de mobilizar a letra correspondente, pelo que &eacute; fundamental que a crian&ccedil;a consiga estabelecer uma correspond&ecirc;ncia entre os sons que analisa &ndash; consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica &ndash; e as letras correspondentes &ndash; conhecimento das letras. Estes dados parecem sustentar o porqu&ecirc; de se ter verificado uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o conhecimento das letras e os processos de fonetiza&ccedil;&atilde;o, o mesmo n&atilde;o acontecendo para a consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica (Vasconcelos Horta &amp; Alves Martins, 2011), salientando, assim, o conhecimento do nome das letras como um dos factores fundamentais para a compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico. De facto, as crian&ccedil;as que conheciam mais letras no in&iacute;cio do programa foram as que mais facilmente estabeleceram rela&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas entre os sons das palavras e a sua escrita. A partir das escritas mais evolu&iacute;das, as crian&ccedil;as foram levadas a reflectir sobre estas rela&ccedil;&otilde;es, mas, como se verificou pela an&aacute;lise das sess&otilde;es, a interven&ccedil;&atilde;o do experimentador, o <I>feedback </I>dado, foi influenciado pelas observa&ccedil;&otilde;es dos participantes. Com efeito, nos casos em que as crian&ccedil;as se centraram apenas na escrita mais evolu&iacute;da o <I>feedback </I>foi menos expl&iacute;cito e os progressos foram menores ou n&atilde;o ocorreram. Em contrapartida, verificaram-se maiores progressos nos casos em que as crian&ccedil;as, com base na escrita mais evolu&iacute;da, foram levadas a estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita entre a sua pr&oacute;pria escrita, ou seja, entre o som das letras que eles tinham escrito, e os sons das palavras. Desta forma, o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas entre as letras escritas pelas crian&ccedil;as e os sons das palavras &eacute; tamb&eacute;m um factor fundamental para o processo evolutivo. </P >     <p>CONCLUS&Atilde;O  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise das sess&otilde;es do programa de escrita inventada salienta-se que para facilitar a compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico, os contextos pedag&oacute;gicos devem considerar as diferen&ccedil;as individuais, estimulando o interesse pela escrita. As crian&ccedil;as que beneficiaram do programa envolveram-se mais nas tarefas propostas, estando mais motivadas para a escrita do que as outras crian&ccedil;as. Ao terem diferentes representa&ccedil;&otilde;es sobre a escrita, as crian&ccedil;as envolvem-se de forma diferente nas tarefas, pelo que as pr&aacute;ticas educativas devem ser desenvolvidas em contextos significativos para a crian&ccedil;a (Besse, 2001; Chauveau &amp; Rogovas-Chauveau, 1994). O desenvolvimento das compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias para a compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico deve ser precedido da descoberta da funcionalidade da escrita, considerando os interesses e motiva&ccedil;&otilde;es de cada crian&ccedil;a, para que a escrita lhes fa&ccedil;a sentido. </P >    <p>Sob este pressuposto, os contextos pedag&oacute;gicos devem tamb&eacute;m promover o conhecimento dos nomes das letras, aliado ao desenvolvimento da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica. Por&eacute;m, as actividades promotoras da consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica devem considerar n&atilde;o s&oacute; as compet&ecirc;ncias de segmenta&ccedil;&atilde;o de s&iacute;labas e fonemas, como tamb&eacute;m o conceito de identidade do fonema (Byrne &amp; Fielding-Bransley, 1989): al&eacute;m de serem capazes de analisar os sons da fala em segmentos cada vez mais pequenos &ndash; fonemas &ndash; o trabalho deve incidir na identifica&ccedil;&atilde;o de que o som que se ouve numa palavra corresponde a uma letra com um determinado nome. Este reconhecimento &eacute; facilitado quando o som da s&iacute;laba inicial corresponde ao nome da letra. </P >    <p>De facto, as crian&ccedil;as que mais beneficiaram do programa de escrita inventada foram as que tinham um conhecimento expl&iacute;cito das letras e que, por isso, foram capazes de analisar e reflectir tamb&eacute;m de forma expl&iacute;cita sobre a sua pr&oacute;pria escrita, quando comparada com outra mais evolu&iacute;da, relacionando-a com o seu conhecimento do nome das letras. </P >    <p>Neste sentido, os resultados deste estudo sustentam a import&acirc;ncia da instru&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita no que respeita a estas compet&ecirc;ncias, mais concretamente, em levar a crian&ccedil;a a reflectir e a analisar de forma expl&iacute;cita, a partir de uma escrita mais evolu&iacute;da, os seus pr&oacute;prios processos de escrita. Com efeito, a tomada de consci&ecirc;ncia dos aspectos fon&eacute;micos parece ser facilitada quando a instru&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita incide na escrita da pr&oacute;pria crian&ccedil;a. Desta forma, &eacute; necess&aacute;rio tornar expl&iacute;citas as representa&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a tem, relacionando e identificando os nomes e os sons das letras que a crian&ccedil;a usa na sua pr&oacute;pria escrita, com os sons nas palavras. </P >    <p>Assim, uma interven&ccedil;&atilde;o centrada no estabelecimento expl&iacute;cito das rela&ccedil;&otilde;es letra/som, com o pressuposto de que as crian&ccedil;as conhecem os nomes das letras e com o recurso a palavras facilitadoras promove a compreens&atilde;o do princ&iacute;pio alfab&eacute;tico. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Adams, M. (1990). <I>Beginning to read: Thinking and learning about print. </I>Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201200030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Alves Martins, M. (1993). &Eacute;volution des conceptualisations d&rsquo;un groupe d&rsquo;enfants d&rsquo;&acirc;ge pr&eacute;-scolaire sur l&rsquo;&eacute;criture portugaise. <I>&Eacute;tudes de Linguistique Appliqu&eacute;e, 91, </I>60-69. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alves Martins, M., &amp; Quintas Mendes, A. (1987). Evolu&ccedil;&atilde;o das conceptualiza&ccedil;&otilde;es infantis sobre a escrita. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, V</I>(4), 499-508.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201200030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Alves Martins, M., &amp; Silva, C. (2001). Letter names, phonological awareness and the phonetization of writing. <I>European Journal of Psychology of Education, Vol. 16</I>(4), 605-617. doi:10.1007/BF03173200 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201200030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves Martins, M., &amp; Silva, A. C. (2006a). Phonological abilities and writing among Portuguese preschool children. <I>European Journal of Psychology of Education, 21</I>, 163-182. doi:10.1007/BF03173575 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201200030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves Martins, M., &amp; Silva, A. C. (2006b). The impact of invented spelling on phonemic awareness. <I>Learning and Instruction, 16</I>, 41-56. doi:10.1016/j.learninstruc.2005.12.005 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201200030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves Martins, M., &amp; Silva, A. C. (2009). Two spelling programs that promote understanding of the alphabetic principle in preschool children. <I>Journal of Writing Research, 1</I>(3), 225-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201200030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Besse, J.-M. (2001). L&rsquo;acc&egrave;s au principe phonographique: Ce que montrent les &eacute;critures approch&eacute;es. In G. Chauveau (Ed.), <I>Comprendre l&rsquo;enfant apprenti lecteur &ndash; Recherches actuelles en psychologie de l&rsquo;&eacute;crit </I>(pp. 130-158). Paris: Retz. </P >    <!-- ref --><p>Byrne, B., &amp; Fielding-Barnsley, R. (1989). Phonemic awareness and letter knowledge. <I>Journal of Educational Psychology, 81 </I>(3), 313-321. doi:10.1037//0022-0663.81.3.313 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201200030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chauveau, G., &amp; Rogovas-Chauveau, E. (1994). <I>Les chemins de la lecture</I>. Paris: &Eacute;ditions Magnard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201200030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Critten, S., Pine, K., &amp; Steffler, D. (2007). Spelling development in young children: A case of representational redescription? <I>Journal of Educational Psychology, 99</I>(1), 207-220. doi:10.1037/0022-0663.99.1.207 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201200030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Ferreiro, E. (1988). L&rsquo;&eacute;criture avant la lettre. In H. Sinclair (Ed.), <I>La production des notations chez le jeune enfant </I>(pp. 17-70). Paris: Presses Universitaires de France. </P >    <!-- ref --><p>Ferreiro, E., &amp; Gomez-Palacio, M. (1982). <I>An&aacute;lisis de las perturbaciones en el proceso de aprendizaje escolar de la lectura y la escritura. Fasc&iacute;culo 2: Evoluci&oacute;n de la escritura durante el primer a&ntilde;o escolar</I>. M&eacute;xico.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201200030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ferreiro, E., &amp; Teberosky, A. (1979/2005). <I>Los sistemas de escritura en el desarrollo del ni&ntilde;o</I>. M&eacute;xico: Siglo Veintiuno Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201200030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hohn, W. E., &amp; Ehri, L. C. (1983). Do alphabet letters help pre-readers acquire phonemic segmentation skill? <I>Journal of Educational Psychology, 75</I>(5), 752-762. doi:10.1037//0022-0663.75.5.752 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201200030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kamii, C., &amp; Manning, M. (2002). Phonemic awareness and beginning reading and writing. <I>Journal of Research in Childhood Education, 17</I>(1), 38-46. doi:10.1080/02568540209594997 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201200030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Karmiloff-Smith, A. (1986). From meta-processes to conscious access: Evidence from children&rsquo;s metalinguistic and repair data. <I>Cognition, 23, </I>95-147. doi:10.1016/0010-0277(86)90040-5 </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Karmiloff-Smith, A. (1992). <I>M&aacute;s all&aacute; de la Modularidad. </I>Madrid: Alianza Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201200030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Silva, C., &amp; Alves Martins, M. (2002). Phonological skills and writing of presyllabic children. <I>Reading Research Quarterly, 37</I>(4), 466-483. doi:10.1598/RRQ.37.4.6 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201200030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Silva, C., &amp; Alves Martins, M. (2003). Relations between children&rsquo;s invented spelling and the development of phonological awareness. <I>Educational Psychology, 23</I>(1), 3-16. doi:10.1080/01443410303218 </P >    <!-- ref --><p>Stahl, S. A., &amp; Murray, B. A. (1998). Issues involved in defining phonological awareness and its relation to early reading. In J. Metsala &amp; L. Ehri (Eds.), <I>Word recognition in beginning literacy </I>(pp. 65-87). London: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201200030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tolchinsky, L. (2006). The emergence of writing. In C. MacArthur, S. Graham &amp; J. Fitzgerald (Eds.), <I>Handbook of writing research </I>(pp. 83-95). The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201200030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Treiman, R. (1998). Why spelling? The benefits of incorporating spelling into beginning to reading instruction. In J. L. Metsala &amp; L. C. Ehri (Eds.), <I>Word recognition in beginning literacy </I>(pp. 289-313). London: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201200030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vale, P., &amp; Cary, L (1997). A comparison between Portuguese pre-readers versus beginning readers phoneme analysis ability: Effects of Portuguese orthographic structure? In M. G. Pinto, J. Veloso, &amp; B. Maia (Orgs.), <I>5th International Congress of the International Society of Applied Psycholinguistics </I>(pp. 377-381). Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201200030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Vasconcelos Horta, I. &amp; Alves Martins, M. (2011). Invented spelling programmes and the access to the alphabetic principle in kindergarten. <I>L1 &ndash; Educational Studies in Language and Literature, 11</I>, 1-23. </P >    <!-- ref --><p>Vernon, S., &amp; Ferreiro, E. (1999). Writing development: A neglected variable in the consideration of phonological awareness. <I>Harvard Educational Review, 69</I>(4), 395-415.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201200030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: In&ecirc;s de Vasconcelos Horta, Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias, Alameda Linhas Torres, 179, 1750-142 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:vasconcelos.ines@gmail.com">vasconcelos.ines@gmail.com</a></P >      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Adams]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Beginning to read: Thinking and learning about print]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Évolution des conceptualisations d&#8217;un groupe d&#8217;enfants d&#8217;âge pré-scolaire sur l&#8217;écriture portugaise]]></article-title>
<source><![CDATA[Études de Linguistique Appliquée]]></source>
<year>1993</year>
<volume>91</volume>
<page-range>60-69</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quintas Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução das conceptualizações infantis sobre a escrita]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>1987</year>
<volume>V</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>499-508</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Letter names, phonological awareness and the phonetization of writing]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>2001</year>
<volume>16</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>605-617</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Phonological abilities and writing among Portuguese preschool children]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Psychology of Education]]></source>
<year>2006</year>
<month>a</month>
<volume>21</volume>
<page-range>163-182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of invented spelling on phonemic awareness]]></article-title>
<source><![CDATA[Learning and Instruction]]></source>
<year>2006</year>
<month>b</month>
<volume>16</volume>
<page-range>41-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Two spelling programs that promote understanding of the alphabetic principle in preschool children]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Writing Research]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>225-240</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Besse]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.-M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[L&#8217;accès au principe phonographique: Ce que montrent les écritures approchées]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Chauveau]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comprendre l&#8217;enfant apprenti lecteur: Recherches actuelles en psychologie de l&#8217;écrit]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>130-158</page-range><publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Retz]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byrne]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fielding-Barnsley]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Phonemic awareness and letter knowledge]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1989</year>
<volume>81</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>313-321</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chauveau]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rogovas-Chauveau]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Les chemins de la lecture]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Éditions Magnard]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Critten]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pine]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steffler]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Spelling development in young children: A case of representational redescription?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>99</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>207-220</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[L&#8217;écriture avant la lettre]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Sinclair]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[La production des notations chez le jeune enfant]]></source>
<year>1988</year>
<page-range>17-70</page-range><publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Presses Universitaires de France]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomez-Palacio]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análisis de las perturbaciones en el proceso de aprendizaje escolar de la lectura y la escritura. Fascículo 2: Evolución de la escritura durante el primer año escolar]]></source>
<year>1982</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teberosky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Los sistemas de escritura en el desarrollo del niño]]></source>
<year>1979</year>
<month>/2</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[México ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Siglo Veintiuno Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hohn]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ehri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Do alphabet letters help pre-readers acquire phonemic segmentation skill?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Psychology]]></source>
<year>1983</year>
<volume>75</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>752-762</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kamii]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Manning]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Phonemic awareness and beginning reading and writing]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research in Childhood Education]]></source>
<year>2002</year>
<volume>17</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>38-46</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karmiloff-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From meta-processes to conscious access: Evidence from children&#8217;s metalinguistic and repair data]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognition]]></source>
<year>1986</year>
<volume>23</volume>
<page-range>95-147</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karmiloff-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Más allá de la Modularidad]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alianza Editorial]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Phonological skills and writing of presyllabic children]]></article-title>
<source><![CDATA[Reading Research Quarterly]]></source>
<year>2002</year>
<volume>37</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>466-483</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relations between children&#8217;s invented spelling and the development of phonological awareness]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>23</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stahl]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Murray]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Issues involved in defining phonological awareness and its relation to early reading]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Metsala]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ehri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Word recognition in beginning literacy]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>65-87</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Erlbaum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tolchinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The emergence of writing]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[MacArthur]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graham]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fitzgerald]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of writing research]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>83-95</page-range><publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Treiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Why spelling?: The benefits of incorporating spelling into beginning to reading instruction]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Metsala]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ehri]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Word recognition in beginning literacy]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>289-313</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum Associates Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vale]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cary]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison between Portuguese pre-readers versus beginning readers phoneme analysis ability: Effects of Portuguese orthographic structure?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Veloso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[5th International Congress of the International Society of Applied Psycholinguistics]]></source>
<year>1997</year>
<page-range>377-381</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos Horta]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Invented spelling programmes and the access to the alphabetic principle in kindergarten]]></article-title>
<source><![CDATA[L1 - Educational Studies in Language and Literature]]></source>
<year>2011</year>
<volume>11</volume>
<page-range>1-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vernon]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Writing development: A neglected variable in the consideration of phonological awareness]]></article-title>
<source><![CDATA[Harvard Educational Review]]></source>
<year>1999</year>
<volume>69</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>395-415</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
