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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos psicológicos na obesidade mórbida: Avaliação dos níveis de ansiedade, depressão e do auto-conceito em obesos que vão ser submetidos à cirurgia bariátrica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Obesity is a public health problem, in view of its high prevalence, the difficulty in the control and in the raised index of relapse. Methodology: This is a study with a correlacional design which was developed in a Hospital Center of the Region North of Portugal (CHAA), with a non-random sample of 100 participants, of both genders, with morbid obesity and candidates to bariatric surgery. The objective of this study is to assess levels of anxiety, depression and self-concept in obese patients about to undergo bariatric surgery, specifically, to characterize the emotional state (anxiety, depression) of users morbidly obese candidates for bariatric surgery, verify the relationship between levels of anxiety, depression and self-concept, analyzing whether there are significant relationships between dimensions of self-concept (acceptance/rejection of social self-efficacy, psychological maturity, impulsivity/ activity) and anxiety and depression. Another objective is to assess the relationship between BMI and anxiety, depression, and evaluate the relationship between BMI) and self-concept. For the realization of this study was administrated a socio-demographic and clinical questionnaire, the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) of Zigmond and Snaith (1983) and the Clinical Inventory of Self-Concept (ICAC) of Vaz Serra (1986). Results: The results indicate a statistical significant association between levels of anxiety and depression and the self-concept in individuals with morbid obesity. It was also verified that it does not exist a statistical significant correlation between the body mass index (BMI) and the levels of anxiety, depression and self-concept. It was also verified that anxiety is present in individuals with morbid obesity but there are not significant correlations between anxiety, depression, self-concept and BMI. Although some studies show that obese individuals have a higher predisposition to express some degree of psychopathology, however this does not indicate that all the subjects present significant degrees of psychological disturbances. We hope to help expand the knowledge and understanding of the psychological aspects of this disease, associated with the dimensions of analysis - depression, anxiety and self-concept that has been studied mainly in terms of medical, nutritional and aesthetic, but only incidentally by psychology, thus contributing to the further development of this area and future plans for intervention in the practice of Clinical Psychology and Health.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ansiedade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Aspectos psicol&oacute;gicos na obesidade m&oacute;rbida: Avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e do auto-conceito em obesos que v&atilde;o ser submetidos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica </B></P >     <p><b>Carla Rocha<Sup>*</Sup>; Eleonora Costa<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Braga </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A obesidade &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica considerando a sua elevada preval&ecirc;ncia, a dificuldade no controlo e o elevado &iacute;ndice de reincid&ecirc;ncia. Metodologia: &Eacute; um estudo com desenho correlacional e foi desenvolvido num Centro Hospitalar da Regi&atilde;o Norte de Portugal (CHAA), com uma amostra n&atilde;o aleat&oacute;ria de 100 participantes, de ambos os g&eacute;neros, com obesidade m&oacute;rbida e candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica. O objectivo deste estudo consiste em avaliar os n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e auto-conceito em obesos que v&atilde;o ser submetidos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica, mais concretamente, caracterizar o estado emocional (ansiedade, depress&atilde;o) dos utentes com obesidade m&oacute;rbida candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica, verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e o auto-conceito, analisando se existem rela&ccedil;&otilde;es significativas entre as dimens&otilde;es do auto-conceito (aceita&ccedil;&atilde;o/rejei&ccedil;&atilde;o social, auto-efic&aacute;cia, maturidade psicol&oacute;gica, impulsividade/actividade) e a ansiedade e depress&atilde;o. Pretende-se ainda verificar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre o IMC e a ansiedade, depress&atilde;o e avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre o IMC) e o auto</B>conceito. Para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo foi administrado um Question&aacute;rio S&oacute;cio-Demogr&aacute;fico e Cl&iacute;nico, o Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) de Zigmond e Snaith (1983) e o auto-conceito atrav&eacute;s do Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Auto-Conceito (ICAC) de Vaz Serra (1986). Resultados: O estudo sugere uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre os n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e o autoconceito em indiv&iacute;duos com obesidade m&oacute;rbida. Verificou-se ainda que a ansiedade est&aacute; presente nos indiv&iacute;duos com obesidade m&oacute;rbida mas, de acordo com as an&aacute;lises efectuadas, n&atilde;o parece haver correla&ccedil;&otilde;es significativas entre a ansiedade, a depress&atilde;o, o auto-conceito e o IMC. Conclus&atilde;o: Apesar de alguns estudos revelarem que os indiv&iacute;duos obesos apresentam uma maior probabilidade de manifestar algum grau de psicopatologia, nem todos os sujeitos apresentam graus significativos de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas. Esperamos contribuir para ampliar o conhecimento e compreens&atilde;o dos aspectos psicol&oacute;gicos desta doen&ccedil;a, associada &agrave;s dimens&otilde;es em an&aacute;lise &ndash; depress&atilde;o, ansiedade e autoconceito que tem sido estudado, sobretudo, do ponto de vista m&eacute;dico, nutricional e est&eacute;tico, mas ainda de forma incipiente pela psicologia, contribuindo, deste modo, para o aprofundamento desta &aacute;rea e o desenvolvimento de futuros planos de interven&ccedil;&atilde;o na praxis da Psicologia Cl&iacute;nica e da Sa&uacute;de. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Ansiedade, Auto-conceito, Cirurgia bari&aacute;trica, Depress&atilde;o, Obesidade m&oacute;rbida. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Obesity is a public health problem, in view of its high prevalence, the difficulty in the control and in the raised index of relapse. Methodology: This is a study with a correlacional design which was developed in a Hospital Center of the Region North of Portugal (CHAA), with a non-random sample of 100 participants, of both genders, with morbid obesity and candidates to bariatric surgery. The objective of this study is to assess levels of anxiety, depression and self-concept in obese patients about to undergo bariatric surgery, specifically, to characterize the emotional state (anxiety, depression) of users morbidly obese candidates for bariatric surgery, verify the relationship between levels of anxiety, depression and self-concept, analyzing whether there are significant relationships between dimensions of self-concept (acceptance/rejection of social self-efficacy, psychological maturity, impulsivity/ activity) and anxiety and depression. Another objective is to assess the relationship between BMI and anxiety, depression, and evaluate the relationship between BMI) and self-concept. For the realization of this study was administrated a socio-demographic and clinical questionnaire, the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) of Zigmond and Snaith (1983) and the Clinical Inventory of Self-Concept (ICAC) of Vaz Serra (1986). Results: The results indicate a statistical significant association between levels of anxiety and depression and the self-concept in individuals with morbid obesity. It was also verified that it does not exist a statistical significant correlation between the body mass index (BMI) and the levels of anxiety, depression and self-concept. It was also verified that anxiety is present in individuals with morbid obesity but there are not significant correlations between anxiety, depression, self-concept and BMI. Although some studies show that obese individuals have a higher predisposition to express some degree of psychopathology, however this does not indicate that all the subjects present significant degrees of psychological disturbances. We hope to help expand the knowledge and understanding of the psychological aspects of this disease, associated with the dimensions of analysis &ndash; depression, anxiety and self-concept that has been studied mainly in terms of medical, nutritional and aesthetic, but only incidentally by psychology, thus contributing to the further development of this area and future plans for intervention in the practice of Clinical Psychology and Health. </P >     <p><B>Key-words: </B>Anxiety, Bariatric surgery, Depression, Morbid obesity, Self-concept. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>De acordo com a literatura, a obesidade &eacute; descrita como presumivelmente a enfermidade metab&oacute;lica mais antiga da exist&ecirc;ncia humana (Oliveira, 2006). A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de sa&uacute;de (OMS, 2003) definiu a obesidade como um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, sendo j&aacute; considerada pela sua dimens&atilde;o, uma das mais graves doen&ccedil;as que o homem tende a enfrentar. A sua elevada preval&ecirc;ncia, a dificuldade no controlo e o elevado &iacute;ndice de reincid&ecirc;ncia, classificam-na como a epidemia do s&eacute;culo XXI (Carmo, 2008). </P >     <p>Esta tem&aacute;tica tem sido alvo de muitos questionamentos na comunidade cient&iacute;fica, entre os profissionais de sa&uacute;de, principalmente por afectar a qualidade de vida devido &agrave;s comorbilidades a ela associadas (Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, DGS, 2005). A obesidade &eacute; uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica, com g&eacute;nese multifactorial, que exige esfor&ccedil;os cont&iacute;nuos no seu controlo, constituindo uma amea&ccedil;a para a sa&uacute;de e um importante factor de risco para o desenvolvimento e agravamento de outras doen&ccedil;as (ADEXO, 2008). Altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas, como a dislipid&eacute;mia, a hipertens&atilde;o e a intoler&acirc;ncia &agrave; glicose, considerados factores de risco para a diabetes e para as doen&ccedil;as cardiovasculares, patenteadas no adulto, podem ser hoje presenciadas nos mais jovens. A obesidade &eacute; ainda encarada como factor de risco para outras doen&ccedil;as como apneia do sono, osteoartrite e alguns tipos de cancro, bem como problemas psicol&oacute;gicos e sociais, particularmente na obesidade m&oacute;rbida (Allen et al., 2003; Oliveira &amp; Fisberg, 2003; Shortt, 2004). </P >    <p>Do ponto de vista quantitativo, para avaliar a presen&ccedil;a de obesidade cl&iacute;nica para estudos epidemiol&oacute;gicos, a OMS (WHO, 1997), utiliza o m&eacute;todo chamado de &Iacute;ndice de Massa Corporal (IMC=peso (kg)/[altura(m)]&sup2;), sendo considerada a forma mais objectiva para classificar a obesidade (ver <a href="#q1">Quadro 1</a>). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q1"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a07q1.jpg" width="491" height="164"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A OMS em coopera&ccedil;&atilde;o com a <I>International Association for the Study of Obesity </I>anunciou a nova estimativa de excesso de peso e obesidade no mundo, aproximadamente 1.7 bili&otilde;es de pessoas (Deitel, 2003). Relativamente &agrave; Europa, as taxas mais altas referem-se &agrave; Litu&acirc;nia, Malta, R&uacute;ssia e S&eacute;rvia, e as mais baixas na Su&eacute;cia, Irlanda, Dinamarca e Reino Unido. Portugal coloca-se entre os pa&iacute;ses europeus com maior preval&ecirc;ncia de excesso de peso e de obesidade. Num trabalho publicado em 2008, Carmo e colaboradores (2000) salientam que a preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade em Portugal entre 1995 e 1998 era de 49.6%. contudo, entre 2003 e 2005 esta preval&ecirc;ncia aumentou para 53.6%, o que mostra que ainda h&aacute; muito trabalho a realizar para combater esta doen&ccedil;a. A elevada preval&ecirc;ncia da obesidade em Portugal e a sua taxa de crescimento anual, a morbilidade e mortalidade muito altas que, directa ou indirectamente, a acompanham, a diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida e os elevados custos que determina, bem como a dificuldade do seu tratamento, instituem a preocupa&ccedil;&atilde;o para o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de que alicer&ccedil;a o Programa Nacional de Combate &agrave; Obesidade desde 2005 (DGS, 2005). A principal quest&atilde;o e que permeia as investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas &eacute; a preval&ecirc;ncia dessa doen&ccedil;a, o r&aacute;pido progresso, sem distinguir ra&ccedil;a, sexo, idade ou n&iacute;vel social (Repetto, Rizzolli, &amp; Bonatto, 2003). Alguns autores enfatizam e atribuem maior peso &agrave; hereditarie dade e aos factores gen&eacute;ticos (corrente organicista), enquanto outros salientam os factores psicol&oacute;gicos e sociais (corrente psicossom&aacute;tica), embora todos admitam uma interac&ccedil;&atilde;o de factores de ambos os tipos na origem e desenvolvimento da mesma (Azevedo &amp; Spadotto, 2003). Para compreender com alguma profundidade a obesidade m&oacute;rbida ser&aacute; necess&aacute;rio adoptar uma an&aacute;lise multidisciplinar, para perceber todas as suas dimens&otilde;es, como as suas causas, implica&ccedil;&otilde;es, formas de interven&ccedil;&atilde;o e tratamento. </P >    <p><I>Ansiedade e obesidade m&oacute;rbida </I></P >    <p>Um factor bastante citado pela literatura como estando presente na din&acirc;mica da personalidade do indiv&iacute;duo obeso &eacute; a ansiedade. No estudo de Guisado e colaboradores (2002), com indiv&iacute;duos obesos m&oacute;rbidos submetidos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica, detectou-se a presen&ccedil;a de perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas do Eixo I com uma preval&ecirc;ncia de 40%, sendo as perturba&ccedil;&otilde;es afectivas e as de ansiedade as mais frequentes. </P >    <p>Um outro estudo recente (Simon et al., 2006) avaliou a associa&ccedil;&atilde;o entre obesidade e grau de humor, ansiedade e perturba&ccedil;&atilde;o no uso de subst&acirc;ncias. </P >    <p>No estudo participaram 9.125 indiv&iacute;duos. Os resultados indicam que as pessoas obesas t&ecirc;m aproximadamente 25% maior probabilidade de apresentar depress&atilde;o e ansiedade do que a popu la&ccedil;&atilde;o geral. Essa taxa aumenta para 44% na popula&ccedil;&atilde;o branca e com maior grau de escolaridade. N&atilde;o foi poss&iacute;vel determinar no estudo se a depress&atilde;o conduz &agrave; obesidade ou vice-versa, mas os autores ponderam a possibilidade da associa&ccedil;&atilde;o operar nos dois sentidos. </P >    <p>Entre as pesquisas que n&atilde;o referiram a presen&ccedil;a elevada de problemas psicol&oacute;gicos, antes da cirurgia, est&aacute; um estudo realizado em Portugal (Travado, Pires, Martins, Ventura, &amp; Cunha, 2004). Os dados indicam ainda que a perturba&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica e de personalidade n&atilde;o s&atilde;o significativas, em termos estat&iacute;sticos nos utentes obesos. Contudo, verificaram-se algumas altera&ccedil;&otilde;es de personalidade sugestivas de instabilidade emocional, entre elas, a personalidade compulsiva, tal como uma t&eacute;nue altera&ccedil;&atilde;o da ansiedade relativamente ao comportamento alimentar. </P >    <p><I>Depress&atilde;o e obesidade m&oacute;rbida </I></P >    <p>&Eacute; bastante conhecida a relev&acirc;ncia da depress&atilde;o no contexto cl&iacute;nico, causando limita&ccedil;&otilde;es significativas ao indiv&iacute;duo, &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; sociedade. Friedman e Brownell (1995), examinando a literatura, observaram discrep&acirc;ncias entre os estudos, revelando que alguns estudos apontam que a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de sintomas depressivos como &eacute; o caso do estudo de Faith e colaboradores (2011), enquanto outros indicam que a obesidade diminui o risco para a depress&atilde;o e ainda outros referem que a obesidade n&atilde;o tem influ&ecirc;ncia no risco para depress&atilde;o. </P >    <p>Uma pesquisa (Dixon, Dixon, &amp; O&rsquo;Brien, 2003) estudou a associa&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o com obesidade m&oacute;rbida antes e depois da cirurgia. A amostra foi composta de 487 utentes. A conclus&atilde;o deste estudo refere que os obesos m&oacute;rbidos, especialmente as mulheres, com imagem corporal fr&aacute;gil, t&ecirc;m alto risco de desenvolverem depress&atilde;o. A pesquisa tamb&eacute;m sustenta a melhoria da sintomatologia depressiva com a perda de peso e suporta a hip&oacute;tese de que a obesidade m&oacute;rbida causaria ou agravaria a depress&atilde;o. </P >    <p>Um outro estudo realizado na Holanda (Gemert, Severeijns, Greve, Grenman, &amp; Soeters, 1998, citados por Oliveira, 2006) investigou os efeitos a longo prazo da perda de peso induzida pela cirurgia no funcionamento psicol&oacute;gico de indiv&iacute;duos obesos m&oacute;rbidos. Participaram do estudo, 62 obesos m&oacute;rbidos. Os resultados psicom&eacute;tricos antes da cirurgia apontaram para somatiza&ccedil;&atilde;o, depress&atilde;o, sentimentos de inseguran&ccedil;a, nega&ccedil;&atilde;o de <I>stress </I>emocional, incompet&ecirc;ncia social e uma atitude indiferente em rela&ccedil;&atilde;o a certos aspectos do comportamento interpessoal e baixa autoestima. Toda a sintomatologia, excepto a somatiza&ccedil;&atilde;o foi revertida no p&oacute;s-cir&uacute;rgico. A melhoria da psicopatologia foi determinada e sustentada pelo sucesso da perda de peso e n&atilde;o influenciado pelo procedimento cir&uacute;rgico, apontando para o facto de que as perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas no pr&eacute;operat&oacute;rio s&atilde;o resultados mais do que a causa da obesidade m&oacute;rbida. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Veggi, Lopes, Faerstein e Sichieri (2004) descrevem que v&aacute;rios estudos transversais e prospectivos indicam comorbilidade psiqui&aacute;trica em sujeitos obesos mencionando que a associa&ccedil;&atilde;o entre obesidade e depress&atilde;o depende da gravidade da obesidade (Wit et al., 2010). Embora os demais autores se mantenham em un&iacute;ssono que sustentam uma distribui&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga de psicopatologia entre obesos e n&atilde;o obesos na popula&ccedil;&atilde;o geral, Faith e Allison (1996, citados por Segal, Cardeal, &amp; Cord&aacute;s, 2002) exprimem que &ldquo;o j&uacute;ri&rdquo; ainda est&aacute; a trabalhar nesta hip&oacute;tese, sendo prematuro afirmar categoricamente que n&atilde;o h&aacute; correlatos psicol&oacute;gicos &uacute;nicos ou particulares da obesidade. </P >    <p><I>Auto-conceito e obesidade m&oacute;rbida </I></P >    <p>Neste contexto, urge avaliar o auto-conceito enquanto recurso para a compreens&atilde;o dos aspectos psicol&oacute;gicos relativos &agrave; obesidade m&oacute;rbida, na medida em que o que a pessoa pensa sobre si mesma, diz muito sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o que extrai da sua vida e das actividades que realiza, sendo um factor de risco ou protector para a sua sa&uacute;de mental (Bandura, 1986, citado por Cataneo, Carvalho, &amp; Galindo, 2005). </P >    <p>Dos estudos realizados em Portugal, o trabalho realizado por Vaz Serra, Firmino e Matos (1987) comprovou que quanto melhor &eacute; a atmosfera familiar, melhor &eacute; tamb&eacute;m o auto-conceito do indiv&iacute;duo e os seus sentimentos de aceita&ccedil;&atilde;o social e de auto-efic&aacute;cia. Alguns estudos referem uma pobre autoefic&aacute;cia, auto-confian&ccedil;a (Tanco, Linden, &amp; Earle, 1998) e auto-estima por parte destes utentes (Glinski, Wetzler, &amp; Goodman, 2001). As reac&ccedil;&otilde;es e atitudes da sociedade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; obesidade repercutem-se nas reac&ccedil;&otilde;es e atitudes dos indiv&iacute;duos obesos, que tendem a fazer auto-declara&ccedil;&otilde;es depreciativas e a apresentar um auto-conceito comprometido (Schwatz &amp; Brownell, 2004). As consequ&ecirc;ncias das cr&iacute;ticas da sociedade interferem, muitas vezes, na auto-estima e na auto-imagem dos indiv&iacute;duos com obesidade (Heller, 2006). Castilho (2004, citado por Oliveira, 2005) relata que a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria imagem &eacute; o mediador da rela&ccedil;&atilde;o entre obesidade e estados psicol&oacute;gicos disfuncionais nos adultos. Os dados apontam para a exist&ecirc;ncia de uma realidade social de discrimina&ccedil;&atilde;o que influencia o funcionamento psicol&oacute;gico do indiv&iacute;duo obeso, existindo como que uma avers&atilde;o &agrave; gordura que contribui para o comprometimento da auto-estima e da auto-imagem (Almeida, Loureiro, &amp; Santos, 2002). Assim, o auto-conceito do indiv&iacute;duo obeso, referente ao conhecimento que o indiv&iacute;duo tem de si, abrangendo aspectos cognitivos, afectivos e comportamentais merece uma aten&ccedil;&atilde;o acrescida (Sisto, Bartholomeu, Rueda, &amp; Fernandes, 2004). </P >    <p><I>Cirurgia bari&aacute;trica: O papel do psic&oacute;logo </I></P >     <p>No tratamento desta patologia os insucessos devem-se, sobretudo, ao seu car&aacute;cter unimodal, em que se privilegia uma interven&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica, bioqu&iacute;mica e prescritiva, espec&iacute;fica do modelo biom&eacute;dico, em detrimento dos aspectos psicossociais do sujeito no seu processo de doen&ccedil;a e de tratamento (Reis, 1998, citado por Travado et al., 2004). As vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas, particularmente as vari&aacute;veis de personalidade, parecem ter um papel essencial nesta patologia (Grana, Coolidge, &amp; Merwin, 1989), pelo que uma abordagem terap&ecirc;utica que considere as dimens&otilde;es biopsicossociais da pessoa atrav&eacute;s de uma equipa multidisciplinar deve ser privilegiada com vista a assegurar o &ecirc;xito do tratamento desta patologia e a sua manuten&ccedil;&atilde;o a longo prazo, contribuindo para a melhoria de sa&uacute;de, qualidade de vida, bem-estar e satisfa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos (Travado et al., 2004). Actualmente, a cirurgia bari&aacute;trica apresenta uma grande relev&acirc;ncia como op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica essencial para esta doen&ccedil;a (Lima, 2008). De acordo com Oliveira, Linardi e Azevedo (2004), um dos principais objectivos da cirurgia bari&aacute;trica &eacute; tornar o indiv&iacute;duo &ldquo;consciente&rdquo; dos seus problemas, possibilitando o planeamento antecipado de comportamentos alternativos que viabilizem a resolu&ccedil;&atilde;o de tais problemas. Assim, da fase pr&eacute;-cir&uacute;rgica o que se pretende &eacute;, efectivamente a avalia&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica de cada utente, com o fornecimento de parecer t&eacute;cnico sobre as circunst&acirc;ncias psicol&oacute;gicas para a realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia, incluindo crit&eacute;rios cl&iacute;nicos de morbilidade psicol&oacute;gica e de motiva&ccedil;&atilde;o, colabora&ccedil;&atilde;o e responsabilidade do utente face aos procedimentos de tratamento e transforma&ccedil;&otilde;es relacionadas (Oliveira, Linardi, &amp; Azevedo, 2004). Com base nestes pontos s&atilde;o delimitados graus de prioridade para a realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a estabilidade emocional do utente e a sua ades&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do tratamento ou a sua indica&ccedil;&atilde;o para consulta de especialidade pr&eacute;via ao mesmo. Torna-se crucial ainda abordar a adapta&ccedil;&atilde;o ao novo estilo de vida que &eacute; totalmente distinto ao precedente, uma vez que o utente ter&aacute; de lidar com condi&ccedil;&otilde;es de priva&ccedil;&atilde;o de alimentos que anteriormente eram ingeridos em grande quantidade. A cirurgia engloba enormes mudan&ccedil;as internas e externas, compreendendo um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o emocional, f&iacute;sica e social, mas sobretudo ao n&iacute;vel da qualidade de vida (Oliveira &amp; Rodrigues, 2006). </P >     <p>Em suma, o papel do psic&oacute;logo em todo este processo &eacute; o de avaliar se o indiv&iacute;duo est&aacute; adequado em termos emocionais para a cirurgia e auxili&aacute;-lo na compreens&atilde;o de todos os aspectos subsequentes do pr&eacute; e p&oacute;s-cirurgia (Ramos, Bruscato, &amp; Branco, 2006), pois um acompanhamento psicol&oacute;gico proporciona condi&ccedil;&otilde;es para que o utente compreenda a amplitude do processo pelo qual ir&aacute; passar, ajudando-o a tomar decis&otilde;es mais conscientes de acordo com cada indiv&iacute;duo em particular. </P >    <p>METODOLOGIA </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Este estudo foi realizado numa amostra portuguesa de utentes de ambos os g&eacute;neros, diagnosticados com obesidade m&oacute;rbida, candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica do Servi&ccedil;o de Cirurgia da Obesidade de um hospital da regi&atilde;o norte do pa&iacute;s. Definiu-se como popula&ccedil;&atilde;o para este estudo (crit&eacute;rios de inclus&atilde;o) sujeitos de ambos os g&eacute;neros que frequentassem as Consultas de Cirurgia de Obesidade, que possu&iacute;ssem como diagn&oacute;stico m&eacute;dico Obesidade M&oacute;rbida (IMC&gt;40Kg/m&sup2;), que fossem candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica e que possu&iacute;ssem capacidade de leitura e/ou compreens&atilde;o de portugu&ecirc;s, tendo estes crit&eacute;rios sido aplicados no procedimento de recrutamento. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o procedeu-se a uma amostragem n&atilde;o aleat&oacute;ria como m&eacute;todo de amostragem (Almeida &amp; Freire, 2003). Tendo em considera&ccedil;&atilde;o os crit&eacute;rios anteriormente mencionados, a amostra final do estudo ficou constitu&iacute;da por 100 utentes. A participa&ccedil;&atilde;o dos utentes foi volunt&aacute;ria sendo estes antecipadamente informados sobre a constitui&ccedil;&atilde;o e objectivos da investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nenhum dos participantes que compareceram &agrave; consulta recusou participar no estudo, sendo a taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 100%. </P >    <p><I>Procedimento de recolha de dados </I></P >    <p>Para se proceder &agrave; recolha de dados foi necess&aacute;ria a formula&ccedil;&atilde;o de um pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o por escrito ao Comit&eacute; de &Eacute;tica do hospital. A este pedido foi anexada uma breve descri&ccedil;&atilde;o do projecto de investiga&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s o deferimento do pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o, o encaminhamento dos utentes para esta investiga&ccedil;&atilde;o foi efectuado na sequ&ecirc;ncia das consultas marcadas, ou seja, os utentes que foram encaminhados para o Departamento de Psiquiatria e Sa&uacute;de Mental para uma avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para posteriormente serem submetidos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica. Nestas consultas destinadas &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas destes utentes foi ainda verificado se estes satisfaziam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o estabelecidos. Caso os crit&eacute;rios estivessem presentes, o utente era convidado a colaborar nesta investiga&ccedil;&atilde;o, sendo-lhe explicado o intuito da sua colabora&ccedil;&atilde;o, aclarando-se de seguida as finalidades da mesma (e.g., objectivos, metodologia utilizada, relev&acirc;ncia do estudo). Todos os participantes foram ainda advertidos de que a sua participa&ccedil;&atilde;o era estritamente pessoal e volunt&aacute;ria e que era garantida a confidencialidade dos dados pessoais fornecidos. </P >    <p><I>Instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o </I></P >    <p>Na presente investiga&ccedil;&atilde;o e tendo em considera&ccedil;&atilde;o as vari&aacute;veis em estudo foram administrados quatro instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o aos utentes. O question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico que avalia vari&aacute;veis como a idade, g&eacute;nero, estado civil, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, situa&ccedil;&atilde;o profissional, especificando o tipo de profiss&atilde;o que exerce, localiza&ccedil;&atilde;o da resid&ecirc;ncia, n&uacute;mero de filhos e suporte social. Foram ainda acrescentadas duas quest&otilde;es, numa escala tipo <I>likert</I>, referentes &agrave; sua imagem corporal e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida. O question&aacute;rio cl&iacute;nico que avalia dados referentes &agrave; situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos utentes, nomeadamente, peso, altura, n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es por dia, hist&oacute;ria familiar de excesso de peso, tratamentos para diminuir peso e o resultado desses tratamentos, problemas de sa&uacute;de que se desenvolveram/apareceram com o aumento de peso, tempo que passa na cama ou sentado, interfer&ecirc;ncia do peso na vida profissional, sa&uacute;de actual e recurso a apoio na &aacute;rea da sa&uacute;de mental. </P >    <p>O &ldquo;<I>Hospital Anxiety and Depression Scale</I>&rdquo;- HADS de Zigmond e Snaith (1983) com vers&atilde;o experimental portuguesa de McIntyre, Pereira, Soares, Gouveia e Silva (1999) com o objectivo de avaliar, de uma forma breve, os n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o em utentes com patologia f&iacute;sica e em tratamento ambulat&oacute;rio, seleccionando apenas sintomas psicol&oacute;gicos. &Eacute; uma escala frequentemente utilizada e desenvolvida para uso em contexto hospitalar, composta por 14 itens divididos em duas sub-escalas: Ansiedade (7 itens) e de Depress&atilde;o (7 itens) que conjuntamente produzem um resultado total. A resposta do instrumento pode variar entre zero (baixo) e tr&ecirc;s (elevado), numa escala de <I>Likert </I>de 4 pontos. Os resultados da escala podem assumir valores de 0 a 21, onde os valores mais elevados indicam n&iacute;veis mais altos de ansiedade e depress&atilde;o. Neste sentido, operacionalizando, o grau de gravidade da depress&atilde;o e ansiedade, este pode ser classificado de normal para o intervalo de valores 0 a 7, leve de 8 a 10, moderada de 11 a 14 e grave de 15 a 21 (Pais Ribeiro, 2007). </P >    <p>O <I>Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Auto-Conceito </I>(ICAC) de Vaz Serra (1986) &eacute; um instrumento aferido para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa que se destina a avaliar os aspectos emocionais e sociais do autoconceito. O ICAC &eacute; uma escala subjectiva de auto-avalia&ccedil;&atilde;o, composta por 20 itens com cinco possibilidades de resposta. Cada quest&atilde;o pode ser classificada numa escala de tipo <I>Likert </I>de um a cinco valores. Nas quest&otilde;es negativas as pontua&ccedil;&otilde;es s&atilde;o revertidas. Este invent&aacute;rio, para al&eacute;m de fornecer uma nota global, possui v&aacute;rios &iacute;ndices que no seu conjunto permitem a an&aacute;lise das percep&ccedil;&otilde;es que a pessoa tem de si pr&oacute;pria, tendo estes &iacute;ndices sido o resultado directo de processos de an&aacute;lise factorial (Vaz Serra, 1986). Este instrumento avalia as seguintes dimens&otilde;es do autoconceito: aceita&ccedil;&atilde;o-rejei&ccedil;&atilde;o social (F1), auto-efic&aacute;cia (F2), maturidade psicol&oacute;gica (F3) e impulsividade-actividade (F4) e mais dois factores esp&uacute;rios que os autores n&atilde;o utilizam embora os refiram nos relat&oacute;rios de investiga&ccedil;&atilde;o publicados (Pais Ribeiro, 2007). No que respeita &agrave; cota&ccedil;&atilde;o, o invent&aacute;rio est&aacute; constru&iacute;do no sentido de que &ldquo;quanto maior o valor global, melhor &eacute; o auto-conceito do indiv&iacute;duo&rdquo; (Almeida, Sim&otilde;es, &amp; Gon&ccedil;alves, 1995, p. 160). Esta pode variar de um m&iacute;nimo de 20 a um m&aacute;ximo de 100 pontos. </P >    <p><I>Procedimentos de an&aacute;lise de dados </I></P >    <p>Ap&oacute;s a recolha dos dados estes foram processados no programa estat&iacute;stico SPSS (<I>Statistical Package for the Social Sciences &ndash; </I>vers&atilde;o 17.0). Os dados referentes &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra em estudo foram obtidos a partir da estat&iacute;stica descritiva, an&aacute;lises de distribui&ccedil;&otilde;es e frequ&ecirc;ncias. Nas hip&oacute;teses do estudo recorreu-se &agrave; estat&iacute;stica n&atilde;o param&eacute;trica quando os par&acirc;metros de normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o e homogeneidade de vari&acirc;ncia n&atilde;o se encontravam respeitados. Assim, para dar resposta &agrave;s quest&otilde;es desta investiga&ccedil;&atilde;o, foram utilizadas medidas descritivas e o teste n&atilde;o-param&eacute;trico de <I>Spearman </I>para obter os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o, dado que se pretendia analisar uma rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. Foram ainda efectuadas algumas an&aacute;lises explorat&oacute;rias com o intuito de verificar a influ&ecirc;ncia de diversas vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas nas vari&aacute;veis em estudo (ansiedade, depress&atilde;o e auto-conceito). Para avaliar a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas a amostra foi subdividida utilizando o teste de <I>Kruskal-Wallis </I>e o teste U de <I>Mann-Whitney </I>para as vari&aacute;veis n&atilde;o param&eacute;tricas. No caso de diferen&ccedil;as significativas entre tr&ecirc;s grupos, foram feitas an&aacute;lises de <I>post hoc </I>de <I>Bonferroni</I>. Nas an&aacute;lises estat&iacute;sticas realizadas, assumiu-se um <I>alfa </I>igual a .05 como valor cr&iacute;tico de signific&acirc;ncia dos resultados dos testes de hip&oacute;teses, rejeitando-se a hip&oacute;tese nula quando a probabilidade do erro de tipo I for inferior a .05. </P >    <p>RESULTADOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-demogr&aacute;fica e cl&iacute;nica da amostra </I></P >    <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 100 indiv&iacute;duos, sendo sete homens (7%) e 93 mulheres (93%), em que 28% dos participantes tem entre 21 e 35 anos (n=28), 51% (<I>n</I>=51) tem entre 36 e 50 anos e 21% (<I>n</I>=21) dos participantes tem idade &ge; a 51 anos. Quanto ao <I>peso </I>actual dos participantes, verifica-se um valor m&eacute;dio de 112.22 kg (<I>DP</I>=12.473; m&iacute;n.-m&aacute;x.=83kg-154kg). Em rela&ccedil;&atilde;o ao <I>&Iacute;ndice de Massa Corporal </I>actual, este foi &ge; 40 kg/m&sup2;, sendo o valor m&eacute;dio encontrado de 44.62kg/m<Sup>2 </Sup>(<I>DP</I>=4.364; m&iacute;n.-m&aacute;x.=40kg/m<Sup>2</Sup>-62kg/m<Sup>2</Sup>). No que diz respeito ao <I>estado civil</I>, a amostra &eacute; composta maioritariamente por indiv&iacute;duos casados (83%) e dos restantes, 11% s&atilde;o solteiros e 3% s&atilde;o divorciados. Uma minoria &eacute; vi&uacute;va (2%) ou vive em uni&atilde;o de facto (1%). Verifica-se que, no que diz respeito &agrave; <I>resid&ecirc;ncia </I>dos indiv&iacute;duos, 67.7% da amostra reside no meio rural e 32.3% vive no meio urbano. Relativamente &agrave;s <I>habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias </I>verifica-se que, de um modo geral, o grau de escolaridade dos participantes &eacute; baixo (79% dos sujeitos t&ecirc;m apenas o primeiro ciclo do ensino b&aacute;sico). Em rela&ccedil;&atilde;o ao <I>estatuto profissional </I>dos participantes deste estudo, verifica-se que a maioria se encontra empregado (55%), contudo um n&uacute;mero consider&aacute;vel s&atilde;o desempregados (25%). Existem ainda alguns indiv&iacute;duos reformados (12%) e de baixa m&eacute;dica (5%). Indiv&iacute;duos estudantes (1%) e com outro estatuto (2%) s&atilde;o uma minoria. Do total da amostra 91% j&aacute; se submeteu a tratamentos no passado para diminuir o peso, sendo as dietas alimentares e a medica&ccedil;&atilde;o os tratamentos mais referidos (65%). N&atilde;o obstante, quando questionados sobre o <I>resultado desses tratamentos</I>, 44% da amostra referiu que os <I>resultados dos tratamentos </I>foram negativos, 36% mencionaram que foram positivos, enquanto para 11% n&atilde;o houve nenhuma mudan&ccedil;a. Por fim, e relativamente &agrave; <I>necessidade de recorrer a apoio na &aacute;rea da sa&uacute;de mental</I>, 70% nunca teve necessidade de recorrer a apoio na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, contudo, 30% j&aacute; recorreu, tendo a maioria recorrido &agrave; <I>interven&ccedil;&atilde;o </I>da psiquiatria. </P >    <p><I>Morbilidade psicol&oacute;gica: Altera&ccedil;&otilde;es emocionais </I></P >    <p>Relativamente &agrave; presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es emocionais e quanto ao total do HADS (ver <a href="#q2">Quadro 2</a>) verificamos um valor m&eacute;dio de 14.47 (<I>DP</I>=7.68; m&iacute;n.-m&aacute;x.=0-38). Quanto &agrave; <I>sub-escala de ansiedade</I>, verifica-se nos 100 participantes um valor m&eacute;dio de 8.33, classificada como de intensidade leve (<I>DP</I>=4.39; m&iacute;n.-m&aacute;x.=0-20). Quanto &agrave; <I>sub-escala de depress&atilde;o</I>, verifica-se um valor m&eacute;dio de 6.14 classificada como de intensidade normal (<I>DP</I>=3.87; m&iacute;n.-m&aacute;x.=0-20). Assim, os utentes apresentam valores m&eacute;dios de ansiedade superiores aos da depress&atilde;o. Podemos verificar que a maior parte da amostra (45% para a ansiedade e 67% para a depress&atilde;o) n&atilde;o apresenta valores com significado cl&iacute;nico, apesar de verificarmos a exist&ecirc;ncia duma percentagem n&atilde;o muito baixa de sujeitos com valores de ansiedade moderada (21%). </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q2"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a07q2.jpg" width="493" height="139"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Quanto ao <I>auto-conceito total</I>, verifica-se um valor m&eacute;dio de 75.61 (<I>DP</I>=6.02; m&iacute;n.-m&aacute;x.=5888) (ver <a href="#q3">Quadro 3</a>) que segundo Vaz Serra (1986) se pode considerar dentro dos valores m&eacute;dios para a popula&ccedil;&atilde;o normal (70.4&plusmn;7.8). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q3"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a07q3.jpg" width="494" height="139"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Assim, analisando os valores m&eacute;dios obtidos no total do ICAC e em cada dimens&atilde;o constituinte, podemos verificar que os sujeitos desta amostra tendem a apresentar uma percep&ccedil;&atilde;o positiva de si pr&oacute;prios, apresentando resultados compat&iacute;veis com os valores m&eacute;dios para a popula&ccedil;&atilde;o normal. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><I>Correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis </I></P >    <p>Para analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a ansiedade, depress&atilde;o e o auto-conceito, vari&aacute;veis com distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o param&eacute;trica, utilizamos o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <I>Spearman </I>(ver <a href="#q4">Quadro 4</a>). Os resultados demonstram que a ansiedade se encontra significativa e negativamente relacionada com o autoconceito (<I>r</I>=-.372, <I>p</I>&lt;.001) e que a depress&atilde;o se correlaciona significativa e negativamente com o auto-conceito (<I>r</I>=-.439, <I>p</I>&lt;.001). Neste sentido, os valores encontrados sugerem que menores n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o relacionam-se com um auto-conceito mais elevado em obesos candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica. No <a href="#q5">Quadro 5</a> (ver <a href="#q5">Quadro 5</a>) verificamos que o teste de <I>Spearman&rsquo;s rho </I>para verificarmos a associa&ccedil;&atilde;o entre o IMC e os n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o revelou que n&atilde;o se verifica uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o IMC e os n&iacute;veis de ansiedade (<I>r</I>=.006, <I>p</I>=.951) e depress&atilde;o (<I>r</I>=070, <I>p</I>=.487). Portanto, n&atilde;o se pode verificar a associa&ccedil;&atilde;o proposta de que um elevado IMC corresponde a elevados n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q4"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a07q4.jpg" width="493" height="124"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><a name="q5"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a07q5.jpg" width="493" height="109"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise realizada atrav&eacute;s do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <I>Spearman&rsquo;s rho </I>para avaliar a poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis IMC e o auto-conceito demonstram que o IMC n&atilde;o se correlaciona significativa e negativamente com o auto-conceito (<I>r</I>=.010, <I>p</I>=.923), ou seja, podemos verificar que os n&iacute;veis de auto-conceito dos utentes com obesidade m&oacute;rbida n&atilde;o est&atilde;o significativa e negativamente correlacionados com os seus valores de IMC (ver <a href="#q6">Quadro 6</a>). </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q6"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a07q6.jpg" width="493" height="99"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Foram ainda realizadas an&aacute;lises explorat&oacute;rias com o intuito de investigar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre as vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas (idade, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, estado civil, zona geogr&aacute;fica, situa&ccedil;&atilde;o profissional e imagem corporal), as vari&aacute;veis cl&iacute;nicas (in&iacute;cio da obesidade, hist&oacute;ria familiar de obesidade, interfer&ecirc;ncia da obesidade na vida profissional, tratamentos para diminuir peso, problemas de sa&uacute;de que se desenvolveram com o aumento de peso e recurso a apoio na &aacute;rea da sa&uacute;de mental) e as vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas estudadas (n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e autoconceito). As vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas tamb&eacute;m t&ecirc;m efeito nas vari&aacute;veis psicossociais, com excep&ccedil;&atilde;o das habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e da zona geogr&aacute;fica. A idade tem efeito na dimens&atilde;o da autoefic&aacute;cia. O estado civil mostrou efeito significativo na dimens&atilde;o da auto-efic&aacute;cia e maturidade psicol&oacute;gica. A imagem corporal mostrou efeito na ansiedade e depress&atilde;o. O efeito da vari&aacute;vel cl&iacute;nica in&iacute;cio da obesidade mostrou-se estatisticamente significativo para a depress&atilde;o. Relativamente ao efeito da vari&aacute;vel interfer&ecirc;ncia da obesidade na vida profissional tamb&eacute;m este se mostrou significativo para a ansiedade, depress&atilde;o, para o total do ICAC, para a dimens&atilde;o da auto-efic&aacute;cia e para a dimens&atilde;o de impulsividade/actividade. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS </P >    <p>Atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio HADS verificamos que a maior parte da amostra n&atilde;o apresenta valores com significado cl&iacute;nico, apesar de verificarmos a exist&ecirc;ncia de uma percentagem consider&aacute;vel de sujeitos com ansiedade moderada. Estes resultados contrariam em parte as expectativas desta investiga&ccedil;&atilde;o, que esperava encontrar n&iacute;veis mais elevados de ansiedade, visto que ela &eacute; apontada por alguns autores como estando associada &agrave; obesidade m&oacute;rbida (e.g., Mazzoni, Mannucci, Rizzello, Ricca, &amp; Rotella, 1999, e Simon et al., 2006, citados por Gorayeb, Luiz, J&uacute;nior, &amp; Domingos, 2005). Nesta investiga&ccedil;&atilde;o a amostra estudada tamb&eacute;m n&atilde;o apresenta valores estatisticamente significativos ao n&iacute;vel de sintomatologia depressiva, encontrando-se dentro de valores m&eacute;dios para a popula&ccedil;&atilde;o normal, contrariando assim as conclus&otilde;es de alguns estudos em que sujeitos com obesidade apresentavam maior preval&ecirc;ncia de sintomas depressivos e ansiosos, sobretudo nas mulheres, quando comparado com sujeitos n&atilde;o obesos, pessoas com outras condi&ccedil;&otilde;es cr&oacute;nicas e a pessoas com obesidade de IMC&lt;35kg/m<Sup>2 </Sup>(Sullivan et al., 1993). </P >    <p>Analisando os valores m&eacute;dios obtidos no total do ICAC e em cada dimens&atilde;o constituinte, segundo Vaz Serra (1986) podemos verificar que os sujeitos desta amostra tendem a apresentar uma percep&ccedil;&atilde;o positiva de si pr&oacute;prios, apresentando resultados compat&iacute;veis com os valores m&eacute;dios para a popula&ccedil;&atilde;o normal. Neste sentido, os resultados relativos ao auto-conceito n&atilde;o foram de encontro ao esperado por se enquadrarem nos par&acirc;metros normais para a popula&ccedil;&atilde;o geral, o que contraria os dados de alguns estudos que referem uma pobre auto-efic&aacute;cia, auto-confian&ccedil;a (Tanco et al., 1998) e auto-estima por parte destes indiv&iacute;duos (Almeida, Loureiro, &amp; Santos, 2002; French, Story, &amp; Perry, 1995; Glinski et al., 2001; Schwatz &amp; Brownell, 2004). </P >    <p>Neste estudo esper&aacute;vamos encontrar uma correla&ccedil;&atilde;o entre a ansiedade, depress&atilde;o e o autoconceito. Os resultados demonstraram que a ansiedade e depress&atilde;o se encontram significativa e negativamente relacionadas com o auto-conceito. Neste sentido, os valores encontrados sugerem que menores n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o relacionam-se com maior auto-conceito em obesos candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica, ou seja, quanto maior &eacute; o auto-conceito menores os n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o nos obesos m&oacute;rbidos. Estes resultados v&atilde;o de encontro &agrave; literatura, nomeadamente com o estudo de Travado e colaboradores (2004), onde se verificaram correla&ccedil;&otilde;es negativas e estatisticamente significativas entre o auto-conceito, os n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o. Os resultados do teste de <I>Spearman&rsquo;s rho </I>revelaram que n&atilde;o h&aacute; uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o IMC e os n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o. Assim, elevados valores de IMC n&atilde;o est&atilde;o associados a elevados n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o. Apesar das perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas serem citadas como comorbilidades da obesidade, o presente estudo verificou que a ansiedade e depress&atilde;o n&atilde;o se relacionam com o IMC. Os resultados do nosso estudo v&atilde;o, de algum modo, de encontro a outros estudos mencionados na literatura (Faith &amp; Allison, 1996, citados por Segal et al., 2002; Friedman &amp; Brownel, 1995; Moore, Stunkard, &amp; Srole, 1997; Wadden &amp; Stunkard, 1993; Williamson &amp; O&rsquo;neil, 1998, citados por Segal et al., 2002). Os nossos resultados indicaram ainda que os n&iacute;veis de auto-conceito dos utentes com obesidade m&oacute;rbida n&atilde;o est&atilde;o significativa e negativamente correlacionados com os seus valores de IMC. Estes resultados v&ecirc;m contrariar a nossa hip&oacute;tese, pois esper&aacute;vamos encontrar dados que indicassem uma correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. Apesar de alguns estudos encontrarem associa&ccedil;&otilde;es significativas entre obesidade e auto-estima (French, Story, &amp; Perry, 1995), outros n&atilde;o chegaram a tais resultados, referindo que nem todos os indiv&iacute;duos obesos t&ecirc;m sentimentos negativos sobre o seu corpo, esses sentimentos seriam mais abundantes em pessoas com o in&iacute;cio da obesidade na inf&acirc;ncia, cujos pais e amigos desvalorizam o seu corpo (Stunkard &amp; Wadden, 1992). </P >    <p>Relativamente &agrave;s an&aacute;lises explorat&oacute;rias efectuadas foram encontrados efeitos significativos na idade, situa&ccedil;&atilde;o profissional, imagem corporal e interfer&ecirc;ncia da obesidade na vida profissional. Em termos gerais, o efeito da idade mostrou-se estatisticamente significativo para a dimens&atilde;o de auto-efic&aacute;cia do ICAC, tal como demonstrado no estudo de Travado e colaboradores (2004), sugerindo que sujeitos com idades compreendidas entre 36 e 50 anos apresentaram mais autoefic&aacute;cia do que aqueles com mais de 51 anos. Relativamente ao efeito da situa&ccedil;&atilde;o profissional nas vari&aacute;veis psicossociais, os resultados indicaram que sujeitos a exercer uma actividade profissional apresentam maior auto-efic&aacute;cia do que aqueles que est&atilde;o reformados. N&atilde;o foram encontrados dados que corroborassem estes dados, sendo um campo interessante para futuras investiga&ccedil;&otilde;es. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; imagem corporal os resultados evidenciaram que sujeitos que nunca se sentem bem com a sua imagem corporal apresentam mais sintomatologia depressiva do que sujeitos que se sentem bem com a sua imagem corporal. Estes dados v&atilde;o de encontro a outros estudos realizados (Saikili, Soubhia, Scalfaro, &amp; Cord&aacute;s, 2004; Silva, 2008). As restantes vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas n&atilde;o obtiveram resultados estatisticamente significativos. Estes resultados encontrados assemelham-se a outros estudos, nos quais a associa&ccedil;&atilde;o entre factores s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos, cl&iacute;nicos e factores psicossociais nem sempre t&ecirc;m sido corroborados (Lorence Lara, 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Podemos considerar alguns aspectos que poder&atilde;o contribuir para explicar os resultados no nosso estudo. Apesar de estudos revelarem que indiv&iacute;duos obesos apresentam uma maior tend&ecirc;ncia a manifestar algum grau de psicopatologia, no entanto tal n&atilde;o indica que todos os sujeitos apresentem graus significativos de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas (Faith &amp; Allison, 1996, e Williamson &amp; O&rsquo;neil, 1998, citados por Segal et al., 2002). Uma das hip&oacute;teses da n&atilde;o correla&ccedil;&atilde;o pode ser explicada por todo suporte oferecido aos utentes do Servi&ccedil;o de Cirurgia de Obesidade da institui&ccedil;&atilde;o onde recolhemos a amostra para o nosso estudo, para al&eacute;m da hip&oacute;tese da exist&ecirc;ncia de todo um suporte familiar que acaba por auxiliar os utentes neste processo. Todavia, &eacute; importante mencionar que a amostra &eacute; candidata &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da cirurgia e a confian&ccedil;a que t&ecirc;m depositada neste tipo de tratamento poder&aacute; estar a aumentar a sua esperan&ccedil;a em melhorar e o seu n&iacute;vel de auto-estima, podendo assim contribuir para explicar os resultados no nosso estudo. No entanto, o facto dos sujeitos deste estudo apresentarem n&iacute;veis de ansiedade, depress&atilde;o e auto-conceito considerados dentro de valores m&eacute;dios para a popula&ccedil;&atilde;o normal leva-nos a colocar a hip&oacute;tese de que estes dados poder&atilde;o indicar a tend&ecirc;ncia que os indiv&iacute;duos obesos m&oacute;rbidos t&ecirc;m para se apresentar socialmente de uma forma favor&aacute;vel (desejabilidade social) (Travado et al., 2004) dissimulando dificuldades pessoais e procurando a aceita&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o dos outros, neste caso particular, tendo em vista a selec&ccedil;&atilde;o para a cirurgia. </P >    <p>Finalizando, de forma divergente de alguns estudos (Guisado et al., 2002; Simon et al., 2006) n&atilde;o foram encontrados, no presente estudo, indicadores de problemas emocionais nos indiv&iacute;duos obesos em maior propor&ccedil;&atilde;o. No entanto, os resultados deste estudo s&atilde;o semelhantes a alguns estudos referidos na literatura quanto &agrave; suposi&ccedil;&atilde;o de que a psicopatologia presente nos casos de obesidade &eacute; semelhante &agrave; da popula&ccedil;&atilde;o geral (Faith &amp; Allison, 1996, citados por Segal et al., 2002; Friedman &amp; Brownell, 1995; Moore, Stunkard &amp; Strole, 1997; Williamson &amp; O&rsquo;neil, 1998, citados por Segal et al., 2002). Ou seja, os indiv&iacute;duos com obesidade m&oacute;rbida n&atilde;o apresentam necessariamente &iacute;ndices elevados de psicopatologia quando comparados com indiv&iacute;duos n&atilde;o obesos. Assim, a linha de pesquisa que visa explorar as rela&ccedil;&otilde;es entre obesidade m&oacute;rbida e psicopatologia continua ainda em aberto. </P >    <p>CONCLUS&Otilde;ES </P >     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o surgiu como uma tentativa de aumentar o conhecimento da comunidade cient&iacute;fica acerca da obesidade m&oacute;rbida. A realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho permitiu-nos, sobretudo, compreender melhor as caracter&iacute;sticas do grupo de obesos avaliados, bem como as dificuldades com que estes se deparam. Neste sentido, podemos tecer algumas considera&ccedil;&otilde;es acerca de orienta&ccedil;&otilde;es para a interven&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o. Por um lado, &eacute; fundamental repensar a avalia&ccedil;&atilde;o dos candidatos &agrave; cirurgia bari&aacute;trica salientando-se a import&acirc;ncia de um maior acompanhamento por parte destes sujeitos ao longo de todo o processo. A maioria dos pesquisadores defende a posi&ccedil;&atilde;o de cautela na generaliza&ccedil;&atilde;o sobre o aspecto psicopatol&oacute;gico na obesidade (Fabricatore &amp; Wadden, 2003; Wajner, 2000). O importante &eacute; perceber quando e como a psicopatologia aparece e que papel ela desempenha, dependendo de cada caso. Mais do que compreender a causa e as consequ&ecirc;ncias da obesidade, &eacute; necess&aacute;rio falar em preven&ccedil;&atilde;o. Com a dificuldade de se diagnosticar e tratar a obesidade, quest&otilde;es acerca da preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de devem ser contempladas. A preven&ccedil;&atilde;o da obesidade m&oacute;rbida assume uma import&acirc;ncia fundamental uma vez que esta epidemia de sa&uacute;de p&uacute;blica tem aumentado largamente nos &uacute;ltimos anos. Contudo, devemos repensar a filosofia dos programas de preven&ccedil;&atilde;o tendo presente a necessidade de encarar os indiv&iacute;duos de forma hol&iacute;stica, destacando-se a import&acirc;ncia de programas de interven&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter multidisciplinar e ecol&oacute;gico. </P >     <p>Seria igualmente interessante analisar at&eacute; que ponto o contexto de avalia&ccedil;&atilde;o influencia os resultados dos indiv&iacute;duos. E, porque n&atilde;o, tentar clarificar a direc&ccedil;&atilde;o da (poss&iacute;vel) rela&ccedil;&atilde;o: &eacute; o auto-conceito (e suas dimens&otilde;es) que &eacute; influenciado pela obesidade ou &eacute; ele que influencia o comportamento dos indiv&iacute;duos colocando-os em maior risco de desenvolver este quadro cl&iacute;nico (estrat&eacute;gias de <I>coping </I>inadaptadas)? Entre outros aspectos, torna-se evidente a import&acirc;ncia de trabalhos futuros na reformula&ccedil;&atilde;o destas e de outras quest&otilde;es. </P >    <p>Finalizando, espera-se que as informa&ccedil;&otilde;es descritas neste estudo possam contribuir com novos questionamentos e instigar novas investiga&ccedil;&otilde;es neste dom&iacute;nio. Esperamos com este trabalho, contribuir para ampliar o conhecimento e compreens&atilde;o dos aspectos psicol&oacute;gicos desta doen&ccedil;a, associada &agrave;s dimens&otilde;es em an&aacute;lise &ndash; depress&atilde;o, ansiedade e auto-conceito que tem sido estudado, sobretudo, do ponto de vista m&eacute;dico, nutricional e est&eacute;tico, mas ainda de forma incipiente pela psicologia, contribuindo, deste modo, para o aprofundamento desta &aacute;rea e o desenvolvimento de futuros planos de interven&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Allen, M., et al. (2003). A survey of obesity management practices of pediatricians. In New Jersey. <I>Topics in Clinical Nutrition, 18</I>(3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, L. S., &amp; Freire, T. (2003). <I>Metodologia da investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia e educa&ccedil;&atilde;o</I>. Braga: Psiquilibrios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, G. A., Loureiro, S. R., &amp; Santos, J. E. (2002). Obesidade M&oacute;rbida em Mulheres: Estilos alimentares e qualidade de vida<I>. Archivos Lationoamericanos de Nutricion, 51</I>(4), 359-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Almeida, L., Sim&otilde;es, M., &amp; Gon&ccedil;alves, M. (1995). <I>Provas Psicol&oacute;gicas em Portugal</I>. Braga: Apport.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Associa&ccedil;&atilde;o de Obesos e Ex-obesos de Portugal (ADEXO). (2008). <I>Obesidade &eacute; um risco para a sua sa&uacute;de</I>. Retirado a 23 de Janeiro de 2009 da World Wide Web do site: <a href="http://www.adexo.pt/2008.html" target="_blank">http://www.adexo.pt/2008.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Azevedo, M., &amp; Spadotto, C. (2003). Estudo psicol&oacute;gico da obesidade: Dois casos cl&iacute;nicos. <I>Temas em psicologia da sociedade brasileira de psicologia, 2004</I>, <I>12</I>(2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carmo, I. (2008). Preval&ecirc;ncia de pr&eacute;-obesidade e obesidade em idade adulta, no mundo. In Carmo, Santos, Camolas, &amp; Vieira (Eds.), <I>Obesidade em Portugal e no Mundo</I>. Lisboa: Editorial do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carmo, I., et al. (2000). Estudo da preval&ecirc;ncia da obesidade em Portugal. <I>Boletim da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade</I>, 3-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cataneo, C., Carvalho, A., &amp; Galindo, E. (2005). Obesidade e aspectos psicol&oacute;gicos: Maturidade emocional, auto-conceito, locus de controlo e ansiedade. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 18</I>, 39-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Deitel, M. (2003). Overweight and obesity worldwide now estimated to involve 1.7 billion people. <I>Obesity Surgery, 13</I>, 329-330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, DGS. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de Portugal. (2005). <I>Programa Nacional de Combate &agrave; Obesidade. Circular normativa n.&deg; 03</I>, 25. Retirado a 12 de Dezembro de 2009 da World Wide Web do site: <a href="http://www.adexo.pt/pdfs/programanacional.pdf" target="_blank">http://www.adexo.pt/pdfs/programanacional.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dixon, J. B., Dixon, M. E., &amp; O&rsquo;Brien, P. E. (2003). Depression in association with severe obesity: changes with weight loss. <I>Archives of Internal Medicine, 163</I>(17), 2058-2065. </P >    <!-- ref --><p><I>Fabricatore, A. N., &amp; Wadden, T. A. (2003). Psychological functioning of obese individuals. Diabetes Spectrum, 16</I>(4), 246-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Faith, M. S., et al. (2011). Evidence for prospective associations among depression and obesity in population-based studies. <I>Obesity Reviews, 12, </I>e438-e453.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>French, S., Story, M., &amp; Perry, C. (1995). Mental Health Disorders. <I>President&rsquo;s Council on Physical Fitness and Sports Report, 4</I>(1). </P >    <!-- ref --><p>Friedman, M. A., &amp; Brownell, K. D. (1995). Psychological correlates of obesity: Moving to the next research generation. <I>Psychological Bulletin</I>, <I>117</I>(1), 3-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Glinski, J., Wetzler, S., &amp; Goodman, E. (2001). The psychology of gastric bypass surgery. <I>Obesity Surgery, 11</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201200030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gorayeb, R., Luiz, A., J&uacute;nior, R., &amp; Domingos, N. (2005). Depress&atilde;o, ansiedade e compet&ecirc;ncia social em crian&ccedil;as obesas. <I>Estudos de Psicologia</I>, <I>10</I>(1), 35-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201200030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Grana, A. S., Coolidge, F. L., &amp; Merwin, M. M. (1989). Personality profiles of the morbidly obese. <I>Journal of Clinical Psychology, 45</I>(5).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201200030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guisado, M. J. A., Vaz, F. J., et al. (2002). Psicopatologia en pacientes com obesidad m&oacute;rbida poscirug&iacute;a g&aacute;strica. <I>Revista Cubana de Endocrinologia, 13</I>(1), 29-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201200030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Heller, D. (2006). Obesidade infantil: tratamento comportamental. In Guilhardi &amp; Aguirre (Eds.), <I>Sobre comportamento e cogni&ccedil;&atilde;o: Expondo a variabilidade, 17</I>. S&atilde;o Paulo: ESETec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201200030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Lima, J. V. (2008). <I>Cirurgia da obesidade: Caracteriza&ccedil;&atilde;o psicossocial e psicopatol&oacute;gica dos candidato</I>s. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Neuropsiquiatria e Ci&ecirc;ncias do Comportamento. Universidade Federal de Pernambuco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201200030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McIntyre, T., Pereira, M. G., Soares, V., Gouveia, J., &amp; Silva, S. (1999). Escala de ansiedade e depress&atilde;o hospitalar. Vers&atilde;o portuguesa de investiga&ccedil;&atilde;o. Universidade do Minho: Departamento de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201200030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moore, M. E., Stunkard, A., &amp; Srole, L. (1997). Obesity, social class and mental illness. <I>Obesity Research, 5</I>(5).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201200030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oliveira, C. (2005). <I>An&aacute;lise das vari&aacute;veis psicossociais na ades&atilde;o ao tratamento da obesidade</I>. Salvador: Universidade Salvador, Unifacs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201200030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oliveira, C., &amp; Fisberg, M. (2003). Obesidade na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: Uma verdadeira epidemia. <I>Arquivos Brasileiros Endocrinologia Metab&oacute;lica</I>, <I>47</I>(2), 107-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201200030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oliveira, J. H. (2006). <I>Aspectos psicol&oacute;gicos de obesos de grau III antes e depois de cirurgia bari&aacute;trica</I>. Campinas: Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201200030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Oliveira, L., &amp; Rodrigues, M. (2006). <I>As principais mudan&ccedil;as ocorridas na vida de sujeitos que se submeteram </I><I>&agrave; cirurgia bari&aacute;trica: Relatos de pacientes e profissionais envolvidos</I>. Salvador: Universidade Salvador, Unifacs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201200030000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Oliveira, V., Linardi, R., &amp; Azevedo, A. (2004). Cirurgia bari&aacute;trica: Aspectos psicol&oacute;gicos e psiqui&aacute;tricos. <I>Revista Psiquiatria Cl&iacute;nica, 31</I>(4), 199-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201200030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>OMS. (2003). Obesity and overweight. In World Health Organization. <I>Global Strategy on diet, physical, activity and health</I>. Washington: WHO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201200030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pais Ribeiro, J. L. (2007). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o em psicologia da sa&uacute;de: Instrumentos publicados em portugu&ecirc;s</I>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201200030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ramos, M., Bruscato, G., &amp; Branco, A. (2006). Compuls&atilde;o alimentar em pacientes no pr&eacute;-operat&oacute;rio de cirurgia bari&aacute;trica. <I>Psicologia Argumento, 24</I>(45), 59-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201200030000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Repetto, G., Rizzolli, J., &amp; Bonatto, C. (2003). Preval&ecirc;ncia, riscos e solu&ccedil;&otilde;es na obesidade e sobrepeso: Here, there and everywhere. <I>Arquivos Brasileiros Endocrinologia e Metabologia, 47</I>(6).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201200030000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Saikili, C. J., Soubhia, C. S., Scalfaro, B. M., &amp; Cord&aacute;s, T. A. (2004). Imagem Corporal nos transtornos Alimentares. <I>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica, 31</I>(4), 164-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201200030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Schwatz, M., &amp; Brownell, K. (2004). Obesity and body image. <I>Body Image</I>, <I>1</I>, 43-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201200030000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Segal, A., Cardeal, M. V., &amp; Cord&aacute;s, T. A. (2002). Aspectos psicossociais e psiqui&aacute;tricos da obesidade. <I>Revista Psiquiatria Cl&iacute;nica, 29</I>(2), 81-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201200030000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Shortt, J. (2004). Obesity: A public Health Dilemma. <I>Association of Operating Room Nurses &ndash; AORN Journal, 80</I>(6), 1069-1078. </P >    <!-- ref --><p>Silva, G. L. (2008). <I>Percep&ccedil;&atilde;o da imagem corporal em mulheres com depress&atilde;o</I>. Bauru: Universidade estadual paulista, UNESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201200030000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Simon, G. E., Korff, M. V., Sauders, K., Miglioretti, D. L., et al. (2006). Association between obesity and psychiatry disorders in the US adult population. <I>Archives General Psychiatry, 63</I>, 824-830.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201200030000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sisto, F., Bartholomeu, D., Rueda, F., &amp; Fernandes, D. (2004). Auto-conceito e emo&ccedil;&otilde;es. In Machado, Almeida, Gon&ccedil;alves, &amp; Ramalho (Eds.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos, </I>10. Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201200030000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stunkard, A. J., &amp; Wadden, T. A. (1992). Psychological aspects of severe obesity. <I>American Journal of Clinical Nutrition, 55, </I>524-532.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201200030000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sullivan, M., Karlsson, J., Sjostrom, L., Backman, L., et al. (1993). Swedish Obese Subjects (SOS): An intervention study of obesity. Baseline evaluation of health and psychosocial functioning in the first 1743 subjects examined. <I>International Journal of Obesity, 17</I>,503-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201200030000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tanco, S., Linden, W., &amp; Earle, T. (1998). Well-being and morbid obesity in women: A controlled therapy evaluation. <I>Journal of Eating Disorders, 23</I>(8), 325-339.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201200030000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Travado, L., Pires, R., Martins, V., Ventura, C., &amp; Cunha, S. (2004). Abordagem psicol&oacute;gica da obesidade m&oacute;rbida: Caracteriza&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. <I>An&aacute;lise psicol&oacute;gica, XXII</I>(3), 533-550.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201200030000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A. (1986). O Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Auto-conceito. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 7</I>(2), 67-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201200030000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Firmino, H., &amp; Matos, A. P. (1987). Auto-conceito e locus de controlo. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 8</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201200030000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Veggi, A., Lopes, C., Faerstein, E., &amp; Sichieri, R. (2004). &Iacute;ndice de massa corporal, percep&ccedil;&atilde;o do peso corporal e transtornos mentais comuns de uma Universidade do Rio de Janeiro. <I>Revista Brasileira de Psiquiatria</I>, <I>26</I>(4), 242-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201200030000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wadden, T. A., &amp; Stunkard, A. J. (1993). Psychosocial consequences of obesity and dieting: Research and clinical findings. In A. J. Stunkard &amp; T. A. Wadden (Eds.), <I>Obesity: Theory and therapy </I>(pp. 163-177). New York: Raven Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201200030000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wajner, S. M. (2000). Aspectos din&acirc;micos, psicossociais e comportamentais da obesidade. <I>Aletheia, 12</I>, 91-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201200030000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>WHO. (1997). <I>Obesity: Preventing and managing the global epidemic, Report of a WHO Consultation on Obesity</I>. Geneva: WHO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201200030000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wit, L. M., et al. (2010). Depressive and anxiety disorders and the association with obesity, physical, and social activities. <I>Depression and Anxiety, 27</I>(11), 1057-1065.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201200030000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zigmond, A. S., &amp; Snaith, R. P. (1983). The Hospital and Anxiety Depression Scale. <I>Acta Psychiatrica Scandinavica, 7</I>, 361-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201200030000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Carla Rocha, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Faculdade de Filosofia, Pra&ccedil;a da Faculdade, 1, 4710-297 Braga. E-mail: <a href="mailto:eleonoraucp@gmail.com">eleonoraucp@gmail.com</a></P >      ]]></body><back>
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