<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312012000300008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Interacção terapêutica em momentos de ambivalência: Um estudo exploratório de um caso de insucesso]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel M.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loura]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[António P.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eugénia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anita]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marlene]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ISMAI  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Maia ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>30</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>467</fpage>
<lpage>490</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312012000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312012000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312012000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[No processo psicoterapêutico a mudança constrói-se através da emergência e expansão de excepções ao funcionamento problemático do cliente. Contudo, o potencial de mudança destas excepções ou inovações pode ser abortado através da atenuação do seu significado quando o cliente as desvaloriza, trivializa ou nega. Quando este processo se repete ao longo da terapia estamos na presença de ambivalência, na medida em que ocorre uma oscilação recorrente entre duas posições opostas (inovação-retorno ao funcionamento problemático). O presente estudo exploratório tem como principal objectivo descrever a interacção terapêutica nestes momentos de ambivalência, num caso de insucesso psicoterapêutico, recorrendo ao Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica. Os resultados sugerem que a ambivalência emerge maioritariamente no seguimento de intervenções em que a terapeuta desafia a perspectiva habitual da cliente. Os resultados mostram ainda que a terapeuta tende a responder à ambivalência da cliente com um novo desafio, sendo que a cliente tende a expressar novamente ambivalência ou a discordar da terapeuta. Deste modo, quando a terapeuta persiste no desafio verifica-se frequentemente uma escalada no desconforto da cliente, que se manifesta na evolução de uma resposta de ambivalência para uma resposta de invalidação por parte da cliente.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Change in psychotherapy occurs through the emergence and expansion of exceptions to the client&#8217;s problematic functioning. However, these exceptions&#8217; potential to promote change may be aborted by the attenuation of their meaning, when the client devaluates, trivializes or denies them. When this process repeats itself throughout the therapeutic process, clients are facing ambivalence, since there is a recurrent oscillation between two opposite positions (innovation - return to the problematic functioning). The present exploratory study aims at describing the therapeutic interaction within moments in which ambivalence occurs in an unsuccessful case using the Therapeutic Collaboration Coding System. Results suggest that ambivalence emerges mainly as a response to an intervention in which the therapist challenges clients usual (i.e., problematic) perspective. Moreover, results suggest that the therapist tends to respond to client&#8217;s ambivalence with a new challenge intervention which is generally followed by ambivalence or even invalidation from the client. Hence, when the therapist persists in challenging the client there is usually an escalation in clients&#8217; discomfort, expressed in the evolution of a ambivalence response towards an invalidation response.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ambivalência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Colaboração terapêutica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudo de caso único]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Insucesso terapêutico]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ambivalence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Single case study]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Therapeutic collaboration]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Therapeutic failure]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica em momentos de ambival&ecirc;ncia: Um estudo explorat&oacute;rio de um caso de insucesso </b></P >     <p><b>Miguel M. Gon&ccedil;alves<Sup>*</Sup>; Joana Loura<Sup>*</Sup>; Ant&oacute;nio P. Ribeiro<Sup>*</Sup>; Eug&eacute;nia Ribeiro<Sup>*</Sup>; Anita Santos<Sup>**</Sup>; Marlene Matos<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade do Minho, Braga </P >     <p><Sup>** </Sup>Universidade do Minho, Braga, ISMAI, Maia </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>No processo psicoterap&ecirc;utico a mudan&ccedil;a constr&oacute;i-se atrav&eacute;s da emerg&ecirc;ncia e expans&atilde;o de excep&ccedil;&otilde;es ao funcionamento problem&aacute;tico do cliente. Contudo, o potencial de mudan&ccedil;a destas excep&ccedil;&otilde;es ou inova&ccedil;&otilde;es pode ser abortado atrav&eacute;s da atenua&ccedil;&atilde;o do seu significado quando o cliente as desvaloriza, trivializa ou nega. Quando este processo se repete ao longo da terapia estamos na presen&ccedil;a de ambival&ecirc;ncia, na medida em que ocorre uma oscila&ccedil;&atilde;o recorrente entre duas posi&ccedil;&otilde;es opostas (inova&ccedil;&atilde;o-retorno ao funcionamento problem&aacute;tico). O presente estudo explorat&oacute;rio tem como principal objectivo descrever a interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica nestes momentos de ambival&ecirc;ncia, num caso de insucesso psicoterap&ecirc;utico, recorrendo ao Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica. Os resultados sugerem que a ambival&ecirc;ncia emerge maioritariamente no seguimento de interven&ccedil;&otilde;es em que a terapeuta desafia a perspectiva habitual da cliente. Os resultados mostram ainda que a terapeuta tende a responder &agrave; ambival&ecirc;ncia da cliente com um novo desafio, sendo que a cliente tende a expressar novamente ambival&ecirc;ncia ou a discordar da terapeuta. Deste modo, quando a terapeuta persiste no desafio verifica-se frequentemente uma escalada no desconforto da cliente, que se manifesta na evolu&ccedil;&atilde;o de uma resposta de ambival&ecirc;ncia para uma resposta de invalida&ccedil;&atilde;o por parte da cliente. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Ambival&ecirc;ncia, Colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, Estudo de caso &uacute;nico, Insucesso terap&ecirc;utico. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >       <p>Change in psychotherapy occurs through the emergence and expansion of exceptions to the client&rsquo;s problematic functioning. However, these exceptions&rsquo; potential to promote change may be aborted by the attenuation of their meaning, when the client devaluates, trivializes or denies them. When this process repeats itself throughout the therapeutic process, clients are facing ambivalence, since there is a recurrent oscillation between two opposite positions (innovation &ndash; return to the problematic functioning). The present exploratory study aims at describing the therapeutic interaction within moments in which ambivalence occurs in an unsuccessful case using the Therapeutic Collaboration Coding System. Results suggest that ambivalence emerges mainly as a response to an intervention in which the therapist challenges clients usual (i.e., problematic) perspective. Moreover, results suggest that the therapist tends to respond to client&rsquo;s ambivalence with a new challenge intervention which is generally followed by ambivalence or even invalidation from the client. Hence, when the therapist persists in challenging the client there is usually an escalation in clients&rsquo; discomfort, expressed in the evolution of a ambivalence response towards an invalidation response. </P >       <p><B>Key-words: </B>Ambivalence, Single case study, Therapeutic collaboration, Therapeutic failure. </P >       <p>&nbsp;</P >       <p>Nos &uacute;ltimos 30 anos surgiu um movimento te&oacute;rico na Psicologia que sugere que os seres humanos d&atilde;o significado &agrave; sua experi&ecirc;ncia atrav&eacute;s da constru&ccedil;&atilde;o de auto-narrativas ou narrativas de vida. As auto-narrativas condensam significados acerca de n&oacute;s pr&oacute;prios, dos outros, do passado recente ou remoto, mas tamb&eacute;m do futuro que antecipamos (Angus &amp; McLeod, 2004; Gon&ccedil;alves, Matos, &amp; Santos, 2009; Hermans, 1996; McAdams, 1993; White &amp; Epston, 1990). Esta concep&ccedil;&atilde;o narrativa da significa&ccedil;&atilde;o humana tem tamb&eacute;m sido usada para dar sentido &agrave; mudan&ccedil;a em psicoterapia (Angus &amp; McLeod, 2004; Hermans &amp; Hermans-Jansen, 1995; White, 2007; White &amp; Epston, 1990). De acordo com esta perspectiva, quando os clientes mudam n&atilde;o se limitam a reduzir os seus sintomas, mas mudam tamb&eacute;m o modo como significam a sua realidade. Assim, coloca-se a hip&oacute;tese de que a mudan&ccedil;a sintom&aacute;tica em psicoterapia &eacute; tanto mais acentuada, quanto mais mudam as auto-narrativas dos clientes. De algum modo, todos os terapeutas sabem que as hist&oacute;rias s&atilde;o importantes em psicoterapia, dado que desde o come&ccedil;o da terapia os clientes contam hist&oacute;rias da sua vida aos terapeutas. E quando tal n&atilde;o acontece, como por exemplo quando os clientes se limitam a um discurso pobre, ou quando produzem um discurso descontextualizado dos acontecimentos (e.g., abstracto), os terapeutas esfor&ccedil;am-se por suscitar a mem&oacute;ria auto</B>biogr&aacute;fica e facilitar a elabora&ccedil;&atilde;o de narrativas de vida. </P >       <p>Partindo destes pressupostos, uma quest&atilde;o pertinente, do ponto de vista te&oacute;rico e cl&iacute;nico, &eacute; a de como mudam as auto-narrativas dos clientes em psicoterapia. Dito de outra forma, quando os clientes se encontram aprisionados numa narrativa de vida problem&aacute;tica (e.g., desvaloriza&ccedil;&atilde;o pessoal), como ocorre a transforma&ccedil;&atilde;o desta forma disfuncional de significa&ccedil;&atilde;o? Gon&ccedil;alves e colaboradores (e.g., Gon&ccedil;alves et al., 2009; Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Mendes, Matos, &amp; Santos, 2011), partindo de uma perspectiva narrativa da mudan&ccedil;a em psicoterapia (e.g., White, 2007; White &amp; Epston, 1990), sugerem que as auto-narrativas problem&aacute;ticas s&atilde;o transformadas atrav&eacute;s da emerg&ecirc;ncia e expans&atilde;o de <I>excep&ccedil;&otilde;es. </I>Dito de outro modo, o cliente envolve-se em novas formas de agir, pensar, sentir ou relacionar-se que progressivamente desafiam o padr&atilde;o problem&aacute;tico pr&eacute;vio. Neste processo, &agrave; medida que o que &eacute; novo vai sendo assimilado, as excep&ccedil;&otilde;es transformam-se no novo padr&atilde;o (i.e., nova auto-narrativa). </P >    <p>Gon&ccedil;alves e colaboradores (2009) designam estas excep&ccedil;&otilde;es por <I>momentos de inova&ccedil;&atilde;o </I>(MIs). A investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica pr&eacute;via (Gon&ccedil;alves et al., 2011) permitiu discriminar cinco tipos de MIs: MIs de ac&ccedil;&atilde;o, de reflex&atilde;o, de protesto, de reconceptualiza&ccedil;&atilde;o e de desempenho da mudan&ccedil;a (ver <a href ="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08t1.jpg">Tabela 1</a>). </P >       
<p>Os <I>MIs de ac&ccedil;&atilde;o </I>correspondem a comportamentos espec&iacute;ficos que desafiam a narrativa problem&aacute;tica, isto &eacute;, a pessoa faz algo que n&atilde;o &eacute; congruente com a narrativa problem&aacute;tica. Os <I>MIs de reflex&atilde;o </I>envolvem processos cognitivos que indicam a compreens&atilde;o de algo novo que contraria a narrativa problem&aacute;tica. Os <I>MIs de protesto </I>correspondem a um desafio, oposi&ccedil;&atilde;o ou cr&iacute;tica ao problema, envolvendo algum tipo de confronta&ccedil;&atilde;o ou recusa dos pressupostos da narrativa problem&aacute;tica. Os <I>MIs de reconceptualiza&ccedil;&atilde;o </I>envolvem um processo meta-reflexivo, em que o cliente contrasta o passado (antes da mudan&ccedil;a) com o presente e descreve o processo envolvido nessa transforma&ccedil;&atilde;o. Por fim, os <I>MIs de desempenho da mudan&ccedil;a </I>ocorrem quando os clientes mencionam novos objectivos, experi&ecirc;ncias, projectos ou actividades em que aplicam novas compet&ecirc;ncias adquiridas durante o processo de mudan&ccedil;a (Gon&ccedil;alves et al., 2011). </P >       <p>A partir da an&aacute;lise de diversas amostras de psicoterapia, com diferentes modelos terap&ecirc;uticos (e.g., Gon&ccedil;alves, Mendes, Ribeiro, Angus, &amp; Greenberg, 2010; Matos, Santos, Gon&ccedil;alves, &amp; Martins, 2009; Mendes, Ribeiro, Angus, Greenberg, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010), e tendo em conta o que emerge de comum na evolu&ccedil;&atilde;o dos MIs ao longo do processo terap&ecirc;utico, foi constru&iacute;do um modelo heur&iacute;stico de mudan&ccedil;a em psicoterapia. De acordo com este modelo, nas primeiras sess&otilde;es ocorrem, essencialmente, MIs de ac&ccedil;&atilde;o e de reflex&atilde;o, sendo estes os primeiros ind&iacute;cios de que a mudan&ccedil;a est&aacute; a ocorrer. Subsequentemente, surgem MIs de protesto, embora em alguns casos este tipo de MIs possa surgir logo desde o come&ccedil;o da terapia. Estes MIs representam uma forte atitude de desafio da narrativa problem&aacute;tica, que pode emergir sob o formato de cr&iacute;tica ou express&atilde;o de assertividade e <I>empowerment</I>. Os MIs de reconceptualiza&ccedil;&atilde;o emergem, principalmente, a partir do meio do tratamento e articulam o <I>self </I>passado (fortemente dominado pela narrativa problem&aacute;tica) com o <I>self </I>presente (que cont&eacute;m mudan&ccedil;as significativas), explicitando ainda como foi poss&iacute;vel esta mudan&ccedil;a. Enfatiz&aacute;mos anteriormente (e.g., Gon&ccedil;alves &amp; Ribeiro, 2012; Gon&ccedil;alves et al., 2009) que estes MIs colocam o cliente numa posi&ccedil;&atilde;o de autoria da pr&oacute;pria mudan&ccedil;a. Depois da emerg&ecirc;ncia dos primeiros MIs de reconceptualiza&ccedil;&atilde;o, novos MIs de ac&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e protesto ocorrem, validando deste modo as mudan&ccedil;as em curso. Os MIs de desempenho da mudan&ccedil;a representam uma expans&atilde;o para o futuro da mudan&ccedil;a que est&aacute; a ocorrer (ver <a href="#f1">Figura 1</a>) (Gon&ccedil;alves et al., 2009). </P >       <p>&nbsp;</P >       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f1.jpg" width="499" height="323"></P >       
<p>&nbsp;</P >       <p>Um resultado claro da investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica desenvolvida at&eacute; ao momento &eacute; o de que a mera presen&ccedil;a de MIs n&atilde;o &eacute; suficiente para que a mudan&ccedil;a ocorra. Nos casos de insucesso, os MIs de ac&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e protesto tendem a manter-se dominantes at&eacute; ao t&eacute;rmino do processo terap&ecirc;utico e os MIs de reconceptualiza&ccedil;&atilde;o e desempenho da mudan&ccedil;a t&ecirc;m uma presen&ccedil;a muito reduzida, ou n&atilde;o existem de todo (Gon&ccedil;alves et al., 2010; Matos et al., 2009; Mendes et al., 2010). Um outro estudo (Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Stiles, et al., 2011) sugere que, para al&eacute;m das diferen&ccedil;as j&aacute; referidas, nos casos de insucesso os MIs s&atilde;o frequentemente alvo de processos de atenua&ccedil;&atilde;o do seu potencial de mudan&ccedil;a. Estes processos podem envolver a trivializa&ccedil;&atilde;o, nega&ccedil;&atilde;o ou minimiza&ccedil;&atilde;o do MI por parte do cliente, verificando-se assim um abortamento do potencial inovador do MI, em que depois da emerg&ecirc;ncia do MI, o cliente volta a enfatizar o poder da narrativa problem&aacute;tica na sua vida. Os cl&iacute;nicos conhecem bem este fen&oacute;meno, presente, por exemplo, nas respostas contra-f&oacute;bicas dos ansiosos ou nos desejos irrealistas de felicidade sem constrangimentos dos deprimidos (e.g., Watzlawick, Fisch, &amp; Weakland, 1974). Sugerimos anteriormente (Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Stiles, et al., 2011) que nos casos de insucesso os MIs poderiam funcionar como uma esp&eacute;cie de v&aacute;lvula de escape para a opress&atilde;o criada pela auto-narrativa problem&aacute;tica, criando uma expectativa de mudan&ccedil;a no cliente. Contudo, logo que estes MIs emergem s&atilde;o atenuados, reduzindo-se assim a amea&ccedil;a provocada pela novidade (Gon&ccedil;alves &amp; Ribeiro, 2012; Ribeiro &amp; Gon&ccedil;alves, 2010)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Esta oscila&ccedil;&atilde;o entre os MIs e a sua atenua&ccedil;&atilde;o &eacute; obviamente um processo de ambival&ecirc;ncia. Arkovitz e Engle (2007) descrevem um processo semelhante, designado por <I>ambival&ecirc;ncia resistente</I>. Tal corresponde a comportamentos, normalmente acompanhados por afecto negativo, em que o cliente &ldquo;(...) express some desire to change, believe that change will improve their lives, believe that effective strategies are available, have adequate information about executing those strategies, but nonetheless do not employ them sufficiently for change&rdquo; (p. 172) (ver <a href="#f2">Figura 2</a>). </P >       <p>&nbsp;</P >       <p><a name="f2"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f2.jpg" width="471" height="194"></P >       
<p>&nbsp;</P >       <p>Sendo o processo de ambival&ecirc;ncia face &agrave; emerg&ecirc;ncia de novidade narrativa um processo intrapessoal, quando ocorre no contexto terap&ecirc;utico ele n&atilde;o est&aacute; desligado da qualidade do processo interactivo que se desenvolve entre o terapeuta e o cliente. Assim, importa olhar para o processo de ambival&ecirc;ncia no contexto intersubjectivo em que o mesmo ocorre &ndash; a interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Ribeiro, Ribeiro, Gon&ccedil;alves, Horvath e Stiles (2011) sugerem que as respostas de ambival&ecirc;ncia por parte dos clientes podem indicar que a interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica excedeu a capacidade do cliente para integrar novidade, que apesar de come&ccedil;ar por valid&aacute;-la, acabou por se proteger, invalidando posteriormente a mesma interven&ccedil;&atilde;o. </P >       <p>O presente estudo procura responder a duas quest&otilde;es centrais: (1) de que modo responde o terapeuta &agrave; emerg&ecirc;ncia de ambival&ecirc;ncia e; (2) de que modo esta resposta dificulta ou, pelo contr&aacute;rio, facilita a resolu&ccedil;&atilde;o da ambival&ecirc;ncia. Recorremos ao Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o de Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica (SCCT; Ribeiro, Ribeiro, Gon&ccedil;alves, Horvath, &amp; Stiles, in press) para analisar um caso de insucesso de terapia narrativa (White &amp; Epston, 1990), seleccionado de uma amostra de um estudo anterior (Matos et al., 2009), que apresenta uma reduzida presen&ccedil;a de MIs e um elevado n&uacute;mero de MIs com atenua&ccedil;&atilde;o. O SCCT &eacute; uma metodologia de an&aacute;lise qualitativa que permite micro-analisar a interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, momento-a-momento. Ribeiro e colaboradores conceptualizam a interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica como envolvendo duas componentes: <I>compreens&atilde;o </I>da perspectiva adoptada pelo cliente num dado momento (podendo, pois, centrar-se no problema ou num MI) e <I>desafio </I>da mesma. Este sistema de codifica&ccedil;&atilde;o atende, ainda, &agrave; resposta do cliente, propondo tr&ecirc;s categorias: <I>valida&ccedil;&atilde;o </I>(quando o cliente aceita a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta), <I>invalida&ccedil;&atilde;o </I>(quando o cliente rejeita a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta) e <I>ambival&ecirc;ncia </I>(quando o cliente aceita a interven&ccedil;&atilde;o, rejeitando-a posteriormente na mesma fala, ou vice-versa). O SCCT permite, assim, perceber se na sequ&ecirc;ncia de um MI seguido de atenua&ccedil;&atilde;o, o terapeuta responde com <I>compreens&atilde;o </I>ou <I>desafio</I>, aferindo o impacto destas interven&ccedil;&otilde;es, a partir da resposta do cliente (i.e., <I>valida&ccedil;&atilde;o</I>, <I>invalida&ccedil;&atilde;o </I>ou <I>ambival&ecirc;ncia</I>). </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Cliente </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Maria (nome fict&iacute;cio) pertence a uma amostra de mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia conjugal (Matos et al., 2009; cf. Santos, Gon&ccedil;alves, &amp; Matos, 2010, para uma descri&ccedil;&atilde;o detalhadas deste caso), tendo sido recomendada para terapia por uma institui&ccedil;&atilde;o de v&iacute;timas de crime. Era uma oper&aacute;ria reformada com 47 anos de idade que provinha de uma fam&iacute;lia de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo. A m&atilde;e morreu quando tinha 6 anos e o pai maltratou-a fisicamente durante a inf&acirc;ncia. A cliente encontrava-se casada h&aacute; 20 anos, tendo dois filhos rapazes, de 10 e de 16 anos. A cliente n&atilde;o mantinha uma boa rela&ccedil;&atilde;o com o filho mais velho, o que a levava a sentir-se &ldquo;m&aacute; m&atilde;e&rdquo;. O marido de Maria, Lu&iacute;s, estava fisicamente debilitado, mas desde os primeiros anos do casamento tinha-a violentado sexual e psicologicamente. Este caso foi considerado um insucesso dado que o sofrimento psicol&oacute;gico, avaliado atrav&eacute;s do BSI (Brief Symptom Inventory, Derogatis, 1993; vers&atilde;o Portuguesa de Canavarro, 2007), se manteve elevado ao longo do tratamento. Para al&eacute;m disso, n&atilde;o houve mudan&ccedil;as significativas no padr&atilde;o de vitima&ccedil;&atilde;o. </P >    <p><I>Terapeuta e a terapia </I></P >    <p>A Maria foi atendida por uma terapeuta, Mestre em Psicologia, especialidade em Psicologia da Justi&ccedil;a, que se encontrava a frequentar o Doutoramento em Psicologia, especialidade em Psicologia da Justi&ccedil;a, e tinha cinco anos de experi&ecirc;ncia em psicoterapia com mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia. A Maria frequentou terapia individual durante 15 sess&otilde;es (sendo as 4 primeiras semanais e as restantes quinzenais) e e uma de <I>follow-up </I>ap&oacute;s 6 meses, disponibilizadas gratuitamente num servi&ccedil;o de atendimento universit&aacute;rio. O tipo de terapia utilizada foi desenvolvido a partir do modelo narrativo de White e Epston (1990), tendo as sess&otilde;es psicoterap&ecirc;uticas sido supervisionadas, para facilitar a ades&atilde;o aos princ&iacute;pios da terapia narrativa (Matos et al., 2009). O referido modelo envolve (cf. Gon&ccedil;alves, 2008; White, 2007) a externaliza&ccedil;&atilde;o do problema (o que implica convidar o cliente a imaginar os problemas como sendo algo separado de si mesmo), a identifica&ccedil;&atilde;o e questionamento dos pressupostos culturais e sociais que suportam o abuso conjugal; a identifica&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o de resultados &uacute;nicos (equivalente ao que acima designamos por MIs), com o objectivo de criar novidade face ao problema previamente externalizado; e a consolida&ccedil;&atilde;o da narrativa alternativa atrav&eacute;s da valida&ccedil;&atilde;o social, tornando a mudan&ccedil;a mais vis&iacute;vel e alicer&ccedil;ada. </P >    <p><I>Medidas </I></P >    <p><I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o dos Momentos de Inova&ccedil;&atilde;o. </I>O <I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o dos Momentos de Inova&ccedil;&atilde;o </I>(SCMI; Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Mendes, et al., 2011) &eacute; um m&eacute;todo qualitativo de an&aacute;lise de dados aplic&aacute;vel a estudos que pretendem compreender o processo de mudan&ccedil;a, por recurso ao conceito de MI. Aplica-se ao discurso terap&ecirc;utico gravado em v&iacute;deo/&aacute;udio ou atrav&eacute;s da transcri&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es (Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Mendes, et al., 2011). </P >    <p>O SCMI exige que a codifica&ccedil;&atilde;o seja realizada por dois ju&iacute;zes que tenham previamente sido treinados no sistema de codifica&ccedil;&atilde;o. No fim deste processo de treino, que dura v&aacute;rias semanas e implica a codifica&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es terap&ecirc;uticas, a fidelidade dos ju&iacute;zes &eacute; estabelecida atrav&eacute;s do Kappa de Cohen. Quando este &eacute; superior a .75, o juiz &eacute; considerado apto para codificar novos materiais de investiga&ccedil;&atilde;o. De seguida, os codificadores familiarizam-se com os dados que ir&atilde;o analisar, atrav&eacute;s da leitura, visualiza&ccedil;&atilde;o/audi&ccedil;&atilde;o do material. Posteriormente, os ju&iacute;zes definem consensualmente as dimens&otilde;es da narrativa problem&aacute;tica para cada caso espec&iacute;fico (e.g., desvaloriza&ccedil;&atilde;o pessoal, reduzida assertividade), o mais pr&oacute;ximo poss&iacute;vel do discurso do cliente. Esta defini&ccedil;&atilde;o da narrativa problem&aacute;tica vai permitir identificar posteriormente os MIs por contraste (e.g., momentos em que o cliente recusa a auto-desvaloriza&ccedil;&atilde;o ou &eacute; assertivo). </P >    <p>Ap&oacute;s esta an&aacute;lise, &eacute; poss&iacute;vel calcular a sali&ecirc;ncia dos MIs da sess&atilde;o, que corresponde &agrave; propor &ccedil;&atilde;o de palavras que cada MI ocupa em rela&ccedil;&atilde;o ao total de palavras da sess&atilde;o. Em cada sess&atilde;o, &eacute; calculada a sali&ecirc;ncia dos cinco tipos de MIs, assim como a sali&ecirc;ncia total dos MIs, atrav&eacute;s da soma das sali&ecirc;ncias dos cinco tipos de MI para aquela sess&atilde;o. Finalmente, a sali&ecirc;ncia do caso em an&aacute;lise &eacute; obtida pela m&eacute;dia das sali&ecirc;ncias de todas as sess&otilde;es (Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Mendes, et al., 2011). </P >    <p>Uma vez que o material &eacute; codificado independentemente, permite o c&aacute;lculo da fidelidade. A fidelidade da sali&ecirc;ncia global &eacute; calculada atrav&eacute;s da percentagem de acordo, enquanto a fidelidade em rela&ccedil;&atilde;o aos cinco tipos de MIs &eacute; calculada atrav&eacute;s do Kappa de Cohen. De notar que a codifica&ccedil;&atilde;o independente de cada sess&atilde;o &eacute; seguida de uma reuni&atilde;o para avaliar a fidelidade do procedimento de codifica&ccedil;&atilde;o e as diferen&ccedil;as na codifica&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o resolvidas por consenso e sujeitas a um processo de auditoria (Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010). </P >    <p><I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o do Retorno ao Problema. </I>O processo de atenua&ccedil;&atilde;o dos MIs previamente descrito pode ser identificado empiricamente atrav&eacute;s da presen&ccedil;a de <I>Marcadores de Retorno ao Problema </I>(MRP). Estes marcadores emergem logo a seguir a um MI e sugerem que o MI foi desvalorizado, trivializado ou negado pelo cliente. Se, por exemplo, o cliente refere &ldquo;Eu sinto-me muito mais capaz de lidar com as dificuldades (MI), mas na verdade n&atilde;o acredito que consiga mudar&rdquo;, o <I>mas </I>indica que o cliente de algum modo negou o MI previamente elaborado, corres pondendo a &uacute;ltima parte da frase a um MRP. A codifica&ccedil;&atilde;o dos MRP exige a codifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via com o SCMI, de modo a que os MIs estejam claramente identificados. Assim, a tarefa do juiz &eacute; somente decidir se cada MI apresenta ou n&atilde;o um MRP. </P >    <p>Da mesma forma que o SCMI, a codifica&ccedil;&atilde;o dos MRP exige dois ju&iacute;zes treinados, que codificam os materiais de modo independente. O processo de treino &eacute; an&aacute;logo ao atr&aacute;s descrito para o SCMI. Do mesmo modo, a fidelidade (do juiz e de cada caso) &eacute; calculada atrav&eacute;s do Kappa de Cohen. Importa clarificar que a codifica&ccedil;&atilde;o independente de cada sess&atilde;o &eacute; seguida de uma reuni&atilde;o para avaliar a fidelidade do procedimento de codifica&ccedil;&atilde;o e as diferen&ccedil;as na codifica&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o resolvidas por consenso e sujeitas a um processo de auditoria. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica. </I>O <I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o de Colabora &ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica </I>(SCCT; Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010; Ribeiro, Ribeiro, et al., 2011) resulta da aplica&ccedil;&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de <I>Zona de Desenvol vimento Proximal</I><sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> de Vygotsky (1978) &agrave; co-constru&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a em psicoterapia (cf. Leiman &amp; Stiles, 2001, para uma primeira aplica&ccedil;&atilde;o deste conceito &agrave; psicoterapia). A <I>zona de desenvol vimento proximal terap&ecirc;utica </I>(ZPD-T) &eacute; definida como o intervalo entre o n&iacute;vel de desenvolvi mento actual do cliente (i.e., a sua perspectiva habitual acerca da realidade) e o seu n&iacute;vel de desenvolvimento potencial, definido como a possibilidade de transformar esta perspectiva em colabora&ccedil;&atilde;o com o terapeuta. Os autores concebem a mudan&ccedil;a em psicoterapia como ocorrendo ao longo deste <I>continuum </I>desenvolvimental. &Agrave; medida que as mudan&ccedil;as v&atilde;o ocorrendo, a ZDP-T evolui, na medida em que o que antes se situava no n&iacute;vel potencial se situa agora no n&iacute;vel actual, i.e., as novidades outrora desafiadoras s&atilde;o acomodadas (Ribeiro, Ribeiro, et al., 2011; ver <a href="#f3">Figura 3</a>). </P >       <p>&nbsp;</P >       <p><a name="f3"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f3.jpg" width="547" height="363"></P >       
<p>&nbsp;</P >       <p>O SCCT (Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010) &eacute; um m&eacute;todo qualitativo de an&aacute;lise da colabora&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica a partir de transcri&ccedil;&otilde;es. A codifica&ccedil;&atilde;o de cada sess&atilde;o com o SCCT deve ser realizada por dois ju&iacute;zes independentes, sem qualquer conhecimento sobre o resultado do caso (sucesso ou insucesso). A codifica&ccedil;&atilde;o independente de cada sess&atilde;o &eacute; seguida de uma reuni&atilde;o para avaliar a fidelidade do procedimento de codifica&ccedil;&atilde;o (Kappa de Cohen) e as diferen&ccedil;as na codifica&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o resolvidas por consenso e sujeitas a um processo de auditoria (Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010). </P >       <p>A unidade de an&aacute;lise do SCCT corresponde a cada fala do cliente ou do terapeuta. O investigador deve avaliar a presen&ccedil;a de um marcador de (a) <I>compreens&atilde;o </I>(e.g., reflex&atilde;o, confirma&ccedil;&atilde;o) ou de (b) <I>desafio </I>(e.g., confronta&ccedil;&atilde;o, interpreta&ccedil;&atilde;o) em cada fala do terapeuta (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>): </P >       <blockquote>         <p>a) Na <I>compreens&atilde;o</I>, o terapeuta procura perceber e explorar a perspectiva do cliente (pode ser centrada na narrativa problem&aacute;tica ou num MI). </p>         <p>b) No <I>desafio</I>, o terapeuta tenta reconstruir com o cliente formas alternativas e mais adaptativas de funcionamento, desafiando, para isso, a perspectiva habitual do cliente (Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010). </p>         <p>&nbsp;</p>   </blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08t2.jpg" width="496" height="498"></p>       
<blockquote>         <p>&nbsp;</p>   </blockquote>       <p>Para a resposta do cliente, o investigador tem que avaliar, em cada fala, marcadores de <I>valida&ccedil;&atilde;o</I>, de <I>invalida&ccedil;&atilde;o </I>ou de <I>ambival&ecirc;ncia </I>(ver <a href="#t3">Tabela 3</a>): </P >         <blockquote>           <p>a) A <I>valida&ccedil;&atilde;o </I>verifica-se quando o cliente aceita a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta, o que indica que ambos se encontram na ZDP-T. Se o cliente confirmar ou der informa&ccedil;&atilde;o, significa que est&aacute; a responder com <I>seguran&ccedil;a</I>. Se o cliente reformular a sua perspectiva ou a expandir, significa que est&aacute; a responder com <I>risco toler&aacute;vel</I>, uma vez que n&atilde;o s&oacute; valida a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta, como acrescenta ou elabora um MI. A resposta de valida&ccedil;&atilde;o pode significar que o cliente e o terapeuta est&atilde;o no mesmo n&iacute;vel da ZDP-T ou que um deles est&aacute; num n&iacute;vel &agrave; frente do outro, mas ambos est&atilde;o dentro da ZDP-T. </p>           <p>b) A <I>invalida&ccedil;&atilde;o </I>verifica-se quando o cliente n&atilde;o concorda com a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta, transmitindo-o de forma mais ou menos directa. Isto &eacute;, pode faz&ecirc;-lo dizendo &ldquo;N&atilde;o concordo&rdquo; ou adoptando um discurso vago ou circunstancial, entre outras possibilidades. Caso o cliente tenha invalidado a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta, o codificador tem de analisar se o cliente respondeu com <I>desinteresse </I>ou <I>risco intoler&aacute;vel</I>. A resposta de <I>desinteresse </I>ocorre quando o terapeuta trabalha atr&aacute;s da ZDP-T, uma vez que o cliente demonstra que a abordagem do terapeuta acerca de um assunto &eacute; redundante, podendo demonstrar-se aborrecido e desinteressado. A resposta de <I>risco intoler&aacute;vel </I>&agrave; interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica ocorre quando as significa&ccedil;&otilde;es partilhadas pelo terapeuta ultrapassam a ZDP-T e atingem uma zona onde o cliente ter&aacute; tend&ecirc;ncia a resistir &agrave; novidade para manter a sua coer&ecirc;ncia interna (Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010) (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>). </p>           <p>c) A <I>ambival&ecirc;ncia </I>verifica-se quando o cliente d&aacute; uma resposta que inclui simultaneamente marcadores de <I>valida&ccedil;&atilde;o </I>e <I>invalida&ccedil;&atilde;o</I>. Este tipo de resposta sinaliza que a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta se encontra no limite da ZDP-T. Como se pode ver na <a href="#f3">Figura 3</a>, este sistema pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia de duas formas distintas de ambival&ecirc;ncia, uma que corresponde ao processo de atenua&ccedil;&atilde;o de MIs, atr&aacute;s descrito, e uma outra em que o processo oposto ocorre, isto &eacute;, o cliente come&ccedil;a por se centrar no problema e depois acaba por elaborar um MI. Neste estudo, analisamos unicamente o primeiro tipo de ambival&ecirc;ncia que indica que a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta est&aacute; no limite da toler&acirc;ncia do cliente para integrar novidade. </p>           <p>&nbsp;</p>     </blockquote>         <p><a name="t3"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08t3.jpg" width="493" height="490"></p>         
]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>           <p>&nbsp;</p>     </blockquote>         <p>A partir desta codifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel dividir a sess&atilde;o em diferentes tipos de interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica: dentro da ZPD-T (em que o cliente valida a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta), fora da ZPD-T (em que o cliente invalida a interven&ccedil;&atilde;o do terapeuta) ou no limite da ZPD-T (em que o cliente demonstra ambival&ecirc;ncia) (ver <a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a> para exemplos de interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta e de respostas do cliente). </P >         <p><I>Procedimentos dos estudos anteriores </I></P >    <p><I>Codifica&ccedil;&atilde;o dos MIs com os SCMI. </I>Este caso foi previamente codificado com o SCMI (ver <a href="#a2">Anexo 2</a><a name="topa2"></a>) no estudo de Matos et al. (2009). Descrevemos aqui parte desse procedimento e remetemos o leitor para a descri&ccedil;&atilde;o original do estudo para obten&ccedil;&atilde;o de mais detalhes. Dois codificadores independentes visualizaram as grava&ccedil;&otilde;es do presente caso e definiram, consensual </B>mente, as dimens&otilde;es da narrativa problem&aacute;tica da Maria. Na <a href="#t4">Tabela 4</a> encontra-se a defini&ccedil;&atilde;o dos problemas e exemplos de MIs apresentados pela Maria ao longo das sess&otilde;es. </P >         <p>&nbsp;</P >         <p><a name="t4"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08t4.jpg" width="493" height="180"></P >         
<p>&nbsp;</P >         <p>Seguidamente, os MIs presentes nas transcri&ccedil;&otilde;es das sess&otilde;es da Maria (excepto as sess&otilde;es 8 e 9 que, devido a problemas t&eacute;cnicos na grava&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foram transcritas) foram identificados de forma independente e sequencial, por dois ju&iacute;zes treinados no SCMI. O juiz A n&atilde;o conhecia o resultado terap&ecirc;utico e codificou todas as sess&otilde;es. O juiz B apenas codificou 30% das sess&otilde;es (sess&otilde;es 1, 4, 8, 12,15e a de <I>follow-up</I>), para efeito de c&aacute;lculo da fidelidade inter-ju&iacute;zes. A percen </B>tagem de acordo na sali&ecirc;ncia total dos MIs foi de 80%. A fidelidade relativamente &agrave; distin&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de MIs, calculado pelo Kappa de Cohen foi elevada (.81), pelo que a an&aacute;lise foi baseada na codifica&ccedil;&atilde;o do juiz A. </P >           <p><I>Identifica&ccedil;&atilde;o dos MIs com MRP durante as sess&otilde;es. </I>Num segundo estudo (Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Stiles, et al., 2011), foram identificados os MRP na amostra de que faz parte este caso. Remetemos de novo o leitor para este estudo para obten&ccedil;&atilde;o de todos os detalhes deste procedimento e aqui limitamo-nos a sumariar os aspectos mais importantes. A codifica&ccedil;&atilde;o dos RPM foi, &agrave; semelhan&ccedil;a da codifica&ccedil;&atilde;o dos MIs, realizada independente e sequencialmente por dois codificadores treinados, de acordo com o <I>Manual do Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o de Marcadores de Retorno ao Problema </I>(Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Santos, Gon&ccedil;alves, &amp; Conde, 2009). Neste caso, contudo, os dois ju&iacute;zes codificaram 100% da amostra (i.e., ambos analisaram os 114 MIs previamente identificados). Ap&oacute;s a codifica&ccedil;&atilde;o de cada sess&atilde;o, os ju&iacute;zes reuniram-se, no sentido de verificar as diferen&ccedil;as na sua codifica&ccedil;&atilde;o (que eram resolvidas por consenso) e de calcular o acordo inter-ju&iacute;zes. A fidelidade na identifica&ccedil;&atilde;o dos MRP, avaliado atrav&eacute;s do Kappa de Cohen, foi de .93. A identifica&ccedil;&atilde;o dos MRP, realizada no estudo pr&eacute;vio, permite no actual estudo identificar as fases de ambival&ecirc;ncia. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Procedimentos do presente estudo </I></P >    <p><I>Selec&ccedil;&atilde;o das fases de ambival&ecirc;ncia. </I>Consideramos que as fases de ambival&ecirc;ncia se iniciam com a interven&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via da terapeuta &agrave; emerg&ecirc;ncia de um MIs com MRP e terminam com uma mudan&ccedil;a de t&oacute;pico. Para tal, seguimos as linhas de orienta&ccedil;&atilde;o propostas por Angus, Levitt e Hardtke (1999), que definem que uma mudan&ccedil;a de t&oacute;pico ocorre quando o assunto das falas anteriores muda durante a sess&atilde;o. Tal pode implicar uma <I>mudan&ccedil;a de dom&iacute;nio </I>(introdu&ccedil;&atilde;o de um assunto com conte&uacute;do diferente do anterior) ou uma <I>mudan&ccedil;a de faceta </I>(elabora&ccedil;&atilde;o mais detalhada de diferentes aspectos de uma &aacute;rea de conte&uacute;do mais geral). Assim, dois ju&iacute;zes come&ccedil;aram por ler todas as interac&ccedil;&otilde;es terapeuta-cliente. Em seguida, foi identificado em conjunto sequencial mente o t&oacute;pico do epis&oacute;dio de MI com MRP que d&aacute; in&iacute;cio &agrave; fase de ambival&ecirc;ncia, onde era definido um t&oacute;pico para o MI e respectivo retorno (e.g., desejo/incapacidade de sair de casa). Finalmente, foi acordado onde devia acabar a fase de ambival&ecirc;ncia pela mudan&ccedil;a de t&oacute;pico. </P >    <p><I>Micro-an&aacute;lise das fases de ambival&ecirc;ncia. </I>Para micro-analisar as fases de ambival&ecirc;ncia, recorremos ao SCCT (Ribeiro, Ribeiro, &amp; Gon&ccedil;alves, 2010), codificando as interven&ccedil;&otilde;es da terapeuta durante cada fase de ambival&ecirc;ncia e as respostas da cliente. A codifica&ccedil;&atilde;o das fases de ambival&ecirc;ncia tamb&eacute;m foi realizada sequencialmente e de forma independente por dois ju&iacute;zes previamente treinados no SCCT. </P >    <p>Ap&oacute;s a codifica&ccedil;&atilde;o de cada sess&atilde;o com o SCCT, os ju&iacute;zes reuniram-se para verificar diferen&ccedil;as na codifica&ccedil;&atilde;o. Quando havia desacordos, os epis&oacute;dios eram definidos por consenso. Cada vers&atilde;o do consenso foi revista por um auditor externo, tamb&eacute;m co-autor do SCCT, que se reuniu com o par de ju&iacute;zes para discutir e dar <I>feedback </I>acerca da mesma. Procedeu-se tamb&eacute;m &agrave; verifica&ccedil;&atilde;o da fidelidade do SCCT, atrav&eacute;s do c&aacute;lculo do <I>Kappa de Cohen </I>para a interven&ccedil;&atilde;o da terapeuta e para a resposta da cliente. A m&eacute;dia dos valores do <I>Kappa de Cohen </I>&eacute; de .95, quer para as interven&ccedil;&otilde;es da terapeuta, quer para as respostas da cliente. </P >    <p><I>An&aacute;lise do padr&atilde;o da interac&ccedil;&atilde;o terapeuta-cliente ao longo das fases de ambival&ecirc;ncia. </I>No sentido de analisarmos o padr&atilde;o de interac&ccedil;&atilde;o terapeuta-cliente durante as sess&otilde;es, recorremos ao <I>State Space Grids </I>(SSG; Lewis, Lamey, &amp; Douglas 1999; Lewis, Zimmerman, Hollenstein, &amp; Lamey, 2004), um m&eacute;todo de an&aacute;lise de dados utilizado na psicologia do desenvolvimento e que j&aacute; foi usado para an&aacute;lise processual de sess&otilde;es terap&ecirc;uticas (e.g., Ribeiro, Bento, Salgado, Stiles, &amp; Gon&ccedil;alves, 2011). O SSG permite estudar duas sequ&ecirc;ncias temporais sincronizadas de vari&aacute;veis categoriais ou ordinais (Lewis et al., 1999, 2004), necess&aacute;rias para representar um sistema din&acirc;mico com um n&uacute;mero limitado de estados poss&iacute;veis. O estado de um sistema num determinado momento &eacute; definido pela posi&ccedil;&atilde;o das duas vari&aacute;veis. O n&uacute;mero total de estados poss&iacute;veis do sistema designa-se de <I>state space</I>, que &eacute; representado por uma matriz onde as categorias das vari&aacute;veis s&atilde;o representadas no eixo <I>x </I>e no eixo <I>y</I>. Assim, cada c&eacute;lula na matriz corresponde a um estado poss&iacute;vel do sistema. Para produzirmos SSGs para as fases de ambival&ecirc;ncia encontradas em cada sess&atilde;o, recorremos ao <I>GridWare</I>, um <I>software </I>desenvolvido por Lamey, Hollenstein, Lewis e Granic (2004), que permite representar as interac&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas entre cliente e terapeuta. Para cada grelha, correspondente a cada sess&atilde;o de terapia, foram introduzidas tr&ecirc;s vari&aacute;veis. Duas delas eram categoriais e correspondem &agrave; interven&ccedil;&atilde;o da terapeuta, colocada no eixo <I>y</I>, e &agrave; resposta da cliente, colocada no eixo <I>x</I>. Assim, um estado no presente estudo corresponde a um epis&oacute;dio definido pelo SCCT. A terceira vari&aacute;vel &eacute; cont&iacute;nua, correspondendo ao n&uacute;mero de palavras de cada interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica no contexto das fases de ambival&ecirc;ncia por n&oacute;s codificada e &eacute; representada pelo tamanho dos pontos presentes em cada c&eacute;lula (ver <a href="#f4">Figura 4</a>). O ponto sem preenchimento representa a primeira interac&ccedil;&atilde;o, que no presente estudo se encontrava sempre numa c&eacute;lula em que a resposta da cliente tenha sido ambivalente. Esses pontos s&atilde;o ligados por linhas com setas, que representam a evolu&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo terap&ecirc;utico (Lewis et al., 1999). </P >           <p>&nbsp;</P >           <p><a name="f4"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f4.jpg" width="487" height="234"></P >           
<p>&nbsp;</P >           <p>Apesar de ser poss&iacute;vel verificar uma grande quantidade de estados, os sistemas ocupam normalmente apenas um n&uacute;mero limitado, num dado intervalo temporal. Os sistemas tendem a persistir e estabilizar em certos estados, designados <I>atractores </I>e que no presente estudo corres pondem &agrave;s interac&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas do SCCT mais est&aacute;veis e salientes em cada fase de ambiva l&ecirc;ncia (Lamey et al., 2004). Para identificarmos os atractores, recorremos ao m&eacute;todo <I>winnowing </I>(Lewis et al., 1999), que define o atractor como uma c&eacute;lula ou grupo de c&eacute;lulas respons&aacute;veis por 80% da heterogeneidade da grelha. A heterogeneidade &eacute; calculada, em primeiro lugar, para cada c&eacute;lula visitada (i.e., na qual exista um ou mais eventos) com a f&oacute;rmula [d<Sup>2</Sup>/(D/n)], em que <I>d </I>corresponde ao n&uacute;mero de palavras da c&eacute;lula, <I>D </I>ao total de palavras na grelha, e <I>n </I>ao n&uacute;mero de c&eacute;lulas visitadas na grelha. Seguidamente, calcula-se o valor total da grelha com a f&oacute;rmula [n&Sigma;(c)/n], em que <I>c </I>equivale ao valor de heterogeneidade de cada c&eacute;lula, e <I>n </I>ao n&uacute;mero de c&eacute;lulas visitadas. Este processo &eacute; repetido, come&ccedil;ando a an&aacute;lise sempre a retirar o valor da c&eacute;lula com menor dura&ccedil;&atilde;o de toda a grelha. Esta an&aacute;lise termina quando o valor da heterogeneidade &eacute; igual ou menor a 20%, o que significa que as c&eacute;lulas que persistiram correspondem aos atractores. </P >    <p>RESULTADOS </P >         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Resultados dos estudos anteriores </I></P >    <p><I>Sali&ecirc;ncia dos MIs nas sess&otilde;es da Maria. </I>Sumariamos, de seguida, os resultados da emerg&ecirc;ncia dos MIs (cf. resultados completos em Matos, Santos, Gon&ccedil;alves, &amp; Martins, 2009). A an&aacute;lise da m&eacute;dia da sali&ecirc;ncia dos MIs permitiu verificar que os MIs de Protesto (2,9%) e de Reflex&atilde;o (1,7%) foram os que apresentaram maior sali&ecirc;ncia. Corresponderam tamb&eacute;m aos MIs presentes desde a primeira sess&atilde;o, com uma tend&ecirc;ncia crescente ao longo da terapia. Os MIs de Reconceptualiza&ccedil;&atilde;o (0,21%), Ac&ccedil;&atilde;o (0,14%) e Desempenho da Mudan&ccedil;a (0,11%) foram os menos frequentes. O primeiro tipo ocorreu apenas na sess&atilde;o 13 e na de <I>follow-up</I>, enquanto os &uacute;ltimos emergiram somente na de <I>follow-up</I>. Este padr&atilde;o de emerg&ecirc;ncia de MIs &eacute; t&iacute;pico do insucesso terap&ecirc;utico, em que a sali&ecirc;ncia global &eacute; reduzida (nesta amostra o valor m&eacute;dio do insucesso &eacute; 5,38 (<I>DP</I>=1,79), o que contrasta com um valor m&eacute;dio de 10,76 (<I>DP</I>=4,84) no sucesso) e os MIs de reconceptualiza&ccedil;&atilde;o e de desempenho da mudan&ccedil;a est&atilde;o quase ausentes. </P >    <p><I>MIs com Marcadores de Retorno ao Problema (RPM). </I>De seguida, sumariamos os resultados do retorno ao problema (cf. Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Stiles, et al., 2011, para uma an&aacute;lise mais completa dos resultados). Dos 114 MIs identificados, 68 foram codificados com MRP, o que significa que em mais de metade dos MIs existe uma atenua&ccedil;&atilde;o dos mesmos atrav&eacute;s do retorno ao problema. Esta quantidade de MIs com MRP durante as sess&otilde;es &eacute; an&aacute;loga ao verificado nos casos de insucesso previamente analisados (<I>M</I>=42.00; <I>DP</I>=21.76). </P >    <p><I>Resultados do presente estudo </I></P >           <p><I>Caracter&iacute;sticas gerais das fases de ambival&ecirc;ncia. </I>Nas sess&otilde;es do presente caso, foram identificadas 25 fases de ambival&ecirc;ncia, isto &eacute;, fases que come&ccedil;am numa interven&ccedil;&atilde;o da terapeuta &agrave; qual se segue um MI com retorno ao problema<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Em cada uma das fases de ambival&ecirc;ncia, ocorreram em m&eacute;dia 20 interac&ccedil;&otilde;es entre cliente e terapeuta, sendo que no m&iacute;nimo ocorreram duas interac&ccedil;&otilde;es e no m&aacute;ximo 58 interac&ccedil;&otilde;es. A sali&ecirc;ncia de cada uma dessas fases por sess&atilde;o variou entre 0.7% e 90.5%, sendo a m&eacute;dia em cada fase de ambival&ecirc;ncia de 22.4% da sess&atilde;o (<I>DP</I>=21.70) (<a href="#f5">Figura 5</a>). </P >           <p>&nbsp;</P >           <p><a name="f5"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f5.jpg" width="451" height="283"></P >           
<p>&nbsp;</P >         <p>No que concerne o in&iacute;cio das fases de ambival&ecirc;ncia, verific&aacute;mos que em 23 dos 25 epis&oacute;dios<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a> este ocorre no contexto de uma interven&ccedil;&atilde;o de <I>desafio </I>da terapeuta (os restantes dois ocorreram no seguimento de uma <I>compreens&atilde;o centrada na novidade)</I>. Deste modo, a terapeuta encontra-se nestes 25 epis&oacute;dios mais pr&oacute;ximo do n&iacute;vel de desenvolvimento potencial, enquanto a cliente est&aacute; mais pr&oacute;xima do actual. </P >           <p><I>Resposta da terapeuta &agrave; ambival&ecirc;ncia. </I>Para perceber como lida a terapeuta com a emerg&ecirc;ncia de ambival&ecirc;ncia e qual o impacto das suas interven&ccedil;&otilde;es, analis&aacute;mos a interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica subsequente &agrave; primeira interac&ccedil;&atilde;o das fases de ambival&ecirc;ncia (ver <a href="#f6">Figura 6</a>). Verificou-se que em 19 das 25 fases de ambival&ecirc;ncia, a interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica subsequente &agrave; primeira interac&ccedil;&atilde;o foi o <I>desafio. </I>Em 14 das 19 interven&ccedil;&otilde;es de <I>desafio</I>, este foi seguido de uma resposta de <I>risco intoler&aacute;vel</I>, o que indica que a interven&ccedil;&atilde;o da terapeuta se situava fora ZDP-T. Em apenas 4 dos 25 epis&oacute;dios a terapeuta encontrava-se no mesmo n&iacute;vel da cliente na ZDP-T (ver <a href="#f7">Figura 7</a>), com interac&ccedil;&otilde;es de <I>compreens&atilde;o centrada no problema-seguran&ccedil;a. </I></P >           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >           <p><a name="f6"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f6.jpg" width="488" height="243"></P >           
<p>&nbsp;</P >           <p><a name="f7"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f7.jpg" width="441" height="182"></P >           
<p>&nbsp;</P >           <p><I>Interac&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas no final das fases de ambival&ecirc;ncia. </I>Verific&aacute;mos que em 20 das 25 fases de ambival&ecirc;ncia, na &uacute;ltima interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica a terapeuta encontrava-se &agrave; frente da cliente na ZDP-T (13 interac&ccedil;&otilde;es de <I>desafio-risco intoler&aacute;vel</I>, 5 de <I>desafio-ambival&ecirc;ncia </I>e 2 de <I>desafioseguran&ccedil;a</I>), e apenas em cinco destas ambas se encontravam dentro do mesmo n&iacute;vel na ZDP-T (ver <a href="#f8">Figura 8</a>). </P >           <p>&nbsp;</P >           <p><a name="f8"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08f8.jpg" width="466" height="209"></P >           
<p>&nbsp;</P >           <p><I>Atractores na interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. </I>As interac&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas do SCCT identificadas nas fases de ambival&ecirc;ncia que se afiguram como os mais centrais, est&aacute;veis e salientes correspondem, no presente estudo, aos atractores, calculados atrav&eacute;s do SSG (ver as grelhas do SSG com os atractores identificados em cada sess&atilde;o no <a href="#a2">Anexo 2</a>). Se considerarmos todos os atractores encontrados durante as fases de ambival&ecirc;ncia presentes nas sess&otilde;es da Maria, verificou-se que a maior concentra&ccedil;&atilde;o de atractores (69%) correspondia a interac&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas em que a terapeuta se situava &agrave; frente da cliente na ZDP-T (i.e., <I>desafio-seguran&ccedil;a</I>, <I>desafio-ambival&ecirc;ncia </I>e <I>desafiorisco intoler&aacute;vel</I>). Somente em 26% dos atractores a terapeuta e a cliente se encontravam no mesmo n&iacute;vel na ZDP-T (i.e., <I>compreens&atilde;o do problema-seguran&ccedil;a</I>, <I>compreens&atilde;o da novidadeseguran&ccedil;a</I>, <I>desafio-risco toler&aacute;vel</I>). Finalmente, apenas em 5% dos atractores a terapeuta se encontrava atr&aacute;s da cliente na ZDP-T (i.e., <I>compreens&atilde;o da novidade-risco toler&aacute;vel</I>, <I>compreens&atilde;o do problema-risco toler&aacute;vel</I>) (ver <a href="#t5">Tabela 5</a>). </P >           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >           <p><a name="t5"><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08t5.jpg" width="478" height="308"></P >           
<p>&nbsp;</P >           <p>DISCUSS&Atilde;O </P >         <p>O caso da Maria caracteriza-se por uma baixa sali&ecirc;ncia de MIs e por uma elevada frequ&ecirc;ncia de MRPs, o que vai de encontro aos resultados habitualmente obtidos com casos de insucesso (Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Stiles, et al., 2011). Isto significa que a Maria est&aacute; fortemente ambivalente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a: suscita novidades ao seu padr&atilde;o de funcionamento habitual (MIs), mas regressa ao funcionamento habitual logo de seguida, provavelmente quando se apercebe das implica&ccedil;&otilde;es das novidades na sua vida. </P >    <p>Um dos resultados mais interessantes deste caso &eacute; o facto das fases de ambival&ecirc;ncia come&ccedil;arem com uma interven&ccedil;&atilde;o de <I>desafio </I>por parte da terapeuta. Os resultados sugerem ainda que a interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica que mais frequentemente se segue &agrave; emerg&ecirc;ncia de ambival&ecirc;ncia &eacute; o <I>desafio</I>, com subsequente <I>invalida&ccedil;&atilde;o </I>por parte da cliente. Temos, assim, em mais de metade dos epis&oacute;dios, uma transi&ccedil;&atilde;o de <I>desafio-ambival&ecirc;ncia </I>para <I>desafio-risco intoler&aacute;vel</I>; o que sugere que a perman&ecirc;ncia do desafio aumenta a discrep&acirc;ncia na ZPD-T entre a terapeuta (mais pr&oacute;ximo do desenvolvimento potencial) e a cliente (mais pr&oacute;xima do desenvolvimento actual), com subsequente aumento de mal-estar na cliente. Finalmente, a postura de desafio da terapeuta manifesta-se mesmo na finaliza&ccedil;&atilde;o das fases de ambival&ecirc;ncia, emergindo mais uma vez <I>desafio </I>ao qual a cliente responde de novo com <I>invalida&ccedil;&atilde;o</I>. Ou seja, aparentemente a d&iacute;ade encontra-se rigidificada em duas posi&ccedil;&otilde;es extremas, o desafio do lado da terapeuta e a ambival&ecirc;ncia e a invalida&ccedil;&atilde;o da parte da cliente. Este posicionamento de ambos &eacute; patente na an&aacute;lise dos atractores. </P >    <p>&Eacute; claro que v&aacute;rias interpreta&ccedil;&otilde;es podem ser formuladas para estes resultados, dependendo do modo como &eacute; hipotetizada a causalidade. Podemos sugerir que &eacute; o facto de a terapeuta se colocar sistematicamente numa posi&ccedil;&atilde;o de desafio que gera o aumento da invalida&ccedil;&atilde;o por parte da cliente e que se a terapeuta tivesse sido mais emp&aacute;tica e compreensiva a ambival&ecirc;ncia teria sido mais reduzida. Podemos assim especular sobre o que teria acontecido se a terapeuta tivesse respondido com compreens&atilde;o. Ribeiro, Ribeiro, et al. (2011) sugerem que face &agrave; ambival&ecirc;ncia a resposta correcta &eacute; o aumento da compreens&atilde;o emp&aacute;tica, mas at&eacute; ao momento n&atilde;o h&aacute; estudos emp&iacute;ricos que comprovem que esta estrat&eacute;gia &eacute; a mais produtiva. Esta possibilidade interpretativa vai de encontro ao conceito de responsividade, tal como &eacute; proposto por Stiles, Honos-Webb e Surko (1998). De acordo com Stiles, responsividade significa que o terapeuta ajusta as suas interven&ccedil;&otilde;es &agrave;s necessidades evidentes do cliente. No presente caso, a resposta de invalida&ccedil;&atilde;o da cliente poderia ser uma pista para a terapeuta de que a cliente necessita de maior compreens&atilde;o, antes de produzir novidade. Tamb&eacute;m os modelos experienciais e centrados nas emo&ccedil;&otilde;es (e.g., Elliott,Watson, Goldman, &amp; Greenberg, 2004; Greenberg, Rice, &amp; Elliot, 1993) refor&ccedil;am esta necessidade de a empatia ser a condi&ccedil;&atilde;o central que organiza todo o processo terap&ecirc;utico. Desta perspectiva podemos especular que a terapeuta no presente estudo sacrifica a empatia ao esfor&ccedil;o de desafio, produzindo assim invalida&ccedil;&atilde;o na cliente e dificultando a mudan&ccedil;a. </P >    <p>Uma leitura alternativa a estas propostas &eacute; de natureza interaccional. Ou seja, podemos especular que a interac&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; fruto de um padr&atilde;o interaccional em que terapeuta e cliente s&atilde;o co-respons&aacute;veis. Neste sentido, apesar de obviamente o terapeuta ter mais poder na rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica (Guilfoyle, 2003), n&atilde;o tem o poder de mudar o cliente contra a sua vontade. Como sugere Bohart (2000), o cliente &eacute; a dimens&atilde;o mais vital da mudan&ccedil;a em psicoterapia. O cliente &eacute; activo no processo de mudan&ccedil;a e pode usar a terapia para mudar ou n&atilde;o. A cliente pode ter convidado a terapeuta a partir de pistas subtis a ser desafiadora, apesar de responder com ambival&ecirc;ncia ou invalida&ccedil;&atilde;o. Deste ponto de vista, o que externamente pode parecer como uma falha na empatia, internamente, do ponto de vista dos participantes, pode ser visto como uma reac&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica. Dito de outro modo, &eacute; poss&iacute;vel que esta cliente s&oacute; estivesse preparada para a ambival&ecirc;ncia, e n&atilde;o para a resolver produzindo mudan&ccedil;as mais profundas na sua vida. Assim, face &agrave; n&atilde;o mudan&ccedil;a da cliente a terapeuta procura suscitar novidade atrav&eacute;s do desafio e, deste ponto de vista, sugerimos que se a terapeuta tivesse suscitado mais compreens&atilde;o a cliente poderia ter suscitado ainda menos MIs, considerando o processo terap&ecirc;utico desinteressante. Importa ter em conta que esta cliente avaliou, no fim do tratamento, a terapia como positiva e n&atilde;o desistiu do processo terap&ecirc;utico, apesar de este caso ter sido categorizado como um insucesso terap&ecirc;utico. Com o presente plano de investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel inferir qual &eacute; a interpreta&ccedil;&atilde;o mais correta para estes dados. De qualquer modo, o nosso esfor&ccedil;o &eacute; descritivo e parece evidente, a partir destes dados, que o desafio da terapeuta &eacute; sistematicamente invalidado pela cliente. Que impacto futuro este desafio poderia ter tido, se, o caso tivesse tido mais continuidade &eacute; dif&iacute;cil de saber, dado que temos somente 16 sess&otilde;es e &eacute; poss&iacute;vel que a Maria necessitasse de um processo terap&ecirc;utico mais intensivo. Sugerimos em estudos anteriores (e.g., Gon&ccedil;alves, Ribeiro, Stiles, et al., 2011), congruentemente com diversos modelos desenvolvi mentais da mudan&ccedil;a em psicoterapia (Proachaska &amp; DiClemente, 1982; Stiles et al., 1990), que uma das dimens&otilde;es mais caracter&iacute;sticas do insucesso terap&ecirc;utico &eacute; um menor grau de prepara&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a. Esta menor prepara&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a pode explicar, pelo menos parcialmente, a emerg&ecirc;ncia sistem&aacute;tica da ambival&ecirc;ncia. </P >    <p>O tipo de plano de investiga&ccedil;&atilde;o aqui apresentado n&atilde;o permite determinar qual destas hip&oacute;teses &eacute; a mais adequada, ou at&eacute; se outras hip&oacute;teses dever&atilde;o ser consideradas. Estudos futuros, com planos experimentais de estudo de caso (Kazdin, 1992), poder&atilde;o analisar em tempo real as interac&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e fazer variar a resposta do terapeuta &agrave; ambival&ecirc;ncia, procurando assim determinar qual &eacute;, e em que circunst&acirc;ncias, a resposta mais adequada do terapeuta aos epis&oacute;dios em que o cliente reage com ambival&ecirc;ncia. </P >    <p>LIMITA&Ccedil;&Otilde;ES </P >           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Algumas limita&ccedil;&otilde;es do presente estudo prendem-se com o facto de termos recorrido a um estudo de caso que, apesar dos benef&iacute;cios anteriormente descritos para a investiga&ccedil;&atilde;o processual, faz com que as conclus&otilde;es sejam limitadas ao presente caso e que a generaliza&ccedil;&atilde;o se afigure restrita. O facto de nunca ter sido realizado outro estudo com a mesma metodologia impede tamb&eacute;m que possamos fazer compara&ccedil;&otilde;es, pelo que n&atilde;o sabemos se os resultados encontrados neste estudo ir&atilde;o ser verificados noutros casos de insucesso de terapia narrativa ou de outras abordagens terap&ecirc;uticas. Como n&atilde;o estudamos nenhum caso de sucesso, uma vez que estes t&ecirc;m habitualmente uma frequ&ecirc;ncia reduzida de MIs com MRP, torna-se invi&aacute;vel realizar qualquer compara&ccedil;&atilde;o entre o sucesso e o insucesso terap&ecirc;utico e perceber como pode ser ultrapassada a ambival&ecirc;ncia. </P >           <p>O facto de termos tido conhecimento pr&eacute;vio de que o caso era de insucesso pode ter influenciado a codifica&ccedil;&atilde;o, apesar de esse aspecto poder ser minorado pelo elevado acordo inter-ju&iacute;zes. Este conjunto de limita&ccedil;&otilde;es leva-nos a sugerir que os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o devem ser interpretados com alguma precau&ccedil;&atilde;o. </P >           <p>&nbsp;</P >         <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >         <!-- ref --><p>Angus, L., &amp; McLeod, J. (2004), Handbook of narrative and psychotherapy: Practice, theory, and research. Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201200030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >           <!-- ref --><p>Angus, L., Levitt, H., &amp; Hardtke, K. (1999). The narrative processes coding system: Research applications and implications for psychotherapy practice. <I>Journal of Clinical Psychology, 55</I>, 1255-1270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201200030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >           <!-- ref --><p>Arkovitz, H., &amp; Engle, D. (2007). Understanding and working with resistant ambivalence in psychotherapy. In S. G. Hofmann &amp; J. Weinberg (Eds.), <I>The art and science of psychotherapy </I>(pp. 171-190)<I>. </I>New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201200030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bohart, A. C. (2000). The client is the most important common factor: Clients&rsquo; self-healing capacities and psychotherapy. <I>Journal of Psychotherapy Integration</I>, 10, 127-149. </P >           <!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (2007). Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI): Uma revis&atilde;o cr&iacute;tica dos estudos realizados em Portugal. In M. R. Sim&otilde;es, C. Machado, M. M. Gon&ccedil;alves &amp; L. S. Almeida (Eds.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa </I>(pp. 305-331). Coimbra, Portugal: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201200030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >           <!-- ref --><p>Derogatis, L. R. (1993). <I>BSI*Brief Symptom Inventory. Administration, scoring, and procedures manual </I>(4th ed.). Minneapolis, MN: National Computer Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201200030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Elliott, R., Watson, J. C., Goldman, R., &amp; Greenberg, L. S. (2004). <I>Learning emotion-focused therapy: The process-experiential approach to change</I>. Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201200030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, M. M. (2008). <I>Terapia narrativa da re-autoria: O encontro de Bateson, Bruner e Foucault </I>(vol. 2, Colec&ccedil;&atilde;o Cadernos de Psicoterapia). Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201200030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, M. M., &amp; Ribeiro, A. P. (2012). Therapeutic change, innovative moments and the reconceptualization of the self: A dialogical account. <I>International Journal for Dialogical Science</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201200030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Gon&ccedil;alves, M. M., Matos, M., &amp; Santos, A. (2009). Narrative therapy and the nature of &ldquo;innovative moments&rdquo; in the construction of change. <I>Journal of Constructivist Psychology, 22, </I>1-23. </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, M. M., Mendes, I., Ribeiro, A. P, Angus, L., &amp; Greenberg, L. (2010). Innovative moments and change in emotion focused therapy: The case of Lisa. <I>Journal of Constructivist Psychology, 23</I>, 267-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201200030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, M. M., Ribeiro, A. P., Mendes, I., Matos, M., &amp; Santos, A. (2011). Tracking novelties in psychotherapy process research: The innovative moments coding system. <I>Psychotherapy research. </I>Advance online publication doi: 10.1080/10503307.2011.560207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201200030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Gon&ccedil;alves, M. M., Ribeiro, A. P., Santos, A., Gon&ccedil;alves, J., &amp; Conde, T. (2009). Return to the problem coding system &ndash; version 2. Unpublished manuscript, University of Minho, Braga, Portugal. </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, M. M., Ribeiro, A. P., Stiles, W. B., Conde, T., Santos, A., Matos, M., &amp; Martins, C. (2011). The role of mutual in-feeding in maintaining problematic self-narratives: Exploring one path to therapeutic failure. <I>Psychotherapy Research</I>, <I>21</I>, 27-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201200030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, L. S., Rice, L. N., &amp; Elliott, R. (1993). <I>Facilitating emotional change: The moment-by-moment process</I>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201200030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guilfoyle, M. (2003). Dialogue and power: A critical analysis of power in dialogical therapy. <I>Family Process, 42</I>, 331-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201200030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hermans, H. J. M. (1996). Voicing the self: From information processing to dialogical interchange. <I>Psychological Bulletin, 119</I>(1), 31-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201200030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hermans, H. J. M., &amp; Hermans-Jansen, E. (1995). Self-narratives: The construction of meaning in psychotherapy. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201200030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kazdin, A. E. (1992). Methodological issues &amp; strategies in clinical research. Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201200030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lamey, A., Hollenstein, T., Lewis, M. D., &amp; Granic, I. (2004). <I>GridWare </I>(Version 1.1). [Computer software]. <a href="http://statespacegrids.org" target="_blank">http://statespacegrids.org</a> </P >           &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201200030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Leiman, M., &amp; Stiles, W. (2001). Dialogical sequence analysis and the zone of proximal development as conceptual enhancements to the assimilation model: the case of Jan revisited. <I>Psychotherapy Research</I>, <I>11</I>(3), 311-330.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201200030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lewis, M. D., Lamey, A. V., &amp; Douglas, L. (1999). A new dynamic systems method for the analysis of early socioemotional development. <I>Developmental Science, 2</I>, 458-476.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201200030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lewis, M. D., Zimmerman, S., Hollenstein, T., &amp; Lamey, A. V. (2004). Reorganization in coping behavior at 1 1/2 years: Dynamic systems and normative change. <I>Developmental Science, 7</I>, 56-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201200030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Matos, M., Santos, A., Gon&ccedil;alves, M. M., &amp; Martins, C. (2009). Innovative moments and change in narrative therapy. <I>Psychotherapy Research, 19, </I>68-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201200030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McAdams, D. P. (1993). <I>The stories we live by: Personal myths and the making of the self</I>. New York: William Morrow.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201200030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mendes, I., Ribeiro, A.P., Angus, L., &amp; Greenberg, L., Gon&ccedil;alves, M. M. (2010). Innovative moments and change in emotion-focused therapy. Psychotherapy Research, 20, 692-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201200030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mendes, I., Ribeiro, A. P., Angus, L., Greenberg, L., Sousa, I., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2010). Narrative change in emotion-focused therapy: How is change constructed through the lens of the innovative moments coding system? <I>Psychotherapy Research, 20</I>, 692-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201200030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Prochaska, J. O., &amp; DiClemente, C. (1982). Transtheoretical therapy: Toward a more integrative model of change. <I>Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 19</I>, 276-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201200030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, A. P., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2010). Innovation and stability within the dialogical self: The centrality of ambivalence. <I>Culture &amp; Psychology, 16</I>, 116-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201200030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, A. P., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2011). Maintenance and Transformation of Problematic self-narratives: A Semiotic-Dialogical Approach. <I>Integrative Psychological and Behavioral Science, 45</I>, 281-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201200030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ribeiro, E., Ribeiro, A., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2010). Manual do Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Colabora&ccedil;&atilde;o Terap&ecirc;utica. Manuscrito n&atilde;o publicado, Universidade do Minho, Braga, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201200030000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, A. P., Bento, T., Gon&ccedil;alves, M. M., &amp; Salgado, J. (2010). Self-narrative reconstruction in psychotherapy: Looking at different levels of narrative development. <I>Culture &amp; Psychology</I>, <I>16</I>, 195-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201200030000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, A. P., Bento, T., Salgado, J., Stiles, W. B., &amp; Gon&ccedil;alves, M. M. (2011). A dynamic look at narrative change in psychotherapy: A case study tracking innovative moments and protonarratives using state space grids. <I>Psychotherapy Research, 21</I>, 54-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201200030000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ribeiro, E., Ribeiro, A. P., Gon&ccedil;alves, M. M., Horvath, A. O., &amp; Stiles, W. B. (in press). How collaboration in therapy becomes therapeutic: The therapeutic collaboration coding system. <I>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201200030000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Santos, A., Gon&ccedil;alves, M. M., &amp; Matos, M. (2010). Innovative moments and poor-outcome in narrative therapy. <I>Counselling and psychotherapy research. </I>Advance online publication doi:10.1080/14733140903398153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201200030000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Stiles, W. B., Honos-Webb, L., &amp; Surko, M. (1998). Responsiveness in psychotherapy. <I>Clinical Psychology: Science and Practice, 5</I>, 439-458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201200030000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Stiles, W. B., Elliot, R., Llewelyn, S. P., Firth-Cozens, J. A., Margison, F. R., Shapiro, D. A., &amp; Hardy, G. (1990). Assimilation of problematic experiences by clients in psychotherapy. <I>Psychotherapy, 27</I>, 411-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201200030000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Valsiner, J. (2002). Forms of dialogical relations and semiotic autoregulation within the self. <I>Theory and Psychology</I>, <I>12</I>, 251-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201200030000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vigotsky, L. (1978). <I>Mind in society: The development of higher psychological processes</I>. Cambridge MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201200030000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Watzlawich, P., Weakland, J., &amp; Fisch, R. (1974). <I>Change: Principals of problem formulation and problem resolution</I>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201200030000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>White, M. (2007). <I>Maps of narrative practice</I>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201200030000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>White, M., &amp; Epston, D. (1990). <I>Narrative means to therapeutic ends. </I>New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201200030000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Miguel M. Gon&ccedil;alves, Escola de Psicologia, Universidade do Minho, 4710 Braga. E-mail: <a href="mailto:mgoncalves@psi.uminho.pt">mgoncalves@psi.uminho.pt</a> </P >     <p>    <br> Este estudo teve o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e para a Tecnologia, Portugal (FCT), com a bolsa PTDC/PSI/72846/2006 (Processos Narrativos em Psicoterapia, 2007-2011) e pela bolsa de doutoramento SFRH/BD/46189/2008. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Valsiner (2002) designa este processo, de um ponto de vista dial&oacute;gico, por <I>mutual in-feeding. </I></P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Segundo Vygotsky (1978), apesar de certas tarefas serem dif&iacute;ceis para uma crian&ccedil;a realizar sozinha, podem ser aprendidas com a ajuda e assist&ecirc;ncia de adultos ou de crian&ccedil;as com mais compet&ecirc;ncias. Neste sentido, ZDP define-se pela dist&acirc;ncia entre o n&iacute;vel de compet&ecirc;ncia que uma crian&ccedil;a atinge de forma independente e o n&iacute;vel de aptid&atilde;o adicional que pode atingir quando auxiliada por uma pessoa mais capaz (Vygotsky, 1978). </P >     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Na sess&atilde;o 15, n&atilde;o foi identificado nenhum MI com MRP, pelo que n&atilde;o ser&aacute; considerada na an&aacute;lise que se segue. </P >     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> No sentido de tornar percept&iacute;vel a an&aacute;lise processual dos epis&oacute;dios da fase de retorno ao problema com o SCCT, apresenta-se no <a href="#a1">Anexo 1</a> uma ilustra&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos epis&oacute;dios identificados na sess&atilde;o 1. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a href="#topa1">ANEXO 1</a><a name="a1"></a></P >    <p>Na seguinte ilustra&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, o MI que origina a fase de ambival&ecirc;ncia e &agrave; qual o exemplo pertence encontrase assinalado a it&aacute;lico e o respectivo MRP a sublinhado. Em par&ecirc;nteses rectos, a negrito, encontram-se informa&ccedil;&otilde;es relevantes para uma melhor compreens&atilde;o do exemplo dado. </P >    <p><B>Ilustra&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica (sess&atilde;o 1) </B></p>    <p>(<I>Terapeuta e cliente falam da exist&ecirc;ncia de uma voz que leva a Maria a submeter-se ao marido, tendo a cliente referido que essa voz apenas aparece &ldquo;Em parte&rdquo;) </I></P > <hr> <b>Desafio &ndash; Ambival&ecirc;ncia </b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><b>Terapeuta (T): 	</b>E diz numa parte porqu&ecirc;? H&aacute; outra voz? [<B>Terapeuta desafia perspectiva habitual da cliente, procurando evid&ecirc;ncia de novidade</B>] </p>       <p><B>Cliente (C): 	</B><I>Sim, h&aacute; outra parte em que parece que eu consigo, </I>[<B>expande perspectiva da terapeuta</B>] <U>mas de repente (...) tudo cai. Como umas cartas ali todas certinhas (...)</U>. [<B>persiste na perspectiva habitual</B>] </p> </blockquote><hr>     <p><B>Compreens&atilde;o centrada no problema &ndash; Seguran&ccedil;a </B></p>     <blockquote>       <p><b>T: </b>E essas duas vozes era aquilo que me falava no in&iacute;cio, em que uma &eacute; 1 e a outra &eacute; 10? (...) Na percentagem? (...) Portanto, h&aacute; uma voz que neste momento, ou no presente, &eacute; 10. (...) &Eacute; aquela que t&iacute;nhamos caracterizado como n&atilde;o se valorizar, certo? [<B>Terapeuta compreende o problema, confirmando se a sua vis&atilde;o do mesmo est&aacute; correcta</B>] </p>       <p><B>C: 	</B>Sim, sim. [<B>Cliente confirma, sem acrescentar novidade</B>] </p> </blockquote><hr>     <p><B>Desafio &ndash; Ambival&ecirc;ncia </B></p>     <blockquote>       <p><b>T: </b>E a outra voz que est&aacute; a 1? (...) Eu sei que &eacute; baixinha, &eacute; pequenina, mas como s&atilde;o estes momentos? [<B>Terapeuta procura evid&ecirc;ncia de novidade</B>]. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>C: 	</B>Nestes momentos parece que consigo fazer tudo e consigo &ldquo;vou modificar, isto vai ser...&rdquo; [<B>Cliente expande desafio da terapeuta</B>] mas pronto... aquilo &eacute; como acender um f&oacute;sforo. Faz uma labareda muito bonita e forte mas apaga-se se a gente n&atilde;o lutar para o manter aceso. [<B>persiste na narrativa dominante</B>] </p> </blockquote><hr>     <p><B>Desafio &ndash; Seguran&ccedil;a </B></p>     <blockquote>       <p><b>T: </b>Olhe, vamos conhecer melhor a voz do 10. &Eacute; nessa que n&oacute;s vamos tentar mexer um bocadinho, para ver se reduz, n&atilde;o &eacute;? Porque &eacute; essa que causa mal estar, n&atilde;o? (...) &Eacute; essa voz que n&oacute;s temos que reduzir do 10 para tr&aacute;s, (...) para que estas dificuldades que eu apontei agora tamb&eacute;m acabem por se desvanecer. [<B>Terapeuta desafia, propondo uma nova ac&ccedil;&atilde;o face ao problema</B>] </p>       <p><B>C: 	</B>Pois n&atilde;o... [<B>Cliente confirma, mas sem expandir a interven&ccedil;&atilde;o da terapeuta</B>] </p> </blockquote><hr>     <p><b>Compreens&atilde;o centrada no problema &ndash; Seguran&ccedil;a </b></p>     <blockquote>       <p><b>T:</b> 	</B>E tem a ver com isto, com estas dificuldades que eu acabei de descrever? [<B>Terapeuta compreende o problema, confirmando se entendeu a cliente</B>] </p>       <p><B>C: 	</B>Sim, sim, sim. [<B>Confirma, sem acrescentar nada</B>] </p>       <p><B>T: 	</B>Sentir o c&eacute;rebro doente, para usar as suas palavras? [<B>Idem</B>] </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>C: 	</B>Mesmo muito doente... [<B>Idem</B>] </p> </blockquote><hr> <b>Desafio &ndash; Seguran&ccedil;a </b>     <blockquote>       <p><b>T: </b>Provavelmente &eacute; o reflexo desta voz 10...<b> [Terapeuta desafia, convidando a cliente a adoptar uma nova     perspectiva]</b></p>       <p>     <b>C:</b> Sim, sim. <b>[Cliente confirma]</b></p>       <p>     <b>T: </b>&Eacute; isso, n&atilde;o &eacute;? Acha que o seu c&eacute;rebro estaria doente se aquele 1 da Maria, que &ldquo;vou fazer, vou tentar, vou      esfor&ccedil;ar-me, vou mudar...&rdquo;, acha que o seu c&eacute;rebro estaria doente se essa ocupasse 10 e a outra 1? <b>[Terapeuta convida a imaginar cen&aacute;rios hipot&eacute;ticos]</b></p>       <p>     <b>C:</b> N&atilde;o, claro que n&atilde;o. <b>[Cliente confirma]</b></p> </blockquote><hr>     <p><b>Desafio &ndash; Ambival&ecirc;ncia </b></p>     <blockquote>       <p><b>T: </b>Pois, &eacute; um bocado o resultado desta voz... [<b>Terapeuta desafia, convidando a cliente a adoptar uma      nova perspectiva</b>]    <br>     <b>C:</b> Estaria menos doente se uma fosse 5 e a outra, outro 5 e contrabalan&ccedil;ava. [<b>Cliente expande perspectiva        da terapeuta</b>], (...) mas o outro &eacute; t&atilde;o pequenino, t&atilde;o pequenino que n&atilde;o contrabalan&ccedil;a... E o meu marido     tem feito com que eu me d&ecirc; mal com toda a gente, inclusive com os poucos familiares que tenho. Que    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;g &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;o&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; r &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    <br>   &eacute; &uacute;nica e exclusivamente a minha irm&atilde;... ele quer destruir, ele destr&oacute;i, (...) ele mina tudo. [<b>Persiste na      perspectiva habitual</b>]</p> </blockquote> <hr> <b>Desafio &ndash; Risco intoler&aacute;vel </b>     <p><b>T:</b> &Eacute; importante isso mas, repare... Por muito que o outro queira, se n&oacute;s estivermos preparados, para o   combater a este n&iacute;vel, neste sentido de n&atilde;o vou deixar que isto aconte&ccedil;a. (...) Tem que haver tamb&eacute;m da    sua parte, barreiras defensivas... [<b>Terapeuta desafia a cliente, confrontando</b>]</p>    <p>   <b>C:</b> J&aacute; n&atilde;o posso, que ele tem muito poder e para ele sair... n&atilde;o posso, n&atilde;o vale a pena... (...) Ele tem... embora    agora haja um pouco quem diga &ndash; a doen&ccedil;a, a maldade &eacute; t&atilde;o grande... Mas n&atilde;o consigo mesmo... [<b>Cliente responde com desesperan&ccedil;a</b>]</P ><hr>     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     <P   ><a href="#topa2">ANEXO 2</a><a name="a2"></a></P >     <P   >As seguintes grelhas do SSG correspondem &agrave; representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica da evolu&ccedil;&atilde;o dos actratores (epis&oacute;dios do    SCCT mais frequentes e est&aacute;veis) identificados durante as fases de ambival&ecirc;ncia identificadas em cada sess&atilde;o.    O t&iacute;tulo indica o n&uacute;mero da sess&atilde;o e o(s) quadrado(s) vermelho(s) indica(m) o(s) atractor(es) identificado(s)    na(s) fase(s) de ambival&ecirc;ncia da sess&atilde;o correspondente.</P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><img src="/img/revistas/aps/v30n4/30n4a08a2.jpg" width="530" height="1922"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Angus]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLeod]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of narrative and psychotherapy: Practice, theory, and research]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks^eCA CA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Angus]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Levitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hardtke]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The narrative processes coding system: Research applications and implications for psychotherapy practice]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Psychology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>55</volume>
<page-range>1255-1270</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arkovitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Engle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding and working with resistant ambivalence in psychotherapy]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Hofmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weinberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The art and science of psychotherapy]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>171-190</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bohart]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The client is the most important common factor: Clients&#8217; self-healing capacities and psychotherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Psychotherapy Integration]]></source>
<year>2000</year>
<volume>10</volume>
<page-range>127-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI): Uma revisão crítica dos estudos realizados em Portugal]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação psicológica: Instrumentos validados para a população Portuguesa]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>305-331</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Derogatis]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[BSI*Brief Symptom Inventory: Administration, scoring, and procedures manual]]></source>
<year>1993</year>
<edition>4th</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Minneapolis^eMN MN]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Computer Systems]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Elliott]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Learning emotion-focused therapy: The process-experiential approach to change]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychological Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Terapia narrativa da re-autoria: O encontro de Bateson, Bruner e Foucault]]></source>
<year>2008</year>
<volume>2</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Psiquilíbrios]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Therapeutic change, innovative moments and the reconceptualization of the self: A dialogical account]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal for Dialogical Science]]></source>
<year>2012</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Narrative therapy and the nature of &#8220;innovative moments&#8221; in the construction of change]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Constructivist Psychology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>22</volume>
<page-range>1-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Angus]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Innovative moments and change in emotion focused therapy: The case of Lisa]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Constructivist Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>23</volume>
<page-range>267-294</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tracking novelties in psychotherapy process research: The innovative moments coding system]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy research]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conde]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Return to the problem coding system: version 2]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[University of Minho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conde]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of mutual in-feeding in maintaining problematic self-narratives: Exploring one path to therapeutic failure]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy Research]]></source>
<year>2011</year>
<volume>21</volume>
<page-range>27-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Greenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rice]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elliott]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Facilitating emotional change: The moment-by-moment process]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guilfoyle]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dialogue and power: A critical analysis of power in dialogical therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Family Process]]></source>
<year>2003</year>
<volume>42</volume>
<page-range>331-343</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hermans]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. J. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Voicing the self: From information processing to dialogical interchange]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Bulletin]]></source>
<year>1996</year>
<volume>119</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>31-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hermans]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hermans-Jansen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Self-narratives: The construction of meaning in psychotherapy]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kazdin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Methodological issues & strategies in clinical research]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychological Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lamey]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hollenstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Granic]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[GridWare (Version 1.1): Computer software]]></source>
<year>2004</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leiman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dialogical sequence analysis and the zone of proximal development as conceptual enhancements to the assimilation model: the case of Jan revisited]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy Research]]></source>
<year>2001</year>
<volume>11</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>311-330</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamey]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Douglas]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A new dynamic systems method for the analysis of early socioemotional development]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Science]]></source>
<year>1999</year>
<volume>2</volume>
<page-range>458-476</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zimmerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hollenstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamey]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reorganization in coping behavior at 1 1/2 years: Dynamic systems and normative change]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Science]]></source>
<year>2004</year>
<volume>7</volume>
<page-range>56-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Innovative moments and change in narrative therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy Research]]></source>
<year>2009</year>
<volume>19</volume>
<page-range>68-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McAdams]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The stories we live by: Personal myths and the making of the self]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[William Morrow]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Angus]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Innovative moments and change in emotion-focused therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy Research]]></source>
<year>2010</year>
<volume>20</volume>
<page-range>692-701</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendes]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Angus]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Narrative change in emotion-focused therapy: How is change constructed through the lens of the innovative moments coding system?]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy Research]]></source>
<year>2010</year>
<volume>20</volume>
<page-range>692-701</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Prochaska]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DiClemente]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Transtheoretical therapy: Toward a more integrative model of change]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy: Theory, Research and Practice]]></source>
<year>1982</year>
<volume>19</volume>
<page-range>276-288</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Innovation and stability within the dialogical self: The centrality of ambivalence]]></article-title>
<source><![CDATA[Culture & Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>16</volume>
<page-range>116-126</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maintenance and Transformation of Problematic self-narratives: A Semiotic-Dialogical Approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Integrative Psychological and Behavioral Science]]></source>
<year>2011</year>
<volume>45</volume>
<page-range>281-303</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual do Sistema de Codificação da Colaboração Terapêutica]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Minho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-narrative reconstruction in psychotherapy: Looking at different levels of narrative development]]></article-title>
<source><![CDATA[Culture & Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>16</volume>
<page-range>195-212</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salgado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A dynamic look at narrative change in psychotherapy: A case study tracking innovative moments and protonarratives using state space grids]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy Research]]></source>
<year>2011</year>
<volume>21</volume>
<page-range>54-69</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horvath]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How collaboration in therapy becomes therapeutic: The therapeutic collaboration coding system]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Innovative moments and poor-outcome in narrative therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Counselling and psychotherapy research]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Honos-Webb]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Surko]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Responsiveness in psychotherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology: Science and Practice]]></source>
<year>1998</year>
<volume>5</volume>
<page-range>439-458</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Elliot]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Llewelyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Firth-Cozens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Margison]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shapiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hardy]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assimilation of problematic experiences by clients in psychotherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychotherapy]]></source>
<year>1990</year>
<volume>27</volume>
<page-range>411-420</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Valsiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Forms of dialogical relations and semiotic autoregulation within the self]]></article-title>
<source><![CDATA[Theory and Psychology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>12</volume>
<page-range>251-265</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vigotsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mind in society: The development of higher psychological processes]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge^eMA MA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Watzlawich]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weakland]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fisch]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Change: Principals of problem formulation and problem resolution]]></source>
<year>1974</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Norton]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Maps of narrative practice]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Norton]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[White]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epston]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Narrative means to therapeutic ends]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Norton]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
