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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perturbações de comportamento externalizante em idade pré-escolar: O caso específico da perturbação de oposição]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Externalizing Behavior Disorder (EBD) are one of the major causes for searching mental health services in preschool children. However, there still is no agreement to what concerns making diagnoses in preschool years. With this literature review, it&#8217;s our goal to make a general description of EBD, specially Oppositional Disorder, in preschool years, and also to discuss about the difficulties in diagnosing in this period and the different developmental trajectories implicated in the emergence of EBD. Another goal is to identify the main etiological factors for the development of EBD and to reflect about some orientations to future research.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fatores de risco]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Perturbações externalizantes do comportamento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Perturba&ccedil;&otilde;es de comportamento externalizante em idade pr&eacute;-escolar: O caso espec&iacute;fico da perturba&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o </B></p>     <P   ><b>Tatiana Carvalho Homem<Sup>*</Sup>; Maria Filomena Gaspar<Sup>**</Sup>; Maria Jo&atilde;o Seabra Santos<Sup>**</Sup>; Andreia Fernandes Azevedo<Sup>*</Sup>; Maria Cristina Canavarro<Sup>** </Sup></b></P >     <P   ><Sup>* </Sup>Doutorandas na FPCE, Universidade de Coimbra; </P >     <P   ><Sup>** </Sup>Professoras da FPCE, Universidade de Coimbra </P >     <P   ><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <P   >As Perturba&ccedil;&otilde;es de Comportamento Externalizante s&atilde;o uma das principais raz&otilde;es pelas quais as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar s&atilde;o encaminhadas para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental. No entanto, n&atilde;o h&aacute; ainda consenso relativamente ao diagn&oacute;stico destas perturba&ccedil;&otilde;es nesta faixa et&aacute;ria. Com a presente revis&atilde;o da literatura, pretende-se contribuir para uma carateriza&ccedil;&atilde;o geral das Perturba&ccedil;&otilde;es de Comportamento Externalizante, designadamente da Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o, em idade pr&eacute;-escolar, bem como refletir sobre as dificuldades de diagn&oacute;stico nesta faixa et&aacute;ria e sobre as diferentes trajet&oacute;rias desenvolvimentais envolvidas na emerg&ecirc;ncia destas perturba&ccedil;&otilde;es. &Eacute; ainda nosso objetivo identificar os principais fatores etiol&oacute;gicos implicados na sua origem e lan&ccedil;ar algumas pistas para futuras investiga&ccedil;&otilde;es. </P >    <P   ><B>Palavras-chave: </B>Fatores de risco, Perturba&ccedil;&otilde;es externalizantes do comportamento, Pr&eacute;-escolar, Trajet&oacute;rias de desenvolvimento. </P >     <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><b>ABSTRACT</b></P >     <P   >Externalizing Behavior Disorder (EBD) are one of the major causes for searching mental health services in preschool children. However, there still is no agreement to what concerns making diagnoses in preschool years. With this literature review, it&rsquo;s our goal to make a general description of EBD, specially Oppositional Disorder, in preschool years, and also to discuss about the difficulties in diagnosing in this period and the different developmental trajectories implicated in the emergence of EBD. Another goal is to identify the main etiological factors for the development of EBD and to reflect about some orientations to future research. </P >     <P   ><B>Key-words: </B>Developmental pathways, Externalizing behavior disorders, Preschool, Risk. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <P   >As Perturba&ccedil;&otilde;es Disruptivas do Comportamento, quadro no qual se englobam os diagn&oacute;sticos de Perturba&ccedil;&atilde;o de Hiperatividade com D&eacute;fice de Aten&ccedil;&atilde;o, Perturba&ccedil;&atilde;o do Comportamento e Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o, e o aumento da sua preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o infantil e juvenil constituem um problema que tem vindo a crescer e a preocupar cada vez mais as sociedades atuais. </P >    <P   >Reflexo desta preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; o n&uacute;mero cada vez maior de investiga&ccedil;&otilde;es que se t&ecirc;m debru&ccedil;ado sobre este assunto (Campbell, 1994; Costin, Lichte, Hill-Smith, Vance, &amp; Luk, 2004; Hutchings, Bywater, &amp; Daley, 2007) procurando respostas de preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o para um problema cujo in&iacute;cio &eacute; cada vez mais precoce e que persiste (se n&atilde;o for alvo de interven&ccedil;&atilde;o) ao longo da trajet&oacute;ria de desenvolvimento do indiv&iacute;duo, podendo levar a comportamentos de risco na adolesc&ecirc;ncia e adultez (Campbell, Shaw, &amp; Gilliom, 2000; Shaw, Lacourse, &amp; Naguin, 2005). </P >     <P   >Ao longo deste trabalho, e uma vez que o nosso foco &eacute; a idade pr&eacute;-escolar, iremos centrar-nos de forma mais detalhada na Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o (PO), j&aacute; que a literatura tem mostrado que ela &eacute; n&atilde;o s&oacute; um importante percursor para a Perturba&ccedil;&atilde;o de Comportamento (PC) e os comportamentos antissociais, como tamb&eacute;m &eacute; um preditor das Perturba&ccedil;&otilde;es do Humor e de Ansiedade, justificando-se assim o seu estudo e a identifica&ccedil;&atilde;o dos principais fatores de risco e consequente elabora&ccedil;&atilde;o de planos de interven&ccedil;&atilde;o/preven&ccedil;&atilde;o (Burke, Pardini, &amp; Loeber, 2008). Abordaremos tamb&eacute;m a PC sobretudo com o objetivo de tentar clarificar qual o tipo de rela&ccedil;&atilde;o entre estas duas entidades cl&iacute;nicas e as vias desenvolvimentais que conduzem de uma para a outra. De acordo com a revis&atilde;o da literatura efetuada, utilizaremos o conceito de perturba&ccedil;&otilde;es externalizantes do comportamento para nos referirmos ao conjunto de comportamentos agressivos, antissociais e opositivos, conceito este que &eacute; independente das classifica&ccedil;&otilde;es e nosografias existentes, como a DSM IV (Roskam et al., 2011). Fora do &acirc;mbito deste artigo fica a Perturba&ccedil;&atilde;o de Hiperatividade. </P >     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem mostrado que os problemas de comportamento externalizante em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar e escolar podem ter um impacto negativo no seu desenvolvimento. Hutchings, Bywater, Davies e Whitaker (2006), por exemplo, num estudo realizado com 157 fam&iacute;lias com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar que apresentavam sintomas precoces de Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o/Desafio (POD), reportam dados que confirmam que estas crian&ccedil;as t&ecirc;m um risco mais elevado de virem a desenvolver uma personalidade antissocial na adolesc&ecirc;ncia e idade adulta. </P >    <p>Tamb&eacute;m um estudo prospetivo de Biederman e colaboradores (2008), realizado ao longo de 10 anos com uma amostra cl&iacute;nica, concluiu que existe um maior risco de abandono escolar e de problemas de delinqu&ecirc;ncia juvenil e/ou pr&aacute;tica de atividades criminosas nos jovens com diagn&oacute;stico precoce de PO ou PC. Kazdin (1997) refere tamb&eacute;m a maior probabilidade de existirem problemas de alcoolismo e/ou consumo de subst&acirc;ncias. Um outro estudo longitudinal de Emond, Ornel, Veenstra e Oldehinkel (2007), com uma amostra de 2230 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, concluiu ainda que estas crian&ccedil;as correm um maior risco de serem rejeitadas pelos pares e Webster-Stratton e Hancock (1998) relatam, ainda, uma maior probabilidade de existirem problemas conjugais no futuro. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas implica&ccedil;&otilde;es traduzem-se, por sua vez, em custos sociais e econ&oacute;micos para o indiv&iacute;duo, as fam&iacute;lias e a sociedade (Hutchings et al., 2006) verificando-se ainda que muitas destas crian&ccedil;as s&atilde;o exclu&iacute;das, mesmo que de forma indireta, de institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar devido aos seus problemas (Gaspar, 2004). </P >    <p>No entanto, pais, educadores e profissionais debatem-se frequentemente com pontos de vista contradit&oacute;rios: por um lado, os comportamentos desafiadores, agressivos e a desobedi&ecirc;ncia em idade pr&eacute;-escolar s&atilde;o considerados normativos, transit&oacute;rios e desenvolvimentalmente adequados (Wakschlag et al., 2007, referem-se a esta tr&iacute;ade de comportamentos como &ldquo;mau-comportamento normativo&rdquo;, p. 926); por outro lado, tem vindo a tornar-se claro para os cl&iacute;nicos que cerca de metade das crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar que s&atilde;o encaminhadas para consulta por problemas comportamentais (com pouca capacidade de autorregula&ccedil;&atilde;o, problemas de disciplina e dificuldades de autocontrolo) continuam a manifestar dificuldades de forma persistente nos anos escolares e at&eacute; posteriormente (Campbell et al., 2000; Rockhill, Collett, McClellan, &amp; Speltz, 2006), evidenciando assim a relativa estabilidade dos problemas externalizantes. </P >    <p>O car&aacute;ter paradoxal da normatividade das dificuldades comportamentais em idade pr&eacute;-escolar chama-nos, ent&atilde;o, a aten&ccedil;&atilde;o para a dificuldade do diagn&oacute;stico em idades precoces. Por outro lado, a import&acirc;ncia da identifica&ccedil;&atilde;o ou despiste precoce tem sido amplamente reconhecida, dado que esta &eacute; uma perturba&ccedil;&atilde;o frequente em idade pr&eacute;-escolar e acerca da qual a literatura revela que quanto mais precoce for a interven&ccedil;&atilde;o, maior ser&aacute; a sua efic&aacute;cia (Gardner &amp; Shaw, 2008). </P >    <p>DIFICULDADES NO DIAGN&Oacute;STICO DA PERTURBA&Ccedil;&Atilde;O DE OPOSI&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>As Perturba&ccedil;&otilde;es de Comportamento s&atilde;o das categorias de diagn&oacute;stico mais antigas utilizadas na psiquiatria infantil (Angold &amp; Costello, 1996) e o diagn&oacute;stico da Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o obstante toda a discuss&atilde;o em seu torno, tem sido estabelecido, maioritariamente, recorrendo ao Manual de Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stica das Perturba&ccedil;&otilde;es Mentais <I>(</I>DSM)<I>. </I>De facto, esta categoria de diagn&oacute;stico aparece pela primeira vez na terceira edi&ccedil;&atilde;o do DSM (DSM III), sob a designa&ccedil;&atilde;o de Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o (PO), incluindo os seus sintomas &ldquo;viola&ccedil;&otilde;es de regras menores, birras, argumenta&ccedil;&atilde;o, desafio, provoca&ccedil;&atilde;o e teimosia&rdquo; (Rockhill et al., 2006). Para ser feito este diagn&oacute;stico era necess&aacute;ria a presen&ccedil;a de pelo menos dois destes sintomas, tendo estes que ocorrer com maior frequ&ecirc;ncia do que nas outras crian&ccedil;as com a mesma idade mental. O seu in&iacute;cio era situado antes dos 3 anos de idade e impunha-se uma dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de seis meses. Estes crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico foram posteriormente revistos na DSM III-R e a Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o passou a ser designada de Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o/Desafio (POD). Devido a preocupa&ccedil;&otilde;es com o sobrediagn&oacute;stico, o crit&eacute;rio da teimosia foi eliminado, acrescentou-se o termo &ldquo;muitas vezes&rdquo; a cada um dos outros crit&eacute;rios e passou a exigir-se a presen&ccedil;a de pelo menos cinco sintomas de uma lista de nove, para formular o diagn&oacute;stico. Desapareceu tamb&eacute;m a exig&ecirc;ncia relativa ao aparecimento dos sintomas antes dos 3 anos de idade e n&atilde;o foi estabelecida nenhuma idade m&iacute;nima.</P >     <p>Atualmente, e segundo a DSM-IV, a designa&ccedil;&atilde;o adotada &eacute; a de Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o (PO), cuja caracter&iacute;stica essencial &eacute; um padr&atilde;o recorrente de comportamento negativista, hostil e desafiante que dura, pelo menos, 6 meses e se caracteriza pela ocorr&ecirc;ncia de no m&iacute;nimo, quatro dos seguintes comportamentos: &ldquo;encoleriza-se com frequ&ecirc;ncia&rdquo;; &ldquo;discute com os adultos&rdquo;; &ldquo;desafia ou recusa cumprir os pedidos ou regras dos adultos&rdquo;; &ldquo;aborrece deliberadamente as pessoas&rdquo;; &ldquo;culpa os outros dos seus pr&oacute;prios erros ou mau comportamento&rdquo;; &ldquo;suscetibiliza-se ou &eacute; facilmente molestado pelos outros&rdquo;; &ldquo;sente raiva ou est&aacute; ressentido&rdquo;; e &ldquo;&eacute; rancoroso ou vingativo&rdquo;. Para fazer o diagn&oacute;stico os comportamentos &ldquo;devem ocorrer com mais frequ&ecirc;ncia do que &eacute; tipicamente observado nos sujeitos de idade e n&iacute;vel de desenvolvimento compar&aacute;veis e devem causar um d&eacute;fice clinicamente significativo no funcionamento escolar, social ou laboral&rdquo; (APA, 1996, p. 96). Ainda de acordo com a DSM IV para ser feito o diagn&oacute;stico de PO os sintomas n&atilde;o precisam de estar presentes em simult&acirc;neo nos contextos familiar e escolar, dado que esta perturba&ccedil;&atilde;o ocorre invariavelmente em contexto familiar, mas nem sempre em contexto escolar.</P >     <p>Apesar de, segundo a DSM IV, os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico de PO permitirem distinguir de forma fidedigna crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares sinalizadas e n&atilde;o sinalizadas, alguns autores colocam a quest&atilde;o de ser ou n&atilde;o poss&iacute;vel, atrav&eacute;s destes crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico, fazer a distin&ccedil;&atilde;o entre os comportamentos t&iacute;picos e at&iacute;picos em idade pr&eacute;-escolar, dadas as elevadas taxas de agressividade e desobedi&ecirc;ncia carater&iacute;sticas desta faixa et&aacute;ria (Keenan &amp; Wakschlag, 2002). Ali&aacute;s, a pr&oacute;pria DSM IV alerta para o facto de os comportamentos transit&oacute;rios de oposi&ccedil;&atilde;o serem muito frequentes em idade pr&eacute;-escolar (e na adolesc&ecirc;ncia), devendo este diagn&oacute;stico ser feito com precau&ccedil;&atilde;o nesta fase desenvolvimental, j&aacute; que, embora as dificuldades na regula&ccedil;&atilde;o dos impulsos, birras, agressividade e desobedi&ecirc;ncia sejam caracter&iacute;sticas da PO, elas refletem tamb&eacute;m algumas das queixas normativas de pais de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar (APA, 1996). Assim, para fazermos um adequado diagn&oacute;stico, temos de nos assegurar que os comportamentos disruptivos ocorrem com mais frequ&ecirc;ncia e intensidade do que seria de esperar nestas idades. Neste contexto, Angold e Costello (1996) sugerem que, para ser feito um diagn&oacute;stico de PO, alguns comportamentos devem ter sido observados nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses (e.g. vingativo; culpa os outros pelos seus erros); outros pelo menos duas vezes por semana (e.g. zanga-se com facilidade, encoleriza-se, discute com adultos, desafia ou recusa pedidos dos adultos); e outros pelo menos quatro vezes por semana (e.g. zangado ou ressentido, aborrece deliberadamente os outros). </P >     <p>Esta aus&ecirc;ncia de um enquadramento, baseado em evid&ecirc;ncias, que contemple vari&aacute;veis desenvol </B>vimentais e crit&eacute;rios cl&iacute;nicos especificamente desenhados para a idade pr&eacute;-escolar tem sido apontada com uma das limita&ccedil;&otilde;es &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da DSM IV enquanto sistema nosol&oacute;gico para crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar (Keenan &amp; Wakschlag, 2002). Outra das limita&ccedil;&otilde;es apontadas pelos mesmos autores diz respeito ao facto de grande parte do trabalho da DSM se ter baseado em amostras de crian&ccedil;as em idade escolar e adolescentes, o que dificulta a sua generaliza&ccedil;&atilde;o para o per&iacute;odo pr&eacute;-escolar. </P >    <p>Estas limita&ccedil;&otilde;es parecem ser comuns a outros sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o (por exemplo, o <I>International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems </I>[ICD-10], WHO, 2004; <I>Diagnostic and Statistical Manual of Primary Care </I>[DSM-PC], <I>American Academy of Pediatrics </I>[AAP], 1996<I>; Diagnostic Classification</I>: 0 to 3 [DC:0-3], <I>Zero to Three/National Center for Clinical Infant Programs </I>(2005): Diagnostic Classification of Mental Health and Developmental Disorders of Infancy and Early Childhood, Revised (DC:0-3R). O ICD-10 (WHO, 2004), por exemplo, &eacute; um outro sistema classificativo da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de utilizado em muitos pa&iacute;ses. Embora os crit&eacute;rios do ICD-10 e da DSM-IV tenham vindo a aproximar-se ao longo dos anos, subsistem ainda algumas diferen&ccedil;as importantes: nomeadamente o facto de, no ICD-10, a PO n&atilde;o ser classificada como uma categoria distinta, mas sim como um subtipo de PC; e tamb&eacute;m o facto de a coocorr&ecirc;ncia de PC com a perturba&ccedil;&atilde;o hipercin&eacute;tica n&atilde;o ser considerada uma comorbilidade, mas antes um subtipo da perturba&ccedil;&atilde;o hipercin&eacute;tica, ao qual &eacute; atribu&iacute;da a designa&ccedil;&atilde;o &ldquo;perturba&ccedil;&atilde;o da conduta hipercin&eacute;tica&rdquo; (Matthys &amp; Lochman, 2010). </P >    <p>Assim, tamb&eacute;m a quest&atilde;o de se considerarem ou n&atilde;o a PO e a PC como entidades distintas tem sido alvo de grande discuss&atilde;o e contribu&iacute;do para as dificuldades no estabelecimento de um diagn&oacute;stico correto (Rockhill et al., 2006). Para alguns autores (por exemplo, Frick &amp; Silverthorn, 2001) a distin&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com base na severidade dos sintomas, considerando-se a PO um precursor para a emerg&ecirc;ncia posterior de uma PC. No entanto, estudos, como o de Maughan, Rowe, Messer, Goodman e Meltzer, em 2004, com uma amostra de 10.4385 jovens com uma m&eacute;dia de 15 anos de idade, conclu&iacute;ram que, utilizando os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico da DSM-IV, um n&uacute;mero significativo de crian&ccedil;as com PC n&atilde;o preenchia os crit&eacute;rios para o diagn&oacute;stico de PO. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recentemente, Frick e Viding (2009), numa revis&atilde;o acerca dos padr&otilde;es cr&oacute;nicos do comportamento antissocial focalizaram-se no debate sobre a exist&ecirc;ncia de duas poss&iacute;veis trajet&oacute;rias desenvolvimentais para estas perturba&ccedil;&otilde;es: (1) &ldquo;a trajet&oacute;ria de in&iacute;cio precoce&rdquo;, que surge com a emerg&ecirc;ncia na idade pr&eacute;-escolar de problemas de comportamento (por exemplo, desobedi&ecirc;ncia, gritar, bater), evolui em idade escolar para comportamentos agressivos e n&atilde;o agressivos (como mentir e roubar) e para sintomas mais graves na adolesc&ecirc;ncia (como viol&ecirc;ncia interpessoal e crimes contra a propriedade), alargando-se tamb&eacute;m os contextos em que os comportamentos disruptivos ocorrem (de casa para o jardim de inf&acirc;ncia, depois para o contexto escolar e finalmente para a comunidade mais alargada); e (2) &ldquo;a trajet&oacute;ria de in&iacute;cio tardio&rdquo;, em que os comportamentos disruptivos surgem apenas durante a adolesc&ecirc;ncia. </P >    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem mostrado que, nas crian&ccedil;as que apresentam comportamentos disruptivos e antissociais precocemente, a frequ&ecirc;ncia e a severidade das dificuldades comportamentais tendem a agravar-se ao longo do tempo, enquanto naquelas em que o aparecimento das dificuldades comportamentais acontece apenas na adolesc&ecirc;ncia o progn&oacute;stico parece ser mais favor&aacute;vel. Num estudo prospetivo, realizado por de Lahey e colaboradores (1995), com uma amostra de 171 rapazes com sintomas cl&iacute;nicos de perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento, utilizando entrevistas de diagn&oacute;stico estruturadas (para crian&ccedil;as, pais e professores) ao longo de 4 anos, verificou-se que cerca de 88% das crian&ccedil;as que preenchiam crit&eacute;rios para perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento no primeiro ano, preenchiam novamente crit&eacute;rios para diagn&oacute;stico desta perturba&ccedil;&atilde;o, pelo menos uma vez, nos tr&ecirc;s anos seguintes. Tamb&eacute;m Campbell, num estudo longitudinal realizado em 1994, no qual 112 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar com comportamentos considerados dif&iacute;ceis de lidar, foram avaliadas dois anos ap&oacute;s uma primeira avalia&ccedil;&atilde;o na linha de base (considerando relatos de m&atilde;es, pais e professores), concluiu que a emerg&ecirc;ncia de problemas de comportamento em idade pr&eacute;-escolar parece ser um fator preditor do desenvolvimento posterior de uma perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento na adolesc&ecirc;ncia e/ou adultez. Mais recentemente, Emond e colaboradores (2007), analisaram a compreens&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es sociais e os comportamentos dif&iacute;ceis em idade pr&eacute;-escolar enquanto preditores de POD, numa amostra com 1943 pr&eacute;-adolescentes, avaliados aos 12-13 anos de idade e aos 13-15 anos de idade e cujos pais preenchiam um question&aacute;rio relativo &agrave;s caracter&iacute;sticas dos filhos em idade pr&eacute;-escolar, tendo conclu&iacute;do que a exist&ecirc;ncia de comportamentos dif&iacute;ceis em idade pr&eacute;-escolar est&aacute; associada ao diagn&oacute;stico de POD na adolesc&ecirc;ncia, corroborando assim a hip&oacute;tese de existir uma continuidade de dificuldades comportamentais desde a idade pr&eacute;-escolar at&eacute; &agrave; adolesc&ecirc;ncia. </P >    <p>De acordo com uma revis&atilde;o feita por Dandreaux e Frick (2009), a trajet&oacute;ria de in&iacute;cio precoce est&aacute; associada a fatores de risco espec&iacute;ficos, designadamente, a d&eacute;fices neuropsicol&oacute;gicos e cognitivos e a caracter&iacute;sticas temperamentais como a impulsividade, d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o e problemas na regula&ccedil;&atilde;o emocional. Para al&eacute;m disso, estas crian&ccedil;as parecem ser oriundas de fam&iacute;lias mais conflituosas, inst&aacute;veis e com progenitores que utilizam pr&aacute;ticas educativas menos eficazes (Dandreaux &amp; Frick, 2009). </P >    <p>Para Lopes (2000), o que caracteriza a PO, parece ser, essencialmente, uma diferen&ccedil;a de &ldquo;n&iacute;vel&rdquo; e n&atilde;o de &ldquo;qualidade&rdquo; relativamente a comportamentos desenvolvimentalmente normais. No entanto, o prolongamento destes comportamentos muito para al&eacute;m da idade pr&eacute;-escolar torna-se preocupante, pois passa a inserir-se num padr&atilde;o recorrente de comportamentos negativistas, hostis e desafiadores, que podem rigidificar e tornar-se est&aacute;veis. Para Wakschlag et al. (2007) um ponto central na distin&ccedil;&atilde;o entre o &ldquo;mau comportamento&rdquo; normativo e o comportamento disruptivo &eacute; a sua interfer&ecirc;ncia nos diferentes contextos (por exemplo, contexto escolar e contexto familiar), havendo evid&ecirc;ncia desenvolvimental que quanto mais interferente &eacute; um determinado comportamento nos diferentes contextos de vida da crian&ccedil;a, mais persistentes se tornam os problemas (Campbell et al., 2000). </P >    <p>Apesar de os estudos n&atilde;o serem consensuais nem clarificarem acerca de qual o tipo de rela&ccedil;&atilde;o entre a PO e a PC, designadamente porque em muitas investiga&ccedil;&otilde;es estas perturba&ccedil;&otilde;es s&atilde;o estudadas conjuntamente, dificultando a compreens&atilde;o da sua rela&ccedil;&atilde;o (Munkvold, Ludervold, &amp; Manger, 2011), parece-nos ser importante salientar a ideia da exist&ecirc;ncia de uma escalada desenvolvimental na gravidade e frequ&ecirc;ncia dos comportamentos disruptivos. Para al&eacute;m disto, &eacute; tamb&eacute;m necess&aacute;rio ter em conta as diferentes trajet&oacute;rias que podem estar na sua origem, pois s&oacute; assim poderemos intervir precocemente interrompendo, t&atilde;o cedo quanto poss&iacute;vel, este ciclo de comportamentos negativos. Assim, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos que utilizem metodologias capazes de explorar a bidirecionalidade das rela&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a e o seu meio e analisar os poss&iacute;veis fatores moderadores que constituem risco para a emerg&ecirc;ncia deste tipo de perturba&ccedil;&atilde;o &eacute; uma necessidade, j&aacute; que s&oacute; assim poder&atilde;o ser desenhados planos de interven&ccedil;&atilde;o com impacto nos poss&iacute;veis fatores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o implicados nestas diferentes trajet&oacute;rias desenvolvimentais. </P >    <p>CARATERIZA&Ccedil;&Atilde;O DA PERTURBA&Ccedil;&Atilde;O DE OPOSI&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>A Perturba&ccedil;&atilde;o de Oposi&ccedil;&atilde;o em idade pr&eacute;-escolar &eacute; frequente, com os estudos americanos com amostras cl&iacute;nicas a indicarem preval&ecirc;ncias de cerca de 4 a 9% na popula&ccedil;&atilde;o em geral (Egger &amp; Angold, 2006). Em Portugal n&atilde;o temos conhecimento da exist&ecirc;ncia de estudos epidemiol&oacute;gicos publicados com refer&ecirc;ncia a esta faixa et&aacute;ria. Ao longo do desenvolvimento a <I>preval&ecirc;ncia </I>desta perturba&ccedil;&atilde;o tende a aumentar, com taxas de 6 a 12% nas crian&ccedil;as em idade escolar e at&eacute; 15% na adolesc&ecirc;ncia (Frick &amp; Silverthorn, 2001). Embora na inf&acirc;ncia pare&ccedil;a existir uma preval&ecirc;ncia superior no sexo masculino (duas a tr&ecirc;s vezes maior frequ&ecirc;ncia nos rapazes, especialmente quando s&atilde;o usados os relatos dos professores para o estabelecimento do diagn&oacute;stico) (Maughan et al., 2004), durante a adolesc&ecirc;ncia a propor&ccedil;&atilde;o torna-se aproximadamente igual (Silverthorn, 2001), existindo dados que evidenciam que as diferen&ccedil;as nas manifesta&ccedil;&otilde;es de comportamento agressivo de raparigas e rapazes s&atilde;o muito pequenas ou inexistentes, sobretudo na adolesc&ecirc;ncia (Angold &amp; Costello, 2003). Por outro lado, Munkvold et al. (2011), num estudo com uma amostra de 7.007 crian&ccedil;as entre os 7 e os 9 anos de idade, cujo objetivo era o de caracterizar as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero em crian&ccedil;as com sintomas de PO e a forma como estas se relacionam com padr&otilde;es de comorbilidade, destacam a ideia do &ldquo;paradoxo de g&eacute;nero da comorbilidade&rdquo;, explicando que embora em alguns estudos a preval&ecirc;ncia de comportamentos antissociais seja maior nos rapazes do que nas raparigas, o risco de ter perturba&ccedil;&otilde;es com&oacute;rbidas associadas &eacute; maior entre as raparigas. </P >    <p>Ainda relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, Kennan e Shaw (1997), numa revis&atilde;o da literatura citada por Maughan (2003), colocam duas hip&oacute;teses para estas diferen&ccedil;as na idade pr&eacute;-escolar: em primeiro lugar, o facto de as primeiras experi&ecirc;ncias de socializa&ccedil;&atilde;o serem diferentes para rapazes e raparigas, isto &eacute;, as m&atilde;es encorajam mais as filhas a manifestarem comportamentos pro-sociais e desencorajam comportamentos mais aparatosos ou de exibi&ccedil;&atilde;o, o que leva a que as raparigas tenham tend&ecirc;ncia a apresentar mais comportamentos de auto-controlo e a que, quando surgem problemas, eles sejam mais internalizados do que externalizados; em segundo lugar, o desenvolvimento cognitivo, socioemocional e biol&oacute;gico acontece mais rapidamente nas raparigas e funciona como um promotor de compet&ecirc;ncias para lidar com acontecimentos adversos, permitindo a utiliza&ccedil;&atilde;o de respostas mais adaptativas. </P >    <p>O <I>in&iacute;cio </I>da PO &eacute; tipicamente gradual e, tal como j&aacute; referimos, uma percentagem significativa de casos de PO evoluem para uma Perturba&ccedil;&atilde;o de Comportamento (APA, 1996), o que tem levado a um intenso debate sobre as fronteiras entre os dois diagn&oacute;sticos (Emond et al., 2007). </P >    <p>Quanto &agrave; <I>etiologia </I>da PO, esta tem sido concetualizada como multifatorial, estando envolvidos fatores gen&eacute;ticos e ambientais, tais como hist&oacute;ria familiar de perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, abuso de subst&acirc;ncias, pr&aacute;ticas educativas parentais permissivas e inconsistentes ou conflitos conjugais (Burke, Pardini, &amp; Loeber, 2008; McMahon, 2006). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <I>comorbilidade </I>da PO com outras perturba&ccedil;&otilde;es &eacute; muito frequente (Frick &amp; Silverthorn, 2001; Gardner &amp; Shaw, 2008): Perturba&ccedil;&atilde;o de Hiperatividade e D&eacute;fice de Aten&ccedil;&atilde;o (PHDA), Perturba&ccedil;&otilde;es Emocionais (Ansiedade e Depress&atilde;o), Perturba&ccedil;&otilde;es Espec&iacute;ficas da Aprendizagem e Perturba&ccedil;&otilde;es da Comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as mais comummente associadas &agrave; PO, assumindo assim grande import&acirc;ncia a realiza&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico diferencial cuidadoso. V&aacute;rios estudos t&ecirc;m mostrado que 25 a 50% das crian&ccedil;as com crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico para PO t&ecirc;m tamb&eacute;m crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico para outra ou outras perturba&ccedil;&otilde;es da DSM-IV, nomeadamente PHDA, e que esta associa&ccedil;&atilde;o se manifesta tanto em amostras da comunidade, como cl&iacute;nicas (Gadow, Sprafkin, &amp; Nolan, 2001). Maughan et al. (2004), por exemplo, num estudo realizado com uma amostra de 10.438 crian&ccedil;as (retirada do <I>British Mental Health Survey</I>, de 1999) conclu&iacute;ram ainda que esta comorbilidade entre a POD e a PHDA parece ser maior para as raparigas do que para os rapazes. </P >     <p>A coocorr&ecirc;ncia de sintomas internalizantes (por exemplo, PO combinada com sintomatologia depressiva ou ansi&oacute;gena) &eacute; muito frequente em idade pr&eacute;-escolar (Rockhill et al., 2006), o que poder&aacute; refletir o facto de os comportamentos opositivos e disruptivos poderem ser uma das primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade ou de outros processos relacionados com o humor. </P >    <p>FATORES DE RISCO  ASSOCIADOS &Agrave; EMERG&Ecirc;NCIA DA PERTURBA&Ccedil;&Atilde;O DE OPOSI&Ccedil;&Atilde;O  </P >    <p>V&aacute;rios modelos explicativos t&ecirc;m sido propostos para clarificar a etiologia dos problemas de comportamento. Destacaremos, pela sua atualidade, pertin&ecirc;ncia e capacidade integradora, o modelo da Psicopatologia do Desenvolvimento. Este modelo ajuda-nos a compreender as m&uacute;ltiplas trajet&oacute;rias desenvolvimentais que conduzem &agrave; emerg&ecirc;ncia de uma PO, indo ao encontro dos modelos ecol&oacute;gicos do desenvolvimento e abarcando as diferentes vari&aacute;veis (biol&oacute;gicas, familiares, contextuais) que poder&atilde;o constituir fatores de risco para o seu aparecimento. Para al&eacute;m disto, atrav&eacute;s da leitura transacional que faz deste processo (Sameroff, 2009), tendo em conta as caracter&iacute;sticas inatas da crian&ccedil;a (isto &eacute;, os fatores biol&oacute;gicos e temperamentais), o ambiente em que ela se desenvolve (caracter&iacute;sticas parentais e culturais) e a intera&ccedil;&atilde;o entre fatores inatos e ambientais, o modelo da Psicopatologia do Desenvolvimento permite-nos compreender o aparecimento de uma PO de uma forma din&acirc;mica e bidirecional (Campbell et al., 2000; Patterson, Reid, &amp; Dishion, 1992). </P >    <p>A Psicopatologia do Desenvolvimento considera que o comportamento infantil deve ser compreendido tendo sempre em aten&ccedil;&atilde;o que os mesmos resultados podem ser alcan&ccedil;ados atrav&eacute;s de diversas trajet&oacute;rias desenvolvimentais (princ&iacute;pio da multifinalidade) e que traject&oacute;rias semelhantes podem originar diversos resultados (princ&iacute;pio da equifinalidade) (Cicchetti &amp; Cohen, 1995). Estes princ&iacute;pios revelam-se &uacute;teis quando nos propomos analisar os fatores de prote&ccedil;&atilde;o e os fatores de risco na emerg&ecirc;ncia de uma PO, permitindo-nos olhar para a emerg&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o desta perturba&ccedil;&atilde;o de uma forma integrativa e ajudando-nos a centrar na compreens&atilde;o hol&iacute;stica de padr&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o e incompet&ecirc;ncia ao longo do desenvolvimento, incluindo os factores e mecanismos que protegem o indiv&iacute;duo de resultados mais desadaptativos, bem como aqueles que aumentam a sua vulnerabilidade &agrave; adversidade. </P >    <p>Na linha deste modelo, e indo ao encontro da investiga&ccedil;&atilde;o em torno dos problemas de comportamento, Campbell e colaboradores (2000), por exemplo, defendem que os problemas clinicamente significativos t&ecirc;m uma maior probabilidade de se tornarem evidentes quando a crian&ccedil;a os exibe numa constela&ccedil;&atilde;o de dificuldades que s&atilde;o relativamente frequentes e severas, em v&aacute;rios dom&iacute;nios do seu funcionamento (por exemplo, social e cognitivo), em diferentes contextos (familiar e escolar) e se manifestam junto de diferentes pessoas (pais, av&oacute;s, educadores). Para al&eacute;m disso, salientam que h&aacute; uma maior probabilidade destes problemas persistirem quando ocorrem num contexto familiar disfuncional, presumivelmente porque, quando sujeitos a n&iacute;veis mais elevados de stresse, os pais exibem pr&aacute;ticas educativas mais r&iacute;gidas ou inconsistentes que, por sua vez, amplificam as lutas de poder entre os progenitores e a crian&ccedil;a. </P >    <p>Estas conclus&otilde;es s&atilde;o corroboradas por investiga&ccedil;&otilde;es mais recentes (Muris &amp; Ollendick, 2005), que conclu&iacute;ram que a psicopatologia infantil, e designadamente, os problemas de comportamento, n&atilde;o s&atilde;o determinados apenas por um fator isolado, mas pela intera&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica de m&uacute;ltiplas vulnerabilidades e fatores protectores. Meunier e colaboradores (2011), num estudo recente realizado com uma amostra cl&iacute;nica de 119 crian&ccedil;as com idades entre os 3 e os 5 anos, verificaram que a emerg&ecirc;ncia de problemas de comportamento externalizante parece resultar da combina&ccedil;&atilde;o de diferentes factores, designadamente, pr&aacute;ticas educativas negativas, temperamento da crian&ccedil;a e rela&ccedil;&otilde;es com os irm&atilde;os. </P >    <p>Assim, e de acordo com os modelos ecol&oacute;gicos e desenvolvimentais que fundamentam a nossa abordagem das perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento, a trajet&oacute;ria (in)adaptativa de um indiv&iacute;duo, perante um dado acontecimento, pode ser influenciada, de forma positiva ou negativa, por diversos fatores e contextos nos quais os acontecimentos est&atilde;o inseridos. Em seguida, descreveremos de forma breve os diferentes fatores implicados na emerg&ecirc;ncia e desenvolvimento da PO, agrupandoos numa de tr&ecirc;s grandes categorias ou dom&iacute;nios de potencial vulnerabilidade (Shaw, Gilliom, Ingoldsby, &amp; Nagin, 2003): (1) fatores biol&oacute;gicos da crian&ccedil;a (incluindo o temperamento, os fatores neuroanat&oacute;micos e neuropsicol&oacute;gicos e os fatores gen&eacute;ticos); (2) fatores relacionais pais-crian&ccedil;a (incluindo processos de vincula&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas parentais); (3) fatores familiares e sociocontextuais. </P >    <p><I>Fatores biol&oacute;gicos da crian&ccedil;a </I></P >    <p>T&ecirc;m sido estudados v&aacute;rios fatores biol&oacute;gicos e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o comportamento externalizante. No entanto, as conclus&otilde;es dos diferentes estudos s&atilde;o ainda inconsistentes, n&atilde;o sendo totalmente claro at&eacute; que ponto alguns processos biol&oacute;gicos s&atilde;o causa ou efeito das perturba&ccedil;&otilde;es externalizantes. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas, a investiga&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares &eacute; ainda limitada, devido &agrave; falta de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o adequados para esta faixa et&aacute;ria e mais especifi camente no que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es executivas (Hill, 2003). Inicialmente, a investi ga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea focalizou-se no QI e nas capacidades lingu&iacute;sticas, com os estudos a evidenciarem que as crian&ccedil;as clinicamente referenciadas por comportamentos hiperativos ou comportamento dif&iacute;cil de controlar tinham pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas em medidas estandardizadas, quando comparadas com amostras de crian&ccedil;as normais (Speltz, DeKlyen, &amp; Greenberg, 1999; Spetlz, DeKlyen, Calderon, Greenberg, &amp; Fisher, 1999). Mais recentemente, Roskam, Kinoo e Nassogne (2007) citam alguns estudos que apontam para um pior desempenho em medidas de fun&ccedil;&otilde;es execu tivas em crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares com comportamentos externalizantes, nomeadamente de tipo hiperativo. </P >    <p>Quanto aos fatores gen&eacute;ticos, embora s&oacute; recentemente a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea tenha considerado de forma s&eacute;ria a possibilidade de as perturba&ccedil;&otilde;es externalizantes do comportamento poderem sofrer a influ&ecirc;ncia de determinados genes, revis&otilde;es da literatura (por exemplo, Simonoff, 2001) conclu&iacute;ram que genes espec&iacute;ficos se associam de forma significativa com as perturba&ccedil;&otilde;es disruptivas do comportamento havendo, contudo, evid&ecirc;ncia forte da intera&ccedil;&atilde;o gene-ambiente na determina&ccedil;&atilde;o destas perturba&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Ainda no &acirc;mbito dos factores biol&oacute;gicos, o temperamento representa o produto comportamental direto dos fatores gen&eacute;ticos e neurobiol&oacute;gicos. De um ponto de vista cl&iacute;nico, o temperamento &eacute; um conceito &uacute;til para descrever os padr&otilde;es de comportamento em crian&ccedil;as que s&atilde;o ainda muito pequenas para lhes ser feito um diagn&oacute;stico, mas que apresentam alguns sinais de risco, indicadores da possibilidade de virem a desenvolver uma perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento (Matthys &amp; Lochman, 2010). </P >    <p>Em 1968, Thomas e Chess, sublinharam a import&acirc;ncia da qualidade do ajustamento entre pais e crian&ccedil;a, referindo que os problemas de comportamento surgem quando n&atilde;o h&aacute; um bom ajustamento entre as caracter&iacute;sticas temperamentais da crian&ccedil;a e as pr&aacute;ticas educativas dos pais (cf. conceito de <I>goodness of fit</I>). Posteriormente, outros estudos (Roskam et al., 2007) t&ecirc;m mostrado que algumas caracter&iacute;sticas temperamentais funcionam como verdadeiros fatores de risco para a emerg&ecirc;ncia das perturba&ccedil;&otilde;es externalizantes do comportamento, independentemente desse ajustamento. Hill (2003), numa revis&atilde;o da literatura sobre esta quest&atilde;o, cita estudos que mostram que as crian&ccedil;as com maiores dificuldades de regula&ccedil;&atilde;o emocional t&ecirc;m uma probabilidade mais elevada de virem a desenvolver comportamentos de tipo externalizante. Tamb&eacute;m o <I>Australian Temperament Project </I>mostrou que crian&ccedil;as que aos 7-8 anos de idade exibiam comportamentos agressivos e hiperativos tinham manifestado caracter&iacute;sticas temperamentais descritas como dif&iacute;ceis j&aacute; aos 4-8 meses e que pioraram aos 32-36 meses de idade (Matthys &amp; Lochman, 2010). </P >    <p>Por &uacute;ltimo, Hill (2003) salienta que as complica&ccedil;&otilde;es ocorridas durante o parto constituem, igualmente, fatores de risco para o desenvolvimento de comportamentos antissociais, podendo estar associadas a outros poss&iacute;veis fatores de risco como a maternidade precoce, cuidados pr&eacute;natais pobres, baixas condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas ou consumos de &aacute;lcool, drogas ou tabaco durante a gravidez. Estas vari&aacute;veis, por sua vez, poder&atilde;o combinar-se com riscos subsequentes, tais como, parentalidade inconsistente ou hostil o que, aumenta a probabilidade de comportamentos disruptivos nas crian&ccedil;as. </P >    <p>Em s&iacute;ntese, os fatores biol&oacute;gicos, considerados por Roskam e colaboradores (2007, p. 2) como as &ldquo;predisposi&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas do comportamento&rdquo;, desempenham um papel importante na etiologia das perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento externalizante, embora n&atilde;o haja ainda consenso na literatura relativamente &agrave; forma como a sua influ&ecirc;ncia se exerce. </P >    <p><I>Fatores relacionais pais-crian&ccedil;a </I></P >    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da Psicopatologia do Desenvolvimento tem demonstrado a import&acirc;ncia dos processos de vincula&ccedil;&atilde;o na etiologia dos problemas de comportamento externalizante (Roskam, Meunier, &amp; Steivenart, 2011) e o conceito de modelo interno din&acirc;mico parece ajudar a explicar a continuidade desenvolvimental que existe nessas perturba&ccedil;&otilde;es (DeKlyen &amp; Speltz, 2003). Tal como referem Maia, Ver&iacute;ssimo, Ferreira, Silva e Antunes (2012), estes modelos s&atilde;o constru&iacute;dos activamente pela crian&ccedil;a, no contexto de experi&ecirc;ncias interactivas que come&ccedil;am durante o primeiro ano de vida e que s&atilde;o repetidas praticamente de forma di&aacute;ria durante a inf&acirc;ncia. </P >    <p>A teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o tem procurado explicar de que forma as rela&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a estabelece precocemente com os seus cuidadores poder&atilde;o moldar as suas expetativas acerca dos outros e a sua forma de lidar com os problemas. At&eacute; ao final do primeiro ano de vida da crian&ccedil;a, o sistema de vincula&ccedil;&atilde;o entre esta e os seus cuidadores est&aacute; estabelecido, podendo um dos seguintes quatro padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o emergir, reflectindo a hist&oacute;ria das interac&ccedil;&otilde;es precoces da crian&ccedil;a com estes cuidadores: um padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o seguro; dois padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o inseguros (evitante ou ambivalente); e um padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o desorganizado (Ainsworth, Blehar, Waters, &amp; Wall, 1978). A figura de vincula&ccedil;&atilde;o serve &agrave; crian&ccedil;a como uma base segura para a explora&ccedil;&atilde;o do ambiente circundante, facilitando-lhe o dom&iacute;nio do seu mundo f&iacute;sico e social. Para al&eacute;m disto, o estabelecimento de uma vincula&ccedil;&atilde;o segura est&aacute; tamb&eacute;m associado a um funcionamento social mais adaptado (Ver&iacute;ssimo, Fernandes, Santo, Vaughn, &amp; Bost, 2011). </P >    <p>De uma forma geral, a investiga&ccedil;&atilde;o sugere que um padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o insegura, conjuntamente com a viv&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de adversidade no contexto familiar, pode contribuir para o aparecimento de problemas de comportamento. Sroufe, Egeland e Kreutzer (1990), por exemplo, num estudo de <I>follow-up </I>com crian&ccedil;as em idade escolar, reportaram que crian&ccedil;as de alto-risco, com padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o inseguros t&ecirc;m uma maior probabilidade de desenvolver m&aacute;s rela&ccedil;&otilde;es com os pares e sintomas de agressividade e depress&atilde;o. Tamb&eacute;m Shaw, Owens, Vondra, Keenan e Winslow (1996), num estudo com uma amostra de alto risco, verificaram que uma vincula&ccedil;&atilde;o insegura era preditora de problemas de comportamento aos tr&ecirc;s e cinco anos de idade. Mais recentemente, Roskam e colaboradores (2011), numa amostra cl&iacute;nica de 117 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, conclu&iacute;ram que a vincula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a ao cuidador principal constitu&iacute;a um importante mediador entre as pr&aacute;ticas educativas e os problemas de tipo externalizante. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DeKlyen e Speltz (2003) prop&otilde;em diferentes vias atrav&eacute;s das quais os processos de vincula&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o estar relacionados com o desenvolvimento daqueles problemas. Em primeiro lugar, as crian&ccedil;as que experienciam uma vincula&ccedil;&atilde;o insegura parecem ter uma maior probabilidade de desenvolver representa&ccedil;&otilde;es cognitivas negativas das rela&ccedil;&otilde;es que, por sua vez, enviesam as suas percep&ccedil;&otilde;es e influenciam as suas cogni&ccedil;&otilde;es sociais. Ao desenvolverem modelos internos din&acirc;micos caraterizados pela desconfian&ccedil;a, raiva, medo e ansiedade, fazem mais enviesamentos de atribui&ccedil;&otilde;es hostis e reagem de forma mais agressiva (Dodge, 1991). Em segundo lugar, a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o insegura pode conduzir a uma menor motiva&ccedil;&atilde;o para as intera&ccedil;&otilde;es sociais, afetando adversamente a prontid&atilde;o para obedecer aos pais ou a outros cuidadores. Maccoby e Martin (1983) referem que intera&ccedil;&otilde;es calorosas e a responsividade materna criam a base para a obedi&ecirc;ncia e a internaliza&ccedil;&atilde;o dos limites. Na aus&ecirc;ncia destes dois elementos, o exerc&iacute;cio da disciplina torna-se tamb&eacute;m mais dif&iacute;cil, possivelmente porque a crian&ccedil;a est&aacute; menos preocupada em agradar aos pais, n&atilde;o reconhece os benef&iacute;cios de uma rela&ccedil;&atilde;o de reciprocidade e n&atilde;o internaliza os valores de um cuidador que a rejeita e n&atilde;o refor&ccedil;a. A Perturba&ccedil;&atilde;o de Comportamento poder&aacute; surgir como resultado &uacute;ltimo deste tipo de rela&ccedil;&atilde;o. Em terceiro lugar, os comportamentos externalizantes, como as birras ou a desobedi&ecirc;ncia podem, para algumas crian&ccedil;as, ter uma &ldquo;fun&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, regulando a proximidade e a disponibilidade parentais quando estas s&atilde;o dif&iacute;ceis de obter. Por&eacute;m, embora tenham, inicialmente, uma fun&ccedil;&atilde;o adaptativa, estes esfor&ccedil;os poder&atilde;o contribuir tamb&eacute;m para o desenvolvimento de intera&ccedil;&otilde;es familiares negativas, aumentando a probabilidade da emerg&ecirc;ncia de uma perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento. Em quarto e &uacute;ltimo lugar, as perturba&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; desregula&ccedil;&atilde;o emocional (como &eacute; o caso da PO), podem dever-se, em parte, a uma perturba&ccedil;&atilde;o na capacidade de tolerar e lidar com afetos fortes. De facto, a crian&ccedil;a aprende a regular as suas emo&ccedil;&otilde;es na sua intera&ccedil;&atilde;o precoce com os pais: um cuidador intrusivo ou insens&iacute;vel poder&aacute; n&atilde;o permitir que a crian&ccedil;a module a estimula&ccedil;&atilde;o e um cuidador n&atilde;o responsivo n&atilde;o a ajudar&aacute; a alcan&ccedil;ar os n&iacute;veis desejados de ativa&ccedil;&atilde;o. Em ambos os casos, a crian&ccedil;a poder&aacute; aprender um conjunto r&iacute;gido e restrito de regras para se relacionar com os outros. Cabe, assim, aos pais o papel de ajudar a crian&ccedil;a a regular de forma eficaz as suas emo&ccedil;&otilde;es em momentos de stresse. </P >    <p>Embora pare&ccedil;a existir uma associa&ccedil;&atilde;o entre o comportamento externalizante da crian&ccedil;a e um padr&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o inseguro, as conclus&otilde;es dos estudos relativos &agrave; exist&ecirc;ncia desta rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o ainda muito claras. Note-se que, sendo este um dos caminhos poss&iacute;veis conducentes &agrave; emerg&ecirc;ncia precoce dos problemas de comportamento, torna-se necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos, que clarifiquem os mecanismos espec&iacute;ficos que contribuem para esta associa&ccedil;&atilde;o (Roskam et al., 2011). </P >    <p>Tamb&eacute;m as pr&aacute;ticas educativas parentais ineficazes t&ecirc;m sido alvo de v&aacute;rios estudos, j&aacute; que estas parecem ser um dos principais fatores etiol&oacute;gicos para o desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o dos comportamentos agressivos das crian&ccedil;as, na medida em que podem interagir com os comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o, originando, assim, ciclos de comportamentos coercivos entre pais e filhos (Patterson et al., 1992). De facto, a rela&ccedil;&atilde;o entre o comportamento parental e os problemas de comportamento das crian&ccedil;as &eacute; din&acirc;mica e rec&iacute;proca e o modelo coercivo de Patterson (2002) ilustra bem a forma como o comportamento da crian&ccedil;a pode modificar o comportamento dos pais de forma inadaptativa, levando-os a utilizar estrat&eacute;gias disciplinares r&iacute;gidas, negativas e inconsistentes, que acabam por refor&ccedil;ar e manter o comportamento da crian&ccedil;a. Paralelamente, ao estarem focalizados nos comportamentos negativos, os pais n&atilde;o refor&ccedil;am e/ou ignoram os comportamentos pro-sociais dos seus filhos, levando &agrave; sua extin&ccedil;&atilde;o e &agrave; aus&ecirc;ncia de treino destas compet&ecirc;ncias (Patterson et al., 1992). </P >     <p>V&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es (algumas delas envolvendo a observa&ccedil;&atilde;o direta das intera&ccedil;&otilde;es pais-filhos em casa ou em contexto laboratorial) t&ecirc;m identificado diferentes processos parentais relacionados com a agressividade infantil (Patterson, 2002; Reid, Patterson, &amp; Snyder, 2002), designadamente: (1) parentalidade n&atilde;o responsiva no primeiro ano de vida, com falta de consist&ecirc;ncia e de aten&ccedil;&atilde;o adequadas &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a; (2) ciclos de escalada coerciva de pr&aacute;ticas parentais r&iacute;gidas e desobedi&ecirc;ncia infantil, com in&iacute;cio nos primeiros anos de vida da crian&ccedil;a, especialmente em crian&ccedil;as com temperamento mais dif&iacute;cil; (3) utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educativas r&iacute;gidas e inconsistentes; (4) utiliza&ccedil;&atilde;o de ordens pouco claras; (5) falta de afeto positivo; e (6) falta de supervis&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o parental &agrave; medida que a crian&ccedil;a se aproxima da adolesc&ecirc;ncia. </P >     <p>Para al&eacute;m destes processos, as pr&aacute;ticas parentais positivas (como as trocas sociais positivas, monitoriza&ccedil;&atilde;o das atividades da crian&ccedil;a, manifesta&ccedil;&otilde;es de afeto por parte dos pais) s&atilde;o tamb&eacute;m importantes. Gardner, Shaw, Dishion, Supplee e Burton, por exemplo, num estudo aleat&oacute;rio publicado em 2007, realizado com 120 fam&iacute;lias de crian&ccedil;as com 2 anos de idade, conclu&iacute;ram que ap&oacute;s uma interven&ccedil;&atilde;o parental breve focalizada na promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas parentais positivas, houve um aumento de pr&aacute;ticas positivas no grupo de interven&ccedil;&atilde;o e que este estava correlacionado com a diminui&ccedil;&atilde;o de comportamentos negativos na crian&ccedil;a. Esta e outras investiga&ccedil;&otilde;es (por exemplo, Smith, Landry, &amp; Swank, 2000) evidenciam que a aus&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas parentais positivas poder&aacute; ser t&atilde;o importante na etiologia dos comportamentos externalizantes como a presen&ccedil;a de ciclos coercivos e encontra-se negativamente correlacionada com os problemas de comportamento infantil. Por outro lado, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre comportamentos parentais muito r&iacute;gidos ou abusivos, pouco consistentes e onde a presen&ccedil;a de refor&ccedil;os pelo comportamento positivo &eacute; escassa, sugere que este tipo de pr&aacute;ticas aumenta de forma significativa o risco das crian&ccedil;as virem a desenvolver uma perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento (Burke, Loeber, &amp; Birmaher, 2004). </P >    <p>Concluindo, sabemos hoje que os fatores relacionais pais-crian&ccedil;a t&ecirc;m um importante papel na etiologia das perturba&ccedil;&otilde;es externalizantes do comportamento e que os sintomas precoces de comportamentos externalizantes coevoluem com pr&aacute;ticas parentais disfuncionais, exercendo uma influ&ecirc;ncia m&uacute;tua. Contudo, tem tamb&eacute;m sido demonstrado que as crian&ccedil;as que precocemente manifestem problemas comportamentais poder&atilde;o ultrapassar as suas dificuldades no contexto de um bom funcionamento familiar, o qual parece servir como um modelo positivo e permitir o exerc&iacute;cio de uma parentalidade menos coerciva e mais positiva (Campbell et al., 2000). Estes dados salientam, uma vez mais, a import&acirc;ncia de orientarmos o trabalho cl&iacute;nico para os pais, promovendo estrat&eacute;gias de parentalidade positiva e sublinhando a necessidade de intervirmos precocemente com fam&iacute;lias com pr&aacute;ticas educativas disfuncionais e comportamentos de risco. </P >    <p><I>Fatores familiares e sociocontextuais </I></P >     <p>O modelo transacional de Sameroff (2009) postula que o desenvolvimento da crian&ccedil;a &eacute; o resultado da intera&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica e cont&iacute;nua entre esta e as experi&ecirc;ncias proporcionadas pelo(s) seu(s) contexto(s) sociais, sendo esta influ&ecirc;ncia, bidirecional. H&aacute; cada vez mais dados que mostram o papel importante que os fatores de risco familiar desempenham no aparecimento precoce (e consequente progress&atilde;o) dos problemas de comportamento (McMahon, 2006). Shaw e colaboradores (2003), num estudo com 284 rapazes com idades entre os 2 e os 8 anos, oriundos de fam&iacute;lias de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, conclu&iacute;ram que o contexto familiar e social e, nomeadamente, o n&uacute;mero de acontecimentos de stresse que a fam&iacute;lia vivencia ou vivenciou, pode afetar a capacidade dos pais para dar &agrave;s crian&ccedil;as os cuidados de que elas necessitam, contribuindo assim para a emerg&ecirc;ncia e persist&ecirc;ncia dos problemas de comportamento. Conclus&otilde;es semelhantes foram tamb&eacute;m reportadas por Goldstein e colaboradores (2007), num estudo que examinou diferentes factores de stresse familiar numa amostra de 278 crian&ccedil;as com 3 anos de idade e tr&ecirc;s tipos de situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica: hiperactividade; hiperactividade com perturba&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&atilde;o associada; e crian&ccedil;as sem qualquer tipo de problema. Os autores conclu&iacute;ram que crian&ccedil;as com diagn&oacute;stico de PHDA e de PHDA com PO associada apresentam n&iacute;veis mais elevados de stresse familiar, quando comparadas com crian&ccedil;as sem problemas. </P >     <p>O stresse familiar &eacute;, independentemente desse ajustamento, habitualmente, ocasionado por fatores como as caracter&iacute;sticas parentais (escassas habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica, consumo de subst&acirc;ncias, criminalidade), o funcionamento familiar (rela&ccedil;&atilde;o conjugal, viol&ecirc;ncia familiar) e condi&ccedil;&otilde;es ambientais (pobreza, agregados familiares muito numerosos, zonas residenciais violentas). Outros fatores ecol&oacute;gicos de grande import&acirc;ncia s&atilde;o as rea&ccedil;&otilde;es de stresse familiar aos acontecimentos de vida adversos, designadamente, o desemprego, o div&oacute;rcio e a escassez de suporte social dispon&iacute;vel e utilizado pela fam&iacute;lia (Patterson, Debaryshe, &amp; Ramsey, 1989; Rockhill et al., 2006). &Eacute; a combina&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos fatores de risco que cria as condi&ccedil;&otilde;es para a exist&ecirc;ncia de problemas de comportamento persistentes. </P >    <p>Importantes tamb&eacute;m, &agrave; medida que o contexto ecol&oacute;gico da crian&ccedil;a se expande, s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es com os pares (Campbell et al., 2000), na medida em que v&aacute;rios aspetos destas rela&ccedil;&otilde;es parecem influenciar o desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o das dificuldades da crian&ccedil;a com problemas do comportamento externalizante. Diversos estudos t&ecirc;m mostrado que crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es mais conflituosas com os pares do que crian&ccedil;as da popula&ccedil;&atilde;o em geral (Matthys &amp; Lochman, 2010), apresentando mais dificuldades em neutralizar os conflitos quando estes est&atilde;o ainda no in&iacute;cio e exibindo menos comportamentos pro-sociais em rea&ccedil;&atilde;o a comportamentos antissociais por parte dos pares normais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pardini, Barry, Barth, Lochman e Wells (2006), por exemplo, num estudo com uma amostra de 213 jovens classificados como exibindo problemas de comportamento, reportam que os jovens percebidos de forma menos favor&aacute;vel pelos seus pares t&ecirc;m um maior n&uacute;mero de problemas de comportamento. </P >    <p>Podemos, assim, concluir que as crian&ccedil;as com perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento t&ecirc;m maior risco de serem rejeitadas pelos pares, podendo a afilia&ccedil;&atilde;o destas crian&ccedil;as a outras crian&ccedil;as com dificuldades comportamentais semelhantes rigidificar o seu comportamento e papel sociais. </P >    <p>Apesar do elevado n&uacute;mero de estudos que analisam o papel que os fatores de risco familiar desempenham no aparecimento dos problemas de comportamento, importa salientar que este efeito n&atilde;o pode ser analisado de forma unidirecional, exigindo uma an&aacute;lise mais complexa do modo como tamb&eacute;m os pr&oacute;prios comportamentos da crian&ccedil;a contribuem, desde cedo, para a regula&ccedil;&atilde;o da sua intera&ccedil;&atilde;o com os outros (Maughan, 2003). De facto, e tal como j&aacute; foi referido, modelos como o de Patterson (2002) mostram que a intera&ccedil;&atilde;o pais-filhos &eacute; um processo bidirecional, em que ambos os elementos da d&iacute;ade despoletam, atrav&eacute;s dos seus comportamentos, rea&ccedil;&otilde;es de maior ou menor hostilidade no outro, potenciando o ciclo coercivo j&aacute; acima descrito. Este padr&atilde;o de intera&ccedil;&atilde;o negativo entre pais-filhos poder&aacute; ser replicado noutros contextos de vida da crian&ccedil;a, tais como a escola ou a rela&ccedil;&atilde;o com pares, o que contribuir&aacute; tamb&eacute;m para a emerg&ecirc;ncia e/ou manuten&ccedil;&atilde;o das dificuldades comportamentais da crian&ccedil;a. </P >    <p>Em resumo, o comportamento das crian&ccedil;as &eacute; tamb&eacute;m (embora n&atilde;o s&oacute;) o resultado dos seus fatores contextuais, pelo que a interven&ccedil;&atilde;o nos problemas de tipo externalizante implica necessariamente uma interven&ccedil;&atilde;o nos diferentes contextos em que a crian&ccedil;a se insere. </P >    <p>CONCLUS&Otilde;ES E DIRE&Ccedil;&Otilde;ES FUTURAS </P >    <p>A compreens&atilde;o da forma como os diferentes fatores de risco (biol&oacute;gicos, relacionais, sociais) est&atilde;o implicados na emerg&ecirc;ncia precoce dos problemas de comportamento &eacute; um dos grandes desafios da Psicopatologia do Desenvolvimento. </P >    <p>A lista de potenciais fatores etiol&oacute;gicos ou de risco para as Perturba&ccedil;&otilde;es Externalizantes do Comportamento &eacute; extensa e heterog&eacute;nea, abrangendo desde fatores gen&eacute;ticos at&eacute; &agrave;s caracter&iacute;sticas do bairro em que a crian&ccedil;a reside. A maior parte dos estudos t&ecirc;m analisado estes fatores isoladamente. No entanto, &eacute; pouco prov&aacute;vel que cada um deles, de forma singular seja suficiente para despoletar uma PO ou outras perturba&ccedil;&otilde;es de tipo externalizante, pois a emerg&ecirc;ncia destas perturba&ccedil;&otilde;es parece estar relacionada sobretudo com a combina&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios fatores de risco (Greenberg, Speltz, DeKlyen, &amp; Jones, 2001). Assim, e embora existam v&aacute;rios modelos multifatoriais para explicar os problemas externalizantes (Roskam et al., 2007; Shaw et al., 2003; Wakschlag et al., 2007), n&atilde;o h&aacute; ainda muitos estudos que tenham testado a signific&acirc;ncia concorrente ou preditiva destes modelos (Rockhill et al., 2006). </P >     <p>De acordo com a revis&atilde;o da literatura realizada, podemos concluir que as perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento, em geral, e a PO, em particular, s&atilde;o claramente multideterminadas, pelo que a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea deve abarcar este fen&oacute;meno em toda a sua complexidade, contribuindo para o desenvolvimento de modelos de classifica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica baseados em mecanismos etiol&oacute;gicos espec&iacute;ficos, tais como o temperamento, a vulnerabilidade gen&eacute;tica, as intera&ccedil;&otilde;es genes-ambiente e as tipologias das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos. Neste sentido, os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico da DSM IV devem ser refinados, de modo a incorporarem par&acirc;metros e construtos desenvolvimentalmente sens&iacute;veis, e a terem tamb&eacute;m em considera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;veis parentais e familiares (Evangelista &amp; McLellan, 2004). </P >     <p>Ainda relativamente &agrave;s quest&otilde;es do diagn&oacute;stico e classifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; fundamental que sejam desenvolvidas metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o estandardizadas, designadamente entrevistas de diagn&oacute;stico para a idade pr&eacute;-escolar, mas tamb&eacute;m metodologias de observa&ccedil;&atilde;o que nos permitam captar as caracter&iacute;sticas qualitativas que permitem distinguir um comportamento t&iacute;pico de um at&iacute;pico (Keenan &amp; Wakschlag, 2002; Wakschlag et al., 2007). Para al&eacute;m disso, torna-se necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos sobre a PO enquanto construto cl&iacute;nico independente da PC para, desta forma, ser poss&iacute;vel investigar e compreender as suas caracter&iacute;sticas distintivas (Munkvold et al., 2011). </P >    <p>Tamb&eacute;m &eacute; importante analisar detalhadamente as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, uma vez que muitos dos estudos realizados assentam em amostras maioritariamente constitu&iacute;das por rapazes (Dandreaux &amp; Frick, 2009; Wilens et al., 2002). Assim, &eacute; relevante avaliar se o padr&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis &eacute; o mesmo para rapazes e raparigas e se as raparigas do grupo de risco t&ecirc;m uma maior probabilidade de serem agressivas e impulsivas em idade pr&eacute;-escolar, mas, posteriormente, de se tornarem mais ansiosas e depressivas (Campbell et al., 2000). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave;s metodologias de estudo deste fen&oacute;meno, torna-se necess&aacute;rio proceder a mais estudos longitudinais de crian&ccedil;as em risco, da inf&acirc;ncia at&eacute; &agrave; adolesc&ecirc;ncia, estudos estes que dever&atilde;o englobar crian&ccedil;as cujos fatores de risco se manifestem a n&iacute;veis t&atilde;o diferentes como as caracter&iacute;s ticas pessoais, pr&aacute;ticas parentais de risco, funcionamento familiar pobre e risco sociodemogr&aacute;fico (Campbell et al., 2000). Uma melhor compreens&atilde;o dos fatores protetores, vari&aacute;veis pessoais e ambientais que contribuem para aumentar a resili&ecirc;ncia das crian&ccedil;as face a acontecimentos e/ou contextos adversos, ser&aacute; tamb&eacute;m &uacute;til para o desenvolvimento de programas de interven&ccedil;&atilde;o mais adequados, direcionados para a diminui&ccedil;&atilde;o dos fatores de risco e incremento dos fatores protetores (Frick &amp; Viding, 2009). Neste sentido, estudos longitudinais futuros dever&atilde;o dar maior relev&acirc;ncia aos fatores que distinguem as crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar que acabam por ultrapassar os seus problemas de comportamento disruptivo daquelas nas quais o comportamento persiste, bem como ao estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre a POD precoce e a emerg&ecirc;ncia de psicopatologia no futuro. Tal como sugere Maughan (2003), os estudos longitudinais dever&atilde;o explorar, de forma prospectiva, os potenciais fatores de risco antes da manifesta&ccedil;&atilde;o dos sintomas na crian&ccedil;a, pois s&oacute; assim poder&atilde;o ultrapassar-se as meras evid&ecirc;ncias correlacionais para as quais a maioria dos estudos aponta. </P >    <p>Para al&eacute;m disto, dever&aacute; privilegiar-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de modelos desenvolvimentais sens&iacute;veis ao risco ambiental (Costello &amp; Angold, 1993), de modo a poderem ser tidos em conta os potenciais fatores de risco ambiental que v&atilde;o surgindo ao longo do desenvolvimento da crian&ccedil;a e o impacto que estes t&ecirc;m nos diferentes est&aacute;dios do desenvolvimento infantil. </P >    <p>Por &uacute;ltimo, e relativamente &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica decorrentes da investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, consideramos ser urgente apostar em interven&ccedil;&otilde;es que possibilitem um desenvolvimento equilibrado em crian&ccedil;as que apresentam j&aacute; alguns fatores de risco (Emond et al., 2007; Evangelista &amp; McLellan, 2004; Frick &amp; Viding, 2009). De uma forma bastante saliente, a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea p&otilde;e em evid&ecirc;ncia a preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoces em crian&ccedil;as com problemas de comportamento como vias preferenciais para a preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos antissociais e agressivos mais graves no futuro (Gardner et al., 2007; Hutchings, Bywater, &amp; Daley, 2007; Webster-Stratton &amp; Reid, 2010). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Ainsworth, M., Blehar, M., Waters, E., &amp; Wall, S. (1978). <I>Patterns of Attachment</I>. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201300010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>American Academy of Pediatrics (AAP). (1996). <I>The classification of child and adolescent mental diagnoses in primary care. Diagnostic and statistical manual for primary care (DSM-PC), child and adolescent version. </I>Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201300010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>American Psychiatric Association (APA). (1996). <I>Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais </I>(4&ordf; ed.). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201300010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Angold, A., &amp; Costello J. (1996). Toward establishing an empirical basis for the diagnosis of oppositional defiant disorder. <I>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry</I>, <I>35, </I>1205-1212. doi:10.1097/00004583-199609000-00018 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Angold, A., &amp; Costello, J. (2003). The epidemiology of disorders of conduct: Nosological issues and comorbidity. In J. Hill &amp; B. Maughan (Eds.), <I>Conduct disorders in childhood and adolescence </I>(pp. 126-168). Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201300010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Biederman, J., Petty, C., Hughes, S., Mick, E., Monuteaux, M., &amp; Faraone, S. (2008). The long-term longitudinal course of oppositional defiant disorder and conduct disorder in ADHD boys: Findings from a controlled 10year prospective longitudinal follow-up study. <I>Psychological Medicine, 38</I>, 1027-1036. doi:10.1017/ S0033291707002668 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201300010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Burke, J., Loeber, R., &amp; Birmaher, B. (2004). Oppositional defiant disorder and conduct disorder: A review of the past 10 years, Part II. <I>The Journal of Lifelong Learning in Psychiatry, 4</I>, 558-576. doi:10.1097/ 00004583-199609000-00018 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Burke, J., Pardini, D., &amp; Loeber, R. (2008). Reciprocal relationships between parenting behavior and disruptive psychopathology from childhood through adolescence. <I>Journal of Abnormal Child Psychology</I><I>, 36</I>, 679-692. doi: 10.1007/s10802-008-9219-7 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201300010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Campbell, S. (1994). Hard-to-manage preschool boys: Externalizing behavior, social competence, and family context at two-year follow-up. <I>Journal of Abnormal Child Psychology</I><I>, 2</I>, 147-166. doi:10.1007/BF02167897 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Campbell, S., Shaw, D., &amp; Gilliom, M. (2000). Externalizing behavior problems: Toddlers and preschoolers at risk for later maladjustment. <I>Development and Psychopathology</I>, <I>12, </I>467-488. doi:10.1017/S0954579400003114 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201300010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cichetti, D., &amp; Cohen, D. (1995). <I>Developmental psychopathology. </I>New York: John Wiley and Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Costello, E., &amp; Angold, A. (1993). Toward a developmental epidemiology of the disruptive behaviour disorders. <I>Development and Psychopathology, 5, </I>91-101. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S0954579400004284" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S0954579400004284</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201300010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Costin, J., Lichte, C., Hill-Smith, A., Vance, A., &amp; Luk, E. (2004). Parent group treatments for children with oppositional defiant disorder. <I>Australian e-Journal for the advancement of mental health, 3, </I>1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dandreaux, D., &amp; Frick, P. (2009). Developmental pathways to conduct problems: A further test of the childhood and adolescent onset distinction. <I>Journal of Abnormal Child Psychology</I><I>, 37, </I>375-385. doi:10.1007/s10802008-9261-5 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>DeKlyen, M., &amp; Speltz, M. (2003). Attachment and conduct disorder. In J. Hill &amp; B. Maughan (Eds.), <I>Conduct disorders in childhood and adolescence </I>(pp. 320-345). Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dodge, K. (1991). The structure and function of reactive and proactive aggression. In D. J. Pepler &amp; K. H. Rubin (Eds.), <I>The development and treatment of childhood aggr</I><I>ession </I>(pp. 201-18). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Egger, H. E., &amp; Angold, A. (2006). Common emotional and behavioural disorders in preschool children: Presentation, nosology, and epidemiology. <I>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 47</I>, 313-337. doi:10.1111/j.1469-7610.2006.01618 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Emond, A., Ormel, J., Veenstra, R., &amp; Oldehinkel, A. (2007). Preschool behavioral and social-cognitive problems as predictors of (pre) adolescent disruptive behavior. <I>Child Psychiatry Human Development, 38</I>, 221-236. doi:10.1007/s10578-007-0058-5 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201300010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Evangelista, N., &amp; McLellan, M. (2004). The zero to three diagnostic system: A framework for considering emotional and behavioral problems in young children. <I>School Psychology Review, 33, </I>159-173. Retirado de: <a href="http://www.nasponline.org/publications/spr/pdf/spr331evangelista.pdf" target="_blank">www.nasponline.org/publications/spr/pdf/spr331evangelista.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Frick, P., &amp; Silverthorn, P. (2001). Psychopathology in children and adolescents. In H. Adams (Ed.), <I>Comprehensive handbook of psychopathology </I>(pp. 879-919). New York: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Frick, P., &amp; Viding, E. (2009). Antissocial behaviour from a developmental psychopathology perspective. <I>Development and Psychopathology, 21</I>, 1111-1131. doi:10.1017/S0954579409990071 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gadow, K. D., Sprafkin, J., &amp; Nolan, E. (2001). DSM-IV symptoms in community and clinic preschool children. <I>Journal of the American </I><I>Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 40</I>, 1383-1392. doi:10.1097/ 00004583-200112000-00008 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201300010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gardner, F., &amp; Shaw, D. (2008). Behavioral problems of infancy and preschool children (0-5). In M. Rutter, D. Bishop, D. Pine, S. Scott, J. Stevenson, E. Taylor, &amp; A. Thapar (Eds.), <I>Rutter&rsquo;s child and adolescent psychiatry </I>(pp. 882-893). Blackwell Publishing. </P >    <!-- ref --><p>Gardner, F., Shaw, D., Dishion, T., Supplee, L., &amp; Burton, J. (2007). Randomized prevention trial for early conduct problems: Effects on proactive parenting and links to toddler disruptive behavior. <I>Journal of Family Psychology, 21</I>, 398-406<I>. </I>doi:10.1037/0893-3200.21.3.398 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201300010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gaspar, M. (2004). Educa&ccedil;&atilde;o parental e educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar: Uma parceria a construir, um projeto s&oacute;cioeducativo a investir. <I>Revista Portuguesa de Pedagogia, 1-3</I>, 255-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201300010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, M., Speltz, M., DeKlyen, M., &amp; Jones, K. (2001). Correlates of clinical referral for early conduct problems: Variable and person oriented approaches. <I>Development and Psychopathology, 13</I>, 255-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Goldstein, L., Harvey, E., Friedman-Weieneth, J., Pierce,C., Tellert, A., &amp; Sippel, J. (2007). Examining subtypes of behavior problems among 3 year old children, Part II: Investigating differences in parent psychopathology, couple conflict and other family stressors. <I>Journal of Abnormal Child Psychology</I>, <I>35</I>, 111-123. doi:10.1007/s10802-006-9088-x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201300010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hill, J. (2003). Biosocial influences on antissocial behaviours in childhood and adolescence. In J. Hill &amp; B. Maughan (Eds.), <I>Conduct disorders in childhood and adolescence </I>(pp. 103-125). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201300010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hutchings, J., Bywater, T., &amp; Daley, D. (2007). Early prevention of conduct disorder: How and why did the North West Wales Sure Start study work? <I>Journal of Children Services, 2</I>, 4-14. doi:10.1108/17466660200700012 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hutchings, J., Bywater, T., Davies, C., &amp; Whitaker, C. (2006). Do crime rates predict the outcome of parenting programmes for parents of &ldquo;high-risk&rdquo; preschool children? <I>Educational &amp; Child Psychology, 23</I>, 15-23. </P >    <!-- ref --><p>Kazdin A. (1997). Practitioner review: psychosocial treatments for conduct disorder in children<I>. Journal of Child Psychology and Psychiatry and Allied Disciplines, 38, </I>161-178. doi:10.1111/j.1469-7610.1997.tb01851.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201300010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Keenan, K., &amp; Wakschlag, L. (2002). More than the terrible twos: The nature and severity of behavior problems in clinic-referred preschool children. <I>Journal of Abnormal Child Psychology</I><I>, 28</I>, 33-46. doi: 10.1023/ A:1005118000977 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201300010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lahey, B., Loeber, R., Hart, E., Frick, J., Applegate, B., Zhang, Q., Green, M., &amp; Russo, F. (1995). Four-year longitudinal study of conduct disorder in boys: patterns and predictors of persistence. <I>Journal of Abnormal </I><I>Psychology, 104, </I>83-93. doi:10.1037/0021-843X.104.1.83 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201300010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lopes, J. (2000). Dist&uacute;rbios exteriorizados do comportamento: Uma perspetiva desenvolvimental. In I. Soares (Ed.), <I>Psicopatologia do desenvolvimento: Trajet&oacute;rias (in)adaptativas ao longo da vida </I>(pp. 181-224). Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201300010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Maia, J., Ver&iacute;ssimo, M., Ferreira, B., Silva, F., &amp; Antunes, M. (2012). Singularities of gender in the representations of attachment during pre-school time. <I>Psicologia, Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</I>, <I>25, </I>491-498. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722012000300008&lng= pt&nrm=iso" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-79722012000300008&amp;lng= pt&amp;nrm=iso</a>. ISSN 0102-7972. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722012000300008" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722012000300008</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201300010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Matthys, W., &amp; Lochman, J. (2010)<I>. Oppositional defiant disorder and conduct disorder in childhood. </I>Oxford: John Wiley &amp; Sons Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201300010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Maughan, B. (2003). Conduct disorder in context. In J. Hill &amp; B. Maughan (Eds.), <I>Conduct disorders in childhood and adolescence </I>(pp. 169-201). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201300010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Maughan, B., Rowe R., Messer J., Goodman, R., &amp; Meltzer, H. (2004). Conduct disorder and oppositional defiant disorder in a national sample: Developmental epidemiology. <I>Journal of Child Psychology and Psychiatry</I>, <I>45, </I>609-621. doi:10.1111/j.1469-7610.2004.00250.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300010000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maccoby, E., &amp; Martin, J. (1983). Socialization in the context of the family: Parent-child interaction. In E. M. Hetherington (Ed.), <I>Handbook of child psychology: Vol. 4. Socialization, personality, and social development </I>(pp. 469-546). New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201300010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>McMahon, R. (2006). Parent training interventions for preschool-age children. In R. Tremblay, R. Barr, &amp; R. Peters (Eds.), <I>Encyclopedia on early childhood development </I>(online). Montreal, Quebec: Center of Excellence for early childhood development; 1-8. Consultado a 15 de outubro de 2011 em: <a href="http://www.excellence-earlychildhood.co/documents/McMahonRJANGxp.pdf" target="_blank">http://www.excellence-earlychildhood.co/documents/McMahonRJANGxp.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201300010000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meunier, J., Roskam, I., Stievenart, M., van de Moortele, G., Browne, D., &amp; Kumar, A. (2011). Externalizing behavior trajectories: The role of parenting, sibling relationships and child personality. <I>Journal of Applied Developmental Psychology, 32</I>, 20-33. doi:10.1016/j.appdev.2010.09.006 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Munkvold, L., Ludervold, A., &amp; Manger, T. (2011). Oppositional defiant disorder &ndash; Gender differences in co-occurring symptoms of mental health problems in general population of children. <I>Journal of Abnormal Child Psychology, 39, </I>577-587. doi:10.1007/s10802-011-9486-6 </P >    <!-- ref --><p>Muris, P., &amp; Ollendick, T. (2005). The role of temperament in the etiology of child psychopathology. <I>Clinical Child and Family Psychology Review, 8, </I>271-289. doi:10.1007/s10567-005-8809-y </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201300010000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pardini, D., Barry, T., Barth, J., Lockman, J., &amp; Wells, K. (2006). Self-perceived social acceptance and peer social standing in children with aggressive-disruptive behaviors. <I>Social Development, 15, </I>46-64. doi:10.1111/ j.1467-9507.2006.00329 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201300010000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Patterson, G., (2002). The early development of coercive family process. In J. Reid, G. Patterson, &amp; J. Snyder (Eds.), <I>Antissocial behavior in children and adolescents: A developmental analysis and model of intervention </I>(pp. 25-64). 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(1992). <I>Antissocial boys. </I>Eugene, OR: Castalia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201300010000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Reid, J, Patterson, G., &amp; Snyder, J. (2002). Preventing efforts during the elementary school years: The linking the interests of families and teachers projects. In J. Reid, G. Patterson, &amp; J. Snyder (Eds.), <I>Antissocial behavior in children and adolescents: A developmental analysis and model of intervention </I>(pp. 219-233). Washington: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201300010000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rockhill, C., Collett, B., McClellan, J., &amp; Speltz, M. (2006). Oppositional defiant disorder. In J. Luby (Ed.), <I>Handbook of preschool mental health: Development, disor</I><I>ders and treatment </I>(pp. 80-115). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201300010000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Roskam, I., Kinoo, P., &amp; Nassogne, M. (2007). L&rsquo;enfant avec troubles externalis&eacute;s du comportement: Approche &eacute;pig&eacute;n&eacute;tique et d&eacute;veloppementale. <I>Neuropsychiatrie de l&rsquo;Enfance et de l&rsquo;Adolescence, 55, </I>204-213. doi:10.1016/j.neurenf.2007.01.005. </P >    <p>Roskam, I., Meunier, J., &amp; Sti&eacute;venart, M. (2011). Parent attachment, childrearing behavior, and child attachment: Mediated effects predicting preschoolers&rsquo; externalizing behavior<I>. Journal of Applied Developmental Psychology, 3, </I>170-179. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.appdev.2011.03.003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.appdev.2011.03.003</a> </P >     <p>Roskam, I., Sti&eacute;venart, M., Meunier, J.,Van de Moortele, G., Kinoo, P., &amp; Nassogne, M. (2011). Le diagnostic pr&eacute;coce des troubles du comportement externalis&eacute; est-il fiable? Mise &agrave; l&rsquo;&eacute;preuve d&rsquo;une procedure multiinformateurs et multim&eacute;thodes. <I>Pratiques Psychologiques, 17, </I>189-200. doi:10.1016/j.prps.2009.07.001. </P >    <!-- ref --><p>Sameroff, A. (2009). The transactional model. In A. Sameroff (Ed.), <I>The transactional model of development: How children and contexts shape each other </I>(pp. 3-21). Washington: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201300010000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Shaw, D., Lacourse, E., &amp; Naguin, D. (2005). Developmental trajectories of conduct problems and hyperactivity from ages 2 to 10. <I>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 46</I>, 931-942. doi:10.1111/j.1469-7610. 2004.00390.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201300010000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shaw, D., Gilliom, M., Ingoldsby, E., &amp; Nagin, D. (2003). Trajectories leading to school-age conduct problems. <I>Developmental Psychology</I>, <I>39</I>(2), 189-200. doi:10.1037/0012-1649.39.2.189 </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201300010000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shaw, D., Owens, E., Vondra, J., Keenan, K., &amp; Winslow, E. (1996). Early risk factors and pathways in the development of early disruptive behavior problems. <I>Development and Psychopathology, 8, </I>679-700. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1017/S0954579400007367" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/S0954579400007367</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201300010000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Silverthorn, P. (2001). Oppositional defiant disorder. In H. Orvaschel, J. Faust, &amp; M. Hersen (Eds.), <I>Handbook of conceptualization treatment of child psychopathology </I>(pp. 41-56). Amsterdam: Pergamon Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201300010000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Simonoff, E. (2001). Genetic influences on conduct disorder. In J. Hill &amp; B. Maughan (Eds.), <I>Conduct disorders </I><I>in childhood and adolescence </I>(pp. 202-234). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201300010000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Speltz, M., DeKleyn, M., &amp; Greenberg, M. (1999). Attachment in boys with early onset conduct problems. <I>Development and Psychopathology, 1</I><I>1</I>, 269-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201300010000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Speltz, M., DeKleyn, M., Calderon, R., Greenberg, M., &amp; Fisher, P. (1999). Neuropsychological characteristics and test behaviors on boys with early onset conduct problems. <I>Journal of Abnormal Psychology</I><I>, 108, </I>315-325. doi:10.1037/0021843X.108.2.315 </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201300010000300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Smith, K., Landry, S., &amp; Swank, P. (2000). The influence of early patterns of positive parenting on children&rsquo;s preschool outcomes. <I>Early Education and Developmental, 11</I>, 147-169. doi:10.1207s15566935eed1102_2 </P >    <!-- ref --><p>Sroufe, L., Egeland, B., &amp; Kreutzer, T. (1990). The fate of early experience following developmental change: Longitudinal approaches to individual adaptation in childhood. <I>Child Development, 61, </I>1363-73. doi: 10.1111/ j.1467-8624.1990.tb02867.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201300010000300062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thomas, A., Chess, S., &amp; Birch, H. (1968). <I>Temperament and behavior disorders in children</I>. New York University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300010000300063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ver&iacute;ssimo, M., Fernandes, C., Santos, A., Vaughn, B., &amp; Bost, K. (2011). A rela&ccedil;&atilde;o entre a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e o desenvolvimento da compet&ecirc;ncia social em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 24</I>, 292-299. doi: 10.1590/S0102-79722011000200010 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201300010000300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wakschlag, L., Briggs-Goawan, M., Carter, A., Hill, C., Danis, B., Keenan, K., McCarthy, K., &amp; Leventhal, B. (2007). A developmental framework for distinguishing disruptive behavior from normative misbehavior in preschool children. <I>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 48</I>, 976-987. doi:10.1111/j.14697610.2007.01786.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201300010000300065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Webster-Stratton, C., &amp; Hancock, L. (1998). Parent training for young children with conduct problems: Content, methods and therapeutic process. In C. Schaefer &amp; J. M. Briesmeister (Eds), <I>Handbook of parent training </I>(pp. 98-152). New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201300010000300066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >Webster-Stratton, C., &amp; Reid, M. J. (2010). The incredible years parents, teachers, and children training series: A multifaceted treatment approach for young children with conduct problems. In J. Weisz &amp; A. Kazdin (Eds.), <I>Evidence-based psychotherapies for children and adolescents </I>(2nd ed., pp. 194-210). New York: Guilford Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201300010000300067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Wilens, T., Biederman, J., Brown, S., Monuteaux, M., Prince, J., &amp; Spence, T. (2002). Patterns of psychopathology and disfunction in clinically referred preschoolers. <I>Journal of Development and Behavioral Pediatrics, 23</I>, 531-537.doi:0196-206X/00/2301S-0S31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201300010000300068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >World Health Organization (WHO). (2004). <I>International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, Tenth Revision (ICD-10) </I>(vol. 2, 2nd ed.). Geneva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201300010000300069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >Este trabalho recebeu apoio da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SFRH/BD/43562/2008). A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Tatiana Carvalho Homem, Rua Pinheiro Chagas, n&ordm; 18, 1&ordm;, 3000-333 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:homem.tatiana@gmail.com">homem.tatiana@gmail.com</a></P >      ]]></body><back>
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