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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this study we aim to understand the perceptions that professionals of Local Intervention Teams (LIT) of Alentejo have about their typical practices, as well as their perceptions about the ideal practices. Participants were 167 professionals from 25 teams from Portalegre, Évora, Beja, and the region of the Alentejo coast. Data were collected with the Questionnaire to ECI Professionals and the Portuguese translation of the Families in Natural Environments Scale of Service Evaluation (FINESSE; McWilliam, 2000/2008). According to the results, it appears that (1) there are statistically significant differences between the perceptions that practitioners of LIT of Alentejo have regarding typical and ideal practices; (2) there are no statistically significant differences between the perceptions that professionals of LIT of Alentejo have, in relation to typical and ideal practices, when considering variables such as age, years of experience in ECI, basic training, and further training; and (3) there are statistically significant differences between the perceptions of professionals of LIT of Alentejo regarding typical practices, as a function of professionals perceptions regarding the functioning of their team, with professionals that rate their team as transdisciplinary reporting typical practices closer to recommended practices. The results raise the need to increase transdisciplinarity in LIT as well as the quality of their practices.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Pr&aacute;ticas atuais e ideais em interven&ccedil;&atilde;o precoce no Alentejo: Perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais </B></p>     <p><b>Helena Augusto<Sup>*</Sup>; Cec&iacute;lia Aguiar<Sup>**</Sup>; Leonor Carvalho<Sup>*** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Instituto Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias; </P >     <p><Sup>** </Sup>UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio / ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa; </P >     <p><Sup>*** </Sup>Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com este estudo, pretendeu-se compreender as perce&ccedil;&otilde;es que os profissionais das equipas locais de interven&ccedil;&atilde;o do Alentejo t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas que consideram ideais. Participaram 167 profissionais de 25 equipas de Portalegre, &Eacute;vora, Beja e Alentejo Litoral. A recolha de dados foi realizada com base no Question&aacute;rio aos Profissionais de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce na Inf&acirc;ncia (IPI) e na Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os: Fam&iacute;lias em Contextos Naturais (McWilliam, 2000/2008). De acordo com os resultados obtidos, (1) existem diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais; (2) n&atilde;o existem diferen&ccedil;as na perce&ccedil;&atilde;o dos mesmos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais, em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis idade, tempo de experi&ecirc;ncia profissional em IPI, forma&ccedil;&atilde;o de base e forma&ccedil;&atilde;o complementar; e (3) existem diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas, em fun&ccedil;&atilde;o das suas perce&ccedil;&otilde;es acerca do tipo de funcionamento da equipa, com os profissionais que caracterizam a equipa como transdisciplinar a relatar pr&aacute;ticas t&iacute;picas mais pr&oacute;ximas das pr&aacute;ticas recomendadas. Os resultados sugerem a necessidade de promover a transdisciplinaridade das equipas de IPI bem como a qualidade das suas pr&aacute;ticas. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Alentejo, Interven&ccedil;&atilde;o precoce na inf&acirc;ncia, Perce&ccedil;&otilde;es, Pr&aacute;ticas ideais, Pr&aacute;ticas t&iacute;picas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>In this study we aim to understand the perceptions that professionals of Local Intervention Teams (LIT) of Alentejo have about their typical practices, as well as their perceptions about the ideal practices. Participants were 167 professionals from 25 teams from Portalegre, &Eacute;vora, Beja, and the region of the Alentejo coast. Data were collected with the Questionnaire to ECI Professionals and the Portuguese translation of the <I>Families in Natural Environments Scale of Service Evaluation </I>(FINESSE; McWilliam, 2000/2008). According to the results, it appears that (1) there are statistically significant differences between the perceptions that practitioners of LIT of Alentejo have regarding typical and ideal practices; (2) there are no statistically significant differences between the perceptions that professionals of LIT of Alentejo have, in relation to typical and ideal practices, when considering variables such as age, years of experience in ECI, basic training, and further training; and (3) there are statistically significant differences between the perceptions of professionals of LIT of Alentejo regarding typical practices, as a function of professionals perceptions regarding the functioning of their team, with professionals that rate their team as transdisciplinary reporting typical practices closer to recommended practices. The results raise the need to increase transdisciplinarity in LIT as well as the quality of their practices. </P >     <P   ><B>Key-words: </B>Alentejo, Early childhood intervention, Ideal practices, Perceptions, Typical practices. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>Os programas de interven&ccedil;&atilde;o precoce na inf&acirc;ncia (IPI) t&ecirc;m sido, ao longo dos tempos, alvo de avalia&ccedil;&otilde;es no sentido de determinar a sua efic&aacute;cia, a sua qualidade e os seus resultados (Mendes, 2010). Warfield e Hauser-Cram (2005) consideram que &eacute; muito importante avaliar as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais relativamente aos programas, para se perceber n&atilde;o s&oacute; quais as pr&aacute;ticas utilizadas, mas simultaneamente para sensibilizar os profissionais para as pr&aacute;ticas ideais. Assim, os programas devem efetuar avalia&ccedil;&otilde;es &agrave;s suas pr&oacute;prias pr&aacute;ticas no sentido de promover a sua qualidade (Aytch, Castro, &amp; Selz-Campbell, 2004). </P >    <p>Smith et al. (2002) e Sandall, Hemmeter, Smith e McLean (2005) consideram que uma interven&ccedil;&atilde;o de qualidade em IPI se pauta pela presen&ccedil;a de pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia, por uma interven&ccedil;&atilde;o em contextos naturais, por uma interven&ccedil;&atilde;o baseada nas rotinas e por um funcionamento em equipa transdisciplinar. Passamos a descrever sucintamente cada um destes pontos. </P >     <p>O princ&iacute;pio-chave da perspetiva centrada na fam&iacute;lia consiste em encarar a fam&iacute;lia como a unidade de interven&ccedil;&atilde;o. Cabe ao profissional/t&eacute;cnico capacitar e corresponsabilizar a fam&iacute;lia, respondendo &agrave;s suas necessidades e preocupa&ccedil;&otilde;es, proporcionando-lhe a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria, n&atilde;o esquecendo a sua cultura, os seus valores e singularidades, reconhecendo os pontos fortes da crian&ccedil;a e do seu meio, e intervir de forma adaptada e individualizada em cada fam&iacute;lia (Carpenter, 2007; Moore &amp; Larkin, 2005; Pimentel, 2005; Woods &amp; Lindeman, 2008). No entanto, colocar em pr&aacute;tica interven&ccedil;&otilde;es centradas na fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil (Bailey et al., 2006). Segundo Turnbull e colaboradores (2007), as dificuldades de implementa&ccedil;&atilde;o adv&ecirc;m do facto de as fam&iacute;lias direcionarem os servi&ccedil;os para as necessidades dos filhos, considerando que a satisfa&ccedil;&atilde;o das suas necessidades n&atilde;o ir&aacute; influenciar o desenvolvimento da crian&ccedil;a, nem o seu bem-estar. </P >    <p>Nos programas centrados na fam&iacute;lia, os profissionais constituem recursos para ajudar a fam&iacute;lia a concretizar os seus pr&oacute;prios objetivos. A interven&ccedil;&atilde;o vai ao encontro das necessidades da fam&iacute;lia e &eacute; esta que define quais os objetivos que quer atingir, ficando estes escritos no plano individualizado de apoio &agrave; fam&iacute;lia (PIAF)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, com o seu consentimento. O t&eacute;cnico tem como papel facilitar o acesso aos servi&ccedil;os e aos recursos formais e informais de que a fam&iacute;lia necessita, bem como fortalecer as suas capacidades e compet&ecirc;ncias (Dunst, Johanson, Trivette, &amp; Hamby, 1991; McBride, Brotherson, Joanning, Whiddon, &amp; Demmit, 1993). O profissional deixa de ter uma interven&ccedil;&atilde;o direta com a crian&ccedil;a e come&ccedil;a a realizar uma interven&ccedil;&atilde;o indireta, tendo como parceiros a fam&iacute;lia e os educadores, e adotando o papel de agente facilitador (Buysse &amp; Weasley, 2005). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de a investiga&ccedil;&atilde;o demonstrar que t&ecirc;m havido mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas e das pr&aacute;ticas subjacentes &agrave; IPI, indo estas cada vez mais ao encontro das pr&aacute;ticas recomendadas, no que diz respeito ao documento que operacionaliza o envolvimento da fam&iacute;lia, o PIAF, t&ecirc;m havido altera&ccedil;&otilde;es pouco significativas (McWilliam et al., 1998). A investiga&ccedil;&atilde;o levada a cabo por Campelo e Nunes (2008), em 15 equipas de IPI de Coimbra revelou que os PIAF apresentavam uma qualidade moderada, havendo algumas lacunas nos documentos, tais como a aus&ecirc;ncia da confirma&ccedil;&atilde;o, por parte da fam&iacute;lia, do conte&uacute;do do PIAF e a aus&ecirc;ncia do consentimento escrito por parte dos pais para a entrega de c&oacute;pias a outros servi&ccedil;os. Do que foi poss&iacute;vel concluir com este estudo, os profissionais necessitam de forma&ccedil;&atilde;o relacionada com os procedimentos de elabora&ccedil;&atilde;o do PIAF para que este possa constituir, efetivamente, um instrumento de planifica&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es centradas na fam&iacute;lia. </P >    <p>Os estudos emp&iacute;ricos revelam que, apesar do modelo centrado na fam&iacute;lia ser defendido pela maior parte dos profissionais, estes ainda n&atilde;o o conseguiram integrar plenamente nas suas pr&aacute;ticas (Almeida, 2009). Bailey (1994) refere que (a) existe uma grande discrep&acirc;ncia entre as pr&aacute;ticas ideais relatadas por profissionais de interven&ccedil;&atilde;o precoce e as suas pr&aacute;ticas reais, (b) a interven&ccedil;&atilde;o vai mais ao encontro das necessidades das crian&ccedil;as do que das fam&iacute;lias e (c) o planeamento da interven&ccedil;&atilde;o e a tomada de decis&otilde;es s&atilde;o efetuadas pelos profissionais, embora a fam&iacute;lia fa&ccedil;a algumas sugest&otilde;es. Em investiga&ccedil;&otilde;es mais recentes, McWilliam, Snyder, Harbin, Porter e Munn (2000) conclu&iacute;ram que, enquanto os profissionais de IPI consideravam que as suas pr&aacute;ticas eram centradas na fam&iacute;lia, as fam&iacute;lias consideravam que as mesmas eram centradas na crian&ccedil;a. No mesmo estudo, os autores verificaram ainda que os profissionais de IPI que est&atilde;o h&aacute; mais tempo nos servi&ccedil;os apresentam melhores resultados no que diz respeito &agrave;s pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia. Do mesmo modo, Pereira e Serrano (2009) apuraram que a vari&aacute;vel tempo influencia as pr&aacute;ticas, com os profissionais com mais de 10 anos de experi&ecirc;ncia em interven&ccedil;&atilde;o precoce a apresentar melhores resultados, em compara&ccedil;&atilde;o com os profissionais que t&ecirc;m menos anos de servi&ccedil;o. </P >     <p>A interven&ccedil;&atilde;o &eacute; mais eficaz quando &eacute; implementada nos contextos naturais da crian&ccedil;a (Moore &amp; Larkin, 2005). A interven&ccedil;&atilde;o centrada nos contextos naturais pode ser entendida como uma extens&atilde;o das pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia (Hanft &amp; Pilkington, 2000), constituindo a interven&ccedil;&atilde;o no ambiente natural da crian&ccedil;a um dos principais pilares da IPI. De acordo com Hanft e Pilkington, o conceito de ambientes naturais diz respeito &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o, &agrave;s atividades, aos tipos de aprendizagem e ao tipo de envolvimento profissional. No que diz respeito ao local onde a interven&ccedil;&atilde;o ocorre, normalmente considera-se um contexto natural qualquer local onde as crian&ccedil;as sem incapacidades participem (Bricker, 2001). Este, na maioria das vezes, inclui a casa e a creche, ou jardim de inf&acirc;ncia, e tamb&eacute;m inclui locais da comunidade, como o parque infantil, os restaurantes e os locais de com&eacute;rcio (Hanft &amp; Pilkington, 2000; McWilliam, Rasmussen, &amp; Snyder, 2007; Woods &amp; Kashinath, 2007). </P >     <p>McWilliam (2010b) desenvolveu um modelo de interven&ccedil;&atilde;o em contextos naturais baseado em cinco componentes: (1) compreens&atilde;o da ecologia da fam&iacute;lia, (2) avalia&ccedil;&atilde;o funcional das necessidades, (3) servi&ccedil;os transdisciplinares, (4) visitas domicili&aacute;rias baseadas em apoio centrado na fam&iacute;lia e (5) colabora&ccedil;&atilde;o/consultoria com a creche/jardim-de-inf&acirc;ncia. Este modelo faz a liga&ccedil;&atilde;o entre a teoria existente e as pr&aacute;ticas e constitui um sistema abrangente e coordenado de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, baseados na teoria e na investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>As pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o baseadas nas rotinas s&atilde;o fulcrais para o modelo centrado na fam&iacute;lia e para as pr&aacute;ticas nos contextos naturais de vida, uma vez que t&ecirc;m por base as atividades di&aacute;rias da fam&iacute;lia e da crian&ccedil;a, que ocorrem nos seus espa&ccedil;os naturais (Dunst, 2006; Dunst, Hamby, Trivette, Raab, &amp; Bruder, 2002). As rotinas s&atilde;o definidas como acontecimentos funcionais, que ocorrem no dia a dia e que t&ecirc;m um car&aacute;cter regular e previs&iacute;vel, que podem proporcionar &agrave;s crian&ccedil;as situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem (Woods &amp; Lindeman, 2008). </P >    <p>Relativamente ao quarto e &uacute;ltimo ponto, a Division for Early Childhood do Council for Exceptional Children (Sandall et al., 2005) recomenda o modelo transdisciplinar, enumerando algumas das suas vantagens: (a) a inclus&atilde;o das fam&iacute;lias como membros ativos da equipa; (b) a partilha e transfer&ecirc;ncia de saberes entre os profissionais, existindo por parte destes uma &ldquo;liberta&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is&rdquo;; (c) a interven&ccedil;&atilde;o focada na funcionalidade; e (d) a premissa de que &eacute; com os cuidadores prim&aacute;rios e nas rotinas regulares, que s&atilde;o proporcionadas oportunidades de aprendizagem, potenciadoras do desenvolvimento da crian&ccedil;a. </P >    <p>A investiga&ccedil;&atilde;o nacional e internacional sugere que, atualmente, a IPI se encontra ainda longe das pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias (e.g., Dunst, Trivette, Raab, &amp; Masiello, 2008; Pimentel, 2005). Por isso, &eacute; fundamental analisar as pr&aacute;ticas &agrave; luz dos m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o atuais, para compreender quais as que devem continuar, ser interrompidas ou alteradas, com o objetivo de se tornarem mais consistentes com as pr&aacute;ticas recomendadas (Dunst et al., 2008). Ou seja, &eacute; fulcral compreender as pr&aacute;ticas que est&atilde;o a ser usadas e como os pr&oacute;prios profissionais avaliam o distanciamento entre aquilo que realizam diariamente e aquilo que consideram ser as pr&aacute;ticas ideais em IPI. </P >    <p>Em Portugal, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas houve uma grande expans&atilde;o dos programas de IPI. Em 1999, foi publicado o primeiro diploma legal, Despacho Conjunto n.&ordm; 891/99, de 19 de outubro, que enquadrava os princ&iacute;pios orientadores para se organizar os servi&ccedil;os de IPI (Mendes, 2010). Este foi, simultaneamente, impulsionado por projetos pioneiros j&aacute; existentes desde o final dos anos 80 do s&eacute;culo XX, como o Projeto Integrado de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (PIIP) do distrito de Coimbra, e impulsionador de projetos an&aacute;logos, a n&iacute;vel nacional e, em particular, na regi&atilde;o Centro e no Alentejo (Almeida, 2009; Franco &amp; Apol&oacute;nio, 2008). Serrano e Boavida (2011) destacam a forma como o PIIP de Coimbra conseguiu responder aos desafios emergentes, na &eacute;poca, no campo cient&iacute;fico da IPI, estando as suas pr&aacute;ticas de 10 anos de trabalho no terreno, na base do que posteriormente constituiu o primeiro diploma legal nacional sobre a IPI. Por&eacute;m, a cria&ccedil;&atilde;o de projetos de IPI semelhantes n&atilde;o se verificou de igual modo em todo o territ&oacute;rio nacional, em algumas regi&otilde;es devido &agrave; falta de envolvimento das autoridades regionais (Boavida, Carvalho, &amp; Espe-Sherwindt, 2009), tendo-se constatado muitas assimetrias de regi&atilde;o para regi&atilde;o (Mendes, 2010). Decorrente destas assimetrias, surgiu a necessidade de uma pol&iacute;tica comum em Portugal, que culminou na cria&ccedil;&atilde;o de um Sistema Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce na Inf&acirc;ncia (SNIPI), legislado pelo Decreto-Lei n.&ordm; 281/2009, de 6 de outubro, que veio revogar o Despacho Conjunto n.&ordm; 891/99, de 19 de outubro. Este sistema pretende promover a universalidade do acesso aos servi&ccedil;os de IPI, cujas pr&aacute;ticas dever&atilde;o ser alicer&ccedil;adas num denominador comum. Com a cria&ccedil;&atilde;o do SNIPI, a estrutura da IPI sofreu algumas altera&ccedil;&otilde;es, e foram criadas subcomiss&otilde;es regionais e as Equipas Locais de Interven&ccedil;&atilde;o (ELI), respons&aacute;veis pela interven&ccedil;&atilde;o direta ao n&iacute;vel concelhio, e compostas por profissionais de v&aacute;rios dom&iacute;nios de interven&ccedil;&atilde;o, podendo estas ser constitu&iacute;das por psic&oacute;logos, educadores de inf&acirc;ncia, terapeutas, t&eacute;cnicos de servi&ccedil;o social e enfermeiros (Subcomiss&atilde;o Regional do Alentejo, 2010). </P >    <p>Devido &agrave; expans&atilde;o dos programas de IPI, em Portugal, v&aacute;rios investigadores nacionais t&ecirc;m real&ccedil;ado a pertin&ecirc;ncia de avaliar as pr&aacute;ticas, considerando que a investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se deve limitar a identificar as perce&ccedil;&otilde;es de pais e profissionais, devendo avaliar poss&iacute;veis discrep&acirc;ncias entre os objetivos delineados e o modo como est&atilde;o a ser desenvolvidos na pr&aacute;tica (Dunst &amp; Bruder, 2002). Segundo Bairr&atilde;o e Almeida (2003), em Portugal, s&atilde;o raros os programas de IPI que t&ecirc;m efetuado uma avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das suas pr&aacute;ticas sendo, por isso, fundamental recorrer a instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o adequados &agrave; nossa realidade e que ilustrem as pr&aacute;ticas realizadas. </P >    <p>No &acirc;mbito dos estudos realizados em Portugal, a avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de IPI e do grau de implementa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia tem ganho relevo. Pimentel (2005) investigou as perce&ccedil;&otilde;es de pais e profissionais que interv&ecirc;m com crian&ccedil;as com incapacidades no distrito de Lisboa, demonstrando que, na opini&atilde;o dos pais e dos t&eacute;cnicos, o servi&ccedil;o que &eacute; prestado &agrave; crian&ccedil;a n&atilde;o &eacute; centrado na fam&iacute;lia, e que ambos valorizavam mais os servi&ccedil;os focados na crian&ccedil;a. Este estudo tamb&eacute;m demonstrou que os servi&ccedil;os n&atilde;o utilizavam as pr&aacute;ticas recomendadas, ou seja, os procedimentos da avalia&ccedil;&atilde;o eram centrados na crian&ccedil;a, verificando-se uma quase inexistente pr&aacute;tica transdisciplinar, e que o respons&aacute;vel de caso n&atilde;o conseguia estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o eficaz entre a fam&iacute;lia e a equipa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo efetuado por Almeida (2009) revelou que as pr&aacute;ticas recomendadas internacional mente s&atilde;o identificadas pelos profissionais das equipas, existindo, contudo, dificuldade em implement&aacute;-las, particularmente no que diz respeito &agrave; componente de participa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia. Por sua vez, Pereira e Serrano (2009) apuraram diferen&ccedil;as entre regi&otilde;es, sendo a Madeira e os distritos de Viana do Castelo, Coimbra, Portalegre e Beja que utilizam mais pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia. Pereira e Serrano verificaram, ainda, que a utiliza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia depende da forma&ccedil;&atilde;o de base do profissional de IPI, existindo diferen&ccedil;as entre as pr&aacute;ticas dos educadores (que obtiveram melhores resultados na frequ&ecirc;ncia das pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia) e as pr&aacute;ticas de outros grupos de profissionais (e.g., psic&oacute;logos, assistentes sociais e t&eacute;cnicos de sa&uacute;de). </P >    <p>Mendes (2010) realizou um estudo com o objetivo de caracterizar a realidade das pr&aacute;ticas implementadas nas equipas do distrito de Portalegre e de Lisboa. Os resultados indicam que s&atilde;o cumpridas as pr&aacute;ticas recomendadas relativamente &agrave; comunidade, &agrave; crian&ccedil;a e, parcialmente, ao servi&ccedil;o. No entanto, no que diz respeito &agrave; fam&iacute;lia e ao programa existem ainda lacunas. Segundo Mendes, as pr&aacute;ticas dos profissionais parecem ser mais influenciadas pela forma&ccedil;&atilde;o de base do que pelo conhecimento derivado das pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias. </P >    <p>Gronita, Matos, Pimentel, Bernardo e Marques (2011) relataram uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o tempo de servi&ccedil;o e o uso das pr&aacute;ticas ideais, com os profissionais que desempenham fun&ccedil;&otilde;es h&aacute; menos de seis anos a avaliarem as suas pr&aacute;ticas como estando mais pr&oacute;ximas das pr&aacute;ticas ideais. Mendes (2010), perante resultados semelhantes aos obtidos por Gronita et al., refere que estes resultados podem advir da forma&ccedil;&atilde;o de base dos profissionais mais jovens, que frequentaram cursos mais recentes, no qual poder&atilde;o ter sido abordados os modelos te&oacute;ricos que est&atilde;o subjacentes &agrave;s pr&aacute;ticas recomendadas. No estudo de Mendes, Pinto e Pimentel (2010), concluiu-se que um dos padr&otilde;es de qualidade dos servi&ccedil;os de IPI &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, tanto ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o de base, como da forma&ccedil;&atilde;o especializada. As autoras consideram essencial a exist&ecirc;ncia de supervis&atilde;o, para que o enfoque da interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se afaste das pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia, promovendo uma atualiza&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o constantes. Corroborando a mesma ideia, Figueiredo (2008) e Cara-Linda (2007) salientam a import&acirc;ncia do investimento na forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais de IPI. </P >    <p>Segundo Boavida et al. (2009), Portugal tem como prioridades criar formas para que haja um melhor envolvimento das fam&iacute;lias, promover forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais que v&aacute; ao encontro dos resultados desejados e garantir servi&ccedil;os de qualidade. Neste sentido, a investiga&ccedil;&atilde;o deve incidir na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade dos servi&ccedil;os (Hebbeler et al., 2007) e nas pr&aacute;ticas ideais de IPI, com o objetivo de consolidar as boas pr&aacute;ticas, para que a avalia&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional revele cada vez mais pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia (Pinto et al., 2009). </P >    <p>Num estudo destinado a avaliar o impacto da IPI no Alentejo, ao n&iacute;vel das crian&ccedil;as e fam&iacute;lias apoiadas, bem como o funcionamento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o, Franco e Apol&oacute;nio (2008) conclu&iacute;ram que a rede de IPI nesta regi&atilde;o tem tido um grande impacto na crian&ccedil;a, na fam&iacute;lia e na comunidade. De acordo com os resultados obtidos num question&aacute;rio, 80% das fam&iacute;lias abrangidas no estudo avaliaram o apoio prestado pela IPI como tendo ajudado muito ou muit&iacute;ssimo com as dificuldades de desenvolvimento da crian&ccedil;a ou da pr&oacute;pria fam&iacute;lia. No entanto, existem alguns aspetos em que &eacute; necess&aacute;rio melhorar para se conseguirem melhores resultados. Por exemplo, a inclus&atilde;o na comunidade apresenta-se como a dimens&atilde;o em que a IPI menos apoio tem fornecido &agrave;s fam&iacute;lias, embora sejam destacadas pr&aacute;ticas que v&atilde;o no sentido de uma interven&ccedil;&atilde;o contextualizada na comunidade. Ao n&iacute;vel da comunidade, os dados obtidos apontam para um forte impacto da rede de IPI na atividade dos sistemas, servi&ccedil;os e profissionais, tendo-se verificado mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas que v&atilde;o ao encontro do modelo concetual subjacente &agrave; IPI (e.g., maior &ecirc;nfase na fam&iacute;lia como alvo de interven&ccedil;&atilde;o). Neste n&iacute;vel, os autores salientam apenas a necessidade de melhorar, nos servi&ccedil;os e nos profissionais, as pr&aacute;ticas relacionadas com a elegibilidade, a identifica&ccedil;&atilde;o das problem&aacute;ticas e a natureza das interven&ccedil;&otilde;es, dimens&otilde;es cuja resolu&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; melhorar os efeitos do funcionamento da rede. </P >    <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o tem como objetivo geral compreender as perce&ccedil;&otilde;es que os profissionais das ELI do Alentejo t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pr&aacute;tica. Especificamente pretende-se: (1) identificar as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais em IPI; (2) verificar se existem diferen&ccedil;as entre pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as consideradas ideais e (3) identificar vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas que podem estar associadas &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es acerca das pr&aacute;ticas t&iacute;picas e das pr&aacute;ticas ideais. </P >    <p>De acordo com os objetivos anteriormente apresentados e considerando a informa&ccedil;&atilde;o coligida na literatura, formularam-se tr&ecirc;s hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o. No que diz respeito &agrave; primeira hip&oacute;tese, esperavam-se diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es que os profissionais de IPI t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas nas ELI do Alentejo e &agrave;s pr&aacute;ticas consideradas ideais, com pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas a serem atribu&iacute;das aos itens relativos &agrave;s pr&aacute;ticas ideais. De acordo com a segunda hip&oacute;tese, esperavam-se diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais das ELI do Alentejo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas consideradas ideais, quando consideradas as vari&aacute;veis idade, tempo de experi&ecirc;ncia profissional em IPI, forma&ccedil;&atilde;o de base e forma&ccedil;&atilde;o complementar. Finalmente, de acordo com a terceira hip&oacute;tese, esperavam-se diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais das ELI do Alentejo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas consideradas ideais, quando considerado o tipo de funcionamento de equipa. Especificamente, esperava-se que os profissionais que percecionavam o modo de funcionamento da sua equipa como mais pr&oacute;ximo do modelo transdisciplinar apresentassem pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas tanto nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas, como nas pr&aacute;ticas ideais. </P >    <p>M&Eacute;TODO  </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Os participantes deste estudo foram os profissionais das ELI do Alentejo, sendo a amostra constitu&iacute;da por 167 profissionais de 25 equipas dos distritos de Portalegre (<I>n</I>=3), &Eacute;vora (<I>n</I>=13) e Beja (<I>n</I>=5) e da regi&atilde;o do Alentejo Litoral (<I>n</I>=4). Inicialmente, pretendia-se recrutar a totalidade dos t&eacute;cnicos de todas as ELI do Alentejo, num total de 256 profissionais de 31 ELI, sendo que todas as equipas e profissionais foram convidados a participar. A taxa de participa&ccedil;&atilde;o foi assim de 65.23% para os profissionais e de 80.65% para as ELI. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As idades dos profissionais variaram entre os 23 e os 56 anos (<I>M=</I>35.70, <I>DP</I>=7.73), com apenas 6 profissionais do sexo masculino. No que diz respeito &agrave; profiss&atilde;o, agruparam-se em seis categorias profissionais: t&eacute;cnicos de a&ccedil;&atilde;o social (13.5%), terapeutas (31.3%), psic&oacute;logos (14.1%), educadores de inf&acirc;ncia (27.6%), professores (11%) e enfermeiros (1.8%). Os anos de escolaridade variaram entre os 15 e os 23 anos (<I>M</I>=17.23, <I>DP</I>=1.33). Existiam 77 profissionais com especializa&ccedil;&otilde;es (47.2%), num total de 41 especializa&ccedil;&otilde;es diferentes, das quais a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o Especial: dom&iacute;nio cognitivo e motor&rdquo; era a mais frequente (16%), sendo que apenas 5 (3%) profissionais tinham especializa&ccedil;&atilde;o em &ldquo;Interven&ccedil;&atilde;o precoce&rdquo;. No que diz respeito aos profissionais sem especializa&ccedil;&atilde;o, existiam 85 (52,1%). Os anos de experi&ecirc;ncia em IPI variavam entre 0.17 e os 26 anos (<I>M</I>=5.21, <I>DP</I>=4.07). </P >    <p>Foi efetuado, tamb&eacute;m, o levantamento de alguns dados de caracteriza&ccedil;&atilde;o das equipas, verificando-se que o tempo m&eacute;dio de exist&ecirc;ncia era de 9.70 anos (<I>DP</I>=3.82). As equipas eram compostas, em m&eacute;dia, por 8.22 profissionais (<I>DP</I>=1.53) e atendiam, em m&eacute;dia, 53.26 crian&ccedil;as (<I>DP</I>=18.02). Em m&eacute;dia, 1.91 profissionais trabalhavam com cada fam&iacute;lia (<I>DP=</I>0.53). No que diz respeito ao perfil das crian&ccedil;as apoiadas, existiam, em m&eacute;dia, 35 crian&ccedil;as por equipa com altera&ccedil;&otilde;es nas fun&ccedil;&otilde;es e estruturas do corpo (<I>DP</I>=18.08) e, em m&eacute;dia, 16.50 crian&ccedil;as com risco grave de atraso de desenvolvimento (<I>DP</I>=9.49). Cerca de 56.5% das ELI tinham equipa de primeiro contacto e 78.3% realizavam reuni&otilde;es semanais, 17.4% realizavam reuni&otilde;es quinzenais e 4.3% reuniam mensalmente. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p><I>Question&aacute;rio aos Profissionais de IPI. </I>Este question&aacute;rio era composto por 19 quest&otilde;es de resposta fechada e tinha como objetivo recolher informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica que permitisse caracterizar cada profissional quanto ao seu g&eacute;nero, idade, forma&ccedil;&atilde;o de base, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, especializa&ccedil;&otilde;es, anos de experi&ecirc;ncia em IPI, n&uacute;mero de horas de trabalho semanal em IPI, n&uacute;mero total de casos, n&uacute;mero de crian&ccedil;as em que era respons&aacute;vel de caso e acumula&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es de coordena&ccedil;&atilde;o. O question&aacute;rio inclu&iacute;a, ainda, uma quest&atilde;o referente ao tipo de funcionamento da equipa, recorrendo a uma escala composta por 7 itens com 4 descritores (nos itens &iacute;mpares), que se referiam, respetivamente, ao modo de funcionamento monodisciplinar (1), multidisciplinar (3), interdisciplinar (5) e transdisciplinar (7). Inclu&iacute;a, ainda, quest&otilde;es de caracteriza&ccedil;&atilde;o da equipa, as quais s&oacute; eram preenchidas pelo coordenador da mesma<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> (i.e., zona geogr&aacute;fica da equipa, categoria de casos acompanhados pela equipa, n&uacute;mero de t&eacute;cnicos que intervinham com cada fam&iacute;lia, periodicidade de reuni&otilde;es de equipa, periodicidade das interven&ccedil;&otilde;es e local das interven&ccedil;&otilde;es). </P >     <p><I>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os: Fam&iacute;lias em Contextos Naturais. </I>Esta escala corresponde &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa da <I>Families in Natural Environments Scale of Service Evaluation </I>(FINESSE; McWilliam, 2000/2008) e tem como objetivo avaliar as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais acerca das suas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o, mais especificamente as suas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas que consideram ideais. A FINESSE foi desenvolvida com o objetivo de criar uma ferramenta que avaliasse todas as dimens&otilde;es referidas no modelo dos cinco componentes. Trata-se de uma escala de autoavalia&ccedil;&atilde;o e apresenta quatro componentes de avalia&ccedil;&atilde;o: primeiro contacto, planeamento da interven&ccedil;&atilde;o, funcionalidade e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os (McWilliam et al., 2007). </P >     <p>A FINESSE &eacute; composta por 17 itens, avaliados numa escala de 1 a 7, com descritores nos n&uacute;meros &iacute;mpares. Os itens que comp&otilde;em a escala referem-se a aspetos como a (1) apresenta&ccedil;&atilde;o escrita do programa, (2) contatos iniciais de referencia&ccedil;&atilde;o, (3) primeiros contatos, (4) avalia&ccedil;&atilde;o para o planea mento da interven&ccedil;&atilde;o, (5) identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades da fam&iacute;lia, (6) reuni&otilde;es de planeamento da interven&ccedil;&atilde;o, (7) sele&ccedil;&atilde;o dos resultados/objetivos, (8) objetivos da fam&iacute;lia, (9) finalidade do objetivo, (10)  enquadramento da interven&ccedil;&atilde;o, (11) equipamento, (12) necessidade do comportamento alvo, (13) filosofia da interven&ccedil;&atilde;o, (14) foco de interven&ccedil;&atilde;o, (15) consultoria em contextos formais, (16) modelo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de visitas domicili&aacute;rias e (17) papel do respons&aacute;vel de caso. </P >     <p>&Eacute; solicitado ao profissional que, para todos os itens, assinale qual a pr&aacute;tica que se aproxima mais da que utiliza diariamente (t&iacute;pica) e qual a que se aproxima da que considera ideal. A descri&ccedil;&atilde;o associada &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o 7 corresponde &agrave; pr&aacute;tica recomendada, sendo que quanto mais se aproxima do 1, mais se afasta do recomendado. Por exemplo, no item 9 s&atilde;o apresentadas quatro pr&aacute;ticas distintas, (1) a finalidade de cada objetivo n&atilde;o &eacute; clara, (3) a finalidade de cada objetivo &eacute; simplesmente a promo&ccedil;&atilde;o geral do desenvolvimento global ou de uma &aacute;rea de compet&ecirc;ncia da crian&ccedil;a (e.g., fala), (5) a finalidade de cada objetivo &eacute; implicitamente indicada (podemos supor porque &eacute; que o estamos a trabalhar) e (7) a finalidade de cada objetivo &eacute; apresentada explicitamente (sabemos exatamente porque &eacute; que estamos a trabalhar). </P >    <p>A escala inclui, ainda, uma pergunta aberta sobre os fatores que contribu&iacute;ram para as discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas consideradas ideais. No presente estudo, n&atilde;o foram efetuadas an&aacute;lises recorrendo aos quatro componentes referidos por McWilliam et al. (2007). Do mesmo modo, as respostas dos participantes &agrave; pergunta aberta n&atilde;o foram consideradas. </P >    <p>A revis&atilde;o da literatura permitiu identificar tr&ecirc;s investiga&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas em que a FINESSE foi utilizada (Dion&iacute;sio, 2009; McWilliam et al., 2007; Rantala, Uotinem, &amp; McWilliam, 2009). No que diz respeito &agrave;s propriedades psicom&eacute;tricas dos dados obtidos com base na FINESSE, no estudo realizado por McWilliam et al. (2007) foi relatado um coeficiente alfa de Cronbach de .87 para o resultado total da escala. Os outros estudos n&atilde;o relataram os valores da consist&ecirc;ncia interna. </P >    <p>No presente estudo, foram criadas duas subescalas distintas: uma subescala correspondente &agrave; m&eacute;dia dos 17 itens relativos &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e uma subescala correspondente &agrave; m&eacute;dia das pontua&ccedil;&otilde;es obtidas nos 17 itens relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e uma subescala correspondente &agrave; m&eacute;dia das pontua&ccedil;&otilde;es obtidas nos 17 itens relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas ideais. Os valores relativos &agrave; consist&ecirc;ncia interna de cada uma destas subescalas foram calculados com base no coeficiente alfa de Cronbach (&alpha;=.84 e &alpha;=.85, respectivamente). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Procedimento </I></P >     <p>Para a realiza&ccedil;&atilde;o da presente investiga&ccedil;&atilde;o, foram submetidos pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o junto da Comiss&atilde;o de Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional do SNIPI e da Subcomiss&atilde;o Regional do Alentejo, que aprovaram a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo. O contacto com a segunda entidade serviu ainda para determinar o n&uacute;mero efetivo de profissionais e de equipas existentes nos distritos de Beja, &Eacute;vora e Portalegre, bem como na regi&atilde;o do Alentejo Litoral. </P >     <p>O procedimento de recolha de dados decorreu entre outubro de 2011 e janeiro de 2012 e foi efetuado em tr&ecirc;s etapas. Em primeiro lugar, foi estabelecido contacto telef&oacute;nico com os coordenadores de cada ELI, para explicar os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o e o procedimento a utilizar. Alguns destes infor maram que seria necess&aacute;rio efetuar um pedido por escrito &agrave; Dire&ccedil;&atilde;o da Entidade Promotora da ELI, o que foi realizado pela investigadora respons&aacute;vel. Em segundo lugar, foram remetidos, via correio regular, ao cuidado do coordenador de cada ELI, os instrumentos da presente investiga&ccedil;&atilde;o (incluindo um exemplar para cada profissional que exerce fun&ccedil;&otilde;es na ELI, assim como uma carta a informar sobre a natureza, objectivos e procedimento do estudo e ainda um envelope selado somente com a morada da investigadora, n&atilde;o permitindo a identifica&ccedil;&atilde;o das equipas). Em terceiro lugar, os coordenadores de cada ELI devolveram &agrave; investigadora respons&aacute;vel os question&aacute;rios dos profissionais da sua ELI que decidiram participar. Foi pedido a cada coordenador, tanto telefonicamente, como por carta, que os instrumentos fossem preenchidos individualmente por cada profissional, no decurso de uma reuni&atilde;o de equipa, devendo o coordenador entregar os question&aacute;rios ao mesmo tempo a todos os elementos. </P >    <p><I>An&aacute;lise de dados </I></P >    <p>Para testar as hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o realizaram-se v&aacute;rios procedimentos de an&aacute;lise de dados. Para confirmar a Hip&oacute;tese 1, come&ccedil;amos por analisar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas dos dados, incluindo a consist&ecirc;ncia interna e a normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es. Em seguida, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise descritiva dos itens da FINESSE e &agrave; compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias das subescalas de pr&aacute;ticas t&iacute;picas e de pr&aacute;ticas ideais, recorrendo-se ao teste n&atilde;o param&eacute;trico de <I>Wilcoxon, </I>devido &agrave; viola&ccedil;&atilde;o de pressuposto de normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es dos dados obtidos nas duas subescalas. </P >    <p>Para testar a Hip&oacute;tese 2, foram utilizados testes n&atilde;o param&eacute;tricos, uma vez que nenhuma das vari&aacute;veis tinha distribui&ccedil;&atilde;o normal. Para averiguar se as perce&ccedil;&otilde;es relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais variavam em fun&ccedil;&atilde;o da idade, anos de experi&ecirc;ncia em IPI e forma&ccedil;&atilde;o complementar (especializa&ccedil;&atilde;o), foi utilizado o teste de <I>Mann-Whitney</I>. Para verificar se as perce&ccedil;&otilde;es acerca das pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais variavam em fun&ccedil;&atilde;o da categoria profissional, aplicou-se o teste de <I>Kruskal Wallis. </I></P >    <p>Para testar a Hip&oacute;tese 3, e uma vez que as vari&aacute;veis em estudo n&atilde;o apresentavam distribui&ccedil;&atilde;o normal, utilizou-se o teste n&atilde;o param&eacute;trico de <I>Mann-Whitney </I>para verificar se as perce&ccedil;&otilde;es acerca das pr&aacute;ticas t&iacute;picas e das pr&aacute;ticas ideais variavam em fun&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de funcionamento da equipa. Com base nesta vari&aacute;vel, foram criados dois grupos, sendo que um inclu&iacute;a apenas os profissionais que assinalaram o ponto 7, correspondente ao funcionamento transdisciplinar, e o outro inclu&iacute;a todos os outros profissionais, que assinalaram valores entre 1 e 6. Esta an&aacute;lise foi complementada com o c&aacute;lculo do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman (devido &agrave; viola&ccedil;&atilde;o do pressuposto de normalidade), no sentido de analisar as associa&ccedil;&otilde;es entre as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais acerca das pr&aacute;ticas t&iacute;picas e pr&aacute;ticas ideais e as suas perce&ccedil;&otilde;es acerca do modo de funcionamento das equipas. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p><I>Perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais </I></P >     <p>O <a href="#q1">Quadro 1</a> exp&otilde;e os dados descritivos obtidos para os itens e subescalas da FINESSE, permitindo identificar os itens com resultados m&eacute;dios superiores e inferiores e com maiores e menores discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais. O item Finalidade do objetivo &eacute; o que revela resultados m&eacute;dios superiores, nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e nas pr&aacute;ticas ideais. Em contraste, o item Consultoria em contextos formais &eacute; o que apresenta resultados m&eacute;dios inferiores nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e nas pr&aacute;ticas ideais. </P > <a name="q1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n1/31n1a04q1.jpg" width="553" height="425"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Uma vez que os valores m&eacute;dios da discrep&acirc;ncia entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais foram calculados com base na subtra&ccedil;&atilde;o dos valores das pr&aacute;ticas t&iacute;picas aos valores registados nas pr&aacute;ticas ideais, valores mais pr&oacute;ximos de zero indicam que as pr&aacute;ticas t&iacute;picas est&atilde;o mais pr&oacute;ximas das pr&aacute;ticas ideais e, paralelamente, valores m&eacute;dios de discrep&acirc;ncia mais distanciados de zero indicam que as pr&aacute;ticas t&iacute;picas est&atilde;o mais afastadas das pr&aacute;ticas ideais. As maiores discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as ideais foram encontradas nos itens Apresenta&ccedil;&atilde;o escrita do programa (brochuras, panfletos, etc.), Reuni&otilde;es de planeamento de interven&ccedil;&atilde;o, Sele&ccedil;&atilde;o dos resultados/ /objetivos e Consultoria em contextos formais (apoio em creche/jardim de inf&acirc;ncia). As pr&aacute;ticas t&iacute;picas e ideais com menor discrep&acirc;ncia s&atilde;o Primeiros contatos &ndash; admiss&atilde;o, Equipamento, Filosofia da interven&ccedil;&atilde;o e Papel do respons&aacute;vel de caso. </P >    <p>Os resultados do teste de <I>Wilcoxon </I>relativos &agrave; compara&ccedil;&atilde;o dos valores m&eacute;dios obtidos na subescala de pr&aacute;ticas t&iacute;picas e na subescala de pr&aacute;ticas ideais indicam que as diferen&ccedil;as s&atilde;o estatisticamente significativas e de elevada magnitude (<I>Z</I>=-10.56, <I>p</I>&lt;.001, <I>d</I>=1.35). </P >    <p><I>Compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias obtidas nas subescalas de pr&aacute;ticas t&iacute;picas e de pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas </I></P >    <p>No <a href="#q2">Quadro 2</a> observam-se as m&eacute;dias obtidas na subescala de pr&aacute;ticas t&iacute;picas em fun&ccedil;&atilde;o da idade, do tempo de experi&ecirc;ncia em IPI e da forma&ccedil;&atilde;o complementar (especializa&ccedil;&atilde;o). Os resul tados do teste de <I>Mann-Whitney </I>indicaram que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significa tivas entre as m&eacute;dias obtidas para as pr&aacute;ticas t&iacute;picas em fun&ccedil;&atilde;o da idade (<I>p</I>=.575), do tempo de experi&ecirc;ncia em IPI (<I>p</I>=.072) e da forma&ccedil;&atilde;o complementar (especializa&ccedil;&atilde;o) (<I>p</I>=.794). </P ><a name="q2">     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n1/31n1a04q2.jpg" width="553" height="203"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >O <a href="#q3">Quadro 3</a> apresenta as m&eacute;dias obtidas nas pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o da idade, do tempo de experi&ecirc;ncia em IPI e da forma&ccedil;&atilde;o complementar (especializa&ccedil;&atilde;o). Utilizando o teste de <I>Mann-Whitney, </I>verificou-se que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as m&eacute;dias obtidas para as pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o da idade (<I>p</I>=.996), do tempo de experi&ecirc;ncia em IPI (<I>p</I>=.420) e da forma&ccedil;&atilde;o complementar (especializa&ccedil;&atilde;o) (<I>p</I>=.441). </P >     <P   >&nbsp;</P ><a name="q3">     <P   ><img src="/img/revistas/aps/v31n1/31n1a04q3.jpg" width="553" height="208"></P >     
<P   >&nbsp;</P >     <p>Os resultados do teste de <I>Kruskal Wallis </I>indicaram que n&atilde;o existe uma diferen&ccedil;a estatistica mente significativa entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o da categoria profissional dos profissionais, &chi;<Sup><I>2</I></Sup>(4, <I>n=</I>157)=1.02, <I>p </I>=.906 e &chi;<Sup><I>2</I></Sup>(4, <I>n</I>=155)=2.85, <I>p</I>=.584, respetivamente. </P >     <p><I>Compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias obtidas nas subescalas de pr&aacute;ticas t&iacute;picas e de pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o do modelo de funcionamento da equipa </I></P >     <p>No <a href="#q4">Quadro 4</a> est&atilde;o descritos os resultados m&eacute;dios das subescalas relativas &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o do modelo de funcionamento da equipa. Utilizando o teste de <I>Mann-Whitney, </I>verificou-se que os profissionais que consideram fazer parte de uma equipa transdisci plinar obt&ecirc;m m&eacute;dias mais elevadas na subescala de pr&aacute;ticas t&iacute;picas do que os profissionais que relatam outro tipo de funcionamento da sua equipa. N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas pr&aacute;ticas ideais em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de funcionamento da equipa (<I>p</I>=.433). </P >     <p>&nbsp;</P ><a name="q4">     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n1/31n1a04q4.jpg" width="553" height="171"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Associa&ccedil;&otilde;es entre as perce&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais e as perce&ccedil;&otilde;es acerca do tipo de funcionamento da equipa </I></P >    <p>No sentido de verificar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es entre as perce&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais e as perce&ccedil;&otilde;es acerca do modo de funcionamento da equipa, foi calculado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman<I>. </I>As an&aacute;lises efetuadas permitiram verificar a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada entre as perce&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as perce&ccedil;&otilde;es acerca do tipo de funcionamento da equipa (<I>r</I><I>s</I>=.44, <I>n=</I>159, <I>p</I>&lt;.001). N&atilde;o se verificou uma associa&ccedil;&atilde;o entre as perce&ccedil;&otilde;es acerca das pr&aacute;ticas ideais e as perce&ccedil;&otilde;es acerca do tipo de funcionamento da equipa (<I>r</I><I>s</I>=.09, <I>n=</I>157, <I>p</I>=.121). </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Este estudo pretendia caracterizar as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais das ELI do Alentejo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais em IPI, identificando vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas que est&atilde;o associadas a estas perce&ccedil;&otilde;es. Os resultados descritivos obtidos permitem identificar os itens com resultados m&eacute;dios superiores e inferiores e com maiores e menores discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais. Especificamente, verificou-se que o item Finalidade do objetivo &eacute; o que revela resultados m&eacute;dios superiores<I>, </I>nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e nas pr&aacute;ticas ideais, indicando que a finalidade de cada objetivo de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; expl&iacute;cita, sabendo o profissional com exatid&atilde;o por exemplo, porque &eacute; que cada compet&ecirc;ncia que a crian&ccedil;a deve aprender &eacute; necess&aacute;ria. Este resultado vai ao encontro dos resultados relatados por Dion&iacute;sio (2009). Este &eacute; o item em que os profissionais de IPI se manifestam mais em concord&acirc;ncia com as pr&aacute;ticas recomendadas, relacionadas com a formula&ccedil;&atilde;o de objetivos funcionais e significativos, necess&aacute;rios para o funcionamento das crian&ccedil;as nas rotinas di&aacute;rias, em contextos naturais (Bruder, 2000). Note-se, contudo, que estudos que analisaram diretamente a qualidade dos objetivos, inclu&iacute;dos em PIAF ou PEI de crian&ccedil;as Portuguesas, encontraram objetivos de qualidade moderada (Campelo &amp; Nunes, 2008) ou pobre (Boavida, Aguiar, McWilliam, &amp; Pimentel, 2010). Noutra investiga&ccedil;&atilde;o, efetuada por Salisbury, Woods e Copeland (2010), foi demonstrado que a maior parte dos objetivos definidos no PIAF tinham caracter&iacute;sticas que n&atilde;o iriam aumentar a intera&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as com os adultos ou com os objetos. </P >    <p>Em contraste, o item Consultoria em contextos formais, que se refere ao apoio dado pelos profissionais em contexto de creche/jardim de inf&acirc;ncia, &eacute; o que apresenta resultados m&eacute;dios inferiores tanto nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas, como nas pr&aacute;ticas ideais. No que diz respeito &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas, os profissionais consideram que a interven&ccedil;&atilde;o &eacute; efetuada, primordialmente, na sala de creche e/ou jardim de inf&acirc;ncia, recorrendo a atividades de grupo. No que diz respeito &agrave;s pr&aacute;ticas ideais, os profissionais consideram que se deveria recorrer a atividades individualizadas, dentro das rotinas. </P >    <p>Este resultado parece indicar que os profissionais est&atilde;o a implementar interven&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o v&atilde;o totalmente ao encontro das pr&aacute;ticas recomendadas, segundo as quais a interven&ccedil;&atilde;o direta deve ser efetuada pelo educador da sala, sem que os profissionais retirem a crian&ccedil;a da sala para prestar apoio individualizado ou em pequenos grupos (McWilliam, 2010a). Contudo, apesar do item Consultoria revelar os resultados m&eacute;dios mais baixos de toda a escala, nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e nas pr&aacute;ticas ideais, os resultados m&eacute;dios destas &uacute;ltimas apresentam-se pr&oacute;ximos do valor m&aacute;ximo da escala, o que revela que os profissionais reconhecem as pr&aacute;ticas recomendadas. &Eacute; de real&ccedil;ar que o item Consultoria em contextos formais &eacute; o que apresenta uma menor discrep&acirc;ncia entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e ideais no estudo de Dion&iacute;sio (2009); contudo, no presente estudo, &eacute; o que apresenta uma maior discrep&acirc;ncia. Pode-se supor que esta diferen&ccedil;a, entre o presente estudo e o estudo de Dion&iacute;sio, pode ser explicada pelo facto de as equipas que participaram no estudo de Dion&iacute;sio pertencerem ao Distrito de Coimbra, no qual a IPI existe desde 1989, e de os nossos participantes trabalharem numa regi&atilde;o que s&oacute; ficou totalmente abrangida pelos servi&ccedil;os de IPI no final de 2008 (Franco &amp; Apol&oacute;nio, 2008). Integrados em equipas recentes, &eacute; poss&iacute;vel que os profissionais desta regi&atilde;o possam estar a recorrer, ainda, a modelos de interven&ccedil;&atilde;o provenientes da educa&ccedil;&atilde;o especial, cujas pr&aacute;ticas s&atilde;o centradas na crian&ccedil;a. O resultado tamb&eacute;m pode ser explicado pelo facto da IPI em Coimbra, na altura da realiza&ccedil;&atilde;o do estudo de Dion&iacute;sio, abranger apenas a popula&ccedil;&atilde;o dos 0 aos 3 anos, parcialmente integrada em creche e n&atilde;o integrada em jardim de inf&acirc;ncia. </P >    <p>As maiores discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais foram encontradas no item anteriormente referido e tamb&eacute;m nos itens Apresenta&ccedil;&atilde;o escrita do programa, Reuni&otilde;es de planeamento de interven&ccedil;&atilde;o e Sele&ccedil;&atilde;o dos resultados/objetivos. Estes resultados s&atilde;o corroborados pelo estudo de Dion&iacute;sio (2009), nomeadamente no que diz respeito aos itens Apresenta&ccedil;&atilde;o escrita do programa e Sele&ccedil;&atilde;o dos resultados/objetivos. Paralelamente, as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e ideais com menor discrep&acirc;ncia no nosso estudo s&atilde;o Primeiros contatos &ndash; admiss&atilde;o, Equipamento, Filosofia da interven&ccedil;&atilde;o e Papel do respons&aacute;vel de caso. No estudo de Dion&iacute;sio, verifica-se uma tend&ecirc;ncia de menor discrep&acirc;ncia entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e ideais nos itens Consultoria em contextos formais, Filosofia de interven&ccedil;&atilde;o, Finalidade do objetivo e Identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades da fam&iacute;lia. </P >    <p>Estes resultados permitem tra&ccedil;ar um perfil das pr&aacute;ticas adotadas, assim como daquelas que os profissionais gostariam de utilizar, recorrendo aos descritores mais pr&oacute;ximos dos valores m&eacute;dios obtidos em cada item da FINESSE, nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e nas pr&aacute;ticas ideais. Os valores m&eacute;dios obtidos, nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas, indicam que as pr&aacute;ticas se aproximam, em todos os itens, do descritor 5, exceto no item 9, Finalidade do objetivo, que apresenta um valor m&eacute;dio mais pr&oacute;ximo do descritor 7. Os valores m&eacute;dios obtidos, nas pr&aacute;ticas ideais, indicam que as pr&aacute;ticas se aproximam em todos os itens do descritor 7. O <a href="/img/revistas/aps/v31n1/31n1a04q5.jpg">Quadro 5</a> sistematiza esta informa&ccedil;&atilde;o de forma descritiva. </P >     
<p>Tamb&eacute;m no estudo de McWilliam et al. (2007), sobre a avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os prestados pela IPI &agrave;s fam&iacute;lias, em ambientes naturais, os resultados revelam que existe uma discrep&acirc;ncia entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas dos profissionais e as consideradas ideais. Um outro estudo, realizado na Finl&acirc;ndia, em 2009, revela que existem grandes diferen&ccedil;as entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais (Rantala et al., 2009). Este estudo tinha como objetivo avaliar o estado das pr&aacute;ticas em interven&ccedil;&atilde;o precoce na Finl&acirc;ndia e comparar os resultados com os dados americanos. Os resultados americanos revelam uma pontua&ccedil;&atilde;o mais elevada nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas relativamente &agrave;s apresenta&ccedil;&otilde;es escritas do programa, ao enquadramento da interven&ccedil;&atilde;o e ao equipamento, comparativamente &agrave; Finl&acirc;ndia. No entanto, algumas pr&aacute;ticas ideais obtiveram uma pontua&ccedil;&atilde;o superior na Finl&acirc;ndia, nomeadamente no que diz respeito ao foco da interven&ccedil;&atilde;o, ao modelo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de visita domicili&aacute;ria e ao papel do respons&aacute;vel de caso. Os resultados obtidos no nosso trabalho n&atilde;o v&atilde;o ao encontro dos resultados encontrados nestes dois estudos, sugerindo que a realidade da IPI nos EUA e na Finl&acirc;ndia &eacute; diferente da realidade da IPI em Portugal. </P >     <p>A primeira hip&oacute;tese formulada neste estudo referia-se &agrave; exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es que os profissionais de IPI t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas nas ELI do Alentejo e &agrave;s pr&aacute;ticas consideradas ideais, sendo que os resultados mostraram que as pr&aacute;ticas ideais t&ecirc;m m&eacute;dias superiores &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas, tal como era esperado. Os estudos realizados por Bailey (1994), Dion&iacute;sio (2009), McWilliam et al. (2007) e Rantala et al. (2009) corroboram a exist&ecirc;ncia de discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais, aparecendo estas &uacute;ltimas com cota&ccedil;&otilde;es mais elevadas do que as primeiras. Este resultado vai ao encontro de muitos estudos que indicam que as pr&aacute;ticas recomendadas (baseadas em evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas) n&atilde;o s&atilde;o ainda plenamente utilizadas pelos profissionais (Dunst et al., 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As investiga&ccedil;&otilde;es revelam que um fator que pode explicar alguns padr&otilde;es de respostas dos profissionais prende-se com a quest&atilde;o da desejabilidade social, isto &eacute;, os profissionais sabem de antem&atilde;o que, nos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o com formatos id&ecirc;nticos ao da FINESSE, os itens com cota&ccedil;&otilde;es mais elevadas correspondem &agrave;s pr&aacute;ticas recomendadas, podendo tal formato conduzir a um f&aacute;cil reconhecimento da pr&aacute;tica ideal e, consequentemente, a discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais (McWilliam et al., 2007; Rantala et al., 2009). Salienta-se, contudo, que a discrep&acirc;ncia entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais poder&aacute; remeter para o facto de os profissionais n&atilde;o estarem a colocar em pr&aacute;tica o que reconhecem ser o mais adequado. Assim, parece fulcral tentar perceber o porqu&ecirc; das dificuldades dos profissionais em implementarem as pr&aacute;ticas recomendadas. </P >    <p>No que diz respeito &agrave; segunda hip&oacute;tese da investiga&ccedil;&atilde;o, eram esperadas diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es que os profissionais das ELI do Alentejo t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas consideradas ideais, quando consideradas as vari&aacute;veis idade, tempo de experi&ecirc;ncia profissional em IPI, forma&ccedil;&atilde;o de base e forma&ccedil;&atilde;o complementar. Estas diferen&ccedil;as n&atilde;o foram confirmadas pelos resultados obtidos. Estes resultados n&atilde;o est&atilde;o em concord&acirc;ncia com os resultados relatados por Gronita et al. (2011), segundo os quais menos tempo de experi&ecirc;ncia em IPI est&aacute; associado &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de resultados mais elevados nas pr&aacute;ticas ideais. J&aacute; no que concerne as pr&aacute;ticas t&iacute;picas, os estudos n&atilde;o s&atilde;o conclusivos quanto &agrave; influ&ecirc;ncia desta vari&aacute;vel (Gronita et al., 2011; McWilliam et al., 2000; Pereira &amp; Serrano, 2009). Do mesmo modo, os resultados deste estudo n&atilde;o confirmam a associa&ccedil;&atilde;o entre a forma&ccedil;&atilde;o de base do profissional de IPI e os valores obtidos nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas, relatada por Pereira e Serrano. Contudo, os resultados obtidos v&atilde;o ao encontro dos resultados relatados por Dion&iacute;sio (2009), segundo os quais as vari&aacute;veis idade, tempo de experi&ecirc;ncia do profissional em IPI, forma&ccedil;&atilde;o de base e forma&ccedil;&atilde;o complementar, assim como a frequ&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o estavam associadas &agrave; perce&ccedil;&atilde;o dos profissionais relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas ideais. </P >    <p>No que concerne &agrave; terceira hip&oacute;tese de investiga&ccedil;&atilde;o, esperava-se encontrar diferen&ccedil;as entre as perce&ccedil;&otilde;es que os profissionais das ELI do Alentejo t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas consideradas ideais em fun&ccedil;&atilde;o do modelo de funcionamento da equipa. Os resultados mostraram pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas nas pr&aacute;ticas t&iacute;picas, quando os profissionais percecionam o modo de funcionamento da sua equipa como transdisciplinar. &Eacute; poss&iacute;vel que a supervis&atilde;o proporcionada pela equipa, a reflex&atilde;o sobre a interven&ccedil;&atilde;o e os novos conhecimentos da&iacute; adquiridos, bem como a pr&oacute;pria din&acirc;mica de funcionamento decorrente da transdisciplinaridade, permitam ao profissional de IPI ter pr&aacute;ticas t&iacute;picas mais pr&oacute;ximas das pr&aacute;ticas ideais. Ou seja, apesar de todos os profissionais apresentarem ideias semelhantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas que deveriam estar a implementar (pr&aacute;ticas ideais), os profissionais que consideram estar integrados em equipas com funcionamento transdisciplinar relatam interven&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas das pr&aacute;ticas recomendadas. No estudo realizado por Pimentel (2005), verificou-se uma quase inexistente pr&aacute;tica transdis ciplinar. No nosso estudo, cerca de um quarto da amostra considera que a sua equipa apresenta um funcionamento transdisciplinar. Esta diferen&ccedil;a de resultados poder&aacute; dever-se ao facto de o nosso estudo e o de Pimentel terem uma diferen&ccedil;a cronol&oacute;gica de sete anos, o que poder&aacute; mostrar uma evolu&ccedil;&atilde;o. Contudo, &eacute; importante real&ccedil;ar que o nosso estudo utiliza um instrumento diferente do utilizado por Pimentel, o que tamb&eacute;m poder&aacute; ter implica&ccedil;&otilde;es nos resultados obtidos. </P >    <p>Os resultados obtidos parecem demonstrar que quer as perce&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas t&iacute;picas dos profissionais, quer as perce&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas que consideram ideais, n&atilde;o correspondem totalmente &agrave;s pr&aacute;ticas recomendadas. As discrep&acirc;ncias, entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as ideais, parecem evidenciar que os profissionais ainda n&atilde;o est&atilde;o a conseguir aplicar as pr&aacute;ticas que consideram ideais. Esta discrep&acirc;ncia poder-se-&aacute; dever ao facto de, na nossa amostra, apenas 3% dos profissionais terem especializa&ccedil;&atilde;o em IPI. No estudo de Mendes et al. (2010), concluiuse que a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais, tanto ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o base, como da forma&ccedil;&atilde;o especializada constitui um fator que determina a qualidade do servi&ccedil;o prestado em IPI. Outro fator relevante &eacute; a exist&ecirc;ncia de supervis&atilde;o, pois esta permite que o foco da interven&ccedil;&atilde;o permane&ccedil;a nas pr&aacute;ticas baseadas na evid&ecirc;ncia, ao promover nos profissionais uma reflex&atilde;o acerca do trabalho efetuado e uma atualiza&ccedil;&atilde;o constante. Mendes (2010) refere que, para que se realizem mudan&ccedil;as nas pr&aacute;ticas de IPI existentes, &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais promovam o seu crescimento profissional, revelando-se, ent&atilde;o, necess&aacute;rio um maior investimento na forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais em pr&aacute;ticas recomendadas. Desta forma, revela-se importante que os programas de IPI proporcionem essa forma&ccedil;&atilde;o, de prefer&ecirc;ncia, ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de autoavalia&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas, para promover a sua melhoria (Aytch et al., 2004). </P >    <p>Ap&oacute;s terem sido discutidos os resultados obtidos &eacute; importante ter em conta um conjunto de limita&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o inerentes &agrave;s op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas que serviram de guia para o presente trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o. As limita&ccedil;&otilde;es identificadas exigem prud&ecirc;ncia na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos e permitem sugerir recomenda&ccedil;&otilde;es para futuras investiga&ccedil;&otilde;es a realizar neste dom&iacute;nio. </P >     <p>No que diz respeito &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter metodol&oacute;gico, deve-se referir que as an&aacute;lises realizadas n&atilde;o tiveram em considera&ccedil;&atilde;o a estrutura hier&aacute;rquica da amostra, isto &eacute;, n&atilde;o consideram o facto de v&aacute;rios profissionais pertencerem &agrave; mesma equipa, o que tem implica&ccedil;&otilde;es em termos de independ&ecirc;ncia dos dados. Recomenda-se que futuras investiga&ccedil;&otilde;es considerem o facto de as perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas da sua equipa serem, muito provavelmente, mais semelhantes entre si do que a perce&ccedil;&atilde;o de profissionais que integram equipas diferentes, recorrendo a an&aacute;lises multin&iacute;vel. &Eacute; importante referir, ainda, que o instrumento utilizado no presente estudo permite recolher dados acerca das perce&ccedil;&otilde;es dos profissionais sobre as pr&aacute;ticas e n&atilde;o acerca da qualidade das pr&aacute;ticas propriamente ditas. Assim, ponderamos a import&acirc;ncia de, no futuro, se avaliar a pr&aacute;tica dos profissionais, com base na observa&ccedil;&atilde;o participada, com o objetivo de retratar, de facto, as pr&aacute;ticas utilizadas pelos profissionais. Futuras linhas de investiga&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o, ainda, incidir sobre um conhecimento mais aprofundado do instrumento utilizado, ao incluir, por exemplo, a realiza&ccedil;&atilde;o de uma an&aacute;lise de componentes principais para conhecer melhor a estrutura da escala, e a forma como se organizam os itens, verificando em que medida os componentes identificados por McWilliam et al. (2007) se verificam na nossa amostra. </P >     <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es que foram referidas, pensamos que esta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro estudo efetuado em que se teve em conta a perce&ccedil;&atilde;o dos profissionais da IPI no Alentejo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&aacute;ticas t&iacute;picas e &agrave;s pr&aacute;ticas que consideram ideais. Os resultados obtidos neste estudo, apesar de n&atilde;o deverem, nem poderem, ser extrapolados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, podem ser generalizados para o Alentejo. </P >    <p>Do conjunto de resultados analisados e discutidos emergem algumas implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas, tendo em vista a promo&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas dos profissionais das ELI do Alentejo, real&ccedil;ando a necessidade de: (a) transmitir aos profissionais de IPI informa&ccedil;&otilde;es sobre as pr&aacute;ticas recomendadas, atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o; (b) considerar os resultados da presente investiga&ccedil;&atilde;o para o planeamento de futuras forma&ccedil;&otilde;es; (c) utilizar os itens da FINESSE como guia das pr&aacute;ticas recomendadas, dado que as pr&aacute;ticas consideradas ideais pelos profissionais de IPI do Alentejo se aproximam dos valores m&aacute;ximos da escala. Com vista a uma promo&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas recomendadas, seria importante dar continuidade &agrave; presente investiga&ccedil;&atilde;o, de modo a compreender os motivos subjacentes &agrave;s discrep&acirc;ncias entre as pr&aacute;ticas t&iacute;picas e as pr&aacute;ticas ideais. Esta compreens&atilde;o poder&aacute; ajudar a fundamentar mudan&ccedil;as no funcionamento do SNIPI, nomeadamente no que diz respeito aos recursos a proporcionar aos profissionais, para que estes utilizem pr&aacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias. </P >    <p>Concluindo, &eacute; fundamental compreender o modo como os profissionais, que diariamente desenvolvem a sua pr&aacute;tica junto de crian&ccedil;as e fam&iacute;lias apoiadas em IPI, avaliam a sua pr&oacute;pria interven&ccedil;&atilde;o, investigando as suas perce&ccedil;&otilde;es acerca das pr&aacute;ticas ideais, tendo em conta o seu conhecimento e a sua experi&ecirc;ncia. Assim, parece de extrema import&acirc;ncia que se d&ecirc; continuidade a esta linha de investiga&ccedil;&atilde;o, com o fim de conhecer a realidade dos profissionais do restante territ&oacute;rio nacional. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Almeida, I. C. (2009). <I>Estudos sobre interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal: Ideias dos especialistas, dos profissionais e das fam&iacute;lias</I>. Lisboa: Instituto Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Aytch, L. S., Castro, D. C., &amp; Selz-Campbell, L. (2004). Early intervention services assessment scale (EISAS): Conceptualization and development of a program quality self-assessment instrument. <I>Infants &amp; Young Children</I>, <I>17</I>(2), 236-246.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bailey Jr., D. B. (1994). Working with families of children with special needs. In M. Wolery &amp; J. S. Wilbers (Eds.), <I>Including children with special needs in early childhood programs </I>(pp. 23-44). Washington, DC: National Association for the Education of Young Children.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bailey, D. B., Bruder, M., Hebbeler, K., Carta, J., Defosset, M., Greenwood, C., ..., Barton, L. (2006). Recommended outcomes for families of young children with disabilities. <I>Journal of Early Intervention, 28</I>(4), 227-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bairr&atilde;o, J., &amp; Almeida, I. C. (2003). <I>Contributos para o estudo das pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o precoce em Portugal. </I>Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Boavida, J., Carvalho, L., &amp; Espe-Sherwindt, M. (2009). Early childhood intervention in Portugal: Interplay of family centered, community based and interdisciplinary factors. In B. Carpenter, J. Schloesser, &amp; J. Egerton (Eds.), <I>European developments in early childhood intervention </I>(pp.1-25). Eurlyaid Publication.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Boavida, T., Aguiar, C., McWilliam, R. A., &amp; Pimentel, J. S. (2010). Quality of individualized education program goals of preschoolers with disabilities<I>. Infants &amp; Young Children</I>, <I>23</I>(3), 233-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bricker, D. (2001). The natural environment: A useful construct? <I>Infants &amp; Young Children, 13</I>(4), 21-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bruder, M. B. (2000). <I>The Individual Family Service Plan (IFSP): ERIC Digest #E605. </I>Arlington, VA: ERIC Clearinghouse on Disabilities and Gifted Education, Council for Exceptional Children.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Buysse, V., &amp; Wesley, P. (2005). <I>Consultation in early childhood settings. </I>London: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201300010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Campelo, L. F., &amp; Nunes, C. (2008). A avalia&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia atrav&eacute;s dos planos individualizados de apoio &agrave; fam&iacute;lia. <I>INFAD, Revista de Psicologia, 1</I>, 55-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cara-Linda, M. A. R. (2007). <I>Abordagem centrada na fam&iacute;lia: Avalia&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas num projeto de interven&ccedil;&atilde;o precoce </I>(Tese de mestrado n&atilde;o publicada). Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carpenter, B. (2007). The impetus for family-centred early childhood intervention. <I>Child: Care, Health and Development</I>, <I>33</I>(6), 664-669.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Decreto-Lei n.&ordm; 281/2009. <I>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, </I>1&ordf; S&eacute;rie, n.&ordm; 193, 6 de outubro de 2009, pp. 7298-7301. </P >    <p>Despacho Conjunto n.&ordm; 891/99. <I>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</I>, 2&ordf; S&eacute;rie, n.&ordm; 244, 19 de outubro de 1999, pp. 15566-15568. </P >    <!-- ref --><p>Dion&iacute;sio, S. (2009). <I>A Interven&ccedil;&atilde;o precoce nos ambientes naturais: Os t&eacute;cnicos do projeto integrado de interven&ccedil;&atilde;o precoce do distrito de Coimbra </I>(Disserta&ccedil;&atilde;o de licenciatura n&atilde;o publicada). Universidade do Algarve, Faro, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201300010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J. (2006). Parent-mediated everyday child learning opportunities: I. Foundations and operationalization. <I>CASEinPoint</I>. Retirado de <a href="http://www.fippcase.org/caseinpoint/caseinpoint_vol2_no2.pdf" target="_blank">www.fippcase.org/caseinpoint/caseinpoint_vol2_no2.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201300010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunst, C. J., &amp; Bruder, M. B. (2002). Valued outcomes of service coordination, early intervention and natural environments. <I>Exceptional Children, 68</I>(3), 361-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J., Johanson, Trivette, C., &amp; Hamby, D. (1991). Family-oriented early intervention policies and practices: Family-centered or not? <I>Exceptional Children</I>, <I>58, </I>115-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dunst, C. J., Trivette, C., Raab, M., &amp; Masiello, T. L. (2008). Early child contingency learning and detection: Research evidence and implications for practice. <I>Exceptionality</I>, <I>14</I>(4), 4-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201300010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Dunst, C. J., Hamby, D. Trivette, C. M., Raab, M., &amp; Bruder, M. B. (2002). Young children&rsquo;s participation in everyday family and community activity. <I>Psychological Reports</I>, <I>91</I>, 875-897. </P >     <!-- ref --><p>Figueiredo, A. (2008). <I>Envolvimento familiar no processo educativo da crian&ccedil;a com incapacidades: Perce&ccedil;&atilde;o dos educadores de ensino especial e dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o </I>(Tese de mestrado n&atilde;o publicada). Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Franco, V., &amp; Apol&oacute;nio, A. (2008). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da interven&ccedil;&atilde;o precoce no Alentejo: Crian&ccedil;a, fam&iacute;lia e comunidade</I>. &Eacute;vora: Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201300010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gronita, J., Matos, C., Pimentel, J. S., Bernardo, A. C., &amp; Marques, J. D. (2011). <I>Interven&ccedil;&atilde;o precoce: O processo de constru&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas </I>(Relat&oacute;rio final n&atilde;o publicado). Lisboa: Cooperativa Torreguia. Retirado de <a href="http://www.gulbenkian.pt/media/files/FTP_files/pdfs/PGDesenvolvimentoHumano/PGDH_RelBoasPraticas.pdf" target="_blank">http://www.gulbenkian.pt/media/files/FTP_files/pdfs/PGDesenvolvimentoHumano/PGDH_RelBoasPraticas.pdf</a></P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hanft, B. E., &amp; Pilkington, K. O. (2000). Therapy in natural environments: The means or end goal for early intervention? <I>Infants &amp; Young Children</I>, <I>12</I>(4), 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201300010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hebbeler, K., Spiker, D., Bailey, D., Scarborough, A., Mallik, S., Simeonsson, R., ..., Nelson, L. (2007). <I>Early intervention for infants and toddlers with disabilities and their families: Participants, services, and outcomes</I>. Final Report of the National Early Intervention Longitudinal Study (NEILS). Retirado de <a href="http://www.sri.com/neils/pdfs/NEILS_Final_Report_02_07.pdf" target="_blank">http://www.sri.com/neils/pdfs/NEILS_Final_Report_02_07.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201300010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>McBride, S., Brotherson, M., Joanning, H., Whiddon, D., &amp; Demmit, A. (1993). Implementation of family &ndash; centered services: Perceptions of families and professionals. <I>Journal of Early Intervention</I>, <I>17</I>(4), 414-430. </P >     <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2008). <I>Families in natural environments scale of service evaluation (FINESSE) </I>(Dion&iacute;so, S., Martins, H., &amp; Carvalho, L., Trad.). Universidade do Algarve, Faro, Portugal (publica&ccedil;&atilde;o original 2000).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201300010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2010a). Assessing families&acute; needs with the routines-based interview. In R. A. McWilliam (Ed.), <I>Working with families of children with special needs </I>(pp. 27-59). New York, NY: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201300010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A. (2010b). Early intervention in natural environments: A five component model. <I>Early Steps</I>. Retirado de <a href="http://www.siskin.org/downloads/EINE__-_A_Five-Component_Model.pdf" target="_blank">http://www.siskin.org/downloads/EINE__-_A_Five-Component_Model.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201300010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McWilliam, R. A., Rasmussen, J. L., &amp; Snyder, P. (2007<I>). Measuring services to families in natural environments. </I>Unpublished manuscript. Vanderbilt University, Nashville, TN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201300010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>McWilliam, R. A., Snyder, P., Harbin, G. L., Porter, P., &amp; Munn, D. (2000). Professionals&rsquo; and families&rsquo; perceptions of family-centered practices in infant-toddler services. <I>Early Education &amp; Development, 11</I>(4<I>), </I>519-538. </P >    <!-- ref --><p>McWilliam, R. A., Ferguson, A., Harbin, G., Porter, P., Munn, D., &amp; Vandiviere, P. (1998). The familycenteredness of Individualized Family Service Plans. <I>Topics in Early Childhood Special Education</I>, <I>18</I>(2), 69-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201300010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mendes, E. (2010). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade em interven&ccedil;&atilde;o precoce: Pr&aacute;ticas no distrito de Portalegre. </I>(Tese de doutoramento n&atilde;o publicada). Universidade do Porto, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201300010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mendes, E., Pinto, A. I., &amp; Pimentel, J. S. (2010). Qualidade das pr&aacute;ticas em interven&ccedil;&atilde;o precoce: Uma prioridade. In C. Nogueira, I. Silva, L. Lima, A. T. Almeida, R. Cabecinhas, R. Gomes, C. Machado, A. Maia, A. Sampaio, &amp; M. C. Taveira (Eds.), <I>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia </I>(pp. 3009-3023). Retirado de <a href="http://www.actassnip2010.com" target="_blank">http://www.actassnip2010.com</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201300010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Moore, T., &amp; Larkin, H. (2005). <I>More than my child&rsquo;s disability&hellip;: A comprehensive literature review about family-centered practice and family experiences of early childhood intervention services. </I>Victoria: Scope. </P >    <!-- ref --><p>Pereira, A. P., &amp; Serrano, A. M. (2009). Pr&aacute;ticas centradas na fam&iacute;lia em interven&ccedil;&atilde;o precoce: Um estudo nacional sobre pr&aacute;ticas profissionais. In B. Silva, L. Almeida, A. Barca, &amp; M. Peralbo (Orgs.), <I>Atas do X Congresso Internacional Galego-Portugu&ecirc;s de Psicopedagogia </I>(pp. 4589-4604). Braga: Universidade do Minho, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201300010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pimentel, J. S. (2005). <I>Interven&ccedil;&atilde;o focada na fam&iacute;lia: Desejo ou realidade. </I>Lisboa: Secretariado Nacional para a Reabilita&ccedil;&atilde;o e Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas com Defici&ecirc;ncia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201300010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pinto, A. I., Grande, C., Felgueiras, I., Almeida, I. C., Pimentel, J. S., &amp; Novais, I. (2009). Interven&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o em idades precoces: O legado de Joaquim Bairr&atilde;o. <I>Psicologia, XXIII</I>(2), 21-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201300010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rantala, A., Uotinem, S., &amp; McWilliam, R. A. (2009). Providing early intervention within natural environments: A cross-cultural comparison. <I>Infants &amp; Young Children, 22</I>(2), 119-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201300010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Salisbury, C. L., Woods, J., &amp; Copeland, C. (2010). Provider perspectives on adopting and using collaborative consultation in natural environments. <I>Topics in Early Childhood Special Education</I>, <I>30</I>(3), 132-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201300010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sandall, S., Hemmetter, M. L., Smith, B., &amp; McLean, M. (2005). <I>DEC recommended practices: A comprehensive guide for application in early intervention/early childhood special education</I>. Longmont, CO: Sopris West.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201300010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Serrano, A. M., &amp; Boavida, J. (2011). Early childhood intervention: The Portuguese pathway towards inclusion. <I>Revista Educaci&oacute;n Inclusiva, 4</I>(1), <I>43-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Smith, B. J., Strain, P. S., Snyder, P., Sandall, S. R., McLean, M. E., Ramsey, A. B., &amp; Sumi, W. C. (2002). DEC Recommended practices: A review of 9 years of EI/ECSE research literature. <I>Journal of Early Intervention</I>, <I>25</I>(2), 108-119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201300010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Subcomiss&atilde;o Regional do Alentejo. (2010). <I>Relat&oacute;rio Anual de Atividades</I>. Retirado de <a href="http://www.arsalentejo.minsaude.pt/saudepublica/PromocaoSaude/IntervencaoPrecoce/Documents/Relatorio%20Actividades%20 Sub-comissao%20Regional%20-%202010.pdf" target="_blank">http://www.arsalentejo.minsaude.pt/saudepublica/PromocaoSaude/IntervencaoPrecoce/Documents/Relatorio%20Actividades%20 Sub-comissao%20Regional%20-%202010.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201300010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Turnbull, A., Summers, J., Turnbull, R., Brotherson, J., Winton, P., Roberts, R., ..., Stroup-Rentier, V. (2007). Family supports and services in early intervention: A bold vision. <I>Journal of Early Intervention, 29</I>(3), 187-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201300010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Warfield, M. E., &amp; Hauser-Cram, P. (2005). Monitoring and evaluation in early intervention programs. In M. J. Guralnick (Ed.), <I>The developmental systems approach to early intervention </I>(pp. 351-372). Baltimore, MD: Paul H. Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201300010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Woods, J., &amp; Kashinath, S. (2007). Expanding opportunities for social communication into daily routines<I>. Early Childhood Services</I>, <I>1</I>(2), 13-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201300010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Woods, J., &amp; Lindeman, D. P. (2008). Gathering and giving information with families. <I>Infants &amp;Young Children</I>, <I>21</I>(4), 272-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201300010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >Este artigo baseia-se na tese de mestrado da primeira autora. A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Cec&iacute;lia Aguiar, ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Av.&ordf; das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:cecilia.rosario.aguiar@iscte.pt">cecilia.rosario.aguiar@iscte.pt</a></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >&nbsp;</P >     <P   >NOTAS</P >     <P   ><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> No Decreto-Lei n.&ordm; 281/2009, que implementou o Sistema Nacional de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce na Inf&acirc;ncia em Portugal, utiliza-se a designa&ccedil;&atilde;o Plano Individual de Interven&ccedil;&atilde;o Precoce (PIIP). </P >     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Nos casos em que uma equipa tinha dois coordenadores, selecionou-se aquele que tinha mais anos de experi&ecirc;ncia em IPI. </P >     <p><sup><a href="/img/revistas/aps/v31n1/31n1a04q5.jpg">3</a></sup> Na vers&atilde;o distribu&iacute;da aos profissionais, o item foi formulado, da forma apresentada, mas recomenda-se a sua reformula&ccedil;&atilde;o para Necessidade dos comportamentos alvo, em subsequentes revis&otilde;es da FINESSE.</P >     
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