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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A disfunção sexual em homossexuais masculinos: Potencialidades e desafios]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper was carried out a review of the literature on the etiology, prevalence, diagnosis and treatment of sexual dysfunction in male homosexuals, highlighting the main weaknesses, challenges and gaps that cover this topic. The synthesis and integration of the main theoretical and empirical developments in the scientific literature, national and international stresses that studies addressing these issues are scarce and present results inconsistent and sometimes contradictory. The literature also reveals the lack of specific clinical criteria, a rehabilitation program or models of action for sexual dysfunction in the field of homosexuality because they focus on theoretical and practical heterosexual and denies the need for background and specificity of the homosexual population. Lastly, in order to promote the development of further research, we suggest further investigations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Disfunção sexual]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>A disfun&ccedil;&atilde;o sexual em homossexuais masculinos: Potencialidades e desafios </B></p>     <P   ><b>Ana Garrett<Sup>* </Sup>e M&oacute;nica Sousa </b></P >     <P   ><Sup>* </Sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Social, ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa </P >     <P   ><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <P   >Neste artigo efectuou-se uma revis&atilde;o da literatura sobre a etiologia, a preval&ecirc;ncia, o diagn&oacute;stico e o tratamento das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais em homossexuais masculinos, destacando as principais fragilidades, os desafios e as lacunas que revestem esta tem&aacute;tica. A s&iacute;ntese e integra&ccedil;&atilde;o dos principais desenvolvimentos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos da literatura cient&iacute;fica, nacional e internacional, sublinha que os estudos que abordam esta tem&aacute;tica s&atilde;o escassos e apresentam resultados pouco consistentes e por vezes contradit&oacute;rios. A literatura revela, ainda, a inexist&ecirc;ncia de crit&eacute;rios cl&iacute;nicos espec&iacute;ficos, de programa de reabilita&ccedil;&atilde;o ou de modelos de actua&ccedil;&atilde;o para a disfun&ccedil;&atilde;o sexual no campo da homossexualidade, pois estes centram-se no referencial te&oacute;rico e pr&aacute;tico dos heteros </B>sexuais e renegam para segundo plano as necessidades e especificidades da popula&ccedil;&atilde;o homossexual. Por fim, e de modo a potenciar o desenvolvimento de mais pesquisas nesta &aacute;rea, s&atilde;o ainda dadas algumas sugest&otilde;es para ulteriores trabalhos. </P >    <P   ><B>Palavras-chave: </B>Disfun&ccedil;&atilde;o sexual, Homossexualidade, Reabilita&ccedil;&atilde;o sexual, Sexualidade. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >This paper was carried out a review of the literature on the etiology, prevalence, diagnosis and treatment of sexual dysfunction in male homosexuals, highlighting the main weaknesses, challenges and gaps that cover this topic. The synthesis and integration of the main theoretical and empirical developments in the scientific literature, national and international stresses that studies addressing these issues are scarce and present results inconsistent and sometimes contradictory. The literature also reveals the lack of specific clinical criteria, a rehabilitation program or models of action for sexual dysfunction in the field of homosexuality because they focus on theoretical and practical heterosexual and denies the need for background and specificity of the homosexual population. Lastly, in order to promote the development of further research, we suggest further investigations. </P >     <P   ><B>Key-words: </B>Erectile dysfunction, Homosexuality, Sexual rehabilitation, Sexuality. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <P   >Pertinentes e fulcrais avan&ccedil;os emp&iacute;ricos e cient&iacute;ficos na &aacute;rea das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais t&ecirc;m ocorrido em Portugal (Carvalho &amp; Nobre, 2010; Nobre, 2006; Quinta Gomes &amp; Nobre, 2011), embora com particular preju&iacute;zo para a popula&ccedil;&atilde;o L&eacute;sbica, Gay, Bissexual e Transg&eacute;nero (LGBT). Tal como no contexto nacional, estudar pessoas LGBT &eacute; algo pouco frequente no panorama da literatura internacional (Kuyper &amp; Vanwesenbeeck, 2011), podendo ser um reflexo da valida&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica relativamente &agrave;s imagens da cultura popular (Fraz&atilde;o &amp; Ros&aacute;rio, 2008). </P >    <P   >Este artigo de revis&atilde;o tem como objectivo sintetizar e integrar os principais desenvolvimentos te&oacute;ricos e emp&iacute;ricos da literatura cient&iacute;fica, nacional e internacional, em torno da disfun&ccedil;&atilde;o sexual em gay&rsquo;s, dando particular destaque &agrave; etiologia, &agrave; preval&ecirc;ncia, ao diagn&oacute;stico e ao tratamento dessa problem&aacute;tica. Procura, assim, contribuir para o cont&iacute;nuo avan&ccedil;o cient&iacute;fico desta tem&aacute;tica atrav&eacute;s do debate das suas fragilidades, bem como, das suas potencialidades. Paralelamente, ser&atilde;o ainda dadas poss&iacute;veis sugest&otilde;es para ulteriores trabalhos que visem o aprofundamento do conhecimento da tem&aacute;tica em an&aacute;lise. </P >    <p>MATERIAL E M&Eacute;TODOS </P >     <P   >Este estudo constitui uma revis&atilde;o da literatura (Fern&aacute;ndez-R&iacute;os &amp; Buela-Casal, 2009), elaborada entre Junho de 2011 e Janeiro de 2012, atrav&eacute;s de uma pesquisa nas bases de dados Pubmed (Medline), Scopus, ISI Web of Knowledge, SAGE, Science direct, EBSCO, PsycARTICLES e SciELO. Como complemento foi consultado o <I>site </I>da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as e as bibliotecas do Instituto da Universidade de Lisboa (ISCTE-IUL) e da Universidade de Aveiro. As palavras-chaves utilizadas foram as seguintes: &ldquo;gay&rdquo;, &ldquo;homosexuality&rdquo;, &ldquo;sexual orientation&rdquo;, &ldquo;sexuality&rdquo;, &ldquo;sexual satisfaction&rdquo; e &ldquo;sexual dysfunction&rdquo;. Por se considerar ser de extrema pertin&ecirc;ncia evidenciar os estudos efectuados a n&iacute;vel nacional, adicionalmente, integr&aacute;mos nesta pesquisa uma tese de doutoramento que visou a constru&ccedil;&atilde;o de uma matriz de interven&ccedil;&atilde;o clinica para a reabilita&ccedil;&atilde;o da sexualidade. </P >     <p>Foram exclu&iacute;dos os artigos encontrados em duplicado, as cartas de respostas a artigos e os artigos que n&atilde;o apresentavam qualquer refer&ecirc;ncia &agrave; sexualidade e &agrave; disfun&ccedil;&atilde;o sexual de heterossexuais ou homossexuais masculinos; foram inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o os artigos que estavam dispon&iacute;veis &ldquo;<I>online</I>&rdquo;, constituindo a leitura anal&iacute;tica e integral de cada estudo o <I>corpus </I>que delimitou o material de an&aacute;lise para a revis&atilde;o da literatura. </P >    <p>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa sobre a tem&aacute;tica da disfun&ccedil;&atilde;o sexual em homossexuais resultou em 39 artigos, tr&ecirc;s livros e uma tese de doutoramento, que ser&atilde;o analisados e discutidos em conson&acirc;ncia com os n&uacute;cleos tem&aacute;ticos identificados. </P >    <p>DISFUN&Ccedil;&Atilde;O SEXUAL EM HOMOSSEXUAIS </P >    <p>At&eacute; a um passado recente e no que concerne &agrave; sa&uacute;de sexual, pouca aten&ccedil;&atilde;o formal foi dirigida &agrave; popula&ccedil;&atilde;o LGBT, adoptando a comunidade cient&iacute;fica uma postura de afastamento (Bhugra &amp; Wright, 2007; Kuyper &amp; Vanwesenbeeck, 2011; Zamboni &amp; Crawford, 2007). Uma revis&atilde;o da literatura publicada entre 1980 e 1999 confirma o reduzido interesse dos investigadores nesta tem&aacute;tica, uma vez que, de um universo de 3777 artigos, apenas 15 se centram na disfun&ccedil;&atilde;o sexual de pessoas LGBT (Boehmer, 2002). Contudo, a maioria dos estudos que incidem sobre esta tem&aacute;tica, baseiam-se na heteronormatividade (Hart &amp; Schwartz 2010; Safren &amp; Rogers, 2001), o que releva a exist&ecirc;ncia de uma separa&ccedil;&atilde;o artificial entre a disfun&ccedil;&atilde;o sexual de heterossexuais e a de homossexuais. </P >    <p>Com o aprofundamento do conhecimento em torno da sexualidade, a identifica&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as entre os heterossexuais e os homossexuais, tornou-se uma realidade, atribuindo a cada uma das orienta&ccedil;&otilde;es sexuais aspectos particulares, bem como aspectos comuns (Mao et al., 2009; Sandfort &amp; de Keizer, 2001). </P >    <p>No que diz respeito &agrave;s diferen&ccedil;as entre os homossexuais e os heterossexuais, Bancroft, Janssen, Strong e Vukadinovic (2003) referem o n&uacute;mero de parceiros sexuais e a idade das primeiras dificuldades de cariz sexual. O mesmo autor destaca ainda outras vari&aacute;veis que n&atilde;o se aplicam aos heterossexuais, mas que influenciam negativamente a sexualidade dos homossexuais, designadamente, o <I>stress </I>minorit&aacute;rio, o ocultar da orienta&ccedil;&atilde;o sexual e as experi&ecirc;ncias de discrimina&ccedil;&atilde;o e rejei&ccedil;&atilde;o. Bell (1999) aponta tamb&eacute;m outra diferen&ccedil;a, as hemorr&oacute;idas causadas pela dilata&ccedil;&atilde;o do plexo venoso anal. As investiga&ccedil;&otilde;es real&ccedil;am, ainda, que os casais homossexuais, comparativamente aos casais heterossexuais, apresentam com maior frequ&ecirc;ncia dificuldades er&eacute;cteis (Bancroft et al., 2003) e ejacula&ccedil;&atilde;o prematura (Laumann, Paik, &amp; Rosen, 1999). </P >    <p>Todavia, nas investiga&ccedil;&otilde;es levadas a cabo por Bancroft, Carnes, Janssen, Goodrich e Long (2005) e por Kuyper e Vanwesenbeeck (2011), os resultados sugerem a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas entre a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual ou a disfun&ccedil;&atilde;o sexual entre homossexuais ou heterossexuais. </P >    <p>Recentemente, come&ccedil;a-se a ponderar que a disfun&ccedil;&atilde;o sexual em homossexuais masculinos pode estar associada a uma multiplicidade de factores, designadamente, biol&oacute;gicos, sociais (idade, desemprego, stress, estigma social, suporte social, heterosexismo, rela&ccedil;&atilde;o conjugal), f&iacute;sicos (decr&eacute;scimo da actividade f&iacute;sica devido a doen&ccedil;as cr&oacute;nicas), psicol&oacute;gicos (depress&atilde;o, ansiedade e homofobia internalizada) e comportamentais (&aacute;lcool, drogas e comportamentos sexuais de risco) (Bhugra &amp; Wright, 2004, 2007; Lau, Kim, &amp; Tsui, 2008; Mao et al., 2009). </P >    <p>A literatura prop&otilde;e que os estere&oacute;tipos sociais e a discrimina&ccedil;&atilde;o social coloquem os homossexuais masculinos numa posi&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade psicol&oacute;gica que se poder&aacute; expressar atrav&eacute;s da ansiedade e do afecto deprimido, podendo repercutir-se negativamente no seu desempenho sexual (Mao et al., 2009), na diminui&ccedil;&atilde;o do desejo sexual e em dificuldades de erec&ccedil;&atilde;o (Bancroft et al., 2005). No mesmo sentido, v&aacute;rios estudos t&ecirc;m evidenciado uma associa&ccedil;&atilde;o entre a discrimina&ccedil;&atilde;o e o incremento de problemas de ordem sexual, com a diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Otis, Rostosky, Riggle, &amp; Hamrin, 2006; Zamboni &amp; Crawford, 2007). Todavia, os estudos que procuram averiguar o efeito dessas respostas emocionais no funcionamento sexual s&atilde;o escassos e apresentam resultados pouco consistentes e por vezes contradit&oacute;rios. Uma an&aacute;lise mais atenta da metodologia utilizada nos diferentes estudos permite, no entanto, verificar que a diversidade dos resultados pode ser uma consequ&ecirc;ncia do tamanho da amostra e da multiplicidade das metodologias adoptadas (Sandfort &amp; Keizer, 2001). </P >    <p>No que respeita &agrave; homofobia internalizada, uma investiga&ccedil;&atilde;o recente apresenta correla&ccedil;&otilde;es positivas entre a homofobia internalizada e a depress&atilde;o, e correla&ccedil;&otilde;es negativas entre a homofobia e a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e a homofobia e o <I>coming out </I>(Rosser, Bockting, Ross, Miner, &amp; Coleman, 2008). Tem tamb&eacute;m sido assinalada a associa&ccedil;&atilde;o da homofobia internalizada com a diminui&ccedil;&atilde;o da atrac&ccedil;&atilde;o e da satisfa&ccedil;&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o de casais do mesmo sexo, culminado no seu deterioramento (Mohr &amp; Daly, 2008). No mesmo sentido, Kuyper e Vanwesenbeeck (2011), consideram que a homofobia internalizada &eacute; um importante preditor da sa&uacute;de sexual, particularmente no que concerne &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e &agrave; disfun&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <p>Embora, teoricamente, se conceba a influ&ecirc;ncia da homofobia internalizada no contexto sexual, s&atilde;o escassos os estudos que averiguam e concluem a sua influ&ecirc;ncia directa na sexualidade dos homossexuais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m desta relativa inconsist&ecirc;ncia do efeito dos factores psicol&oacute;gicos e sociais na resposta sexual, fica ainda por esclarecer o efeito directo dos comportamentos aditivos, em particular o consumo de &aacute;lcool e de drogas, no decorrer da actividade sexual (Zamboni &amp; Crawford, 2007). </P >    <p>Uma outra &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o no campo da disfuncionalidade sexual &eacute; a influ&ecirc;ncia do HIV. Alguns estudos revelam que o tratamento farmacol&oacute;gico para o HIV contribui para a disfun&ccedil;&atilde;o sexual, com particular incid&ecirc;ncia na disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil e na ejacula&ccedil;&atilde;o prematura (Cove &amp; Petrak, 2004; Shindel, Horberg, Smith, &amp; Breyer, 2011). </P >    <p>O comportamento sexual de risco est&aacute;, de igual modo, implicado na disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil nos gays, uma vez que a utiliza&ccedil;&atilde;o do preservativo &eacute;, frequentemente, associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do prazer sexual e ao aumento das dificuldades na erec&ccedil;&atilde;o (Adam, 2005). </P >    <p>PREVAL&Ecirc;NCIA </P >    <p>O conhecimento produzido em torno desta tem&aacute;tica permanece manifestamente insuficiente no que concerne &agrave; etiologia e &agrave; preval&ecirc;ncia das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais nesta popula&ccedil;&atilde;o minorit&aacute;ria, contudo, os raros estudos de preval&ecirc;ncia aventam que 97.5% dos gays afirmam ter tido algum tipo de disfun&ccedil;&atilde;o sexual no decurso da sua vida e 52.5% referem que este evento &eacute; uma das suas preocupa&ccedil;&otilde;es actuais (Bhugra &amp; Wright, 1995). Noutros estudos as disfun&ccedil;&otilde;es sexuais apresentam uma preval&ecirc;ncia entre 42.5% (Lau et al., 2008) e 49.1% (Lau, Kim, &amp; Tsui, 2006). A literatura sugere que a ordem da preval&ecirc;ncia das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais ocorre em primeiro lugar com a disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil, a avers&atilde;o &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o anal, a disfun&ccedil;&atilde;o org&aacute;stica, a ejacula&ccedil;&atilde;o prematura e a perturba&ccedil;&atilde;o do desejo sexual hipoactivo, sendo esta &uacute;ltima a menos comum (Rosser, Metz, Bockting, &amp; Buroker, 1997). No estudo de Lau e colaboradores (2006), 3.6% dos participantes relataram dor na penetra&ccedil;&atilde;o anal e 21.8% ejacula&ccedil;&atilde;o prematura. Num outro estudo levado a cabo pelos mesmos investigadores, os resultados apontaram para ejacula&ccedil;&atilde;o prematura (18.7%), dor na penetra&ccedil;&atilde;o anal (13.8%), aus&ecirc;ncia de prazer (13.8%), perturba&ccedil;&atilde;o do desejo sexual hipoactivo (8.3%), problemas er&eacute;cteis (6.3%) e anorgasmia (5.6%) (Lau et al., 2008). </P >    <p>Os estudos que analisam esta problem&aacute;tica na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa s&atilde;o ainda escassos. Todavia, Vendeira Pereira, Tomada e LaFuente em 2011, realizaram um dos estudos mais significativos em termos epidemiol&oacute;gicos realizado em Portugal, o estudo EPISEX-PT da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Esta investiga&ccedil;&atilde;o contou com uma amostra aleat&oacute;ria de 1250 homens, com idades compreendidas entre os 18 e 75 anos, e procurou, n&atilde;o s&oacute; determinar a preval&ecirc;ncia das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais, como caracteriz&aacute;-la sob o ponto de vista demogr&aacute;fico, sociol&oacute;gico e cl&iacute;nico. Embora os principais resultados deste estudo n&atilde;o se diferenciem de outros estudos desenvolvidos tamb&eacute;m Portugal ou no estrangeiro, h&aacute; a salientar algumas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, particularmente o facto da orienta&ccedil;&atilde;o sexual ser categorizada exclusivamente como heterossexual e parcial ou exclusivamente homossexual, sendo que 16.6% dos participantes optaram por n&atilde;o responder a esta quest&atilde;o. Pondera-se que nesta percentagem de aus&ecirc;ncia de resposta poderemos, eventualmente, encontrar indiv&iacute;duos que ainda n&atilde;o efectuaram o <I>coming out</I>, n&atilde;o se auto-identificando como homossexuais. Esta limita&ccedil;&atilde;o encontra-se, tamb&eacute;m, presente noutros estudos que se restringem a amostras constitu&iacute;das somente por indiv&iacute;duos que se assumem como homossexuais (Neville &amp; Henrickson, 2006, 2008). Outro dado a salientar, &eacute; o recurso a instrumentos que incluem itens unicamente associada &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o vaginal. </P >    <p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o os inqueridos que se auto-identificaram como sendo parcial ou exclusivamente homossexual (6.4%) referiram problemas relacionados com o desejo (1.5%), com a erec&ccedil;&atilde;o (0.8% eram parcialmente homossexuais) e com a ejacula&ccedil;&atilde;o (cerca de 1.9% eram parcialmente homossexuais e 0.9% exclusivamente homossexuais). </P >    <p>Para Hacioglu, Cosut Cakmak e Yildirim (2011), ser&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos epidemiol&oacute;gicos para atingir uma s&oacute;lida compreens&atilde;o desta problem&aacute;tica na sua globalidade, de forma a determinar a sua incid&ecirc;ncia e as suas causas, para assim, desenvolver com maior precis&atilde;o e detalhe modelos e estrat&eacute;gias de actua&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficas para esta popula&ccedil;&atilde;o minorit&aacute;ria. </P >    <p>SISTEMA DE CLASSIFICA&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>A defini&ccedil;&atilde;o adoptada pelo Manual de Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stica das Perturba&ccedil;&otilde;es Mentais IV &ndash; Texto Revisto (DSM IV &ndash; TR) (APA, 2006) e pelo Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as (CID &ndash; 10) (WHO, 2005) para as disfun&ccedil;&otilde;es sexuais, tem sido severamente criticada e colocada em causa, uma vez que a classifica&ccedil;&atilde;o utilizada est&aacute; exclusivamente associada &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o vaginal (Vroege, Gijs, &amp; Hengeveld, 1998), n&atilde;o existindo termos equivalentes para a penetra&ccedil;&atilde;o p&eacute;nis&acirc;nus (Bhugra &amp; Wright, 2007). O mesmo sucede com a defini&ccedil;&atilde;o adoptada em 2008 pela Sociedade Internacional da Medicina Sexual (Jern et al., 2010) e com os guidelines da Associa&ccedil;&atilde;o Europeia de Urologia (Hatzimouratidis et al., 2010) para o diagn&oacute;stico e tratamento da disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil e ejacula&ccedil;&atilde;o prematura. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o que sustenta todos estes sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o baseia-se em amostras constitu&iacute;das unicamente por heterossexuais e, consequentemente, direccionada para o coito vaginal, negligenciando a ocorr&ecirc;ncia da ejacula&ccedil;&atilde;o prematura e a dor genital durante a actividade sexual, tamb&eacute;m presentes nos homossexuais (Vroege et al., 1998). Estes pressupostos culminam na aus&ecirc;ncia de um diagn&oacute;stico espec&iacute;fico para essa popula&ccedil;&atilde;o (Jern et al., 2010). No entanto, as diferen&ccedil;as existentes nas disfun&ccedil;&otilde;es sexuais entre homossexuais e heterossexuais enaltecem a inadequabilidade da conceptualiza&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico universal (Jern et al., 2010; Mao et al., 2009). </P >    <p>A falta de consenso na defini&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o das disfun&ccedil;&otilde;es sexual em gays pode estar relacionada com o facto dos poucos estudos que abordam esta tem&aacute;tica se centrarem na disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil ou na ejacula&ccedil;&atilde;o prematura, sendo raros os estudos que exploram outras disfun&ccedil;&otilde;es sexuais nesta popula&ccedil;&atilde;o (Mao et al., 2009) ou que aprofundem a dor no sexo anal, muito frequente em gays e bissexuais (Hollows, 2007). </P >    <p>Recentemente, uma investiga&ccedil;&atilde;o pioneira levada a cabo pelos investigadores da Universidade de Minnesota, conceptualizaram a penetra&ccedil;&atilde;o anal dolorosa como uma nova disfun&ccedil;&atilde;o sexual, atribuindo-lhe o termo de anodispareunia (Damon &amp; Rosser, 2005). Hollows (2007) compara a anodispareunia &agrave; dispareunia feminina. Para estes investigadores, as futuras revis&otilde;es do DSM, dever&atilde;o reconhecer esta entidade como disfun&ccedil;&atilde;o sexual (Damon &amp; Rosser, 2005; Hollows, 2007). </P >    <p>TRATAMENTO </P >    <p>Apesar de nos &uacute;ltimos anos existir um maior interesse sobre a disfun&ccedil;&atilde;o sexual no campo da homossexualidade e de se ter investido em directivas para o trabalho psicoterap&ecirc;utico com esta popula&ccedil;&atilde;o (Hart &amp; Schwartz 2010; Safren &amp; Rogers, 2001), n&atilde;o se pode afirmar que existam crit&eacute;rios cl&iacute;nicos espec&iacute;ficos (Hacioglu et al., 2011), nem um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o ou modelos de actua&ccedil;&atilde;o (Bhugra &amp; Wright, 2007; Herbert, Hunt, &amp; Dell, 1994; Safren &amp; Rogers, 2001). Os modelos de interven&ccedil;&atilde;o sexual para esta popula&ccedil;&atilde;o partem do referencial te&oacute;rico e pr&aacute;tico dos heterossexuais, o que se traduz na inexist&ecirc;ncia de um modelo especificamente dirigido a esta popula&ccedil;&atilde;o (Hart &amp; Schwartz, 2010; Safren &amp; Rogers, 2001). Segundo Robert (2010), os profissionais de sa&uacute;de t&ecirc;m negligenciado a integra&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o sexual na hist&oacute;ria sexual dos pacientes, o que culmina na imposi&ccedil;&atilde;o da heterossexualidade nas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de. Paradoxalmente, na sexualidade heterossexual as interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e farmacol&oacute;gicas, t&ecirc;m minimizado progressivamente e at&eacute; mesmo anulado as caracter&iacute;sticas individuais, assim como dos casais envolvidos (Nobre, 2006). Salienta-se, contudo, que o medo do preconceito e da discrimina&ccedil;&atilde;o dificulta o acesso aos cuidados de sa&uacute;de desta minoria (Zamboni &amp; Crawford, 2007). Por isso, Bhugra e Wright (2007) sublinham que esses profissionais deveram exercer uma pr&aacute;tica livre de preconceito e discrimina&ccedil;&atilde;o, direccionado a sua aten&ccedil;&atilde;o para os factores e problemas espec&iacute;ficos das minorias sexuais. </P >    <p>Paralelamente &agrave; aus&ecirc;ncia de um programa de reabilita&ccedil;&atilde;o sexual especificamente dirigido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o gay, acresce o facto de ser nula ou reduzida a forma&ccedil;&atilde;o dos terapeutas sexuais acerca das especificidades desta popula&ccedil;&atilde;o (Bhugra &amp; Wright, 2007; Hart &amp; Schwartz 2010; Herbert et al., 1994; Safren &amp; Rogers, 2001). </P >    <p>Recentes investiga&ccedil;&otilde;es prop&otilde;em o modelo cognitivo-comportamental para o tratamento da disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil em homossexuais homens (Hart &amp; Schwartz 2010; Safren &amp; Rogers, 2001) No entanto, uma an&aacute;lise criteriosa pode revelar a exist&ecirc;ncia de incongru&ecirc;ncias, nomeadamente a apresenta&ccedil;&atilde;o apenas de casos cl&iacute;nicos e a aceita&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as existentes em termos sexuais entre homossexuais e heterossexuais, embora sejam irredut&iacute;veis na aplica&ccedil;&atilde;o dos mesmos pressupostos heterossexuais na comunidade gay. As publica&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis indicam que a reabilita&ccedil;&atilde;o sexual em homossexuais masculinos dever&aacute; contemplar diferentes tratamentos, atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o do m&oacute;dulo educacional, com a reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva e as t&eacute;cnicas comportamentais (Hart &amp; Schwartz 2010). </P >    <p>No futuro, a terapia sexual dever&aacute; compreender, n&atilde;o s&oacute; aspectos cruciais desta popula&ccedil;&atilde;o aparentemente <I>invis&iacute;vel</I>, mas tamb&eacute;m adquirir conhecimentos sobre as linhas de base de outros modelos e de indica&ccedil;&otilde;es para reencaminhamentos (Shires &amp; Miller, 1998), tal como j&aacute; sucede com a utiliza&ccedil;&atilde;o do Modelo PLISSIT (Permission, Limited Information, Specific Sugestions and Intensive Therapy) e do programa MO-RE-SEX (Modelo de Reabilita&ccedil;&atilde;o Sexual), instrumentos de interven&ccedil;&atilde;o integrados em matrizes que agregam diversos procedimentos educativos e explorat&oacute;rios (Annon, 1981; Garrett, 2011; Garrett &amp; Teixeira, 2006). </P >    <p>O crescente reconhecimento da import&acirc;ncia das vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas, assim como dos estere&oacute;tipos sociais (de onde se destaca a discrimina&ccedil;&atilde;o e o estigma social), da homofobia internalizada, do heterosexismo, dos comportamentos aditivos e de risco no funcionamento sexual, sugere a modifica&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es sexuais, em termos cognitivos e emocionais (Bhugra &amp; Wright, 2007). </P >    <p>Face ao exposto, o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o ter&aacute; que, obrigatoriamente, visar n&atilde;o s&oacute; os aspectos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos, mas tamb&eacute;m os comportamentos aditivos e de risco. Torna-se, assim, fundamental a exist&ecirc;ncia de interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas transdisciplinares que coadjuvem a terapia sexual. Em conson&acirc;ncia com o anteriormente referido, destaca-se a terapia de abuso de subst&acirc;ncias, com predom&iacute;nio para o &aacute;lcool (Herbert et al., 1994) e para as drogas recreativas (Smith, 2007). Nessa interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica transdisciplinar ser&aacute;, ainda, fulcral o trabalho psicoeducativo, de modo a poder auxiliar o paciente a desconstruir diversos mitos e os estere&oacute;tipos sociais da cultura ocidental (Hart &amp; Schwartz, 2010), no que concerne &agrave; express&atilde;o e viv&ecirc;ncia da sexualidade, assim como, na preven&ccedil;&atilde;o do HIV (Lau et al., 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </P >    <p>Os principais postulados te&oacute;ricos extra&iacute;dos desta revis&atilde;o da literatura refor&ccedil;am a necessidade de mais estudos com amostras constitu&iacute;das por minorias sexuais, como &eacute; o caso dos homossexuais masculinos retratados neste artigo. Acredita-se que tais estudos proporcionar&atilde;o, por um lado, a constru&ccedil;&atilde;o de alicerces te&oacute;ricos que potencializam o aprofundamento dos conhecimentos em torno dessa popula&ccedil;&atilde;o, por outro lado, o desenvolvimento e/ou aperfei&ccedil;oamento de modelos de actua&ccedil;&atilde;o como de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o na disfun&ccedil;&atilde;o sexual. </P >    <p>No que toca aos postulados metodol&oacute;gicos, advoga-se que a investiga&ccedil;&atilde;o nacional, com amostras constitu&iacute;das por homossexuais masculinos, dever&aacute; adaptar os instrumentos que utiliza &agrave;s minorias sexuais. A t&iacute;tulo de exemplo, essa investiga&ccedil;&atilde;o dever&aacute; substituir os itens associados &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o vaginal (coito vaginal) por termos equivalentes &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o p&eacute;nis-&acirc;nus. </P >    <p>A revis&atilde;o literatura salienta que a terapia sexual, solidificada pela teoria e pr&aacute;tica, urge adaptarse a esta realidade, de modo a poder fazer face &agrave;s dificuldades desta popula&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Apesar dos progressos cient&iacute;ficos, particularmente as mudan&ccedil;as metodol&oacute;gicas adoptadas nas investiga&ccedil;&otilde;es com as pessoas LGBT (Plummer, 2011) e da experi&ecirc;ncia at&eacute; ent&atilde;o desenvolvida, parece ut&oacute;pico supor que todos os problemas de ordem sexual dos homossexuais possam ser tratados com &ecirc;xito a partir dos pressupostos da heterossexualidade, renegando para segundo plano as evidentes diferen&ccedil;as existentes entre ambos. </P >    <p>Cr&ecirc;-se que tal generaliza&ccedil;&atilde;o poder&aacute; potencializar a indetermina&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia da terapia sexual cognitiva comportamental ou formas similares, estando esta mais envolta em incertezas do que em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas. Esta &eacute; uma das sugest&otilde;es apresentadas para investiga&ccedil;&otilde;es ulteriores, dado que se cr&ecirc; ser interessante investir em &aacute;reas de fragilidade e desenvolver o potencial das restantes, numa perspectiva de adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s particularidades da cultura gay, de forma a proporcionar um tratamento adequado &agrave; sua disfun&ccedil;&atilde;o sexual, o que certamente ir&aacute; culminar numa resposta terap&ecirc;utica mais adequada e especializada. Na mesma linha, pensamos ser de considerar a implementa&ccedil;&atilde;o de modelos recentemente desenvolvidos, concretamente o MO-RE-SEX (Garrett, 2011). Prev&ecirc;-se que assim se contribuir&aacute; para o aprofundamento do estado da arte, como tamb&eacute;m, se beneficiar&aacute; o sujeito em termos de qualidade de vida, e em particular a sua sa&uacute;de sexual (WHO, 2011). </P >    <p>Trata-se, contudo, de uma perspectiva promissora em termos de sa&uacute;de sexual, que necessita de uma vis&atilde;o sist&eacute;mica renovada de modo a poder conduzir a terapia sexual a um novo ciclo neste campo de ac&ccedil;&atilde;o, abrindo uma linha de investiga&ccedil;&atilde;o caracterizada pela abertura &agrave; diversidade. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Adam, B. (2005). Constructing the neoliberal sexual actor: Responsibility and care of the self in the discourse of barebackers. <I>Culture, Health &amp; Sexuality, 7</I>, 333-346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0870-8231201300010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>American Psychological Association (APA). (2006). <I>Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais &ndash; Texto revisto </I>(4&ordf; ed). Lisboa: Climepsi Editores. </P >    <!-- ref --><p>Annon, J. (1981). PLISSIT Therapy. In R. Corsini (Ed.), <I>Handbook of innovative psychotherapies </I>(pp. 626-639). New York: John Wiley &amp; Sons Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-8231201300010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bancroft, J., Carnes, L. C., Janssen, E., Goodrich, D., &amp; Long, J. S. (2005). Erectile and ejaculatory problems in gay and heterosexual men. <I>Archives of Sexual Behavior</I><I>, 34</I>, 285-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-8231201300010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bancroft, J., Janssen, E., Strong, D., &amp; Vukadinovic, Z. (2003). The relation between mood and sexuality in gay men. <I>Archives of Sexual Behavior, 32</I>(3), 231-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-8231201300010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bell, R. (1999). Homosexual men and women. <I>British Medical Journal, 318</I>, 452-455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-8231201300010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bhugra, D., &amp; Wright, B. (1995). Sexual dysfunction in gay men. <I>International Review of Psychiatry, 7, </I>247-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-8231201300010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bhugra, D., &amp; Wright, B. (2004). Sexual dysfunction in gay men and lesbians. <I>Sexual Disorders is Specific </I><I>Populations, 3</I>(2), 30-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-8231201300010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bhugra, D., &amp; Wright, B. (2007). Sexual dysfunction in gay men and lesbians. <I>Sexual Disorders Is Specific </I><I>Populations, 6</I>(3), 125-129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201300010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Boehmer, U. (2002). Twenty years of public health research inclusion of lesbian, gay, bisexual, and transgender populations. <I>American Journal of Public Health, 92</I>(7), 1225-1130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201300010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Carvalho, J., &amp; Nobre, P. J (2010). Gender issues and sexual desire: The role of emotional and relationship variables. <I>Journal of Sexual Medicine, 7</I>, 2469-2478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201300010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cove, J., &amp; Petrak, J. (2004). Factors associated with sexual problems in HIV-positive gay men. <I>International Journal of STD &amp; AIDS, 15</I>, 732-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201300010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Damon, W., &amp; Rosser, B. (2005). Anodyspareunia in men who have sex with men: Prevalence, predictors, consequences and the development of DSM diagnostic criteria. <I>Journal of Sex and Marital Therapy, 31</I>, 129-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201300010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez-R&iacute;os, L., &amp; Buela-Casal, G. (2009). Standards for the preparation and writing of Psychology review articles. <I>International Journal of Clinical and Health Psychology, 9</I>(2), 329-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201300010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fraz&atilde;o, P., &amp; Ros&aacute;rio, R. (2008). O <I>coming out </I>de gays e l&eacute;sbicas e as rela&ccedil;&otilde;es familiares. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVI</I>(1), 25-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201300010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Garrett, A. (2011). <I>Contributos para a reabilita&ccedil;&atilde;o da sexualidade dos lesionados medulares: Elabora&ccedil;&atilde;o de um programa reabilitador</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada, Universidade Fernando Pessoa, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201300010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Garrett, A., &amp; Teixeira, Z. (2006). A utiliza&ccedil;&atilde;o do modelo PLISSIT na abordagem da sexualidade do lesionado v&eacute;rtebro-medular por trauma. <I>Revista da FCHS &ndash; UFP, 3</I>, 237-244. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hacioglu, M., Cosut Cakmak, A., &amp; Yildirim, E. (2011). Sexual dysfuctions in homosexual men and women<I>. Archives of Neuropsychiatry, 48</I>(1), 39-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201300010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hart, T., &amp; Schwartz, D. (2010). Cognitive-behavioral erectile dysfunction treatment for gay men. <I>Cognitive and Behavioral Practice, 17</I>, 66-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201300010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hatzimouratidis, K., Amar, E., Eardley, I., Giuliano, F., Hatzichristou, D., Montorsi, F., ..., &amp; Wespes, E. (2010). Guidelines on male sexual dysfunction: Erectile dysfunction an premature ejaculation. <I>European Urology, 57</I>(5), 804-814.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201300010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Herbert, J., Hunt, B., &amp; Dell, G. (1994). Counseling gay men and lesbians with alcohol problems. <I>Journal of Rehabilitation, 60</I>(2), 52-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201300010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hollows, K. (2007). Anodyspareunia: A novel sexual dysfunction? An exploration into anal sexuality. <I>Sexual and Relationship Therapy, 22</I>(4), 429-443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201300010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Jern, P., Santtilaa, P., Johanssona, A., Alankoa, K., Saloa, B., &amp; Sandnabba, N. (2010). Is there an association between same-sex sexual experience and ejaculatory dysfunction? <I>Journal of Sex &amp; Marital Therapy, 36</I>, 303-312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kuyper, L., &amp; Vanwesenbeeck, I. (2011). Examining sexual health differences between lesbian, gay, bisexual, and heterosexual adults: The role of sociodemographics, sexual behavior characteristics, and minority stress. <I>Journal of Sex Research, 48</I>(2-3), 263-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lau, J., Kim, J., &amp; Tsui, H. (2006). Prevalence and factors of sexual problems in Chinese males and females having sex with the same-sex partners in Hong Kong: A population-based study. <I>International Journal of Impotence Research, 18</I>, 130-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201300010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lau, J., Kim, J., &amp; Tsui, H. (2008). Prevalence and sociocultural predictors of sexual dysfunction among Chinese men who have sex with men in Hong Kong. <I>Journal of Sexual Medicine</I>, <I>5</I>, 2766-2779.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Laumann, E. O., Paik, A., &amp; Rosen, R. C. (1999). Sexual dysfunction in the United States: Prevalence and predictors. <I>Journal of the American Medical Association</I>, <I>281</I>, 537-544.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mao, L., Newman, C., Kidd, M., Saltman, D., Rogers, G., &amp; Kippax, S. (2009). Self-reported sexual difficulties and their association with depression and other factors among gay men attending high HIV-caseload general practices in Australia. <I>Journal Sexual Medicine, 6</I>, 1378-1385.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mohr, J., &amp; Daly C. (2008). Sexual minority stress and changes in relationship quality in same-sex couples. <I>Journal of Social and Personal Relationships, 25</I>(6), 989-1007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Neville, S., &amp; Henrickson, M. (2006). Perceptions of lesbian, gay and bisexual people of primary healthcare services. <I>Journal of Advanced Nursing, 55</I>(4), 407-415.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201300010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Neville, S., &amp; Henrickson, M. (2008). The constitution of &ldquo;lavender families&rdquo;: a LGB perspective. <I>Journal Compilation, 18</I>(6), 849-856. </P >    <!-- ref --><p>Nobre, P. (2006). <I>Disfun&ccedil;&otilde;es sexuais</I>. Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201300010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Otis, M. D., Rostosky, S. S., Riggle, E. D. B., &amp; Hamrin, R. (2006). Stress and relationship quality in same-sex couples. <I>Journal of Social and Personal Relationships, 23</I>, 81-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201300010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Plummer, K. (2011). Critical humanism and queer theory. Living with tension. In N. Denzin &amp; L. Yvonna (Eds.), <I>The sage handbook of qualitative research </I>(4 th ed., pp. 195-207). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300010000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Quinta Gomes, A. L., &amp; Nobre, P. J. (2011). Personality traits and psychopathology on male sexual dysfunction: An empirical study. <I>Journal of Sexual Medicine, 8</I>(2), 461-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201300010000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Robert, L. (2010). Barriers to optimal care between physicians and lesbian, gay, bisexual, transgender, and questioning adolescent patients. <I>Journal of Homosexuality, 57</I>(6), 730-747.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201300010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Rosser, B., Metz, M., Bockting, W., &amp; Buroker, T. (1997). Sexual difficulties, concerns, and satisfaction in homosexual men: An empirical study with implications for HIV prevention. <I>Journal of Sex &amp; Marital Therapy</I>, <I>23</I>(1), 61-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201300010000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Rosser, B., Bockting, W., Ross, M., Miner, M., &amp; Coleman, E. (2008). The relationship between homosexuality, internalized homo-negativity, and mental health in men who have sex with men. <I>Journal of Homosexuality, 55</I>, 185-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201300010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Safren, S., &amp; Rogers, T. (2001). Cognitive-behavioral therapy with gay, lesbian, and bisexual clients. <I>Journal of Clinical Psychology, 57</I>(5), 629-643.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201300010000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Sandfort, T. G., &amp; Keizer, M. (2001). Sexual problems in gay men: An overview of empirical research. <I>Annual Review of Sex Research, 12</I>, 93-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201300010000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Shindel, A., Horberg, M., Smith, J., &amp; Breyer, B. (2011). Sexual dysfunction, HIV, and AIDS in men who have sex with men. <I>AIDS Patient Care and STDs, 25</I>(6), 341-349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201300010000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Shires, A., &amp; Miller, D. (1998). A preliminary study comparing psychological factors associated with erectile dysfunction in heterosexual and homosexual men. <I>Sexual Relationship and Therapy, 13</I>, 37-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201300010000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Smith, S. (2007). Drugs that cause sexual dysfunction. <I>Psychiatry</I>, <I>6</I>, 111-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300010000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Vendeira, P., Pereira, N. M., Tomada, N., &amp; LaFuente, J. M. (2011). Estudo EPISEX-PT/Masculino: Preval&ecirc;ncia das disfun&ccedil;&otilde;es sexuais masculinas em Portugal. <I>iSEX Cadernos de Sexologia, 4</I>, 15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201300010000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><P   >Vroege, J., Gijs, L., &amp; Hengeveld, M. (1998). Classification of sexual dysfunctions: Towards DSM-V and ICD11. <I>Comprehensive Psychiatry, 39</I>(6), 333-337.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300010000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><P   >World Health Organization (WHO). (2005). Classifications. Retrieved December 23, 2011, from <a href="http://www.who.int/classifications/icd/en/index.html" target="_blank">http://www.who.int/classifications/icd/en/index.html</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201300010000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >World Health Organization (WHO). (2011). <I>Guiding principles for national health workforce strategies. Global health workforce alliance</I>. Retrieved December 23, 2011, from <a href="http://www.who.int/healthsystems/round9_6.pdf" target="_blank">http://www.who.int/healthsystems/round9_6.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201300010000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >Zamboni, B., &amp; Crawford, I. (2007). Minority stress and sexual problems among african-american gay and bisexual men. <I>Archives of Sexual Behavior, 36</I>, 569-578.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201300010000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Garrett, Rua Dr. Jos&eacute; Grilo Evangelista, 166, 2&ordm; FRT, 2890 Alcochete. E-mail: <a href="mailto:ana_garrett@iscte.pt">ana_garrett@iscte.pt</a></P >      ]]></body><back>
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