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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Studies on peers&#8217; relationships highlight the importance of these for a healthy development, especially in adolescence. As such social isolation becomes a problem with renewed interest during adolescence. There are several studies linking social withdrawal and internalizing problems, such as loneliness. The present study aimed to verify the feelings of loneliness that withdrawn and aggressive adolescents express. We were also interested in examining if there is and how they manifest gender differences in feelings of loneliness for isolated/aggressive and isolated/withdrawn adolescents. Nine hundred adolescents participated in this study (446 females), aged between 12 and 15 years from two schools in Greater Lisbon. To achieve the goal we set ourselves, we applied two questionnaires: the ECP (Extended Class Play) and RPQ (Relational Provision Loneliness Questionnaire). Multivariate analysis of the RPQ dimensions by Group (control, isolated/withdrawn and isolated/aggressive) and Sex, reveled main effects for both factors. The results showed lower levels of peer integration for isolated/withdrawn adolescents relative to the Control Group. At the level of peer intimacy the isolated/withdrawn adolescents considered having significantly lower intimacy when compared to the control group. Gender differences were also found with girls considering themselves significantly more intimate with their peers than boys.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Retraimento social]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Social withdrawal]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p></B><B>Isolamento social e sentimento de solid&atilde;o em jovens adolescentes </B></P >     <p><b>D&eacute;bora Ferreira<Sup>*</Sup>; Ant&oacute;nio J. Santos<Sup>*</Sup>; Ol&iacute;via Ribeiro<Sup>*</Sup>; Miguel Freitas<Sup>*</Sup>; Jo&atilde;o V. Correia<Sup>*</Sup>; Kenneth Rubin<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>U.I.P.C.D.E., ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio; </P >     <p><Sup>** </Sup>Department of Human Development and Quantitative Methodology, University of Maryland </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>RESUMO</b></P>     <p>Os estudos mostram a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es de pares para um desenvolvimento saud&aacute;vel e harmonioso, principalmente no per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia. Como tal, a problem&aacute;tica do isolamento social torna-se num dom&iacute;nio com redobrado interesse durante esta fase da vida dos jovens. S&atilde;o v&aacute;rios os estudos que associam o retraimento social de crian&ccedil;as e adolescentes a consequ&ecirc;ncias ligadas a perturba&ccedil;&otilde;es internalizadas, como por exemplo, a solid&atilde;o. O presente estudo teve como objetivo verificar os sentimentos de solid&atilde;o expressos por adolescentes isolados-retra&iacute;dos e isolados-agressivos. Conjuntamente, tamb&eacute;m se pretendeu verificar se existiam e como se manifestavam as diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo relativamente a esse sentimento quer para os adolescentes isolados-retra&iacute;dos, quer para os isolados-agressivos. Participaram neste estudo 900 jovens adolescentes (446 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 12 e 15 anos, provenientes de duas escolas da regi&atilde;o da grande Lisboa. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram o ECP (Extended Class Play) e RPQ (Relational Provision Loneliness Questionnaire). A an&aacute;lise multivariada das dimens&otilde;es do RPQ em fun&ccedil;&atilde;o do Grupo (controle, isolados-retra&iacute;dos e isolados-agressivos) e Sexo revelou efeitos principais multivariados para ambos os fatores. Estes resultados evidenciaram um menor n&iacute;vel de Integra&ccedil;&atilde;o com os Pares nos adolescentes isolados-retra&iacute;dos, comparativamente com os do grupo de controlo. Relativamente &aacute; Intimidade com os Pares verificou-se que os jovens isolados-retra&iacute;dos apresentam n&iacute;veis significativamente inferiores de intimidade por compara&ccedil;&atilde;o com os do grupo de controlo. Considerando as diferen&ccedil;as em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, verificou-se que as raparigas se consideram significativamente mais &iacute;ntimas com os seus pares do que os rapazes. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Adolesc&ecirc;ncia, Retraimento social, Solid&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Studies on peers&rsquo; relationships highlight the importance of these for a healthy development, especially in adolescence. As such social isolation becomes a problem with renewed interest during adolescence. There are several studies linking social withdrawal and internalizing problems, such as loneliness. The present study aimed to verify the feelings of loneliness that withdrawn and aggressive adolescents express. We were also interested in examining if there is and how they manifest gender differences in feelings of loneliness for isolated/aggressive and isolated/withdrawn adolescents. Nine hundred adolescents participated in this study (446 females), aged between 12 and 15 years from two schools in Greater Lisbon. To achieve the goal we set ourselves, we applied two questionnaires: the ECP (Extended Class Play) and RPQ (Relational Provision Loneliness Questionnaire). Multivariate analysis of the RPQ dimensions by Group (control, isolated/withdrawn and isolated/aggressive) and Sex, reveled main effects for both factors. The results showed lower levels of peer integration for isolated/withdrawn adolescents relative to the Control Group. At the level of peer intimacy the isolated/withdrawn adolescents considered having significantly lower intimacy when compared to the control group. Gender differences were also found with girls considering themselves significantly more intimate with their peers than boys. </P >     <p><B>Key-words: </B>Adolescence, Loneliness, Social withdrawal. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>RELA&Ccedil;&Otilde;ES DE PARES NA ADOLESC&Ecirc;NCIA </P >     <p>No per&iacute;odo da pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia regista-se um aumento significativo no n&uacute;mero de membros do grupo de pares e, tamb&eacute;m, um aumento da quantidade das intera&ccedil;&otilde;es sociais entre os mesmos (Rubin, Bukowski, &amp; Parker, 2006). J&aacute; em 1902, Cooley referia a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es entre pares, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de estes serem poss&iacute;veis colaboradores no processo de socializa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Mais tarde Piaget (1932), tamb&eacute;m defendeu que a exposi&ccedil;&atilde;o a exemplos de conflitos no grupo de pares e a oportunidades de negocia&ccedil;&atilde;o social ajudam as crian&ccedil;as na aquisi&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias, como sejam, tomar em considera&ccedil;&atilde;o diferentes perspetivas, elaborar racioc&iacute;nios de causa-efeito e ter acesso &agrave; compreens&atilde;o da moralidade (Rubin, Coplan, &amp; Bowker, 2003). S&atilde;o v&aacute;rios os estudos que demonstraram a associa&ccedil;&atilde;o entre a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de pares e uma adapta&ccedil;&atilde;o bem-sucedida em v&aacute;rios dom&iacute;nios podendo, por exemplo, a qualidade da amizade ser promotora da confian&ccedil;a interpessoal (Luther &amp; McMahon, 1996; Renshaw &amp; Brown, 1993). </P >    <p>Como tal, as amizades t&ecirc;m um papel de relevo no desenvolvimento afetivo, cognitivo e social das crian&ccedil;as (Hartup, 1996; Ver&iacute;ssimo &amp; Santos, 2008). De acordo com Rubin e Mills (1988), as dificuldades de rela&ccedil;&atilde;o entre pares na inf&acirc;ncia s&atilde;o muitas vezes apontadas como preditores de desajustamento psicol&oacute;gico no futuro. Rubin (1982) real&ccedil;ou o facto de crian&ccedil;as que brincam sozinhas e que interagem pouco frequentemente com os seus pares poderem estar em risco de, no futuro, desenvolverem problemas a n&iacute;vel social e sociocognitivo. Outros autores afirmam que o desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es de pares saud&aacute;veis poder&aacute; ser uma forma de prevenir problemas relacionados com perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento (Rubin, Bukowski, &amp; Parker, 2006). H&aacute; evid&ecirc;ncias que apontam para o facto de uma crian&ccedil;a que &eacute; sucessivamente rejeitada ou ignorada pelos seus pares poder vir a desenvolver, por exemplo, comportamentos de inibi&ccedil;&atilde;o social (Asendorpf, 1990). Deste modo, as rela&ccedil;&otilde;es entre pares apresentam-se como um fator fundamental no desenvolvimento de crian&ccedil;as e jovens e a aus&ecirc;ncia ou pouca frequ&ecirc;ncia das mesmas pode ser vista como um indicador de problemas com consequ&ecirc;ncias a v&aacute;rios n&iacute;veis e a curto e longo-prazo. </P >    <p>RETRAIMENTO SOCIAL </P >    <p>Dada a evid&ecirc;ncia da import&acirc;ncia fundamental das intera&ccedil;&otilde;es sociais, principalmente no per&iacute;odo da pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, o retraimento social torna-se num aspeto que poder&aacute; ser preocupante a n&iacute;vel do desenvolvimento e, como tal, com interesse e relev&acirc;ncia para a investiga&ccedil;&atilde;o (Cooley, 1902; Hartup, 1996; Veriss&iacute;mo &amp; Santos, 2008). Apesar da sua import&acirc;ncia, este problema foi durante muito tempo negligenciado uma vez que se manifesta atrav&eacute;s de um comportamento sem nenhuma exuber&acirc;ncia. As crian&ccedil;as socialmente isoladas podem ser percebidas como crian&ccedil;as que se entret&ecirc;m sozinhas, que s&atilde;o aparentemente calmas, sendo que estas caracter&iacute;sticas n&atilde;o levantam qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o, quer a pais, quer a professores, fazendo at&eacute; com que passem despercebidas (Rubin &amp; Burgess, 2002; Rubin &amp; Coplan, 2004). </P >    <p>S&oacute; a partir da d&eacute;cada de 80 &eacute; que o conceito de retraimento social come&ccedil;ou a ser estudado e tem vindo a assumir uma import&acirc;ncia cada vez maior na investiga&ccedil;&atilde;o (Rubin &amp; Coplan, 2004). Devido a este facto, muitos autores falam do retraimento social utilizando diferentes terminologias, sem fazer distin&ccedil;&atilde;o entre elas, como sejam isolamento social, evitamento social, timidez e inibi&ccedil;&atilde;o para se referirem ao mesmo conceito (Rubin &amp; Coplan, 2004; Coplan &amp; Rubin, 2007). Sintetizando, o termo retraimento social passivo &eacute; utilizado no contexto das rela&ccedil;&otilde;es de pares para se referir a uma retirada passiva do sujeito do seu grupo de pares. Neste caso, o retraimento e o d&eacute;fice de intera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o o resultado de op&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio sujeito (Rubin &amp; Coplan, 2004). Pode estar relacionado com comportamentos de timidez, hipersensibilidade ou ansiedade, sendo um tipo de isolamento que se encontra associado a fatores internos (Coplan &amp; Rubin, 2007; Oh, Rubin, Bowker, Booth-LaForce, Rose-Krasnor, &amp; Laursen, 2008; Rubin &amp; Mills, 1988; Rubin, Bukowsky, &amp; Parker, 2006). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, o isolamento social ativo ilustra o que sucede quando os sujeitos se isolam do seu grupo de pares como consequ&ecirc;ncia de comportamentos de rejei&ccedil;&atilde;o e de vitimiza&ccedil;&atilde;o por parte dos outros. Neste caso, o sujeito n&atilde;o se isola ele pr&oacute;prio mas &eacute; isolado pelo seu grupo de pares. </P >    <p>Os autores que t&ecirc;m estudado este tipo de retraimento consideram-no associado a fatores externos tais como, a agressividade, a impulsividade ou a imaturidade a n&iacute;vel social. Estas caracter&iacute;sticas, que desagradam ao grupo de pares, fazem com que o mesmo se afaste do sujeito que exibe esses comportamentos (Rubin &amp; Mills, 1988; Rubin, Bukowsky, &amp; Parker, 2006). Rubin e Coplan (2004) descrevem este tipo de retraimento social como um d&eacute;fice de intera&ccedil;&atilde;o com os outros, causado por fatores externos ao pr&oacute;prio sujeito. </P >    <p>Fox, Henderson, Marshall, Nichols e Ghera (2005) avan&ccedil;aram com a hip&oacute;tese de que o retraimento social poder&aacute; ser uma consequ&ecirc;ncia da inibi&ccedil;&atilde;o comportamental e que a retirada social poder&aacute; ser o fator promotor da rejei&ccedil;&atilde;o de pares. Por outro lado, a rejei&ccedil;&atilde;o por parte dos pares poder&aacute; resultar no incremento do comportamento de isolamento ou inibi&ccedil;&atilde;o, contribuindo para um movimento c&iacute;clico. &Iacute;ndices de retraimento social nos primeiros anos parecem predizer a continua&ccedil;&atilde;o deste retraimento durante toda a inf&acirc;ncia (Hymel, Rubin, Rowden, &amp; LeMare, 1990). </P >    <p>Assim, o retraimento social pode ser o resultado de diferentes raz&otilde;es, pessoais e interpessoais, entre as quais o medo, a ansiedade social, a agressividade e at&eacute; a prefer&ecirc;ncia pela solid&atilde;o (Rubin, Coplan, &amp; Bowker, 2006). Rubin e Coplan (2004) chegam mesmo a caracterizar o retraimento social como um &ldquo;<I>chap&eacute;u de chuva</I>&rdquo;, isto &eacute;, um termo que poder&aacute; incluir pelo menos duas causas para as crian&ccedil;as se retra&iacute;rem. Uma delas pode ser porque os jovens se retraiam por medo ou ansiedade social, apesar do seu desejo de intera&ccedil;&atilde;o, enquanto que outra pode ter a ver com o facto de os jovens preferirem estar sozinhos (insociabilidade ou desinteresse social). O retraimento social, juntamente com o comportamento agressivo, t&ecirc;m sido considerados como duas das maiores formas de dist&uacute;rbios na rela&ccedil;&atilde;o de pares e aquelas que s&atilde;o mais estudadas (Rubin &amp; Mills, 1988). </P >    <p>RETRAIMENTO SOCIAL EM FUN&Ccedil;&Atilde;O DO SEX</B>O  </P >    <p>Os estudos de Rubin, Bukowski e Parker (2006) mostram que os comportamentos agressivos s&atilde;o mais aceit&aacute;veis nos rapazes do que nas raparigas enquanto que a timidez &eacute; vista como mais admiss&iacute;vel nas raparigas do que nos rapazes. Neste sentido, importa real&ccedil;ar o facto de que os rapazes socialmente isolados experienciam, a longo prazo, uma maior exclus&atilde;o, quando comparados com as raparigas, dada a menor aceita&ccedil;&atilde;o deste comportamento nos rapazes. H&aacute; ainda estudos que evidenciam que o retraimento social &eacute; um fator de maior risco e com mais consequ&ecirc;ncias negativas para os rapazes do que para as raparigas (Caspi, Elder, &amp; Bem, 1988; Morison &amp; Masten, 1991). Coplan, Gavinski-Molina, Lagac&eacute;-S&eacute;guin e Wichmann (2001) tamb&eacute;m verificaram que o retraimento social est&aacute; associado ao desajustamento social quer nas raparigas, quer nos rapazes, embora nos rapazes o desajustamento fosse superior. </P >    <p>EFEITOS DO RETRAIMENTO SOCIAL </P >     <p>Alguns estudos reportaram a exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o retraimento social, a depress&atilde;o e a solid&atilde;o (Gullone, King, &amp; Ollendick, 2006; Rubin &amp; Mills, 1988). Hymel et al. (1990) encontraram associa&ccedil;&otilde;es significativas entre os n&iacute;veis de solid&atilde;o e os &iacute;ndices de retraimento social, mas n&atilde;o verificaram estas associa&ccedil;&otilde;es quando relacionaram os n&iacute;veis de solid&atilde;o com o comportamento agressivo. Parkhurst e Asher (1992) constataram, num estudo com uma popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes, que aqueles que foram classificados como rejeitadossubmissos apresentavam n&iacute;veis elevados de solid&atilde;o mas n&atilde;o mostravam n&iacute;veis de elevada agressividade ou disrup&ccedil;&atilde;o. No entanto, os que foram considerados como rejeitados-agressivos apresentavam elevados n&iacute;veis de agressividade e baixos n&iacute;veis de solid&atilde;o. Hymel et al. (1990) verificaram que as crian&ccedil;as que eram vistas pelos seus pares como socialmente impopulares e sens&iacute;veis-isoladas (<I>Sensitive-Isolated</I>) tamb&eacute;m apresentavam n&iacute;veis de solid&atilde;o mais elevados e avaliavam-se, a si pr&oacute;prias, como socialmente incompetentes. </P >     <p>OBJETIVO PRINCIPAL DO ESTUDO </P >    <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o tem como objetivo central compreender melhor a problem&aacute;tica do retraimento social em termos das suas consequ&ecirc;ncias negativas ligadas a problemas internalizados, como seja a solid&atilde;o, fazendo a distin&ccedil;&atilde;o entre jovens retra&iacute;dos socialmente e retra&iacute;dos agressivos. A par deste objetivo, tamb&eacute;m se considerou pertinente investigar se existiam e como se manifestavam as diferen&ccedil;as de sexo, relativamente ao sentimento de solid&atilde;o nos adolescentes retra&iacute;dos socialmente e retra&iacute;dos agressivos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>METODOLOGIA </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>A presente amostra &eacute; constitu&iacute;da por 900 jovens adolescentes (446 do sexo feminino) com uma m&eacute;dia de idades de 13 anos (<I>M</I>=12,95 anos; <I>D.P.</I>=1,61), pertencentes ao 7&ordm;, 8&ordm; e 9&ordm; anos de escolaridade de duas escolas p&uacute;blicas da &aacute;rea da grande Lisboa. A taxa de consentimento dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e dos pr&oacute;prios jovens foi superior a noventa por cento. Os dados relativos ao n&iacute;vel s&oacute;cio-cultural dos participantes indicam um n&iacute;vel de escolaridade m&eacute;dio, em que a maioria dos pais possui o ensino secund&aacute;rio completo e poucos t&ecirc;m frequ&ecirc;ncia de curso universit&aacute;rio. Os sujeitos que participaram neste estudo fazem parte de uma amostra de dimens&atilde;o superior que se insere no &acirc;mbito de um projeto financiado pela FCT (PTDC/PSIPDE/098257/2008). </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p><I>Extended Class Play (ECP). </I>A avalia&ccedil;&atilde;o do retraimento social foi feita atrav&eacute;s da vers&atilde;o portuguesa do E.C.P. (Correia, Santos, Freitas, Rosado, &amp; Rubin, in press; Rubin, Wojslawowicz, Burgess, Rose-Krasnor, &amp; Booth-LaForce, 2006). Este instrumento permite identificar a reputa&ccedil;&atilde;o social dos jovens em cinco dimens&otilde;es: <I>Agressividade</I>, com 7 itens para identifica&ccedil;&atilde;o de compor tamentos agressivos (exemplo: &ldquo;Perde o controlo ou exalta-se facilmente&rdquo;); <I>Retirada Social/ /Timidez </I>com 4 itens que pretendem distinguir os sujeitos que s&atilde;o activamente isolados/rejeitados daqueles que s&atilde;o t&iacute;midos (exemplo: &ldquo;Fala pouco, fala baixo&rdquo;); <I>Vitimiza&ccedil;&atilde;o/Exclus&atilde;o </I>com 8 itens para identificar os adolescentes que s&atilde;o vitimizados e/ou ativamente colocados de parte pelo grupo de pares (exemplo: &ldquo;&Eacute; frequentemente ofendido/insultado&rdquo;); <I>Comportamentos Pr&oacute;-Sociais/ /Sociabilidade</I>, com 6 itens que abordam os comportamentos pr&oacute;-sociais (exemplo: &ldquo;Ajuda os outros quando eles precisam&rdquo;) e a <I>Popularidade/Sociabilidade</I>, com 5 itens que caracterizam os adolescentes soci&aacute;veis e com popularidade entre os colegas (exemplo: &ldquo;Prefere estar com os outros do que sozinho&rdquo;). </P >    <p>Este instrumento foi adaptado para Portugal e sujeito a uma An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria, tendo-se conclu&iacute;do que o modelo de seis fatores apresenta uma boa qualidade de ajustamento global e local, bem como fiabilidade comp&oacute;sita e validade fatorial (Correia, Santos, Freitas, Rosado, &amp; Rubin, in press). Os valores de <I>alpha de Cronbach </I>para a presente amostra s&atilde;o todos elevados, variando entre 0.79 e 0.83, o que indica uma elevada consist&ecirc;ncia interna para todas as dimens&otilde;es. </P >    <p>Neste instrumento &eacute; pedido aos adolescentes para imaginarem que s&atilde;o realizadores de cinema e v&atilde;o fazer um filme para o qual dever&atilde;o escolher, entre os seus colegas de turma, aqueles que melhor desempenhariam diversos pap&eacute;is de val&ecirc;ncia positiva e negativa. Para o efeito, &eacute; fornecida a cada sujeito uma listagem de todos os seus colegas e clarificado que, apesar de s&oacute; poderem nomear um rapaz e uma rapariga para cada papel, a mesma pessoa pode ser escolhida para mais do que um papel. </P >    <p>Apenas as nomea&ccedil;&otilde;es entre sujeitos do mesmo sexo s&atilde;o consideradas, de modo a evitar poss&iacute;veis enviesamentos por estere&oacute;tipos de sexo (Zeller et al., 2003). Os valores obtidos para os itens s&atilde;o estandardizados para o sexo e turma &mdash; para ajustar o n&uacute;mero de nomea&ccedil;&otilde;es recebidas ao n&uacute;mero de nomeadores &mdash; e depois somados para cada uma das 6 dimens&otilde;es avaliadas (agressividade, retirada social, comportamento pr&oacute;-social, sociabilidade, vitimiza&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o). </P >    <p><I>Relational Provision Loneliness Questionnaire (RPQ). </I>A avalia&ccedil;&atilde;o do sentimento de solid&atilde;o foi feita atrav&eacute;s do R.P.Q. (<I>Relational Provision Loneliness Questionnaire</I>) (Hayden, 1989; Terrell-Deutsch, 1999). Trata-se de um question&aacute;rio de auto-avalia&ccedil;&atilde;o que mede o sentimento de solid&atilde;o atrav&eacute;s da explora&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es com a fam&iacute;lia e com os pares, levando em considera&ccedil;&atilde;o dois aspetos da satisfa&ccedil;&atilde;o social (a integra&ccedil;&atilde;o no grupo e a intimidade pessoal), vivenciados em dois contextos distintos (o grupo de pares e a fam&iacute;lia). Foi desenvolvido com base na Teoria das Necessidades Sociais (Terrell-Deutsch, 1999) e faz a distin&ccedil;&atilde;o entre solid&atilde;o emocional e solid&atilde;o social. </P >    <p>O question&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por 34 itens, respondidos numa escala de <I>likert </I>de 5 pontos (1=nunca; 5=sempre), que se repartem por 4 sub-escalas: a <I>Integra&ccedil;&atilde;o no grupo de pares </I>(exemplo: &ldquo;Sinto que fa&ccedil;o parte de um grupo de amigos que faz as coisas em conjunto&rdquo;), <I>Intimidade pessoal com pares </I>(exemplo: &ldquo;Tenho algu&eacute;m da minha idade que me compreende perfeitamente&rdquo;), <I>Integra&ccedil;&atilde;o na Fam&iacute;lia </I>(exemplo: &ldquo;Sinto que as pessoas da minha fam&iacute;lia querem estar comigo&rdquo;) e a <I>Intimidade Pessoal na fam&iacute;lia </I>(exemplo: &ldquo;Tenho algu&eacute;m na minha fam&iacute;lia que se interessa verdadeiramente por me ouvir falar dos meus sentimentos e pensamentos &iacute;ntimos&rdquo;). O instrumento foi adaptado para Portugal e sujeito a uma An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria, tendo-se conclu&iacute;do que o modelo de 4 fatores apresenta uma boa qualidade de ajustamento global e local, bem como fiabilidade comp&oacute;sita e validade fatorial<B>. </B>Para a presente amostra os <I>alfas de Cronbach </I>obtidos foram: Integra&ccedil;&atilde;o com os Pares=0.86, Intimidade com os Pares=0.88 Integra&ccedil;&atilde;o com a Fam&iacute;lia=0.90, Intimidade com a Fam&iacute;lia=0.91. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RESULTADOS </P >    <p><I>Classifica&ccedil;&atilde;o dos adolescentes retra&iacute;dos e agressivos </I></P >    <p>Identificaram-se os adolescentes que foram inclu&iacute;dos no Grupo Isolados-Retra&iacute;dos, no Grupo Isolados-Agressivos e no Grupo de Controlo com base nas nomea&ccedil;&otilde;es obtidas com o ECP, seguindo o procedimento e crit&eacute;rios anteriormente utilizados na literatura (Burgess, Wojslawowicz, Rubin, Rose-Krasnor, &amp; Booth-LaForce, 2006; Ladd &amp; Burgess, 1999). Os adolescentes Isolados-Retra&iacute;dos foram aqueles que obtiveram valores situados nos 33% superiores da dimens&atilde;o Timidez/Retirada Social e com os valores na dimens&atilde;o Agressividade abaixo da mediana. O grupo de adolescentes Isolados-Agressivos foi selecionado atrav&eacute;s dos valores situados nos 33% superiores da dimens&atilde;o Timidez/Retirada Social e da Agressividade, que corresponde aproximadamente a um desvio-padr&atilde;o acima da m&eacute;dia. O grupo de controlo foi composto por adolescentes cujos valores de Agressividade e Timidez/Retirada se encontram ambos abaixo das respetivas medianas. Da amostra inicial de 900 sujeitos foi poss&iacute;vel retirar 180 adolescentes com perfil de Isolados-Retra&iacute;dos, 104 com o perfil de Isolados-Agressivos e um grupo de controlo de 149 adolescentes, ficando a amostra reduzida a 433 participantes. No total, 50,6% s&atilde;o do sexo feminino. </P >    <p><I>Integra&ccedil;&atilde;o no Grupo de Pares </I></P >    <p>Para comparar mais do que uma vari&aacute;vel dependente e controlar de forma mais eficaz os erros de tipo I e tipo II optou-se por realizar uma MANOVA. Os resultados da an&aacute;lise multivariada 3 (grupo) x 2 (sexo) revelaram efeitos principais multivariados para o sexo [<I>F</I>(4,424)=14.65, <I>p</I>&lt;.001, <I>&lambda; </I>de Wilk=.88, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.12] e para o grupo [<I>F</I>(8,848)=2.38, <I>p</I>&lt;.02, &lambda; de Wilk=.96, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.02], assim como um efeito de intera&ccedil;&atilde;o sexo*grupo [<I>F</I>(8,848)=2.52, <I>p</I>&lt;.02, <I>&lambda; </I>de Wilk=.95, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.02]. </P >    <p>Estes resultados (ver <a href="#f1">Figura 1</a>) evidenciam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas na integra&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares em fun&ccedil;&atilde;o do fator grupo [<I>F</I>(2,427)=5.56, <I>p</I>&lt;.005, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.03] e o teste <I>post-hoc de Tukey </I>HSD revelou que os jovens do grupo de controlo possuem n&iacute;veis significa tivamente superiores de integra&ccedil;&atilde;o (<I>p</I>&lt;.005) por compara&ccedil;&atilde;o com o grupo de isolados-retra&iacute;dos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a01f1.jpg" width="415" height="215"><a name="f1"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Intimidade Pessoal com os Pares </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; dimens&atilde;o &lsquo;intimidade pessoal com os pares&rsquo;, em fun&ccedil;&atilde;o do fator grupo, tamb&eacute;m se verificou (ver <a href="#f2">Figura 2</a>) um efeito significativo [<I>F</I>(2,427)=5.58, <I>p</I>&lt;.005, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.03] e o teste <I>post-hoc de Tukey </I>HSD mostrou n&iacute;veis significativamente inferiores de intimidade com os pares (<I>p</I>&lt;.005) nos jovens isolados-retra&iacute;dos por compara&ccedil;&atilde;o com os do grupo de controlo. Quanto aos efeitos do fator sexo, verificou-se que as raparigas se consideram significativamente mais &iacute;ntimas com os seus pares do que os rapazes [<I>F</I>(1,427)=24.32, <I>p</I>&lt;.005, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.05]. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a01f2.jpg" width="410" height="214"><a name="f2"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Integra&ccedil;&atilde;o na Fam&iacute;lia </I></P >     <p>Os resultados apontam para um efeito significativo para a intera&ccedil;&atilde;o Grupo*Sexo [<I>F</I>(2,427)=5.76, <I>p</I>&lt;.005, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.03]. Constatou-se ainda que as raparigas se consideram significativamente menos integradas na fam&iacute;lia do que os rapazes [<I>F</I>(1,427)=5.85, <I>p</I>&lt;.02, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.01]. Contudo, dada a exist&ecirc;ncia de um efeito de intera&ccedil;&atilde;o Sexo*Grupo para esta vari&aacute;vel, foram realizadas an&aacute;lises univariadas separadamente para cada um dos n&iacute;veis do Grupo. Estas an&aacute;lises apenas revelaram um efeito principal simples do Sexo para o grupo dos jovens isolados/agressivos, com as raparigas a apresentarem valores significativamente inferiores aos dos rapazes na dimens&atilde;o &lsquo;integra&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia&rsquo; [<I>F</I>(1,102)=11.02, <I>p</I>&lt;.005, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.10]. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a01f3.jpg" width="413" height="212"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Intimidade com a Fam&iacute;lia </I></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, ao n&iacute;vel da intimidade com a fam&iacute;lia (ver <a href="#f4">Figura 4</a>), constatou-se uma tend&ecirc;ncia de resposta que aponta para valores mais altos de intimidade com a fam&iacute;lia nos rapazes [<I>F</I>(1,427)=2.99, <I>p</I>&lt;.06, <I>&epsilon;</I><Sup><I>2 </I></Sup>parcial=0.01] do que nas raparigas. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a01f4.jpg" width="417" height="215"><a name="f4"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >     <p>As rela&ccedil;&otilde;es entre pares t&ecirc;m-se constitu&iacute;do como fundamentais no desenvolvimento de crian&ccedil;as e jovens, assumindo um papel de relevo, n&atilde;o s&oacute; no dom&iacute;nio social mas tamb&eacute;m afetivo e cognitivo (Hartup, 1996; Veriss&iacute;mo &amp; Santos, 2008). Podem ser promotoras, ou n&atilde;o, de um desenvolvimento harmonioso e t&ecirc;m sido apontadas como preditoras de ajustamento social e psicol&oacute;gico (Rubin &amp; Mills, 1988). As intera&ccedil;&otilde;es sociais assumem uma import&acirc;ncia fundamental no desenvolvimento, principalmente no per&iacute;odo da pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, tornando-se o isolamento social num aspeto que poder&aacute; ser pass&iacute;vel de risco e, portanto, com interesse e relev&acirc;ncia para a investiga&ccedil;&atilde;o (Cooley, 1902; Hartup, 1996; Veriss&iacute;mo &amp; Santos, 2008). </P >    <p>Sumarizando os resultados obtidos, &eacute; de real&ccedil;ar que os adolescentes isolados-retra&iacute;dos foram aqueles que obtiveram valores mais baixos na integra&ccedil;&atilde;o e na intimidade com os pares, o que &eacute; indicador de um maior sentimento de solid&atilde;o. Estes resultados s&atilde;o concordantes com os obtidos por outros investigadores (Hymel et al., 1990; Rubin &amp; Mills, 1988; Rubin, Hymel, &amp; Mills, 1989) que tamb&eacute;m encontraram uma associa&ccedil;&atilde;o entre o retraimento social e problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o, nomeadamente, o sentimento de solid&atilde;o. Hymel et al. (1990), no entanto, n&atilde;o verificaram estas associa&ccedil;&otilde;es quando relacionaram os n&iacute;veis de solid&atilde;o com o comportamento agressivo. </P >    <p>Por outro lado, e considerando o sentimento de integra&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia, tamb&eacute;m foram as raparigas com perfil isolado-agressivo que mostraram sentir-se menos integradas na sua fam&iacute;lia, comparativamente com as que tinham um perfil isolado-retra&iacute;do. Estes resultados podem ser compreendidos atrav&eacute;s dos resultados obtidos noutras investiga&ccedil;&otilde;es. Existe investiga&ccedil;&atilde;o que revela que o retraimento social &eacute; mais aceit&aacute;vel nas raparigas do que nos rapazes (Rubin, Coplan, &amp; Bowker, 2009). Existem tamb&eacute;m evid&ecirc;ncias que apontam para o facto do retraimento social nos rapazes resultar em n&iacute;veis de maior desajustamento do que no caso das raparigas (Coplan et al., 2001). Os estudos de Caspi, Elder e Bem (1988) e de Morison e Masten (1991) tamb&eacute;m indicam que os rapazes retra&iacute;dos sofrem de maiores consequ&ecirc;ncias negativas do que as raparigas, que se traduzem em dificuldades ligadas a perturba&ccedil;&otilde;es internalizadas, concretamente no sentimento de solid&atilde;o. Caspi, Elder e Bem (1988) v&atilde;o mais al&eacute;m e avaliam as consequ&ecirc;ncias a longo prazo, do comportamento t&iacute;mido, continuando a verificar-se maiores consequ&ecirc;ncias nos rapazes t&iacute;midos, que acabam por iniciar rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas, ter filhos e estabelecer carreiras mais tarde, quando comparados com os rapazes do grupo de controlo. J&aacute; entre as raparigas t&iacute;midas e n&atilde;o-t&iacute;midas estas diferen&ccedil;as n&atilde;o se verificaram. </P >    <p>Concomitantemente a estes aspetos, os trabalhos de Rubin, Bukowski e Parker (2006) tamb&eacute;m contribuem para compreender os resultados presentes, ao demonstrarem que a agressividade &eacute; um comportamento mais aceit&aacute;vel nos rapazes do que nas raparigas. No seu conjunto, todas estas investiga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consistentes com os nossos resultados, que apontam para o facto dos rapazes com perfil isolado-agressivo se sentirem mais integrados na sua fam&iacute;lia do que os que t&ecirc;m um perfil isolado-retra&iacute;do. </P >    <p>Resta ainda considerar as diferen&ccedil;as obtidas na dimens&atilde;o da intimidade com os pares em fun&ccedil;&atilde;o do sexo. As raparigas, de todos os grupos (retra&iacute;dos, agressivos e controlo), obtiveram valores na intimidade com os seus pares significativamente superiores aos dos rapazes. Estas diferen&ccedil;as podem ser compreendidas pelo que j&aacute; foi dito anteriormente, relativamente ao facto de os rapazes sofrerem mais consequ&ecirc;ncias negativas, quando s&atilde;o socialmente retra&iacute;dos. Podem tamb&eacute;m estar relacionadas com o facto das raparigas, regra geral, cultivarem mais as rela&ccedil;&otilde;es a um n&iacute;vel &iacute;ntimo, em d&iacute;ades ou tr&iacute;ades, enquanto os rapazes se organizam em grupos maiores, interagindo entre si nesses grandes grupos, n&atilde;o sendo t&atilde;o usual privarem em d&iacute;ades ou tr&iacute;ades (Rose &amp; Smith, 2009). Salientamos o facto de serem os adolescentes com perfil isolado-retra&iacute;do a apresentarem os valores mais baixos na dimens&atilde;o intimidade com os pares. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; ainda importante destacar que os jovens identificados como isolados-agressivos apresentam n&iacute;veis de Intimidade com Pares e Integra&ccedil;&atilde;o de Pares mais elevados que os isolados-retra&iacute;dos e que n&atilde;o diferem significativamente do grupo de controlo. Este resultado parece apontar para o facto dos adolescentes isolados-agressivos se sentirem mais inclu&iacute;dos socialmente (no grupo de pares e na fam&iacute;lia) e, portanto, menos solit&aacute;rios, quando comparados com os adolescentes isoladosretra&iacute;dos. </P >    <p>De um modo geral, os nossos resultados v&atilde;o ao encontro do descrito na revis&atilde;o de literatura, sugerindo que o retraimento passivo tem como consequ&ecirc;ncia mais prov&aacute;vel a internaliza&ccedil;&atilde;o de problemas, como a depress&atilde;o (Rubin &amp; Mills, 1988). J&aacute; o isolamento ativo, associado a comportamentos de agressividade e impulsividade (Rubin &amp; Mills, 1988; Rubin, Bukowski, &amp; Parker, 2006), poder&aacute; ter outras consequ&ecirc;ncias. Em estudos futuros, &eacute; necess&aacute;rio desenvolver planos longitudinais que permitam uma melhor clarifica&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o da dimens&atilde;o dos efeitos do retraimento social, n&atilde;o s&oacute; a curto prazo como tamb&eacute;m a m&eacute;dio e longo prazo. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Burgess, K. B., Wojslawowicz, J. C., Rubin, K. H., Rose-Krasnor, L., &amp; Booth-LaForce, C. (2006). Social information processing and coping strategies of shy/withdrawn and aggressive children: Does friendship matter? <I>Child Development, 77(</I>2), 371-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-8231201300020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Caspi, A., Elder, G. H., Jr., &amp; Bem, D. J. (1988). Moving away from the world: Lifecourse patterns of shy children. <I>Developmental Psychology</I>, <I>24</I>, 824-831.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-8231201300020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cooley, C. H. (1902). The looking-glass self. <I>Social theory: The multicultural readings </I>(2010). Edited by C. Lemert. Philadelphia: Westview Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201300020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Coplan, R. J., &amp; Rubin, K. H. (2007). Social withdrawal in childhood: Conceptual approaches, definitions, and methodological issues. In A. S. Lo Coco, K. H. Rubin, &amp; C. Zappulla (Eds.), <I>L&rsquo;isolamento sociale durante </I><I>l&rsquo;infanzia (Social withdrawal in childhood) </I>(pp. 1-24). Milan, Italy: Unicopli. </P >     <!-- ref --><p>Coplan, R. J., Gavinski-Molina, M., Lagac&eacute;-S&eacute;guin, D. G., &amp; Wichmann, C. (2001). When girls versus boys play alone: Nonsocial play and adjustment in kindergarten<I>. Developmental Psychology, 37</I>(4), 464-474.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201300020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Correia, J. V., Santos, A. J., Freitas, M., Rosado, A., Rubin, K. (in press). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do extended class play numa amostra portuguesa de jovens adolescentes. <I>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 27</I>(3).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201300020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fox, A., Henderson, H., Marshall, P., Nichols, K., &amp; Ghera, M. (2005). Behavioral inhibition: Linking biology and behavior within a developmental framework. <I>Annual Review of Psychology, 56</I>, 235-262.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201300020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gullone, E., King, N. J., &amp; Ollendick, T. H. (2006). The role of attachment representation in the relationship between depressive symptomatology and social withdrawal in middle childhood. <I>Journal of Child and Family Studies, 15</I>(3), 271-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201300020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hartup, W. (1996). The company they keep: Friendships and their developmental significance. <I>Child Development, 67</I>, 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201300020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Hayden, L.K. (1989). <I>Children&rsquo;s loneliness</I>. Unpublished doctoral dissertation. University of Waterloo, Waterloo, Ontario, Canada.. </P >     <p>Hymel, S., Rubin, K., Rowden, L., &amp; LeMare, L. (1990). Children&rsquo;s peer relationships: Longitudinal prediction of internalizing and externalizing problems from middle to late childhood. <I>Child Development 61</I>, 2004-2021. </P >     <!-- ref --><p>Ladd, G. W., &amp; Burgess, K. B. (1999). Charting the relationship trajectories of aggressive, withdrawn, and aggressive/withdrawn children during early grade school. <I>Child Development, 70</I>, 910-929.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Luthar, D., &amp; McMahon, T. (1996). Peer reputation among inner-city adolescents: Structure and correlates. <I>Journal of Research on Adolescence, 6</I>(4), 581-603.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Morison, P., &amp; Masten, A. (1991). Peer reputation in middle childhood as a predictor of adaptation in adolescence: A Seven-Year Follow-up. <I>Child Development, 6</I>(5), 991-1007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Parkhurs, J. T., &amp; Asher, S. R. (1992). Peer rejection in middle school: Subgroup differences in behavior, loneliness and interpersonal concerns<I>. Developmental Psychology, 28</I>(2), 231-241.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Piaget, J. (1932). <I>The moral judgment of the child</I>. Oxford: Harcourt.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201300020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Renshaw, P., &amp; Brown, P. (1993). Loneliness in middle childhood: Concurrent and longitudinal predictors. <I>Child Development, 64</I>, 1271-1284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rose, A., &amp; Smith, R. (2009). Sex differences in peer relationships. In K. H. Rubin, W. M. Bukowski, &amp; B. Laursen (Eds.), <I>Handbook of peer interactions, relationships, and groups </I>(pp. 379-393). 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Social withdrawal in childhood. In E. J. Mash &amp; R. A. Barkley (Eds.), <I>Child psychopathology </I>(chap. 8, 2nd ed., pp. 372-401). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Rubin, K. H., &amp; Burgess, K. B. (2002). Parents of aggressive and withdrawn children. In M. Bornstein (Ed.), <I>Handbook of parenting </I>(2th ed., vol. 1, pp. 383-418). Hillsdale, N.J.: Lawrence Erlbaum Associates. </P >    <p>Rubin, K. H., Hymel, S., &amp; Mills, R. S. L. (1989). Sociability and social withdrawal in childhood: Stability and outcomes. <I>Journal of Personality, 57</I>(2), 237-255. </P >    <p>Rubin, K. H., Wojslawowicz, J. C., Burgess, K. B., Rose-Krasnor, L., &amp; Booth-LaForce, C. L. (2006). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ver&iacute;ssimo, M., &amp; Santos, A. J. (2008). Desenvolvimento social: Algumas considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVI</I>(3), 389-394.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201300020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zeller M. H., Vannatta K., Schafer J., Noll R. B(2003). Behavioral reputation: A cross-age perspective. <I>Developmental Psychology, 39</I>(1), 129-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201300020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p>Os autores gostariam de agradecer a todas os jovens que aceitaram participar neste estudo, financiado em parte pela F.C.T. (PTDC/PSI-PDE/098257/2008). Os autores gostariam ainda de agradecer a todos os colegas da linha 1, Psicologia do Desenvolvimento, da UIPCDE pelos seus coment&aacute;rios valiosos. </P >    <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ant&oacute;nio Jos&eacute; dos Santos., ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:asantos@ispa.pt">asantos@ispa.pt</a></P >      ]]></body><back>
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