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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study analyses the family's role in children and adolescents' socialization development, namely in what concerns the role of family structure and parent-child relations. Hence, our aim was to verify, on the one hand, if family structure alone would be a significant variable for the development of social behaviours or if, on the other hand, parent-child relations would best predict children's socialization. For that purpose, 182 children and adolescents attending school from the 6th to the 9th grades were asked to answer three self-report measures assessing sociodemographic aspects, socialization variables, and parent-child relations. Overall, results allow us to assume that, more than family structure by itself, it is the way family members relate to each other that will influence the development of the children's socialization. It is our belief that such conclusion may translate into important and useful implications regarding the development of social behaviours in childhood and adolescence, not only for families, but also for all institutions and professionals that deal with family matters.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>O desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o e o papel da fam&iacute;lia </B></P >     <p><b>Alice Murteira Morgado<Sup>*</Sup>; Maria da Luz Vale Dias<Sup>*</Sup>; Maria Paula Paix&atilde;o<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra </P >    <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>RESUMO</b></P>     <p>O estudo apresentado procurou analisar o papel da fam&iacute;lia no desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as e adolescentes, nomeadamente no que concerne ao papel da estrutura familiar e das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos. Assim, foi nosso objectivo verificar, por um lado, se a estrutura familiar seria por si s&oacute; uma vari&aacute;vel significativa para o desenvolvimento dos comportamentos sociais ou se, por outro lado, as rela&ccedil;&otilde;es pais filhos seriam melhores preditores da socializa&ccedil;&atilde;o dos filhos. Para o efeito, auscultaram-se 182 crian&ccedil;as e adolescentes a frequentarem o ensino b&aacute;sico, do 6&ordm; ao 9&ordm; ano de escolaridade, atrav&eacute;s de tr&ecirc;s question&aacute;rios de auto-resposta que avaliaram aspectos s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos, vari&aacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos. De um modo geral, os resultados obtidos permitem assumir que, mais do que a estrutura familiar por si s&oacute;, ser&aacute; o modo como os elementos da fam&iacute;lia se relacionam que influenciar&aacute; o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o dos filhos. Acreditamos que tal conclus&atilde;o poder&aacute; trazer importantes e &uacute;teis implica&ccedil;&otilde;es no que ao desenvolvimento dos comportamentos sociais de crian&ccedil;as e adolescentes diz respeito, n&atilde;o apenas para a fam&iacute;lia, como para todas as institui&ccedil;&otilde;es e profissionais que com ela lidam. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Fam&iacute;lia, Rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos, Socializa&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The present study analyses the family's role in children and adolescents' socialization development, namely in what concerns the role of family structure and parent-child relations. Hence, our aim was to verify, on the one hand, if family structure alone would be a significant variable for the development of social behaviours or if, on the other hand, parent-child relations would best predict children's socialization. For that purpose, 182 children and adolescents attending school from the 6th to the 9th grades were asked to answer three self-report measures assessing sociodemographic aspects, socialization variables, and parent-child relations. Overall, results allow us to assume that, more than family structure by itself, it is the way family members relate to each other that will influence the development of the children's socialization. It is our belief that such conclusion may translate into important and useful implications regarding the development of social behaviours in childhood and adolescence, not only for families, but also for all institutions and professionals that deal with family matters. </P >     <p><B>Key-words: </B>Family, Parent-child relations, Socialization. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>Na investiga&ccedil;&atilde;o apresentada, procur&aacute;mos analisar o papel de algumas vari&aacute;veis familiares no desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o. Deste modo, pretendeu-se analisar, por um lado, o papel da estrutura familiar e, por outro, o papel das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos nos comportamentos sociais de crian&ccedil;as e adolescentes. Tal tem&aacute;tica de estudo adv&eacute;m do reconhecimento das mudan&ccedil;as que se t&ecirc;m vindo a verificar na sociedade e nas fam&iacute;lias, ou seja, o crescente n&uacute;mero de div&oacute;rcios e, consequentemente, o aumento no n&uacute;mero de novas formas de fam&iacute;lia. De facto, s&atilde;o cada vez mais frequentes, na sequ&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de div&oacute;rcio, agregados familiares que deixam de englobar os dois progenitores e os seus filhos, passando os &uacute;ltimos a viver apenas com um progenitor (fam&iacute;lias monoparentais) ou com um casal em que apenas um dos elementos &eacute; seu progenitor (fam&iacute;lias reconstru&iacute;das). </P >     <p>Efectivamente, ao longo do tempo, o conceito de fam&iacute;lia tem vindo a sofrer variadas e profundas altera&ccedil;&otilde;es no que concerne aos seus valores, modelos e fun&ccedil;&otilde;es (Pires, 2005) e, com estas, as experi&ecirc;ncias das crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o, inevitavelmente afectadas. No caso de Portugal, embora as fam&iacute;lias tradicionais ainda se encontrem em maioria (75,2% dos adolescentes vivem com ambos os progenitores), desde os anos 70 que se tem vindo a verificar um aumento do n&uacute;mero div&oacute;rcios, bem como do n&uacute;mero de nascimentos fora do casamento (Taborda Sim&otilde;es, Vale Dias, Formosinho, &amp; Fonseca, 2007). Tais acontecimentos resultaram, assim, numa crescente quantidade de fam&iacute;lias monoparentais, organizadas, sobretudo, em torno da m&atilde;e (10,6%), ou seja, sistemas familiares em que o subsistema conjugal &eacute; inexistente. Ora, dentro deste tipo de estrutura, um n&uacute;mero significativo de fam&iacute;lias possui dificuldades econ&oacute;micas e sociais, o que se reflecte numa importante vulnerabilidade social deste grupo (no que concerne a quest&otilde;es como a nutri&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, actividades de lazer e educa&ccedil;&atilde;o). Para al&eacute;m do referido, um outro fen&oacute;meno tem vindo a notar-se com mais frequ&ecirc;ncia no nosso pa&iacute;s, decorrente do aumento dos div&oacute;rcios. Referimo-nos ao surgimento de novas formas de fam&iacute;lias, ou seja, as fam&iacute;lias reconstru&iacute;das (Taborda Sim&otilde;es, Vale Dias, Formosinho, &amp; Fonseca, 2007). </P >    <p>&Agrave; luz dos dados apresentados podemos, ent&atilde;o, reconhecer o surgimento de novos desafios a enfrentar pelas fam&iacute;lias portuguesas, n&atilde;o s&oacute; no que diz respeito a aspectos s&oacute;cio-econ&oacute;micos, mas tamb&eacute;m no que concerne &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es e aos pap&eacute;is que se estabelecem no seio dos novos n&uacute;cleos familiares. Com efeito, &ldquo;as tarefas envolvidas na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos s&atilde;o partilhadas n&atilde;o apenas pelos pais biol&oacute;gicos, mas tamb&eacute;m pelos seus novos parceiros, e as crian&ccedil;as habitualmente tamb&eacute;m adquirem novas rela&ccedil;&otilde;es de fraternidade originadas mais pela coabita&ccedil;&atilde;o do que estritamente pelos la&ccedil;os biol&oacute;gicos&rdquo; (Taborda Sim&otilde;es, Vale Dias, Formosinho, &amp; Fonseca, 2007, p. 799). Deste modo, os adolescentes que vivem nestas novas formas de fam&iacute;lia enfrentam a necessidade de abertura a uma realidade distinta, assim como a novos la&ccedil;os e rela&ccedil;&otilde;es, confrontando-se, por isso, com uma maior diversidade de pap&eacute;is, normas familiares e culturas. </P >    <p>Considerando as mudan&ccedil;as que se v&atilde;o verificando na sociedade e na fam&iacute;lia portuguesas, ser&aacute; pertinente debru&ccedil;armo-nos sobre as especificidades subjacentes &agrave;s novas formas de fam&iacute;lia e &agrave;s consequ&ecirc;ncias, em termos desenvolvimentais que decorrem da viv&ecirc;ncia numa estrutura familiar n&atilde;o tradicional. Dado que as novas formas de fam&iacute;lia acima referidas (monoparentais e fam&iacute;lias reconstru&iacute;das) t&ecirc;m como origem primordial situa&ccedil;&otilde;es de div&oacute;rcio, ser&aacute; precisamente a quest&atilde;o do div&oacute;rcio a principal situa&ccedil;&atilde;o a analisar na presente investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>O div&oacute;rcio constitui uma &ldquo;forma radical de transforma&ccedil;&atilde;o do sistema familiar na sequ&ecirc;ncia de uma situa&ccedil;&atilde;o de crise que a fam&iacute;lia n&atilde;o consegue resolver [...] a situa&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio &eacute; uma sequ&ecirc;ncia de acontecimentos que implicam uma transi&ccedil;&atilde;o na vida dos pais e dos filhos num contexto de crise que geralmente s&oacute; estabilizar&aacute; ap&oacute;s 1-2 anos&rdquo; (Menezes, 1990, p. 78). Assim, por defini&ccedil;&atilde;o, tal situa&ccedil;&atilde;o ir&aacute; exigir, da parte de todos os elementos envolvidos, sobretudo no primeiro ou nos dois primeiros anos ap&oacute;s o div&oacute;rcio, a capacidade de lidar com os desafios decorrentes das altera&ccedil;&otilde;es profundas na sua vida. Grych (2002, citado por Wong, McElwain, &amp; Halberstadt, 2009, p. 453) recorda-nos que &ldquo;a rela&ccedil;&atilde;o conjugal &eacute; central no sistema familiar. Uma rela&ccedil;&atilde;o conjugal comprometida e harmoniosa fornece aos pais um apoio que fomenta uma parentalidade positiva, enquanto elevados n&iacute;veis de conflito no casamento, ambival&ecirc;ncia e desinteresse afectam os recursos psicol&oacute;gicos e emocionais dos pais e interferem com a sua capacidade para responder adequadamente &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es negativas dos seus filhos&rdquo;. Neste sentido, &ldquo;o problema n&atilde;o est&aacute; no div&oacute;rcio em si, mas no div&oacute;rcio mal sucedido. Para as crian&ccedil;as, o que de facto importa &eacute; o modo como os pais s&atilde;o capazes ou n&atilde;o de gerir as dificuldades que se instalam no seu relacionamento antes e ap&oacute;s a separa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Taborda Sim&otilde;es &amp; Ata&iacute;de, 2001, p. 241). &Eacute; importante, por&eacute;m, n&atilde;o perder de vista que numa situa&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio ou separa&ccedil;&atilde;o cada crian&ccedil;a ou adolescente reage de modo distinto, podendo, nuns casos, verificar-se um impacto muito significativo no desenvolvimento s&oacute;cio-emocional dos filhos, enquanto noutros n&atilde;o existir&atilde;o efeitos particularmente adversos (Stadelmann, Perren, Groeben, &amp; VonKlitzing, 2010). </P >    <p>Ser&aacute; relevante, portanto, entender se as mudan&ccedil;as na estrutura familiar poder&atilde;o ter implica&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes, tornando-se, assim, igualmente importante compreender o papel de aspectos como a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos enquanto agentes mediadores do eventual impacto destas mudan&ccedil;as estruturais no desenvolvimento dos filhos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, como quadro conceptual para compreender a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, adopt&aacute;mos uma perspectiva desenvolvimentista, considerando a import&acirc;ncia de um desenvolvimento inevitavelmente marcado por profundas e m&uacute;ltiplas transforma&ccedil;&otilde;es, particularmente no que &agrave; adolesc&ecirc;ncia se refere, e das aquisi&ccedil;&otilde;es que caracterizam estas etapas do desenvolvimento humano (Taborda Sim&otilde;es, 2002). </P >    <p>A partir da psicologia do desenvolvimento, &eacute;, ent&atilde;o, seguida uma concep&ccedil;&atilde;o de socializa&ccedil;&atilde;o com pendor piagetiano, contemplando a no&ccedil;&atilde;o de equilibra&ccedil;&atilde;o enquanto mecanismo de adapta&ccedil;&atilde;o ao meio, presente desde o in&iacute;cio do desenvolvimento dos sujeitos. Tal mecanismo, ao possibilitar uma regula&ccedil;&atilde;o das aquisi&ccedil;&otilde;es que se v&atilde;o realizando ao longo do desenvolvimento, permite o acesso a novas formas, cada vez mais complexas, de compreender e lidar com o ambiente em que os sujeitos vivem. O desenvolvimento humano &eacute;, para Piaget, provocado por ac&ccedil;&otilde;es que visam a redu&ccedil;&atilde;o do desequil&iacute;brio entre o organismo e o meio f&iacute;sico e social, culminando na constru&ccedil;&atilde;o de um novo equil&iacute;brio, com novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o da actividade cognitiva. Deste modo, o &ldquo;desenvolvimento da crian&ccedil;a &ndash; e, portanto, a sua socializa&ccedil;&atilde;o, que nele [desenvolvimento da crian&ccedil;a] constitui um elemento essencial &ndash; [&eacute; visto] como um processo activo de adapta&ccedil;&atilde;o descont&iacute;nua a formas mentais e sociais cada vez mais complexas&rdquo; (Dubar, 2002, p. 20). </P >    <p>Assim, &eacute; salientado o papel activo do sujeito nas suas interac&ccedil;&otilde;es com o meio, resultando estas em formas progressivamente mais elaboradas de viver e actuar nos contextos sociais. Por outras palavras, as bases para o comportamento e desenvolvimento dos indiv&iacute;duos ser&atilde;o adquiridas atrav&eacute;s das rela&ccedil;&otilde;es entre os sujeitos e os seus contextos, rela&ccedil;&otilde;es essas caracterizadas pela mutualidade de influ&ecirc;ncias (Damon &amp; Lerner, 2008). De facto, &ldquo;desde o seu nascimento, a crian&ccedil;a &eacute; imersa num banho sociocultural, cujo papel determinante ningu&eacute;m pode p&ocirc;r em causa. O desenvolvimento realiza-se numa rede inextric&aacute;vel de interac&ccedil;&otilde;es no seio dos grupos nos quais a crian&ccedil;a vive e que ir&atilde;o, com a idade, aumentar, diversificar-se e complexificar-se. &Eacute; dif&iacute;cil, sen&atilde;o imposs&iacute;vel, de perceber, em todos os dom&iacute;nios, as rela&ccedil;&otilde;es entre todos estes aspectos da socializa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a&rdquo; (Bideaud, Houd&eacute;, &amp; Pedinielli, 1996, p. 423). </P >    <p>Efectivamente, &ldquo;a integra&ccedil;&atilde;o, no decorrer da exist&ecirc;ncia, de experi&ecirc;ncias variadas, devidamente interpretadas, num processo de constru&ccedil;&atilde;o progressiva, explica as mudan&ccedil;as observadas com o tempo e as diferen&ccedil;as que se manifestam entre indiv&iacute;duos ou grupos. A import&acirc;ncia do papel das institui&ccedil;&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o neste processo &eacute; consensual&rdquo; (Duno et al., 1987, Harter, 1983, Marsh, 1984, 1990, citados por Fontaine, Campos, &amp; Musitu, 1992, p. 69). Ora, uma das referidas institui&ccedil;&otilde;es &eacute; precisamente a fam&iacute;lia, pelo que se assume a import&acirc;ncia do reconhecimento do contributo das primeiras rela&ccedil;&otilde;es humanas, particularmente no seio da fam&iacute;lia, para um funcionamento social ajustado ao longo do desenvolvimento dos indiv&iacute;duos, j&aacute; que estas &ldquo;contribuem para a elabora&ccedil;&atilde;o dos seus primeiros esquemas s&oacute;cio-afectivos dos quais resultam os prot&oacute;tipos das rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; (Haro, 2000, p. 23). &Eacute; por esse motivo que n&atilde;o poder&atilde;o deixar de ser referidos os modelos de vincula&ccedil;&atilde;o (Ainsworth, 1989; Bowlby, 1980) e de aprendizagem social (Bandura, 1989) que cremos constitu&iacute;rem quadros conceptuais indispens&aacute;veis para compreender a import&acirc;ncia do papel da fam&iacute;lia no desenvolvimento s&oacute;cio-afectivo da crian&ccedil;a e, mais tarde, do adolescente. </P >    <p>O modelo de Bowlby e Ainsworth centra-se na quest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o, ou seja, as rela&ccedil;&otilde;es precoces estabelecidas entre o beb&eacute; e a(s) figura(s) de vincula&ccedil;&atilde;o (o cuidador prim&aacute;rio, habitualmente, a m&atilde;e), atrav&eacute;s das quais o primeiro ir&aacute; satisfazer as suas necessidades f&iacute;sicas, mas tamb&eacute;m psicossociais. Considera-se uma vincula&ccedil;&atilde;o segura aquela que se baseia na confian&ccedil;a do beb&eacute;, n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; figura de vincula&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pr&oacute;pria capacidade de obter o que necessita, ou seja, de explorar livremente o meio circundante, sabendo que em caso de perigo existe uma base de seguran&ccedil;a. Note-se que este tipo de rela&ccedil;&otilde;es precoces possuem uma forte influ&ecirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o de expectativas sobre os outros, no desenvolvimento de estrat&eacute;gias de <I>coping </I>e na representa&ccedil;&atilde;o do <I>self</I>, podendo orientar as cren&ccedil;as, sentimentos e comportamentos do sujeito no futuro e noutras rela&ccedil;&otilde;es que este estabelecer&aacute; fora do contexto familiar. Com efeito, as trocas emocionais associadas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia poder&atilde;o ter um importante papel nos comportamentos pr&oacute;-sociais, visto que a aten&ccedil;&atilde;o, cuidado, coopera&ccedil;&atilde;o e interac&ccedil;&atilde;o social poder&atilde;o ser generalizados da d&iacute;ade figura de vincula&ccedil;&atilde;o-beb&eacute; para diversas outras situa&ccedil;&otilde;es sociais futuras, com que a crian&ccedil;a em desenvolvimento se ir&aacute; deparar (Zahn Waxler, 1991, citado por Saarni, Campos, Camras, &amp; Witherington, 2008). </P >    <p>A teoria da aprendizagem social, por sua vez, preconiza que a crian&ccedil;a aprende os comportamentos sociais atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o e imita&ccedil;&atilde;o de modelos, ou seja, observando figuras de refer&ecirc;ncia (modelos, normalmente os seus pais e, mais tarde, o grupo de pares) e demonstrando as aprendizagens que realizou desempenhando os comportamentos observados quando os modelos n&atilde;o est&atilde;o presentes. Note-se que subjacente a esta teoria n&atilde;o se encontra uma ideia de passividade por parte da crian&ccedil;a. Pelo contr&aacute;rio, esta adopta um papel activo na sua aprendizagem dos comportamentos sociais pois &eacute; ela que escolhe os modelos e os comportamentos a observar e imitar de acordo com as suas percep&ccedil;&otilde;es. </P >    <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o o quadro te&oacute;rico apresentado, poder-se-&aacute;, ent&atilde;o, reflectir sobre a import&acirc;ncia do papel da fam&iacute;lia na aprendizagem de comportamentos sociais, aprendizagem, esta, que resulta de diversas interac&ccedil;&otilde;es importantes entre a crian&ccedil;a e os elementos significativos presentes ao longo do seu desenvolvimento. De facto, as estruturas cognitivas adquiridas atrav&eacute;s das experi&ecirc;ncias de cuidado no seio da fam&iacute;lia t&ecirc;m uma assinal&aacute;vel influ&ecirc;ncia nas respostas emocionais e comportamentais da crian&ccedil;a perante novas situa&ccedil;&otilde;es sociais (Stadelmann, Perren, Groeben, &amp; VonKlitzing, 2010). Neste sentido, pretendemos analisar o papel exercido pelo tipo de estrutura familiar em que a crian&ccedil;a/adolescente vive, assim como a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es pais</B>filhos no desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o, supondo, &agrave; partida, que mais do que a composi&ccedil;&atilde;o do agregado familiar, seria a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es entre os seus elementos a vari&aacute;vel mais determinante para compreender os comportamentos sociais na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. </P >    <p>OBJECTIVOS </P >    <p>Partindo, como j&aacute; mencionado, de uma perspectiva desenvolvimentista, olhamos a adolesc&ecirc;ncia como etapa espec&iacute;fica do desenvolvimento humano, marcada por importantes mudan&ccedil;as. Etapa, esta, em que a adapta&ccedil;&atilde;o ao meio e o equil&iacute;brio dos sujeitos &eacute; alcan&ccedil;ado atrav&eacute;s de m&uacute;ltiplas e profundas transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, cognitivas, morais e s&oacute;cio-afectivas, assim como no que &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da identidade diz respeito. &Eacute; deste modo que, ao longo da adolesc&ecirc;ncia, os sujeitos v&atilde;o adquirindo uma crescente autonomia a diversos n&iacute;veis (Taborda Sim&otilde;es, 2002). Por tal raz&atilde;o, uma reflex&atilde;o em torno da adolesc&ecirc;ncia afigura-se, para n&oacute;s, indissoci&aacute;vel de dois aspectos: por um lado, do desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o que nesta etapa do desenvolvimento assume um papel de particular relevo; por outro, do papel da fam&iacute;lia &ldquo;enquanto contexto de desenvolvimento, [que] providencia um conjunto de rela&ccedil;&otilde;es sociais e de experi&ecirc;ncias de aprendizagem que s&atilde;o determinantes no confronto com as situa&ccedil;&otilde;es cada vez mais complexas e desafiantes da vida do adolescente&rdquo; (Menezes, 1990, p. 65). De facto, &ldquo;do estudo da socializa&ccedil;&atilde;o podem advir relevantes contributos, &agrave; medida que nos permite apreender as continuidades e descontinuidades do processo de constru&ccedil;&atilde;o psicossocial do homem, da fam&iacute;lia, &agrave; escola e ao trabalho&rdquo; (Gomes, 2000, p. 189). </P >    <p>Os objectivos da presente investiga&ccedil;&atilde;o encontram-se, portanto, associados a duas quest&otilde;es basilares: pretende-se averiguar a influ&ecirc;ncia de diversos factores associados &agrave; fam&iacute;lia no desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o na fase final da inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia, ao mesmo tempo que se procura compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o, a estrutura familiar e as rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos. Foram, assim, levantadas tr&ecirc;s hip&oacute;teses essenciais: </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H1: A estrutura familiar em que os sujeitos vivem, por si s&oacute;, n&atilde;o &eacute; uma vari&aacute;vel significativa para o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o. H2: A estrutura familiar em que os sujeitos vivem, por si s&oacute;, &eacute; uma vari&aacute;vel significativa para compreender as rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos. H3: A qualidade das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos influencia o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>METODOLOGIA </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Para a investiga&ccedil;&atilde;o apresentada, a recolha de dados foi realizada numa escola b&aacute;sica do 2&ordm; e 3&ordm; ciclos da cidade de Coimbra, tratando-se esta de uma amostra ocasional. A mesma &eacute; composta por 182 sujeitos, dos quais 46,2% s&atilde;o do sexo masculino e 53,8% s&atilde;o do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos (m&eacute;dia=13 anos; d.p.=1,57). Na <a href="#t1">Tabela 1</a> &eacute; apresentada a distribui&ccedil;&atilde;o da amostra segundo o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico, ano de escolaridade e agregado familiar. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a02t1.jpg" width="510" height="223"><a name="t1"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Instrumentos </I></P >    <p>Para testar as hip&oacute;teses formuladas foram aplicados tr&ecirc;s question&aacute;rios: </P >    <p><I>Question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico </I>&ndash; Este instrumento, elaborado no &acirc;mbito da presente investiga&ccedil;&atilde;o, cont&eacute;m 13 quest&otilde;es relativas &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos (sexo, idade, ano de escolaridade), da sua estrutura familiar (n&uacute;mero de irm&atilde;os, agregado familiar, etc.), &aacute;rea de resid&ecirc;ncia (urbano/rural, regi&atilde;o geogr&aacute;fica) e n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico (profiss&atilde;o dos pais, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais)<a name="top1"></a><a href="#1"><Sup>1</Sup></a>. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Question&aacute;rio Sobre as Rela&ccedil;&otilde;es Pais-Filhos </I>&ndash; A adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do <I>Questionnaire des Relations Parents-Enfants </I>(QRPE, Bastin &amp; Delrez, 1976), &eacute; da autoria de Vaz Serra (1987). Trata-se de um question&aacute;rio de auto-resposta que visa analisar o modo como os adolescentes e adultos percebem as suas rela&ccedil;&otilde;es com os pais. &Eacute; constitu&iacute;do por 63 quest&otilde;es, cuja resposta poder&aacute; ser &ldquo;Verdadeiro&rdquo;, &ldquo;N&atilde;o sei&rdquo; e &ldquo;N&atilde;o Verdadeiro&rdquo;. A cota&ccedil;&atilde;o permite obter quatro tipos de dados: uma nota geral sobre a atmosfera familiar (dividida em dois factores: Comunh&atilde;o de ideias e sentimentos e Consist&ecirc;ncia/Inconsist&ecirc;ncia), uma nota relativa &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com o pai (dividida em sete factores: Toler&acirc;ncia/Domin&acirc;ncia, Aceita&ccedil;&atilde;o/Rejei&ccedil;&atilde;o, Apreciativa/Inferiorizante, Autonomia/Sobrepro tec&ccedil;&atilde;o, N&atilde;o conflituosa/conflituosa, Confian&ccedil;a/Desconfian&ccedil;a e Pai educador/Pai n&atilde;o educador), uma sobre as rela&ccedil;&otilde;es com a m&atilde;e (dividida, tamb&eacute;m, em sete factores: Toler&acirc;ncia/Domin&acirc;ncia, Aceita&ccedil;&atilde;o/Rejei&ccedil;&atilde;o, Apreciativa/Inferiorizante, Consist&ecirc;ncia/Inconsist&ecirc;ncia, Confian&ccedil;a/Descon fian&ccedil;a, N&atilde;o conflituosa/conflituosa e M&atilde;e educadora/M&atilde;e n&atilde;o educadora) e uma nota global, reflectindo a soma de todos os factores mencionados<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. </P >     <p><I>Bateria de Socializa&ccedil;&atilde;o (BAS-3) </I>&ndash; A Bateria de Socializa&ccedil;&atilde;o (BAS-3), &eacute; da autoria de Silva, Martorell e Clemente (1985), tendo sido adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Ferreira e Rocha (2004). Este instrumento consiste num question&aacute;rio de auto-resposta que procura medir dimens&otilde;es relacionadas com o comportamento social de crian&ccedil;as e adolescentes, em particular, no que concerne &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sociais entre pares. No total &eacute; composto por 75 itens, cujas respostas poder&atilde;o ser &ldquo;Sim&rdquo; ou &ldquo;N&atilde;o&rdquo;. Os seus resultados permitem obter dados relativos a cinco dimens&otilde;es sociais. A dimens&atilde;o &ldquo;Considera&ccedil;&atilde;o pelos outros&rdquo; (Co) diz respeito &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos outros, em especial pelos que t&ecirc;m problemas, sofrem rejei&ccedil;&atilde;o ou s&atilde;o ignorados, estando, de algum modo, associada aos conceitos de altru&iacute;smo e empatia emocional. A dimens&atilde;o &ldquo;Auto-controlo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; (Ac), poder&aacute; ser entendida segundo dois p&oacute;los: um em que existe cumprimento e aceita&ccedil;&atilde;o das normas sociais e regras que facilitam a conviv&ecirc;ncia e o respeito m&uacute;tuo, e outro caracterizado por comportamentos agressivos ou impositivos. Por outras palavras, &eacute; uma dimens&atilde;o fortemente associada a quest&otilde;es de ajustamento social. A dimens&atilde;o &ldquo;Isolamento social&rdquo; (Is) permite detectar um afastamento, passivo ou activo, em rela&ccedil;&atilde;o aos outros. A dimens&atilde;o &ldquo;Ansiedade social/Timidez&rdquo; (At) identifica manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade social pass&iacute;veis de se relacionarem com a timidez. Finalmente, a dimens&atilde;o &ldquo;Lideran&ccedil;a&rdquo; (Li), avalia aspectos como a ascend&ecirc;ncia, popularidade, iniciativa, auto-confian&ccedil;a e disponibilidade para ajudar os outros. &Eacute; poss&iacute;vel, ainda, obter uma medida da &ldquo;Sinceridade&rdquo; (S). </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >     <p>Depois de seleccionada a amostra e de obtidas as autoriza&ccedil;&otilde;es da direc&ccedil;&atilde;o da escola e dos Encarregados de Educa&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos na investiga&ccedil;&atilde;o, as aplica&ccedil;&otilde;es dos instrumentos acima referidos foram realizadas colectivamente, em contexto de sala de aula, tendo sido garantido o anonimato de todas as respostas. Tais condi&ccedil;&otilde;es de administra&ccedil;&atilde;o possibilitaram o controlo das condi&ccedil;&otilde;es de preenchimento dos instrumentos, nomeadamente a homogeneidade de condi&ccedil;&otilde;es de resposta e a privacidade das mesmas. </P >     <p>Para an&aacute;lise de dados, recorremos ao teste de Levene (homogeneidade das vari&acirc;ncias) e ao teste <I>t de student </I>de diferen&ccedil;a de m&eacute;dias para amostras independentes, considerando um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,05, para um intervalo de confian&ccedil;a de 95%, para averiguar a rela&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel &ldquo;Estrutura Familiar&rdquo; (categorizada em dois n&iacute;veis: &ldquo;Agregado Familiar Tradicional&rdquo; e &ldquo;Agregado Familiar N&atilde;o Tradicional&rdquo;<a name="top3"></a><a href="#3"><Sup>3</Sup></a>) e as diferentes vari&aacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o (Co, Ac, Is, At e Li), bem como para verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel &ldquo;Estrutura Familiar&rdquo; e as vari&aacute;veis relativas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos (&ldquo;Nota Total QRPE&rdquo;, &ldquo;Nota Total Pai&rdquo;, &ldquo;Nota Total M&atilde;e&rdquo; e &ldquo;Nota Total Quest&otilde;es Gerais&rdquo;). Por sua vez, para averiguar a influ&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos (tomando como vari&aacute;veis independentes as diversas dimens&otilde;es que comp&otilde;em esta vari&aacute;vel) nas vari&aacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o (vari&aacute;veis dependentes), foi realizada uma an&aacute;lise de regress&atilde;o. Esta an&aacute;lise foi complementada, <I>a posteriori</I>, por uma an&aacute;lise semelhante, mas considerando como preditores os factores espec&iacute;ficos de cada uma das vari&aacute;veis das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos (&ldquo;Nota Total QRPE&rdquo;, &ldquo;Nota Total Pai&rdquo;, &ldquo;Nota Total M&atilde;e&rdquo; e &ldquo;Nota Total Quest&otilde;es Gerais&rdquo;). Por outras palavras, sempre que se encontraram resultados significativos entre uma vari&aacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos e uma vari&aacute;vel de socializa&ccedil;&atilde;o, procedeu-se a uma an&aacute;lise mais profunda para esclarecer o papel de cada factor espec&iacute;fico da vari&aacute;vel independente na predi&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dependente. </P >     <p>RESULTADOS </P >    <p>Com base nas an&aacute;lises realizadas, os resultados obtidos possibilitaram a obten&ccedil;&atilde;o de dados de interesse e revelo para a reflex&atilde;o sobre o papel das vari&aacute;veis familiares no desenvolvimento dos comportamentos sociais na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. </P >    <p>A primeira hip&oacute;tese foi confirmada, verificando-se assim que, isoladamente, a vari&aacute;vel &ldquo;Estrutura Familiar&rdquo; n&atilde;o basta para explicar o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o. O teste <I>t de Student </I>para amostras independentes n&atilde;o revelou, portanto, resultados significativos na an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre o agregado familiar e as diversas vari&aacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel &ldquo;Isolamento social&rdquo; (<I>t=</I>-1,99; <I>p=</I>,048). Apenas nesta dimens&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os dois grupos comparados (Agregado Familiar Tradicional e Agregado Familiar N&atilde;o Tradicional), sendo o valor da m&eacute;dia superior no grupo &ldquo;N&atilde;o tradicional&rdquo; (2,61) em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo &ldquo;Tradicional&rdquo; (1,82). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a02t2.jpg" width="509" height="244"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Considerando os resultados obtidos, e no sentido de procurar compreender mais pormenorizadamente o efeito do agregado familiar na vari&aacute;vel &ldquo;Isolamento social&rdquo;, procedeu-se a uma regress&atilde;o linear (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Esta an&aacute;lise revelou que, apesar de significativa, apenas cerca de 2% da vari&acirc;ncia &eacute; explicada pela vari&aacute;vel independente (R<Sup>2</Sup>=,02; <I>p=</I>,048).~</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a02t3.jpg" width="511" height="84"><a name="t3"></a></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p>A segunda hip&oacute;tese colocada, relativa &agrave; exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as na qualidade das rela&ccedil;&otilde;es paisfilhos consoante o agregado familiar, foi refutada, j&aacute; que n&atilde;o foram obtidos resultados estatisticamente significativos no teste <I>t de student </I>para amostras independentes. Assim, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel assumir o efeito de diferentes agregados familiares nas rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a02t4.jpg" width="514" height="207"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Na an&aacute;lise de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla das dimens&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos nas diversas dimens&otilde;es da socializa&ccedil;&atilde;o, a maioria dos modelos testados revelou-se significativa. Tal permite corroborar a terceira hip&oacute;tese colocada, ou seja, que a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es familiares constitui uma vari&aacute;vel preditora do desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o. Como j&aacute; mencionado, foram utilizadas, como vari&aacute;veis independentes, as quatro notas totais obtidas no QRPE, tendo sido exclu&iacute;da deste grupo a vari&aacute;vel &ldquo;Nota Total QRPE&rdquo;, uma vez que apresentava uma elevada colinearidade com as demais, facto expect&aacute;vel, visto que esta dimens&atilde;o consiste no somat&oacute;rio das restantes. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como se pode verificar, atrav&eacute;s da consulta da <a href="#t5">Tabela 5</a>, os modelos de regress&atilde;o testados permitem-nos assumir que as rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos s&atilde;o, de um modo geral, preditores da sociali za&ccedil;&atilde;o, em particular das vari&aacute;veis &ldquo;Considera&ccedil;&atilde;o pelos outros&rdquo; (R<Sup>2</Sup>=,11; <I>p=</I>,000), &ldquo;Auto-controlo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; (R<Sup>2</Sup>=,18; <I>p=</I>,000) e &ldquo;Isolamento social&rdquo; (R<Sup>2</Sup>=12; <I>p=</I>,000). No caso da vari&aacute;vel &ldquo;Lideran&ccedil;a&rdquo;, o modelo de regress&atilde;o n&atilde;o foi significativo (<I>p=</I>,27) e na vari&aacute;vel &ldquo;Ansiedade social/Timidez&rdquo;, embora o modelo seja significativo (<I>p=</I>,02), nenhuma das vari&aacute;veis das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos surge como seu preditor significativo. Por outras palavras, as rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos poder&atilde;o ser consideradas preditores de tr&ecirc;s das cinco vari&aacute;veis da socializa&ccedil;&atilde;o analisadas. Note-se que as diferentes dimens&otilde;es s&atilde;o explicadas por diferentes vari&aacute;veis das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos. Efectivamente, a &ldquo;Nota Total Pai&rdquo; apresenta-se como preditor da vari&aacute;vel &ldquo;Considera&ccedil;&atilde;o pelos outros&rdquo; (<I>t=</I>2,73; <I>p=</I>,007), a &ldquo;Nota Total M&atilde;e&rdquo; surge como preditor do &ldquo;Auto-controlo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; (<I>t=</I>2,63; <I>p=</I>,009), enquanto a vari&aacute;vel &ldquo;Nota Total Quest&otilde;es Gerais&rdquo; &eacute; preditor da dimens&atilde;o &ldquo;Isolamento social&rdquo; (<I>t=</I>-22; <I>p=</I>,030). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a02t5.jpg" width="511" height="243"><a name="t5"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Considerando os resultados obtidos, optou-se por realizar uma nova an&aacute;lise de regress&atilde;o mais exaustiva, de modo a verificar quais os factores espec&iacute;ficos que predizem cada uma das vari&aacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o explicadas pelas rela&ccedil;&otilde;es com o pai, com a m&atilde;e ou pela atmosfera familiar. Assim, como se poder&aacute; consultar na <a href="#t6">Tabela 6</a>, verificou-se que, das dimens&otilde;es relativas &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com o pai, foram a &ldquo;Aceita&ccedil;&atilde;o/Rejei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<I>t=</I>4,94; <I>p=</I>,000) e a &ldquo;Confian&ccedil;a/Desconfian&ccedil;a&rdquo; (<I>t=</I>-2,28; <I>p=</I>,024) as que contribu&iacute;ram significativamente para explicar 19,7% da vari&acirc;ncia no factor de socializa&ccedil;&atilde;o &ldquo;Considera&ccedil;&atilde;o pelos outros&rdquo; (R<Sup>2</Sup>=,20; <I>p=</I>,000). No que concerne ao &ldquo;Auto-controlo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;, explicado pelas rela&ccedil;&otilde;es com a m&atilde;e, foram as dimens&otilde;es &ldquo;Toler&acirc;ncia/ /Domin&acirc;ncia&rdquo; (<I>t=</I>4,19; <I>p=</I>,000), &ldquo;Aceita&ccedil;&atilde;o/Rejei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<I>t=</I>2,53; <I>p=</I>,012) e &ldquo;Consist&ecirc;ncia/ /Inconsist&ecirc;ncia&rdquo; (<I>t=</I>3,05; <I>p=</I>,003) as que explicaram 22,9% da vari&acirc;ncia (R<Sup>2</Sup>=,23; <I>p=</I>,000). Por fim, no que concerne ao &ldquo;Isolamento Social&rdquo;, explicado pela &ldquo;Nota Total Quest&otilde;es Gerais&rdquo;, os resultados obtidos apontam para o facto de ambas as dimens&otilde;es deste factor, &ldquo;Comunh&atilde;o de ideias e sentimentos&rdquo; (<I>t=</I>-2,83; <I>p=</I>,005) e &ldquo;Consist&ecirc;ncia/Inconsist&ecirc;ncia&rdquo; (<I>t=</I>-2,53; <I>p=</I>,012), serem preditores da referida dimens&atilde;o (R<Sup>2</Sup>=,09; <I>p=</I>,000). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a02t6.jpg" width="534" height="261"><a name="t6"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>DISCUSS&Atilde;O  </P >    <p>Antes de nos debru&ccedil;armos mais particularmente sobre a discuss&atilde;o dos resultados obtidos, importa destacar que, de um modo geral, estes v&atilde;o no sentido dos j&aacute; encontrados em anteriores investiga&ccedil;&otilde;es realizadas nesta &aacute;rea, permitindo corroborar duas das tr&ecirc;s hip&oacute;teses colocadas. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; primeira hip&oacute;tese colocada, a investiga&ccedil;&atilde;o permitiu confirmar o facto de, por si s&oacute;, a estrutura familiar n&atilde;o ser suficiente para explicar o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o. Tal resultado possibilita, assim, concluir que a qualidade da socializa&ccedil;&atilde;o dos filhos n&atilde;o depender&aacute; exclusivamente do agregado familiar em que vivem, ou seja, o facto de ter pais separados/divorciados n&atilde;o implica necessariamente problemas do ponto de vista da socializa&ccedil;&atilde;o, nem o facto de viver com ambos os pais significa a aus&ecirc;ncia de dificuldades nesta &aacute;rea. Todavia, e considerando as diferen&ccedil;as significativas verificadas entre os dois grupos na dimens&atilde;o &ldquo;Isolamento social&rdquo; (embora em ambos os grupos os resultados alcan&ccedil;ados estejam dentro da m&eacute;dia), importar&aacute; reflectir sobre a raz&atilde;o que justifica a tend&ecirc;ncia para um maior afastamento, passivo ou activo em rela&ccedil;&atilde;o aos outros, em sujeitos oriundos de agregados familiares n&atilde;o tradicionais, em compara&ccedil;&atilde;o com os que vivem em agregados familiares tradicionais. Ora, tendo em conta que nenhuma outra dimens&atilde;o de socializa&ccedil;&atilde;o apresentou tal comportamento, e considerando que a vari&aacute;vel &ldquo;Estrutura Familiar&rdquo; explica apenas 2% da vari&acirc;ncia, poderemos, eventualmente, atribuir estes resultados &agrave; conjuga&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel &ldquo;Estrutura Familiar&rdquo; com outras, como, por exemplo, a atmosfera familiar, visto que se verificou na an&aacute;lise de regress&atilde;o que a vari&aacute;vel &ldquo;Nota Total Quest&otilde;es Gerais&rdquo; se apresentou como preditor da dimens&atilde;o &ldquo;Isolamento social&rdquo;, explicando 12% da vari&acirc;ncia. Para al&eacute;m desta poderemos especular sobre o efeito de outras dimens&otilde;es n&atilde;o analisadas no presente estudo, como, por exemplo, o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico dos sujeitos, o n&uacute;mero de irm&atilde;os ou a sua posi&ccedil;&atilde;o na fratria. </P >    <p>A hip&oacute;tese acerca da possibilidade de existirem diferen&ccedil;as entre as m&eacute;dias obtidas na qualidade das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos consoante o agregado familiar foi refutada, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel assumir um efeito desta vari&aacute;vel no modo como os elementos que constituem a fam&iacute;lia se relacionam. Em conson&acirc;ncia com este resultado, diversos autores confirmaram j&aacute; a exist&ecirc;ncia de poucas diferen&ccedil;as entre filhos de fam&iacute;lias tradicionais e filhos de fam&iacute;lias n&atilde;o tradicionais, considerando mais relevante a considera&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que se verificam no seio da fam&iacute;lia do que a estrutura familiar propriamente dita (McHale et al., 2003, Patterson 2006, Stevens, Golombok, Beveridge, &amp; Avon, 2002, Stevenson, &amp; Black, 1988, citados por Berenbaum, Martin, &amp; Ruble, 2008). De facto, parece que &ldquo;o traumatismo do div&oacute;rcio vem menos do facto de ter pais separados que de ter pais em conflito&rdquo; (Bastard et al., 1996, citados por Taborda-Sim&otilde;es &amp; Ata&iacute;de, 2001, p. 241). Este resultado acaba por refor&ccedil;ar a hip&oacute;tese anterior (j&aacute; confirmada), pois, dado que as rela&ccedil;&otilde;es paisfilhos n&atilde;o se distinguem consoante a composi&ccedil;&atilde;o do agregado familiar, podemos assumir que nem de uma forma indirecta a socializa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser explicada pela estrutura familiar. </P >    <p>No que concerne &agrave; terceira e &uacute;ltima hip&oacute;tese colocada, relativa ao papel das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos no desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o, verificou-se que, de facto, a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es familiares constitui, por si s&oacute;, uma vari&aacute;vel preditora do desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o, uma vez que, tr&ecirc;s das cinco dimens&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o testadas (&ldquo;Considera&ccedil;&atilde;o pelos outros&rdquo;, &ldquo;Auto-controlo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo; e &ldquo;Isolamento social&rdquo;) foram explicadas pelas diferentes dimens&otilde;es do QRPE (&ldquo;Nota Total Quest&otilde;es Gerais&rdquo;, &ldquo;Nota Total Pai&rdquo; e &ldquo;Nota Total M&atilde;e&rdquo;). Acerca destes resultados, emergem dois aspectos que conv&eacute;m sublinhar. </P >    <p>Em primeiro lugar, &eacute; de destacar o facto de diferentes dimens&otilde;es das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos explicarem diferentes dimens&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o. Com efeito, a rela&ccedil;&atilde;o com o pai, em particular no que se refere &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o e ao grau de confian&ccedil;a existente na rela&ccedil;&atilde;o, surge como preditor da dimens&atilde;o relativa &agrave; sensibilidade social, preocupa&ccedil;&atilde;o com os outros, altru&iacute;smo e empatia emocional (&ldquo;Considera&ccedil;&atilde;o pelos outros&rdquo;). Assim, quanto maior a aceita&ccedil;&atilde;o existente na rela&ccedil;&atilde;o com o pai, maior a considera&ccedil;&atilde;o pelos outros. Inversamente, no que concerne &agrave; dimens&atilde;o &ldquo;Confian&ccedil;a/Desconfian&ccedil;a&rdquo;, o resultado obtido apresenta se contr&aacute;rio ao que seria expect&aacute;vel, ou seja, quanto menor o valor obtido nesta dimens&atilde;o, mais elevada ser&aacute; a considera&ccedil;&atilde;o pelos outros. Tal resultado poder&aacute;, por&eacute;m, dever se &agrave; natureza relativamente amb&iacute;gua da &uacute;nica quest&atilde;o que avalia o referido aspecto: &ldquo;o meu pai tratava me como a um homenzinho/mulherzinha&rdquo;. No caso da rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e, esta parece explicar a dimens&atilde;o relativa ao respeito pelas normas sociais, potenciadoras de uma conviv&ecirc;ncia baseada no respeito m&uacute;tuo, ou seja, &ldquo;Auto-controlo nas rela&ccedil;&otilde;es sociais&rdquo;, sobretudo nos aspectos particulares do grau de toler&acirc;ncia ou domin&acirc;ncia, do n&iacute;vel de aceita&ccedil;&atilde;o/rejei&ccedil;&atilde;o e da consist&ecirc;ncia ou inconsist&ecirc;ncia relativamente &agrave; disciplina exercida. Assim, verificou-se que, quanto mais elevadas as dimens&otilde;es referidas, mais elevado ser&aacute; o auto-controlo dos filhos nas rela&ccedil;&otilde;es sociais. Por fim, a atmosfera familiar surge como vari&aacute;vel explicativa do &ldquo;Isolamento social&rdquo;, sendo que ambas as dimens&otilde;es deste factor do QRPE (&ldquo;Comunh&atilde;o de ideias e sentimentos&rdquo; e &ldquo;Consist&ecirc;ncia/Inconsist&ecirc;ncia&rdquo;) contribuem para explicar esta dimens&atilde;o de socializa&ccedil;&atilde;o, ou seja, quanto maior a percep&ccedil;&atilde;o de harmonia e bem-estar no seio da fam&iacute;lia e quanto maior a consist&ecirc;ncia revelada pelos dois progenitores, menor ser&aacute; a tend&ecirc;ncia para um afastamento em rela&ccedil;&atilde;o aos outros por parte dos filhos. </P >    <p>Verifica-se, portanto, um efeito diferenciado dos v&aacute;rios aspectos familiares nas diferentes dimens&otilde;es do comportamento social dos sujeitos, confirmando-se que &ldquo;diferentes membros da fam&iacute;lia &ndash; m&atilde;e, pai, filhos &ndash; se influenciam mutuamente&rdquo; (Minuchin, 2002, citado por Parke &amp; Brueil, 2008, p. 96) e que &ldquo;a natureza das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, no contexto familiar, &eacute; um factor importante no desenvolvimento da crian&ccedil;a, ainda que, a estrutura familiar n&atilde;o seja a de uma fam&iacute;lia nuclear&rdquo; (Schaffer, 1990, citado por Pires, 2005). De destacar, ainda, o facto de, em todas as dimens&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o explicadas pelas rela&ccedil;&otilde;es com o pai ou pelas rela&ccedil;&otilde;es com a m&atilde;e, surgir sempre como preditor o factor &ldquo;Aceita&ccedil;&atilde;o/Rejei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (quer como factor paterno, quer como factor materno), pelo que os aspectos relacionais relativos a uma boa comunica&ccedil;&atilde;o, empatia e colabora&ccedil;&atilde;o entre pais e filhos, parecem assumir uma particular relev&acirc;ncia para um comportamento social mais ajustado, sobretudo no que diz respeito &agrave; empatia emocional, altru&iacute;smo, cuidado com os outros e &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o de normas sociais e regras promotoras do respeito m&uacute;tuo. Efectivamente, &ldquo;a experi&ecirc;ncia de aceita&ccedil;&atilde;o parental incentivar&aacute; na crian&ccedil;a uma orienta&ccedil;&atilde;o para o futuro positiva e auto-confiante, baseada na cren&ccedil;a de controle pessoal e permitindo um adiamento mais amplo das gratifica&ccedil;&otilde;es&rdquo; (Trommsdorff, 1986, citado por Borges, 1997, p. 53). </P >    <p>Um segundo aspecto de refer&ecirc;ncia prende-se com as vari&aacute;veis n&atilde;o explicadas pelas rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos: a &ldquo;Ansiedade Social/Timidez&rdquo; e a &ldquo;Lideran&ccedil;a&rdquo;. Note-se, a este prop&oacute;sito, que ambas partilham a caracter&iacute;stica de se reportarem &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos em grupos sociais extrafamiliares, como &eacute; o caso do grupo de pares, ou do contexto escolar. De facto, &ldquo;as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais extra-familiares contribuem significativamente para a compet&ecirc;ncia individual e relacional na inf&acirc;ncia e na adolesc&ecirc;ncia&rdquo; (Collins, Maccoby, Steinberg, Hetherington, &amp; Bornstein, 2000, citados por Collins &amp; Steinberg, 2008, p. 551). Al&eacute;m disso, se &ldquo;o comportamento social &eacute; muitas vezes moldado pelas disposi&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos envolvidos nas interac&ccedil;&otilde;es [&hellip;], reciprocamente, as rela&ccedil;&otilde;es sociais tamb&eacute;m poder&atilde;o ter um efeito profundo na personalidade&rdquo; (Jensen-Campbell, Knack, &amp; Rex-Lear, 2009, p. 506). Assim, estas duas dimens&otilde;es encontramse, tamb&eacute;m, associadas a caracter&iacute;sticas individuais de cariz disposicional. Neste sentido, estudos estat&iacute;sticos realizados no &acirc;mbito da constru&ccedil;&atilde;o da BAS-3 (Silva, Martorell, &amp; Clemente, 1985) revelaram a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o significativa elevada entre a dimens&atilde;o &ldquo;Ansiedade social/Timidez&rdquo; e a escala de Neuroticismo do EPQ-J (Eysenck &amp; Eysenck, 1981), e uma correla&ccedil;&atilde;o negativa ligeira entre a mesma dimens&atilde;o e a escala de Extrovers&atilde;o, tendo-se tamb&eacute;m identificado uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a dimens&atilde;o &ldquo;Lideran&ccedil;a&rdquo; e a escala de Extrovers&atilde;o do EPQ-J. </P >    <p>CONCLUS&Otilde;ES  </P >    <p>&Eacute; inequ&iacute;voco que &ldquo;as fam&iacute;lias s&atilde;o continuamente confrontadas por desafios, mudan&ccedil;as e oportunidades&rdquo; e que as &ldquo;diversas mudan&ccedil;as na sociedade t&ecirc;m produzido altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es familiares&rdquo; (Parke, &amp; Buriel, 2008, p. 113). Por tal motivo, o estudo das quest&otilde;es estruturais e relacionais no seio das novas formas de fam&iacute;lias assume uma import&acirc;ncia crescente e assinal&aacute;vel, j&aacute; que possibilita uma compreens&atilde;o mais clara das implica&ccedil;&otilde;es dos novos desafios colocados &agrave;s fam&iacute;lias ao longo do desenvolvimento dos seus filhos. Atrav&eacute;s desta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute;, ent&atilde;o, poss&iacute;vel retirar algumas conclus&otilde;es de interesse, quer a n&iacute;vel te&oacute;rico, quer do ponto de vista pr&aacute;tico. </P >    <p>Em primeiro lugar, foi poss&iacute;vel verificar, na amostra estudada, que a estrutura familiar, por si s&oacute;, n&atilde;o basta para compreender o modo como se desenvolvem os comportamentos sociais das crian&ccedil;as e adolescentes. O facto de se viver no seio de uma fam&iacute;lia tradicional n&atilde;o constitui, por isso, um factor protector para o desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o, nem a viv&ecirc;ncia num agregado familiar n&atilde;o tradicional representa um factor de risco. N&atilde;o foram, tamb&eacute;m, encontradas diferen&ccedil;as significativas entre sujeitos de agregados familiares tradicionais e n&atilde;o tradicionais no que concerne &agrave; qualidade das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos, indicando, novamente, que, mais do que aspectos estruturais s&atilde;o os aspectos relacionais que efectivamente contribuem para um funcionamento ajustado dos sujeitos e das suas fam&iacute;lias. </P >    <p>Confirmou-se, portanto, que ser&aacute; a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos que explica uma parte do desenvolvimento da socializa&ccedil;&atilde;o, sendo que diferentes componentes relacionais no seio da fam&iacute;lia (rela&ccedil;&atilde;o com o pai, rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e, atmosfera familiar em geral) explicam diferentes dimens&otilde;es da socializa&ccedil;&atilde;o, ficando de parte, contudo, as referentes &agrave; participa&ccedil;&atilde;o em grupos extra-familiares e fortemente associadas a tra&ccedil;os de personalidade (ansiedade social/timidez e lideran&ccedil;a). Destacase, assim, o papel fundamental das rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos no ajustamento social dos filhos, sobretudo em aspectos relativos &agrave; sua empatia emocional, altru&iacute;smo, cuidado com os outros e &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o de normas sociais e regras promotoras do respeito m&uacute;tuo. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tais conclus&otilde;es v&atilde;o ao encontro das j&aacute; adiantadas por diversos autores (Ahrons, 2007; Hetherington, Cox, &amp; Cox, 1982; Kelly, 2007; Schneider, 1993; Stadelmann, Perren, Groeben, &amp; VonKlitzing, 2010; Taborda Sim&otilde;es, &amp; Ata&iacute;de, 2001), ou seja, independentemente das caracter&iacute;sticas da estrutura familiar, &eacute; o modo como os elementos se relacionam, no seio da fam&iacute;lia, que ir&aacute; influir no desenvolvimento dos filhos e, neste caso em particular, no desenvolvimento dos comportamentos sociais. </P >    <p>Tais resultados poder&atilde;o contribuir para a desmistifica&ccedil;&atilde;o de diversas ideias comummente aceites por grande parte dos elementos em contacto com crian&ccedil;as e adolescentes (tais como a fam&iacute;lia, o grupo de pares, a escola, entidades recreativas, etc.), promovendo uma compreens&atilde;o mais alargada do papel da fam&iacute;lia no desenvolvimento dos comportamentos sociais dos seus filhos. Efectivamente, &ldquo;o reconhecimento da fam&iacute;lia como parceira de outras institui&ccedil;&otilde;es, tais como os pares, escolas, media, institui&ccedil;&otilde;es religiosas e pol&iacute;ticas governamentais que, no seu todo, influenciam o desenvolvimento da crian&ccedil;a, tem expandido significativamente a nossa vis&atilde;o do papel da fam&iacute;lia no processo de socializa&ccedil;&atilde;o e sugere que a fam&iacute;lia &ndash; directa ou indirectamente &ndash; poder&aacute; ter um impacto maior nos resultados da crian&ccedil;a do que anteriormente se poderia pensar&rdquo; (Parke &amp; Buriel, 2008, p. 128). </P >    <p>Deste modo, ser&aacute; de grande relev&acirc;ncia salientar, junto dos progenitores que estejam a ponderar uma situa&ccedil;&atilde;o de div&oacute;rcio/separa&ccedil;&atilde;o ou que j&aacute; se encontrem divorciados/separados, que uma nova estrutura familiar n&atilde;o implica a deteriora&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos nem tampouco limita&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento do comportamento social dos filhos. Efectivamente, o mais relevante &eacute; o modo como o casal lida com as altera&ccedil;&otilde;es na vida e na estrutura familiar, procurando ao m&aacute;ximo evitar elevados n&iacute;veis de conflitualidade, antes, durante e ap&oacute;s o div&oacute;rcio, j&aacute; que, muitas vezes, &eacute; o conflito parental, e n&atilde;o as mudan&ccedil;as devidas a um div&oacute;rcio, o principal respons&aacute;vel pela deteriora&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos (Grych &amp; Fincham, 1990). Para um desenvolvimento ajustado dos comportamentos sociais dos filhos, mais do que a coabita&ccedil;&atilde;o, importa o estabelecimento de boas rela&ccedil;&otilde;es entre os v&aacute;rios elementos da fam&iacute;lia e, sobretudo, entre os progenitores e a crian&ccedil;a/adolescente. Efectivamente, &ldquo;o div&oacute;rcio &eacute; muitas vezes uma alternativa melhor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia intacta mas com elevados n&iacute;veis de stress e infeliz&rdquo; (Dacey &amp; Travers, 2002, pp. 311-312). </P >    <p>Ser&aacute;, portanto, ben&eacute;fico que inst&acirc;ncias que lidam com as fam&iacute;lias reforcem a import&acirc;ncia da colabora&ccedil;&atilde;o e do estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es com o m&iacute;nimo de conflitualidade, em nome da preserva&ccedil;&atilde;o de boas rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos e de um desenvolvimento social ajustado dos &uacute;ltimos. Neste sentido, &ldquo;as interven&ccedil;&otilde;es devem estar vocacionadas para ensinar aos pais m&eacute;todos para, de uma forma construtiva, resolverem os seus conflitos&rdquo; (Kim, Jackson, Conrad, &amp; Hunter, 2008, p. 748). Acresce, ainda, a import&acirc;ncia de refor&ccedil;ar que o agregado familiar da crian&ccedil;a ou do adolescente n&atilde;o dever&aacute; ser motivo para assumir &agrave; partida uma limita&ccedil;&atilde;o ou uma vantagem do ponto de vista do desenvolvimento dos comportamentos sociais. Deve-se, portanto, evitar a ideia de que, por ter pais divorciados/separados, uma crian&ccedil;a ou adolescente ter&aacute; um funcionamento menos ajustado em situa&ccedil;&otilde;es sociais ou que ter&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o deteriorada com os seus progenitores. </P >    <p>S&atilde;o de apontar, todavia, algumas limita&ccedil;&otilde;es a esta investiga&ccedil;&atilde;o. Em primeiro lugar, destacamse as relativas &agrave; amostra utilizada, ou seja, o facto de a amostra ser de natureza ocasional, o que constitui uma incerteza quanto &agrave; possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados para a popula&ccedil;&atilde;o em geral. Note-se, neste &acirc;mbito, que apesar de ocasional, as an&aacute;lises descritivas efectuadas revelam que a amostra reflecte, em parte, as caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, em particular no que diz respeito ao sexo (masculino=46,2%; feminino=53,8%), n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico (baixo=29,1%; m&eacute;dio=44,0%; elevado=26,9%) e tipo de agregado familiar (tradicional=76,4%; n&atilde;o tradicional=23,6%). N&atilde;o obstante, e apesar de parecer ilustrar a realidade portuguesa (Taborda Sim&otilde;es, Vale Dias, Formosinho, &amp; Fonseca, 2007), a amostra revela um desequil&iacute;brio acentuado entre a quantidade de sujeitos que viviam em agregados familiares tradicionais e n&atilde;o tradicionais, n&atilde;o permitindo compara&ccedil;&otilde;es entre dois grupos com um n&uacute;mero semelhante de sujeitos, como seria desej&aacute;vel. </P >    <p>No que concerne &agrave;s vari&aacute;veis analisadas, s&atilde;o de destacar alguns aspectos que poder&atilde;o ser aprofundados em investiga&ccedil;&otilde;es futuras, j&aacute; que diversas vari&aacute;veis recolhidas n&atilde;o foram objecto de an&aacute;lise na sua interac&ccedil;&atilde;o com as dimens&otilde;es que foram alvo de investiga&ccedil;&atilde;o. Referimo-nos, especificamente, a factores como o g&eacute;nero, a idade, o n&uacute;mero de irm&atilde;os, o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico e o tempo decorrido ap&oacute;s o div&oacute;rcio, que poderiam contribuir para uma compreens&atilde;o complementar, mais completa e detalhada dos resultados obtidos. </P >    <p>Poder-se-&aacute; tamb&eacute;m apontar uma limita&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; natureza dos resultados obtidos, uma vez que estes foram obtidos exclusivamente atrav&eacute;s da recolha de question&aacute;rios de auto-resposta, ou seja, constituem uma avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva dos sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o a si pr&oacute;prios. </P >    <p>Seria, por isso, interessante, replicar este estudo com uma amostra mais extensa e equilibrada em termos da quantidade de sujeitos que comp&otilde;em cada grupo, procedendo &agrave; an&aacute;lise das diferen&ccedil;as entre os v&aacute;rios subsistemas familiares n&atilde;o tradicionais existentes, averiguando se existem diferen&ccedil;as nas vari&aacute;veis estudadas, entre agregados familiares monoparentais, reconstru&iacute;dos e outros tipos de estrutura. Seria tamb&eacute;m relevante considerar algumas vari&aacute;veis que ficaram por explorar, de forma a entender se, e de que modo, dimens&otilde;es como o g&eacute;nero, a idade, o tempo decorrido ap&oacute;s o div&oacute;rcio, o n&uacute;mero de irm&atilde;os e a posi&ccedil;&atilde;o dos sujeitos na fratria contribuiriam para explicar e compreender melhor os resultados encontrados nesta investiga&ccedil;&atilde;o. Poderia revelar-se igualmente proveitosa a aplica&ccedil;&atilde;o de outras metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo, para al&eacute;m dos question&aacute;rios de auto-resposta utilizados, recorrendo, por exemplo, &agrave; observa&ccedil;&atilde;o directa e &agrave; an&aacute;lise da percep&ccedil;&atilde;o dos pais, dos educadores/professores e dos irm&atilde;os, quer atrav&eacute;s de question&aacute;rios, quer atrav&eacute;s de entrevistas. </P >    <p>Finalmente, e no sentido de realizar um estudo mais exaustivo, poder-se-ia recorrer &agrave; an&aacute;lise dos diferentes subsistemas relacionais no seio da fam&iacute;lia, uma vez que, &ldquo;a rela&ccedil;&atilde;o conjugal, a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho e a rela&ccedil;&atilde;o pai-filho requerem an&aacute;lises distintas&rdquo; (Parke et al., 2001, citados por Parke &amp; Buriel, 2008, p. 96) que poderiam promover uma compreens&atilde;o mais completa dos aspectos estruturais e relacionais que contribuem para o desenvolvimento dos comportamentos sociais dos filhos, quer nos agregados familiares tradicionais, quer nos agregados familiares n&atilde;o tradicionais. Seria, portanto, interessante analisar o impacto de mais vari&aacute;veis nos fen&oacute;menos apresentados, em particular, o papel das rela&ccedil;&otilde;es entre c&ocirc;njuges, rela&ccedil;&otilde;es entre irm&atilde;os, redes sociais de suporte, estilos parentais, rendimento escolar e caracter&iacute;sticas individuais. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Ahrons, C. R. (2007). Family ties after divorce: Long-term implications for children. <I>Family Process, 46</I>(1), 53-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. S. (1989). Attachments beyond infancy. <I>American Psychologist, 44</I>, 709-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bandura, A. (1989). Social cognitive theory. In R. Vasta (Ed.), <I>Annals of child development. Vol. 6. Six theories of child development </I>(pp. 1-60). Greenwich, CT: JAI Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Berenbaum, S. A., Martin, C. L., &amp; Ruble, D. N. (2008). Gender development<I>. </I>In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <I>Child and adolescent development: An advanced course </I>(pp. 647-695). Hoboken, N.J.: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bideaud, J., Houd&eacute;, O., &amp; Pedinielli, J. (1996). <I>L&rsquo;homme en d&eacute;veloppement </I>(4&egrave;me ed.). Paris: Presses Universitaires de France. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Borges, G. F. (1997). Interac&ccedil;&atilde;o familiar e desenvolvimento pessoal. <I>Psychologica, 17</I>, 49-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1980). Attachment and loss: Vol. 3. Loss. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Collins, W. A., &amp; Steinberg, L. (2008). Adolescent development in interpersonal context. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <I>Child and adolescent development: An advanced course </I>(pp. 551-590). Hoboken, N.J.: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201300020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dacey, J. S., &amp; Travers, J. F. (2002). <I>Human development across the life span </I>(5th ed.). Boston: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Damon, W., &amp; Lerner, R. M. (Eds.). (2008). <I>Child and adolescent development: An advanced course</I>. Hoboken, N.J.: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dubar, C. (2002). <I>La socialisation: Construction des identit&eacute;s sociales e professionnelles </I>(3&egrave;me ed.). Paris: Armand Colin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Eysenck, H. J., &amp; Eysenck, S. B. G. (1981). <I>EPQ-J Cuestionario de Personalidad</I>. Madrid: TEA Ediciones.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fontaine, A. M., Campos, B., &amp; Musitu, G. (1992). Percep&ccedil;&atilde;o das interac&ccedil;&otilde;es familiares e conceito de si pr&oacute;prio na adolesc&ecirc;ncia. <I>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica</I>, <I>8</I>, 69-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201300020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gomes, J. V. (2000). Fam&iacute;lia e socializa&ccedil;&atilde;o em camada popular urbana. In A. M. Fonraine (Coord.), <I>Parceria </I><I>fam&iacute;lia-escola e desenvolvimento da crian&ccedil;a </I>(pp. 185-202)<I>. </I>Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201300020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Grych, J. H., &amp; Fincham, F. D. (1990). Marital conflitct and children&rsquo;s adjustment: A cognitive contextual framework. <I>Psychological Bulletin, 108</I>(2), 267-290. </P >    <!-- ref --><p>Haro, E. F. (2000). Educac&iacute;on familiar y desarrollo de los hijos. In A. M. Fontaine (Coord.), <I>Parceria fam&iacute;lia</I><I></I><I>escola e desenvolvimento da crian&ccedil;a </I>(pp. 19-30). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201300020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hetherington, E. M., Cox, M., &amp; Cox, R. (1982). Effects of divorce on parents and children. In M. E. Lamb (Ed.), <I>Nontraditional families: Parenting and child development </I>(pp. 233-285). Hillsdale, N.J.: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Jensen Campbell, L. A., Knack, J. M., &amp; Rex Lear, M. (2009). Personality and social relations. In P. J. Corr &amp; G. Matthews (Eds.), <I>The Cambridge handbook of personality psychology </I>(pp. 506-523). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201300020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Kelly, J. B. (2007). Children&rsquo;s living arrangements following separation and divorce: Insights from empirical and clinical research. <I>Family Process, 46</I>(1), 35-52. </P >     <!-- ref --><p>Kim, K. L., Jackson, Y., Conrad, S. M., &amp; Hunter, H. L. (2008). Adolescent report of interparental conflict: The role of threat and self blame appraisal on adaptative outcome. <I>Journal of Child and Family Studies, 17</I>, 735-751.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Menezes, I. (1990). Desenvolvimento em contexto familiar. In B. P. Campos (Coord.), <I>Psicologia do desenvolvimento e educa&ccedil;&atilde;o de jovens: Vol. II </I>(pp. 52-91). Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201300020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Parke, R. D., &amp; Buriel, R. (2008). Socialization in the family: Ethnic and ecological perspectives. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <I>Child and adolescent development: An advanced course </I>(pp. 95-138). Hoboken, N.J.: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201300020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Pires, H. S. (2005). Aspectos educativos do sistema relacional em fam&iacute;lias monoparentais. <I>Revista Portuguesa de Pedagogia, 3</I>, 293-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Saarni, C., Campos, J. J., Camras, L. A., &amp; Witherington, D. (2008). Principles of emotion and emotional competence. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <I>Child and adolescent development: An advanced course </I>(pp. 361-405). Hoboken, N.J.: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Schneider, B. H. (1993). <I>Children&rsquo;s social competence in context: The contributions of family, school and culture</I>. Oxford: Pergamon Press. </P >    <!-- ref --><p>Silva, F., Martorell, M. C., &amp; Clemente, A. (1985). Evaluaci&oacute;n de la socializaci&oacute;n y sus relaciones con inteligencia y dimensiones de personalidad en los ni&ntilde;os mayores y adolescentes. <I>Evaluaci&oacute;n Psicol&oacute;gica/ Psychological Assessment, 1</I>, 241-266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201300020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, M. M. R. (1994). Investiga&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da aferi&ccedil;&atilde;o nacional do teste das matrizes progressivas coloridas de Raven (M.P.C.R.). Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Stadelmann, S., Perren, S., Groeben, M., &amp; VonKlitzing, K. (2010). Parental separation and children&rsquo;s behavioral/emotional problems: The impact of parental representations and family conflict<I>. Family Process, 49</I>(1), 92-108. </P >    <!-- ref --><p>Taborda Sim&otilde;es, M. C. (2002). Adolesc&ecirc;ncia: Transi&ccedil;&atilde;o, crise ou mudan&ccedil;a? <I>Psychologica, 30</I>, 407-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201300020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Taborda Sim&otilde;es, M. C., &amp; Ata&iacute;de, M. R. S. (2001). Conflito parental e regula&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio do poder paternal: Da perspectiva jur&iacute;dica &agrave; interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. <I>Psychologica, 26</I>, 233-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201300020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Taborda Sim&otilde;es, M. C., Vale Dias, M. L., Formosinho, M. D., &amp; Fonseca, A. C. (2007). Adolescence &ndash; Portugal. In J. J. Arnett (Ed.), <I>International encyclopedia of adolescence </I>(vol. 2, pp. 795-811). New York: Routledge. </P >    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Firmino, H., &amp; Matos, A. P. (1987). Rela&ccedil;&otilde;es pais/filhos: Alguns dados sobre as dimens&otilde;es subjacentes. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 8</I>(3), 127-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201300020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Wong, M. S., McElwain, N., &amp; Halberstadt, A. G. (2009). Parent, family, and child characteristics: Associations with mother and father &ndash; Reported emotion socialization practices. <I>Journal of Family Psychology, 23</I>(4), 452-463. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Alice Morgado, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:alicemmorgado@gmail.com">alicemmorgado@gmail.com</a></P >     <p>&nbsp;</P >     <p>NOTAS</P >     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Para efeitos de categoriza&ccedil;&atilde;o das &uacute;ltimas vari&aacute;veis (urbano/rural, regi&atilde;o geogr&aacute;fica e n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico), foi tido como refer&ecirc;ncia o estudo de Sim&otilde;es (1994). </P >     <P   ><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a> </Sup>Quanto mais alto for o valor obtido, melhor ser&aacute; a atmosfera criada. </P >     <P   ><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a> </Sup>Na categoria &ldquo;Agregado Familiar N&atilde;o Tradicional&rdquo; foram inclu&iacute;das fam&iacute;lias monoparentais, reconstru&iacute;das e    outras. </P >      ]]></body><back>
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