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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Time Perspective - TP (Zimbardo & Boyd, 1999) is the cognitive process through which personal and social experiences are categorized, stored and retrieved by the use of temporal frames related with the past, present and future. With the analysis of TP it is possible to understand changes in several variables, adaptive (self-esteem, academic effort, pro-active behaviors and entrepreneurship) or dysfunctional (drugs consumption, risk behaviors and depression), on the developmental process of the subjects. Two studies are presented; the first explores the relation between TP and academic achievement. Based on the results we suggest that individuals that have a fatalistic perspective about the present, as well as individuals with little Future perspective, show the worst academic results when compared with individuals with a strong orientation towards the future. These results are coincident with previous studies (Boniwell & Zimbardo, 2004; Lens & Tsuzuki, 2007). In the second study the relation between TP and Self-Esteem is analyzed and an important relation between Past Negative, Present Hedonist and Future Negative with Self-Esteem is identified.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>O tempo subjectivo como instrumento (des)adaptativo no processo desenvolvimental </B></P >     <p><b>Victor E. C. Ortu&ntilde;o<Sup>*</Sup>; Maria Paula Paix&atilde;o<Sup>*</Sup>; Isabel Nunes Janeiro<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>FPCE, Universidade de Coimbra;</P >     <p><Sup>** </Sup>Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>RESUMO</b></P>     <p>A Perspectiva Temporal &ndash; PT (Zimbardo &amp; Boyd, 1999) &eacute; o processo atrav&eacute;s do qual as experi&ecirc;ncias pessoais e sociais dos sujeitos s&atilde;o categorizadas, arquivadas e recuperadas mediante categorias temporais que t&ecirc;m por base as no&ccedil;&otilde;es subjectivas do passado, o presente e o futuro. Assim, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise da PT &eacute; poss&iacute;vel compreender mudan&ccedil;as em diversas vari&aacute;veis, tenham estas um car&aacute;cter funcional (auto-estima, investimento escolar, comportamentos pr&oacute;-activos e de empreendedorismo) ou disfuncional (consumo de drogas, comportamentos de risco, depress&atilde;o) no processo desenvolvimental dos sujeitos. S&atilde;o apresentados dois estudos, de forma a validar esta tese. No primeiro &eacute; explorada a rela&ccedil;&atilde;o entre a PT e o desempenho acad&eacute;mico, os resultados sugerem que os sujeitos com uma forte vis&atilde;o Fatalista do Presente assim como aqueles com baixa orienta&ccedil;&atilde;o para o Futuro, apresentam piores resultados acad&eacute;micos do que aqueles com uma forte orienta&ccedil;&atilde;o pessoal para o Futuro, resultados que s&atilde;o coincidentes com outros estudos pr&eacute;vios (Boniwell &amp; Zimbardo, 2004; Lens &amp; Tsuzuki, 2007). No segundo estudo &eacute; analisada a rela&ccedil;&atilde;o da PT com a auto-estima, no qual se verifica uma importante rela&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es de Passado Negativo, Presente Hedonista e Futuro Negativo com a auto-estima.</P >     <p><B>Palavras-chave: </B>IPT, Perspectiva temporal, Psicologia do desenvolvimento, ZTPI. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Time Perspective &ndash; TP (Zimbardo &amp; Boyd, 1999) is the cognitive process through which personal and social experiences are categorized, stored and retrieved by the use of temporal frames related with the past, present and future. With the analysis of TP it is possible to understand changes in several variables, adaptive (self-esteem, academic effort, pro-active behaviors and entrepreneurship) or dysfunctional (drugs consumption, risk behaviors and depression), on the developmental process of the subjects. Two studies are presented; the first explores the relation between TP and academic achievement. Based on the results we suggest that individuals that have a fatalistic perspective about the present, as well as individuals with little Future perspective, show the worst academic results when compared with individuals with a strong orientation towards the future. These results are coincident with previous studies (Boniwell &amp; Zimbardo, 2004; Lens &amp; Tsuzuki, 2007). In the second study the relation between TP and Self-Esteem is analyzed and an important relation between Past Negative, Present Hedonist and Future Negative with Self-Esteem is identified. </P >     <p><B>Key-words: </B>Development psychology, IPT, Time perspective, ZTPI. </P >     <p>&nbsp;</P >     <blockquote>       <p><I>&ldquo;We say we waste time, but that is impossible. We waste ourselves.&rdquo; </I></p>       <p>&ndash; Alice Bloch </p> </blockquote>     <p>Pensar o tempo &eacute; uma tarefa sinuosa, o passado &eacute; uma reconstru&ccedil;&atilde;o t&atilde;o fi&aacute;vel quanto a mem&oacute;ria humana, o futuro &eacute; tido como incerto pelo que a &uacute;nica certeza que temos &eacute; aquilo que nos rodeia agora, o presente. O estudo do tempo em qualquer uma das suas diversas facetas interessou e ocupou desde sempre aos psic&oacute;logos. No momento da institui&ccedil;&atilde;o da Psicologia como ci&ecirc;ncia com Wilhelm Wundt, a percep&ccedil;&atilde;o do tempo pelos indiv&iacute;duos assim como a medi&ccedil;&atilde;o dos tempos entre um est&iacute;mulo e uma resposta eram mat&eacute;rias abordadas nas suas investiga&ccedil;&otilde;es (Jesuino, 2002). Posteriormente, com Sigmund Freud passar-se-ia para uma fase onde a enf&acirc;se &eacute; dada nas experi&ecirc;ncias precoces, no passado do indiv&iacute;duo e como este afectava tanto o seu comportamento como a sua psique (Mancia, 2006). Com o avan&ccedil;o do Behaviorismo a temporalidade &eacute; desprovida de qualquer import&acirc;ncia no panorama psicol&oacute;gico, ao ser privilegiada simplesmente a rela&ccedil;&atilde;o causal Est&iacute;mulo-Resposta (Jesuino, 2002). </P >     <p>Seria com o advir da chamada revolu&ccedil;&atilde;o cognitivista, que novamente o estudo dos processos mentais se torna pe&ccedil;a indispens&aacute;vel na explica&ccedil;&atilde;o do comportamento humano. Inserido nesta nova corrente Lewin (1965), define &agrave; Perspectiva Temporal como a totalidade das perspectivas que um indiv&iacute;duo tem do seu passado e futuro psicol&oacute;gicos num determinado momento presente. Desta forma, Lewin coloca o enf&acirc;se no estudo do tempo no momento presente, mas sem desprezar a influ&ecirc;ncia que as diversas constru&ccedil;&otilde;es mentais dos indiv&iacute;duos acerca do passado e do futuro possam exercer no comportamento e no pensamento dos indiv&iacute;duos. Assim, toda a actividade humana decorre inserida num contexto, o qual &eacute; composto por caracter&iacute;sticas geo-socio-politicas; mas tamb&eacute;m pela dimens&atilde;o temporal a qual atribui ordem &agrave;s mesmas actividades e processos, atrav&eacute;s da sua localiza&ccedil;&atilde;o ao longo do cont&iacute;nuo temporal (Lewin, 1965). </P >     <p>Na actualidade, um dos referentes te&oacute;ricos mais utilizados pela investiga&ccedil;&atilde;o temporal &eacute; o proposto por Zimbardo e Boyd (1999), dando continuidade ao pensamento do Lewin, estes autores defendem que a Perspectiva Temporal &eacute; um processo n&atilde;o consciente, atrav&eacute;s do qual os indiv&iacute;duos codificam, armazenam e recuperam informa&ccedil;&otilde;es relativas aos objectos pessoais e sociais que povoam a sua vida, este processo permite assim dar ordem, sentido e coer&ecirc;ncia a estes mesmos objectos. Todo este processo funciona atrav&eacute;s de diversos marcos ou categorias temporais, os quais n&atilde;o s&oacute; armazenam como permitem uma reinterpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o neles contida. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo que propomos para o estudo da Perspectiva Temporal &eacute; composto pelas 5 dimens&otilde;es temporais propostas por Zimbardo e Boyd (1999): Passado Positivo, Passado Negativo, Presente Hedonista, Presente Fatalista e Futuro. Tamb&eacute;m pela dimens&atilde;o de Futuro Transcendental (Boyd &amp; Zimbardo, 1997) e a dimens&atilde;o Vis&atilde;o Ansiosa de Futuro (Janeiro, 2006). </P >    <p>Mischel, Shoda e Rodriguez (1989) afirmam que &ldquo;To function effectively, individuals must voluntarily postpone immediate gratification and persist in goal-directed behavior for the sake of later outcomes...&rdquo; (p. 933). Em diversos estudos conduzidos pelo psic&oacute;logo Walter Mischel, foram colocadas crian&ccedil;as diante de uma guloseima, era-lhes dito que se esperassem alguns minutos poderiam comer 2, no entanto se n&atilde;o esperassem s&oacute; teriam direito a 1 guloseima. O que estes estudos mostram &eacute; que a capacidade das crian&ccedil;as de 4 ou 5 anos de idade em adiar uma recompensa (neste caso, uma guloseima) determina fortemente o comportamento destas mesmas crian&ccedil;as 10 anos depois, j&aacute; que passado este tempo s&atilde;o mais competentes acad&eacute;mica e socialmente, s&atilde;o tamb&eacute;m mais fluentes verbalmente, mostrando por isso uma maior facilidade em apresentar argumentos atrav&eacute;s da l&oacute;gica, mostram-se mais atentos e lidam melhor com situa&ccedil;&otilde;es estressantes do que os seus pares que n&atilde;o conseguiram adiar a recompensa (Mischel, Shoda, &amp; Peake, 1988). </P >    <p>&Eacute; na Perspectiva Temporal, mais especificamente nas suas categorias de Presente Hedonista e de Futuro que encontramos a resposta para estas diferen&ccedil;as. &Eacute; com base na capacidade de pensar no futuro e de prever um futuro mais favor&aacute;vel que estas crian&ccedil;as conseguem a determina&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para se privarem de uma guloseima, sabem que ao esperar mais um pouco, ao fazer este &ldquo;sacrificio&rdquo; ter&atilde;o uma recompensa ainda maior. &Eacute; este exerc&iacute;cio de abstrac&ccedil;&atilde;o das tenta&ccedil;&otilde;es presentes, vislumbrando um futuro mais desejado que os indiv&iacute;duos podem evitar as diversas tenta&ccedil;&otilde;es que se apresentar&atilde;o no seu caminho e investir os seus esfor&ccedil;os em tarefas que podem n&atilde;o ser as mais satisfat&oacute;rias no momento, mas que trar&atilde;o uma maior recompensa no futuro. Estes comportamentos adaptativos est&atilde;o relacionados com baixos ou moderados n&iacute;veis de Presente Hedonista e com elevados n&iacute;veis de Futuro. </P >    <p>S&atilde;o diversos os estudos que nos mostram como a Perspectiva Temporal de Futuro encontra-se aliada a comportamentos adaptativos e funcionais, tais como: diversos tipos de comportamentos pro-ambientais (Corral-Verdugo, Fraijo-Sing, &amp; Pinheiro, 2006; Milfont &amp; Gouveia, 2006) e aproveitamento acad&eacute;mico (Bembenutty &amp; Karabenick, 2004; Boniwell &amp; Zimbardo, 2004; Lens &amp; Tsuzuki, 2007). Enquanto, por outro lado dimens&otilde;es como o Presente Fatalista, o Passado Negativo e o Presente Hedonista (em n&iacute;veis muito elevados) est&atilde;o associadas com comportamentos que podem p&ocirc;r em causa uma s&atilde; traject&oacute;ria desenvolvimental, por exemplo: condu&ccedil;&atilde;o de risco (Zimbardo, Keough, &amp; Boyd, 1997), consumo de tabaco e de bebidas alco&oacute;licas (Keough, Zimbardo, &amp; Boyd, 1999), consumo de cannabis (Apostolidis, Fieulaine, Simonin, &amp; Rolland, 2006), procrastina&ccedil;&atilde;o (Ferrari &amp; Diaz-Morales, 2007) e transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis, gravidezes indesejadas, entre outros. </P >    <p><b>ESTUDO 1  </b></p>     <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Foram recolhidos os dados de 277 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 53 anos de idade (<I>M</I>=22.06, <I>D.P.</I>=5.4). 174 (62.8%) dos participantes s&atilde;o do g&eacute;nero feminino e 103 (37.2%) do g&eacute;nero masculino. Referente ao ano que cursavam os participantes no momento da avalia&ccedil;&atilde;o, encontra-se que 174 (63.7%) dos participantes pertenciam ao 1&ordm; ano, 55 (20.1%) ao 2&ordm; ano, 27 (9.9%) ao 3&ordm; ano, 14 (5.1%) ao 4&ordm; ano e 3 (1.1%) ao 5&ordm; ano. Os cursos de perten&ccedil;a s&atilde;o descritos na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a04t1.jpg" width="511" height="223"><a name="t1"></a></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>Instrumentos </I></P >    <p>Neste estudo recorreu-se a utiliza&ccedil;&atilde;o de 2 instrumentos. Os quais s&atilde;o apresentados detalhadamente a seguir: </P >    <p><I>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</I>: Elaborado pelos autores, com o objectivo de recolher diversas informa&ccedil;&otilde;es acerca dos participantes, continha quest&otilde;es como: g&eacute;nero, idade, etc. Tamb&eacute;m incluiu as quest&otilde;es relacionadas com o desempenho acad&eacute;mico: m&eacute;dia do curso, n&uacute;mero de cadeiras em atraso e n&uacute;mero de cadeiras aprovadas. </P >    <p><I>Zimbardo Time Perspective Inventory &ndash; ZTPI </I>(Ortu&ntilde;o &amp; Gamboa, 2009; Zimbardo &amp; Boyd, 1999): &Eacute; composto por 56 itens (tipo <I>Likert </I>de 5 pontos) que representam 5 dimens&otilde;es temporais: (1&ordm;) Passado Positivo, relacionado com atitudes agrad&aacute;veis e sentimentais relativamente ao passado (<I>M</I>=3.62, <I>D.P.</I>=.56, vari&acirc;ncia explicada=6.02%, &alpha;=.68, <I>N</I>=9), (2&ordm;) Passado Negativo, representa uma atitude de avers&atilde;o e angustia perante o passado, normalmente relacionado com sentimentos de ansiedade, raiva e depress&atilde;o (<I>M</I>=2.67, <I>D.P.</I>=.71, vari&acirc;ncia explicada=7.85%, &alpha;=.80, <I>N</I>=10), (3&ordm;) Presente Hedonista, apresenta uma vincada tend&ecirc;ncia para a procura do prazer imediato, principalmente atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncia excitantes e de alto risco (<I>M</I>=3.52, <I>D.P.=.</I>53, vari&acirc;ncia explicada=8.37%, &alpha;=.79, <I>N</I>=15), (4&ordm;) Presente Fatalista, demonstra uma atitude de derrota, desamparo e desesperan&ccedil;a perante a vida (<I>M</I>=2.46, <I>D.P.</I>=.60, vari&acirc;ncia explicada=6.42%, &alpha;=.66, <I>N</I>=9) e (5&ordm;) Futuro, indica uma forte tend&ecirc;ncia para a necessidade de criar e prosseguir objectivos futuros (<I>M</I>=3.59, <I>D.P.</I>=.52, vari&acirc;ncia explicada=6.57%, &alpha;=.74, <I>N</I>=13). Estas 5 dimens&otilde;es temporais explicam 35.25% da vari&acirc;ncia total. Esta estrutura factorial &eacute; muito similar &agrave; apresentada por Zimbardo e Boyd (1999) no ZTPI original, assim como tamb&eacute;m noutras adapta&ccedil;&otilde;es internacionais: Fran&ccedil;a (Apostolidis &amp; Fieulaine, 2004), Espanha (Diaz-Morales, 2006), Brasil (Milfont, Andrade, Belo &amp; Pessoa, 2008), Litu&acirc;nia (Liniauskaite &amp; Kairys, 2009) e Gr&eacute;cia (Anagnostopoulos &amp; Griva, 2011), entre outros. Concerniente &agrave; validade teste/re-teste o ZTPI portugu&ecirc;s apresentou valores entre .66 e .86 (Ortu&ntilde;o &amp; Gamboa, 2008). </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>Os instrumentos foram sempre aplicados colectivamente no in&iacute;cio ou no fim de um bloco de aulas. Foi pedida previamente autoriza&ccedil;&atilde;o aos professores dessas disciplinas para fazer a recolha de dados. No in&iacute;cio de cada recolha de dados todos os participantes foram informados dos objectivos do estudo assim como do car&aacute;cter volunt&aacute;rio, confidencial e an&oacute;nimo da sua participa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o existiu qualquer forma de remunera&ccedil;&atilde;o financeira ou de outro tipo para os participantes. </P >    <p>Todos os dados recolhidos foram introduzidos no programa estat&iacute;stico <I>Statistical Package for the Social Sciences &ndash; SPPS </I>16.0 (vers&atilde;o Windows). </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>Em primeiro lugar s&atilde;o apresentados os resultados relativos &agrave;s diferen&ccedil;as na Perspectiva Temporal atrav&eacute;s da m&eacute;dia de curso obtida. Ap&oacute;s isto, s&atilde;o apresentados os resultados concernentes &agrave; Perspectiva Temporal e o n&uacute;mero de cadeiras em atraso ou reprovadas. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Perspectiva temporal e m&eacute;dia de curso </I></P >    <p>De modo a facilitar a leitura dos resultados obtidos na Perspectiva Temporal, os resultados dos participantes foram agrupados em 4 categorias atendendo ao seu desempenho acad&eacute;mico: &ldquo;10-12 valores&rdquo;, &ldquo;13-14 valores&rdquo;, &ldquo;15-16 valores&rdquo; e &ldquo;17 ou mais valores&rdquo;. Estes resultados podem ser consultados j&aacute; a seguir, na <a href="#t2">Tabela 2</a>. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a04t2.jpg" width="511" height="118"><a name="t2"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Verifica-se que os participantes que apresentam uma m&eacute;dia de curso mais elevada s&atilde;o aqueles com valores mais elevados nas dimens&otilde;es de Passado Positivo e de Futuro. Por outro lado, os participantes com um menor aproveitamento acad&eacute;mico no que concerne a sua m&eacute;dia de curso, s&atilde;o tamb&eacute;m os mesmos que exibem valores mais elevados na Perspectiva Temporal de Passado Negativo e na de Presente Fatalista. </P >    <p><I>Perspectiva temporal e n&uacute;mero de cadeiras em atraso </I></P >     <p>Outra das medidas que decidimos utilizar para determinar qual o rendimento acad&eacute;mico dos participantes foi o n&uacute;mero de cadeiras em atraso, obtido atrav&eacute;s do razio entre o n&uacute;mero de cadeiras aprovadas at&eacute; o momento e o n&uacute;mero m&aacute;ximo de cadeiras que poderiam ter aprovado at&eacute; o momento. Os resultados dos participantes foram agrupados atendendo &agrave; quantidade de cadeiras reprovadas. Assim, foram criados 4 grupos: &ldquo;Sem cadeiras em atraso&rdquo;, &ldquo;Com poucas cadeiras em atraso&rdquo; (participantes com 1 ou 2 cadeiras em atraso), &ldquo;Com algumas cadeiras em atraso&rdquo; (que integra os participantes com 3 ou 4 cadeiras reprovadas) e por &uacute;ltimo, &ldquo;Com muitas cadeiras em atraso&rdquo; (que inclui os participantes com 5 ou mais cadeiras reprovadas). Estes resultados podem ser consultados na <a href="#t3">Tabela 3</a>. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a04t3.jpg" width="511" height="225"><a name="t3"></a></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos resultados da <a href="#t3">Tabela 3</a>, &eacute; poss&iacute;vel corroborar que os participantes sem cadeiras reprovadas, s&atilde;o aqueles com valores mais elevados na dimens&atilde;o temporal de Futuro. No entanto, os participantes do grupo &ldquo;Com muitas cadeiras em atraso&rdquo; s&atilde;o aqueles que apresentam um valor medio mais elevado nas dimens&otilde;es temporais de Passado Negativo e de Presente Fatalista. </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>&Eacute; evidente a rela&ccedil;&atilde;o entre a Perspectiva Temporal e o desempenho acad&eacute;mico, tanto medido pela m&eacute;dia de curso (<a href="#t2">Tabela 2</a>) assim como pelo n&uacute;mero de cadeiras reprovadas (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Estes resultados s&atilde;o coincidentes com outros estudos nos quais tamb&eacute;m se verifica a rela&ccedil;&atilde;o entre a PT e o desempenho acad&eacute;mico, mais especificamente na sua vertente de Futuro (Bembenutty &amp; Karabenick, 2004; Boniwell &amp; Zimbardo, 2004; Lens &amp; Tsuzuki, 2007). </P >     <p>Por outro lado, a vertente de Presente Fatalista e tamb&eacute;m a de Presente Hedonista, parecem interferir no rendimento acad&eacute;mico, j&aacute; que os participantes que apresentam valores mais elevados nestas dimens&otilde;es s&atilde;o aqueles que apresentam mais baixo aproveitamento acad&eacute;mico. Consideramos que a g&eacute;nese deste efeito pernicioso se encontre nas atitudes de derrota e de desamparo contidas no Presente Fatalista. O Presente Hedonista pela sua parte, &eacute; uma importante componente para o bem-estar pessoal (Boniwell &amp; Zimbardo, 2004; Zimbardo, 2002), desde que existente em n&iacute;veis moderados; no entanto, qualquer excesso nesta dimens&atilde;o consequentemente desencadeia um processo cognitivo atrav&eacute;s do qual os sujeitos ficam &aacute;vidos pelas recompensas imediatas que possam desfrutar; como Boniwell e Zimbardo referem (2004) as pessoas altamente orientadas pelo Presente Hedonista est&atilde;o em forte risco de cair em tenta&ccedil;&otilde;es que podem desencadear adi&ccedil;&otilde;es, acidentes e fracassos em diversos n&iacute;veis. Ora como sabemos todo processo educativo deve ser encarado como um investimento a longo prazo, j&aacute; que os resultados (pelo menos aqueles de natureza material) dificilmente s&atilde;o vislumbrados num curto espa&ccedil;o de tempo. </P >     <p><b>ESTUDO 2 </b></p>     <p>M&Eacute;TODO </P >     <p><I>Participantes </I></P >     <p>Foram 264 estudantes universit&aacute;rios os participantes neste estudo, todos pertencentes ao Mestrado Integrado de Psicologia. As idades s&atilde;o compreendidas entre os 17 e os 45 anos de idade (<I>M</I>=19.44, <I>D.P.</I>=2.85). 242 (91.7%) Dos participantes s&atilde;o do g&eacute;nero feminino e 22 (8.3%) do g&eacute;nero masculino. Relativamente ao ano de forma&ccedil;&atilde;o que frequentavam no momento da recolha dos dados, 139 (53.1%) cursavam o 1&ordm; ano, 65 (24.8%) o 2&ordm; ano, 56 (21.4%) o 3&ordm; ano e 2 (0.8%) o 5&ordm; ano, n&atilde;o foram recolhidos dados juntos dos alunos do 4&ordm; ano. </P >     <p><I>Instrumentos </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo foram utilizados 5 instrumentos. Os quais s&atilde;o descritos detalhadamente a seguir: </P >    <p><I>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</I>: Elaborado pelos autores, com o objectivo de recolher diversas informa&ccedil;&otilde;es acerca dos participantes, continha quest&otilde;es como: g&eacute;nero, idade, n&iacute;vel de escolaridade, doutrina religiosa, etc. </P >    <p><I>Zimbardo Time Perspective Inventory &ndash; ZTPI </I>(Ortu&ntilde;o &amp; Gamboa, 2009; Zimbardo &amp; Boyd, 1999): Descrito no m&eacute;todo do Estudo 1. </P >    <p><I>Invent&aacute;rio de Perspectiva Temporal &ndash; IPT </I>(Janeiro, 2006, 2012): &Eacute; formado por 32 itens (tipo <I>Likert </I>de 7 pontos), os quais s&atilde;o agrupados em 4 dimens&otilde;es temporais: (1&ordm;) Orienta&ccedil;&atilde;o Futuro (vari&acirc;ncia explicada=16%, &alpha;=.86, <I>N</I>=16), (2&ordm;) Orienta&ccedil;&atilde;o Presente (vari&acirc;ncia explicada=13%, &alpha;=.76, <I>N</I>=8),( 3&ordm;) Orienta&ccedil;&atilde;o Passado (vari&acirc;ncia explicada=6%, &alpha;=.51, <I>N</I>=4) e (4&ordm;) Vis&atilde;o Negativa de Futuro (vari&acirc;ncia explicada=8%, &alpha;=.70, <I>N</I>=4). No seu conjunto estas 4 dimens&otilde;es apresentam uma vari&acirc;ncia explicada de 45% dos resultados; no caso concreto deste estudo foram utilizados s&oacute; os itens relativos &agrave; dimens&atilde;o &ldquo;Vis&atilde;o Negativa de Futuro&rdquo;. O IPT teve a sua origem num estudo portugu&ecirc;s cujo objectivo era avaliar quais as dimens&otilde;es temporais existentes em estudantes do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio. Neste processo foram tidas em conta diversas reflex&otilde;es relacionadas com a estrutura da perspectiva temporal de futuro (Nuttin &amp; Lens, 1985; Ringle &amp; Savickas, 1983) e resultados obtidos por Zimbardo e Boyd (1999) acerca da independ&ecirc;ncia estrutural das tr&ecirc;s zonas de orienta&ccedil;&atilde;o temporal. At&eacute; o momento t&ecirc;m sido realizados v&aacute;rios estudos (Ortu&ntilde;o &amp; Janeiro, 2009, 2010) que permitem analisar as unicidades e complementaridades do IPT junto com o ZTPI, tendo sido obtidos resultados muito positivos neste &acirc;mbito. </P >    <p><I>Transcendental-Future Time Perspective Inventory &ndash; TFTPS </I>(Boyd &amp; Zimbardo, 1997; Ortu&ntilde;o, Paix&atilde;o, &amp; Janeiro, em publica&ccedil;&atilde;o): &Eacute; uma escala unidimensional, composta por 10 itens (tipo <I>Likert </I>de 5 pontos) que procura avaliar as cren&ccedil;as e atitudes individuais relacionadas com o futuro imediatamente a seguir a morte imaginada do corpo f&iacute;sico. Na sua vers&atilde;o original explica 10% da vari&acirc;ncia total. Apresenta uma consist&ecirc;ncia interna de .87 e a sua estabilidade teste/re-teste &eacute; de .86. A tradu&ccedil;&atilde;o desta escala foi realizada pelos autores atendendo aos princ&iacute;pios propostos por Widenfelt, Treffers, de Beurs, Siebelink &amp; Koudijs (2005) para tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica a outras culturas. </P >    <p><I>Rosenberg&rsquo;s Self-Esteem Scale &ndash; RSES </I>(Rosenberg, 1965; Santos &amp; Maia, 1999): &Eacute; uma escala unidimensional (auto-estima global) formada por 10 itens; os quais apresentam uma elevada consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.86). 5 Dos itens t&ecirc;m uma orienta&ccedil;&atilde;o positiva (ex.: globalmente estou satisfeito comigo pr&oacute;prio) e 5 t&ecirc;m uma orienta&ccedil;&atilde;o negativa (ex.: sinto que tenho pouco de que me orgulhar). &Eacute; actualmente uma das escalas mais difundidas a n&iacute;vel mundial no estudo da auto</B>estima. </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>Todos os procedimentos aplicados neste estudo s&atilde;o id&ecirc;nticos aos utilizados e descritos no Estudo 1. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentados os resultados relativos &agrave; influ&ecirc;ncia da Perspectiva Temporal na Auto-Estima. Para estudar esta rela&ccedil;&atilde;o foi realizada uma an&aacute;lise de regress&atilde;o multipla, cujos resultados s&atilde;o apresentados na <a href="#t4">Tabela 4</a>. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a04t4.jpg" width="511" height="173"><a name="t4"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Ao analisar os resultados da <a href="#t4">Tabela 4</a>, verifica-se que as 7 dimens&otilde;es temporais em conjunto t&ecirc;m uma importante influ&ecirc;ncia nos resultados da Auto-Estima (<I>R</I><Sup><I>2</I></Sup><I>=</I>.402, <I>p </I>&lt; .001). No entanto, s&atilde;o 3 as dimens&otilde;es temporais que apresentaram uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a Auto-Estima medida pelo RSES: negativamente, o Passado Negativo (&beta;=-.443, <I>p</I>&lt;.001) e o Futuro Negativo (&beta;=-.272, <I>p</I>&lt;.001); positivamente, o Presente Hedonista (&beta;=.148, <I>p</I>&lt;.05). </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Os dados apresentados na sec&ccedil;&atilde;o anterior mostram uma importante contribui&ccedil;&atilde;o da Perspectiva Temporal na explica&ccedil;&atilde;o dos resultados da Auto-Estima (medida pela Rosenberg Self-Esteem Scale), situando-se esta mesma contribui&ccedil;&atilde;o na ordem dos 40% (<I>p</I>&lt;.001). Nas dimens&otilde;es temporais que apresentaram uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a auto-estima, os resultados foram muito positivos e coincidentes com os resultados de outros estudos. Mais especificamente, a rela&ccedil;&atilde;o negativa entre a Auto-Estima e o Passado Negativo, assim como tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a Auto-Estima e o Presente Hedonista s&atilde;o tamb&eacute;m verificadas por Zimbardo e Boyd (1999). </P >    <p>Outra das rela&ccedil;&otilde;es que mostrou ser estatisticamente significativa foi a da Auto-Estima com o Futuro Negativo, acreditamos que impossibilidade de vislumbrar o Futuro com expectativas positivas, &eacute; um claro entrave para um s&atilde;o desenvolvimento pessoal, assim como factor de risco para diversos comportamentos disfuncionais. </P >    <p>DISCUSS&Atilde;O GERAL E CONCLUS&Otilde;ES </P >    <p>Na actualidade as diversas campanhas de preven&ccedil;&atilde;o e de diminui&ccedil;&atilde;o de danos, s&atilde;o regra geral concebidas de forma a mostrar os efeitos negativos de um comportamento a longo prazo (ex.: se fumar pode desenvolver cancro do pulm&atilde;o daqui a 5 anos), isto obviamente ter&aacute; efeitos em sujeitos que s&atilde;o fortemente orientados por uma Perspectiva Temporal de Futuro, no entanto, os estudos o que nos indicam &eacute; que o nosso foco n&atilde;o devia ser nesses indiv&iacute;duos, j&aacute; que eles j&aacute; apresentam a capacidade de pensar nas consequ&ecirc;ncias futuras dos seus actos. As campanhas precisam principalmente de ser orientadas para os indiv&iacute;duos com uma forte Perspectiva Temporal de Presente, seja este Hedonista ou Fatalista, j&aacute; que s&atilde;o estes que falham na capacidade de abstrac&ccedil;&atilde;o e projec&ccedil;&atilde;o para o futuro, pelo que n&atilde;o t&ecirc;m a mesma capacidade de predi&ccedil;&atilde;o de futuras consequ&ecirc;ncias. </P >    <p>Uma traject&oacute;ria desenvolvimental plena, funcional e adaptativa &eacute; dependente de in&uacute;meros factores de ordem individual e social, atendendo aos resultados at&eacute; agora apresentados, defendemos a tese de que a Perspectiva Temporal tem um importante papel na preven&ccedil;&atilde;o, detec&ccedil;&atilde;o e at&eacute; no tratamento de situa&ccedil;&otilde;es ou factores que ponham em causa, o normal desenvolvimento de um indiv&iacute;duo. Tratamentos orientados para um aprofundamento da Perspectiva Temporal de Futuro, diminui&ccedil;&atilde;o do Presente Fatalista, do Passado Negativo e do Futuro Negativo assim como uma modera&ccedil;&atilde;o no Presente Hedonista, s&atilde;o medidas que podem certamente ajudar a forjar nos indiv&iacute;duos um presente muito mais pleno, harmonioso e produtivo, que conduza a um futuro brilhante, permitindo olhar para o passado com carinho e orgulho. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por todos estes motivos acreditamos que se torna um imperativo ter em conta os diversos contributos que a Perspectiva Temporal pode brindar no momento do planeamento, assim como tamb&eacute;m da execu&ccedil;&atilde;o de campanhas de preven&ccedil;&atilde;o e de diminui&ccedil;&atilde;o dos danos de comportamentos disfuncionais. Assim como tamb&eacute;m no encorajamento de comportamentos funcionais e adaptativos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Anagnostopoulos, F., &amp; Griva, F. (2011). Exploring time perspective in Greek young adults: Validation of the Zimbardo Time Perspective Inventory and relationships with mental health indicators. <I>Social Indicators Research</I>, 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201300020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Apostolidis, T., &amp; Fieulaine, N. (2004). Validation fran&ccedil;aise de l&rsquo;&eacute;chelle de temporalit&eacute;. The Zimbardo Time Perspective Inventory (ZTPI). <I>Revue Europ&eacute;enne de Psychologie Appliqu&eacute;e</I>, <I>54</I>, 207-217. </P >    <!-- ref --><p>Apostolidis, T., Fieulaine, N., Simonin, L., &amp; Rolland, G. (2006). Cannabis use, time perspective and risk perception: Evidence of a moderating effect. <I>Psychology and Health, 21</I>, 571-592.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201300020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bembenutty, H., &amp; Karabenick, S. A. (2004). Inherent association between academic delay of gratification, future time perspective and self-regulated learning. <I>Educational Psychology Review, 16</I>(1), 35-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201300020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Boniwell, I., &amp; Zimbardo, P. G. (2004). Balancing one&rsquo;s time perspective in pursuit of optimal functioning. In P. A. Linley &amp; S. Joseph (Eds.), Positive Psychology in Practice (pp. 165-178). Hoboken, NJ: Wiley. </P >     <!-- ref --><p>Boyd, J. N., &amp; Zimbardo, P. G. (1997). Constructing time after death: The transcendental future time perspective. <I>Time and Society</I><I>, </I>6, 35-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Corral-Verdugo, V., Fraijo-Sing, B., &amp; Pinheiro, J. (2006). Sustainable behavior and time perspective: Present, past and future orientations and their relationship with w&aacute;ter conservation behavior. <I>Interamerican Journal of Psychology, 40</I>, 139-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Diaz-Morales, J. F. (2006). Estructura factorial y fiabilidad del Inventario de Perspectiva Temporal de Zimbardo. <I>Psicothema</I>, <I>18</I>, 565-571.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ferrari, J. R., &amp; Diaz-Morales, J. F. (2007). Procrastination: Different time orientations reflect different motives. <I>Journal of Research in Personality</I><I>, 41</I>, 707-714.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Janeiro, I. (2006). <I>A perspectiva temporal, as cren&ccedil;as atribucionais, a auto-estima e as atitudes de planeamento e de explora&ccedil;&atilde;o da carreira &ndash; Estudo sobre os determinantes da maturidade na carreira em estudantes dos 9&ordm; e 12&ordm; anos</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento (n&atilde;o publicada). Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Janeiro, I. (2012). O Invent&aacute;rio de Perspectiva Temporal: Estudo de valida&ccedil;&atilde;o. <I>Revista Iberoamericana de Diagn&oacute;stico e Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica</I>, <I>34</I>, 117-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Jesuino, J. C. (2002). <I>O que &eacute; Psicologia </I>(3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o). Coimbra: Quimera Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Keough, K. A., Zimbardo, P. G., &amp; Boyd, J. N. (1999). Who&rsquo;s smoking, drinking, and using drugs? Time perspective as a predictor of substance use. <I>Basic and Applied Psychology</I><I>, 21</I>, 149-164. </P >    <!-- ref --><p>Lens, W., &amp; Tsuzuki, M. (2007). The role of motivation and future time perspective in educational and career development. <I>Psychologica</I>, <I>46</I>, 29-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lewin, K. (1965). <I>Teoria de Campo em Ci&ecirc;ncia Social </I>(C. M. Bori, Trad.). S&atilde;o Paulo: Livraria Pioneira Editora. (Trabalho original publicado em 1951).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201300020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Liniauskaite, A., &amp; Kairys, A. (2009). The Lithuanian version of the Zimbardo Time Perspective Inventory (ZTPI). <I>Psichologija</I>, <I>40</I>, 66-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201300020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mancia, M. (2006). Introduction: How the neurosciences can contribute to psychoanalysis. In M. Mancia (Ed.), <I>Psychoanalysis and neuroscience </I>(pp. 1-30). Rome: Springer Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201300020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Milfont, T. L., &amp; Gouveia, V. V. (2006). Time perspective: An exploratory study of their relations to environmental attitudes. <I>Journal of Environmental Psychology, 26</I>, 72-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Milfont, T. L., Andrade, T. L., Belo, R. P., &amp; Pessoa, V. S. (2008). Testing Zimbardo Time Perspective Inventory in a Brazilian sample. <I>Interamerican Journal of Psychology, 42</I>, 49-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mischel, W., Shoda, Y., &amp; Peake, P. (1988). The nature of adolescent competencies predicted by preschool delay of gratification. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>54</I>(4), 687-696.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201300020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mischel, W., Shoda, Y., &amp; Rodriguez, M. L. (1989). Delay of gratification in children. <I>Science</I>, <I>244</I>, 933-938.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201300020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Nuttin, J., &amp; Lens, W. (1985). <I>Future time perspective and motivation: Theory and research method</I>. Belgium: Leuven University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Ortu&ntilde;o, V., &amp; Gamboa, V. (2008) Estudo preliminar de adapta&ccedil;&atilde;o ao portugu&ecirc;s do Zimbardo Time Perspective Inventory &ndash; ZTPI, <I>Actas da XIII Confer&ecirc;ncia Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e Contextos</I>, Braga: Universidade do Minho. </P >    <p>Ortu&ntilde;o, V., &amp; Gamboa, V. (2009). 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An&aacute;lise das diferen&ccedil;as na perspectiva temporal em v&aacute;rios grupos et&aacute;rios atrav&eacute;s do IPT e do ZTPI, <I>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia</I>, Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201300020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Ortu&ntilde;o, V., Paix&atilde;o, M. P., &amp; Janeiro, I. (em publica&ccedil;&atilde;o). Tempus post mortem? Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa da Transcendental-Future Time Perspective Scale &ndash; TFTPS. <I>Avances en Psicologia Latinoamericana</I>. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ringle, P. M., &amp; Savickas, M. L. (1983). Administrative leadership, planning and time perspective. <I>Journal of Higher Education</I>, <I>54</I>, 649-662.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201300020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosenberg, M. (1965). <I>Society and the adolescent self-image</I>. Princenton: Princenton University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Santos, P. J. &amp; Maia, J. (1999). Adapta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria da Rosenberg Self-Esteem Scale com uma amostra de adolescentes: Resultados preliminares. In Ana Paula Soares, Salvador Ara&uacute;jo, &amp; Susana Caires (Orgs.), <I>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Formas e contextos </I>(vol. VI, pp. 101-113). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Widenfelt, B. M., Treffers, P. D., de Beurs, E., Siebelink, B. M., &amp; Koudijs, E. (2005). Translation and cross-cultural adaptation of assessment instruments used in psychological research with children and families. <I>Clinical Child and Familiy Psychology Review</I>, <I>8</I>(2), 135-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201300020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zimbardo, P. G. (2002). Just think about it: Time to take our time. <I>Psychology Today</I><I>, 35</I>, 62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201300020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Zimbardo, P. G., &amp; Boyd, J. N. (1999). Putting time in perspective: A valid, reliable individual differences metric. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>77</I>, 1271-1288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201300020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zimbardo, P. G., Keough, K. A., &amp; Boyd, J. N. (1997). Present time perspective as a predictor of risky driving. <I>Personality and Individual Differences, 23</I>, 1007-1023.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201300020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Victor E. C. Ortu&ntilde;o, Rua do Col&eacute;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:victortuno@gmail.com">victortuno@gmail.com</a></P >      ]]></body><back>
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