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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida e sintomatologia psicopatológica em pais de crianças com diagnóstico de deficiência/anomalia congénita: A importância das características de resiliência]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of the current study was to assess the parental adaptation, in terms of psychopathological symptoms and quality of life (QoL) and to examine the influence of parent&#8217;s resilience characteristics in their adaptation, as well as in their partner&#8217;s adaptation. The sample was constituted by 90 parents (45 couples) whose child had a diagnosed disability/CA. The assessment protocol included the Resilience Scale for Adults (RSA), the Brief Symptom Inventory (BSI-18) and the World Health Organization Quality of Life Instrument (WHOQOL-Bref). Results showed that mothers reported significantly higher scores on anxiety (p<.01) and overall emotional distress (p<.01), and lower scores on psychological QoL (p<.05). Mothers also presented higher levels of resilience, particularly family cohesion (p<.05). In both parents, resilience was associated with lower scores of psychopathological symptoms and higher scores of QoL. Findings also showed that maternal resilience was not significantly associated with the paternal adaptation; however, it was observed that higher levels of paternal resilience were significantly associated with better maternal adaptation, particularly, lower psychopathological symptoms and higher scores in QoL. Findings from this study highlight the protective role of resilience in the parental adaptation to the diagnosis of a congenital anomaly in the child. Additionally, these findings emphasize the need to assess and promote parent&#8217;s resources. Lastly, it emphasizes the need of assessing the couple as a unit of analysis and the potential cross-over effects when designing a therapeutic intervention, reinforcing the role of the couple relationship and the interpersonal context in which this matter occurs.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Qualidade de vida e sintomatologia psicopatol&oacute;gica em pais de crian&ccedil;as com diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/anomalia cong&eacute;nita: A import&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia</B> </P >     <p><b>Sara Albuquerque<Sup>*</Sup>; Marco Pereira<Sup>*</Sup>; Ana Fonseca<Sup>*</Sup>; Maria Cristina Canavarro<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra </P >    <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>RESUMO</b></P>     <p>O objetivo do presente estudo consistiu em avaliar a adapta&ccedil;&atilde;o parental, em termos de sintomatologia psicopatol&oacute;gica e qualidade de vida (QdV), bem como avaliar a influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia parental na sua adapta&ccedil;&atilde;o, bem como na adapta&ccedil;&atilde;o do(a) parceiro(a). A amostra foi constitu&iacute;da por 90 participantes (45 casais), pais de crian&ccedil;as com um diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC. O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o incluiu a Escala de Resili&ecirc;ncia para Adultos (ERA), o Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI-18) e o instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de QdV da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, WHOQOL-Bref. Os resultados mostraram que as m&atilde;es apresentaram valores mais elevados na dimens&atilde;o ansiedade (<I>p</I>&lt;.01), no &iacute;ndice geral de gravidade (<I>p</I>&lt;.01) e pior QdV psicol&oacute;gica (<I>p</I>&lt;.05). As m&atilde;es apresentaram valores mais elevados de resili&ecirc;ncia, em particular de coes&atilde;o familiar (<I>p</I>&lt;.05). Em ambos os pais, a resili&ecirc;ncia mostrou-se associada a menor sintomatologia psicopatol&oacute;gica e a resultados mais elevados de QdV. A resili&ecirc;ncia materna n&atilde;o se mostrou significativamente associada &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o paterna mas, constatou-se que n&iacute;veis elevados de resili&ecirc;ncia paterna se associaram a menor sintomatologia psicopatol&oacute;gica e melhor QdV materna. Os resultados deste estudo evidenciam o papel protetor da resili&ecirc;ncia na adapta&ccedil;&atilde;o parental ao diagn&oacute;stico de anomalia cong&eacute;nita da crian&ccedil;a. Adicionalmente, estes resultados enfatizam a necessidade de avaliar e promover os recursos parentais. Por fim, ressalta-se a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o do casal como unidade de an&aacute;lise e os potenciais efeitos cruzados no desenho de interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas, refor&ccedil;ando-se o papel da rela&ccedil;&atilde;o conjugal e do contexto interpessoal em que esta problem&aacute;tica ocorre. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Defici&ecirc;ncia, Qualidade de vida, Resili&ecirc;ncia, Sintomatologia psicopatol&oacute;gica. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The purpose of the current study was to assess the parental adaptation, in terms of psychopathological symptoms and quality of life (QoL) and to examine the influence of parent&rsquo;s resilience characteristics in their adaptation, as well as in their partner&rsquo;s adaptation. The sample was constituted by 90 parents (45 couples) whose child had a diagnosed disability/CA. The assessment protocol included the Resilience Scale for Adults (RSA), the Brief Symptom Inventory (BSI-18) and the World Health Organization Quality of Life Instrument (WHOQOL-Bref). Results showed that mothers reported significantly higher scores on anxiety (<I>p</I>&lt;.01) and overall emotional distress (<I>p</I>&lt;.01), and lower scores on psychological QoL (<I>p</I>&lt;.05). Mothers also presented higher levels of resilience, particularly family cohesion (<I>p</I>&lt;.05). In both parents, resilience was associated with lower scores of psychopathological symptoms and higher scores of QoL. Findings also showed that maternal resilience was not significantly associated with the paternal adaptation; however, it was observed that higher levels of paternal resilience were significantly associated with better maternal adaptation, particularly, lower psychopathological symptoms and higher scores in QoL. Findings from this study highlight the protective role of resilience in the parental adaptation to the diagnosis of a congenital anomaly in the child. Additionally, these findings emphasize the need to assess and promote parent&rsquo;s resources. Lastly, it emphasizes the need of assessing the couple as a unit of analysis and the potential cross-over effects when designing a therapeutic intervention, reinforcing the role of the couple relationship and the interpersonal context in which this matter occurs. </P >     <p><B>Key-words: </B>Disability, Psychopathological symptoms, Quality of life, Resilience. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) definiu defici&ecirc;ncia como qualquer &ldquo;problema nas fun&ccedil;&otilde;es ou na estrutura do corpo, tais como um desvio importante ou uma perda&rdquo; (World Health Organization [WHO], 2001, p. 13). Nesta defini&ccedil;&atilde;o, enquadram-se as anomalias cong&eacute;nitas (AC), definidas como altera&ccedil;&otilde;es estruturais ou funcionais resultantes de altera&ccedil;&otilde;es da morfog&eacute;nese (<I>in utero</I>), presentes no momento do nascimento, e que n&atilde;o s&atilde;o originadas por traumatismos durante o parto (Regateiro, 2007). Neste contexto, podem consideradas defici&ecirc;ncias condi&ccedil;&otilde;es mais sindr&oacute;micas e com consequ&ecirc;ncias mais vis&iacute;veis (e.g., Trissomia 21), mas tamb&eacute;m condi&ccedil;&otilde;es com menor impacto em termos da visibilidade das suas consequ&ecirc;ncias (e.g., uropatias cong&eacute;nitas). Independentemente da sua diversidade, a not&iacute;cia de um diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC surge com frequ&ecirc;ncia de forma inesperada para os pais, desafiando as suas expectativas de um beb&eacute; saud&aacute;vel e perfeito (Lawoko &amp; Soares, 2006; Seligman &amp; Darling, 2007). Para al&eacute;m disso, as exig&ecirc;ncias acrescidas de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a uma crian&ccedil;a com um diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC (e.g., exig&ecirc;ncias de tempo, financeiras ou emocionais; Baker-Ericzen, Brookman-Frazee, &amp; Stahmer, 2005) podem constituir para os pais um fator de adversidade e indutor de stresse. </P >     <p>Apesar de alguma variabilidade encontrada na literatura, tem sido documentado que os pais de crian&ccedil;as com um diagn&oacute;stico de AC apresentam maiores dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o individual. Quando comparados com pais de crian&ccedil;as saud&aacute;veis, estes pais tendem a vivenciar n&iacute;veis de ansie </B>dade e stresse mais elevados (Hunfeld, Tempels, Passchier, Hazebroek, &amp; Tibboel, 1999; Pelchat et al., 1999; Smith, Seltzer, Tager&#8208;Flusberg, Greenberg, &amp; Carter, 2008) e a apresentar um maior risco de desenvolvimento de depress&atilde;o, particularmente entre as m&atilde;es (Bailey, Golden, Roberts, &amp; Ford, 2007; Olsson &amp; Hwang, 2001; Singer, 2006). Os pais de crian&ccedil;as com um diagn&oacute;stico de AC tendem tamb&eacute;m a apresentar uma diminui&ccedil;&atilde;o do seu bem-estar e qualidade de vida (QdV) (Mugno, Ruta, D&rsquo;Arrigo, &amp; Mazzone, 2007), nomeadamente ao n&iacute;vel do dom&iacute;nio f&iacute;sico (e.g., fadiga, exaust&atilde;o; Emerson, 2003), das rela&ccedil;&otilde;es sociais (e.g., diminui&ccedil;&atilde;o das atividades recreativas e de lazer, altera&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es com os membros da fam&iacute;lia) e econ&oacute;micas (Brandon, 2007). </P >    <p>Do ponto de vista emocional, tem sido sustentado que a viv&ecirc;ncia de um diagn&oacute;stico de defici &ecirc;ncia/AC de um filho &eacute; distinta para pais e m&atilde;es. As m&atilde;es tendem a apresentar mais dificuldades de ajustamento individual (Beckman, 1991; Fonseca, Nazar&eacute;, &amp; Canavarro, 2012; Hastings et al., 2005; Lawoko &amp; Soares, 2006; Olsson &amp; Hwang, 2001; Weinhouse, Weinhouse, &amp; Nelson, 1992) do que os pais. Este aspeto tem sido explicado pelo facto de as m&atilde;es assumirem a maior parte da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &agrave; crian&ccedil;a (Moes, Koegel, Schreibman, &amp; Loos, 1992), enquanto os pais manifestam uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com o futuro da crian&ccedil;a, com os estigmas da defici&ecirc;ncia (Batshaw &amp; Perret, 1990), e parecem assumir, desde o nascimento do beb&eacute;, a responsabilidade pelo sustento financeiro da fam&iacute;lia (Katz-Wise, Priess, &amp; Hyde, 2010). Mais recentemente alguns autores t&ecirc;m salientado a exist&ecirc;ncia de interdepend&ecirc;ncia di&aacute;dica no &acirc;mbito da parentalidade em geral, destacando como os atributos e comportamentos de um membro da d&iacute;ade poder&atilde;o influenciar a adapta&ccedil;&atilde;o do outro (Campbell &amp; Kashy, 2002). Especificamente na &aacute;rea da defici&ecirc;ncia, destaca-se um estudo no qual foi salientada a interdepend&ecirc;ncia em termos de influ&ecirc;ncia dos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o individual de um membro do casal no outro (Gerstein, Crnic, Blacher, &amp; Baker, 2009). </P >    <p>Esta perspetiva &ldquo;patol&oacute;gica&rdquo; acerca do impacto negativo da presen&ccedil;a de uma crian&ccedil;a com diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC na adapta&ccedil;&atilde;o individual dos pais tem sido questionada por alguns autores, que sugerem que muitas fam&iacute;lias se adaptam de forma positiva ao diagn&oacute;stico dos seus filhos, sendo poss&iacute;vel ocorrer um crescimento positivo (Hastings, Allen, McDermott, &amp; Still, 2002) e uma melhoria da coes&atilde;o familiar e QdV dos seus membros (Summers, Behr, &amp; Thurnbull, 1989; Taanila, Jarvelin, &amp; Kokkonen, 1999; Winzer, 1990). Perante esta variabilidade entre as fam&iacute;lias e nas pr&oacute;prias fam&iacute;lias, Patterson (2002) enunciava uma nova quest&atilde;o: &ldquo;Porque &eacute; que alguns se mant&ecirc;m saud&aacute;veis e bem face ao risco e adversidade e outras n&atilde;o?&rdquo; (p. 350). Desta forma, real&ccedil;a-se o papel central das caracter&iacute;sticas individuais e dos recursos pessoais utilizados pelos pais, nomeadamente a capacidade de resili&ecirc;ncia. </P >    <p>Foi perante a constata&ccedil;&atilde;o da diversidade de trajet&oacute;rias individuais em situa&ccedil;&otilde;es de risco e da exist&ecirc;ncia de padr&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o sucessivos a essas situa&ccedil;&otilde;es, que surgiu o conceito de resili&ecirc;ncia (Rutter, 2007). A resili&ecirc;ncia &eacute; entendida como uma caracter&iacute;stica de alguns indiv&iacute;duos ou fam&iacute;lias que, devido aos seus recursos individuais e compet&ecirc;ncias sociais, lhes permite responder de forma adaptativa a situa&ccedil;&otilde;es de adversidade e a aprenderem a se desenvolverem com estas experi&ecirc;ncias (Venter, 2009). A resili&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica imut&aacute;vel das pessoas; ela depende das transa &ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo estabelece com o meio ao longo do seu desenvolvimento, sendo por isso modific&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o da forma como o indiv&iacute;duo lida com as exig&ecirc;ncias do meio (Rutter, 2007). </P >    <p>Concetualmente, a resili&ecirc;ncia pode ser tomada por dois pontos de vista distintos: a resili&ecirc;ncia enquanto resultado, conceptualizada como o funcionamento adaptativo ap&oacute;s a viv&ecirc;ncia de uma situa&ccedil;&atilde;o de risco; e a resili&ecirc;ncia enquanto recurso, como fator de prote&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es indutoras de stresse, potenciando a adapta&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es traum&aacute;ticas e adversas (Schaap, Galen, Ruijter, &amp; Smeets, 2009). No presente estudo tomamos como premissa este &uacute;ltimo ponto de vista, concetualizando a resili&ecirc;ncia como o conjunto de processos que, em situa&ccedil;&otilde;es de adversidade como o diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC de um filho, conduzem a resultados t&atilde;o bons ou mesmo melhores do que se preveria nessas situa&ccedil;&otilde;es (Greeff &amp; Aspeling, 2007). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste &acirc;mbito, alguns autores t&ecirc;m vindo a real&ccedil;ar algumas caracter&iacute;sticas dos pais de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia/AC que manifestam uma adapta&ccedil;&atilde;o positiva. Estudos sobre diferentes fatores de personalidade, por exemplo, t&ecirc;m mostrado que perspetivas mais otimistas, maior sentido de coer&ecirc;ncia e maior locus de controlo interno (Baker, Blacher, &amp; Olsson, 2005; Glidden &amp; Schoolcraft, 2003; Glidden, Billings, &amp; Jobe, 2006; Hassall &amp; Rose, 2005; Oelofsen &amp; Richardson, 2006; Olsson &amp; Hwang, 2002), maiores n&iacute;veis de autoefic&aacute;cia (Hastings &amp; Brown, 2002) e autoestima (Hassall, Rose, &amp; McDonald, 2005) est&atilde;o associados a melhores indicadores de ajustamento de pais de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia/AC. Outros autores destacam ainda uma forte rede de apoio social como um importante recurso para estas fam&iacute;lias (Murray, Kelly-Soderholm, &amp; Murray, 2007). Li-Tsang, Yau e Yuen (2001) acrescentam ainda que os pais que apresentam uma adapta&ccedil;&atilde;o bem-sucedida &agrave; presen&ccedil;a de uma crian&ccedil;a com diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC t&ecirc;m uma estrutura familiar est&aacute;vel e s&atilde;o geralmente extrovertidos e confiantes, t&ecirc;m atitudes abertas, est&atilde;o altamente motivados para procurar uma rede local e de apoio social para seus filhos, s&atilde;o eficientes na gest&atilde;o do tempo e tentam resolver os problemas de forma realista. Quanto &agrave;s diferen&ccedil;as de g&eacute;nero na resili&ecirc;ncia, estas t&ecirc;m sido investigados com menor frequ&ecirc;ncia, no entanto, um resultado consistente &eacute; que as mulheres tendem a solicitar e a prover mais apoio social (Friborg, Hjemdal, Rosenvinge, &amp; Martinusse, 2003), sendo que esta dimens&atilde;o tem sido salientada como fator protetor na adapta&ccedil;&atilde;o individual a acontecimentos de vida stressantes (Simmerman, Blacher, &amp; Baker, 2001). Friborg et al. (2003) salientam ainda uma maior expressividade nos homens, ainda que n&atilde;o significativa, na dimens&atilde;o compet&ecirc;ncias sociais. </P >    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores que contribuem para a manuten&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio dos pais e para a sua adapta&ccedil;&atilde;o competente ao diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC na crian&ccedil;a &eacute; essencial para atender &agrave;s necessidades destas fam&iacute;lias. Com efeito, o estudo da resili&ecirc;ncia em contextos cl&iacute;nicos revestese de grande relev&acirc;ncia (Bianchini &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2006), nomeadamente na val&ecirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o, na previs&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o e na compreens&atilde;o dos fatores centrais da manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, incluindo a sa&uacute;de mental (Bianchini &amp; Dell&rsquo;Aglio, 2006; Friborg, Barlaug, Martinussen, Rosevinge, &amp; Hjemdal, 2005; Vaishnavi, Connor, &amp; Davidson, 2007). </P >    <p>Face ao exposto, no presente estudo pretende-se avaliar a influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas individuais, nomeadamente as caracter&iacute;sticas resilientes dos pais, na sua adapta&ccedil;&atilde;o individual (QdV e sintomatologia psicopatol&oacute;gica) ao diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC da crian&ccedil;a. Assim, na sequ&ecirc;ncia da revis&atilde;o de literatura realizada: (1) espera-se que as m&atilde;es, comparativamente aos pais, apresentem maiores valores de sintomatologia psicopatol&oacute;gica, menor perce&ccedil;&atilde;o de QdV e maiores n&iacute;veis de resili&ecirc;ncia; e (2) espera-se que maiores pontua&ccedil;&otilde;es nas dimens&otilde;es de resili&ecirc;ncia dos pais, estejam associados a menor sintomatologia psicopatol&oacute;gica e melhor a perce&ccedil;&atilde;o de QdV. Dada a inexist&ecirc;ncia, do nosso conhecimento, de estudos com enfoque na associa&ccedil;&atilde;o entre as caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia de um progenitor e a adapta&ccedil;&atilde;o do outro, n&atilde;o estabelecemos quaisquer hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>A amostra deste estudo foi composta por 90 participantes (45 casais), pais de crian&ccedil;as com um diagn&oacute;stico de AC. Foram considerados crit&eacute;rios de inclus&atilde;o para o presente estudo: (a) casais que foram pais de uma crian&ccedil;a com um diagn&oacute;stico de pr&eacute;-natal ou p&oacute;s-natal de AC e que estavam casados ou a viver em uni&atilde;o de facto; (b) idade dos pais superior a 18 anos; e (c) um n&iacute;vel de compreens&atilde;o de Portugu&ecirc;s adequado para o preenchimento da bateria de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>As m&atilde;es tinham uma idade m&eacute;dia de 36.45 anos (<I>DP</I>=5.78) e os pais uma idade m&eacute;dia de 37.29 anos (<I>DP</I>=6.58). A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da rela&ccedil;&atilde;o conjugal era de cerca de 11.02 anos (<I>DP</I>=5.81). Em termos de educa&ccedil;&atilde;o, a m&eacute;dia de anos de escolaridade foi de 12.23 (<I>DP</I>=3.99) para as m&atilde;es e de 11.02 (<I>DP</I>=4.76) para os pais. A maioria dos pais vivia em meio urbano (53.3%) e encontravam-se ambos empregados (pais: 95.5%; m&atilde;es: 88.6%). Os pais e m&atilde;es da amostra n&atilde;o se distinguiam em termos de idade, <I>t</I><Sub>(76)</Sub>=0.60, <I>p</I>=.550, <I>d </I>de Cohen=0.12, e de escolaridade, <I>t</I><Sub>(82)</Sub>=-1.29, <I>p</I>=.199, <I>d </I>de Cohen=0.28. </P >     <p>Relativamente &agrave;s crian&ccedil;as com diagn&oacute;stico de AC, estas tinham uma m&eacute;dia de idade de 47.64 meses (<I>DP=</I>35.46) e eram maioritariamente do sexo masculino (55.6%). O diagn&oacute;stico foi conhecido no per&iacute;odo pr&eacute;-natal em 62.2% dos casos e os diagn&oacute;sticos mais frequentes foram as anomalias cromoss&oacute;micas (35.6%), seguido das uropatias (28.6%), das cardiopatias (11.9%) e das anomalias dos sistemas digestivo (9.5%) e respirat&oacute;rio (4.8%). </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p>A bateria de avalia&ccedil;&atilde;o utilizada no presente estudo foi composta por duas fichas de dados e pelos instrumentos de autorresposta descritos em seguida: </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos e ficha de dados relativos ao diagn&oacute;stico. </I>A primeira inclu&iacute;a informa&ccedil;&atilde;o sobre dados demogr&aacute;ficos gerais, situa&ccedil;&atilde;o relacional e contexto familiar. A segunda inclu&iacute;a informa&ccedil;&otilde;es sobre as caracter&iacute;sticas relativas &agrave; crian&ccedil;a, incluindo demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas (tipo de AC, momento do diagn&oacute;stico, causas da anomalia, ocorr&ecirc;ncia e n&uacute;mero de hospitaliza&ccedil;&otilde;es, tratamentos espec&iacute;ficos). O tipo de AC foi classificado tendo em conta o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o da <I>European Surveillance of Congenital Anomalies </I>(EUROCAT,2009). </P >     <p><I>Escala de Resili&ecirc;ncia para o Adulto </I>(ERA; Friborg et al., 2003). A ERA cont&eacute;m itens relacionados com cinco componentes da resili&ecirc;ncia: compet&ecirc;ncias pessoais, coes&atilde;o familiar, recursos sociais, compet&ecirc;ncias sociais e estilo estruturado. A escala &eacute; composta por 33 itens com respostas de diferencia&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica, de modo a reduzir a tend&ecirc;ncia para a aquiesc&ecirc;ncia e permite avaliar os recursos protetores que promovem a resili&ecirc;ncia na idade adulta. Cada item &eacute; cotado numa escala de resposta de 1 a 7, com resultados mais elevados a refletir maior n&iacute;vel de resili&ecirc;ncia. Na presente amostra os valores de &alpha; de Cronbach variaram entre .42 (Estilo estruturado &ndash; m&atilde;es) e .84 (Coes&atilde;o familiar &ndash; m&atilde;es). Devido &agrave; baixa consist&ecirc;ncia interna do fator <I>Estilo estruturado</I>, este n&atilde;o foi utilizado nas an&aacute;lises estat&iacute;sticas. </P >     <p><I>Brief Symptom Inventory </I>(BSI-18; Derogatis, 2000). O BSI-18 &eacute; constitu&iacute;do por 18 itens, que se organizam em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: Ansiedade, Depress&atilde;o, Somatiza&ccedil;&atilde;o e um &iacute;ndice de gravidade geral (IGG). Os itens s&atilde;o respondidos numa escala de quatro pontos, sendo que, em rela&ccedil;&atilde;o ao grau em que o indiv&iacute;duo sentiu os sintomas nos &uacute;ltimos sete dias, a possibilidade de resposta varia entre 0 (<I>Nada</I>) e4 (<I>Extremamente</I>). Na presente amostra os valores de consist&ecirc;ncia interna variaram entre .81 (Somatiza&ccedil;&atilde;o &ndash; m&atilde;es) e .90 (Ansiedade &ndash; m&atilde;es). </P >    <p><I>World Health Organization Quality of Life &ndash; vers&atilde;o abreviada </I>(WHOQOL-Bref; WHOQOL Group, 1998; Vers&atilde;o Portuguesa: Vaz Serra et al., 2006). O WHOQOL-Bref &eacute; um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da QdV constitu&iacute;do por 26 itens e que se encontra organizado em quatro dom&iacute;nios: <I>F&iacute;sico</I>, <I>Psicol&oacute;gico</I>, <I>Rela&ccedil;&otilde;es sociais </I>e <I>Ambiente</I>. Inclui ainda uma faceta sobre QdV geral, que &eacute; avaliada atrav&eacute;s de dois itens (QdV em geral, perce&ccedil;&atilde;o geral da sa&uacute;de). Cada item tem uma escala de resposta de cinco pontos, com quatro dimens&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o (i.e., intensidade, capacidade, frequ&ecirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o). Resultados mais elevados refletem uma melhor perce&ccedil;&atilde;o de QdV. Na presente amostra os valores de &alpha; de Cronbach variaram entre .67 (Rela&ccedil;&otilde;es sociais &ndash; pais) e .81 (Ambiente &ndash; pais). </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>A amostra do presente estudo foi recolhida de dois modos distintos. Em primeiro lugar, foi realizado um levantamento das utentes da Maternidade Doutor Daniel de Matos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (MDM-HUC) que receberam o diagn&oacute;stico de AC no beb&eacute; no per&iacute;odo pr&eacute; ou p&oacute;s natal, sendo que o diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC tinha ocorrido h&aacute; pelo menos seis meses. Aos casais que preenchiam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, foi enviada uma carta, solicitando o preenchimento do protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o e o reenvio dos protocolos, j&aacute; preenchidos, para a MDM-HUC. Por outro lado, foram efetuadas pesquisas, nomeadamente em f&oacute;runs de debate e partilha sobre a tem&aacute;tica, e contou-se ainda com a colabora&ccedil;&atilde;o das seguintes associa&ccedil;&otilde;es de apoio a pais de crian&ccedil;as com Trissomia 21: a Associa&ccedil;&atilde;o Olhar 21, a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT 21) e a Associa&ccedil;&atilde;o de Viseu de Portadores de Trissomia 21 (AVISPT 21). Aos pais que preenchiam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e que mostraram disponibilidade para participar na investiga&ccedil;&atilde;o, foi pedido que enviassem a sua morada, tendo o restante processo sido realizado de modo semelhante &agrave;s utentes da MDM-HUC. No total, foram enviados 244 protocolos de avalia&ccedil;&atilde;o (122 casais), tendo 144 retornado preenchidos, o que correspondeu a uma taxa de resposta de 59%. Foram exclu&iacute;dos 10 protocolos porque apenas a m&atilde;e preencheu os question&aacute;rios e exclu&iacute;ram-se 44 protocolos referentes a 22 casais que n&atilde;o preencheram completamente os instrumentos da bateria de avalia&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Todos os participantes foram informados dos objetivos do estudo, tendo sido pedido que respondessem de forma espont&acirc;nea e sincera e tendo sido assegurada a confidencialidade e anonimato das respostas aos question&aacute;rios. O presente estudo foi aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica dos Hospitais da Universidade de Coimbra, EPE. </P >    <p><I>An&aacute;lises estat&iacute;sticas </I></P >    <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi realizado atrav&eacute;s do software estat&iacute;stico <I>Statistical Package for the Social Sciences </I>(SPSS &ndash; v. 17.0). Recorreu-se ao teste do Qui-Quadrado para compara&ccedil;&atilde;o de dados categoriais e ao teste <I>t </I>de Student para compara&ccedil;&atilde;o dos grupos nas caracter&iacute;sticas demogr&aacute; ficas de natureza cont&iacute;nua. Para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias entre os grupos recorremos &agrave; an&aacute;lise multivariada da vari&acirc;ncia (MANOVA) de Medidas Repetidas, considerando a vari&aacute;vel g&eacute;nero como fator intra-sujeitos (considerando a interdepend&ecirc;ncia entre os membros do casal) e os indicadores de ajustamento individual como vari&aacute;veis dependentes. Adicionalmente, foram calculados coefi cientes de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis de natureza cont&iacute;nua. A magnitude dos efeitos foi analisada atrav&eacute;s do <I>d </I>de Cohen e o <I>V </I>de Cramer, adotando as conven&ccedil;&otilde;es seguintes: efeito pequeno: <I>d </I>de Cohen&ge;0.20, <I>V </I>de Cramer&ge;.01; efeito m&eacute;dio: <I>d </I>de Cohen&ge;0.50, <I>V </I>de Cramer&ge;.03; efeito grande: <I>d </I>de Cohen&ge;0.80, <I>V </I>de Cramer&ge;.05 (Cohen, 1992). </P >    <p>RESULTADOS </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do ajustamento individual dos pais </I></P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tr&ecirc;s dimens&otilde;es de sintomatologia psicopatol&oacute;gica verificou-se um efeito multivariado estatisticamente significativo da vari&aacute;vel g&eacute;nero [Lambda de Wilks=0.76, <I>F</I><Sub>(3,42)</Sub>=4.07, <I>p=</I>.013, <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><sup><I>2</I></Sup><Sup>=</sup>.23]. Os testes univariados subsequentes mostraram efeitos significativos na dimens&atilde;o Ansiedade. De igual modo, pais e m&atilde;es distinguiram-se no &iacute;ndice geral do BSI. Pela an&aacute;lise dos valores m&eacute;dios podemos verificar que as m&atilde;es apresentam valores mais elevados de sintomatologia psicopatol&oacute;gica. Os resultados encontram-se expostos no <a href="#q1">Quadro 1</a>. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a05q1.jpg" width="511" height="275"><a name="q1"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Relativamente &agrave; QdV, registou-se um efeito multivariado significativo [Lambda de Wilks=0.75, <I>F</I><Sub>(5,40)</Sub>=2.60, <I>p&lt;</I>.039, <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><sup><I>2</I></Sup><Sup>=</sup>.25]. Os testes subsequentes mostraram efeitos univariados significativos apenas no dom&iacute;nio Psicol&oacute;gico. Pela an&aacute;lise dos valores m&eacute;dios podemos observar que as m&atilde;es, em compara&ccedil;&atilde;o com os pais, apresentam pior QdV neste dom&iacute;nio (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>). </P >     <p><I>Compara&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia entre pais e m&atilde;es </I></P >     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia verificou-se um efeito multivariado estatisticamente significativo da vari&aacute;vel g&eacute;nero [Lambda de Wilks=0.79, <I>F</I><Sub>(4,41)</Sub>=2.69, <I>p</I>=.044, <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2</I></Sup>=.21]. Os testes univariados subsequentes mostraram um efeito significativo apenas na dimens&atilde;o <I>coes&atilde;o familiar</I>. Pela an&aacute;lise dos valores m&eacute;dios podemos verificar que s&atilde;o as m&atilde;es que apresentam valores mais elevados nesta dimens&atilde;o. Os resultados para o total das dimens&otilde;es encontram-se expostos no <a href="#q2">Quadro 2</a>. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a05q2.jpg" width="512" height="177"><a name="q2"></a></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><I>Associa&ccedil;&atilde;o entre resili&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o individual </I></P >     <p>Nos Quadros <a href="#q3">3</a> e <a href="#q4">4</a> encontram-se expostos, separadamente para a adapta&ccedil;&atilde;o materna e paterna, os valores das correla&ccedil;&otilde;es entre as caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia, os dom&iacute;nios de QdV e as dimens&otilde;es de sintomatologia psicopatol&oacute;gica. </P>      <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a05q3.jpg" width="513" height="297"><a name="q3"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a05q4.jpg" width="514" height="287"><a name="q4"></a></P >     
<p>&nbsp;</P>      <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre as caracter&iacute;sticas de resili&ecirc;ncia materna e adapta&ccedil;&atilde;o individual materna, podemos observar que a correla&ccedil;&atilde;o entre os resultados nos fatores da ERA &eacute; negativa com todas as dimens&otilde;es da sintomatologia psicopatol&oacute;gica, revelando significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica essencialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <I>depress&atilde;o </I>eao <I>IGG</I>. Os fatores <I>compet&ecirc;ncias pessoais </I>e <I>recursos sociais </I>apresentaram as correla&ccedil;&otilde;es mais elevadas. No que respeita &agrave; QdV, verificou-se que n&iacute;veis mais elevados de <I>compet&ecirc;ncias pessoais</I>, <I>coes&atilde;o familiar </I>e <I>recursos sociais </I>estavam correlacio nados com uma melhor perce&ccedil;&atilde;o de QdV nos diferentes dom&iacute;nios. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre a resili&ecirc;ncia paterna e a adapta&ccedil;&atilde;o materna, foi poss&iacute;vel verificar que n&iacute;veis elevados de resili&ecirc;ncia paterna se mostraram correlacionados com menor sintomatologia psicopatol&oacute;gica (em particular <I>depress&atilde;o</I>) e melhor perce&ccedil;&atilde;o de QdV, particularmente no dom&iacute;nio das <I>rela&ccedil;&otilde;es sociais</I>.</P >     <p>Relativamente &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre a resili&ecirc;ncia paterna e adapta&ccedil;&atilde;o paterna, constatou-se um padr&atilde;o semelhante ao observado para a m&atilde;e, com a maioria das correla&ccedil;&otilde;es significativas a se observarem com os dom&iacute;nios de QdV (correla&ccedil;&atilde;o positiva) e na dimens&atilde;o psicopatol&oacute;gica <I>depress&atilde;o </I>e <I>IGG </I>(correla&ccedil;&atilde;o negativa). Em termos globais, a resili&ecirc;ncia materna mostrou-se apenas pontualmente associada &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o paterna, em particular &agrave; sua QdV. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O </P >     <p>Nos &uacute;ltimos anos temos assistido a uma mudan&ccedil;a do objeto dos estudos no contexto da fam&iacute;lia, passando o funcionamento familiar a ter uma abordagem focalizada n&atilde;o somente nas vulnerabilidades da fam&iacute;lia, mas tamb&eacute;m nas suas capacidades e compet&ecirc;ncias para resistir e reagir &agrave; adversidade, isto &eacute;, para se adaptarem e recuperarem dessas mesmas adversidades. Os nossos resultados acrescentam um contributo a esta nova grelha de leitura, ao demonstrarem que as caracter&iacute;sticas resilientes dos pais de crian&ccedil;as com um diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC est&atilde;o associadas a melhores indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o individual, quer do pr&oacute;prio quer do parceiro. </P >    <p>Os nossos resultados confirmaram parcialmente a primeira hip&oacute;tese de investiga&ccedil;&atilde;o. Verificou-se que as m&atilde;es apresentaram um pior ajustamento individual do que os seus companheiros (valores mais elevados de sintomatologia psicopatol&oacute;gica, nomeadamente na dimens&atilde;o Ansiedade e no IGG; e pior QdV, em particular no dom&iacute;nio Psicol&oacute;gico). Estes resultados s&atilde;o consistentes com os encontrados por outros autores (e.g., Fonseca et al., 2012; Hastings et al., 2005; Lawoko &amp; Soares, 2006), que sugeriram que as m&atilde;es parecem apresentar maiores dificuldades de ajustamento ao diagn&oacute;stico de defici&ecirc;ncia/AC de um filho. Contrariamente ao esperado, n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas na sintomatologia depressiva, resultado que tem sido referido na literatura da &aacute;rea (Brosig, Whitstone, Frommelt, Frisbee, &amp; Leuthner, 2007). Os restantes resultados encontrados neste estudo, nomeadamente a exist&ecirc;ncia de uma maior expressividade nas mulheres de caracter&iacute;sticas resilientes, juntamente com a associa&ccedil;&atilde;o negativa e estatisticamente significativa entre a dimens&atilde;o depress&atilde;o e estas caracter&iacute;sticas, poder&atilde;o contribuir para a explica&ccedil;&atilde;o do resultado em discuss&atilde;o. Assim, apesar de normalmente as m&atilde;es assumirem o papel de principais prestadoras de cuidados a crian&ccedil;a com AC, o que pode contribuir para o seu pior ajustamento emocional (comparativamente aos pais), os seus elevados n&iacute;veis de resili&ecirc;ncia e o efeito protetor que esta caracter&iacute;stica parece ter ao n&iacute;vel da adapta&ccedil;&atilde;o materna, podem contribuir para explicar a aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as de g&eacute;nero significativas nos n&iacute;veis de sintomatologia depressiva. Por outro lado, alguns estudos t&ecirc;m real&ccedil;ado que no momento do diagn&oacute;stico os pais tendem a conter as suas emo&ccedil;&otilde;es, ao assumirem um papel de suporte &agrave;s suas esposas (Locock &amp; Alexander, 2006). No entanto, n&atilde;o est&aacute; claro se este papel se mant&eacute;m ao longo do tempo, podendo verificar-se a tend&ecirc;ncia para, progressivamente, os pais expressarem mais as suas emo&ccedil;&otilde;es acerca do diagn&oacute;stico do seu filho; esta hip&oacute;tese necessita, no entanto, de ser melhor investigada em estudos futuros. </P >    <p>No que respeita &agrave;s dimens&otilde;es de resili&ecirc;ncia, destaca-se ainda que as m&atilde;es apresentam valores mais elevados nas diferentes dimens&otilde;es, atingindo essas diferen&ccedil;as signific&acirc;ncia estat&iacute;stica na dimens&atilde;o coes&atilde;o familiar. Este resultado poder&aacute;, &agrave; partida, parecer contradit&oacute;rio com o encontrado anteriormente, dado o efeito protetor das caracter&iacute;sticas resilientes. Contudo, &eacute; importante real&ccedil;ar que a resili&ecirc;ncia n&atilde;o se define apenas pela aus&ecirc;ncia de psicopatologia. Os sujeitos resilientes podem experienciar sintomatologia psicopatol&oacute;gica, mas o foco encontra-se nas suas compet&ecirc;ncias para responder de forma efetiva aos desafios do quotidiano (Schaap et al., 2009). Por outro lado, apesar da n&atilde;o exist&ecirc;ncia de significa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica, observa-se neste estudo uma maior expressividade nas mulheres da dimens&atilde;o de recursos sociais, aspeto que tem sido sugerido noutros estudos (Friborg et al., 2003) e que tem sido apontado como um importante recurso para estas fam&iacute;lias (Murray et al., 2007), o que poder&aacute; contribuir para a explica&ccedil;&atilde;o do resultado encontrado. A express&atilde;o significativa ao n&iacute;vel da dimens&atilde;o coes&atilde;o familiar tem sido igualmente salientada por v&aacute;rios autores como um fator de resili&ecirc;ncia no ajustamento parental (Saloviita, Italinna, &amp; Leinonen, 2003). Por outro lado, esta dimens&atilde;o tem sido apontada como um contributo advindo da presen&ccedil;a de um membro da fam&iacute;lia com defici&ecirc;ncia (Taanila et al., 1999), e a partilha nas tarefas dom&eacute;sticas e na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados &agrave; crian&ccedil;a tem sido apontada como um dos indicadores de uma boa coes&atilde;o familiar (Taanila, Syrj&auml;l&auml;, Kokkonen, &amp; J&auml;rvelin, 2002). Dada a elevada percentagem de empregabilidade de ambos os progenitores, pressupomos nesta amostra a exist&ecirc;ncia de uma divis&atilde;o mais partilhada das tarefas, o que poder&aacute; contribuir, particularmente nas m&atilde;es, para a sua maior perce&ccedil;&atilde;o de coes&atilde;o familiar, dada a ainda atual preponder&acirc;ncia do conceito de papel da mulher como principal cuidadora dos filhos. </P >    <p>Adicionalmente, os nossos resultados confirmaram a nossa segunda hip&oacute;tese, tanto para as m&atilde;es como para os pais. De facto, pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas nas dimens&otilde;es de resili&ecirc;ncia estavam associadas a menor sintomatologia psicopatol&oacute;gica e melhor perce&ccedil;&atilde;o de QdV. Estes resultados s&atilde;o coerentes com a defini&ccedil;&atilde;o de resili&ecirc;ncia de Venter (2009), que a entende como uma caracter&iacute;stica de alguns indiv&iacute;duos ou fam&iacute;lias que lhes permite responder de forma adaptativa a situa&ccedil;&otilde;es de adversidade. De forma similar, estes resultados s&atilde;o consistentes com os resultados do estudo de Failla e Jones (1991) que, adotando o conceito de robustez familiar (conceito que tem surgido na literatura como pr&oacute;ximo ao de resili&ecirc;ncia), conclu&iacute;ram que a robustez familiar atuava como uma fonte de resist&ecirc;ncia, conduzindo a uma diminui&ccedil;&atilde;o dos efeitos negativos do stresse e, deste modo, facilitando a adapta&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas resilientes de um progenitor na adapta&ccedil;&atilde;o do outro, foi poss&iacute;vel verificar esta associa&ccedil;&atilde;o de forma mais significativa entre a resili&ecirc;ncia paterna e a adapta&ccedil;&atilde;o materna, e apenas pontualmente entre a resili&ecirc;ncia materna e a adapta&ccedil;&atilde;o paterna. A interdepend&ecirc;ncia di&aacute;dica no &acirc;mbito da parentalidade de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia foi documentada num estudo recente, que verificou a influ&ecirc;ncia m&uacute;tua ao n&iacute;vel dos indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o individual (Gerstein et al., 2009). Por um lado, estes resultados podem apontar que as caracter&iacute;sticas resilientes de um dos membros do casal influenciam positivamente a sua adapta&ccedil;&atilde;o individual que, por sua vez, pode influenciar a adapta&ccedil;&atilde;o individual do companheiro. Por outro lado, estes resultados parecem refor&ccedil;ar o papel da rela&ccedil;&atilde;o conjugal na adapta&ccedil;&atilde;o e a import&acirc;ncia dos homens n&atilde;o serem negligenciados na investiga&ccedil;&atilde;o e na interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Estas hip&oacute;teses justificam a necessidade de este t&oacute;pico ser objeto de investiga&ccedil;&otilde;es futuras. </P >    <p>O presente estudo n&atilde;o se encontra, no entanto, isento de limita&ccedil;&otilde;es. Salientamos, em primeiro lugar, as que se prendem com as caracter&iacute;sticas da amostra. O tamanho relativamente reduzido da amostra e o m&eacute;todo de amostragem por conveni&ecirc;ncia implicam algum cuidado na generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados encontrados. Ainda, o recrutamento dos participantes por via de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e associa&ccedil;&otilde;es sociais que lhes fornecem o necess&aacute;rio acompanhamento e apoio pode traduzir-se numa maior dificuldade em transpor estes resultados para pais de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia que n&atilde;o tiveram acesso a estes servi&ccedil;os e recursos. Em acr&eacute;scimo, ao abordarmos o conceito de resili&ecirc;ncia, h&aacute; que ter em conta, para al&eacute;m da presen&ccedil;a de consequ&ecirc;ncias negativas advindas de uma situa&ccedil;&atilde;o caracterizada como de risco, como a chegada de um filho com defici&ecirc;ncia/AC, os fatores de prote&ccedil;&atilde;o e a forma processual ao inv&eacute;s de linear, est&aacute;tica e uni-causal do processo de adapta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; necess&aacute;rio avaliar o contexto que antecede os eventos posteriores ao risco e a adapta&ccedil;&atilde;o parental nas variadas fases desenvolvimentais da crian&ccedil;a, salientando-se desta forma a import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de desenhos de investiga&ccedil;&atilde;o longitudinais. </P >    <p>Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, consideramos que o presente estudo fornece um importante contributo para a investiga&ccedil;&atilde;o, nacional e internacional, relativamente ao conhecimento das rea&ccedil;&otilde;es parentais e dos seus recursos, n&atilde;o negligenciando o papel da figura paterna. Para al&eacute;m da escassa investiga&ccedil;&atilde;o sobre resili&ecirc;ncia ao n&iacute;vel familiar e da parentalidade, onde os processos e mecanismos atrav&eacute;s dos quais esta opera t&ecirc;m sido negligenciados na literatura, denota-se, devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de um corpo te&oacute;rico consistente, uma clara dificuldade na defini&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito. Ao investigarmos o conceito de resili&ecirc;ncia na situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de adapta&ccedil;&atilde;o a um filho com defici&ecirc;ncia/AC e ao nos focarmos nos recursos espec&iacute;ficos associados a um processo resiliente, acreditamos ter contribu&iacute;do para o colmatar desta dificuldade. Por outro lado, entendemos que a premissa do presente estudo ao considerar a resili&ecirc;ncia como um recurso, ao inv&eacute;s de um resultado, &eacute; de extrema import&acirc;ncia, j&aacute; que &eacute; assumida a possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o para v&aacute;rios desafios, e &eacute; essencial num mundo em r&aacute;pida mudan&ccedil;a, onde a incerteza dos desafios futuros das fam&iacute;lias &eacute; muito frequente (Walsh, 1996). </P >    <p>Por fim, os resultados deste estudo possibilitam ainda expor algumas reflex&otilde;es acerca das implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica com estes pais. O estudo da resili&ecirc;ncia, isto &eacute;, a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores centrais nestes pais da manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, incluindo a sa&uacute;de mental, reveste-se de grande relev&acirc;ncia, em particular ao n&iacute;vel da preven&ccedil;&atilde;o, permitindo a identifica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de risco psicoemocional, que necessitem de uma interven&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica e individualizada. Por outro lado, real&ccedil;ado o contexto interpessoal e o papel da rela&ccedil;&atilde;o conjugal na adapta&ccedil;&atilde;o dos pais &agrave; AC de um filho, torna-se muito importante que os profissionais de sa&uacute;de incluam, n&atilde;o s&oacute; as m&atilde;es mas tamb&eacute;m os pais na interven&ccedil;&atilde;o clinica, valorizando uma interven&ccedil;&atilde;o que se foque nas dimens&otilde;es individuais mas tamb&eacute;m nas dimens&otilde;es conjugais, validando as v&aacute;rias intera&ccedil;&otilde;es entre os subsistemas. </P >    <p>O delinear de estrat&eacute;gias que reforcem as caracter&iacute;sticas resilientes como as compet&ecirc;ncias pessoais e sociais, mas tamb&eacute;m os recursos sociais e a coes&atilde;o familiar (e.g., facilita&ccedil;&atilde;o de processos de tomada de decis&atilde;o e de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; mobiliza&ccedil;&atilde;o de redes de apoio social), pode ser o ponto inicial da interven&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais no apoio a estas fam&iacute;lias. Esta interven&ccedil;&atilde;o pode ser feita em diferentes contextos, incluindo de terapia familiar, aconselhamento, mas tamb&eacute;m nos grupos de apoio a pais. Com efeito, e como a literatura tem mostrado (Gupta &amp; Singhal, 2004), os pais com perce&ccedil;&otilde;es e expectativas mais positivas podem apoiar outros, que est&atilde;o em fases iniciais de ajustamento, a desenvolverem perspetivas mais otimistas, mas realistas, da defici&ecirc;ncia dos seus filhos e de vida. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Bailey, D. B., Golden, R. N., Roberts, J., &amp; Ford, A. (2007). Maternal depression and developmental disability: Research critique. <I>Mental Retardation and Developmental Disabilities Research Review</I>, <I>13</I>(4), 321-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201300020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Baker, B. L., Blacher, J., &amp; Olsson, M. B. (2005). Preschool children with and without developmental delay: Behaviour problems, parents&rsquo; optimism and well-being. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>49</I>(8), 575-590. </P >    <!-- ref --><p>Baker-Ericzen, M. J., Brookman-Frazee, L, &amp; Stahmer, L. (2005). Stress levels and adaptability in parents of toddlers with and without autism spectrum disorders. <I>Research &amp; Practice for Persons with Sever</I><I>e Disabilities</I>, <I>30</I>(4), 194-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201300020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Batshaw, M. L., &amp; Perret, Y. M. (1990). <I>Crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia</I>. S&atilde;o Paulo: Maltese.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201300020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Beckman, P. J. (1991). Comparison of mothers&rsquo; and fathers&rsquo; perceptions of the effect of young children with and without disabilities. <I>American Journal on Mental Retardation, 95</I>(5)<I>, </I>585-595. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bianchini, D. C., &amp; Dell&rsquo;Aglio, D. D. (2006). Processos de resili&ecirc;ncia no contexto de hospitaliza&ccedil;&atilde;o: Um estudo de caso. <I>Paid&eacute;ia</I>, <I>16</I>(35), 427-436. </P >    <p>Brandon, P. (2007). Time away from &lsquo;&lsquo;smelling the roses&rsquo;&rsquo;: Where do mothers raising children with disabilities find time to work? <I>Social Science and Medicine</I>, <I>65</I>(4), 667-679. </P >    <!-- ref --><p>Brosig, C. L., Whitstone, B. N., Frommelt, M. A., Frisbee, S. J., &amp; Leuthner, S. (2007). Psychological distress in parents of children with severe congenital heart disease: The impact of prenatal versus postnatal diagnosis. <I>Journal of Perinatology</I>, <I>27</I>(11), 687-692.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201300020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Campbell, L., &amp; Kashy, D. A. (2002). Estimating actor, partner, and interaction effects for dyadic data using PROC MIXED and HLM: A user-friendly guide. <I>Personal Relationships</I>, <I>9</I>(3), 327-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201300020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cohen, J. (1992). A power primer. <I>Psychological Bulletin, 112</I>(1), 155-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201300020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Derogatis, L. R. (2000). <I>The brief symptom inventory-18 (BSI-18): Administration, scoring, and procedures manual</I>. Minneapolis, MS: National Computer Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201300020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Emerson, E. (2003). Mothers of children and adolescents with intellectual disability: Social and economic situation, mental health status, and the self-assessed social and psychological impact of the child&rsquo;s difficulties. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>47</I>(4/5), 385-399. </P >    <!-- ref --><p>EUROCAT (2009). <I>Special Report. The Status of Health in the European Union: Congenital Malformations</I>. EUROCAT Central Registry, University of Ulster.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Failla, S., &amp; Jones, C. (1991). Families of children with developmental disabilities: An examination of family hardiness. <I>Research in Nursing and Health</I>, <I>14</I>(1), 41-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fonseca, A., Nazar&eacute;, B., &amp; Canavarro, M. C. (2012). Parental psychological distress and quality of life after a pre- or postnatal diagnosis of congenital anomaly: A controlled comparison study with parents of healthy babies. <I>Disability and Health Journal</I>, <I>5</I>, 67-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Friborg, O., Hjemdal, O., Rosenvinge, J. H., &amp; Martinussen, M. (2003). A new rating scale for adult resilience: What are the central protective resources behind healthy adjustment? <I>International Journal of Methods in Psychiatric Research, 12</I>(2), 65-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Friborg, O., Barlaug, D., Martinussen, M., Rosenvinge, J. H., &amp; Hjemdal O. (2005). Resilience in relation to personality and intelligence. <I>International Journal of Methods in Psychiatric Research</I>, <I>14</I>(1), 29-42 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gerstein, E. D., Crnic, K. A., Blacher, J., &amp; Baker, B. L. (2009). Resilience and the course of daily parenting stress in families of young children with intellectual disabilities. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>53</I>(12), 981-997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Glidden, L. M., &amp; Schoolcraft, S. A. (2003). Depression: Its trajectory and correlates in mothers rearing children with intellectual disability. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>47</I>(4/5), 250-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Glidden, L. M., Billings, F. J., &amp; Jobe, B. M. (2006). Personality, coping style and well-being of parents rearing children with developmental disabilities. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>50</I>(12), 949-962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201300020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greeff, A. P., &amp; Aspeling, E. (2007). Resiliency in South-African and Belgian single-parent families. <I>Acta Academia</I>, <I>39</I>(2), 139-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gupta, A., &amp; Singhal, N. (2004). Positive perceptions in parents of children with disabilities. <I>Asia Pacific Disability Rehabilitation Journal</I>, <I>15</I>(1), 22-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hassall, R. &amp; Rose, J. (2005). Parental cognitions and adaptation to the demands of caring for a child with an intellectual disability: A review of the literature and implications for clinical interventions<I>. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 33</I>(1), 71-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hassall, R., Rose, J., &amp; McDonald, J. (2005). Parenting stress in mothers of children with an intellectual disability: The effects of parental cognitions in relation to child characteristics and family support. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>49</I>(6), 405-418.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hastings, R. P., &amp; Brown T. (2002). Behavior problems of children with autism, parental self-ef&#64257;cacy, and mental health. <I>American Journal on Mental Retardation</I>, <I>107</I>(3), 222-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201300020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hastings, R. P., Allen, R., McDermott, K., &amp; Still, D. (2002). Factors related to positive perceptions in mothers of children with intellectual disabilities. <I>Journal of Applied Research in Intellectual Disabilities, 15</I>(3), 269&#8208;275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201300020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hastings, R. P., Kovshoff, H., Brown, T., Ward, N. J., Espinosa, F. D., &amp; Remington, B. (2005). Coping strategies in mothers and fathers of preschool and school-age children with autism. <I>Autism</I>, <I>9</I>(4), 377-391.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201300020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hunfeld, J. A., Tempels, A., Passchier, J., Hazebroek, F. W., &amp; Tibboel, D. (1999). Parental burden and grief one year after the birth of a child with a congenital anomaly. <I>Journal of Pediatric Psychology, 24</I>(6), 515-520.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201300020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Katz-Wise, S., Priess, H., &amp; Hyde, J. (2010). Gender-role attitudes and behavior across the transition to parenthood. <I>Developmental Psychology, 46</I>(1), 18-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201300020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Lawoko, S., &amp; Soares, J. J. (2006). Psychosocial morbidity among parents of children with congenital heart disease: A prospective longitudinal study. <I>Heart and Lung: Journal of Acute and Critical Care</I>, <I>35</I>(5), 301-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201300020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Li-Tsang, C. W. P., Yau, M. K. S., &amp; Yuen, H. K. (2001). Success in parenting children with developmental disabilities: Some characteristics, attitudes and adaptive coping skills. <I>The British Journal of Developmental Disabilities</I>, <I>47</I>(2), 61-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Locock, L., &amp; Alexander, J. (2006). Just a bystander? Men&rsquo;s place in the process of fetal screening and diagnosis. <I>Social Science &amp; Medicine</I>, <I>62</I>, 1349-1359. </P >    <!-- ref --><p>Moes, D., Koegel, R. L., Schreibman, L., &amp; Loos, L. M. (1992). Stress profiles for mothers and fathers of children with autism. <I>Psychological Reports, 71</I>, 1272-1274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201300020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Mugno, D., Ruta, L., D&rsquo;Arrigo, V. G., &amp; Mazzone, L. (2007). Impairment of quality of life in parents of children and adolescents with pervasive developmental disorder. <I>Health and Quality of Life Outcomes</I>, <I>5</I>, 22. </P >    <!-- ref --><p>Murray, C. Kelley-Soderholm, E., &amp; Murray, T. (2007). Strengths, challenges, and relational processes in families of children with congenital upper limb differences. <I>Families, Systems, &amp; Health</I>, <I>20</I>(3), 276-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Oelofsen, N., &amp; Richardson, P. (2006). Sense of coherence and parenting stress in mothers and fathers of preschool children with developmental disability. <I>Journal of Intellectual &amp; Developmental Disability</I>, <I>31</I>(1), 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Olsson, M. B., &amp; Hwang, C. P. (2001). Depression in mothers and fathers of children with intellectual disability. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>45</I>(6), 535-543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201300020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Olsson M. B., &amp; Hwang C. P. (2002). Sense of coherence in parents of children with different developmental disabilities. <I>Journal of Intellectual Disability Research</I>, <I>46</I>(7), 548-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201300020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Patterson, J. M. (2002). Integrating family resilience and family stress theory. <I>Journal of Marriage and Family, 64</I>(2), 349-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201300020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Pelchat, D., Ricard, N., Bouchard, J. M., Perrault, M., Saucier, J.-F., Berthiaume, M., &amp; Bisson, J. (1999). Adaptation of parents in relation to their 6-month-old infant&rsquo;s type of disability. <I>Child: Care, Health &amp; Development</I>, <I>25</I>(4), 377-397. </P >    <!-- ref --><p>Regateiro F. (2007). <I>Manual de Gen&eacute;tica M&eacute;dica</I>. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rutter, M. (2007). Resilience, competence, and coping. <I>Child Abuse &amp; Neglect</I>, <I>31</I>(3), 205-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201300020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Saloviita, T., Italinna, M., &amp; Leinonen, E. (2003). Explaining the parental stress of fathers and mothers caring for a child with intellectual disability: A double ABCX model. <I>Journal of Intellectual Disability Research, 47</I>(4/5), 300-312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201300020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Schaap, I. A., Galen, F. M., Ruijter, A. M., &amp; Smeets, E. C. (2009). Resilience, the article: The balance between awareness and fear. Retirado de <a href="http://www.impactkenniscentrum.nl/download/file1163776605.pdf" target="_blank">www.impactkenniscentrum.nl/download/file1163776605.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201300020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Seligman, M., &amp; Darling, R. B. (2007). <I>Ordinary families, special children: A systems approach to childhood disability. </I>New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201300020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Simmerman, S., Blacher, J., &amp; Baker, B. (2001). Fathers&rsquo; and mothers&rsquo; perceptions of father involvement in families with young children with a disability. <I>Journal of Intellectual &amp; Developmental Disability</I>, <I>26</I>(4), 325-338. </P >    <!-- ref --><p>Singer, G. H. (2006). Meta-analysis of comparative studies of depression in mothers of children with and without developmental disabilities. <I>American Journal on Mental Retardation</I>, <I>111</I>(3), 155-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201300020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Smith, L. E., Seltzer, M. M., Tager&#8208;Flusberg, H., Greenberg, J. S., &amp; Carter, A. S. (2008). A comparative analysis of toddlers and mothers of adolescents with ASD. <I>Journal of Autism Developmental Disorders, 38</I>(5), 876-889.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201300020000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Summers, J. A., Behr, S. K., &amp; Turnbull, A. P. (1989). Positive adaptation and coping strengths of families who have children with disabilities. In G. H. S. Singer &amp; L. K. Irvin (Eds.), <I>Support for caregiving families </I>(pp. 27-40). Baltimore: Brookes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201300020000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Taanila, A., Jarvelin, M. R., &amp; Kokkonen, J. (1999). Cohesion and parents&rsquo; social relations in families with a child with disability or chronic illness. <I>International Journal of Rehabilitation Research, 22</I>(2)<I>, </I>101-109. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Taanila, A., Syrj&auml;l&auml;, L., Kokkonen, J., &amp; J&auml;rvelin, M.R. (2002). Coping of parents with physically and/or intellectually disabled children. <I>Child Care, Health and Development</I>, <I>28</I>(1), 73-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201300020000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaishnavi, S., Connor, K., &amp; Davidson, J. R. (2007). An abbreviated version of the Connor-Davidson Resilience Scale (CDRISC), the CD-RISC2: Psychometric properties and applications in psychopharmacological trials. <I>Psychiatry Research</I>, <I>152</I>(2-3), 293-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201300020000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Canavarro, M. C., Sim&otilde;es, M., Pereira, M., Gameiro, S., Quartilho, M. J., ..., &amp; Paredes, T. (2006). Estudos psicom&eacute;tricos do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHOQOL-Bref) para portugu&ecirc;s de Portugal. <I>Psiquiatria Cl&iacute;nica</I>, <I>27</I>(1), 41-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201300020000500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Venter, N. (2009). <I>Resilience in intimate relationships</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada. University of South Africa, South Africa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201300020000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Walsh, F. (1996). The concept of family resilience: Crisis and challenge. <I>Family Process</I>, <I>35</I>, 261-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201300020000500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Weinhouse, D., Weinhouse, M., &amp; Nelson, J. G. (1992). Stress factors in families of young children with exceptional educational needs. <I>School Psychology International</I>, <I>13</I>(1), 51-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201300020000500056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>WHOQOL Group. (1998). Development of the World Health Organization WHOQOL-BREF quality of life assessment. <I>Psychological Medicine</I>, <I>28</I>(3), 551-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201300020000500057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><p>Winzer, M. (1990). <I>Children with exceptionalities: A Canadian perspective </I>(2nd ed.). Englewood Cliffs: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300020000500058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>World Health Organization [WHO]. (2001). <I>International classification of functioning, disability and health</I>. Geneva: WHO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201300020000500059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p>Este estudo foi desenvolvido no &acirc;mbito da linha de investiga&ccedil;&atilde;o Rela&ccedil;&otilde;es, Desenvolvimento e Sa&uacute;de, da Unidade I&amp;D Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social (PEst-OE/PSI/UI0192/2011). Marco Pereira &eacute; apoiado por uma Bolsa de P&oacute;s-Doutoramento da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT) (SFRH/BPD/44435/2008) e Sara Albuquerque e Ana Fonseca s&atilde;o apoiadas por uma Bolsa de Doutoramento da FCT (SFRH/BD/86223/2012 e SFRH/BD/47053/2008, respetivamente). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Sara Albuquerque, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:saramagalhaes9@msn.com">saramagalhaes9@msn.com</a></P >      ]]></body><back>
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