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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário de diagnóstico local de segurança: Estudo numa comunidade urbana]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents a questionnaire designed in collaboration with Porto&#8217;s Metropolitan Command which intervenes in a problematic urban community, located at the Sé parish. Underlying the construction of the questionnaire, aimed at the collection of data for the Local Safety Diagnostic (DLS) in accordance with the Portuguese ministerial guidelines, it was the need to characterize the feeling of (in) security among the residents in the area in its objective and subjective components. The final version of the questionnaire integrates five sections, and was administered to a sample of 244 individuals of both sexes, with ages ranging from 16 to 82 years, that at the time of the survey were living, working or studying in that area. This transversal and descriptive study revealed the predominance of a perception of safety, despite the notion of increased criminality. Drug traffic was the most common crime, and burglary / theft, robbery and drug trafficking were the most feared crimes. Unemployment and economic problems were perceived as the causes of crime escalation. Urban rehabilitation and increased policing were the respondents&#8217; suggestions to increase security. These and other findings underlie the importance of local security diagnostics in the development of appropriate preventive and community safety strategies.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Criminalidade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Question&aacute;rio de diagn&oacute;stico local de seguran&ccedil;a: Estudo numa comunidade urbana </B></P >     <p><b>Ana Isabel Sani<Sup>*</Sup>; Laura M. Nunes<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade Fernando Pessoa, Porto </P >    <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>RESUMO</b></P>     <p>Este texto apresenta de um question&aacute;rio constru&iacute;do em colabora&ccedil;&atilde;o com o Comando Metropolitano do Porto, que interv&eacute;m numa comunidade urbana problem&aacute;tica, situada na freguesia da S&eacute;, Porto. Subjacente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio para levantamento de Diagn&oacute;sticos Locais de Seguran&ccedil;a (DLS), segundo as diretrizes ministeriais nacionais, esteve a necessidade de, naquela comunidade urbana, se caracterizar o sentimento de (in)seguran&ccedil;a dos moradores nas suas componentes objetiva e subjetiva. O instrumento, cuja vers&atilde;o final &eacute; composta por cinco sec&ccedil;&otilde;es, foi administrado a uma amostra de 244 indiv&iacute;duos de ambos os sexos, residentes, trabalhadores ou estudantes naquela regi&atilde;o e com idades entre os 16 e os 82 anos. O estudo transversal e descritivo revelou o predom&iacute;nio de uma perce&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a, n&atilde;o obstante a no&ccedil;&atilde;o de aumento da criminalidade. O tr&aacute;fico de drogas surgiu como crime mais frequente, e os mais temidos foram furto/roubo, assalto a resid&ecirc;ncia e tr&aacute;fico de drogas. O desemprego e os problemas econ&oacute;micos foram percebidos como causas para o aumento da criminalidade. A reabilita&ccedil;&atilde;o urbana e o aumento de policiamento foram medidas sugeridas para aumentar a seguran&ccedil;a. Estes e outros resultados refor&ccedil;am a import&acirc;ncia de diagn&oacute;sticos locais de seguran&ccedil;a, para a elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias preventivas adequadas a cada comunidade espec&iacute;fica. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Criminalidade, Diagn&oacute;stico local de seguran&ccedil;a, Inqu&eacute;rito. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This paper presents a questionnaire designed in collaboration with Porto&rsquo;s Metropolitan Command which intervenes in a problematic urban community, located at the S&eacute; parish. Underlying the construction of the questionnaire, aimed at the collection of data for the Local Safety Diagnostic (DLS) in accordance with the Portuguese ministerial guidelines, it was the need to characterize the feeling of (in) security among the residents in the area in its objective and subjective components. The final version of the questionnaire integrates five sections, and was administered to a sample of 244 individuals of both sexes, with ages ranging from 16 to 82 years, that at the time of the survey were living, working or studying in that area. This transversal and descriptive study revealed the predominance of a perception of safety, despite the notion of increased criminality. Drug traffic was the most common crime, and burglary / theft, robbery and drug trafficking were the most feared crimes. Unemployment and economic problems were perceived as the causes of crime escalation. Urban rehabilitation and increased policing were the respondents&rsquo; suggestions to increase security. These and other findings underlie the importance of local security diagnostics in the development of appropriate preventive and community safety strategies. </P >     <p><B>Key-words: </B>Criminality, Local safety diagnostics, Survey. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >    <p>A participa&ccedil;&atilde;o ativa das popula&ccedil;&otilde;es na vida da comunidade a que pertencem revela-se de extrema import&acirc;ncia para o exerc&iacute;cio da cidadania e para promover a estrutura&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a local (Silva, 2010). Ent&atilde;o, pode afirmar-se que &eacute; esperada uma atitude diferente por parte dos cidad&atilde;os, bem como por parte dos agentes de manuten&ccedil;&atilde;o da ordem, num registo em que devem ser trabalhados os comportamentos das pessoas e em que a atua&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de seguran&ccedil;a deve basear-se em an&aacute;lises cient&iacute;ficas, especificamente da &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais. </P >     <p>Evidentemente, as quest&otilde;es associadas &agrave; seguran&ccedil;a requerem a ado&ccedil;&atilde;o de um novo papel a desempenhar pelas inst&acirc;ncias de controlo social formal, num contexto social de conflito e em que se encontram diversos interesses em jogo (Santos, 2005). No caso de Portugal, parece ter-se instalado uma barreira entre o quadro legal e as din&acirc;micas sociais, num regime de funcionamento que reflete o clima de desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es e &agrave; sua forma de atua&ccedil;&atilde;o. Acresce ainda a predominante e generalizada sensa&ccedil;&atilde;o de inutilidade em apelar &agrave;s inst&acirc;ncias de controlo social formal, havendo, por parte das popula&ccedil;&otilde;es, um sentimento de incapacidade em fazer valer os seus direitos (Silva, 2010). Ora, tudo parece indicar que &eacute; precisamente aqui que reside o importante papel da Psicologia, enquanto ci&ecirc;ncia que se dedica ao estudo do comportamento das pessoas e que pode assumir um lugar de destaque nas an&aacute;lises conducentes a uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o entre agentes de seguran&ccedil;a e cidad&atilde;os. </P >     <p>Esse registo de proximidade implica uma altera&ccedil;&atilde;o do paradigma de atua&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de seguran&ccedil;a, atrav&eacute;s de uma pol&iacute;tica de constante intera&ccedil;&atilde;o com o meio (Lisboa &amp; Dias, 2008) e num funcionamento de permanente adequa&ccedil;&atilde;o a cada comunidade em particular. No entanto, essa tarefa &eacute; indubitavelmente exigente, at&eacute; porque n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel adequar as a&ccedil;&otilde;es a desenvolver, sem que se realizem avalia&ccedil;&otilde;es a cada comunidade, atendendo &agrave;s suas especificidades e &agrave;s particularidades dos que a&iacute; se movem diariamente. Fala-se, aqui, do imperativo de se proceder ao levantamento sistem&aacute;tico de informa&ccedil;&otilde;es que possibilitem o acesso a um conhecimento mais profundo dos problemas e dos recursos de cada &aacute;rea espec&iacute;fica das nossas cidades. Trata-se, segundo Girard (2012), de atender ao planeamento e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o enquanto mecanismo que proporciona uma base promotora de tomadas de decis&atilde;o e de programa&ccedil;&atilde;o de programas a implementar. </P >    <p>Na verdade, a realiza&ccedil;&atilde;o dessas avalia&ccedil;&otilde;es visa proporcionar, aos servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a, &agrave;s autarquias e &agrave;s restantes entidades p&uacute;blicas ou privadas, a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao refor&ccedil;o das condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, por via da tomada de medidas adaptadas &agrave; realidade de cada comunidade e &agrave;s demandas que se colocam em termos de criminalidade local (Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Administra&ccedil;&atilde;o Interna, 2009). De facto, o prop&oacute;sito da avalia&ccedil;&atilde;o passa pela identifica&ccedil;&atilde;o de fatores causalmente associados ao fen&oacute;meno, para que se possa alcan&ccedil;ar uma rela&ccedil;&atilde;o efetiva entre interven&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;as efetivas e eficazes (Hope, 2009). </P >    <p>Foi precisamente com esse objetivo que se desenvolveu um instrumento de levantamento de informa&ccedil;&otilde;es conducentes &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de Diagn&oacute;sticos Locais de Seguran&ccedil;a (DLS), seguindo-se a sua administra&ccedil;&atilde;o numa comunidade problem&aacute;tica da cidade do Porto, num esfor&ccedil;o de colabora&ccedil;&atilde;o com o Comando Metropolitano do Porto &ndash; Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (PSP). A ideia subjacente foi a de conhecer mais profundamente aquela &aacute;rea urbana, os seus problemas, limita&ccedil;&otilde;es e recursos, para que os pr&oacute;prios agentes de seguran&ccedil;a definissem novas e adaptadas medidas de atua&ccedil;&atilde;o. Trata-se de uma comunidade situada na zona baixa da cidade, integrando o patrim&oacute;nio hist&oacute;rico, e em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qual as autoridades de seguran&ccedil;a se t&ecirc;m revelado particularmente apreensivas. </P >    <p>Por isso, este artigo apresenta sumariamente o processo de constru&ccedil;&atilde;o do instrumento e, de seguida, exp&otilde;e o estudo realizado naquela &aacute;rea, bem somo os seus resultados e as respetivas conclus&otilde;es. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PROCESSO DE CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O DO INSTRUMENTO </P >    <p>Na sequ&ecirc;ncia dos contactos estabelecidos com o Comando Metropolitano do Porto &ndash; PSP, imp&ocirc;s-se a necessidade de atender aos objetivos tra&ccedil;ados por aquela entidade, n&atilde;o deixando de obedecer aos par&acirc;metros cientificamente exigidos para a elabora&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio. Assim, e ap&oacute;s a troca de ideias entre a PSP e as investigadoras, foi poss&iacute;vel definir as &aacute;reas privilegiadas de informa&ccedil;&atilde;o a que deveria dedicar-se o inqu&eacute;rito. Desde logo, numa primeira parte, deveriam registar-se os dados sociodemogr&aacute;ficos de cada inquirido e, indubitavelmente, revelou-se o imperativo de recolher informa&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; perce&ccedil;&atilde;o das pessoas relativamente &agrave; seguran&ccedil;a/inseguran&ccedil;a naquela regi&atilde;o. Efetivamente, o conhecimento dessa perce&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para, de acordo com Carri&oacute;n (2002), se aceder &agrave; sensa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a vivida diariamente pelas popula&ccedil;&otilde;es, especificamente nas &aacute;reas urbanas em que se verifica a ocorr&ecirc;ncia significativa de criminalidade. De facto, e ainda segundo o mesmo autor, esse sentimento de inseguran&ccedil;a apresenta graves consequ&ecirc;ncias sociais, desenvolvimentais e at&eacute; econ&oacute;micas, para al&eacute;m de que essa informa&ccedil;&atilde;o se revela de extrema import&acirc;ncia para as autoridades locais de seguran&ccedil;a. </P >    <p>Acrescente-se que a perce&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a estar&aacute; muitas vezes associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de crime em certas &aacute;reas urbanas, pelo que &eacute; importante averiguar a respeito dos crimes mais frequentemente percebidos pela popula&ccedil;&atilde;o (Leite, 2005; Neme, 2005). &Eacute; tamb&eacute;m relevante atender &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida das popula&ccedil;&otilde;es, uma vez que poder&aacute; haver uma poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o entre a criminalidade e as condi&ccedil;&otilde;es em que vivem as pessoas, como o desemprego e outros fen&oacute;menos sociais (Lemos, Filho, &amp; Jorge, 2005). A aten&ccedil;&atilde;o aos crimes mais frequentemente percebidos e temidos pela popula&ccedil;&atilde;o, bem como a poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o entre diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es de comportamento antissocial revela-se tamb&eacute;m fulcral, na medida em que certos fen&oacute;menos est&atilde;o estreitamente associados, como &eacute; o caso da droga e do crime (Agra, 2002; Brochu, 2000). </P >    <p>Ao questionar-se a respeito da perce&ccedil;&atilde;o de in/seguran&ccedil;a, parece ser relevante atender &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de vitima&ccedil;&atilde;o efetivamente vividas por aqueles que se inserem naquela comunidade. Por isso, e indo sempre ao encontro das expectativas da PSP a respeito do que o instrumento lhes poderia proporcionar, o question&aacute;rio integrou uma outra parte referente a um inqu&eacute;rito de vitima&ccedil;&atilde;o. Esta &eacute;, logicamente, uma vertente que importa conhecer j&aacute; que, de acordo com Carri&oacute;n (2002), &eacute; claramente insuficiente atender &agrave; viol&ecirc;ncia, sendo exig&iacute;vel que se considerem as quest&otilde;es relacionadas com as v&iacute;timas, sobre quem se sabe muito pouco. Por outro lado, os registos oficiais proporcionam informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o correspondente &agrave; real, pelo que se torna necess&aacute;rio apelar ao autorrelato para aceder a n&uacute;meros mais aproximados das ocorr&ecirc;ncias que efetivamente se verificam. Segundo Seabra (2005), o acesso a dados a respeito das v&iacute;timas, relatados pelas pr&oacute;prias, &eacute; essencial j&aacute; que permite capturar a sensa&ccedil;&atilde;o de in/seguran&ccedil;a e a criminalidade efetivamente praticada numa dada &aacute;rea geogr&aacute;fica. </P >    <p>Estreitamente relacionada com os aspetos anteriormente apontados, encontra-se a informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; perce&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es sobre a atua&ccedil;&atilde;o dos agentes de controlo social, pelo que se revelou de central import&acirc;ncia, tamb&eacute;m para a PSP, questionar as pessoas sobre a sua interpreta&ccedil;&atilde;o a esse respeito. Na verdade, a perce&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es relativamente aos agentes de autoridade e &agrave; sua atua&ccedil;&atilde;o permite adequar as medidas a pensar e orientar as a&ccedil;&otilde;es futuras. Parece evidente que essa perce&ccedil;&atilde;o ter&aacute; rela&ccedil;&atilde;o com o medo do crime que, de acordo com Leite (2005) pode associar</B>se &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de in/seguran&ccedil;a e esta, por seu turno, pode estar comprometida em &aacute;reas em que se verifique a ocorr&ecirc;ncia significativa de crime. </P >    <p>&Eacute; ainda de salientar que as incivilidades podem tamb&eacute;m gerar um clima de inseguran&ccedil;a sentido pelas popula&ccedil;&otilde;es. De acordo com Fernandes e R&ecirc;go (2011), o medo do crime pode decorrer da pequena criminalidade e at&eacute; do crime que, n&atilde;o sendo visto diretamente, &eacute; conhecido e desperta uma esp&eacute;cie de &ldquo;contamina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, em que se instala o medo em cada um, a partir do medo sentido pelos outros. Entretanto, revelou-se tamb&eacute;m importante recolher dados relacionados com as incivilidades mais frequentes na &aacute;rea em estudo e que, note-se, podem contribuir tamb&eacute;m para a sensa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a. De acordo com Garcia (2006), entenda-se a incivilidade como o conjunto de a&ccedil;&otilde;es que inclui comportamentos desafiantes das normas e do esquema de vida social institu&iacute;do, n&atilde;o violando for&ccedil;osamente acordos e regras, mas rompendo com as expectativas e os padr&otilde;es constru&iacute;dos a respeito do que &eacute; considerada uma &ldquo;boa conduta social&rdquo;. </P >    <p>Note-se que a ocorr&ecirc;ncia significativa de incivilidades pode estar tamb&eacute;m relacionada com a fragiliza&ccedil;&atilde;o da liga&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo &agrave; sua comunidade. Esse sentimento de perten&ccedil;a torna-se importante na medida em que, segundo Skolnick e Bayley (2006), constitui um dos fatores centrais para que se verifique a instala&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de um modelo de policiamento voltado para a preven&ccedil;&atilde;o do crime. Tamb&eacute;m por essa raz&atilde;o, a PSP do Porto manifestou muito interesse em aceder a informa&ccedil;&otilde;es a esse respeito, numa aposta no conhecimento do sentimento comunit&aacute;rio das popula&ccedil;&otilde;es de cada local espec&iacute;fico. Segundo Ornelas (2008), o sentimento de perten&ccedil;a a uma comunidade pode considerar-se como algo que tem vindo a extinguir-se nas pessoas e que, sem qualquer d&uacute;vida, se relaciona estreitamente com o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es positivas entre a vizinhan&ccedil;a e com a participa&ccedil;&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es locais com efic&aacute;cia coletiva. Na verdade, afirmam McMillan e Clavis (1986), o sentimento de comunidade constitui uma poderosa ferramenta a usar, face aos desafios que se colocam ao mundo atual. </P >    <p>Por outro lado, um s&oacute;lido sentimento de perten&ccedil;a comunit&aacute;ria correlaciona-se positivamente com a perce&ccedil;&atilde;o de bem-estar (Davidson &amp; Cotter, 1991) e com a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o e de seguran&ccedil;a (Omoto, 2002). Por isso, a consolida&ccedil;&atilde;o desse sentimento implica que as pessoas se sintam parte integrante e significativa de uma coletividade, o que dilui o isolamento e a aliena&ccedil;&atilde;o de pessoas e, consequentemente, das respetivas comunidades (Ornelas, 2008). </P >    <p><I>O Question&aacute;rio </I></P >    <p>Na sequ&ecirc;ncia da pesquisa elaborada, passou-se &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio de levantamento de dados para o DLS (Sani &amp; Nunes, 2012) que consta de cinco partes. Antes da breve descri&ccedil;&atilde;o de cada uma das partes do instrumento, &eacute; pertinente recordar o conjunto de procedimentos que deu origem ao question&aacute;rio na sua vers&atilde;o final. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, e na sequ&ecirc;ncia da conjuga&ccedil;&atilde;o de ideias com a PSP, foi poss&iacute;vel partir de uma entrevista estruturada e diretiva, cujas perguntas foram sendo analisadas pelos diferentes intervenientes neste processo. Desta forma, foram emergindo as altera&ccedil;&otilde;es a implementar sobre esse primeiro ensaio, para que se fosse desenhando o inqu&eacute;rito propriamente dito e para que se fossem colocando as quest&otilde;es mais pertinentes, que permitissem uma recolha sistem&aacute;tica de dados efetivamente &uacute;teis e esclarecedores a respeito da popula&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>O question&aacute;rio, uma vez constru&iacute;do foi submetido a um pr&eacute;-teste, acompanhado de reflex&atilde;o falada junto de tr&ecirc;s indiv&iacute;duos. O instrumento revelou-se de f&aacute;cil perce&ccedil;&atilde;o/resposta para os inquiridos, sendo adequado para obter a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de um DLS. A vers&atilde;o final do question&aacute;rio apresenta as partes descritas de seguida, sendo constitu&iacute;do por quest&otilde;es fechadas, de resposta dicot&oacute;mica ou com diversas alternativas de resposta e, saliente-se, integrando tamb&eacute;m quest&otilde;es abertas que possibilitam a captura dos aspetos mais subjetivos. </P >    <p>A primeira parte remete para os dados sociodemogr&aacute;ficos dos participantes. A segunda fornece informa&ccedil;&atilde;o sobre a perce&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a/inseguran&ccedil;a, questionando os indiv&iacute;duos a respeito da maior ou menor seguran&ccedil;a sentida naquela &aacute;rea urbana, sobre os crimes mais frequentes e sobre as incivilidades mais praticadas, bem como a respeito dos crimes que os inquiridos mais temem. Questionam-se ainda as pessoas a respeito das condi&ccedil;&otilde;es que consideram favorecedoras da ocorr&ecirc;ncia de crime na sua &aacute;rea de perten&ccedil;a e, para as diversas respostas, pede-se uma justifica&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>J&aacute; na terceira parte, as quest&otilde;es referem-se &agrave; eventual viv&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es de vitima&ccedil;&atilde;o, por parte do pr&oacute;prio ou de algu&eacute;m que lhe seja pr&oacute;ximo ou conhecido. Colocam-se quest&otilde;es sobre o local, a hora do dia e as circunst&acirc;ncias em que tal situa&ccedil;&atilde;o tenha ocorrido, bem como a respeito da participa&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia &agrave;s autoridades e o que foi percebido a respeito da atua&ccedil;&atilde;o daquelas. Tamb&eacute;m nesta parte se vai solicitando uma explica&ccedil;&atilde;o ou justifica&ccedil;&atilde;o para as diferentes respostas. </P >    <p>Na quarta parte do question&aacute;rio, procura-se apurar a perce&ccedil;&atilde;o das pessoas relativamente &agrave;s inst&acirc;ncias de controlo social formal, mais especificamente, dos agentes de seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Questiona-se sobre a forma como esses agentes mant&ecirc;m a seguran&ccedil;a e a ordem, sobre o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o dos inquiridos a respeito da atua&ccedil;&atilde;o policial e, mais uma vez, pede-se uma justifica&ccedil;&atilde;o para as respostas que v&atilde;o sendo dadas. Procura-se, ainda, averiguar a respeito do recurso ao apoio de vizinhos ou de outras entidades existentes na comunidade. </P >    <p>Finalmente, a quinta e &uacute;ltima parte do question&aacute;rio debru&ccedil;a-se sobre a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, procurando analisar o tempo de resid&ecirc;ncia e a intensidade de liga&ccedil;&atilde;o do inquirido &agrave;quela comunidade. Questiona-se tamb&eacute;m a respeito das mudan&ccedil;as que as pessoas sentem ser necess&aacute;rias para aumentar a seguran&ccedil;a e melhorar a qualidade de vida no local, perguntando-se ainda se as pessoas estariam dispostas a colaborar no sentido de que houvesse mais seguran&ccedil;a na sua comunidade. </P >    <p>O DLS DE UMA COMUNIDADE PROBLEM&Aacute;TICA DO PORTO  </P >    <p>O estudo que se apresenta &eacute; um estudo explorat&oacute;rio, descritivo, transversal e baseado na observa&ccedil;&atilde;o e no autorrelato, desenvolvido sob as vertentes qualitativa e quantitativa. O mesmo desenvolveu-se numa comunidade problem&aacute;tica do Porto, pertencente &agrave; baixa da cidade e integrando a zona hist&oacute;rica e que tem vindo a sofrer de algum abandono desde h&aacute; algumas d&eacute;cadas, pelo que se apresenta bastante degradada. Com uma popula&ccedil;&atilde;o que excede os 6500 residentes, inclui cerca de uma dezena de coletividades sociais, culturais, desportivas e recreativas, contando ainda com diversos estabelecimentos de ensino e com perto duas centenas de estabelecimentos comerciais. Desta forma o estudo pretendeu caracterizar o fen&oacute;meno do sentimento de inseguran&ccedil;a dos moradores da Freguesia da S&eacute; (Porto), na sua componente objetiva (e.g., indicadores relativos &agrave; perce&ccedil;&atilde;o sobre o crime, a vitima&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, desordens urbanas, delinqu&ecirc;ncia juvenil, vandalismo e incivilidades) e subjetiva (e.g., indicadores relativos &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o com o crime e de ser v&iacute;tima de crime). </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p>A amostra constituiu-se de 244 indiv&iacute;duos de ambos os sexos, residentes, trabalhadores ou estudantes naquela regi&atilde;o, com idades entre os 16 e os 82 anos (m&eacute;dia de 37.5 e desvio padr&atilde;o de 20.15). A amostra integrou 40.6% de sujeitos jovens adultos, 54.1% de indiv&iacute;duos adultos e 5.3% de inquiridos que preferiram n&atilde;o revelar a sua idade. Trata-se de uma amostra multimodal em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade, em que os 18 anos foram o valor mais baixo da moda. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da totalidade dos participantes, 52% apresentou-se como solteiro, 36.5% referiu ser casado e 11.5% separado, divorciado ou vi&uacute;vo. Mais de 50% dos sujeitos apresentava a escolaridade obrigat&oacute;ria, 34.4% dos participantes oscilava entre o 10&ordm; e o 12&ordm; anos de escolaridade e 8.6% referiu ter forma&ccedil;&atilde;o graduada ou p&oacute;s-graduada. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o laboral, verificou-se o predom&iacute;nio de indiv&iacute;duos que se encontram no ativo (80.4%), ao contr&aacute;rio dos 11.5% de participantes em situa&ccedil;&atilde;o de reforma e dos 7.8% de sujeitos que se encontravam, na altura, desempregados. </P >    <p>Para a recolha de dados atrav&eacute;s de inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, previamente caracterizado, apelou-se a uma equipa que foi previamente treinada no sentido de que houvesse homogeneidade na administra&ccedil;&atilde;o individual do question&aacute;rio, tendo sido observados todos os princ&iacute;pios &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos. Assim, houve o cuidado de esclarecer todos os participantes quanto aos objetivos do estudo e em rela&ccedil;&atilde;o aos fins a que se destinavam as informa&ccedil;&otilde;es prestadas, tendo ficado bem clara a garantia de anonimato e de confidencialidade, bem como a n&atilde;o obrigatoriedade de participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa. </P >    <p>O tratamento dos dados recolhidos passou tamb&eacute;m pela cria&ccedil;&atilde;o de um sistema de categorias que permitiu integrar as diferentes respostas dadas pelos sujeitos &agrave;s quest&otilde;es abertas, atrav&eacute;s da categoriza&ccedil;&atilde;o estruturalista por &ldquo;milha&rdquo; proposta por Bardin (2004), e em que as diferentes categorias foram emergindo a partir das revela&ccedil;&otilde;es dos inquiridos, ou seja, a partir da an&aacute;lise feita ao material fornecido pela recolha de dados. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>A apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados seguir-se-&aacute; atendendo a cada parte do question&aacute;rio. Assim, no que se refere &agrave; parte correspondente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a/inseguran&ccedil;a, constatou-se o predom&iacute;nio de indiv&iacute;duos que consideram aquela zona segura (67.2%), sendo que 35.7% do total justifica a sua op&ccedil;&atilde;o com base no que lhe &eacute; dado observar. N&atilde;o obstante, mais de 30% afirmou n&atilde;o sentir a sua &aacute;rea como segura e 68% dos participantes referiu que a criminalidade tem aumentado, atribuindo o facto, essencialmente, a problemas econ&oacute;micos e ao desemprego. </P >    <p>Quanto aos crimes mais frequentemente percebidos, prevaleceram o furto/roubo (61.1%) logo seguido do tr&aacute;fico de drogas (56.8%). Curiosamente, o crime mais temido foi tamb&eacute;m furto/roubo (58.6%), seguido de assalto a resid&ecirc;ncia (49.2%). O tr&aacute;fico de drogas foi apontado como um dos mais temidos por 41% dos participantes no estudo. No respeitante &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es percebidas como favorecedoras do crime, as mais apontadas foram o consumo de drogas/&aacute;lcool (74.2%) e a pobreza/desemprego (67.2%). As incivilidades mais observadas pelos sujeitos foram o ato de dispersar lixo na rua (51.6%) e a danifica&ccedil;&atilde;o de equipamentos p&uacute;blicos (48%). </P >    <p>Passando agora aos principais resultados obtidos para a parte relativa &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o, 16.8% dos sujeitos referiu ter sido v&iacute;tima nos &uacute;ltimos 5 anos, o assalto foi o crime mais frequente (6,6%), ocorreu predominantemente durante o dia, na via p&uacute;blica, a v&iacute;tima encontrava-se s&oacute;, o ofensor era um estranho, e as autoridades foram contactadas por 10% do total da amostra, mas 8.2% dos sujeitos n&atilde;o formalizou a queixa. Quanto &agrave; vitima&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m pr&oacute;ximo ou conhecido, 20.1% respondeu afirmativamente, verificando-se que o crime mais frequente foi o assalto, tamb&eacute;m durante o dia e na via p&uacute;blica, e a v&iacute;tima tamb&eacute;m se encontrava s&oacute; na maioria das vezes. O contacto da v&iacute;tima com as autoridades foi referido por 8.6%, mas a formaliza&ccedil;&atilde;o da queixa n&atilde;o foi realizada, segundo 6.1% dos participantes. </P >    <p>No que se refere aos principais resultados encontrados para a parte referente ao controlo social, a maioria dos sujeitos (68%) referiu considerar que os agentes de pol&iacute;cia fazem tudo para garantir a seguran&ccedil;a, sempre ou quase sempre. No entanto, 48.4% afirmou estar pouco ou nada satisfeito com a atua&ccedil;&atilde;o policial. Estes &uacute;ltimos apontaram, como principal raz&atilde;o para a sua insatisfa&ccedil;&atilde;o, a escassez/limita&ccedil;&atilde;o de policiamento nas ruas. Mais de metade da amostra referiu nunca ou quase nunca recorrer &agrave; ajuda dos vizinhos (60.7%) ou ao apoio de entidades locais (65.7%). </P >    <p>J&aacute; na &uacute;ltima parte, relativa &agrave; participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, constatou-se que a maioria dos sujeitos (62.3%) reside (ou frequenta diariamente) na &aacute;rea h&aacute; 10 anos ou mais, sendo que as medidas que mais frequentemente foram consideradas com poder para melhorar a qualidade de vida no local, foram a reabilita&ccedil;&atilde;o urbana (29.1%), o aumento de policiamento/seguran&ccedil;a (26.2%), a cria&ccedil;&atilde;o de mais espa&ccedil;os verdes e de lazer (18.4%) e o aumento da ilumina&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (15.2%). Quanto aos aspetos que poderiam aumentar a seguran&ccedil;a, foram predominantemente apontados o aumento de policiamento/seguran&ccedil;a (61.5%) e a preven&ccedil;&atilde;o do crime e da droga (10.2%). Note-se que 68.5% dos participantes afirmou estar disposto a colaborar no sentido de aumentar a seguran&ccedil;a na sua comunidade, e 62.3% disse ter uma liga&ccedil;&atilde;o forte ou muito forte &agrave;quela &aacute;rea da cidade. </P >    <p>Algumas das respostas dadas pelos participantes no estudo foram acompanhadas de justifica&ccedil;&otilde;es que se traduziram em verbaliza&ccedil;&otilde;es dignas de nota. Assim, num esfor&ccedil;o de sintetizar os resultados apresentados, e visando juntar-lhes os dados qualitativos que, sendo subjetivos, traduzem melhor o que &eacute; percebido por estes sujeitos, apresenta-se de seguida um quadro elucidativo (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>). </P >      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n2/31n2a06q1.jpg" width="538" height="794"><a name="q1"></a></P >     
<p>&nbsp;</P >      <p>Assim, discutindo-se os resultados obtidos, a verdade &eacute; que predominou a perce&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a mas, &eacute; de salientar, houve ainda um n&uacute;mero bastante significativo de sujeitos cuja perce&ccedil;&atilde;o refletiu um claro sentimento de inseguran&ccedil;a. Ora, essa perce&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a poder&aacute; estar associada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de crime naquela &aacute;rea da cidade, o que ir&aacute; ao encontro do que foi apontado por Neme (2005). Efetivamente, de acordo com Leite (2005), a presen&ccedil;a de viol&ecirc;ncia, inseguran&ccedil;a e medo s&atilde;o claramente associadas ao elevado n&uacute;mero de crimes, como o tr&aacute;fico/consumo de drogas que ocorre em certas zonas espec&iacute;ficas das cidades e, recorde-se, o tr&aacute;fico de drogas foi precisamente um dos crimes considerados mais frequentes e, tamb&eacute;m, mais temidos pelos participantes neste estudo. </P >     <p>Por outro lado, verificou-se que um grande n&uacute;mero de sujeitos afirma ter uma perce&ccedil;&atilde;o de aumento da criminalidade naquela regi&atilde;o. Ainda a respeito dessa quest&atilde;o, um n&uacute;mero consider&aacute;vel de indiv&iacute;duos fundamenta essa sua perce&ccedil;&atilde;o de aumento da criminalidade em fatores como o desemprego, ombreado pelos problemas econ&oacute;micos, como referiram Lemos, Filho e Jorge (2005). O aumento da criminalidade (ou pelo menos essa perce&ccedil;&atilde;o) remete para a presen&ccedil;a de uma perce&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a que, naturalmente e segundo Eckert (2002), tem impacte na vida das pessoas que se movimentam diariamente nessas &aacute;reas citadinas, comprometendo o desenvolvimento das mesmas a v&aacute;rios n&iacute;veis. </P >    <p>&Eacute; tamb&eacute;m curioso que se encontrou um predom&iacute;nio do delito de car&aacute;cter aquisitivo (assaltos), a par do fen&oacute;meno das drogas (tr&aacute;fico e consumo), pelo que se pode colocar a possibilidade de se verificar uma estreita associa&ccedil;&atilde;o droga/crime, t&atilde;o frequentemente apontada por diversos autores (Agra, 2002; Brochu, 2000). Entre os crimes mais temidos, alguns dos delitos aquisitivos tamb&eacute;m ocupam um lugar cimeiro em termos percentuais e o consumo de drogas/&aacute;lcool surge como a primeira condi&ccedil;&atilde;o mais apontada pelos inquiridos como elemento favorecedor do crime. </P >    <p>Quer na vitima&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio inquirido, quer na de familiares, o dia foi o per&iacute;odo em que mais se verificaram as ocorr&ecirc;ncias. Um n&uacute;mero razo&aacute;vel de v&iacute;timas contactou as autoridades, mas uma quantia n&atilde;o desprez&aacute;vel de sujeitos n&atilde;o fez a formaliza&ccedil;&atilde;o da queixa, alegando, predominante mente, n&atilde;o valer a pena. Este tipo de justifica&ccedil;&atilde;o remete, mais uma vez, para a sensa&ccedil;&atilde;o de incapacidade, por parte do cidad&atilde;o, em fazer valer os seus direitos, aliada ao sentimento de inutilidade de apelo &agrave;s inst&acirc;ncias de controlo social formal, como bem referiu Silva (2010). </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parte respeitante ao controlo social, e no que se refere &agrave; perce&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; ideia de que a pol&iacute;cia faz tudo pela garantia de seguran&ccedil;a, verificou-se que uma grande percentagem referiu que isso acontece quase sempre mas, por outro lado, uma frequ&ecirc;ncia tamb&eacute;m consider&aacute;vel dos inquiridos afirmou considerar que a pol&iacute;cia quase nunca faz tudo pela manuten&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a. Relativamente aos argumentos usados para fundamentar a ideia de que a pol&iacute;cia quase nunca faz tudo pela seguran&ccedil;a, foram encontradas bastantes respostas a atribuir essa opini&atilde;o ao deficit&aacute;rio e limitado policiamento. Ent&atilde;o, tamb&eacute;m nesta comunidade parece emergir uma necessidade, e porque n&atilde;o diz&ecirc;-lo, um imperativo de mudan&ccedil;a em termos de policiamento, tal como tem vindo a ser preconizado por certos autores (Lisboa &amp; Dias, 2008). </P >    <p>Salientem-se que algumas das verbaliza&ccedil;&otilde;es dos inquiridos parecem denunciar algum descr&eacute;dito relativamente &agrave;s entidades locais que podem prestar algum tipo de suporte social. Esta quest&atilde;o acaba por refor&ccedil;ar a ideia de uma comunidade em que n&atilde;o se encontram os elementos associados ao sentimento de perten&ccedil;a, enquanto conceito que foi exposto por Ornelas (2008). Por isso, e para melhor se conhecer esta popula&ccedil;&atilde;o, imp&ocirc;s-se uma an&aacute;lise ao sentimento de perten&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quela &aacute;rea da cidade. Em termos de participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, e no que se refere &agrave;s medidas que os inquiridos mais associariam a uma maior qualidade de vida, a reabilita&ccedil;&atilde;o das casas e dos espa&ccedil;os comuns apresentaram-se como as respostas mais frequentes, logo seguidas do aumento de policiamento que, neste estudo, parece ter sido uma constante nas respostas dos inquiridos. </P >    <p>De salientar que mais de 60% dos sujeitos afirmou estar disposto a colaborar para que houvesse um aumento de seguran&ccedil;a naquela &aacute;rea urbana, o que remete, pelo menos parcialmente, para a presen&ccedil;a de vontade de participar, denunciando o sentimento de comunidade apontado por Omoto e Malsh (2005). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>O presente question&aacute;rio, propositadamente constru&iacute;do para realiza&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos locais de seguran&ccedil;a (DLS), revela potencialidades para o conhecimento aprofundado de diferentes comunidades das nossas cidades. Ap&oacute;s a sua administra&ccedil;&atilde;o numa &aacute;rea urbana e a an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos primeiros dados, foi reafirmado o car&aacute;ter prof&iacute;cuo deste instrumento para a avalia&ccedil;&atilde;o dos aspetos comunit&aacute;rios de uma &aacute;rea urbana espec&iacute;fica, com o prop&oacute;sito de tomar decis&otilde;es de planeamento de uma interven&ccedil;&atilde;o orientada para as necessidades emergentes (Girard, 2012; Hope, 2009). </P >    <p>&Eacute; indubit&aacute;vel que a constata&ccedil;&atilde;o de que a criminalidade vai sofrendo um aumento not&oacute;rio constitui um elemento que abala o nosso sentimento de seguran&ccedil;a, quer essa constata&ccedil;&atilde;o se baseie em experi&ecirc;ncias pessoais, quer parta da observa&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias alheias. As raz&otilde;es subjacentes podem at&eacute; ser de natureza estrutural e apresentar-se algo long&iacute;nquas mas, sem sombra de d&uacute;vidas, a sensa&ccedil;&atilde;o de instabilidade, resultante de dr&aacute;sticas mudan&ccedil;as sociais e da manifesta&ccedil;&atilde;o de fen&oacute;menos como o crime, gera ansiedade, desconfian&ccedil;a e uma reconstru&ccedil;&atilde;o social e pessoal do risco associado ao meio (Carri&oacute;n, 2002; Fernandes &amp; R&ecirc;go, 2011; Garcia 2006). </P >    <p>A an&aacute;lise ao sentimento de in/seguran&ccedil;a das popula&ccedil;&otilde;es deve integrar as dimens&otilde;es pessoal e social, pelo que &eacute; imperativa a aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s experi&ecirc;ncias vividas ou observadas pelas pessoas (e.g., a vitima&ccedil;&atilde;o pessoal ou de familiar). N&atilde;o obstante, &eacute; tamb&eacute;m crucial que se considere a vertente sociocultural e de identidade, explorando, tamb&eacute;m a perce&ccedil;&atilde;o a respeito das liga&ccedil;&otilde;es entre o sistema de controlo social e as popula&ccedil;&otilde;es, bem como a forma como estas &uacute;ltimas percebem a atua&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as respons&aacute;veis pela manuten&ccedil;&atilde;o da ordem. Por outro lado, torna-se imperativa a an&aacute;lise ao envolvimento de cada um &agrave; sua comunidade de perten&ccedil;a (Silva, 2005), como foi j&aacute; referido ao longo deste trabalho. </P >    <p>Ficou clara a inexist&ecirc;ncia de uma correspond&ecirc;ncia direta entre a perce&ccedil;&atilde;o dos crimes mais frequentes nesta comunidade, e os mais temidos por aqueles que a ela pertencem. Corrobora-se, portanto, a ideia de que o sentimento da inseguran&ccedil;a das pessoas n&atilde;o se consubstancia necess&aacute;ria e unicamente na presen&ccedil;a do crime, mas que outros aspetos devem ser considerados. Ainda assim, n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel descurar a (con)viv&ecirc;ncia quotidiana com determinadas formas criminais (e.g., furtos/roubos; tr&aacute;fico de drogas) (Agra, 2002; Brochu, 2000) que, indubitavelmente, podem influenciar a aprecia&ccedil;&atilde;o sobre a probabilidade de vitima&ccedil;&atilde;o e favorecer uma representa&ccedil;&atilde;o pessoal de maior vulnerabilidade. </P >    <p>Entre os problemas percecionados pela popula&ccedil;&atilde;o desta &aacute;rea geogr&aacute;fica, al&eacute;m da pobreza/desemprego, est&atilde;o sobretudo os fen&oacute;menos associados aos comportamentos aditivos, designadamente o tr&aacute;fico de drogas. Todavia, a conviv&ecirc;ncia com o fen&oacute;meno parece ter regularizado alguns dos receios da popula&ccedil;&atilde;o que, mesmo considerando que os traficantes &ldquo;s&atilde;o &eacute; mais descarados...&rdquo;, caracteriza a sua comunidade como um local seguro, sustentando maioritariamente essa opini&atilde;o pela aus&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncia pessoal de vitima&ccedil;&atilde;o nesse contexto. O Policiamento surge muito frequentemente referenciado, quer por aqueles que classificam a &aacute;rea como segura, quer pelos que a qualificam como insegura. Ent&atilde;o, embora por raz&otilde;es diferentes, &eacute; atribu&iacute;do ao controlo formal um papel fundamental na defini&ccedil;&atilde;o de risco. </P >    <p>A identifica&ccedil;&atilde;o de algumas incivilidades (e.g., dispersar lixo nas ruas; danificar equipamentos p&uacute;blicos) n&atilde;o deixa margem para d&uacute;vidas quando ao contributo que as mesmas t&ecirc;m tido na degrada&ccedil;&atilde;o da imagem desta zona urbana (Lewis &amp; Salem, 1988). Tal mostra a import&acirc;ncia, embora relativa de outros fatores na constru&ccedil;&atilde;o do sentimento de inseguran&ccedil;a de uma comunidade. Designadamente, a degrada&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os f&iacute;sicos afeta as intera&ccedil;&otilde;es que a&iacute; se estabelecem e as pessoas que at&eacute; essas regi&otilde;es s&atilde;o atra&iacute;das. </P >    <p>N&atilde;o basta conhecer a realidade criminal de uma comunidade, o impacto do crime na vida das pessoas ou desvendar as bases reais da inseguran&ccedil;a, sendo imperativo que, a partir dessas defini&ccedil;&otilde;es, se tracem linhas orientadoras local (Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Administra&ccedil;&atilde;o Interna, 2009) para uma a&ccedil;&atilde;o que tenham como pano de fundo pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a e de adequa&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o do Estado/Pol&iacute;cia. A recetividade dos inquiridos, relativamente a este estudo, foi surpreendente pela positiva e encarada com seriedade e expectativa. O desejo de mudan&ccedil;a para a &aacute;rea urbana avaliada n&atilde;o se esgota no desejo de requalifica&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os, alguns deles visivelmente degradados e geradores de fen&oacute;menos desviantes, mas incluem a necessidade de aumento da seguran&ccedil;a, constituindo o policiamento o fator primeiramente apontado para esse efeito. </P >    <p>Em suma, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que os indiv&iacute;duos que se movem naquela &aacute;rea da cidade o fazem num dos v&aacute;rios contextos urbanos em que se torna imperativa uma interven&ccedil;&atilde;o. Efetivamente, os &iacute;ndices de criminalidade em muitas outras &aacute;reas citadinas revelam-se cada vez mais elevados, pelo que se torna premente implementar medidas eficazes, quer em termos preventivos, quer ao n&iacute;vel corretivo. Evidentemente, as condi&ccedil;&otilde;es retratadas nesta comunidade s&atilde;o similares &agrave;s de muitas outras &aacute;reas urbanas, mas &eacute; do reconhecimento do contexto e das suas especificidades, que se legitimam a&ccedil;&otilde;es. Neste caso, &eacute; recomendada a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias programadas e aplicadas atrav&eacute;s do trabalho conjunto de equipas multidisciplinares, mediante a defini&ccedil;&atilde;o de uma postura de permanente intera&ccedil;&atilde;o entre os diferentes t&eacute;cnicos, a Pol&iacute;cia e outras inst&acirc;ncias como a Junta de Freguesia, a Escola, o Centro de Sa&uacute;de e os Servi&ccedil;os de A&ccedil;&atilde;o Social. Al&eacute;m disso, verifica-se a necessidade de adaptar m&eacute;todos integrados de an&aacute;lise, atendendo &agrave;s boas pr&aacute;ticas ilustradas pela avalia&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, sem esquecer todos os procedimentos inerentes aos Diagn&oacute;sticos Locais de Seguran&ccedil;a que requerem o recurso a instrumentos de levantamento de dados cientificamente constru&iacute;dos e testados. </P >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Agra, C. (2002). <I>Entre droga e crime </I>(2&ordf; ed.). Lisboa: Editorial Not&iacute;cias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-8231201300020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bardin, L. (2004). <I>An&aacute;lise de conte&uacute;do </I>(3&ordf; ed.; L. Reto &amp; A. Pinheiro, Trad.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70. (Original publicado em 1977) </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201300020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brochu, S. (2000). La violence et la drogue. <I>L&rsquo;Intervenant</I>, <I>16</I>(3), 4-7. </P >    <!-- ref --><p>Carri&oacute;n, F. (2002). <I>Entre el cr&iacute;men y el castigo. Seguridad ciudadana y control democr&aacute;tico en America Latina y el Caribe</I>. Rep&uacute;blica Dominicana: Nueva Sociedad.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201300020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Davidson, W., &amp; Cotter, P. (1991). The relationship between sense of community and subject well-being: A first look. <I>Journal of Community Psychology</I>, <I>19</I>, 246-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201300020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Administra&ccedil;&atilde;o Interna. (2009). <I>Manual de diagn&oacute;sticos locais de seguran&ccedil;a. Uma compila&ccedil;&atilde;o de normas e pr&aacute;ticas internacionais </I>(M. Correia, Trad.). Lisboa: Minist&eacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o Interna. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.dgai.mai.gov.pt/cms/files/conteudos/Manual%20Diagnosticos%20Locais%20de%20Seguranca.pdf" target="_blank">http://www.dgai.mai.gov.pt/cms/files/conteudos/Manual%20Diagnosticos%20Locais%20 de%20Seguranca.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201300020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eckert, C. (2002). Cultura do medo e as tens&otilde;es de viver a cidade: Narrativa e traject&oacute;ria de velhos moradores de Porto Alegre. In S. Minayo &amp; C. Coimbra (Eds.), <I>Antropologia, sa&uacute;de e envelhecimento </I>(pp. 73-102). Rio de Janeiro: Fiocruz.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-8231201300020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fernandes, L., &amp; R&ecirc;go, X. (2011). Por onde anda o sentimento de inseguran&ccedil;a? Problematiza&ccedil;&otilde;es sociais e cient&iacute;ficas do medo &agrave; cidade. <I>Etnogr&aacute;fica</I>, <I>15</I>(1), 167-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201300020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Garcia, J. (2006). Indisciplina, incivilidade e cidadania na escola. <I>Educa&ccedil;&atilde;o Tem&aacute;tica Digital</I>, <I>8</I>(1), 121-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201300020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Girard, C. (2012). Planning, management and evaluation. In L. Fennelly (Ed.), <I>Handbook of loss prevention and crime prevention</I> (5&ordf; ed.; pp. 158-168). Waltham: Butterworth-Heinemann.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201300020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hope, T. (2009). Evaluation of safety and crime prevention policies in England and Wales. In P. Robert (Ed.), <I>Evaluate safety and crime prevention policies in Eur</I><I>ope </I>(pp. 91-121). Brussels: VUBPress.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201300020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Leite, M. (2005). Viol&ecirc;ncia, inseguran&ccedil;a e cidadania. Reflex&otilde;es a partir do Rio de Janeiro. <I>Observat&oacute;rio da Cidadania</I>, 66-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201300020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lemos, A., Filho, E., &amp; Jorge, M. (2005). Um modelo para a an&aacute;lise socioecon&oacute;mica da criminalidade no munic&iacute;pio de Aracaju. <I>Estudos Econ&ocirc;micos</I>, <I>35</I>(3), 569-594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201300020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lewis, D., &amp; Salem, G. (1988). <I>Fear of crime. Incivility and the production of a social problem</I>. New Jersey: Transaction.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201300020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Lisboa, M., &amp; Dias, A. (2008). Organiza&ccedil;&otilde;es e meio envolvente: O caso do &ldquo;policiamento de proximidade&rdquo;. <I>VI Congresso de Sociologia. Mundos Sociais: Saberes e Pr&aacute;ticas</I>. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa. </P >    <!-- ref --><p>McMillan, D., &amp; Chavis, D. (1986). Sense of community: A definition and theory. <I>Journal of Community Psychology</I>, <I>14</I>, 6-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Neme, C. (2005). Viol&ecirc;ncia e seguran&ccedil;a: um olhar sobre a Fran&ccedil;a e o Brasil. <I>Revista de Sociologia e Pol&iacute;tica</I>, <I>25</I>, 123-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Omoto, A. (2002). Considerations of community. The context and process of volunteerism (abstract). <I>American Behavioral Scientist</I>, <I>45</I>(5), 846-867.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201300020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Omoto, A., &amp; Malsh, A. (2005). Psychological sense of community: Conceptual issues and connections to volunteerism-related activism. In A. Omoto (Ed.), <I>Processes of community change and social action </I>(pp. 83-148). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Ornelas, J. (2008). <I>Psicologia comunit&aacute;ria</I>. Lisboa: Fim de S&eacute;culo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sani, A., &amp; Nunes, L. (2012). Relat&oacute;rio de inqu&eacute;rito. Diagn&oacute;stico local de seguran&ccedil;a na freguesia da S&eacute; (Porto). Porto: Universidade Fernando Pessoa. Dispon&iacute;vel em <a href="http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3313/1/Relatório-Bairro da Sé _31.07.12_ [publicação online].pdf" target="_blank">http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3313/1/Relat%C3%B3rio-Bairro%20da%20S%C3%A9%20_31.07.12_%20%5Bpublica%C3%A7%C3%A3o%20online%5D.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201300020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, B. (2005). Os tribunais e as novas tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o. <I>Sociologia</I>s, <I>7</I>(13), 82-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Seabra, H. (2005). <I>Delinqu&ecirc;ncia a preto e branco. Estudo de jovens em reinser&ccedil;&atilde;o</I>. Porto: ACIME.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Silva, N. (2010). Cidadania e seguran&ccedil;a: uma an&aacute;lise prospectiva. <I>I Congresso Nacional de Seguran&ccedil;a e Defesa. Para uma Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Nacional</I>. Lisboa: Centro de Congressos de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Skolnick, J., &amp; Bayley, D. (2006). <I>Policiamento comunit&aacute;rio </I>(A. Pinheiro, Trad.). S&atilde;o Paulo: EDUSP. (Original publicado em 1988) </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201300020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Isabel Sani, Universidade Fernando Pessoa, Pra&ccedil;a 9 de Abril, 349, 4249-004 Porto. E-mail: <a href="mailto:anasani@ufp.edu">anasani@ufp.edu</a></P >      ]]></body><back>
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