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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quando o cliente pensa que não sente e sente o que não pensa: Alexitimia e psicoterapia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The research literature repeatedly shows patients with alexithymia as having poorer outcomes in psychotherapy. Taking into account that the characteristics associated with the alexithymia construct reflect deficits in the emotional processing, not only with emotional regulation but also with other underlying processes, such as emotional awareness, experiencing, and the expression and differentiation of emotional experience, we suggest that with these patients it is necessary a greater emphasis on emotional tasks. The difficulties regarding therapeutic alliance are highlight and the implications for clinical decision making are discussed. We also suggest taking alexithymia into account on the case conceptualization with the aim of anticipating and reducing difficulties on the therapeutic alliance and to centre the attention in goals more focused on alexithymia functioning then on its consequences.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Quando o cliente pensa que n&atilde;o sente e sente o que n&atilde;o pensa: Alexitimia e psicoterapia </B></P >     <p><b>Ana Nunes da Silva<Sup>*</Sup>; Ant&oacute;nio Branco Vasco<Sup>*</Sup>; Jeanne C. Watson<Sup>** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa; </P >     <p><Sup>** </Sup>OISE, Toronto University, Canad&aacute; </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>&nbsp;</P >     <p><b>RESUMO</b></P >     <p>&Eacute; repetidamente referido na literatura que pacientes alexit&iacute;micos t&ecirc;m piores resultados em psicoterapia. Tendo como refer&ecirc;ncia que as caracter&iacute;sticas associadas ao conceito de alexitimia reflectem d&eacute;fices ao n&iacute;vel do processamento emocional, n&atilde;o s&oacute; ao n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o emocional, mas tamb&eacute;m dos processos subjacentes, como a consci&ecirc;ncia e a experiencia&ccedil;&atilde;o emocionais e a express&atilde;o e a diferencia&ccedil;&atilde;o emocional, sugere-se que com pacientes com funcionamento alexit&iacute;mico seja necess&aacute;rio um maior enfoque terap&ecirc;utico ao n&iacute;vel das tarefas emocionais. Neste trabalho salientamos as dificuldades que podem ocorrer ao n&iacute;vel da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica e discutem-se as implica&ccedil;&otilde;es para as tomadas de decis&atilde;o cl&iacute;nica. Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise cr&iacute;tica da literatura apontamos a import&acirc;ncia de ter em conta esta dimens&atilde;o na conceptualiza&ccedil;&atilde;o de caso, no sentido de antecipar dificuldades ao n&iacute;vel da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e de se optar por objectivos mais focados nos processos subjacentes &agrave; alexitimia do que nas suas consequ&ecirc;ncias. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Alexitimia, Processos emocionais, Psicoterapia, Rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>The research literature repeatedly shows patients with alexithymia as having poorer outcomes in psychotherapy. Taking into account that the characteristics associated with the alexithymia construct reflect deficits in the emotional processing, not only with emotional regulation but also with other underlying processes, such as emotional awareness, experiencing, and the expression and differentiation of emotional experience, we suggest that with these patients it is necessary a greater emphasis on emotional tasks. The difficulties regarding therapeutic alliance are highlight and the implications for clinical decision making are discussed. We also suggest taking alexithymia into account on the case conceptualization with the aim of anticipating and reducing difficulties on the therapeutic alliance and to centre the attention in goals more focused on alexithymia functioning then on its consequences. </P >     <p><B>Key-words: </B>Alexithymia, Emotional processing, Psychotherapy, Therapeutic alliance. </P >     <p>&nbsp;</P >     <blockquote>       <p><I>&ldquo;As emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o intermin&aacute;veis. Quanto mais as exprimimos, mais maneiras temos de as exprimir.&rdquo; </I></p>       <p>(Edward Organ Forster) </p>       <p>&nbsp;</p> </blockquote>     <p>O conceito alexitimia tem sido amplamente estudado, sendo as caracter&iacute;sticas que comp&otilde;em o mesmo de extrema relev&acirc;ncia no processo terap&ecirc;utico. Ao longo deste artigo refletimos acerca das viv&ecirc;ncias emocionais de pacientes com caracter&iacute;sticas alexit&iacute;micas e quais as suas implica&ccedil;&otilde;es para o processo terap&ecirc;utico. Pretende-se repensar a alexitimia em termos de processos psicol&oacute;gicos espec&iacute;ficos, de forma a melhorar a interven&ccedil;&atilde;o junto de pacientes com este tipo de funcionamento. </P >     <p>ALEXITIMIA </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alexitimia etimologicamente significa &ldquo;sem palavras para os sentimentos&rdquo; (Sifneos, 1973). Deriva do Grego e do Latim &ndash; Sem (&ldquo;a&rdquo;) palavras (&ldquo;lexus&rdquo;) para emo&ccedil;&otilde;es (&ldquo;thymus&rdquo;). O termo foi inicialmente usado por Sifneos (1973) para designar um grupo de caracter&iacute;sticas cognitivas e afectivas t&iacute;picas de pacientes com patologia som&aacute;tica. Apesar de ter sido um conceito inicialmente ligado a este grupo de transtornos, tornou-se rapidamente evidente que a alexitimia estava presente num largo espectro de perturba&ccedil;&otilde;es, tais como: perturba&ccedil;&otilde;es alimentares (e.g., Bourke, Taylor, Parker, &amp; Bagby, 1992; Merino, Godas, &amp; Pombo, 2002; Petterson, 2004), abuso e depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias (e.g., Gomez, Eizaguirre, &amp; Aresti, 1997; Haviland, Hendryx, Shaw, &amp; Henry 1994; Speranza et al., 2004; Uzun, 2003), perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade e depress&atilde;o (e.g., Wise, Mann, &amp; Hill, 1990; Zeitlan &amp; McNally, 1993) e perturba&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-stress traum&aacute;tico (e.g., Hyer, Woods, &amp; Boudewyns, 1991; Krystal, 1979). A investiga&ccedil;&atilde;o sugere ainda uma rela&ccedil;&atilde;o entre alexitimia e perturba&ccedil;&otilde;es da personalidade, verificando-se uma associa&ccedil;&atilde;o com as perturba&ccedil;&otilde;es anti-sociais, narc&iacute;sicas e <I>borderline </I>(Sifneos, 1973; Taylor, 2000; Zlotnick, Mattia, &amp; Zimmerman, 2001). </P >     <p>Taylor, Bagby e Parker (1997), numa tentativa de reduzir o n&uacute;mero de concep&ccedil;&otilde;es de alexitimia sugeridas na literatura, encontraram tr&ecirc;s factores centrais que podem ser usados para a conceptualizar: (1) dificuldade em identificar sentimentos e em distingui-los das sensa&ccedil;&otilde;es corporais da emo&ccedil;&atilde;o; (2) dificuldade em comunicar sentimentos e; (3) pensamento orientado para o exterior. Estes factores resultam da an&aacute;lise efectuada aquando da elabora&ccedil;&atilde;o de um instrumento que permitisse avaliar o constructo &ndash; a escala de alexitimia de Toronto. Os autores prop&otilde;em que as caracter&iacute;sticas associadas ao conceito de alexitimia reflectem d&eacute;fices ao n&iacute;vel do processamento cognitivo e da regula&ccedil;&atilde;o emocional. Esta ideia tem por base que as respostas emocionais e a regula&ccedil;&atilde;o emocional envolvem tr&ecirc;s sistemas interligados: neurofisiol&oacute;gico (sistema nervoso aut&oacute;nomo e activa&ccedil;&atilde;o neuroend&oacute;crina), expressivo motor (express&atilde;o facial, tom de voz) e cognitivo-experiencial (consci&ecirc;ncia subjectiva e report&oacute;rio verbal sobre estados emocionais) (Dodge &amp; Garber, 1991). Taylor (1994) criticou a posi&ccedil;&atilde;o que afirmava que os indiv&iacute;duos com funcionamento alexit&iacute;mico n&atilde;o tinham qualquer experi&ecirc;ncia ou consci&ecirc;ncia emocional, salientando o car&aacute;cter biol&oacute;gico e inato das emo&ccedil;&otilde;es. Inclusivamente defende a re-conceptualiza&ccedil;&atilde;o tanto da alexitimia, como de algumas perturba&ccedil;&otilde;es associadas &agrave;s dificuldades de regula&ccedil;&atilde;o emocional, como &ldquo;perturba&ccedil;&otilde;es da regula&ccedil;&atilde;o do afecto&rdquo;. Sugerindo ainda que as interven&ccedil;&otilde;es devam ser mais focadas nas dificuldades de regula&ccedil;&atilde;o do que nas suas consequ&ecirc;ncias (Taylor et al., 1997).   </P > </P > </P >       <p>J&aacute; em 1984, Taylor alertara para que este constructo fosse visto como uma condi&ccedil;&atilde;o comorbida e n&atilde;o como um tra&ccedil;o das perturba&ccedil;&otilde;es a que tem sido associada. Mais recentemente Ogrodniczuk, Piper e Joyce (2005) referem a import&acirc;ncia de pensar na alexitimia n&atilde;o como uma perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, mas como uma caracter&iacute;stica psicol&oacute;gica do pensamento, sentimentos e processos relacionados. Assim, estamos perante uma forma mais compreensiva de pensar a alexitimia que permite com maior facilidade a sua gest&atilde;o ao n&iacute;vel do processo terap&ecirc;utico e das tomadas de decis&atilde;o cl&iacute;nica. Nesta linha de pensamento sugerimos que se passe a usar a express&atilde;o &ldquo;funcionamento alexit&iacute;mico&rdquo; em detrimento de &ldquo;alexitimia&rdquo;, uma vez que amplia a no&ccedil;&atilde;o de processo. Para uma melhor compreens&atilde;o do fen&oacute;meno passamos a uma breve reflex&atilde;o sobre a etiologia do funcionamento alexit&iacute;mico. </P >    <p>ETIOLOGIA DA ALEXITIMIA </P >    <p>V&aacute;rias perspectivas t&ecirc;m sido apresentadas na tentativa de explicar a etiologia da alexitimia: neurofisiol&oacute;gica (Bermond, Vorst, &amp; Moormann, 2006), aprendizagem social (Borens, Grosse-Schultze, Jaensch, &amp; Kortemme, 1977), desenvolvimentista (Nemiah, 1977), psicodin&acirc;mica (Krystal, 1979) e at&eacute; gen&eacute;tica (Heiberg &amp; Heiberg, 1977). O debate tem inclu&iacute;do quest&otilde;es relativas ao facto de a alexitimia ser um tra&ccedil;o est&aacute;vel de personalidade, um estado flutuante, uma defesa do ego, ou um artefacto cultural (Bach, de Zwaan, Ackard, Nutsinger, &amp; Mitchell, 1994; Parker, Taylor, &amp; Bagby, 1998; Wise, Mann, &amp; Epstein, 1991). Apesar de n&atilde;o haver um consenso quanto &agrave; sua etiologia, v&aacute;rios factores parecem ser relevantes para esta resposta, quer como factores etiol&oacute;gicos, quer como factores que afectam a viv&ecirc;ncia da alexitimia, como por exemplo factores sociodemogr&aacute;ficos (Parker, Keefer, Taylor, &amp; Bagby, 2008; Taylor, 1984). </P >     <p>V&aacute;rios investigadores apontam a hip&oacute;tese de que a alexitimia tem uma base desenvolvimentista em estilos de vincula&ccedil;&atilde;o e socializa&ccedil;&atilde;o desadequados e inseguros (Lane &amp; Schwartz, 1987; Taylor et al., 1997). Tendo em conta a import&acirc;ncia dada pelas teorias da vincula&ccedil;&atilde;o &agrave; regula&ccedil;&atilde;o do afecto, v&aacute;rios estudos t&ecirc;m examinado esta rela&ccedil;&atilde;o (e.g., Scheidt et al., 1999; Troisi, D&rsquo;Argenio, Peracchio, &amp; Petti, 2001). Por exemplo, Troisi et al. (2001) observaram, numa amostra cl&iacute;nica usando a Escala de Alexitimia de Toronto (TAS-20), que pacientes com estilo de vincula&ccedil;&atilde;o preocupado ou evitante eram os que apresentavam uma maior preval&ecirc;ncia de alexitimia, 65% e 73% respectivamente. Dos participantes com um estilo desligado, menos de metade (36%) apresentavam valores para a presen&ccedil;a de alexitimia. Os autores apontam que estes dados sugerem um papel importante de factores precoces do desenvolvimento na etiologia da alexitimia. Tamb&eacute;m o estudo de Pedrosa, Scheidt, Hoeger e Nickel (2008) parece suportar esta hip&oacute;tese, onde observaram numa amostra de pacientes com patologia somatoforme, uma elevada preval&ecirc;ncia de vincula&ccedil;&atilde;o insegura (88.2%) dos quais 22% de sujeitos apresentaram valores para a TAS considerados clinicamente significativos. As an&aacute;lises de regress&atilde;o demonstraram a rela&ccedil;&atilde;o entre os estilos de vincula&ccedil;&atilde;o inseguros e tra&ccedil;os mais marcados de alexitimia. Estudos mais recentes t&ecirc;m tentado compreender o papel destas duas vari&aacute;veis no desenvolvimento de determinadas perturba&ccedil;&otilde;es, como a Perturba&ccedil;&atilde;o Borderline de Personalidade, onde a alexitimia parece apresentar um papel de media&ccedil;&atilde;o entre os estilos de vincula&ccedil;&atilde;o preocupado e evitante e o desenvolvimento desse tipo de personalidade (e.g., Deborde et al., 2012). </P >     <p>As rela&ccedil;&otilde;es entre estilo de vincula&ccedil;&atilde;o e funcionamento emocional na vida adulta s&atilde;o ainda ilustradas pelo facto de as crian&ccedil;as a quem as necessidades e express&atilde;o emocional s&atilde;o validadas tenderem a transformar-se em adultos mais calmos e emocionalmente &ldquo;inteligentes&rdquo; (Gottman, 1997; Gottman, Katz, &amp; Hooven, 1997). V&aacute;rios te&oacute;ricos da emo&ccedil;&atilde;o (e.g., Fridja, 2005; Greenberg, 2002) referem que existem emo&ccedil;&otilde;es inatas que s&atilde;o biologicamente adaptativas e contribuem para a regula&ccedil;&atilde;o das necessidades b&aacute;sicas para o funcionamento humano e que cada uma dessas emo&ccedil;&otilde;es est&aacute; relacionada com uma tend&ecirc;ncia de ac&ccedil;&atilde;o distinta ou com uma imediaticidade psicol&oacute;gica para agir de modo a promover a sobreviv&ecirc;ncia e o bem-estar psicol&oacute;gico. Por exemplo, relativamente &agrave; auto-protec&ccedil;&atilde;o, a ac&ccedil;&atilde;o de fuga surge porque temos medo. Assim, indiv&iacute;duos com experi&ecirc;ncias precoces que n&atilde;o permitam resson&acirc;ncia emocional estar&atilde;o mais vulner&aacute;veis a desenvolver psicopatologia. </P >    <p>Esta teoriza&ccedil;&atilde;o com base nas rela&ccedil;&otilde;es precoces parece, contudo, apresentar limita&ccedil;&otilde;es ao n&atilde;o dar resposta &agrave; perspectiva de uma alexitimia secund&aacute;ria. Freyberger (1977) sugeriu a distin&ccedil;&atilde;o entre alexitimia prim&aacute;ria e secund&aacute;ria, ao constatar que as caracter&iacute;sticas alexit&iacute;micas podem ocorrer no adulto ap&oacute;s, por exemplo, uma situa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica ou como defesa relativamente ao aparecimento de doen&ccedil;as cuja etiologia principal &eacute; a org&acirc;nica. Seria a consequ&ecirc;ncia de tens&otilde;es insuport&aacute;veis associadas &agrave; viv&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas na vida adulta, como o diagn&oacute;stico de um cancro ou o terror vivido pelas v&iacute;timas do holocausto. Assim, a alexitimia prim&aacute;ria, com desenvolvimento nas rela&ccedil;&otilde;es precoces, constituiria um factor de risco para o desenvolvimento de psicopatologia e a alexitimia secund&aacute;ria um factor de protec&ccedil;&atilde;o face ao significado emocional e gravidade, por exemplo, de uma doen&ccedil;a. Taylor (1994) considera necess&aacute;ria mais investiga&ccedil;&atilde;o em torno desta distin&ccedil;&atilde;o, uma vez que aquilo que, em ess&ecirc;ncia, define alexitimia parece estar presente em ambas as defini&ccedil;&otilde;es. Existe inclusivamente uma certa confus&atilde;o na pr&oacute;pria literatura onde podemos encontrar como defini&ccedil;&atilde;o de alexitimia prim&aacute;ria, uma alexitimia que se desenvolve na sequ&ecirc;ncia de uma patologia org&acirc;nica e a secund&aacute;ria que se desenvolve na sequ&ecirc;ncia de um trauma (vivido quer na inf&acirc;ncia, quer na vida adulta). </P >    <p>De relevar que nos parece desadequando considerar a alexitimia secund&aacute;ria como forma de protec&ccedil;&atilde;o. Ainda que possa ser transitoriamente adaptativa (evidente no exemplo das v&iacute;timas do holocausto), poder&aacute; ter consequ&ecirc;ncias semelhantes &agrave;s descritas no contexto de uma alexitimia considerada prim&aacute;ria. Parecem existir indicadores de que a alexitimia funciona como predisposi&ccedil;&atilde;o para desenvolver determinado tipo de perturba&ccedil;&otilde;es, dadas as dificuldades emocionais subjacentes, mas a presen&ccedil;a de outro tipo de perturba&ccedil;&atilde;o parece tamb&eacute;m determinar um funcionamento alexit&iacute;mico. Estamos perante o que parece ser uma causalidade circular e a resposta a esta quest&atilde;o poderia ajudar em termos de interven&ccedil;&atilde;o. Ainda que, em ess&ecirc;ncia, a alexitimia prim&aacute;ria e secund&aacute;ria possam constituir fen&oacute;menos equivalentes, a forma como se compreende a pessoa e a forma mais adequada de intervir podem n&atilde;o o ser. </P >    <p>A pr&oacute;pria perspectiva gen&eacute;tica aponta a import&acirc;ncia de factores ambientais no desenvolvimento de um funcionamento alexit&iacute;mico. A hip&oacute;tese de uma rela&ccedil;&atilde;o entre alexitimia e gen&eacute;tica, parece ser corroborada ao se encontrarem menos diferen&ccedil;as entre g&eacute;meos monozig&oacute;ticos do que entre dizig&oacute;ticos (Heiberg &amp; Heiberg, 1977). Estudos mais recentes (J&oslash;rgensen, Zachariae, Skytthe, &amp; Kyvik, 2007; Picardi et al., 2011) validam igualmente o contributo gen&eacute;tico para as diferen&ccedil;as individuais no funcionamento alexit&iacute;mico, considerando tamb&eacute;m a import&acirc;ncia de factores ambientais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar do constructo ser aceite tanto como constituindo uma perturba&ccedil;&atilde;o de d&eacute;fice afectivo, como um tra&ccedil;o de personalidade normalmente distribu&iacute;do na popula&ccedil;&atilde;o Parker, Keefer, Taylor e Bagby (2008) tentaram compreender se o constructo de alexitimia significava um tipo de pessoa qualitativamente diferente dos outros, ou um tra&ccedil;o de personalidade que varia quantitativamente na popula&ccedil;&atilde;o. Os resultados das an&aacute;lises taxom&eacute;tricas para examinar a estrutura latente da alexitimia sugerem uma estrutura dimensional. Os autores sugerem que uma consequ&ecirc;ncia importante destes resultados prende-se com a avalia&ccedil;&atilde;o no contexto psicoterap&ecirc;utico. Assim, para come&ccedil;ar, a avalia&ccedil;&atilde;o deve ser feita com medidas que considerem a alexitimia uma vari&aacute;vel cont&iacute;nua e a sua leitura deve ser feita numa perspectiva dimensional em vez de categorial. Isto tamb&eacute;m tem impacto na avalia&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria mudan&ccedil;a ao longo da terapia, que se deve focar mais nas altera&ccedil;&otilde;es significativas nos scores de alexitimia, numa perpectiva de grau, e n&atilde;o tanto em altera&ccedil;&otilde;es de &ldquo;alexit&iacute;mico&rdquo; para &ldquo;n&atilde;o alexit&iacute;mico&rdquo; (Parker, Keefer, Taylor, &amp; Bagby, 2008). Estes dados, em conjuga&ccedil;&atilde;o com os resultados referidos anteriormente dos estudos de gen&eacute;tica (e.g., J&oslash;rgensen et al., 2007), apontam para a possibilidade de v&aacute;rios dos factores envolvidos na etiologia da alexitimia: a exposi&ccedil;&atilde;o a acontecimentos traum&aacute;ticos, a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia e factores heredit&aacute;rios. Assim, a compreens&atilde;o do constructo aumenta ao considerarse um modelo de m&uacute;ltiplos factores. </P >    <p>Apesar deste importante avan&ccedil;o na explica&ccedil;&atilde;o da sua etiologia, pouco tem sido feito ao n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o sobre o processo terap&ecirc;utico. V&aacute;rias t&ecirc;m sido as dificuldades apontadas do ponto de vista terap&ecirc;utico relativas aos pacientes com funcionamento alexit&iacute;mico, nomeadamente, o n&atilde;o serem pass&iacute;veis de ser analisados (Krystal, 1979), terem resultados mais fracos em terapia (e.g., Leweke, Bausch, Leichsenring, Walter, &amp; Stingl, 2009; McCallum, Piper, Ogrodniczuk, &amp; Joyce, 2003) e ainda, apresentarem sintomas residuais ap&oacute;s terapia (e.g., Ogrodniczuk, Piper, &amp; Joyce, 2004). Neste sentido parece de extrema relev&acirc;ncia ser capaz de aceder a este tipo de funcionamento e compreender a experi&ecirc;ncia subjectiva destes pacientes. Mas como se pode avaliar a alexitimia? </P >    <p>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O DA ALEXITIMIA </P >     <p>Ao longo dos anos foram feitas v&aacute;rias tentativas de criar medidas de avalia&ccedil;&atilde;o de alexitimia. Na sua maioria s&atilde;o auto ou hetero relatos, como: o Question&aacute;rio de Psicossom&aacute;tica do Hospital <I>Beth Israel </I>(Sifneos, 1973); o Question&aacute;rio de Alexitimia de Resposta Provocada (Krystal, Giller, &amp; Ciccheti, 1986); a Escala de Personalidade de <I>Schalling-Sifneos </I>(Apfel &amp; Sifneos, 1979) que foi o primeiro instrumento de auto avalia&ccedil;&atilde;o a ser desenvolvido; a escala de alexitimia do <I>MMPI </I>(Kleiger &amp; Kinsman, 1980); a Escala de Alexitimia de Toronto (&uacute;ltima vers&atilde;o &ndash; TAS-20; Bagby, Parker, &amp; Taylor, 1994); ou o Question&aacute;rio de alexitimia <I>Bermond-Vorst </I>(Bermond, Vorst, Vingerhoets, &amp; Gerritsen, 1999) no qual a alexitimia &eacute; dividida em 4 subgrupos. Alguns investigadores fazem tamb&eacute;m uso de testes projectivos como o Teste de Apercep&ccedil;&atilde;o Tem&aacute;tica e o Rorschach para avaliar a presen&ccedil;a de alexitimia, apesar do suporte emp&iacute;rico que valida a sua utiliza&ccedil;&atilde;o ser insuficiente. </P >     <p>Este &eacute; um tema que tem gerado alguma discuss&atilde;o e controv&eacute;rsia. O uso de auto relatos com pacientes alexit&iacute;micos tem sido bastante criticado, uma vez que se considera que, dada a pr&oacute;pria natureza do constructo, os respondentes com alexitimia poder&atilde;o ter dificuldade em aceder ao seu mundo interno. Dadas as recentes recomenda&ccedil;&otilde;es para se considerar a alexitimia como uma vari&aacute;vel cont&iacute;nua (Parker, Keefer, Taylor, &amp; Bagby, 2008), algumas das medidas anteriores n&atilde;o ser&atilde;o adequadas para a sua avalia&ccedil;&atilde;o. Existe ainda a problem&aacute;tica da elevada correla&ccedil;&atilde;o entre o constructo e a depress&atilde;o, e a vari&acirc;ncia que pode ser partilhada por ambas na explica&ccedil;&atilde;o dos resultados (e.g., Hintikka, Honkalampi, Lehtonen, &amp; Viinamaki, 2001). </P >    <p>Para colmatar estas limita&ccedil;&otilde;es alguns investigadores aconselham a combina&ccedil;&atilde;o da TAS com outras medidas ou tarefas que avaliem a capacidade de identificar e expressar emo&ccedil;&otilde;es (e.g., Kooiman, Bolk, Rooijmans, &amp; Trijsburg, 2004). T&ecirc;m sido tamb&eacute;m desenvolvidas medidas alternativas aos auto-relatos como a Escala de Observa&ccedil;&atilde;o de Alexitimia (OAS; Haviland, Warren, &amp; Riggs, 2000) e a Entrevista Estruturada de Alexitimia de Toronto (TSIA; Bagby, Taylor, Parker, &amp; Dickens, 2006). Lane e Schwartz (1987) sugeriram tamb&eacute;m a utiliza&ccedil;&atilde;o do instrumento que desenvolveram para avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de consci&ecirc;ncia emocional &ndash; a escala de avalia&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis de consci&ecirc;ncia emocional (LEAS; Lane, Quinlan, Schwartz, Walker, &amp; Zeitlin, 1990) como uma poss&iacute;vel medida de alexitimia. Esta medida sugere cinco n&iacute;veis cont&iacute;nuos de consci&ecirc;ncia emocional, desde apenas descri&ccedil;&otilde;es de sensa&ccedil;&otilde;es corporais indiferenciadas at&eacute; &agrave; capacidade de identificar e diferenciar de entre v&aacute;rios estados emocionais subtis. Os n&iacute;veis s&atilde;o avaliados atrav&eacute;s do desempenho verbal de pequenas narrativas projectivas. Lane e Schwartz (1987) classificam a alexitimia no final deste cont&iacute;nuo, onde as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o experienciadas como sensa&ccedil;&otilde;es, tend&ecirc;ncias para a ac&ccedil;&atilde;o ou estados emocionais pouco diferenciados. </P >    <p>Um outro aspecto relevante da exist&ecirc;ncia de todas estas medidas refere-se &agrave; sua adapta&ccedil;&atilde;o para outros pa&iacute;ses e manuten&ccedil;&atilde;o da validade do constructo. A t&iacute;tulo de exemplo, referimos a TAS-20, que apesar de ter mantido a estrutura factorial de tr&ecirc;s factores da medida original com bons resultados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (ver Prazeres, Parker, &amp; Taylor, 2000), o mesmo n&atilde;o aconteceu na vers&atilde;o Francesa, onde s&oacute; conseguiram validar dois factores (ver Loas, Otmani, Verrier, Fremaux, &amp; Marchand, 1996). Assim, aquando da escolha da medida a usar para avaliar este constructo &eacute; importante ter em aten&ccedil;&atilde;o os aspectos anteriormente referidos. </P >    <p>ALEXITIMIA E PROCESSO TERAP&Ecirc;UTICO </P >    <p>Apesar dos v&aacute;rios estudos que demonstram a exist&ecirc;ncia de uma elevada preval&ecirc;ncia de pacientes com funcionamento alexit&iacute;mico na popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &ndash; superior a 32.7% em pacientes psiqui&aacute;tricos de ambulat&oacute;rio, cerca de 47.3% em pacientes internados (Todarello, Taylor, Parker, &amp; Fanelli, 1995; Wise et al., 1990) e acima dos 60% em pacientes com p&oacute;s stress traum&aacute;tico (Zeitlan &amp; McNally, 1993) &ndash; muitas vezes esta dimens&atilde;o n&atilde;o &eacute; tida em conta na interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica. Ogrodniczuk (2007) chamou recentemente a aten&ccedil;&atilde;o para a quest&atilde;o de que, ao longo dos anos, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre este constructo se centrou mais na etiologia, descurando a investiga&ccedil;&atilde;o relativa a formas de intervir em contexto terap&ecirc;utico. </P >     <p>McCallum et al. (2003), estudaram a alexitimia como vari&aacute;vel predictora do resultado terap&ecirc;utico. Neste estudo, os pacientes foram submetidos aleatoriamente a um modelo de terapia interpretativa ou de apoio em contexto individual ou em grupo. No modelo de terapia interpretativa o terapeuta focava-se na explora&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es desconfort&aacute;veis, interpreta&ccedil;&atilde;o de conflitos inconscientes, uso da transfer&ecirc;ncia como mecanismo terap&ecirc;utico, e enfatizava o papel do paciente no desenvolvimento e resolu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas. No modelo de terapia de apoio o terapeuta focava-se na capacidade do paciente em lidar com a actual situa&ccedil;&atilde;o problem&aacute;tica, como guia e conselheiro, usando estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, atribuindo responsabilidade &agrave;s circunst&acirc;ncias externas e sem um &ecirc;nfase na explora&ccedil;&atilde;o do afecto. Os resultados mostram que n&iacute;veis elevados de alexitimia, especialmente a dificuldade em comunicar sentimentos e o pensamento orientado para o exterior, est&atilde;o associados a piores resultados terap&ecirc;uticos, n&atilde;o se verificando uma diferen&ccedil;a significativa no formato grupo nos dois modelos de terapia. Os pacientes do grupo de controlo &ndash; n&atilde;o-alexit&iacute;micos &ndash; beneficiaram igualmente das quatro formas de terapia. A dificuldade em descrever sentimentos parece estar inversamente associada com a melhoria nos sintomas gerais e insatisfa&ccedil;&atilde;o com a vida; e o pensamento orientado para o exterior parece estar inversamente associado com as melhorias nos tr&ecirc;s indicadores de resultado &ndash; sintomas gerais, sintomas de luto, e objectivos pessoais a atingir. No formato de terapia individual observase que no modelo de terapia de suporte a dificuldade em descrever sentimentos est&aacute; inversamente relacionada com as melhorias nos sintomas gerais. Dados que os autores tentam explicar referindo que a incapacidade para transmitir a natureza experiencial dos seus problemas pode prejudicar o paciente com funcionamento alexit&iacute;mico na comunica&ccedil;&atilde;o eficaz das suas dificuldades. O terapeuta pode ser confrontado com queixas vagas, tornando dif&iacute;cil estabelecer um plano de interven&ccedil;&atilde;o. Esta dificuldade na comunica&ccedil;&atilde;o eficaz parece estar tamb&eacute;m na base de dificuldades relacionais e interpessoais. Referem que o efeito n&atilde;o se ter feito sentir no mesmo modelo em contexto de grupo, se pode dever &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es serem mais diversas (mais elementos) e poder haver explora&ccedil;&atilde;o emocional promovida pelo grupo, mesmo no modelo de terapia de suporte. Para al&eacute;m disto, verificaram-se tr&ecirc;s efeitos para o formato individual independentemente do modelo: a dificuldade em identificar sentimentos e distingui-los de sensa&ccedil;&otilde;es corporais est&aacute; inversamente associado a melhorias nos sintomas gerais e no ajustamento social, e o pensamento orientado para o exterior est&aacute; inversamente associado ao ajustamento social. Destes dados verificamos que os diferentes componentes do funcionamento alexit&iacute;mico parecem ter um papel importante no resultado terap&ecirc;utico. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ogrodniczuk et al. (2005) observaram que em pacientes alexit&iacute;micos, a reac&ccedil;&atilde;o do terapeuta ao paciente medeia, parcialmente, as dificuldades em comunicar sentimentos e o pensamento orientado para o exterior nos sintomas gerais e nos objectivos a atingir. Ou seja, pacientes com alexitimia podem apresentar resultados terap&ecirc;uticos inferiores em parte porque os seus terapeutas os percepcionam como tendo menos qualidades, sendo menos compat&iacute;veis ou como menos significativos enquanto membros do grupo (em terapia de grupo). Os autores hipotetizam que os terapeutas possam, ainda que n&atilde;o intencionalmente, expressar estes sentimentos, podendo afectar a experi&ecirc;ncia do paciente em terapia, contribuindo assim para resultados inferiores. </P >    <p>Tamb&eacute;m os resultados de Hesse e Floyd (2011) em popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cl&iacute;nica, parecem corroborar a presen&ccedil;a de dificuldades relacionais em pessoas com funcionamento alexit&iacute;mico. Neste estudo experimental pessoas com n&iacute;veis baixos ou elevados em alexitimia viam-se envolvidos numa interac&ccedil;&atilde;o de 10 minutos com um desconhecido do sexo oposto. Os participantes n&atilde;o alexit&iacute;micos foram percepcionados como mais atraentes tanto ao n&iacute;vel f&iacute;sico, social, como ao n&iacute;vel do desempenho da tarefa. Os autores salientam que a liga&ccedil;&atilde;o entre alexitimia e atrac&ccedil;&atilde;o social foi totalmente mediada pela mensagem relacional de intimidade, dando for&ccedil;a ao seu argumento de que a alexitimia provoca um d&eacute;fice comunicacional que causa dificuldades relacionais. </P >    <p>Existe igualmente evid&ecirc;ncia de que a presen&ccedil;a de caracter&iacute;sticas alexit&iacute;micas &eacute; predictora de sintomas residuais ap&oacute;s a terapia (e.g., Ogrodniczuk, Piper, &amp; Joyce, 2004). Isto parece ir ao encontro da proposta de Taylor et al. (1997), que referem o risco do foco da terapia ser nas consequ&ecirc;ncias das dificuldades emocionais, mais do que na origem dessas dificuldades. Ogrodniczuk (2007) salienta a import&acirc;ncia de identificar formas de comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica que reduzam efectivamente as caracter&iacute;sticas alexit&iacute;micas, de forma &agrave; psicoterapia ser uma resposta mais eficaz para estes pacientes. Nesse sentido, Taylor (2000) sugere que o recurso a psicoterapias que envolvam t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas para aumentar a consci&ecirc;ncia emocional e que tomem em considera&ccedil;&atilde;o o integrar de elementos simb&oacute;licos de esquemas emocionais podem ser ben&eacute;ficas na redu&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas alexit&iacute;micas. </P >    <p>SOLU&Ccedil;&Otilde;ES PSICOTERAP&Ecirc;UTICAS, PROCESSOS EMOCIONAIS E NECESSIDADES </P >    <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o as limita&ccedil;&otilde;es apontadas anteriormente, quer ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias emocionais, quer em termos relacionais, e tendo em conta as recomenda&ccedil;&otilde;es de Taylor (2000), podemos afirmar que os modelos que promovam a explora&ccedil;&atilde;o e consci&ecirc;ncia emocionais num contexto de seguran&ccedil;a, confian&ccedil;a e valoriza&ccedil;&atilde;o do outro podem apresentar-se como uma solu&ccedil;&atilde;o adequada ao desenvolvimento das compet&ecirc;ncias emocionais e relacionais em d&eacute;fice num funcionamento alexit&iacute;mico. V&aacute;rios modelos/t&eacute;cnicas j&aacute; existentes parecem ir ao encontro desta necessidade, salientamos: a focagem (Gendlin, 1978); a escrita expressiva (Pennebaker &amp; Chung, 2007); a mentaliza&ccedil;&atilde;o (Allen &amp; Fonagy, 2006); a terapia comportamental dial&eacute;tica (Linehan, 1993); ou o modelo de terapia focada nas emo&ccedil;&otilde;es (Elliott, Watson, Goldman, &amp; Greenberg, 2004; Greenberg, Rice, &amp; Elliott, 1993). </P >    <p>Existiram tentativas de desenvolver tratamentos espec&iacute;ficos para reduzir a alexitimia, como o Tratamento para a Redu&ccedil;&atilde;o da Alexitimia (Levant, Halter, Hayden, &amp; Williams, 2009), que consiste numa interven&ccedil;&atilde;o breve, em grupo, de 6 sess&otilde;es psicoeducativas, onde os participantes s&atilde;o guiados na execu&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios que promovem a consci&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia emocional e interpreta&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das suas emo&ccedil;&otilde;es. Apesar do estudo piloto ter demonstrado uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa do grau de alexitimia no grupo alvo da interven&ccedil;&atilde;o (Levant, Halter, Hayden, &amp; Williams, 2009), a grande limita&ccedil;&atilde;o deste modelo, para al&eacute;m da sua curta dura&ccedil;&atilde;o face aquilo que consideramos ser as necessidades de um paciente com este tipo de funcionamento, prende-se com ser um tratamento dirigido a homens, como base no conceito de alexitimia masculina normativa (Levant, 1992). Este conceito emergiu da ideia de que a socializa&ccedil;&atilde;o masculina &eacute; deficit&aacute;ria na express&atilde;o emocional, sendo muitas vezes os rapazes desencorajados de expressar e atender &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es. Contudo, apesar que o modelo partir de um pressuposto correcto, limita pela sua especificidade de g&eacute;nero. Poder&aacute;, ainda assim, ser um ponto de partida para a interven&ccedil;&atilde;o com pacientes alexit&iacute;micos do sexo masculino. </P >    <p>Apesar da tentativa de cria&ccedil;&atilde;o de um modelo espec&iacute;fico para tratamento da alexitimia, uma vez que tem sido defendido que a mesma deve ser vista n&atilde;o como uma perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, mas como uma caracter&iacute;stica psicol&oacute;gica do pensamento, sentimentos e processos relacionados (Ogrodniczuk, Piper, &amp; Joyce, 2005) parece mais relevante compreender dos in&uacute;meros modelos psicoterap&ecirc;uticos existentes, quais os que seriam mais adequados para a interven&ccedil;&atilde;o de pacientes com um funcionamento alexit&iacute;mico. Devemos ter ainda em considera&ccedil;&atilde;o que os pacientes n&atilde;o procuram ajuda queixando-se especificamente de alexitimia, mas antes de depress&atilde;o, ansiedade, queixas relacionais, entre outras. </P >    <p>Por exemplo, o tratamento com base na mentaliza&ccedil;&atilde;o (Fonagy &amp; Bateman, 2006) pretende promover a mentaliza&ccedil;&atilde;o, ou seja, a capacidade para compreender o comportamento do pr&oacute;prio e dos outros atrav&eacute;s da atribui&ccedil;&atilde;o de estados mentais. A mentaliza&ccedil;&atilde;o pode ser vista como uma forma de actividade mental imaginativa, a qual permite perceber e interpretar o comportamento humano em termos de estados mentais intencionais como, necessidades, desejos ou sentimentos. Dada a associa&ccedil;&atilde;o entre alexitimia e este constructo (e.g., Moriguchi et al., 2006) um modelo terap&ecirc;utico com objectivo de aumentar a mentaliza&ccedil;&atilde;o poder&aacute; trazer benef&iacute;cios na redu&ccedil;&atilde;o de um funcionamento alexit&iacute;mico. Um outro modelo relevante poder&aacute; ser a focagem (Gendlin, 1964), que consiste no processo de experiencia&ccedil;&atilde;o emocional do paciente, que &eacute; guiado de forma a discriminar a sensa&ccedil;&atilde;o corporalmente associada a uma situa&ccedil;&atilde;o ou problema. A experiencia&ccedil;&atilde;o &eacute; essencialmente uma interac&ccedil;&atilde;o entre sentimento e s&iacute;mbolos (palavras, eventos) e n&atilde;o se deve questionar se o cliente experiencia, mas como ele experiencia. Dada a dificuldade em identificar sentimentos e em distingui-los das sensa&ccedil;&otilde;es corporais da emo&ccedil;&atilde;o de pacientes alexit&iacute;micos este modelo parece trazer benef&iacute;cios para uma interven&ccedil;&atilde;o com melhores resultados. O modelo de Terapia Focada nas Emo&ccedil;&otilde;es (TFE; Elliott, Watson, Goldman, &amp; Greenberg, 2004; Greenberg, Rice, &amp; Elliott, 1993) tamb&eacute;m tem uma forte componente experiencial e pretende ajudar os pacientes a aceder &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es em condi&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas de seguran&ccedil;a e aceita&ccedil;&atilde;o (Rogers, 1961, 1975), condi&ccedil;&otilde;es que facilitam o processamento emocional, que fornecer&aacute; informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para o processo terap&ecirc;utico (Greenberg, 2002; Greenberg &amp; Paivio, 1997). </P >     <p>Dos modelos referidos, ainda que todos possam ter um contributo relevante na diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de alexitimia, este parece-nos dos mais completos face &agrave;s dificuldades que t&ecirc;m sido descritas na literatura em psicoterapia com pacientes com n&iacute;veis elevados de alexitimia. Tem ainda a vantagem de ser um modelo bastante investigado, e estar comprovada a sua efic&aacute;cia. Neste modelo o terapeuta identifica marcadores relativos a dificuldades de processamento emocional que guiam a tomada de decis&atilde;o cl&iacute;nica. A t&iacute;tulo de exemplo, apresentamos o marcador modos de envolvimento <I>(modes of engagement) </I>que podem ser experienciais ou n&atilde;o experienciais. Pacientes alexit&iacute;micos provavelmente ir&atilde;o demonstrar um modo de envolvimento n&atilde;o experiencial, ou seja, usando apenas uma componente do esquema emocional, exclu&iacute;ndo os outros (i.e. situacionalperceptivo; conceptual-simb&oacute;lico, ou fisiol&oacute;gico). Assim, o sujeito n&atilde;o realiza um processamento emocional completo. Na presen&ccedil;a deste marcador o terapeuta dever&aacute;, num contexto de seguran&ccedil;a e confian&ccedil;a, ajudar o paciente a atender a todos os componentes emocionais, antes de passar para tarefas mais complexas (para aprofundar o modelo ver e.g., Elliott et al., 2004). Um princ&iacute;pio chave para quem trabalha com emo&ccedil;&otilde;es em psicoterapia, consiste no facto de as emo&ccedil;&otilde;es permitirem aceder a desejos ou necessidades, que por sua vez s&atilde;o fonte de ac&ccedil;&atilde;o. Ou seja, a cada sentimento subjaz uma necessidade e a cada necessidade subjaz uma tend&ecirc;ncia de ac&ccedil;&atilde;o (Greenberg &amp; Paivio, 1997). Segundo Greenberg (2002), ao trabalharmos com emo&ccedil;&otilde;es &eacute; necess&aacute;rio distinguir entre quatro formas de resposta emocional &ndash; experi&ecirc;ncias emocionais prim&aacute;rias adaptativas e desadaptativas, emo&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias e emo&ccedil;&otilde;es instrumentais. As emo&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias s&atilde;o estados b&aacute;sicos que n&atilde;o s&atilde;o redut&iacute;veis a outra emo&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o a reac&ccedil;&atilde;o inicial, directa, mais b&aacute;sica a uma situa&ccedil;&atilde;o, como, por exemplo, sentir-se triste por uma perda ou zangado por ter sido privado de algo que necessitava. As emo&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias adaptativas facilitam o acesso a informa&ccedil;&atilde;o que permite orienta&ccedil;&atilde;o para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Por exemplo, em alguns estados depressivos, aceder &agrave; zanga saud&aacute;vel face &agrave; injusti&ccedil;a que est&aacute; subjacente ao sentimento de impot&ecirc;ncia promove adapta&ccedil;&atilde;o, assim como aceder &agrave; vergonha e tristeza por uma perda de autoestima que tem subjacente zanga pode promover auto-cuidado em vez de auto-destrui&ccedil;&atilde;o. As emo&ccedil;&otilde;es prim&aacute;rias desadaptativas s&atilde;o respostas que foram adaptativas no passado, desenvolvidas, por exemplo, como uma estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia face ao medo da rejei&ccedil;&atilde;o, neglig&ecirc;ncia ou humilha&ccedil;&atilde;o na inf&acirc;ncia (e.g., Greenberg, 2002) que se tornaram desadaptativas <I>a posteriori</I>. As emo&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias, por seu turno, s&atilde;o respostas relativas a processos internos mais prim&aacute;rios e podem ter uma fun&ccedil;&atilde;o defensiva face aos mesmos, como por exemplo sentir-se zangado por ter perdido um ente querido (e.g., Greenberg, 2002). Por fim, as emo&ccedil;&otilde;es instrumentais visam obter algo de outra pessoa. S&atilde;o expressas porque se aprendeu que dessa forma as pessoas reagem como se pretende. S&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es que podem ser conscientes ou espont&acirc;neas, com o prop&oacute;sito de se alcan&ccedil;ar determinada meta. S&atilde;o estilos emocionais, mais do que reac&ccedil;&otilde;es moment&acirc;neas (e.g., Greenberg, 2002). </P >     <p>No caso do funcionamento alexit&iacute;mico, encontrando-se o processamento emocional deteriorado, encontram-se igualmente limitadas aquilo que consideramos ser as fun&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas das emo&ccedil;&otilde;es e, consequentemente, a capacidade de regular a satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades psicol&oacute;gicas vitais (Vasco, 2009a,b), nomeadamente: (1) a <I>fun&ccedil;&atilde;o orientadora </I>no mundo &ndash; tanto em termos f&iacute;sicos, como psicol&oacute;gicos e interpessoais; (2) a <I>fun&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o </I>com n&oacute;s pr&oacute;prios e com os outros &ndash; apercebermo-nos mais integralmente do que se passa connosco e comunic&aacute;-lo aos outros; (3) a <I>fun&ccedil;&atilde;o preventiva </I>&ndash; quando n&atilde;o nos entristecemos acabamos por nos deprimir; quando n&atilde;o nos permitimos ter medo, acabamos por entrar em p&acirc;nico; quando n&atilde;o nos permitimos zangar tornamo-nos violentos; (4) a <I>fun&ccedil;&atilde;o de sinaliza&ccedil;&atilde;o e de prepara&ccedil;&atilde;o para a ac&ccedil;&atilde;o </I>&ndash; implica todas as outras: sinaliza&ccedil;&atilde;o do grau de regula&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades e de ac&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para essa mesma regula&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aten&ccedil;&atilde;o e a clareza emocionais, consideradas duas dimens&otilde;es da consci&ecirc;ncia emocional, parecem estar fortemente associadas &agrave; forma como as pessoas processam as suas necessidades (Diz&eacute;n, Berenbaum, &amp; Kerns, 2005). De acrescentar que o mais importante n&atilde;o parecer ser uma elevada activa&ccedil;&atilde;o emocional em sess&atilde;o, que poder&aacute; ter apenas efeitos cat&aacute;rticos moment&acirc;neos, mas a produtividade associada a essa mesma activa&ccedil;&atilde;o emocional (Greenberg, Auszra, &amp; Herrmann, 2007). Os autores defendem que para uma resposta emocional ser produtiva tem que ser prim&aacute;ria; experienciada no presente, implicando que o significado subjacente seja activado; esteja suficientemente regulada e n&atilde;o invada o paciente; que este n&atilde;o se sinta uma v&iacute;tima da emo&ccedil;&atilde;o e esteja motivado para estar em contacto com a mesma e finalmente para ser produtiva a emo&ccedil;&atilde;o deve estar relacionada com um tema terap&ecirc;utico relevante. Pacientes com bons e maus resultados em terapia podem ser diferenciados pela produtividade da sua express&atilde;o emocional em n&iacute;veis mais e menos elevados de activa&ccedil;&atilde;o emocional e uma elevada activa&ccedil;&atilde;o emocional por si s&oacute; n&atilde;o permite discriminar entre grupos (Greenberg, Auszra, &amp; Herrmann, 2007). Ao pensarmos no constructo alexitimia antecipamos que n&atilde;o haver&aacute; &agrave; partida grande produtividade emocional, na medida em que existem dificuldades ao n&iacute;vel da identifica&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es e existem dificuldades ao n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o e da express&atilde;o emocionais. </P >    <p>Para al&eacute;m dos aspectos anteriormente descritos, os pacientes que melhoram em psicoterapia parecem evoluir na express&atilde;o de acontecimentos externos de uma forma desligada para uma focaliza&ccedil;&atilde;o nos sentimentos internos descritos de forma detalhada e associada entre si, acedendo assim &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias de ac&ccedil;&atilde;o propensas &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (Greenberg, 2002; Rogers, 1959). Consequentemente, para haver mudan&ccedil;a em psicoterapia, os pacientes n&atilde;o podem limitar-se a falar de uma forma intelectualizada acerca de si e dos seus sentimentos, risco inerente quando se trabalha com pacientes com funcionamento alexit&iacute;mico. &Eacute; necess&aacute;rio experienciar sobre aquilo que &eacute; dito e usar os sentimentos para identificar e resolver problemas. Estes aspectos parecem-nos particularmente relevantes tendo em conta que uma das caracter&iacute;sticas do funcionamento alexit&iacute;mico &eacute; o pensamento orientado para o exterior, que faz com que para al&eacute;m da dificuldade em identificar e comunicar sentimentos, exista ainda este foco no exterior, que dificulta a explora&ccedil;&atilde;o da vida interna do cliente. Coloca-se ainda a quest&atilde;o de saber se esta orienta&ccedil;&atilde;o do pensamento dita as dificuldades em identificar e comunicar emo&ccedil;&otilde;es, ou se &eacute; uma consequ&ecirc;ncia dessas na medida em que ser&aacute; demasiado dif&iacute;cil olhar para dentro por n&atilde;o se conseguir dar significado ao mundo interno ou por ser excessivamente amea&ccedil;ador. </P >     <p>Para al&eacute;m desta componente experiencial do processo terap&ecirc;utico, e tendo em conta as dificuldades relacionais mencionadas anteriormente, &eacute; de extrema relev&acirc;ncia a rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Watson, Goldman e Greenberg (2007), referem que os casos com melhores resultados terap&ecirc;uticos parecem estar tanto associados a rela&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas de qualidade desde o in&iacute;cio do processo como &agrave; capacidade do paciente estar atento e processar a informa&ccedil;&atilde;o emocional. De forma geral, o que distinguiu os pacientes com bom resultado terap&ecirc;utico dos com fraco resultado foram diferentes est&aacute;dios de desenvolvimento relativamente ao seu n&iacute;vel de regula&ccedil;&atilde;o do afecto, est&aacute;dio de mudan&ccedil;a, a formula&ccedil;&atilde;o de uma narrativa coerente e a capacidade de reflectirem sobre si pr&oacute;prios (para um desenvolvimento do tema ver e.g., Watson, Goldman, &amp; Greenberg, 2007). Pacientes que est&atilde;o conscientes dos seus sentimentos e que s&atilde;o capazes de os diferenciar respondem mais rapidamente &agrave; terapia do que pacientes que t&ecirc;m que desenvolver essas compet&ecirc;ncias. Clientes que estejam mais motivados para a mudan&ccedil;a estar&atilde;o mais perme&aacute;veis &agrave;s quest&otilde;es do terapeuta do que pacientes que questionam o valor da terapia. Alguns pacientes t&ecirc;m mais facilidade em se focarem em si pr&oacute;prios e desenvolverem narrativas coerentes, enquanto outros necessitam de desenvolver estas compet&ecirc;ncias de um modo que possibilite fazerem um bom uso das interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas. Colocadas estas diferen&ccedil;as parece importante pensar em formas de intervir que sejam mais &uacute;teis para os pacientes com maior dificuldade de atingir resultados terap&ecirc;uticos satisfat&oacute;rios, como &eacute; o caso de pacientes com n&iacute;veis elevados de alexitimia. </P >     <p>Numa pespectiva metate&oacute;rica, considerando o processo terap&ecirc;utico como uma sequ&ecirc;ncia de sete fases relativas a objectivos terap&ecirc;uticos estrat&eacute;gicos de car&aacute;cter tendencialmente sequencial, como &eacute; expresso no modelo integrativo de <I>Complementaridade Paradigm&aacute;tica </I>(para um desenvolvimento do modelo ver, por exemplo, Vasco, 2006) entendemos que, no caso dos pacientes alexit&iacute;micos, mais tempo, aten&ccedil;&atilde;o e cuidado devem ser consagrados &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o dos objectivos estrat&eacute;gicos das fases iniciais do processo ou seja, fases 1 e 2. Nomeadamente: (1) estabelecimento, monitoriza&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, particularmente no tocante aos aspectos de seguran&ccedil;a e confian&ccedil;a, bem como a motiva&ccedil;&atilde;o do paciente; e (2) aumento da consci&ecirc;ncia e experi&ecirc;ncia do <I>self</I>, particularmente no tocante ao processamento emocional. Estas duas fases sugerem objectivos estrat&eacute;gicos que v&atilde;o ao encontro das necessidades subjacentes ao trabalho com pacientes com funcionamento alexit&iacute;mico. Por um lado, a &ecirc;nfase na constru&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e manuten&ccedil;&atilde;o da sua qualidade e na repara&ccedil;&atilde;o de rupturas e aten&ccedil;&atilde;o a ciclos interpessoas disfuncionais (Safran &amp; Muran, 2000). Por outro, um trabalho emocional que permita lidar com as dificuldades em identificar e comunicar sentimentos subjacente ao pr&oacute;prio funcionamento alexit&iacute;mico. Estes aspectos em conflu&ecirc;ncia com o que foi anteriormente referido parecem de primordial relev&acirc;ncia na interven&ccedil;&atilde;o com pacientes com um funcionamento alexit&iacute;mico. </P >    <p>REFLEX&Otilde;ES E PERSPECTIVAS FUTURAS </P >    <p>Apesar do n&uacute;mero significativo de estudos relativos ao conceito de alexitimia, pouco se tem estudado sobre as vari&aacute;veis relevantes e formas de interven&ccedil;&atilde;o para o sucesso terap&ecirc;utico. De uma forma geral aponta-se para a necessidade de se ter em conta o n&iacute;vel de funcionamento alexit&iacute;mico no contexto psicoterap&ecirc;utico. Se considerarmos que as mudan&ccedil;as mais duradouras se d&atilde;o a um n&iacute;vel cognitivo-emocional, abordagens de apoio ou aconselhamento sem esta componente de explora&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de compet&ecirc;ncias emocionais poder&atilde;o n&atilde;o ter impacto ao n&iacute;vel da mudan&ccedil;a mais consistente, levando a sintomas residuais e reca&iacute;das. </P >    <p>Interven&ccedil;&otilde;es com o objectivo de aumentar a consci&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia e promover a representa&ccedil;&atilde;o mental das emo&ccedil;&otilde;es podem permitir melhores resultados em processos terap&ecirc;uticos com pacientes com funcionamento alexit&iacute;mico. Neste artigo salientamos a Terapia Focada nas Emo&ccedil;&otilde;es (Elliott et al., 2004; Greenberg et al., 1993) pela sua componente relacional e processoexperiencial, mas outros modelos e t&eacute;cnicas poder&atilde;o ser &uacute;teis. Destacamos ainda as dificuldades ao n&iacute;vel da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, que devem ser tidas em considera&ccedil;&atilde;o desde o in&iacute;cio da terapia (Horvath &amp; Greenberg, 1989; Horvath &amp; Symonds, 1991; Safran &amp; Muran, 2000). Terapeutas que n&atilde;o tenham em conta a presen&ccedil;a de caracter&iacute;sticas alexit&iacute;micas poder&atilde;o ter maior risco de impasses, insucesso e desist&ecirc;ncias. </P >    <p>Assim, sugerimos que seja tomado em considera&ccedil;&atilde;o o grau de alexitimia do paciente desde o in&iacute;cio do processo, permitindo um foco apropriado de interven&ccedil;&atilde;o. Mais importante do que usar instrumentos formais para esta avalia&ccedil;&atilde;o, como por exemplo a TAS-20 (<I>Toronto Alexithymia Scale; </I>Taylor, Ryan, &amp; Bagby, 1992; adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Prazeres, 1996; Prazeres, Parker, &amp; Taylor, 2000), poder&aacute; ser ter alguma sensibilidade para indicadores relacionais e emocionais que possam sugerir a presen&ccedil;a de alexitimia. A reflex&atilde;o sobre estes aspectos e a hip&oacute;tese da presen&ccedil;a de um funcionamento alexit&iacute;mico pode ajudar a lidar com as dificuldades inerentes e evitar reac&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas adversas a este tipo de funcionamento. </P >    <p>Relativamente a investiga&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; relevante o desenvolvimento de estudos longitudinais, com recurso a metodologias qualitativas e de natureza explorat&oacute;ria, que permitam avaliar em pormenor a influ&ecirc;ncia da alexitimia no processo terap&ecirc;utico. A identifica&ccedil;&atilde;o de marcadores presentes em pacientes alexit&iacute;micos e n&atilde;o presentes em pacientes n&atilde;o alexit&iacute;micos &eacute; de extrema relev&acirc;ncia para auxiliar os terapeutas na sua identifica&ccedil;&atilde;o. Assim, sublinha-se a necessidade de mais estudos que esclare&ccedil;am as dificuldades inerentes ao processo terap&ecirc;utico com pacientes alexit&iacute;micos. Tornase premente o desenvolvimento de um modelo mais compreens&iacute;vel do ponto de vista cl&iacute;nico, focado nos processos subjacentes a um funcionamento alexit&iacute;mico, quer em termos emocionais, quer em termos relacionais. Para concluir sugerimos considerar a presen&ccedil;a de um funcionamento alexit&iacute;mico aquando da conceptualiza&ccedil;&atilde;o do caso de forma a minimizar as dificuldades no contexto cl&iacute;nico. </P >    <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <!-- ref --><p>Allen, J., &amp; Fonagy, P. (2006). <I>The handbook of mentalization-based treatment</I>. England: John Wiley &amp; Sons, Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-8231201300020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Apfel, R. J., &amp; Sifneos, P. E. (1979). Alexithymia: Concept and measurement. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, 32</I>, 180-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-8231201300020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bach, M., de Zwaan, M., Ackard, D., Nutsinger, D. O., &amp; Mitchell, J. E. (1994). Alexithymia: Relationship to personality disorder. <I>Comprehensive Psychiatry</I>, <I>35</I>(3), 239-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-8231201300020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Bagby, R. M., Parker, J. D., &amp; Taylor, G. J. (1994). The Twenty-Item Toronto Alexithymia Scale &ndash; I. Item selection and cross-validation of the factor structure. <I>Journal of Psychosomatic Research, 38, </I>23-32. </P >    <!-- ref --><p>Bermond, B., Vorst, H., &amp; Moormann, P. (2006). Cognitive neuropsychology of Alexithymia: Implications for personality typology. <I>Cognitive Neuropsychiatry, 11</I>(3), 332-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0870-8231201300020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bermond, B., Vorst, H. C., Vingerhoets, A. J., &amp; Gerritsen, W. (1999). The Amsterdam Alexithymia Scale: Its psychometric values and correlations with other personality traits. <I>Psychotherapy and Psychosomatics</I>, <I>68</I>, 241-251.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0870-8231201300020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Borens, R., Grosse-Schulte, E., Jaensch, W., &amp; Kortemme, K. H. (1977). Is &ldquo;alexithymia&rdquo; but a social phenomenon? An empirical investigation in psychosomatic patients. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, </I><I>28</I>(1-4), 193-198. </P >     <!-- ref --><p>Bourke, M. P., Taylor, G. J., Parker, J. D. A., &amp; Bagby, R. M. (1992). Alexithymia in women with anorexia nervosa. <I>British Journal of Psychiatry</I>, <I>161, </I>240-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201300020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Derborde, A., Miljkovitch, R., Roy, C., Bigre, C.D., Pham-Scottez, A., Speranza, M., Corcos, M. (2012). Alexithymia as a mediator between attachment and the development of borderline personality disorders in adolescence. <I>Journal of Personality Disorders, 26</I>(5), 676-688.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201300020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Diz&eacute;n, M., Berenbaum, H., &amp; Kerns, J. (2005). Emotional awareness and psychological needs. <I>Cognition and Emotion, 19</I>(8), 1140-1157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201300020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dodge, K. A., &amp; Garber, J. (1991). Domains of emotion regulation. In J. Garber &amp; K. A. Dodge (Eds.), <I>The development of emotion regulation and dysregulation </I>(pp. 3-14). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201300020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Elliott, R., Watson, J. C., Goldman, R. N., &amp; Greenberg, L. S.(2004). <I>Learning emotion-focused therapy. The process-experiential approach to change. </I>Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201300020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Fonagy, P., &amp; Bateman, A. (2006). Mechanisms of change in mentalization based treatment on patients with borderline personality disorder/mentalization-based treatment of BPD. <I>Journal of clinical psychology, 62</I>(4), 411-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201300020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Freyberger, H. (1977). Supportive psychotherapeutic techniques in primary and secondary alexithymia. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, 28</I>(1-4), 337-342.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201300020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fridja, N. (2005). Emotion experience. <I>Cognition and Emotion, 19</I>(4), 473-497.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201300020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gendlin, E. (1978). <I>Focusing. </I>New York: Bantam Dell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201300020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gendlin, E. T. (1964). A theory of personality change. In P. Worchel &amp; D. Byrne (Eds.), <I>Personality change </I>(pp. 102-148). New York: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, L. (2002). <I>Emotion-focused therapy. Coaching clients to work through their feelings. </I>Washington DC: APA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, L., &amp; Paivio, S. (1997). <I>Working with emotions in psychotherapy</I>. New York Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, L., Auszra, L., &amp; Herrmann, I.R. (2007). The relationship among emotional productivity, emotional arousal and outcome in experiential therapy of depression. <I>Psychotherapy Research, 17</I>(4), 482-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Greenberg, L., Rice, L., &amp; Elliott, R. (1993). <I>Facilitating emotional change: The moment-by-moment process</I>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gomez, C. F., Eizaguirre, A. E., &amp; Aresti, A. A. (1997). Alexitimia y caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas en abuso de opi&aacute;ceos. <I>Toxicodepend&ecirc;ncias, 7</I>, 77-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201300020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gottman, J. (1997). <I>The heart of parenting: How to raise an emotionally intelligent child</I>. New York. Simon &amp; Schuster.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gottman, J. M., Katz, L. F., &amp; Hooven, C. (1997). Parental meta-emotion philosophy and the emotional life of families: Theoretical models and preliminary data. <I>Journal of Family Psychology</I>, <I>10</I>(3), 243-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Haviland, M. G., Hendryx, M. S., Shaw, D. G. &amp;, Henry, J. P. (1994). Alexithymia in women and men hospitalised for psychoactive substance dependence. <I>Comprehensive Psychiatry</I>, <I>35</I>(2), 124-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201300020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Heiberg, A. N., &amp; Heiberg, A. (1977). Alexithymia &ndash; An inherited trait? A study of twins. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, 28</I>(1-4), 221-225. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hesse, C., &amp; Floyd K. (2011). The impact of alexithymia on initial interactions. <I>Personal Relationships, 18</I>, 453-470.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hintikka, J., Honkalampi, K., Lehtonen, J., &amp; Viinamaki, H. (2001). Are alexithymia and depression distinct or overlapping constructs?: A study in a general population. <I>Comprehensive Psychiatry, 42</I>(3), 234-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Horvath, A., &amp; Greenberg, L. S. (1989). Development and validation of the Working Alliance Inventory. <I>Journal of Counselling Psychology, 36</I>(2), 223-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201300020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Horvath, A., &amp; Symonds, B. (1991). Relation between working alliance and outcome in psychotherapy: A metaanalysis. <I>Journal of Counselling Psychology, 38</I>(2), 139-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201300020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hyer, L., Woods M. G., &amp; Boudewyns, P. A. (1991). PTSD and Alexithymia: Importance of emotional clarification in treatment. <I>Psychotherapy, 28</I>(1), 129-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201300020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>J&oslash;rgensen, M. M., Zachariae, R., Skytthe, A., &amp; Kyvik, K. (2007). Genetic and environmental factors in alexithymia: A population-based study of 8.785 Danish twin pairs. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, 76</I>(6), 369-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201300020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kleiger, J. H., &amp; Kinsman, R. A. (1980). The development of an MMPI alexithymia scale. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, 34</I>(1), 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201300020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Krystal, H. (1979). Alexithymia and psychotherapy. <I>American Journal of Psychotherapy</I>, <I>33</I>(1), 17-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201300020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Krystal, J. H., Giller, E. L., &amp; Ciccheti, D. V. (1986). Assessment of alexithymia in posttraumatic stress disorder and somatic illness: Introduction of a reliable measure. <I>Psychosomatic Medicine, 48</I>(1/2), 84-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300020000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lane, R. D., &amp; Schwartz, G. E. (1987). Levels of emotional awareness: A cognitive-developmental theory and its application to psychophatology. <I>American Journal of Psychiatry, 144</I>(2), 133-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201300020000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Levant, R. F. (1992). Toward the reconstruction of masculinity. <I>Journal of Family Psychology, 5, </I>379-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201300020000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Levant, R. F., Halter, M. J., Hayden, E., &amp; Williams, C. (2009b). The efficacy of alexithymia reduction treatment: A pilot study. <I>Journal of Men&rsquo;s Studies</I>, <I>17</I>, 75-84. </P >    <!-- ref --><p>Leweke, F., Bausch, S., Leichsenring, F., Walter, B., &amp; Stingl, M. (2009). Alexithymia as a predictor of outcome of psychodynamically oriented inpatient treatment. <I>Psychotherapy Research, 19</I>(3), 323-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201300020000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Linehan, M. M. (1993). <I>Cognitive behavioral treatment of borderline personality disorder</I>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201300020000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Loas, G., Otmani, O., Verrire, A., Fremaux, D., &amp; Marchand, M. P. (1996). Factor analisys of the French version of the 20-item Toronto Alexithymia Scale (TAS-20). <I>Psychopathology, 29</I>(2), 139-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201300020000700041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McCallum, M., Piper, W. E., Ogrodniczuk, J. S., &amp; Joyce, A. S. (2003). Relationships among psychological mindedness, alexithymia, and outcome in four forms of short-term psychotherapy. <I>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 76</I>(2), 133-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300020000700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Merino, H., God&aacute;s, A., &amp; Pombo, M. G. (2002). Alexitimia y caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas asociadas a actitudes alimentarias en una muestra de adolescentes. <I>Revista de Psicopatologia y Psicologia Cl&iacute;nica</I>, <I>7</I>(1), 35-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201300020000700043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moriguchi, Y., Ohnishi, T., Lane, R.D., Maeda, M., Mori, T., Nemoto, K., Matsuda, H., Komaki, G. (2006). Impaired self-awareness and theory of mind: An fMRI study of mentalizing in alexithymia. <I>Neuroimage, 32</I>, 1472-1482.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300020000700044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Nemiah, J. C. (1997). Alexithymia: theoretical considerations. <I>Psychotherapy and Psychosomatics, 28</I>, 199-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201300020000700045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ogrodniczuk, J. S. (2007). Alexithymia: Considerations for the psychotherapist. <I>Psychotherapy Bulletin, 42 </I>(1), 4-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201300020000700046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ogrodniczuk, J. S., Piper, W. E., &amp; Joyce, A. S. (2004). Alexithymia as a predictor of residual symptoms in depressed patients who respond to short-term psychotherapy. <I>American Journal of Psychotherapy, 58</I>, 150-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201300020000700047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ogrodniczuk, J. S., Piper, W. E., &amp; Joyce, A. S. (2005).The negative effect of alexithymia on the outcome of group therapy for complicated grief: What role might the therapist play? <I>Comprehensive Psychiatry, 46</I>, 206-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201300020000700048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Parker, J. D., Keefer, K. V., Taylor, G. J., &amp; Bagby, R. M. (2008). Latent structure of the alexithymia construct: A taxonomic investigation. <I>Psychological Assessment, 20</I>(4), 385- 396.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201300020000700049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Parker, J. D. A., Taylor, J. T., &amp; Bagby, R. M. (1998). Alexithymia: Relationship with ego defense and coping styles. <I>Comprehensive Psychiatry</I>, <I>39, </I>91-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201300020000700050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pennebaker, J. W., &amp; Chung, C.K. (2007). Expressive writing, emotional upheavals, and health. In H. Friedman &amp; R. Silver (Eds.), <I>Handbook of health psychology </I>(pp. 263-284). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201300020000700051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Petterson, R. (2004). Nameless desire: Alexithymia and the anoretic patient. <I>The American Journal of Psychoanalysis, 64</I>(1) 77-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201300020000700052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Picardi, A., Fagnani, C., Gigantesco, A., Toccaceli, V., Lega, I., &amp; Stazi, M. (2011). Genetic influences on alexithymia and their relationship with depressive symptoms. <I>Journal of Psychosomatic Research, 71</I>(4), 256-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201300020000700053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Prazeres, N. (1996). Ensaio de um estudo sobre alexitimia com o Rorschach e a Escala de Alexitimia de Toronto (TAS-20). Disserta&ccedil;&atilde;o de Tese de Mestrado. Trabalho n&atilde;o publicado. Lisboa: Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201300020000700054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Prazeres, N., Parker, J. D., &amp; Taylor, G. (2000). Adapta&ccedil;&atilde;o Portuguesa da Escala de Alexitimia de Toronto de 20 Itens (TAS-20). <I>Revista Ibero-Americana de Diagn&oacute;stico e Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 9</I>(1), 9-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201300020000700055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rogers, C. (1975). Empathic: An unappreciated way of being. <I>The Counselling Psychologist, 5</I>, 2-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201300020000700056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rogers, C. (1959). A theory of therapy, personality and interpersonal relationships as developed in the client-centered framework. In S. Koch (Ed.), <I>Psychology: A study of a science. Vol. 3: Formulations of the person and the social context. </I>New York: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201300020000700057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Rogers, C. (1961). On becoming a person: A therapist&rsquo;s view of psychotherapy. Boston: Houghton Mifflin. </P >    <!-- ref --><p>Safran, J. D., &amp; Muran, J. C. (2000). <I>Negotiating the therapeutic alliance: A relational treatment guide</I>. New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201300020000700059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Scheidt, C. E., Waller, E., Schnock, C., Becker-Stoll, F., Zimmermann, P., Lucking, C. H., &amp; Wirsching, M. (1999). Alexithymia and attachment representation in idiopathic spasmodic torticollis. <I>Journal of Nervous and Mental Disease, 187</I>(1), 47-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300020000700060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Sifneos, P. E. (1973). The prevalence of &lsquo;alexithymic&rsquo; characteristics in psychosomatic patients. <I>Psychotherapy and Psychosomatics</I>, <I>22, </I>255-262. </P >    <!-- ref --><p>Speranza, M., Corcos, M., St&eacute;phan, P., Loas, G., P&eacute;rez-Diaz, F., Lang, F., Venisse, J., Bizouard, P., Flament, M., Halfon, O., &amp; Jeammet, P. (2004). Alexithymia, Depressive experiences, and dependency in addictive disorders. <I>Substance Use &amp; Misuse, 39</I>(4), 551-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201300020000700062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Taylor, G. J. (1984). Alexithymia: Concept, measurement, and implications for treatment. <I>The American Journal of Psychiatry, 141</I>(6), 725-732.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201300020000700063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Taylor, G. J. (1994). The alexithymia construct: Conceptualization, validation, and relationship with basic dimensions of personality. <I>New Trends in Experimental &amp; Clinical Psychiatry, 10</I>(2), 61-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201300020000700064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Taylor, G. J. (2000). Recent developments in alexithymia theory and research. <I>Canadian Journal of Psychiatry, 45</I>(2), 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201300020000700065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Taylor, G. J., Bagby, R. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Uzun, &Ouml;. (2003). Alexithymia in male alcoholics: Study in a Turkish sample. <I>Comprehensive Psychiatry, 44</I>(5), 435-446.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201300020000700069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B. (2006). Entre nuvens e rel&oacute;gios: Sequ&ecirc;ncia temporal de objectivos estrat&eacute;gicos e integra&ccedil;&atilde;o em psicoterapia. <I>Revista Portuguesa de Psicologia</I>, <I>39</I>, 9-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201300020000700070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Vasco, A. B. (2009a). <I>Regulation of needs satisfaction as the touchstone of happiness</I>. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na 16th Conference of the European Association for Psychotherapy: Meanings of Happiness and Psychotherapy. Lisboa, 2-5 Julho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201300020000700071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Vasco, A. B. (2009b). <I>Sinto, logo tamb&eacute;m existo! </I>III Semin&aacute;rio Espa&ccedil;o S, Emo&ccedil;&otilde;es e Juventude &ndash; Abordagem psicol&oacute;gica das emo&ccedil;&otilde;es. Cascais, 19-20 Novembro. </P >    <!-- ref --><p>Watson, J. C., Goldman, R. N., &amp; Greenberg, L. S. (2007). <I>Case studies in emotion-focused treatment of depression. A comparison of good and poor outcome. </I>Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201300020000700073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wise, T. N., Mann, L. S., &amp; Epstein, D. (1991). Ego defensive styles and alexithymia: A discriminant validation study. <I>Psychotherapy and Psychosomatics</I>, <I>56, </I>141-145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201300020000700074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Wise, T. N., Mann, L. S., &amp; Hill, B. (1990). Alexithymia and depressed mood in the psychiatric patient. <I>Psychotherapy and Psychosomatics</I>, <I>54, </I>26-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201300020000700075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zeitlan, S. B., &amp; McNally, R. J. (1993). Alexithymia and anxiety sensitivity in panic disorder and obsessive-compulsive disorder. <I>American Journal of Psychiatry</I>, <I>150, </I>658-660.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201300020000700076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Zlotnick, C., Mattia, J., &amp; Zimmerman, M. (2001). The relationship between posttraumatic stress disorder, childhood trauma and alexithymia in an outpatient sample. <I>Journal of Traumatic Stress, 14</I>(1), 177-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-8231201300020000700077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P>     <p>Este trabalho recebeu apoio da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia &ndash; SFRH/BD/65066/2009). A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Catarina Nunes da Silva, Faculdade de Psi</B>cologia da Universidade, Lisboa, Alameda da Universidade, 1649-013 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:AnaCatarinaNS@gmail.com">AnaCatarinaNS@gmail.com</a></P >     ]]></body>
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