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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Understanding the complexity of school failure and school dropout has been one of the main concerns of research in recent decades, being not only the object of general interest, but also providing the substance for critics regarding a school of masses. The present research focuses on the analysis of family and individual predictors of adolescents&#8217; school achievement. Participants were 222 adolescents aged between 14 and 16 years, attending the 9th grade. Data collection was made on higher/secondary schools with a Portuguese version of the Parenting Scales and the Vocational Exploration and Investment Questionnaire. Results indicated three main predictors of school achievement amongst teenagers namely, mothers&#8217; school years, parental monitoring and vocational investment. Results are discussed from a psychosocial standpoint and implications for psychological intervention are drawn.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento vocacional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P   ><B>O impacto dos estilos educativos parentais e do desenvolvimento vocacional no rendimento escolar de adolescentes </B></P >     <P   ><b>Ana Prata; Maria Barbosa-Ducharne; Carlos Gon&ccedil;alves; Orlanda Cruz<Sup>* </Sup></b></P >    <P   ><Sup>* </Sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto </P >     <P   ><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <P   >Compreender a complexidade da problem&aacute;tica do in/sucesso e/ou do abandono escolar, tem sido uma das preocupa&ccedil;&otilde;es dominantes da investiga&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, sendo n&atilde;o s&oacute; objeto do interesse geral, como tamb&eacute;m tem vindo a municiar os discursos cr&iacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dita <I>escola de massas</I>. Neste sentido, a presente investiga&ccedil;&atilde;o incide na an&aacute;lise dos preditores familiares e individuais do rendimento escolar de adolescentes. Participaram neste estudo 222 adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos, que frequentavam o 9&ordm; ano de escolaridade. Os dados foram recolhidos em escolas secund&aacute;rias, atrav&eacute;s do Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais e da Escala de Explora&ccedil;&atilde;o e Investimento Vocacional. O n&iacute;vel de escolaridade das m&atilde;es, a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e o investimento vocacional revelaram-se preditores do rendimento escolar. Os resultados s&atilde;o discutidos &agrave; luz de uma abordagem psicossocial sendo retiradas implica&ccedil;&otilde;es para a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. </P >    <P   ><B>Palavras-chave: </B>Desenvolvimento vocacional, Estilos educativos parentais, Rendimento escolar. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >Understanding the complexity of school failure and school dropout has been one of the main concerns  of research in recent decades, being not only the object of general interest, but also providing the  substance for critics regarding a school of masses.  The present research focuses on the analysis of family and individual predictors of adolescents&rsquo; school  achievement. Participants were 222 adolescents aged between 14 and 16 years, attending the 9th grade.  Data collection was made on higher/secondary schools with a Portuguese version of the Parenting  Scales and the Vocational Exploration and Investment Questionnaire.  Results indicated three main predictors of school achievement amongst teenagers namely, mothers&rsquo;  school years, parental monitoring and vocational investment. Results are discussed from a psychosocial  standpoint and implications for psychological intervention are drawn. </P >     <P   ><B>Key-words: </B>Parenting practices, School achievement, Vocational development. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >O insucesso escolar e o abandono precoce da escola s&atilde;o, direta e indiretamente, o resultado de uma sociedade que, no desenho das suas pol&iacute;ticas sociais e educativas, n&atilde;o tem realizado os investimentos adequados e necess&aacute;rios para esbater o fen&oacute;meno de discrimina&ccedil;&atilde;o oriunda dos contextos mais vulner&aacute;veis do ponto de vista social, cultural e econ&oacute;mico. Com a globaliza&ccedil;&atilde;o, as sociedades que n&atilde;o conseguem travar este fen&oacute;meno, tornam-se cada vez menos competitivas e menos influentes. Por conseguinte, h&aacute; que investir na educa&ccedil;&atilde;o de forma a reduzir o insucesso e consequente abandono escolar, tornando a sociedade mais instru&iacute;da e qualificada. Para que isso seja poss&iacute;vel, importa perceber quais os fatores determinantes e geradores de in/sucesso e abandono escolar. </P >    <P   >A presente investiga&ccedil;&atilde;o encontra-se inserida num estudo longitudinal iniciado em 2007, e que pretende estudar o percurso escolar de alunos entre o 7&ordm; e o 11&ordm; anos de escolaridade, analisando decis&otilde;es e projetos vocacionais e identificando os determinantes do sucesso e insucesso escolar e/ou do abandono da escola. No presente estudo pretende-se identificar as vari&aacute;veis preditores do rendimento escolar dos alunos, no 9&ordm; ano de escolaridade. </P >     <P   >&Agrave; luz do modelo bioecol&oacute;gico (Bronfenbrenner, 2001/2005), os fatores intra-individuais e os fatores inter-individuais (que se referem ao ambiente envolvente, mais ou menos pr&oacute;ximo), facilitam ou inibem os comportamentos do sujeito, em particular, o seu desempenho escolar (Sallis &amp; Owen, 1997). No entanto, este modelo postula que a influ&ecirc;ncia destes fatores n&atilde;o se exerce de forma linear e independente, mas atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o dos seus efeitos de intera&ccedil;&atilde;o (Canavarro, 2007). Por outro lado, o contexto em que o desenvolvimento ocorre &eacute; conceptualizado como um sistema de sistemas, progressivamente mais afastados do sujeito em desenvolvimento, mas exercendo a sua influ&ecirc;ncia &ndash; os micro, meso e exossistemas &ndash; os quais operam num determinado contexto macrossist&eacute;mico, sens&iacute;vel &agrave;s mudan&ccedil;as associadas ao tempo. &Eacute; tamb&eacute;m neste contexto macrossocial que se torna pertinente, quer do ponto de vista da investiga&ccedil;&atilde;o quer pela sua relev&acirc;ncia na agenda social, analisar os constrangimentos complexos com que se confrontam os adolescentes da atualidade para realizarem uma das tarefas mais decisivas e centralizadoras da sua identidade: a escolha de um projeto vocacional. As grandes transforma&ccedil;&otilde;es verificadas no mundo do trabalho, consequ&ecirc;ncia de fen&oacute;menos macrossociais, como a escassez e a precaridade do emprego, o desemprego estrutural, a n&atilde;o correspond&ecirc;ncia entre forma&ccedil;&atilde;o e trabalho e, especialmente, a tomada de consci&ecirc;ncia de que a incerteza &eacute; provavelmente a &uacute;nica certeza razo&aacute;vel quanto &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o futura do mundo do trabalho, tornam ainda mais premente e desafiante esta tarefa desenvolvimentista de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal num mundo turbulento e inseguro (Gon&ccedil;alves, 2008). </P >     <p>O desenvolvimento vocacional pode ser abordado a partir de diversos pontos de vista. Contudo assume-se que a perspetiva ecol&oacute;gico-desenvolvimentista e construtivista se apresenta como o modelo capaz de avan&ccedil;ar as respostas mais vi&aacute;veis e plaus&iacute;veis aos desafios da contemporanei dade, anteriormente referidos: a incerteza e a turbul&ecirc;ncia face ao futuro (Gon&ccedil;alves, 2008). Assim, &agrave; luz desta perspetiva, o desenvolvimento vocacional poder&aacute; ser percecionado como um processo de constru&ccedil;&otilde;es e reconstru&ccedil;&otilde;es de significados e representa&ccedil;&otilde;es, que o self estabelece na rela&ccedil;&atilde;o com os diversos contextos em que se insere (Vondracek &amp; Fouad, 1994). Neste sentido, o desenvolvimento vocacional &eacute; visto como um processo interativo onde o indiv&iacute;duo tanto influencia como &eacute; influenciado pelas caracter&iacute;sticas sociais, culturais e f&iacute;sicas do seu ambiente (Whiston &amp; Keller, 2004). Isto &eacute;, face aos questionamentos do mundo atual torna-se cada vez mais &oacute;bvio que os projetos vocacionais n&atilde;o se descobrem, mas s&atilde;o constru&iacute;dos nos contornos das oportunidades que os contextos hist&oacute;rico-sociais viabilizam ou impossibilitam (Gon&ccedil;alves, 2008). </P >     <p>O desenvolvimento vocacional &eacute; concetualizado como uma dimens&atilde;o atrav&eacute;s da qual o desenvolvimento psicol&oacute;gico global se pode concretizar (Gon&ccedil;alves, 2008). Os dois processos psicol&oacute;gicos estruturantes e ativadores do desenvolvimento vocacional s&atilde;o: a explora&ccedil;&atilde;o e o investimento. Estes processos psicol&oacute;gicos estruturantes permitem compreender de forma mais adequada o desenvolvimento vocacional, porque &eacute; mediante a explora&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da rela&ccedil;&atilde;o que o sujeito estabelece com os segmentos da realidade f&iacute;sica e social, que o sujeito transforma e reconstr&oacute;i os seus investimentos vocacionais atuais atribuindo-lhes novos significados (Campos &amp; Coimbra, 1991). </P >     <p>A perspetiva de Erikson (1968) de que os processos psicol&oacute;gicos de explora&ccedil;&atilde;o e investimento s&atilde;o respons&aacute;veis pelo desenvolvimento profissional/vocacional, no sentido daquilo &ldquo;que sou&rdquo; e do &ldquo;que acredito&rdquo;, foi operacionalizada por Marcia (1966, 1980, 1986), atrav&eacute;s de um modelo de quatro formas, estilos e momentos de aquisi&ccedil;&atilde;o da identidade, designado por <I>Modelo dos Estatutos de Identidade</I>: a Identidade Realizada, a Identidade Outorgada, a Identidade Morat&oacute;ria e a Identidade Difus&atilde;o (Costa, 1991). Cada estatuto &eacute; definido mediante a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia dos processos psicol&oacute;gicos centrais de explora&ccedil;&atilde;o e investimento, concretizados nos v&aacute;rios estatutos com que os adolescentes se confrontam face &agrave; escolha vocacional. </P >    <p>Os estudantes que constru&iacute;ram uma forte identidade obt&ecirc;m melhores resultados escolares, levando a cabo tarefas mais orientadas e concebendo o pr&oacute;prio trabalho e esfor&ccedil;o como importante e determinantes para o seu futuro (Cross &amp; Allen, 1970; Was, Al-Harthy, Stack-Oden, &amp; Isaacson, 2009). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m da influ&ecirc;ncia do desenvolvimento vocacional na edifica&ccedil;&atilde;o de projetos futuros e no rendimento escolar dos adolescentes, tamb&eacute;m as pr&aacute;ticas e estilos educativos e parentais se t&ecirc;m revelado preponderantes no desempenho escolar dos filhos. Neste sentido, os estilos educativos parentais e as dimens&otilde;es comportamentais que os definem, t&ecirc;m surgido de forma consistente, como determinantes fundamentais do desenvolvimento e adapta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e do adolescente (Barbosa-Ducharne, Cruz, Marinho, &amp; Grande, 2006; Cruz, 2005; Slicker, 1998; Steinberg, Elman, &amp; Mounts, 1989). </P >    <p>Originalmente proposto por Baumrind (1973), o conceito de estilo educativo parental refere-se &agrave; forma como os pais lidam com quest&otilde;es como a hierarquia, o poder e o apoio emocional na rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem com os filhos, influenciando de modo significativo diferentes &aacute;reas do seu desenvolvimento psicossocial, nomeadamente o seu ajustamento social e o seu rendimento escolar. De acordo com a abordagem tipol&oacute;gica, existem quatro estilos educativos: autorizado, autorit&aacute;rio, permissivo e negligente. Duas dimens&otilde;es da atua&ccedil;&atilde;o parental &ndash; a Aceita&ccedil;&atilde;o/responsividade e a Monitoriza&ccedil;&atilde;o/exig&ecirc;ncia &ndash; t&ecirc;m sido identificadas como determinantes na defini&ccedil;&atilde;o do ambiente educativo no qual as crian&ccedil;as crescem (Maccoby &amp; Martin, 1983). Estes autores consideram a aceita&ccedil;&atilde;o/responsividade inserida no dom&iacute;nio afetivo-emocional, designando-a como a sensibilidade que os pais revelam face &agrave;s necessidades e interesses dos filhos, reportando-se a atitudes compreensivas que os pais t&ecirc;m para com os filhos, visando atrav&eacute;s do apoio emocional e da bidirecionalidade na comunica&ccedil;&atilde;o, favorecer o desenvolvimento da autonomia e da auto afirma&ccedil;&atilde;o dos jovens (Costa, Teixeira, &amp; Gomes, 2000; Palos, Ocampo, Casar&iacute;n, Ochoa, &amp; Rivera, 2012). J&aacute; a monitoriza&ccedil;&atilde;o/exig&ecirc;ncia &eacute; entendida por Maccoby e Martin (1983), como o controlo exercido pelos pais no sentido de fazer cumprir as regras e os limites ditados pelas normas sociais e morais. Esta dimens&atilde;o inclui todas as atitudes dos pais que buscam de alguma forma regular o comportamento dos filhos (Costa, Teixeira, &amp; Gomes, 2000; Lopes, Calvo, &amp; Caro, 2008). </P >    <p>A dimens&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o/responsividade parental tem sido associada ao desenvolvimento do autoconceito positivo, autoconfian&ccedil;a e bem-estar. Por seu turno a monitoriza&ccedil;&atilde;o/exig&ecirc;ncia parece evidenciar uma associa&ccedil;&atilde;o com a regula&ccedil;&atilde;o do comportamento da crian&ccedil;a ou do adolescente, podendo assim reduzir comportamentos desviantes (Justo &amp; Lipp, 2010; Lamborn, Mounts, Steinberg, &amp; Dornbusch, 1991). </P >    <p>Pais que demonstram elevada aceita&ccedil;&atilde;o, envolvimento e grande rigor e supervis&atilde;o, promovem n&iacute;veis elevados de maturidade psicossocial e compet&ecirc;ncia escolar (Dornbusch, Ritter, Leiderman, Roberts, &amp; Fraleigh, 1987; Strage &amp; Brandt, 1999). Os pais influenciam o rendimento escolar dos filhos atrav&eacute;s do seu envolvimento nas actividades escolares, como por exemplo, ajudar os filhos com os trabalhos de casa, estar presente nas reuni&otilde;es com os directores de turma e, tamb&eacute;m, atrav&eacute;s de encorajamentos espec&iacute;ficos, expl&iacute;citos e impl&iacute;citos, que mantenham e promovam o desempenho escolar (Steinberg, Lamborn, Dornbusch, &amp; Darling, 1992). A associa&ccedil;&atilde;o entre envolvimento escolar dos pais e o sucesso escolar dos filhos pode ser explicado pelo facto dos alunos mais acompanhados serem mais incentivados, mas tamb&eacute;m porque o acompanhamento dos filhos garante o aproveitamento necess&aacute;rio ao progresso escolar. Assim, o investimento escolar surge positivamente associado a um conjunto de din&acirc;micas familiares, nomeadamente a supervis&atilde;o (Cia, Pamplin, &amp; Williams, 2008), a autodisciplina em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho escolar, e a &ecirc;nfase dos pais na obedi&ecirc;ncia e na autonomia dos filhos (Diogo, 2008). </P >     <p>A n&iacute;vel individual, o desenvolvimento vocacional, e a n&iacute;vel familiar, as pr&aacute;ticas educativas parentais, surgem como determinantes importantes no percurso escolar dos alunos. &Eacute;, por&eacute;m, necess&aacute;rio ter em conta que cada um destes determinantes, quer individual, quer familiar, n&atilde;o interv&eacute;m isoladamente mas sempre em intera&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, o objetivo geral desta investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o do impacto diferenciado das pr&aacute;ticas educativas parentais e do desenvolvimento vocacional dos adolescentes do 9&ordm; ano de escolaridade, no seu rendimento escolar. Mais especifica mente pretende-se: (1) identificar comportamentos de explora&ccedil;&atilde;o e investimento vocacional dos adolescentes; (2) identificar a perce&ccedil;&atilde;o que os adolescentes t&ecirc;m dos comportamentos parentais de aceita&ccedil;&atilde;o/responsividade e monitoriza&ccedil;&atilde;o/exig&ecirc;ncia (3) identificar o impacto do desenvolvimento vocacional e das pr&aacute;ticas educativas parentais no rendimento escolar. </P >     <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>Participaram neste estudo 222 adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos (<I>M</I>=14.24; <I>DP</I>=0.51), 129 dos quais do sexo feminino (58.1%) e 93 do sexo masculino (41.9%). Todos se encontram a frequentar o 9&ordm;ano de escolaridade. Os pais estudaram em m&eacute;dia 10.93 anos (<I>DP</I>=5.18) e as m&atilde;es 11.44 anos (<I>DP</I>=5.35). </P >    <p><I>Instrumentos e procedimento </I></P >    <p>Foi utilizado um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico para recolher dados demogr&aacute;ficos, acad&eacute;micos e socioecon&oacute;micos e culturais, relativos ao adolescente (idade, g&eacute;nero, percurso escolar, prosseguimento de estudos e interesses profissionais) e &agrave; fam&iacute;lia (estado civil dos pais, situa&ccedil;&atilde;o profissional e escolaridade). A avalia&ccedil;&atilde;o do rendimento escolar dos participantes foi feita a partir da consulta das pautas de cada per&iacute;odo letivo, cedidas pela dire&ccedil;&atilde;o das Escolas. Foi calculada a m&eacute;dia das classifica&ccedil;&otilde;es nas disciplinas frequentadas. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Question&aacute;rio de Estilos Educativos Parentais (QEEP, Barbosa-Ducharne et al., 2006; Cruz, Raposo, Ducharne, Almeida, Teixeira, &amp; Fernandes, 2011), adaptado das <I>Parenting Scales </I>(Lamborn, Mounts, Steinberg, &amp; Dornbuch,1991) foi utilizado com o objetivo de avaliar a perce&ccedil;&atilde;o que os adolescentes t&ecirc;m dos comportamentos parentais. O QEEP &eacute; constitu&iacute;do por 19 itens organizado em duas subescalas &ndash; Aceita&ccedil;&atilde;o/responsividade e Monitoriza&ccedil;&atilde;o/exig&ecirc;ncia &ndash; e permite a identifica&ccedil;&atilde;o dos quatro estilos educativos parentais propostos por Baumrind (1973). As respostas obtidas a cada item s&atilde;o cotadas numa escala tipo <I>Likert </I>entre 1 e 4, em que 1 significa nada e 4 muito. Os valores de alfa obtidos foram de 0.81 para a Aceita&ccedil;&atilde;o/responsividade e de 0.84 para a Monitoriza&ccedil;&atilde;o/exig&ecirc;ncia. Para cada dimens&atilde;o foi calculada a m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o dos itens correspondentes. </P >     <p>A Escala de Explora&ccedil;&atilde;o e Investimento Vocacional foi constru&iacute;da a partir da reformula&ccedil;&atilde;o da <I>Commitment to Career Choice Scale </I>(Blustein, Ellis, &amp; Devenis, 1989). Este instrumento &eacute; constitu&iacute;do por 42 itens, agrupados em cinco dimens&otilde;es ou fatores, avaliando diferentes processos do desenvolvimento vocacional &ndash; <I>Explora&ccedil;&atilde;o Vocacional, Investimento Vocacional, Difus&atilde;o, Outorgado Tend&ecirc;ncia a Excluir Escolhas e Outorgado em Rela&ccedil;&atilde;o aos Significativos. </I>As respostas obtidas a cada item, discriminam o grau de intensidade de desacordo e acordo, atrav&eacute;s de uma escala tipo <I>Likert </I>entre 1 (discordo sempre) e 6 (concordo sempre). No presente estudo, os valores de alfa para cada sub-escala foram os seguintes: Explora&ccedil;&atilde;o &ndash; 0.85, Investimento &ndash; 0.80, Difus&atilde;o &ndash; 0.74, Outorgado Tend&ecirc;ncia a Excluir Escolhas &ndash; 0.73 e Outorgado em rela&ccedil;&atilde;o aos significativos &ndash; 0.56. Refira-se que a pontua&ccedil;&atilde;o de cada subescala constituiu a m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o dos itens correspondentes. Neste estudo ser&atilde;o apenas utilizadas as dimens&otilde;es de Explora&ccedil;&atilde;o e Investimento. </P >    <p>O rendimento escolar foi operacionalizado a partir das notas obtidas pelos adolescentes tendo sido considerada a m&eacute;dia das notas obtidas em todas as disciplinas. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta as estat&iacute;sticas descritivas relativas ao rendimento escolar e &agrave;s dimens&otilde;es do desenvolvimento vocacional (explora&ccedil;&atilde;o e investimento) e da atua&ccedil;&atilde;o parental (aceita&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o). </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t1"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a02t1.jpg" width="511" height="132"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Os resultados indicam que os participantes apresentam n&iacute;veis mais altos de investimento do que de explora&ccedil;&atilde;o vocacional e que percecionam os pais como manifestando n&iacute;veis elevados de aceita&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o. Os valores encontrados n&atilde;o se diferenciam em fun&ccedil;&atilde;o do sexo dos adolescentes. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> revela uma correla&ccedil;&atilde;o positiva de valor moderado entre as dimens&otilde;es aceita&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o parental, sendo que os pais mais calorosos tamb&eacute;m tendem a procurar saber mais acerca do que os seus filhos fazem, onde est&atilde;o e com quem, quando n&atilde;o est&atilde;o em casa. Constata-se ainda uma correla&ccedil;&atilde;o negativa de valor moderado entre as dimens&otilde;es explora&ccedil;&atilde;o e investimento vocacional, sugerindo que, &agrave; medida que o n&iacute;vel de investimento aumenta, o n&iacute;vel de explora&ccedil;&atilde;o tende a diminuir. Verificou-se, ainda, que o investimento vocacional se correlaciona positivamente com a aceita&ccedil;&atilde;o parental e com a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental, sendo ambas as correla&ccedil;&otilde;es de valor baixo. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t2"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a02t2.jpg" width="511" height="150"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>O rendimento escolar dos adolescentes evidencia uma correla&ccedil;&atilde;o positiva m&eacute;dia com o investimento vocacional e uma correla&ccedil;&atilde;o fraca positiva com a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental. </P >     <p>Tendo em vista identificar os preditores do rendimento escolar, foi constru&iacute;do um modelo de regress&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>). A fim de controlar a vari&acirc;ncia explicada pela escolaridade das m&atilde;es, esta vari&aacute;vel foi inclu&iacute;da no primeiro passo. Em passos sucessivos foram inclu&iacute;das a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e o investimento vocacional. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t3"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a02t3.jpg" width="513" height="128"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Os dados da <a href="#t3">Tabela 3</a> confirmam o papel da monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e do investimento vocacional como preditores do rendimento escolar dos adolescentes. </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Os participantes deste estudo s&atilde;o alunos do 9&ordm; ano de escolaridade e encontram-se numa etapa do desenvolvimento vocacional de forte questionamento face &agrave; escolha de um curso do ensino secund&aacute;rio. Trata-se de uma tarefa emocionalmente exigente, do ponto de vista pessoal e social, implicando a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de explora&ccedil;&atilde;o vocacional, que poder&atilde;o ser reduzidas ou at&eacute; interrompidas (tend&ecirc;ncia &agrave; exclus&atilde;o de escolhas ou outorgado), para evitar o confronto com as situa&ccedil;&otilde;es de desconforto e ansiedade despoletadas ao longo do processo de explora&ccedil;&atilde;o (Blustein &amp; Philips, 1990). </P >     <p>Face &agrave; import&acirc;ncia que se vem atribuindo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o europeu nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, como um instrumento inquestion&aacute;vel para a inclus&atilde;o pessoal e social e como fator determinante para o desenvolvimento do capital humano, tem-se registado em Portugal, um decr&eacute;scimo das taxas de analfabetismo e de abandono escolar pelo investimento nas v&aacute;rias modalidades de forma&ccedil;&atilde;o. A cria&ccedil;&atilde;o dos Centros Novas Oportunidades na educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de adultos que abandonaram precocemente a escola por falta de oportunidades ou para as garantirem &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es mais novas (filhos e netos), o alargamento e diversifica&ccedil;&atilde;o da oferta de cursos profissionalizantes e a extens&atilde;o do ensino obrigat&oacute;rio at&eacute; aos 12 anos de escolaridade, s&atilde;o medidas que v&ecirc;m sendo implementadas com vista a combater o insucesso escolar, o abandono escolar e aumentar o capital humano dos cidad&atilde;os para os transformar em cidad&atilde;os cr&iacute;ticos e participativos (Imagin&aacute;rio &amp; Castro, 2011). </P >     <p>Assumindo a problem&aacute;tica do in/sucesso e abandono escolar precoce como uma preocupa&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria, pelo seu impacto negativo no desenvolvimento pessoal, social, econ&oacute;mico, pol&iacute;tico e cultural do nosso Pa&iacute;s, v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido desenvolvidas com o intuito de melhor compreender este fen&oacute;meno, procurando construir solu&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais para reduzir estes efeitos. Neste sentido, no &acirc;mbito deste estudo, entendemos que seria relevante e uma mais-valia para a compreens&atilde;o do mesmo, explorar os determinantes micro e macrossociais que est&atilde;o subjacentes ao insucesso escolar e ao abandono escolar precoce. </P >    <p>Dos resultados obtidos, no &acirc;mbito deste estudo, destaca-se, como principal preditor do rendimento escolar dos adolescentes, a escolaridade materna, facto que corrobora o que tem vindo a ser defendido na literatura vigente, estando esta quest&atilde;o fortemente relacionada com o n&iacute;vel sociocultural de origem do aluno; ou seja, o insucesso escolar n&atilde;o atinge de igual modo todas as classes e grupos sociais. N&atilde;o &eacute; irrelevante viver em <I>ghettos </I>de exclus&atilde;o social ou viver em zonas privilegiadas onde se pode aceder &agrave;s oportunidades de maior viabiliza&ccedil;&atilde;o de sucesso, pertencer a uma classe social ou a outra. O sucesso e o acesso &agrave;s melhores oportunidades est&atilde;o principalmente determinados pelo contexto social de perten&ccedil;a e n&atilde;o por determinantes intra-individuais (Gon&ccedil;alves, 2008). </P >    <p>Os resultados deste estudo revelam ainda que os n&iacute;veis de monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e de investimento vocacional podem predizer os n&iacute;veis de rendimento escolar dos adolescentes. Relativamente &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o, estes resultados v&ecirc;m corroborar os dados da literatura (Cia et al., 2008). Quanto ao investimento vocacional, este verifica-se quando o indiv&iacute;duo faz escolhas relativamente firmes de elementos de identidade e a&ccedil;&otilde;es dirigidas para as implementar, havendo uma prepara&ccedil;&atilde;o para o desempenho de pap&eacute;is futuros, de acordo com objetivos e valores definidos <I>a priori</I>, fornecendo um mecanismo de integra&ccedil;&atilde;o do passado com o futuro (Costa, 1991). O investimento sup&otilde;e mobilizar o sujeito para realizar a&ccedil;&otilde;es concretas de explora&ccedil;&atilde;o nas v&aacute;rias dimens&otilde;es da vida e para envolver-se ativamente na consecu&ccedil;&atilde;o de objetivos. Neste caso espec&iacute;fico, investir nos resultados escolares implica compreend&ecirc;-los, antecipadamente, como preditores de oportunidades de acesso a cursos/forma&ccedil;&otilde;es e profiss&otilde;es mais apetec&iacute;veis do ponto de vista dos interesses pessoais e do estatuto social dos mesmos. </P >    <p>Neste estudo a monitoriza&ccedil;&atilde;o parental e o investimento vocacional indiciam constituir-se como determinantes para o rendimento escolar dos adolescentes, sendo importante ter em conta que n&atilde;o atuam isoladamente, mas cumulativamente. Neste sentido, estes resultados corroboram a perspetiva ecol&oacute;gico-desenvolvimentista, refor&ccedil;ando a import&acirc;ncia que uma multiplicidade de fatores intra-individuais, inter-individuais e macrossist&eacute;micos exerce sobre o rendimento escolar. </P >    <p>Na contemporaneidade, face ao cen&aacute;rio a que assistimos, marcado pela incerteza e pela imprevisibilidade que o futuro descarrega no presente, em que as rela&ccedil;&otilde;es entre forma&ccedil;&otilde;es, profiss&otilde;es e trabalho t&ecirc;m um car&aacute;cter cada vez mais descont&iacute;nuo, incerto, prec&aacute;rio e tempor&aacute;rio, torna-se premente o desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es que permitam e promovam condi&ccedil;&otilde;es para a explora&ccedil;&atilde;o reconstrutiva do investimento vocacional dos adolescentes, jovens e adultos, constituindo-se como aut&ecirc;nticas oportunidades para a inclus&atilde;o social e empoderamento dos sujeitos para se assumirem como cidad&atilde;os cr&iacute;ticos, participativos e autores das suas pr&oacute;prias vidas na rela&ccedil;&atilde;o com os outros (Monteiro &amp; Gon&ccedil;alves, 2011). A comunidade escolar dever&aacute; assumir um papel decisivo neste processo para que os Servi&ccedil;os de Psicologia e Orienta&ccedil;&atilde;o se convertam em espa&ccedil;os para o questionamento e o desenvolvimento pessoal e social e n&atilde;o para a adapta&ccedil;&atilde;o e acomoda&ccedil;&atilde;o constituindo-se em <I>ind&uacute;strias de programas </I>contribuindo para a proletariza&ccedil;&atilde;o do Ser (sujeito psicol&oacute;gico) reduzindo-o a um objeto de consumo, legitimando uma cultura desindividuante, produtora de produtos t&oacute;xicos e descart&aacute;veis, subordinando-se aos desejos insaci&aacute;veis do hiperconsumo de uma ordem economicista e tecnicizante dominantes (Stiegler, 2004). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um das implica&ccedil;&otilde;es deste estudo para a interven&ccedil;&atilde;o &eacute; a necessidade de se continuar a investir na interven&ccedil;&atilde;o na consultoria parental para capacitar os significativos em compet&ecirc;ncias parentais, de forma a melhorar o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o dos pais, a aumentar a sua mestria no acesso aos recursos da comunidade, a implic&aacute;-los nas atividades escolares dos filhos, desenvolvendo uma forma de rela&ccedil;&atilde;o mais respons&aacute;vel no seio da fam&iacute;lia e, consequentemente, melhorando o bemestar individual dos seus componentes. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>Barbosa-Ducharne, M., Cruz, Marinho, S., &amp; Grande, C. (2006). Question&aacute;rio de estilos educativos parentais. <I>Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o, 1</I>, 63-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-8231201300030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1973). <I>The development of instrumental competence through socialization</I>. Minnesota Symposium on child Psychology. Minneapolis: University of Minnesota Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-8231201300030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Blustein, D. L., &amp; Phillips, S. D. (1990). Relation between ego identity statuses and decision-making styles. <I>Journal of Counseling Psychology, 37</I>(2), 160-168. doi:10.1037/0022-0167.37.2.160 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-8231201300030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Blustein, D. L., Ellis, M. V., &amp; Devenis, L. E. (1989). The development and validation of a two-dimensional model of the commitment to career choices process. <I>Journal of Vocational Behavior, 35</I>, 342-378.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0870-8231201300030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (2001/2005). The bioecological theory of human development. In U. Bronfenbrenner (Ed.), <I>Making human being human </I>(pp. 3-15). Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0870-8231201300030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Campos, B., &amp; Coimbra, J. (1991). Consulta psicol&oacute;gica e explora&ccedil;&atilde;o do investimento vocacional. <I>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica, 7</I>, 11-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201300030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Canavarro, J. M. (2007). <I>Para a compreens&atilde;o do abandono escolar</I>. Lisboa: Texto Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-8231201300030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Cia, F., Pamplin, R., &amp; Williams, L. (2008). O impacto do envolvimento parental no desempenho acad&eacute;mico de crian&ccedil;as escolares. <I>Psicologia em Estudo, 13</I>(2), 351-360. Recovered from <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=287122107018" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=287122107018</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-8231201300030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, F. T., Teixeira, M. A. P., &amp; Gomes, W. B. (2000). Responsividade e exig&ecirc;ncia: Duas escalas para avaliar estilos parentais<I>. Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</I>, <I>13</I>(3), 465-473. Recovered from <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=18813314" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=18813314</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201300030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, M. E. (1991). <I>Contextos sociais de vida e desenvolvimento da identidade</I>. Porto: Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201300030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cross, J. H., &amp; Allen, J. G. (1970). Ego identity status, adjustment, and academic achievement. <I>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 34</I>, 288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-8231201300030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cruz, O. (2005). <I>Parentalidade</I>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201300030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Cruz, O., Raposo, J. V., Barbosa-Ducharne, M., Almeida, L. S., Teixeira, C. M., &amp; Fernandes, H. M. (2011). Question&aacute;rio de estilos educativos parentais (QEEP): Contributos para a valida&ccedil;&atilde;o factorial da vers&atilde;o portuguesa das <I>parenting scales</I>. <I>Revista Ibero-Americana de Diagn&oacute;stico e Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 1</I>, 157-176. Recovered from <a href="http://www.aidep.org/03_ridep/R31/R31%20art8res.pdf" target="_blank">http://www.aidep.org/03_ridep/R31/R31%20art8res.pdf</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201300030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Diogo, A. (2008). <I>Investimento das fam&iacute;lias na escola. </I>Lisboa: Celta Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201300030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dornbusch, S. M., Ritter, P. L., Leiderman, P. H., Roberts, D. F., &amp; Fraleigh, M. J. (1987). The relation of parenting style to adolescent school performance. <I>Child Development, 57</I>, 879-894.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201300030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Erikson, E.H. (1968). <I>Identity: Youth and crisis</I>. NewYork: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201300030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, C. (2008). <I>Pais aflitos, filhos com futuro incerto? Um estudo sobre a influ&ecirc;ncia das fam&iacute;lias na orienta&ccedil;&atilde;o dos filhos</I>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian e Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Imagin&aacute;rio, L., &amp; Castro, J. M. (2011). <I>Psicologia da forma&ccedil;&atilde;o profissional e da educa&ccedil;&atilde;o de adultos, passos passados, presente e futuro. </I>Colect&acirc;nea de textos. Porto: Livpsic<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Justo, A., &amp; Lipp, M. (2010). A influ&ecirc;ncia do estilo parental no stress do adolescente. <I>Academia Paulista de Psicologia</I>, <I>79</I>, 363-378. Recovered from <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=94615412010" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=94615412010</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamborn, S., Mounts, N, Steinberg, L., &amp; Dornbusch, S. (1991). Patterns of competence and adjustment among adolescents from authoritative, authoritarian, indulgent, and neglectful families. <I>Child Development</I>, <I>62</I>, 1049-1065. doi: 10.1111/1467-8624.ep9112161645 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201300030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>L&oacute;pez, S., Calvo, J., &amp; Caro, M. (2008). Estilos de educaci&oacute;n familiar. <I>Psicothema, 20</I>(1), 62-70. ISSN 02149975 CODEN PSOTEG </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maccoby, E., &amp; Martin, J. (1983). Socialization in the context of the family: Parent-child interaction. In P. H. Mussen (series Ed.) &amp; E. M. Hetherington (vol. Ed.), <I>Handbook of child psychology: Vol. 4. Socialization, personality and social development </I>(4th ed., pp. 1-101). New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201300030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Marcia, J. E. (1966). Development and validation of ego-identity status. <I>Journal of Personality and Social Psychology</I>, <I>3</I>(5), 551-558. doi:10.1037/h0023281 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >Marcia, J. F. (1980). Identity in adolescence. In J. Adelson (Ed.), <I>Handbook of adolescent psychology</I>. New York: Wiley. ork.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201300030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Marcia, J. E. (1986). Clinical implication of the identity status approach within psychological development theory. <I>Cadernos de Consulta Psicol&oacute;gica</I>, <I>2</I>, 23-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Monteiro, A., &amp; Gon&ccedil;alves, C. M. (2011). Desenvolvimento vocacional no ensino superior: Satisfa&ccedil;&atilde;o com a forma&ccedil;&atilde;o e desempenho acad&eacute;mico. <I>Revista Brasileira de Orienta&ccedil;&atilde;o Profissional, 12</I>(1), 15-27. Recovered from <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=203018660004" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=203018660004</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >Palos, P., Ocampo, D., Casar&iacute;n, A., Ochoa, B., &amp; Rivera, R. (2012). Pr&aacute;ticas parentales y sintomatologia depressiva en adolescentes. <I>Salud Mental</I>, <I>35</I>(1), 29-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300030000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Sallis, F. J., &amp; Owen, N. (1997). Ecological models. In K. Glanz, F. M. Lewis, &amp; B.K. Rimer (Eds.), <I>Health behavior and health education: Theory, research and practice </I>(2nd ed.). S&atilde;o Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >Slicker, E. K. (1998). Relationship of parenting style to behavioral adjustment in graduating high school seniors. <I>Journal of Youth and Adolescence, 27</I>, 345-372. Retrieved from <a href="http://search.proquest.com/docview/204640313?accountid=43623" target="_blank">http://search.proquest.com/docview/204640313?accountid=43623</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >Steinberg, L., Elmen, J., &amp; Mounts, N. (1989). Authoritative parenting psychosocial maturity, and academic success among adolescents. <I>Child Development</I>, <I>60</I>(6), 1424-1436. doi: 10.1111/1467-8624.ep9772457.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201300030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Steinberg, L., Lamborn, S., Dornbusch, S., &amp; Darling, N. (1992). Impact of parenting practices on adolescent, and encouragement to succeed. <I>Child Development, 63</I>(5), 1266-1281. doi: 10.1111/1467-8624.ep9301210142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P   >Stiegler, B. (2004). De <I>la mis&egrave;re symbolique: La catastrophe du sensible</I>. Paris: Editions Galil&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </P >    <P   >Strage, A. &amp; Brandt, T. (1999). Authoritive parenting and college students&rsquo; academic adjustment and success. <I>Journal of Educational Psychology</I>, <I>91</I>(1), 146-156. </P >    <!-- ref --><P   >Vondracek, F. W., &amp; Fouad, N. A. (1994). Development contextualism: An integrative framework for theory and practice. In M. L. Savickas &amp; R. W. Lent (Eds.), <I>Convergence in career development theories: Implications for science and practice </I>(pp. 207-214). Palo Alto, California: Consulting Psychologist Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201300030000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P   >Was, C. A., Al-Harthy, I., Stack-Oden, M., &amp; Isaacson, R. M. (2009). Academic identity status and the relationship to achievement goal orientation. <I>Electronic Journal of Research in Educational Psychology</I>, <I>7</I>(18), 627-652. Recovered from <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=293121945002" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=293121945002</a> </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201300030000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P   >Whiston, S. C., &amp; Keller, B. K. (2004). The influences of the family of origin on career development: A review and analysis. <I>The Counseling Psychologist, 32</I>, 493-568. doi:10.1177/0011000004265660 </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300030000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   >&nbsp;</P >     <P   ><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <P   >A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Prata, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto. E-mail: <a href="mailto:vazprata@gmail.com">vazprata@gmail.com</a></P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   >NOTA</P >     <P   >Os dados apresentados foram recolhidos no segundo momento do estudo longitudinal &ldquo;Percursos escolares na adolesc&ecirc;ncia: Determinantes socio-cognitivo-motivacionais&rdquo; desenvolvido no &acirc;mbito do Centro de Estudos Euro-Regionais (CEER), pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto, coordenado pelo &uacute;ltimo autor e foram objeto da tese de Mestrado em Temas de Psicologia na FPCEUP do primeiro autor.</P >      ]]></body><back>
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