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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desenho e avaliação de programas de desenvolvimento de competências parentais para pais negligentes: Uma revisão e reflexão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Parental neglect has been associated with lack of parental skills to educate, supervise and respond to the needs of their children, endangering their well-being. This article presents a brief theoretical framework of the phenomenon of parental neglect, its prevalence and social relevance in the Portuguese context. We also present some definitions of negligence, refer to some of its theoretical models as well as its main associated protective and risk factors. Then we briefly describe a set of intervention programs with neglectful families developed and implemented in Portugal. This analysis indicates that there are few programs presenting specific theoretical frameworks clearly defined methodologies and strategies and that are even more rare those using designs that allow the adequate evaluation and assessment of their effectiveness. At the end, and based on the literature and on the analyzed programs, we try to outline a general model of intervention in this context and present some proposals regarding the structure and content of training programs for neglecting parents as well as methodologies and procedures for the design and evaluation of their results.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Negligência parental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Desenho e avalia&ccedil;&atilde;o de programas de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias parentais para pais negligentes: Uma revis&atilde;o e reflex&atilde;o</B> </P >     <p><b> Cl&aacute;udia Camilo<Sup>* </Sup>e Margarida Vaz Garrido<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>CIS-IUL, ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A neglig&ecirc;ncia parental tem surgido associada &agrave; falta de compet&ecirc;ncia dos pais para educar, supervisionar e responder &agrave;s necessidades dos filhos menores, colocando em risco o seu bem-estar. O presente artigo apresenta um breve enquadramento do fen&oacute;meno da neglig&ecirc;ncia parental, sua preval&ecirc;ncia e relev&acirc;ncia social no contexto nacional. S&atilde;o ainda apresentadas algumas defini&ccedil;&otilde;es de neglig&ecirc;ncia, referidos alguns dos seus modelos te&oacute;ricos de enquadramento e os principais fatores de prote&ccedil;&atilde;o e de risco associados. Em seguida descrevemos brevemente um conjunto de programas de interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias negligentes desenvolvidos e aplicados em contexto nacional. Esta an&aacute;lise indica que s&atilde;o ainda escassos os programas que apresentam um quadro te&oacute;rico de refer&ecirc;ncia espec&iacute;fico, metodologias e estrat&eacute;gicas bem definidas e ainda mais raros os que utilizam desenhos de avalia&ccedil;&atilde;o que permitem aferir adequadamente a sua efic&aacute;cia. No final do artigo, e com base na literatura e nos programas analisados, procuramos sistematizar um modelo geral de interven&ccedil;&atilde;o neste contexto e apresentar algumas propostas relativas &agrave; estrutura e conte&uacute;do dos programas de forma&ccedil;&atilde;o parental bem como &agrave;s metodologias e procedimentos de desenho e de avalia&ccedil;&atilde;o dos seus resultados. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Compet&ecirc;ncias parentais, Metodologias de interven&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o, Neglig&ecirc;ncia parental. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parental neglect has been associated with lack of parental skills to educate, supervise and respond to the needs of their children, endangering their well-being. This article presents a brief theoretical framework of the phenomenon of parental neglect, its prevalence and social relevance in the Portuguese context. We also present some definitions of negligence, refer to some of its theoretical models as well as its main associated protective and risk factors. Then we briefly describe a set of intervention programs with neglectful families developed and implemented in Portugal. This analysis indicates that there are few programs presenting specific theoretical frameworks clearly defined methodologies and strategies and that are even more rare those using designs that allow the adequate evaluation and assessment of their effectiveness. At the end, and based on the literature and on the analyzed programs, we try to outline a general model of intervention in this context and present some proposals regarding the structure and content of training programs for neglecting parents as well as methodologies and procedures for the design and evaluation of their results. </P >     <p><B>Key-words</B>: Methodologies for assessment and intervention, Parental neglect, Parental skills. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>O presente artigo tem como principal objetivo apresentar uma revis&atilde;o cr&iacute;tica da literatura sobre programas de interven&ccedil;&atilde;o para fam&iacute;lias negligentes. Com base no presente objetivo, propomo-nos (i) apresentar alguns indicadores da preval&ecirc;ncia da neglig&ecirc;ncia a n&iacute;vel nacional; (ii) definir o fen&oacute;meno da neglig&ecirc;ncia e rever brevemente a literatura que aborde teoricamente os seus principais determinantes e problem&aacute;ticas associadas; (iii) rever alguns modelos de interven&ccedil;&atilde;o junto de fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de risco psicossocial, com pr&aacute;ticas parentais negligentes e/ou maltratantes associadas, e (iv) sistematizar uma proposta de modelo de interven&ccedil;&atilde;o bem como metodologias de desenho e avalia&ccedil;&atilde;o de programas com vista &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas parentais negligentes. </P >     <p><I>Neglig&ecirc;ncia parental: Preval&ecirc;ncia e relev&acirc;ncia social </I></P >     <p>As din&acirc;micas familiares negligentes associam-se geralmente &agrave; falta de conhecimento ou compet&ecirc;ncia parental para educar, supervisionar e responder &agrave;s necessidades dos filhos menores. A n&iacute;vel nacional, e ainda que circunscritos &agrave;s duas principais cidades do pa&iacute;s (Lisboa e Porto), os trabalhos de Amaro (1986) indicam uma taxa de neglig&ecirc;ncia superior &agrave; de outros tipos de mau trato (48% dos casos). A <I>preval&ecirc;ncia </I>da neglig&ecirc;ncia de crian&ccedil;as e jovens em Portugal tem constitu&iacute;do um dos principais motivos de abertura de processos pelos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o de menores (38.2% dos processos; Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o Nacional de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco [CPCJ], 2011). </P >     <p>Atendendo a que as din&acirc;micas familiares negligentes podem representar um risco para o pleno desenvolvimento da crian&ccedil;a, as respostas institucionais previstas para estas situa&ccedil;&otilde;es podem incluir a retirada dos menores das suas fam&iacute;lias e sua consequente institucionaliza&ccedil;&atilde;o. No entanto, s&atilde;o in&uacute;meros os estudos que documentam os graves danos psicossociais que a separa&ccedil;&atilde;o do agregado familiar de origem pode provocar, nomeadamente a constante necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o a novos contextos, bem como ambival&ecirc;ncia no reconhecimento das figuras parentais e na constru&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o (e.g., Fern&aacute;ndez, Alvarez, &amp; Bravo, 2003; Martins, 2005; Palacios, 2003). Neste contexto, como alternativa &agrave; separa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia e/ou institucionaliza&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, a preserva&ccedil;&atilde;o familiar tem sido apontada como a estrat&eacute;gia potencialmente mais adequada no trabalho com pais negligentes (e.g., Caldera et al., 2007; Fern&aacute;ndez et al., 2003; Martins, 2005; Palacios, 2003; Rodrigo, M&aacute;iquez, Correa, Mart&iacute;n, &amp; Rodr&iacute;guez, 2006). A interven&ccedil;&atilde;o junto destas fam&iacute;lias assume assim particular <I>relev&acirc;ncia social</I>, como estrat&eacute;gia para evitar a rutura definitiva (Martins, 2005; Tribuna &amp; Relvas, 2002). Para al&eacute;m de se apresentar como uma alternativa &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o cujas consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas, sociais e econ&oacute;micas se encontram largamente documentadas, a interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias negligentes procura constituir-se como uma resposta eficaz na redu&ccedil;&atilde;o e/ou extin&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias pr&aacute;ticas parentais abusivas, que podem representar um risco (ou perigo) para a crian&ccedil;a que, ap&oacute;s sinalizada, permanece no seu agregado familiar. </P >    <p>Em conson&acirc;ncia com a literatura supracitada, a medida de &ldquo;apoio junto dos pais&rdquo; representa cerca de 77% das medidas aplicadas pelas CPCJ, ao contr&aacute;rio do acolhimento institucional, que se aplica em apenas 9% das situa&ccedil;&otilde;es (Relat&oacute;rio CPCJ, 2011). Estes indicadores sugerem a crescente preval&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias de preserva&ccedil;&atilde;o familiar fundamentadas no superior interesse da crian&ccedil;a e a sequente necessidade de desenvolver, implementar e avaliar programas de interven&ccedil;&atilde;o com pais negligentes. </P >    <p><I>A neglig&ecirc;ncia parental como forma de mau trato </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi j&aacute; durante o s&eacute;c. XX que a neglig&ecirc;ncia come&ccedil;ou a ser considerada como um problema social e definida como uma forma de mau trato (que por sua vez j&aacute; havia sido reconhecido como tal no s&eacute;culo anterior; Miller-Perrin &amp; Perrin, 1999). Embora se assista ainda a alguma falta de consenso quanto &agrave; defini&ccedil;&atilde;o dos conceitos (Zigler &amp; Hall, 1989), mau trato diz geralmente respeito a &ldquo;qualquer forma de trato f&iacute;sico e (ou) emocional, n&atilde;o acidental e inadequado, resultante de disfun&ccedil;&otilde;es e (ou) car&ecirc;ncias nas rela&ccedil;&otilde;es entre crian&ccedil;as ou jovens e pessoas mais velhas, num contexto de uma rela&ccedil;&atilde;o de responsabilidade, confian&ccedil;a e (ou) poder&rdquo; (Magalh&atilde;es, 2004, p. 33) que perturbem o desenvolvimento f&iacute;sico, psicol&oacute;gico ou emocional considerado como normal para a crian&ccedil;a (Pont&oacute;n, Franco, &amp; Ram&iacute;rez, 2006; Roig &amp; De Pa&uacute;l, 1993). O mau trato pode ser ativo, quando inclui o uso da for&ccedil;a f&iacute;sica, sexual ou psicol&oacute;gica; ou passivo, quando revela omiss&atilde;o e falha nos cuidados que condicionam o bem-estar da crian&ccedil;a (Barudy, 1998). </P >    <p>A neglig&ecirc;ncia, do latim <I>negligentia</I>, significa descuido e falta de cuidado e &eacute; descrita como uma forma frequente de mau trato infantil que se traduz na dificuldade ou na incompet&ecirc;ncia dos pais para salvaguardarem a sa&uacute;de e o bem-estar da crian&ccedil;a (Delgado, 1996). Este tipo de mau trato pode ser consciente ou inconsciente, e decorre geralmente de falta de informa&ccedil;&atilde;o, incapacidade ou pobreza (Roig &amp; De Pa&uacute;l, 1993). A neglig&ecirc;ncia surge tamb&eacute;m definida como uma falha, pontual ou permanente, na provis&atilde;o de necessidades b&aacute;sicas &agrave;s crian&ccedil;as (e.g., como a alimenta&ccedil;&atilde;o, higiene, vestu&aacute;rio, prote&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es perigosas, educa&ccedil;&atilde;o e cuidados m&eacute;dicos; Moreno, 2002), que pode dar origem a danos no seu desenvolvimento e bem-estar (Wolock &amp; Horowitz, 1984). </P >    <p>Numa abordagem mais sistem&aacute;tica, Calheiros (2006) distingue as diferentes formas de neglig&ecirc;ncia, referindo que (i) a neglig&ecirc;ncia f&iacute;sica diz respeito &agrave; falta de provis&atilde;o, ou seja, &agrave; omiss&atilde;o, por parte dos adultos, de cuidados b&aacute;sicos &agrave; crian&ccedil;a ao n&iacute;vel das suas necessidades f&iacute;sicas (habita&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o, higiene, vestu&aacute;rio, acompanhamento da sa&uacute;de f&iacute;sica), (ii) a neglig&ecirc;ncia educacional refere-se a omiss&otilde;es parentais relativamente ao acompanhamento escolar, desenvolvimento e sa&uacute;de mental da crian&ccedil;a e, (iii) a falta de supervis&atilde;o, referindo-se a omiss&otilde;es dos pais ao n&iacute;vel dos cuidados com a seguran&ccedil;a f&iacute;sica, socializa&ccedil;&atilde;o, estimula&ccedil;&atilde;o e acompanhamento aos filhos menores. </P >    <p>As consequ&ecirc;ncias da neglig&ecirc;ncia foram tamb&eacute;m alvo de estudo e de sistematiza&ccedil;&atilde;o (e.g., Azevedo &amp; Maia, 2006; Crittenden, 1999; Gonz&aacute;lez, 2007), que salientam o impacto da neglig&ecirc;ncia f&iacute;sica na sa&uacute;de (e.g., m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o, hipo-crescimento cerebral, infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias ou gastrointestinais, problemas auditivos, visuais ou auto-mutila&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a); a rela&ccedil;&atilde;o entre a neglig&ecirc;ncia educacional e elevados n&iacute;veis de absentismo e abandono escolar; a ocorr&ecirc;ncia de sinais como auto-sufici&ecirc;ncia compulsiva, falsa maturidade, dificuldades nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e isolamento em crian&ccedil;as v&iacute;timas de neglig&ecirc;ncia emocional; e amea&ccedil;a &agrave; integridade f&iacute;sica da crian&ccedil;a decorrente da falta de supervis&atilde;o. </P >    <p><I>Modelos de suporte te&oacute;ricos </I></P >    <p>No &acirc;mbito da Psicologia Comunit&aacute;ria, o modelo ecol&oacute;gico de desenvolvimento humano (Bronfenbrenner, 1979), e o modelo de Belsky (1993), constituem uma refer&ecirc;ncia na compreens&atilde;o do fen&oacute;meno da neglig&ecirc;ncia assente na intera&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo com o meio. &Agrave; luz destes modelos, a neglig&ecirc;ncia &eacute; determinada pelo equil&iacute;brio entre os fatores stressores e os de suporte (Belsky, 1980; Belsky &amp; Vondra, 1989). Quando os factores stressores superam os de suporte, a probabilidade de mau trato &agrave; crian&ccedil;a tende a aumentar (Belsky, 1993). </P >    <p>O Modelo Transacional de Cicchetti e Rizley (1981) permite igualmente enquadrar este fen&oacute;meno, definindo o mau trato como express&atilde;o de um desequil&iacute;brio no sistema pais-crian&ccedil;ameio. Os autores concebem os fatores de risco em duas vertentes: potencializadora, que aumentam a probabilidade de mau trato, e compensat&oacute;ria, que diminuem o risco de mau trato. Os fatores de vulnerabilidade podem ser constantes quando incluem fatores a longo termo, de ordem biol&oacute;gica, hist&oacute;rica, psicol&oacute;gica ou ecol&oacute;gica, ou flutuantes, quando as condi&ccedil;&otilde;es indutoras de stress na fam&iacute;lia que podem levar os pais ao mau trato ou neglig&ecirc;ncia s&atilde;o transit&oacute;rias. &Eacute; da falta de equil&iacute;brio entre factores potenciadores e compensat&oacute;rios que poder&atilde;o resultar padr&otilde;es de parentalidade negligente. </P >    <p>Mais recentemente e no &acirc;mbito de um modelo cognitivo de processamento de informa&ccedil;&atilde;o social (e.g., Milner, 1993, 2003), Crittenden (1993) sugere que a neglig&ecirc;ncia parental poder&aacute; decorrer de falhas ou enviesamentos no processamento de informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; crian&ccedil;a (Crittenden, 1993; Hildyard &amp; Wolfe, 2007). Assim, a neglig&ecirc;ncia poder&aacute; decorrer da incapacidade dos cuidadores em (1) perceber os sinais e estados da crian&ccedil;a, (2) interpretar corretamente estes sinais, (3) selecionar e (4) implementar uma resposta adequada. </P >    <p><I>Fatores potenciadores e fatores compensat&oacute;rios </I></P >    <p><I>Fatores potenciadores da neglig&ecirc;ncia. </I>De acordo com v&aacute;rios estudos (e.g., Magnuson &amp; Duncan, 2002; McLoyd, 1998) a desvantagem econ&oacute;mica das fam&iacute;lias pode associar-se a pr&aacute;ticas parentais abusivas, nomeadamente &agrave; neglig&ecirc;ncia (Almeida, Andr&eacute;, &amp; Almeida, 1999; Bondarenko, 2008; Bronfenbrenner, 1986; Calheiros, 2006; Evans &amp; English, 2002; Flores, 2004; Peirson, Larendeau, &amp; Chamberland, 2001). Note-se, no entanto, que a pobreza n&atilde;o tem uma rela&ccedil;&atilde;o direta com a neglig&ecirc;ncia. A neglig&ecirc;ncia surge associada a fatores de risco decorrentes da situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, que aumentam a probabilidade de o indiv&iacute;duo experienciar situa&ccedil;&otilde;es geradoras de stress e desgaste psicol&oacute;gico que poder&atilde;o contribuir para a parentalidade negligente (e.g., Bronfenbrenner, 1986; Tang, 2008). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escassez de recursos financeiros e materiais, as dificuldades em suprir necessidades b&aacute;sicas, inadequa&ccedil;&atilde;o da habita&ccedil;&atilde;o, instabilidade no emprego ou desemprego a par do isolamento social, baixa inser&ccedil;&atilde;o sociocultural, e exposi&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica ou comunit&aacute;ria constituem alguns dos fatores (Evans &amp; English, 2002; Peirson et al., 2001) que frequentemente colocam as fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade psicossocial ou de exclus&atilde;o social (Bondarenko, 2008). Por sua vez, crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza s&atilde;o tamb&eacute;m elas expostas, no seu ambiente imediato, a fatores de stress, f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos. Estes fatores, constituem situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade potencialmente geradoras de problemas de comportamento e de dificuldades de auto-regula&ccedil;&atilde;o (Evans &amp; English, 2002). Estes contextos repercutem-se na rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos, tornando-a mais negativa, e potenciam a emerg&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas parentais abusivas (Dearing, 2008). </P >    <p>A falta de condi&ccedil;&otilde;es de habitabilidade, de estrutura e organiza&ccedil;&atilde;o (Evans &amp; English, 2002) aparecem tamb&eacute;m na literatura como fatores de risco da neglig&ecirc;ncia (e.g., Stavrianos, Stavrianou, Stavrianou, &amp; Kafas, 2009). Este aspeto assume especial import&acirc;ncia na medida em que ambientes organizados e com rotinas padronizadas tendem a promover o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias cognitivas adequadas, nomeadamente ao n&iacute;vel da compreens&atilde;o e representa&ccedil;&atilde;o dos eventos de vida di&aacute;rios, ao contr&aacute;rio do observado em ambientes ca&oacute;ticos (Flores, 2004). </P >    <p>De entre os m&uacute;ltiplos fatores frequentemente associados a pr&aacute;ticas parentais negligentes, destacam-se ainda o abuso de subst&acirc;ncias por parte dos cuidadores, indutores de padr&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o negativos, baixos n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia parental e problemas graves de sa&uacute;de (Peirson et al., 2001; Stavrianos et al., 2009), e ainda a presen&ccedil;a de psicopatologias nos pais (Belsky, 1993). </P >     <p>Crittenden (1999) sistematiza os fatores stressores da neglig&ecirc;ncia agrupando-os por tipos de neglig&ecirc;ncia que promovem, referindo (i) a <I>neglig&ecirc;ncia desorganizada</I>, caracterizada por pr&aacute;ticas parentais inconsistentes, observadas em fam&iacute;lias em constante crises c&iacute;clicas, que vivem em ambientes totalmente desorganizados, desenvolvendo respostas emocionais imprevis&iacute;veis &agrave; crian&ccedil;a; (ii) a <I>neglig&ecirc;ncia emocional</I>, que se caracteriza pela desconex&atilde;o emocional entre pais e filhos, cujas rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o pautadas por regras limitadas e demasiado ponderadas, nas quais n&atilde;o h&aacute; lugar a afetos; e (iii) a <I>neglig&ecirc;ncia depressiva</I>, que reflete, segundo a autora, a cl&aacute;ssica imagem da crian&ccedil;a negligenciada, a quem s&atilde;o asseguradas as principais necessidades f&iacute;sicas, mas &agrave; qual s&atilde;o ignorados pelos pais todos os pedidos de aten&ccedil;&atilde;o, acabando por desenvolver apatia e sintomas depressivos. </P >     <p><I>Fatores compensat&oacute;rios da neglig&ecirc;ncia. </I>As pr&aacute;ticas parentais negligentes podem ser prevenidas ou diminu&iacute;das por v&aacute;rios fatores que compensam o risco de neglig&ecirc;ncia e que potenciam os pontos fortes das fam&iacute;lias. A promo&ccedil;&atilde;o do adequado desempenho parental, por exemplo, funciona como fator de prote&ccedil;&atilde;o nomeadamente para as crian&ccedil;as que enfrentam os riscos associados &agrave; pobreza (Hanson, McLanahan, &amp; Thomson, 1997). O suporte social constitui-se tamb&eacute;m enquanto fator protetor da neglig&ecirc;ncia. De acordo com v&aacute;rios autores (e.g., Horwath, 2007; Matos &amp; Sousa, 2004; Stavrianos et al., 2009) as redes de suporte social, formais ou informais, funcionam como um &ldquo;amortecedor&rdquo; dos sentimentos de stress experienciados pelos pais, ao promoverem apoio e suporte &agrave;s necessidades imediatas das fam&iacute;lias. </P >    <p>A pr&oacute;pria estrutura familiar pode tamb&eacute;m constituir-se como um fator de prote&ccedil;&atilde;o da neglig&ecirc;ncia. A literatura indica que em fam&iacute;lias ondem coabitam os dois cuidadores, a probabilidade de ocorrerem pr&aacute;ticas negligentes &eacute; menor do que em fam&iacute;lias monoparentais, assim como em fam&iacute;lias com menor dimens&atilde;o, sem muitos filhos (Peirson et al., 2001). Neste contexto, Horwath (2007) destaca ainda o papel das &ldquo;av&oacute;s&rdquo; maternas no apoio &agrave;s filhas, na educa&ccedil;&atilde;o dos netos, e no suporte emocional que podem trazer contribuindo para o bem-estar da fam&iacute;lia. </P >    <p>As rotinas familiares constituem outro dos fatores protetores do risco de neglig&ecirc;ncia. V&aacute;rios estudos emp&iacute;ricos, referenciados por Fiese e Marjinsky (1999), evidenciam a import&acirc;ncia destas rotinas na organiza&ccedil;&atilde;o da vida familiar e nas pr&aacute;ticas parentais do cuidar, que revelam ser importantes vetores na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas entre pais e filhos e entre o casal (Kiser, Bennett, Heston, &amp; Paavola, 2005). </P >    <p>Padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o segura com o cuidador principal constituem igualmente um fator compensat&oacute;rio na intera&ccedil;&atilde;o pais-filhos, na medida em que estes cuidadores apresentam maior capacidade de responder adequadamente &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as e demonstram mais afetividade em rela&ccedil;&atilde;o aos seus filhos (Morton &amp; Browne, 1998; Stavrianos et al, 2009). </P >    <p>V&aacute;rios estudos referenciados por Pereira (2012) sugerem ainda que a pr&oacute;pria crian&ccedil;a apresenta fatores que se podem constituir como protetores ou compensat&oacute;rios da ocorr&ecirc;ncia da neglig&ecirc;ncia, nomeadamente ao n&iacute;vel do temperamento e comportamento, cujas capacidades de auto-regula&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es ou resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, poder&atilde;o aumentar ou diminuir a responsividade dos cuidadores (Belsky, 1993; Deater-Deckard, Ivy, &amp; Smith, 2005; Peirson et al., 2001). </P >    <p>PROGRAMAS DE INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O COM FAM&Iacute;LIAS MALTRATANTES </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A manuten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a na sua fam&iacute;lia de origem, e consequente extin&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o de perigo a que a crian&ccedil;a est&aacute; exposta, exige respostas de interven&ccedil;&atilde;o integradas na fam&iacute;lia. </P >    <p>A literatura sobre os determinantes da neglig&ecirc;ncia e fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o serve de suporte te&oacute;rico ao desenvolvimento de programas que visam, de uma forma geral, providenciar no imediato recursos concretos, relacionados com as necessidades b&aacute;sicas mas tamb&eacute;m responder &agrave;s necessidades psicossociais e educativas das fam&iacute;lias (DePanfilis, 1999). </P >    <p>A promo&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias parentais com fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de risco, nomeadamente negligentes, dever&aacute; assim abordar conte&uacute;dos relativos &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades da crian&ccedil;a, &agrave; rela&ccedil;&atilde;o educativa (Abreu-Lima et al., 2010), atendendo ainda &agrave;s necessidades dos cuidadores, &agrave; sua auto-estima e bem-estar (Cruz &amp; Carvalho, 2011). </P >    <p>Em conson&acirc;ncia com estas evid&ecirc;ncias, e no contexto portugu&ecirc;s, a Lei de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em Perigo (Lei n.&ordm; 147/99, de 1 de Setembro) prev&ecirc; que, quando s&atilde;o aplicadas medidas de apoio junto dos cuidadores (artigos 39&ordm; e 40&ordm;), estes possam beneficiar de forma&ccedil;&atilde;o com vista ao melhor exerc&iacute;cio das suas fun&ccedil;&otilde;es parentais (artigo 41&ordm;). </P >    <p><I>Apresenta&ccedil;&atilde;o dos programas de forma&ccedil;&atilde;o parental </I></P >     <p>Atendendo &agrave; import&acirc;ncia de conhecer o estado da arte nacional no contexto da forma&ccedil;&atilde;o parental, referimos em seguida um conjunto de programas desenvolvidos com fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de risco, dando conta das suas principais caracter&iacute;sticas, designadamente os objetivos, suporte te&oacute;rico, dinamizadores, p&uacute;blico-alvo, metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o e resultados (ver <a href="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a03q1.jpg">Quadro 1</a>). A escolha dos programas analisados, de um vasto leque de programas existentes, fundamenta-se no facto de apresentarem informa&ccedil;&atilde;o sistematizada, como &eacute; o caso dos projetos de forma&ccedil;&atilde;o parental financiados pelo <I>Programa Crian&ccedil;as e Jovens em Risco </I>da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian e dos programas baseados em evid&ecirc;ncia (para defini&ccedil;&atilde;o ver Guerra, Graham, &amp; Tolan, 2011; McCall, 2009), nacionais e internacionais implementados em Portugal, apresentados no <I>Relat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o de Interven&ccedil;&otilde;es de Educa&ccedil;&atilde;o Parental </I>(Abreu-Lima et al., 2010; Almeida et al., 2012). </P >     
<p>Os programas de forma&ccedil;&atilde;o parental ou, de acordo com a designa&ccedil;&atilde;o de Abreu-Lima e colaboradores (2010), as <I>interven&ccedil;&otilde;es </I>de forma&ccedil;&atilde;o parental brevemente resumidas no <a href="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a03q1.jpg">Quadro 1</a>, refletem de forma global o <I>objetivo </I>de promover pr&aacute;ticas parentais positivas, que funcionem como fatores de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a em situa&ccedil;&atilde;o de risco, nomeadamente atrav&eacute;s da sua consist&ecirc;ncia, de disciplina apropriada, de respeito pela individualidade da crian&ccedil;a, de suporte emocional, de refor&ccedil;o dos comportamentos de aprendizagem e de responsividade adequada &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a (Peirson et al., 2001). Alguns dos programas apresentados focam-se mais especificamente na melhoria da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos, como por exemplo o projeto <I>Escola de Pais </I>(Pacheco et al., 2011), e nas estrat&eacute;gias disciplinares dos pais, refor&ccedil;ando a assertividade e responsividade na aplica&ccedil;&atilde;o de regras e disciplina como por exemplo o programa <I>Em Busca do Tesouro das Fam&iacute;lias </I>(ver Abreu-Lima et al., 2010). De uma forma geral, os programas visam tamb&eacute;m prevenir as respostas de acolhimento institucional, nomeadamente aqueles que se destinam a fam&iacute;lias com filhos sinalizados aos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens, como &eacute; o caso do projeto <I>SAFER </I>(Dinis, Delgado, &amp; Chaleira, 2011) ou o projeto <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011). Outro dos programas referidos, o <I>Novas Oportunidades Parentais </I>(Santos, Santos, &amp; Ribeiro, 2011), tem ainda como objetivo principal a reintegra&ccedil;&atilde;o familiar, ou seja, interv&eacute;m com fam&iacute;lias cujos filhos j&aacute; se encontram em resposta institucional. De uma maneira geral, os objetivos dos programas analisados s&atilde;o relativamente expl&iacute;citos, embora nem sempre operacionalizados de forma mensur&aacute;vel, o que poder&aacute; dificultar a avalia&ccedil;&atilde;o da sua eficaz concretiza&ccedil;&atilde;o e sobretudo dos resultados produzidos, como &eacute; exemplo o <I>Projeto La&ccedil;o </I>(D&rsquo;Espiney, Oliveira, &amp; Borges, 2011). </P >     
<p>Relativamente &agrave; <I>fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica </I>dos programas apresentados, prevalecem as teorias ecol&oacute;gicas e sist&eacute;micas (Belsky, 1993; Bronfenbrenner, 1979) e os modelos cognitivocomportamentais. No entanto, alguns programas fundamentam-se em modelos de interven&ccedil;&atilde;o de natureza mais terap&ecirc;utica, salientando-se ainda aqueles que apresentam modelos espec&iacute;ficos ao pr&oacute;prio programa, como &eacute; o caso do Projeto <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011) assente no Modelo de Reeduca&ccedil;&atilde;o de Nicholas Hobbs, e do Projecto <I>SAFER </I>(Dinis et al., 2011) baseado no modelo <I>Families First </I>do programa internacional <I>Homebuilders</I>, da Universidade do Michigan. No entanto, na maioria dos casos, os modelos de enquadramento descritos fundamentam apenas aspetos globais dos programas, destacando-se a escassez na apresenta&ccedil;&atilde;o de teorias e evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas espec&iacute;ficas que fundamentem a estrutura, os conte&uacute;dos e os pr&oacute;prios procedimentos de aplica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o. Como exce&ccedil;&atilde;o destacam-se alguns programas internacionais, adaptados em contexto nacional, que seguem modelos espec&iacute;ficos, baseados na evid&ecirc;ncia que fundamenta claramente as interven&ccedil;&otilde;es propostas, como &eacute; o caso do <I>Strengthning Families Program </I>(ver Kumpfer, Whiteside, Green, &amp; Allen, 2010). </P >    <p>Os <I>dinamizadores </I>dos programas de forma&ccedil;&atilde;o parental, s&atilde;o, na sua maioria t&eacute;cnicos com forma&ccedil;&atilde;o superior em Psicologia ou Servi&ccedil;o Social, embora nem sempre com forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica no programa ou em educa&ccedil;&atilde;o parental. Neste contexto, destacamos o Projeto <I>SAFER </I>(Dinis et al., 2011) e os programas <I>Mais Fam&iacute;lia &ndash; Mais Crian&ccedil;a</I>, <I>Em busca do tesouro das fam&iacute;lias </I>e <I>Miss&atilde;o C </I>(ver Abreu-Lima et al., 2010), que incluem obrigatoriamente forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica no programa e respectiva supervis&atilde;o. A este respeito, muitos t&ecirc;m sido os autores que defendem que a efic&aacute;cia destes programas est&aacute; dependente de uma s&eacute;rie de vari&aacute;veis caracter&iacute;sticas da pr&oacute;pria implementa&ccedil;&atilde;o dos programas, nomeadamente o tipo de forma&ccedil;&atilde;o dos dinamizadores dos programas (Centers for Disease Control &amp; Prevention, 2003; Sweet &amp; Appelbaum, 2004). Por exemplo, LeCroy e Whitaker (2005) procuraram identificar as principais dificuldades dos profissionais envolvidos no Programa <I>Healthy Families America</I>. Para tal, desenvolveram um instrumento (<I>Difficult Situations Inventory</I>) para avaliar quais as &aacute;reas com maior necessidade de forma&ccedil;&atilde;o, e desenvolver programas de treino de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas para os mesmos aprenderem a atuar nas situa&ccedil;&otilde;es mais complexas. As situa&ccedil;&otilde;es identificadas como as mais dif&iacute;ceis foram: trabalhar com recursos limitados no apoio &agrave;s fam&iacute;lias; facilitar &agrave;s fam&iacute;lias o acesso a servi&ccedil;os para necessidades espec&iacute;ficas, nomeadamente servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental; lidar com o abuso de subst&acirc;ncias (drogas e &aacute;lcool) por parte dos pais; trabalhar com fam&iacute;lias desmotivadas; mudar estilos parentais e contactar com os pais que, ao contr&aacute;rio das m&atilde;es, mais dificilmente participam nos programas. </P >    <p>Ao n&iacute;vel do <I>p&uacute;blico-alvo</I>, os programas de forma&ccedil;&atilde;o parental apresentados s&atilde;o, de uma forma geral, destinados a fam&iacute;lias em elevado risco psicossocial, com filhos referenciados aos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o de menores por mau trato ou neglig&ecirc;ncia. No entanto, alguns programas s&atilde;o mais abrangentes, intervindo ao n&iacute;vel da preven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias ditas normativas, apresentando estas ou n&atilde;o dificuldades no exerc&iacute;cio da sua parentalidade. O projeto <I>Para Pais sobre Filhos </I>(Rodrigues et al., 2011) e o <I>Projeto La&ccedil;o </I>(D&rsquo;Espiney et al., 2011) destacam-se na interven&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel preventivo. J&aacute; o Projeto <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011) &eacute; dirigido especificamente a fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de risco psicossocial, benefici&aacute;rias de Rendimento Social de Inser&ccedil;&atilde;o (R.S.I.), ou acompanhadas pelos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens em risco. Uma das limita&ccedil;&otilde;es que, ao n&iacute;vel dos destinat&aacute;rios dos programas, tem sido identificada na literatura (Duggan et al., 2004) &eacute; a fraca participa&ccedil;&atilde;o dos pais (por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&atilde;es) nos programas de interven&ccedil;&atilde;o parental. De uma maneira geral os programas analisados n&atilde;o fazem refer&ecirc;ncia a esta limita&ccedil;&atilde;o. Por outro lado nem sempre s&atilde;o expl&iacute;citos os crit&eacute;rios que fundamentam a aplica&ccedil;&atilde;o dos programas a determinadas popula&ccedil;&otilde;es nem quais os crit&eacute;rios considerados para inclus&atilde;o no programa. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave;s <I>estrat&eacute;gias </I>utilizadas nos referidos programas, prevalecem as sess&otilde;es tem&aacute;ticas em grupo, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos expositivos, em formato de <I>sala de aula</I>, como, por exemplo, no projeto <I>Novas Oportunidades Parentais </I>(Santos et al., 2011), geralmente realizadas com uma periodicidade semanal. Alguns dos programas apresentam formatos mais espec&iacute;ficos, como o <I>Escola de Pais </I>(Pacheco et al., 2011) que utiliza registos de v&iacute;deo de intera&ccedil;&otilde;es cuidador-crian&ccedil;a, apresentando-os e discutindo-os em sess&otilde;es de pequeno grupo, complementadas com visitas domicili&aacute;rias a cada fam&iacute;lia. Esta estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o grupal/individual &eacute; tamb&eacute;m a adotada no &acirc;mbito de outros projetos &ndash; <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011), <I>Para Pais sobre Filhos </I>(Rodrigues et al., 2011) e <I>Novas Oportunidades Parentais </I>(Santos et al., 2011). J&aacute; o projeto <I>SAFER </I>(Dinis et al., 2011) centra a sua interven&ccedil;&atilde;o em cada fam&iacute;lia, atrav&eacute;s de um acompanhamento intensivo, focalizado e limitado no tempo, atrav&eacute;s de visitas domicili&aacute;rias, complementadas com sess&otilde;es tem&aacute;ticas de grupo. Alguns programas como o <I>Construir Fam&iacute;lias</I>, adaptado do <I>Programa Apoyo Personal y Familiar </I>(Rodrigo et al., 2006), refor&ccedil;am ainda a import&acirc;ncia dos servi&ccedil;os de apoio &agrave;s fam&iacute;lias durante a forma&ccedil;&atilde;o, como o transporte ou cuidados prestados &agrave;s crian&ccedil;as durante as sess&otilde;es que, de acordo com Abreu-Lima e colaboradores (2010), facilitam a participa&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias nos programas. A partir da informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel de cada um dos programas analisados n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel identificar o que determina a op&ccedil;&atilde;o por uma ou outra estrat&eacute;gia &ndash; visitas domicili&aacute;rias (<I>home-based</I>) e atividades nos servi&ccedil;os da comunidade (<I>center-based</I>). No entanto a literatura indica (e.g., Chaffin, Bonner, &amp; Hill, 2001), como recomenda&ccedil;&atilde;o geral a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas estrat&eacute;gias na medida em que estas devem ser vistas como complementares. </P >     <p>Quanto &agrave; <I>metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o</I>, os programas analisados apresentam, na sua maioria, metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o pouco estruturadas, salientando-se ainda a escassez de designs experimentais ou quasi-experimentais. A este respeito destacam-se os programas que prev&ecirc;em apenas uma avalia&ccedil;&atilde;o com base na satisfa&ccedil;&atilde;o dos participantes, como &eacute; o caso do Projeto <I>La&ccedil;o </I>(D&rsquo;Espiney et al., 2011). Alguns dos programas utilizam ainda outras metodologias de natureza qualitativa, com a realiza&ccedil;&atilde;o de grupos focais, como o projeto <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011) ou o <I>SAFER </I>(Dinis et al., 2011). Os programas internacionalmente estandardizados, aplicados em contexto nacional, apresentam protocolos de avalia&ccedil;&atilde;o mais estruturados, como &eacute; o caso do programa <I>Construir Fam&iacute;lias</I>, adaptado do programa <I>Apoyo Personal y Familiar </I>(Rodrigo et al., 2006), e do projeto <I>Escola de Pais </I>(Pacheco et al., 2011), que utiliza crit&eacute;rios bem definidos de constitui&ccedil;&atilde;o da amostra e um design quasi-experimental, com pr&eacute; e p&oacute;s-teste. Finalmente, os programas que apresentaram avalia&ccedil;&atilde;o de <I>follow-up </I>s&atilde;o o projeto <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011), que prev&ecirc; a realiza&ccedil;&atilde;o de <I>follow-up </I>ap&oacute;s dois meses da interven&ccedil;&atilde;o, e o projeto <I>SAFER </I>(Dinis et al., 2011), que avalia at&eacute; um ano depois, se as crian&ccedil;as se mant&ecirc;m na fam&iacute;lia de origem. Embora alguns dos programas analisados utilizem metodologias qualitativas (e.g., entrevistas, grupos de discuss&atilde;o), para aferir a satisfa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias com o programa e obter informa&ccedil;&atilde;o acerca de outros aspetos relevantes da sua implementa&ccedil;&atilde;o, este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser insuficiente. O teste da validade interna dos programas, e a avalia&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia ser&aacute; melhor salvaguardado atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de instrumentos espec&iacute;ficos no contexto de delineamentos (quasi)experimentais (e.g., Garrido &amp; Camilo, 2012; Trochim &amp; Donnelly, 2006). </P >     <p>Quanto aos <I>resultados </I>dos programas, verifica-se que muitos n&atilde;o utilizaram um design de tipo (quasi)experimental, com pr&eacute; e p&oacute;s-avalia&ccedil;&atilde;o e menos ainda inclu&iacute;ram grupos experimental e de controlo. Assim e apesar de, na sua maioria, as fam&iacute;lias terem revelado elevados &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o com os programas, torna-se dif&iacute;cil avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o nas compet&ecirc;ncias das fam&iacute;lias e na preven&ccedil;&atilde;o ou extin&ccedil;&atilde;o da neglig&ecirc;ncia. Destacamos, no entanto, tr&ecirc;s programas nacionais que prev&ecirc;em evid&ecirc;ncia da sua efic&aacute;cia nomeadamente o projeto <I>Escola de Pais </I>(Pacheco et al., 2011), que avalia as altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o parental, e os projetos <I>Nova_Mente </I>(Vaz et al., 2011) e <I>SAFER </I>(Dinis et al., 2011), que avaliam se as crian&ccedil;as se mantiveram nas fam&iacute;lias de origem ou se existiram respostas de acolhimento institucional. Os programas baseados em evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica, apresentam resultados bastante mais consistentes do impacto das interven&ccedil;&otilde;es, e alguns j&aacute; com resultados preliminares da implementa&ccedil;&atilde;o a amostras portuguesas como o programa <I>Anos Incr&iacute;veis B&aacute;sico </I>(adaptado de <I>Incredible-Years Program</I>; Webster-Stratton, Gaspar, &amp; Seabra-Santos, 2012). Embora a pr&oacute;pria natureza da situa&ccedil;&atilde;o de crise, na interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias em risco psicossocial, apresente s&eacute;rios constrangimentos ao desenho e implementa&ccedil;&atilde;o de programas com base em designs (quasi)experimentais, que incluam grupos experimental e de controlo avaliados com instrumentos adequados antes e ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do programa, s&oacute; assim &eacute; poss&iacute;vel estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de causalidade e adequadamente avaliar a efic&aacute;cia dos programas na promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas parentais adequadas (Garrido &amp; Camilo, 2012; Trochim &amp; Donnelly, 2006). Neste sentido a maioria dos programas apresentados poder&aacute; beneficiar de designs desta natureza para de que forma mais adequada se possam realizar infer&ecirc;ncias acerca da sua efic&aacute;cia. </P >    <p>CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O, IMPLEMENTA&Ccedil;&Atilde;O E AVALIA&Ccedil;&Atilde;O  DE UM PROGRAMA DE FORMA&Ccedil;&Atilde;O PARENTAL  </P >    <p>Com base na literatura apresentada sobre neglig&ecirc;ncia e programas de interven&ccedil;&atilde;o com pais, e atendendo aos principais fatores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o associados &agrave; neglig&ecirc;ncia, procuramos nesta sec&ccedil;&atilde;o sistematizar as principais caracter&iacute;sticas de um modelo de interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias com p&aacute;ticas parentais negligentes, dando ainda conta de um conjunto de estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o e metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o, que apresentamos na <a href="#f1">Figura 1</a>. Note-se no entanto que esta proposta n&atilde;o se pretende constituir como um novo modelo mas apenas integrar propostas distintas baseadas em evid&ecirc;ncia que demonstram melhores resultados neste tipo de interven&ccedil;&otilde;es. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="f1"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a03f1.jpg" width="486" height="635"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><I>Objetivos do programa </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base na revis&atilde;o de literatura realizada e na pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de neglig&ecirc;ncia, e tendo como finalidade diminuir as pr&aacute;ticas parentais negligentes, atrav&eacute;s do treino de compet&ecirc;ncias parentais espec&iacute;ficas, poder&atilde;o ser <I>objetivos </I>da interven&ccedil;&atilde;o: diminuir o n&iacute;vel de <I>neglig&ecirc;ncia f&iacute;sica </I>&agrave;s crian&ccedil;as/jovens, desenvolvendo compet&ecirc;ncias dom&eacute;sticas, educativas e relacionais dos pais, motivando-os para (i) a organiza&ccedil;&atilde;o e limpeza da habita&ccedil;&atilde;o com vista a melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de habitabilidade e para (ii) a gest&atilde;o consciente do or&ccedil;amento familiar, por forma a melhor suprir as necessidades b&aacute;sicas da fam&iacute;lia ao n&iacute;vel da alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, vestu&aacute;rio e higiene; e diminuir o n&iacute;vel de <I>neglig&ecirc;ncia educacional </I>e <I>falta de supervis&atilde;o </I>das crian&ccedil;as/jovens, (i) implicando os pais nas rotinas di&aacute;rias dos filhos, nomeadamente na vida escolar, (ii) apoiando-os na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de comportamento e promovendo estilos parentais adequados, e (iii) promovendo espa&ccedil;os di&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o e conv&iacute;vio familiar, com vista &agrave; intera&ccedil;&atilde;o positiva pais-filhos. Os objetivos dever&atilde;o ser pass&iacute;veis de operacionaliza&ccedil;&atilde;o e mensura&ccedil;&atilde;o e traduzir resultados esperados a curto, m&eacute;dio e longo prazo (W. K. Kellogg Foundation, 1998). Dever&atilde;o ainda atender &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades da crian&ccedil;a, &agrave; rela&ccedil;&atilde;o educativa (Abreu-Lima et al., 2010), &agrave;s necessidades dos cuidadores, &agrave; sua auto-estima e bem-estar (Cruz &amp; Carvalho, 2011; DePanfilis, 1999); contextualizar culturalmente a interven&ccedil;&atilde;o; e ainda, privilegiar os recursos comunit&aacute;rios na constru&ccedil;&atilde;o das redes de suporte social (DePanfilis, 1999). Para dar respostas a estes objetivos, e com base nas recomenda&ccedil;&otilde;es da literatura, apresentamos de seguida algumas linhas orientadoras para a constru&ccedil;&atilde;o de um programa de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias parentais. </P >    <p><I>Estrutura e conte&uacute;dos dos programas </I></P >    <p>Os programas de interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias negligentes poder&atilde;o ser aplicados durante um n&uacute;mero limitado de sess&otilde;es, para as quais dever&atilde;o ser definidas atividades de experimenta&ccedil;&atilde;o, l&uacute;dicas e reflexivas, sobre tem&aacute;ticas associadas &agrave; problem&aacute;tica da neglig&ecirc;ncia parental (ver Abreu-Lima et al., 2010; Camilo, Garrido, &amp; S&aacute;, no prelo). Os conte&uacute;dos da forma&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o ser organizados por tem&aacute;tica e compilados num manual, com as caracter&iacute;sticas principais do programa, os objetivos espec&iacute;ficos e as din&acirc;micas de cada sess&atilde;o, bem como o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o a seguir. Este manual reveste-se de especial import&acirc;ncia pois constitui um registo de todos os aspetos do programa que permite a sua replica&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>No que diz respeito aos <I>conte&uacute;dos </I>abordados durante as sess&otilde;es, estes podem variar de acordo com as necessidades avaliadas para cada fam&iacute;lia e dever&atilde;o apresentar flexibilidade de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia (Abreu-Lima et al., 2010). A t&iacute;tulo de exemplo, apresentamos alguns temas que a literatura tem identificado com alguma consist&ecirc;ncia (Crittenden, 1999; Dearing, 2008; Evans &amp; English, 2002; Fiese &amp; Marjinsky, 1999; Flores, 2004). Uma das tem&aacute;ticas a abordar num programa desta natureza poder&aacute; ser a &ldquo;perce&ccedil;&atilde;o parental sobre os filhos e a fam&iacute;lia&rdquo;. A abordagem desta tem&aacute;tica tem como objetivos capacitar os pais na identifica&ccedil;&atilde;o das principais caracter&iacute;sticas dos filhos, reconhecer e refletir sobre as perspetivas que outras pessoas t&ecirc;m dos seus filhos, e identificar poss&iacute;veis rea&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a ou jovem face a situa&ccedil;&otilde;es ou contextos diversos. Este tema-se fundamenta-se em propostas da literatura (e.g., Belsky, 1993; Deater-Deckard et al., 2005; Peirson et al., 2001; ver Pereira, 2012 para uma revis&atilde;o), que sugerem que o temperamento da crian&ccedil;a assume um importante papel na evoca&ccedil;&atilde;o de comportamentos parentais coercivos ou n&atilde;o responsivos, sendo por isso importante que os pais consigam reconhecer os comportamentos dos filhos para assim responderem de forma adequada. </P >     <p>Atendendo aos v&aacute;rios estudos que indicam que os ambientes familiares ca&oacute;ticos e desorganizados promovem respostas emocionais imprevis&iacute;veis &agrave; crian&ccedil;a, com custos psicossociais bastante elevados para o seu desenvolvimento (Crittenden, 1999; Evans &amp; English, 2002; Flores, 2004), poder&aacute; ser desenvolvida a tem&aacute;tica da &ldquo;gest&atilde;o dom&eacute;stica&rdquo;. O desenvolvimento desta tem&aacute;tica tem como principais objetivos delinear com os pais as principais rotinas de higiene, arruma&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do lar, tornando-os capazes de operacionalizarem as rotinas identificadas e aplicarem estrat&eacute;gias de divis&atilde;o de tarefas dom&eacute;sticas (individuais e conjuntas). </P >    <p>A desvantagem econ&oacute;mica das fam&iacute;lias &eacute; apontada na literatura como um dos principais fatores de risco associados a pr&aacute;ticas parentais abusivas (Magnuson &amp; Duncan, 2002; McLoyd, 1998), nomeadamente a neglig&ecirc;ncia (Almeida et al., 1999; Calheiros, 2006). A situa&ccedil;&atilde;o de pobreza provoca stress nos pais com sequentes repercuss&otilde;es negativas na rela&ccedil;&atilde;o pais-filhos, aumentando as pr&aacute;ticas parentais abusivas (Dearing, 2008). Desta forma, a tem&aacute;tica da &ldquo;gest&atilde;o or&ccedil;amental&rdquo; poder&aacute; assumir especial import&acirc;ncia, no sentido de tornar a fam&iacute;lia capaz de delinear prioridades de aplica&ccedil;&atilde;o do rendimento familiar mensal, identificar necessidades a curto, m&eacute;dio e longo prazo definindo objetivos de poupan&ccedil;a, identificar estrat&eacute;gias de ensino do valor do dinheiro aos filhos e planear a gest&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o e de outras necessidades da fam&iacute;lia, numa l&oacute;gica de rela&ccedil;&atilde;o qualidade/custo. </P >    <p>As rotinas familiares assumem particular import&acirc;ncia na organiza&ccedil;&atilde;o da vida familiar e nas pr&aacute;ticas parentais do cuidar (Fiese &amp; Marjinsky, 1999; Kiser et al., 2005; Resnick, et al., 1997). A abordagem desta tem&aacute;tica tem como objetivos capacitar os pais para a defini&ccedil;&atilde;o de regras di&aacute;rias que devem fazer parte da rotina da crian&ccedil;a/jovem, reconhecer diferentes estilos de comunica&ccedil;&atilde;o e formas de relacionamento e delinear estrat&eacute;gias eficazes de aplica&ccedil;&atilde;o dessas mesmas regras. </P >    <p>O acompanhamento da sa&uacute;de &eacute; tamb&eacute;m uma tem&aacute;tica importante a ser introduzida nas interven&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o parental, com vista a assegurar as necessidades da crian&ccedil;a (Calheiros, 2006). Com esta tem&aacute;tica pretende-se que os pais compreendam a import&acirc;ncia da vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de f&iacute;sica e mental dos seus filhos, conhe&ccedil;am corretamente as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e como as utilizar e identifiquem pr&aacute;ticas preventivas e de supervis&atilde;o dos consumos (&aacute;lcool, tabaco, drogas). </P >    <p>Tamb&eacute;m o acompanhamento escolar integra o constructo da neglig&ecirc;ncia (e.g., Calheiros, 2006) e poder&aacute; ser igualmente uma tem&aacute;tica a abordar. Diz-nos a literatura (Eccles &amp; Harold, 1996; Epstein, 1983) que o envolvimento das fam&iacute;lias assume especial import&acirc;ncia no desempenho e integra&ccedil;&atilde;o positiva em contexto escolar das crian&ccedil;as e que a rela&ccedil;&atilde;o escola-fam&iacute;lia interfere de forma positiva no seu desenvolvimento. O trabalho com os pais neste &acirc;mbito poder&aacute; ter como principais objetivos valorizar a import&acirc;ncia da escola, compreender a import&acirc;ncia das rotinas escolares para a crian&ccedil;a/jovem e da rela&ccedil;&atilde;o escola-fam&iacute;lia, delinear estrat&eacute;gias de apoio &agrave;s rotinas escolares e definir e rotinizar o tempo de estudo dos filhos. </P >    <p>A abordagem destas tem&aacute;ticas procura ainda prevenir e minimizar problemas associados a comportamentos de risco, assumindo a supervis&atilde;o parental uma importante estrat&eacute;gia na diminui&ccedil;&atilde;o destes comportamentos (Valladares &amp; Moore, 2009). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Metodologia do programa </I></P >    <p><I>Sele&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra. </I>A amostra deve ser constitu&iacute;da a partir de crit&eacute;rios objetivos de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, instituindo &agrave; priori as caracter&iacute;sticas que fam&iacute;lias e menores devem apresentar, e qual o seu n&iacute;vel de risco. Para selecionar a amostra &eacute; poss&iacute;vel recorrer a dados processuais sobre as fam&iacute;lias (e.g., dados demogr&aacute;ficos, estrutura familiar e redes de suporte), a informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelos t&eacute;cnicos das institui&ccedil;&otilde;es que as acompanham (e.g., escola, sa&uacute;de, servi&ccedil;os de protec&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens) e ainda &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de instrumentos &agrave;s fam&iacute;lias e aos t&eacute;cnicos. </P >    <p>Quando &eacute; utilizado um delineamento experimental ou quasi-experimental os elementos do grupo experimental e de controlo devem apresentar caracter&iacute;sticas semelhantes, avaliadas antes da interven&ccedil;&atilde;o (e.g., fam&iacute;lias semelhantes, a viver em contextos semelhantes, com problemas semelhantes), que s&atilde;o distribu&iacute;dos aleatoriamente por um grupo experimental ao qual o programa &eacute; aplicado e por um grupo de controlo ao qual o programa n&atilde;o &eacute; aplicado (e.g., Garrido &amp; Camilo, 2012; Trochim &amp; Donnelly, 2006). </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>Um dos aspetos referidos na literatura que mais se associa ao sucesso de um programa de interven&ccedil;&atilde;o neste contexto &eacute; o estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o entre o dinamizador do programa e a fam&iacute;lia. Esta rela&ccedil;&atilde;o permite ao dinamizador conhecer melhor o quotidiano de cada um dos elementos da fam&iacute;lia e a rela&ccedil;&atilde;o existente entre cada um deles, privilegiando a alian&ccedil;a de ajuda que &eacute; apontada por DePanfilis (1999) como uma das condi&ccedil;&otilde;es mais importantes para a efic&aacute;cia dos programas de forma&ccedil;&atilde;o parental. Atendendo &agrave; import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o de parceria entre os t&eacute;cnicos e cuidadores, as sess&otilde;es poder&atilde;o ser realizadas em conjunto com agentes sociais que acompanhem as fam&iacute;lias e com quem mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o segura. Todavia, estes t&eacute;cnicos devem ser especializados e ter forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica no programa de forma&ccedil;&atilde;o parental aplicado (Gomby, 2007). Poder&atilde;o ainda ser contemplados mecanismos de supervis&atilde;o aos quais os t&eacute;cnicos poder&atilde;o recorrer sempre que tal seja necess&aacute;rio. </P >    <p>O programa de forma&ccedil;&atilde;o parental poder&aacute; ser aplicado atrav&eacute;s de visitas domicili&aacute;rias, realizadas semanalmente &agrave;s fam&iacute;lias para trabalhar aspetos espec&iacute;ficos. No entanto, ao longo do programa de interven&ccedil;&atilde;o dever&atilde;o existir sess&otilde;es de grupo, na qual s&atilde;o apresentados conte&uacute;dos mais gerais e partilhadas entre as v&aacute;rias fam&iacute;lias as experi&ecirc;ncias, sucessos, dificuldades sentidas e mudan&ccedil;as concretizadas ao longo do processo. Esta pr&aacute;tica fundamenta-se na literatura que indica que estas sess&otilde;es promovem sentimentos de apoio e ativam a rede de suporte social formal, na medida em que utilizam as estruturas da comunidade, e redes de suporte informal que se podem desenvolver no &acirc;mbito da intera&ccedil;&atilde;o com o grupo (Chaffin et al., 2001; MacLeod &amp; Nelson, 2000; Sweet &amp; Appelbaum, 2004). </P >    <p>Cada sess&atilde;o poder&aacute; iniciar-se com um momento de reflex&atilde;o com a fam&iacute;lia sobre as dificuldades inerentes &agrave; execu&ccedil;&atilde;o de uma &ldquo;tarefa semanal&rdquo;, tentando discutir a aplica&ccedil;&atilde;o das aprendizagens da anterior sess&atilde;o ao contexto di&aacute;rio. A aprendizagem desenvolve-se pelo treino no quotidiano de cada fam&iacute;lia. Pretende-se que as fam&iacute;lias, ao longo do programa, reflitam e analisem as suas pr&aacute;ticas menos positivas e, partindo do seu contexto di&aacute;rio, construam novos conhecimentos e compet&ecirc;ncias pessoais e familiares. </P >    <p>Na aplica&ccedil;&atilde;o do programa dever&aacute; procurar envolver-se todos os elementos da fam&iacute;lia (nomeadamente o pai; e.g., Duggan et al., 2004), privilegiando m&eacute;todos de resolu&ccedil;&atilde;o de tarefas conjuntas (pai e m&atilde;e ou em conjunto com os filhos) atrav&eacute;s de exerc&iacute;cios com car&aacute;cter reflexivo ou l&uacute;dico. Dever&atilde;o ser atendidas a as pr&oacute;prias din&acirc;micas familiares na medida em que, mesmo com conte&uacute;dos estandardizados, o programa dever&aacute; adaptar-se o mais poss&iacute;vel &agrave;s necessidades e caracter&iacute;sticas de cada fam&iacute;lia (Caldera et al., 2007; Duggan et al., 2004; Gomby, 2007). </P >    <p>Outro aspeto particularmente importante que a literatura salienta &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de redes formais e informais de suporte social que dever&atilde;o ser ativadas, nomeadamente atrav&eacute;s do apoio no acesso aos servi&ccedil;os da comunidade, cujas fun&ccedil;&otilde;es, condi&ccedil;&otilde;es de acesso e procedimentos dever&atilde;o ser explicitados &agrave; fam&iacute;lia, e ainda as vantagens da rela&ccedil;&otilde;es com fam&iacute;lia alargada, amigos e vizinhan&ccedil;a (Chaffin et al., 2001; MacLeod &amp; Nelson, 2000; Sweet &amp; Appelbaum, 2004). Dizem Chaffin e colaboradores (2001) que a preven&ccedil;&atilde;o do mau trato infantil e da neglig&ecirc;ncia parental dever&aacute; iniciar-se nas comunidades, com interven&ccedil;&otilde;es a v&aacute;rios n&iacute;veis que permitam promover a utiliza&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios servi&ccedil;os ao dispor das fam&iacute;lias na comunidade e as v&aacute;rias redes de suporte social, formais e informais. </P >    <p><I>Avalia&ccedil;&atilde;o </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Desenho de avalia&ccedil;&atilde;o. </I>Na avalia&ccedil;&atilde;o de programas de interven&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o obstante as limita&ccedil;&otilde;es que apresentam em contextos de interven&ccedil;&atilde;o social e comunit&aacute;ria (ver Garrido &amp; Camilo, 2012), os delineamentos experimentais podem constituir uma estrat&eacute;gia adequada pois possibilitam estabelecer se determinado programa &eacute; causa de determinado resultado (e.g., Trochim &amp; Donnelly, 2006). A utiliza&ccedil;&atilde;o de um delineamento experimental exige que a constitui&ccedil;&atilde;o da amostra cumpra determinados pr&eacute;-requisitos (ver <I>selec&ccedil;&atilde;o e carateriza&ccedil;&atilde;o da amostra</I>) e exige a constitui&ccedil;&atilde;o de dois grupos, experimental e de controlo, avaliados antes do programa e no final do mesmo. </P >    <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do programa dever&aacute; contemplar a avalia&ccedil;&atilde;o do <I>impacto</I>, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise comparativa dos dois grupos &ndash; experimental e de controlo &ndash; no pr&eacute;-teste, ou seja antes da aplica&ccedil;&atilde;o do programa e ap&oacute;s a sua conclus&atilde;o (i.e., no p&oacute;s-teste). Embora, o melhor indicador da efic&aacute;cia do programa se basei na observa&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as no grupo experimental e inexist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no grupo de controlo, o sucesso de um programa poder&aacute; apresentar diferentes padr&otilde;es de resultados (ver Garrido &amp; Camilo, 2012, para alguns exemplos). Esta avalia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; recorrer a instrumentos, mais ou menos estruturados, adaptados a popula&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o e sobretudo, ajustados ao tipo de conhecimentos e compet&ecirc;ncias que o programa pretende desenvolver (ver Camilo et al., no prelo, para alguns exemplos). </P >    <p>Para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o do <I>impacto </I>do programa, deve ser realizada uma avalia&ccedil;&atilde;o de <I>processo </I>(McCall, 2009), respondendo ao <I>como</I>, <I>porqu&ecirc;</I>, <I>com quem </I>e <I>em que circunst&acirc;ncias </I>o programa tem resultados (Durlak, 2010). Esta avalia&ccedil;&atilde;o inclui a correspond&ecirc;ncia entre o programa desenhado e implementado (fidelidade/integridade); dosagem; qualidade dos componentes do programa; ades&atilde;o dos participantes; adapta&ccedil;&atilde;o/mudan&ccedil;as realizadas ao programa. Esta avalia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; envolver t&eacute;cnicas como a entrevista ou grupos focais, que requerem a transcri&ccedil;&atilde;o dos testemunhos e sua sistematiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um procedimento <I>bottom-up </I>de an&aacute;lise de conte&uacute;do, objetivado na cria&ccedil;&atilde;o de categorias e subcategorias resultantes da leitura explorat&oacute;ria da informa&ccedil;&atilde;o recolhida (e.g., Guerra, 2006). Os temas definidos para a constru&ccedil;&atilde;o dos gui&otilde;es das entrevistas ou grupos focais dever&atilde;o avaliar a perce&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias e t&eacute;cnicos sobre os objetivos, expectativas e aprendizagens realizadas durante as sess&otilde;es (e.g., &ldquo;quanto &agrave;s sess&otilde;es sobre gest&atilde;o dom&eacute;stica, o que consideram importante terem aprendido?&rdquo;), exemplos de aplica&ccedil;&atilde;o concreta, exerc&iacute;cios de que gostaram mais ou menos, sugest&otilde;es para melhorar o programa e ainda sobre aspetos metodol&oacute;gicos da aplica&ccedil;&atilde;o do programa (e.g., dura&ccedil;&atilde;o e periodicidade das sess&otilde;es). Os gui&otilde;es para t&eacute;cnicos podem ser orientados em torno da adequa&ccedil;&atilde;o do programa (e.g., adequa&ccedil;&atilde;o das tem&aacute;ticas &agrave;s necessidades das fam&iacute;lias participantes), recolhendo os seus coment&aacute;rios, sugest&otilde;es e exemplos concretos. A t&iacute;tulo de exemplo (ver <a href="#q2">Quadro 2</a>), as categorias poder&atilde;o ter em conta, as aprendizagens, os conhecimentos adquiridos ou sentimentos experienciados durante o programa, as metodologias de aplica&ccedil;&atilde;o, a adequa&ccedil;&atilde;o da dura&ccedil;&atilde;o do programa e dos objetivos &agrave;s necessidades da fam&iacute;lia. O processo de avalia&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ainda incluir, sempre que adequado, alguns indicadores recolhidos junto de institui&ccedil;&otilde;es que acompanham a fam&iacute;lia e a crian&ccedil;a nomeadamente a escola, centro de sa&uacute;de, e em alguns casos junto das comiss&otilde;es de protec&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;as e jovens. Os procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o utilizados poder&atilde;o ser repetidos em per&iacute;odos sucessivos ap&oacute;s o t&eacute;rmino do programa de modo a avaliar os seus efeitos a m&eacute;dio e longo prazo. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="q2"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a03q2.jpg" width="519" height="351"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>COMENT&Aacute;RIOS FINAIS </P >     <p>A interven&ccedil;&atilde;o com pais constitui-se como uma importante alternativa &agrave; retirada dos menores de uma fam&iacute;lia de origem com pr&aacute;ticas negligentes. Este tipo de interven&ccedil;&atilde;o assenta na preserva&ccedil;&atilde;o familiar em fam&iacute;lias negligentes e na promo&ccedil;&atilde;o das potencialidades de cada fam&iacute;lia enquanto principal institui&ccedil;&atilde;o com compet&ecirc;ncia educativa. Os programas de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias parentais dever&atilde;o permitir &agrave;s fam&iacute;lias responder &agrave;s necessidades b&aacute;sicas dos seus filhos menores (muitas vezes em articula&ccedil;&atilde;o com programas governamentais de apoio econ&oacute;mico/familiar) e desenvolver a sua compet&ecirc;ncia educativa de forma a serem capazes de, eficazmente, desempenhar as suas fun&ccedil;&otilde;es parentais, alterando a sua condi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;fator de risco&rdquo; para &ldquo;fator protetor&rdquo;. </P >     <p>Todavia, a an&aacute;lise de alguns programas dispon&iacute;veis, revela, de uma maneira geral, propostas de forma&ccedil;&atilde;o parental, te&oacute;rica e empiricamente pouco fundamentadas, nem sempre adequados &agrave;s reais necessidades das fam&iacute;lias, com objectivos e estrat&eacute;gias generalistas e sem procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o concretos. A implementa&ccedil;&atilde;o pontual destes programas perpetua o risco a que as crian&ccedil;as est&atilde;o expostas, a constante vitimiza&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias que continuam a sentir-se pouco capazes, e o desperd&iacute;cio de recursos financeiros, humanos e/ou materiais. A literatura indica ainda que a interven&ccedil;&atilde;o nestas fam&iacute;lias deve ser sistem&aacute;tica e prolongada porque a mudan&ccedil;a &eacute; dif&iacute;cil e apresenta constrangimentos muito complexos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo com a revis&atilde;o de literatura apresentada, as respostas de interven&ccedil;&atilde;o com pais dever&atilde;o ser teoricamente fundamentadas e baseadas na evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica ou seja, em programas devidamente testados e validados, no sentido da dissemina&ccedil;&atilde;o e generaliza&ccedil;&atilde;o de novas pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias negligentes que, de uma forma articulada, integrada e participada, possam capacitar as fam&iacute;lias e reduzir ou extinguir pr&aacute;ticas parentais negligentes. Neste sentido s&atilde;o v&aacute;rios os desafios que se colocam &agrave; interven&ccedil;&atilde;o sobre a neglig&ecirc;ncia e sobre os quais &eacute; importante refletir de forma teoricamente enquadrada e sobretudo apoiada na evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica. Foi esta a reflex&atilde;o que nos propusemos fazer na expectativa de assim contribuir para uma mais eficaz interven&ccedil;&atilde;o sobre a neglig&ecirc;ncia. </P >    <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >     <p>Abreu-Lima, I., Alarc&atilde;o, M., Almeida, A. T., Brand&atilde;o, T., Cruz, O., Gaspar, M. F., &amp; Ribeiro dos Santos, M. (2010). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o parental &ndash; Relat&oacute;rio 2007-2010</I>. FMH, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, FPCE, Universidade do Porto, FPCE, Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a, Universidade do Minho, ESE, Instituto Polit&eacute;cnico do Porto. </P >     <!-- ref --><p>Almeida, A., Abreu-Lima, I., Cruz, O., Gaspar, M. F., Brand&atilde;o, T., Alarc&atilde;o, M., Ribeiro Santos, M., &amp; Cunha Machado, J. (2012). Parent education interventions: Results from a national study in Portugal. <I>European </I><I>Journal of Developmental Psychology, 9</I>, 135-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201300030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Almeida, A. N., Andr&eacute;, I. M., &amp; Almeida, H. N. (1999). Sombras e marcas: Os maus tratos &agrave;s crian&ccedil;as na fam&iacute;lia. <I>An&aacute;lise Social</I>, <I>XXXIV</I>, 91-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201300030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Amaro, F. (1986)<I>. Crian&ccedil;as maltratadas, negligenciadas ou praticando a mendicidade, II</I>. Cadernos do CEJ. Lisboa: Gabinete de Estudos Jur&iacute;dico-Sociais, Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201300030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Azevedo, M. C., &amp; Maia, M. C. (2006). <I>Maus tratos &agrave; crian&ccedil;a</I>. Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Barudy, J. (1998). <I>El dolor invisible de la infancia: Una lectura ecosist&eacute;mica del maltrato infantil</I>. Barcelona: Paidos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Belsky, J. (1980). Child maltreatment: An ecological integration. <I>American Psychologist, 35, </I>320-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201300030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Belsky, J. (1993). Etiology of child maltreatment: A developmental-ecological analysis. <I>Psychological Bulletin, 114, </I>413-434.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Belsky, J., &amp; Vondra, J. (1989). Lessons from child abuse: The determinants of parenting. In D. Cicchetti &amp; V. Carlson (Eds.), <I>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect </I>(pp. 153-202). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bondarenko, N. (2008). Characteristics of the adaptation of poor and well-to-do families. <I>Sociological Research, 47, </I>64-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <I>The ecology of human development: Experiments by nature and design. </I>Cambridge, MA: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1986). Ecology of the family as a context for human development: Research perspectives. <I>Developmental Psychology</I>, <I>22</I>, 723-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201300030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Caldera, D., Burrell, L., Rodriguez, K., Crowne, S. S., Rohde, C., &amp; Duggan, A. (2007). Impact of a statewide home visiting program on parenting and on child health and development. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 31</I>, 829-852.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201300030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Calheiros, M. M. (2006). <I>A constru&ccedil;&atilde;o social do mau trato e neglig&ecirc;ncia parental: Do senso comum ao conhecimento cient&iacute;fico. </I>Coimbra: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201300030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Camilo, C., Garrido, M. V., &amp; S&aacute;, M. O. (2013a). Avalia&ccedil;&atilde;o de um programa de desenvolvimento de compet&ecirc;n cias parentais. In M. M. Calheiros &amp; M. V. Garrido (Eds.), <I>Crian&ccedil;as em risco e perigo &ndash; Contextos, investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o </I>(vol. 3, pp. 208-237). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo. </P >    <!-- ref --><p>Camilo, C., Garrido, M. V., &amp; S&aacute;, M. O. (2013b). Pr&oacute;.Parental: Um programa de forma&ccedil;&atilde;o para o desenvolvi mento de compet&ecirc;ncias parentais. In M. M. Calheiros &amp; M. V. Garrido (Eds.), <I>Crian&ccedil;as em risco e perigo: Contextos, investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o </I>(vol. 4). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Capelo, V., &amp; Carinhas, V. (2011). Espa&ccedil;o da Fam&iacute;lia &ndash; Programa de forma&ccedil;&atilde;o parental. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Eds.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 147-172). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >    <!-- ref --><p>Centers for Disease Control and Prevention (2003). First reports evaluating the effectiveness of strategies for preventing violence. Early childhood home visitation and firearms laws: Findings from the Task Force on Community Preventive Services. <I>Morbidity and Mortality Weekly Report</I>, <I>52</I>(RR-14), 1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201300030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Chaffin, M., Bonner, B. L., &amp; Hill, R. F. (2001). Family preservation and family support programs: Child maltreatment outcomes across client risk levels and program types. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 25</I>, 1269-1289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cicchetti, D., &amp; Rizley, R. (1981). Developmental perspectives on the etiology, intergerational transmissions, and sequele of child maltreatment. <I>New Directions for Child Developement, 11</I>, 31-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201300030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Comiss&atilde;o Nacional de Crian&ccedil;as e Jovens em Risco [CPCJ]. (2011). <I>Relat&oacute;rio anual de avalia&ccedil;&atilde;o da actividade das Comiss&otilde;es de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens em 2010</I>. Lisboa: Instituto da Seguran&ccedil;a Social, IP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201300030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crittenden, P. (1993). An information-processing perspective on the behavior of neglectful Parents. <I>Criminal Justice and Behavior, 20, </I>27-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Crittenden, P. (1999). Child neglect: Causes and contributors. In H. Dubowitz (Ed.), <I>Neglected children: Research, practice and policy </I>(pp. 47-68). USA: Sage Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Cruz, H., &amp; Carvalho, M. J. L. (2011). Inf&acirc;ncia, fam&iacute;lias e educa&ccedil;&atilde;o parental. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Eds.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 19-33). Cascais: Princ&iacute;pia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201300030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Dearing, E. (2008). Psychological costs of growing up poor. <I>Annals of the New York Academy of Sciences, 1136</I>, 324-332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201300030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Deater-Deckard, K., Ivy, L., &amp; Smith, J. (2005). Resilience in gene-environment transactions. In S. Goldstein &amp; R. Brooks (Eds.), <I>Handbook of resilience in children </I>(pp. 49-64). New York: Kluwer Academic/Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201300030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Delgado, A. (1996). <I>Grandes s&iacute;ndromes en pediatr&iacute;a: Maltrato en el ni&ntilde;o</I>. Bilbao: Imprenta Boan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201300030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>DePanfilis, D. (1999). Intervening with families when children are neglected. In H. Dubowitz (Ed.), <I>Neglected children: Research, practice and policy </I>(pp. 211-236) USA: Sage Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201300030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>D&rsquo;Espiney, A. C., Oliveira, A. C., &amp; Borges, S. V. (2011). La&ccedil;os, afectos e metodologias: Descritivo de um projecto de forma&ccedil;&atilde;o parental &ndash; O Projecto La&ccedil;o no Bairro de Santa Filomena (Amadora). In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Eds.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 301-336). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >     <p>Dinis, C., Delgado, M. G., &amp; Chaleira, P. (2011). SAFER &ndash; Servi&ccedil;o de Apoio a fam&iacute;lias em risco. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Eds.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 281-300). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >     <!-- ref --><p>Duggan, A., McFarlane, E., Fuddy, L., Burrell, L., Higman, S. M., Windham, A., &amp; Sia, C. (2004). Randomized trial of a statewide home visiting program: Impact in preventing child abuse and neglect. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 28</I>, 597-622.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201300030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durlak, J. (2010). The importance of doing well in whatever you do: A commentary on the special section, &ldquo;Implementation research in early childhood education&rdquo;. <I>Early Childhood Research Quarterly, 25</I>, 348-357. </P >    <p>Eccles, J. S., &amp; Harold, R. (1996). Family involvement in children&rsquo;s and adolescents&rsquo; schooling. In J. D. A. Booth (Ed.), <I>Family-school links: How do they affect educational outcomes </I>(pp. 3-35). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates. </P >    <!-- ref --><p>Epstein, J. L. (1983). Longitudinal effects of family-school-person interactions on student outcomes. In A. Kerckoff (Ed.), <I>Research in sociology of education and socialization </I>(vol. 4, pp. 101-128). Greenwich, CT: JAI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201300030000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Evans, G. W., &amp; English, K. (2002). The environment of poverty: Multiple stressor exposure, psychophysiological stress, and socioemotional adjustment. <I>Child Development, 73, </I>1238-1248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201300030000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez, J., Alvarez, E., &amp; Bravo, A. (2003). Evaluaci&oacute;n de resultados a largo plazo en acojimiento residencial de protecci&oacute;n a la inf&acirc;ncia. <I>Infancia y Aprendizaje, 26</I>, 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201300030000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fiese, B. H., &amp; Marjinsky, K. A. (1999). Dinnertime stories: Connecting family practices with relationship beliefs and child adjustment. <I>Monographs of the Society for Research in Child Development, 6, </I>52-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201300030000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Flores, R. L. (2004). The effect of poverty on young children&rsquo;s ability to organize everyday events. <I>Journal of Children and Poverty, 10, </I>99-118. </P >    <!-- ref --><p>Garrido, M. V., &amp; Camilo, C. (2012). Neglig&ecirc;ncia parental: Uma abordagem experimental aos desafios da comunidade. In <I>Mind.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201300030000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Gomby, D. (2007). The promise and limitations of home visiting: Implementing effective programs. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 31</I>, 793-799.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201300030000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gonz&aacute;lez, N. J. (2007). S&iacute;ndrome de ni&ntilde;o maltratado: Variedad negligencia. <I>Revista Facultad de Medicina UNAM, 50, </I>128-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201300030000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guerra, I. (2006). <I>Pesquisa qualitativa e an&aacute;lise de conte&uacute;do</I>. <I>Sentidos e formas de uso</I>. Estoril: Principia Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201300030000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Guerra, N. G., Graham, S., &amp; Tolan, P. H. (2011). Raising healthy children: Translating child development research into practice. <I>Child Development, 82, </I>7-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201300030000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Hanson, T. L., McLanahan, S., &amp; Thomson, E. (1997). Economic resources, parental practices, and children&rsquo;s well-being. In G. Duncan &amp; J. Brooks-Gunn (Eds.), <I>Consequences of growing up poor </I>(pp. 190-238). New York: Russel Sage. </P >    <!-- ref --><p>Hildyard, K., &amp; Wolfe, D. (2007). Cognitive processes associated with child neglect. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 31</I>, 895-907.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201300030000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Horwath, J. (2007). <I>Child neglect: Identification and assessment</I>. New York: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300030000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kiser, L. J., Bennett, L., Heston, J., &amp; Paavola, M. (2005). Family ritual and routine: Comparison of clinical and non-clinical families. <I>Journal of Child and Family Studies, 14, </I>357-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201300030000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kumpfer, K. L., Whiteside, H. O., Green, J. A., &amp; Allen, K. C. (2010). Effectiveness outcomes of four age versions of the Strengthening Families Program in statewide field sites. <I>Group Dynamics: Theory, Research, and Practice, 14</I>, 211-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201300030000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>LeCroy, C. W., &amp; Whitaker, K. (2005). Improving the quality of home visitation: An exploratory study of difficult situations. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 29</I>, 1003-1013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201300030000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Lei 147/99, de 1 de Setembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica n.&ordm; 204, s&eacute;rie I-A, de 1 de Setembro de 1999. </P >    <!-- ref --><p>MacLeod, J., &amp; Nelson, G. (2000). Programs for the promotion of family wellness and prevention of child maltreatment: A meta-analytic review. <I>Child Abuse &amp; Neglect</I>, <I>24</I>, 1127-1149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201300030000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, T. (2004). <I>Maus tratos em crian&ccedil;as e jovens</I>. Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201300030000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Magnuson, K. A., &amp; Duncan, G. J. (2002). Parents in poverty. In M. H. Borenstein (Ed.), <I>Handbook of parenting </I>(vol. 4, pp. 95-121). New Jersey: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201300030000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Martins, P. (2005). O acolhimento familiar como resposta de protec&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a sem suporte familiar adequado. <I>Inf&acirc;ncia e Juventude</I>, <I>4</I>, 63-84<I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201300030000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >    <!-- ref --><p>Matos, A. R., &amp; Sousa, L. M. (2004). How multiproblem families try to find support in social services. <I>Journal of Social Work Practice, 18, </I>65-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201300030000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McCall, R. B. (2009). Evidence-based programming in the context of practice and policy. <I>Social Policy Report, 23</I>, 3-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201300030000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>McLoyd, V. C. (1998). Socioeconomic disadvantage and child development. <I>American Psychologist, 5, </I>185-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201300030000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Miller-Perrin, C. L., &amp; Perrin R. D. (1999). <I>Child maltreatment: An introduction. </I>California: Sage Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201300030000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Milner, J. S. (1993). Social information processing and physical child abuse. <I>Clinical Psychology Review, 13</I>, 275-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201300030000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Milner, J. S. (2003). Social information processing in high-risk and physically abusive parents. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 27</I>, 7-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201300030000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moreno, M. J. (2002). Estudio sobre las variables que intervienen en el abandono f&iacute;sico o negligencia infantil. <I>Anales de Psicolog&iacute;a, 18</I>, 135-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201300030000300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Morton, N., &amp; Browne, K. (1998). Theory and observation of attachment and its relation to child maltreatment: A review. <I>Child Abuse and Neglect, 22</I>, 1093-1104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-8231201300030000300061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Pacheco, A., Milheiri&ccedil;o, A. R., Santos, A. A., Benavente, R., Manuel, T., &amp; Luz, V. (2011). Escola de Pais &ndash; Um programa de forma&ccedil;&atilde;o parental para fam&iacute;lias de alto risco. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Coords.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 175-199). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >    <!-- ref --><p>Pal&aacute;cios, J. (2003). Instituciones para ni&ntilde;os: Protecci&oacute;n o riesgo? <I>Infancia y Aprendizaje, 26, </I>353-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-8231201300030000300063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Peirson, L., Larendau, M.-C., &amp; Chamberland, C. (2001). Context, contributing factors, and consequences. In I. Prilleltensky, G. Nelson, &amp; L. Peirson (Eds.), <I>Promoting family well-ness and preventing child maltreatment </I>(pp. 41-123). Toronto: University of Toronto Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-8231201300030000300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Pereira, P. M. (2012). Gui&atilde;o de conceptualiza&ccedil;&atilde;o de caso de crian&ccedil;as (6-11 anos) em situa&ccedil;&atilde;o de perigo. In M. M. Calheiros, M. V. Garrido, &amp; S. V. Santos (Eds.), <I>Crian&ccedil;as em risco e perigo &ndash; Contextos, investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o </I>(vol. 1, pp. 103-137). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo. </P >     <!-- ref --><p>Pont&oacute;n, W., Franco, A., &amp; Ram&iacute;rez, L. (2006). Maltrato infantil. <I>Revista de la Facultad de Medicina</I>, <I>11, </I>13-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-8231201300030000300066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Resnick, M. D., Bearman, P. S., Blum, R. W., Bauman, K. E., Harris, K. M., Jones, J., Tabor, J., Beuhring, T., Sieving, R. E., Shew, M., Ireland, M., Bearinger, J. H., &amp; Udry, J. R. (1997). Protecting adolescents from harm: Findings from the national longitudinal study on adolescent health. <I>Journal of the American Medical Association, 278</I>, 823-832.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-8231201300030000300067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rodrigo, M. J., M&aacute;iquez, M. L., Correa, A. D., Mart&iacute;n, J. C., &amp; Rodr&iacute;guez, G. (2006). Outcome evaluation of a community center-based program for mothers at high psychosocial risk. <I>Child Abuse &amp; Neglect, 30</I>, 1049-1064.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-8231201300030000300068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Rodrigues, A. N., Ribeiro, A. P., Castilho, C, Gamito, D., Poppe, F., Lopes, H. R., Fernandes, L., &amp; Morato, P. (2011). Para pais sobre filhos &ndash; Um projecto de interven&ccedil;&atilde;o com fam&iacute;lias. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Coord.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 227-249). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Roig, A. M., &amp; De Pa&uacute;l, J. (1993). <I>Maltrato y abandono en la infancia</I>. Barcelona: Martinez Roca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-8231201300030000300070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Santos, A. M., Santos, M., &amp; Ribeiro, C. (2011). Novas Oportunidades Parentais &ndash; A forma&ccedil;&atilde;o parental para pais/cuidadores de crian&ccedil;as e jovens em risco. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Eds.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 251-279). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >    <!-- ref --><p>Stavrianos, C., Stavrianou, D., Stavrianou, I., &amp; Kafas, P. (2009). 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Working toward a conceptual definition of child neglect. <I>Journal of Health &amp; Human Services Administration</I>, <I>31, </I>356-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0870-8231201300030000300075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tribuna, F., &amp; Relvas, A. (2002). Fam&iacute;lias de acolhimento e vincula&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia. In A. Relvas &amp; M. Alarc&atilde;o (Coords.), <I>Novas formas de fam&iacute;lia </I>(pp. 53-119). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-8231201300030000300076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Trochim, W., &amp; Donnelly, J. P. (2006). The research methods knowledge base. USA: Atomic Dog.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-8231201300030000300077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Valladares, S. B., &amp; Moore, K. A. (2009). The strengths of poor families. <I>Child Trends: Research brief (May, 2009)</I>. Recuperado em 12 Maio, 2010 do <a href="http://www.childtrends.org" target="_blank">http://www.childtrends.org</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-8231201300030000300078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Vaz, A., Mesquita, F., Fazenda, N., Almeida, K., Sarmento, P., Santiago, R., Lopes, R., Silva, S., &amp; Bernardo, S. (2011). Nova_Mente &ndash; Programa de preserva&ccedil;&atilde;o familiar e forma&ccedil;&atilde;o parental. In D. Sampaio, H. Cruz, &amp; M. J. L. Carvalho (Eds.), <I>Crian&ccedil;as e jovens em risco. A fam&iacute;lia no centro da interven&ccedil;&atilde;o </I>(pp. 201-225). Cascais: Princ&iacute;pia. </P >     <p>Webster-Stratton, C., Gaspar, M. F., &amp; Seabra-Santos, M. J. (2012). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Zigler, E., &amp; Hall, W. N. (1989). Physical child abuse in America: Past, present, and future. In D. Cicchetti &amp; V. Carlson (Eds.), <I>Child maltreatment: Theory and research on the causes and consequences of child abuse and neglect </I>(pp. 38-75). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0870-8231201300030000300083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Cl&aacute;udia Camilo, CIS-IUL, ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:claudia_sofia_camilo@iscte.pt">claudia_sofia_camilo@iscte.pt</a></P >      ]]></body><back>
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