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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Scaffolding verbal materno e coerência estrutural narrativa da criança em idade pré-escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Scaffolding assumes an important role in the development of children&#8217;s narrative skills. The goal of this study was to understand the relation between maternal verbal scaffolding and preschoolers&#8217; narrative construction, at the level of structural coherence. Forty one children (24 boys, 58.5%) aged 4 years and their mothers participated in a narrative elicitation task, using a picture book. Scaffolding was analyzed according to the Coding System of Verbal Behaviors that Promote Preschoolers&#8217; Narratives and structural coherence was coded by the Narrative Structural Coherence Coding System. The results showed a negative correlation between the verbal behaviors that direct children&#8217;s attention and interest to the book as well as questions that direct children&#8217;s discourse and some aspects of structural coherence. Lower levels of maternal intrusiveness, coupled with higher levels of sensitivity and ability to change and adjust her verbal behaviors were associated with a higher narrative structural coherence. These results suggest that the way mothers intervene, as well as their timing, are relevant to the development of children&#8217;s narratives, with possible repercussions on the level of the narrative&#8217;s structural coherence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B><I>Scaffolding </I>verbal materno e coer&ecirc;ncia estrutural narrativa da crian&ccedil;a em idade pr&eacute;-escolar </B></P >     <p><b>Joana Carvalho<Sup>*</Sup>; Ana Os&oacute;rio<Sup>*</Sup>; Eva Costa Martins<Sup>**</Sup>; Carla Martins<Sup>*</Sup>; Maria Jo&atilde;o Carvalho<Sup>*</Sup>; Isabel Soares<Sup>* </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho; </P >     <p><Sup>** </Sup>Instituto Superior da Maia </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O scaffolding assume um papel importante no desenvolvimento das capacidades narrativas das crian&ccedil;as. O objetivo deste estudo foi analisar qual a rela&ccedil;&atilde;o entre o scaffolding verbal materno e a coer&ecirc;ncia estrutural narrativa da crian&ccedil;a. Quarenta e uma crian&ccedil;as (24 rapazes, 58.5%) com 4 anos e suas m&atilde;es realizaram uma tarefa de elicita&ccedil;&atilde;o narrativa, utilizando um livro de imagens. O scaffolding foi analisado segundo a Grelha de Cota&ccedil;&atilde;o de Comportamentos Verbais Promotores da Narrativa nas Crian&ccedil;as em Idade Pr&eacute;-escolar, enquanto a narrativa foi avaliada com o Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Coer&ecirc;ncia Estrutural Narrativa. Os resultados mostram que os comportamentos maternos que dirigem a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro e as quest&otilde;es que direccionam o discurso da crian&ccedil;a para determinados pontos da hist&oacute;ria se correlacionam negativamente com alguns aspectos da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. Em contraste, n&iacute;veis reduzidos de intrusividade materna a par com n&iacute;veis elevados de sensibilidade e de capacidade para modificar e ajustar o seu comportamento verbal encontram-se associados a uma elevada coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. Estes resultados sugerem que o momento no qual a m&atilde;e decide intervir e a forma como o faz s&atilde;o quest&otilde;es relevantes para o desenvolvimento da narrativa da crian&ccedil;a, com poss&iacute;veis repercuss&otilde;es na coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Idade pr&eacute;-escolar, Livro de imagens, Narrativa, Scaffolding. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>Scaffolding assumes an important role in the development of children&rsquo;s narrative skills. The goal of this study was to understand the relation between maternal verbal scaffolding and preschoolers&rsquo; narrative construction, at the level of structural coherence. Forty one children (24 boys, 58.5%) aged 4 years and their mothers participated in a narrative elicitation task, using a picture book. Scaffolding was analyzed according to the <I>Coding System of Verbal Behaviors that Promote Preschoolers&rsquo; Narratives </I>and structural coherence was coded by the <I>Narrative Structural Coherence Coding System. </I>The results showed a negative correlation between the verbal behaviors that direct children&rsquo;s attention and interest to the book as well as questions that direct children&rsquo;s discourse and some aspects of structural coherence. Lower levels of maternal intrusiveness, coupled with higher levels of sensitivity and ability to change and adjust her verbal behaviors were associated with a higher narrative structural coherence. These results suggest that the way mothers intervene, as well as their timing, are relevant to the development of children&rsquo;s narratives, with possible repercussions on the level of the narrative&rsquo;s structural coherence. </P >     <p><B>Key-words: </B>Narrative, Picture book, Preschool age, Scaffolding. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </P >     <p>As intera&ccedil;&otilde;es familiares desempenham um papel crucial no que diz respeito ao desenvolvimento da compet&ecirc;ncia narrativa da crian&ccedil;a (Larrea, 1994). Na intera&ccedil;&atilde;o com as figuras parentais, a crian&ccedil;a tem a possibilidade de participar em in&uacute;meras pr&aacute;ticas narrativas do dia-a-dia (por exemplo, na descri&ccedil;&atilde;o de epis&oacute;dios do quotidiano, relatos de acontecimentos passados, leitura de contos infantis...), nas quais aprende a contar e a organizar as suas hist&oacute;rias, que tipos de acontecimentos s&atilde;o comunic&aacute;veis e que tipo de rela&ccedil;&otilde;es se pode estabelecer entre eles, de acordo com a cultura vigente (G&ouml;nc&uuml; &amp; Jain, 2000). </P >     <p>Neste sentido, o <I>scaffolding </I>pode ser entendido como o suporte tempor&aacute;rio que pais, professores ou outros adultos ou pares mais competentes proporcionam &agrave; crian&ccedil;a numa dada tarefa, at&eacute; que esta a consiga executar sozinha com alguma mestria (Wood, Bruner, &amp; Ross, 1976), sendo que no <I>scaffolding </I>verbal o adulto auxilia e promove verbalmente o discurso da crian&ccedil;a (Otto, 2006). Os pais interv&ecirc;m nas produ&ccedil;&otilde;es narrativas das crian&ccedil;as para as encorajar a construir novas narrativas e a desenvolver partes espec&iacute;ficas das suas hist&oacute;rias, contribuindo com ideias, utilizando quest&otilde;es e elaborando as respostas das crian&ccedil;as. Dessa forma, fornecem informa&ccedil;&atilde;o orientadora ou pedem essa e outras informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o dadas espontaneamente pela crian&ccedil;a, transmitindo a ideia de que a inclus&atilde;o dessas refer&ecirc;ncias na sua narrativa &eacute; importante (Fivush, 1991). Os pais suportam assim o desempenho narrativo da crian&ccedil;a ao fornecer a estrutura necess&aacute;ria ao mesmo (Sim&otilde;es, 2007). </P >     <p>Segundo McCabe e Peterson (1991), o <I>scaffolding </I>materno &eacute; fundamental para o desenvolvi </B>mento das capacidades narrativas da crian&ccedil;a. O modo como a m&atilde;e interage verbalmente com a crian&ccedil;a durante a elicita&ccedil;&atilde;o narrativa reflete-se no desenvolvimento da sua compet&ecirc;ncia narrativa (Minami, 2001). As crian&ccedil;as s&atilde;o capazes de produzir narrativas mais ricas sobre a sua experi&ecirc;ncia quando as m&atilde;es desenvolvem t&oacute;picos de interesse e colocam quest&otilde;es de clarifica&ccedil;&atilde;o ou quest&otilde;es sobre novos t&oacute;picos (McCabe &amp; Peterson, 1991). Adicionalmente, o <I>scaffolding </I>materno &eacute; considerado eficaz quando as m&atilde;es mudam sistematicamente as suas instru&ccedil;&otilde;es ao longo da tarefa com base nas respostas das crian&ccedil;as &agrave;s suas interven&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias e quando s&atilde;o capazes de estimar e de serem sens&iacute;veis &agrave; capacidade da crian&ccedil;a para responder a novos e diferentes tipos de instru&ccedil;&atilde;o (Wood &amp; Middleton, 1975). Neste sentido, Salonen, Lepola e Vauras (2007) distinguem o <I>optimal scaffolding </I>do <I>non-optimal scaffolding. </I>No primeiro, &eacute; necess&aacute;rio ter em considera&ccedil;&atilde;o dois princ&iacute;pios: (1) o princ&iacute;pio da mudan&ccedil;a contingente, ou seja, o adulto calibra as exig&ecirc;ncias da tarefa de forma a conhecer o n&iacute;vel de capacidade da crian&ccedil;a para a realizar e varia a qualidade e a quantidade de assist&ecirc;ncia de acordo com o seu desempenho no decorrer da atividade (Stone, 1998); e (2) o princ&iacute;pio da sufici&ecirc;ncia m&iacute;nima, introduzido no &acirc;mbito da investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da motiva&ccedil;&atilde;o (Lepper, 1981), que declara que o adulto deve recorrer ao m&iacute;nimo de incentivos externos e diretrizes, de forma a maximizar a autonomia da crian&ccedil;a na realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa, bem como motivada e esfor&ccedil;ada. Segundo Bruner (1983), o (<I>optimal</I>) <I>scaffolding </I>implica ainda que o adulto gradualmente transfira a responsabilidade de realizar a tarefa para a crian&ccedil;a, enquanto encoraja o seu esfor&ccedil;o e sucesso. Desta forma, os cuidadores auxiliam e promovem verbalmente o discurso da crian&ccedil;a para que esta se torne num narrador, progressivamente, mais competente. Atrav&eacute;s das quest&otilde;es que colocam e da rea&ccedil;&atilde;o emocional em resposta &agrave; hist&oacute;ria da crian&ccedil;a, estes dirigem de forma ativa a estrutura das narrativas dos seus filhos (Melzi, Schick, &amp; Kennedy, 2011). </P >    <p>A coer&ecirc;ncia estrutural narrativa refere-se ao modo como os indiv&iacute;duos articulam e estabelecem conex&otilde;es e continuidades entre os diversos elementos de uma narrativa. Uma narrativa &eacute; considerada coerente se inclui a contextualiza&ccedil;&atilde;o temporal, espacial e pessoal do acontecimento relatado (<I>orienta&ccedil;&atilde;o</I>), se fornece uma descri&ccedil;&atilde;o da sequ&ecirc;ncia dos elementos que estruturam esse acontecimento (<I>sequ&ecirc;ncia estrutural</I>), se expressa o envolvimento emocional do narrador (<I>comprometimento avaliativo</I>) e, ainda, se apresenta a informa&ccedil;&atilde;o de forma integrada, deixando emergir o fio condutor da hist&oacute;ria (<I>integra&ccedil;&atilde;o</I>) (Gon&ccedil;alves, Henriques, &amp; Cardoso, 2006). </P >    <p>As crian&ccedil;as come&ccedil;am a utilizar os componentes da estrutura narrativa por volta dos 3 anos, atingindo a mestria na maior parte das estruturas morfo-sint&aacute;ticas entre os 4 e os 5 anos (Reilly, Bates, &amp; Marchman, 1998). No entanto, as crian&ccedil;as nestas idades evidenciam ainda muitas dificuldades aquando do ato narrativo, sobretudo quando n&atilde;o t&ecirc;m acesso a suporte externo, conforme Freitas (2005) verificou no seu estudo sobre o desenvolvimento narrativo da inf&acirc;ncia junto de uma amostra de 122 crian&ccedil;as, com idades compreendidas entre os 3 e os 10 anos de idade. O autor utilizou o mesmo instrumento de recolha e an&aacute;lise de dados empregues no presente estudo, mas com o seguinte procedimento: a crian&ccedil;a conta a hist&oacute;ria do livro ao adulto (investigador) e este n&atilde;o pode intervir de forma a auxiliar na constru&ccedil;&atilde;o narrativa. Apesar de Freitas (2005) n&atilde;o ter encontrado diferen&ccedil;as entre os rapazes e as raparigas ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa, alguns estudos demonstram que as narrativas das raparigas tendem a ser mais coerentes que a dos rapazes (e.g., Buckner &amp; Fivush, 1998; Fivush, Haden, &amp; Adam, 1995; Peterson &amp; Roberts, 2003) e que as m&atilde;es tendem a encorajar e a estimular verbalmente mais os filhos do que as filhas (e.g., Karrass, Braungart-Rieker, Mullins, &amp; Lefever, 2002; Weitzman, Birns, &amp; Friend, 1985). Como as raparigas tendem a obter <I>scores </I>mais elevados ao n&iacute;vel da aptid&atilde;o verbal em compara&ccedil;&atilde;o com os rapazes, estes provavelmente ir&atilde;o precisam de um suporte lingu&iacute;stico maior que o das raparigas (Faughn, 2003). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Abordar a narrativa em circunst&acirc;ncias interativas &eacute; analisar o processo de produ&ccedil;&atilde;o narrativa (Gulich &amp; Quasthoff, 1985), importante no estudo do desenvolvimento das capacidades narrativas. Torna-se, portanto, relevante estudar se as narrativas, produzidas em contexto di&aacute;dico e nas quais a crian&ccedil;a &eacute; o narrador principal, beneficiam, de facto, do suporte prestado pelo adulto. Este &eacute; um t&oacute;pico pouco explorado, na medida em que s&atilde;o escassos os estudos que analisam a rela&ccedil;&atilde;o entre o discurso verbal da m&atilde;e e o desempenho narrativo, ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia, da crian&ccedil;a. De facto, a maior parte dos estudos que abordam a tem&aacute;tica do <I>scaffolding </I>centram-se em tarefas de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (e.g., Smith, Landry, &amp; Swank, 2000) e aqueles que se focam em tarefas de intera&ccedil;&atilde;o narrativa, como as conversas sobre experi&ecirc;ncias passadas (e.g., Eisenberg, 1985) ou a leitura de livros (e.g., Haden, Reese, &amp; Fivush, 1996), n&atilde;o atribuem o papel de narrador principal &agrave; crian&ccedil;a e n&atilde;o discriminam os comportamentos associados ao <I>scaffolding </I>verbal materno que influenciam a qualidade da narrativa da crian&ccedil;a. Carvalho, Martins, Martins, Os&oacute;rio, Carvalho e Soares (2012), no seu estudo sobre o <I>scaffolding </I>verbal materno, analisaram quais os comportamentos verbais utilizados pela m&atilde;e para promover e auxiliar a constru&ccedil;&atilde;o narrativa da crian&ccedil;a e de que forma esta os introduz no &acirc;mbito de uma tarefa de elicita&ccedil;&atilde;o narrativa. Os autores observaram que as m&atilde;es utilizam, em m&eacute;dia, mais quest&otilde;es espec&iacute;ficas com tend&ecirc;ncia a direcionar o discurso da crian&ccedil;a para determinados pontos-chave da hist&oacute;ria, segue-se o recurso a exemplos e solicita&ccedil;&otilde;es de comprova&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a. As m&atilde;es utilizam tamb&eacute;m quest&otilde;es abertas e fechadas com incentivo ao discurso da crian&ccedil;a e recorrem, ainda, a comportamentos verbais para dirigir a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro. Esses resultados sugerem que as m&atilde;es tendem a assumir a responsabilidade da tarefa ao participarem como coautoras ou desempenhando o papel de narradoras principais (fun&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da inicialmente &agrave; crian&ccedil;a). No entanto, n&atilde;o foi testada a rela&ccedil;&atilde;o entre o <I>scaffolding </I>verbal materno e a qualidade da narrativa produzida pelas crian&ccedil;as. Assim, na continuidade desta investiga&ccedil;&atilde;o, o presente estudo teve como principal objetivo analisar qual a rela&ccedil;&atilde;o entre o <I>scaffolding </I>verbal materno e a qualidade das narrativas, ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural, produzidas pelas crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>No presente estudo participaram 41 crian&ccedil;as, 24 (58.5%) do sexo masculino, com 4 anos de idade (<I>M</I>=54.84 meses, <I>DP</I>=.96, amplitude 52-55) e suas m&atilde;es. Os participantes, selecionados por amostragem ocasional, foram recrutados para um estudo longitudinal mais vasto e atualmente em curso, quando a crian&ccedil;a tinha 10 meses de idade. A maioria das m&atilde;es frequentou o ensino superior (61%) e mais de 50% ocupa actualmente cargos t&eacute;cnicos ou de chefia (dados referentes a 97% da amostra &ndash; n&atilde;o foi poss&iacute;vel obter dados de uma m&atilde;e). A maioria dos participantes (65.9%) pertence a um n&iacute;vel s&oacute;cioecon&oacute;mico m&eacute;dio-elevado. </P >    <p><I>Instrumentos </I></P >    <p><I>Ficha s&oacute;cio-demogr&aacute;fica. </I>Esta ficha, elaborada pela equipa de investiga&ccedil;&atilde;o do estudo longitudinal, possibilita a recolha de dados pessoais junto dos participantes, nomeadamente a idade e o sexo da crian&ccedil;a, o n&iacute;vel de escolaridade e profiss&atilde;o da m&atilde;e, e, tamb&eacute;m, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico da fam&iacute;lia. </P >    <p><I>Livro de imagens &ldquo;Frog where are you?&rdquo; </I>(Mayer, 1969). Trata-se de um livro de 24 p&aacute;ginas, composto exclusivamente por imagens, que retrata a hist&oacute;ria de um menino e de um c&atilde;o que vivem uma s&eacute;rie de aventuras &agrave; procura do seu sapo. Este livro tem sido utilizado em in&uacute;meros estudos (e.g., Gon&ccedil;alves, Perez, Henriques, Prieto, Lima, Siebert, &amp; Sousa, 2004; Reilly, Bates, &amp; Marchman, 1998), predominantemente na &aacute;rea da compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica, dada a riqueza de conte&uacute;dos que as imagens sugerem. </P >    <p><I>Grelha de Cota&ccedil;&atilde;o de Comportamentos Verbais Promotores da Narrativa nas Crian&ccedil;as em Idade Pr&eacute;-escolar </I>(Carvalho, Martins, &amp; Martins, 2011). Esta grelha de cota&ccedil;&atilde;o foi concebida especificamente para o estudo das verbaliza&ccedil;&otilde;es exibidas pelas m&atilde;es durante a produ&ccedil;&atilde;o de narrativas orais por parte de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, com recurso ao livro &ldquo;<I>Frog, where are you?</I>&rdquo; (Mayer, 1969). Esta grelha, desenvolvida com base nos conceitos de <I>zona de desenvolvimento proximal </I>(Vygotsky, 1978) e <I>scaffolding </I>(Wood, Bruner, &amp; Ross, 1976), tem como objetivo identificar e descrever os comportamentos verbais maternos que incentivam, promovem ou apoiam a constru&ccedil;&atilde;o da narrativa dos seus filhos (Carvalho et al., 2011). </P >     <p>A grelha integra duas partes. A primeira parte consiste em identificar e quantificar os comporta mentos verbais utilizados pela m&atilde;e que, de acordo com a literatura, promovem a constru&ccedil;&atilde;o da narrativa oral por parte da crian&ccedil;a. Esses comportamentos est&atilde;o organizados em duas grandes categorias: (i) comportamentos que dirigem a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro e (ii) comportamentos que estimulam o discurso e apoiam a compreens&atilde;o da hist&oacute;ria por parte da crian&ccedil;a. Estas foram sujeitas a An&aacute;lises de Componentes Principais seguidas de rota&ccedil;&atilde;o <I>Varimax</I>, de modo a reduzir o n&uacute;mero de vari&aacute;veis cotadas e dessa forma facilitar a an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados. Nove itens foram exclu&iacute;dos das An&aacute;lises por apresentarem reduzida variabilidade ou baixa satura&ccedil;&atilde;o no factor (ver Carvalho et al., 2012). A primeira categoria resultou num &uacute;nico fator, com a mesma designa&ccedil;&atilde;o, dirigir a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro, que explica 71.68% da vari&acirc;ncia e apresenta uma elevada consist&ecirc;ncia interna (.87)<I>. </I>Inclui os seguintes itens: 1 (<I>O adulto explica o que &eacute; para fazer e/ou d&aacute; indica&ccedil;&otilde;es de como v&atilde;o fazer</I>), 3 (<I>O adulto pede &agrave; crian&ccedil;a para come&ccedil;ar a contar a hist&oacute;ria</I>), 5 (<I>O adulto pede a aten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para o livro), 6 (O adulto utiliza estrat&eacute;gias para incentivar a crian&ccedil;a a contar a hist&oacute;ria</I>) e 7 (<I>O adulto orienta o comportamento da crian&ccedil;a no sentido de ser poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa</I>). J&aacute; a segunda categoria reuniu tr&ecirc;s fatores, que no total explicam 51.20% da vari&acirc;ncia e apresentam &iacute;ndices de fidelidade que oscilam entre .64 e .80, especificamente: Fator 1 &ndash; O adulto coloca quest&otilde;es espec&iacute;ficas e direciona o discurso da crian&ccedil;a, que re&uacute;ne os itens 10 (<I>O adulto coloca quest&otilde;es de modo a ajudar a crian&ccedil;a na identifica&ccedil;&atilde;o de objectos e/ou personagens</I>), 14 (<I>O adulto coloca quest&otilde;es relacionadas com o tempo e o espa&ccedil;o</I>), 17 (<I>O adulto atribui falas &agrave;s personagens e/ou incentiva a crian&ccedil;a a utilizar o di&aacute;logo entre as personagens</I>), 20 (<I>O adulto sugere &agrave; crian&ccedil;a para dar nomes &agrave;s personagens</I>), 21 (<I>O adulto inicia frases ou palavras e espera que a crian&ccedil;a as termine</I>), 22 (<I>O adulto repete palavras ou frases da crian&ccedil;a), 26 (O adulto auxilia e/ou faz correc&ccedil;&otilde;es referentes ao vocabul&aacute;rio</I>), 34 (<I>O adulto inclui interjei&ccedil;&otilde;es no seu discurso) e o 38 (O adulto discorda do conte&uacute;do exposto pela crian&ccedil;a</I>)<I>; </I>Fator 2 <I>&ndash; </I>O adulto exemplifica e solicita a comprova&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, composta pelos itens: 9 (<I>O adulto utiliza tag questions), </I>18 (<I>O adulto requer a confirma&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a</I>), 27 (<I>O adulto confirma ou concorda com a crian&ccedil;a</I>), 30 (<I>O adulto elabora e/ou completa as ideias da crian&ccedil;a</I>), 33 (<I>O adulto responde &agrave;s quest&otilde;es colocadas pela crian&ccedil;a</I>), 36 (<I>O adulto descreve, interpreta ou faz coment&aacute;rios sobre determinados acontecimentos, objectos e/ou personagens da hist&oacute;ria</I>) e o 37 (<I>O adulto elabora modelos de resposta &agrave;s perguntas que coloca</I>)<I>; </I>Fator 3 &ndash; O adulto coloca quest&otilde;es abertas e fechadas e incentiva o discurso da crian&ccedil;a, com os seguintes itens: 8 (<I>O adulto coloca quest&otilde;es de sim/n&atilde;o</I>), 11 (<I>O adulto coloca quest&otilde;es que estimulam a elabora&ccedil;&atilde;o</I>), 12 (<I>O adulto incentiva a crian&ccedil;a a continuar o seu discurso</I>), 19 (<I>O adulto incentiva a crian&ccedil;a a falar sobre emo&ccedil;&otilde;es</I>) e 23 (<I>O adulto questiona as respostas/afirma&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a</I>). As categorias reuniram no total 29 itens de an&aacute;lise, codificados com base na frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia do comportamento verbal. Em an&aacute;lises estat&iacute;sticas posteriores recorreu-se ao valor m&eacute;dio dos comportamentos observados em cada fator. </P >     <p>A segunda parte da grelha avalia a qualidade dos comportamentos verbais maternos ao longo de toda a intera&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da an&aacute;lise de tr&ecirc;s dimens&otilde;es &ndash; <I>Intrusividade</I>, <I>Sensibilidade </I>e <I>Mudan&ccedil;a </I>&ndash; com recurso a uma escala de <I>Likert </I>de 3 pontos, variando entre &ldquo;Pouca&rdquo; (1), &ldquo;Alguma&rdquo; (2) e &ldquo;Elevada&rdquo; (3). A dimens&atilde;o <I>Intrusividade </I>avalia de que forma os comportamentos utilizados pela m&atilde;e interrompem e/ou prejudicam o discurso livre da crian&ccedil;a, no sentido de esta contar a hist&oacute;ria de acordo com a perspetiva materna. A dimens&atilde;o <I>Sensibilidade </I>avalia at&eacute; que ponto a m&atilde;e interpreta corretamente os comportamentos verbais e n&atilde;o verbais da crian&ccedil;a, de forma a responderlhes adequada e prontamente. A dimens&atilde;o <I>Mudan&ccedil;a </I>avalia a capacidade materna para modificar e ajustar o seu comportamento ao longo da realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa, na tentativa de auxiliar a crian&ccedil;a na constru&ccedil;&atilde;o da narrativa. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Obteve-se excelente n&iacute;veis de acordo inter-observadores (acordo calculado com base na cota&ccedil;&atilde;o de 39% da amostra por um segundo juiz previamente treinado) quer para a primeira parte da grelha (.98&lt;r<Sub>ic</Sub>&lt;1.0) como para a segunda parte da mesma (.86&lt;r<Sub>ic</Sub>&lt;.91) (Carvalho et al., 2012). </P >    <p><I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Coer&ecirc;ncia Estrutural Narrativa </I>(Gon&ccedil;alves, Henriques, &amp; Cardoso, 2006)<B>. </B>Gon&ccedil;alves e colaboradores (2006) elaboraram o <I>Manual de Avalia&ccedil;&atilde;o da Coer&ecirc;ncia Estrutural da Narrativa, </I>um sistema de codifica&ccedil;&atilde;o da estrutura e coer&ecirc;ncia da narrativa com vista a avalia&ccedil;&atilde;o de narrativas produzidas no contexto do discurso oral. O referido sistema de avalia&ccedil;&atilde;o foi formulado com base no modelo da estrutura narrativa sugerido por Labov e Walesky (1967) e nas operacionaliza&ccedil;&otilde;es de Baerger e McAdams (1999) e Ferreira Alves e Gon&ccedil;alves (1999). </P >    <p>Este sistema de avalia&ccedil;&atilde;o implica duas fases. Na primeira fase determina-se a presen&ccedil;a ou n&atilde;o de uma narrativa no discurso em an&aacute;lise, tendo como refer&ecirc;ncia o crit&eacute;rio proposto por Labov e Waletsky (1967) que postula a exist&ecirc;ncia de uma liga&ccedil;&atilde;o temporal de, no m&iacute;nimo, duas unidades de discurso. A segunda fase da avalia&ccedil;&atilde;o destina-se &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o de quatro sub-dimens&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o da narrativa &ndash; <I>orienta&ccedil;&atilde;o, sequ&ecirc;ncia estrutural, comprometimento avaliativo </I>e <I>integra&ccedil;&atilde;o </I>&ndash; de acordo com a sua presen&ccedil;a e elabora&ccedil;&atilde;o na narrativa em quest&atilde;o, numa escala de <I>Likert </I>de 5 pontos. Esta escala varia entre <I>muito pouco </I>(1) e <I>muito elevado </I>(5). A <I>orienta&ccedil;&atilde;o </I>(O) refere-se &agrave; contextualiza&ccedil;&atilde;o da narrativa em termos de personagens e circunst&acirc;ncias pessoais, esp&aacute;cio-temporais e sociais que envolvem os acontecimentos. A <I>sequ&ecirc;ncia estrutural </I>(SE) prendese com a l&oacute;gica temporal de todos os elementos estruturais (acontecimento inicial, resposta interna ao acontecimento, a&ccedil;&atilde;o e respetivas consequ&ecirc;ncias). O <I>comprometimento avaliativo </I>(CA) diz respeito ao envolvimento e comprometimento emocionais do narrador com a produ&ccedil;&atilde;o narrativa. Finalmente, a <I>integra&ccedil;&atilde;o </I>(I) atende &agrave; clareza do fio condutor da narrativa, ou seja, em que medida a narrativa produzida integra os v&aacute;rios elementos ou hist&oacute;rias de forma a obter um sentido global. Para al&eacute;m da cota&ccedil;&atilde;o individual de cada uma destas sub-dimens&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel obter um resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa, que varia entre 0 e 80, resultante da soma ponderada de cada um dos resultados individuais obtidos, com o desvio de cada valor em rela&ccedil;&atilde;o ao ponto interm&eacute;dio da escala (Gon&ccedil;alves et al., 2006). </P >    <p>O acordo inter-observadores foi igualmente calculado com base na cota&ccedil;&atilde;o de 39% da amostra por um segundo juiz previamente treinado, tendo-se obtido n&iacute;veis elevados de fidelidade (.93&lt;r<Sub>ic</Sub>&lt;.98). </P >    <p><I>Procedimentos de recolha e an&aacute;lise de dados </I></P >    <p>Dado o presente estudo se enquadrar numa investiga&ccedil;&atilde;o mais vasta de natureza longitudinal, a amostra inicialmente recrutada aos 10 meses de idade dos beb&eacute;s, foi recontactada quando as crian&ccedil;as atingiram os 4 anos e meio de idade no sentido de as convidar novamente para se deslocarem ao laborat&oacute;rio. Nessa visita, entre v&aacute;rios procedimentos, realizou-se a tarefa de elicita&ccedil;&atilde;o de narrativas orais, na qual se pedia &agrave; crian&ccedil;a para contar a hist&oacute;ria do livro &ldquo;<I>Frog, where are you</I>?&rdquo; (Mayer, 1969) &agrave; sua m&atilde;e, sendo tamb&eacute;m indicado que esta poderia ajudar se assim o entendesse. A tarefa foi v&iacute;deo-gravada e, posteriormente, todas as narrativas foram transcritas e codificadas segundo o <I>Sistema de Codifica&ccedil;&atilde;o da Coer&ecirc;ncia Estrutural Narrativa </I>(Gon&ccedil;alves et al., 2006) e a <I>Grelha de Cota&ccedil;&atilde;o de Comportamentos Verbais Maternos Promotores da Narrativa nas Crian&ccedil;as em Idade Pr&eacute;-escolar </I>(Carvalho et al., 2011). De notar que foram publicados previamente dados provenientes desta mesma amostra, em que se analisou o scaffolding verbal das m&atilde;es numa tarefa narrativa com os seus filhos em idade pr&eacute;-escolar (Carvalho et al., 2012). </P >    <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados foi realizada atrav&eacute;s do programa IBM SPSS (Vers&atilde;o 19.0). Relativamente &agrave;s decis&otilde;es estat&iacute;sticas no &acirc;mbito do estudo de vari&aacute;veis intervalares, estas foram efectuadas com base em an&aacute;lises explorat&oacute;rias de dados, de forma a averiguar o cumprimento dos pressupostos subjacentes &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de testes param&eacute;tricos. Nos casos em que n&atilde;o se verificou os requisitos necess&aacute;rios para a utiliza&ccedil;&atilde;o desse tipo de testes, recorreu-se a t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas n&atilde;o param&eacute;tricas. </P >    <p>RESULTADOS </P >    <p>A dura&ccedil;&atilde;o da tarefa variou entre os 159 e os 786 segundos, com uma m&eacute;dia de 408.54 segundos, <I>DP</I>=49.66, n&atilde;o se tendo verificado diferen&ccedil;as de sexo, <I>t</I>(39)=-1.08, <I>p</I>=.29. A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da tarefa n&atilde;o se mostrou associada &agrave; qualidade das narrativas, <I>r</I><Sub><I>s</I></Sub><Sub><I>=</I></Sub>.04, <I>p</I>=.82, avaliada atrav&eacute;s do resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa, <I>M</I>=29.74, <I>DP=</I>25.39. N&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre as crian&ccedil;as do sexo masculino e as do sexo feminino ao n&iacute;vel das sub-dimens&otilde;es da coer&ecirc;ncia estrutural da narrativa (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>). Tamb&eacute;m n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas entre rapazes e raparigas relativamente ao <I>scaffolding </I>prestado pela m&atilde;e (cf. <a href="#t2">Tabela 2</a>). </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a04t1.jpg" width="511" height="128"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p><a name="t2"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a04t2.jpg" width="511" height="206"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Observou-se que as m&atilde;es utilizam, em m&eacute;dia, mais quest&otilde;es espec&iacute;ficas que direccionam o discurso da crian&ccedil;a para determinados pontos-chave da hist&oacute;ria. O segundo comportamento verbal mais utilizado &eacute; o uso de exemplos e de solicita&ccedil;&otilde;es de comprova&ccedil;&atilde;o por parte da crian&ccedil;a. Segue-se as quest&otilde;es abertas e fechadas e o incentivo do discurso da crian&ccedil;a e, por &uacute;ltimo, os comportamentos utilizados na tentativa de dirigir a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro (cf. <a href="#t3">Tabela 3</a>). Relativamente ao modo como as m&atilde;es guiam a constru&ccedil;&atilde;o narrativa, verificou-se que 70.8% das m&atilde;es apresentam entre pouca ou alguma intrusividade, 73.2% demonstram pouca ou alguma sensibilidade e 68.3% mostram pouca ou alguma mudan&ccedil;a. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t3"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a04t3.jpg" width="513" height="228"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p>Verificou-se que os comportamentos verbais maternos que dirigem a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro est&atilde;o correlacionados negativamente com as sub-dimens&otilde;es sequ&ecirc;ncia estrutural; e comprometimento avaliativo; bem como com o resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. Relativamente &agrave; sub-dimens&atilde;o orienta&ccedil;&atilde;o obteve-se uma associa&ccedil;&atilde;o negativa marginalmente significativa, tal como em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; integra&ccedil;&atilde;o. De salientar que todas as correla&ccedil;&otilde;es anteriormente apresentadas possuem magnitudes de efeito m&eacute;dias. </P >     <p>O recurso a quest&otilde;es espec&iacute;ficas e a verbaliza&ccedil;&otilde;es que direcionam o discurso da crian&ccedil;a para determinados pontos-chave da hist&oacute;ria encontra-se correlacionado negativamente com a sequ&ecirc;ncia estrutural (efeito m&eacute;dio). Tendo-se encontrado associa&ccedil;&otilde;es negativas marginalmente significativas ao n&iacute;vel da integra&ccedil;&atilde;o (efeito m&eacute;dio); e do resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural (efeito pequeno a m&eacute;dio). </P >    <p>Verificou-se ainda uma associa&ccedil;&atilde;o negativa significativa entre a intrusividade e as subdimens&otilde;es da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa, orienta&ccedil;&atilde;o (efeito m&eacute;dio); sequ&ecirc;ncia estrutural (efeito m&eacute;dio); integra&ccedil;&atilde;o (efeito m&eacute;dio), com exce&ccedil;&atilde;o para a sub-dimens&atilde;o comprometimento avaliativo, na qual se obteve uma associa&ccedil;&atilde;o negativa marginalmente significativa (efeito pequeno a m&eacute;dio). De referir que o resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural tamb&eacute;m se encontra negativamente correlacionado com a intrusividade, (efeito m&eacute;dio). </P >    <p>Por outro lado, observou-se associa&ccedil;&otilde;es positivas significativas entre a sensibilidade demons trada pela m&atilde;e e todas as sub-dimens&otilde;es da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa das crian&ccedil;as (magnitudes do efeito m&eacute;dias a grandes). Tamb&eacute;m a mudan&ccedil;a se encontrava associada positivamente a cada uma das subdimens&otilde;es de coer&ecirc;ncia estrutural das narrativas (magnitudes do efeito grandes). </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Este estudo procurou compreender qual a rela&ccedil;&atilde;o entre o <I>scaffolding </I>verbal materno e a qualidade narrativa da crian&ccedil;a, ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural, ou seja, no modo como a crian&ccedil;a articula e estabelece liga&ccedil;&otilde;es entre os diversos elementos da narrativa que est&aacute; a contar. </P >    <p>De acordo com os resultados obtidos, e contrariamente ao que seria de esperar, alguns dos comportamentos verbais utilizados pelas m&atilde;es correlacionam-se de forma negativa com a coer&ecirc;ncia estrutural narrativa da crian&ccedil;a (embora com magnitudes de efeito de pequenas a m&eacute;dias). Verificou-se ent&atilde;o que o esfor&ccedil;o da m&atilde;e para dirigir a aten&ccedil;&atilde;o e o interesse da crian&ccedil;a para o livro encontra-se associado a uma menor coer&ecirc;ncia estrutural da narrativa da crian&ccedil;a, ao n&iacute;vel do comprometimento avaliativo, da sequ&ecirc;ncia estrutural e tendencialmente ao n&iacute;vel da orienta&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o, refletindo-se em termos de resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. Uma explica&ccedil;&atilde;o para estes resultados &eacute; que, se a m&atilde;e necessita de chamar muitas vezes a aten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para o livro e tenta que a crian&ccedil;a se interesse pela realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa &eacute; prov&aacute;vel que esta n&atilde;o esteja totalmente envolvida na hist&oacute;ria que est&aacute; a contar. Em consequ&ecirc;ncia, &eacute; poss&iacute;vel que a crian&ccedil;a falhe a refer&ecirc;ncia a elementos estruturais considerados essenciais na hist&oacute;ria (apesar do fio condutor da hist&oacute;ria n&atilde;o se perder por completo) e que tenda tamb&eacute;m a falhar a caracteriza&ccedil;&atilde;o das personagens e dos acontecimentos, o que se reflete num resultado global baixo ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. Ou seja, apesar dos esfor&ccedil;os da m&atilde;e para que a crian&ccedil;a se interesse pelo livro e esteja atenta, esta n&atilde;o est&aacute; capaz de se focar na hist&oacute;ria. Este deslocar da aten&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a para outros objetos/eventos pode ser uma estrat&eacute;gia de auto-regula&ccedil;&atilde;o que a crian&ccedil;a utiliza como forma de escapar de uma tarefa considerada dif&iacute;cil/desafiante (Holodynski &amp; Friedlmeier, 2006), como &eacute; o caso da tarefa de elicita&ccedil;&atilde;o de narrativas orais, alvo de an&aacute;lise neste estudo. </P >    <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de um maior n&uacute;mero de quest&otilde;es espec&iacute;ficas com vista &agrave; dire&ccedil;&atilde;o do discurso da crian&ccedil;a para pontos-chave da hist&oacute;ria est&aacute; tamb&eacute;m associada a valores mais baixos ao n&iacute;vel da sequ&ecirc;ncia estrutural e tendencialmente a resultados mais baixos ao n&iacute;vel da integra&ccedil;&atilde;o e do resultado global da coer&ecirc;ncia estrutural. Na medida em que a m&atilde;e recorre a verbaliza&ccedil;&otilde;es que, de algum modo, tendem a direcionar a hist&oacute;ria da crian&ccedil;a para determinados pontos que considera serem de interesse/import&acirc;ncia, a crian&ccedil;a pode sentir alguma dificuldade em inclui-los de forma a dar sentido &agrave; sua narrativa, perdendo-se um pouco o fio condutor da sua hist&oacute;ria e a l&oacute;gica temporal dos elementos estruturais. </P >    <p>Contrariamente ao que seria previsto, n&atilde;o se verificou qualquer associa&ccedil;&atilde;o entre a utiliza&ccedil;&atilde;o de exemplos e de pedidos de confirma&ccedil;&atilde;o, com as diferentes sub-dimens&otilde;es da coer&ecirc;ncia estrutural da narrativa. Tamb&eacute;m n&atilde;o se verificou uma associa&ccedil;&atilde;o entre a utiliza&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es abertas e fechadas e o recurso ao incentivo por parte da m&atilde;e e as v&aacute;rias sub-dimens&otilde;es. Apesar de n&atilde;o se terem verificado associa&ccedil;&otilde;es entre estes comportamentos verbais e o modo como a crian&ccedil;a estrutura a sua narrativa, v&aacute;rios estudos demonstram que as quest&otilde;es promovem a constru&ccedil;&atilde;o narrativa ao estimular um maior n&uacute;mero de verbaliza&ccedil;&otilde;es por parte da crian&ccedil;a (Cazden, 1983). No entanto, o simples uso de quest&otilde;es parece n&atilde;o promover a coer&ecirc;ncia estrutural narrativa da crian&ccedil;a. O que poder&aacute; influenciar a coer&ecirc;ncia estrutural narrativa da crian&ccedil;a &eacute; o modo como as quest&otilde;es s&atilde;o colocadas pela m&atilde;e e o momento em que esta decide introduzi-las durante a intera&ccedil;&atilde;o. Esta hip&oacute;tese interpretativa parece ser suportada pelos resultados relativos &agrave; an&aacute;lise da intrusividade, sensibilidade e mudan&ccedil;a. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As crian&ccedil;as cujas m&atilde;es mostraram maiores &iacute;ndices de intrusividade, apresentavam narrativas com menor coer&ecirc;ncia estrutural, ao n&iacute;vel da orienta&ccedil;&atilde;o, sequ&ecirc;ncia estrutural e integra&ccedil;&atilde;o e, tendencialmente, ao n&iacute;vel do comprometimento avaliativo. Perante uma maior intrusividade materna, as crian&ccedil;as poder&atilde;o ter sentido dificuldades acrescidas em manter uma narrativa coerente, falhando elementos ao n&iacute;vel da contextualiza&ccedil;&atilde;o e sequ&ecirc;ncia dos acontecimentos, o que torna confuso o fio condutor da sua hist&oacute;ria. As crian&ccedil;as tenderam tamb&eacute;m a envolver-se menos com a hist&oacute;ria que estavam a contar quando as m&atilde;es impunham o seu ponto de vista. Um n&iacute;vel elevado de intrusividade parece violar os princ&iacute;pios subjacentes ao <I>optimal-scaffolding </I>previamente descritos (Salonen et al., 2007), uma vez que n&atilde;o possibilita a autonomia necess&aacute;ria &agrave; crian&ccedil;a para realizar a tarefa e se associa negativamente &agrave; mudan&ccedil;a comportamental e sensibilidade materna. As m&atilde;es que apresentaram maior intrusividade parecem responsabilizar-se pela realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa, da&iacute; assumirem, por vezes, o papel de narradoras, tentando impor a sua perspetiva da hist&oacute;ria. Por outro lado, quando as m&atilde;es da nossa amostra s&atilde;o mais sens&iacute;veis e t&ecirc;m o cuidado de gradualmente modificar e ajustar o tipo de comportamentos ao longo da realiza&ccedil;&atilde;o tarefa (i.e., elevada mudan&ccedil;a), as crian&ccedil;as constroem narrativas mais coerentes (a todos os n&iacute;veis da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa). Apesar das magnitudes dos efeitos das correla&ccedil;&otilde;es entre a intrusividade e os v&aacute;rios aspetos da narrativa serem considerados pequenos a m&eacute;dios, as magnitudes dos efeitos encontrados na maior parte das correla&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da sensibilidade e da mudan&ccedil;a s&atilde;o grandes (Cohen, 1988), aspeto que sublinha a substancial percentagem de vari&acirc;ncia partilhada entre as vari&aacute;veis em causa. As m&atilde;es com &iacute;ndices mais elevados de sensibilidade ao ponto de vista da crian&ccedil;a respeitam a sua perspectiva da hist&oacute;ria e tentam promover e auxiliar a crian&ccedil;a nessa compreens&atilde;o, ajustando e modificando o seu comportamento verbal de acordo com as necessidades e dificuldades sentidas pela crian&ccedil;a durante o evoluir da narrativa. De facto, quando os comportamentos da m&atilde;e s&atilde;o sens&iacute;veis e t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o o foco de interesse da crian&ccedil;a, tal promove o desenvolvimento cognitivo-lingu&iacute;stico e social (Landry, Smith, Miller-Loncar, &amp; Swank, 1997). </P >    <p>De notar que as m&eacute;dias obtidas em todas as sub-dimens&otilde;es da coer&ecirc;ncia estrutural da narrativa se situam entre o 2 (pouco) e o 3 (moderado). Stein e Glenn (1982) s&atilde;o alguns dos autores que sustentam que apesar das crian&ccedil;as mais novas serem capazes de construir uma hist&oacute;ria canonicamente organizada, &eacute; a partir dos 11-12 anos que essa estrutura&ccedil;&atilde;o assume uma maior express&atilde;o, da&iacute; que n&atilde;o se tenha obtido m&eacute;dias muito elevadas em nenhuma das sub-dimens&otilde;es. Contudo, &eacute; de se destacar o valor m&eacute;dio do Resultado Global de coer&ecirc;ncia estrutural narrativa obtido no presente estudo, dado ter sido bastante superior aos valores observados no estudo de Freitas (2005) referentes &agrave;s faixas et&aacute;rias dos 3-4 anos e dos 6-7 anos, estando muito pr&oacute;ximo do obtido pelas crian&ccedil;as entre os 9 e os 10 anos. Estes resultados sugerem que o discurso verbal da m&atilde;e tem impacto ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural da narrativa da crian&ccedil;a, uma vez que a principal diferen&ccedil;a entre os estudos se centra na presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o materna. Assim, as associa&ccedil;&otilde;es negativas ou n&atilde;o significativas encontradas entre comportamentos verbais utilizados pelas m&atilde;es avaliados neste estudo e a coer&ecirc;ncia narrativa das crian&ccedil;as n&atilde;o parece indiciar, como poderia parecer &agrave; primeira vista, um papel prejudicial ou irrelevante do <I>scaffolding </I>verbal materno. </P >    <p>Os resultados deste estudo indicam, ainda, que as m&atilde;es n&atilde;o diferem de forma significativa no modo como promovem e auxiliam a constru&ccedil;&atilde;o narrativa dos rapazes e das raparigas. Marcos, Ryckebusch e Rabain-Jamin (2003) sugerem que a aquisi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas procede-se atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o entre a intencionalidade discursiva da crian&ccedil;a e o <I>scaffolding </I>prestado pelos adultos. Nessa intera&ccedil;&atilde;o, as crian&ccedil;as e os adultos influenciam-se mutuamente. Ou seja, o desempenho da crian&ccedil;a depende da forma como a m&atilde;e a auxilia e o modo como a m&atilde;e o faz depende da presta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a no decorrer da tarefa. Neste estudo, as m&atilde;es n&atilde;o diferem no modo como ajudam os seus filhos, na medida em que os rapazes e as raparigas n&atilde;o se distinguem na forma como contam a sua hist&oacute;ria, dado terem obtido desempenhos semelhantes ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural (e vice-versa). Esta &eacute; uma hip&oacute;tese que poder&aacute; ser explorada e aprofundada em trabalhos posteriores que tenham como principal objetivo a an&aacute;lise de diferen&ccedil;as de sexo, na medida em que alguns estudos sugerem que as hist&oacute;rias das raparigas apresentam um estilo narrativo mais coerente e elaborado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s narrativas dos rapazes, tal como as hist&oacute;rias das m&atilde;es em compara&ccedil;&atilde;o com as dos pais (e.g., Buckner &amp; Fivush, 1998; Peterson &amp; Roberts, 2003). </P >    <p>Relativamente &agrave; an&aacute;lise da influ&ecirc;ncia do sexo na qualidade das narrativas produzidas pelas crian&ccedil;as, n&atilde;o se encontrou diferen&ccedil;as significativas ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa entre os rapazes e as raparigas, o que vai ao encontro dos resultados obtidos por Freitas. Como as hist&oacute;rias analisadas em ambos os estudos s&atilde;o produzidas com base num livro, o que pressup&otilde;e uma certa l&oacute;gica estrutural de partida, tal pode dificultar o aparecimento de diferen&ccedil;as na forma como os rapazes e as raparigas contam a hist&oacute;ria. A este facto, acresce o resultado encontrado no presente estudo de que as m&atilde;es dos rapazes e das raparigas promoveram de igual modo a constru&ccedil;&atilde;o narrativa dos seus filhos, oferecendo suporte adicional &agrave; aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre eles na forma como estruturam as suas hist&oacute;rias. </P >    <p>Contudo, os resultados obtidos neste estudo necessitam de ser confirmados em estudos posteriores, na medida em que se utilizou uma amostra relativamente pequena e relativamente homog&eacute;nea em termos s&oacute;cio-culturais. </P >    <p>Neste sentido, &eacute; de se mencionar outras limita&ccedil;&otilde;es deste estudo que se prendem com o tipo de instrumentos utilizados e a natureza da tarefa. </P >    <p>A escassez de estudos sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o da Matriz Narrativa na avalia&ccedil;&atilde;o da coer&ecirc;ncia estrutural das narrativas das crian&ccedil;as e ainda, na particularidade, de serem produzidas em contexto di&aacute;dico, coloca desafios &agrave; discuss&atilde;o dos resultados obtidos. No que diz respeito &agrave; Grelha de Cota&ccedil;&atilde;o de Comportamentos Verbais do Adulto Promotores da Narrativa nas Crian&ccedil;as em Idade Pr&eacute;-escolar, destaca-se a sua natureza explorat&oacute;ria e preliminar e portanto limitadora no que concerne &agrave; validade dos resultados. </P >    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza da tarefa &eacute; necess&aacute;rio abordar algumas considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. A utiliza&ccedil;&atilde;o de um livro para a produ&ccedil;&atilde;o da narrativa limita o conte&uacute;do a narrar (Berman, 2001), uma vez que induz, de forma clara, as personagens, os cen&aacute;rios e os acontecimentos, e por outro lado fornece uma estrutura de base para a constru&ccedil;&atilde;o da narrativa, o que poder&aacute; ter condicionado os resultados obtidos. Relativamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do livro, &eacute; de referir ainda que o facto de a m&atilde;e visualizar as mesmas imagens que a crian&ccedil;a, pode levar a que esta n&atilde;o sinta a necessidade de fazer refer&ecirc;ncia a determinados detalhes dados como &oacute;bvios, n&atilde;o sentindo que precisa de explicar conte&uacute;dos relacionados com as personagens e o cen&aacute;rio (Berman, 2001). Outro aspecto a ter em considera&ccedil;&atilde;o &eacute; que a tarefa de elicita&ccedil;&atilde;o de narrativas orais, alvo deste estudo, &eacute; considerada muito exigente (Boltman, 2001), uma vez que as crian&ccedil;as t&ecirc;m de conseguir interpretar as imagens e delas extrapolar os temas a narrar, da&iacute; a dificuldade sentida pela maioria das crian&ccedil;as e a resist&ecirc;ncia de algumas em realizar a tarefa, apesar de disporem da ajuda da m&atilde;e. Relativamente a este tipo de tarefas, o desempenho das crian&ccedil;as tende a melhorar se puderem ver a sequ&ecirc;ncia de imagens antes de contar a hist&oacute;ria (Bamberg, 1986) e se for dada uma segunda oportunidade &agrave; crian&ccedil;a para contar novamente a hist&oacute;ria ou responder &agrave;s perguntas (Aldridge &amp; Wood, 1999), pelo que ficam estas sugest&otilde;es no &acirc;mbito das tarefas de elicita&ccedil;&atilde;o narrativa. </P >    <p>CONCLUS&Atilde;O </P >    <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es referidas, espera-se com este trabalho contribuir para o estudo do desenvolvimento narrativo da crian&ccedil;a, dado se ter verificado que uma elevada coer&ecirc;ncia estrutural narrativa por parte da crian&ccedil;a se encontra fortemente associada &agrave; capacidade materna de modificar e ajustar os seus comportamentos verbais no decorrer da interac&ccedil;&atilde;o e, ainda, &agrave; sua sensibilidade face &agrave;s dificuldades sentidas pela crian&ccedil;a. Estes resultados sugerem que o momento no qual a m&atilde;e decide intervir e a forma como o faz s&atilde;o aspectos relevantes ao n&iacute;vel do desenvolvimento da narrativa da crian&ccedil;a, com poss&iacute;veis repercuss&otilde;es ao n&iacute;vel da coer&ecirc;ncia estrutural narrativa. Como foi referido anteriormente, o n&iacute;vel de coer&ecirc;ncia estrutural narrativa atingido pelas crian&ccedil;as da nossa amostra assemelha-se ao obtido pelas crian&ccedil;as entre os 9 e os 10 anos do estudo de Freitas (2005). Este resultado parece oferecer suporte adicional &agrave; no&ccedil;&atilde;o de que, atrav&eacute;s do <I>scaffolding</I>,o adulto guia a crian&ccedil;a no uso de vocabul&aacute;rio e estruturas lingu&iacute;sticas mais complexas daquelas que seriam usadas pela crian&ccedil;a se desempenhasse a tarefa sozinha (Hoggan &amp; Strong, 1994). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma a validar estes resultados seria pertinente em estudos posteriores elaborar uma an&aacute;lise mais completa do <I>scaffolding </I>materno, referenciando os comportamentos n&atilde;o verbais da m&atilde;e (por exemplo: a utiliza&ccedil;&atilde;o de gestos, a proximidade f&iacute;sica com a crian&ccedil;a...) e incluindo outras vari&aacute;veis, para analisar a forma como a m&atilde;e guia a constru&ccedil;&atilde;o narrativa, nomeadamente a diretividade, a responsividade e o afeto maternos. Como o papel do adulto nas interac&ccedil;&otilde;es narrativas se modifica ao longo do desenvolvimento da crian&ccedil;a (Macedo &amp; Sperb, 2007), seria igualmente importante comparar o impacto do <I>scaffolding </I>materno na constru&ccedil;&atilde;o da narrativa nas diferentes faixas et&aacute;rias da crian&ccedil;a. </P >    <p>Para uma an&aacute;lise mais completa da qualidade da narrativa da crian&ccedil;a, avaliar al&eacute;m da coer&ecirc;ncia estrutural, outros indicadores como a complexidade e a diversidade narrativa. Seria relevante que outros estudos analisassem esses par&acirc;metros na avalia&ccedil;&atilde;o das narrativas produzidas pelas crian&ccedil;as em contexto di&aacute;dico n&atilde;o s&oacute; aos 4 anos de idade, mas desde os 3 aos 6 anos de forma a contemplar toda a idade pr&eacute;-escolar, dado o not&oacute;rio desenvolvimento das compet&ecirc;ncias narrativas que ocorre nesta faixa et&aacute;ria. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <p>Aldridge, M., &amp; Wood, J. (1999). Telling it how it was: A comparative analysis of children&rsquo;s evidential and non-evidential narrative accounts. <I>Narrative Inquiry, 9</I>(2), 257-277. doi:10.1075/ni.9.2.04ald </P >    <!-- ref --><p>Baeger, D. R., &amp; McAdams, D. P. (1999). Life story coherence and its relation to psychological well-being. <I>Narrative Inquiry, 9</I>(1), 69-96. doi:10.1075/ni.9.1.05bae </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201300030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bamberg, M. (1986). A functional approach to the acquisition of anaphoric relationships. <I>Linguistics, 24</I>, 84-227. doi:10.1177/014272379001002902 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-8231201300030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berman, R. A. (2001). Setting the narrative scene: How children begin to tell a story. In K. Nelson, A. Aksu-Ko&ccedil;, &amp; C. E. Johnson (Eds.), <I>Children language </I>(vol. 10, pp. 1-30). London: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201300030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Boltman, A. (2001). <I>Children&rsquo;s storytelling technologies: Differences in elaboration and recall</I>. Stockhom: University of Maryland, College Park, MD. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bruner, J. S. (1983). <I>Le d&eacute;veloppement de l&rsquo;enfant: Savoir faire, savoir dire. </I>Paris: Presses Universitaires de France. </P >    <p>Buckner, J. P., &amp; Fivush, R. (1998). Gender and self in children&rsquo;s autobiographical narratives. <I>Applied Cognitive Psychology, 12</I>, 407-429. doi:10.1002/(SICI)1099-0720(199808)12:4&lt;407::AID-ACP575&gt;3.0.CO;2-7 </P >    <p>Carvalho, J., Martins, C., &amp; Martins, E. C. (2011). <I>Guia de aplica&ccedil;&atilde;o &ndash; Grelha de cota&ccedil;&atilde;o de comportamentos verbais promotores da narrativa nas crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar</I>. Manuscrito n&atilde;o publicado. Braga. Universidade do Minho. </P >    <!-- ref --><p>Carvalho, J. R., Martins, C., Martins, E. C., Os&oacute;rio, A., Carvalho, M., &amp; Soares, I. (2012). Scaffolding verbal materno no &acirc;mbito de uma tarefa de elicita&ccedil;&atilde;o narrativa em crian&ccedil;as de idade pr&eacute;-escolar. <I>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 30</I>(4), 359-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201300030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Cazden, C. B. (1983). Adult assistance to language development: Scaffolds, models, and direct instruction. In R. P. Parker &amp; F. A. Davis (Eds.), Developing literacy: Young children&rsquo;s use of language (pp. 3-17). Newark, DE: International Reading Association. </P >     <!-- ref --><p>Cohen, J. (1988). Statistical power analysis for the behavioral sciences (2nd ed.). Hillsdale, New Jersey: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201300030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Eisenberg, A. R. (1985). Learning to describe past experiences in conversation. <I>Discourse Processes, 8, </I>177-204. doi:10.1080/01638538509544613 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201300030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Faughn, S. B. (2003). <I>The influence of children&rsquo;s age and gender on mothers &lsquo;questions and children&rsquo;s responses. </I>Dissertation work. California State University, Sacramento. Retrieved from: <a href="http://hdl.handle.net/10211.9/649" target="_blank">http://hdl.handle.net/ 10211.9/649</a> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreira-Alves, J., &amp; Gon&ccedil;alves, O. F. (1999). <I>Manual de avalia&ccedil;&atilde;o da coer&ecirc;ncia narrativa. </I>Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201300030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Fivush, R. (1991). The social construction of personal narratives. <I>Merrill Palmer Quarterly, 37</I>(1), 59-82. Retrieved from: <a href="http://psycnet.apa.org/psycinfo/1991-18022-001" target="_blank">http://psycnet.apa.org/psycinfo/1991-18022-001</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201300030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Fivush, R., Haden, C., &amp; Adam, S. (1995). Structure and coherence of preschoolers&rsquo; personal narratives over time: Implications for childhood amnesia. <I>Journal of Experimental Child Psychology, 60</I>, 32-56. doi:10.1006/jecp.1995.1030 </P >    <!-- ref --><p>Freitas, A. (2005). <I>O Desenvolvimento Narrativo na Inf&acirc;ncia. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada, Instituto de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho, Braga. Retrieved from: <a href="http://hdl.handle.net/1822/4923" target="_blank">http://hdl.handle.net/ 1822/4923</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201300030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, O. F., Henriques, M. R., &amp; Cardoso, G. (2006). <I>Manual de avalia&ccedil;&atilde;o da estrutura e coer&ecirc;ncia narrativa</I>. Manuscrito n&atilde;o publicado. Braga. Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, O. F., Perez, A., Henriques, M., Prieto, M., Lima, M., Siebert, M., &amp; Sousa, N. (2004). Funcionamento Cognitivo e Produ&ccedil;&atilde;o Narrativa no S&iacute;ndrome de Williams: Congru&ecirc;ncia ou Dissocia&ccedil;&atilde;o Neurocognitiva? <I>International Journal of Clinical and Health Psychology, 4</I>, 623-638. Retrieved from <a href="http://hdl.handle.net/1822/3024" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/3024</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201300030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>G&ouml;nc&uuml;, A., &amp; Jain, J. (2000). Children&rsquo;s myths and their significance. <I>Human Development, 43</I>, 65-68. doi:10.1159/000022660. </P >     <!-- ref --><p>Gulich, E., &amp; Quasthoff, U. (1985). Narrative analysis. In T. A. Van Dijk (Dir.), <I>Handbook of discourse analysis. </I>(pp. 169-192). London. Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Haden, C. A., Reese, E., &amp; Fivush, R. (1996). Mothers&rsquo; extratextual comments during storybook reading: Stylistic differences over time and across texts. <I>Discourse Processes, 21, </I>135-169. doi:10.1080/01638539609544953 </P >    <!-- ref --><p>Holodynski, M., &amp; Friedlmeier, W. (2006). <I>Development of emotions and emotion regulation</I>. New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <p>Hoggan, K. C., &amp; Strong, C. J. (1994). The magic of &ldquo;once upon a time&rdquo;: Narrative Teaching Strategies. <I>Language Speech and Hearing Services in Schools, 25, </I>76-89. Retrieved from: <a href="http://lshss.asha.org/cgi/content/abstract/25/2/76" target="_blank">http://lshss.asha.org/cgi/content/abstract/25/2/76</a> </P >     <!-- ref --><p>Karrass, J., Braungart-Rieker, J. M., Mullins, J., &amp; Lefever, J. B. (2002). Processes in language acquisition: The role of gender, attention, and maternal encouragement of attention over time. <I>Journal of Child Language, 29, </I>519-543. doi: 10.1017/S0305000902005196 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Labov, W., &amp; Waletsky, J. (1967). Narrative analysis: oral version of personal experience. In J. Helm (Ed.), <I>Essays on the verbal and visual arts</I>. Seattle: American Ethnological Society.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Landry S. H., Smith K. E., Miller-Loncar C. L., &amp; Swank P. R. (1997) Predicting cognitive-language and social growth curves from early maternal behaviors in children at varying degrees of biological risk. <I>Developmental Psychology</I>, <I>33</I>, 1040-1053. doi:10.1037//0012-1649.33.6.1040 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Larrea, M. G. (1994). <I>La Comprensi&oacute;n de Cuentos en los Ni&ntilde;os: Un enfoque Cognitivo y Sociocultural</I>. Madrid: Siglo XXI de Espa&ntilde;a Editores, S. A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201300030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lepper, M. R. (1981). Intrinsic and extrinsic motivation in children: Detrimental effects of superfluous social controls. In W.A. Collins (Ed.), <I>Aspects of the development of competence: The Minnesota symposia on child psychology </I>(vol. 14, pp. 155-214). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201300030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Macedo, L., &amp; Sperb, T. (2007). O desenvolvimento da habilidade da crian&ccedil;a para narrar experi&ecirc;ncias pessoais: Uma revis&atilde;o da literatura. <I>Estudos da Psicologia, 12</I>(3), 233-241. doi:10.1590/S1413-294X2007000300005 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Marcos, H., Ryckebusch, C., &amp; Rabain-Jamin, J. (2003). Adult responses to young children&rsquo;s communicative gestures: Joint achievement of speech acts. <I>First Language, 23</I>, 213-237. doi:10.1177/01427237030232004 </P >    <!-- ref --><p>Mayer, M. (1969). <I>Frog, where are you? </I>New York: Dial Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Melzi, G., Schick, A., &amp; Kennedy, J. (2011). Narrative elaboration and participation: Two dimensions of maternal elicitation style. <I>Child Development, 82</I>(4), 1282-1296. doi: 10.1111/j.1467-8624.2011.01600.x </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201300030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCabe, A., &amp; Peterson, C. (1991). Getting the story: A longitudinal study of parental styles of narrative elicitation. In A. McCabe &amp; C. Peterson (Orgs.), <I>Developing narrative structure </I>(pp. 217-253). 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<body><![CDATA[<p>Minami, M. (2001). Maternal styles of narrative elicitation and the development of children&rsquo;s narrative skill: A study on parental scaffolding. <I>Narrative Inquiry, 11(1), </I>55-80. doi:10.1075/ni.11.1.03min </P >    <!-- ref --><p>Otto, B. (2006). <I>Language development in early childhood (2nd </I>ed.). Upper Saddle River, NJ: Pearson Merrill Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300030000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Peterson, C., &amp; Roberts, C. (2003). 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Scaffolding interaction in parent-child dyads: Multimodal analysis of parental scaffolding with task and non-task oriented children. <I>European Journal of Psychology of Education</I>, <I>12, </I>77-96. doi:10.1007/BF03173690 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201300030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sim&otilde;es, S. (2007). <I>Narrativas e vincula&ccedil;&atilde;o: Coer&ecirc;ncia, complexidade e diversidade narrativa em adolescentes. </I>Tese de Mestrado n&atilde;o publicada. Universidade do Porto: Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Recuperada de: <a href="http://hdl.handle.net/10216/23661" target="_blank">http://hdl.handle.net/10216/23661</a> </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Smith, K. E., Landry, S. H., &amp; Swank, P. R. (2000). Does the content of mothers&rsquo; verbal stimulation explain differences in children&rsquo;s development of verbal and nonverbal skills? <I>Journal of School Psychology, 38, </I>27-49. doi:10.1016/S0022-4405(99)00035-7 </P >     <p>Stein, N. L., &amp; Glenn, C. G. (1982). Children&rsquo;s concept of time: The development of a story schema. In W. J. Friedman (Ed.), <I>The developmental psychology of time </I>(pp. 255-282). New York: Academic Press. </P >    <!-- ref --><p>Stone, C. A. (1998). 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A study of assisted problem solving. <I>British Journal of Psychology, 66, </I>181-191. doi:10.1111/j.2044-8295.1975.tb01454.x </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300030000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</P >     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Joana Carvalho. Departamento de Psicologia B&aacute;sica, Escola de Psicologia, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:joanardcarvalho@gmail.com">joanardcarvalho@gmail.com</a></P >      ]]></body><back>
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