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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of the present study was to analyze the role played by psychopathic traits, behavior problems, delinquent behaviors and self-esteem in female juvenile delinquency. With a total of 249 female participants, subdivided in forensic group (n=93) and school group (n=156), the results showed that youths from the forensic group scored higher on psychopathic traits, psychopathic taxon membership, conduct disorder, behavior problems and delinquent behaviors. No differences were found regarding self-esteem and social desirability. A binary logistic regression model confirmed the importance of psychopathic traits and psychopathy membership as predictor variables.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Delinqu&ecirc;ncia juvenil no feminino: Um estudo comparativo de raparigas institucionalizadas </B></P >     <p><b>Pedro Pechorro<Sup>*</Sup>; Ana Paula Gama<Sup>**</Sup>; Maria Manuela Guerreiro<Sup>***</Sup>; Jo&atilde;o Mar&ocirc;co<Sup>****</Sup>; Rui Abrunhosa Gon&ccedil;alves<Sup>***** </Sup></b></P >     <p><Sup>* </Sup>Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias; </P >     <p><Sup>** </Sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de e Comportamentais, INUAF; </P >     <p><Sup>*** </Sup>Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o Social e Servi&ccedil;os Prisionais; </P >     <p><Sup>**** </Sup>ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio; </P >     <p><Sup>***** </Sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho </P >     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como objectivo analisar o papel desempenhado na delinqu&ecirc;ncia juvenil feminina pelos constructos de tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, problemas de comportamento, comportamentos delinquentes e auto-estima. Recorrendo a 249 jovens do sexo feminino, subdivididas em grupo forense (<I>n</I>=93) e em grupo escolar (<I>n</I>=156), foram analisadas diferen&ccedil;as a n&iacute;vel de vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas, tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, perturba&ccedil;&atilde;o do comportamento, problemas de comportamento, comportamentos delituosos, auto-estima e desejabilidade social. Os resultados indicaram que as jovens do grupo forense apresentam valores significativamente mais elevados em tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, categoria psicop&aacute;tica, perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento, problemas de comportamento e comportamentos delituosos, mas n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as relativamente a auto-estima e desejabilidade social. Um modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria confirmou a import&acirc;ncia dos tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos e da categoria psicop&aacute;tica na predi&ccedil;&atilde;o de perten&ccedil;a das jovens aos grupos forense e escolar. </P >    <p><B>Palavras-chave: </B>Auto-estima, Comportamentos delinquentes, Delinqu&ecirc;ncia juvenil feminina, Desejabilidade social, Problemas de comportamento, Tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><b>ABSTRACT</b></P >     <p>The objective of the present study was to analyze the role played by psychopathic traits, behavior problems, delinquent behaviors and self-esteem in female juvenile delinquency. With a total of 249 female participants, subdivided in forensic group (<I>n</I>=93) and school group (<I>n</I>=156), the results showed that youths from the forensic group scored higher on psychopathic traits, psychopathic taxon membership, conduct disorder, behavior problems and delinquent behaviors. No differences were found regarding self-esteem and social desirability. A binary logistic regression model confirmed the importance of psychopathic traits and psychopathy membership as predictor variables. </P >     <p><B>Key-words: </B>Behavior problems, Delinquent behaviors, Female juvenile delinquency, Psychopathic traits, Self-esteem, Social desirability. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>O estudo dos tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos em crian&ccedil;as e adolescentes, que era um t&oacute;pico quase ignorado at&eacute; h&aacute; alguns anos atr&aacute;s (Verona &amp; Vitale, 2006), tem levado a um interesse renovado pelo estudo do constructo da psicopatia. O trabalho dos investigadores neste campo, que t&ecirc;m vindo a modificar este constructo originalmente concebido tendo em mente adultos do sexo masculino, tem proporcionado o desenvolvimento de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o apropriados a outras popula&ccedil;&otilde;es, nas quais se inclui o sexo feminino. Acumulam-se evid&ecirc;ncias de que os tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos em jovens estar&atilde;o associados a uma maior estabilidade e frequ&ecirc;ncia dos comportamentos anti-sociais, a comportamentos delinquentes mais graves e violentos, a um in&iacute;cio precoce das actividades criminais, a deten&ccedil;&otilde;es precoces pela pol&iacute;cia e a condena&ccedil;&otilde;es precoces pelos tribunais (e.g., Forth &amp; Book, 2010; Kruh, Frick, &amp; Clements, 2005; Van Baardewijk, Vermeiren, Stegge, &amp; Doreleijers, 2011). Todavia, a adapta&ccedil;&atilde;o do constructo da psicopatia a menores de idade continua a ser um tema ainda bastante controverso (Seagrave &amp; Grisso, 2002), especialmente no que concerne ao sexo feminino. </P >     <p>Geralmente a psicopatia &eacute; conceptualizada como uma s&iacute;ndrome que se mant&eacute;m ao longo da vida e que engloba uma constela&ccedil;&atilde;o categorial de tra&ccedil;os extremos a n&iacute;vel interpessoal, afectivo, comportamental e de estilo de vida. Os sujeitos psicop&aacute;ticos tendem a demonstrar comportamentos violentos proactivos com mais frequ&ecirc;ncia, motivados por raz&otilde;es instrumentais como ganhos materiais e vingan&ccedil;a (e.g., Serin, 1991). Os tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, que podem ser definidos desde o ponto de vista dimensional, referem-se a um padr&atilde;o manipulador, enganador, insens&iacute;vel e sem remorsos que tem vindo a ser associado a um tipo de comportamento anti-social mais persistente, grave e de in&iacute;cio precoce, com prefer&ecirc;ncia por actividades excitantes e perigosas (e.g., Andershed, Gustafson, Kerr, &amp; Stattin, 2002; Frick, Kimonis, Dandreaux, &amp; Farrel, 2003; Vitacco, Neumann,Robertson, &amp; Durrant, 2002). </P >     <p>Recentemente tem-se vindo a modificar a rede nomol&oacute;gica da psicopatia e a adaptar os instrumentos de investiga&ccedil;&atilde;o existente sobre a psicopatia a menores de idade de ambos os sexos. Alguns autores (e.g., Frick, 1998; Lynam, 1996, 1997) defendem que os menores que exibem uma combina&ccedil;&atilde;o de impulsividade, hiperactividade e d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o, bem como de perturba&ccedil;&atilde;o do comportamento, teriam uma variante especialmente nefasta de perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento que os tornava similares aos psicopatas adultos. Atrav&eacute;s de medidas de psicopatia, de comportamento anti-social e de tarefas laboratoriais constru&iacute;das para avaliar a modula&ccedil;&atilde;o de respostas (e.g., dificuldade em adiar a gratifica&ccedil;&atilde;o), estes menores poderiam ser identificados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>At&eacute; este momento, a investiga&ccedil;&atilde;o efectuada sugere que o constructo da psicopatia poder&aacute; ter uma estrutura factorial bi-dimensional ou tridimensional. A literatura tem salientado o papel dos tra&ccedil;os calosos/n&atilde;o emocionais (tamb&eacute;m designados por insensibilidade ou frieza emocional), definidos como um estilo afectivo (e.g., aus&ecirc;ncia de culpa, restri&ccedil;&atilde;o da emo&ccedil;&atilde;o demonstrada) e interpessoal (e.g., falta de empatia) que emerge como uma dimens&atilde;o distinta; este tipo de tra&ccedil;os t&ecirc;m sido referenciados como tendo a capacidade de diferenciar um tipo de jovens delinquentes especialmente mais graves e agressivos (Caputo, Frick, &amp; Brosky, 1999; Kruh, Frick, &amp; Clements, 2005) de uma forma que outras facetas do constructo n&atilde;o conseguem. </P >    <p>Os tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos e os comportamentos anti-sociais (Forth &amp; Book, 2010) t&ecirc;m em comum a sua forte associa&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua e a sua grande estabilidade da inf&acirc;ncia &agrave; idade adulta (Farrington, 1989; Huesmann, Eron, Lefkowitz, &amp; Walder, 1984; Moffitt, 1993). A co-morbilidade dos tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos com outras perturba&ccedil;&otilde;es &eacute; alta, podendo at&eacute; ser considerada a regra (Frick, 1998). Cada vez mais se t&ecirc;m acumulado evid&ecirc;ncias de que os menores diagnosticados com combina&ccedil;&otilde;es co-m&oacute;rbidas das Perturba&ccedil;&otilde;es Disruptivas do Comportamento e de D&eacute;fice de Aten&ccedil;&atilde;o (DSM-IVTR) exibem um tipo de comportamento anti-social particularmente grave e agressivo semelhante ao dos adultos com psicopatia (Barry, Frick, DeShazo, McCoy, Ellis, &amp; Loney, 2000; Leistico, Salekin, DeCoster, &amp; Rogers, 2008; Lynam, 1996, 1998). </P >    <p>Salekin, Leistico, Neumann, DiCicco e Duros (2004) analisaram a rela&ccedil;&atilde;o entre psicopatia juvenil e psicopatologia externalizante definida em termos de comportamentos disruptivos, tendo conclu&iacute;do pela exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&otilde;es moderadas altas (<I>r</I>=.36 &ndash; .49) entre as ambas. Sevecke e Kosson (2010) evidenciaram exist&ecirc;ncia de uma liga&ccedil;&atilde;o retrospectiva entre psicopatia no adulto e perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento na inf&acirc;ncia, tais como in&iacute;cio precoce de comportamentos antisociais, viol&ecirc;ncia cr&oacute;nica, delitos diversificados e impulsividade. Myers, Burket e Harris (1995) estudaram a rela&ccedil;&atilde;o entre psicopatia e certas formas de psicopatologia em adolescentes hospitalizados, tendo encontrado correla&ccedil;&otilde;es positivas e estatisticamente significativas da psicopatia com Perturba&ccedil;&atilde;o do Comportamento e com comportamentos anti-sociais. Frick, Barry e Bodin (2000) encontraram correla&ccedil;&otilde;es fortes e significativas (<I>R</I>=.52 &ndash; .65; <I>p </I>&le; .001) entre as dimens&otilde;es do APSD (Impulsividade, Narcisismo e Tra&ccedil;os Calosos/N&atilde;o-emocionais) e a Perturba&ccedil;&atilde;o do Comportamento. </P >    <p>A auto-estima &eacute; outro constructo associado frequentemente &agrave; delinqu&ecirc;ncia juvenil. Desde h&aacute; muito que psic&oacute;logos, soci&oacute;logos e criminologistas consideram que esta se correlaciona de forma importante com o comportamento anti-social (Caldwell, Beutler, Ross, &amp; Silver, 2006; Mason, 2001). A baixa auto-estima pode levar o jovem a relacionar-se com outros jovens com comportamentos anti-sociais dado que estes satisfazem as necessidades afectivas em termos de amizade e de apoio afectivo. Barnow, Lucht e Freyberger (2005) demonstraram como os adolescentes com baixa auto-estima s&atilde;o mais frequentemente rejeitados pelos seus pares e como esta rejei&ccedil;&atilde;o produz um ciclo vicioso que amplifica o comportamento violento. Outras evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas (e.g., Baumeister, Smart, &amp; Boden, 1996; Toch, 1993) demonstram que os jovens com baixa auto-estima tendem a envolver-se em comportamentos anti-sociais com mais frequ&ecirc;ncia e que a sua auto-estima sai aumentada como consequ&ecirc;ncia desse envolvimento anti-social. </P >    <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o pretendeu contribuir para o estudo da delinqu&ecirc;ncia juvenil feminina em Portugal, tema escassamente investigado na literatura da especialidade. Tendo em mente a revis&atilde;o de literatura efectuada anteriormente coloc&aacute;mos duas hip&oacute;teses: (a) as jovens institucionalizadas em Centros Educativos apresentam valores significativamente mais elevados em tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, categoria psicop&aacute;tica, perturba&ccedil;&atilde;o de comportamento, problemas de comportamento e comportamentos delituosos, al&eacute;m de valores mais baixos de auto-estima; (b) &eacute; poss&iacute;vel predizer a perten&ccedil;a das jovens aos grupos forense e escolar a partir dos valores obtidos nas medidas de tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos e categoria psicop&aacute;tica. </P >    <p>M&Eacute;TODO </P >    <p><I>Participantes </I></P >    <p>O grupo total final ficou constitu&iacute;do por 249 participantes do sexo feminino, sendo que desse total 93 participantes (<I>M</I>=15.78 anos; <I>DP</I>=1.30 anos; amplitude=13-18 anos) foram provenientes dos Centros Educativos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e constitu&iacute;ram o grupo forense, e 156 participantes (<I>M</I>=15.87 anos; <I>DP</I>=1.45 anos; amplitude=13-20 anos) foram provenientes de estabelecimentos p&uacute;blicos de ensino da grande Lisboa e constitu&iacute;ram o grupo escolar. </P >    <p>Na tabela seguinte podem observar-se os dados relativos a proveni&ecirc;ncia, n&uacute;mero e percentagem de participantes (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a05t1.jpg" width="511" height="211"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Relativamente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o de tipo criminal do grupo forense as participantes tiveram o seu primeiro envolvimento em actividades criminais aos 12 anos (<I>M</I>=12.38 anos; <I>DP</I>=1.71), o seu primeiro problema com a lei aos 13 anos (<I>M</I>=13.13 anos; <I>DP</I>=1.51), a sua primeira entrada em Centro Educativo aos 15 anos (<I>M</I>=15.09 anos; <I>DP</I>=1.2), haviam sido condenadas a 19 meses de internamento (<I>M</I>=19.15; <I>DP</I>=5.17), na sua maioria (85.7%) estavam internadas devido a crimes considerados graves e/ou violentos, haviam sido condenadas a medida de internamento (60.7%) e estavam em regime semi-aberto (67.9%). </P >     <p><I>Medidas </I></P >    <p>O Dispositivo de Despiste de Processo Anti-social vers&atilde;o de auto-resposta (<I>Antisocial Process Screening Device </I>&ndash; APSD-SR; Frick &amp; Hare, 2001; Pechorro, Mar&ocirc;co, Poiares, &amp; Vieira, 2011a) &eacute; uma medida psicom&eacute;trica multi-dimensional de 20 itens projectada para avaliar tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos em jovens. Originalmente chamado <I>Psychopathy Screening Device </I>(PSD), foi modelado a partir da <I>Psychopathy Checklist &ndash; Revised </I>(PCL-R; Hare, 2003). Cada item &eacute; cotado numa escala ordinal de 3 pontos (Nunca=0, Algumas vezes=1, Frequentemente=2), sendo que pontua&ccedil;&otilde;es mais altas significam a eleva&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a dos tra&ccedil;os em quest&atilde;o. A pontua&ccedil;&atilde;o total e as pontua&ccedil;&otilde;es de cada dimens&atilde;o s&atilde;o obtidas somando os respectivos itens. Alguns estudos (e.g., Frick, O&rsquo;Brien, Wootton, &amp; McBurnett, 1994; Pechorro, 2011) evidenciam a exist&ecirc;ncia de dois factores: tra&ccedil;os calosos/n&atilde;o-emocionais (CU; que explora dimens&otilde;es interpessoais e afectivas da psicopatia como a falta de culpa e a aus&ecirc;ncia de empatia) e impulsividade/problemas de comportamento (I-CP; que explora aspectos comportamentais a n&iacute;vel de problemas de comportamento e controlo de impulsos). Outros estudos (e.g., Frick, Barry, &amp; Bodin, 2000) evidenciam a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s factores: tra&ccedil;os calosos/n&atilde;o-emocionais (CU), narcisismo (Nar) e impulsividade (Imp). Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas indicam a presen&ccedil;a das caracter&iacute;sticas associadas a cada factor. A consist&ecirc;ncia interna por alfa de Cronbach obtida no presente estudo foi: APSDSR total=.75; APSD-SR I-CP=.77, APSD-SR CU=.56. </P >    <p>A Escala Taxon&oacute;mica para Crian&ccedil;as e Adolescentes (<I>Child and Adolescent Taxon Scale </I>&ndash; CATS; Pechorro, 2011; Quinsey, Harris, Rice, &amp; Cormier, 2006) &eacute; uma <I>rating scale </I>actuarial desenvolvida a partir de oito vari&aacute;veis relacionadas com conduta anti-social e agressiva na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia que permitem discriminar os indiv&iacute;duos pertencentes &agrave; categoria anti-social dos que n&atilde;o pertencem (psicopatas <I>versus </I>n&atilde;o-psicopatas). A escala tem 8 itens dicot&oacute;micos (N&atilde;o=0; Sim=1). Devido a ser uma medida actuarial n&atilde;o foi calculada a consist&ecirc;ncia interna. </P >    <p>O Question&aacute;rio de Capacidades e Dificuldades na vers&atilde;o de auto-resposta (<I>Strengths and Difficulties Questionnaire &ndash; Self-report </I>&ndash; SDQ-SR; Goodman, Meltzer &amp; Bailey, 1998; Pechorro, Poiares e Vieira, 2011) &eacute; um question&aacute;rio comportamental curto, dirigido a pr&eacute;-adolescentes e adolescentes, composto por 25 itens em escala ordinal de 3 pontos (Nunca=0, Por vezes=1, Muitas vezes=2). O SDQ tem uma estrutura de cinco dimens&otilde;es: Sintomas emocionais (ES), Problemas de comportamento (CP), Hiperactividade (H), Problemas com os pares (PP) e Comportamento pr&oacute;-social (P). As consist&ecirc;ncias internas por alfa de Cronbach para o presente estudo foram: ES=.51; CP=.46; H .52; PP .43; P=.61. Estes resultados s&atilde;o baixos, mas mesmo assim aceit&aacute;veis para fins de investiga&ccedil;&atilde;o. </P >    <p>A Escala de Auto-Estima de Rosenberg (<I>Rosenberg Self-Esteem Scale </I>&ndash; RSES; Pechorro, Mar&ocirc;co, Poiares, &amp; Vieira, 2011b; Rosenberg, 1979, 1989) &eacute; uma medida breve de auto-resposta que avalia a auto-estima em adolescentes e adultos. A RSES pode ser cotada simplesmente somando os dez itens em escala ordinal de 4 pontos (Discordo fortemente=0, Discordo=1, Concordo=2, Concordo fortemente=3), ap&oacute;s se ter efectuado a revers&atilde;o dos itens apropriados (nomeadamente os itens 2, 5, 6, 8 e 9). Pontua&ccedil;&otilde;es mais altas indicam n&iacute;veis de auto-estima mais altos. A consist&ecirc;ncia interna por alfa de Cronbach obtida no presente estudo foi de .79. </P >    <p>A Escala de Delinqu&ecirc;ncia Auto-reportada Adaptada (<I>Adapted Self-reported Delinquency Scale </I>&ndash; ASRDS; Carroll, Durkin, Houghton, &amp; Hattie, 1996; Pechorro et al., no prelo a) &eacute; uma medida de auto-resposta adaptada constitu&iacute;da por 38 itens que mede o envolvimento dos adolescentes em actividades ilegais e anti-sociais. A ASRDS pode ser cotada somando os itens em escala ordinal de 3 pontos (Nunca=0, Algumas vezes=1, Frequentemente=2), sendo que pontua&ccedil;&otilde;es mais altas significam indicam maior envolvimento em actividade criminal. A consist&ecirc;ncia interna por alfa de Cronbach obtida no presente estudo foi de .96. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (<I>Marlowe-Crowne Social Desirability Scale </I>&ndash; MCSDS; Crowne &amp; Marlowe, 1960) na vers&atilde;o curta comp&oacute;sita foi desenvolvida por Ballard (1992) a partir da escala original de Marlowe-Crowne. Esta vers&atilde;o curta ficou conhecida como MCSDS-SF (Pechorro et al., no prelo b), sendo provavelmente a mais utilizada de todas as subescalas derivadas da original. A consist&ecirc;ncia interna por Kuder-Richardson obtida no presente estudo foi de .60. </P >    <p>Adicionalmente foi constru&iacute;do um question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico e criminal para descrever as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas das participantes e analisar o efeito moderador dessas vari&aacute;veis. Este question&aacute;rio incluiu quest&otilde;es como a idade das participantes, a sua nacionalidade, grupo &eacute;tnico, o sexo, a proveni&ecirc;ncia rural versus urbana, os anos de escolaridade completados, o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico dos pais e o estado civil dos pais. O question&aacute;rio focou-se tamb&eacute;m na caracteriza&ccedil;&atilde;o criminal do grupo forense, incluindo quest&otilde;es como idade do primeiro problema com a lei. Utilizou.se tamb&eacute;m o diagn&oacute;stico de Perturba&ccedil;&atilde;o de Comportamento da DSM-IV-TR (American Psychiatric Association, 2002). </P >    <p><I>Procedimentos </I></P >    <p>O leque et&aacute;rio para participa&ccedil;&atilde;o das jovens na investiga&ccedil;&atilde;o foi previamente fixado entre os 12 anos e os 20 anos dado ser esse o intervalo et&aacute;rio abrangido pela Lei Tutelar-Educativa no sistema judicial portugu&ecirc;s. Cada question&aacute;rio aplicado foi precedido por um termo de consentimento informado, em que era dado conhecimento do car&aacute;cter volunt&aacute;rio e confidencial de participa&ccedil;&atilde;o no estudo. </P >    <p>A recolha dos question&aacute;rios em meio forense decorreu individualmente ap&oacute;s se ter obtido autoriza&ccedil;&atilde;o por parte da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o Social (DGRS), Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Foram feitas aplica&ccedil;&otilde;es em todos os Centros Educativos existentes a n&iacute;vel nacional. Nem todos as jovens concordaram ou puderam participar, sendo que a n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o incluiu motivos como recusa em participar, impossibilidade de participar devido a n&atilde;o entendimento da l&iacute;ngua portuguesa e impossibilidade de participar devido a quest&otilde;es de seguran&ccedil;a. A taxa de participa&ccedil;&atilde;o foi de cerca de 90%. Todos os question&aacute;rios dos jovens que participaram foram considerados v&aacute;lidos. </P >    <p>A recolha dos question&aacute;rios em meio escolar decorreu ap&oacute;s se ter obtido autoriza&ccedil;&atilde;o por parte da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Foram aleatoriamente seleccionadas doze escolas b&aacute;sicas/secund&aacute;rias da regi&atilde;o da grande Lisboa, das quais quatro concordaram em participar. Os motivos da n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram aus&ecirc;ncia sistem&aacute;tica de resposta ao pedido de colabora&ccedil;&atilde;o efectuado pelo investigador, alegadas quest&otilde;es relativas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o interna das escolas que impossibilitaram a colabora&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de recusa em colaborar devido ao conte&uacute;do forense do question&aacute;rio. As escolas que aceitaram participar solicitaram que a participa&ccedil;&atilde;o de cada aluna fosse previamente autorizada atrav&eacute;s de um termo de consentimento assinado pelo encarregado de educa&ccedil;&atilde;o. No final, foram exclu&iacute;dos cerca de 13% das participantes devido a estarem fora do intervalo et&aacute;rio estabelecido ou a motivos como terem entregado question&aacute;rios n&atilde;o preenchidos, incompletos ou ileg&iacute;veis. </P >    <p>Os dados relativos aos question&aacute;rios considerados v&aacute;lidos foram inseridos e posteriormente tratados em SPSS v19 (IBM SPSS, 2010). Ap&oacute;s a inser&ccedil;&atilde;o dos dados ter sido feita foram aleatoriamente seleccionados 10% dos question&aacute;rios inseridos, de forma a avaliar a qualidade de inser&ccedil;&atilde;o dos mesmos. A qualidade foi considerada muito boa dada a quase aus&ecirc;ncia de erros de inser&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>Relativamente &agrave;s compara&ccedil;&otilde;es entre grupos utilizaram-se t&eacute;cnicas param&eacute;tricas quando se estava perante uma distribui&ccedil;&atilde;o normal (assimetria e curtose entre -2 e 2), recorrendo-se &agrave; correc&ccedil;&atilde;o de Welch em caso de aus&ecirc;ncia de homogeneidade de vari&acirc;ncias. Quando n&atilde;o se estava presente perante uma distribui&ccedil;&atilde;o normal optou-se pelas t&eacute;cnicas n&atilde;o param&eacute;tricas, nomeadamente o teste <I>U </I>de Mann-Whitney. Foram calculadas a dimens&atilde;o do efeito e a pot&ecirc;ncia do teste (Mar&ocirc;co, 2010). Utilizou-se tamb&eacute;m regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria (codifica&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dependente: grupo escolar=0; grupo forense =1). </P >     <p>RESULTADOS </P >    <p>Na fase inicial do tratamento de dados foram analisadas as vari&aacute;veis moderadoras inclu&iacute;das no question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico. Os resultados demonstraram que as participantes do grupo forense tinham menos anos de escolaridade completos (<I>F</I>=388.658, <I>p</I>&le;.001), mais progenitores com baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico (<I>U</I>=3726.5, <I>p</I>&le;.001), mais progenitores divorciados/separados ou falecidos (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=48.789, <I>p</I>&le;.001), maior n&uacute;mero de co-habitantes no agregado familiar (<I>U</I>=5435, <I>p</I>&le;.05), maior quantidade de irm&atilde;os/meios-irm&atilde;os (<I>U</I>=3386.5, <I>p</I>&le;.001), tinham proporcionalmente mais outras nacionalidades (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=14.356, <I>p</I>&le;.01), tomavam mais medicamentos psiqui&aacute;tricos (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=19.112, <I>p</I>&le;.001) e eram proporcionalmente mais diagnosticadas com Perturba&ccedil;&atilde;o do Comportamento (&chi;<Sup><I>2</I></Sup>=194.097, <I>p</I>&le;.001). N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o grupo forense e o grupo escolar relativamente &agrave; idade dos participantes, &agrave; etnia e &agrave; proveni&ecirc;ncia rural <I>versus </I>urbana. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos instrumentos, na compara&ccedil;&atilde;o dos grupos quanto ao APSD-SR e CATS foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>). No caso do APSD-SR I-CP a dimens&atilde;o do efeito por Eta parcial ao quadrado (<I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2</I></Sup>) foi de .71 e a pot&ecirc;ncia de 1. Na dimens&atilde;o APSD-SR CU o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .75 e a pot&ecirc;ncia de 1. Na CATS o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .45 e a pot&ecirc;ncia de 1. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t2"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a05t2.jpg" width="518" height="240"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Na compara&ccedil;&atilde;o dos grupos quanto &agrave;s escalas do SDQ-SR foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas escalas CP, H e PP (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>). No caso da escala ES o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .83 e a pot&ecirc;ncia de 1. Na escala CP o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .69 e a pot&ecirc;ncia de 1. Na escala H o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .81 e a pot&ecirc;ncia de 1. Na escala PP o <I>r </I>foi de -.20 e a pot&ecirc;ncia de .95. Na escala PP o <I>r </I>foi de -.05 e a pot&ecirc;ncia de .95. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t3"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a05t3.jpg" width="514" height="329"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na compara&ccedil;&atilde;o dos grupos quanto a ASRDS, RSES e MCSDS-SF foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas apenas na ASRDS (ver <a href="#t4">Tabela 4</a>). Na ASRDS o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .54 e a pot&ecirc;ncia de 1. Na RSES o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .95 e a pot&ecirc;ncia 1. Na MCSDS-SF o <I>&eta;</I><Sub><I>p</I></Sub><Sup><I>2 </I></Sup>foi de .98 e a pot&ecirc;ncia de 1. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t4"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a05t4.jpg" width="514" height="208"></P >     
<p>&nbsp;</P >     <p>Para avaliar a signific&acirc;ncia dos tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos e da perten&ccedil;a &agrave; categoria psicop&aacute;tica na predi&ccedil;&atilde;o da perten&ccedil;a ao grupo forense ou ao grupo escolar recorreu-se &agrave; regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria pelo m&eacute;todo <I>Enter </I>(Tabachnick &amp; Fidell, 2007). Utilizou-se a Toler&acirc;ncia e o VIF para comprovar a inexist&ecirc;ncia de multicolinearidade (Leech, Barrett, &amp; Morgan, 2008). As vari&aacute;veis apresentadas na <a href="#t5">Tabela 5</a>, quando consideradas em conjunto, prediziam de forma estatisticamente significativa ou marginalmente significativa a perten&ccedil;a aos grupos forense e escolar. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><a name="t5"></a></P >     <p><img src="/img/revistas/aps/v31n3/31n3a05t5.jpg" width="513" height="172"></P >     
<p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo foi tamb&eacute;m utilizado para classificar os sujeitos que participaram no estudo, tendo-se observado uma percentagem de classifica&ccedil;&atilde;o geral correcta de 98.4%, o que demonstra a utilidade do modelo para classificar novas observa&ccedil;&otilde;es. O modelo obteve ainda uma excelente sensibilidade (97.8%) e especificidade (98.7%). </P >     <p>DISCUSS&Atilde;O </P >    <p>Na compara&ccedil;&atilde;o dos participantes do sexo feminino do grupo forense com o grupo escolar relativamente &agrave;s vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas constat&aacute;mos a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em muitas das vari&aacute;veis analisadas. Todavia, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas vari&aacute;veis &agrave; idade dos participantes, &agrave; etnia e &agrave; proveni&ecirc;ncia rural <I>versus </I>urbana, que s&atilde;o geralmente consideradas importantes vari&aacute;veis moderadoras a ter em conta. </P >    <p>Na compara&ccedil;&atilde;o das participantes do grupo forense com o grupo escolar relativamente aos instrumentos foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na maioria das escalas e respectivas dimens&otilde;es analisadas. O grupo forense obteve valores mais altos no APSD-SR I-CP, APSD-SR CU e CATS. Estes resultados foram na sua maioria de encontro &agrave;s hip&oacute;teses formuladas de que o grupo forense obteria valores mais elevados no constructo de psicopatia (e.g., Andershed et al., 2002; Frick et al., 2003; Vitacco et al., 2002). Encontr&aacute;mos, portanto, evid&ecirc;ncias da utilidade da aplica&ccedil;&atilde;o do constructo da psicopatia relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o forense juvenil feminina. </P >    <p>No SDQ-SR o grupo forense obteve valores mais altos em Problemas de Comportamento (CP), em Hiperactividade (H) e em Problemas de Relacionamento com os Colegas (PP). Apenas relativamente a Sintomas Emocionais (ES) e a Comportamento Pr&oacute;-social (P) n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas. Estes resultados foram na sua maioria ao encontro das nossas hip&oacute;teses, dada a liga&ccedil;&atilde;o que &eacute; sabido haver entre os comportamentos disruptivos / d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o e os comportamentos anti-sociais que caracterizam o grupo forense (e.g., Barry et al., 2000; Lynam, 1996; Salekin et al., 2004). </P >    <p>Na ASRDS o grupo forense obteve valores mais altos em delinqu&ecirc;ncia auto-relatada; estes resultados foram consonantes com o que era esperado, nomeadamente no maior envolvimento das jovens do grupo forense em actividades de tipo criminal (e.g., Thornberry &amp; Krohn, 2000). Na RSES n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas; estes resultados n&atilde;o foram ao encontro do que era esperado, dada a liga&ccedil;&atilde;o que &eacute; referida na literatura entre delinqu&ecirc;ncia e auto-estima baixa (e.g., Donnellan, Trzesniewski, Robins, Moffitt, &amp; Caspi, 2005; McCarthy &amp; Hoge, 1984; Wooldredge, Harman, Latessa, &amp; Holmes, 1994). &Eacute; poss&iacute;vel que estejamos perante uma varia&ccedil;&atilde;o relacionada com o sexo feminino. Na MCSDS-SF n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas a n&iacute;vel de desejabilidade social (i.e., n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as na forma como os participantes se retratavam a si pr&oacute;prios em termos de exagerarem os seus aspectos positivos ou minimizarem os aspectos negativos), pelo que se assume que n&atilde;o houve enviesamentos relacionados com esta vari&aacute;vel. </P >    <p>Podemos concluir que existe heterogeneidade na caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-demogr&aacute;fica e criminal nas jovens pertencentes aos dois grupos, que tamb&eacute;m ocorre ao n&iacute;vel dos constructos medidos pelos instrumentos psicom&eacute;tricos. As vari&aacute;veis estudadas, na sua maioria, permitem diferenciar entre os dois grupos a n&iacute;vel psicol&oacute;gico e relacional. Existem, portanto, evid&ecirc;ncias que permitem corroborar a hip&oacute;tese inicialmente colocada de que as jovens do grupo forense apresentam valores significativamente mais elevados tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos, perten&ccedil;a &agrave; categoria psicop&aacute;tica, perturba&ccedil;&atilde;o do comportamento, problemas de comportamento e comportamentos delituosos. Relativamente &agrave; faceta da auto-estima, a essa parte da hip&oacute;tese n&atilde;o foi confirmada. </P >    <p>No modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria da vari&aacute;vel dependente grupos forense e escolar duas das vari&aacute;veis independentes obtiveram valores estatisticamente significativos e a terceira foi marginalmente significativa. Os resultados obtidos no modelo de regress&atilde;o refor&ccedil;am a import&acirc;ncia do constructo da psicopatia (e.g., Verona &amp; Vitale, 2006) no estudo da popula&ccedil;&atilde;o de delinquentes juvenis do sexo feminino. Tamb&eacute;m neste caso, portanto, existem evid&ecirc;ncias que permitem corroborar maioritariamente a hip&oacute;tese colocada de que &eacute; poss&iacute;vel predizer a perten&ccedil;a das jovens aos grupos forense e escolar a partir dos valores obtidos nas medidas de psicopatia. </P >    <p>Em termos de limita&ccedil;&otilde;es da presente investiga&ccedil;&atilde;o devemos apontar alguns aspectos menos bem conseguidos. O grupo forense ficou constitu&iacute;do por menos participantes relativamente ao grupo escolar devido a que as institucionaliza&ccedil;&otilde;es de raparigas em Centro Educativo s&atilde;o relativamente pouco frequentes em Portugal, apesar de terem tend&ecirc;ncia a aumentar. Outra limita&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada com a baixa consist&ecirc;ncia interna de algumas escalas utilizadas (e.g., APSD-SR Tra&ccedil;os calosos/n&atilde;o-emocionais, MCSDS-SF), recomendando-se que em investiga&ccedil;&otilde;es futuras se utilizem medidas destes constructos que apresentem melhor fiabilidade. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </P >    <!-- ref --><p>American Psychiatric Association. (2002). <I>Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais </I>(4&ordf; ed., revis&atilde;o de texto). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201300030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Andershed, H., Gustafson, S., Kerr, M., &amp; Stattin, H. (2002). The usefulness of self-reported psychopathy-like traits in the study of antisocial behaviour among non-referred adolescents. <I>European Journal of Personality, </I><I>16</I>, 383-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201300030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Ballard, R. (1992). Short forms of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <I>Psychological Reports, 71</I>, 1155-1160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201300030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Barnow, S., Lucht, M., &amp; Freyberger, H. J. (2005). Correlates of aggressive and delinquent conduct problems in adolescence. <I>Aggressive Behavior</I>, <I>31</I>, 24-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201300030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Barry, C., Frick, P., DeShazo, T., McCoy, M., Ellis, M., &amp; Loney, B. (2000). The importance of callous-unemotional traits for extending the concept of psychopathy to children. <I>Journal of Abnormal Psychology, 109</I>(2), 335-340.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201300030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Baumeister<I>, </I>R., Smart, L., &amp; Boden, J. (1996). Relation of threatened egotism to violence and aggression: The dark side of high self-esteem. <I>Psychological Review</I>, <I>103</I>, 5-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201300030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Caldwell, R., Beutler, L., Ross, S., &amp; Silver, N. (2006). Brief report: An examination of the relationships between parental monitoring, self-esteem and delinquency among Mexican American male adolescents. <I>Journal of Adolescence, 29</I>(3), 459-464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201300030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Caputo, A., Frick, P., &amp; Brosky, S. (1999). Family violence and juvenile sex offending: The potential role of psychopathic traits and negative attitudes toward women. <I>Criminal Justice and Behavior, 26</I>, 338-356.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201300030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Carroll, A., Durkin, K., Houghton, S., &amp; Hattie, J. (1996). An adaptation of Mak&rsquo;s self-reported delinquency scale for western Australian adolescents. <I>Australian Journal of Psychology, 48</I>(1), 1-7. </P >    <!-- ref --><p>Crowne, D., &amp; Marlowe, D. (1960). A new scale of social desirability independent of psychopathology. <I>Journal of Consulting Psychology</I>, <I>24</I>, 349-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201300030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Donnellan, M., Trzesniewski, K., Robins, R., Moffitt, T., &amp; Caspi, A. (2005). Low self-esteem is related to aggression, antisocial behavior, and delinquency. Psychological Science, 16<I>, 328-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201300030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></P >     <!-- ref --><p>Farrington, D. (1989). Early predictors of adolescent aggression and adult violence. <I>Violence and Victims, 4</I>, 79-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201300030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Forth, A., &amp; Book, A. (2010). Psychopathic traits in children and adolescents. In R. Salekin &amp; D. Lynam (Eds.), <I>Handbook of child and adolescent psychopathy </I>(pp. 251-283). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201300030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Frick, P. (1998). <I>Conduct disorders and severe antisocial behavior</I>. New York: Plenum Publishing Corporation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201300030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Frick, P., &amp; Hare, R. (2001). <I>Antisocial Process Screening Device (APSD): Technical manual</I>. Toronto: Multi-Health Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201300030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Frick, P., Barry, C., &amp; Bodin, S. (2000). Applying the concept of psychopathy to children: Implications for the assessment of antisocial youth. In C. Gacono (Ed.), <I>The clinical and forensic assessment of psychopathy: A practitioner&acute;s guide </I>(pp. 1-24). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201300030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Frick, P., Kimonis, E., Dandreaux, D., &amp; Farrel, J. (2003). The 4 year stability of psychopathic traits in non-referred youth. <I>Behavioral Sciences and the Law, 21</I>, 713-736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201300030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Frick, P., O&rsquo;Brien, B., Wootton, J., &amp; McBurnett, K. (1994). Psychopathy and conduct problems in children. <I>Journal of Abnormal Psychology, 103</I>, 700-707. </P >    <!-- ref --><p>Goodman, R., Meltzer, H., &amp; Bailey, V. (1998). The Strengths and Difficulties Questionnaire: A pilot study on the validity of the self-report version. <I>European Child and Adolescent Psychiatry, 7</I>, 125-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Hare, R. (2003). <I>The Hare Psychopathy Checklist-Revised: Technical manual </I>(2nd ed.). Toronto, Canada: Multi-Health Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201300030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Huesmann, L., Eron, L., Lefkowitz, M., &amp; Walder, L. (1984). The stability of aggression over time and generations. <I>Developmental Psychology, 20</I>, 1120-1134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201300030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Kruh, I., Frick, P., &amp; Clements, C. (2005). Historical and personality correlates to the violence patterns of juveniles tried as adults. <I>Criminal Justice and Behavior</I>, <I>32</I>, 69-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Leech, N., Barrett, K., &amp; Morgan, G. (2008). <I>SPSS for intermediate statistics: Use and interpretation </I>(3rd ed.). New York: LEA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201300030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Leistico, A., Salekin, R., DeCoster, J., &amp; Rogers, R. (2008). A large-scale meta-analysis relating the Hare measures of psychopathy to antisocial conduct. <I>Law and Human Behavior, 32</I>, 28-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201300030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lilienfeld, S., &amp; Fowler, K. (2006). The self-report assessment of psychopathy: Problems, pitfalls, and promises. In C. Patrick (Ed.), <I>Handbook of psychopathy </I>(pp. 107-132). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201300030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lipsey, M., &amp; Derzon J. (1998). Predictors of violent or serious delinquency in adolescence and early adulthood: A synthesis of longitudinal research. In R. Loeber &amp; D. Farrington (Eds.), <I>Serious and violent juvenile offenders: Risk factors and successful interventions </I>(pp. 84-105). Thousand Oaks, California: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201300030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lynam, D. (1996). Early identification of chronic offenders: Who is the fledgling psychopath? <I>Psychological Bulletin, 120</I>, 209-243.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201300030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Lynam, D. (1998). Early identification of the fledgling psychopath: Locating the psychopathic child in the current literature. <I>Journal of Abnormal Psychology, 107</I>, 566-575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201300030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2011). <I>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o PASW Statistics (ex-SPSS)</I>. P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201300030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Mason, W. (2001). Self-esteem and delinquency revisited (again): A test of Kaplan&rsquo;s Self-derogation theory of delinquent using latent growth curve modeling. <I>Journal of Youth and Adolescence, 30</I>(1), 83-102. </P >    <!-- ref --><p>McCarthy, J., &amp; Hoge, D. (1984). The dynamics of self-esteem and delinquency. <I>American Journal of Sociology, 90</I>, 396-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201300030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Myers, W., Burket, R., &amp; Harris, H. (1995). Adolescent psychopathy in relation to delinquent behaviors, conduct disorders, and personality disorders. <I>Journal of Forensic Sciences, 40</I>, 436-440.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201300030000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Moffitt, T. (1993). Adolescent-limited and life-persistent antisocial behaviour: A developmental taxonomy. <I>Psychological Review, 100</I>(4), 674-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201300030000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pechorro, P. (2011). <I>Delinqu&ecirc;ncia juvenil: Estudo de algumas vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas e relacionais com &ecirc;nfase nos tra&ccedil;os psicop&aacute;ticos</I>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada. Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201300030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pechorro, P., Poiares, C., &amp; Vieira, R. (2011). Propriedades psicom&eacute;tricas do Question&aacute;rio de Capacidades e de Dificuldades na vers&atilde;o portuguesa de auto-resposta. <I>Revista de Psiquiatria Consiliar e de Liga&ccedil;&atilde;o, 16/19</I>(1/2), 99-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201300030000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pechorro, P., Mar&ocirc;co, J., Poiares, C., &amp; Vieira, R. (2011a). Validation of the Portuguese version of the Antisocial Process Screening Device Self-Report with a focus on delinquent behavior and behavior problems. <I>International Journal of Offender Therapy and Comparative Criminology</I>. DOI: 10.1177/0306624X 11427174 </P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201300030000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pechorro, P., Mar&ocirc;co, J., Poiares, C., &amp; Vieira, R. (2011b). Valida&ccedil;&atilde;o da Escala de Auto-Estima de Rosenberg com adolescentes portugueses em contexto forense e escolar. <I>Arquivos de Medicina, 25</I>(5/6), 174-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201300030000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pechorro, P., et al. (no prelo a). Valida&ccedil;&atilde;o duma vers&atilde;o da ASRDS com adolescentes portugueses. <I>Arquivos de Medicina</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201300030000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Pechorro, P., et al. (no prelo b). Contributos para a valida&ccedil;&atilde;o duma vers&atilde;o curta da MCSDS com adolescentes portugueses. <I>Arquivos de Medicina</I>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201300030000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Quinsey, V., Harris, V., Rice, M., &amp; Cormier, C. (2006). <I>Violent offenders: Appraising and managing risk </I>(2nd ed.). Washington, DC: APA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201300030000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosenberg, M. (1979). <I>Conceiving the self</I>. Malabar, FL: Krieger Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201300030000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Rosenberg, M. (1989). <I>Society and the adolescent self-image</I>. Revised edition. Middletown: Wesleyan University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201300030000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <p>Salekin, R., Leistico, A., Neumann, C., DiCicco, T., &amp; Duros, R. (2004). Psychopathy and comorbidity in a young offender sample: Taking a closer look at psychopathy&rsquo;s potential importance over disruptive behavior disorders. <I>Journal of Abnormal Psychology, 113, </I>416-27. </P >    <!-- ref --><p>Seagrave, D., &amp; Grisso, T. (2002). Adolescent development and the measurement of juvenile psychopathy. <I>Law and Human Behavior, 26</I>, 219-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201300030000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sevecke, K., &amp; Kosson, D. (2010). Relationships of child and adolescent psychopaty to other forms of psychopathology. In R. Salekin &amp; D. Lynam (Eds.), <I>Handbook of child and adolescent psychopathy </I>(pp. 284-314). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201300030000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Serin, R. (1991). Psychopathy and violence in criminals. <I>Journal of Interpersonal Violence, 6</I>, 423-431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201300030000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Tabachnick, B., &amp; Fidell, L. (2007). <I>Using multivariate statistics </I>(5th ed.). New York: Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201300030000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Thornberry, T., &amp; Krohn, M. (2000). The self-report method for measuring delinquency and crime. <I>Criminal Justice, 4</I>, 33-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201300030000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Toch, H. (1993). Good violence and bad violence: Through self-presentations of aggressors accounts and war stories. In R. Felson &amp; J. Tedeschi (Eds.), <I>Aggression and violence: Social interactionist perspectives </I>(pp. 193-206). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201300030000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Van Baardewijk, Y., Vermeiren, R., Stegge, H., &amp; Doreleijers, T. (2011). Self-reported psychopathic traits in children: Their stability and concurrent and prospective association with conduct problems and aggression. <I>Journal of Psychopathology and Behavioral Assessment, 33</I>(2), 236-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300030000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Verona, E., &amp; Vitale, J. (2006). Psychopathy in women. In C. Patrick (Ed.), <I>Handbook of psychopathy </I>(pp. 415-436). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201300030000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <!-- ref --><p>Vitacco, M., Neumann, C., Robertson, A., &amp; Durrant, S. (2002). Contributions of impulsivity and callousness in the assessment of adjudicated male adolescents: A prospective study. <I>Journal of Personality Assessment, 78</I>(1), 87-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201300030000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
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