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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“Os meus pais só me criticam” - Relações entre práticas educativas parentais (perfecionismo e crítica) e a autoestima, o autoconceito académico, a motivação e a utilização de estratégias de self-handicapping]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Research on parenting practices have shown the existence of a relationship with the academic and social adjustment of children and adolescents. In this study we aim to analyze the relationship between parenting practices of criticism and perfectionism perceived by students and their self-esteem, self- concept, motivational orientations and the use of self-handicapping strategies. Participants were 170 adolescents from the 7th, 8th and 9th grade of a private school in the greater Lisbon area, who answered to the Critical Parenting Inventory (Randolph & Dyckman, 1998, adapted by Miguel, 2010), a multidimensional scale of perfectionism (Soares, Gomes Macedo, & Azevedo, 2003, adapted by Miguel, 2010), a scale of self-concept and self-esteem (Peixoto & Almeida, 1999), a scale of motivational orientations (Skaalvik 1997, adapted by Peixoto, Mata, & Monteiro, 2008) and a scale of academic self-handicapping (Martin, 1998, adapted by Borralho, 2005). Results showed that students that perceived their parents as perfectionists and critics regarding their academic performance presented lower self-esteem, lower self-concept, motivational orientations more directed towards self-defeating ego orientation and towards avoidance and less task oriented as well as a greater tendency to use self- handicapping strategies, than their peers who do not perceived their parents in this way.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>&#8220;Os meus pais só me criticam” – Relações entre práticas educativas    parentais (perfecionismo e crítica) e a autoestima, o autoconceito académico,    a motivação e a utilização de estratégias de <i>self-handicapping</i></b></p>     <p><b>Ivone de Guadalupe Reis*; Francisco Peixoto**</b></p>     <p>* ISPA – Instituto Universitário; </p>     <p>** ISPA – Instituto Universitário/UIPCDE</p>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Os trabalhos sobre práticas educativas parentais têm evidenciado a existência    de uma relação com o ajustamento académico e social de crianças e adolescentes.    Neste estudo pretendemos analisar a relação entre as práticas educativas parentais    crítica e perfecionismo, percecionadas pelos estudantes, e a autoestima, o autoconceito,    as orientações motivacionais e o uso de estratégias de self-handicapping. Participaram    170 adolescentes do 7º, 8º e 9º ano de um colégio particular da zona da grande    Lisboa, que responderam ao Critical Parenting Inventory (Randolph &amp; Dyckman,    1998, adaptada por Miguel, 2010), a uma escala multidimensional de perfecionismo    (Soares, Gomes, Macedo, &amp; Azevedo, 2003, adaptada por Miguel, 2010), a uma    escala de autoconceito e autoestima (Peixoto &amp; Almeida, 1999) a uma escala    de orientações motivacionais (Skaalvik, 1997, adaptada por Peixoto, Mata, &amp;    Monteiro, 2008) e a uma escala de self-handicapping académico (Martin, 1998,    adaptada por Borralho, 2005). Os resultados das diversas análises efetuadas    permitem mostrar que os alunos que percecionam os seus pais como sendo perfecionistas    e críticos relativamente ao seu desempenho académico apresentam autoestima mais    baixa, autoconceito mais baixo, motivação mais orientada para a autodefesa,    para o evitamento e menos orientada para a tarefa, bem como uma maior tendência    a usar estratégias de self- handicapping, do que os seus colegas que não percecionam    os seus pais desta forma.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Família, Adolescente, Perfecionismo, Autoestima, Autoconceito    académico, Motivação, Self-handicapping.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Research on parenting practices have shown the existence of a relationship    with the academic and social adjustment of children and adolescents. In this    study we aim to analyze the relationship between parenting practices of criticism    and perfectionism perceived by students and their self-esteem, self- concept,    motivational orientations and the use of self-handicapping strategies. Participants    were 170 adolescents from the 7th, 8th and 9th grade of a private school in    the greater Lisbon area, who answered to the Critical Parenting Inventory (Randolph    &amp; Dyckman, 1998, adapted by Miguel, 2010), a multidimensional scale of perfectionism    (Soares, Gomes Macedo, &amp; Azevedo, 2003, adapted by Miguel, 2010), a scale    of self-concept and self-esteem (Peixoto &amp; Almeida, 1999), a scale of motivational    orientations (Skaalvik 1997, adapted by Peixoto, Mata, &amp; Monteiro, 2008)    and a scale of academic self-handicapping (Martin, 1998, adapted by Borralho,    2005). Results showed that students that perceived their parents as perfectionists    and critics regarding their academic performance presented lower self-esteem,    lower self-concept, motivational orientations more directed towards self-defeating    ego orientation and towards avoidance and less task oriented as well as a greater    tendency to use self- handicapping strategies, than their peers who do not perceived    their parents in this way.</p>     <p><b>Key-words</b>: Family, adolescents, perfectionism, self-esteem, academic    self-concept, motivation, self- handicapping.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODUÇÃO</p>     <p>A família é crucial para o desenvolvimento da criança, pois exerce um conjunto    de influências que são fundamentais ao desenvolvimento individual (Bronfenbrenner,    1986). Para além de influen- ciarem as atitudes e comportamentos dos filhos    através das práticas educativas implementadas, são o primeiro e o mais importante    contexto de socialização que a criança conhece. Na fase da adolescência estas    práticas são igualmente importantes, pois no decurso desta fase do desenvol-    vimento, apesar de surgirem outros indivíduos significativos (e.g., pares),    a família continua a manter um papel relevante no desenvolvimento e ajustamento    dos filhos, nomeadamente na formação do autoconceito, da autoestima, na forma    de aprenderem e na forma como se relacionam com os seus pares (Camacho &amp;    Matos, 2007; Peixoto, 2003).</p>     <p>A contribuição da família para o desenvolvimento do adolescente pode assumir    duas valências distintas. Por um lado, pode assumir-se como um fator de risco    ou, por outro lado, pode atuar como importante fator de proteção no desenvolvimento    do ser humano adaptado ao seu meio ambiente (Bronfenbrenner &amp; Ceci, 1994).    Ressalta daqui a importância de estudar o contexto e as variáveis envolvidas    neste processo a partir das quais os pais desenvolvem a parentalidade e determinam    as suas práticas educativas (Moro, 2005).</p>     <p><i>Práticas educativas parentais: O perfecionismo e a crítica</i></p>     <p>Atualmente, uma das grandes preocupações dos pais relativamente aos seus filhos,    depois da saúde, prende-se com o seu futuro sucesso no mercado de trabalho e,    como tal, cada vez mais se preocupam com o seu desempenho académico, uma vez    que um bom percurso escolar pode permitir o acesso a um bom emprego e a melhores    condições de vida (Peixoto &amp; Rodrigues, 2005). Deste modo, é provável que    estas preocupações, comuns à maioria dos pais, se traduzam em práticas educativas,    ou seja, nas técnicas e estratégias utilizadas pelos pais ao longo do processo    educativo dos seus filhos, com o objetivo de estes adquirirem determinados princípios    morais e comportamentos, de forma a tornarem-se autónomos e responsáveis, para    estarem aptos a desempenhar o seu papel ativo e bem-sucedido na sociedade (Alvarenga,    2001). Para além da tradução em práticas educativas, as atitudes e preocupações    parentais traduzem-se igualmente em diferentes formas de envolvimento na vida    académica dos seus filhos, que podem influenciar comportamentos específicos    da criança, nomeadamente o seu desempenho académico, a motivação para a realização    escolar e as suas características, como sejam as representações de si próprio    ou a autoestima (Camacho &amp; Matos, 2007).</p>     <p>Trabalhos recentes sobre práticas educativas parentais direcionadas para a    escolaridade dos filhos evidenciam que existe uma relação com o rendimento académico,    o autoconceito, a autoestima, a motivação e o recurso ao uso de estratégias    de <i>self-handicapping</i>, que pode ser positiva ou negativa dependendo das    práticas adotadas pelos pais (e.g., McGrath &amp; Repeti, 2000; Miguel 2010;    Peixoto &amp; Rodrigues, 2005; Sherry, Flett, &amp; Hewitt, 2001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As práticas educativas parentais podem assumir diversas dimensões. O perfecionismo    e a crítica são duas das dimensões interligadas das práticas parentais direcionadas    para a escolaridade dos seus filhos que, de acordo com Soenens, Vansteenkiste,    Luyten, Duriez e Goossens (2005), dizem respeito ao grau de exigência e crítica    no desempenho escolar dos seus filhos. Perfecionismo e crítica, enquanto prática    parental, tem sido definida como sendo a tendência para estabelecer normas excessivamente    elevadas, fazer cumprir essas normas rigidamente e tecer críticas duras na avaliação    desse cumprimento (Shafran &amp; Mansell, 2001). Deste modo, podemos considerar    que o perfecionismo desenvolve-se num ambiente familiar onde os filhos são criticados    por serem “menos do que perfeitos”. Pais perfecionistas caracterizam-se por    proporcionarem todas as condições materiais para que os seus filhos alcancem    excelentes resultados académicos exibindo, no entanto, um elevado nível de expetativas,    grau de frustração, crítica, sentimentos de fracasso e culpa que passam frequentemente    para o filho em questão, podendo assim contribuir para a depressão deste (Randolph    &amp; Dykman, 1998).</p>     <p>A crítica que parece inerente ao perfecionismo atrás referido remete para as    críticas não construtivas que os pais fazem aos seus filhos, quando os resultados    não correspondem às expectativas criadas. Inversamente, o suporte remete para    a ausência de punição e presença de crítica construtiva pelo desempenho menos    positivo dos filhos, ou seja, a enfatização da importância da ocorrência de    erros, no sentido em que estes possam contribuir para o crescimento do jovem    (Randolph &amp; Dykman, 1998).</p>     <p>Estudos apontam no sentido de que a pressão exercida sobre os filhos, no sentido    de obter resultados escolares excelentes, é uma prática educativa parental que    pode afetar negativamente o desempenho escolar. Este efeito negativo sobre o    rendimento académico é mediado pela relação negativa entre este tipo de práticas    educativas parentais e variáveis inerentes ao aluno como sejam o autoconceito,    a autoestima, a motivação e o recurso ao uso de estratégias de <i>self-handicapping    </i>(Antunes &amp; Fontaine, 2003; Dunkley, Blankstein, Halsall, Williams, &amp;    Winkworth, 2000; Frost, Heimberg, Holt, Mattia, &amp; Neubauer, 1993; Peixoto,    2011; Peixoto &amp; Carvalho, 2009; Peixoto &amp; Rodrigues, 2005; Pulford,    Johnson, &amp; Awaida 2005).</p>     <p><i>Autoconceito, autoestima e as práticas educativas parentais (Perfecionismo    e crítica)</i></p>     <p>Segundo Peixoto (2004), o autoconceito consiste num conjunto de cognições que    o sujeito apresenta sobre si mesmo, nas diferentes atividades em que se envolve    diariamente. É um constructo que apresenta uma estrutura multidimensional pois,    como o sujeito atua em diversos contextos e tarefas, leva a que construa diferentes    representações de si próprio nessas variadas tarefas e contextos. </p>     <p>A autoestima remete para avaliações de cariz global e com conotações afetivas.    O autoconceito encontra-se relacionado com a autoestima, na medida em que as    diferentes dimensões do auto- conceito têm diferentes pesos no seu contributo    para a autoestima, dependendo da importância que cada dimensão representa para    o indivíduo, ou seja, a autoestima depende da perceção de compe- tência que    o sujeito apresenta acerca das dimensões que lhe são mais importantes (Gomes,    2007; Harter, 1999).</p>     <p>Plunkett, Henry, Robinson, Behnke e Falcon (2007) postulam que os adolescentes    desenvolvem um sentido de si e de autoeficácia baseado nas qualidades próprias    que percebem no seio da interação com os outros significativos, nomeadamente    com os pais.</p>     <p>Vários estudos indicam que, durante a adolescência, as dimensões das práticas    educativas parentais tais como a aceitação, o suporte emocional ou o envolvimento    nos assuntos escolares relacionam-se com um desempenho escolar ajustado, ou    seja, alunos que se sintam apoiados, aceites e cujos pais se envolvem nos assuntos    escolares tendem a ter níveis de autoestima e de autoconceito mais elevados,    bem como um rendimento académico superior relativamente àqueles que sentem falta    de aceitação parental, ausência de suporte e/ou uma ênfase muito elevada nas    classificações a obter (Antunes &amp; Fontaine, 2003; Deslandes, Potvin, &amp;    Leclerc, 2000; Grolnick &amp; Slowiaczek, 1994; Peixoto, 2004, 2011; Peixoto    &amp; Carvalho, 2009; Peixoto &amp; Rodrigues, 2005).</p>     <p><i>A motivação e as práticas educativas parentais (perfecionismo e crítica)</i></p>     <p>Um estudante motivado demonstra maior envolvimento e esforço no processo de    aprendizagem, enfrenta tarefas desafiantes, não desanima diante do insucesso,    persiste ao realizar as tarefas e utiliza estratégias mais adequadas. Já a ausência    da motivação é identificada em alunos que estudam pouco ou nada, demonstram    pouca persistência e consequentemente aprendem menos. (Boruchovitch &amp; Costa,    2001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Murray (1986) considera que, embora coexistam diferentes teorias e conceções    sobre motivação, há de certa forma um acordo entre grande parte dos teóricos,    que consideram o “motivo” como um fator interno que inicia, regula e integra    o comportamento humano. Assim, a motivação tem sido entendida ora como um fator    psicológico, ou um conjunto de fatores, ora como um processo (Weiner, 1990).</p>     <p>Nas últimas décadas, alguns instrumentos de avaliação específicos sobre a motivação    no contexto escolar têm sido elaborados a partir sobretudo de dois modelos teóricos    adotados por vários investigadores: a motivação intrínseca e extrínseca e a    teoria dos objetivos de realização, em cujo referencial teórico o presente estudo    se baseia. De acordo com Kaplan e Maehr (2007), este é um dos referenciais teóricos    mais importantes na conceptualização da motivação.</p>     <p>Segundo Skaalvik (1997), a investigação em motivação identificou duas orientações    motivacionais por objetivos dos estudantes: a orientação para o Ego (ou desempenho)    e a orientação para a tarefa. Os alunos com uma orientação para a tarefa centram-se,    sobretudo, no prazer retirado na realização da tarefa, enquanto que os alunos    com uma orientação para o Ego (ou desempenho), centram-se nas comparações sociais,    ou seja, os julgamentos das suas competências (perceção das suas habilidades)    são feitos tendo como referência a norma (colegas). Segundo este autor, a motivação    orientada para o Ego engloba duas dimensões: a autovalorização e a autodefesa.    O mesmo autor refere que, para alguns alunos, a orientação para o Ego pode ter    como objetivo principal demonstrar que são os melhores na realização de determinadas    tarefas e que são possuidores de uma capacidade superior à dos seus colegas,    enquanto, para outros, pode resultar em tentar não parecer incompetente perante    os seus pais e colegas, concluindo assim que a orientação para o Ego está associada    a uma preocupação com aquilo que os outros possam pensar acerca do seu desempenho.    Este autor propôs ainda uma outra orientação, designada por orientação pelo    evitamento, cujo foco está em evitar as tarefas escolares.</p>     <p>Segundo Peixoto (2011), a orientação motivacional resulta de um processo de    desenvolvimento contínuo, ao longo do qual a família e suas práticas educativas    vão influenciar as atitudes das crianças e jovens relativamente ao seu desempenho    escolar, uma vez que, as suas expectativas, assim como as normas e valores sociais    transmitidos, vão afetar a forma como experiencia determinado acontecimento    e, por sua vez, influenciar os seus processos motivacionais. Assim sendo, é    provável que pais perfecionistas e críticos relativamente ao desempenho escolar    dos filhos façam com que estes desenvolvam uma maior tendência para a competitividade    e para desenvolverem atitudes de comparação social, apresentando assim uma tendência    para o desenvolvimento de uma orientação motivacional para a autovalorização    mais elevada relativamente aos seus colegas que não têm pais tão perfecionistas    e críticos. Estes alunos também podem apresentar uma orientação motivacional    autodefensiva mais elevada do que os colegas que não têm pais perfecionistas    e críticos, devido ao medo de fracassarem perante os outros (quando os seus    resultados escolares são mais baixos do que a média) ou ainda uma orientação    de evitamento.</p>     <p>Segundo Peixoto e Carvalho (2009), a pesquisa em teoria dos objetivos de realização    mostrou um padrão comportamental mais adaptativo em alunos com orientação para    a tarefa do que em alunos com orientação para o ego, porque enquanto estes exibem    características tais como a persistência, esforço, níveis mais elevados de autoeficácia    e prontidão para o desafio, que são positivas para as aprendizagens, os alunos    mais orientados para o ego exibem características e comportamentos menos adaptativos    como por exemplo a ansiedade e o <i>self-handicapping </i>(Kaplan &amp; Maehr,    2007).</p>     <p><i>Self-handicapping e práticas educativas parentais</i></p>     <p>Um dos elementos definidores da sociedade ocidental contemporânea é a extraordinária    ênfase colocada na realização e sucesso pessoal. Esforçar-se para o sucesso    parece permear todos os aspetos da interação humana começando na sala de aula,    passando pelo campo de jogo, a direção da empresa, entre outros. Esta ênfase    na realização e sucesso sugere que as pessoas tendem a desenvolver todos os    esforços no sentido de garantir a posse dos recursos necessários para maximizar    o seu desempenho, incluindo a eliminação de obstáculos ou deficiências que possam    interferir nesse sucesso. No entanto, Jones e Berglas (1978) previram que os    indivíduos estão, por vezes, dispostos a criar impedimentos ao seu desempenho,    tornando mais provável o fracasso, ocorrendo aquilo que se pode designar como    <i>self-handicapping</i>.</p>     <p>De acordo com Higgins, Snyder e Berglas (1990) algumas das estratégias usadas    para criar essa circunstância desfavorável ao desempenho da tarefa são: a procrastinação,    o uso de drogas e álcool, ansiedade, má disposição, reportar dores ou outros    sintomas físicos, o envolver-se em demasiados projetos em simultâneo, o reportar    cansaço, entre outras. O <i>self-handicapping </i>pode assim ser definido, de    acordo com Covington (2000), como uma estratégia que envolve a criação de impedimentos    ao desempenho bem-sucedido de tarefas que o indivíduo considera importantes,    impedimentos esses que podem ser o resultado de comportamentos ou a sua ausência    quando estes são requeridos para o sucesso da tarefa.</p>     <p>Urdan e Midgley (2001) consideram que comportamentos de <i>self-handicapping    </i>podem ocorrer em qualquer situação que suponha avaliação. No entanto, consideraram    que este tipo de comportamento ocorre com maior frequência em contexto académico,    porque é sobretudo neste cenário que os indivíduos se encontram continuamente    confrontados com tarefas e situações em que as suas competências são do domínio    público.</p>     <p>Segundo Jowet (1969), resultados positivos numa escala de <i>self-hadicapping    </i>relacionam-se com: autoestima, ansiedade de pré-competição, <i>coping</i>,    preocupação com a sua imagem perante os outros importantes, estado de espírito,    motivação orientada para os objetivos, e pouco esforço desenvolvido na preparação    e realização da tarefa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Self-handicapping </i>e perfecionismo socialmente prescrito ou exigência    e criticismo têm alguns aspetos em comum tais como a preocupação em atingir    um certo nível de desempenho e uma preocupação exagerada sobre o que os outros    possam pensar sobre si, se esse nível de desempenho não for atingido (Kearns,    Forbes, &amp; Gardiner 2007). Outros estudos (e.g., Niknam, Hosseinian, &amp;    Yazdi, 2010) encontraram uma ligação esperada entre o perfecionismo socialmente    prescrito e o recurso ao uso de estratégias de <i>self-handicapping</i>, uma    vez que estes dizem respeito às preocupações que o jovem desenvolve relativamente    ao seu nível de competência e à forma como esta é percecionada pelos outros,    nomeadamente pelos seus pais.</p>     <p>Tendo em conta o quadro conceptual esboçado a partir da revisão de literatura    efetuada, procurou-se nesta investigação analisar as relações entre as práticas    educativas parentais, mais precisamente o perfecionismo e crítica relativamente    ao desempenho escolar dos filhos, e o autoconceito académico, a autoestima,    a motivação e o uso de estratégias de <i>self-handicapping. </i>Suportados na    literatura revista, pressupomos que os adolescentes que percecionam a sua família    direta como sendo perfecionista e crítica em relação ao seu desempenho escolar    apresentam uma motivação mais orientada para objetivos de autovalorização, de    autodefesa e de evitamento, e uma motivação menos orientada para a tarefa. Colocamos,    igualmente, a hipótese de efeitos sobre o autoconceito e a autoestima, nomeadamente    que os adolescentes que percecionam os pais como perfecionistas e críticos apresentam    níveis de autoconceito académico e autoestima mais baixos. Por último, esperamos    que as práticas parentais de perfecionismo e crítica afetem a utilização de    estratégias de <i>self-handicapping</i>, com os jovens que percecionam a sua    família direta como sendo perfecionista e crítica a apresentarem uma maior tendência    para recorrerem a estratégias de <i>self- handicapping </i>escolar.</p>     <p>MÉTODO</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 170 adolescentes estudantes num colégio particular    situado na zona da grande Lisboa. Destes, 159 responderam a todos os instrumentos    aplicados enquanto 11 apenas responderam aos questionários apresentados no primeiro    momento da recolha de dados (autoconceito e autoestima, orientações motivacionais,    <i>self-handicapping </i>e questionário com dados biográficos). Destes 170 participantes,    90 eram rapazes e 80 raparigas, com idades compreendidas entre os 13 e os 15    anos (<i>M</i>=12.99; <i>DP</i>=0.84). Por ano de escolaridade a distribuição    é a seguinte: 61 frequentavam o 7º ano, 54 o 8º ano e 55 o 9º ano. Relativamente    ao aproveitamento escolar, 168 nunca reprovaram nenhum ano, enquanto 2 contam    com uma reprovação no seu passado escolar.</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Na recolha de dados foram utilizadas cinco escalas: uma para avaliar a perceção    que os adolescentes têm dos pais relativamente à comunicação entre si (Critical    Parenting Inventory – CPI – Randolph &amp; Dyckman, 1998, adaptada por Miguel,    2010), uma para avaliar a perceção que os adolescentes têm de seus pais relativamente    ao perfecionismo (Escala Multidimensional de Perfecionismo – PF – Soares, Gomes,    Macedo, &amp; Azevedo, 2003, adaptada por Miguel, 2010), uma para avaliar o    autoconceito e a autoestima (Peixoto &amp; Almeida, 1999), uma para avaliar    as orientações motivacionais (Skaalvik, 1997, adaptada por Peixoto et al., 2008)    e a quinta para avaliar o <i>self-handicapping </i>académico (Martin, 1998,    adaptada por Borralho, 2005). Foi também utilizada uma folha de registo de dados    demográficos.</p>     <p><i>Critical Parenting Inventory (CPI)</i></p>     <p>A escala de comunicação entre pais e filhos (CPI) partiu de uma adaptação da    escala desenvolvida por Randolph e Dykman (1998), efetuada por Miguel (2010).    O CPI é constituído por 50 itens, 26 itens são frases afirmativas que remetem    para a perceção de crítica (e.g., “Nunca chegarás a lado nenhum”) referidas    pelo pai e pela mãe, e pretendem avaliar a forma como o adolescente perceciona    a crítica que os seus pais fazem relativamente ao seu desempenho académico.    Os restantes 24 são frases afirmativas que remetem para a perceção de suporte    ou ausência de crítica (e.g., “Não interessa esse resultado, eu sinto-me orgulhoso(a)    de ti na mesma”) referidas pelo pai e pela mãe, pretendendo avaliar a forma    como o adolescente perceciona a ausência de críticas e o apoio que os seus pais    oferecem, independentemente do seu resultado académico.</p>     <p>Este instrumento é composto por uma versão para o pai e outra para a mãe com    25 itens cada, apresentadas em separado, devendo os participantes assinalar    a opção que melhor se lhes aplica numa escala de tipo Likert, de 6 pontos, variando    entre “nunca me disse essas coisas (ou coisas semelhantes) ” e “sempre me disse    essas coisas (ou coisas semelhantes)”.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para a análise dos dados, os diferentes itens foram cotados de 1 a 6 em ambas    as versões. Em relação à dimensão perceção de crítica (Itens pai: 1/3/5/7/9/11/13/14/15/17/19/21/24;    itens mãe: 1/3/5/7/9/11/13/14/15/17/19/21/24), a pontuação 6 corresponde ao    nível mais elevado de perceção de crítica e a pontuação 1 corresponde ao nível    mais baixo ou inexistência desse comportamento. Em relação à dimensão suporte    (itens pai: 2/4/6/8/10/12/16/18/20/22/23/25; itens mãe: 2/4/6/8/10/12/16/18/20/22/23/25),    a pontuação 1 corresponde ao nível mais baixo ou inexistência de perceção de    suporte e a pontuação 6 corresponde ao nível mais elevado desta atitude (estes    itens foram cotados de forma inversa).</p>     <p>A consistência interna para a versão do pai variou entre 0.88 e 0.90, a consistência    interna para a versão da mãe variou entre 0.87 e 0.89. A consistência interna    da escala completa na versão do pai foi de 0.91 e na versão da mãe foi de 0.90.</p>     <p><i>Escala Multidimensional de Perfecionismo (PF)</i></p>     <p>A escala para avaliar pais perfecionistas (PF) partiu de uma adaptação da Escala    Multidimen- sional de Perfecionismo, de Soares e colaboradores (2003), efetuada    por Miguel (2010).</p>     <p>Para esta investigação utilizaram-se os 28 itens que Miguel (2010) considerou    na adaptação referida. Dos 28 itens, 18 remetem para o perfecionismo socialmente    prescrito pelos pais (e.g., “O meu pai espera que eu tenha sucesso em tudo o    que faço”) e pretendem avaliar a perceção que os jovens apresentam sobre a necessidade    de terem de viver consoante as expectativas e normas perfecionistas prescritas    pelos outros, neste caso os seus pais. Os restantes 10 itens remetem para o    nível de aceitação (e.g., ”o meu pai aceita que eu cometa erros”) e pretendem    avaliar o inverso, ou seja, a perceção que estes jovens apresentam sobre o nível    de aceitação dos seus pais relativamente ao seu desempenho escolar.</p>     <p>Este instrumento é composto por uma versão para o pai com 14 itens e outra    para a mãe, igualmente com 14 itens. As versões são apresentadas em separado,    devendo os participantes assinalar em ambas a opção que melhor se lhes adequa,    numa escala de 7 pontos tipo Likert, que varia entre o valor 1 (discordo totalmente)    e o valor 7 (concordo totalmente). Para a análise de dados, os diferentes itens    são cotados de 1 a 7 em ambas as versões. Em relação à dimensão perceção de    perfecionismo socialmente prescrito (itens pai: 1/4/5/7/9/10/11/13/14; itens    mãe: 1/4/5/7/9/10/11/13/14), a pontuação 1 corresponde ao nível mais baixo ou    inexistência de perceção de exigência ou perfeccionismo e a pontuação 7 corresponde    ao nível mais elevado de perceção de exigência ou perfeccionismo. Na dimensão    da perceção de aceitação (itens pai: 2/3/6/8/12; itens mãe: 2/3/6/8/12), a pontuação    1 corresponde ao nível mais baixo ou inexistência de perceção de aceitação,    e a pontuação 7 corresponde ao nível mais elevado de perceção de aceitação (estes    itens foram cotados de forma inversa). O item 12 desta escala (“A minha mãe/pai    raramente espera que seja excelente em todos os aspetos da minha vida”) foi    retirado, por se considerar uma afirmação de certa forma ambígua e por fazer    baixar a consistência interna desta dimensão em ambas as versões. A consistência    interna para a dimensão perceção de perfecionismo na versão do pai foi de 0.82    e na versão da mãe de 0.82. A consistência interna para a dimensão perceção    de aceitação foi de 0.63 na versão do pai e de 0.61 na versão da mãe. Para a    escala completa, a consistência interna foi de 0.82 e de 0.83, respetivamente    para a versão do pai e para a versão da mãe.</p>     <p><i>Escala de Autoconceito e Autoestima</i></p>     <p>A Escala de Autoconceito e Autoestima (Peixoto &amp; Almeida, 1999) selecionada    para o presente estudo é uma versão reduzida da escala original, uma vez que    neste estudo apenas se pretende apresentar resultados relativos ao autoconceito    académico e à autoestima.</p>     <p>Esta versão é constituída por 4 subescalas, em que três avaliam as autoperceções    dos adolescentes em domínios específicos de competência (competência escolar,    competência em língua materna e competência em matemática) que compõem o autoconceito    académico e a quarta subescala avalia um domínio geral, a autoestima. Esta última    subescala é constituída por 6 itens (1,5,9,13,17,22) e considera a autoestima    como resultado de uma avaliação global que o adolescente faz sobre si mesmo,    manifestando os seus sentimentos de valor pessoal. As diferentes subescalas    que compõem o autoconceito académico podem ser definidas da seguinte forma:    Competência académica, constituída por 5 itens (2,6,10,14,18) – reúne itens    relacionados com o desempenho escolar e pretende avaliar a forma como o adolescente    perceciona o seu desempenho escolar na globalidade; competência em língua materna,    constituída por 5 itens (3,7,11,15,20) – pretende avaliar a perceção do sujeito    relativamente ao seu domínio no português; e competência em matemática, constituída    por 5 itens (4,8,12,16,21) – pretende avaliar a perceção do sujeito relativamente    às suas capacidades matemáticas.</p>     <p>A escala é composta por um total de 21 itens, sendo que em cada item é descrito    um determinado tipo de jovem (e.g., “Alguns jovens fazem, geralmente, o que    está certo”), devendo o respondente assinalar a opção que mais se identifica    com ele, numa escala de 4 pontos, variando entre “Completamente diferente de    mim” e “Exatamente como eu”. Para a análise de dados cada item foi cotado de    1 a 4, com o valor 1 a indicar o grau mais baixo de competência percebida e    o valor 4 a indicar o grau mais elevado de competência percebida. Seguidamente    calculou-se a média para cada uma das dimensões da escala.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A consistência interna das diferentes dimensões variou entre 0.68 e 0.91. No    que diz respeito ao autoconceito académico constituído pelas subescalas competência    escolar, competência a língua portuguesa, e competência a matemática, o valor    obtido foi 0.86 e para a autoestima foi 0.84.</p>     <p><i>Escala de Orientações Motivacionais</i></p>     <p>A Escala de Orientações Motivacionais (Skaalvik, 1997, adaptada por Peixoto    et al., 2008) é constituída por quatro subescalas: orientação para a tarefa,    orientação para a autovalorização, orientação autodefensiva e orientação de    evitamento. Após a adaptação para a população portuguesa feita por Peixoto e    colaboradores (2008), ficou constituída por um total de 27 itens distribuídos    pelas 4 subescalas. A subescala autodefesa é constituída por 7 itens (3,7,10,13,16,20,23),    a subescala autovalorização é composta por 7 itens (2,6,9,14,21,24,27), a subescala    evitante por 6 itens (4,11,17,19,22,26) e a subescala orientação para a tarefa    compreende 7 itens (1,5,8,12,15,18,25).</p>     <p>Cada item é composto por uma afirmação que remete para um dos quatro tipos    de orientação motivacional em estudo (e.g., “Alguns alunos estão interessados    em aumentar as suas capacidades na escola”), devendo o aluno escolher o grau    com o qual se identifica, numa escala de 4 pontos, variando entre “Exatamente    como eu” e “Completamente diferente de mim”. A cotação dos itens das quatro    subescalas efetua-se de 1 a 4, correspondendo o 1 ao grau mais baixo de identificação    com a orientação motivacional e o 4 ao grau mais elevado de identificação com    a orientação motivacional. O item 23 (“Alguns alunos esforçam-se por não serem    os piores da turma”), por fazer descer consideravelmente a consistência interna    da sua dimensão, foi retirado. Seguidamente calculou-se a média para cada uma    das dimensões da escala.</p>     <p>A subescala autodefesa apresentou um alfa de Cronbach de 0.83, a subescala    autovalorização apresentou uma consistência interna de 0.86, a subescala de    evitamento apresentou uma consistência interna de 0.83 e a subescala orientação    para a tarefa apresentou uma consistência interna de 0.86.</p>     <p><i>Escala de self-handicapping escolar</i></p>     <p>A Escala para avaliar o <i>self-handicapping </i>partiu de um questionário    desenvolvido por Martin (1998) para uma população de estudantes universitários    australianos, que avalia um total de seis estratégias, três das quais relativas    ao <i>self-handicapping</i>: <i>Active self-handicapping</i>; <i>self-presented    self-handicapping </i>e <i>affective self-handicapping. </i>Este questionário    foi adaptado para os adolescentes portugueses por Borralho (2005) e visa avaliar    apenas o <i>self-handicapping </i>escolar. O instrumento é constituído por 15    itens, que se distribuem por 3 dimensões relacionadas com o desempenho escolar:    <i>Self-handicapping </i>social (itens 3/6/9/12); <i>self-handicapping </i>sócio-afectivo    (Itens: 1/4/7/8/10/13/15); <i>self-handicapping </i>comportamental (Itens: 2/5/11/14).    Em cada item da escala é apresentada uma frase relativa a estratégias de <i>self-handicapping    </i>escolar (e.g., ”Não realizo todos os trabalhos propostos para ter uma desculpa    se não fizer tão bem como esperava”) devendo os participantes assinalar a opção    que melhor lhes corresponde numa escala de tipo Likert de 7 pontos, variando    entre “Discordo totalmente” e “Concordo totalmente”.</p>     <p>Para a análise dos dados, os diferentes itens foram cotados de 1 a 7, sendo    que o valor 7 corresponde ao nível mais elevado do recurso a estratégias de    <i>self-handicapping </i>académico e o valor 1 ao nível mais baixo ou inexistência    desse comportamento. Seguidamente calculou-se a média para cada uma das dimensões    da escala.</p>     <p>A consistência interna das diferentes dimensões variou entre 0.85 e 0.92. Para    o <i>self- handicapping </i>académico, constituído pelas subescalas <i>self-handicapping    </i>social, <i>self-handicapping </i>sócio-afectivo e <i>self-handicapping </i>comportamental,    o valor do alfa de Cronbach obtido foi de 0.96.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha dos dados decorreu em ambiente de sala de aula, coletivamente e em    dois momentos distintos com intervalo de uma semana. No primeiro momento foram    aplicados os questionários de autoconceito e autoestima, orientações motivacionais    e <i>self-handicapping</i>. Juntamente com a administração destas escalas foram    recolhidos alguns dados complementares (género, idade, repetências, notas obtidas    no 1º período e habilitações literárias dos pais) através de uma folha de registo    de dados biográficos. No segundo momento foram aplicados os questionários <i>Critical    parenting inventory </i>(versão pai e mãe), e a escala multidimensional de perfecionismo    (versão pai e mãe). A ordem de apresentação das escalas, em ambos os momentos,    foi contrabalançada.</p>     <p>O anonimato do aluno foi garantido através da atribuição de um número a cada    um, de modo a poder associar os questionários aplicados no primeiro momento    com os aplicados no segundo momento. Foram fornecidas instruções idênticas em    todos os grupos.</p>     <p>RESULTADOS</p>     <p>Tendo presente que o objetivo central do presente trabalho consistia na análise    das relações entre as práticas educativas parentais de perfecionismo e crítica    percecionadas pelos adolescentes e variáveis associadas ao ajustamento académico,    optámos por dividir os participantes em dois grupos contrastados: um grupo com    perceção elevada de práticas parentais de perfeccionismo e crítica e outro grupo    com um perceção reduzida de perfecionismo e crítica. Assim, selecionaram-se    da amostra dois grupos: um grupo constituído pelos alunos que percecionavam    simultaneamente a mãe e o pai como críticos e perfecionistas em relação ao seu    desempenho escolar e outro grupo constituído pelos alunos que percecionavam    a mãe e o pai como não sendo críticos nem perfecionistas em relação ao seu desempenho    escolar. Para o efeito, partimos da distribuição das variáveis perceção de crítica    e perceção de perfecionismo socialmente prescrito dos pais, selecionando os    participantes que se encontravam nos dois quartis extremos da distribuição.    Seguidamente, selecionámos os adolescentes que se situavam nos quartis extremos    da distribuição, para ambas as variáveis.</p>     <p>Deste modo, ficámos com 42 alunos, dos quais 25 percecionam ambos os pais como    não sendo críticos nem perfecionistas relativamente ao seu desempenho escolar    e 17 percecionam ambos os pais como sendo críticos e perfecionistas relativamente    ao seu desempenho escolar. Dos participantes selecionados 23 são do género feminino    e 19 são do género masculino, 17 estudam no 7º ano, 16 estudam no 8º ano e 9    estudam no 9º ano. Nenhum destes participantes repetiu qualquer ano de escolaridade.    Relativamente à média das notas escolares pode constatar-se que é mais elevada    nos estudantes que não percecionam os pais como críticos e perfecionistas (<i>M</i>=4.17)    do que nos jovens que percecionam os pais como perfecionistas e críticos (<i>M</i>=3.47).</p>     <p>Tendo presente que um dos objetivos do presente trabalho visava analisar as    orientações motivacionais dos estudantes em função do grau de perfecionismo/crítica    percecionado nas práticas educativas parentais realizámos uma MANOVA, considerando    como variável independente o perfeccionismo/crítica percecionado e as orientações    motivacionais como variável dependente. Os resultados desta análise permitiram    constatar que o perfecionismo/crítica percecionado nas práticas educativas parentais    introduz diferenças nas orientações motivacionais, Pillai’s <i>Trace</i>=.258,    <i>F</i>(4,37)=3.21, <i>p</i>=.023, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.26. As análises univariadas    permitiram evidenciar que essas diferenças ocorrem para a orientação para a    tarefa, <i>F</i>(1, 40)=8.83, <i>p</i>=.005, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.18; orientação    para o evitamento, <i>F</i>(1,40)=8.77, <i>p</i>=.005, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.18;    e orientação para a autodefesa, <i>F</i>(1,40)=5.83, <i>p</i>=.02, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.13.    Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas na orientação    de autovalorização, <i>F</i>(1,40)=.43, <i>p</i>=.518.</p>     <p>A análise da <a href="#t1">Tabela 1</a> permite verificar que os estudantes    que percecionam os pais como perfeccionistas e críticos apresentam níveis mais    baixos de orientação para a tarefa e níveis mais elevados de orientação para    o evitamento e para a autodefesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <P><img src="/img/revistas/aps/v31n4/31n4a03t1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A análise da <a href="#t1">Tabela 1</a> permite, ainda, perceber que as diferenças    de médias entre o grupo de jovens que perceciona os seus pais como críticos    e perfeccionistas e o grupo que não perceciona os seus pais como tal, são mais    acentuadas na dimensão motivação orientada para a tarefa e na dimensão motivação    orientada para o evitamento, o que é igualmente manifesto pela magnitude dos    “effect size”.</p>     <p>Para analisar os efeitos da perceção de perfecionismo e crítica sobre as autorrepresentações    (autoestima e autoconceito académico) recorremos a ANOVAs para as variáveis    autoestima e autoconceito académico e a uma MANOVA no caso das dimensões específicas    do autoconceito académico. Os resultados das análises de variância mostram a    existência de diferenças significativas entre os dois grupos, quer relativamente    à autoestima, <i>F</i>(1,40)=29.54, <i>p</i>&lt;.001, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.43,    quer relativa- mente ao autoconceito académico, <i>F</i>(1,40)=21.32, <i>p</i>&lt;.001,    <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.35. A análise da <a href="#t2">Tabela 2</a> permite verificar    que os adolescentes que percecionam a sua família direta como sendo perfecionista    e crítica em relação ao seu desempenho escolar apresentam níveis de autoestima    e de autoconceito académico mais baixos do que os jovens que percecionam a sua    família como não sendo perfecionista e crítica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <P><img src="/img/revistas/aps/v31n4/31n4a03t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados da MANOVA sobre as dimensões específicas do autoconceito académico    revelaram a existência de diferenças introduzidas pela perceção das práticas    educativas parentais, Pillai’s <i>Trace</i>=.354, <i>F</i>(3,38)=6.94, <i>p</i>=.001,    <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.35, a exemplo do que acontecia com a média global desta    dimensão do autoconceito. As diferenças verificadas, em termos globais, no autoconceito    académico, devem-se sobretudo às diferenças existentes para as dimensões Competência    a Matemática, <i>F</i>(1,40)=16.67, <i>p</i>&lt;.001, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.29    e Competência académica, <i>F</i>(1,40)=18.21, <i>p</i>&lt;.001, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.31.    Para a Competência a Língua Materna apenas se verifica um efeito tendencial    introduzido pela perceção das práticas educativas parentais, <i>F</i>(1,40)=3.29,    <i>p</i>=.077, <i>&#951;</i><sup>2</sup>=.076. Em todas estas dimensões, os adolescentes    que percecionam os pais como sendo perfecionistas e críticos, apresentam níveis    de autoconceito mais baixos (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>Por último, para analisar os efeitos da perceção de perfeccionismo e crítica    sobre a utilização de estratégias de self-handicapping recorremos à utilização    do teste <i>U </i>de <i>Mann-Whitney </i>por não se verificarem os pressupostos    de normalidade e de homogeneidade das variâncias, relativamente a esta variável.    Os resultados da análise estatística permitiram verificar que, também para esta    variável, se verificam diferenças estatisticamente significativas entre os dois    grupos considerados, <i>U</i>(<i>N</i>=42)=2.73, <i>p</i>=006. A análise da    <a href="#t2">Tabela 2</a> permite verificar que os jovens que percecionam os    seus pais como sendo perfecionistas e críticos utilizam mais estratégias de    <i>self-handicapping</i>, do que os jovens que não percecionam seus pais como    sendo perfecionistas e críticos.</p>     <p>DISCUSSÃO</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este trabalho teve como objetivo principal analisar os efeitos das práticas    educativas parentais de perfecionismo e crítica sobre alguns aspetos do ajustamento    académico dos adolescentes, nomeadamente no que se refere à motivação, autorrepresentações    e utilização de estratégias de <i>self-handicapping</i>. Começando pelos aspetos    associados à motivação, os resultados apresentados permitiram evidenciar a existência    de diferenças nas orientações motivacionais em função do grau de perfecionismo    e crítica percecionado pelos adolescentes. Assim, verificámos que os adolescentes    que percecionavam os pais como mais exigentes e críticos apresentavam orientações    motivacionais mais orientadas para a autodefesa, para o evitamento e menos orientadas    para a tarefa. Apenas relativamente à orientação motivacional de autovalorização    não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os dois    grupos de alunos. Genericamente, podemos afirmar que estes resultados são consonantes    com a investigação nesta área, a qual tem evidenciado efeitos de variáveis associadas    à família sobre a motivação dos alunos (Chan &amp; Chan, 2007; Erden &amp; Uredi,    2008; Fontaine, 1988; Gonida, Kiosseoglou, &amp; Voulala, 2007; Gonzalez, Holbein,    &amp; Quilter, 2002; Gottfried, Fleming, &amp; Gottfried, 1994; Kim, Schallert,    &amp; Kim, 2010; Peixoto, 2011; Peixoto &amp; Carvalho, 2009; Repinski &amp;    Shonk, 2002).</p>     <p>O facto de os adolescentes que percecionam os pais como mais exigentes e críticos    se apresentarem como menos orientados para a tarefa e mais orientados para o    evitamento e para a autodefesa poderá ser explicado pelo grau de pressão que    os pais colocam sobre os filhos. É bastante provável que os filhos, perante    pais que esperam perfeição e criticam os seus resultados escolares, se sintam    pressionados para atingir um determinado resultado e desenvolvam um certo medo    de falhar e como tal, a melhor maneira de não falhar é mesmo não efetuar a tarefa,    ou seja evitando-a. Paralelamente poderão desenvolver objetivos autodefensivos    como forma de tentar fazer face às expectativas parentais que sentem não conseguir    cumprir. O inverso poderá igualmente acontecer, com os filhos de pais que não    exigem a perfeição e não criticam os resultados escolares a poderem sentir-se    mais “à vontade” para realizar as tarefas escolares, uma vez que independentemente    do resultado obtido não vão frustrar as expectativas de seus pais, nem vão ser    alvo de críticas relativamente aos seus resultados e, como tal, não sentem tanta    necessidade de evitar as tarefas escolares (Meece, 1994). Por outro lado, o    facto de os pais não criticarem de forma destrutiva nem colocarem a tónica no    perfecionismo poderá fazer com que o aluno não se sinta pressionado para corresponder    à expectativa de conseguir obter resultados escolares elevados, libertando-o    para se centrar prioritariamente na aprendizagem escolar, orientando a sua motivação    para a realização da tarefa.</p>     <p>Relativamente à inexistência de diferenças na orientação motivacional de autovalorização,    esta poderá ficar a dever-se ao facto de o perfecionismo e crítica poderem ser    atribuídos e exercidos sem recorrer necessariamente a situações que impliquem    processos de comparação social. A orientação de autovalorização pode caracterizar-se    como sendo uma orientação cujo principal objetivo é a valorização do “Eu”, centrado    nas comparações sociais, e que se revela por exemplo em tentar “ser o melhor    da turma” ou a entrar em competições com os colegas. Assim sendo, pode não ser    influenciado pelo facto de os pais serem perfecionistas e críticos, uma vez    que estes valorizam os resultados escolares altos, independentemente de o filho    ser ou não o melhor da turma. Concorrentemente a esta explicação, convém igualmente    atender às características particulares dos participantes deste estudo, as quais    são substancialmente diferentes de estudos anteriores e de alguns dos estudos    revistos (e.g., Gottfried et al., 1994; Peixoto, 2011; Peixoto &amp; Carvalho,    2009), uma vez que os participantes frequentam um colégio particular, provêm    de um nível sociocultural elevado, as médias das notas escolares rondam o valor    4 e, dos 170 participantes, apenas dois apresentam repetências no seu passado    escolar.</p>     <p>Relativamente à autoestima e ao autoconceito académico, os resultados obtidos    evidenciam que os alunos que percecionam a dupla parental como crítica e exigente    apresentam autoestima e autoconceito mais baixos do que os jovens que não percecionam    os seus pais como críticos e exigentes. Estes resultados são corroborados pelos    resultados de estudos anteriores, tais como os de Peixoto e Rodrigues (2005)    ou de Miguel (2010), que indicam que as práticas educativas parentais interferem    na autoestima e autoconceito do adolescente, na medida em que a família exerce    uma grande influência na forma como o jovem se perceciona. Para Peixoto (2004),    é no seio da família que a criança adquire as bases fundamentais para a sua    vida e um bom ambiente familiar, uma boa qualidade das relações no seio da família    e a forma como os adolescentes as percecionam são fundamentais em vários aspetos    da sua vida nomeadamente para a sua autoestima e para um autoconceito mais coerente.    Segundo Eccles, Jacobs e Harold (1990), as expectativas que os pais evidenciam    e a importância que dão às competências académicas dos filhos são dois comportamentos    parentais que podem influenciar o desempenho escolar e variáveis relacionadas.    Assim sendo, expetativas perfecionistas associadas a duras críticas sobre o    desempenho escolar dos jovens faz baixar a sua autoestima e autoconceito, tal    como evidenciam os resultados de vários estudos (Harter, 1999; Noler, 1994;    Peixoto &amp; Rodrigues 2005).</p>     <p>Relativamente ao uso de estratégias de <i>self-handicapping </i>escolar, os    resultados mostram que o facto de os alunos percecionarem a dupla parental como    crítica e exigente, introduz diferenças no recurso à utilização de estratégias    de <i>self-handicapping </i>escolar. Os jovens que percecionam os seus pais    como críticos e exigentes revelam um maior recurso à utilização destas estratégias    do que os jovens que não percecionam os seus pais como críticos e exigentes.    Estes resultados vão de encontro a vários estudos anteriores que relacionam    o perfecionismo e crítica com o recurso à utilização de estratégias de <i>self-handicapping    </i>escolar (e.g., Kolditz &amp; Arkin, 1982; McCrea &amp; Hirt, 2001), na medida    em que, este tipo de estratégias são utilizadas, quer para proteger a autoestima    do aluno, quer para se proteger dos julgamentos dos outros significativos. Esta    poderá ser mesmo das razões mais importantes uma vez que, como referem Urdan    e Midgley (2001), o aluno que utiliza estas estratégias não tem medo de falhar,    tendo na verdade medo dos julgamentos que os outros possam fazer sobre si perante    a falha. Os estudos de Kearns e colaboradores (2007) também apontam neste sentido    quando referem que o perfeccionismo, crítica e <i>self-handicapping </i>têm    particularidades em comum, tais como a excessiva preocupação em atingir determinados    objetivos, uma preocupação exagerada sobre o que os outros possam pensar sobre    o seu desempenho e a sua autoimagem, que depende do reconhecimento externo.    Estas referências vêm sublinhar a teoria de que pais percecionados como perfecionistas    e críticos relativamente ao desempenho escolar de seus filhos, podem estar a    contribuir para a decisão do recurso ao uso de estratégias de <i>self-handicapping    </i>destes.</p>     <p>Este trabalho permitiu evidenciar que a perceção das práticas educativas parentais,    nomeadamente o perfecionismo e a crítica, é importante para o desempenho académico    dos alunos uma vez que interferem na definição das orientações motivacionais,    na sua autoestima, no seu autoconceito académico e na utilização de estratégias    de <i>self-handicapping</i>, variáveis importantes na mediação entre atitudes    e/ou práticas educativas parentais e o desempenho académico dos adolescentes    (Alomar, 2006; Koutsoulis &amp; Campbell, 2001; Peixoto, 2011; Peixoto &amp;    Carvalho, 2009; Vallerand, Fortier, &amp; Guay, 1997; Wong, Wiest, &amp; Cusick,    2002)</p>     <p>Assim sendo, se o objetivo dos pais é potenciar o desenvolvimento dos seus    filhos de forma adaptada e com um bom rendimento escolar, então devem adotar    práticas educativas coerentes com este objetivo, proporcionando as condições    físicas e psicológicas para que os seus filhos tenham um bom desempenho escolar,    ou seja, não criar expectativas demasiado elevadas, não exibir frustração perante    resultados mais fracos, adotando uma posição de suporte, criticando-os de forma    construtiva, de modo a poderem construir algo a partir dos erros cometidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFERÊNCIAS</p>     <!-- ref --><p>Alomar, B. O. (2006). Personal and family paths to pupil achievement. <i>Social    Behavior and Personality, 34</i>, 907-922.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201300040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alvarenga, P. (2001). Práticas educativas parentais como forma de prevenção    de problemas de comportamento. In H. J. Guilhardi (Org.), <i>Sobre comportamento    e </i>c<i>ognição </i>(pp. 54-60). 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(2003). <i>Adolescents’ perceptions of their    parent’s attitudes towards academic performance: Their relation with academic    performance, academic self-concept and global self-esteem. </i>Paper presented    at the 10th Conference of European Association for Research on Learning and    Instruction, Nicosia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201300040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Borralho, A. F. G. L. (2005). <i>Self-handicapping escolar: Uma estratégia    motivacional. </i>Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação, Especialização    em Psicologia da Educação, Lisboa: Faculdade de Psicologia e de Ciências da    Educação da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201300040000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1986). Ecology of the family as a content for human development:    Research perspectives. <i>Developmental Psychology,</i> 22, 723-742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201300040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U., &amp; Ceci, S. J. (1994). Nature-nurture reconceptualized    in developmental perspective: A bioecological model. <i>Psychological Review,    101</i>, 568-586.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201300040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boruchovitch, E., &amp; Costa, E. 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Práticas parentais educativas, fobia    social e rendimento académico em adolescentes. <i>Revista Brasileira de Terapias    Cognitivas</i>, <i>3</i>, 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201300040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chan, K., &amp; Chan, S. (2007). Hong Kong teacher education students’ goal    orientations and their relationship to perceived parenting style. <i>Educational    Psychology, 27, </i>157-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201300040000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Covington, M. V. (2000). Goal theory, motivation, and social achievement: An    integrative review. <i>Annual Reviews Psychology</i>, <i>51</i>, 171-200. doi:10.1146/annurev.psych.51.1.171&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201300040000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Deslandes, R., Potvin, P., &amp; Leclerc, D. (2000). 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dunkley, D. M., Blankstein, K. R., Halsall, J., Williams, M., &amp; Winkworth,    G. (2000). The relation between perfectionism and distress: Hassles, coping,    and perceived social support as mediators and moderators. <i>Journal of Counseling    Psychology, 47</i>, 437-453.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201300040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eccles, J. S., Jacobs, J. E., &amp; Harold, R. D. (1990). Gender role stereotypes,    expectancy effects and parents socialization of gender differences. <i>Journal    of Social Psychology</i>, <i>46</i>, 183-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201300040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Erden, M., &amp; Uredi, I. (2008). The effect of perceived parenting styles    on self-regulated learning strategies and motivational beliefs. <i>International    Journal about Parents in Education, 2</i>, 25-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201300040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fontaine, A. M. (1988). Práticas educativas familiares e motivação para a realização    dos adolescentes. <i>Cadernos de Consulta Psicológica, 4, </i>13-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201300040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frost, R. O., Heimberg, R. G., Holt, C. S., Mattia, J. I., &amp; Neubauer,    A. L. (1993). A comparison of two measures of perfectionism. <i>Personality    and Individual Differences</i>, <i>14</i>, 119-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201300040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gomes M. A. (2007). <i>Autoconceito, auto-estima e rendimento escolar em alunos    do 2º e 3º ciclos do ensino básico: Contributo para melhorar a comunicação e    o bem estar em contexto escolar. </i>Dissertação de Mestrado em Comunicação    e Saúde. Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201300040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gonida, E. N., Kiosseoglou, G., &amp; Voulala, K. (2007). Perceptions of parent    goals and their contribution to students’ achievement goal orientation and engagement    in the classroom: Grade level differences across adolescence. <i>European Journal    of Psychology of Education, 22</i>, 23-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gonzalez, A. R., Holbein, M. F. D., &amp; Quilter, S. (2002). High school students’    goal orientations and their relationship to perceived parenting styles. <i>Contemporary    Educational Psychology, 27, </i>450-470.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201300040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gottfried, A. E., Fleming, J. S., &amp; Gottfried, A. W. (1994). Role of parental    motivational practices in children’s academic intrinsic motivation and achievement.    <i>Journal of Educational Psychology</i>, <i>1</i>, 104-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201300040000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grolnick, W. S., &amp; Slowiaczek, M. L. (1994). Parents’ involvement in children’s    schooling: A multidimensional conceptualization and motivational model. <i>Child    Development, 65</i>, 237-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201300040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Harter, S. (1999). <i>The construction of the self: A developmental perspective</i>.    New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201300040000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Higgins, R., Snyder, C. R., &amp; Berglas, S. (1990). <i>Self-handicapping:    The paradox that isn’t</i>. New York: Plenum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201300040000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Jones, E. E., &amp; Berglas, S. (1978). Control of attributions about the self    through self-handicapping strategies: The appeal of alcohol and the role of    underachievement. <i>Personality and Social Psychology Bulletin</i>, <i>42</i>,    200-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201300040000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jowet, S. (1969)<i>. Social psychology in sport</i>. New York: Library of Congress    Catalogingpublication Data.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201300040000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Kaplan, A., &amp; Maehr, M. L. (2007). The contributions and prospects of    goal orientation theory. <i>Educational Psychology Review</i>, 19, 141-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201300040000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kearns, H., Forbes, A., &amp; Gardiner, M. (2007). A cognitive-behavioural    coaching intervention for the treatment of perfectionism and self-handicapping    in a non-clinical population. <i>Behaviour Change</i>, <i>25</i>, 157-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201300040000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kim, J.-I., Schallert, D. L., &amp; Kim, M. (2010). An integrative cultural    view of achievement motivation: Parental and classroom predictors of children’s    goal orientations when learning mathematics in Korea. <i>Journal of Educational    Psychology, 102</i>, 418-437.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201300040000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kolditz, T. A., &amp; Arkin, R. M. (1982). An impression management interpretation    of the self-handicapping strategy. <i>Journal of Personality and Social Psychology,    43</i>, 492-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201300040000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Koutsoulis, M. K., &amp; Campbell, J. R. (2001). Family processes affect students’    motivation, and science and math achievement in Cypriot high schools. <i>Structural    Equation Modeling, 8, </i>108-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201300040000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martin, A. J. (1998). <i>Self-handicapping and defensive pessimism: Predictors    and consequences from a self- worth motivation perspective</i>. Unpublished    doctoral dissertation. University of Western Sydney.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201300040000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McCrea, S. M., &amp; Hirt, E. R. (2001). The role of ability judgments in self-handicapping.    <i>Personality and Social Psychology Bulletin</i>, <i>27</i>, 1378-1389. doi:10.1177/01461672012710013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201300040000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McGrath, E. P., &amp; Repeti, R. L. (2000). Mother’s and father’s attitudes    toward their children’s academic performance and children’s perception of their    academic perception. <i>Journal of Youth &amp; Adolescence</i>, <i>29</i>, 713-723.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201300040000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meece, J. L. (1994). The role of motivation in self-regulation. In D. H. Schunk    &amp; B. J. Zimmerman (Eds.), <i>Self- regulation of learning and performance:    Issues and educational applications </i>(pp. 25-44). Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201300040000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miguel, A. L. M. (2010)<i>. Relações familiares, autoconceito académico, auto-estima    e rendimento académico. </i>Dissertação de Mestrado em Psicologia, Especialização    em Psicologia da Educação. Lisboa: ISPA Instituto Universitário<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201300040000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Moro, M. R. (2005). Os ingredientes da parentalidade. <i>Revista Latinoamericana    de Psicopatologia Fundamental</i>, <i>8</i>, 73-258<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201300040000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Murray, E. J. (1986). <i>Motivação e emoção</i>. Rio de Janeiro: Guanabara    Koogan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201300040000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Niknam, M., Hosseinian, S., &amp; Yazdi, S. M. (2010). Relationship between    perfectionism beliefs and self- handicapping behaviors in university students.    <i>Journal of Behavioral Sciences, 4</i>, 103-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201300040000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Noller, P. (1994). Relationships with parents in adolescence: Process and outcome.    In R. Montemayor, G. R. Adams, &amp; T. P. Gullotta (Eds.), <i>Personal relationships    during adolescence </i>(pp. 37-77). Thousand Oaks, California: SAGE Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201300040000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F. (2003). <i>Auto-estima, autoconceito e dinâmicas relacionais em    contexto escolar: Estudo das relações entre auto-estima, autoconceito, rendimento    académico e dinâmicas relacionais com a família e com os pares em alunos do    7º, 9º, e 11º anos de escolaridade. </i>Dissertação de Doutoramento em psicologia    apresentada à Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201300040000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F. (2004). Qualidade das relações familiares, auto-estima, autoconceito    e rendimento académico<i>. Análise Psicológica</i>, <i>22</i>, 235-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201300040000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F. (2011). “Is it beneficial to stress grades to my child?” – Relationships    between parental attitudes towards academic achievement, motivation, academic    self-concept and academic achievement in adolescents. <i>International Journal    about Parents in Education</i>, <i>5</i>, 98-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201300040000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Almeida, L. S. (1999). Escala de auto-conceito e auto-estima.    In A. P. Soares, S. Araújo, &amp; S. Caires (Eds.), <i>Avaliação psicológica:    Formas e contextos </i>(vol. VI, pp. 632-640). Braga: Apport.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201300040000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Carvalho, R. (2009). Parental attitudes toward academic    achievement: Effects on motivation, self-concept and school achievement. In    M. Wosnitza, S. Karabenick, A. Efklides, &amp; P. Nenniger (Eds.), <i>Contemporary    motivation research: From global to local perspectives </i>(pp. 279-297). Göttingen    &amp; New York: Hogrefe &amp; Huber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201300040000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Rodrigues, P. (2005). Atitudes parentais em relação ao desempenho    académico dos filhos e sua relação com o autoconceito, auto-estima e motivação.    In B. D. Silva &amp; L. S. Almeida (Eds.), <i>Actas do VIII Congresso Galaico-Português    de Psicopedagogia </i>(pp. 803-818). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201300040000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., Mata, L., &amp; Monteiro, V. (2008). <i>Adaptação da escala de    orientações motivacionais de Skaalvik. </i>Poster apresentado na XIII Conferência    Internacional Avaliação Psicológica: Formas e contextos. Braga: Universidade    do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201300040000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Plunkett, S. W., Henry, C. S., Robinson, L. C., Behnke, A., &amp; Falcon, P.    C. (2007). Adolescent perceptions of parental behaviors, adolescent self-esteem,    and adolescent depressed mood. <i>Journal of Children and Family Studies</i>,    <i>16</i>, 760-772.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201300040000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pulford, B. D., Johnson, A., &amp; Awaida, M. (2005). A crosscultural study    of predictors of self-handicapping in university students. <i>Personality and    Individual Differences</i>, <i>39</i>, 727-737.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201300040000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Randolph, J. J., &amp; Dykman, B. M. (1998). Perceptions of parenting and depression-proneness    in the offspring: Dysfunctional attitudes as a mediating mechanism. <i>Cognitive    Therapy and Research</i>, <i>22</i>, 377-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201300040000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Repinski, D. J., &amp; Shonk, S. M. (2002). Mothers’ and fathers’ behavior,    adolescents’ self-representations and adolescents’ adjustment: A mediational    model. <i>Journal of Early Adolescence, 22</i>, 357-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201300040000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shafran, R., &amp; Mansell, W. (2001). Perfectionism and psychopathology: A    review of research and treatment. <i>Clinical Psychology Review</i>, 21, 879-906.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201300040000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sherry, S. B., Flett, G. L., &amp; Hewitt, P. L. (2001). Perfectionism and    self-handicapping. <i>Canadian Psychology</i>, <i>2</i>, 78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201300040000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Skaalvik, E. M. (1997). 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E-mail: <a href="mailto:guadalupedosreis@gmail.com">guadalupedosreis@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pela FCT (PEst-OE/PSI/UI0332/2011).</p>     ]]></body>
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