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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A psicologia cognitiva e o estudo do raciocínio dedutivo no último meio século]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To celebrate the 50 years of teaching Psychology in Portugal, and at ISPA, we present a reflexion about a half a century of studies carried out in the field of cognitive psychology, namely, in the domain of deductive reasoning. We will discuss the main methods and theoretical frameworks of this domain. We also present our recent contributions to the study of reasoning.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicologia cognitiva]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Raciocínio condicional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b> A psicologia cognitiva e o estudo do raciocínio dedutivo no último meio    século</b></p>     <p><b>Ana Cristina Quelhas*; Csongor Juhos*</b></p>     <p>* ISPA – Instituto Universitário</p>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Para assinalar os 50 anos de ensino da Psicologia em Portugal, ou seja, o nascimento    do ISPA, iremos reflectir sobre este meio século de estudos e trabalhos no âmbito    da psicologia cognitiva, nomeadamente no domínio do raciocínio dedutivo, revendo    as principais tarefas utilizadas para o estudar, bem como as principais teorias    psicológicas que o explicam. Na parte final, apresentaremos o nosso contributo    mais recente neste domínio.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Psicologia cognitiva, Raciocínio dedutivo, Raciocínio    condicional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>To celebrate the 50 years of teaching Psychology in Portugal, and at ISPA,    we present a reflexion about a half a century of studies carried out in the    field of cognitive psychology, namely, in the domain of deductive reasoning.    We will discuss the main methods and theoretical frameworks of this domain.    We also present our recent contributions to the study of reasoning.</p>     <p><b>Key-words</b>: Cognitive psychology, Deductive reasoning, Conditional reasoning.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>        <blockquote>          <p><i>Dedicamos este artigo ao Professor Frederico Pereira, que foi quem nos        iniciou na aventura da psicologia cognitiva. Aproveitamos também para fazer        um especial agradecimento pela sua visão, que permitiu transformar um armazém        na Feira Popular num dos mais prestigiados Institutos Universitários – o        ISPA-IU. “A consciência do passado” é então lembrar que a liderança do Professor        Frederico Pereira durante cerca de 30 anos (como Director/Reitor), nos proporcionou        estudar, ensinar, investigar, trabalhar, e conviver, numa escola guiada        por ideias que nos fizeram voar (e chegar) longe, com valores humanistas,        pensamento crítico, inteligência e intervenção social ímpares, e onde a        estética e a arte se aliava, por exemplo, ao bom acolhimento do ser humano        em toda a sua diversidade.</i></p>         <p>&nbsp;</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>É na segunda metade do séc. XX que acontece a chamada revolução cognitiva,    pelo que a sua história é quase concomitante com a da psicologia em Portugal.    É nos anos 50 que surgem os pioneiros da psicologia cognitiva, marcando uma    enorme distância conceptual relativamente ao comportamentalismo. O interesse    já não é o da mera descrição de regularidades, mas sim o de compreender os fenómenos    psicológicos, voltando a colocar no seu vocabulário científico tudo o que o    comportamentalista Watson (1930) havia retirado, por considerar termos subjectivos,    ou mesmo concepções medievais (e.g., percepção, imagem, propósito, pensamento,    emoção). Apesar de a Psicanálise ter já há muito tempo realçado o papel dos    processos que não são imediatamente observáveis na vida psicológica, é só com    o ressurgimento da psicologia cognitiva que os processos mentais voltam a ser    o objecto da Psicologia. Se falamos em ressurgimento é porque o interesse sobre    os processos mentais é anterior à época do comportamentalismo, mas ficou como    que obscurecido durante algumas décadas. Embora, como refere Miller (2003),    o interesse pela mente nunca desapareceu da psicologia social ou clínica, e    apenas os experimentalistas americanos é que acreditavam que o comportamentalismo    funcionaria.</p>     <p>A data para assinalar o estabelecimento da psicologia cognitiva é difícil de    precisar, tanto mais que ela não foi concomitante em todo o mundo. Miller (2003),    por exemplo, assinala em 1960 a criação do Centro de Estudos Cognitivos, em    Harvard, por parte de Bruner, e a que ele também adere. Mas na Europa as tendências    eram mais diversas, sendo só nos anos 80 que surge a Sociedade Europeia de Psicologia    Cognitiva. Note-se que a revista <i>Cognitive Psychology </i>é anterior, surgindo    em 1970. E em 1977 surge o primeiro número da revista <i>Cognitive Science</i>,    que Bara (1995) considera ser a data para assinalar o nascimento da ciência    cognitiva, da qual a psicologia cognitiva faz parte, ao lado da linguística,    da filosofia, da inteligência artificial, da neurociência, e da antropologia,    num objectivo comum de compreender a mente humana.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A emergência da Psicologia Cognitiva tem um contexto que a potencializa, nomeadamente    os desenvolvimentos que, na segunda metade do séc. XX, ocorrem na teoria da    informação, na linguística, e na ciência da computação (cf. Anderson, 2004;    Barsalou, 1992). O estudo da cognição humana passou a ter um objectivo dominante,    que exerceu grande influência quer na Psicologia Cognitiva quer na Ciência Cognitiva,    e que é conhecido como a abordagem do processamento de informação, onde se pretende    perceber como é que o ser humano codifica a informação que lhe chega do mundo    externo, como é que processa internamente essa informação, e como transmite    essa informação novamente para o mundo externo. Nesta perspectiva, o computador    torna-se uma boa metáfora para a teoria do processamento de informação, sendo    que a psicologia partilha com a ciência da computação o interesse em explicar    como é que os sistemas adquirem, armazenam, recuperam, e produzem informação.    Segundo Barsalou (1992), se no início a arquitectura do computador servia para    definir teorias sobre a cognição humana, com os avanços na psicologia cognitiva,    e nas neurociências, o interesse passa a ser o de desenvolver arquitecturas    comparáveis à cognição humana na ciência dos computadores, referindo que “Em    vez de modelar os humanos à imagem dos computadores, não será surpreendente    se nós, eventualmente, modelarmos os computadores à nossa própria imagem” (p.    8).</p>     <p>Apesar desta concordância relativamente ao objecto de estudo – o processamento    de informação – alguma discordância se observa relativamente a qual é a melhor    abordagem para compreender a mente humana. Referimo-nos em particular às controvérsias,    por exemplo, entre abordagens mais laboratoriais versus abordagens mais ecológicas,    e respectivas inter-críticas, como a artificialidade do ambiente e das tarefas    propostas em laboratório, ou a impossibilidade de controlo, e consequen- temente    de estabelecer generalizações, através do estudo da cognição humana no mundo    natural. Hoje em dia já é consensual para diversos autores (cf. Cohen, 1996),    que o ideal é uma abordagem híbrida, aproveitando os conhecimentos gerados por    cada uma delas: “Teorias e descobertas que derivam das experiências de laboratório    direcionam a procura de análogos na vida quotidiana, e as descobertas originadas    por estudos naturalistas são seguidas em rigorosas experiências, de tal modo    que aquilo a que se pode chamar uma metodologia híbrida se tornou vulgar” (p.    7).</p>     <p>Não queremos deixar de assinalar a importância destes movimentos em direcção    a uma cognição mais situada, que retoma valores pioneiros, como o interesse    pelo contexto (pessoal, histórico e social) em que ocorrem as operações mentais.    O contexto deixa assim de ser encarado como uma mera variável adicional, ou    adjacente, passando a ser visto como algo que opera no interior do próprio mecanismo    cognitivo. Apesar de alguns avanços em direcção a uma cognição mais situada,    Jerome Bruner (1990), prestigiado pioneiro da psicologia cognitiva, continua    a considerar que os propósitos iniciais da revolução cognitiva foram atraiçoados,    e propõe retoma- los numa revolução cognitiva renovada, com uma abordagem mais    interpretativa da cognição humana, onde o aspecto central é o da criação de    significado.</p>     <blockquote>        <p>Foi muito cedo que, por exemplo, a ênfase começou a deslocar-se do ‘significado’      para a ‘informação’, da <i>construção </i>de significado para o <i>processamento      </i>de informação. Estes são temas profundamente diferentes. O factor crucial      nesta mudança foi a introdução da computação como metáfora dominante e como      critério necessário para um bom modelo teórico. (Bruner, 1990, p. 4)</p> </blockquote>     <p>Não é nossa intenção fazer aqui uma história da psicologia cognitiva, mas esperamos    que os que a fizerem sejam atentos aos interesses políticos/económicos que estão    por detrás, e que subsidiam, ou não, a investigação científica. Essa visão histórica    permitirá uma melhor compreensão do presente, e potencia uma perspectiva mais    crítica do futuro. O nosso propósito é, apenas, o de dar uma ideia do desenvolvimento    ocorrido, neste último meio século, no domínio do raciocínio dedutivo, onde    nós investigamos há já cerca de um quarto de século, fazendo assim parte dos    que foram tendo um crescente interesse pelos processos cognitivos superiores.    Uma nota curiosa para assinalar este crescente interesse é dada por Anderson    (2004), ao comparar o livro de psicologia cognitiva de Neisser publicado em    1967, que continha 6 capítulos sobre percepção e atenção, e 4 capítulos sobre    memória, linguagem, e pensamento, relativamente ao seu próprio livro, que dedica    apenas 2 capítulos à percepção e atenção, e 10 à memória, linguagem e pensamento.</p>     <p>No estudo mais sistemático do pensamento, que a psicologia começou a desenvolver    a partir da segunda metade do séc. XX, Bruner é um pioneiro que merece também    aqui destaque pela sua obra intitulada <i>A study of thinking</i>, editado em    1956, em co-autoria com Goodnow e Austin, onde são investigadas as estratégias    que as pessoas usam para formar conceitos. Mas a área do pensamento humano é    tão vasta, que os psicólogos tiveram de repartir esforços pelos seus diferentes    domínios (e.g., formação de conceitos, julgamento e tomada de decisão, raciocínio    dedutivo, indutivo, resolução de problemas, criatividade), que são hoje em dia    agrupados numa área designada por <i>pensamento e raciocínio </i>(ver, e.g.,    Holyoak &amp; Morrison, 2005).</p>     <p>Como consequência, estas diferentes áreas tiveram distintos desenvolvimentos,    e foi preciso algum tempo, e algum acumular de evidências empíricas, para que    se proporcionasse um olhar mais alargado, em busca de processos comuns às diversas    formas de pensamento (e.g., Evans, 1989, 2010; Evans &amp; Over, 1996; Johnson-Laird,    2006; Kahneman, 2011). O nosso objectivo aqui é mais modesto, cingindo-se ao    domínio do raciocínio dedutivo, cujo desenvolvimento iremos descrever de modo    breve.</p>     <p>RACIOCÍNIO DEDUTIVO</p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>A world without deduction would be a world without science, technology,      laws, social conventions, and culture.</i> (Johnson-Laird &amp; Byrne, 1991,      p. 3)</p> </blockquote>     <p>O estudo do raciocínio dedutivo tornou-se um dos principais domínios da psicologia    cognitiva, sobretudo a partir dos anos 80. Iremos rever, de modo breve, os primeiros    estudos neste domínio da psicologia cognitiva, onde será realçado o papel da    herança da Lógica, para a seguir falar da área que se tornou o paradigma preferencial    para compreender a inferência dedutiva – o raciocínio condicional – e sobre    ela apresentar as principais teorias psicológicas para explicar a dedução. Terminaremos    com duas áreas recentemente por nós investigadas – inferências temporais e espaciais,    e inferências sobre intenções.</p>     <p><i>Os primeiros estudos</i></p>     <p>O interesse pela dedução tem a sua origem na filosofia, mais concretamente    na área da lógica, e a sua influência fez-se sentir desde logo na psicologia,    quer ao nível teórico, como adiante veremos, quer ao nível empírico, pelo que    os primeiros estudos usaram como material de raciocínio os silogismos categóricos.    Note-se que o interesse por este tipo de problema remonta a Aristóteles, e portanto    ao séc. IV, e durante centenas de anos dominaram a análise lógica (cf. Manktelow,    2012). Mas a influência da lógica também se reflecte no modo como o desempenho    das pessoas nestas tarefas era avaliado, i.e., em termos de conclusões certas    ou erradas, com base nesta teoria normativa, dado que nesse tempo a ideia de    racionalidade estava ligada à ideia de lógica. No entanto, a separação da psicologia    e da filosofia acaba por ocorrer, dado que o interesse da lógica se prende com    o <i>como devemos raciocinar</i>, de modo a assegurar a validade das conclusões,    enquanto o interesse da psicologia se prende com o <i>como raciocinamos</i>.</p>     <p>Por convenção, os silogismos categóricos, peças elementares da lógica aristotélica,    contém duas premissas, sendo que cada premissa tem um quantificador (e.g., Todos,    Alguns), e pode ser expressa no modo afirmativo ou negativo. Há um termo comum    nas duas premissas, normalmente designado por B, sendo possível estabelecer    uma conclusão que relaciona os outros dois elementos (A e C), como no seguinte    exemplo:</p>     <blockquote>        <p>Todos os A são B</p>       <p> Todos os B são C </p>       <p>Logo: Todos os A são C.</p> </blockquote>     <p>De acordo com Evans, Newstead e Byrne (1993), as metodologias usadas nos estudos    pioneiros neste domínio são as ainda hoje praticadas. Em geral, os participantes    nestas experiências de laboratório recebem as premissas e têm de avaliar a validade    de conclusões apresentadas, ou então têm de escrever a conclusão.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma revisão aprofundada dos estudos com silogismos categóricos está fora do    alcance do presente artigo (para esse efeito ver, e.g., Evans, Newstead, &amp;    Byrne, 1993; Johnson-Laird &amp; Bara, 1984; Johnson-Laird &amp; Byrne, 1991;    Manktelow, 2012). Apenas quisemos dar uma imagem dos estudos iniciais sobre    o raciocínio dedutivo, salientando a influência da lógica neste domínio (de    que voltaremos a falar a propósito das teorias psicológicas para explicar a    dedução). Progressivamente, os psicólogos foram-se interessando mais por colocar    tarefas de raciocínio com formulações mais próximas das frases que as pessoas    utilizam no seu quotidiano, desenvolvendo a área do raciocínio proposicional,    nomeadamente com as conectivas “e”, “ou”, e “se”, onde o estudo das frases condicionais    do tipo “Se A, então C” se tornou um paradigma de investigação e de construção    de teorias sobre a dedução humana. Por essa razão, iremos referir mais em detalhe    a investigação no âmbito do raciocínio com condicionais.</p>     <p><i>Raciocínio condicional</i></p>     <p>Nos anos 80, e dado o acumular de dados empíricos que revelavam que as pessoas    raciocinam de modo diferente mediante problemas formalmente idênticos (mas diferentes    no seu conteúdo), emergem novas teorias que se demarcam da lógica, e o crescente    interesse pela exploração de conteúdos diversos centra-se nas frases condicionais    do tipo “Se A, então C”, tendência ainda dominante nos dias de hoje. Tal facto    não é surpreendente, se pensarmos na diversidade de conteúdos/contextos que    no quotidiano tem a forma de frases condicionais. Segundo Johnson- Laird e Byrne    (1991), as três formas mais importantes em que um estado de coisas (antecedente)    constrange outro (consequente) são:</p>     <blockquote>        <p>&#8212; relações inferenciais (e.g., “Se o número for divisível por 2, então      é um número par”)</p>       <p>&#8212; relações causais (e.g., “Se o vaso não tivesse caído, então não se      teria partido”)</p>       <p>&#8212; relações deônticas (e.g., “Se não tivéssemos prometido, então não      precisávamos de ir”)</p> </blockquote>     <p>Evans e Over (2004) referem uma categoria especial de condicionais em que o    falante tem a intenção de mudar o comportamento do ouvinte, salientando 4 tipos:    <i>Promessa </i>(e.g., pai para o filho: “Se passares no exame<i>, </i>compro-te    uma bicicleta”); <i>Dica </i>(e.g., amigo para amigo: “Se passares no exame,    o teu pai compra-te uma bicicleta”); <i>Ameaça </i>(e.g., patrão para o empregado:    “Se chegar outra vez atrasado ao trabalho eu despeço-o”); <i>e Aviso </i>(e.g.,    colega para colega: “Se chegares outra vez atrasado ao trabalho, o patrão despede-te”)<i>.    </i>Fillebaum (1975, 1976, citado por Evans &amp; Over, 2004) foi pioneiro a    investigar este tipo de condicionais, que recentemente tiveram um renovado interesse    (e.g., Beller, Bender, &amp; Kuhnmunch, 2005; Egan &amp; Byrne, 2012; Newstead,    Ellis, Evans, &amp; Dennis, 1997; Ohm &amp; Thompson, 2004), o que pensamos    ser revelador de uma maior utilização de conteúdos/contextos do quotidiano cada    vez mais diversificados, no intuito de perceber como as pessoas raciocinam.</p>     <p>Mas, independentemente do tipo de conteúdo utilizado ser mais ligado ao uso    feito no quotidiano, ou mais ‘abstracto’ (e.g., Se há um quadrado, então há    um triângulo), o tipo de tarefa mais utilizada para o estudo do raciocínio condicional    baseia-se nas quatro inferências clássicas, herdadas da lógica proposicional,    com base numa premissa maior que é a própria frase condicional, e uma premissa    menor que afirma ou nega o antecedente da condicional (que precede o “se”),    ou o seu consequente (que precede o “então”), a partir do que se deriva a conclusão:</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><img src="/img/revistas/aps/v31n4/31n4a04q0.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De um ponto de vista lógico, e no quadro da implicação material, só duas destas    inferências são válidas (MP e MT), sendo que as falácias (AC e NA) se tornam    válidas apenas para bi- condicionais, i.e., para frases do tipo “Se e só se    p, então q”.</p>     <p>Com o acumular de evidência empírica de que as pessoas frequentemente interpretam    as condicionais de diferentes modos, o grande desafio tem sido o de construir    uma teoria psicológica que permita explicar como raciocinamos, abarcando todos    os aspectos do problema que influenciam os processos de raciocínio – forma,    conteúdo e contexto. Mais recentemente, também tem havido uma preocupação com    as diferenças individuais, como por exemplo a capacidade da memória de trabalho,    a capacidade de procurar contra-exemplos, ou o nível de necessidade de cognição    (e.g., Couto, Quelhas, &amp; Juhos, 2010).</p>     <p>Mas a teorização sobre o modo como raciocinamos não tem sido pacífica, originando    mesmo grandes controvérsias que tem animado o debate. Um dos problemas, no nosso    entender, reside no enfoque parcial de diversas teorias, salientando os aspectos    formais em detrimento do conteúdo/contexto, ou o inverso. Ora, o que precisamos    é de uma teoria que explique a capacidade de raciocinar com material mais temático,    bem como com material mais neutro, do tipo “‘Se há um A escrito na folha então,    há um 2 escrito na mesma folha’, que comporta três situações: duas são intuitivas,    a folha tem o A e tem o 2 ou então, a folha não tem o A e não tem o 2. No entanto,    o significado da frase é consistente com uma terceira situação em que a folha    não tem A mas tem o 2. Resumindo, o significado básico da condicional é o de    que quando a folha tem a A tem de ter o 2, e quando a folha não tem a A pode    ou pode não ter o 2.</p>     <p>Perante esta condicional, quando é apresentada a premissa menor informando    que “Não há um A”, a falácia da Negação do Antecedente (NA) pode ser evitada,    i.e., não se concluí que “Não há um 2”, mas sim que “Pode ou não haver um 2”,    que é o mesmo que dizer que “Não se pode concluir nada”. Mas vejamos um caso    de conteúdo temático, e contextualizado, como o de uma mãe que diz para o filho:    “Se arrumares o teu quarto, então podes ir ao cinema”, seguido da informação    de que o filho “Não arrumou o quarto”, que concluímos? Será que vamos pensar    como no exemplo acima, e concluir que “Pode ou não ter ido ao cinema”? Não,    a inferência mais imediata é de que “Não vai ao cinema”, pelo que surge a falácia    AC. Então afinal como raciocinamos? Por vezes parece que raciocinamos de acordo    com a lógica, outras vezes distanciamo-nos dela. Como iremos ver há várias teorias    que pretendem dar uma resposta a esta questão.</p>     <p>Esta espécie de silogismos com condicionais é o tipo de tarefa mais utilizada    no âmbito do raciocínio condicional, mas para um quadro mais completo vamos    referir duas outras tarefas também utilizadas: avaliação de tabelas de verdade    e tarefa de selecção de cartões. A avaliação de tabelas de verdade é desenhada    para analisar a compreensão das propriedades lógicas de condicionais (e.g.,    Johnson-Laird &amp; Tagart, 1969). Nesta tarefa é apresentada uma proposição    condicional (e.g., Se há um cubo na mesa, então há uma esfera na mesa) acompanhada    por casos que tornam o seu antecedente e consequente verdadeiro (V) ou falso    (F). As combinações resultam em quatro contingências, VV (Há um cubo e há uma    esfera na mesa), VF (Há um cubo e não há nenhuma esfera na mesa), FV (Não há    nenhum cubo e há uma esfera na mesa) e FF (Não há nenhum cubo e não há nenhuma    esfera na mesa). A tarefa do participante consiste em considerar cada uma das    contingências e avaliar se nas circunstâncias definidas pela contingência a    condicional é verdadeira, falsa, ou irrelevante. Numa outra versão, na tarefa    de construção, o participante recebe apenas a condicional e é-lhe pedido que    construa as contingências que fazem com que a condicional seja verdadeira ou    falsa. A tarefa, recentemente, recebeu atenção renovada, por exemplo no âmbito    da teoria suposicional (e.g., Evans, Handley, Neilens, &amp; Over, 2008; Sevenants,    Dieussaert, &amp; Schaeken, in press; Sevenants, Schroyens, Dieussaert, Schaeken,    &amp; D’Ydewalle, 2008).</p>     <p>O facto de as pessoas frequentemente tirarem conclusões que se afastam dos    padrões da lógica foi de algum modo surpreendente para os pioneiros do estudo    do raciocínio, merecendo aqui uma especial referência Peter Wason, que foi o    professor de dois investigadores de grande relevo neste domínio – Phil Johnson-Laird    e Jonathan Evans – e criador de tarefas do raciocínio que se tornaram célebres    até aos dias de hoje, como é o caso da tarefa de selecção de cartões (Wason,    1966).</p>     <p>Na tarefa de selecção original (Wason, 1966) são mostradas quatro cartões às    pessoas, sendo- lhes dito que cada cartão tem de um dos lados uma letra e do    outro lado um número, mas as pessoas só vêm a face do cartão que está virada    para elas. É-lhes apresentada também a seguinte regra: “Se num dos lados do    cartão há uma vogal, então do outro lado há um número par.”. Os cartões mostram    um <b>A</b>, um <b>R</b>, um <b>2</b>, e um <b>7</b>. A tarefa dos sujeitos    consiste em indicar que cartões acham necessário virar, para saber se todos    os cartões obedecem à regra. Quando Wason colocou esta tarefa a universitários,    ficou perplexo com o reduzido número de pessoas que a resolvia com sucesso.    A maior parte escolhia o cartão com o A, ou o A e o 2, sendo que a resposta    correcta é o A e o 7.</p>     <p>Note-se que apenas 4 a 10% de universitários resolveram correctamente esta    tarefa, com uma regra abstracta, ou arbitrária, deste tipo, mas com regras temáticas    (e.g., “Se bebo cerveja, então tenho de ter mais de 18 anos”) obteve-se, em    diversos estudos, um aumento substancial na frequência de respostas correctas.    A tarefa de selecção desempenhou um papel particularmente importante no estudo    do raciocínio deôntico (Cheng &amp; Holyoak, 1985; Cosmides, 1989; Griggs &amp;    Cox, 1982; Johnson-Laird, Legrenzi, &amp; Legrenzi, 1972) e, desde a sua introdução,    foi sujeita a numerosas alterações procedimentais (para uma revisão ver Evans    &amp; Over, 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É neste ambiente gerador de múltiplos dados empíricos, que por vezes parecem    até contraditórios, bem como na ênfase que é dada ao papel do conteúdo dos problemas,    que surgem, nos anos oitenta, teorias sobre o raciocínio para explicar os diversos    resultados, nomeadamente com a tarefa de selecção, como é o caso da teoria dos    esquemas pragmáticos de raciocínio (Cheng &amp; Holyoak, 1985), ou do contrato    social (Cosmides, 1989). Apesar de fornecerem elegantes explicações sobre os    efeitos do conteúdo dos problemas, e de terem o mérito de chamar a tenção para    o papel do conteúdo/contexto no raciocínio, acabam por ser perspectivas teóricas    de domínio muito estrito, pelo que iremos centrar a nossa discussão sobre as    teorias psicológicas para explicar o raciocínio em redor das teorias dominantes,    que é o mesmo que dizer em redor da discussão sobre se nós raciocinamos com    regras ou modelos mentais. No final, apresentaremos também as perspectivas mais    recentes, onde também se discute se raciocinamos através de probabilidades.</p>     <p><i>Teorias psicológicas do raciocínio</i></p>     <p>As primeiras teorizações psicológicas que tentam responder à questão de como    raciocinamos podem ser encontradas no grande pioneiro que foi Jean Piaget (e.g.,    Inhelder &amp; Piaget, 1955). Nestas teorizações mais antigas, de Piaget, era    defendida a ideia de que raciocinar não é mais do que o próprio cálculo proposicional,    o que reflete bem a influência da tradição filosófica, onde raciocínio e lógica    eram vistos como equivalentes. Note-se, no entanto, que outros pioneiros como    Bruner, Goodnow e Austin (1956) defendiam, já nessa altura, que “uma grande    parte do raciocínio humano é apoiada por uma espécie de processo temático e    não por uma lógica abstracta. Mais do que a lógica, o aspecto principal deste    processo temático é a sua estrutura pragmática” (p. 104).</p>     <p>No entanto, a ideia de que os raciocinadores recuperam a forma lógica de uma    inferência, e depois lhe aplicam as regras formais correspondentes de modo a    chegar a uma conclusão, vem a ter diversos adeptos e é ainda hoje defendida.    Na sua versão mais frequente é preconizada a existência de uma lógica mental,    que teria um reportório de regras válidas de acordo com a lógica proposicional,    mas que normalmente excluiria as regras da lógica mais complexas. Nesta perspectiva,    o debate é em redor de saber que tipo de lógica, e que tipo de formalização    é usada pelos raciocinadores (e.g., Braine, 1978; Braine &amp; O’Brien, 1998;    Johnson-Laird, 1975; Rips, 1983, 1994). A primeira dificuldade para estas teorias    está na observação corrente de que as pessoas frequentemente estabelecem conclusões    não válidas, bem como respondem de modo diverso perante problemas formalmente    idênticos. A justificação que alguns autores encontram para os erros observados    reside em encarar esses erros como algo externo ao raciocínio propria- mente    dito, gerados num momento prévio de compreensão da informação (e.g., Henle,    1962; Rumain, Connell, &amp; Braine, 1983). Byrne (1986) critica esta divisão    entre compreensão/inter- pretação e raciocínio puro, porque leva a uma teoria    da dedução com dois mecanismos separados: um que explica os erros e outro que    explica as respostas correctas.</p>     <p>O problema é que a abordagem formal não consegue sobretudo explicar o raciocínio    baseado na linguagem natural, porque o raciocínio do quotidiano depende de proposições    situadas que podem mudar o seu significado de acordo com o contexto da frase    e de acordo com os conhecimentos gerais e crenças do sujeito (Johnson-Laird    &amp; Byrne, 2002; Quelhas &amp; Johnson-Laird, 2004, 2005; Quelhas, Johnson-Laird,    &amp; Juhos, 2010). Neste universo de significados inconstantes, a tarefa de    explicar como é que os raciocinadores recuperam a forma lógica das proposições    não foi ainda atingido.</p>     <p>Uma teoria alternativa à abordagem formal propõe que os raciocinadores usam    modelos mentais em vez de regras formais para fazerem as suas inferências. De    acordo com a teoria dos modelos mentais (Johnson-Laird, 1983, 2006; Johnson-Laird    &amp; Byrne, 1991, 2002), os raciocinadores usam o significado das palavras,    a estrutura gramatical das frases, os seus conhecimentos e crenças, para construir    modelos das possibilidades a que as proposições se referem. Assim, de acordo    com a teoria dos modelos, o raciocínio depende de um tipo específico de representações    mentais. É com base nesses modelos que as pessoas estabelecem uma conclusão,    que é válida se não existir nenhum modelo das proposições em que a conclusão    não se verifique (ou seja, desde que não exista nenhum contra-exemplo face à    conclusão estabelecida). Na sua versão original (e.g., Johnson-Laird &amp; Byrne,    1991) a dedução era descrita em 3 fases: uma fase de compreensão da informação,    que compreende a elaboração de um modelo mental da mesma, uma fase de descrição    onde alguma conclusão é produzida, e uma fase de validação, que se caracteriza    pela procura de contra-exemplos à conclusão estabelecida. Mas, actualmente,    Johnson-Laird (2006) admite que o mais frequente é as pessoas tirarem uma conclusão    e é tudo, quer dizer, não procuram os contra- exemplos. No entanto, recente    investigação tem mostrado que as pessoas, quando solicitadas nesse sentido,    são capazes de enunciar diversos contra-exemplos, que no domínio das condicionais    têm sido descritos em dois grandes tipos: alternativas e ‘disablers’, e que    voltaremos a referir no ponto sobre raciocínio e intencionalidade.</p>     <p>Para além dos modelos mentais representarem possibilidades, há duas outras    características que os tornam únicos no universo das representações mentais:    os modelos são icónicos, i.e., as partes do modelo (até onde isso é possível)    correspondem às partes do que o modelo representa; e a outra característica    é que obedecem ao princípio de verdade, de acordo com o qual o que representamos    em modelos são as possibilidades que são verdadeiras, de acordo com o que é    descrito. O princípio de verdade constrange os modelos a dois níveis (Johnson-Laird    &amp; Savary, 1999): (1) os modelos mentais representam estados de coisas que    são possíveis face a uma dada proposição, mas não representam o que é falso    (salvo excepções, como por exemplo a representação do que é proibido perante    uma condicional deôntica de obrigação, segundo Quelhas e Byrne (2003); (2) cada    modelo mental de uma possibilidade representa o que é verdadeiro nessa possibilidade    e não o que é falso. Por exemplo, e para a disjunção exclusiva “Há um cão ou    um gato”, teremos uma possibilidade em que há um cão, e outra possibilidade    em que há um gato, estando omisso aquilo que não pode haver em cada possibilidade,    por exemplo na possibilidade em que há um cão não pode haver um gato:</p>     <blockquote>        <p>Cão</p>       <blockquote>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gato</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>Gerar modelos que, simultaneamente, tenham em conta o significado das palavras    de uma proposição, a sua estrutura gramatical, o contexto em que é enunciada,    os conhecimentos gerais e crenças dos sujeitos, dota o processo interpretativo    de um alto nível de flexibilidade e permite uma variedade de diferentes interpretações    face a uma dada frase. A diversidade de interpretações das frases condicionais    com a estrutura <i>se-então</i>, proposta por Johnson-Laird e Byrne (2002) é    uma útil e recente ilustração deste ponto. De acordo com os autores, a diversidade    de significados de uma condicional é resultado de uma interacção entre o seu    significado nuclear e um mecanismo de modulação. Para definir o significado    nuclear consideremos uma condicional que seja tanto quanto possível independente    do conhecimento e que não tenha nenhuma relação referencial ou semântica entre    as proposições para além da sua co-ocorrência na mesma frase, como por exemplo:</p>     <blockquote>        <p>Se há um triângulo, então há um círculo.</p>       <p>Esta condicional refere-se a três possibilidades:</p>       <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#916; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#927;</p>       <p>não-&#916; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&#927;</p>       <p>não-&#916; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;não-&#927;</p> </blockquote>     <p>onde cada linha representa uma possibilidade, pelo que na primeira linha há    um triângulo e um círculo, na segunda não há um triângulo e há um círculo, e    na terceira não há um triângulo e não há um círculo.</p>     <p>O significado nuclear refere-se a três diferentes possibilidades que correspondem    aos da implicação material definida pela lógica. Mas, na vida quotidiana, o    significado das cláusulas e as ligações co-referenciais entre elas pode modular    o significado nuclear num processo de <i>modulação semântica</i>. Do mesmo modo,    o conhecimento sobre o contexto e o tópico da condicional pode modular o seu    significado nuclear num processo de <i>modulação pragmática</i>. Os efeitos    destes dois tipos de modulação são similares. Um efeito é bloquear a construção    de modelos de possibilidades. Por exemplo, a condicional “Se o Tomás joga um    jogo de vídeo, então ele não joga o Tetris”, refere-se apenas a duas possibilidades:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <blockquote>          <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;jogo de vídeo &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;não-Tetris</p>         <p>não-jogo de vídeo &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;não-Tetris</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>a terceira possibilidade do significado nuclear,</p>     <blockquote>        <blockquote>          <p> não-jogo de vídeo &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Tetris</p>   </blockquote> </blockquote>     <p>é bloqueada pelo conhecimento de que o Tetris é um jogo de vídeo. Numa série    de estudos Quelhas, Johnson-Laird e Juhos (2010) mostram que o efeito de bloqueamento    da modulação tem um impacto previsível nas inferências que as pessoas fazem.    Outro efeito da modulação é adicionar informação à relação entre os eventos,    objectos ou pessoas referidas nas cláusulas, quando as proposições não fazem    nenhuma afirmação explícita sobre elas. Este aspecto, iremos ilustrar mais à    frente, a propósito das inferências temporais e espaciais, bem como das inferências    com condicionais intencionais, recentemente investigadas por nós.</p>     <p>Para terminar esta breve ilustração das teorias psicológicas da dedução vamos    referir as perspectivas teóricas mais recentes, que se caracterizam por adoptarem    uma abordagem probabilística das condicionais, como é o caso da abordagem suposicional    de Evans e Over (Evans 2007; Evans &amp; Over, 2004) e o modelo de probabilidade    condicional de Oaksford, Chater e Larkin (Chater &amp; Oaksford, 1999; Oaksford    &amp; Chater, 2001; Oaksford, Chater, &amp; Larkin, 2000). Estas duas abordagens    partilham perspectivas comuns, nomeadamente na recuperação que fazem do teste    de Ramsey (1931/1990), segundo o qual a probabilidade da condicional <i>Se p,    então q </i>é equivalente à probabilidade condicional de <i>q </i>dado <i>p.    </i>Segundo Evans e Over (2004), perante uma frase do tipo “Se p, então q”,    as pessoas direcionam a sua atenção para o antecedente <i>p</i>, e depois de    suporem <i>p </i>decidem com que confiança podem inferir <i>q</i>, i.e., avaliam    com que probabilidade <i>p </i>se associa a <i>q</i>, ou <i>p </i>se associa    a <i>não-q</i>. Quando a probabilidade de ‘<i>p q</i>’ é julgada mais elevada    do que ‘<i>p não-q’</i>, a probabilidade condicional de <i>q </i>dado <i>p </i>é    alta, e as pessoas atribuem uma alta probabilidade à condicional “Se p, então    q” (e no caso da probabilidade de ‘<i>p não-q’ </i>ser superior, é atribuída    uma baixa probabilidade à condicional).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Oaksford, Chater e Larkin (2000), as probabilidades são importantes no    processo de compreensão, dado que a maioria dos assuntos que atendemos no quotidiano    são (mais ou menos) incertos. No caso específico de condicionais é assumido,    à semelhança de outros autores (Chan &amp; Chua, 1994; George, 1995, 1999; Liu,    Lo, &amp; Wu, 1996; Stevenson &amp; Over, 1995), que a disposição para realizar    uma inferência se prende com a probabilidade condicional da conclusão dada a    premissa categórica. Quanto mais provável for a conclusão, maior será a disposição    para tirá-la.</p>     <p>Utilizando o cálculo de probabilidades e o teorema de Bayes, Oaksford et al.    (2000) calculam a probabilidade condicional das inferências condicionais e apresentam    o modelo como um conjunto de equações:</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><img src="/img/revistas/aps/v31n4/31n4a04e0.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste modelo, a probabilidade de cada uma das inferências varia em função da    probabilidade da premissa categórica e da probabilidade da conclusão. O modelo    explica as taxas de inferência superiores com a inferência MP relativamente    à inferência MT e prevê que, em certo grau, as inferências falaciosas sejam    produzidas também. Como modelo, assenta nos conhecimentos sobre as probabilidades    das excepções [e.g., no caso da inferência MP, <i>P(¬q|p)</i>], dos antecedentes    e dos consequentes, e possibilita a previsão do efeito modulador de factores    pragmáticos derivados de conhecimentos.</p>     <p>Como se pode constatar, a discussão entre regras ou modelos, alarga-se agora    às probabilidades. De acordo com o autor da teoria dos modelos mentais (Johnson-Laird,    2006), a mente não é um mecanismo nem lógico nem probabilístico, mas antes faz    simulações mentais. E, pelo facto de as probabilidades dizerem respeito a frequências,    não fazem sentido para eventos únicos. Queremos também realçar que apesar de    o raciocínio condicional ser paradigmático no estudo da dedução, este tipo de    raciocínio não se esgota aqui, pelo que as teorias da dedução não deverão cingir-se    à explicação do raciocínio condicional.</p>     <p>Por fim, não queremos deixar de fazer referência a uma teoria que tem vindo    a fortificar-se nos últimos 30 anos, que é a teoria de processamento dualista,    quer dizer, a perspectiva que nós temos dois modos distintos de processar a    informação: um modo mais rápido, intuitivo, e automático, que não requer a memória    de trabalho nem muita capacidade cognitiva; e outro modo mais lento, reflexivo    e controlado, que requer memória de trabalho e maior capacidade cognitiva. Não    iremos aqui descrever esta teoria porque não se trata de uma teoria específica    para explicar o raciocínio, mas sim de uma teoria mais alargada sobre o modo    como processamos a informação, e também achamos que essa perspectiva pode ser    partilhada por várias teorias sobre o raciocínio (Schroyens, Schaeken, &amp;    Handley, 2003). Para uma revisão neste domínio, e dentro da área do raciocínio,    ver Evans (2010; Evans &amp; Frankish, 2009).</p>     <p>Iremos de seguida descrever duas áreas de investigação sobre o raciocínio –    inferências temporais e espaciais, e inferências com condicionais intencionais    – que são as mais recentemente por nós exploradas. Trata-se de uma abordagem    centrada no quadro da teoria dos modelos mentais, que é a teoria que tem norteado    a nossa investigação há já mais de um quarto de século. Agora, em 2013, faz    30 anos que esta teoria surgiu, com o livro Mental Models que Johnson-Laird    publica em 1983, e foi para nós um privilégio ter podido acompanhar e contribuir    para este percurso, em especial ter podido colaborar com o seu autor, Phil Johnson-Laird,    bem como com diversos colaboradores, como Michael Power, Ruth Byrne e Juan Garcia-Madruga.    Também é gratificante constatar que os modelos mentais se tornaram a teoria    de raciocínio mais influente (cf. Evans &amp; Over, 2004, p. 59; Manktelow,    2012, p. 46).</p>     <p><i>Inferências relacionais (temporal e espacial)</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As inferências relacionais foram estudadas, sobretudo, através de relações    transitivas como por exemplo “mais alto do que”, e em tarefas denominadas de    silogismos lineares ou problemas com séries de três termos, como por exemplo:    A é mais alto que B; B é mais alto que C; Quem é mais alto? Para uma revisão    ver Evans, Newstead e Byrne (1993, cap. 6), e com base na teoria dos modelos    ver Goodwin &amp; Johnson-Laird (2005).</p>     <p>Nos estudos sobre o raciocínio com relações temporais e espaciais é habitual    usar proposições que explicitem essas relações (e.g., “B está à direita da A”    ou “A acontece depois de B”). Neste âmbito diversas investigações dão suporte    à teoria dos modelos mentais, quer no domínio do raciocínio temporal (e.g.,    Dierckx, Vandierendonck, &amp; Pandelaere, 2003; Quelhas, Johnson-Laird, &amp;    Juhos, 2010, Exp. 4; Schaeken &amp; Johnson-Laird, 2000; Schaeken, Johnson-Laird,    &amp; d’Ydewalle, 1996a,b; Vandierendonck &amp; De Vooght, 1996), quer no domínio    do raciocínio espacial (e.g., Byrne &amp; Johnson-Laird, 1989; Carreiras &amp;    Santamaria, 1997; Duyck, Vandierendonck, &amp; De Vooght, 2003; Van der Henst,    1999; Vandierendonck &amp; De Vooght, 1996). </p>     <p>No geral, os resultados destes estudos apontam para a evidência de que quantos    mais modelos são necessários construir, mais tempo os sujeitos demoram, e mais    erros cometem. Os problemas mais difíceis são os de múltiplos modelos e sem    resposta válida (Schaeken &amp; Johnson-Laird, 2000; Schaeken, Johnson-Laird,    &amp; d’Ydewalle, 1996a,b). Schaeken, Johnson-Laird e d’Ydewalle (1996a), realçam    que os erros surgem porque as pessoas não consideram todos os modelos, e são    erros normalmente consistentes com um dos modelos possíveis. No domínio do raciocínio    espacial, e usando problemas que requerem um ou múltiplos modelos, mas que requerem    sempre uma derivação formal idêntica, o facto de as pessoas terem um melhor    desempenho com problemas de um modelo, é algo que não pode ser explicado pelas    teorias formais (e.g., Byrne &amp; Johnson-Laird, 1989; Carreiras &amp; Santamaria,    1997).</p>     <p>Note-se, no entanto, que em todos os estudos acima referidos, as relações (temporais    ou espa- ciais) são explicitamente enunciadas (e.g., “A colher está à direita    do prato”, ou, “A Maria toma um duche antes de beber o leite”), pelo que pouco    se sabe sobre como raciocinamos quando este tipo de relações está implícito.    Juhos, Quelhas e Johnson-Laird (2012) usam relações implícitas com o objectivo    de mostrar um dos efeitos da modulação, já acima referido, que é o de acrescentar    informação sobre os eventos, objectos ou pessoas referidos nas suas cláusulas    e quando as propo- sições não fazem nenhuma menção explícita sobre elas. Outro    objectivo é o de contestar a crítica que tem sido feita à teoria dos modelos,    reafirmando que “as condicionais não são vero-funcionais” (Johnson-Laird &amp;    Byrne, 2002, p. 673; Evans &amp; Over, 2004, p. 21; Evans, Over, &amp; Handley,    2005), porque uma frase condicional não é necessariamente verdadeira quando    ambas as cláusulas são verdadeiras, dado que também é necessário, por exemplo,    que os dois eventos tenham ocorrido na correcta ordem temporal. Isto porque    os conhecimentos sobre os eventos do quotidiano permitem que as pessoas infiram    a sequência temporal dos mesmos. Para ilustrar que as pessoas incorporam informação    temporal implícita nas suas representações, vejamos o seguinte exemplo:</p>     <blockquote>        <p>Se a Luísa receber o dinheiro, então ela paga ao Paulo.    <br>     Se ela paga ao Paulo, então ele compra um computador novo.     <br>     A Luísa recebeu o dinheiro.</p>       <p>A Luísa recebeu o dinheiro antes do Paulo comprar o computador?</p> </blockquote>     <p>Neste exemplo as pessoas tendem a responder que sim (Quelhas et al., 2010,    Exp. 4), e tendem a responder que não a um problema formalmente idêntico mas    de diferente conteúdo, como:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p>Se a Tania der uma bicicleta ao Mauro, então ele teve boas notas nos exames.    <br>     Se ele teve boas notas nos exames, então ele estudou muito.    <br>     A Tania deu uma bicicleta ao Mauro.</p>       <p>A Tania deu uma bicicleta ao Mauro antes de ele estudar muito?</p> </blockquote>     <p>Juhos, Quelhas e Johnson-Laird (2012), mostram como as pessoas espontaneamente    ajustam o tempo verbal das conclusões à relação temporal implícita em condicionais    como “Se o doente tomar um antipirético, então a febre descerá.”, e em que a    seguir se afirma que “A febre desce”. Portanto: O doente <i>tomou </i>o antipirético).    No entanto, mediante condicionais não temporais a conclusão não surge no passado    mas sim no presente (e.g., “Se o livro estiver em cima da mesa, então a caneta    estará em cima da secretária.” A caneta está em cima da secretária. Portanto:    O livro <i>está </i>em cima da mesa).</p>     <p>Note-se que estes efeitos de modulação não se restringem ao raciocínio com    condicionais. Apesar de esta ser a área de eleição para estudar o raciocínio    dedutivo, é sempre pertinente alargar os efeitos (bem como as teorias) a todas    as áreas do raciocínio dedutivo. Juhos, Quelhas e Johnson- Laird (2012), por    exemplo, alargam o efeito acima mencionado a disjunções, como por exemplo:</p>     <blockquote>        <p>A Elsa fecha o negócio ou então é despedida. A Elsa é despedida. </p>       <p>Portanto, a Elsa não <i>fechou </i>o negócio.</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta disjunção, a conclusão é maioritariamente feita no passado, o que não    acontece na disjunção formalmente idêntica, como, por exemplo:</p>     <blockquote>        <p>A Paula lê um livro ou vê televisão. A Paula vê televisão.</p>       <p> Portanto, a Paula não lê um livro.</p> </blockquote>     <p>Juhos, Quelhas e Johnson-Laird (2012, Exp. 3), colocam também a hipótese de    que se aumentarmos o número de relações que um único modelo deve comportar,    a sua complexidade deve aumentar, pelo que prevêem que as pessoas acertem mais,    e demorem menos tempo, quando as suas conclusões são baseadas em condicionais    com apenas uma relação (temporal ou espacial), do que com duas relações (temporal    e espacial). Os resultados encontrados vão no sentido do que é preconizado.    Note-se que aqui a questão não é a quantidade de modelos implicados no raciocínio,    mas a sua qualidade, dependendo neste caso do número de relações que um modelo    contém, e que define a sua complexidade relacional. Halford, Wilson e Philips    (1998), propõem uma métrica em que a complexidade é função do número de variáveis    que podem ser relacionadas numa mesma representação mental, e que neste caso    nós operacionalizamos através do número de relações que um mesmo modelo mental    contém.</p>     <p>Este nosso interesse sobre a modulação semântica e pragmática do raciocínio    estende-se também ao raciocínio sobre intenções, i.e., sobre as razões subjacentes    às acções, que iremos descrever de seguida.</p>     <p><i>Raciocínio sobre intenções</i></p>     <p>Intencionalidade é uma das principais categorias da vida mental, tal como espaço,    tempo, e causa (Miller &amp; Johnson-Laird, 1976). Na literatura do raciocínio    dedutivo, e nomeadamente do raciocínio condicional, tem sido analisado o raciocínio    temporal e espacial, como é exemplo os estudos acima referidos, bem como o raciocínio    causal, mas pouca atenção tem sido dada à intencionalidade. Byrne, Quelhas e    Juhos (submetido) conduzem uma série de estudos neste domínio, e propõem uma    teoria que explica como é que as pessoas raciocinam com condicionais intencionais    que contém diferentes tipos de razões para as acções, tais como crenças, objectivos,    obrigações e normas sociais. A hipótese principal é a de que as pessoas distinguem    diferentes tipos de razões consoante a sua força, nomeadamente distinguem entre    razões <i>fortes</i>, <i>fracas </i>e <i>‘enabling’</i>, e independentemente    de se tratar de uma razão interna (crença ou objectivo) ou de uma razão externa    (obrigação ou norma social).</p>     <p>As pessoas explicam as acções intencionais sobretudo através das suas razões,    sendo que uma acção intencional é aquela que é feita por alguma razão, enquanto    a acção não-intencional não tem qualquer razão. A nossa proposta de diferentes    tipos de razões, ou de relações razão-acção, é semelhante à proposta de que    há diferentes tipos de relações causa-efeito (Goldvarg &amp; Johnson- Laird,    2001), mas não implica que se considere que estes dois tipos de relações são    semelhantes. </p>     <p>As razões diferem das causas de diversas formas. Por exemplo, as acções podem    ocorrer sem razões (e as razões podem ocorrer sem acções), mas os efeitos tendem    a ocorrer quando as suas causas ocorrem. Face a uma relação causa-efeito e razão-acção,    as pessoas tendem a pensar em alternativas para a causa, no primeiro caso, e    para a acção no segundo caso (Walsh &amp; Byrne, 2007). As pessoas fornecem    razões para comportamentos que acreditam serem intencionais, e causas para os    não-intencionais (Malle, 1999; Reeder, 2009). A relação razão-acção é menos    consistente no tempo do que a relação causa-efeito (Hart &amp; Honoré, 1959/1985).    Para Davidson (1963/2001), a razão primeira de uma razão para uma acção é a    sua causa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Byrne, Quelhas e Juhos (submetido) fornecem evidência de que as pessoas chegam    a diferentes interpretações para relações razão-acção, através da recuperação    de contra-exemplos (alternativas ou ‘disablers’) para condicionais intencionais,    tendo verificado que:</p>     <blockquote>        <p>1) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma relação razão-acção fraca (e.g., Se      a Alice tem por objectivo ler os emails, então ela liga o computador) deverá      gerar razões alternativas para a acção, e.g., o objectivo da Alice <u>não      </u>é ler os emails, mas ela liga na mesma o computador, porque quer escrever      um artigo (Exp. 1). A consequência destas razões alternativas é que as pessoas      deixam de fazer as inferências NA e AC (Exp. 2). Estas condicionais intencionais      fracas são julgadas como mais fracas do que as fortes, mas não tão fracas      como as ‘enabling’ (Exp. 3).</p>       <p>2)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma relação razão-acção ‘enabling’ (e.g.,      Se o objectivo da Laura é falar com o namorado, então ela telefona-lhe) deverá      gerar razões ‘disablers’, i.e., algo que impede a acção de ocorrer na presença      de uma razão viável, e.g., o objectivo da Laura é falar com o namorado, mas      ela <u>não </u>lhe telefona, passa antes em casa dele. As razões ‘disablers’      suprimem as inferências MP e MT.</p>       <p>3)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma relação razão-acção forte (e.g., Se      o objectivo do Mário é ter boas notas, então ele estuda muito), não deverá      evocar nenhum dos tipos de contra-exemplos (alternativas ou ‘disablers’),      pelo que as pessoas tendem a fazer as quatro inferências (MP, MT, AC, NA).</p> </blockquote>     <p>Note-se que estes efeitos observados para as condicionais fortes, fracas e    ‘enabling’, ocorreram, independentemente de se tratar de uma intenção relacionada    com as crenças das pessoas, ou com os seus objectivos, ou ainda com obrigações    ou normas sociais.</p>     <p>Finalmente, queríamos relembrar que é, desde há várias décadas, através do    estudo do raciocínio com frases condicionais que os psicólogos tem procurado    perceber como raciocinamos dedutivamente, mas o interesse pelas condicionais    também existe no domínio da linguística e da filosofia, o que leva Johnson-Laird    a afirmar que o IF é a palavra inglesa mais pequena com mais publicações (Johnson-Laird,    2006). Por último, e atendendo ao nosso particular interesse pela modulação    semântica e pragmática do raciocínio, e pelas temáticas recentemente exploradas    (raciocínio temporal e espacial, e intencional) pensamos que nos aproximamos    do que Bruner (1990) destaca como central na psicologia que é o estudo da “mente”,    no sentido de estados intencionais como crer e desejar, acusando a computação    enquanto metáfora da ciência cognitiva pelo novo ataque aos estados mentais    e à intencionalidade, bem como ao conceito de “acção” que, segundo Bruner, implica    a condução do agir sob a influência de estados intencionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFERÊNCIAS</p>     <!-- ref --><p>Anderson, J. R. (2004). <i>Cognitive psychology and its implications </i>(6ª    ed.). New York: Worth Pub.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bara, B. (1995). <i>Cognitive science: A development approach to the simulation    of the mind. </i>UK: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201300040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barsalou, L. W. (1992). <i>Cognitive psychology: An overview for cognitive    scientists</i>. NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beller, S., Bender, A., &amp; Kunhmunch, G. (2005). Understanding conditional    promises and threats. <i>Thinking and Reasoning, 11</i>(3), 209-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201300040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Braine, M. D. S. (1978). On the relation between the natural logic of reasoning    and standard logic. <i>Psychological Review, 85</i>, 1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201300040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Braine, M. D. S., &amp; O’Brien, D. P. (1998). <i>Mental logic</i>. Mahwah,    NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201300040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bruner, J. S. (1990). <i>Acts of meaning</i>. Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201300040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bruner, J. S., Goodnow, J. J., &amp; Austin, G. A. (1956). <i>A study of thinking</i>.    New York: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201300040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byrne, R. M. J. (1986). <i>The contextual nature of conditional reasoning</i>.    PhD Thesis. Dublin: Trinity College (not published).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201300040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byrne, R. M. J., &amp; Johnson-Laird, P. N. (1989). Spatial reasoning. <i>Journal    of Memory and Language, 28</i>, 564- 575.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201300040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Byrne, R. M. J., Quelhas, A.C., &amp; Juhos, Cs (submetido). <i>Conditional    reasoning about intentions: Strong, week and enabling counterexamples to reasons    for actions</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carreiras, M., &amp; Santamaria, C. (1997). Reasoning about relations: Spatial    and nonspatial problems. <i>Thinking and Reasoning, 3</i>(3), 191-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201300040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chan, D., &amp; Chua, F. (1994). Suppression of valid inferences: Syntactic    views, mental modeles, and relative salience. <i>Cognition, 53</i>, 217-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201300040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chater, N., &amp; Oaksford, M. (1999). The probabilistic heuristics model of    syllogistic reasoning. <i>Cognitive Psychology, 38</i>, 191-258.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201300040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cheng, P. N., &amp; Holyoak, K. J. (1985). Pragmatic reasonig schemas. <i>Cognitive    Psychology, 17</i>, 391-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201300040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Cohen, G. (1996). <i>Memory in the real world</i>. UK: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201300040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cosmides, L. (1989). The logic of social exchange: Has natural selection shaped    how humans reason? Studies with the Wason selection task. <i>Cognition, 31</i>,    187-276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201300040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Couto, M., Quelhas, A. C., &amp; Juhos, Cs. (2010). Necessidade de Cognição,    memória de trabalho e recuperação de contra-exemplos para condicionais causais.    <i>Psychologica, 53</i>(3), 183-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201300040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davidson, D. (1963/2001). Actions, reasons, and causes. <i>Journal of Philosophy</i>,    <i>60</i>, 685-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dierckx, V., Vandierendonck, A., &amp; Pandelaere, M. (2003). Is model construction    open to strategic decisions? An exploration in the field of linear reasoning.    <i>Thinking and Reasoning, 9</i>(2), 97-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201300040000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Duyck, W., Vandierendonck, A., &amp; De Vooght, G. (2003). Conditional reasoning    with spatial content requires visuo-spatial working memory. <i>Thinking and    Reasoning, 9</i>(3), 267-387.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201300040000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Egan, S., &amp; Byrne, R.M.J. (2012). Inferences from counterfactual threats    and promises. <i>Experimental Psychology</i>. In press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201300040000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T. (1989). <i>Bias in human reasoning: Causes and consequences</i>.    Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201300040000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Evans, J. S. B. T. (2007). <i>Hypothetical thinking: Dual processes in reasoning    and judgement</i>. Hove: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201300040000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T. (2010). <i>Thinking twice: Two minds in one brain. </i>Oxford:    Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201300040000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T., &amp; Over, D. E. (1996). <i>Rationality in reasoning</i>.    Houve: Psychology Press Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201300040000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T., &amp; Over, D. E. (2004). <i>If</i>. Oxford: Oxford University    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201300040000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T., &amp; Frankish, K. (Eds.). (2009). <i>In two minds: Dual    processes and beyond. </i>Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201300040000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T., Newstead, S. E., &amp; Byrne, R. (1993). <i>Human reasoning:    The psychology of deduction</i>. Mahwah, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201300040000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B. T., Over, D. E., &amp; Handley, S. J. (2005). Supposition,    extensionality, and conditionals: A critique of the mental model theory of Johnson-Laird    and Byrne (2002). <i>Psychological Review, 112</i>, 1042-1052.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201300040000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Evans, J. St. B.T., Handley, S. J., Neilens, H., &amp; Over, D. (2008). Understanding    causal conditionals: A study of individual differences. <i>Quarterly Journal    of Experimental Psychology</i>, <i>61</i>(9), 1291-1297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201300040000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>George, C. (1995). The endorsement of premises: Assumption-based or belief    based reasoning. <i>British Journal of Psychology, 86</i>, 93-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201300040000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>George, C. (1999). Evaluation of the plausibility of a conclusion derivable    from several arguments with uncertain premises. <i>Thinking and Reasoning, 5</i>,    245-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-8231201300040000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goldvarg, E., &amp; Johnson-Laird, P. N. (2001). Naive causality: A mental    model theory of causal meaning and reasoning. <i>Cognitive Science, 25</i>,    565-610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-8231201300040000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goodwin, G., &amp; Johnson-Laird, P. N. (2005). Reasoning about relations.    <i>Psychological Review, 112</i>, 468-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201300040000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Griggs, R. A., &amp; Cox, J. R. (1982). The elusive thematic-materials effect    in Wason’s selection task. <i>British Journal of Psychology</i>, 73, 407-420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-8231201300040000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Halford, G. S., Wilson, W. H., &amp; Phillips, S. (1998). Processing capacity    defined by relational complexity: Implications for comparative, developmental,    and cognitive psychology. <i>Behavioral and Brain Sciences, 21</i>, 803-864.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-8231201300040000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hart, H. L. A., &amp; Honore, A. M. (1959). <i>Causation in the law</i>. Oxford,    UK: Clarendon Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-8231201300040000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Henle, M. (1962). The relation between logic and thinking. <i>Psychological    Review, 69</i>, 366-378.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-8231201300040000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holyoak, K., &amp; Morrison, R. G. (Eds.). (2005). <i>The Cambridge handbook    of thinking and reasoning. </i>NY: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-8231201300040000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Inhelder, B., &amp; Piaget, J. (1955). <i>De la logique de l’enfant a la logique    de l’adolescent. </i>Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-8231201300040000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N. (1975). Models of deduction. In R. J. Flamagne (Ed.),    <i>Reasoning: Representation and process in children and adults </i>(pp. 7-54).    Hillsdale: Lawrence Earlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-8231201300040000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N. (1983). <i>Mental models: Towards a cognitive science    of language, inference, and consciousness</i>. Cambridge, Mass: Harvard University    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-8231201300040000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N. (2006). <i>How we reason</i>. Oxford: New York: Oxford    University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-8231201300040000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Johnson-Laird, P. N., &amp; Bara, B. G. (1984). Syllogistic inference. <i>Cognition,    16</i>, 1-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-8231201300040000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N., &amp; Byrne, R. M. J. (1991). <i>Deduction</i>. Hove:    Lawrance Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-8231201300040000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N., &amp; Byrne, R. M. J. (2002). Conditionals: A theory    of meaning, pragmatics, and inference. <i>Psychological Review</i>, 109(4),    646-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0870-8231201300040000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N., &amp; Savary, F. (1999). Illusory inferences: A novel    class of erroneous deductions. <i>Cognition, 71</i>, 191-229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0870-8231201300040000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N., &amp; Tagart, J. (1969). How implication is understood.    <i>American Jornal of Psychology, 2</i>, 367-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0870-8231201300040000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson-Laird, P. N., Legrenzi, P., &amp; Legrenzi, M. S. (1972). Reasoning    and a sense of reality. <i>British Journal of Psychology, 63</i>, 395-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S0870-8231201300040000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Juhos, Cs, Quelhas, A. C., &amp; Johnson-Laird, P. N. (2012). Temporal and    spatial relations in sentential reasoning. <i>Cognition</i>, 122, 393-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S0870-8231201300040000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kahneman, D. (2011). <i>Thinking, fast and slow. </i>Farrar Straus &amp; Giroux.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0870-8231201300040000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Liu, I., Lo, K., &amp; Wu, J. (1996). A probabilistic interpretation of “if-then”.    <i>Quarterly Journal of Experimental Psychology, 49A</i>, 828-844.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0870-8231201300040000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Malle, B. F. (1999). How people explain behavior: A new theoretical framework.    <i>Personality and Social Psychology Review</i>, 3, 23-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0870-8231201300040000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Manktelow, K. (2012). <i>Thinking and reasoning: An introduction to the study    of reason, judgment and decision making. </i>London: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0870-8231201300040000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miller, G. A. (2003). The cognitive revolution: A historical perspective. <i>Trends    in Cognitive Science, 7</i>(3), 141- 144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0870-8231201300040000400055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Miller, G. A., &amp; Johnson-Laird, P. N. (1976). <i>Language and perception</i>.    Harvard: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0870-8231201300040000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Newstead, S. E., Ellis, A. W., Evans, J. S. B. T., &amp; Dennis, M. (1997).    Conditional reasoning with realistic material. <i>Thinking and reasoning, 3</i>(1),    49-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0870-8231201300040000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ohm, E., &amp; Thompson, V. A. (2004). Everyday reasoning with inducements    and advice. <i>Thinking and Reasoning, 10</i>(3), 241-272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0870-8231201300040000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oaksford, M., &amp; Chater, N. (2001). The probabilistic approach to human    reasoning. <i>Trends in Cognitive Sciencies, 5</i>, 349-357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0870-8231201300040000400059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oaksford, M., Chater, N., &amp; Larkin, J. (2000). Probabilities and polarity    bias in conditional inference. <i>Journal of Experimental Psychology: Language,    Memory, and Cognition, 26</i>, 883-899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S0870-8231201300040000400060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Quelhas, A. C., &amp; Byrne, R. M. J. (2003). Reasoning with deontic and counterfactual    conditionals. <i>Thinking and reasoning, 9</i>(1), 43-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0870-8231201300040000400061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Quelhas, A. C., &amp; Johnson-Laird, P. N. (2004). Conhecimentos, modelos,    e raciocínio condicional. <i>Análise Psicológica, 2</i>(2), 309-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0870-8231201300040000400062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Quelhas, A. C., &amp; Johnson-Laird, P. N. (2005). Modulação semântica e raciocínio    condicional. <i>Psychologica, 40</i>, 247-265.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0870-8231201300040000400063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Quelhas, A. C., Johnson-Laird, P. N., &amp; Juhos, Cs. (2010). The modulation    of conditional assertions and its effects on reasoning. <i>Quarterly Journal    of Experimental Psychology, 63</i>(9), 1716-1739.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0870-8231201300040000400064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ramsey, F. P. (1931/1990). In D. H. Mellor (Ed.), <i>Foundations: Essays in    philosophy, logic, mathematics and economics </i>(pp. 145-163). London: Humanities    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0870-8231201300040000400065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Reeder, G. D. (2009). Mindreading: Judgments about intentionality and motives    in dispositional inference. Psychological Inquiry, 20, 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S0870-8231201300040000400066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rips, L. J. (1983). Cognitive processes in propositional reasoning. <i>Psychological    Review, 90</i>, 38-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000275&pid=S0870-8231201300040000400067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rips, L. J. (1994). <i>The psychology of proof : Deductive reasoning in human    thinking</i>. Cambridge: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000277&pid=S0870-8231201300040000400068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rumain, B., Connell, J., &amp; Braine, M. D. S. (1983). Conversational comprehension    processes are responsible for reasoning fallacies in children as well adults:    <i>If </i>is not the biconditional. <i>Developmental Psycholgy, 19</i>, 471-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000279&pid=S0870-8231201300040000400069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schaeken, W., &amp; Johnson-Laird, P. N. (2000). Strategies in temporal reasoning.    <i>Thinking and Reasoning, 6</i>(3), 193-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000281&pid=S0870-8231201300040000400070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Schaeken, W., Johnson-Laird, P. N., &amp; d’Ydewalle, G. (1996a). Mental models    and temporal reasoning. <i>Cognition</i>, 60, 205-234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000283&pid=S0870-8231201300040000400071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schaeken, W., Johnson-Laird, P. N., &amp; d’Ydewalle, G. (1996b). Tense, aspect,    and temporal reasoning. <i>Thinking and Reasoning, 2</i>(4), 309-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000285&pid=S0870-8231201300040000400072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schroyens, W., Schaeken, W., &amp; Handley, S. (2003). In search of counter    examples: deductive rationality in human reasoning. <i>Quarterly Journal of    Experimental Psychology, 56A</i>(7), 1129-1145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000287&pid=S0870-8231201300040000400073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sevenants, A., Dieussaert, K., &amp; Schaeken, W. (in press). Truth table task:    Working memory load, latencies and perceived relevance. <i>Journal of Cognitive    Psychology</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000289&pid=S0870-8231201300040000400074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sevenants, A., Schroyens, W., Dieussaert, K., Schaeken, W., &amp; D’Ydewalle,    G. (2008). Truth table tasks: The relevance of irrelevant. <i>Thinking &amp;    Reasoning</i>, <i>14</i>, 409-433.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000291&pid=S0870-8231201300040000400075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Stevenson, R. J., &amp; Over, D. E. (1995). Deduction from uncertain premisses.    <i>Quarterly Journal of Experimental Psychology, 48A</i>, 613-643.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000293&pid=S0870-8231201300040000400076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van der Henst, J. B. (1999). The mental model theory of spatial reasoning re-examined:    The role of relevance in premise order. <i>British Journal of Psychology, 90</i>,    73-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000295&pid=S0870-8231201300040000400077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vandierendonck, A., &amp; De Vooght, G. (1996). Evidence for mental-model based    reasoning: A comparison of reasoning with time and space concepts. <i>Thinking    and Reasoning, 2</i>(4), 249-272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000297&pid=S0870-8231201300040000400078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Walsh, C. R., &amp; Byrne, R. M. J. (2007). How people think “If only...” about    reasons for actions. <i>Thinking and Reasoning, 13</i>(4), 461-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000299&pid=S0870-8231201300040000400079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wason, P. C. (1966). Reasoning. In B. M. Foss (Ed.), <i>New horizons in psychology</i>.    Harmonsworth, Middlesex, England: Penguin Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000301&pid=S0870-8231201300040000400080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Watson, J. (1930). <i>Behaviorism. </i>New York: W.W. Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S0870-8231201300040000400081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>A correspondência relativa a este artigo deverá ser enviada para: Ana Cristina    Quelhas, ISPA – Instituto Universitário, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041    Lisboa. E-mail: <a href="mailto:cquelhas@ispa.pt">cquelhas@ispa.pt</a></p>      ]]></body><back>
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