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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aprendizagem social e emocional: Reflexões sobre a teoria e a prática na escola portuguesa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Does the school of nowadays enhances the social and emotional learning of the students? Within a qualitative exploratory study, twelve teachers’ discourses were analysed, mainly females (75%), with ages between 32 and 57 years-old (M=44.3; SD=8.95), of which 50% teaches or have taught social and emotional learning courses, aiming to contribute to the understanding of school’s role on the promotion of social and emotional skills in the secondary education. Using an open-ended questionnaire, designed specifically to this study, teachers’ perceptions about the importance of these areas, the strategies used on their promotion and their perspective about the current curriculum modifications in the Portuguese context were explored. The data analysis was conducted using the NVivo 8.0. In general, although all the participants revealed an implicit recognition of the importance of this area and the investment in curricular and co-curricular strategies to approach it of the students, the social and emotional learning still requires redefinition and valorisation as a particular objective of the school’s role in order to become a reality to all students. In that way, social and emotional learning can contribute to promote and anchor the student’s cognitive development within a more harmonious global development framework.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aprendizagem social e emocional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Aprendizagem social e emocional: Reflexões sobre a teoria e a prática na    escola portuguesa</b></p>     <p><b>Ana Costa*; Luísa Faria*</b></p>     <p>* Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto</p>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Conseguirá a Escola atual potenciar a aprendizagem social e emocional dos alunos?    No quadro de um estudo exploratório qualitativo, partiu-se da análise do discurso    de 12 docentes, na maioria do sexo feminino (75%), com idades compreendidas    entre 32 e 57 anos (<i>M</i>=44,3; <i>DP</i>=8,95), dos quais 50% leciona ou    já lecionou disciplinas de desenvolvimento social e emocional, com o objetivo    de contribuir para a compreensão do papel da Escola na promoção de competências    sociais e emocionais dos alunos no ensino secundário. Construído de raiz para    este estudo, administrou-se um questionário com questões abertas que explorava    as perceções dos docentes sobre a importância destas áreas, as estratégias adotadas    na sua promoção e a perspetiva sobre as atuais alterações curriculares no contexto    português. Os resultados foram analisados com o programa <i>NVivo 8</i>. Globalmente,    apesar do reconhecimento implícito da importância destas áreas, evidenciado    pelos participantes, e do investimento em estratégias curriculares e extracurriculares    na sua promoção, a aprendizagem social e emocional carece ainda de redefinição    e de valorização enquanto objetivo particular da função da Escola, de forma    a tornar-se uma realidade para todos os alunos e, assim, contribuir para promover    e ancorar o desenvolvimento cognitivo no quadro de um desenvolvimento global    mais harmonioso.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Aprendizagem social e emocional, Sucesso académico,    Alterações curriculares, Ensino secundário português.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Does the school of nowadays enhances the social and emotional learning of the    students? Within a qualitative exploratory study, twelve teachers’ discourses    were analysed, mainly females (75%), with ages between 32 and 57 years-old (<i>M</i>=44.3;    <i>SD</i>=8.95), of which 50% teaches or have taught social and emotional learning    courses, aiming to contribute to the understanding of school’s role on the promotion    of social and emotional skills in the secondary education. Using an open-ended    questionnaire, designed specifically to this study, teachers’ perceptions about    the importance of these areas, the strategies used on their promotion and their    perspective about the current <i>curriculum </i>modifications in the Portuguese    context were explored. The data analysis was conducted using the <i>NVivo 8.0.    </i>In general, although all the participants revealed an implicit recognition    of the importance of this area and the investment in curricular and co-curricular    strategies to approach it of the students, the social and emotional learning    still requires redefinition and valorisation as a particular objective of the    school’s role in order to become a reality to all students. In that way, social    and emotional learning can contribute to promote and anchor the student’s cognitive    development within a more harmonious global development framework.</p>     <p><b>Key-words</b>: Social and emotional learning, Academic success, Curriculum    modifications, Portuguese secondary education.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODUÇÃO</p>     <p>A convicção de que para além da família, a escola e a sociedade deverão promover,    de forma explícita, os aspetos sociais e emocionais do desenvolvimento de crianças    e adolescentes, emergiu em consonância com a aceitação da diversidade do funcionamento    humano. Assim, torna-se essencial que a Escola assuma um papel mais abrangente    na promoção do desenvolvimento e na formação global de crianças e adolescentes,    não incidindo apenas no seu desenvolvimento cognitivo, mas também no seu desenvolvimento    social e emocional: as escolas serão melhor sucedidas na sua missão educacional    se envidarem esforços para integrar a aprendizagem social e emocional na experiência    educativa dos alunos, maximizando o seu potencial para o sucesso atual e futuro    na vida pessoal e profissional (Elias et al., 1997; Fernández-Berrocal &amp;    Ruiz, 2008; Zins, Weissberg, Wang, &amp; Walberg, 2001).</p>     <p>As escolas são espaços sociais e a aprendizagem é, de igual modo, um processo    social (Vygotsky, 1962): de facto, os alunos não aprendem sozinhos, mas sobretudo    de forma colaborativa com os seus professores, em parceria com os seus pares    e com o encorajamento das suas famílias (César &amp; Oliveira, 2005; Machado    &amp; César, 2012). Ora, já que os fatores sociais e emocionais afetam a forma    e o tempo da aprendizagem, as escolas têm que atender a estes aspetos para beneficiar    todos os alunos (Elias et al., 1997), uma vez que as emoções podem facilitar    ou bloquear a aprendizagem e, em última instância, o sucesso dos alunos (Pekrun,    Goetz, Titz, &amp; Perry, 2002; Santos, 1983; Schutz &amp; Pekrun, 2007).</p>     <p>Embora, historicamente, as escolas tenham procurado integrar nos seus objetivos    áreas como o caráter moral, a cidadania e a responsabilidade social, esta questão    foi, muitas vezes, pensada pelos educadores de forma fragmentada, quer como    um fim em si mesmo, quer como contribuição específica para desenvolver a saúde,    a segurança ou a cidadania (Zins, Bloodworth, Weissberg, &amp; Walberg, 2004).    De facto, só recentemente se tem observado um interesse crescente nas áreas    do desenvolvimento social e emocional dos alunos (Zins et al., 2001).</p>     <p>Neste quadro, este estudo visa contribuir para a compreensão e clarificação    do papel atual da Escola na promoção de competências sociais e emocionais dos    alunos, explorando a perceção dos professores sobre a importância destas áreas    no desenvolvimento global dos alunos e sobre o investimento em estratégias para    promover a aprendizagem social e emocional, avaliando de que forma percecionam    o impacto das atuais alterações da reforma educativa portuguesa nestas áreas.</p>     <p>O PAPEL DAS COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS NO CONTEXTO ESCOLAR</p>     <p>Um dos desafios nucleares que se coloca à Escola contemporânea é o de servir    uma diversidade de alunos, não apenas do ponto de vista cultural, mas também    do ponto de vista cognitivo e motivacional (Learning First Aliance, 2001): no    contexto escolar existem alunos academicamente melhor sucedidos, comprometidos    e participativos na turma e nas atividades curriculares, enquanto outros necessitam    de mais apoio académico e demonstram ter menor ligação ou envolvimento com a    escola (Greemberg et al., 2003). Por outro lado, se as questões relacionadas    com a indisciplina, o desafeto, a ausência de compromisso, a alienação e o abandono    limitam o sucesso na escola e conduzem ao fracasso (Zins, Bloodworth, et al.,    2004), torna-se fulcral responder aos diversos desafios socioemocionais que    interferem com a capacidade dos alunos para se comprometerem e envolverem na    escola e de terem melhor rendimento académico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ora, considerando a estreita relação entre fatores sociais, emocionais e académicos,    a literatura não dissocia as várias dimensões e avança mesmo com o conceito    de aprendizagem social, emocional e académica (Zins, Weissberg, Wang, &amp;    Walberg, 2004), valorizando o papel que as competências socioemocionais têm    na promoção do rendimento académico e na aprendizagem ao longo da vida (Zins,    Weissberg, et al., 2004). De facto, esta perspetiva social, emocional e académica    oferece propostas de cariz preventivo nas escolas, desenvolvendo esforços para    promover a saúde, o caráter e a cidadania, ao mesmo tempo que elabora linhas    de intervenção para potenciar o rendimento académico, a par de outras funções    escolares dos alunos (Greenberg et al., 2003).</p>     <p>Alguns estudos meta-analíticos recentes têm vindo a demonstrar a eficácia destas    linhas de intervenção, apresentando resultados que indicam um impacto significativo    no desenvolvimento de competências socioemocionais dos alunos, quando comparado    com outros resultados avaliados (Durlak, Weissberg, Dymnicki, Taylor, &amp;    Schellinger, 2011; Payton et al., 2008). Mais ainda, verificou-se que estes    programas conduzem também a efeitos indiretos no desenvolvimento dos alunos,    como seja a redução da ansiedade, da depressão ou da perturbação emocional,    a prevenção de problemas de conduta, a melhoria do rendimento académico, bem    como a promoção de comportamentos prossociais e de atitudes mais positivas face    à escola (Durlak et al., 2011; Payton et al., 2008; Sklad, Diekstra, Ritter,    Ben, &amp; Gravesteijn, 2012).</p>     <p>Não obstante as potencialidades documentadas da aprendizagem social e emocional,    a temática do desenvolvimento de competências socioemocionais insere-se num    debate atual mais amplo sobre o desenvolvimento de competências a nível escolar.    De facto, alguns autores consideram que o desenvolvimento de competências não    pode ter um caráter meramente prescritivo, “enciclopedista” e dissociado da    experiência emocional e intelectual que qualquer aprendizagem requer. Nesta    linha, consideram que apenas uma estruturação coerente e transversal da educação    possibilitará aos alunos em formação uma apropriação crítica e reflexiva do    conhecimento e o desenvolvimento das suas competências (Patto, 2000).</p>     <p>Por outro lado, alguns autores defendem, ainda, que a sociedade não poderá    atribuir exclusivamente à Escola a função de educar os cidadãos, alegando a    sua maior capacidade e competência para o efeito, pois consideram que o sistema    educativo não será muito mais virtuoso do que a sociedade da qual extrai os    seus recursos. Neste sentido, apenas um esforço concertado entre a Escola e    as demais instituições da sociedade permitirão um avanço essencial no desenvolvimento    dos alunos, cidadãos de amanhã (Perrenoud, 2004).</p>     <p>APRENDIZAGEM SOCIAL, EMOCIONAL E ACADÉMICA: PRÁTICAS E EFEITOS</p>     <p>A aprendizagem social e emocional é o processo através do qual cada aluno desenvolve    a sua capacidade de integrar o pensamento, a emoção e o comportamento para alcançar    e concretizar tarefas sociais importantes. Neste sentido, os alunos desenvolvem    competências que lhes permitem reconhecer, expressar e gerir emoções, construir    relações saudáveis, estabelecer objetivos positivos, dar resposta a necessidades    pessoais e sociais (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning    – CASEL, 2003; Lemerise &amp; Arsenio, 2000; Zins et al., 2001). A aprendizagem    social e emocional potencia, assim, o uso de diversas competências cognitivas    e interpessoais para alcançar, de forma ética, objetivos relevantes, quer socialmente,    quer do ponto de vista do desenvolvimento (Zins et al., 2001).</p>     <p>De entre as diversas competências relevantes da aprendizagem socioemocional    destacam-se particularmente a autoconsciência, o autocontrolo, a consciência    social, as competências de relacionamento interpessoal e a tomada de decisão    responsável (CASEL, 2005). Estas competências, por sua vez, vão potenciar um    melhor ajustamento e rendimento académico, refletido em comportamentos sociais    mais positivos, menores problemas comportamentais, menor stresse emocional e    melhores resultados em avaliações e testes (Greenberg et al., 2003). A aprendizagem    social e emocional vai assim, em última instância, capacitar os alunos para    se tornarem mais informados, mais responsáveis, mais empáticos, mais produtivos    e mais ativos na sociedade, promovendo a participação ativa na sociedade e a    cidadania (Zins et al., 2001).</p>     <p>Na verdade, alunos que definem objetivos positivos em termos académicos revelam    ter maior autodisciplina, capacidade de se automotivarem, de regularem o stresse,    de organizarem o trabalho, de aprenderem mais e de obterem melhores resultados    (Duckworth &amp; Selligman, 2005). Por outro lado, alunos que usam competências    de resolução de problemas para ultrapassar obstáculos, parecem tomar decisões    mais responsáveis sobre o estudo e são academicamente melhor sucedidos (Zins    &amp; Elias, 2006).</p>     <p>A longo prazo, o domínio de competências socioemocionais potenciará o desenvolvimento    mais ajustado do aluno, contribuindo, assim, para a melhoria do seu envolvimento    na escola, conseguido através de um ambiente de respeito e de compromisso com    as práticas instituídas pela mesma (McNeeley, Nonnemaker, &amp; Blum, 2002;    Osterman, 2000).</p>     <p>De forma semelhante às competências académicas, as competências socioemocionais    podem ser aprendidas e praticadas, através da participação em atividades construtivas    dentro e fora da sala de aula (Elias et al., 1997), fomentando a sua melhoria    e integração progressivas, logo, respondendo às situações mais complexas que    os jovens enfrentam em termos académicos, sociais, de cidadania e de saúde (CASEL,    2003; Elias et al., 1997).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, uma questão comummente discutida na aprendizagem socioemocional    relaciona- se com o facto de esta poder, na operacionalização de algumas práticas,    inflacionar a carga horária escolar, já por si bastante exigente. Contudo, as    várias opções de desenvolvimento de competências sociais e emocionais podem    variar, desde as mínimas até às mais substanciais, no grau de adaptação e mudança    na vida da escola (Zins &amp; Elias, 2006).</p>     <p>Ora, são várias as oportunidades para o desenvolvimento da aprendizagem social    e emocional dos alunos no contexto escolar, pois para além da possibilidade    de adoção de um currículo específico, o reforço desta aprendizagem pode conseguir-se    com a introdução, de forma transversal, de atividades de aprendizagem social    e emocional nas disciplinas existentes no currículo regular, o desenvolvimento    de um ambiente de aprendizagem, de respeito e de apoio, a alteração de processos    de instrução (ensino cooperativo), a promoção de parcerias entre escola, família    e comunidade, o envolvimento ativo e experiencial dos alunos no processo de    aprendizagem, o uso de competências socioemocionais na gestão do comportamento,    de práticas de disciplina e políticas da escola e, ainda, a integração de métodos    de aprendizagem socioemocional nas atividades extracurriculares (César &amp;    Oliveira, 2005; Machado &amp; César, 2012; Zins, Weissberg, et al., 2004).</p>     <p>Mais ainda, é extremamente difícil ou, até, ineficaz desenvolver através de    instrução formal todas as competências socioemocionais necessárias para o crescimento    pleno do aluno. Neste sentido, os programas de aprendizagem social e emocional    consideram importante capitalizar também os processos de instrução informal,    apoiando os alunos na aprendizagem, a partir das suas próprias interações diárias    com os outros e, em geral, estabelecer um clima na escola que facilite este    tipo de aprendizagem (Lopes &amp; Salovey, 2001).</p>     <p>Não obstante, os processos e as estruturas organizacionais deverão assegurar    a qualidade da implementação e a promoção da sustentabilidade das estratégias    de desenvolvimento pessoal e socioemocional (Greenberg, 2004), pois sem estas    condições, poderão existir desvios face ao planeamento prévio e as bases e estratégias    dos programas poderão ficar inadvertidamente comprometidas (Zins &amp; Elias,    2006). Assim, tanto a fidelidade a um programa como a sua adaptação devem ser    convenientemente atendidas, sob pena de comprometerem a eficácia dos resultados    (Elliott &amp; Mihalic, 2004).</p>     <p>DESENVOLVIMENTO SOCIAL E EMOCIONAL NO CONTEXTO PORTUGUÊS</p>     <p>Até agora, um reduzido número de escolas conseguiu atuar estrategicamente para    integrar, de forma eficaz, a aprendizagem social, emocional e académica dos    alunos (Adelman &amp; Taylor, 2000). Globalmente, a insuficiente operacionalização    destas aprendizagens ficou a dever-se à contribuição de fatores como a ausência    de planeamento curricular a longo prazo, a inadequação das infraestruturas escolares    para realizar atividades de prevenção, as limitações na avaliação dos resultados    dos programas, os baixos níveis de financiamento e a ausência de preparação    dos professores para formarem alunos nestas áreas (Greenberg et al., 2003).</p>     <p>No contexto educativo português, não obstante o artigo 46º da Lei de Bases    do Sistema Educativo, de outubro de 1986, ter proposto que a organização curricular    deveria ter em conta o equilíbrio do desenvolvimento afetivo e social com as    demais componentes da formação do aluno, foi apenas em 1989 que surgiram indicações    objetivas sobre a forma como operacionalizar as questões do desenvolvimento    social e emocional nas escolas: o Ministério da Educação defendeu a disseminação    da aprendizagem social e emocional pelo currículo, a criação de uma disciplina    não curricular para o desenvolvimento de projetos (Área de Projeto), a instrução    específica de uma hora por semana destas componentes (Desenvolvimento Pessoal    e Social), como alternativa à disciplina de instrução de Religião Moral e Católica,    e o desenvolvimento de atividades extracurriculares (Campos &amp; Menezes, 1996).</p>     <p>No entanto, o interesse pelo desenvolvimento destas competências diminuiu no    sistema educativo durante a década de 90, tendo sido aprovado apenas um programa    de Desenvolvimento Pessoal e Social para o 3.º ciclo do ensino básico (Faria,    2011). De facto, só com o Decreto-Lei 6/2001, de 18 de janeiro, que promoveu    uma reorganização curricular do ensino obrigatório, foi formalmente constituída    uma área disciplinar de Desenvolvimento Pessoal e Social, que incluía 3 disciplinas    para todos os alunos do ensino básico – Formação Cívica, Área de Projeto e Estudo    Acompanhado –, disciplinas estas com uma maior componente de educação para a    cidadania do que para o desenvolvimento pessoal e social (Menezes, 2007).</p>     <p>Posteriormente, e em particular no que se refere aos princípios orientadores    e de organização e gestão curricular do ensino secundário, o Decreto-Lei 74/2004,    de 26 de março, considerou a introdução da disciplina de Área de Projeto neste    ciclo de ensino, como uma área de “integração de saberes e competências adquiridas    ao longo do curso, em torno do desenvolvimento de metodologias de estudo, investigação    e trabalho em grupo”. Esta disciplina, através do Decreto- Lei 50/2011, de 8    de abril, veio, recentemente, a ser excluída da organização curricular do ensino    secundário, defendendo-se que não se deveria constituir como disciplina autónoma,    mas sim transversal ao currículo, favorecendo, alegadamente, a menor carga horária    dos alunos nos últimos anos de formação. No mesmo decreto foi ainda definida    a criação da disciplina de Formação Cívica para o 10.º ano, com vista ao reforço    da formação nas áreas da educação para a cidadania, para a saúde e para a sexualidade.</p>     <p>Contudo, atualmente, com as alterações previstas na nova revisão da estrutura    curricular, assiste- se a uma intencional “centralização do currículo nos conhecimentos    fundamentais (...) reforçando a aprendizagem nas disciplinas essenciais” (Ministério    da Educação e Ciência, 2011). Neste sentido, esta proposta procura diminuir    a dispersão curricular, reforçando a carga horária de disciplinas ditas essenciais    ou académicas, e excluindo disciplinas de caráter pessoal e social, como por    exemplo, a disciplina de Formação Cívica no 2.º e 3.º ciclos do ensino básico    e no 10.º ano. Ora, em particular no ensino secundário, esta alteração de paradigma,    no sentido de um desinvestimento nas componentes referidas, é particularmente    evidente com a exclusão da disciplina de Área de Projeto no 12.º ano e a futura    exclusão da Formação Cívica no 10.º ano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No contexto americano, de forma semelhante ao que está a acontecer em Portugal,    tem-se vindo a assistir a um interesse redobrado, acompanhado de pressão por    parte dos políticos e do público em geral, na melhoria dos resultados académicos    dos alunos. Em parte como consequência desta maior exigência, muitas escolas    aumentaram o tempo letivo das disciplinas curriculares, enquanto que reduziram    o tempo das disciplinas não curriculares, não sujeitas a avaliação (Greenberg    et al., 2003). Deste modo, em vez de existir uma integração destes segmentos    e uma maior compreensão da contribuição destas áreas na prevenção do insucesso    académico, bem como no desenvolvimento global dos alunos, parece estar a ser    adotada a opção de enfatizar a educação centrada no desempenho.</p>     <p>Na sociedade portuguesa, a controvérsia em torno deste tema adensou-se face    às recentes propostas de alteração das componentes de desenvolvimento social    e emocional nos curricula, bem como à ausência de um período de debate público    alargado, anterior à proposta. De facto, o Conselho Nacional da Educação (CNE),    no parecer n.º 2/2012, emitido no Diário da República, de 7 de março, sublinha    a importância da aprendizagem ao longo da vida e clarifica que há aprendizagens    “indispensáveis para se sobreviver num mundo complexo e em acelerada mudança    (...) as chamadas ‘aprendizagens de vida’ que dificilmente encontram espaço    na tradicional divisão dos curricula apenas em disciplinas” (p. 8443), defendendo    claramente um tempo próprio para a disciplina de Formação Cívica em futuros    <i>curricula</i>.</p>     <p>Por sua vez, a Federação Nacional de Educação (FNE), no seu parecer, de janeiro    de 2012, sobre a revisão curricular, considerou que as competências essenciais    que incluem “o pensamento divergente, a criatividade, o senso crítico, o empreendedorismo    (...)” (p. 7), não se encontram previstas de forma intencional nos programas    atuais, nem tão pouco existe uma devida exploração dos projetos pessoais de    vida dos alunos, que a escola deveria garantir ao longo do percurso escolar,    promovendo, assim, a motivação intrínseca que conduz ao significado pessoal    das aprendizagens. Mais ainda, realça que não é explícito como é garantido através    do “currículo, no seu mais amplo significado, o desenvolvimento de atitudes    e a consciencialização de valores, subordinando-se a aquisição de conhecimentos    ao domínio de aptidões e capacidades que propiciem o desenvolvimento pessoal    e social dos alunos” (FNE, 2012, p. 12). Por esta ordem de razões, a FNE opôs-se    à eliminação da disciplina de Formação Cívica, evidenciando a sua “pertinência    ao longo do percurso académico e de vida dos alunos, (...) particularmente em    áreas tão significativas como o autoconhecimento, o desenvolvimento vocacional,    o senso crítico e o pensamento divergente.” (p. 11).</p>     <p>Também a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) considerou, numa nota    à comunicação social, as medidas atuais como empobrecedoras do currículo, havendo    “uma clara desvalorização das áreas da formação cívica dos jovens” (p. 1), tornando-se    clara a supressão de disciplinas essenciais à formação integral dos jovens,    para o reforço da carga horária em disciplinas curriculares (FENPROF, 2011).</p>     <p>Mais ainda, o Movimento Escola Pública (MEP, 2012), numa reflexão sobre a proposta    de revisão curricular, em 30 de janeiro de 2012, manifestou-se, também, contra    a exclusão da disciplina de Formação Cívica, condenando o recuo na promoção    das capacidades que a escola oferece aos seus jovens, afirmando que “não basta    ser capaz de assimilar e reproduzir a informação transmitida, [pois] é preciso    aprender a saber transformá-la em conhecimento e capacidades” (p. 2). </p>     <p>De facto, o panorama educativo atual reflete o progressivo desinvestimento    e a consequente desvalorização a que a aprendizagem social e emocional dos alunos    tem sido votada pelo sistema educativo português, centrando atualmente os seus    esforços no desenvolvimento de competências ditas tradicionais ou formais e    alheando-se das necessidades de formação dos alunos a nível social e emocional.</p>     <p>Nesta perspetiva, poder-se-á salientar que a Escola, para garantir o seu papel,    cada vez mais transdisciplinar e universal, deverá integrar um modelo de desenvolvimento    do aluno mais amplo e holístico, não incidindo apenas no seu desenvolvimento    cognitivo mas também no seu desenvolvimento social e emocional. Assim sendo,    este estudo, de cariz qualitativo, e com um propósito exploratório, pretende    contribuir para o debate na sociedade portuguesa, captando a perspetiva de professores    sobre o passado, o presente e o futuro das políticas e das práticas educativas    na área da aprendizagem social e emocional.</p>     <p>MÉTODO</p>     <p>O presente estudo teve como principal objetivo conhecer a perspetiva de professores    sobre o papel da Escola na promoção da aprendizagem social e emocional dos alunos,    particularmente no ensino secundário. Neste sentido, procurou indagar qual a    importância atribuída às dimensões sociais e emocionais da aprendizagem, as    práticas e estratégias implementadas para promover o seu desenvolvimento nos    alunos, bem como o impacto neste domínio das atuais alterações na reforma educativa.</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo participaram 12 docentes, maioritariamente do sexo feminino (75%),    com idades compreendidas entre 32 e 57 anos (<i>M</i>=44,3; <i>DP</i>=8,95),    dos quais 50% lecionam ou já lecionaram disciplinas de desenvolvimento socioemocional,    58,3% são membros do Conselho Pedagógico, desempenhando funções em 3 escolas    do ensino secundário do Grande Porto. Os docentes tinham entre 7 e 33 anos de    experiência profissional (<i>M</i>=21,4; <i>DP</i>=9,70) e, na sua maioria,    possuíam a licenciatura (66,7%), 25% concluíra o mestrado e 0,08% o doutoramento.</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>Considerando a especificidade da temática, foi utilizado um questionário com    questões abertas, criado de raiz para este estudo, que abordava a temática da    aprendizagem social e emocional, a partir de questões sobre o seu desenvolvimento    no contexto escolar atual, a sua dinamização e práticas no ensino secundário,    bem como o balanço e as consequências das alterações curriculares em curso (cf.    <a href="#q1">Quadro 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <P><img src="/img/revistas/aps/v31n4/31n4a07q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O instrumento foi sujeito a um estudo prévio de reflexão falada com 3 professores    com características semelhantes aos da amostra do estudo. Globalmente, o questionário    sobre a aprendizagem social e emocional, bem como o questionário sociodemográfico    construídos para este estudo revelaram-se ajustados, quer à especificidade da    amostra quer aos objetivos. Na reflexão falada foi sugerido que se enfatizasse    o papel do desenvolvimento social e emocional no sucesso académico dos alunos.    O tempo de resposta ao questionário foi, em média, de 40 minutos.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Quanto ao procedimento seguido na recolha de dados, num primeiro momento procedeu-se    à seleção de três escolas que integrassem o ciclo de ensino secundário, na área    do Grande Porto, heterogéneas quanto à sua localização (central <i>vs</i>. periférica),    tipo de ensino (público <i>vs</i>. privado) e posição ocupada no <i>ranking    </i>anual de escolas, e que pudessem espelhar desta forma realidades distintas.    Após o contacto informal com as várias instituições e uma vez constatada a sua    recetividade e disponibilidade, foram formalizados os pedidos de autorização    e confirmado o consentimento das escolas para a realização do estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi solicitado a cada instituição que selecionasse quatro docentes que lecionassem    ou tivessem lecionado disciplinas de desenvolvimento socioemocional, tendo sido    explicados os objetivos do estudo e garantido o anonimato e a confidencialidade    dos respetivos dados. O questionário sobre a aprendizagem social e emocional,    bem como o questionário sociodemográfico foram enviados por correio eletrónico    e, consequentemente, respondidos de acordo com a disponibilidade dos partici-    pantes. A literatura tem revelado um número crescente de estudos que integram    métodos de recolha de dados mediados pelo computador, através do acesso à internet,    o que tem conduzido também a um aumento da investigação sobre as vantagens e    as desvantagens destas metodologias (Hunter, 2012; Katz et al., 2008; Wright,    2005). Neste estudo, a opção de enviar por correio eletrónico o questionário    assentou nos benefícios relacionados com a sua acessibilidade, o uso personalizado    do tempo e os menores custos associados (Katz et al., 2008; Wright, 2005), bem    como a menor pressão exercida sobre as respostas dos participantes (Boshier,    1990) e a distância social criada pela internet, que facilita a discussão de    temáticas consideradas mais sensíveis (Cantrell &amp; Lupinacci, 2007).</p>     <p><i>Análise de dados</i></p>     <p>A codificação e a análise das respostas às questões abertas foram realizadas    com recurso ao programa <i>NVivo 8. </i>A codificação dos dados foi realizada    tendo por base uma árvore de categorias e subcategorias definidas <i>a priori</i>,    segundo o método <i>top down </i>(Miller &amp; Fox, 2004), que impõe que os    dados sejam organizados em função dos objetivos do estudo e/ou dimensões/questões    do questionário. As categorias previamente definidas foram sendo progressivamente    refinadas ao longo da codificação. Num segundo momento seguiu-se a análise exploratória    dos dados emergentes nas categorias e subcategorias da árvore relativas ao desenvolvimento    da aprendizagem social e emocional na escola.</p>     <p>Nesta abordagem qualitativa asseguraram-se aspetos como a fidelidade e a validade    dos dados recolhidos (Silverman, 2001): (i) quanto à fidelidade, os procedimentos    foram definidos <i>a priori</i>, no sentido do investigador reproduzir de forma    estandardizada e em condições semelhantes quer a recolha de dados (uniformização    das instruções e questionário com questões abertas), quer o seu tratamento e    análise (predefinição de categorias, supervisão da codificação por um segundo    investigador e envolvimento dos investigadores em todas as fases da investigação);    (ii) já quanto à validade, particularmente a validade interna, procurou-se uma    constante correspondência entre os dados encontrados e a realidade, através    da descrição detalhada de indicadores e de conceitos, para serem clarificados    e compreendidos do mesmo modo pelos investigadores, bem como a verificação do    processo de codificação e das conclusões obtidas a partir da análise de categorias.</p>     <p>RESULTADOS</p>     <p><i>O desenvolvimento social e emocional na escola atual</i></p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “A Escola atual, apesar de todas as pressões que hoje em dia a      possam fazer desviar da totalidade das suas funções, continua a ser por excelência      o local de desenvolvimento global dos alunos. Quem olha para a Escola atual,      para o seu corpo docente e para as estratégias aplicadas consegue ver que      ainda é a escola que ajuda a descobrir, dá forma e lança as bases da sociedade.”      </i>Entrevistado 12 (E12).</p> </blockquote>     <p>Na perceção dos docentes foi consensual que a Escola tem, atualmente, uma função    mais alargada e exigente no que se refere à formação global do aluno, sendo    considerada como um “<i>espaço privilegiado e vocacionado para o desenvolvimento    e formação integral da pessoa.” </i>(E9)<i>. </i>De facto, os docentes encararam    a formação pessoal e social como um “<i>princípio educativo” </i>por si mesmo,    <i>“imprescindível num contexto de um mundo em clara mutação” </i>(E10)<i>,    </i>conside- rando que é num <i>“mundo plural” </i>de opiniões, culturas e estratos    sociais que se potencia e concretiza a educação de <i>“cidadãos autónomos, participativos    e civicamente responsáveis” </i>(E9).</p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&#8212;“A escola é, assim, o centro onde se operacionaliza a Formação      Pessoal e Social e onde se desenvolvem ações preventivas que concorrem para      que os jovens não sejam colocados à margem da definição do seu futuro, mas      que se constituam como atores e críticos do seu próprio destino. A educação      escolar, para além da missão intrínseca de transmitir conhecimentos, terá,      simultaneamente, de contribuir para a capacitação dos alunos para a resolução      dos seus problemas de vida, estimulando o seu desenvolvimento psicológico      e confrontando-os com questões atinentes a valores, através de atividades      proporcionadas pela escola por forma a permitir-lhes um maior desenvolvimento      moral.</i>” (E10).</p> </blockquote>     <p>Enquanto promotora do desenvolvimento integral dos alunos, a Escola tem como    principais objetivos, na voz dos docentes, contribuir para o desenvolvimento    da <i>“cidadania, valores e solidariedade” </i>(E7), prevenir <i>“situações    de risco e reforçar os fatores sociais de proteção” </i>(E8)<i>, </i>promovendo    <i>“a inter-relação entre os diversos intervenientes família/ escola/comunidade    como agentes participantes no processo de desenvolvimento socioeducativo” </i>(E8)<i>,    </i>bem como a promoção de “<i>condições socioemocionais que contribuam para    a consolidação do sucesso escolar dos jovens</i>” (E8), como seja, o favorecimento    da <i>“autoestima, autoconfiança, eficácia e autonomia”</i>(E5) dos alunos<i>.</i></p>     <p>Em particular, nos contextos educativos dos docentes, a área do desenvolvimento    pessoal e social foi globalmente valorizada enquanto objetivo de formação dos    alunos. No entanto, não havendo um “<i>plano definido da formação pessoal e    social dos alunos” </i>(E9), os docentes consideraram existir diferentes “<i>iniciativas    e projetos que vão sendo analisados e implementados pelos diferentes ciclos”    </i>(E9), bem como <i>“atividades de enriquecimento curricular</i>” (E1), com    vista a operacionalizar o desenvolvimento destas competências nos alunos, em    que “<i>tanto os alunos, como os pais e a comunidade são amplamente envolvidos”    </i>(E1).</p>     <blockquote>        <p>&#8212; <i>“Na minha escola, independentemente da existência ou não nos planos      curriculares nacionais de áreas de formação ligadas à formação pessoal e social,      sempre se considerou essencial a formação do indivíduo, para além da mera      transmissão de conhecimentos inscritos nos programas curriculares. Houve e      há a preocupação de incluir e pôr em prática no seu Projeto Educativo a Formação      Pessoal dos alunos.” </i>(E2).</p> </blockquote>     <p><i>A aprendizagem social e emocional no ensino secundário</i></p>     <blockquote>        <p>&#8212; “<i>Mais do que nunca espera-se da escola a tarefa de ultrapassar      a mera transmissão de conteúdos e de assumir um papel preponderante na contribuição      para a formação pessoal e social dos alunos, suscitando-lhes, ao mesmo tempo,      a aquisição de competências próprias que lhes permitam lidar convenientemente      com as tarefas da sua vida quotidiana. Numa altura em que se assiste a uma      profunda crise de valores, a uma cada vez maior desestruturação das famílias,      este papel da escola enquanto ‘escola que prepara para a vida’ será fundamental</i>.”      (E10).</p> </blockquote>     <p>Globalmente, os docentes consideraram que a estrutura curricular do ensino    secundário está focalizada na promoção de aprendizagens ditas tradicionais,    sendo que neste ciclo de ensino o desenvolvimento de competências sociais e    emocionais tende a refletir, cada vez mais, uma função não prioritária da escola.    Consideraram que, de uma forma geral, “<i>a escola está orientada exclusivamente    para os resultados” </i>(E1), sendo que as disciplinas sujeitas a exame nacional    são as mais valorizadas. Acreditam que “<i>a formação pessoal e social é menosprezada”    </i>e que com as reestruturações curriculares existentes, a exclusão da disciplina    de Formação Cívica “<i>põe em causa a continuidade e a abordagem formal do desenvolvimento    pessoal e social.” </i>(E2).</p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&#8212; “Atualmente, a escola tem papel preponderante na transmissão de      conteúdos e a atual organização curricular não permite ultrapassar essa tarefa      que, embora importante, deixa pouco tempo à aquisição de outras competências      que permitam aos alunos lidar convenientemente com as tarefas da sua vida      quotidiana.”</i> (E4).</p> </blockquote>     <p>A aprendizagem social e emocional permite ao aluno, na voz dos docentes, a    abertura a <i>“perspetivas diversas” </i>(E2), que facilitam o seu posicionamento    e a “<i>compreensão do mundo que o rodeia” </i>(E12). O desenvolvimento pessoal    e social do aluno vai refletir-se numa postura mais <i>“crítica, interventiva,    autónoma e responsável” </i>(E3) e mais capaz de <i>“enfrentar as adversidades”    </i>(E6) do contexto académico, tendo como “<i>consequência direta maior autoestima,    autoconfiança e consciência face aos estudos” </i>(E2), que se irá traduzir    positivamente no seu sucesso académico:</p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “O desenvolvimento pessoal e social dos alunos é fundamental para      o seu sucesso académico, quer no presente quer no futuro. Cada vez mais, os      nossos alunos têm de estar conscientes que a formação curricular é um ponto      de partida para a sua vida escolar e, posteriormente, profissional. É a sua      capacidade de saber lidar com os outros, de saber afirmar-se como cidadão      responsável e exemplar, de saber trabalhar em equipa, que vai fazer a diferença.      Um aluno que consiga atingir uma dimensão pessoal e social mais vasta vai      ser, com certeza, melhor sucedido.” </i>(E11).</p> </blockquote>     <p>Em particular, no ensino secundário, os docentes revelaram que as competências    socioemo- cionais facilitam a progressão dos alunos, uma vez que lhes proporcionam    um <i>“autoconhecimento firme”</i>, suportado em <i>“valores de respeito por    si e pelas diferenças que marcam o outro” </i>(E2) e uma perspetiva mais <i>“responsável”    </i>na forma como encaram o novo ciclo de estudos.</p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “O processo de transição do 3º ciclo para o Secundário é um tremendo      ‘passo de gigantes’. Para que o sucesso possa ser atingido deverá existir      uma ‘teia’ de apoio aos alunos (pais, diretor de turma, psicólogo) que os      guie nas escolhas que desejarem fazer.” </i>(E12).</p> </blockquote>     <p>Apesar da importância reconhecida ao desenvolvimento de competências socioemocionais    na formação do aluno, os docentes realçaram as condicionantes e dificuldades    de resposta das escolas, referindo, em particular, que a “<i>falta de tempo,    de motivação e de preparação” </i>(E3), bem como o facto de “<i>ser considerada    por muitos como acessória” </i>(E9), não permitem uma resposta adequada.</p>     <p>As estratégias adotadas pela Escola na promoção do desenvolvimento social e    emocional dos alunos foram, globalmente, diversificadas (cf. <a href="#q2">Quadro    2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2"></a></p>     <P><img src="/img/revistas/aps/v31n4/31n4a07q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere a possíveis processos de monitorização e de avaliação das    estratégias implementadas, a maioria dos docentes afirma não existir uma avaliação    diferente da dos demais processos educativos, isto é, por norma pouco específica    e sem uma avaliação formal do cumprimento dos objetivos propostos.</p>     <p><i>As alterações curriculares na área da aprendizagem social e emocional</i></p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “De que servirá à sociedade um matemático brilhante, um médico      ilustre, um empresário de sucesso, um investigador pioneiro, se não souber      pôr o seu trabalho ao serviço dos outros? (...) é premente que sejam exploradas      e desenvolvidas capacidades que permitam ao alunos dar-se à sociedade, ao      invés de apenas receberem conhecimentos que, indubitavelmente, são essenciais      e estruturantes, não sendo, no entanto, suficientes.” </i>(E10).</p> </blockquote>     <p>De um modo geral, para os docentes a introdução de disciplinas na área de desenvolvimento    social e emocional constituiu uma mais valia indiscutível na formação global    do aluno, sendo percecionada como <i>“oportunidade para o desenvolvimento da    formação e do desenvolvimento pessoal e social” </i>(E3) que se traduziria no    “<i>desenvolvimento de competências que lhe seriam muito úteis, independentemente    da via que seguissem após a conclusão desse nível de ensino” </i>(E2). De facto,    consideraram que a disciplina de Formação Cívica e Área de Projeto fomentava    a maior “<i>estabilidade emocional”, “autoestima”, “confiança”, “disciplina”,    “capacidade de resolução de problemas”, e “comportamentos sociais mais adequados”    </i>(E8), assim como possibilitava aos professores e Diretores de Turma a “<i>oportunidade    de estar mais próximo e promover um desenvolvimento mais equilibrado do adolescente”    </i>(E12)<i>:</i></p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “Faço um balanço muito positivo (...) os resultados visíveis deram-me      a entender que os alunos sentiram que, pela experiência de trabalhar de uma      forma diferente daquela a que estavam habituados, muito os ajudou a crescer.”</i>      (E12).</p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, a exclusão de disciplinas implementadas há tão pouco tempo,    constitui, para os vários professores “<i>algo de profundamente negativo: um    retrocesso” </i>(E1), uma “<i>perda</i>” (E3) e o “<i>fim de um ciclo que não    mais voltará” </i>(E12) no que ao investimento na formação global dos alunos    diz respeito. Consideraram, ainda, que por muito que se perspetive a continuação    do investimento nestas competências, de um “<i>modo transversal, não existe    tempo para o fazer” </i>(E2), colocando <i>“em causa a continuidade e a abordagem    formal do desenvolvimento pessoal e social” </i>(E2):</p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “É uma visão redutora da educação. No mundo de hoje, a formação      para a cidadania, a educação para os valores, a educação intercultural, a      formação cívica são áreas educativas a reforçar face à violência e à intolerância;      a existência de um tempo educativo inteiramente dedicado a estas dimensões      da formação complementa o que se faz no âmbito do currículo disciplinar (...).”</i>      (E4).</p> </blockquote>     <p>No discurso dos docentes, a identificação e a proposta de medidas que possam    minimizar as consequências que advêm das atuais alterações curriculares desvendou    a futura “<i>dificuldade ou mesmo a impossibilidade em ultrapassar a exclusão    destas disciplinas por falta de tempo próprio para o fazer” </i>(E3). De facto,    sob pena de colocar em causa o desenvolvimento global do aluno, os docentes    consideraram que no futuro se deveria assegurar a formação nesta área, quer    seja através da transdisciplinaridade do currículo, <i>“transferindo essas competências    para as disciplinas curricu- lares existentes” </i>(E9), quer seja pela valorização    destas componentes no projeto educativo da Escola:</p>     <blockquote>        <p><i>&#8212; “A única solução possível será, como já indicado, que as várias      disciplinas, dentro dos limites possíveis, concorram para as finalidades de      uma área como a do desenvolvimento pessoal e social. Só a nível da execução      de um plano anual de atividades rico, coerente e variado, e com a participação      das várias áreas disciplinares, será possível dar alguma resposta na via da      formação dos alunos.”</i> (E2).</p>       <p>&nbsp;</p> </blockquote>     <p>DISCUSSÃO</p>     <p>Numa sociedade complexa e progressivamente mais exigente, os alunos devem ser    preparados não só para serem bem sucedidos na escola, mas também para serem    bem sucedidos na vida. Nesta senda, a aprendizagem social e emocional reveste-se    de particular importância no contexto educativo, acres- centando um inegável    valor ao modelo preconizado de formação global do aluno. Mais ainda, a evidência    do papel adaptativo e potenciador das competências socioemocionais tem conduzido    ao seu crescente reconhecimento, particularmente no contexto escolar (Elias    et al., 1997; Zins et al., 2001).</p>     <p>Assim, partilhando desta perspetiva, os docentes foram, globalmente, consensuais    ao considerar que a Escola tem a função de dotar os alunos com competências    sociais e emocionais que, a par das cognitivas, potenciam o seu desenvolvimento    integral e, consequentemente, promovem o seu êxito a vários níveis. No entanto,    a maioria reconheceu que na sua realidade escolar, apesar da valorização implícita    desta função, a não existência de um plano a nível nacional de desenvolvimento    social e emocional dos alunos, leva a que o investimento de cada escola na promoção    destas áreas seja variável e, em larga medida, dependente dos seus próprios    interesses e motivações.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao nível do ensino secundário, muito particularmente, o discurso dos docentes    reflete a função prioritária da Escola de transmissão dos saberes ditos essenciais,    logo, curriculares, relegando para segundo plano a promoção de competências    sociais e emocionais (Greenberg et al., 2003). A subvalorização destas áreas    parece, no geral, ser assumida pelos docentes, que afirmam não existir uma abordagem    mais produtiva desta área, nomeadamente pela ausência de estrutura e organização    curriculares vocacionadas para o seu desenvolvimento.</p>     <p>A estreita relação entre o domínio das competências sociais e emocionais, o    rendimento académico e a aprendizagem ao longo da vida (Zins, Weissberg, et    al., 2004) foram realçadas pelas várias “vozes” da Escola. De facto, estas aprendizagens    favorecem os alunos no confronto com adversi- dades várias, ao mesmo tempo que    proporcionam uma maior <i>“responsabilização”</i>, <i>“autonomia”</i>, <i>“consciência    face aos estudos”, “autoconfiança” </i>e <i>“motivação”</i>, promovendo a prossecução    de objetivos e de resultados de mestria e excelência, bem como a procura constante    do desenvolvimento. No ensino secundário, mais exigente do ponto de vista académico    e socioemocional, os docentes realçaram que o desenvolvimento destas competências    se apresenta como uma mais valia na gestão do quotidiano escolar dos alunos,    uma vez que possibilitam um maior <i>“autoconhecimento”</i>, facilitador e potenciador    da tomada de perspetiva <i>“responsável” </i>sobre a importância desta etapa    da vida escolar no futuro académico e profissional.</p>     <p>A Escola, sendo um espaço social privilegiado, proporciona, quer através de    práticas institucionalizadas, quer de forma espontânea e informal, um conjunto    diversificado de experiências que possibilitam ao aluno o desenvolvimento de    competências variadas, entre as quais as sociais e emocionais. Neste sentido,    várias estratégias promotoras da aprendizagem social e emocional foram consideradas    pelos docentes, mas foram sobretudo as de cariz extracurricular (atividades    culturais, desportivas ou comemorativas) as mais mencionadas, o que, não obstante    a sua capacidade de promover as competências socioemocionais, por si só, têm    um efeito limitado uma vez que não garantem que a aprendizagem social e emocional    abranja todos os alunos.</p>     <p>De facto, apesar do reconhecido investimento das escolas no desenvolvimento    de estratégias para a promoção de competências socioemocionais, a ausência de    um plano de desenvolvimento estruturado tornou-se evidente: em prejuízo do desenvolvimento    dos alunos, as estratégias adotadas apresentam-se muitas vezes segmentadas,    focalizadas em temáticas específicas e sem continuidade no tempo, carecendo    de objetivos particulares de formação nesta área e não sendo sujeitas a uma    avaliação de resultados, o que em larga medida poderá comprometer, segundo a    literatura, quer a sua implementação nas práticas escolares, quer os eventuais    efeitos sobre o desenvolvimento do aluno (Zins &amp; Elias, 2006).</p>     <p>A introdução de disciplinas da área de desenvolvimento social e emocional possibilitou,    através de uma estrutura formalmente instituída, uma “<i>oportunidade de desenvolvimento”    </i>e <i>“crescimento” </i>para todos os jovens. A sua prematura exclusão foi    perspetivada pelos docentes como profundamente negativa e comprometedora do    desenvolvimento futuro dos alunos, constituindo um claro recuo na política educativa,    que desejavelmente deveria pugnar pela formação global dos alunos: ora, manifestando    claramente a dificuldade que a Escola terá em colmatar esta exclusão prematura,    os docentes apontaram a abordagem transdisciplinar destes conteúdos no currículo,    a par do investimento de cada escola nestas áreas, como meios para combater    os efeitos negativos das alterações em curso.</p>     <p>CONCLUSÕES</p>     <p>Apesar de reconhecida a importância das competências sociais e emocionais no    percurso académico, a Escola encontra-se cada vez mais pressionada na sua função    de formar academicamente: como consequência da falta de tempo, de recursos,    de orientações precisas de formação e de alterações curriculares, a Escola tem    vindo a debater-se para conseguir responder às necessidades de desenvolvimento    global dos alunos.</p>     <p>De facto, à semelhança de outros países, devido às várias dificuldades de operacionalização    e implementação (Adelman &amp; Taylor, 2000), a aprendizagem social e emocional    parece ter ainda um longo caminho a percorrer para que se possa constituir como    uma realidade na Escola atual.</p>     <p>Em suma, à medida que aumenta a compreensão dos efeitos do contexto social    no desenvol- vimento dos jovens, mais o contexto educativo se constituirá como    espaço privilegiado na promoção do desenvolvimento holístico e integrado do    aluno: neste sentido, e uma vez que as competências socioemocionais apresentam    uma estreita relação com o sucesso académico, as escolas, para serem eficazes    do ponto de vista socioeducativo, devem focalizar os seus esforços na coordenação    e integração das várias áreas, inclusive a socioemocional, otimizando o potencial    dos alunos para virem a ser bem sucedidos na escola e ao longo da vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFERÊNCIAS</p>     <!-- ref --><p>Adelman, H., &amp; Taylor, L. (2000). Moving prevention from the fringes into    the fabric of school improvement. <i>Journal of Educational and Psychological    Consultation</i>, 11, 7-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201300040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boshier, R. (1990). Sociopsychological factors in electronic networking. <i>International    Journal of Lifelong Education</i>, <i>9</i>(1), 49-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201300040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campos, B., &amp; Menezes, I. (1996). Personal and social education in Portugal.    <i>Journal of Moral Education, 25</i>(3), 343-357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201300040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cantrell, M. A., &amp; Lupinacci, P. (2007). Methodological issues in online    data collection. <i>Journal of Advanced Nursing</i>, <i>60</i>(5), 544-549.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201300040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>César, M., &amp; Oliveira, I. (2005). The curriculum as a mediating tool for    inclusive participation: A case study in a Portuguese multicultural school.    <i>European Journal of Psychology of Education</i>, <i>XX</i>(1), 29-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201300040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (CASEL). (2003).    <i>Safe and sound: An educational leader’s guide to evidence-based social and    emotional learning (SEL) programs. </i>Retirado em dezembro 15, 2012 de <a href="http://casel.org/wp-content/uploads/1A_Safe_Sound-rev2.pdf" target="_blank">http://casel.org/wp-content/uploads/1A_Safe_Sound-rev2.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201300040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning (CASEL). (2005).    <i>Safe and sound: An educational leader’s guide to evidence-based social and    emotional learning programs – Illinois edition. </i>Retirado em dezembro 15,    2012 de <a href="http://casel.org/wp-content/uploads/2011/04/Safe_and_Sound_ILedition.pdf" target="_blank">http://casel.org/wp-content/uploads/2011/04/Safe_and_Sound_ILedition.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201300040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duckworth, A. S., &amp; Seligman, M. E.(2005). Self-discipline outdoes IQ in    predicting academic performance of adolescents. <i>Psychological Science, 16</i>,    939-944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201300040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Durlak, J. A.,Weissberg, R. P., Dymnicki, A. B., Taylor, R. D., &amp; Schellinger,    K. (2011). The impact of enhancing students’ social and emotional learning:    A meta-analysis of school-based universal interventions. <i>Child Development,    82</i>(1), 405-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201300040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elias, M. J., Zins, J. E., Weissberg, R. P., Frey, K. S., Greenberg, M. T.,    Haynes, N. M., Kessler, R., Schwab- Stone, M. E., &amp; Shriver, T. P. (1997).    <i>Promoting social and emotional learning: Guidelines for educators. </i>Alexandria,    VA: Association for Supervision and Curriculum Development.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201300040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elliot, D. S., &amp; Mihalic, S. (2004). Issues in disseminating and replicating    effective prevention programs. <i>Prevention Science</i>, 5, 47-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201300040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Faria, L. (2011). Social and emotional education in Portugal: Perspectives    and prospects. In B. Heys (Eds.), <i>Social and emotional education: An international    analysis: Fundación Botín Report 2011 </i>(pp. 33-65). Santander: Fundación    Botín.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201300040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Federação Nacional de Educação (FNE). (2012). <i>Parecer sobre a proposta-base    de revisão da estrutura curricular</i>. Retirado em dezembro 15, 2012 de <a href="http://www.fne.pt/upload/parecerFNE_RC.pdf" target="_blank">http://www.fne.pt/upload/parecerFNE_RC.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201300040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Federação Nacional dos Professores (FENPROF). (2011). <i>Desvalorização de    algumas disciplinas e concretização do que prevê o OE/2012. </i>Retirado em    dezembro 15, 2012 de <a href="http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=226&doc=6012" target="_blank">http://www.fenprof.pt/?aba=27&amp;mid=115&amp;cat=226&amp;doc=6012</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201300040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fernandez-Berrocal, P., &amp; Ruiz, D. (2008). Emotional intelligence in Education.    <i>Electronic Journal of Research in Educational Psychology, 15, 6</i>(2), 421-436.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201300040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Greenberg, M. T. (2004). Current and future challenges in school-based prevention.    <i>Prevention Science, 5</i>, 5-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201300040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Greenberg, M. T., Weissberg, R. P., O’Brien, M. U., Zins, J. E., Fredericks,    L., Resnik, H., &amp; Elias, M. J. (2003). Enhancing school-based prevention    and youth development through coordinated social and emotional learning. <i>American    Psychologist, 58, </i>466-474.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201300040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hunter, L. (2012). Challenging the reported disadvantages of e-questionnaires    and addressing methodological issues of online data collection. <i>Nurse Researcher,    20</i>(1), 11-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201300040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Katz, N., et al. (2008). Internet-based survey of nonmedical prescription opioid    use in the United States. <i>Clin J Pain, 24</i>, 528-535.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201300040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Learning First Alliance. (2001). <i>Every child learning: Safe and supportive    schools. </i>Retirado em dezembro 15, 2012 de <a href="http://www.learningfirst.org/" target="_blank">http://www.learningfirst.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201300040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lemerise, E. A., &amp; Arsenio, W. F. (2000). An integrated model of emotion    processes and cognition in social information processing. <i>Child Development,    71</i>, 107-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201300040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lopes, P., &amp; Salovey, P. (2001). Emotional intelligence and social-emotional    learning. Assessing emotional intelligence and developing skills and flexibility.    <i>The CEIC Review, 10, </i>12-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201300040000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Machado, R., &amp; César, M. (2012). Trabalho colaborativo e representações    sociais: Contributos para a promoção do sucesso escolar em matemática. <i>Interações,    20</i>, 98-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201300040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McNeeley, C. A., Nonnemaker, J. M., &amp; Blum, R. W. (2002). Promoting school    connectedness: Evidence from the national longitudinal study of adolescent health.    <i>Journal of School Health, 72</i>, 138-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201300040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Menezes, I. (2007). Evolução da cidadania em Portugal. In <i>Atas do Encontro    para a Cidadania e Culturas de Formação </i>(pp. 17-34). Lisboa: Escola Superior    de Educação.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201300040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miller, G., &amp; Fox, K. J. (2004). Building bridges: The possibility of analytic    dialogue between ethnography, conversation analysis and Foucault. In D. Silverman    (Ed.), <i>Qualitative research: Theory, method and practice </i>(pp. 35-55).    London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201300040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ministério da Educação: Decreto-Lei nº 6/2001. <i>Organização e gestão do currículo    nacional</i>. D.R. I Série (15), 18 de janeiro, 2001.</p>     <p>Ministério da Educação: Decreto-Lei nº 74/2004. <i>Organização e gestão do    currículo</i>. D.R. I Série (73), 26 de março, 2004.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ministério da Educação: Decreto-Lei nº 50/2011. <i>Objeto</i>. D.R. I Série    (70), 8 de abril, 2011.</p>     <p>Ministério da Educação: <i>Lei de Bases do Sistema Educativo Português</i>:    Lei nº 46/86. D.R. I Série (273), 14 de outubro, 1986.</p>     <p>Ministério da Educação: Parecer nº 2/2012. <i>Parecer sobre Proposta de Revisão    da Estrutura Curricular para o Ensino Básico e Secundário. </i>D.R. II Série    (48), 7 de março, 2012. Retirado em dezembro 15, 2012 de <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/140257/revisao_estrutura_curricular_basico.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/140257/revisao_estrutura_curricular_basico.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Ministério da Educação e Ciência (MEC). (2011). <i>Revisão da Estrutura Curricular</i>.    Acedido em 15 de dezembro de 2012 em <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/140257/revisao_estrutura_curricular_basico.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/140257/revisao_estrutura_curricular_basico.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201300040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Movimento Escola Pública (MEP). (2012). <i>Vem aí o currículo “NÃO MEXAS AÍ”!    Reflexão do MEP sobre a proposta de revisão curricular</i>. Retirado em dezembro    15, 2012 de <a href="http://pt.scribd.com/doc/79874911/" target="_blank">http://pt.scribd.com/doc/79874911/</a>    proposta-mep-rc1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201300040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Osterman, K. F. (2000). Students’ need for belonging in the school community.    <i>Review of Educational Research, 70</i>, 323-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201300040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patto, M. H. (2000). <i>Mutações do cativeiro: escritos de psicologia e política.    </i>São Paulo: Hacker.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201300040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Payton, J., Weissberg, R. P., Durlak, J. A., Dymnicki, A. B., Taylor, R. D.,    Schellinger, K. B., &amp; Pachan, M. (2008). <i>The positive impact of social    and emotional learning for kindergarten to eighth-grade students: Findings from    three scientific reviews</i>. 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(2004). <i>Escola e cidadania. O papel da escola na formação    para a democracia. </i>Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201300040000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, J. (1983). <i>Ensaios sobre educação – II. O falar das letras. </i>Lisboa:    Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201300040000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Schutz, P. A., &amp; Pekrun, R. (2007). <i>Emotion in education.    </i>San Diego, CA: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201300040000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silverman, D. (2001). <i>Interpreting qualitative data. Methods for analyzing    talk, text and interaction. </i>London: Sage Publication.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201300040000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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