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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamentos extra-diádicos nas relações de namoro: Diferenças de sexo na prevalência e correlatos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of the present study was to assess sex differences in prevalence rates and in correlates of offline and online extra-dyadic behaviors (EDB) during dating. The sample consisted of 494 participants (156 men and 338 women) with a mean age of 23.38 years (SD=3.41). The assessment protocol included the following self-report instruments: Extradyadic Behaviors Inventory and Global Measure of Relationship Satisfaction and Global Measure of Sexual Satisfaction. About 63.5% of men and 56.5% of women reported having already been involved in offline EDB and 46.2% of men and 39.3% of women have already been engaged in online EDB, and this difference was not statistically significant. For both sexs, having been unfaithful to a partner and lower relational satisfaction were important predictors of involvement in offline and online EDB. Among men, belonging to the Catholic religion and prior history of the father’s infidelity were significant predictors of the EDB. Among women, the number of sexual partners in the last two years was significantly related with offline EDB. Although men and women are converging in terms of the rates of prevalence, the correlates of engagement in EDB differ according to sex. Suggestions for future research are presented in view of these findings.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamentos extra-diádicos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diferenças de sexo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Comportamentos extra-diádicos nas relações de namoro: Diferenças de sexo    na prevalência e correlatos</b></p>     <p><b>Alexandra Martins*, Marco Pereira*, Maria Cristina Canavarro*</b></p>     <p>* Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra</p>     <p><a name="top0"></a><a href="#0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <P>&nbsp;</p>     <P><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo avaliar as diferenças de sexo nas taxas    de prevalência e nos correlatos dos comportamentos extra-diádicos (CED) <i>offline    </i>e <i>online</i>, durante o namoro. A amostra foi constituída por 494 participantes    (156 homens e 338 mulheres) com uma idade média de 23.38 anos (<i>DP</i>=3.41).    O protocolo de avaliação incluíu os seguintes instrumentos de auto-resposta:    Inventário de Comportamentos Extra-Diádicos e Medida Global da Satisfação Relacional    e Medida Global da Satisfação Sexual. Cerca de 63.5% dos homens e 56.5% das    mulheres reportou já se ter envolvido em CED <i>offline </i>e 46.2% dos homens    e 39.3% das mulheres já se envolveu em CED <i>online</i>, sendo que esta diferença    não foi significativa. Para ambos os sexos, já ter sido infiel a um parceiro    e menor satisfação relacional foram preditores importantes do envolvimento em    CED <i>offline </i>e <i>online</i>. Para os homens, pertencer à religião Católica    e história prévia de infidelidade do pai foram preditores significativos dos    CED online. Entre as mulheres, o número de parceiros sexuais nos últimos dois    anos associou-se significativamente ao envolvimento extra-diádico <i>offline</i>.    Embora homens e mulheres cada vez se aproximem mais no que respeita às taxas    de prevalência, os correlatos do envolvimento em CED diferem em função do sexo.    Sugestões para investigação futura são apresentadas à luz destes resultados.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Comportamentos extra-diádicos, Diferenças de sexo, Prevalência,    Relação de namoro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The purpose of the present study was to assess sex differences in prevalence    rates and in correlates of offline and online extra-dyadic behaviors (EDB) during    dating. The sample consisted of 494 participants (156 men and 338 women) with    a mean age of 23.38 years (<i>SD=</i>3.41). The assessment protocol included    the following self-report instruments: Extradyadic Behaviors Inventory and Global    Measure of Relationship Satisfaction and Global Measure of Sexual Satisfaction.    About 63.5% of men and 56.5% of women reported having already been involved    in offline EDB and 46.2% of men and 39.3% of women have already been engaged    in online EDB, and this difference was not statistically significant. For both    sexs, having been unfaithful to a partner and lower relational satisfaction    were important predictors of involvement in offline and online EDB. Among men,    belonging to the Catholic religion and prior history of the father’s infidelity    were significant predictors of the EDB. Among women, the number of sexual partners    in the last two years was significantly related with offline EDB. Although men    and women are converging in terms of the rates of prevalence, the correlates    of engagement in EDB differ according to sex. Suggestions for future research    are presented in view of these findings.</p> <b>Key-words</b>: Extra-dyadic behaviours, Sex differences, Prevalence, Dating  relationships.      <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODUÇÃO</p>     <p>Numa relação amorosa, alguns comportamentos, como por exemplo as relações sexuais,    são considerados aceitáveis apenas para as duas pessoas envolvidas nessa relação    (Luo, Cartun, &amp; Snider, 2010). Os indivíduos envolvidos numa relação amorosa    possuem, em geral, uma compreensão implícita do grau em que o seu envolvimento    em determinados comportamentos interpessoais é esperado como sendo exclusivo    ao parceiro (Wiederman &amp; Hurd, 1999). Assim, “quando um indivíduo se envolve    em tais comportamentos exclusivos com alguém fora da relação primária, esses    comportamentos são denominados de ‘comportamentos extra-diádicos’” (CED; Luo    et al., 2010, p. 155).</p>     <p>Nesta área, a investigação tem-se focado essencialmente nos CED dos indivíduos    casados ou a cohabitar. A literatura sobre os CED durante o namoro é mais limitada,    sobretudo devido às dificuldades em definir relação de namoro (Hansen, 1987;    McAnulty &amp; Brineman, 2007). Para McAnulty e Brineman, estas relações normalmente    não possuem um compromisso formal para a exclusividade sexual e emocional, que    caracteriza o casamento, portanto a violação desta exclusividade pode ser mais    difícil de definir. Embora a investigação no âmbito das relações de namoro seja    relativamente recente, é durante este período que as pessoas podem, pela primeira    vez, violar as expectativas de exclusividade. Nesta linha, os CED observados    durante o namoro podem ter implicações subsequentes nas expectativas sobre o    casamento e no comportamento (Wiederman &amp; Hurd, 1999).</p>     <p>Em estudos prévios, enquanto durante o casamento a prevalência dos CED, nos    homens, variou entre os 21% e os 52% e, nas mulheres, entre os 12% e os 29%    (Kontula &amp; Haavio-Mannila, 1995; Lewin, 2000; Træen &amp; Stigum, 1998;    Wiederman, 1997a), durante o namoro a prevalência destes comportamentos parece    ser mais elevada (Luo et al., 2010; Wierderman, 1997a; Wiederman &amp; Hurd,    1999), tendo alguns estudos encontrado uma prevalência superior a 70% (Allen    &amp; Baucom, 2006; Yarab, Sensibaugh, &amp; Allgeier, 1998). Estes valores    elevados têm sido, sobretudo, associados aos níveis mais baixos de compromisso    que caraterizam as relações de namoro, comparativamente às relações conjugais    (Edin, Kefalas, &amp; Reed, 2004).</p>     <p>Algumas limitações da investigação nesta área justificam o presente estudo.    Primeiro, a maioria dos estudos não apresenta uma definição operacional clara    dos CED (Luo et al., 2010), usando terminologia vaga como “comportamento romântico    ou sexual” (Allen &amp; Baucom, 2006, p. 309). Segundo, existe um maior foco    nos comportamentos sexuais (e.g., Atkins, Baucom, &amp; Jacobson, 2001; Mark,    Janssen, &amp; Milhausen, 2011), apesar da relevância em se considerar um espectro    mais amplo de comportamentos, tanto sexuais como emocionais (e.g., Roscoe, Cavanaugh,    &amp; Kennedy, 1988; Whitty, 2003; Wiederman &amp; Hurd, 1999; Yarab et al.,    1998). Terceiro, poucos estudos têm analisado o envolvimento extra-diádico <i>online    </i>(Merkle &amp; Richardson, 2000; Whitty, 2003), apesar do número de relações    românticas <i>online </i>estar a aumentar e os indivíduos descreverem, frequentemente,    estas relações como íntimas e tão “autênticas” como qualquer relação presencial    (Merkle &amp; Richardson). Por último, a investigação baseia-se, maioritariamente,    em indivíduos casados, sobretudo atendendo às potenciais consequências da infidelidade,    em particular o divórcio (Amato &amp; Rogers, 1997; Betzig, 1989).</p>     <p>Dado o potencial impacto negativo que os CED podem ter na estabilidade de uma    relação (e.g., término da relação; Harris, 2002) e no bem-estar individual (e.g.,    confiança pessoal e sexual diminuída; Charny &amp; Parnass, 1995), vários estudos    têm tentado perceber quais os fatores que colocam os indivíduos em risco de    CED. Globalmente, os fatores mais estudados centram-se em variáveis sociodemográficas,    intrapessoais e interpessoais.</p>     <p><i>Variáveis sociodemográficas</i></p>     <p>O sexo é a variável mais estudada no contexto da infidelidade, quer relativamente    à definição, quer à incidência e prevalência destes comportamentos (Mark et    al., 2011). No contexto das relações de namoro, têm sido reportadas taxas de    prevalência mais elevadas para os homens do que para as mulheres (e.g., Allen    &amp; Baucom, 2004; Hansen, 1987; Wiederman &amp; Hurd, 1999). Porém, estas    taxas parecem declinar à medida que o contacto se torna mais íntimo fisicamente    (McAnulty &amp; Brineman, 2007). Também na modalidade <i>online</i>, as diferenças    de sexo parecem assumir especial relevância. Vários estudos sugerem que o sexo    masculino é o que mais tende a envolver-se em relações românticas mediadas pelo    computador (e.g., Cooper, Delmonico, &amp; Burg, 2000;Wysocki, 1998). As diferenças    de sexo parecem, no entanto, ser atenuadas quando a infidelidade é definida    como abrangendo uma maior diversidade de comportamentos, em vez de apenas a    relação sexual (Brand, Markey, Mills, &amp; Hodges, 2007). Numa revisão da literatura,    Allen et al. (2005) mostraram que as diferenças de sexo estão a diminuir nas    coortes sucessivamente mais jovens, ou seja, o “intervalo” entre os homens e    mulheres, no que concerne à taxa de infidelidade, tem estreitado (e.g., Wiederman,    1997a).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A existência de dois tipos de infidelidade é um aspeto consensual: a <i>sexual    </i>(i.e., envolvimento numa relação sexual com outra pessoa para além do parceiro)    e a <i>emocional </i>(i.e., apaixonar-se por outra pessoa que não o parceiro    primário; Miller &amp; Maner, 2008). Também neste âmbito, se encontram evidências    sobre as diferenças de sexo, sugerindo-se que os homens, mais provavelmente    que as mulheres, têm casos apenas sexuais e as mulheres, mais que os homens,    apenas emocionais (Glass &amp; Wright, 1985).</p>     <p>Outra variável relevante diz respeito à religiosidade (Allen et al., 2005;    Atkins et al., 2001; Mattingly, Wilson, Clark, Bequette, &amp; Weidler, 2010;    Treas &amp; Giesen, 2000). A infidelidade tem sido, de forma consistente, mais    reportada por indivíduos que não têm afiliação religiosa comparativamente aos    que têm (Burdette, Ellison, Sherkat, &amp; Gore, 2007; Forste &amp; Tanfer,    1996), ainda que outros tenham reportado resultados contraditórios. Por exemplo,    Hansen (1987) mostrou que a religiosidade (definida como a importância da religião    para o indivíduo e a frequência de idas à igreja) não se encontrava correlacionada    com a infidelidade para os homens, mas encontrava-se negativamente associada    para as mulheres. Por sua vez, Liu (2000) referiu que tal correlação existe    apenas para os homens, mas não para as mulheres. Já nos estudos de Mark et al.    (2011) e de Wiederman e Hurd (1999), a religiosidade não se associou ao envolvimento    extra-diádico.</p>     <p>Também a educação tem recebido atenção na literatura sobre os CED. Embora um    nível de educação elevado se encontre associado a atitudes mais liberais em    relação à sexualidade e a atitudes de aceitação face à infidelidade (Forste    &amp; Tanfer, 1996), a relação entre a educação e a infidelidade real é menos    clara (Allen et al., 2005). Enquanto alguns estudos encontraram maior probabilidade    de infidelidade entre os indivíduos com educação superior (e.g., Atkins et al.,    2001; Buunk, 1980), outros encontraram resultados contrários (e.g., Choi, Catania,    &amp; Dolcini, 1994) ou nenhuma associação significativa (e.g., Træen, Holmen,    &amp; Stigum, 2007).</p>     <p><i>História relacional: Experiências anteriores e duração da relação</i></p>     <p>Em relação à história relacional prévia, McAlister, Pachana e Jackson (2005)    verificaram que os participantes numa relação de namoro exclusiva que tinham    experienciado intimidade sexual com um maior número de parceiros sexuais, também    reportaram uma maior inclinação extra-diádica para ter sexo e beijar. Em outros    estudos (Træen et al., 2007; Treas &amp; Giesen, 2000), um maior número de parceiros    sexuais prévio mostrou-se um preditor significativo da ocorrência de relações    sexuais extra-diádicas. Para alguns indivíduos, o número de parceiros sexuais    pode estar associado à idade de início da atividade sexual. Por exemplo, para    Grello, Welsh e Harper (2006) aqueles que têm a primeira relação sexual mais    precocemente envolvem-se com maior facilidade em relações sexuais com parceiros    casuais. Porém, no estudo de McAlister et al., a idade do primeiro encontro    sexual não se correlacionou com o envolvimento extra-diádico.</p>     <p>A investigação no contexto das relações de namoro não tem avaliado especificamente    a duração da relação como preditor dos CED (McAlister et al., 2005). Um estudo    de Hicks e Leitenberg (2001) revelou que as fantasias sobre o envolvimento sexual    extra-diádico se associaram positivamente à duração da relação. Este resultado    está na linha do documentado em estudos com indivíduos casados ou a coabitar,    cujas relações mais longas se associaram com uma maior probabilidade de infidelidade    (Træen et al., 2007; Træen &amp; Stigum, 1998). No contexto do namoro, do nosso    conhecimento, apenas o estudo de McAlister et al. estudou esta variável, porém,    esta não se revelou um preditor significativo da inclinação extra-diádica nem    para beijar nem para ter sexo. Na análise por sexo, entre as mulheres, as relações    primárias mais longas parecem ter uma maior associação à infidelidade do que    as relações mais curtas, observando-se este resultado para as mulheres casadas,    a coabitar e a namorar (Forste &amp; Tanfer, 1996). Hansen (1987) não encontrou    esta associação entre as mulheres a namorar. Por sua vez, para os homens a namorar,    quanto mais longo o tempo de namoro, maior a probabilidade de se envolverem    em atividades sexuais com outra pessoa.</p>     <p>Também a história relacional dos pais tem sido alvo de atenção, havendo evidência    de um risco aumentado de envolvimento extra-diádico para os indivíduos cujos    pais se envolveram em infidelidade (Amato &amp; Rogers, 1997; Platt, Nalbone,    Casanova, &amp; Wetchler, 2008). Num estudo recente (Havlicek, Husarova, Rezacova,    &amp; Klapilova, 2011), os autores verificaram que entre os homens, a existência    de história prévia de infidelidade do pai se associou a maior infidelidade e    intenções neste sentido, ao passo que entre as mulheres não se observou qualquer    associação com significação estatística.</p>     <p>Em relação à história prévia de infidelidade, ainda que poucos estudos se tenham    debruçado sobre esta variável, tem sido referido que os indivíduos com comportamentos    prévios de infidelidade aprovam mais facilmente as relações extra-diádicas do    que aqueles que não os tiveram (Thompson, 1984; Wiederman, 1997a). O estudo    de Banfield e McCabe (2001) mostrou que o envolvimento extra-diádico passado    foi um forte preditor do envolvimento extra-diádico futuro. Wiederman e Hurd    (1999) também encontraram que os participantes que se tinham envolvido em CED    sexuais uma vez tinham maior probabilidade de se envolver novamente.</p>     <p><i>Variáveis interpessoais</i></p>     <p>Entre as variáveis interpessoais, a satisfação relacional e a satisfação sexual    têm recebido especial atenção no contexto dos CED (Havlicek et al., 2011). Em    diversos estudos, uma reduzida satisfação relacional e sexual com o parceiro    primário mostrou-se associada a maior motivação para o envolvimento em CED (Banfield    &amp; McCabe, 2001; Buss &amp; Schackelford, 1997; Træen &amp; Stigum, 1998;    Treas &amp; Giesen, 2000). A baixa satisfação com a relação, para além de ser    um dos motivos mais citados para a ocorrência de CED (Roscoe et al., 1988),    tem também sido consistentemente apontada como preditora do envolvimento extra-diádico    (McAlister et al., 2005). Considerando o sexo dos participantes, tem sido referido    que enquanto a associação entre os CED e a satisfação relacional parece ser    particularmente importante para as mulheres (Glass &amp; Wright, 1985), a insatisfação    sexual parece estar mais relacionada com os CED nos homens (Liu, 2000; Mark    et al., 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>O presente estudo</i></p>     <p>Face ao exposto, este estudo tem como principal objetivo avaliar a prevalência    dos CED e possíveis correlatos (sociodemográficos, relativos à história relacional    e interpessoais) do envolvimento extra-diádico durante a relação de namoro,    nas modalidades <i>offline </i>(i.e., CED presenciais) e <i>online </i>(i.e.,    CED mediados pelo computador), averiguando ainda as diferenças de sexo, quer    na ocorrência destes comportamentos quer nos seus correlatos.</p>     <p>MÉTODO</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra final do presente estudo foi composta por 494 participantes. Em termos    de critérios de inclusão, definiu-se que os participantes tinham de ter a idade    mínima de 18 anos, ser heterossexuais e estar numa relação de namoro exclusiva    há pelo menos três meses. No total, responderam 1158 participantes ao protocolo    de avaliação. Foram excluídos das análises 205 participantes que referiram não    namorar, cinco participantes com idade inferior a 18 anos, seis participantes    que reportaram outra orientação sexual, 82 participantes que reportaram ter    uma relação aberta e 366 participantes que não preencheram completamente a bateria    de avaliação.</p>     <p>A amostra foi composta por 156 homens e 338 mulheres com uma idade média de    23.38 anos (<i>DP</i>=3.41; amplitude: 18-43 anos). A maioria dos participantes    frequentava o ensino superior e residia no meio urbano. No momento da participação    no estudo, os homens namoravam, em média, há cerca de 31 meses e as mulheres    há cerca de 37 meses. O <a href="#q1">Quadro 1</a> sumaria as características    sociodemográficas da amostra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n1/32n1a03q1.jpg" width="521" height="341"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A análise comparativa das variáveis demográficas revelou que os homens e as    mulheres se distinguiam significativamente em termos de habilitações literárias,    no tempo de namoro, na prática religiosa, bem como na importância da religião    na vida e na tomada de decisões. Concretamente, os homens apresentavam menores    habilitações, namoravam há menos tempo, referiram não ser praticantes da sua    religião, bem como reportavam menor importância da religião na vida e na tomada    de decisões. Não foram encontradas diferenças significativas entre os homens    e as mulheres em termos de idade, da residência e da religião.</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>No presente estudo foi utilizado uma bateria de avaliação constituída por uma    ficha de dados sociodemográficos e de questões relativas à história sexual,    relacional e familiar, e pelos dois instrumentos de auto-resposta que descrevemos    em seguida.</p>     <p>Inventário de Comportamentos Extra-Diádicos (ICED), no original <i>Extradyadic    Behaviors Inventory </i>(Luo, Cartun, &amp; Snider, 2010). O ICED consiste num    inventário de auto-resposta, que inclui 23 itens para avaliar os CED na modalidade    presencial ou cara-a-cara (<i>offline</i>) e 13 itens para avaliar os CED mediados    pelo computador (<i>online</i>). Os sujeitos devem reportar a frequência com    que se envolveram em cada um dos comportamentos descritos, com alguém do sexo    oposto, durante a sua relação atual. Neste questionário foi adotada a escala    de cinco pontos de Wiederman e Hurd (1999): 1 – <i>Não tive este comportamento    porque não quis</i>; 2 – <i>Não tive este comportamento porque não houve oportunidade</i>;    3 – <i>Tive este comportamento apenas uma vez</i>; 4 – <i>Tive este comportamento    mais do que uma vez com a mesma pessoa</i>; e 5 – <i>Tive este comportamento    com diferentes pessoas</i>. Os estudos da versão Portuguesa encontram-se em    curso.</p>     <p>Medida Global da Satisfação Relacional e Sexual (Lawrance &amp; Byers, 1998).    Na Medida Global da Satisfação Relacional (MGSR) é solicitado aos participantes    para classificarem o seu relacionamento respondendo à questão: “Em geral, como    descreveria a sua satisfação global com o(a) seu(sua) companheiro(a)?”. Os indivíduos    avaliam o seu relacionamento através de cinco escalas bipolares de sete pontos,    com 1 indicando insatisfação e 7 indicando satisfação. Na Medida Global de Satisfação    Sexual (MGSS), os participantes são solicitados a responder à questão “Na globalidade,    como descreveria a sua relação sexual com o(a) seu(sua) companheiro(a)?”, devendo    classificar o seu relacionamento, também de acordo com a escala acima mencionada.    No presente estudo, o valor do alfa de Cronbach da MGRS foi de .92 para os sexos    masculino e feminino. A consistência interna da MGSS foi de .91 para o sexo    masculino e de .94 para o sexo feminino.</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Os participantes desta investigação foram recrutados através de dois métodos:    em contexto comunitário (<i>n</i>=174) e através de um questionário <i>online    </i>(<i>n</i>=320). Relativamente ao primeiro método, procedeu-se a um contacto    com os indivíduos em diferentes espaços exteriores das faculdades da Universidade    de Coimbra (UC). A confidencialidade dos dados e garantia do anonimato das respostas    aos questionários encontrava-se descrita no consentimento informado e foi também    reforçada verbalmente pelo investigador. A todos os participantes foi entregue    um envelope, no qual deveriam colocar os questionários após preenchimento e    depois selar. Foi, igualmente, explicado aos participantes que não necessitavam    de preencher o questionário <i>online</i>, uma vez respondido em suporte papel.</p>     <p>Simultaneamente, procedeu-se à recolha de dados através de um questionário    <i>online</i>, alojado no <i>site </i>da Faculdade de Psicologia e de Ciências    da Educação da UC. Foi ainda criada uma página na rede social Facebook relativa    a este estudo, onde se encontravam explicados os objetivos do estudo, os critérios    de inclusão, assim como o papel dos participantes e dos investigadores. Na mesma    página era divulgado o <i>link </i>que direcionava para o endereço onde constava    o protocolo de avaliação.</p>     <p><i>Análises estatísticas</i></p>     <p>O tratamento estatístico dos dados foi realizado com <i>software </i>IBM SPSS    v. 20.0. Recorremos ao teste do Qui-Quadrado para comparação de dados categoriais    e ao teste <i>t </i>de Student para comparação, por sexo, nas variáveis de natureza    contínua. Para a associação das variáveis contínuas recorremos aos coeficientes    de correlação de Pearson. Por fim, e separadamente para o sexo masculino e feminino,    recorremos à análise da Regressão Linear Múltipla (método <i>enter</i>) para    identificar que variáveis em estudo se associavam aos CED. Nesta análise no    primeiro passo incluíram-se as variáveis sociodemográficas e relativas à história    relacional e sexual dos participantes com um valor de <i>p</i>&lt;.20 nas análises    univariadas; no segundo passo incluíram-se os resultados das medidas globais    de satisfação relacional e sexual. A magnitude dos efeitos foi analisada através    do <i>d </i>de Cohen (variáveis contínuas) e o <i>V </i>de Cramer (variáveis    categoriais), adotando as convenções seguintes: efeito pequeno: <i>d </i>de    Cohen=.20, <i>V </i>de Cramer=.01; efeito médio: <i>d </i>de Cohen=.50, <i>V    </i>de Cramer=.03; efeito grande: <i>d </i>de Cohen=.80, <i>V </i>de Cramer=.05    (Cohen, 1992).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RESULTADOS</p>     <p><i>Caracterização da história sexual e relacional</i></p>     <p>No <a href="#q2">Quadro 2</a> encontram-se os dados relativos à história sexual    e relacional. Foi possível observar a existência de diferenças entre os sexos    no que respeita ao número de namoros ao longo da vida, número de namoros nos    últimos dois anos e número de parceiros sexuais nos últimos dois anos. Enquanto    a maioria dos homens teve três ou mais namoros ao longo da vida (44.3%), a maioria    das mulheres teve entre um e dois namoros (55%). Em relação ao número de parceiros    sexuais nos últimos dois anos, a maioria dos homens (62.2%) e das mulheres (68%)    não tiveram nenhum parceiro sexual, porém, mais homens do que mulheres tiveram    quatro ou mais parceiros sexuais nos últimos dois anos. Em relação à idade de    início da vida sexual nãos e observaram diferenças significativas entre homens    e mulheres.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n1/32n1a03q2.jpg" width="523" height="510"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente à história prévia de infidelidade por parte do parceiro, observaram-se    diferenças entre homens e mulheres. A maioria dos homens (69.5%) e mulheres    (60.1%) afirmaram que o parceiro não foi infiel. Já em relação à infidelidade    do próprio participante em relações anteriores, não se observaram diferenças    significativas entre os sexos. Quanto à história prévia de infidelidade parental,    não se verificaram diferenças significativas entre os grupos. A maioria dos    homens (88.1%; 68.2%) e das mulheres (91.8%; 74.2%) afirmaram que a mãe e o    pai, respetivamente, não foram infiéis, porém, em ambos os grupos a resposta    de suspeita/certeza quanto à infidelidade foi mais elevada relativamente ao    pai.</p>     <p><i>Prevalência de comportamentos extra-diádicos</i></p>     <p>Os <a href="#q3">Quadros 3</a> e <a href="#q4">4</a> mostram a percentagem    de homens e mulheres que se envolveram em cada CED, nas modalidades <i>offline    </i>e <i>online</i>, respetivamente. De modo a simplificar a apresentação dos    resultados, as cinco categorias iniciais foram agrupadas em três categorias    principais: nunca ocorreram CED na relação atual (categorias 1 e 2); ocorreram    CED apenas uma vez (categoria 3); e ocorreram CED várias vezes (categorias 4    e 5).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n1/32n1a03q3.jpg" width="527" height="404"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n1/32n1a03q4.jpg" width="525" height="261"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente aos CED presenciais, podemos observar uma grande variabilidade    na taxa de incidência dos CED (cf. <a href="#q3">Quadro 3</a>). Nos homens,    a taxa de incidência variou entre 7% (sexo anal) e 42.3% (queixas sobre o parceiro/relação).    Nas mulheres, a taxa variou entre 1.5% (masturbou-se na presença da outra pessoa)    e 40.5% (queixas sobre o parceiro/relação). A análise comparativa revelou a    existência de diferenças significativas em 16 dos 23 CED <i>offline</i>. No    total, 35.6% dos homens e 43.5% das mulheres referiram nunca se terem envolvido    em nenhum dos CED presenciais durante a atual relação, c2=2.13, <i>p</i>=.145,    <i>V </i>de Cramer=.07.</p>     <p>Em relação aos CED <i>online</i>, a percentagem no sexo masculino variou entre    5.7% (teve um parceiro de “reserva”) e 34.6% (queixas sobre o parceiro/relação).    Para as mulheres, a percentagem variou entre 0.6% (visitou um <i>site </i>de    encontros) e 27.2% (queixas sobre o parceiro/relação). A análise comparativa    revelou a existência de diferenças significativas em 8 dos 13 CED (cf. <a href="#q4">Quadro    4</a>). No cômputo geral, 53.8% e 60.7% dos homens e mulheres, respetivamente,    referiram nunca se terem envolvido em nenhum dos CED <i>online </i>durante a    atual relação, c2=2.04, <i>p </i>=.154, <i>V </i>de Cramer=.06.</p>     <p><i>Associação entre variáveis em estudo e os CED</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre os homens, as variáveis idade, religiosidade, educação, idade de início    da vida sexual e duração da relação atual não se correlacionaram significativamente    com o total de CED <i>offline </i>e <i>online</i>. Em relação às medidas de    satisfação, verificou-se que a satisfação relacional apresentou uma correlação    significativa com os CED <i>offline </i>(<i>r</i>=-.41, <i>p</i>&lt;.001) e    <i>online </i>(<i>r=</i>-.47, <i>p</i>&lt;.001) e que a satisfação sexual apresentou    uma correlação significativa com os CED <i>offline </i>(<i>r=</i>-.23, <i>p</i>&lt;.01)    e <i>online </i>(<i>r</i>=-.25, <i>p</i>&lt;.01).</p>     <p>No que respeita à história relacional e sexual, os homens que tiveram alguma    parceira sexual nos últimos dois anos (excluindo a relação atual) revelaram    um resultado médio significativamente mais elevado na modalidade <i>offline    </i>(<i>M</i>=13.54, <i>DP</i>=18.98), <i>t</i>(79.210)=-2.93, <i>p</i>&lt;.01,    do que os que não tiveram nenhuma parceira (<i>M</i>=5.67, <i>DP</i>=10.32),    não sendo significativa a diferença nos CED online. Os homens que mencionaram    ter sido infiéis à(s) sua(s) parceira(s), em relações anteriores, apresentaram    um resultado médio de CED significativamente mais elevado, do que aqueles que    não mencionaram ter sido, tanto na modalidade offline (M=16.45, DP=20.03 vs.    M=5.82, DP=10.76), t(53.511)=-3.33, p&lt;.01, como na online (M=7.48, DP=10.08    vs. M=2.48, DP=5.25), t(52.878)=-2.98, p&lt;.01).</p>     <p>Não foram encontradas diferenças significativas no que respeita à residência,    religião, número de namoros ao longo da vida, infidelidade por parte da(s) parceira(s),    em relações anteriores, e infidelidade da mãe e do pai, em ambas as modalidades.</p>     <p>No sexo feminino, as variáveis idade, educação, religiosidade, idade de início    da vida sexual e duração da relação atual não se correlacionaram significativamente    com o total de CED tanto <i>offline </i>como <i>online</i>. Em relação às medidas    de satisfação, observou-se que a satisfação relacional apresentou uma correlação    estatisticamente significativa com os CED <i>offline </i>(<i>r</i>=-.17, <i>p</i>&lt;.01)    e <i>online </i>(<i>r=</i>-.27, <i>p</i>&lt;.001) e que a satisfação sexual    apresentou uma correlação significativa apenas com os CED <i>online </i>(<i>r</i>=-.15,    <i>p</i>&lt;.01).</p>     <p>Relativamente à história relacional e sexual, as mulheres que tiveram três    ou mais namoros ao longo da sua vida (excluindo a relação atual) revelaram um    resultado médio significativamente mais elevado na modalidade <i>offline </i>(<i>M</i>=6.08,    <i>DP</i>=11.72), <i>t</i>(142.411)=-2.00, <i>p</i>&lt;.05, do que aquelas que    tiveram apenas um ou dois namoros (<i>M</i>=3.65, <i>DP</i>=6.85), não sendo    significativa a diferença em relação aos CED <i>online</i>. As mulheres que    tiveram algum parceiro sexual nos últimos dois anos (excluindo a relação atual)    apresentaram um resultado médio significativamente mais elevado na modalidade    <i>offline </i>(<i>M</i>=6.97, <i>DP</i>=12.96), <i>t</i>(125.274)=-2.88, <i>p</i>&lt;.01,    do que as que não tiveram nenhum parceiro (<i>M</i>=3.23, <i>DP</i>=5.48), não    sendo significativa a diferença nos CED <i>online</i>. As mulheres que referiram    ter sido infiéis em relações anteriores apresentaram um resultado médio de CED    significativamente mais elevado, do que aquelas que não referiam ter sido, tanto    na modalidades <i>offline </i>(<i>M=</i>8.49, <i>DP</i>=13.71 <i>vs</i>. <i>M=</i>3.32,    <i>DP</i>=6.39), <i>t</i>(83.687)=-3.17, <i>p</i>&lt;.01, como na <i>online    </i>(<i>M</i>=3.32, <i>DP</i>=5.08 <i>vs</i>. <i>M=</i>1.49, <i>DP</i>=2.94),    <i>t</i>(89.095)=-2.98, <i>p</i>&lt;.01.</p>     <p>Em ambas as modalidades de CED, não foram encontradas diferenças significativas    entre os grupos relativamente à residência, à religião, à infidelidade por parte    do(s) parceiro(s) em relações anteriores, e à infidelidade da mãe e do pai.</p>     <p><i>Análises multivariadas: Modelos de regressão múltipla</i></p>     <p>Os resultados relativos aos correlatos dos CED, separadamente para o sexo masculino    e feminino, encontram-se nos <a href="#q5">Quadros 5</a> e <a href="#q6">6</a>,    respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v32n1/32n1a03q5.jpg" width="525" height="390"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q6"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n1/32n1a03q6.jpg" width="529" height="430"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No sexo masculino, quanto ao envolvimento em CED <i>offline</i>, verificou-se    que as variáveis número de parceiros nos últimos dois anos e história prévia    de infidelidade foram variáveis significativas, explicando 14.4% da variância.    Quando adicionadas as variáveis de satisfação relacional e sexual, apenas a    história prévia de infidelidade se manteve significativa e a satisfação relacional    explicou 12.1% da variância adicional. No total, já ter sido infiel a uma parceira    e uma menor satisfação com a atual relação encontraram-se associadas a maior    envolvimento em CED <i>offline</i>, explicando 26.6% da variância total (cf.    <a href="#q5">Quadro 5</a>).</p>     <p>Relativamente ao envolvimento em CED <i>online</i>, observou-se que apenas    a história prévia de infidelidade se mostrou significativa, explicando 11.6%    da variância. Quando adicionadas os indicadores de satisfação relacional e sexual,    a história prévia de infidelidade manteve-se significativa e as variáveis religião,    infidelidade do pai e satisfação com a relação mostraram-se estatisticamente    significativas, explicando 21.5% da variância adicional. No total, já ter sido    infiel a uma parceira, pertencer à religião Católica, história de infidelidade    paterna e menor satisfação com a relação atual mostraram-se associadas a maior    envolvimento em CED <i>online</i>, explicando 33.1% da variância (cf. <a href="#q5">Quadro    5</a>).</p>     <p>No sexo feminino, verificou-se que o número de parceiros nos últimos dois anos    e a história prévia de infidelidade foram variáveis significativas, explicando    7.5% da variância do envolvimento em CED <i>offline</i>. Quando acrescentadas    as variáveis satisfação relacional e satisfação sexual, as variáveis parceiros    e história prévia mantiveram-se significativas. A satisfação relacional apenas    foi marginalmente significativa (<i>p</i>=.059). No total, um maior número de    parceiros nos últimos dois anos e já ter sido infiel a um parceiro em relações    anteriores encontraram-se associados a um maior envolvimento em CED <i>offline</i>,    explicando 9.6% da variância total (cf. <a href="#q6">Quadro 6</a>).</p>     <p>Relativamente aos CED <i>online</i>, observou-se que apenas a história prévia    de infidelidade foi uma variável significativa, explicando 6.8% da variância.    Quando adicionadas as variáveis de satisfação, a história prévia de infidelidade    manteve-se significativa e a satisfação relacional explicou 5.3% da variância    adicional. No total, já ter sido infiel a um parceiro e uma menor satisfação    com a relação atual mostraram-se associadas a maior envolvimento em CED <i>online</i>,    explicando 12.1% da variância.</p>     <p>DISCUSSÃO</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo tem como objetivos avaliar a prevalência dos CED e estudar    os seus possíveis correlatos sociodemográficos, relativos à história relacional    e interpessoais, nas modalidades <i>offline </i>e <i>online</i>, durante a relação    de namoro. Dado que a investigação no contexto das relações de namoro é relativamente    recente e mais limitada, o presente estudo oferece um importante contributo    para uma abordagem mais compreensiva do envolvimento extra-diádico no contexto    de namoro.</p>     <p>Quanto à taxa de prevalência dos CED, as taxas encontradas aproximam-se das    referidas por outros estudos em contexto de namoro (e.g., Hansen, 1987). Porém,    as taxas de CED <i>offline </i>(63.5% nos homens e 56.5% nas mulheres) e <i>online    </i>(46.2% nos homens e 39.3% entre as mulheres), comparativamente às obtidas    no estudo de Luo et al. (2010), são relativamente mais baixas. Por sua vez,    tendo como referencial os estudos com indivíduos casados ou em coabitação (e.g.,    Kontula &amp; Haavio-Mannila, 1995; Lewin, 2000), as taxas de prevalência observadas    neste estudo são mais elevadas, podendo refletir o menor grau de compromisso    que caracteriza as relações de namoro (McAnulty &amp; Brineman, 2007).</p>     <p>Relativamente às taxas de incidência dos CED específicos, verifica-se uma grande    variabilidade, o que poderá estar relacionado com o instrumento utilizado, em    si, bastante compreensivo deste construto. Porém, é importante que na interpretação    dos resultados relativos à prevalência dos CED, e de acordo com o apontado pelos    autores deste instrumento (Luo et al., 2010), se tenha em consideração a definição    do conceito, o espaço temporal em que decorrem e as idiossincrasias da amostra.    Nesta linha, é importante também ter em atenção que, como referem McAnulty e    Brineman (2007), definições mais amplas tendem a alcançar estimativas mais elevadas.    Neste estudo, e consistente com estudos prévios em contexto de namoro (e.g.,    Wiederman &amp; Hurd, 1999), as taxas de CED parecem declinar à medida que o    contacto se torna fisicamente mais íntimo.</p>     <p>Relativamente às diferenças de sexo, observa-se que apesar de os homens reportarem    um total de CED maior do que as mulheres, tanto na modalidade <i>offline </i>como    na <i>online</i>, as diferenças de sexo dos resultados globais não são significativas<i>,    </i>o que é consistente, por exemplo, com os resultados obtidos por Brand et    al. (2007) e Thompson (1984). Tal como a literatura tem evidenciado (e.g., Wiederman,    1997a), nos últimos anos as diferenças de sexo parecem estar a diminuir. Por    um lado, devido à grande diversidade e especificidade de comportamentos (tanto    sexuais como não-sexuais) incluídos no nosso estudo. Por outro, devido aos possíveis    efeitos relacionados com atitudes mais liberais face à sexualidade resultantes    das mudanças sociais mais recentes (Havlicek et al., 2011).</p>     <p>Apesar das diferenças de sexo nos resultados totais não serem significativas,    a análise isolada de cada comportamento, permite verificar que os homens apresentam    percentagens mais elevadas que as mulheres. Por exemplo, quando observamos alguns    CED sexuais na modalidade presencial (e.g., “recebeu estimulação genital”; “sexo    vaginal”), verifica-se que os homens apresentam valores significativamente mais    elevados que as mulheres, dado que é consistente com a literatura (e.g., Glass    &amp; Wright, 1985). Na modalidade <i>offline</i>, uma possível explicação para    esta observação pode estar relacionada com os riscos associados à atividade    sexual (que envolve um contacto genital). Os homens podem ter maior controlo    sobre os riscos associados a uma gravidez indesejada e a doenças sexualmente    transmissíveis, uma vez que podem optar unilateralmente pelo uso do preservativo.    Já as mulheres podem não se sentir confortáveis em abordar este aspeto com o    parceiro sexual extra-diádico, uma vez que uso do preservativo necessita, normalmente,    da cooperação dos homens (McAlister et al., 2005). Por sua vez, e consistente    com outros estudos (Brand et al., 2007), nos CED em que não existe qualquer    envolvimento sexual (e.g., “queixas sobre o parceiro/relação”; “passou tempo    com alguém”) as diferenças entre os sexos não se mostram significativas. Na    modalidade <i>online</i>, porém, as diferenças de sexo necessitam de maior exploração    futura, porque apesar de alguns estudos (e.g., Cooper et al., 2000; Wysocki,    1998) sugerirem que os homens são os que mais tendem a envolver-se em relações    românticas mediadas pelo computador, do nosso conhecimento, apenas o estudo    de Luo et al. (2010) apresentou taxas de CED <i>online </i>para homens e mulheres.</p>     <p>No nosso estudo verificou-se que, entre os homens, a história de infidelidade    prévia, em ambas as modalidades, pertencer à religião Católica e a história    de infidelidade paterna, na modalidade <i>online</i>, encontram-se associadas    ao envolvimento extra-diádico. Já entre as mulheres, foram significativas a    história de infidelidade prévia, em ambas as modalidades, e o número de parceiros    sexuais, na modalidade <i>offline</i>. Tal como referido na literatura (Banfield    &amp; McCabe, 2001; Wiederman, 1997a; Wiederman &amp; Hurd,1999), a história    de infidelidade prévia associa-se de forma significativa aos CED. Este padrão    de comportamento repetitivo, para alguns indivíduos, pode refletir um baixo    compromisso com a relação; um <i>efeito limite </i>(“threshold effect”, McAnulty    &amp; Brineman, 2007, p. 101), isto é, uma vez que a pessoa “já pisou a linha”,    qualquer transgressão subsequente parece menos séria; ou outras características    individuais, como a permissividade sexual (McAnulty &amp; Brineman, 2007). Por    sua vez, e consistente com os nossos resultados, também o número de parceiros    sexuais tem sido associado ao envolvimento em CED (McAlister et al., 2005; Træen    et al., 2007; Wiederman, 1997b); porém, no nosso estudo, a relação entre o número    de parceiros sexuais e o envolvimento em CED parece ser especialmente evidente    entre as mulheres, ainda que estas, comparativamente aos homens, reportem menos    parceiros sexuais. Do nosso conhecimento, os estudos prévios não fizeram uma    separação por sexo ao analisar esta associação, portanto é possível que o padrão    de associação seja diferente consoante o sexo.</p>     <p>No que concerne ao envolvimento em CED <i>online</i>, entre os homens, pertencer    à religião Católica é um preditor significativo, constituindo um resultado contrário    ao que tem sido observado em estudos anteriores (e.g., Burdette et al., 2007;    Forste &amp; Tanfer, 1996), nos quais o envolvimento extra-diádico é mais reportado    por indivíduos que não têm uma afiliação religiosa (embora estes estudos tivessem    apenas considerado os comportamentos numa modalidade presencial). Face a este    resultado, é possível que os indivíduos que pertencem à religião Católica, pela    exposição contínua a mensagens que condenam o envolvimento extra-diádico, sejam    levados a procurar um local (o ciberespaço) que, pela liberdade que proporciona,    permite, por exemplo, obter gratificação sexual de forma mais fácil e anónima    (Underwood &amp; Findlay, 2004).</p>     <p>Quanto à história relacional dos pais, apenas a infidelidade do pai se relaciona    com o envolvimento em CED para os homens (i.e., filhos). Entre as mulheres (i.e.,    filhas) não se observou qualquer associação significativa, tal como em outros    estudos que analisaram estas variáveis (Havlicek et al., 2011; Platt et al.,    2008). Estes últimos interpretaram este resultado sugerindo que os filhos veêm    o pai com um modelo para o seu comportamento no futuro. Mahl (2001) refere que    alguns marcadores de ajustamento negativos (e.g., relações mais curtas) se encontram    associados às crenças que muitos filhos de pais divorciados têm sobre as relações    românticas. Estas explicações sugerem a possibilidade de transmissão geracional    destes comportamentos. Outra explicação possível relaciona-se com a heritabilidade    da tendência face ao envolvimento extra-diádico (i.e., nível de sociosexualidade;    Havlicek et al., 2011). Esta explicação genética é suportada por um estudo de    gémeos, que mostra um componente genético relativamente elevado para a sociosexualidade    (Bailey, Dunne, &amp; Martin, 2000). Com efeito, tanto aspetos genéticos como    desenvolvimentais e socioculturais podem ter um papel importante na explicação    deste resultado, porém, é fundamental mais investigação, nomeadamente de natureza    longitudinal.</p>     <p>Entre os homens verifica-se que a satisfação relacional é um preditor significativo    do envolvimento em CED, em ambas as modalidades, ao passo que nas mulheres é    apenas preditora dos CED na modalidade <i>online</i>. Apesar deste resultado    demonstrar a relevância desta variável nas relações de namoro, tal como outros    estudos já tinham revelado (Drigotas, Safstrom, &amp; Gentilia, 1999; McAlister    et al., 2005), era esperado que a satisfação com a relação fosse um preditor    significativo de CED presencias para as mulheres. Também a variância explicada    pela satisfação relacional foi menor nas mulheres que nos homens. Estes dados    remetem para o estudo de outras variáveis que possam estar explicar o envolvimento    em CED nas mulheres, como por exemplo o compromisso com a relação ou a qualidade    das alternativas (Banfield &amp; McCabe, 2001; Drigotas et al., 1999; McAlister    et al., 2005).</p>     <p>A associação entre a satisfação relacional e o envolvimento em CED <i>online    </i>é, no entanto, coerente com os resultados do estudo de Underwood e Findlay    (2004), que mostrou que a maioria dos participantes relatou maior satisfação    com o seu parceiro extra-diádico <i>online </i>do que com a sua relação primária    presencial. Os autores sugeriram que tanto homens como mulheres se sentiam insatisfeitos    sexualmente, porém, era na modalidade <i>online </i>que se sentiam mais compreendidos    e disponíveis para falar sobre qualquer assunto e para partilhar sentimentos.    Por outras palavras, as características da Internet, como o anonimato, parecem    potenciar uma oportunidade para o desenvolvimento da intimidade, que talvez    não seja percebida como estando em falta na relação primária presencial (Whitty,    2003), mas que provavelmente se associa à satisfação relacional e sexual do    casal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entre as variáveis sociodemográficas, não foi encontrada uma associação entre    a religiosidade e o envolvimento em CED. Porém, este resultado acaba por ser    consistente com os encontrados nos estudos de Wiederman e Hurd (1999) e de Mark    et al. (2011). De facto, apesar da maioria dos participantes pertencer à religião    Católica, a maioria também é não praticante e não reportou uma importância da    religião na vida e na tomada de decisões determinante, o que pode ser relevante    para explicar este resultado. Já a educação não surge associada ao envolvimento    em CED. Contudo, refira-se que a amostra deste estudo é muito homogénea a este    nível, a grande maioria dos participantes frequenta o ensino superior, o que    pode atenuar a potencial relação entre as variáveis.</p>     <p>Por sua vez, a idade de início da atividade sexual e a duração da relação de    namoro não se correlacionaram significativamente com o envolvimento em CED;    estes resultados são consistentes com os do estudo de McAlister et al. (2005),    também realizado no contexto de namoro, e no qual os autores também hipotetizaram    a existência de uma associação.</p>     <p>Quanto à satisfação sexual, a associação com o envolvimento em CED foi significativa    apenas nos modelos univariados, o que é coerente com o estudo de Mark et al.    (2011). Neste estudo, a satisfação sexual correlaciona-se negativamente com    o envolvimento extra-diádico entre os homens, em ambas as modalidades, e entre    as mulheres apenas na modalidade <i>online</i>. Este resultado é consistente    com a literatura, que sugere que a satisfação sexual parece ser mais relevante    para o sexo masculino, do que para o feminino (e.g., Liu, 2000; Banfield &amp;    McCabe, 2001), mas menos relevante que a satisfação relacional (Mark et al.,    2011).</p>     <p>Em síntese, este estudo possibilita uma avaliação compreensiva das taxas de    prevalência e das variáveis associadas com a ocorrência de CED nas relações    de namoro, temas escassamente estudados, sobretudo em Portugal. Como Buss e    Schackelford (1997) já tinham sugerido, as variáveis demográficas não parecem    ser as melhores preditoras dos CED. Já as variáveis relativas à história relacional    e as interpessoais são variáveis relevantes na explicação do envolvimento extra-diádico.    Um dos principais contributos deste estudo tem a ver com a inclusão da modalidade    <i>online</i>, sendo que nesta modalidade os indivíduos parecem sentir-se abertos    para partilhar sentimentos e disponíveis para obter gratificação sexual, assumindo    assim um papel importante na compreensão destes comportamentos.</p>     <p>Este estudo ultrapassa algumas das limitações apontadas na investigação realizada    neste âmbito, principalmente pela adoção de uma conceptualização e medida dos    CED que inclui indicadores comportamentais específicos e não-ambíguos, o que,    por sua vez, reduz a ambiguidade nas respostas. A recolha da amostra em contexto    comunitário e via Internet são outro ponto forte deste estudo, pois a investigação    sugere que a desejabilidade social é reduzida nos estudos em que a amostra é    <i>online</i>, especialmente para questões sexuais mais sensíveis, em comparação    com investigações que utilizam os tradicionais questionários de papel e caneta    (Pealer, Weiler, Pigg, Miller, &amp; Dorman, 2001; Turner et al.,1998).</p>     <p>Contudo, apresenta também limitações, que importam mencionar por implicarem    prudência na interpretação dos resultados. Primeiro, trata-se de uma amostra    de conveniência, assim, a taxa de prevalência reportada no presente estudo,    provavelmente, não garante representatividade na população. Segundo, o formato    de auto-resposta dos instrumentos utilizados no estudo pode levar a respostas    distorcidas por parte dos participantes. Dada a natureza sensível deste tópico,    é possível que os participantes não sejam completamente verdadeiros nas suas    respostas, ou seja, os resultados podem estar influenciados pela desejabilidade    social. Como referem Blow e Hartnett (2005), enquanto alguns participantes podem    sobre-reportar, outros podem sub-reportar a sua realidade. A este propósito,    Whisman e Snyder (2007), ao comparar a taxa de CED baseada numa auto-entrevista    assistida pelo computador e a obtida partir de uma entrevista cara-a-cara, verificaram    uma redução significativa na taxa de comportamentos quando eram usadas entrevistas    cara-a-cara, sugerindo que o método particular com que se avalia os CED tem    um grande impacto na sua taxa. Neste sentido, é possível, como referido, que    a recolha via questionário <i>online </i>possa ter, de algum modo, possibilitado    resultados mais fiáveis.</p>     <p>Do ponto de vista da investigação futura, seria importante uma maior ênfase    na análise dos CED na modalidade <i>online</i>, bem como no estudo de um conjunto    mais amplo de variáveis (e.g., interpessoais, personalidade). A investigação    que permita avaliar padrões de envolvimento extra-diádico ao longo do tempo    também é importante, pois, tal como defendem McAnulty e Brineman (2007), poderá    ser a melhor forma de compreender o curso do tempo das causas e dos efeitos    destes comportamentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFERÊNCIAS</p>     <!-- ref --><p>Allen, E., &amp; Baucom, D. (2004). Adult attachment and patterns of extradyadic    involvement. <i>Family Process, 43</i>, 467-488.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201400010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Allen, E., &amp; Baucom, D. (2006). Dating, marital, and hypothetical extradyadic    involvements: How do they compare? <i>The Journal of Sex Research, 43</i>, 307-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201400010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Allen, E., Atkins, D., Baucom, D., Snyder, D., Gordon, K., &amp; Glass, S.    (2005). Intrapersonal, interpersonal, and contextual factors in engaging in    and responding to extramarital involvement. <i>Clinical Psychology: Science    and Practice</i>, <i>12</i>, 101-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Amato, P., &amp; Rogers, S. (1997). A longitudinal study of marital problems    and subsequent divorce. <i>Journal of Marriage and Family, 59</i>, 612-624.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201400010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Atkins, D., Baucom, D., &amp; Jacobson, N. (2001). Understanding infidelity:    Correlates in a national random sample. <i>Journal of Family Psychology, 15</i>,    735-749.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bailey, J. M., Dunne, M. P., &amp; Martin, N. G. (2000). Genetic and environmental    influences on sexual orientation and its correlates in an Australian twin sample.    <i>Journal of Personality and Social Psychology, 78</i>, 524-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201400010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Banfield, S., &amp; McCabe, M. (2001). Extra relationship involvement among    women: Are they different from men? <i>Archives of Sexual Behavior, 30</i>,    119-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Betzig, L. (1989). Causes of conjugal dissolution: A cross-cultural study.    <i>Current Antropology, 30</i>, 654-676.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201400010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Blow, A., &amp; Hartnett, K. (2005). Infidelity in committed relationships    I: A methodological review. <i>Journal of Marital and Family Therapy, </i>31,    183-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201400010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brand, R., Markey, C., Mills, A., &amp; Hodges, S. (2007). Sex differences    in self-reported infidelity and its correlates. <i>Sex Roles, 57</i>, 101-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201400010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Burdette, A. M., Ellison, C. G., Sherkat, D. 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Cybersex users, abusers,    and compulsives: New findings and implications. <i>Sexual Addiction &amp; Compulsivity:    The Journal of Treatment &amp; Prevention, 7</i>, 5-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201400010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Drigotas, S. M., Safstrom, A., &amp; Gentilia, T. (1999). An investment model    prediction of dating infidelity. <i>Journal of Personality and Social Psychology,    77</i>, 509-524.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201400010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Edin, K., Kefalas, M. J., &amp; Reed, J. M. (2004). A peek inside the black    box: What marriage means for poor unmarried parents. <i>Journal of Marriage    and Family, 66</i>, 1007-1014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201400010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Forste, R., &amp; Tanfer, K. (1996). Sexual exclusivity among dating, cohabiting,    and married women. <i>Journal of Marriage and Family, 58</i>, 33-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201400010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glass, S. P., &amp; Wright, T. L. (1985). Sex differences in type of extramarital    involvement and marital dissatisfaction. <i>Sex Roles, 12</i>, 1101-1120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201400010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grello, C., Welsh, D., &amp; Harper, M. (2006). No strings attached: The nature    of casual sex in college students. <i>The Journal of Sex Research</i>, 43, 255-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hansen, G. L. (1987). Extradyadic relations during courtship. <i>The Journal    of Sex Research, 23</i>, 382-390.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201400010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Harris, C. R. (2002). Sexual and romantic jealousy in heterosexual and homosexual    adults. <i>Psychological</i> <i>Science</i>, 13, 7-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201400010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Havlicek, J., Husarova, B., Rezacova, V., &amp; Klapilova, K. (2011). Correlates    of extra-dyadic sex in Czech heterosexual couples: Does sexual behavior of parents    matter? <i>Archives of Sexual Behavior, 40</i>, 1153-1163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201400010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hicks, T. V., &amp; Leitenberg, H. (2001). Sexual fantasies about one’s partner    <i>versus </i>someone else: Gender differences in incidence and frequency. <i>The    Journal of Sex Research, 38</i>, 43-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201400010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kontula, O., &amp; Haavio-Mannila, E. (1995). <i>Sexual pleasures: Enhancement    of sex life in Finland</i>, <i>1971-1992</i>. Brookfield, VT: Dartmouth Publishing    Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201400010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lawrance, K., &amp; Byers, E. (1998). Interpersonal exchange model of Sexual    Satisfaction Questionnaire. In C. M. Davis, W. L. Yarber, R. Bauserman, G. Schreer,    &amp; S. L. Davis (Eds.), <i>Sexuality-related measures: A compendium </i>(2ª    ed., pp. 514-519). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201400010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewin, B. (2000). Sexual intercourse and partners. In B. Lewin (Ed.), <i>Sex    in Sweden: On the Swedish sexual life </i>(pp. 76-79). Stockholm: National Institute    of Public Health.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201400010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Liu, C. (2000). A theory of marital sexual life. <i>Journal of Marriage and    Family, 62</i>, 363-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201400010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luo, S., Cartun, M., &amp; Snider, A. (2010). Assessing extradyadic behavior:    A review, a new measure, and two new models. <i>Personality and Individual Differences,    49</i>, 155-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201400010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mahl, D. (2001). The influence of parental divorce on the romantic relationship    beliefs of young adults. <i>Journal of Divorce &amp; Remarriage, 34</i>, 89-118.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201400010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mark, K., Janssen, E., &amp; Milhausen, R. (2011). Infidelity in heterosexual    couples: Demographic, interpersonal, and personality-related predictors of extradyadic    sex. <i>Archives of Sexual Behavior, 40</i>, 971-982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201400010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mattingly, B. A., Wilson, K., Clark, E. M., Bequette, A. W., &amp; Weidler,    D. J. (2010). Foggy faithfulness: Relationship quality, religiosity, and the    Perceptions of Dating Infidelity Scale in an adult sample. <i>Journal of Family    Issues, 31</i>, 1465-1480.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201400010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McAlister, A., Pachana, N., &amp; Jackson, C. (2005). Predictors of young dating    adults’ inclination to engage in extradyadic sexual activities: A multi-perspective    study. <i>British Journal of Psychology, 96</i>, 331-350.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201400010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McAnulty, R., &amp; Brineman, J. (2007). Infidelity in dating relationships.    <i>Annual Review of Sex Research, 18</i>, 94-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201400010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Merkle, E., &amp; Richardson, R. (2000). Digital dating and virtual relating:    Conceptualizing computer mediated romantic relationships. <i>Family Relations,    49</i>, 187-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201400010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Miller, S., &amp; Maner, J. (2009). Sex differences in response to sexual versus    emotional infidelity: The moderating role of individual differences. <i>Personality    and Individual Differences, 46</i>, 287-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201400010000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pealer, L. N., Weiler, R. M., Pigg, R. M., Miller, D., &amp; Dorman, S. M.    (2001). The feasibility of a web-based surveillance system to collect health    risk behavior data from college students. <i>Health Education &amp; Behavior,    28</i>, 547-559.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201400010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Platt, R. A., Nalbone, D. P., Casanova, G. M., &amp; Wetchler, J. L. (2008).    Parental conflict and infidelity as predictors of adult children’s attachment    style and infidelity. <i>The American Journal of Family Therapy, 36</i>, 149-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201400010000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roscoe, B., Cavanaugh, L., &amp; Kennedy, D. (1988). Dating infidelity: Behaviors,    reasons and consequences.<i>Adolescence</i>, 23, 35-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201400010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Thompson, A. P. (1984). Emotional and sexual components of extramarital relations.    <i>Journal of Marriage and Family, 46</i>, 35-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201400010000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Treas, J., &amp; Giesen, D. (2000). Sexual infidelity among married and cohabiting    Americans. <i>Journal of Marriage and Family, 62</i>, 48-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201400010000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Træen, B., &amp; Stigum, H. (1998). Parallel sexual relationships in the Norwegian    context. <i>Journal of Community</i> <i>&amp; Applied Social Psychology</i>,    8, 41-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201400010000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Træen, B., Holmen, K., &amp; Stigum, H. (2007). Extradyadic sexual relationships    in Norway. <i>Archives of Sexual Behavior, 36</i>, 55-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201400010000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Turner, C. F., Ku, L., Rogers, S. M., Lindberg, L. D., Pleck, J. H., &amp;    Stonenstein, F. L. (1998). Adolescent sexual behavior, drug use, and violence:    Increased reporting with computer survey technology. <i>Science, 280</i>, 867-873.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201400010000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Underwood, H., &amp; Findlay, B. (2004). Internet relationships and their impact    on primary relationships. <i>Behaviour Change, 21</i>, 127-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201400010000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Whisman, M. A., &amp; Snyder, D. K. (2007). Sexual infidelity in a national    survey of American women: Differences in prevalence and correlates as a function    of method of assessment. <i>Journal of Family Psychology, 21</i>, 147-154.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201400010000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Whitty, M. (2003). Pushing the wrong buttons: Men’s and women’s attitudes toward    online and offline infidelity.<i>CyberPsychology &amp; Behavior</i>, 6, 569-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-8231201400010000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiederman, M. W. (1997a). Extramarital sex: Prevalence and correlates in a    national survey. <i>The Journal of Sex Research, 34</i>, 167-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-8231201400010000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiederman, M. W. (1997b). The truth must be in here somewhere: Examining the    gender discrepancy in self-reported lifetime number of sex partners. <i>Journal    of Sex Research, 34</i>, 375-386.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-8231201400010000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiederman, M. W., &amp; Hurd, C. (1999). Extradyadic involvement during dating.    <i>Journal of Social and Personal Relationships, 16</i>, 265-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-8231201400010000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wysocki, D. K. (1998). Let your fingers do the talking: Sex on an adult chat-line<i>.    Sexualities, 1</i>, 425-452.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-8231201400010000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yarab, P. E., Sensibaugh, C. C., &amp; Allgeier, E. R. (1998). 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<body><![CDATA[<p><a name="0"></a><a href="#top0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>A correspondência relativa a este artigo deverá ser enviada para: Alexandra    Martins, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de    Coimbra, Rua do Colégio Novo, 3001-802 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:alexandrafrsmartins@gmail.com">alexandrafrsmartins@gmail.com</a></p>      ]]></body><back>
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