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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção de Competência Parental: Exploração de domínio geral de competência e domínios específicos de auto-eficácia, numa amostra de pais e mães portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The assessment parents make about their skills and competence can have direct or indirect consequences in their child’s development. In this paper we studied parents sense of competence in their global role of parenting and their perceptions of self-efficacy in specific domains of parenting, aiming to identify differences between fathers and mothers, and to understand if some of the sociodemographic characteristics controlled were predictors of the parental cognitions. The results support the evidence available in the literature, but also show some singularities, in terms of predictors of self-efficacy. Questions about context and cultural factors affecting parenting should be consider in this discussion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cognições parentais]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Domínios de auto- eficácia parental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncia Parental: Explora&ccedil;&atilde;o de dom&iacute;nio geral de compet&ecirc;ncia    e dom&iacute;nios espec&iacute;ficos de auto-efic&aacute;cia, numa amostra de pais e m&atilde;es portuguesas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bruno Ferreira*; L&iacute;gia Monteiro**; Carla Fernandes*; Jordana Cardoso*; Manuela    Ver&iacute;ssimo*; Ant&oacute;nio J. Santos*</b></p>     <p>* UIPCDE, ISPA – Instituto Universit&aacute;rio; </p>     <p>**ISCTE – Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, CIS-IUL</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o que os pais fazem sobre o seu pr&oacute;prio desempenho pode ter um papel    directo ou indirecto no desenvolvimento das crian&ccedil;as. Neste trabalho, estudamos    o sentimento de compet&ecirc;ncia parental face ao papel global da parentalidade e    as percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade, procurando    identificar diferen&ccedil;as entre pais e m&atilde;es, e discernir efeitos poss&iacute;veis face    a caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, como preditores das cogni&ccedil;&otilde;es da parentalidade.    Os resultados v&atilde;o de encontro a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel na literatura, contudo    revelam especificidades na nossa amostra que permitam equacionar singularidades,    em particular face aos preditores sociodemogr&aacute;ficos da auto- efic&aacute;cia, levantando    quest&otilde;es relativas aos factores de contexto e culturais da parentalidade.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Cogni&ccedil;&otilde;es parentais, Sentimento de compet&ecirc;ncia parental    geral, Dom&iacute;nios de auto- efic&aacute;cia parental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The assessment parents make about their skills and competence can have direct    or indirect consequences in their child’s development. In this paper we studied    parents sense of competence in their global role of parenting and their perceptions    of self-efficacy in specific domains of parenting, aiming to identify differences    between fathers and mothers, and to understand if some of the sociodemographic    characteristics controlled were predictors of the parental cognitions. The results    support the evidence available in the literature, but also show some singularities,    in terms of predictors of self-efficacy. Questions about context and cultural    factors affecting parenting should be consider in this discussion.</p>     <p><b> Key-words</b>: Parental cognitions, General parenting sense of competence,    Parental self-efficacy domains. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>A parentalidade representa, muito provavelmente, o papel mais satisfat&oacute;rio    desempenhado pelo adulto, e ao mesmo tempo, o desafio mais exigente no seu ciclo    de vida adulta, dadas as demandas intelectuais, emocionais e f&iacute;sicas que implica,    tanto para as m&atilde;es, como para os pais. No entanto, cada pai pode vivenciar este    papel de diversas formas, sentindo-se mais ou menos competente no desempenho    do mesmo (Meunier &amp; Roskam, 2009).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o que os pais fazem sobre a sua parentalidade e a forma como estes fazem cr&iacute;ticas ao seu pr&oacute;prio desempenho pode ter um papel directo ou indirecto no desenvolvimento das crian&ccedil;as (Colman &amp; Karreker, 1997; Jones &amp; Prinz, 2005; Shumow &amp; Lomax, 2002; Teti &amp; Gelfand, 1991). Identificar quais as cogni&ccedil;&otilde;es parentais mais suscet&iacute;veis de estarem relacionadas com um bom ajustamento pessoal ao papel parental e &agrave;s pr&aacute;ticas parentais positivas (Bornstein et al., 2003) &eacute;, ainda, um objectivo importante da investiga&ccedil;&atilde;o actual, tanto pelas implica&ccedil;&otilde;es no adulto, como no desenvolvimento da crian&ccedil;a (Okagaki &amp; Bingham, 2005).</p>     <p>Na literatura sobre a parentalidade, diferentes construtos que se referem ao    sentimento de compet&ecirc;ncia parental t&ecirc;m sido descritos, nomeadamente <i>“agency”    </i>parental (Dumka, Stoerzinger, Jackson, &amp; Roosa, 1996), locus-de-controlo    parental (Campis, Lyman, &amp; Prentice-Dunn, 1986), compet&ecirc;ncia parental percebida    (Ballenski &amp; Cook, 1982), sentimento de compet&ecirc;ncia parental geral (Johnston    &amp; Mash, 1989) e cren&ccedil;as de auto-efic&aacute;cia (Bandura, 1982), sendo, segundo    Bornstein et al. (2003) esta diversidade devido ao facto de o constructo sentimento    de compet&ecirc;ncia parental poder ser composto por diferentes componente modelares:    satisfa&ccedil;&atilde;o, investimento, autoefic&aacute;cia, balan&ccedil;o entre pap&eacute;is da vida adulta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De um modo geral, estas diferentes abordagens referem-se &agrave;s expectativas e cren&ccedil;as que o indiv&iacute;duo tem acerca da sua capacidade para desempenhar o papel parental de forma competente e eficaz (Teti &amp; Gelfand, 1991). Considera-se que um pai &eacute; eficaz quando &eacute; capaz de reconhecer as necessidades da crian&ccedil;a e satisfaz&ecirc;-las de modo adequado, na medida em que possui conhecimento para tal e tem confian&ccedil;a nas suas compet&ecirc;ncias para desempenhar essas tarefas (Bandura, 1982).</p>     <p>A capacidade para lidar com as exig&ecirc;ncias do papel parental, sem sentimentos de frustra&ccedil;&atilde;o ou incompet&ecirc;ncia elevados (Junttila, Vauras, &amp; Laakkonen, 2007) &eacute;, tamb&eacute;m, um aspeto a considerar, o que tem levado alguns autores a ter em conta dimens&otilde;es como satisfa&ccedil;&atilde;o (Johnston &amp; Mash, 1989) e/ou investimento/interesse no papel parental (Ferreira, Ver&iacute;ssimo, Santos, Fernandes, &amp; Cardoso, 2011; Rogers &amp; Matthews, 2004) ou controlo (Gilmore &amp; Cuskelly, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autoefic&aacute;cia Parental Percebida</i></p>     <p>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cada tem-se dado particular aten&ccedil;&atilde;o aos aspectos do sentimento    de compet&ecirc;ncia parental relacionados com as componentes de percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia,    e procurado estabelecer complementarmente como a capacidade percebida pelos    pais pode influenciar positivamente o comportamento e o desenvolvimento dos    seus filhos (Coleman &amp; Karraker, 1997; Meunier &amp; Roskam, 2009). Alguns    estudos longitudinais sugerem que a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia &eacute; relativamente    est&aacute;vel ao longo do tempo (Coleman &amp; Karraker, 2003) e que as m&atilde;es revelam    ter n&iacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia parental superiores aos dos pais (Salonen    et al<i>.</i>, 2009). No entanto, de acordo com Bandura (1989), a autoefic&aacute;cia    &eacute; din&acirc;mica, podendo estar sujeita a modifica&ccedil;&atilde;o se os determinantes da tarefa,    da situa&ccedil;&atilde;o ou do processo de desenvolvimento individual forem alterados.</p>     <p>De acordo com a teoria da autoefic&aacute;cia (Bandura, 1982), a aquisi&ccedil;&atilde;o de novas    compet&ecirc;ncias &eacute; facilitada pela percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia, destacando-se os pais    como mais competentes na disciplina e as m&atilde;es como mais competentes no afeto    e cuidado instrumental, o que vai de encontro &agrave;s cren&ccedil;as relativas &agrave;s diferen&ccedil;as    entre g&eacute;neros, que apontam para a m&atilde;e como mais carinhosa e o pai mais r&iacute;gido    (Meunier &amp; Roskam, 2009). Os pais com n&iacute;veis mais baixos de escolaridade    s&atilde;o os que se sentem menos competentes a ensinar e a cuidar da crian&ccedil;a mas,    por sua vez, t&ecirc;m maior controlo sobre as cren&ccedil;as nos resultados. Pais com tr&ecirc;s    ou mais filhos sentem-se menos competentes a brincar e os que t&ecirc;m apenas um    filho sentem-se mais competentes no afeto (Meunier &amp; Roskam, 2009). Relativamente    &agrave; figura materna, existem estudos que indicam a associa&ccedil;&atilde;o entre uma elevada    percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia e pr&aacute;ticas parentais positivas, tais como a capacidade    de fornecer &agrave; crian&ccedil;a um ambiente saud&aacute;vel e feliz, e a habilidade para entender    os sinais da crian&ccedil;a.</p>     <p>Quando a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia &eacute; baixa surge associada a diversos resultados negativos, como a depress&atilde;o ou dificuldades externalizantes na crian&ccedil;a (Coleman &amp; Karraker, 1997; Salonen et al., 2009; Teti &amp; Gelfand, 1991). Com base na sua revis&atilde;o, Coleman e Karreker (1997) referem ainda que a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia &eacute; baixa, e se encontra associada a diferentes vari&aacute;veis parentais, tais como, <i>indisponibilidade psicol&oacute;gica</i>, comportamentos defensivos ou de controlo, afecto negativo, stress, e uma elevada sensibilidade e evitamento face a situa&ccedil;&otilde;es em que as crian&ccedil;as expressam comportamentos dif&iacute;ceis. Por outro lado, e relativamente ao pais, alguns estudos encontraram uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia paterna e o envolvimento nos cuidados &agrave; crian&ccedil;a (Jacobs &amp; Kelley, 2006; Juntilla et al<i>.</i>, 2007; Tremblay &amp; Pierce, 2011), bem como a satisfa&ccedil;&atilde;o e autoestima dos pais (Meunier &amp; Roskam, 2009).</p>     <p>Alguns estudos t&ecirc;m revelado que a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia paterna possui preditores diferentes dos da materna (Sevigny &amp; Loutzenhiser, 2009), sendo mais influenci&aacute;vel por fatores externos, como as pol&iacute;ticas, leis e valores de cada pa&iacute;s (Hofferth, 2003; Kiehl &amp; White, 2003), assim como pelo tamanho e funcionamento da fam&iacute;lia (Meunier &amp; Roskam, 2009; Salonen et al., 2009). Os pais s&atilde;o, tamb&eacute;m, influenciados pelas caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a (e.g., idade) (Salonen et al., 2009), assim como por vari&aacute;veis intr&iacute;nsecas a eles pr&oacute;prios (Sevigny &amp; Loutzenhiser, 2009). A idade dos pais, a educa&ccedil;&atilde;o e o estado matrimonial n&atilde;o parecem influenciar a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia parental (Meunier &amp; Roskam, 2009; Salonen et al., 2009).</p>     <p>Um aspeto importante da investiga&ccedil;&atilde;o actual &eacute; o modo como a autoefic&aacute;cia percebida    pelos pais &eacute; analisada. Existem tr&ecirc;s abordagens dispon&iacute;veis na literatura. A    primeira, refere-se a tarefas espec&iacute;ficas (<i>Task-specific approach</i>) e    foca as percep&ccedil;&otilde;es que os pais t&ecirc;m acerca da sua compet&ecirc;ncia relativamente a    eventos espec&iacute;ficos da parentalidade, tais como mudar fraldas, dar banho, deitar    ou tratar de uma crian&ccedil;a com febre (Ballenski &amp; Cook 1982; Teti &amp; Gelfand,    1991). A segunda abordagem reporta-se a dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade    (<i>Domain specific approach</i>) e avalia a percep&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica de compet&ecirc;ncia    dos pais em &aacute;reas discretas da parentalidade, tais como ensinar algo aos filhos,    brincar, estabelecimento de limites, prestar cuidados f&iacute;sicos, dar afecto e    ter disponibilidade emocional, etc. (Coleman &amp; Karraker, 2003; Meunier &amp;    Roskam, 2009). A terceira abordagem, de dom&iacute;nio geral do papel (<i>Domain general    approach</i>) onde a auto-efic&aacute;cia parental &eacute; vista como uma forma conceptual    distinta da percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia global dos indiv&iacute;duos e coloca o foco    nas percep&ccedil;&otilde;es de compet&ecirc;ncia percebida dos pais relativamente ao dom&iacute;nio da    parentalidade como um todo (e.g., se o sujeito se considera um bom modelo de    pai para outros pais – Ferreira et al., 2011; Gilmore &amp; Cuskelly, 2008;    Johnston &amp; Mash, 1989).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Dom&iacute;nio espec&iacute;fico e Dom&iacute;nio geral da auto efic&aacute;cia percebida</i></p>     <p>A literatura tem demonstrado moderada associa&ccedil;&atilde;o entre o dom&iacute;nio espec&iacute;fico    e dom&iacute;nio geral de autoefic&aacute;cia parental percebida (Coleman &amp; Karraker,    2003; Meunier &amp; Roskam, 2009). Ambos os n&iacute;veis de an&aacute;lise de autoefic&aacute;cia    parental percebida pelos pais t&ecirc;m obtido associa&ccedil;&otilde;es significativas com dimens&otilde;es    de funcionamento parental e ajustamento das crian&ccedil;as, tais como, comportamento    parental mais adequado e de suporte (Izzo, Weiss, Shanahan, &amp; Rodriguez-Brown,    2000), baixo stress e depress&atilde;o (Gross, Conrad, Fogg, &amp; Wothke, 1994), ajustamento    socio- emocional (Bohlin &amp; Hagekull, 1987) e sucesso acad&eacute;mico (Ardelt &amp;    Eccles 2001).</p>     <p>Resultados dispon&iacute;veis na literatura especializada demonstram maior validade preditiva quando a autoefic&aacute;cia &eacute; medida em rela&ccedil;&atilde;o a dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade (e.g., brincadeira, disciplina) do que quando &eacute; medida a autoefic&aacute;cia parental de forma geral (Coleman &amp; Karraker, 1997, 2003; Meunier &amp; Roskam, 2009; Sanders &amp; Woolly 2005), de acordo com a hip&oacute;tese te&oacute;rica de Bandura (1989). No estudo de Coleman e Karraker (2003), 68 m&atilde;es preencheram o question&aacute;rio da autoefic&aacute;cia parental de dom&iacute;nio geral e de dom&iacute;nio espec&iacute;fico e, em laborat&oacute;rio, os comportamentos maternos e da crian&ccedil;a foram observados durante epis&oacute;dios de intera&ccedil;&atilde;o. Muito embora o dom&iacute;nio geral e espec&iacute;fico de cren&ccedil;as acerca da auto-efic&aacute;cia parental n&atilde;o se encontrasse associados com a compet&ecirc;ncia parental observada em situa&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rio, os resultados revelaram associa&ccedil;&otilde;es significativas entre cren&ccedil;as de dom&iacute;nio espec&iacute;fico e outras seis vari&aacute;veis: Evitamento da m&atilde;e, afeto dirigido &agrave; m&atilde;e, condescend&ecirc;ncia, entusiasmo, e negatividade.</p>     <p>Os resultados dispon&iacute;veis na literatura parecem indicar que crian&ccedil;as de m&atilde;es com n&iacute;veis mais elevados de autoefic&aacute;cia apresentaram &iacute;ndices de desenvolvimento superiores e interagem de modo mais positivo, apresentando menos comportamentos negativos. Contudo, a abordagem dominante tem sido o uso das medidas gerais (e.g., Johnston &amp; Mash, 1989), o que poder&aacute; dever- se ao facto de as medidas espec&iacute;ficas serem ainda raras, comparativamente &agrave;s medidas gerais.</p>     <p>Torna-se necess&aacute;rio aprofundar a compreens&atilde;o dos processos subjacentes &agrave;s percep&ccedil;&otilde;es de autoefic&aacute;cia geral e espec&iacute;fica, bem como compreender associa&ccedil;&otilde;es com caracter&iacute;sticas indivi- duais, contextuais e sociodemogr&aacute;ficas, resultados no &acirc;mbito da parentalidade e desenvolvimento das crian&ccedil;as. Por outro lado, a grande maioria dos estudos tem-se focado em amostras constitu&iacute;das por m&atilde;es. No estudo recente de Meunier e Roskam (2009), os autores compararam pais com m&atilde;es utilizando uma medida de dom&iacute;nio espec&iacute;fico e, consistentemente com os estere&oacute;tipos, as m&atilde;es revelaram-se mais competentes que os pais. Os pais percepcionaram-se mais competentes no dom&iacute;nio da disciplina e as m&atilde;es nos dom&iacute;nios de cuidados instrumentais e disponibilidade e suporte emocional e valoriza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Considerando que a promo&ccedil;&atilde;o do sentimento de compet&ecirc;ncia parental tem sido    um dos focos mais salientes dos programas de forma&ccedil;&atilde;o/educa&ccedil;&atilde;o parental (e.g.,    Peterson, Tremblay, Ewigman, &amp; Saldana, 2003; Sofronoff &amp; Farbotko,    2002), &eacute; fundamental compreender as associa&ccedil;&otilde;es entre as percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia    parentais de dom&iacute;nio geral e espec&iacute;fico, quer para as m&atilde;es, quer para os pais.    Neste sentido, o presente estudo constitui-se como um contributo para este inqu&eacute;rito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram 198 fam&iacute;lias bi-parentais. 75.1% destes pais est&atilde;o casados (75.1%)    ou em uni&atilde;o de facto (24.9%). As m&atilde;es tinham idades compreendidas entre 19 e    47 anos (<i>M</i>=33.91; <i>DP</i>=9.32) e os pais entre 21 e 62 anos (<i>M</i>=35.43;    <i>DP</i>=4.72). As m&atilde;es tinham em m&eacute;dia 12.68 (<i>DP</i>=3.77) de escolaridade    e os pais 10.84 (DP=3.6). Em 159 (80,7%) fam&iacute;lias ambos os pais trabalham, em    32 (16,2%) fam&iacute;lias s&oacute; um dos pais est&aacute; empregado e em 6 (3%) fam&iacute;lias ambos    os pais est&atilde;o desempregados. As m&atilde;es trabalhavam em m&eacute;dia 38.57 (<i>DP</i>=7.59)    horas semanais e os pais 41.03 (<i>DP</i>=9.80). As crian&ccedil;as tinham entre 18    e 61 meses (<i>M</i>=42.54; <i>DP</i>=9.32); 84 s&atilde;o raparigas e 114 rapazes.    Destas, 112 t&ecirc;m irm&atilde;os. As crian&ccedil;as frequentam creches/jardins-de-inf&acirc;ncia do    ensino p&uacute;blico e privado (onde passam em m&eacute;dia 8.25 horas; <i>DP</i>=1.34),    pertencentes ao distrito de Lisboa e Santar&eacute;m. As fam&iacute;lias foram recrutadas    atrav&eacute;s da creche/jardim-de-inf&acirc;ncia das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos/Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s as autoriza&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias de escolas e pais, os question&aacute;rios foram    entregues pelas educadoras das salas frequentadas pelas crian&ccedil;as &agrave;s m&atilde;es e aos    pais em momentos distintos, contrabalan&ccedil;ando-se a ordem de entrega: 50% primeiro    &agrave;s m&atilde;es e 50% primeiro aos pais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ficha de identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica</i> (Ver&iacute;ssimo,    s.d.)</p>     <p>Foi preenchida pelas m&atilde;es e pretendia recolher informa&ccedil;&atilde;o relativa a dados como a idade, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, o estado civil, o trabalho dos pais, n&ordm; de irm&atilde;os das crian&ccedil;as, respectivas idades e sexo, e o tipo escola das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sentimento de Compet&ecirc;ncia Parental</i></p>     <p>A Escala de Sentimento de Compet&ecirc;ncia Parental (Ferreira et al., 2011) &eacute; uma    adapta&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua portuguesa da <i>Parenting Sense of Competence Scale    </i>(Johnston &amp; Mash, 1989). Assumindo uma forma de question&aacute;rio de 17 itens,    a ESCP permite avaliar a percep&ccedil;&atilde;o geral de compet&ecirc;ncia parental, enquanto dom&iacute;nio    geral, e &eacute; composta por tr&ecirc;s subescalas: (1) Efic&aacute;cia (composta por 7 itens),    que indica o grau em que cada pai se sente competente/capaz de resolver os problemas    da crian&ccedil;a (e.g., “Se h&aacute; algu&eacute;m que consegue perceber quando algo n&atilde;o est&aacute; bem    com o meu filho(a), sou eu.”); (2) Satisfa&ccedil;&atilde;o (composta por 5 itens), que indica    o grau em que cada pai se sente frustrado, ansioso e pouco motivado no seu papel    pai (e.g., “Ser pai faz-me sentir tenso e ansioso.”); e (3) Interesse (composta    por 3 itens), que indica o interesse dos progenitores na tarefa da parentalidade    (e.g., “Se ser pai de uma crian&ccedil;a fosse um pouco mais interessante, eu estaria    motivado para desempenhar melhor esse papel.”). Oito itens s&atilde;o invertidos (1,    6, 7, 10, 11, 13,15, 17). Com base nos resultados obtidos por Johnston e Mash    (1989) e Ferreira et al. (2011), os itens 8 e 17 foram retirados das an&aacute;lises    por n&atilde;o cumprirem o crit&eacute;rio de fiabilidade individual. Os pais indicam o seu    n&iacute;vel de concord&acirc;ncia com as afirma&ccedil;&otilde;es numa escala de 6 pontos (1-concordo    fortemente; 6-discordo fortemente). An&aacute;lises de consist&ecirc;ncia interna das subescalas    atrav&eacute;s do coeficiente de <i>alfa-Cronbach </i>revelaram fiabilidade moderada    e forte, respectivamente para as subescalas de satisfa&ccedil;&atilde;o (.74) e efic&aacute;cia parental    (.94). A subescala de interesse parental foi exclu&iacute;da das an&aacute;lises sucessivas    por n&atilde;o ter obtido valores de consist&ecirc;ncia interna aceit&aacute;veis (.53).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Perce&ccedil;&atilde;o de Autoefic&aacute;cia das Tarefas Parentais</i></p>     <p>A Escala de Percep&ccedil;&atilde;o de Efic&aacute;cia das Tarefas Parentais (PETP) &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o    para a l&iacute;ngua portuguesa da escala original <i>The Self-efficacy for Parenting    Tasks &Iacute;ndex – Toddler Scale </i>(Coleman &amp; Karraker, 2003). Avalia a perce&ccedil;&atilde;o    que o pai/m&atilde;e tem da sua efic&aacute;cia em 7 dom&iacute;nios espec&iacute;ficos – delineados por    Zeanah e colaboradores (1997) e originalmente propostos por Emde (1989) – que    se encontram conceptualmente relacionados com o desenvolvimento da crian&ccedil;a,    no que diz respeito a dimens&otilde;es de cuidados relacionais e de socializa&ccedil;&atilde;o nas    viv&ecirc;ncias familiares. Na vers&atilde;o original, a escala PETP &eacute; constitu&iacute;da por 53    itens organizados em sete dimens&otilde;es: (1) a Disponibilidade emocional, composta    por sete itens que analisam a perce&ccedil;&atilde;o que os pais t&ecirc;m da prontid&atilde;o e facilidade    para atenderem &agrave;s necessidades afectivas dos filhos (e.g., Quando o meu filho(a)    precisa de mim, tenho facilidade em deixar de lado o que estiver a fazer.) e    cuja consist&ecirc;ncia interna, computada por coeficiente de a<i>-Cronbach</i>, foi    de .67; (2) a Ternura, valorizar a crian&ccedil;a e capacidade de responder empaticamente    composta por oito itens que analisam a perce&ccedil;&atilde;o dos pais acerca do reconhecimento,    valoriza&ccedil;&atilde;o e cren&ccedil;a dos filhos nas suas capacidades para responderem de forma    emp&aacute;tica &agrave;s suas necessidades (e.g., O meu filho(a) sabe que eu compreendo quando    os seus sentimentos s&atilde;o magoados.) e com um a<i>-Cronbach </i>de .71; (3) a    Prote&ccedil;&atilde;o, constitu&iacute;da por sete itens que analisam a percep&ccedil;&atilde;o de dificuldade    por parte dos pais nas tomadas de decis&atilde;o, nomeadamente nas quest&otilde;es de seguran&ccedil;a    da crian&ccedil;a, (e.g., Eu tenho dificuldade em determinar o que &eacute; e o que n&atilde;o &eacute;    seguro para o meu filho(a) fazer), apresentando um a<i>-Cronbach </i>de .53    (.63 com remo&ccedil;&atilde;o do item 16); (4) a Disciplina e defini&ccedil;&atilde;o de limites, composta    por sete itens, que avalia o modo como os pais percecionam a sua capacidade    e facilidade em disciplinar e estabelecer limites aos filhos (e.g., &Eacute; relativamente    f&aacute;cil para mim estabelecer limites ao meu filho), e com um a-Cronbach .81; (5)    a Brincadeira, composta por sete itens, que avalia a percep&ccedil;&atilde;o de facilidade    e envolvimento dos pais em actividades de brincar com os filhos (e.g., Consigo    sempre pensar em alguma coisa para brincar com o meu filho(a), a<i>-Cronbach    </i>.92; (6) a dimens&atilde;o Ensinar, constitu&iacute;da por nove itens que avalia a percep&ccedil;&atilde;o    de facilidade e envolvimento dos pais em actividades de ensinar (e.g., Acredito    que o meu filho(a) aprende muito como resultado do meu esfor&ccedil;o em lhe mostrar    diversas coisas.), com um a<i>-Cronbach </i>de .73; e, por fim, (7) a dimens&atilde;o    Cuidado instrumental e cria&ccedil;&atilde;o de estruturas e rotinas, constitu&iacute;da por oito    itens que avalia a percep&ccedil;&atilde;o acerca das capacidades para implementarem estruturas    e rotinas de cuidado e funcionamento para os filhos (e.g., Eu tenho sido capaz    de estabelecer uma rotina di&aacute;ria com o meu filho que parece confort&aacute;vel para    ambos), apresentando um a<i>-Cronbach </i>de .46 (.60 com remo&ccedil;&atilde;o de item 51).</p>     <p>O estudo original foi realizado com 68 m&atilde;es e as correla&ccedil;&otilde;es entre as subescalas    variaram entre <i>r</i>=.26 e <i>r</i>=.71. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; computa&ccedil;&atilde;o de valores    globais da escala, n&atilde;o foram retirados itens porque os autores verificaram que    a elimina&ccedil;&atilde;o de itens particulares n&atilde;o afetava significativamente a consist&ecirc;ncia    interna da escala completa (a<i>-Cronbach </i>.91). Os itens s&atilde;o respondidos    pelos pais numa escala de <i>Likert </i>de seis pontos, variando entre “Discordo    Totalmente” e “Concordo Totalmente”.</p>     <p>Na vers&atilde;o portuguesa da escala de Percep&ccedil;&atilde;o de Efic&aacute;cia das Tarefas Parentais,    seguindo as indica&ccedil;&otilde;es dos autores da escala, optou-se por usar a vers&atilde;o reduzida    da mesma, retirando-se os itens correspondentes &agrave;s dimens&otilde;es da Prote&ccedil;&atilde;o e do    Cuidado instrumental e cria&ccedil;&atilde;o de estruturas e rotinas, visto que na vers&atilde;o    original as suas consist&ecirc;ncias internas eram fracas e sujeitas a futura reconfigura&ccedil;&atilde;o    (Coleman &amp; Karraker, 2003). An&aacute;lises de consist&ecirc;ncia interna revelaram os    seguintes coeficientes de Alfa de Cronbach para as subescalas em estudo: (1)    Disponibilidade emocional – a-Cronbach .67; (2) Ternura, valorizar a crian&ccedil;a    e capacidade de responder empaticamente – a-Cronbach .75 (a-Cronbach .56 depois    de eliminado o itens 21, correspondendo ao item 13 na vers&atilde;o original); (3)    Disciplina e defini&ccedil;&atilde;o de limites – a-Cronbach .70 (a-Cronbach .65 depois de    eliminado o itens 10, corres- pondendo ao item 28 na vers&atilde;o original); (4) Brincadeira    – a-Cronbach .74 (a-Cronbach .70 depois de eliminados os itens 5 e 27, correspondendo,    respetivamente, aos itens 35 e 34 na vers&atilde;o original); (5) Ensinar – a-Cronbach    .73 (a-Cronbach .68 depois de eliminado o item 11, correspondendo ao item 43    na vers&atilde;o original). Para valores globais da escala o a-Cronbach &eacute; de .88.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Valores descritivos do Sentimento de Compet&ecirc;ncia Parental e da Efic&aacute;cia    das Tarefas Parentais</i></p>     <p>Na <a href="#t1">Tabela 1</a> pode observar-se os valores m&eacute;dios e os desvios    padr&otilde;es globais e por g&eacute;nero parental para as medidas de compet&ecirc;ncia geral da    parentalidade e de autoperce&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com exce&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias de sentimento geral de satisfa&ccedil;&atilde;o parental (<i>M</i>=4.72,    <i>DP</i>=.83) e da percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia no dom&iacute;nio espec&iacute;fico das tarefas    disciplinares e estabelecimento de limites (<i>M</i>=4.58, DP=.71), os pais    apresentam m&eacute;dias inferiores quando comparados com os valores m&eacute;dios das m&atilde;es.    De igual modo, as m&atilde;es obt&ecirc;m valores m&eacute;dios mais elevados, ora na computa&ccedil;&atilde;o    dos valores globais da escala PETP (<i>M</i>=4.88, <i>DP</i>=.44), ora na subescala    efic&aacute;cia da ESCP (<i>M</i>=4.88, <i>DP</i>=.44), respectivamente, percep&ccedil;&atilde;o    de autoefic&aacute;cia em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade e sentimento geral    de efic&aacute;cia parental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre os dados s&oacute;cio demogr&aacute;ficos e os valores de Sentimento de    Compet&ecirc;ncia Parental e da Efic&aacute;cia das Tarefas Parentais</i></p>     <p>A idade das m&atilde;es encontra-se relacionada fraca e negativamente com os seguintes dom&iacute;nios espe- c&iacute;ficos de autoperce&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia: ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica (<i>r</i>(196)=-.222, <i>p</i>=.002); disponibilidade emocional (<i>r</i>(196)=<i>-.</i>189, <i>p</i>=.008); e brincar (<i>r</i>(196)=-.269, <i>p</i>=.000). De igual modo, a idade das m&atilde;es revela associa&ccedil;&otilde;es fracas e negativas com autoperce&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia dos pais nos mesmos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos: ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica (<i>r</i>(196)=-.252, <i>p</i>=.000); disponibilidade emocional (<i>r</i>(196)=<i>-.</i>208, <i>p</i>=.004); e brincar (<i>r</i>(196)=-.253, <i>p</i>=.000).</p>     <p>As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias das m&atilde;es mostram uma associa&ccedil;&atilde;o fraca e negativa com o sentimento geral de efic&aacute;cia parental da parentalidade (<i>r</i>(194)=<i>-.</i>211, <i>p</i>=.003). Inversamente, constata-se uma rela&ccedil;&atilde;o positiva e moderada com a autopercep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia no dom&iacute;nio espec&iacute;fico ensinar (<i>r</i>(193)=<i>-.</i>313, <i>p</i>=.000).</p>     <p>As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias das m&atilde;es est&atilde;o fraca e negativamente associadas &agrave; sua autopercep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia do pai no dom&iacute;nio espec&iacute;fico brincar (<i>r</i>(193)=<i>-.</i>153, <i>p</i>=.034) e ao sentimento geral de efic&aacute;cia parental do pai (<i>r</i>(194)=<i>-.</i>178, <i>p</i>=.013).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; vari&aacute;vel emprego, as m&atilde;es que trabalham mostram valores m&eacute;dios de auto percep&ccedil;&atilde;o significativamente mais eficazes nos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da disciplina e estabelecimento de limites (<i>t</i>(193)=3,03, <i>p</i>&lt;.001, <i>M</i>=4.54) e ensinar (<i>t</i>(193)=2,83, <i>p</i>&lt;.001, <i>M</i>=4.93). As m&atilde;es que trabalham tamb&eacute;m apresentam valores m&eacute;dios de satisfa&ccedil;&atilde;o geral na parentalidade significativamente superiores (<i>t</i>(194)=2,01, <i>p</i>&lt;.046, <i>M</i>=4.66).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A idade dos pais est&aacute; fraca e negativamente associada &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio espec&iacute;fico ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica (<i>r</i>(196)=-.176, <i>p</i>=.014). A idade do pai correlaciona-se, adicionalmente, de forma negativa e fraca com a autopercep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia das m&atilde;es nos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade disponibilidade emocional (<i>r</i>(196)=-.154, <i>p</i>=.031) e brincar (<i>r</i>(196)=-.157, <i>p</i>=.028).</p>     <p>As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais est&atilde;o associadas fraca e positivamente com o sentimento geral de satisfa&ccedil;&atilde;o parental (<i>r</i>(194)=.208, <i>p</i>=.004) e com o dom&iacute;nio espec&iacute;fico de disciplina e estabelecimento de limites (<i>r</i>(196)=.170, <i>p</i>=.018). O n&uacute;mero de horas de trabalho semanal do pai revela-se associado fraca e negativamente com a auto-percep&ccedil;&atilde;o do pai de efic&aacute;cia no dom&iacute;nio espec&iacute;fico ensinar (<i>r</i>(138)=-.177, <i>p</i>=.038) e com o sentimento geral de satisfa&ccedil;&atilde;o parental das m&atilde;es (<i>r</i>(139)=-.172, <i>p</i>=.043).</p>     <p>A idade das crian&ccedil;as encontra-se associada fraca e negativamente com a percep&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia das m&atilde;es em tarefas de ensinar (r(152)=-.172, p=.034). Os filhos primog&eacute;nitos tendem a distinguir significativamente o sentimento de autoefic&aacute;cia nos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos de brincar (t(177)=2.33, p&lt;.005) e disponibilidade emocional (t(177)=2.03, p&lt;.005), apresentando as m&atilde;es, respectivamente em ambos os dom&iacute;nio, valores m&eacute;dios mais elevados para os primeiros filhos (M=4.94; M=4.95).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Diferen&ccedil;as entre o pai e a m&atilde;e ao n&iacute;vel do sentimento geral de efic&aacute;cia    parental</i></p>     <p>O <i>t-student </i>revelou diferen&ccedil;as significativas entre pais e m&atilde;es no que    diz respeito ao sentimento geral de efic&aacute;cia parental (<i>t</i>(392)=2.67, <i>p</i>&lt;.001),    com as m&atilde;es a obterem m&eacute;dias superiores. A mesma tend&ecirc;ncia pode ser observada,    nas diferen&ccedil;as significativas obtidas entre os dois g&eacute;neros, para os dom&iacute;nios    espec&iacute;ficos de ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica (<i>t</i>(390)=3.88,    <i>p</i>&lt;.001) e disponibilidade emocional (<i>t</i>(390)=1.97, <i>p</i>&lt;.005)    (ver <a href="#t1">Tabela 1</a> para consultar m&eacute;dias).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre o Sentimento de Compet&ecirc;ncia Parental e da Efic&aacute;cia das    Tarefas Parentais</i></p>     <p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a> podem ver-se as associa&ccedil;&otilde;es entre todas as vari&aacute;veis    em estudo da ESCP e PETP. As vari&aacute;veis da ESCP, sentimento geral de satisfa&ccedil;&atilde;o    parental e sentimento geral de efic&aacute;cia parental encontram-se fraca ou moderadamente    associadas com as vari&aacute;veis computadas para a escala PETP. O sentimento geral    de satisfa&ccedil;&atilde;o parental apresenta a sua maior associa&ccedil;&atilde;o positiva com o dom&iacute;nio    espec&iacute;fico disciplina e estabelecimento de limites (<i>r</i>(391)=.51, <i>p</i>&lt;.000),    ao passo que a associa&ccedil;&atilde;o mais fraca &eacute; com a vari&aacute;vel de dom&iacute;nio espec&iacute;fico    ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica, (<i>r</i>(391)=.23, <i>p</i>&lt;.000).    O sentimento geral de efic&aacute;cia parental tem a sua correla&ccedil;&atilde;o mais forte com    a vari&aacute;vel de dom&iacute;nio espec&iacute;fico ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica    (<i>r</i>(391)=.51, <i>p</i>&lt;.000), e mais fraca com a vari&aacute;vel de auto-percep&ccedil;&atilde;o    de efic&aacute;cia no dom&iacute;nio espec&iacute;fico Ensinar (<i>r</i>(391)=.32, <i>p</i>&lt;.000).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Adicionalmente, o sentimento geral de efic&aacute;cia parental encontra-se associado positiva e moderadamente com o valor global obtido na escala PETP (<i>r</i>(391)=.52, <i>p</i>&lt;.000).</p>     <p>Todas as subescalas de autopercep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia de dom&iacute;nio espec&iacute;fico apresentam    associa&ccedil;&otilde;es positivas e elevadas com os valores globais da escala PETP. Entre    si, as subescalas de autopercep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia de dom&iacute;nio espec&iacute;fico encontram-se    associadas positivamente. As correla&ccedil;&otilde;es mais fracas observadas s&atilde;o entre a    ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica e a disciplina e estabelecimento    de limites (<i>r</i>(391)=.37, <i>p</i>&lt;.000), e entre o brincar e a disciplina    e estabelecimento de limites (<i>r</i>(391)=.36, <i>p</i>&lt;.000). A disponibilidade    emocional est&aacute; associada forte e positivamente com todas as subescalas que comp&otilde;em    a escala PETP, com exce&ccedil;&atilde;o da correla&ccedil;&atilde;o moderada que apresenta com a disciplina    e estabelecimento de limites (<i>r</i>(391)=.43, <i>p</i>&lt;.000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O</p>     <p>O sentimento de compet&ecirc;ncia parental e as percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia em dom&iacute;nios    espec&iacute;ficos t&ecirc;m sido considerados na literatura sobre cogni&ccedil;&otilde;es parentais como    um correlato dos comportamentos parentais, provavelmente com o estabelecimento    de estrat&eacute;gias parentais e ambientes relacionais e educativos de qualidade que    maximizam o desenvolvimento das crian&ccedil;as (Bornstein et al., 2003; Bugental &amp;    Johnston, 2000; Coleman &amp; Karraker, 2003; Jones &amp; Prinz 2005; Meunier    &amp; Roskam, 2009; Okagaki &amp; Bingham, 2005; Teti &amp; Gelfand, 1991).</p>     <p>No presente estudo, explor&aacute;mos dois constructos relevantes no &acirc;mbito das percep&ccedil;&otilde;es de compet&ecirc;ncia parental, sentimento de compet&ecirc;ncia parental face ao papel global da parentalidade (Johnston &amp; Mash, 1989) e as percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade (Coleman &amp; Karraker, 2003; Meunier &amp; Roskam, 2009), procurando estudar diferen&ccedil;as entre pais e m&atilde;es e discernir efeitos poss&iacute;veis face a caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas dos pais, m&atilde;es e crian&ccedil;as, como preditores das cogni&ccedil;&otilde;es da parentalidade.</p>     <p>De forma geral, os resultados obtidos no nosso estudo, est&atilde;o em linha com outros reportados na literatura especializada, contudo revelam especificidades na nossa amostra que permitam equacionar singularidades, em particular face aos preditores sociodemogr&aacute;ficos da auto-efic&aacute;cia, o que levanta quest&otilde;es relativas aos factores de contexto e culturais da parentalidade. As m&atilde;es auto percepcionam-se significativamente mais competentes que os pais no sentimento geral de efic&aacute;cia parental como reportado em estudos anteriores (e.g., Gilmore &amp; Cuskelly, 2008; Salonen et al<i>.</i>, 2009) e os dom&iacute;nios espec&iacute;ficos de ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica e disponibilidade emocional de acordo com os dados reportados por Meunier e Roskam (2009). Contudo, contrariamente ao estudo realizado por Meunier e Roskam (2009), na nossa amostra os pais n&atilde;o se revelaram significativamente mais eficazes na disciplina do que as m&atilde;es, nem como seria de esperar n&atilde;o se revelaram significativamente mais satisfeitos no papel global da parentalidade, muito embora se possa observar essa tend&ecirc;ncia.</p>     <p>Relativamente &agrave; idade dos pais, as m&atilde;es mais velhas tendem significativamente a percepcionar-se como menos eficazes em dom&iacute;nios de cuidados face a necessidades afectivas das crian&ccedil;as (disponibilidade emocional e ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica), e no dom&iacute;nio espec&iacute;fico de brincar. O mesmo efeito se observa para os pais no que diz respeito ao dom&iacute;nio espec&iacute;fico de ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica, pais mais velhos, percepcionam-se como menos eficazes. Estes resultados contrariam evid&ecirc;ncia produzida noutros estudos, que n&atilde;o encontraram rela&ccedil;&atilde;o entre a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia parental e a idade dos pais (Meunier &amp; Roskam, 2009; Salonen et al., 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Curiosamente, obtivemos resultados significativos, ainda n&atilde;o reportados na literatura, quanto &agrave; associa&ccedil;&atilde;o da idade de um pai nas perce&ccedil;&otilde;es de auto efic&aacute;cia do outro. Quanto mais velhas as m&atilde;es s&atilde;o, menor percep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia os pais t&ecirc;m (disponibilidade emocional e ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica) e quanto mais velhos os pais s&atilde;o, menor sentimento de efic&aacute;cia as m&atilde;es revelam face ao dom&iacute;nio de disponibilidade emocional. Estes resultados n&atilde;o corroboram os encontrados por Jacobs e Kelley (2006), que encontram rela&ccedil;&otilde;es positivas significantes entre a perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia dos pais. Salientamos no entanto que os efeitos correlacionais observados s&atilde;o fracos, e que podemos estar apenas perante associa&ccedil;&otilde;es esp&uacute;rias de sobreposi&ccedil;&atilde;o, uma vez que podem ser devido ao facto de os casais parentais tenderem a ter idades aproximadas, e por essa via se observar esta associa&ccedil;&atilde;o, uma vez que a idade dos pais est&aacute; negativamente associada com as auto-percep&ccedil;&otilde;es nos mesmos dom&iacute;nios.</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, as m&atilde;es com mais estudos revelaram percepcionar- se menos eficazes no dom&iacute;nio geral da parentalidade, ao passo que no dom&iacute;nio espec&iacute;fico de ensinar consideram-se mais eficazes. Por sua vez, os pais com mais anos de escolaridade apresentam maior satisfa&ccedil;&atilde;o parental global e percecionam-se como mais eficazes no dom&iacute;nio de disciplina estabelecimento de limites. Novamente, encontramos associa&ccedil;&otilde;es nas percep&ccedil;&otilde;es de um pai para as do outro, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias. A maior escolaridade das m&atilde;es est&aacute; associada &agrave; menor percep&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia dos pais no papel parental como um todo e no dom&iacute;nio de brincar.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; vari&aacute;vel emprego, as m&atilde;es que trabalham, percepcionam-se mais eficazes nos dom&iacute;nios de ensinar e disciplina e estabelecimento de limites e os pais que trabalham mais horas percepcionam-se menos eficazes no dom&iacute;nio espec&iacute;fico de ensinar. Por sua vez, as m&atilde;es sentem-se menos satisfeitas com o papel da parentalidade quando os pais trabalham mais horas.</p>     <p>Estes resultados, para al&eacute;m de contrariarem a ideia linear de que pais com mais escolaridade se sentem mais eficazes, sugerem processos de interac&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis mais complexos do que aqueles descritos na literatura (e.g., Meunier &amp; Roskam, 2009). Novos estudos, com amostras maiores e mais diversificadas, poder&atilde;o procurar esclarecer melhor estes processos.</p>     <p>Face &agrave;s caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as, os nossos resultados mostram que as m&atilde;es    percepcionam-se como menos eficazes com o aumento da idade dos filhos, o que    pode ser explicado por as tarefas educativas assumirem gradualmente caracter&iacute;sticas    mais escolares, a transfer&ecirc;ncia destas compet&ecirc;ncias para outras figuras de refer&ecirc;ncia    e o progressivo acr&eacute;scimo de autonomia. Por outro lado, as m&atilde;es realizam ju&iacute;zos    mais positivos quanto &agrave; sua efic&aacute;cia nos dom&iacute;nios de disponibilidade emocional    e brincar com filhos primog&eacute;nitos, resultado que parece, em parte, ir de encontro    a resultados obtidos por Meunier e Roskam (2009) relativamente a pais de fam&iacute;lias    com menos filhos, e pode revelar o efeito de um maior investimento e aten&ccedil;&atilde;o    dos pais nas tarefas da parentalidade durante a primeira gravidez e filho.</p>     <p>No nosso estudo, ambas as escalas utilizadas revelaram valores de consist&ecirc;ncia interna que suportam a possibilidade de uso futuro em estudos fundamentais sobre percep&ccedil;&otilde;es de compet&ecirc;ncia parental, geral e de dom&iacute;nios espec&iacute;ficos, desenvolvimento, avalia&ccedil;&atilde;o de efic&aacute;cia de programas de parentalidade, bem como, para fins de observa&ccedil;&atilde;o em contextos cl&iacute;nicos da parentalidade e ajustamento infantil.</p>     <p>Efectivamente, as associa&ccedil;&otilde;es positivas moderadas e fortes encontradas entre ambas as escalas, oferecem boas indica&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; solu&ccedil;&atilde;o factorial proposta num estudo anterior para a ESCP (Ferreira et al., 2011), e refor&ccedil;am a validade interna e discriminante de ambas as escalas (ESCP e PETP), sugerindo tamb&eacute;m, que parece ser valida a estrat&eacute;gia dominante na literatura de se considerar importante o estudo de ambos os construtos de percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia geral da parentalidade e percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos da parentalidade (Coleman &amp; Karraker, 2003; Meunier &amp; Roskam, 2009) para se esclarecer os processos cognitivos subjacentes ao sentimento de compet&ecirc;ncia parental.</p>     <p>Por exemplo, o facto de na nossa amostra a satisfa&ccedil;&atilde;o global com a parentalidade se encontrar mais fortemente associada (positiva e moderada) com a percep&ccedil;&atilde;o de auto-efic&aacute;cia nos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos disciplina e estabelecimento de limites e ensinar, face aos restantes dom&iacute;nios espec&iacute;ficos, pode sugerir a hip&oacute;tese de que as percep&ccedil;&otilde;es de efic&aacute;cia dos pais nestes dom&iacute;nios espec&iacute;ficos possam ser mais determinantes para o seu sentimento geral de satisfa&ccedil;&atilde;o/gratifica&ccedil;&atilde;o com o seu papel parental. Igualmente, o sentimento de efic&aacute;cia global na parentalidade encontra-se mais fortemente correlacionado (positiva e moderada) com as percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia dos pais nos dom&iacute;nios espec&iacute;ficos referentes &agrave; esfera emocional (disponibilidade emocional e ternura, valoriza&ccedil;&atilde;o e responsividade emp&aacute;tica). Dito de outra forma, estes resultados permitem-nos considerar a hip&oacute;tese de existir um processo cognitivo subjacente &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de aprecia&ccedil;&otilde;es globais da compet&ecirc;ncia na parentalidade com base nas percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia em dom&iacute;nios espec&iacute;ficos. Os pais que se percecionam mais eficazes em lidar com a exig&ecirc;ncias disciplinares e do ensino sentem-se mais satisfeitos no papel parental, ao passo que as percep&ccedil;&otilde;es de efic&aacute;cia nos cuidados face &agrave;s necessidade afectivas e emocionais dos filhos, t&ecirc;m maior peso em promover o sentimento de efic&aacute;cia global no desempenho do papel parental. Estas associa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o evid&ecirc;ncia que suporta a proposta te&oacute;rica sugerida por Bornstein et al (2003) de conceber o sentimento de compet&ecirc;ncia parental como um conjunto modelar de cogni&ccedil;&otilde;es parentais, contudo as hip&oacute;teses por n&oacute;s sugeridas requerem investiga&ccedil;&atilde;o futura, levando em linha de conta n&atilde;o s&oacute; vari&aacute;veis socio-demograficas como, por exemplo, o envolvimento parental (Monteiro et al., 2010) efectivo nas tarefas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ardelt, M., &amp; Eccles, J. S. (2001). Effects of mothers’ parental efficacy    beliefs and promotive parenting strategies on inner-city youth. <i>Journal of    Family Issues, 22, </i>944-972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201400020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ballenski, C. B., &amp; Cook, A. S. (1982). Mothers perception of their competence    in managing selected parenting tasks. <i>Family Relations, 31</i>, 489-494.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201400020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bandura, A. (1982). Self-efficacy mechanism in human agency. <i>American Psychologist,    37</i>(2), 122-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201400020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bandura, A. (1989). Regulation of cognitive processes through perceived self-efficacy. <i>Developmental Psychology, 25</i>, 729-735.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bornstein, M., Hendricks, C., Hahn, C., Haynes, O., Painter, K., &amp; Tamis-LeMonda,    C. (2003). Contributors to self-perceived competence, satisfaction, investment,    and role balance in maternal parenting: A multivariate ecological analysis.    <i>Parenting: Science and Practice, 3, </i>285-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201400020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bohlin, G., &amp; Hagekull, B. (1987). “Goodmothering”: Maternal attitudes    and mother-infant interaction. <i>Infant Mental Health Journal, 8</i>, 352-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201400020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bugental, D., &amp; Johnston, C. (2000). Parental and child cognitions in the    context of the family. <i>Annual Review of Psychology, 51</i>, 35-344.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201400020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campis, L. K., Lyman, R. D., &amp; Prentice-Dunn, S. (1986). The parental locus    of control scale: Development and validation. <i>Journal of Clinical Child Psychology,    15</i>, 260-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201400020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coleman, P. K., &amp; Karraker, K. H. (1997). Self-efficacy &amp; parenting    quality: Findings &amp; future applications. <i>Developmental Review</i>, 18,    47-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201400020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coleman, P. K., &amp; Karraker, K. H. (2003). Maternal self-efficacy beliefs,    competence in parenting, and toddlers’ behavior and developmental status. <i>Infant    Mental Health Journal, 24</i>, 126-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201400020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dumka, L. E., Stoerzinger, H., Jackson, K., &amp; Roosa, M. (1996). Examination    of the cross cultural and cross language equivalence of the parenting self-agency    measure. <i>Family Relations, 45</i>, 216-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Emde, R. N. (1989). The Infant’s relationship experience: Development and clinical    aspect. In A. J. Sameroff &amp; R. N. Emde (Eds.), <i>Relationships disturbance    in early childhood </i>(pp. 33-51). New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201400020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ferreira, B., Ver&iacute;ssimo, M., Santos, A. J., Fernandes, C., &amp; Cardoso, J.    (2011). Escala de sentimento de compet&ecirc;ncia parental. An&aacute;lise confirmat&oacute;ria    do modelo de medida numa amostra de pais portugueses. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia,    9</i>(2), 147-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gilmore, L. A., &amp; Cuskelly, M. (2008). Factor structure of the parenting    sense of competence scale using a normative sample. <i>Child Care, Health &amp;    Development, 38</i>(1), 48-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gross, D., Conrad, B., Fogg, L., &amp; Wothke, W. (1994). A longitudinal model    of maternal self-efficacy, depression, and difficult temperament during toddlerhood.    <i>Research in Nursing and Health, 17</i>, 207-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hofferth, S. L. (2003). Race/ethnic differences in father involvement in two-parent    families: Culture, context, or Economy? <i>Journal of Family Issues, 24</i>(2),    185-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Izzo, C., Weiss, L., Shanahan, T., &amp; Rodriguez-Brown, L. (2000). Parental    self-efficacy and social support as predictors of parenting practices and children’s    socioemotional adjustment in Mexican immigrant families. <i>Journal of Prevention    &amp; Intervention in the Community, 20</i>, 197-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201400020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jacobs, J. N., &amp; Kelley, M. L. (2006). Predictors of paternal involvement    in childcare in dual-earner families with young children. <i>Fathering, 4</i>,    23-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201400020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnston, C., &amp; Mash, E. J. (1989). A measure of parenting satisfaction    and efficacy. <i>Journal of Clinical Child Psychology, 18</i>, 167-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201400020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jones, T. L., &amp; Prinz, R. J. (2005). Potential roles of parental self-efficacy    in parent and child adjustment: A review. <i>Clinical Psychology Review, 25</i>,    341-363.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201400020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Junttila, N., Vauras, M., &amp; Laakkonen, E. (2007). The role of parenting    self-efficacy in children’s social and academic behavior. <i>European Journal    of Psychology of Education, 22</i>(1), 41-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kiehl, E. M., &amp; White, M. A. (2003). Maternal adaptation during childbearing    in Norway, Sweden and the United States. <i>Scandinavian Journal of Caring Sciences,    17</i>(2), 96-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meunier, J., &amp; Roskam, I. (2009). Self-efficacy beliefs amongst parents    of young children: Validation of a self- report measure. <i>Journal of Child    &amp; Family Studies, 18</i>, 495-511.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201400020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monteiro, L., Fernandes, M., Ver&iacute;ssimo, M., Pessoa e Costa, I., Torres, N., &amp; Vaughn, B. E. (2010). Perspetiva do pai acerca do seu envolvimento em fam&iacute;lias nucleares. Associa&ccedil;&otilde;es com o que &eacute; desejado pela m&atilde;e com as caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a. <i>Revista Interamericana de Psicologia, 44</i>, 120-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201400020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Okagaky, L., &amp; Bingham, G. E. (2005). Parent’s social cognitions and their    parenting behaviors. In T. Luster &amp; L. Okagaky (Eds.), <i>Parenting: An    ecologic perspective. Monographs in parenting series </i>(2nd ed., pp. 3-33).    New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Peterson, L., Tremblay, G., Ewigman, B., &amp; Saldana, L. (2003). Multilevel    selected primary prevention of child maltreatment. <i>Journal of Consulting    and Clinical Psychology, 71</i>, 601-612.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201400020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rogers, H., &amp; Matthews, J. (2004) The Parenting Sense of Competence scale:    Investigation of the factor structure, reliability, and validity for an Australian    sample. <i>Australian Psychologist, 39</i>, 88-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201400020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Salonen, A. H., Kaunonen, M., Astedt-Kurki, P., Jarvenpaa, A. L., Isoaho, H.,    &amp; Tarkka, M. T. (2009). Parenting self-efficacy after childbirth. <i>Journal    of Advanced Nursing, 65</i>(11), 2324-2336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201400020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sanders, M. R., &amp; Woolly, M. L. (2005). The relationship between maternal    self-efficacy and parenting practices: Implications for parent training. <i>Child:    Care, Health and Development, 31</i>, 65-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201400020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sevigny, P. R., &amp; Loutzenhiser, L. (2009). Predictors of parenting self-efficacy    in mothers and fathers of toddlers. <i>Child: Care, Health and Development</i>,    36(2), 179-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201400020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Shumow, L., &amp; Lomax, R. (2002) Parental self-efficacy: Predictor of parenting    behaviour adolescent outcomes. <i>Parenting, Science and Practice</i>, 2, 127-150.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201400020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sofronoff, K. &amp; Farbotko, M. (2002). The effectiveness of parent management    training to increase self-efficacy in parents of children with Asperger syndrome.    <i>Autism, 6</i>, 271-286.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201400020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teti, D. M., &amp; Gelfand, D. M. (1991). Behavioral competence among mothers    of infants in the first year: The mediational role of maternal self-efficacy.    <i>Child Development, 62</i>, 918-929.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201400020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tremblay, S., &amp; Pierce, T. (2011). Perceptions of Fatherhood: Longitudional    Reciprocal Associations within the couple. <i>Canadian Journal of Behavioural    Science, 43</i>(2), 99-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201400020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ver&iacute;ssimo, M. (s.d.). <i>Ficha de Identifica&ccedil;&atilde;o</i>. Unpublished manuscript.</p>     <!-- ref --><p>Zeanah, C. H., Boris, N. W., Heller, S. S., Hinshaw-Fuselier, S., Larrieu, J. A., Lewis, M., Palomino, R., Rovaris, M., &amp; Valliere, J. (1997). Relationship assessment in infant mental health. <i>Infant Mental Health Journal, 18</i>, 182-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201400020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a    este artigo dever&aacute; ser enviada para: Bruno Ferreira, UIPCDE, ISPA – Instituto    Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:brunoraposoferreira@gmail.com">brunoraposoferreira@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 29/04/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 06/05/2014</p>      ]]></body><back>
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