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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“Parentalidade Minimamente Adequada”: Contributos para a operacionalização do conceito]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Minimally adequate parenting is still not enough discussed and translated in indicators for parenting assessments, in despite being a concept far reported in the literature. This article enlarges that discussion from the presentation and analysis of three focus groups (FG) results, professionals from social work, courts and research that answered the question: what is and what are the minimally adequate parenting indicators? Discussions ‘content was analysed with QSRnVivo8 software. Content categories point to minimally adequate parenting’ qualitative indicators, distributed through different ecological levels (individual, microsystem, social context). It’s also noted that is not possible to use just one kind of indicators or to reach a universal formula of minimally adequate parenting. Based on this study contributions is proposed a three-dimensional matrix to translate this concept into case specific indicators.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[“Parentalidade minimamente adequada”]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>“Parentalidade Minimamente Adequada”: Contributos para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do conceito</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Dora Isabel Fialho Pereira*; Madalena Alarc&atilde;o*</b></p>     <p>* Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Coimbra</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Apontado na literatura como um conceito de refer&ecirc;ncia nas avalia&ccedil;&otilde;es da parentalidade, a “parentalidade minimamente adequada” est&aacute;, contudo, insuficientemente refletida e operacionalizada. Este artigo procura abrir essa discuss&atilde;o, a partir da apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados de tr&ecirc;s <i>focus group </i>(FG) de profissionais, das &aacute;reas social, judicial e acad&eacute;mica, aos quais foi diretamente colocada a seguinte quest&atilde;o: o que &eacute; e quais s&atilde;o os indicadores de “parentalidade minimamente adequada”? O conte&uacute;do das discuss&otilde;es foi analisado utilizando o software QSRnVivo 8. As categorias de conte&uacute;do apontam para indicadores qualitativos de parentalidade m&iacute;nima, distribu&iacute;dos por diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicos (indiv&iacute;duo, microssistema e contexto social). &Eacute; tamb&eacute;m referida a impossibilidade de se alcan&ccedil;ar uma formula&ccedil;&atilde;o universal do que constitui uma “parentalidade minimamente adequada” e de se utilizar apenas um tipo de indicadores para a caracterizar. Com base nos contributos deste estudo &eacute; proposta uma matriz tridimensional de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: “Parentalidade minimamente adequada”, Avalia&ccedil;&atilde;o, Risco,    Norma, An&aacute;lise de conte&uacute;do. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Minimally adequate parenting is still not enough discussed and translated in    indicators for parenting assessments, in despite being a concept far reported    in the literature. This article enlarges that discussion from the presentation    and analysis of three focus groups (FG) results, professionals from social work,    courts and research that answered the question: what is and what are the minimally    adequate parenting indicators? Discussions ‘content was analysed with QSRnVivo8    software. Content categories point to minimally adequate parenting’ qualitative    indicators, distributed through different ecological levels (individual, microsystem,    social context). It’s also noted that is not possible to use just one kind of    indicators or to reach a universal formula of minimally adequate parenting.    Based on this study contributions is proposed a three-dimensional matrix to    translate this concept into case specific indicators.</p>     <p><b>Key-words</b>: Minimally adequate parenting, Assessment, Risk, Norm, Content    analysis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da parentalidade no &acirc;mbito do sistema de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia &eacute; uma tarefa exigente, tendo em conta as suas implica&ccedil;&otilde;es na vida das crian&ccedil;as e suas fam&iacute;lias. Por esta raz&atilde;o, &eacute; importante que subjacente a tais avalia&ccedil;&otilde;es estejam conceitos claros e aceites por todos os intervenientes (t&eacute;cnicos, ju&iacute;zes, pais, sociedade em geral). N&atilde;o obstante esta &eacute; precisamente uma das limita&ccedil;&otilde;es comummente apontada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das capacidades parentais (Azar &amp; Benjet, 1994; Budd &amp; Holdsworth, 1996, 2008; Budd, Poindexter, Felix, &amp; Naik-Polan, 2001; Hurley, Chiodo, Leschied, &amp; Whitehead, 2003; Kellet &amp; Apps, 2009).</p>     <p>O conceito de “parentalidade minimamente adequada” (Budd &amp; Holdsworth,    1996) remete para os crit&eacute;rios a que devem obedecer os ju&iacute;zos relativos &agrave; qualidade    da parentalidade, sendo apontado como referencial de boas pr&aacute;ticas, por contraponto    &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do crit&eacute;rio da parentalidade &oacute;tima. Ou seja, os profissionais dever&atilde;o    avaliar se as pr&aacute;ticas parentais dos prestadores de cuidados s&atilde;o ou n&atilde;o suficientes    para garantir a seguran&ccedil;a e o bem-estar da crian&ccedil;a. Mais especificamente, a    “parentalidade minimamente adequada” corresponder&aacute; &agrave; “quantidade m&iacute;nima de cuidado    necess&aacute;ria de modo a n&atilde;o causar dano &agrave; crian&ccedil;a” (<i>Centre for Parenting and    Research – New South Wales Department of Community Services</i>, 2006, p. 1),    atendendo &agrave; especificidade da rela&ccedil;&atilde;o entre cada crian&ccedil;a e o prestador de cuidados    avaliado. Segundo Fern&aacute;ndez e Puyana (2009, p. 120) este conceito implica que:    (1) existem dimens&otilde;es da parentalidade consideradas essenciais; (2) as capacidades    parentais se representam num <i>continuum </i>em cada dimens&atilde;o considerada;    e (3) a capacidade parental come&ccedil;a a ser question&aacute;vel a partir de um determinado    ponto nesse <i>continuum</i>. Saliente-se que, em nosso entender, a “parentalidade    minimamente adequada” n&atilde;o dever&aacute; ser entendida como uma parentalidade inferior    (Edwards, 1995; Tomison, 1998) mas antes como a garantia de cuidados m&iacute;nimos    necess&aacute;rios ao desenvolvimento do potencial da crian&ccedil;a. Como referem Boisson    e Verjus (2004, p. 31), “a parentalidade suficientemente boa &eacute; uma parentalidade    adaptada &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a”.</p>     <p>No contexto portugu&ecirc;s de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia n&atilde;o &eacute; comum a utiliza&ccedil;&atilde;o deste conceito. N&atilde;o obstante, o nosso enquadramento jur&iacute;dico, ao apontar a interven&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima como um dos princ&iacute;pios em mat&eacute;ria de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e jovens (Lei 147/99 de 1 de Setembro), legitima e exige que o seu estudo seja aprofundado.</p>     <p>Na literatura, dificilmente se encontra descrito o que constitui uma parentalidade minimamente adequada, sendo comum a refer&ecirc;ncia a dificuldades na sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o e a aus&ecirc;ncia de indicadores comportamentais claros (Azar, Lauretti, &amp; Loding, 1998; Budd, 2001, 2005; Budd, Felix, Sweet, Saul, &amp; Carleton, 2006; Choate, 2009). Em 2000, Daniel estudou, atrav&eacute;s da metodologia <i>Q-sort</i>, a rela&ccedil;&atilde;o entre as cren&ccedil;as dos profissionais sobre os elementos da parentalidade que s&atilde;o importantes para assegurar o bem-estar da crian&ccedil;a e as perce&ccedil;&otilde;es acerca do que subjaz &agrave; sua tomada de decis&atilde;o. Concluiu que existe uma liga&ccedil;&atilde;o entre as vis&otilde;es que os profissionais mant&ecirc;m acerca das necessidades das crian&ccedil;as e a sua tomada de decis&atilde;o, e distinguiu tr&ecirc;s <i>clusters </i>de opini&otilde;es significativamente diferentes acerca das prioridades a ter em conta na avalia&ccedil;&atilde;o da parentalidade: um primeiro em que os profissionais priorizam o bem-estar emocional da crian&ccedil;a, um segundo em que focam sobretudo os apoios &agrave; parentalidade que s&atilde;o disponibilizados aos pais, e um terceiro em que enfatizam a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o. Esta autora fez ainda algumas sugest&otilde;es ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o e treino dos profissionais de forma a clarificar os pr&oacute;prios processos de tomada de decis&atilde;o e a limitar a influ&ecirc;ncia das experi&ecirc;ncias e cren&ccedil;as pessoais dos t&eacute;cnicos. Uma das sugest&otilde;es foi a de que a supervis&atilde;o dos profissionais deve incluir oportunidades para avaliar at&eacute; que ponto a tomada de decis&atilde;o &eacute; consistente com as suas cren&ccedil;as acerca do que &eacute; a “parentalidade minimamente adequada”.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo pretende reler criticamente o conceito de “parentalidade minimamente adequada” a partir de tr&ecirc;s conceitos de refer&ecirc;ncia – parentalidade, risco e norma – e propor uma forma de o operacionalizar, tendo em conta os contributos recolhidos a partir de um estudo qualitativo realizado com um conjunto de peritos portugueses da &aacute;rea social, judicial e acad&eacute;mica. Adota-se como modelo de refer&ecirc;ncia para esta leitura o modelo bioecol&oacute;gico de Bronfenbrenner (1999) e a caracteriza&ccedil;&atilde;o que o autor faz dos diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicos, nomeadamente ontossistema, microssistema, mesossistema, exossistema e macrossistema. Este modelo tornou-se um marco conceptual incontorn&aacute;vel para a compreens&atilde;o do desenvolvimento humano ao considerar a influ&ecirc;ncia simult&acirc;nea destes v&aacute;rios n&iacute;veis na sua evolu&ccedil;&atilde;o. Considera-se o modelo mais adequado para compreender a multiplicidade de fatores que influenciam a parentalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>PARENTALIDADE</p>     <p>&Eacute; hoje consensual que a parentalidade &eacute; um processo de desenvolvimento dos    pais, mais do que um papel ou uma fun&ccedil;&atilde;o (<i>Coordination des ONG pour les droits    de l’enfant</i>, 2011; Daly, 2007). Como dizem Boisson e Verjus (2004, p. 5)    “ser pai n&atilde;o &eacute; nem um dado biol&oacute;gico nem um dado social mas o fruto dum processo    complexo de matura&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica” que implica uma progress&atilde;o no sentido de    “tornar-se pais”, feita atrav&eacute;s de reorganiza&ccedil;&otilde;es ps&iacute;quicas e afetivas (Lamour    &amp; Barraco, 1998, p. 26).</p>     <p>Para Houzel e colaboradores (1999, citados por Euillet &amp; Zaoche-Gaudron, 2008), a parentalidade deve ser concebida segundo 3 eixos. No primeiro, <i>o exerc&iacute;cio </i>da parentalidade inclui os direitos e os deveres jur&iacute;dicos de que todo o progenitor &eacute; deposit&aacute;rio quando nasce um filho, como a obriga&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; sa&uacute;de, e que s&oacute; s&atilde;o modific&aacute;veis perante decis&atilde;o judicial. No segundo, <i>a experi&ecirc;ncia </i>da parentalidade integra o que &eacute; sentido, experimentado e vivido por aqueles que s&atilde;o encarregues de fun&ccedil;&otilde;es parentais. No terceiro <i>a pr&aacute;tica </i>da parentalidade, diz respeito a tarefas de ordem dom&eacute;stica, de cuidado, de educa&ccedil;&atilde;o e de socializa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m intera&ccedil;&otilde;es fantasm&aacute;ticas entre o progenitor e o seu filho. Todo este processo visa cumprir uma fun&ccedil;&atilde;o dos pais/prestadores de cuidados junto da crian&ccedil;a, nomeadamente a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades f&iacute;sicas, afetivas, cognitivas, emocionais e sociais com vista &agrave; sua autonomiza&ccedil;&atilde;o. Saliente-se a import&acirc;ncia do contexto de coparentalidade que remete, segundo Feinberg (2003, p. 96), para “as formas como os pais e/ou figuras parentais se relacionam uns com os outros no papel de pais”. &Eacute; portanto um processo relacional, uma experi&ecirc;ncia emocional (Dix, 1991), decorrente da rela&ccedil;&atilde;o &uacute;nica que se estabelece com a crian&ccedil;a, influenciado pelas caracter&iacute;sticas do contexto em que ocorre, o que leva Daly (2007, p. 7) a completar esta defini&ccedil;&atilde;o dizendo que a parentalidade deve ser definida em termos “de uma comunidade de parceiros chave: pais, crian&ccedil;as, servi&ccedil;os locais e nacionais, e o estado”. Ou seja, como referia Bornstein (2001, p. 2) “a parentalidade constitui toda uma ecologia abrangente para o desenvolvimento” da crian&ccedil;a. Autores como Cochran e Diego (2002) ou Armstrong, Birnie-Lefcovitch e Ungar (2005) salientam a import&acirc;ncia do apoio social para o exerc&iacute;cio da parentalidade; Cochran e Diego (2002) destacam n&atilde;o s&oacute; os tipos de apoio que s&atilde;o disponibilizados aos pais, mas tamb&eacute;m a forma como os v&aacute;rios elementos da rede social influenciam a qualidade do desenvolvimento da crian&ccedil;a, atrav&eacute;s das intera&ccedil;&otilde;es que com ela estabelecem.</p>     <p>Contudo, “o ‘como’ da parentalidade &eacute; cr&iacute;tico” (Daly, 2007, p. 124). Em 2005 Barudy e Dantagan apontam cinco caracter&iacute;sticas duma parentalidade m&iacute;nima: (1) exist&ecirc;ncia de recursos de vincula&ccedil;&atilde;o, n&iacute;veis de empatia e modelos educativos que reconhe&ccedil;am a crian&ccedil;a como sujeitos com necessidades e direitos; (2) exist&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o em redes de apoio social; (3) capacidade de solicitar ajuda dos servi&ccedil;os o que respeita &agrave;s crian&ccedil;as; (4) capacidade introspetiva suficiente para assun&ccedil;&atilde;o da responsabilidade; (5) possibilidade de confiar e colaborar com profissionais e institui&ccedil;&otilde;es que possam oferecer-lhes ajuda. Posteriormente, Daly (2007) aponta quatro caracter&iacute;sticas da pr&aacute;tica parental que promovem o superior interesse da crian&ccedil;a: satisfazer as necessidades b&aacute;sicas, dar estrutura e limites, reconhecer e refor&ccedil;ar a crian&ccedil;a e promover o seu <i>empowerment</i>. Al&eacute;m disso, acrescenta que a parentalidade deve ser exercida de forma n&atilde;o violenta, atualizar-se de acordo com a evolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria crian&ccedil;a e ser apoiada (o seu exerc&iacute;cio) pela comunidade.</p>     <p>Focando-se nos avaliadores, Kellet e Apps (2009) publicaram um estudo qualitativo que pretendeu perceber como &eacute; que profissionais de sa&uacute;de comunit&aacute;ria, pediatria, educa&ccedil;&atilde;o e apoio social avaliavam a parentalidade e a necessidade de apoios para o seu exerc&iacute;cio. As autoras verificaram, a partir de 54 entrevistas, que as vis&otilde;es dos profissionais focavam quatro temas principais relativos ao que consideravam ser “parentalidade minimamente adequada”: (1) satisfazer as necessidades desenvolvimentais e de sa&uacute;de da crian&ccedil;a; (2) colocar as necessidades da crian&ccedil;a em primeiro lugar; (3) disponibilizar cuidado consistente e rotineiro; (4) haver envolvimento dos pais com os servi&ccedil;os de apoio. Para muitos destes profissionais, a “parentalidade minimamente adequada” era vista como o crit&eacute;rio m&iacute;nimo de parentalidade e n&atilde;o como o que seria desej&aacute;vel. “Neste n&iacute;vel minimalista a parentalidade suficientemente boa era vista como o dar afeto e amor incondicionais, e satisfazer as necessidades b&aacute;sicas da crian&ccedil;a, de alimento, seguran&ccedil;a e cuidado f&iacute;sico” (Kellet &amp; Apps, 2009, p. 27). Conclu&iacute;ram ainda que “as dificuldades dos t&eacute;cnicos residem em ponderar a import&acirc;ncia relativa dos aspetos emocionais e pr&aacute;ticos da parentalidade de forma a avaliar o que &eacute; a parentalidade minimamente adequada” (<i>idem, </i>p. 29).</p>     <p>Mais recentemente, Wolfe e McIsaac (2010), consideram que estilos de cuidado    positivo refletem: conhecimento do desenvolvimento infantil e expectativas adequadas    acerca dos limites do desenvolvimento normal; compet&ecirc;ncias adequadas para lidar    com o stresse relacionado com o cuidar de crian&ccedil;as pequenas e formas de promover    o desenvolvimento infantil atrav&eacute;s de estimula&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;rias; oportunidades    para desenvolver a vincula&ccedil;&atilde;o normal pais- filhos e resolver problemas precoces    de comunica&ccedil;&atilde;o; conhecimento parental adequado de gest&atilde;o dom&eacute;stica, incluindo    planeamento financeiro b&aacute;sico, abrigo adequado e planeamento de refei&ccedil;&otilde;es; oportunidades    e disponibilidade para partilhar os deveres de cuidar das crian&ccedil;as entre ambos    os pais, quando aplic&aacute;vel; acesso aos servi&ccedil;os sociais e de sa&uacute;de necess&aacute;rios;    &ecirc;nfase em m&eacute;todos comportamentais adequados para controlar o comportamento n&atilde;o    desej&aacute;vel das crian&ccedil;as em vez de m&eacute;todos de controlo psicol&oacute;gico que induzem    o medo e a culpa (Wolfe &amp; McIsaac, 2010, p. 9).</p>     <p>A partir desta s&iacute;ntese pode perceber-se que os diferentes autores especificam de forma diversa o que constitui uma parentalidade adequada, utilizando denomina&ccedil;&otilde;es diferentes que refletem enfoques diversos no <i>exerc&iacute;cio</i>, na <i>experi&ecirc;ncia </i>ou na <i>pr&aacute;tica </i>da parentalidade. Tendo em conta estes tr&ecirc;s eixos da parentalidade, em fun&ccedil;&atilde;o de que crit&eacute;rios deve decidir-se sobre a sua adequa&ccedil;&atilde;o ou desadequa&ccedil;&atilde;o? Ou, mais especificamente ainda, e reportando-nos &agrave; &aacute;rea da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia, como se define o que <i>&eacute; </i>ou <i>n&atilde;o &eacute; </i>uma “parentalidade minimamente adequada”?</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Crit&eacute;rios de Avalia&ccedil;&atilde;o da Adequa&ccedil;&atilde;o da Parentalidade</i></p>     <p>A adequa&ccedil;&atilde;o da parentalidade tende a ser definida em fun&ccedil;&atilde;o de dois referenciais    de an&aacute;lise: o impacto nas crian&ccedil;as, a que chamaremos crit&eacute;rio do risco/dano,    e a adequa&ccedil;&atilde;o social do comportamento parental, a que chamaremos crit&eacute;rio normativo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Crit&eacute;rio do risco/dano</i></p>     <p>A ideia de que o comportamento parental afeta o comportamento das crian&ccedil;as est&aacute; largamente presente na literatura, em estudos que associam caracter&iacute;sticas do comportamento parental a evolu&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais das crian&ccedil;as (Golding, 2000). O pr&oacute;prio conceito de <i>goodness of fit</i>, ao salientar que os pais ter&atilde;o de adequar-se &agrave;s necessidades desenvolvimentais espec&iacute;ficas de cada crian&ccedil;a (Wolfe &amp; McIsaac, 2010), reflete claramente essa ideia. No entanto, o comportamento da crian&ccedil;a &eacute; influenciado por m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis para al&eacute;m do comportamento parental, como sejam as circunst&acirc;ncias ambientais ou a qualidade do seu pr&oacute;prio desenvolvimento (Golding, 2000).</p>     <p>De acordo com a hip&oacute;tese da suscetibilidade diferencial (Pluess &amp; Belsky, 2010), as crian&ccedil;as reagem de forma diferente aos padr&otilde;es de cuidado, de acordo com as suas caracter&iacute;sticas individuais. No estudo longitudinal publicado em 2010, os autores (<i>idem</i>) verificaram que crian&ccedil;as com temperamento dif&iacute;cil s&atilde;o mais suscet&iacute;veis &agrave; qualidade dos cuidados parentais e que tal efeito &eacute; observ&aacute;vel ao longo do seu desenvolvimento. Tal significa que o comportamento parental e o comportamento da crian&ccedil;a devem ser entendidos na sua ecologia, em vez de serem perspetivados linearmente como causa-efeito um do outro (Golding, 2000). Neste sentido, Daly (2007, p. 10) considera que “uma boa parentalidade beneficia tanto a crian&ccedil;a como os pais [s&oacute; podendo] ser definida como positiva quando opera em benef&iacute;cio de ambos”. H&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que os pais n&atilde;o t&ecirc;m recursos suficientes para implementar as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias &agrave; adequada satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades dos seus filhos (e.g., perturba&ccedil;&otilde;es mentais e/ou limita&ccedil;&otilde;es intelectuais graves, ou abuso de t&oacute;xicos, s&atilde;o habitualmente limitadores importantes de tais capacidades de mudan&ccedil;a). Num artigo de 1996, Barnardo’s Staff defende que o risco/dano dever&aacute; ser o principal crit&eacute;rio a seguir na determina&ccedil;&atilde;o do que pode ser a “parentalidade minimamente adequada”, uma vez que o comportamento parental pode ser igualmente prejudicial independentemente da sua desadequa&ccedil;&atilde;o ser devida a ignor&acirc;ncia, intencionalidade ou omiss&atilde;o.</p>     <p>Tomando como crit&eacute;rio o risco/dano, a parentalidade deixa de ser minimamente    adequada quando coloca a crian&ccedil;a, intencionalmente ou n&atilde;o, numa situa&ccedil;&atilde;o em    que a qualidade do seu desenvolvimento pode vir a ser prejudicada. Contudo,    n&atilde;o pode esquecer-se que o impacto do comportamento parental &eacute; espec&iacute;fico de    cada rela&ccedil;&atilde;o (Wolfe &amp; McIsaac, 2010), o que significa que a avalia&ccedil;&atilde;o da    (des)adequa&ccedil;&atilde;o dos comportamentos parentais n&atilde;o pode esquecer o contexto relacional    espec&iacute;fico em que os mesmos ocorrem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Crit&eacute;rio normativo</i></p>     <p>O crit&eacute;rio normativo integra duas ordens de referenciais: as pr&aacute;ticas culturais e as normas legais de cada contexto considerado. As pr&aacute;ticas culturais dominantes em cada comunidade ou grupo social constituem um referencial com o qual os pais s&atilde;o comparados (Hurley et al., 2003) e que devem ser tidas em conta no processo de avalia&ccedil;&atilde;o (Budd, 2008; Hurley, Chiodo, Leschied, &amp; Whitehead, 2003; Kellet &amp; Apps, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As imagens difundidas pelos <i>media </i>constituem um poderoso ve&iacute;culo de constru&ccedil;&atilde;o desta cultura dominante. Por isso, Assarsson e Aarsand procuraram, analisando um programa de televis&atilde;o sueco e uma revista norte-americana para pais, caracterizar a imagem de parentalidade a&iacute; transmitida. Verificaram que, “(...) nos media, a parentalidade &eacute; categorizada, avaliada e corrigida. Independentemente do g&eacute;nero, tema ou dilema em causa, s&atilde;o transmitidas normas e prefer&ecirc;ncias relativamente a como ser um bom pai” (Assarsson &amp; Aarsand, 2011, p. 79). As conclus&otilde;es v&atilde;o no sentido de que a parentalidade &eacute; um processo, especificando que uma parentalidade suficientemente boa implica estar continuamente a corrigir e a melhorar a pr&aacute;tica parental. Apontam a distin&ccedil;&atilde;o entre “obriga&ccedil;&otilde;es parentais” e “recomenda&ccedil;&otilde;es parentais”, sendo que as primeiras n&atilde;o s&atilde;o negoci&aacute;veis (e.g., controlar a ira ou a tolerar a frustra&ccedil;&atilde;o) e as segundas s&atilde;o vistas como quase inalcan&ccedil;&aacute;veis (e.g., “tentar n&atilde;o gritar” e ser “t&atilde;o consistente quanto poss&iacute;vel”). Desta an&aacute;lise resulta a ideia, segundo os autores, de que ainda que os pais n&atilde;o atinjam o ideal, a falta de sucesso n&atilde;o &eacute; considerada problem&aacute;tica caso ocorra um forte investimento na sua prossecu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>J&aacute; em 2008, Prins e Toso haviam realizado um estudo que ponderava a presen&ccedil;a, do modelo cultural de refer&ecirc;ncia nas pr&aacute;ticas parentais. Verificaram que os pais das classes m&eacute;dia e alta promovem e monitorizam ativamente as compet&ecirc;ncias das crian&ccedil;as e tendem a seguir os conselhos dos t&eacute;cnicos “tentando deliberadamente estimular o desenvolvimento dos seus filhos e promover as suas compet&ecirc;ncias sociais e cognitivas”; nas classes sociais mais baixas, os pais cuidam das crian&ccedil;as, d&atilde;o-lhes limites e deixam-nas crescer, ao mesmo tempo que satisfazem as suas necessidades b&aacute;sicas e lhes garantem um ambiente seguro, sem estarem focados na promo&ccedil;&atilde;o ativa das suas compet&ecirc;ncias. Prins e Toso concluem que, ainda que os t&eacute;cnicos tendam a favorecer o primeiro modelo, os diferentes modelos respondem a exig&ecirc;ncias contextuais diferentes.</p>     <p>Conclui-se, portanto, que a avalia&ccedil;&atilde;o da (des)adequa&ccedil;&atilde;o dos pais n&atilde;o pode decorrer da mera constata&ccedil;&atilde;o de que os mesmos est&atilde;o mais ou menos afastados das pr&aacute;ticas dominantes, numa determinada cultura, devendo ter-se em conta a especificidade funcional das diferentes pr&aacute;ticas culturais. Tal assumir&aacute; especial relev&acirc;ncia quando avaliador e avaliado pertencem a grupos sociais com pr&aacute;ticas dominantes diferentes.</p>     <p>As normas legais traduzem tamb&eacute;m as especificidades culturais de cada contexto espacial e temporal. Refira-se, a t&iacute;tulo de exemplo, o recente reconhecimento, pelo Conselho da Europa, da desadequa&ccedil;&atilde;o da puni&ccedil;&atilde;o corporal como pr&aacute;tica educativa (Recomenda&ccedil;&atilde;o 1666 da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, 2004) e de como a integra&ccedil;&atilde;o desta norma na legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa (Lei n.&ordm; 59/2007 de 4 de Setembro – Vig&eacute;sima terceira altera&ccedil;&atilde;o ao C&oacute;digo Penal, aprovado pelo Decreto-Lei n.&ordm; 400/82, de 23 de Setembro – Artigo 152 do C&oacute;digo Penal) tem vindo a exigir mudan&ccedil;as na forma como os adultos colocam limites ao comportamento das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Articula&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios</i></p>     <p>Os dois crit&eacute;rios referidos, do risco e da norma, plasmam o modelo ecol&oacute;gico    que subjaz &agrave;s conceptualiza&ccedil;&otilde;es comummente aceites acerca da parentalidade (Belsky,1984;    Farnfield, 2008): o crit&eacute;rio do risco aplica-se &agrave; rela&ccedil;&atilde;o (espec&iacute;fica) pai-filho,    ou seja a conte&uacute;dos de avalia&ccedil;&atilde;o provenientes do ontosistema e do microssistema;    o crit&eacute;rio normativo aplica-se &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre os pais e a comunidade e decorre    de referenciais culturais comuns a um determinado grupo social, estejam eles    reportados, ou n&atilde;o, a normas legais (conte&uacute;dos provenientes do exossistema e    do macrossistema). Assim se concretiza a afirma&ccedil;&atilde;o de Lacharit&eacute; (2003, p. 13)    de que “as compet&ecirc;ncias parentais j&aacute; n&atilde;o dizem respeito apenas &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre    os pais e a crian&ccedil;a, mas igualmente &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com a coletividade”. Os t&eacute;cnicos    da &aacute;rea social, nas suas avalia&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o chamados a integrar ambos os crit&eacute;rios,    na resposta &agrave; quest&atilde;o: ser&aacute; que este pai/esta m&atilde;e exerce a fun&ccedil;&atilde;o parental de    forma minimamente adequada?</p>     <p>A reflex&atilde;o acerca da forma como estes crit&eacute;rios podem ser conjugados e operacionalizados, bem como sobre os indicadores de “parentalidade minimamente adequada”, assume-se n&atilde;o s&oacute; como um desafio mas tamb&eacute;m como uma necessidade para uma mais adequada interven&ccedil;&atilde;o dos profissionais da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No &acirc;mbito do estudo de valida&ccedil;&atilde;o de um Guia de Avalia&ccedil;&atilde;o das Capacidades Parentais    (adapta&ccedil;&atilde;o da proposta de Steinhauer et al. (1993), a ser utilizado no contexto    do sistema de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o portugu&ecirc;s, procurou explorar-se a compreens&atilde;o    que alguns profissionais e acad&eacute;micos portugueses, com experi&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&atilde;o    ou decis&atilde;o em casos de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o, fazem do conceito de parentalidade    m&iacute;nima. Partindo de 3 grupos de profissionais diferentes, magistrados, profissionais    da &aacute;rea psicossocial e acad&eacute;micos, questionou-se quais devem ser os indicadores    e os limiares a considerar para poder decidir se, efetivamente, existe ou n&atilde;o    um n&iacute;vel m&iacute;nimo de cuidados por parte dos prestadores de cuidados. A sua escolha    teve um duplo significado: por um lado, s&atilde;o os principais grupos profissionais    que conceptualizam e operacionalizam conceitos relevantes para o trabalho na    &aacute;rea da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia; por outro, os magistrados pautam a sua atua&ccedil;&atilde;o    pelo crit&eacute;rio coletivo, isto &eacute;, pela norma, enquanto para os acad&eacute;micos e os    profissionais da &aacute;rea psicossocial o crit&eacute;rio risco se assume como fundamental    no processo de avalia&ccedil;&atilde;o e pondera&ccedil;&atilde;o das medidas de prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o a tomar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra do estudo &eacute; constitu&iacute;da por 10 profissionais, 3 da &aacute;rea psicossocial,    com mais de 15 anos de experi&ecirc;ncia na avalia&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;a em risco    ou perigo, sinalizadas a comiss&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o ou acolhidas em centros de acolhimento,    4 magistrados com larga experi&ecirc;ncia em processos judiciais de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o,    e 3 acad&eacute;micos com trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o reconhecido na &aacute;rea da avalia&ccedil;&atilde;o    psicol&oacute;gica e das respostas institucionais para situa&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as em risco    ou perigo. Embora tenham participado profissionais do sexo feminino (<i>n</i>=6)    e masculino (<i>n</i>=4), o grupo de acad&eacute;micos integrou apenas profissionais    do sexo feminino.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos Recolha da informa&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>Atendendo &agrave; falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o conceito e indicadores de “parentalidade    minimamente adequada”, considerou-se que a metodologia mais interessante e adequada    &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de resultados v&aacute;lidos e &uacute;teis consistia na realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo    qualitativo, orientado para a descoberta. Recorreu-se &agrave; metodologia do <i>focus    group </i>(FG), constituindo 3 grupos homog&eacute;neos quanto &agrave; &aacute;rea profissional.    A cada um dos grupos, e depois de enquadrada a problem&aacute;tica da necessidade de    avalia&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias e capacidades parentais no contexto da promo&ccedil;&atilde;o e    prote&ccedil;&atilde;o, foi diretamente colocada a quest&atilde;o de saber “<i>o que &eacute; </i>e <i>quais    s&atilde;o </i>os indicadores de “parentalidade minimamente adequada”.</p>     <p>As discuss&otilde;es dos v&aacute;rios FG foram registadas em &aacute;udio e v&iacute;deo e tiveram a dura&ccedil;&atilde;o total de aproximadamente 2h30, sendo em m&eacute;dia 1h dedicada &agrave; discuss&atilde;o desta quest&atilde;o e o restante tempo usado para avaliar a validade do Guia de Avalia&ccedil;&atilde;o das Capacidades Parentais, estudo que &eacute; objeto de um outro trabalho (Pereira &amp; Alarc&atilde;o, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise dos dados</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o dos registos &aacute;udio, os textos foram objeto de an&aacute;lise de    conte&uacute;do, tendo sido utilizado para tal o software QSRnVivo8. Foi escolhido    o tema como unidade de an&aacute;lise. Assim, a 1&ordf; autora fez uma primeira leitura    integral das transcri&ccedil;&otilde;es e identificou os diferentes temas abordados, criando    um conjunto de categorias e subcategorias que discutiu com a 2&ordf; autora. As categorias    de conte&uacute;do n&atilde;o foram definidas <i>a priori</i>, antes decorreram da revis&atilde;o    sucessiva das refer&ecirc;ncias numa perspetiva indutiva, guiada pelos dados, seguindo    uma abordagem concordante com a <i>grounded theory</i>, caracterizada por sucessivas    revis&otilde;es dos dados e redefini&ccedil;&atilde;o das categorias. As subcategorias constituem    propriedades das categorias, tendo as refer&ecirc;ncias sido agrupadas seguindo um    crit&eacute;rio de dimensionaliza&ccedil;&atilde;o (LaRossa, 2005) segundo o qual s&atilde;o agrupados conceitos    diferentes entre si mas unidos por um outro de n&iacute;vel de abstra&ccedil;&atilde;o mais elevado    (<a href="#q1">Quadro 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a03q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, cada categoria corresponde a um n&iacute;vel ecol&oacute;gico (indiv&iacute;duo, microssistema e contexto social), e inclui subcategorias que apontam para tipos de indicadores como, por exemplo, os comportamentos da crian&ccedil;a, ou as compet&ecirc;ncias parentais. Foram ainda diferenciadas outras tr&ecirc;s categorias: uma na qual foram inclu&iacute;das refer&ecirc;ncias que apontam para um paralelismo entre os indicadores de “parentalidade minimamente adequada” e os indicadores de neglig&ecirc;ncia, outra onde se incluem refer&ecirc;ncias sobre a natureza quantitativa ou qualitativa dos indicadores e ainda uma outra cujas refer&ecirc;ncias apontam para a insufici&ecirc;ncia de um &uacute;nico tipo de indicadores de “parentalidade minimamente adequada”.</p>     <p>Posteriormente a consist&ecirc;ncia das mesmas foi testada com recurso a tr&ecirc;s ju&iacute;zes que codificaram 90 de um total de 272 refer&ecirc;ncias, ap&oacute;s um primeiro teste piloto em que os tr&ecirc;s ju&iacute;zes aplicaram e discutiram a codifica&ccedil;&atilde;o de cerca de 15 refer&ecirc;ncias. O acordo inter-codificadores, definido como o grau em que dois codificadores independentes avaliam uma caracter&iacute;stica de uma mensagem e chegam &agrave; mesma conclus&atilde;o (Lombard, Snyder-Duch, &amp; Bracken, 2010), foi calculado ao n&iacute;vel das subcategorias, obtendo-se o valor <i>K de Fleiss </i>de 0.91, o que &eacute; considerado muito adequado. Este valor foi calculado atrav&eacute;s da folha de c&aacute;lculo especificamente desenvolvida por Jason King (2004) para o c&aacute;lculo de acordo entre mais de dois codificadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS</p>     <p>O n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias nas categorias n&atilde;o corresponde exatamente &agrave; soma das refer&ecirc;ncias codificadas nas subcategorias, por duas raz&otilde;es: a primeira, porque nem todas espelham o n&iacute;vel de especificidade exigido pelas subcategorias, pelo que s&oacute; foram codificadas na categoria que as enquadra; a segunda porque algumas refer&ecirc;ncias articulam conte&uacute;dos codific&aacute;veis em mais do que uma subcategoria (da mesma categoria), como &eacute; o caso, por exemplo, das que remetem para capacidades e compet&ecirc;ncias parentais.</p>     <p><i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos Indicadores de “Parentalidade Minimamente Adequada”</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como pode ver-se no <a href="#q1">Quadro 1</a>, os indicadores de “parentalidade    minimamente adequada” distribuem-se por diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicos – indiv&iacute;duo,    microssistema e contexto social – ainda que com muito mais incid&ecirc;ncia no n&iacute;vel    microssist&eacute;mico (92 refer&ecirc;ncias, num total de 129). Dizem fundamentalmente respeito    a capacidades (<a href="#q2e1">Quadro 2, exemplo 1</a>) e compet&ecirc;ncias parentais    (<a href="#q2e2">Quadro 2, exemplo 2</a>) – respetivamente, 47 e 22, de um total    de 92 refer&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="q2"></a>QUADRO 2</p>     <p><i>Refer&ecirc;ncias exemplificativas</i></p> <hr>     <p><a name="q2e1"></a>Exemplo 1: FG Acad&eacute;micos: “<i>A3: ter capacidade, de gerir    os recursos, afetivos, emocionais, enfim, todos os que existem e materiais em    favor da crian&ccedil;a, e portanto se o fazem, se o souberem fazer, mesmo em contextos    fortemente adversos, ah... A2: S&atilde;o bons cuidadores(...).”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e2"></a>Exemplo 2: FG T&eacute;cnicos: “<i>T1: no limite temos a responsabilidade,    ou seja quando &eacute; que n&oacute;s consideraremos que &eacute; capaz de exercer a sua fun&ccedil;&atilde;o?    Quando conseguir ser respons&aacute;vel por tempo indeterminado, n&atilde;o &eacute;, por aquela    crian&ccedil;a , e se ele conseguir garantir a sua seguran&ccedil;a, o seu bem-estar, as quest&otilde;es    de higiene, portanto todas as outras quest&otilde;es de vida do dia-a-dia, ent&atilde;o a&iacute;    ele com certeza conseguir&aacute; ser uma pessoa competente na sua fun&ccedil;&atilde;o”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e3"></a>Exemplo 3: FG T&eacute;cnicos: <i>“T1: (...) n&oacute;s percebermos qual    &eacute; que &eacute; a diferen&ccedil;a quando a crian&ccedil;a est&aacute; no acolhimento ou quando est&aacute; na fam&iacute;lia.    Ela pergunta-nos coisas, provavelmente seria a expectativa dela em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    fam&iacute;lia, ou seja, quem &eacute; que vai ficar com ela &agrave; noite, quem &eacute; que vai com ele    para a escola, quem &eacute; que vai tomar conta da mochila dele ou ajud&aacute;-lo a fazer    a mochila (...) portanto isto &agrave;s vezes s&atilde;o indicadores de coisas que ou aconteciam    na fam&iacute;lia ou n&atilde;o aconteciam.”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2e4"></a>Exemplo 4: FG Magistrados: <i>“M3: H&aacute; v&aacute;rios outros fatores,    (...) naturalmente tem a ver tamb&eacute;m como eu disse com a situa&ccedil;&atilde;o de stresse,    n&atilde;o &eacute;, por v&aacute;rios motivos, ou por raz&otilde;es end&oacute;genas ou ex&oacute;genas, designadamente    a pobreza, as circunst&acirc;ncias dif&iacute;ceis de trabalho e do ponto de vista da sustentabilidade.”</i></p>     <p></p>     <p><a name="q2e5"></a>Exemplo 5: FG Acad&eacute;micos: <i>“A1: nem a [parentalidade]    &oacute;tima est&aacute; retratada, (...) nem a n&iacute;vel do processo, nem a n&iacute;vel dos resultados,    ora o que (...) uma pessoa que n&oacute;s a... , consensualmente podemos assumir como    sendo algu&eacute;m, com um bom desenvolvimento, (...) tamb&eacute;m n&atilde;o quer dizer que isto    seja s&oacute; o reflexo da parentalidade. &Eacute; o reflexo, de muita coisa.”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e6"></a>Exemplo 6: FG Acad&eacute;micos: <i>“A1: Que par&acirc;metros, &eacute; que    eu posso estabelecer, n&atilde;o &eacute; quais s&atilde;o as &aacute;reas que eu vou avaliar, mas depois    como &eacute; que em cada uma dessas &aacute;reas eu consigo afinar o suficiente a quantifica&ccedil;&atilde;o    do m&iacute;nimo?”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e7"></a>Exemplo 7: FG Acad&eacute;micos: <i>“A3: </i>(...) <i>faz-me questionar,    se a parentalidade pode ser absoluta, ou seja, se n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel... A1: Ah,    isso n&atilde;o, n&atilde;o; A3: N&atilde;o, pois n&atilde;o? </i>A2: <i>tem de ser em termos de compet&ecirc;ncias,    &eacute; essa a diferen&ccedil;a... A1: diferenciadas em fun&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da crian&ccedil;a”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e8"></a>Exemplo 8: FG Acad&eacute;micos: <i>“A3: Isso tem uma refer&ecirc;ncia    (...) sociocultural importante. Porque aquilo que &eacute; funcional numa dada...,    num dado grupo social ou cultural e que &eacute; aceite A1: num dado tempo A3: n&atilde;o    &eacute; num outro.... E n&oacute;s estamos a assistir muito a isso, at&eacute; com minorias &eacute;tnicas    e outras...A1: sim, sim, sim! A3: ... aquilo que era funcional, ou que era em    determinado contexto deixou de s&ecirc;-lo, e por vezes as pessoas t&ecirc;m alguma dificuldade    em lidar com isso.”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="q2e9"></a>Exemplo 9: FG Acad&eacute;micos: <i>“A1: Eu acho que isto est&aacute;    muito, &eacute; assim, para mim quando eu penso qual &eacute; a parentalidade m&iacute;nima adequada    estamos na discuss&atilde;o de, qual &eacute; o risco! (...) A3: Hum, hum. A2: &Eacute;. Claro. A1:    Porque quando os pais n&atilde;o asseguram a parentalidade m&iacute;nima adequada, a crian&ccedil;a    entrou no risco. Eh, sim, em termos globais, &eacute; isto.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e10"></a>Exemplo 10: FG Magistrados: <i>“M2: E depois h&aacute; uma coisa    que obviamente, em qualquer situa&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a capacidade que os pais t&ecirc;m da    afei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, o cuidar, o gostar, ali&aacute;s h&aacute; uma disposi&ccedil;&atilde;o na lei de promo&ccedil;&atilde;o    e prote&ccedil;&atilde;o que diz que a crian&ccedil;a est&aacute; em perigo quando n&atilde;o tem a afei&ccedil;&atilde;o, ou    seja, quando n&atilde;o &eacute; gostada, n&atilde;o &eacute; cuidada.”</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2e11"></a>Exemplo 11: FG Magistrados: <i>“M3: O ponto de vista da    psicologia eu acho para quem trabalha &eacute; de tentar perceber realmente a verdade,    a verdade da qualidade daquela rela&ccedil;&atilde;o afetiva, mas depois v&ecirc;m estes problemas    todos a seguir que &eacute;, a capacidade de tradu&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica nas outras exig&ecirc;ncias    que a crian&ccedil;a tem (...) que &eacute; o cuidar e muitas vezes os pais quando se avalia    se chega &agrave; conclus&atilde;o que eles s&atilde;o incapazes n&atilde;o &eacute;, eles at&eacute; podem querer mas...    eu acho que para quem est&aacute;, para n&oacute;s que estamos a avaliar isso, n&atilde;o s&oacute; os t&eacute;cnicos,    quando chega aos tribunais quem tem de decidir &eacute; muito, &eacute; muito complicado,    s&atilde;o aquelas situa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es ... M4:de fronteira... M3: de fronteira,    mais dif&iacute;ceis, que &eacute; decidirmos (...), qual &eacute; a capacidade de mudan&ccedil;a daqueles    pais e quando a rela&ccedil;&atilde;o afetiva n&atilde;o existe ou existe mas &eacute; deficiente, &eacute; formal,    &eacute; ... M4: acaba por vir ao de cima... M3: n&atilde;o h&aacute; aquela vincula&ccedil;&atilde;o, consegue-se    decidir.”</i></p> <hr>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Operacionaliza&ccedil;&atilde;o do Conceito de “Parentalidade Minimamente Adequada”</i></p>     <p>Foi comum aos tr&ecirc;s grupos a dificuldade em operacionalizar os indicadores de    parentalidade m&iacute;nima (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>, categoria g), sendo o    n&uacute;mero de refer&ecirc;ncias desta categoria muito inferior (12/129) ao das categorias    em que &eacute; feita a identifica&ccedil;&atilde;o qualitativa do indicador (143/129; relativa ao    indiv&iacute;duo: 18, microssistema: 92; contexto social: 16). Saliente-se ainda que    todos os grupos apontaram a insufici&ecirc;ncia de um &uacute;nico tipo de indicadores para    caracterizar o que poder&aacute; ser a “parentalidade minimamente adequada”, refor&ccedil;ando    tamb&eacute;m a necessidade de conjugar indicadores provenientes de outros n&iacute;veis ecol&oacute;gicos,    nomeadamente da pr&oacute;pria crian&ccedil;a (<a href="#q2e3">Quadro 2<i>, </i>exemplo 3</a>)    e do contexto social (<a href="#q2e4">Quadro 2<i>, </i>exemplo 4</a>). Como    referiu um dos participantes do FG dos acad&eacute;micos <i>“(...) h&aacute; um cruzamento    de fatores, de condi&ccedil;&otilde;es (...). Temos que fazer uma avalia&ccedil;&atilde;o mais geral para    perceber ent&atilde;o o que &eacute; que poder&aacute; levar a isto, e n&atilde;o podemos centrar- nos,    automaticamente naquele (...) linearmente”</i>.</p>     <p>Para al&eacute;m de referir a dificuldade de definir e operacionalizar o conceito    de parentalidade m&iacute;nima (<a href="#q2e5">Quadro 2, exemplos 5 e 6</a>), os acad&eacute;micos    referiram a impossibilidade de faz&ecirc;-lo atrav&eacute;s de uma formula&ccedil;&atilde;o &uacute;nica (<a href="#q2e7">Quadro    2, exemplo 7</a>), universal para todas as crian&ccedil;as.</p>     <p>Tal defini&ccedil;&atilde;o ser&aacute; diferente, em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades espec&iacute;ficas de cada    crian&ccedil;a, alterando-se ao longo do seu desenvolvimento e dos momentos e espa&ccedil;os    sociais em que est&aacute; inserida (<a href="#q2e8">Quadro 2<i>, </i>exemplo 8</a>).    Este car&aacute;ter din&acirc;mico justifica que se devam ter em conta indicadores de “parentalidade    minimamente adequada” provenientes dos diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicos – crian&ccedil;a,    prestadores de cuidados, comunidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Crit&eacute;rios de Avalia&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>O risco (<a href="#q2e9">Quadro 2<i>, </i>exemplo 9</a>) e a norma (<a href="#q2e10">Quadro    2<i>, </i>exemplo 10</a>) sugiram nas discuss&otilde;es como crit&eacute;rios de refer&ecirc;ncia    para distinguir o ponto a partir do qual pode considerar-se a parentalidade    como minimamente adequada. As frequ&ecirc;ncias muito pr&oacute;ximas de ambos os crit&eacute;rios    (em 25 refer&ecirc;ncias, 13 remetem para o crit&eacute;rio do risco e 16 para o crit&eacute;rio    da norma, sendo que em quatro s&atilde;o referidos ambos os crit&eacute;rios) evidenciam que    a norma tem tamb&eacute;m a fun&ccedil;&atilde;o social de prevenir a concretiza&ccedil;&atilde;o de determinados    riscos, nomeadamente os que coloquem em causa o bem-estar das crian&ccedil;as.</p>     <p>A pondera&ccedil;&atilde;o destes dois crit&eacute;rios estar&aacute; relacionada com os diferentes dilemas    &eacute;ticos com que os t&eacute;cnicos e os magistrados se confrontam no momento de decidir    se a forma como a parentalidade est&aacute; a ser exercida &eacute; ou n&atilde;o minimamente adequada.    Os participantes mencionaram v&aacute;rios dilemas (16 das 272 refer&ecirc;ncias), tais como,    entre afeto e compet&ecirc;ncia parental (<a href="#q2e11">Quadro 2<i>, </i>exemplo    11</a>), indicadores da crian&ccedil;a e indicadores dos pais, solu&ccedil;&otilde;es propostas e    viabilidade da sua concretiza&ccedil;&atilde;o, universalidade ou especificidade dos indicadores    de “parentalidade minimamente adequada”.</p>     <p>Para al&eacute;m destes aspetos, os participantes associaram os indicadores de “parentalidade minimamente adequada” &agrave; interven&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o, com destaque para os princ&iacute;pios que norteiam a mesma e que est&atilde;o expressos nos textos legais, como por exemplo o princ&iacute;pio da interven&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima. Refira-se ainda que os participantes tamb&eacute;m utilizaram exemplos decorrentes (20/272 refer&ecirc;ncias) das suas experi&ecirc;ncias profissionais e pessoais da parentalidade para fundamentar os seus contributos para a discuss&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O DOS RESULTADOS</p>     <p>Como mostram os resultados deste estudo, a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito de    “parentalidade minimamente adequada” &eacute; uma tarefa dif&iacute;cil. Tal dificuldade associa-se    a tr&ecirc;s aspetos fundamentais, tamb&eacute;m referidos pelos participantes: (1) &agrave; exist&ecirc;ncia    de diferentes cren&ccedil;as, valores e normas legais e culturais relacionados com    a parentalidade em diferentes contextos (Barroso &amp; Machado, 2011); (2) &agrave;    especificidade funcional de cada rela&ccedil;&atilde;o entre crian&ccedil;a e prestador de cuidados    (“<i>goodness of fit</i>”; Wolfe &amp; McIsaac, 2010); e (3) ao facto de que    a evolu&ccedil;&atilde;o desenvolvimental da crian&ccedil;a n&atilde;o decorre apenas do comportamento parental,    mas da multiplicidade de fatores espec&iacute;ficos de cada n&iacute;vel ecol&oacute;gico que caracteriza    o sistema em que a crian&ccedil;a est&aacute; integrada. Acresce ainda que o que constitui    “parentalidade minimamente adequada” pode alterar-se ao longo do tempo, devido    quer ao pr&oacute;prio processo de desenvolvimento dos pais e da crian&ccedil;a, quer &agrave;s diferentes    circunst&acirc;ncias ambientais que enquadram tal processo em cada momento. Como atesta    a densidade de categorias de conte&uacute;do decorrentes das respostas &agrave; quest&atilde;o colocada,    n&atilde;o &eacute; correto operacionalizar-se o conceito de “parentalidade minimamente adequada”    centrando-nos apenas nos pais, na crian&ccedil;a ou no contexto, nem faz&ecirc;-lo de forma    absoluta, numa formula&ccedil;&atilde;o universal aplic&aacute;vel a todas as crian&ccedil;as e todos os    pais ou cuidadores. Assim, e corroborando a opini&atilde;o de Golding (2000), a adequa&ccedil;&atilde;o    parental deixa de ser um conceito “fixo” para ser um conceito essencialmente    din&acirc;mico, na medida em que a valora&ccedil;&atilde;o do comportamento parental n&atilde;o depende    apenas da natureza do mesmo, mas da forma como interage com todos os componentes    do contexto em que ocorre. Como diz Daly (2007, p. 9) “n&atilde;o h&aacute; <i>uma </i>forma    correta de exercer a parentalidade”.</p>     <p>Assim, considera-se que a categoriza&ccedil;&atilde;o criada no &acirc;mbito deste estudo se afigura &uacute;til para a constru&ccedil;&atilde;o de um referencial de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito de “parentalidade minimamente adequada”. Contudo, beneficiaria se fosse testada em estudos com amostras de maior dimens&atilde;o, que contivessem <i>focus group </i>heterog&eacute;neos e que integrassem, tamb&eacute;m, pais/prestadores de cuidados, limita&ccedil;&otilde;es que podem ser apontadas a este trabalho.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CONCLUS&Otilde;ES</p>     <p>As discuss&otilde;es dos tr&ecirc;s <i>focus group </i>permitem concluir que os indicadores    apontados para qualificar a parentalidade como minimamente adequada devem refletir:    (i) as especificidades culturais e o valor atribu&iacute;do &agrave; inf&acirc;ncia ao longo da    hist&oacute;ria, por uma determinada sociedade (macrossistema); (ii) os referentes    legais e sociais vigentes (exossistema); (iii) as caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas    da rela&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a-prestador de cuidados (microssistema); e iv) as necessidades    da crian&ccedil;a (ontossistema). Estes indicadores poder&atilde;o remeter para condi&ccedil;&otilde;es    do exerc&iacute;cio da parentalidade, capacidades ou compet&ecirc;ncias parentais, tendo    em conta que s&atilde;o as capacidades parentais que possibilitam a atualiza&ccedil;&atilde;o das    compet&ecirc;ncias dos pais ao longo do desenvolvimento dos filhos.</p>     <p>No contexto da prote&ccedil;&atilde;o &agrave; inf&acirc;ncia, a resposta &agrave; quest&atilde;o “o que &eacute; parentalidade minimamente adequada” caracteriza o momento presente, distinguindo o risco (&eacute; minimamente adequada) do perigo (n&atilde;o &eacute; minimamente adequada). Mas suscita de imediato uma outra quest&atilde;o: “apesar do modo como estes pais/prestadores de cuidados exercem agora a parentalidade, poder&atilde;o eles vir a faz&ecirc;-lo de uma forma minimamente adequada?”. A resposta a esta outra pergunta, naturalmente sob a forma de progn&oacute;stico, determina o modo como se equaciona o futuro da crian&ccedil;a e da fam&iacute;lia e reflete-se nas decis&otilde;es relativas &agrave; interven&ccedil;&atilde;o e ao projeto de vida da crian&ccedil;a. Ambas as quest&otilde;es evidenciam o duplo crit&eacute;rio a ter em conta, o risco e a norma. Se a norma, &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o dos magistrados, conduz a uma compara&ccedil;&atilde;o entre o que <i>existe </i>e o que &eacute; considerado coletivamente como adequado, o risco, &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos psicossociais, remete para uma compara&ccedil;&atilde;o entre o que <i>existe </i>e as implica&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais dessa realidade para aquela crian&ccedil;a. &Eacute; desta dualidade que adv&eacute;m grande parte dos dilemas &eacute;ticos com que os profissionais da &aacute;rea psicossocial e os magistrados se confrontam e que foram referidos neste estudo. Situando-se no mesossistema, exatamente a meio do sistema ecol&oacute;gico, s&atilde;o chamados a definir e a operacionalizar o conceito de minimamente adequado, pelo que t&ecirc;m de gerir a tens&atilde;o entre crit&eacute;rios coletivos e individuais e fazer a ponte entre a crian&ccedil;a, os pais e a sociedade em geral. Tal gest&atilde;o &eacute; muitas vezes efetuada recorrendo a referenciais pessoais, que podem enviesar a avalia&ccedil;&atilde;o que est&aacute; a ser realizada.</p>     <p>Neste enquadramento, prop&otilde;e-se que a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do conceito de “parentalidade    minimamente adequada” seja feita a partir de uma matriz tridimensional (<a href="#f1">Figura    1</a>), com os seguintes eixos: (1) origem dos indicadores, que integra os diferentes    n&iacute;veis ecol&oacute;gicos, (2) forma que os indicadores poder&atilde;o assumir (capacidades,    compet&ecirc;ncias, condi&ccedil;&otilde;es de exerc&iacute;cio) e (3) diferentes marcadores temporais    que os enquadram (hist&oacute;ria da parentalidade, diagn&oacute;stico, progn&oacute;stico).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a03f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A “parentalidade minimamente adequada” ser&aacute; operacionalizada sob a forma de condi&ccedil;&otilde;es de exerc&iacute;cio da parentalidade, capacidades ou compet&ecirc;ncias parentais (indicadores qualitativos), espec&iacute;fica de cada d&iacute;ade crian&ccedil;a-prestador de cuidados. A informa&ccedil;&atilde;o que a suporta deve refletir os diferentes n&iacute;veis ecol&oacute;gicos, ou seja, &eacute; necess&aacute;rio ter em conta informa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, dos pais e dos servi&ccedil;os/contexto social, ponderando-a &agrave; luz do crit&eacute;rio do risco e do crit&eacute;rio da norma. Tal operacionaliza&ccedil;&atilde;o diferir&aacute; consoante o tempo e o espa&ccedil;o em que se pondera a adequa&ccedil;&atilde;o da parentalidade. Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o das capacidades e compet&ecirc;ncias parentais que sejam capazes de refletir esta densidade conceptual, ser&atilde;o determinantes para a recolha estruturada da informa&ccedil;&atilde;o e para a elabora&ccedil;&atilde;o de ju&iacute;zos fundamentados. Os profissionais a quem cabe esta tarefa poder&atilde;o assim ir muito al&eacute;m dos seus pr&oacute;prios referenciais pessoais e encontrar, nesta matriz, um referencial de fundamenta&ccedil;&atilde;o dos seus pareceres.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Armstrong, M. I., Birnie-Lefcovitch, S., &amp; Ungar, M. T. (2005). Pathways    between social support, family well being, quality of parenting, and child resilience:    What we know. <i>Journal of Child and Family Studies, 14</i>(2), 269-281. doi:    10.1007/s10826-005-5054-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Assarsson, L., &amp; Aarsand, P. (2011). “‘How to be good’: Media representations    of parenting”. <i>Studies in the Education of Adults, 43</i>(1), 78-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azar, S., &amp; Benjet, C. (1994). A cognitive perspective on ethnicity, race,    and termination of parental rights. <i>Law and Human Behavior, 18</i>(3), 249-268.    doi: 10.1007/BF01499587&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201400020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Azar, S., Lauretti, A., &amp; Loding, B. (1998). The evaluation of parental    fitness in termination of parental rights cases: A functional-contextual perspective.    <i>Clinical Child and Family Psychology Review, 1</i>(2), 77-100. doi: 10.1023/A:    1021883611965&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barnardos Staff (1996). <i>Good enough parenting</i>. Monograph 30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201400020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barroso, R., &amp; Machado, C. (2011). Defini&ccedil;&otilde;es, dimens&otilde;es e determinantes    da parentalidade. <i>Psychologica, 52</i>, 211-230.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201400020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barudy, J., &amp; Dantagnan, M. (2005). <i>Los buenos tratos a la infancia:    Parentalidade, apego y resiliencia. </i>Barcelona: Editorial Gedisa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201400020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Belsky, J. (1984). The determinants of parenting: A process model. <i>Child    Development, 55</i>, 83-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201400020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boisson, M., &amp; Verjus, A. (2004). <i>La Parentalit&eacute;, une action de citoyennet&eacute;: Une synth&egrave;se des travaux r&eacute;cents sur le lien familial et la fonction parentale (1993-2004)</i>: CERAT, Dossier n&ordm; 62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201400020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bornstein, M. H. (2001). Parenting: Science and practice. <i>Parenting: Science    and Practice, 1</i>(1), 1-4. doi:10.1080/ 15295192.2001.9681208&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201400020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1999). Environments in developmental perspective: Theoretical    and operational models. In S. L. Friedman &amp; T. D. Wachs (Eds.), <i>Measuring    environment across the life span: Emerging methods and concepts </i>(pp. 3-28).    Washington DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201400020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Budd, K. (2001). Assessing parenting competence in child protection cases:    A clinical practice model. <i>Clinical Child and Family Psychology Review, 4</i>(1),    1-18. doi: 10.1023/A: 1009548509598&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201400020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Budd, K. S. (2005). Assessing parenting capacity in a child welfare context.    <i>Children and Youth Services Review, 27</i>(4), 429-444. doi: 10.1016/j.childyouth.2004.11.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201400020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Budd, K. S. (2008). <i>Evaluating parenting competence: Child protection and    cultural issues</i>. Paper presented at The Kansas Conference in Clinical Child    &amp; Adolescent Psychology: Translating Research into Practice.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Budd, K., &amp; Holdsworth, M. (1996). Issues in clinical assessment of minimal    parenting competence. <i>Journal of Clinical Child Psychology, 25</i>(1), 2-14.    doi: 10.1207/s15374424jccp2501_1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Budd, K. S., Poindexter, L. M., Felix, E., &amp; Naik-Polan, A. T. (2001).    Clinical assessment of parents in child protection cases: An empirical analysis.    <i>Law and Human Behavior, 25</i>(1), 93-108. doi: 10.1023/A: 1005696026973&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201400020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Budd, K., Felix, E., Sweet, S., Saul, A., &amp; Carleton, R. (2006).Evaluating    parents in child protection decisions: An innovative court-based clinic model.    <i>Professional Psychology: Research and Practice, 37</i>(6), 666-675<i>. </i>doi:    10.1037/0735-7028.37.6.666&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201400020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Choate, P. (2009). Parenting capacity assessments in child protection cases.    <i>Forensic Examiner, 18</i>(1), 52-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201400020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cochran, M., &amp; Diego, S. (2002). Parenting and social networks. In M. H.    Bornstein (Ed.), <i>Handbook of parenting</i>: Vol. 4: Applied parenting (2nd    ed., pp. 123-148). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201400020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coordination des ONG pour les droits de l’enfant. (2011). <i>Dossier parentalit&eacute;    et droits de l’enfant:1. D&eacute;finition et historique de la notion de parentalit&eacute;</i>.    Bruxelles: Coordination des ONG pour les droits de l’enfant.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201400020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Council of Europe. (2004). <i>Recommendation Rec (2004) 1666 of the Parliamentary    Assembly – Europe-wide ban on corporal punishment of children </i>[Adopted by    the Assembly on 23 June 2004 (21st Sitting)].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daly, M., Ed. (2007). <i>Parenting in contemporary Europe: A positive approach</i>.    Strasbourg: Council of Europe Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201400020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Daniel, B. (2000). Judgements about parenting: What do social workers think    they are doing? <i>Child Abuse Review, 9</i>(2), 91-107. doi: 10.1002/1099-0852(200003/04)9:2&lt;91:    AID-CAR594&gt;3.0.CO; 2-A&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201400020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dix, T. (1991). The affective organization of parenting: Adaptive and maladaptative    processes. <i>Psychological Bulletin, 110</i>(1), 3-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201400020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Edwards, J. (1995). ‘Parenting skills’: Views of community health and social    service providers about the needs of their ‘clients’. <i>Journal of Social Policy,    24</i>(2), 237-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201400020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Euillet, S., &amp; Zaouche-Gaudron, C. (2008). Des parents en qu&ecirc;te de parentalit&eacute;.    L’exemple des parents d’enfants accueillis &agrave; l’aide sociale &agrave; l’enfance. <i>Societ&eacute;s    et Jeunesse en Difficult&eacute;, 5</i>, 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201400020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Farnfield, S. (2008). A theoretical model for the comprehensive assessment    of parenting. <i>British Journal of Social Work, 38</i>(6), 1076-1099. doi:10.1093/bjsw/bcl395&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201400020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feinberg, M. (2003). The internal structure and ecological context of coparenting:    A framework for research and intervention. <i>Parenting: Science and Practice,    3</i>(2), 95-131. doi: 10.1207/S15327922PAR0302_01&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201400020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez, M., &amp; Puyana,V. (2009). <i>Evaluaci&oacute;n del riesgo psicosocial en familias usuarias del sistema p&uacute;blico de servicios sociales de Andaluc&iacute;a</i>. Junta de Andalucia: Consejer&iacute;a para la igualdad y bienestar social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201400020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Golding, K. (2000). Parent management training as an intervention to promote    adequate parenting. <i>Clinical Child Psychology and Psychiatry, 5</i>(3), 357-371.    doi: 10.1177/1359104500005003006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201400020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hurley, D., Chiodo, D., Leschied, A., &amp; Whitehead, P. (2003). <i>Correlates    of a measure of parenting capacity with parent and child characteristics in    a child welfare sample</i>. London, Ontario: King’s College, The University    of Western Ontario.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201400020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kellett, J., &amp; Apps, J. (2009). <i>Assessments of parenting and parenting    support need: A study of four professional groups</i>. York: Joseph Rountree    Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201400020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>King, J. E. (2004). <i>Software solutions for obtaining a kappa-type statistic    for use with multiple raters</i>. Paper presented at the Annual Meeting of the    Southwest Educational Research Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201400020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lacharit&eacute;, C. (2003). <i>Les comp&eacute;tences parentales: Enjeux cliniques</i>.    Paper presented at the Conf&eacute;rences de l’Institut Universitaire des Centres Jeunesse    de Qu&eacute;bec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201400020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lamour, M., &amp; Barraco, M. (1998). <i>Souffrances autour du berceau. </i>Paris:    Ga&euml;tan Morin &eacute;diteur.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201400020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LaRossa, R. (2005). Grounded theory methods and qualitative family research.    <i>Journal of Marriage and Family, 67</i>(4), 837-857. doi: 10.1111/j.1741-3737.2005.00179.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201400020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lombard, M., Snyder-Duch,    J., &amp; Bracken, C. (2010). Practical resources for assessing and reporting    intercoder reliability in content analysis research projects. Retrieved from <a href="http://matthewlombard.com/reliability/" target="_blank">   http://matthewlombard.com/reliability/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201400020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>NSW Department of Community Services. (2006). Effective parenting capacity    assessment: Key issues. Research to Practice Notes. Ashfield, NSW: Centre for    Parenting and Research. Retrieved from <a href="http://www.community.nsw.gov.au/DOCSWR/_assets/main/documents/researchnotes_parenting_keyissues.pdf" target="_blank">www.community.nsw.gov.au/DOCSWR/_assets/main/documents/researchnotes_parenting_keyissues.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201400020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pereira, D., &amp; Alarc&atilde;o, M. (2013). Guia de Avalia&ccedil;&atilde;o das Capacidades Parentais:    Estudo de validade ecol&oacute;gica. Manuscrito submetido para publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <!-- ref --><p>Pluess, M., &amp; Belsky, J. (2010). 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