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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Regulação emocional em adolescentes e seus pais: Da psicopatologia ao funcionamento ótimo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the last three decades, there has been an increasing attention to the study of emotion regulation. Adolescence is a period in which this issue is of particular importance. Adolescents’ transformations elicit novel emotional experiences and contribute to a greater need and ability to use strategies to regulate emotions effectively (Steinberg, 2005). Parents are important agents of emotion regulation and promote adolescents’ development (Yap, Allen, & Sheeber, 2007). The emotion regulation has been studied in association to psychopathology (Silk, Steinberg, & Morris, 2003) and optimal functioning (Freire & Tavares, 2011). Thus, this paper aims to present theoretical and empirical research to support the study of emotion regulation in adolescence, according to the perspective of promoting positive development. A better understanding of these processes may help to understand individual differences in terms of mental health and optimal functioning.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Regulação emocional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Regula&ccedil;&atilde;o emocional em adolescentes e seus pais: Da psicopatologia ao funcionamento    &oacute;timo</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Eliana Silva*; Teresa Freire*</b></p>     <p>* Escola de Psicologia, Universidade do Minho</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, verificou-se uma aten&ccedil;&atilde;o crescente ao estudo da regula&ccedil;&atilde;o emocional. A adolesc&ecirc;ncia &eacute; uma das fases do ciclo de vida de particular import&acirc;ncia para o seu estudo. As altera&ccedil;&otilde;es experienciadas elicitam novas experi&ecirc;ncias emocionais e contribuem para uma maior necessidade e capacidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional com efic&aacute;cia (Steinberg, 2005). Os pais constituem-se como importantes agentes de regula&ccedil;&atilde;o emocional, contribuindo para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de adolescentes (Yap, Allen, &amp; Sheeber, 2007). A regula&ccedil;&atilde;o emocional tem sido estudada associada &agrave; psicopatologia (Silk, Steinberg, &amp; Morris, 2003) e ao funcionamento &oacute;timo (Freire &amp; Tavares, 2011).</p>     <p>Assim, o presente artigo tem como objetivo apresentar fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica    e emp&iacute;rica para o estudo da regula&ccedil;&atilde;o emocional na adolesc&ecirc;ncia, na perspetiva    da promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento positivo. Uma melhor compreens&atilde;o destes processos    poder&aacute; ajudar a compreender diferen&ccedil;as individuais ao n&iacute;vel da sa&uacute;de mental    e funcionamento &oacute;timo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Regula&ccedil;&atilde;o emocional, Adolescentes, Pais, Psicopatologia,    Funcionamento &oacute;timo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In the last three decades, there has been an increasing attention to the study    of emotion regulation. Adolescence is a period in which this issue is of particular    importance. Adolescents’ transformations elicit novel emotional experiences    and contribute to a greater need and ability to use strategies to regulate emotions    effectively (Steinberg, 2005). Parents are important agents of emotion regulation    and promote adolescents’ development (Yap, Allen, &amp; Sheeber, 2007). The    emotion regulation has been studied in association to psychopathology (Silk,    Steinberg, &amp; Morris, 2003) and optimal functioning (Freire &amp; Tavares,    2011).</p>     <p>Thus, this paper aims to present theoretical and empirical research to support    the study of emotion regulation in adolescence, according to the perspective    of promoting positive development. A better understanding of these processes    may help to understand individual differences in terms of mental health and    optimal functioning.</p>     <p><b>Key-words</b>: Emotion regulation, Adolescents, Parents, Psychopathology,    Optimal functioning. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>Os indiv&iacute;duos n&atilde;o s&atilde;o agentes passivos que simplesmente experienciam emo&ccedil;&otilde;es (Kashdan, 2007). Diariamente s&atilde;o capazes de influenciar que tipo de emo&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m, quando as t&ecirc;m e como as experienciam e expressam (Gross, Richards, &amp; John, 2006). Nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, tem-se verificado um aumento do interesse cient&iacute;fico na emocionalidade humana e na import&acirc;ncia da regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es para a defini&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias desenvolvimentais (Bariola, Gullone, &amp; Hughes, 2011; Morris, Silk, Steinberg, Myers, &amp; Robinson, 2007). Segundo a Psicologia Cl&iacute;nica e a Psicologia do Desenvolvimento uma das componentes essenciais do desenvolvimento bem- sucedido &eacute; aprender a regular as respostas emocionais e comportamentos relacionados de formas socialmente adequadas e adaptativas (Morris et al., 2007).</p>     <p>Apesar da capacidade de regula&ccedil;&atilde;o emocional constituir, sobretudo, objeto de    investiga&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as e adultos, a adolesc&ecirc;ncia constitui uma fase do ciclo    de vida de particular import&acirc;ncia para avalia&ccedil;&atilde;o dos seus processos e correlatos    (Bariola et al., 2011; Silk et al., 2003; Yap et al., 2007). As diferentes altera&ccedil;&otilde;es    experienciadas no dom&iacute;nio cognitivo, emocional, e neurol&oacute;gico contribuem para    uma maior capacidade e necessidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o    emocional com efic&aacute;cia (Jaffe, Gullone, &amp; Hughes, 2010; Steinberg, 2005).    Para al&eacute;m disso, neste per&iacute;odo os pais constituem-se como importantes agentes    de socializa&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento emocional dos seus filhos, desempenhando    um papel crucial no sentido da sua promo&ccedil;&atilde;o e facilita&ccedil;&atilde;o (Bariola et al., 2011;    Yap et al., 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A investiga&ccedil;&atilde;o existente acerca da import&acirc;ncia das compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional para o desenvolvimento de adolescentes tem avaliado, sobretudo, a sua associa&ccedil;&atilde;o com a psicopatologia (Silk et al., 2003). Comparativamente, a sua import&acirc;ncia para o desenvolvimento psicol&oacute;gico saud&aacute;vel e funcionamento &oacute;timo tem sido menos estudada te&oacute;rica e empiricamente (Freire &amp; Tavares, 2011). Contudo, tal como defendido por Steinberg (2005) quer a psicopatologia quer o funcionamento &oacute;timo devem ser estudados na sua rela&ccedil;&atilde;o com a regula&ccedil;&atilde;o emocional, pois a reorganiza&ccedil;&atilde;o dos sistemas regulat&oacute;rios caracter&iacute;stica da adolesc&ecirc;ncia pode constituir-se como risco ou por outro lado como oportunidade de desenvolvimento.</p>     <p>Neste artigo pretende-se clarificar o conceito de regula&ccedil;&atilde;o emocional e a sua import&acirc;ncia para o desenvolvimento de adolescentes. Ser&atilde;o apresentados inicialmente os construtos de emo&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional, em termos das suas defini&ccedil;&otilde;es e conceptualiza&ccedil;&otilde;es. Apesar da exist&ecirc;ncia de diferentes abordagens te&oacute;ricas, ser&aacute; destacado o modelo de regula&ccedil;&atilde;o emocional de Gross (1998) pela sua evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica. O autor defende a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias para regular a experiencia&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es, as quais apresentam diferentes implica&ccedil;&otilde;es para o funcionamento di&aacute;rio. Finalmente, pretende-se apresentar evid&ecirc;ncia te&oacute;rica e emp&iacute;rica como fundamenta&ccedil;&atilde;o para o aumento do estudo e compreens&atilde;o dos processos de regula&ccedil;&atilde;o emocional na adolesc&ecirc;ncia, tendo em conta fatores de socializa&ccedil;&atilde;o parental e as suas consequ&ecirc;ncias para o desenvolvimento de trajet&oacute;rias individuais. Uma melhor compreens&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o emocional poder&aacute; ajudar a compreender diferen&ccedil;as individuais ao n&iacute;vel da sa&uacute;de mental nesta fase desenvolvimental, com implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas ao n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o individual ou na elabora&ccedil;&atilde;o de programas de preven&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o e/ou tratamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>EMO&Ccedil;&Atilde;O E REGULA&Ccedil;&Atilde;O EMOCIONAL</p>     <p>O estudo da regula&ccedil;&atilde;o emocional pressup&otilde;e necessariamente uma compreens&atilde;o da defini&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es e os processos atrav&eacute;s dos quais estas podem ser reguladas. As emo&ccedil;&otilde;es definem-se como tend&ecirc;ncias de resposta comportamentais, experienciais e fisiol&oacute;gicas que em conjunto influenciam a forma como os indiv&iacute;duos respondem a situa&ccedil;&otilde;es significativas (Gross, 2002; Gross &amp; Thompson, 2007; Thompson, 1991). Apresentam importantes fun&ccedil;&otilde;es expressivas e comunicativas e sob uma perspetiva funcionalista orientam e motivam o funcionamento adaptativo (Gross &amp; Thompson, 2007; Morris et al., 2007; Thompson, 1991). De um momento para outro, as emo&ccedil;&otilde;es influenciam a aten&ccedil;&atilde;o, tomada de decis&atilde;o, mem&oacute;ria, respostas fisiol&oacute;gicas, e intera&ccedil;&otilde;es sociais. Da mesma forma que influenciam processos intra e interpessoais, as emo&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m se constituem em si mesmas como alvo de modifica&ccedil;&atilde;o (Gross &amp; Thompson, 2007).</p>     <p>Assim, a regula&ccedil;&atilde;o emocional refere-se aos processos intr&iacute;nsecos (e.g., cogni&ccedil;&otilde;es)    e extr&iacute;nsecos (e.g., suporte dos pais) atrav&eacute;s dos quais os indiv&iacute;duos influenciam    a experiencia&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es (Gross &amp; Thompson, 2007) de forma    a atingir os seus objetivos (Thompson, 1991). Em espec&iacute;fico, os mecanismos de    regula&ccedil;&atilde;o emocional modulam a express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, positivas e    negativas, e as din&acirc;micas emocionais (e.g., intensidade, dura&ccedil;&atilde;o, labilidade),    uma vez que as emo&ccedil;&otilde;es se constituem como processos multidimensionais que ocorrem    ao longo do tempo (Gross &amp; Thompson, 2007; Morris et al., 2007; Thompson,    1991). Finalmente, destaca-se uma outra componente da regula&ccedil;&atilde;o emocional, os    processos cognitivos e comportamentais espec&iacute;ficos envolvidos na modula&ccedil;&atilde;o e    manuten&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias emocionais, sendo referidos na literatura como estrat&eacute;gias    de regula&ccedil;&atilde;o emocional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Duas estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional: Reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e supress&atilde;o    emocional</i></p>     <p>Um dos principais desafios presentes no estudo da regula&ccedil;&atilde;o emocional em crian&ccedil;as    e adolescentes tem sido a sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica de forma a organizar    as diferentes estrat&eacute;gias utilizadas na vida di&aacute;ria. Ali&aacute;s, muita da investiga&ccedil;&atilde;o    tem sido realizada na aus&ecirc;ncia de um amplo quadro te&oacute;rico (Gullone, Hughes,    King, &amp; Bruce, 2010). Uma exce&ccedil;&atilde;o, embora relacionada com a investiga&ccedil;&atilde;o    em adultos, &eacute; o modelo processual de regula&ccedil;&atilde;o emocional de Gross (1998), aplicado    de forma crescente na investiga&ccedil;&atilde;o com adolescentes (e.g., Freire &amp; Tavares,    2011; Gullone et al., 2010; Jaffe et al., 2010). O modelo distingue diferentes    conjuntos de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es de acordo com o momento em    que exercem o seu impacto no processo emocional: estrat&eacute;gias focadas nos antecedentes    e estrat&eacute;gias focadas na resposta. Enquanto as estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional    focadas nos antecedentes se referem &agrave;s a&ccedil;&otilde;es realizadas antes das tend&ecirc;ncias    de resposta emocional terem sido completamente ativadas, as estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o    emocional focadas na resposta s&atilde;o adotadas uma vez que a emo&ccedil;&atilde;o est&aacute; a ser experienciada    (Gross, 1998; Gross &amp; Thompson, 2007; John &amp; Gross, 2004).</p>     <p>Entre as diferentes poss&iacute;veis estrat&eacute;gias utilizadas para a regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es, at&eacute; ao momento, apenas duas foram operacionalizadas segundo o modelo processual de Gross: a reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e a supress&atilde;o emocional. As duas estrat&eacute;gias apresentam uma utiliza&ccedil;&atilde;o comum na vida di&aacute;ria e constituem, respetivamente, um exemplo de estrat&eacute;gias focadas nos antecedentes e na resposta. A reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva &eacute; uma forma de modifica&ccedil;&atilde;o cognitiva que se caracteriza pela altera&ccedil;&atilde;o do significado de uma situa&ccedil;&atilde;o potencialmente elicitadora de uma emo&ccedil;&atilde;o de forma a alterar o seu impacto emocional. Por sua vez, a supress&atilde;o emocional &eacute; uma forma de modula&ccedil;&atilde;o da resposta emocional, que envolve a inibi&ccedil;&atilde;o do comportamento emocional expressivo (Gross &amp; Thompson, 2007; John &amp; Gross, 2004). Com base em investiga&ccedil;&atilde;o com jovens adultos, Gross e John (2003) identificaram diferentes consequ&ecirc;ncias decorrentes da utiliza&ccedil;&atilde;o destas estrat&eacute;gias ao n&iacute;vel do funcionamento psicossocial. Especificamente, a utiliza&ccedil;&atilde;o da reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva est&aacute; associada &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da experiencia&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas, enquanto aumenta a experiencia&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es positivas. Em contraste, indiv&iacute;duos que utilizam a supress&atilde;o emocional diminuem a express&atilde;o comportamental de emo&ccedil;&otilde;es negativas e positivas. Ao n&iacute;vel da experiencia&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es, esta estrat&eacute;gia parece ter pouco impacto nas emo&ccedil;&otilde;es negativas, enquanto diminui a experiencia&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es positivas. Em termos de resultados associados com o bem-estar, os indiv&iacute;duos que habitualmente utilizam a reavalia&ccedil;&atilde;o demonstram menos sintomas depressivos, mais satisfa&ccedil;&atilde;o com as suas vidas, otimismo e autoestima. Em espec&iacute;fico, ao n&iacute;vel do bem-estar psicol&oacute;gico apresentam n&iacute;veis mais elevados de crescimento pessoal, autoaceita&ccedil;&atilde;o, autonomia e melhores rela&ccedil;&otilde;es com os outros. Em contraste, o uso habitual da supress&atilde;o est&aacute; associado a um menor bem-estar, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, autoestima e otimismo em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro (Gross, 2002; Gross &amp; John, 2003; Gross et al., 2006; John &amp; Gross, 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, a investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica acerca da natureza funcional destas estrat&eacute;gias tem fornecido evid&ecirc;ncia da reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva como uma estrat&eacute;gia adaptativa e a supress&atilde;o emocional como uma estrat&eacute;gia n&atilde;o adaptativa (John &amp; Gross, 2004). Contudo, tamb&eacute;m &eacute; defendido que o fator mais importante para a regula&ccedil;&atilde;o emocional bem sucedida &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel destas diferentes op&ccedil;&otilde;es de regula&ccedil;&atilde;o, com uma clara aprecia&ccedil;&atilde;o dos custos e benef&iacute;cios relativos da sua utiliza&ccedil;&atilde;o nas situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas (Gross, 2002).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REGULA&Ccedil;&Atilde;O  EMOCIONAL NA ADOLESC&Ecirc;NCIA</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia tem sido descrita como um per&iacute;odo desenvolvimental caracterizado    pela presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas caracter&iacute;sticas da puberdade, psicol&oacute;gicas    e s&oacute;cio contextuais manifestadas por uma reestrutura&ccedil;&atilde;o do ambiente social e    dos “outros significativos” (Gilbert, 2012; Helsen, Vollebergh, &amp; Meeus,    2000; Morris et al., 2007). Em conjunto, estas altera&ccedil;&otilde;es contribuem para um    paradoxo observado ao n&iacute;vel da sa&uacute;de em que se verifica que este per&iacute;odo &eacute; um    dos mais saud&aacute;veis do ciclo de vida, com um r&aacute;pido desenvolvimento de compet&ecirc;ncias    (f&iacute;sicas, cognitivas e emocionais), por&eacute;m as taxas de mortalidade s&atilde;o 200% superiores    &agrave;s verificadas na inf&acirc;ncia (Gilbert, 2012). Alguns dos resultados negativos    que contribuem para este paradoxo (e.g., desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas,    envolvimento em comportamentos de risco) resultam das diferentes altera&ccedil;&otilde;es    e exig&ecirc;ncias da adolesc&ecirc;ncia que podem provocar dificuldades na experiencia&ccedil;&atilde;o    e regula&ccedil;&atilde;o emocional (Gilbert, 2012; Steinberg, 2005; Yap et al., 2007).</p>     <p>De facto, a investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que as transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas e sociais podem conduzir a novas experi&ecirc;ncias de ativa&ccedil;&atilde;o emocional e respostas emocionais mais extremas e intensas constituindo oportunidades para utilizar e aperfei&ccedil;oar as compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional que permitem assegurar o funcionamento adaptativo (Gilbert, 2012; Larson &amp; Richards, 1994; Silk et al., 2003). Segundo Hall (1904), a adolesc&ecirc;ncia &eacute; “a idade de r&aacute;pidas flutua&ccedil;&otilde;es de humor”. Os adolescentes relatam experienciar maiores flutua&ccedil;&otilde;es nos estados emocionais di&aacute;rios e apresentam tempos de rea&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pidos na resposta a est&iacute;mulos emocionais em compara&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as e adultos (Gilbert, 2012). Experienciam ainda mais afeto negativo, verificando-se um aumento linear da experiencia&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas ao longo da adolesc&ecirc;ncia e uma diminui&ccedil;&atilde;o no relato di&aacute;rio de emo&ccedil;&otilde;es positivas (Gilbert, 2012; Larson, Moneta, Richards, &amp; Wilson, 2002).</p>     <p>Todas estas experi&ecirc;ncias desenvolvimentais que exigem uma maior capacidade de regula&ccedil;&atilde;o dos estados emocionais s&atilde;o acompanhadas por uma maior complexifica&ccedil;&atilde;o dos processos regulat&oacute;rios (Yap et al., 2007). Por exemplo, muitos dos sistemas hormonais, neurol&oacute;gicos (e.g., desenvolvi- mento dos lobos frontais), e cognitivos (e.g., maior compreens&atilde;o dos estados emocionais) associados &agrave; regula&ccedil;&atilde;o emocional desenvolvem-se durante a adolesc&ecirc;ncia (Gross &amp; Thompson, 2007; Silk et al., 2003, Steinberg, 2005).</p>     <p>As mudan&ccedil;as psicossociais caracter&iacute;sticas da adolesc&ecirc;ncia tamb&eacute;m contribuem para este processo de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias regulat&oacute;rias (Steinberg, 2005). Os adolescentes t&ecirc;m de lidar com novos stressores associados com as suas rela&ccedil;&otilde;es sociais, como realiza&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, press&otilde;es para corresponderem &agrave;s expectativas dos adultos, assim como uma maior autonomia face ao apoio dos pais na regula&ccedil;&atilde;o emocional (Bariola et al., 2011). De facto, durante a adolesc&ecirc;ncia, uma das principais tarefas desenvolvimentais &eacute; a individua&ccedil;&atilde;o, um processo que requer por parte do adolescente uma negocia&ccedil;&atilde;o entre maior autonomia dos pais enquanto permanece ainda emocionalmente pr&oacute;ximo da fam&iacute;lia (Gunlicks-Stoessel &amp; Powers, 2008). Para isso, os adolescentes t&ecirc;m de aprender a regular o afeto de forma crescente sem orienta&ccedil;&atilde;o dos adultos (Bariola et al., 2011; Morris et al., 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A regula&ccedil;&atilde;o emocional parental na adolesc&ecirc;ncia</i></p>     <p>As emo&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido conceptualizadas como produtos e processos das rela&ccedil;&otilde;es sociais (Morris et al., 2007) e, consequentemente, a efic&aacute;cia dos seus processos regulat&oacute;rios depende das exig&ecirc;ncias sociais e das intera&ccedil;&otilde;es com os outros (Bariola et al., 2011). Neste sentido, tem sido destacada a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia, concretamente dos pais, como principais agentes de socializa&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento da capacidade de regula&ccedil;&atilde;o emocional (Bariola et al., 2011; Morris et al., 2007). &Eacute; na intera&ccedil;&atilde;o familiar que as crian&ccedil;as aprendem a expressar as emo&ccedil;&otilde;es, a compreender as mensagens que transmitem e os seus v&aacute;rios processos regulat&oacute;rios (Larson et al., 2002). Al&eacute;m disso, a frequ&ecirc;ncia, intensidade, e val&ecirc;ncia das emo&ccedil;&otilde;es expressas pelos pais criam um clima emocional familiar onde as crian&ccedil;as podem aprender formas adaptativas de modelar os estilos de regula&ccedil;&atilde;o emocional (Bariola et al., 2011; Morris et al., 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar do reconhecimento te&oacute;rico e emp&iacute;rico da import&acirc;ncia da fam&iacute;lia para    o desenvolvimento emocional das crian&ccedil;as, a sua import&acirc;ncia para o desenvolvimento    de adolescentes n&atilde;o &eacute; consensual. A investiga&ccedil;&atilde;o defende uma diminui&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia    parental neste per&iacute;odo, um aumento do conflito com os pais e a import&acirc;ncia crescente    de agentes extrafamiliares (e.g., pares, professores) (Helsen et al., 2000;    Morris et al., 2007). Contudo, evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica atual demonstra que a fam&iacute;lia    &eacute; um dos contextos sociais mais importantes na vida de adolescentes. Em espec&iacute;fico,    os pais continuam a ser importantes agentes de socializa&ccedil;&atilde;o emocional e desempenham    um papel crucial no sentido de facilitar ou promover o desenvolvimento (Bariola    et al., 2011; Morris et al., 2007). Por exemplo, comparativamente com o afeto    experienciado noutros contextos de vida, quando os adolescentes est&atilde;o com os    membros da fam&iacute;lia, relatam mais afeto positivo e menos ansiedade, irrita&ccedil;&atilde;o    e humor deprimido (Schneiders et al., 2006). Investiga&ccedil;&atilde;o acerca do suporte    social percebido na adolesc&ecirc;ncia demonstra que embora se verifique um aumento    do suporte dos pares em rela&ccedil;&atilde;o ao suporte parental, este &uacute;ltimo permanece como    um melhor indicador do desenvolvimento positivo dos adolescentes que o suporte    dos pares. Maior suporte parental percebido est&aacute; associado ao relato de menos    problemas emocionais pelos adolescentes (Helsen et al., 2000).</p>     <p>Tamb&eacute;m abordagens te&oacute;ricas destacam a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia para o funcionamento emocional dos seus membros. Segundo a teoria dos sistemas familiares de Bowen “os indiv&iacute;duos t&ecirc;m menos autonomia no seu funcionamento emocional do que &eacute; comummente pensado. Os pensamentos, sentimentos, e comportamentos de cada membro da fam&iacute;lia contribuem e refletem o que est&aacute; a ocorrer na fam&iacute;lia” (Kerr &amp; Bowen, 1988, p. 9). Segundo esta teoria, um estudo de Larson e Richards (1994), avaliou a transmiss&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es entre os membros da fam&iacute;lia, numa amostra com cinquenta e cinco tr&iacute;ades de adolescentes e seus pais. Os autores verificaram que os pais transmitem as suas emo&ccedil;&otilde;es aos filhos e filhas, mas tamb&eacute;m s&atilde;o influenciados pelas emo&ccedil;&otilde;es das suas filhas. Quer os filhos e filhas, mas especialmente as filhas, transmitem as suas emo&ccedil;&otilde;es &agrave;s suas m&atilde;es. Verificou-se ainda associa&ccedil;&atilde;o entre as emo&ccedil;&otilde;es dos adolescentes e dos seus pais quando n&atilde;o estavam juntos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; transmiss&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es entre o casal verifica-se um efeito de transmiss&atilde;o apenas quando os elementos est&atilde;o juntos, sendo o marido quem influencia o estado emocional da esposa. Investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea tem verificado que a m&atilde;e/esposa &eacute; o principal recetor das emo&ccedil;&otilde;es da fam&iacute;lia, sendo o elemento mais afetado emocionalmente pelas experi&ecirc;ncias dos outros membros. O pai/marido &eacute; o principal elemento emissor de emo&ccedil;&otilde;es, sendo a principal origem destas emo&ccedil;&otilde;es o seu contexto laboral (Hektner, Schmidt, &amp; Csikszentmihalyi, 2007).</p>     <p>Para al&eacute;m disto, a investiga&ccedil;&atilde;o acerca da transmiss&atilde;o das estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional tem refor&ccedil;ado o impacto do contexto familiar no desenvolvimento de adolescentes (Morris et al., 2007). Por exemplo, Yap, Schwartz, Byrne, Simmons e Allen (2010) verificaram que adolescentes cujas m&atilde;es invalidaram a express&atilde;o de afeto positivo nas suas intera&ccedil;&otilde;es apresentam mais estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional n&atilde;o adaptativas e sintomatologia depressiva. Um outro estudo verificou que a utiliza&ccedil;&atilde;o da supress&atilde;o emocional pelas m&atilde;es constitui um preditor da sua utiliza&ccedil;&atilde;o pelos filhos com idades compreendidas entre os 9 e 19 anos (Bariola, Hughes, &amp; Gullone, 2012). Os resultados est&atilde;o de acordo com a literatura e investiga&ccedil;&atilde;o acerca da socializa&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o emocional em crian&ccedil;as, que identifica efeitos distintos dos pais e das m&atilde;es. A emocionalidade das m&atilde;es est&aacute; mais associada com os processos de regula&ccedil;&atilde;o emocional adotados pelos filhos do que vari&aacute;veis dos pais. Para al&eacute;m de que, as m&atilde;es parecem apresentar um maior envolvimento no processo de socializa&ccedil;&atilde;o emocional, em particular na express&atilde;o emocional dos filhos durante a adolesc&ecirc;ncia, em contraste com os pais cuja influ&ecirc;ncia parece ocorrer sobretudo durante a inf&acirc;ncia (Bariola et al., 2011).</p>     <p>Para al&eacute;m da investiga&ccedil;&atilde;o acerca da transmiss&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias de    regula&ccedil;&atilde;o emocional entre os membros da fam&iacute;lia, um outro construto que tem    sido estudado &eacute; o clima emocional familiar, tamb&eacute;m designado por Emo&ccedil;&atilde;o Expressa    (EE; Vaughn &amp; Leff, 1976). A sua avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada atrav&eacute;s de cinco    dimens&otilde;es: coment&aacute;rios cr&iacute;ticos, hostilidade, calor afetivo, coment&aacute;rios positivos    e sobreenvolvimento emocional. A investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que EE familiar    caracterizada por coment&aacute;rios cr&iacute;ticos se revela associada &agrave; presen&ccedil;a de psicopatologia    nos filhos adolescentes. Em espec&iacute;fico, a presen&ccedil;a desta dimens&atilde;o constitui    um preditor de sintomas de externaliza&ccedil;&atilde;o (Nelson, Hammen, Brennan, &amp; Ullman,    2003) assim como se revela associada ao envolvimento em pensamentos e comportamentos    de ferimentos autoinfligidos nos adolescentes (Wedig &amp; Nock, 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REGULA&Ccedil;&Atilde;O EMOCIONAL: DA PSICOPATOLOGIA AO FUNCIONAMENTO &Oacute;TIMO</p>     <p>A literatura apresenta a capacidade de regular as emo&ccedil;&otilde;es como uma componente central para a sa&uacute;de mental (Gross &amp; John, 2003; Suveg, Southam-Gerow, Goodman, &amp; Kendall, 2007). A desregula&ccedil;&atilde;o emocional, definida como a aus&ecirc;ncia ou dificuldade na utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias adaptativas para regular as respostas emocionais (Gross, 1998), &eacute; identificada como uma caracter&iacute;stica presente em mais de metade das perturba&ccedil;&otilde;es mentais descritas no Manual de Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stica das Perturba&ccedil;&otilde;es Mentais (Jazaieri, Urry, &amp; Gross, 2013).</p>     <p>Evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica significativa tem demonstrado a import&acirc;ncia da desregula&ccedil;&atilde;o emocional no desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o de diversos problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia (Gilbert, 2012; McLaughlin, Hatzenbuehler, Mennin, &amp; Nolen-Hoeksema, 2011; Silk et al., 2003; Zeman, Klimes-Dougan, Cassano, &amp; Adrian, 2007).</p>     <p>Entre as perturba&ccedil;&otilde;es de internaliza&ccedil;&atilde;o mais estudadas, destaca-se a depress&atilde;o, uma vez que por defini&ccedil;&atilde;o envolve d&eacute;fices na regula&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas (e.g., tristeza) ou a dificuldade em manter estados emocionais positivos (Yap et al., 2007). A experi&ecirc;ncia mais frequente e intensa de emo&ccedil;&otilde;es negativas, assim como uma maior labilidade destas emo&ccedil;&otilde;es, t&ecirc;m sido associadas a um aumento dos sintomas depressivos (Schneiders et al., 2006; Silk et al., 2003). Al&eacute;m disso, poucos relatos di&aacute;rios de felicidade e emo&ccedil;&otilde;es positivas em amostras comunit&aacute;rias de adolescentes preveem sintomas depressivos um ano mais tarde (Neumann, Lier, Frijns, Meeus, &amp; Koot, 2011). Em conjunto, o aumento da experiencia&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas e diminui&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es positivas constituem altera&ccedil;&otilde;es normativas na adolesc&ecirc;ncia, o que leva Yap e colaboradores (2007) a considerar que o aumento da incid&ecirc;ncia da depress&atilde;o durante este per&iacute;odo pode estar relacionado com o aumento desenvolvimental da vulnerabilidade &agrave; desregula&ccedil;&atilde;o da experiencia&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o emocional.</p>     <p>Evid&ecirc;ncia emergente sugere que a desregula&ccedil;&atilde;o emocional em adolescentes em risco ou com depress&atilde;o pode estar relacionada com d&eacute;fices nas estrat&eacute;gias que usam para responder a estados emocionais negativos. Adolescentes com depress&atilde;o apresentam um repert&oacute;rio mais restrito de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional, usam estrat&eacute;gias menos eficazes (e.g., supress&atilde;o emocional), ou deixam de usar estrat&eacute;gias adaptativas (e.g., reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva) e acreditam menos na sua efic&aacute;cia (Gilbert, 2012; McLaughlin et al., 2011; Yap et al., 2007). Uma meta an&aacute;lise recente acerca da rela&ccedil;&atilde;o entre as estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional e psicopatologia (ansiedade, depress&atilde;o, perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento alimentar e de abuso de subst&acirc;ncias) verificou que, em geral, a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias n&atilde;o adaptativas (e.g., supress&atilde;o emocional) est&aacute; mais associada com o desenvolvimento de psicopatologia do que a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias adaptativas (e.g., reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva). O que pode indicar que a presen&ccedil;a de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional n&atilde;o adaptativas &eacute; mais prejudicial para o funcionamento individual do que a relativa aus&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional adaptativas (Aldao, Nolen-Hoeksema, &amp; Schweizer, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m da depress&atilde;o, uma grande variabilidade na experiencia&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es negativas no funcionamento di&aacute;rio &eacute; tamb&eacute;m preditiva de sintomas de ansiedade (Neumann et al., 2011). Evid&ecirc;ncia recente sugere que a ansiedade, tal como a depress&atilde;o, tamb&eacute;m est&aacute; associada a d&eacute;fices nas emo&ccedil;&otilde;es positivas e sua regula&ccedil;&atilde;o (Gilbert, 2012; Kashdan, 2007).</p>     <p>Em contraste com a investiga&ccedil;&atilde;o que suporta a rela&ccedil;&atilde;o entre desregula&ccedil;&atilde;o emocional    e o desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es de internaliza&ccedil;&atilde;o, pouca investiga&ccedil;&atilde;o tem    sido realizada no desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es de externaliza&ccedil;&atilde;o, apesar    de tamb&eacute;m se caracterizarem por uma desregula&ccedil;&atilde;o do afeto, em especial da raiva,    para al&eacute;m da desregula&ccedil;&atilde;o comportamental (Silk et al., 2003). Apenas tem sido    verificado que uma maior intensidade de afeto negativo, n&iacute;veis mais elevados    de raiva e impulsividade est&atilde;o associados a problemas de comportamento e que    estes jovens apresentam estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional menos adaptativas    (Gilbert, 2012; McLaughlin et al., 2011; Silk et al., 2003; Suveg et al., 2007).</p>     <p>Apesar da associa&ccedil;&atilde;o comprovada entre os d&eacute;fices de regula&ccedil;&atilde;o emocional e a maioria das perturba&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas, a dire&ccedil;&atilde;o desta rela&ccedil;&atilde;o tem sido menos estudada. Na tentativa de ultrapassar esta limita&ccedil;&atilde;o, um estudo prospetivo de McLaughlin e colaboradores (2011) avaliou a rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca entre desregula&ccedil;&atilde;o emocional e sintomatologia psicopatol&oacute;gica (depress&atilde;o, ansiedade, comportamento agressivo e perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento alimentar). Os autores verificaram que os d&eacute;fices de regula&ccedil;&atilde;o emocional preveem altera&ccedil;&otilde;es subsequentes em sintomas de ansiedade, comportamento agressivo, e perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento alimentar, mas n&atilde;o ao n&iacute;vel da sintomatologia depressiva. Em contraste, a exist&ecirc;ncia de psicopatologia n&atilde;o prev&ecirc; altera&ccedil;&otilde;es subsequentes ao n&iacute;vel da desregula&ccedil;&atilde;o emocional. Estes resultados suportam o papel da desregula&ccedil;&atilde;o emocional como um importante fator transdiagn&oacute;stico que aumenta a o risco de desenvolvimento de diversas perturba&ccedil;&otilde;es na adolesc&ecirc;ncia (Gilbert, 2012; Gross &amp; John, 2003; Suveg et al., 2007).</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel das din&acirc;micas emocionais tamb&eacute;m fornece evid&ecirc;ncia da regula&ccedil;&atilde;o emocional como um fator transdiagn&oacute;stico. Adolescentes com rea&ccedil;&otilde;es emocionais mais inst&aacute;veis, uma regula&ccedil;&atilde;o menos eficaz de uma variedade de emo&ccedil;&otilde;es intensas, e uma maior variabilidade emocional apresentam n&iacute;veis mais elevados de problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o (Neuman et al., 2011; Silk et al., 2003). Finalmente, a labilidade emocional apresenta-se relacionada sobretudo com a comorbilidade entre perturba&ccedil;&otilde;es de internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o com cada um dos tipos de perturba&ccedil;&otilde;es por si s&oacute; (Stringaris &amp; Goodman, 2008).</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o acerca dos processos sociais e familiares sugere que a desregula&ccedil;&atilde;o emocional que ocorre em contextos interpessoais pode ter um papel etiol&oacute;gico importante no desenvolvimento de psicopatologia na adolesc&ecirc;ncia (Morris et al., 2007). A regula&ccedil;&atilde;o emocional tem sido considerada um mediador da rela&ccedil;&atilde;o entre o temperamento e processos familiares e o in&iacute;cio de perturba&ccedil;&otilde;es depressivas (Yap et al., 2007; Yap et al., 2010). Tamb&eacute;m Morris e colaboradores (2007) consideram que embora se verifiquem efeitos diretos do contexto familiar no funcionamento dos filhos (e.g., ao n&iacute;vel do desenvolvimento de psicopatologia de internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o), muitos dos efeitos no desenvolvimento psicossocial ocorrem atrav&eacute;s do impacto da fam&iacute;lia na regula&ccedil;&atilde;o emocional. Os autores defendem ainda que a socializa&ccedil;&atilde;o parental na regula&ccedil;&atilde;o emocional &eacute; particularmente importante na adolesc&ecirc;ncia. Verifica-se que adolescentes que permanecem muito dependentes dos pais para apoio na regula&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es podem estar em risco de desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es de internaliza&ccedil;&atilde;o, enquanto os adolescentes que recusam orienta&ccedil;&atilde;o emocional dos pais apresentam risco mais elevado de desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es de externaliza&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m disso, fam&iacute;lias em que h&aacute; depress&atilde;o parental apresentam maior desregula&ccedil;&atilde;o nas intera&ccedil;&otilde;es, com efeitos adversos na regula&ccedil;&atilde;o emocional e desenvolvimento de depress&atilde;o dos filhos adolescentes.</p>     <p>At&eacute; ao momento, a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores associados &agrave; compet&ecirc;ncia emocional de adolescentes tem sido associada sobretudo com as consequ&ecirc;ncias desenvolvimentais da desregula&ccedil;&atilde;o emocional com o prop&oacute;sito de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de psicopatologia. Contudo, tal como defendido pela abordagem da Psicologia Cl&iacute;nica Positiva (Wood &amp; Tarrier, 2010), &eacute; importante um foco no funcionamento negativo e positivo em todas as &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o. Numa recente revis&atilde;o da literatura, estes autores sublinham ser demasiado redutor estudar apenas o funcionamento positivo ou negativo, uma vez que ambos interagem na previs&atilde;o de resultados importantes e o bem estar &eacute; definido como um cont&iacute;nuo desde o extremo mal-estar at&eacute; ao funcionamento &oacute;timo.</p>     <p>Neste sentido, e no &acirc;mbito de estudo da regula&ccedil;&atilde;o emocional, evid&ecirc;ncia recente tem defendido que a capacidade de uma regula&ccedil;&atilde;o emocional bem sucedida tamb&eacute;m promove o funcionamento emocional e psicossocial saud&aacute;vel e adaptativo (John &amp; Gross, 2004). Adolescentes que experienciam emo&ccedil;&otilde;es positivas di&aacute;rias durante per&iacute;odos de stress parecem apresentar maior desenvolvimento de recursos mentais (e.g., maior capacidade de pensamento cr&iacute;tico e flexibilidade cognitiva), f&iacute;sicos e aumento da resili&ecirc;ncia face ao desenvolvimento de psicopatologia (Gilbert, 2012). A capacidade de regula&ccedil;&atilde;o emocional est&aacute; ainda relacionada com o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais, como o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de qualidade com os pares e maior envolvimento em comportamentos pr&oacute;-sociais (McLaughlin et al., 2011).</p>     <p>Um estudo de Freire e Tavares (2011) com adolescentes verificou a import&acirc;ncia das estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional propostas por Gross (1998) para o bem-estar subjetivo e psicol&oacute;gico de adolescentes. Os resultados demonstram que os jovens que usam a reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva no processo de regula&ccedil;&atilde;o emocional s&atilde;o mais felizes e satisfeitos com as suas vidas. Por sua vez a utiliza&ccedil;&atilde;o da supress&atilde;o emocional apresenta uma associa&ccedil;&atilde;o negativa com todas as medidas de bem-estar.</p>     <p>Estes resultados v&ecirc;m de encontro &agrave; conceptualiza&ccedil;&atilde;o de Steinberg (2005) de que a adolesc&ecirc;ncia constitui um per&iacute;odo com riscos e oportunidades em termos do desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional. Ou seja, as dificuldades e d&eacute;fices ao n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o emocional podem apresentar um impacto negativo nas trajet&oacute;rias de vida a longo prazo estabelecidas durante este per&iacute;odo (e.g., comportamentos e h&aacute;bitos saud&aacute;veis, compet&ecirc;ncias sociais, desenvolvimento de psicopatologia). Contudo, o desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional e a sua utiliza&ccedil;&atilde;o de forma adaptativa tamb&eacute;m se podem traduzir em oportunidades para a defini&ccedil;&atilde;o de um desenvolvimento positivo e funcionamento &oacute;timo (e.g., estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de qualidade com os pares, envolvimento em comportamento pr&oacute;-sociais, maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e autoestima) (Gilbert, 2012; Yap et al., 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>AVALIA&Ccedil;&Atilde;O E MEDIDA DA REGULA&Ccedil;&Atilde;O EMOCIONAL</p>     <p>Dada a multiplicidade de processos envolvidos na regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es (e.g.,    express&otilde;es comportamentais, avalia&ccedil;&otilde;es cognitivas e objetivos intra e interpessoais)    (Gross et al., 2006; Thompson, 1991) um dos maiores desafios da investiga&ccedil;&atilde;o    tem sido o desenvolvimento e utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o apropriados    (Cole, Martin, &amp; Dennis, 2004).</p>     <p>Um dos m&eacute;todos mais utilizados para estudar a regula&ccedil;&atilde;o emocional tem sido    os question&aacute;rios de autorrelato retrospetivos. Para al&eacute;m da conceptualiza&ccedil;&atilde;o    te&oacute;rica da regula&ccedil;&atilde;o emocional, Gross e John (2003) desenvolveram uma medida    de avalia&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as individuais ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias    de regula&ccedil;&atilde;o emocional (reavalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e supress&atilde;o emocional) – o <i>Emotion    Regulation Questionnaire </i>(ERQ). Este instrumento de autorrelato encontra-se    validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa na sua vers&atilde;o para adultos (Vaz &amp; Martins,    2009) e para adolescentes (Teixeira, Silva, Tavares, &amp; Freire, 2014).</p>     <p>Na maioria dos estudos com medidas retrospetivas os adolescentes devem imaginar que uma determinada experi&ecirc;ncia emocional ocorreu ou nomear uma experi&ecirc;ncia que tenha ocorrido na &uacute;ltima semana ou m&ecirc;s. A partir da&iacute; respondem a um conjunto de quest&otilde;es acerca de como responderiam ou responderam a tal situa&ccedil;&atilde;o. Contudo, com esta metodologia n&atilde;o &eacute; claro se as estrat&eacute;gias e processos regulat&oacute;rios reportados pelos adolescentes refletem adequadamente os seus comportamentos em situa&ccedil;&otilde;es reais, uma vez que podem refletir o que sabem que devem fazer, em vez do que realmente fariam ou fizeram num determinado momento (Silk et al., 2003).</p>     <p>Na tentativa de ultrapassar esta limita&ccedil;&atilde;o, estudos recentes t&ecirc;m destacado a import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos de recolha de dados em tempo real, os quais poder&atilde;o fornecer informa&ccedil;&atilde;o mais contextualizada e imediata acerca da utiliza&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias regulat&oacute;rias nas experi&ecirc;ncias subjetivas di&aacute;rias (Freire &amp; Tavares, 2011; Gilbert, 2012). O principal exemplo deste m&eacute;todo &eacute; o <i>Experience Sampling Method (ESM) </i>(Csikszentmihalyi &amp; Larson, 1987), que permite caracteri- za&ccedil;&otilde;es ecologicamente v&aacute;lidas das experi&ecirc;ncias decorrentes da vida di&aacute;ria, incluindo o contexto f&iacute;sico (e.g., per&iacute;odo do dia, lugares), contexto social (e.g., companhia), atividades, pensamentos e sentimentos experienciados. A principal potencialidade deste m&eacute;todo face aos m&eacute;todos retrospetivos &eacute; o registo das experi&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos antes de serem filtradas pela mem&oacute;ria ou alteradas atrav&eacute;s da autorreflex&atilde;o subsequente (Hektner et al., 2007). Este m&eacute;todo tem sido utilizado em estudos que relacionam a experi&ecirc;ncia subjetiva di&aacute;ria de adolescentes com vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas e fisiol&oacute;gicas (e.g., Freire, Fonte, &amp; Lima, 2007; Matias, Nicolson, &amp; Freire, 2011).</p>     <p>Uma vez que a investiga&ccedil;&atilde;o tem verificado discrep&acirc;ncias entre relatos retrospetivos globais e medidas em tempo real, Scollon, Kim-Prieto e Diener (2003), defendem a ado&ccedil;&atilde;o de uma abordagem multim&eacute;todo, que se caracteriza pela utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes tipos de medidas, permitindo estudar os efeitos decorrentes das mesmas. Nesta mesma perspetiva, as autoras deste artigo est&atilde;o a desenvolver uma investiga&ccedil;&atilde;o acerca da regula&ccedil;&atilde;o emocional em que &eacute; utilizada uma abordagem multim&eacute;todo atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o de medidas de autorrelato retrospetivas e medidas em tempo real. De acordo com Larsen e Prizmic-Larsen (2006) o uso de diferentes m&eacute;todos n&atilde;o s&oacute; aumenta a quantidade de dados recolhidos como fornece evid&ecirc;ncia complementar que talvez n&atilde;o fosse t&atilde;o facilmente percebida atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de apenas um m&eacute;todo de recolha de dados.</p>     <p>Esta estrat&eacute;gia justifica-se sobretudo na &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o emocional, em que &eacute; defendida a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos m&eacute;todos para avaliar processos relacionados com as emo&ccedil;&otilde;es e sua regula&ccedil;&atilde;o dado constitu&iacute;rem construtos bastante abrangentes e multidimensionais inferidos a partir de m&uacute;ltiplos indicadores (Cole et al., 2004; Zeman et al., 2007). Apesar do seu reconhecimento te&oacute;rico, ao n&iacute;vel dos estudos nem sempre se verifica a aplica&ccedil;&atilde;o desta abordagem multim&eacute;todo. Segundo uma revis&atilde;o recente da literatura (Adrian, Zeman, &amp; Veits, 2011) acerca dos m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o emocional em crian&ccedil;as e adolescentes ao longo dos &uacute;ltimos 35 anos, para al&eacute;m de existir uma grande diversidade de m&eacute;todos e consequentes diferen&ccedil;as na compreens&atilde;o destes processos, verificou que 61.1% dos artigos publicados utilizaram apenas um m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>CONCLUS&Atilde;O  GERAL</p>     <p>Embora ainda seja recente o foco de investiga&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o emocional na    adolesc&ecirc;ncia, verificam-se importantes contribui&ccedil;&otilde;es dos estudos para a compreens&atilde;o    da sua influ&ecirc;ncia na defini&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias desenvolvimentais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os v&aacute;rios estudos realizados t&ecirc;m permitido a introdu&ccedil;&atilde;o de novas abordagens e conceitos para aumentar a compreens&atilde;o destes processos assim como aperfei&ccedil;oar os seus aspetos metodol&oacute;gicos. Destaca-se o reconhecimento da import&acirc;ncia da fam&iacute;lia, em especial dos pais, como agentes de socializa&ccedil;&atilde;o emocional na adolesc&ecirc;ncia e o seu papel na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento bem- sucedido dos filhos. A recente import&acirc;ncia do estudo dos processos regulat&oacute;rios na sua associa&ccedil;&atilde;o com o funcionamento &oacute;timo tem permitido complementar o tradicional foco na desregula&ccedil;&atilde;o emocional e psicopatologia numa perspetiva remediativa e de interven&ccedil;&atilde;o, com uma perspetiva de promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento. Finalmente, os avan&ccedil;os metodol&oacute;gicos com a inclus&atilde;o de medidas de avalia&ccedil;&atilde;o em tempo real e a sua combina&ccedil;&atilde;o com outros m&eacute;todos t&ecirc;m contribu&iacute;do para uma avalia&ccedil;&atilde;o mais rigorosa e completa dos diferentes processos regulat&oacute;rios.</p>     <p>Apesar destes avan&ccedil;os significativos, investiga&ccedil;&otilde;es futuras dever&atilde;o centrar-se na integra&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o dos diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias de regula&ccedil;&atilde;o emocional nesta fase do ciclo de vida. Este artigo traduz o quadro concetual subjacente &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o a ser desenvolvida atrav&eacute;s da abordagem multim&eacute;todo, onde se estuda a regula&ccedil;&atilde;o emocional na vida di&aacute;ria de adolescentes e seus pais, nas suas liga&ccedil;&otilde;es &agrave; psicopatologia e funcionamento &oacute;timo. O conhecimento destes fen&oacute;menos poder&aacute; ajudar a compreender diferen&ccedil;as individuais na sa&uacute;de mental e funcionamento &oacute;timo, com as suas implica&ccedil;&otilde;es na interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento na adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS</p>     <!-- ref --><p>Adrian, M., Zeman, J., &amp; Veits, G. (2011). Methodological implications    of the affect revolution: A 35-year review of emotion regulation assessment    in children. <i>Journal of Experimental Child Psychology, 110, </i>171-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-8231201400020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Aldao, A., Nolen-Hoeksema, S., &amp; Schweizer, S. (2010). Emotion-regulation    strategies across psychopathology: A meta-analytic review. <i>Clinical Psychology    Review</i>, <i>30</i>, 217-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-8231201400020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bariola, E., Gullone, E., &amp; Hughes, E. K. (2011). Child and adolescent    emotion regulation: The role of parental emotion regulation and expression.    <i>Clinical Child and Family Psychology Review</i>, <i>14</i>, 198-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201400020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bariola, E., Hughes, E. K., &amp; Gullone, E. (2012). Relationships between    parent and child emotion regulation: A brief report. <i>Journal of Child and    Family Studies, 21, </i>443-448.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-8231201400020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cole, P. M., Martin, S. E., &amp; Dennis, T. A. (2004). Emotion regulation    as a scientific construct: Methodological challenges and directions for child    development research. <i>Child Development</i>, <i>75</i>(2) 317-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201400020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Csikszentmihalyi, M., &amp; Larson, R. (1987).Validity and reliability of the    experience sampling method. <i>Journal of Nervous and Mental Disease</i>, <i>175</i>,    526-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201400020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, T., &amp; Tavares, D. (2011). Influ&ecirc;ncia da autoestima, da regula&ccedil;&atilde;o    emocional e do g&eacute;nero no bem-estar subjetivo e psicol&oacute;gico de adolescentes.    <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</i>, <i>38</i>(5), 184-188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201400020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, T., Fonte, C., &amp; Lima, I. (2007). As experi&ecirc;ncias &oacute;timas na vida    di&aacute;ria de adolescentes: Implica&ccedil;&otilde;es para um desenvolvimento positivo. <i>Psicologia,    Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura</i>, <i>XI</i>(2), 223-242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201400020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gilbert, K. (2012). The neglected role of positive emotion in adolescent psychopathology.    <i>Clinical Psychology Review, 32</i>, 467-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201400020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gross, J. J. (1998). The emerging field of emotion regulation: An integrative    review. <i>Review of General Psychology, 2, </i>271-299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201400020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gross, J. J. (2002). Emotion regulation: Affective, cognitive, and social consequences.    <i>Psychophysiology, 39</i>, 281-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201400020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gross, J. J., &amp; John, O. P. (2003). Individual differences in two emotion    regulation processes: Implications for affect, relationships, and well-being.    <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, <i>85</i>(2), 348-362.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201400020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gross, J. J., &amp; Thompson, R. A. (2007). Emotion regulation: Conceptual    foundations. In J. J. Gross (Ed.), <i>Handbook of emotion regulation</i> (pp.    3-24). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201400020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gross, J. J., Richards, J. M., &amp; John, O. P. (2006). Emotion regulation    in everyday life. In D. K. Snyder, J. A. Simpson, &amp; J. N. Hughes (Eds.),    <i>Emotion regulation in families: Pathways to dysfunction and health </i>(pp.    13-35). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201400020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gullone, E., Hughes, E. K., King, N. J., &amp; Bruce, T. (2010). The normative    development of emotion regulation strategy use in children and adolescents:    a two year follow-up study. <i>Journal of Child and Psychology and Psychiatry,    51(5)</i>, 567-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201400020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gunlicks-Stoessel, M., &amp; Powers, S. I. (2008). Adolescents’ emotional experiences of mother-adolescent conflict predict internalizing and externalizing symptoms. <i>Journal of Research on Adolescence, 18</i>(4), 621-642.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201400020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hall, G. S. (1904). <i>Adolescence: Its psychology and its relations to physiology,    anthropology, sociology, sex, crime, religion, and education. </i>New York:    Appleton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hektner, J., Schmidt, J. A., &amp; Csikszentmihalyi, M. (2007). <i>Experience    sampling: Measuring the quality of everyday life</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201400020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Helsen, M., Vollebergh, W., &amp; Meeus, W. (2000). Social support from parents    and friends and emotional problems in adolescence. <i>Journal of Youth and Adolescence,    29</i>(3), 319-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201400020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jaffe, M., Gullone, E., &amp; Hughes, E. K. (2010). The roles of temperamental    dispositions and perceived parenting behaviours in the use of two emotion regulation    strategies in late childhood. <i>Journal of Applied Developmental Psychology,    31, </i>47-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201400020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jazaieri, H., Urry, H. L., &amp; Gross, J. J. (2013). Affective disturbance    and psychopathology: An emotion regulation perspective. <i>Journal of Experimental    Psychopathology, 4</i>(5), 584-599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201400020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>John, O. P., &amp; Gross, J. J. (2004). Healthy and unhealthy emotion regulation:    Personality processes, individual differences, and life span development. <i>Journal    of Personality, 72</i>(6), 1301-1334.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201400020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kashdan, T. B. (2007). New developments in emotion regulation with an emphasis    on the positive spectrum of human functioning. <i>Journal of Happiness Studies,    8, </i>303-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201400020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Kerr, M. E., &amp; Bowen, M. (1988). <i>Family evaluation</i>. New York: Norton.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Larsen, R. J., &amp; Prizmic-Larsen, Z. (2006). Measuring emotions: Implications    of a multimethod perspective. <i>In</i> M. Eid &amp; E. Diener (Eds.), <i>Handbook    of multimethod measurement in psychology </i>(pp. 337-351). Washington, DC:    American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201400020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Larson, R. W., &amp; Richards, M. H. (1994). Family emotions: Do young adolescents    and their parents experience the same states? <i>Journal of Research on Adolescence,    4</i>(4), 567-583.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Larson, R., Moneta, G., Richards, M., &amp; Wilson, S. (2002). Continuity,    stability, and change in daily emotional experience across adolescence. <i>Child    Development</i>, <i>4</i>(73), 1151-1165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matias, G.P., Nicolson, N. A., &amp; Freire, T. (2011). Solitude and cortisol:    Associations with state and trait affect in daily life. <i>Biological Psychology,    86</i>, 314-319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McLaughlin, K. A., Hatzenbuehler, M. L., Mennin, D. S., &amp; Nolen-Hoeksema,    S. (2011). Emotion dysregulation and adolescent psychopathology: A prospective    study. <i>Behaviour Research and Therapy, 49, </i>544-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morris, A. S., Silk, J. S., Steinberg, L., Myers, S. S., &amp; Robinson, L.    R. (2007). The role of the family context in the development of emotion regulation.    <i>Social Devolopment</i>, <i>16</i>(2), 361-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201400020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nelson, D. R., Hammen, C., Brennan, P. A., &amp; Ullman, J. B. (2003). The    impact of maternal depression on adolescent adjustment: The role of expressed    emotion. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 71</i>(5), 935-944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201400020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neumann, A., Lier, P. A. C., Frijns, T., Meeus, W., &amp; Koot, H. M. (2011).    Emotional dynamics in the development of early adolescent psychopathology: A    one-year longitudinal study. <i>Journal of Abnormal Child Psychology, 39</i>(5)<i>,    </i>657-669.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201400020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schneiders, J., Nicolson, N. A., Berkhof, J., Feron, F. J., van Os, J., &amp;    de Vries, M. W. (2006). Mood reactivity to daily negative events in early adolescence:    Relationship to risk for psychopathology. <i>Developmental Psychology</i>, <i>42</i>(3),    543-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201400020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Scollon, C. N., Kim-Prieto, C., &amp; Diener, E. (2003). Experience sampling    method: Promises and pitfalls, strengths and weaknesses. <i>Journal of Happiness    Studies, 4, </i>5-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silk, J. S., Steinberg, L., &amp; Morris, A. S. (2003). Adolescent’s emotion    regulation in daily life: Links to depressive symptoms and problem behavior.    <i>Child Development, 6</i>(74), 1869-1880.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Steinberg, L. (2005). Cognitive and affective development in adolescence. <i>Trends in Cognitive Sciences, 9</i>(2), 69-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201400020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stringaris, A., &amp; Goodman, R. (2008). Mood lability and psychopathology    in youth. <i>Psychological Medicine, 39</i>(08), 1237-1245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201400020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Suveg, C., Southam-Gerow, M., Goodman, K. L., &amp; Kendall, P. C. (2007).    The role of theory and research in child therapy development. <i>Clinical Psychology:    Science and Practice</i>, <i>14</i>(4), 357-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Teixeira, A., Silva, E., Tavares, D., &amp; Freire, T. (2014). <i>Portuguese    validation of the emotion regulation questionnaire for children and adolescents    (ERQ-CA): Relations with self-esteem and life satisfaction. </i>Manuscrito submetido    para publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <!-- ref --><p>Thompson, R. A. (1991). Emotion regulation and emotional development. <i>Educational    Psychology Review, 3</i>(4), 269-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vaughn, C., &amp; Leff, J. (1976). The measurement of expressed emotion in    the families of psychiatric patients. <i>British Journal of Social and Clinical    Psychology</i>, 15, 157-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201400020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vaz, F., &amp; Martins, C. (2009). <i>Diferencia&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional na    idade adulta: Tradu&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de dois instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o para a    popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado n&atilde;o publicada, Universidade    do Minho, Braga, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201400020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wedig, M. M., &amp; Nock, M. (2007). Parental expressed emotion and adolescent    self-injury. <i>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry</i>,    <i>46</i>(9), 1171-1178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201400020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wood, A. M., &amp; Tarrier, N. (2010). Positive clinical psychology: A new    vision and strategy for integrated research and practice. <i>Clinical Psychology    Review, 30, </i>819-829.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201400020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yap, M. B. H., Allen, N. B., &amp; Sheeber, L. (2007). Using an emotion regulation    framework to understand the role of temperament and family processes in risk    for adolescent depressive disorders. <i>Clinical Child and Family Psychology</i>,    <i>10</i>(2), 180-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201400020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yap, M. B. H., Schwartz, O. S., Byrne, M. L., Simmons, J. G., &amp; Allen,    N. B. (2010). Maternal positive and negative interaction behaviors and early    adolescents’ depressive symptoms: Adolescent emotion regulation as a mediator.    <i>Journal of Research on Adolescence, 20</i>(4), 1014-1043.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201400020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zeman, J., Klimes-Dougan, B., Cassano, M., &amp; Adrian, M. (2007). Measurement    issues in emotion research with children and adolescents. <i>Clinical Psychology:    Science and Practice</i>, <i>13</i>(4), 377-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201400020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este    artigo dever&aacute; ser enviada para: Eliana Silva, Escola de Psicologia, Universidade    do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:id4267@alunos.uminho.pt">id4267@alunos.uminho.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 11/10/2013                                                                                                      Aceita&ccedil;&atilde;o: 20/03/2014</p>      ]]></body><back>
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