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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A homofobia perspetivada à luz da abordagem da identidade social: Níveis de autodefinição identitária e atitude em relação a pessoas homossexuais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Social identity approach (cf. Turner & Reynolds, 2004) proposes the existence of a basic motivation to acquire a positive social identity, which sets of intergroup differentiation strategies. When social self- definition level is contextually salient, such group processes emerge, namely manifested by the discrimination of relevant outgroup members. It is the purpose of the present study to test the relation between the levels of self-definition and the attitude directed at homosexual people. Participants (N=184) answered to several dependent measures: value ascribed to personal and social levels of self-definition (PSIS; Monteiro, Ribeiro, & Serôdio, 2009), measures of attitudes toward homosexuals and of rejection to proximity with homosexuals (Pereira, Monteiro, & Camino, 2009). Results showed that negative differentiation attitudes towards homosexuals emerged when strong appreciation of personal self-definition was concomitant with a context that focused participants on this same level of identity. Results also showed that younger participants who were focused on the social dimension of their identity reported more favorable attitudes towards homosexuals than those focused on the personal dimension, and also that a reverse pattern occurred amongst older participants. We discuss the extent to which such pattern indicates the emergence of a norm of non-discrimination towards homosexual people.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Homofobia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Níveis de autodefinição da identidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Atitudes e discriminação em relação a pessoas homossexuais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A homofobia perspetivada &agrave; luz da abordagem da identidade social: N&iacute;veis    de autodefini&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria e atitude em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais</b>  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Irene Santos Gomes*; Rui Guedes Ser&ocirc;dio*</b></p>     <p>* FPCE, Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A abordagem da identidade social (cf. Turner &amp; Reynolds, 2004) defende a exist&ecirc;ncia de uma motiva&ccedil;&atilde;o-base para aquisi&ccedil;&atilde;o de uma identidade social positiva, que est&aacute; na g&eacute;nese das estrat&eacute;gias de diferencia&ccedil;&atilde;o intergrupal. Quando &eacute; contextualmente saliente o n&iacute;vel social da identidade, emergem tais processos grupais, nomeadamente a manifesta&ccedil;&atilde;o de comportamentos discriminat&oacute;rios face a membros de exogrupos relevantes. &Eacute; prop&oacute;sito deste estudo testar a rela&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de autodefini&ccedil;&atilde;o e a atitude dirigida &agrave;s pessoas homossexuais.</p>     <p>Os 184 participantes responderam a v&aacute;rias medidas: valoriza&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis pessoal e social de autodefini&ccedil;&atilde;o (EIPS; Monteiro, Ribeiro, &amp; Ser&ocirc;dio, 2009), medidas de atitudes em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais e de rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais (Pereira, Monteiro, &amp; Camino, 2009).</p>     <p>Os resultados mostraram que quando &agrave; forte valoriza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel pessoal de autodefini&ccedil;&atilde;o se conjugou um contexto que focaliza na identidade pessoal, emergiram atitudes de diferencia&ccedil;&atilde;o negativa face a pessoas homossexuais. Verificou-se tamb&eacute;m que os jovens focalizados na dimens&atilde;o social da sua identidade reportaram atitudes mais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais, do que aqueles focalizados na dimens&atilde;o pessoal, verificando-se padr&atilde;o inverso entre os adultos. Discutimos em que medida este padr&atilde;o indicia a emerg&ecirc;ncia de uma norma de n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o das pessoas homossexuais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Homofobia, N&iacute;veis de autodefini&ccedil;&atilde;o da identidade, Atitudes    e discrimina&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Social identity approach (cf. Turner &amp; Reynolds, 2004) proposes the existence    of a basic motivation to acquire a positive social identity, which sets of intergroup    differentiation strategies. When social self- definition level is contextually    salient, such group processes emerge, namely manifested by the discrimination    of relevant outgroup members. It is the purpose of the present study to test    the relation between the levels of self-definition and the attitude directed    at homosexual people.</p>     <p>Participants (<i>N</i>=184) answered to several dependent measures: value ascribed    to personal and social levels of self-definition (PSIS; Monteiro, Ribeiro, &amp;    Ser&ocirc;dio, 2009), measures of attitudes toward homosexuals and of rejection to    proximity with homosexuals (Pereira, Monteiro, &amp; Camino, 2009). Results    showed that negative differentiation attitudes towards homosexuals emerged when    strong appreciation of personal self-definition was concomitant with a context    that focused participants on this same level of identity. Results also showed    that younger participants who were focused on the social dimension of their    identity reported more favorable attitudes towards homosexuals than those focused    on the personal dimension, and also that a reverse pattern occurred amongst    older participants. We discuss the extent to which such pattern indicates the    emergence of a norm of non-discrimination towards homosexual people.</p>     <p><b>Key-words</b>: Homophobia, Self-definition levels of identity, Attitudes    and discrimination towards homosexual people. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em 1972 foi publicado o livro de Weinberg “<i>Society and the Healthy Homosexual</i>”,    onde foi introduzido o conceito de <i>homofobia </i>e em 1973 a homossexualidade    foi removida do DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders).    Estes dois acontecimentos tiveram importantes consequ&ecirc;ncias na despatologiza&ccedil;&atilde;o    da homossexualidade e foram fundamentais para a investiga&ccedil;&atilde;o sobre as atitudes    dos heterossexuais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas homossexuais (Herek, 1994).</p>     <p>A <i>homofobia </i>foi definida por Herek (2000) como uma atitude negativa direcionada a uma pessoa resultante da sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual e est&aacute;, segundo Carneiro (2009), ao servi&ccedil;o de um sistema ideol&oacute;gico heterossexista, que dificulta a aceita&ccedil;&atilde;o da diversidade sexual.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Inqu&eacute;ritos realizados ao longo dos anos 70 e 80 mostraram que as atitudes em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; homossexualidade se tornaram mais favor&aacute;veis (e.g., Yang, 1997), assistindo-se    a uma crescente aceita&ccedil;&atilde;o relativamente aos direitos civis fundamentais das    pessoas homossexuais e tamb&eacute;m a uma crescente relut&acirc;ncia em tolerar discrimina&ccedil;&atilde;o    baseada na orienta&ccedil;&atilde;o sexual das pessoas. No entanto, a maioria das pessoas    heterossexuais continuam a condenar moralmente a homossexualidade e a rejeitar    ou sentir-se pessoalmente desconfort&aacute;veis com pessoas homossexuais (e.g., Herek,    1991). Ou, nas palavras de Matias (2007) “(...) Verificando-se actualmente uma    maior abertura relativamente &agrave;s pessoas que se identificam como n&atilde;o sendo heterossexuais,    podemos igualmente observar tentativas constantes e sub-rept&iacute;cias de questionar    os avan&ccedil;os sociais propostos por essa popula&ccedil;&atilde;o, nomeadamente em quest&otilde;es de    parentalidade ou de reconhecimento por parte da sociedade quanto &agrave;s suas rela&ccedil;&otilde;es    &iacute;ntimas.”</p>     <p>Algumas investiga&ccedil;&otilde;es recentes continuam a fornecer dados acerca da exist&ecirc;ncia    de discrimina&ccedil;&atilde;o baseada na orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Lacerda, Pereira e Camino (2002),    constataram que tr&ecirc;s quartos de um total de 220 estudantes universit&aacute;rios se    mostraram preconceituosos em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais. Pereira, Torres,    Pereira e Falc&atilde;o (2011), verificaram num estudo com 374 estudantes de teologia,    que todos manifestaram preconceito relativamente a pessoas homossexuais e Costa    e Davies (2012), encontraram resultados similares junto de uma amostra de 188    jovens do ensino secund&aacute;rio. Outros estudos que v&atilde;o no mesmo sentido s&atilde;o os    de Herek (2007), em que 38% dos homens gay e 11 a 13% das mulheres l&eacute;sbicas    e dos homens e mulheres bissexuais, reportaram terem sido alvo de viol&ecirc;ncia    ou crimes de propriedade, decorrentes da sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual. E tamb&eacute;m os    de Moreno e Bondenhausem (2001) que encontraram numa amostra de estudantes de    psicologia, que se definiam como igualit&aacute;rios, a manifesta&ccedil;&atilde;o de preconceito    naqueles que reportavam val&ecirc;ncia afetiva antigay elevada, quando lhes era fornecida    uma pista situacional aparentemente legitimadora de avalia&ccedil;&otilde;es negativas.</p>     <p>Outras investiga&ccedil;&otilde;es tentam perceber que vari&aacute;veis predizem o preconceito homof&oacute;bico.    Assim, foi poss&iacute;vel identificar um conjunto de vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e    psicol&oacute;gicas que aparecem sistematicamente associadas &agrave; atitude das pessoas    heterossexuais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas homossexuais. A saber, as pessoas com uma    atitude negativa em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais: (1) tendem a ter atitudes    mais conservadoras face aos pap&eacute;is de g&eacute;nero (e.g., Gato &amp; Fontaine, 2011;    Herek, 1991, 1994; Simon, 1998); (2) s&atilde;o do sexo masculino (e.g., Seltzer, 1992,    in Crawford, McLeod, Zamboni, &amp; Jordan, 1999; Gato &amp; Fontaine, 2011);    (3) t&ecirc;m uma maior tend&ecirc;ncia para serem mais religiosas e subscreverem ideologias    morais mais conservadoras (e.g., Herek, 1991, 1994; Marsiglio, 1993, Seltzer,    1992, in Crawford et al., 1999; Simon, 1998), (4) s&atilde;o mais velhas e t&ecirc;m n&iacute;veis    de escolaridade mais baixos (e.g., Herek, 1991; Simon, 1998), e (5) s&atilde;o mais    propensas a apresentarem valores baixos de contato pessoal com pessoas homossexuais    (e.g., Gato &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991, 1994; Simon, 1998).</p>     <p>Gato e Fontaine (2011) identificaram numa amostra de 385 estudantes portugueses do ensino superior (36% de homens e 64% de mulheres), um conjunto de correlatos das atitudes negativas face &agrave; homossexualidade. Por exemplo, conclu&iacute;ram que 20% da amostra reportou atitudes desfavor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais e que algumas vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e valores sociais tamb&eacute;m lhe est&atilde;o associados. Entre estas, ser do sexo masculino, ter baixa familiaridade com pessoas homossexuais, ou ter valores sociais de conserva&ccedil;&atilde;o e autopromo&ccedil;&atilde;o (por oposi&ccedil;&atilde;o a valores sociais de autotranscend&ecirc;ncia e de abertura &agrave; mudan&ccedil;a), tem associa&ccedil;&atilde;o direta com atitudes mais desfavor&aacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Alguns indicadores da discrimina&ccedil;&atilde;o das pessoas homossexuais em Portugal</i></p>     <p>Na an&aacute;lise &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em Portugal, centramo-nos, num primeiro momento, nos    dados provenientes de sondagens europeias, nas quais Portugal se inclui, relativos    especificamente a atitudes face a esta categoria social, e, de seguida, em evolu&ccedil;&otilde;es    hist&oacute;ricas, legais e pol&iacute;ticas recentes que sustentam mudan&ccedil;as sociais com potencial    impacto relevante em v&aacute;rios dom&iacute;nios da vida das pessoas LGBT.</p>     <p>Por exemplo, verifica-se pelos dados recentes do Eurobar&oacute;metro (2012), que    os portugueses, quando questionados acerca do n&iacute;vel de conforto que sentiriam    se uma pessoa gay, l&eacute;sbica ou bissexual ocupasse o cargo pol&iacute;tico mais elevado    no seu pa&iacute;s, reportaram um n&iacute;vel de conforto de 5.7 (escala de 1=<i>totalmente    desconfort&aacute;vel </i>a 10=<i>totalmente confort&aacute;vel</i>), contra uma m&eacute;dia europeia    de 6.6. Adicionalmente, dos 8 grupos considerados (mulher, pessoa com incapacidade,    pessoa com uma religi&atilde;o n&atilde;o-maiorit&aacute;ria, pessoa com orienta&ccedil;&atilde;o sexual gay, l&eacute;sbica    ou bissexual, pessoa de etnia n&atilde;o-maiorit&aacute;ria, pessoa com menos de 30 anos de    idade, pessoa transg&eacute;nero/transsexual e pessoa com mais de 75 anos de idade),    apenas manifestaram n&iacute;veis de conforto inferiores (5.5) para pessoa transg&eacute;nero/transsexual.    Por seu turno, na Europa os grupos que pontuaram mais baixo foram pessoa transg&eacute;nero/transexual,    com 5.7 e pessoas acima dos 75 anos de idade, com 5.4.</p>     <p>Assistimos tamb&eacute;m na atualidade &agrave; emerg&ecirc;ncia de um conjunto de evolu&ccedil;&otilde;es legais relativas aos direitos civis das minorias sexuais. Os casais homossexuais passaram, em 2001, a estarem tamb&eacute;m inclu&iacute;dos na Lei das Uni&otilde;es de Facto, em 2004 foi a aprovada a inclus&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o sexual no Princ&iacute;pio da Igualdade (artigo 13) da Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa e, atrav&eacute;s da lei 9/2010, foi aprovada da possibilidade do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>     <p>Depois de tra&ccedil;ado um panorama geral a respeito do preconceito homof&oacute;bico, passamos a apresentar em tra&ccedil;os gerais, o enquadramento te&oacute;rico que utilizaremos nesta investiga&ccedil;&atilde;o, para analisarmos a atitude face a pessoas homossexuais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Abordagem da identidade social e preconceito</i></p>     <p>A categoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo cognitivo global fundamental, que possibilita    o agrupamento dos objetos de acordo com caracter&iacute;sticas comuns, permitindo um    acesso mais f&aacute;cil &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es relevantes acerca dessas categoria (e.g., Herek,    1998). O processo de categoriza&ccedil;&atilde;o engloba tamb&eacute;m a categoriza&ccedil;&atilde;o social, ou    seja, a categoriza&ccedil;&atilde;o dos seres humanos.</p>     <p>A categoriza&ccedil;&atilde;o social tem implica&ccedil;&otilde;es diretas sobre o <i>self</i>, na medida em que implica a auto- categoriza&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, que se percebe a si mesmo como membro de uma categoria social, com cujos membros compartilha uma identidade social comum (e.g., Hogg &amp; Abrams, 1988), definindo as rela&ccedil;&otilde;es categ&oacute;ricas entre o <i>self </i>e os outros, sejam estes membros do endogrupo, ou membros do exogrupo (e.g., Hogg &amp; Abrams, 1988).</p>     <p>Tajfel (1959, in Brown, 1995) apontou duas consequ&ecirc;ncias cognitivas da categoriza&ccedil;&atilde;o: (1) diferen&ccedil;as pr&eacute;-existentes entre as categorias ser&atilde;o acentuadas e (2) diferen&ccedil;as pr&eacute;-existentes dentro das categorias ser&atilde;o atenuadas – o chamado processo de <i>acentua&ccedil;&atilde;o percetiva </i>(Tajfel &amp; Wilkes, 1963).</p>     <p>De acordo com a abordagem da identidade social (Tajfel, 1978; Tajfel &amp; Turner, 1986; Turner, 1975), a acentua&ccedil;&atilde;o percetiva e vi&eacute;s endogrupal s&atilde;o fundamentais para a forma&ccedil;&atilde;o dos estere&oacute;tipos (e.g., Oakes, Haslam, &amp; Turner, 1994), que s&atilde;o definidos como “generaliza&ccedil;&otilde;es sobre as pessoas baseadas na sua perten&ccedil;a categorial” (Hogg &amp; Abrams, 1988, p. 65). De acordo com esta abordagem, os estere&oacute;tipos e preconceitos s&atilde;o o resultado de um processo psicol&oacute;gico adaptativo e racional, que serve fun&ccedil;&otilde;es sociais fundamentais e, nomeadamente, prop&oacute;sitos grupais espec&iacute;ficos (e.g., Tajfel, 1981), sendo a busca de uma identidade social positiva a base do preconceito e da discrimina&ccedil;&atilde;o intergrupal.</p>     <p>Estereotipar e discriminar s&atilde;o comportamentos de natureza essencialmente social, dado que derivam de processos que, embora sejam cognitivos, t&ecirc;m por base rela&ccedil;&otilde;es intra e intergrupais, e s&atilde;o defin&iacute;veis, de acordo com Tajfel e Turner (1986), num <i>continuum </i>que varia entre o comportamento interpessoal e o comportamento intergrupal.</p>     <p>A teoria da auto-categoriza&ccedil;&atilde;o (Turner, Hogg, Oakes, Reicher, &amp; Wetherell,    1987) deriva da teoria da identidade social, e assenta nesta distin&ccedil;&atilde;o entre    o comportamento interpessoal e intergrupal, e da possibilidade de uma distin&ccedil;&atilde;o    paralela entre a identidade pessoal e a identidade social (Turner, 1978, 1982,    in Turner &amp; Reynolds, 2004).</p>     <p>Dependendo do n&iacute;vel de identidade saliente num determinado momento, o comportamento &eacute; qualitativamente diferente (e.g., Hogg &amp; Abrams, 1988) e &agrave; medida que passamos de uma defini&ccedil;&atilde;o individual do <i>self </i>para uma defini&ccedil;&atilde;o do <i>self </i>em termos de identidade social, o comportamento grupal emerge (e.g., Turner &amp; Reynolds, 2004).</p>     <p>Identidade e homofobia. Quando os indiv&iacute;duos se encontram num contexto que    torna saliente as suas perten&ccedil;as grupais, passam a manifestar atitudes e comportamentos    de natureza grupal, que servem o prop&oacute;sito fundamental de contribu&iacute;rem para    uma identidade social positiva. Segundo a teoria da autocategoriza&ccedil;&atilde;o, esta    identidade grupal pode ser amea&ccedil;ada pela falta de clareza das fronteiras entre    o endogrupo e o exogrupo, ou seja, pela redu&ccedil;&atilde;o da distintividade intergrupal.    A distintividade intergrupal &eacute; definida a partir do estabelecimento de relevantes    crit&eacute;rios diferenciadores entre os grupos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, em rela&ccedil;&atilde;o ao crit&eacute;rio da identidade sexual, as pessoas homossexuais s&atilde;o um grupo de compara&ccedil;&atilde;o relevante para as pessoas heterossexuais e podem, por defini&ccedil;&atilde;o, ser percebidos pelo grupo heterossexual dominante, como uma amea&ccedil;a &agrave; distintividade intergrupal, uma vez que violam as expectativas indexadas aos pap&eacute;is tradicionais de g&eacute;nero.</p>     <p>O preconceito homof&oacute;bico dirigido &agrave;s pessoas homossexuais, por parte das pessoas heterossexuais, ao permitir aumentar a clareza das fronteiras grupais (“n&oacute;s” por oposi&ccedil;&atilde;o a “eles”), assegura a distintividade intergrupal, contribuindo para fomentar a positividade da identidade social dos membros do grupo heterossexual dominante.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Contributo desta investiga&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o ambicionamos materializar objetivos de duas ordens. Por um lado, e &agrave; semelhan&ccedil;a de estudos anteriores, procuramos analisar o papel de um conjunto de vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas nas atitudes manifestadas em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais aproveitando para confirmar ou infirmar resultados de estudos anteriores com preditores da homofobia (e.g., Costa, Pereira, Oliveira, &amp; Nogueira, 2010; Gato &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991, 1994; Marsiglio, 1993, Seltzer, 1992, in Crawford et al., 1999; Simon, 1998).</p>     <p>Por outro lado, e como objetivo central, baseando-nos nos pressupostos te&oacute;ricos apresentados, pretendemos analisar a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de auto-defini&ccedil;&atilde;o pessoal e social e as atitudes manifestadas em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais. Concretamente, entre estes pressupostos, referimo-nos &agrave;queles decorrentes da abordagem da identidade social, que apontam os processos identit&aacute;rios subjacentes &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre categorias sociais enquanto fatores fundamentais para compreender a emerg&ecirc;ncia do preconceito e da discrimina&ccedil;&atilde;o, independentemente do alvo dos mesmos.</p>     <p>Assim, sustentados no quadro conceptual da abordagem da identidade social (Tajfel    &amp; Turner, 1986; Turner et al., 1987) e dos estudos emp&iacute;ricos anteriormente    apresentados, deline&aacute;mos o seguinte conjunto de hip&oacute;teses: as participantes    do sexo feminino apresentar&atilde;o atitudes mais favor&aacute;veis e menor rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade    com pessoas homossexuais, do que os participantes do sexo masculino (hip&oacute;tese    1); os participantes com n&iacute;veis de escolaridade mais elevados apresentar&atilde;o atitudes    mais favor&aacute;veis e menor rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais, do    que os participantes com n&iacute;veis de escolaridade mais baixos (hip&oacute;tese 2); os    participantes mais jovens apresentar&atilde;o atitudes mais favor&aacute;veis e menor rejei&ccedil;&atilde;o    &agrave; proximidade com pessoas homossexuais, do que os participantes mais velhos    (hip&oacute;tese 3); quanto maior o contato interpessoal com pessoas homossexuais (hip&oacute;tese    4), quanto mais liberal a ideologia moral (hip&oacute;tese 5) e menos tradicionais    as cren&ccedil;as de pap&eacute;is de g&eacute;nero (hip&oacute;tese 6), mais favor&aacute;vel ser&aacute; a atitude em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas homossexuais e menor ser&aacute; a rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas    homossexuais.</p>     <p>Como vimos discutindo, a teoria da identidade social preconiza que a emerg&ecirc;ncia de comportamentos discriminat&oacute;rios tem origem na necessidade de garantir uma identidade social positiva, que pode ser assegurada atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias que maximizem uma distintividade intergrupal favor&aacute;vel ao endogrupo, como sejam a manifesta&ccedil;&atilde;o de atitudes desfavor&aacute;veis relativamente a exogrupos relevantes. Por seu turno, a teoria da autocategoriza&ccedil;&atilde;o prop&otilde;e que o comportamento do indiv&iacute;duo &eacute; contextualmente dependente: um contexto que torne saliente uma defini&ccedil;&atilde;o em termos de identidade social desencadeia comportamentos baseados em perten&ccedil;as grupais. Nesta linha de ideias, prevemos que a intera&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o mais valorizado e o contexto de focaliza&ccedil;&atilde;o determine o posicionamento face &agrave;s pessoas homossexuais. Concretamente, prevemos que ser&aacute; entre os participantes que valorizem mais o n&iacute;vel social de autodefini&ccedil;&atilde;o e simultaneamente estejam focalizados neste mesmo n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o, que se verificar&atilde;o as atitudes menos favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas homossexuais e maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais (hip&oacute;tese 7).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no estudo 184 adultos portugueses (123 mulheres), com idades compreendidas    entre os 17 e os 71 anos (<i>M</i>=27.43, <i>DP</i>=13.35) e com escolaridade    entre os quatro e os 24 anos (<i>M=</i>12.46, <i>DP</i>=2.83), que foram aleatoriamente    distribu&iacute;dos pelas quatro condi&ccedil;&otilde;es (efetivos entre <i>n</i>=11 e <i>n</i>=21,    para o sexo masculino; entre <i>n</i>=24 e <i>n</i>=39, para o sexo feminino),    estando equitativamente distribu&iacute;dos em fun&ccedil;&atilde;o de Sexo, de Idade e de Escolaridade,    maior c2(3, <i>N</i>=184)=1.44, <i>ns</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Solicitamos a estudantes de psicologia que respondessem a um question&aacute;rio e    que pedissem a uma ou duas pessoas dos seus conhecimentos, que o fizessem tamb&eacute;m.    O question&aacute;rio foi-lhes descrito como um inqu&eacute;rito de opini&atilde;o, no &acirc;mbito de    um estudo que fazia parte de uma investiga&ccedil;&atilde;o ao abrigo do programa doutoral    em psicologia. Foram tamb&eacute;m informados que do car&aacute;cter volunt&aacute;rio da sua colabora&ccedil;&atilde;o    e garantido o anonimato e confidencialidade das suas respostas.</p>     <p>Na primeira p&aacute;gina do question&aacute;rio era feito um enquadramento geral do estudo, bem como fornecida uma instru&ccedil;&atilde;o relativa ao procedimento de resposta a adotar.</p>     <p>Efetuamos uma manipula&ccedil;&atilde;o, da qual resultaram duas condi&ccedil;&otilde;es experimentais.    O fator <i>Focaliza&ccedil;&atilde;o </i>foi manipulado por meio do tipo de instru&ccedil;&atilde;o e perguntas    a que os participantes tiveram de responder, existindo duas condi&ccedil;&otilde;es: <i>Focaliza&ccedil;&atilde;o    na Identidade Pessoal </i>e <i>Focaliza&ccedil;&atilde;o na Identidade Social. </i>Na condi&ccedil;&atilde;o    <i>Focaliza&ccedil;&atilde;o na Identidade Pessoal </i>os participantes tiveram de (1) assinalar,    de entre um conjunto de caracter&iacute;sticas pessoais, aquelas que consideravam possuir;    (2) escrever outras caracter&iacute;sticas que consideravam possuir mas que n&atilde;o estavam    listadas na quest&atilde;o anterior; (3) de todas as caracter&iacute;sticas assinaladas ou    evocadas anteriormente, indicar as tr&ecirc;s que consideravam que melhor os definiam    e, finalmente, (4) selecionar a caracter&iacute;stica mais importante de todas, e avali&aacute;-la    atrav&eacute;s de quatro medidas. Na condi&ccedil;&atilde;o <i>Focaliza&ccedil;&atilde;o na Identidade Social </i>os    participantes realizaram a mesma sequ&ecirc;ncia de tarefas, mas neste caso estas    eram relativas a perten&ccedil;as grupais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medidas Dependentes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas Sociodemogr&aacute;ficas</i>. Pedimos aos participantes que reportassem    o seu sexo, idade e anos de escolaridade.</p>     <p><i>Valor Atribu&iacute;do aos N&iacute;veis Pessoal e Social da Identidade. </i>Medido por    um conjunto de 18 itens focalizados na valoriza&ccedil;&atilde;o da identidade pessoal e social    (PSIS – Personal and Social Identity Scale; Monteiro, Ribeiro, &amp; Ser&ocirc;dio,    2009), com uma escala de resposta de 9 pontos (de 1=<i>discordo totalmente </i>a    9=<i>concordo totalmente</i>). Estes itens foram submetidos a uma An&aacute;lise em    Componentes Principais (ACP), com rota&ccedil;&atilde;o varimax, que extraiu duas componentes:    Valoriza&ccedil;&atilde;o da Identidade Pessoal (IP), com oito itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais    baixa de .60) e um a de.73 e Valoriza&ccedil;&atilde;o da Identidade Social (IS), com oito    itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .47) e um a de .85 (KMO=.79, Teste de    Esfericidade de Bartlet<i>t </i>c2 120, <i>N</i>=184=943.13, <i>p</i>&lt;.001;    vari&acirc;ncia total explicada de 43.39%, respetivamente de 17.74% para IP, e 25.65%    para IS).</p>     <p><i>Cren&ccedil;as morais e de pap&eacute;is de g&eacute;nero.</i> As cren&ccedil;as morais foram medidas    pelos oito itens da <i>Moral Traditionalism Scale</i> (adaptada a partir de    Conover &amp; Feldman, 1985, in Knight, 1999). As cren&ccedil;as de orienta&ccedil;&atilde;o dos    pap&eacute;is de g&eacute;nero foram avaliadas utilizando 12 itens revistos e adaptados (do    conjunto inicial total de 24 itens originalmente utilizados por Tomeh, 1978).    Todas estas medidas em escalas de 9 pontos (1=discordo totalmente a 9=concordo    totalmente).</p>     <p>Os itens das duas escalas foram submetidos a uma ACP, com rota&ccedil;&atilde;o varimax, que extraiu para os itens das cren&ccedil;as morais duas componentes: Moral Liberal, com quatro itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .72) e um a de .75 e Moral Tradicional, com quatro itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .72) e um a de .73 (KMO=.72, Teste de Esfericidade de Bartlet<i>t c</i>2 28, <i>N</i>=184=361.84, <i>p</i>&lt;.001, vari&acirc;ncia explicada de 57.70%, respetivamente de 32.80% para Moral Liberal, e 24.90% para Moral Conservadora,).</p>     <p>E para os itens das cren&ccedil;as relativas aos pap&eacute;is de g&eacute;nero outras duas componentes: Igualdade- Partilha, com sete itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .62) e um a de .86 e Fam&iacute;lia-Trabalho, com tr&ecirc;s itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .53) e um a de .39 (correla&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia &eacute; de <i>r</i>=.173; com esta correla&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia e oito itens o valor de a seria de .63). Foram retirados os itens “No casamento, a responsabilidade do marido para com a esposa e filhos &eacute; mais do que econ&oacute;mica.”, por ser o &uacute;nico a saturar um dos fatores e “O homem n&atilde;o deve esperar que a sua fam&iacute;lia se ajuste &agrave;s exig&ecirc;ncias colocadas pela sua profiss&atilde;o.”, por saturar em dois fatores (KMO=.85, Teste de Esfericidade de Bartlet<i>t  </i>c2  45,  <i>N</i>=184=564.32, <i>p</i>&lt;.001,  vari&acirc;ncia explicada de 52.47%, respetivamente de 40.12% para Igualdade-Partilha, e 12.35%, para Fam&iacute;lia-Trabalho,).</p>     <p><i>Familiaridade com pessoas homossexuais. </i>Esta medida era composta pelos    seguintes sete itens: ‘Na minha vizinhan&ccedil;a (atual ou anteriores) h&aacute; (havia)    pessoas homossexuais.’; ‘Tenho (tive) colegas de trabalho que s&atilde;o homossexuais.’;    ‘Tenho (tive) colegas de escola que s&atilde;o homossexuais.’; ‘Tenho (tive) amigos    que s&atilde;o homossexuais.’; ‘Tenho (tive) colegas de desporto/<i>hobbies </i>que    s&atilde;o homossexuais.’; ‘Conhe&ccedil;o (conheci) pessoas que s&atilde;o homossexuais.’; e ‘No    meu dia-a-dia interajo com pessoas que s&atilde;o homossexuais.’ (quatro participantes    n&atilde;o responderam a nenhuma destas medidas). Nos primeiros 6 itens foi utilizada    uma escala “N&atilde;o/Sim” e, no &uacute;ltimo, uma escala de 9 pontos (0=<i>Nunca </i>a    8=<i>Muitas vezes</i>). Com os seis primeiros itens foi criada uma medida-soma    das respostas afirmativas (KR20=.70), vari&aacute;vel, portanto, entre 0 e 6.</p>     <p><i>Atitude em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais</i>. A atitude em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas    homossexuais foi avaliada em nove itens: “Seria melhor para os homossexuais    se, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexualidade, adotassem os valores dos heterossexuais.”, “A    homossexualidade fragiliza a nossa cultura e costumes.”, Os homossexuais contribuem    para a diversidade.”, “Os homossexuais devem sentir- se livres para interagir    socialmente com as outras pessoas.”, “Dev&iacute;amos tratar os homossexuais como iguais.”,    Os casais homossexuais devem sentir-se igualmente livres para manifestarem publicamente    os seus afetos, assim como os casais heterossexuais.”, “A presen&ccedil;a de pessoas    com orienta&ccedil;&atilde;o sexual homossexual enriquece as din&acirc;micas das rela&ccedil;&otilde;es entre    as pessoas.”, “O problema dos homossexuais irem para uma boa vizinhan&ccedil;a &eacute; que    eles v&atilde;o-lhe dando, gradualmente, uma atmosfera tipicamente homossexual.” e    “De modo a manter uma boa vizinhan&ccedil;a &eacute; melhor evitar que a&iacute; vivam homossexuais.”.    A escala de resposta tinha 9 pontos (1=<i>discordo totalmente </i>a 9=<i>concordo    totalmente</i>).</p>     <p>A ACP, com rota&ccedil;&atilde;o varimax, extraiu duas componentes: Atitude Favor&aacute;vel, com cinco itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .68) e um a de .87 e Atitude Desfavor&aacute;vel, com quatro itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .55) e um a de .76 (KMO=.86, Teste de Esfericidade de Bartlet<i>t </i>c2 36, <i>N</i>=184=865.03, <i>p</i>&lt;.001, vari&acirc;ncia explicada de 65.35%, respetivamente de 50.46% para Atitude Favor&aacute;vel, e 14.89% para Atitude Desfavor&aacute;vel,).</p>     <p><i>Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais. </i>Avaliada atrav&eacute;s de    10 itens (anteriormente validados por Pereira, Monteiro, &amp; Camino, 2009):    “Ter no seu trabalho uma pessoa homossexual.”, “Receber em sua casa um casal    homossexual.”, “Ter amigos que sejam homossexuais assumidos.”, “Ver casais homossexuais    a namorar.”, “Ter um(a) filho(a) homossexual.”, “Saber que um familiar pr&oacute;ximo    &eacute; homossexual”, “Ter um(a) professor(a) homossexual.”, “Conversar com homossexuais.”,    “Se um(a) filho(a) seu (sua) tivesse amizades com homossexuais.” e “Morar com    homossexuais assumidos.”. Todos estes itens com uma escala de resposta de 9    pontos (1=<i>Muit&iacute;ssimo constrangido</i>, 9=<i>Nada constrangido</i>). Estes    itens foram submetidos a uma ACP, com rota&ccedil;&atilde;o varimax, que extraiu duas componentes:    Proximidade Distante, com seis itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais baixa de .75)    e um a de .96 e Proximidade &Iacute;ntima , com quatro itens (item com satura&ccedil;&atilde;o mais    baixa de .69) e um a de .91 (KMO=.92, Teste de Esfericidade de Bartlet<i>t </i>c2    45, <i>N</i>=184=1988.96, <i>p</i>&lt;.001, vari&acirc;ncia explicada de 81.68%, respetivamente    de 73.53% para Proximidade Distante, e 8.16% para Proximidade &Iacute;ntima,).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para todas as vari&aacute;veis dependentes reportadas criamos medidas correspondentes &agrave; m&eacute;dia dos itens correspondentes. A &uacute;nica exce&ccedil;&atilde;o foi a medida Grau de Familiaridade com Homossexuais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Plano do estudo</i></p>     <p>Utilizamos um plano quasi-experimental intersujeitos 2 (N&iacute;vel de Autodefini&ccedil;&atilde;o    da Identidade mais Valorizado: Pessoal <i>vs</i>. Social) x 2 (Focaliza&ccedil;&atilde;o:    Identidade Pessoal <i>vs</i>. Identidade Social).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS</p>     <p><i>Atitude em Rela&ccedil;&atilde;o a Pessoas Homossexuais em Fun&ccedil;&atilde;o de Sexo, N&iacute;vel de Escolaridade    e Grupo Et&aacute;rio</i></p>     <p>Para efetuar an&aacute;lises em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, cri&aacute;mos dois    grupos et&aacute;rios, jovens (=23 anos) com 122 participantes (<i>M</i>=19.12, <i>DP</i>=1.28)    e adultos (=24 anos) com 62 participantes (<i>M</i>=43.77, <i>DP</i>=11.03)    e 2 grupos quanto &agrave; escolaridade, com 62 participantes no grupo dos menos escolarizados    (=12 anos; <i>M</i>=9.79, <i>DP</i>=2.66) e 122 no grupo dos mais escolarizados    (=13 anos; <i>M</i>=13.81, <i>DP</i>=1.76). Verific&aacute;mos efeitos de Sexo, N&iacute;vel    de Escolaridade e Grupo Et&aacute;rio em todas as medidas de preconceito.</p>     <p>Tal como previsto, as mulheres reportaram uma atitude mais favor&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas homossexuais, do que os homens, tanto para Atitude Favor&aacute;vel (<i>M</i>=7.27, <i>DP</i>=1.44 <i>vs</i>. <i>M</i>=5.84, <i>DP</i>=1.58, <i>t</i>182=-6.18, <i>p</i>&lt;.001), como para Atitude Desfavor&aacute;vel (<i>M</i>=2.52, <i>DP</i>=1.35 <i>vs</i>. <i>M</i>=3.93, <i>DP</i>=1.65, <i>t</i>100.54=5.75, <i>p</i>&lt;.001). No mesmo sentido, as mulheres revelaram menor rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais do que os homens, tanto na Proximidade Distante (<i>M</i>=7.96, <i>DP</i>=1.51 <i>vs</i>. <i>M</i>=6.09, <i>DP</i>=2.26, <i>t</i>87.34=-5.85, <i>p</i>&lt;.00) como na Proximidade &Iacute;ntima (<i>M</i>=6.38, <i>DP</i>=2.12 <i>vs</i>. <i>M</i>=4.89, <i>DP</i>=2.43, <i>t</i>182=-4.30, <i>p</i>&lt;.001).</p>     <p>Tamb&eacute;m os participantes mais escolarizados reportaram atitudes significativamente mais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais, do que os participantes menos escolarizados, tanto para Atitude Favor&aacute;vel (<i>M</i>=5.60, <i>DP</i>=1.51 <i>vs</i>. <i>M</i>=7.40, <i>DP</i>=1.33, <i>t</i>182=-8.29, <i>p</i>&lt;.001), como para Atitude Desfavor&aacute;vel (<i>M</i>=4.20, <i>DP</i>=1.46 <i>vs</i>. <i>M</i>=2.38, <i>DP</i>=1.28, <i>t</i>182=8.70, p&lt;.001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Reportaram, igualmente, uma rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais significativamente inferior &agrave; dos participantes menos escolarizados, tanto para Proximidade Distante (<i>M</i>=6.18, <i>DP</i>=2.25 <i>vs</i>. <i>M</i>=7.93, <i>DP</i>=1.54, <i>t</i>91,00=-5.51, <i>p</i>&lt;.001), como para Proximidade &Iacute;ntima (<i>M</i>=4.74, <i>DP</i>=2.28 <i>vs</i>. <i>M</i>=6.47, <i>DP</i>=2.14, <i>t</i>182=-5.07, <i>p</i>&lt;.001).</p>     <p>Finalmente, verificamos que os participantes jovens reportaram atitudes mais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais, do que os participantes adultos, tanto para Atitude Favor&aacute;vel (<i>M</i>=7.23, <i>DP</i>=1.58 <i>vs</i>. <i>M</i>=5.95, <i>DP</i>=1.38, <i>t</i>182=5.39, <i>p</i>&lt;.001), como para Atitude Desfavor&aacute;vel (<i>M</i>=2.58, <i>DP</i>=1.44 <i>vs</i>. <i>M</i>=3.80, <i>DP</i>=1.58, <i>t</i>182=-5.26, <i>p</i>&lt;.001) e tamb&eacute;m uma rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais inferior &agrave; dos adultos, tanto para Proximidade Distante (<i>M</i>=7.71, <i>DP</i>=1.86 <i>vs</i>. <i>M</i>=6.60, <i>DP</i>=2.05, <i>t</i>182=3.70, <i>p</i>&lt;.001), como para Proximidade &Iacute;ntima (<i>M</i>=6.45, <i>DP</i>=2.25 <i>vs</i>. <i>M</i>=4.78, <i>DP</i>=2.08, <i>t</i>182=4.89, <i>p</i>&lt;.001)</p>     <p>Obviamente, este resultado tamb&eacute;m seria expect&aacute;vel atendendo &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre    as vari&aacute;veis idade e escolaridade dos participantes. Estes resultados no seu    conjunto deram suporte &agrave;s hip&oacute;teses 1, 2 e 3 e foram de encontro a resultados    de investiga&ccedil;&atilde;o precedente (e.g., Costa, Pereira, Oliveira, &amp; Nogueira,    2010; Gato &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991; Seltzer, 1992, in Crawford et    al., 1999; Simon, 1998).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Atitude em Rela&ccedil;&atilde;o a Pessoas Homossexuais em Fun&ccedil;&atilde;o de Familiaridade e Grau    de Contacto com Homossexuais</i></p>     <p>A hip&oacute;tese 4 recebeu amplo suporte emp&iacute;rico. Por um lado, verificamos correla&ccedil;&otilde;es    significativas entre as duas medidas de familiaridade com pessoas homossexuais    e as medidas de atitudes. Os valores de correla&ccedil;&atilde;o variam entre o m&iacute;nimo de    <i>r</i>(<i>N</i>=180)=.29, <i>p</i>&lt;.001, entre Atitude Favor&aacute;vel e Grau    de Familiaridade com Pessoas Homossexuais, e o m&aacute;ximo de <i>r</i>(<i>N</i>=184)=-.43,    <i>p&lt;.</i>001, entre Atitude Desfavor&aacute;vel e Grau de Contacto Di&aacute;rio com Pessoas    Homossexuais. As duas medidas de familiaridade tamb&eacute;m tiveram correla&ccedil;&atilde;o positiva    com as duas medidas de rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais. Estas    correla&ccedil;&otilde;es variaram entre o m&iacute;nimo de <i>r</i>(<i>N</i>=180)=.30, <i>p</i>&lt;.001,    entre Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Proximidade &Iacute;ntima e Grau de Familiaridade com Pessoas Homossexuais    e o m&aacute;ximo de <i>r</i>(<i>N</i>=184)=.42, <i>p&lt;.</i>001, entre Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave;    Proximidade Distante e Grau de Contacto Di&aacute;rio com Pessoas Homossexuais. Ou    seja, em linha com a nossa predi&ccedil;&atilde;o, quanto maior a familiaridade dos participantes    com pessoas homossexuais mais favor&aacute;vel foi a sua atitude e menor a sua rejei&ccedil;&atilde;o    &agrave; proximidade com pessoas homossexuais.</p>     <p>Estes resultados deram suporte &agrave; ideia de que as atitudes em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas    homossexuais foram influenciadas pelo n&iacute;vel de contato interpessoal com esta    categoria social, tal como preconizado em investiga&ccedil;&otilde;es anteriores (e.g., Costa,    Pereira, Oliveira, &amp; Nogueira, 2010; Gato &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991,    1994; Simon, 1998).</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><i>Atitude em Rela&ccedil;&atilde;o a Pessoas Homossexuais em Fun&ccedil;&atilde;o de Cren&ccedil;as Morais e    de Pap&eacute;is de G&eacute;nero</i></p>     <p>Tal como esperado, constat&aacute;mos que posicionamentos morais mais liberais estiveram    associados a (1) atitudes mais favor&aacute;veis tanto na medida Atitude Favor&aacute;vel,    <i>r</i>(<i>N</i>=184)=.42, <i>p&lt;.</i>001, como na medida Atitude Desfavor&aacute;vel,    <i>r</i>(<i>N</i>=184)=-.41, <i>p&lt;.</i>001, e (2) a menor rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade    tanto na Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Proximidade Distante, <i>r</i>(<i>N</i>=184)=.48, <i>p&lt;</i>.001,    como na Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Proximidade &Iacute;ntima, <i>r</i>(<i>N</i>=184)=.41, <i>p&lt;.</i>001<i>.    </i>No mesmo sentido, posicionamentos morais mais conservadores estiveram associados    a posicionamentos mais negativos nas mesmas medidas. Os valores de correla&ccedil;&atilde;o    correspondentes foram <i>r</i>(<i>N</i>=184)=-.38, <i>p</i>&lt;.001, entre Moral    Conservadora e Atitude Favor&aacute;vel, <i>r</i>(<i>N</i>=184)=. 54, <i>p</i>&lt;.001,    entre Moral Conservadora e Atitude Desfavor&aacute;vel, <i>r</i>(<i>N</i>=184)=-.32,    <i>p</i>&lt;.001, entre Moral Conservadora e Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Proximidade Distante    e <i>r</i>(<i>N</i>=184)=-.27, <i>p&lt;.</i>001, entre Moral Conservadora e    Rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; Proximidade &Iacute;ntima.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados nas dimens&otilde;es dos pap&eacute;is de g&eacute;nero foram tamb&eacute;m consistentes com as nossas predi&ccedil;&otilde;es. Constat&aacute;mos que quanto mais os participantes concordaram com a dimens&atilde;o Igualdade- Partilha (e, portanto, mais liberais os seus posicionamentos face aos pap&eacute;is de g&eacute;nero), mais favor&aacute;veis foram as suas atitudes em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais [<i>r</i>(<i>N</i>=184)=.49, <i>p</i>&lt;.001 e <i>r</i>(<i>N</i>=184)=-.47, <i>p&lt;.</i>001, com Atitude Favor&aacute;vel e com Atitude Desfavor&aacute;vel, respetivamente] e menor foi a sua rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade com pessoas homossexuais [<i>r</i>(<i>N</i>=184)=.49, <i>p</i>&lt;.001 e <i>r</i>(<i>N</i>=184)=.35, <i>p&lt;.</i>001, com Proximidade Distante e com Proximidade &Iacute;ntima, respetivamente].</p>     <p>Uma vez mais, este conjunto de resultados, suportou empiricamente as hip&oacute;teses 5 e 6 e esteve em linha com resultados de estudos anteriores nos quais se verificou que posicionamentos menos conservadores est&atilde;o associados a atitudes mais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais (e.g., Gato &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991, 1994; Simon, 1998).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Atitude em Rela&ccedil;&atilde;o a Pessoas Homossexuais em Fun&ccedil;&atilde;o da Valoriza&ccedil;&atilde;o dos N&iacute;veis    de Autodefini&ccedil;&atilde;o da Identidade e da Focaliza&ccedil;&atilde;o nos N&iacute;veis de Autodefini&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>A hip&oacute;tese final implicava a intera&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o da identidade    mais valorizado e o contexto de focaliza&ccedil;&atilde;o, na manifesta&ccedil;&atilde;o da atitude relativamente    a pessoas homossexuais. Concretamente, prev&iacute;amos que seriam os participantes    que, simultaneamente, valorizassem mais o n&iacute;vel social de autodefini&ccedil;&atilde;o e que    estivessem focalizados nesse mesmo n&iacute;vel no contexto de julgamento, aqueles    que apresentariam atitudes menos favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais.</p>     <p>Para testarmos esta hip&oacute;tese cri&aacute;mos duas novas vari&aacute;veis, que designamos de Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IP e Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS. Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IP foi criada a partir do valor da mediana da vari&aacute;vel IP (<i>Md</i>=6.50), resultando na cria&ccedil;&atilde;o de dois grupos, os que valorizaram o n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o pessoal abaixo da mediana (1=IP&lt;6.50) e os que o valorizaram acima desse valor (2=IP=6.50). De forma similar, Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS foi criada a partir do valor da mediana da vari&aacute;vel IS (<i>Md</i>=6.13), resultando na cria&ccedil;&atilde;o de dois grupos, os que valorizaram o n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o social abaixo da mediana (1=IS&lt;6.13) e os que o valorizaram acima desse valor (2=IS=6.13).</p>     <p>Efetu&aacute;mos ANOVAs entrando os fatores Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IP, Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS e Focaliza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s das v&aacute;rias medidas de preconceito. Estas an&aacute;lises revelaram a intera&ccedil;&atilde;o de segunda ordem requerida pela nossa hip&oacute;tese apenas nas medidas Atitude Desfavor&aacute;vel, <i>F</i>(1,176)=10.46, <i>p</i>=.001, h2=.056 (e ainda a intera&ccedil;&atilde;o Focaliza&ccedil;&atilde;o x Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IP, <i>F</i>1,176=4.36, <i>p</i>=.038, h2=.024) e Proximidade Distante, <i>F</i>(1,176)=5.03, <i>p</i>=.026, h2=.028 (nenhum outro efeito ou intera&ccedil;&atilde;o significativa, maior <i>F</i>1,176=2.39, <i>ns</i>). Nas restantes  medidas de preconceito as ANOVAs n&atilde;o revelaram efeitos significativos. A  decomposi&ccedil;&atilde;o pelo fator</p>     <p>Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS n&atilde;o revelou o padr&atilde;o previsto na nossa hip&oacute;tese    (n&atilde;o foi encontrado qualquer efeito ou intera&ccedil;&atilde;o significativa nos participantes    que valorizaram IS acima da mediana. Maior <i>F</i>1,84=2.89, <i>ns</i>, para    fator Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IP, na medida Atitude Desfavor&aacute;vel). No <a href="#q1">Quadro    1</a> apresentamos os padr&otilde;es de resultados relativos a estas duas medidas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a07q1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Decompondo a intera&ccedil;&atilde;o de segunda ordem na Atitude Desfavor&aacute;vel em fun&ccedil;&atilde;o do    fator Focaliza&ccedil;&atilde;o, verificamos uma intera&ccedil;&atilde;o Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IP <i>vs</i>.    Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS, <i>F</i>(1,86)=11.68, <i>p</i>=.001, h2=.12, na    condi&ccedil;&atilde;o de Focaliza&ccedil;&atilde;o IP. O mesmo n&atilde;o se verificou na condi&ccedil;&atilde;o Focaliza&ccedil;&atilde;o    IS, <i>F</i>(1, 90)=1.83, <i>ns</i>. Aquela intera&ccedil;&atilde;o mostrou que entre os participantes    focalizados em IP, e que valorizaram IP acima da mediana, os que, simultaneamente,    valorizaram IS abaixo da mediana reportaram atitudes mais desfavor&aacute;veis (<i>M</i>=3.80),    do que aqueles que valorizaram IS acima da mediana (<i>M</i>=2.32), <i>F</i>(1,43)=12.36,    <i>p</i>=.001. J&aacute; entre os participantes focalizados em IP, mas que valorizaram    IP abaixo da mediana (baixo IP), este efeito n&atilde;o foi significativo (<i>F</i>1,43=1.70,    <i>ns</i>).</p>     <p>A mesma decomposi&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o de segunda ordem na medida Proximidade Distante revelou aquela mesma intera&ccedil;&atilde;o na condi&ccedil;&atilde;o de Focaliza&ccedil;&atilde;o IP, <i>F</i>(1,86)=7.29, <i>p</i>=.008, h2=.078. Tamb&eacute;m neste caso, o mesmo n&atilde;o se verificou na condi&ccedil;&atilde;o Focaliza&ccedil;&atilde;o IS, <i>F</i>(1,90)&lt;1. O padr&atilde;o de resultados foi consistente com o que acima report&aacute;mos, neste caso, entre aqueles mesmos participantes (i.e., focalizados em IP e que valorizaram IP acima da mediana), os que valorizaram IS abaixo da mediana reportaram maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade distante (<i>M</i>=6.32), do que os que valorizaram IS acima da mediana (<i>M</i>=7.83), <i>F</i>(1,43)=5.60, <i>p</i>=.023.  Uma vez mais, entre os participantes focalizados em IP, mas que valorizaram IP abaixo da mediana, este efeito n&atilde;o foi significativo (<i>F</i>1,43=1.87, <i>ns</i>).</p>     <p>No conjunto, estes dois resultados, n&atilde;o foram consistentes com a nossa predi&ccedil;&atilde;o, e revelaram um padr&atilde;o que n&atilde;o prev&iacute;ramos: verificaram-se atitudes mais desfavor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais entre os participantes que valorizaram mais fortemente IP (e pouco IS) e que foram focalizados neste n&iacute;vel de auto-defini&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>De seguida fizemos an&aacute;lises de vari&acirc;ncia em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas Sexo, N&iacute;vel de Escolaridade e Grupo Et&aacute;rio. Devido ao efetivo insuficiente para efetuar an&aacute;lises de vari&acirc;ncia entrando os tr&ecirc;s fatores, estas foram realizadas entrando um fator de cada vez.</p>     <p>Nas an&aacute;lises efetuadas com o fator Sexo n&atilde;o foram encontrados quaisquer efeitos significativos. Nas an&aacute;lises com o fator N&iacute;vel de Escolaridade verific&aacute;mos uma intera&ccedil;&atilde;o N&iacute;vel de Escolaridade x Focaliza&ccedil;&atilde;o, na medida Proximidade Distante, <i>F</i>(1,180)=3.94, <i>p</i>=.049, h2=.021.</p>     <p>Decompondo esta intera&ccedil;&atilde;o encontrada em fun&ccedil;&atilde;o do fator Focaliza&ccedil;&atilde;o, constatou-se    que os participantes menos escolarizados, independentemente de estarem focalizados    em IP ou IS, reportaram maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade, do que os participantes    mais escolarizados nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es (<i>M</i>=6.57, <i>DP</i>=2.37 <i>vs</i>.    <i>M</i>=7.78, <i>DP</i>=1.63, <i>F</i>1, 88=8.23, <i>p</i>=.005, h2=.086, para    menos escolarizados e mais escolarizados focalizados em IP e <i>M</i>=5.74,    <i>DP</i>=2.06 <i>vs</i>. <i>M</i>=8.07, <i>DP</i>=1.47, <i>F</i>1, 92=39.04,    <i>p</i>&lt;.001, h2=.298, para menos escolarizados e mais escolarizados focalizados    em IS).</p>     <p>Finalmente as an&aacute;lises com Grupo Et&aacute;rio revelaram duas intera&ccedil;&otilde;es Grupo Et&aacute;rio    x Focaliza&ccedil;&atilde;o, uma na medida Proximidade Distante, <i>F</i>(1,180)=6.22, <i>p</i>=.014,    h2=.033 e outra na medida Proximidade Intima, <i>F</i>(1, 180)=4.95, <i>p</i>=.027,    h2=.027. Verifica-se ainda uma intera&ccedil;&atilde;o Grupo Et&aacute;rio x Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada    IS na medida Atitude Favor&aacute;vel, <i>F</i>(1,180)=4.51, <i>p</i>=.035, h2=.024.    Nos Quadros <a href="#q2">2</a> e <a href="#q3">3</a> est&atilde;o sumarizados os resultados    destas an&aacute;lises.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a07q2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a07q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como apresentado no <a href="#q2">Quadro 2</a>, a decomposi&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o    Grupo Et&aacute;rio x Focaliza&ccedil;&atilde;o, na medida Proximidade Distante, em fun&ccedil;&atilde;o de Focaliza&ccedil;&atilde;o    revelou que os participantes adultos focalizados em IS reportaram maior rejei&ccedil;&atilde;o    &agrave; proximidade distante (<i>M</i>=6.11), do que os participantes jovens focalizados    em IS (<i>M</i>=7.95), <i>F</i>(1,92)=21.96, <i>p</i>&lt;.001, h2=.193. O mesmo    n&atilde;o se verificou na condi&ccedil;&atilde;o Focaliza&ccedil;&atilde;o IP, <i>F</i>(1,88)&lt;1.</p>     <p>Decompondo esta mesma intera&ccedil;&atilde;o pelo fator Grupo Et&aacute;rio, constatou-se que nos participantes adultos, os que foram focalizados em IS reportaram uma rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade distante marginalmente superior (<i>M</i>=6.11), aos que foram focalizados em IP (<i>M</i>=7.10), <i>F</i>(1,60)=3.74, <i>p</i>=.058, h2=.059. Entre os participantes jovens este efeito n&atilde;o foi significativo (<i>F</i>1,120=2.20, <i>ns</i>).</p>     <p>No que concerne &agrave; medida Proximidade &Iacute;ntima, decompondo a intera&ccedil;&atilde;o Grupo Et&aacute;rio    x Focaliza&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo fator encontrou-se um padr&atilde;o similar ao    verificado na Proximidade Distante. Neste caso verificou-se que entre os participantes    focalizados em IS, os adultos reportaram maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade &iacute;ntima    (<i>M</i>=4.39), do que os jovens (<i>M</i>=6.80), <i>F</i>(1,92)=30.19, <i>p</i>&lt;.001,    h2=.247. Na condi&ccedil;&atilde;o em que os participantes foram focalizados em IP, n&atilde;o se    verificou este efeito de Grupo Et&aacute;rio, <i>F</i>(1,88)=3.05, <i>ns</i>.</p>     <p>Por outro lado, decompondo, em alternativa, esta mesma intera&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de Grupo Et&aacute;rio, verificou-se que entre os participantes jovens, aqueles que foram focalizados em IS, reportaram uma rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade &iacute;ntima marginalmente menor (<i>M</i>=6.80), do que os que foram focalizados em IP (<i>M</i>=6.08), <i>F</i>(1,120)=3.23, <i>p</i>=.075, h2=.026. Entre os participantes adultos este efeito n&atilde;o foi significativo, <i>F</i>(1,60)=2.25, <i>ns.</i></p>     <p>Analisando o <a href="#q3">Quadro 3</a>, constat&aacute;mos que, de forma consistente    com o resultado anterior, quando decompusemos a intera&ccedil;&atilde;o Grupo Et&aacute;rio x Valoriza&ccedil;&atilde;o    Diferenciada IS na medida Atitude Favor&aacute;vel, em fun&ccedil;&atilde;o do fator Grupo Et&aacute;rio,    verific&aacute;mos que os jovens que valorizaram IS acima da mediana reportaram uma    atitude mais favor&aacute;vel (<i>M</i>=7.52), do que os jovens que valorizaram IS    abaixo da mediana (<i>M</i>=6.90), <i>F</i>(1,120)=4.97, <i>p</i>=.028, h2=.04.    Entre o grupo dos adultos o efeito de Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS n&atilde;o foi significativo,    <i>F</i>(1,60)=1.13, <i>ns.</i></p>     <p>Alternativamente, a decomposi&ccedil;&atilde;o desta intera&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o de Valoriza&ccedil;&atilde;o Diferenciada IS, revelou que entre os participantes que valorizaram IS abaixo da mediana, os jovens reportaram atitudes mais favor&aacute;veis (<i>M</i>=6.90) do que os adultos (<i>M</i>=6.10), <i>F</i>1,94=6.16, <i>p</i>=.015, h2=.06, verificando-se o mesmo padr&atilde;o entre os participantes que valorizaram IS acima da mediana, sendo a diferen&ccedil;a entre os jovens (<i>M</i>=7.52) e adultos (<i>M</i>=5.72) simplesmente  mais acentuada (<i>F</i>1,86=26.86, <i>p</i>&lt;.001, h2=.24).</p>     <p>Uma vez que nas an&aacute;lises efetuadas com as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas cada fator    foi analisado separadamente, os resultados encontrados nestas an&aacute;lises apenas    poderiam fornecer apoio parcial &agrave; &uacute;ltima hip&oacute;tese em estudo. De facto, entre    os resultados obtidos o &uacute;nico que parcialmente suportou esta hip&oacute;tese foi aquele    reportado entre os participantes adultos. Em linha com a teoria da autocategoriza&ccedil;&atilde;o,    na condi&ccedil;&atilde;o em que este grupo de participantes foi focalizado nas suas perten&ccedil;as    grupais (um contexto Focaliza&ccedil;&atilde;o em IS), verificou-se maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade.    Os demais resultados, que ser&atilde;o discutidos em pormenor adiante, embora relevantes,    n&atilde;o deram suporte emp&iacute;rico &agrave; hip&oacute;tese enunciada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O</p>     <p>As an&aacute;lises nas medidas de preconceito, em fun&ccedil;&atilde;o, quer de vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas    (sexo, n&iacute;vel de escolaridade, idade), quer de vari&aacute;veis psicossociais (posicionamentos    morais, de pap&eacute;is de g&eacute;nero e familiaridade com homossexuais) revelaram padr&otilde;es    consistentes com a investiga&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio. Os resultados est&atilde;o em linha    com evid&ecirc;ncia pr&eacute;via, nomeadamente ao verificar-se que atitudes mais favor&aacute;veis    em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais est&atilde;o mais associadas ao sexo feminino (e.g.,    Costa, Pereira, Oliveira, &amp; Nogueira, 2010; Gato &amp; Fontaine, 2011; Seltzer,    1992, in Crawford et al., 1999), &agrave; menor idade e a n&iacute;veis de escolaridade mais    elevados (e.g., Herek, 1991; Simon, 1998), bem como a graus de familiaridade    mais elevados com pessoas homossexuais (e.g., Costa, Pereira, Oliveira, &amp;    Nogueira, 2010; Gato &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991, 1994; Simon, 1998) e    a posicionamentos morais e de pap&eacute;is de g&eacute;nero menos tradicionais (e.g., Gato    &amp; Fontaine, 2011; Herek, 1991, 1994; Marsiglio, 1993, Seltzer, 1992, in    Crawford, McLeod, Zamboni, &amp; Jordan, 1999; Simon, 1998). Este conjunto de    resultados permitiram sustentar as nossas primeiras seis hip&oacute;teses em estudo.</p>     <p>A hip&oacute;tese 7 configurou a principal inova&ccedil;&atilde;o neste estudo, no dom&iacute;nio das atitudes    em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais, ao testar a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis    contrastantes de autodefini&ccedil;&atilde;o da identidade e o preconceito. Nomeadamente,    o potencial efeito de uma valoriza&ccedil;&atilde;o diferenciada dos n&iacute;veis de autodefini&ccedil;&atilde;o,    bem como a sali&ecirc;ncia contextual desses n&iacute;veis de autodefini&ccedil;&atilde;o na manifesta&ccedil;&atilde;o    de comportamentos discriminat&oacute;rios.</p>     <p>No entanto, o conjunto dos resultados que testaram esta &uacute;ltima hip&oacute;tese, n&atilde;o forneceu evid&ecirc;ncias claras e inequ&iacute;vocas que a possam sustentar.</p>     <p>Nas an&aacute;lises com a amostra global n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar evid&ecirc;ncia que sustentasse a nossa hip&oacute;tese. De facto, encontr&aacute;mos um padr&atilde;o de resultados oposto ao que esper&aacute;vamos. Nem a valoriza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel social de autodefini&ccedil;&atilde;o, nem a focaliza&ccedil;&atilde;o neste n&iacute;vel de auto-defini&ccedil;&atilde;o contribuiu para a manifesta&ccedil;&atilde;o de posicionamentos mais desfavor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais. Pelo contr&aacute;rio, entre os participantes que valorizaram mais fortemente o n&iacute;vel pessoal de autodefini&ccedil;&atilde;o e que foram focalizados neste n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o, a valoriza&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea do n&iacute;vel social de autodefini&ccedil;&atilde;o conduziu &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o, quer de uma atitude menos desfavor&aacute;vel, quer de menor rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade distante. Isto &eacute;, a valoriza&ccedil;&atilde;o das perten&ccedil;as grupais, contribuiu para um posicionamento mais favor&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais, o que n&atilde;o seria de esperar, no quadro conceptual que enunci&aacute;mos. De facto, o que verific&aacute;mos foi que a valoriza&ccedil;&atilde;o mais forte do n&iacute;vel pessoal da identidade em conjun&ccedil;&atilde;o com a focaliza&ccedil;&atilde;o contextual neste mesmo n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o, conduziu &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de atitudes mais desfavor&aacute;veis e de maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade distante.</p>     <p>Os resultados destas an&aacute;lises globais, quando articulados com os resultados das an&aacute;lises parciais, fornecem resultados que, embora n&atilde;o tenham sido conceptualmente previstos s&atilde;o, em nosso entender, relevantes na an&aacute;lise das atitudes dirigidas &agrave; categoria social dos homossexuais em particular mas, porventura, tamb&eacute;m nas atitudes em geral face a grupos alvo de discrimina&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>Em primeiro lugar, quando a uma forte valoriza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel pessoal de autodefini&ccedil;&atilde;o se conjugou um contexto que focalizou os participantes nessa identidade pessoal, assistiu-se &agrave; emerg&ecirc;ncia de atitudes de diferencia&ccedil;&atilde;o negativa em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais.</p>     <p>Na identidade pessoal, o foco encontra-se na diferencia&ccedil;&atilde;o entre o <i>self </i>e os outros, e a identidade &eacute; definida a partir das caracter&iacute;sticas que diferenciam o indiv&iacute;duo dos outros indiv&iacute;duos. Da&iacute; que, quando o sujeito valoriza mais fortemente a dimens&atilde;o pessoal da sua identidade, qualquer outro que apresente uma ou mais caracter&iacute;sticas n&atilde;o partilhadas com ele, poder&aacute; ser alvo de aprecia&ccedil;&otilde;es mais desfavor&aacute;veis, na tentativa de preserva&ccedil;&atilde;o do <i>self </i>e da sua individualidade. Em fun&ccedil;&atilde;o dos objetivos do presente estudo recorremos a um grupo social particular – as pessoas homossexuais. Para se testar a hip&oacute;tese de que as atitudes discriminat&oacute;rias que verific&aacute;mos resultam de um processo de individualiza&ccedil;&atilde;o, seria necess&aacute;rio acrescentar no estudo um, ou mais alvos pertencentes a outras categorias sociais. Se o mesmo padr&atilde;o de resultados ocorresse, tal evid&ecirc;ncia sustentaria esta interpreta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em segundo lugar, alguns resultados parecem fornecer evid&ecirc;ncias acerca de uma mudan&ccedil;a de atitudes, no que concerne &agrave; interioriza&ccedil;&atilde;o de uma norma social de n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o das pessoas homossexuais. Por um lado, os participantes adultos focalizados na dimens&atilde;o social da sua identidade manifestaram maior rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade, do que os participantes jovens nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m do que os adultos focalizados na dimens&atilde;o pessoal da sua identidade. Por outro lado, entre os jovens, tanto a valoriza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel social de autodefini&ccedil;&atilde;o, como a focaliza&ccedil;&atilde;o neste n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o, conduziu &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de atitudes mais favor&aacute;veis e menor rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; proximidade, do que a valoriza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel pessoal de autodefini&ccedil;&atilde;o ou a focaliza&ccedil;&atilde;o neste n&iacute;vel de autodefini&ccedil;&atilde;o. Isto &eacute;, enquanto os jovens quando focalizados na dimens&atilde;o social da sua identidade reportaram atitudes mais favor&aacute;veis, do que os jovens focalizados na dimens&atilde;o pessoal da sua identidade, com os adultos passou-se o oposto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A interpreta&ccedil;&atilde;o conjunta destes resultados permite, em nosso entender, sugerir    que quando os adultos, cuja socializa&ccedil;&atilde;o ocorreu em parte num contexto social    onde n&atilde;o era saliente a norma de n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o confrontados com um    contexto que torna saliente as suas perten&ccedil;as grupais, adotam os comportamentos    de diferencia&ccedil;&atilde;o positiva preconizados pela abordagem da identidade social,    derrogando os membros deste exogrupo relevante. J&aacute; entre os jovens, cujo processo    de socializa&ccedil;&atilde;o ocorreu mais provavelmente num contexto social onde a norma    de n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o esteve saliente, a evoca&ccedil;&atilde;o de um contexto que os focaliza    nas suas perten&ccedil;as grupais, n&atilde;o conduz &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de diferencia&ccedil;&atilde;o positiva    face &agrave; categoria social dos homossexuais. Porventura, porque o crit&eacute;rio diferenciador    – a orienta&ccedil;&atilde;o sexual – &eacute; menos aceite socialmente para elicitar tais atitudes    discriminat&oacute;rias. Isto n&atilde;o quer necessariamente dizer que os jovens n&atilde;o sejam    sens&iacute;veis a um contexto que torne saliente as suas perten&ccedil;as sociais. Para se    poder aferir se se trata de uma mudan&ccedil;a de atitude em rela&ccedil;&atilde;o a uma categoria    social em particular, ou se se trata de uma mudan&ccedil;a de atitude em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    discrimina&ccedil;&atilde;o, seria necess&aacute;rio realizar outras investiga&ccedil;&otilde;es, no sentido de    verificar se o padr&atilde;o de resultados aqui encontrado se replica relativamente    a membros de outras categorias sociais, com crit&eacute;rios de diferencia&ccedil;&atilde;o (ainda)    socialmente vigentes.</p>     <p>Finalizamos referindo algumas limita&ccedil;&otilde;es, bem como alguns contributos e pistas para investiga&ccedil;&otilde;es futuras. Uma limita&ccedil;&atilde;o inerente a este estudo prende-se com o desconhecimento acerca da orienta&ccedil;&atilde;o sexual dos participantes. No entanto, e tendo em conta que (1) se estima em 10% a percentagem de pessoas homossexuais na popula&ccedil;&atilde;o (estimativa que, em Portugal, n&atilde;o foi ainda confirmada por nenhum estudo; cf. Savin-Williams, 2006 e Bagley &amp; Tremblay, 1998, para estudos sobre preval&ecirc;ncia da homossexualidade) e que (2) seriam de esperar respostas mais favor&aacute;veis e menos estereotipadas de participantes homossexuais, pode-se dizer com alguma seguran&ccedil;a, que esta limita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o invalida, por si mesma, as conclus&otilde;es aqui extra&iacute;das.</p>     <p>&Eacute; tamb&eacute;m importante exercer prud&ecirc;ncia ao n&iacute;vel da generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados por dois motivos: (1) embora a amostra inclua participantes de idade e escolaridade variada e de ambos os sexos, foi utilizada uma amostragem de conveni&ecirc;ncia e, (2) apenas se verificaram resultados significativos nas an&aacute;lises que testam o efeito moderador de vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas.</p>     <p>Este estudo contribuiu para identificar numa amostra portuguesa mais representativa (ainda existem poucos estudos feitos em Portugal e muita investiga&ccedil;&atilde;o anterior, quer nacional, quer internacional, utilizou maioritariamente amostras constitu&iacute;das por jovens altamente escolarizados) a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre algumas vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e psicossociais e as atitudes em rela&ccedil;&atilde;o a pessoas homossexuais.</p>     <p>Finalmente, parece-nos que o principal contributo deste estudo se situa na an&aacute;lise entre as poss&iacute;veis conex&otilde;es entre os n&iacute;veis de autodefini&ccedil;&atilde;o da identidade e as atitudes dirigidas a pessoas homossexuais, concretamente, perceber de que forma a defini&ccedil;&atilde;o de identidade do indiv&iacute;duo opera ao n&iacute;vel das suas atitudes e qual o impacto que os contextos podem ter na manifesta&ccedil;&atilde;o de comportamentos  discriminat&oacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS</p>     <!-- ref --><p>Bagley, C., &amp; Tremblay, P. (1998). On the prevalence of homosexuality and    bisexuality, in a random community survey of 750 men aged 18 to 27. <i>Journal    of Homosexuality, 36</i>(2), 1-18. doi:10.1300/J082v36n02_01&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201400020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brown, R. (1995). <i>Prejudice: Its social psychology</i>. Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201400020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Carneiro, N. S. (2009). <i>Homossexualidades: Uma psicologia entre ser, pertencer    e participar</i>. Porto: Livpsic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Costa, P. A., &amp; Davies, M. (2012). Portuguese adolescents’ attitudes toward    sexual minorities: Transphobia, homophobia, and gender role beliefs. <i>Journal    of Homosexuality</i>, <i>59</i>, 1424-1442.doi: 10.1080/00918369. 2012.724944&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, C. G., Pereira, M., Oliveira, J. M., &amp; Nogueira, C. (2010). Imagens sociais das pessoas LGBT. In C. Nogueira &amp; J. M. Oliveira (Orgs.), <i>Estudo sobre a discrimina&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o sexual e da identidade de g&eacute;nero</i>. Lisboa: Comiss&atilde;o para a Cidadania e Igualdade de G&eacute;nero.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201400020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Crawford, I., McLeod, A., Zamboni, B. D., &amp; Jordan, M. B. (1999). Psychologists’    attitudes toward gay and lesbian parenting. <i>Professional Psychology: Research    and Practice, 30</i>(4), 394-401. doi:10.1037/0735-7028.30.4.394&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201400020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eurobar&oacute;metro. (2012). <i>Discrimination in the European Union 2012, Results    for Portugal</i>. Consultado em <a href="http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_393_fact_pt_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_393_fact_pt_en.pdf</a>.    Acedido em 7 de Dezembro de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201400020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gato, J., &amp; Fontaine, A. M. (2011). Factores associados ao preconceito    homossexual numa amostra de estudantes universit&aacute;rios portugueses: A influ&ecirc;ncia    do sexo, do contacto interpessoal com l&eacute;sbicas e gays, dos valores sociais e    das atitudes de g&eacute;nero. In S. Neves (Coord.), <i>G&eacute;nero e ci&ecirc;ncias sociais</i>.    Maia: ISMAI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Herek, G. M. (1991). Stigma, prejudice, and violence against lesbians and gay    men. In J. C. Gonsiorek &amp; J. D. Weinrich (Eds.), <i>Homosexuality: Research    implications for public policy </i>(pp. 60-80). Newbury Park: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201400020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herek, G. M. (1994). Assessing heterosexuals’ attitudes toward lesbians and    gay men: A rewiew of empirical research with the ATLG scale. In B. Greene &amp;    G. M. Herek (Eds.), <i>Lesbian and gay psychology: Theory, research, and clinical    applications </i>(vol. 1, pp. 206-228). London: SAGE Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201400020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herek, G. M. (1998). <i>Stigma and sexual orientation: Understanding prejudice    against lesbians, gay men and bisexuals</i>. London: SAGE Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201400020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herek, G. M. (2000). <i>The psychology of sexual prejudice. Current directions    in psychological science </i>(vol. 9, n&ordm; 1). New York: Wiley Periodicals.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201400020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herek, G.M. (2007). Confronting sexual stigma and prejudice: Theory and practice.    <i>Journal of Social Issues, 63</i>(4), 905-925.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201400020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hogg, M. A., &amp; Abrams, D. (1988). <i>Social identifications: A social psychology    of intergroup relations</i>. New York: Routledge, Chapman &amp; Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201400020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Knight, K. (1999). Liberalism and conservatism. In J. P. Robinson, P. R. Shaver,    &amp; L. S. Wrightsman (Eds.), Measures of political attitudes (vol. 2, pp.    59-158). San Diego: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201400020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lacerda, M., Pereira, C., &amp; Camino, L. (2002). Um estudo sobre as formas    de preconceito contra homossexuais na perspectiva das representa&ccedil;&otilde;es sociais.    <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 15</i>(1), 165-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201400020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matias, D. (2007). Psicologia e orienta&ccedil;&atilde;o sexual: Realidades em transforma&ccedil;&atilde;o.    <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXV</i>(1), 149-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201400020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monteiro, A., Ribeiro, A., &amp; Ser&ocirc;dio, R. G. (2009). Contextual dependency    of the self: Contrasting the value of personal and social identities. Poster    apresentado no <i>II Encontro de Jovens Cientistas da Universidade do Porto:    Investiga&ccedil;&atilde;o Jovem na Universidade do Porto</i>. Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201400020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moreno, K. N., &amp; Bodenhausen, G. V. (2001). Intergroup affect and social    judgment: Feelings as inadmissible information. <i>Group Processes Intergroup    Relations, 4</i>(1), 21-29. doi: 10.1177/1368430201041002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201400020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oakes, P. J., Haslam, S. A., &amp; Turner, J. C. (1994). <i>Stereotyping and    social reality</i>. Oxford, UK: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201400020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pereira, A., Monteiro, M. B., &amp; Camino, L. (2009). Estudo da valida&ccedil;&atilde;o    das escalas de cren&ccedil;as sobre a natureza da homossexualidade e de preconceito    contra homossexuais. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 7</i>(1), 21-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201400020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, C. R., Torres, A. R. R., Pereira, A., &amp; Falc&atilde;o, L. C. (2011).    Preconceito contra homossexuais e representa&ccedil;&otilde;es sociais da homossexualidade    em seminaristas cat&oacute;licos e evang&eacute;licos. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 27</i>(1),    73-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201400020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Savin-Williams, R. C. (2006). Who<b>’</b>s gay? Does it matter? <i>Current    Directions in Psychological Science, 15</i>(1), 40-44. doi: 10.1111/j.0963-7214.2006.00403.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201400020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Simon, A. (1998). The relationship between stereotypes of and attitudes toward lesbians and gay. In G. M. Herek (Ed.), <i>Stigma and sexual orientation: Understanding prejudice against lesbian, gay men, and bisexuals </i>(pp. 62-81). London: SAGE Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201400020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tajfel, H. (1978). <i>Differentiation between social groups: Studies in the    social psychology of intergroup relations</i>. London: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201400020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajfel, H. (1981). <i>Grupos humanos e categorias sociais: Estudos em psicologia    social [Human groups and social categories: Social psychology studies]</i>.    Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201400020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajfel, H., &amp; Turner, J. C. (1986). The social identity theory of intergroup    behavior. In S. Worchel &amp; W. G. Austin (Eds.), <i>Psychology of intergroup    relations </i>(pp. 7-24). Chicago, Il: Nelson-Hall Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201400020000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tajfel, H., &amp; Wilkes, A.L. (1963). Classification and quantitative judgment.    <i>British Journal of Psychology, 54</i>, 101-114. doi: 10.1111/j.2044-8295.1963.tb00865.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201400020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tomeh, A. K. (1978). Sex-role orientation: An analysis of structural and attitudinal    predictors. <i>Journal of Marriage and the Family, 40</i>, 341-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201400020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Turner, J. C. (1975). Social comparison and social identity: Some prospects    for intergroup behavior. <i>European Journal of Social Psychology, 5</i>(1),    1-34. doi: 10.1002/ejsp.2420050102&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201400020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Turner, J. C., &amp; Reynolds, K. J. (2004). The social identity perspective    in intergroup relations: Theories, themes, and controversies. In M. Brewer &amp;    M. Hewstone (Eds.), <i>Self and social identity </i>(pp. 259-277). 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The polls-trends: Attitudes toward homosexuality. <i>Public    Opinion Quarterly, 61</i>(3), 477-507. doi: 10.1086/297810&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201400020000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Irene Santos    Gomes, FPCE, Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto. E-mail:    <a href="mailto:imariagomes@gmail.com">imariagomes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 06/01/2014                                                                                                      Aceita&ccedil;&atilde;o: 11/03/2014</p>     ]]></body>
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