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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A contribuição da sensibilidade materna e paterna para o desenvolvimento cognitivo de crianças em idade pré-escolar]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Presbiteriana Mackenzie Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Maternal sensitivity during mother-child interaction is associated with better preschoolers’ cognitive development. However, the role of father’s sensitivity has been less studied. Seventy children (39 males, 55.7%) were assessed at 4½ years of age, in independent sessions with their mother and their father, in a free play interaction. Although no difference was found between mother’s and father’s sensitivity during the interactions, only the former became a significant predictor of preschoolers’ better cognitive development. The results are discussed taking into account specificities of mother- child and father-child interaction and its effect on children’s cognitive development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A contribui&ccedil;&atilde;o da sensibilidade materna e paterna para o desenvolvimento    cognitivo de crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mafalda Figueiredo*; Vera Mateus*; Ana Os&oacute;rio**; Carla Martins*</b></p>     <p>* Laborat&oacute;rio de Cogni&ccedil;&atilde;o Humana, CIPsi, Escola de Psicologia, Universidade    do Minho;</p>     <p>** Laborat&oacute;rio de Neuroci&ecirc;ncia Cognitiva e Social, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Dist&uacute;rbios do Desenvolvimento, Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de,    Universidade Presbiteriana Mackenzie, S&atilde;o Paulo, Brasil</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A sensibilidade materna no decorrer de intera&ccedil;&otilde;es m&atilde;e-crian&ccedil;a est&aacute; associada    a um melhor desen- volvimento cognitivo das crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. Por&eacute;m,    o papel da sensibilidade paterna encontra-se menos explorado. Setenta crian&ccedil;as    (39 do sexo masculino, 55.7%) foram observadas aos 4&frac12; anos de idade, em sess&otilde;es    independentes com a m&atilde;e e com o pai, numa intera&ccedil;&atilde;o de jogo livre. Embora n&atilde;o    tenha sido encontrada diferen&ccedil;a entre sensibilidade materna e paterna durante    as intera&ccedil;&otilde;es, apenas a primeira se revelou um preditor significativo de melhor    desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. Os resultados s&atilde;o    discutidos tendo em conta as especificidades da intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-crian&ccedil;a e pai-crian&ccedil;a    e o seu efeito no desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Idade pr&eacute;-escolar, Sensibilidade, Desenvolvimento cognitivo,    Intera&ccedil;&atilde;o m&atilde;e/pai- crian&ccedil;a. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Maternal sensitivity during mother-child interaction is associated with better    preschoolers’ cognitive development. However, the role of father’s sensitivity    has been less studied. Seventy children (39 males, 55.7%) were assessed at 4&frac12;    years of age, in independent sessions with their mother and their father, in    a free play interaction. Although no difference was found between mother’s and    father’s sensitivity during the interactions, only the former became a significant    predictor of preschoolers’ better cognitive development. The results are discussed    taking into account specificities of mother- child and father-child interaction    and its effect on children’s cognitive development.</p>     <p><b>Key-words</b>: Preschool, Sensitivity, Cognitive development, Mother/father-child    interaction. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</p>     <p>Durante os primeiros anos de vida o contexto familiar desempenha um papel primordial enquanto promotor do desenvolvimento cognitivo, emocional e social da crian&ccedil;a (e.g., Barocas et al., 1991; Lugo-Gil &amp; Tamis-LeMonda, 2008; Mistry, Benner, Biesanz, Clark, &amp; Howes, 2010; Morris, Silk, Steinberg, Myers, &amp; Robinson, 2007; Raikes et al., 2006). Um dos processos pelos quais este contexto proximal exerce a sua influ&ecirc;ncia na crian&ccedil;a e seu desenvolvimento decorre da qualidade dos comportamentos parentais durante as intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias entre a crian&ccedil;a e os seus progenitores. Nesta linha, a sensibilidade surge como uma caracter&iacute;stica-chave em qualquer intera&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica bem- sucedida. Definida como a capacidade de perceber e interpretar corretamente os comportamentos e sinais emitidos pela crian&ccedil;a, assegurando uma resposta adequada e contingente aos mesmos (Ainsworth, 1969), a sensibilidade &eacute; tamb&eacute;m vista como um importante preditor de uma rela&ccedil;&atilde;o de vincula&ccedil;&atilde;o segura entre a crian&ccedil;a e os progenitores na inf&acirc;ncia (Ainsworth, Blehar, Waters, &amp; Wall, 1978), bem como na idade pr&eacute;-escolar (Stevenson-Hinde, Chicot, Shouldice, &amp; Hinde, 2013), apesar do seu poder preditivo moderado (De Wolff &amp; van IJzendoorn, 1997).</p>     <p>Por outro lado, &agrave; medida que as crian&ccedil;as crescem e se tornam mais aut&oacute;nomas    e competentes, a sensibilidade parental no decorrer de intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas torna-se    particularmente relevante para a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as    ao longo dos primeiros anos de vida e, consequentemente, para a sua prepara&ccedil;&atilde;o    para os desafios acad&eacute;micos inerentes &agrave; entrada na escola (e.g., Cabrera, Shannon,    &amp; Tamis-LeMonda, 2007; Hirsh-Pasek &amp; Burchinal, 2006; Kelly, Morisset,    Barnard, Hammond, &amp; Booth, 1996; Lemelin, Tarabulsy, &amp; Provost, 2006;    Martin, Ryan, &amp; Brooks- Gunn, 2007; Tamis-LeMonda, Shannon, Cabrera, &amp;    Lamb, 2004). Assim, crian&ccedil;as que, em idade pr&eacute;-escolar, apresentam um melhor    desempenho em tarefas de avalia&ccedil;&atilde;o do QI e da linguagem s&atilde;o aquelas cujas m&atilde;es    e pais, sendo mais sens&iacute;veis, tomam em considera&ccedil;&atilde;o o ponto de vista da crian&ccedil;a,    respeitam a sua autonomia, percebem quando devem ou n&atilde;o intervir na intera&ccedil;&atilde;o    e respondem de forma adequada e contingente, atendendo &agrave;s necessidades e interesses    da crian&ccedil;a naquela situa&ccedil;&atilde;o (e.g., Martin et al., 2007; Tamis-LeMonda et al.,    2004). Esta defini&ccedil;&atilde;o de sensibilidade encontra-se intimamente ligada ao conceito    de <i>scaffolding</i>. Efetivamente, m&atilde;es e pais sens&iacute;veis tendem a providenciar    o <i>scaffolding </i>necess&aacute;rio para promover a aprendizagem e o melhor desempenho    poss&iacute;vel por parte das crian&ccedil;as (e.g., Baker, Sonnenschein, &amp; Gilat, 1996;    Engle &amp; McElwain, 2013). Neste caso, a sensibilidade parental passa, assim,    por adequar a interven&ccedil;&atilde;o do adulto &agrave; dificuldade da tarefa, idade, ritmo e    n&iacute;vel de desenvolvimento da crian&ccedil;a (o que esta &eacute; capaz de realizar sozinha).    De igual modo, os progenitores sens&iacute;veis s&atilde;o capazes de melhor estruturar a    intera&ccedil;&atilde;o, determinando o <i>timing </i>(momento em que deve intervir) e o tipo    de suporte (verbal ou n&atilde;o verbal) a fornecer e, desta forma, respeitando as    necessidades e interesses da crian&ccedil;a, promoverem a sua compet&ecirc;ncia e aprendizagem    nas atividades que realiza. A t&iacute;tulo exemplificativo, uma resposta sens&iacute;vel    de <i>scaffolding </i>poder&aacute; ter lugar numa situa&ccedil;&atilde;o em que a crian&ccedil;a &eacute; bem-sucedida    numa tarefa sem o apoio do adulto e, por isso, no momento seguinte este n&atilde;o    oferece qualquer tipo de assist&ecirc;ncia. Em contrapartida, um progenitor menos    sens&iacute;vel poder&aacute; fornecer suporte ap&oacute;s um sucesso obtido pela crian&ccedil;a de forma    independente, ou poder&aacute; continuar a providenciar a mesma quantidade e qualidade,    ou at&eacute; um n&iacute;vel mais reduzido, de suporte ap&oacute;s um insucesso da crian&ccedil;a (Baker    et al., 1996).</p>     <p>O papel da sensibilidade materna no desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as encontra-se bastante explorado e consolidado na literatura (e.g., Baker et al., 1996; Brooks-Gunn, Han, &amp; Waldfogel, 2002; Hirsh-Pasek &amp; Burchinal, 2006; Kelly et al., 1996; Lemelin et al., 2006). No entanto, e dado que &eacute;, hoje em dia, indiscut&iacute;vel a import&acirc;ncia da figura paterna para o desenvolvimento da crian&ccedil;a, h&aacute; um interesse crescente da comunidade cient&iacute;fica sobre a contribui&ccedil;&atilde;o da sensibilidade paterna para o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a (e.g., Cabrera et al., 2007; Martin et al., 2007; Ryan, Martin, &amp; Brooks-Gunn, 2006; Tamis-LeMonda et al., 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma primeira vaga de investiga&ccedil;&atilde;o sugere mais semelhan&ccedil;as do que diferen&ccedil;as no que diz respeito aos comportamentos adotados pelas m&atilde;es e pelos pais, no decorrer das intera&ccedil;&otilde;es com os seus filhos (Cabrera et al., 2007; Ryan et al., 2006; Tamis-LeMonda et al., 2004). Neste sentido, m&atilde;es e pais parecem ser igualmente sens&iacute;veis, cognitivamente estimulantes e aceitantes quando interagem com as suas crian&ccedil;as. Comparativamente &agrave; sensibilidade materna, tamb&eacute;m a sensibilidade paterna surge associada a melhores resultados em tarefas de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva em crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar (Cabrera et al., 2007; Martin et al., 2007; Ryan et al., 2006; Tamis-LeMonda et al., 2004). Todavia, a influ&ecirc;ncia materna e paterna no desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a parece refletir-se de forma diferencial ao longo do tempo. Cabrera e colaboradores (2007) verificaram que os comportamentos paternos, avaliados em termos de sensibilidade, aceita&ccedil;&atilde;o e estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva, seriam especial- mente relevantes em idades mais precoces, nomeadamente aos 2 e 3 anos, e n&atilde;o aos 5 anos de idade. Em contrapartida, os comportamentos maternos estavam associados com os resultados cognitivos das crian&ccedil;as em todos os momentos de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este estudo tem como objetivo principal explorar, na mesma amostra de crian&ccedil;as,    o valor preditivo da sensibilidade materna e paterna para o desenvolvimento    cognitivo dos seus filhos em idade pr&eacute;- escolar. Tendo em conta os desafios    cognitivos que caraterizam este per&iacute;odo desenvolvimental, procur&aacute;mos avaliar    a sensibilidade parental em termos da capacidade das m&atilde;es e dos pais de encararem    as intera&ccedil;&otilde;es com a crian&ccedil;a como uma oportunidade para estimular e promover    o desempenho &oacute;timo desta &uacute;ltima.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Na presente investiga&ccedil;&atilde;o participaram 70 crian&ccedil;as caucasianas, 39 (55.7%) do sexo masculino, respetivas m&atilde;es e pais, de uma amostra inicial de 77 fam&iacute;lias que integram um estudo longitudinal mais vasto em curso (cinco casos foram exclu&iacute;dos devido &agrave; inexist&ecirc;ncia de intera&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica entre a crian&ccedil;a e um dos progenitores, um caso foi exclu&iacute;do por falta de informa&ccedil;&atilde;o acerca do n&iacute;vel de escolaridade do pai e outro caso pelo facto da l&iacute;ngua materna da m&atilde;e n&atilde;o ser o portugu&ecirc;s). As crian&ccedil;as, com idades compreendidas entre 53 e 60 meses (<i>M</i>=55.03, <i>DP</i>=1.56), foram recrutadas em institui&ccedil;&otilde;es de ensino pr&eacute;-escolar no norte de Portugal. A idade das m&atilde;es variou entre 26 e 46 anos (<i>M</i>=36.73, <i>DP</i>=3.54) e os pais tinham entre 25 e 69 anos de idade (<i>M</i>=38.54, <i>DP</i>=6.23). Relativamente ao n&iacute;vel de escolaridade parental, 10 m&atilde;es (14.3%) e 28 pais (40.0%) possu&iacute;am at&eacute; 12&ordm; ano, 49 m&atilde;es (70.0%) e 31 pais (44.3%) tinham licenciatura, bacharelato ou p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, e, por fim, 11 m&atilde;es e 11 pais (15.7%) completaram o grau de mestrado ou doutoramento. Refira-se ainda que esta foi uma amostra de conveni&ecirc;ncia, recrutada em estabelecimentos de ensino pr&eacute;-escolar p&uacute;blicos e privados, tendo como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o as crian&ccedil;as apresentarem um desenvolvimento t&iacute;pico. Todos os participantes eram provenientes de meio urbano.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medidas</i></p>     <p><i>Dados sociodemogr&aacute;ficos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O preenchimento de uma ficha elaborada pela equipa de investiga&ccedil;&atilde;o do estudo longitudinal mais vasto permitiu recolher informa&ccedil;&atilde;o pessoal acerca dos participantes, nomeadamente sexo e idade da crian&ccedil;a, bem como idade, n&iacute;vel de escolaridade e ocupa&ccedil;&atilde;o profissional dos progenitores.</p>     <p><i>Desenvolvimento cognitivo</i></p>     <p>Atendendo &agrave; extens&atilde;o do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o do projeto longitudinal mais    vasto, e &agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos (e.g., Shields, Palermo, Powers, Grewe,    &amp; Smith, 2003; Trzesniewski, Moffitt, Caspi, Taylor, &amp; Maughan, 2006),    o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a foi avaliado atrav&eacute;s da administra&ccedil;&atilde;o    do formato curto da <i>Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence    – Revised </i>(WPPSI-R; Wechsler, 2003). Assim, a escolha recaiu sobre a combina&ccedil;&atilde;o    do formato curto composto pelos subtestes <i>Quadrados </i>e <i>Informa&ccedil;&atilde;o </i>(<i>r</i>tt=.890,    <i>r</i>=.859) (Sattler, 1992). No subteste Quadrados &eacute; pedido que a crian&ccedil;a    reproduza os desenhos previamente apresentados pelo investigador, com o aux&iacute;lio    de blocos de duas cores, num determinado espa&ccedil;o de tempo. Por sua vez, o subteste    Informa&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a resposta da crian&ccedil;a a um conjunto de quest&otilde;es relacionadas    com informa&ccedil;&atilde;o factual. Note-se que o subteste Quadrados &eacute; aquele que apresenta    correla&ccedil;&atilde;o mais elevada com a Escala Comp&oacute;sita de Realiza&ccedil;&atilde;o (<i>r</i>=.66)    e com a Escala Completa (<i>r</i>=.70). De igual modo, tamb&eacute;m o subteste Informa&ccedil;&atilde;o    apresenta a correla&ccedil;&atilde;o mais elevada com a Escala Comp&oacute;sita Verbal (<i>r</i>=.68)    e com a Escala Completa (<i>r</i>=.67) (Wechsler, 2003). No presente estudo    foi obtido um valor bruto para cada um dos subtestes, o qual foi posteriormente    convertido num valor padronizado que varia entre 1 e 19 pontos (<i>M=</i>10.0,    <i>SD</i>=3.0), doravante designados de QI de Realiza&ccedil;&atilde;o e QI Verbal. Por fim,    a soma dos valores padronizados dos dois subtestes permitiu obter o QI estimado    equivalente &agrave; Escala Completa, que pode variar entre 43 e 160 pontos (<i>M=</i>100.0,    <i>SD</i>=15.0), no presente estudo designado como QI Total (Sattler, 1992).</p>     <p><i>Sensibilidade parental</i></p>     <p>A <i>sensibilidade </i>materna e paterna foi avaliada durante sess&otilde;es de jogo livre – crian&ccedil;a com a m&atilde;e e crian&ccedil;a com o pai, respetivamente –, durante as quais foi pedido &agrave; d&iacute;ade para realizar constru&ccedil;&otilde;es com blocos de diferentes tamanhos, cores e formatos. A sensibilidade avalia a capacidade de perceber e interpretar corretamente os sinais verbais e n&atilde;o-verbais da crian&ccedil;a e, assim, emitir uma resposta contingente e adequada aos comportamentos desta (Ainsworth, 1969; Ainsworth et al., 1978). Para efeitos deste estudo, a defini&ccedil;&atilde;o de sensibilidade foi adaptada de forma a contemplar a capacidade das m&atilde;es e dos pais promoverem um desempenho superior da crian&ccedil;a na tarefa, comparativamente &agrave;quele que teria se a realizasse sozinha. &Agrave; semelhan&ccedil;a de outros autores (e.g., Carvalho et al., 2012; Leerkes, Blankson, &amp; O’Brien, 2009), esta dimens&atilde;o foi avaliada com recurso a uma escala <i>Likert </i>de 3 pontos especialmente desenvolvida no contexto desta investiga&ccedil;&atilde;o, que varia entre “<i>sensibilidade reduzida</i>” (1) caracter&iacute;stica do adulto que n&atilde;o interpreta corretamente os sinais da crian&ccedil;a, n&atilde;o adequando, portanto, o seu suporte &agrave;s necessidades da mesma; “<i>sensibilidade m&eacute;dia</i>” (2) t&iacute;pica do adulto que demonstra compreender os sinais emitidos pela crian&ccedil;a, bem como os seus comportamentos, embora nem sempre demonstre uma resposta contingente aos mesmos, pelo que poder&aacute; proporcionar suporte em demasia quando a crian&ccedil;a n&atilde;o necessita ou vice-versa; e “<i>sensibilidade elevada</i>” (3) em que o adulto interpreta corretamente os sinais e necessidades da crian&ccedil;a, fornecendo suporte de forma adequada, pelo que se envolve na intera&ccedil;&atilde;o e procura ensinar a crian&ccedil;a de um modo contingente<b>.</b></p>     <p>Todas as intera&ccedil;&otilde;es foram codificadas pelo investigador que desenvolveu a escala    e para efeitos de acordo inter-observadores foi treinado um segundo juiz, o    qual cotou 20% de intera&ccedil;&otilde;es da amostra total (n=28, 14 d&iacute;ades m&atilde;e-crian&ccedil;a e    14 d&iacute;ades pai-crian&ccedil;a). Foram obtidos n&iacute;veis elevados de acordo para a sensibilidade    materna (ric=.89) e paterna (ric=.88). Refira-se ainda que, aquando da cota&ccedil;&atilde;o    da sensibilidade parental, os dois ju&iacute;zes encontravam-se cegos quanto &agrave;s restantes    vari&aacute;veis do estudo – desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as e n&iacute;vel de escolaridade    parental.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>As crian&ccedil;as foram observadas em contexto laboratorial aos 4&frac12; anos, em duas    sess&otilde;es independentes – uma com a m&atilde;e e outra com o pai. Entre outras tarefas    administradas, cada d&iacute;ade envolveu-se numa intera&ccedil;&atilde;o de jogo livre com blocos    de diversos tamanhos, formatos e cores, com os quais as crian&ccedil;as deveriam realizar    constru&ccedil;&otilde;es com a ajuda dos progenitores. As d&iacute;ades foram instru&iacute;das a utilizar    blocos que se encontravam no interior de uma caixa, sem tempo limite, do modo    que lhes fosse mais conveniente. Os progenitores preencheram uma ficha de dados    sociodemogr&aacute;ficos. Numa das sess&otilde;es, procedeu-se igualmente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento    cognitivo das crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>RESULTADOS</p>     <p>Num primeiro momento, e atendendo &agrave; natureza ordinal da vari&aacute;vel sensibilidade    parental, foram utilizados testes n&atilde;o-param&eacute;tricos para explorar a associa&ccedil;&atilde;o    desta vari&aacute;vel com o desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as aos 4&frac12; anos e testar    diferen&ccedil;as entre a sensibilidade materna e paterna. Posteriormente, procedeu-se    a an&aacute;lises de regress&atilde;o linear hier&aacute;rquica de forma a responder &agrave; quest&atilde;o de    investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Aos 4&frac12; anos, as crian&ccedil;as apresentaram um QI Total m&eacute;dio de 118.51 (<i>SD</i>=12.39),    sendo que os valores referentes ao QI Total e QI Verbal se encontram ligeiramente    acima da m&eacute;dia padr&atilde;o (QI Total – <i>M</i>=100.0, <i>SD</i>=15.0; QI Verbal    – <i>M</i>=10.0, <i>SD</i>=3.0) (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). Por outro    lado, os resultados mostraram que a maioria das intera&ccedil;&otilde;es entre as crian&ccedil;as    e os seus progenitores era pautada por n&iacute;veis de sensibilidade parental m&eacute;dia    a elevada. Em contraste, 13 m&atilde;es (18.6%) e 20 pais (28.6%) demons- traram sensibilidade    reduzida no decorrer da tarefa desenvolvida com os seus filhos (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>).    N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre m&atilde;es e pais ao n&iacute;vel da    sensibilidade eviden- ciada durante a intera&ccedil;&atilde;o com as crian&ccedil;as, <i>Z</i>=-.307,    <i>p</i>=.759.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a08t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta as correla&ccedil;&otilde;es entre o desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as aos 4&frac12; anos, sexo e idade das crian&ccedil;as, bem com as caracter&iacute;sticas parentais. Por um lado, o desenvolvimento cognitivo n&atilde;o est&aacute; associado ao sexo ou idade das crian&ccedil;as. Em contrapartida, o n&iacute;vel de escolaridade das m&atilde;es est&aacute; positivamente correlacionado com o QI de Realiza&ccedil;&atilde;o e marginalmente correlacionado com o QI Total da crian&ccedil;a. De igual modo, tamb&eacute;m o n&iacute;vel de escolaridade dos pais est&aacute; positivamente correlacionado com o QI de Realiza&ccedil;&atilde;o e QI Total das crian&ccedil;as. Assim, quanto mais elevado o n&iacute;vel de escolaridade dos progenitores, melhor &eacute; o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a. Relativamente &agrave; sensibilidade parental, a sensibilidade materna revelou uma associa&ccedil;&atilde;o positiva significativa com o QI de Realiza&ccedil;&atilde;o e o QI Total. N&atilde;o foi encontrada correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a e a sensibilidade paterna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a08t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De modo a responder &agrave; quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, procedeu-se, ent&atilde;o, a an&aacute;lises    de regress&atilde;o linear hier&aacute;rquica com o objetivo de predizer o QI total das crian&ccedil;as    a partir da sensibilidade materna e paterna, controlando o efeito do n&iacute;vel de    escolaridade parental. Todos os preditores foram previamente transformados em    vari&aacute;veis <i>dummy</i>, dada a natureza ordinal das vari&aacute;veis originais. Os    resultados est&atilde;o apresentados na <a href="#t3">Tabela 3</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a08t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados da primeira an&aacute;lise de regress&atilde;o (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>    – Preditores Maternos) mostraram que o n&iacute;vel de escolaridade materno explica    10% da vari&acirc;ncia, <i>F</i>(2,67)=3.74, <i>p</i>=.029, do QI total das crian&ccedil;as,    sendo que um n&iacute;vel mais elevado de escolaridade materno prediz significativamente    melhor desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as, <i>&szlig;</i>=.32, <i>t</i>=2.68,    <i>p</i>=.009. A inclus&atilde;o da sensibilidade materna no 2&ordm; bloco vem acrescentar    6% &agrave; vari&acirc;ncia explicada, <i>F</i>(4,65)=3.14, <i>p</i>=.020. Melhor desenvolvimento    cognitivo est&aacute; associado a n&iacute;veis m&eacute;dios a elevados de sensibilidade materna,    <i>&szlig;</i>=-.26, <i>t</i>=-2.06, <i>p</i>=.044.</p>     <p>Os resultados da segunda an&aacute;lise de regress&atilde;o (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>    – Preditores Paternos) revelaram o n&iacute;vel de escolaridade paterno como um preditor    marginalmente significativo, <i>&szlig;</i>=.23, <i>t</i>=1.780, <i>p</i>=.077, explicando    cerca de 8% da vari&acirc;ncia, <i>F</i>(2,67)=2.74, <i>p</i>=.072, do QI total das    crian&ccedil;as. A inclus&atilde;o da sensibilidade paterna n&atilde;o acrescenta qualquer vari&acirc;ncia    explicada ao modelo de regress&atilde;o, <i>F</i>(4,65)=1.78, <i>p</i>=.143.</p>     <p>Por fim, foi realizado um terceiro e &uacute;ltimo modelo de regress&atilde;o linear hier&aacute;rquico    usando todos os preditores maternos e paternos que se revelaram significativos    e marginalmente significativos nos modelos testados anteriormente (cf. <a href="#t4">Tabela    4</a>). O n&iacute;vel de escolaridade materno e paterno explica cerca de 14% da vari&acirc;ncia,    <i>F</i>(2,67)=5.25, <i>p</i>=.008. A inclus&atilde;o da sensibilidade materna no modelo    de regress&atilde;o acrescenta 6% &agrave; vari&acirc;ncia explicada, <i>F</i>(3,66)=5.47, <i>p</i>=.002.    Melhor desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as est&aacute; associado a um n&iacute;vel de escolaridade    materno mais elevado e, tendencialmente, a um n&iacute;vel de escolaridade paterno    mais elevado bem como a n&iacute;veis m&eacute;dios a elevados de sensibilidade materna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p> <img src="/img/revistas/aps/v32n2/32n2a08t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O</p>     <p>O presente estudo teve por objetivo predizer o desenvolvimento cognitivo das    crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar a partir da sensibilidade materna e paterna, no    decorrer de uma intera&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica de jogo livre.</p>     <p>Relativamente ao desenvolvimento cognitivo aos 4&frac12; anos, a nossa amostra apresenta um QI Total e QI verbal ligeiramente acima da m&eacute;dia. No entanto, &eacute; necess&aacute;ria alguma precau&ccedil;&atilde;o na interpreta&ccedil;&atilde;o destes resultados, uma vez que as crian&ccedil;as foram avaliadas atrav&eacute;s do formato curto da <i>Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence – Revised </i>(WPPSI-R), constitu&iacute;do por dois subtestes. Por outro lado, Flynn (2006) sugere um aumento de 0.3 pontos por ano no valor m&eacute;dio de QI, alertando para a necessidade de utilizar testes estandardizados com normas o mais atualizadas poss&iacute;vel. Tendo em conta que dez anos separam a recolha de dados do presente estudo da revis&atilde;o do procedimento usado para avaliar o desenvolvimento cognitivo, seria de esperar um acr&eacute;scimo de cerca de 3 pontos no QI m&eacute;dio das crian&ccedil;as da nossa amostra.</p>     <p>Este resultado pode ainda ser explicado pelo n&iacute;vel sociocultural m&eacute;dio-elevado    destas fam&iacute;lias, bem como o n&iacute;vel de escolaridade das m&atilde;es e dos pais, o que    poder&aacute; implicar um maior acesso a experi&ecirc;ncias educativas e culturais mais ricas    e materiais did&aacute;ticos mais diversificados e estimulantes. Efetivamente, quando    analisada a contribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis parentais para o desenvolvimento cognitivo    das crian&ccedil;as, o n&iacute;vel educacional das m&atilde;es e dos pais revelou-se preditor do    desenvolvi- mento cognitivo da crian&ccedil;a, na medida em que um n&iacute;vel de escolaridade    mais elevado dos progenitores foi preditor de melhores resultados na avalia&ccedil;&atilde;o    cognitiva da crian&ccedil;a. Este resultado &eacute; concordante com a literatura na &aacute;rea    (Cabrera et al., 2007; Christian, Morrison, &amp; Bryant, 1998; Pancsofar &amp;    Vernon-Feagans, 2006; Pancsofar, Vernon-Feagans, &amp; The Family Life Project    Investigators, 2010; Tamis-LeMonda et al., 2004). Um n&iacute;vel educacional mais    elevado parece refletir-se nas cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas parentais e, por conseguinte,    na forma como m&atilde;es e pais encaram a educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos e os envolvem em    atividades cognitivamente estimulantes. Neste sentido, a t&iacute;tulo de exemplo,    alguns autores sugerem que m&atilde;es e pais com um n&iacute;vel educacional mais elevado    tendem a apresentar h&aacute;bitos de leitura mais frequentes com as crian&ccedil;as do que    progenitores com baixo n&iacute;vel de escolaridade (Duursma, Pan, &amp; Raikes, 2008;    Raikes et al., 2006). De igual modo, um n&iacute;vel educacional mais elevado tamb&eacute;m    parece estar associado a comportamentos parentais mais positivos como a sensibilidade    (Tamis-LeMonda et al., 2004).</p>     <p>Em contrapartida, e respondendo &agrave; nossa quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o, apenas a sensibilidade    materna constituiu um preditor significativo do QI das crian&ccedil;as, mesmo quando    controlado o n&iacute;vel educacional das m&atilde;es e dos pais. Assim, as crian&ccedil;as com melhor    desempenho nas tarefas de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva tinham m&atilde;es que demonstraram n&iacute;veis    m&eacute;dios a elevados de sensibilidade durante a intera&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a. &Agrave; semelhan&ccedil;a    de outras investiga&ccedil;&otilde;es (e.g., Cabrera et al., 2007; Tamis-LeMonda et al., 2004),    m&atilde;es e pais n&atilde;o diferiram em termos de sensibilidade. Por&eacute;m, no presente estudo,    a sensibilidade paterna n&atilde;o contribuiu para o desenvolvimento cognitivo das    crian&ccedil;as aos 4&frac12; anos. Estes resultados poder&atilde;o ser explicados atendendo &agrave;s especificidades    da intera&ccedil;&atilde;o que a crian&ccedil;a estabelece individualmente com cada progenitor. Uma    poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o prende-se com o tempo que cada progenitor despende com a    crian&ccedil;a e o tipo de atividades em que se envolvem durante esse per&iacute;odo, aspetos    que, no estudo de Faria (2011), influenciaram os comportamentos interativos    quer da m&atilde;e/pai quer da crian&ccedil;a em contexto de jogo. A este prop&oacute;sito, alguns    estudos sugerem que as m&atilde;es continuam a ser o elemento da fam&iacute;lia que passa    mais tempo com a crian&ccedil;a e a principal respons&aacute;vel por tarefas mais pr&aacute;ticas    como a organiza&ccedil;&atilde;o e presta&ccedil;&atilde;o de cuidados (e.g., alimenta&ccedil;&atilde;o, dar banho). Contudo,    m&atilde;es e pais parecem participar de forma igualit&aacute;ria nas atividades mais l&uacute;dicas    (e.g., brincadeira, ler hist&oacute;rias), que surgem como o principal contexto de    intera&ccedil;&atilde;o entre os pais e as crian&ccedil;as (Craig, 2006; Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Santos,    &amp; Vaughn, 2008; Pimenta, Ver&iacute;ssimo, Monteiro, &amp; Pessoa e Costa, 2010).    Al&eacute;m disso, as m&atilde;es tendem ainda a realizar diferentes tarefas em simult&acirc;neo    de modo a garantir disponibilidade para as atividades l&uacute;dicas com a crian&ccedil;a    (Craig, 2006). Como tal, e uma vez que atuam em contextos de intera&ccedil;&atilde;o mais    diversificados, as m&atilde;es disp&otilde;em de um maior n&uacute;mero de oportunidades para promover    o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a. Por outro lado, as intera&ccedil;&otilde;es entre    as crian&ccedil;as e os pais tendem a ser mais en&eacute;rgicas e fisicamente mais desafiantes    do que as intera&ccedil;&otilde;es que estabelecem com as m&atilde;es (John, Halliburton, &amp; Humphrey,    2013; MacDonald &amp; Parke, 1986), o que se torna particularmente relevante    durante o per&iacute;odo pr&eacute;- escolar em que o desenvolvimento da capacidade f&iacute;sica    e motora da crian&ccedil;a &eacute; mais not&oacute;rio. Em contrapartida, as m&atilde;es parecem interagir    mais calmamente com as crian&ccedil;as, procurando estruturar as atividades, ensinar    e estabelecer limites (John et al., 2013). Assim, as intera&ccedil;&otilde;es com as m&atilde;es    parecem reunir caracter&iacute;sticas que poder&atilde;o promover um contexto mais favor&aacute;vel    &agrave; aprendizagem e estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva. Por sua vez, as intera&ccedil;&otilde;es com os pais    conduzem a crian&ccedil;a a um estado de maior ativa&ccedil;&atilde;o emocional, pelo que poder&atilde;o    tornar-se fundamentais para a autorregula&ccedil;&atilde;o comportamental e emocional da crian&ccedil;a    (Flanders, Leo, Paquette, Pihl, &amp; S&eacute;guin, 2009; Fletcher, StGeorge, &amp;    Freeman, 2013). Neste sentido, a contribui&ccedil;&atilde;o paterna para o desenvolvimento    cognitivo das crian&ccedil;as poder&aacute; ter efeitos diferenciados ao longo do tempo, sendo    estes especialmente significativos em idades mais precoces (Cabrera et al.,    2007; Ryan et al., 2006; Tamis-LeMonda et al., 2004), podendo, em idade pr&eacute;-escolar,    a intera&ccedil;&atilde;o com o pai influenciar outras &aacute;reas do desenvolvimento da crian&ccedil;a    igualmente importantes.</p>     <p>Quando analisamos a influ&ecirc;ncia da sensibilidade parental no desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a &eacute; necess&aacute;ria alguma cautela na interpreta&ccedil;&atilde;o da direcionalidade dos resultados. De facto, estudos emp&iacute;ricos com crian&ccedil;as que apresentam d&eacute;fices cognitivos sugerem que &eacute; poss&iacute;vel que crian&ccedil;as com melhores resultados ao n&iacute;vel do QI, comparativamente com as primeiras, possam emitir sinais mais claros aos seus progenitores (Feniger-Schaal &amp; Oppenheim, 2013; Janssen, Schuengel, &amp; Stolk, 2002), ou necessitar de uma menor interven&ccedil;&atilde;o da parte dos mesmos. Neste sentido, quando uma crian&ccedil;a alcan&ccedil;a sucesso sozinha, provavelmente o adulto continuar&aacute; a manter uma posi&ccedil;&atilde;o mais passiva, intervindo apenas quando a crian&ccedil;a o solicitar. Por conseguinte, as m&atilde;es e os pais de crian&ccedil;as com QI mais elevado ter&atilde;o menos dificuldade em interpretar e responder adequadamente aos comportamentos e sinais da crian&ccedil;a, favorecendo a sua sensibilidade.</p>     <p>&Eacute; de referir alguns aspetos que constitu&iacute;ram limita&ccedil;&otilde;es no presente trabalho que devem ser considerados em investiga&ccedil;&otilde;es futuras. Assim, ser&aacute; interessante incluir na amostra fam&iacute;lias com um n&iacute;vel sociocultural mais diversificado. Por outro lado, a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma escala <i>Likert </i>mais ampla para codificar a sensibilidade parental poder&aacute; permitir uma maior discrimina&ccedil;&atilde;o dos comportamentos maternos e paternos nesta dimens&atilde;o, tornando-se mais sens&iacute;vel a poss&iacute;veis diferen&ccedil;as existentes entre os progenitores. Seria ainda pertinente incluir outras vari&aacute;veis parentais na an&aacute;lise, nomeadamente informa&ccedil;&atilde;o sobre o tempo que cada progenitor passa com a crian&ccedil;a e o tipo de atividades que normal- mente realizam durante esse per&iacute;odo, o que poderia ser &uacute;til para a interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos. Por &uacute;ltimo, seria tamb&eacute;m importante analisar a qualidade do envolvimento da crian&ccedil;a na atividade realizada com cada um dos progenitores e seu papel nos resultados cognitivos da crian&ccedil;a, uma vez que o envolvimento da crian&ccedil;a parece ser influenciado pela responsividade estimulante e afetuosa do adulto no decorrer da intera&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica (Aguiar, 2006). Contudo, n&atilde;o podemos deixar de salientar tamb&eacute;m dois pontos fortes na investiga&ccedil;&atilde;o apresentada. Um deles consiste na inclus&atilde;o das m&atilde;es e dos pais no mesmo estudo, o que nem sempre se verifica quando &eacute; estudado o papel da figura parental no desenvolvimento da crian&ccedil;a. Al&eacute;m disso, o recurso a metodologia observacional permite estudar processos complexos como a intera&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica entre humanos, por vezes, imposs&iacute;vel de descrever pelos pr&oacute;prios intervenientes (Martins &amp; Machado, 2006).</p>     <p>Indiscutivelmente, o desenvolvimento das crian&ccedil;as &eacute; influenciado pela forma como estas interagem com as suas m&atilde;es e os seus pais, sendo que cada progenitor poder&aacute; contribuir de forma &uacute;nica para o desenvolvimento dos seus filhos (Lamb &amp; Tamis-LeMonda, 2004; Lewis &amp; Lamb, 2003). A este prop&oacute;sito, se os comportamentos maternos parecem contribuir essencialmente para o desenvolvi- mento cognitivo da crian&ccedil;a, a intera&ccedil;&atilde;o com o pai tem-se revelado proeminente para o desenvol- vimento socio-emocional desta (Cabrera et al., 2007; Grossmann et al., 2002). Neste sentido, &eacute; indispens&aacute;vel continuar a explorar o papel que cada progenitor desempenha nas mais diversas &aacute;reas e fases do desenvolvimento da crian&ccedil;a, recorrendo, sempre que poss&iacute;vel, a diferentes metodologias e fontes de informa&ccedil;&atilde;o e incluindo m&atilde;es e pais nesses estudos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS</p>     <!-- ref --><p>Aguiar, C. (2006). <i>Comportamentos interactivos maternos e envolvimento da    crian&ccedil;a</i>.    Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento n&atilde;o publicada, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias    da Educa&ccedil;&atilde;o do Porto, Universidade do Porto. Retirado    de <a href="http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/19565/2/58842.pdf" target="_blank">http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/19565/2/58842.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-8231201400020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. S. (1969). <i>Maternal sensitivity scales</i>.    Retirado de <a href="http://www.psychology.sunysb.edu/attachment/measures/content/ainsworth_scales.html" target="_blank">http://www.psychology.sunysb.edu/attachment/measures/content/ainsworth_scales.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201400020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ainsworth, M. D. S., Blehar, M. C., Waters, E., &amp; Wall, S. (1978). <i>Patterns    of attachment: A psychological study of the strange situation</i>. Hillsdale,    NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201400020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Baker, L., Sonnenschein, S., &amp; Gilat, M. (1996). Mothers’ sensitivity to    the competencies of their preschoolers on a concept-learning task. <i>Early    Chilhood Research Quarterly</i>, <i>11</i>(3), 405-422. doi: 10.1016/S0885-    2006(96)90014-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201400020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barocas, R., Seifer, R., Sameroff, A., Andrews, T., Croft, R., &amp; Ostrow,    E. (1991). Social and interpersonal determinants of developmental risk. <i>Developmental    Psychology</i>, <i>27</i>(3), 479-488. doi: 10.1037/0012- 1649.27.3.479&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-8231201400020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brooks-Gunn, J., Han, W., &amp; Waldfogel, J. (2002). Maternal employment and    child cognitive outcomes in the first three years of life: The NICHD study of    early child care. <i>Child Development</i>, <i>73</i>(4), 1052-1072. doi: 10.1111/1467-8624.00457&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201400020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cabrera, N., Shannon, J., &amp; Tamis-LeMonda, C. (2007). Fathers’ influence on their children’s cognitive and emotional development: From toddlers to pre-K. <i>Applied Development Science</i>, <i>11</i>(4), 208-213. doi: 10.1080/10888690701762100&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201400020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalho, J., Martins, C., Martins, E. C., Os&oacute;rio, A., Carvalho, M. J., &amp;    Soares, I. (2012). <i>Scaffolding </i>verbal materno no &acirc;mbito de uma tarefa    de elicita&ccedil;&atilde;o narrativa em crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>,    <i>30</i>(4), 359-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201400020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christian, K., Morrison, F. J., &amp; Bryant, F. B. (1998) Predicting kindergarten    academic skills: Interactions among child care, maternal education, and family    literacy environments. <i>Early Childhood Research Quarterly</i>, <i>13</i>(3),    501-521. doi: 10.1016/S0885-2006(99)80054-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201400020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Craig, L. (2006). Does father care mean fathers share? A comparison of how    mothers and fathers in intact families spend time with children. <i>Gender &amp;    Society</i>, <i>20</i>(2), 259-281. doi: 10.1177/0891243205285212&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201400020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>De Wolff, M., &amp; van IJzendoorn, M. H. (1997). Sensitivity and attachment:    A meta-analysis on parental antecedents of infant-attachment. <i>Child Development,    68</i>(4), 571-591. doi: 10.1111/j.1467-8624.1997. tb04218.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201400020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duursma, E., Pan, B. A., &amp; Raikes, H. (2008). Predictors and outcomes of    low-income fathers’ reading with their toddlers. <i>Early Childhood Research    Quarterly</i>, <i>23</i>(3), 351-365. doi: 10.1016/j.ecresq.2008.06.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201400020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Engle, J. M., &amp; McElwain, N. L. (2013). Parental depressive symptoms and    marital intimacy at 4.5 years: Joint contributions to mother-child and father-child    interaction at 6.5 years. <i>Developmental Psychology</i>, <i>49</i>(12), 2225-2235.    doi: 10.1037/a0032450&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201400020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Faria, A. R. (2011). <i>Continuidade e desenvolvimento dos processos de vincula&ccedil;&atilde;o    &agrave; m&atilde;e e ao pai durante os primeiros 18 meses de vida</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento    n&atilde;o publicada, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o do Porto, Universidade    do Porto. Retirado de <a href="http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/61994/2/77470.pdf" target="_blank">http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/61994/2/77470.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-8231201400020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feniger-Schaal, R., &amp; Oppenheim, D. (2013). Resolution of the diagnosis and maternal sensitivity among mothers of children with Intellectual Disability. <i>Research in Developmental Disabilities</i>, <i>34</i>(1), 306-313. doi: 10.1016/j.ridd.2012.08.007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201400020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flanders, J. L., Leo, V., Paquette, D., Pihl, R. O., &amp; S&eacute;guin, J. R. (2009).    Rough-and-tumble play and the regulation of aggression: An observational study    of father-child play dyads. <i>Aggressive Behavior</i>, <i>35</i>(4), 285-295.    doi: 10.1002/ab.20309&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-8231201400020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fletcher, R., StGeorge, J., &amp; Freeman, E. (2013). Rough and tumble play    quality: Theoretical foundations for a new measure of father-child interaction.    <i>Early Child Development and Care</i>, <i>183</i>(6), 746-759. doi: 10.1080/03004430.2012.723439&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201400020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flynn, J. R. (2006). Tethering the elephant: Capital cases, IQ, and the Flynn    effect. <i>Psychology, Public Policy, and Law, 12</i>(2)<i>, </i>170-189. doi:    10.1037/1076-8971.12.2.170&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201400020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grossmann, K., Grossmann, K. E., Fremmer-Bombik, E., Kindler, H., Scheuerer-Englisch,    H., &amp; Zimmermann, P. (2002). The uniqueness of the child-father attachment    relationship: Fathers’ sensitive and challenging play as a pivotal variable    in a 16-year longitudinal study. <i>Social Development, 11</i>(3), 301-337.    doi: 10.1111/1467- 9507.00202&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201400020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hirsh-Pasek, K., &amp; Burchinal, M. (2006). Mother and caregiver sensitivity    over time: Predicting language and academic outcomes with variable- and person-centered    approaches. <i>Merrill-Palmer Quarterly</i>, <i>52</i>(3), 449- 485. doi: 10.1353/mpq.2006.0027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201400020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Janssen, C. G. C., Schuengel, C., &amp; Stolk, J. (2002). Understanding challenging    behaviour in people with severe and profound intellectual disability: A stress-attachment    model. <i>Journal of Intellectual Disability Research</i>, <i>46</i>(6), 445-453.    doi: 10.1046/j.1365-2788.2002.00430.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201400020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>John, A., Halliburton, A., &amp; Humphrey, J. (2013). Child-mother and child-father    play interaction patterns with preschoolers. <i>Early Child Development and    Care</i>, <i>183</i>(3-4), 483-497. doi: 10.1080/03004430.2012.711595&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201400020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kelly, J., Morisset, C., Barnard, K., Hammond, M., &amp; Booth, C. (1996). The influence of early mother-child interaction on preschool cognitive/linguistic outcomes in a high-social-risk group. <i>Infant Mental Health Journal</i>, <i>17</i>(4), 310-321. doi: 10.1002/(SICI)1097-0355(199624)17:4&lt;310::AID-IMHJ3&gt;3.0.CO;2-Q&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201400020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamb, M. E., &amp; Tamis-LeMonda, C. S. (2004). The role of the father: An    introduction. In M. E. Lamb (Ed.), <i>The role of the father in child development</i>    (4th ed., pp. 1-31). New York, NY: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201400020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leerkes, E. M., Blankson, A. N., &amp; O’Brien, M. (2009). Differential effects of maternal sensitivity to infant distress and nondistress on social-emotional functioning. <i>Child Development</i>, <i>80</i>(3), 762-775. doi: 10.1111/ j.1467-8624.2009.01296.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201400020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lemelin, J., Tarabulsky, G. M., &amp; Provost, M. A. (2006). Predicting preschool    cognitive development from infant temperament, maternal sensitivity, and psychosocial    risk. <i>Merril-Palmer Quartely</i>, <i>52</i>(4), 779-806. doi: 10.1353/mpq.2006.0038&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201400020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lewis, C., &amp; Lamb, M. E. (2003). Fathers’ influences on children’s development:    The evidence from two-parent families. <i>European Journal of Psychology of    Education</i>, <i>18</i>(2), 211-228. doi: 10.1007/BF03173485&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201400020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lugo-Gil, J., &amp; Tamis-leMonda, C. (2008). Family resources and parenting    quality: Links to children’s cognitive development across the first 3 years.    <i>Child Development</i>, <i>79</i>(4), 1065-1085. doi: 10.1111/j.1467- 8624.2008.01176.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201400020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MacDonald, K., &amp; Parke, R. D. (1986). Parent-child physical play: The effects    of sex and age of children and parents. <i>Sex Roles, 15</i>(7-8), 367-378.    doi: 10.1007/BF00287978&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201400020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martin, A., Ryan, R. M., &amp; Brooks-Gunn, J. (2007). The joint influence    of mother and father parenting on child cognitive outcomes at age 5. <i>Early    Childhood Research Quarterly</i>, <i>22</i>(4), 423-439. doi: 10.1016/j.ecresq.    2007.07.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201400020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, C., &amp; Machado, C. (2006). Observa&ccedil;&atilde;o da intera&ccedil;&atilde;o humana: Considera&ccedil;&otilde;es    metodol&oacute;gicas. <i>Psicologia: Teoria, Investiga&ccedil;&atilde;o e Pr&aacute;tica</i>, <i>11</i>(2),    159-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201400020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mistry, R. S., Benner, A. D., Biesanz, J. C., Clark, S. L., &amp; Howes, C.    (2010). Family and social risk, and parental investments during the early childhood    years as predictors of low-income children’s school readiness outcomes. <i>Early    Childhood Research Quarterly</i>, <i>25</i>(4), 432-449. doi: 10.1016/j.ecresq.2010.01.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Santos, A. J., &amp; Vaughn, B. E. (2008). Envolvimento    paterno e organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de base segura das crian&ccedil;as em fam&iacute;lias    portuguesas. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica</i>, <i>26</i>(3), 395-409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201400020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morris, A. S., Silk, J. S., Steinberg, L., Myers, S. S., &amp; Robinson, L.    R. (2007). The role of the family context in the development of emotion regulation.    <i>Social Development</i>, <i>16</i>(2), 361-388. doi:10.1111/j.1467- 9507.2007.00389.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201400020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pancsofar, N., &amp; Vernon-Feagans, L. (2006). Mother and father language    input to young children: Contributions to later language development. <i>Journal    of Applied Developmental Psychology</i>, <i>27</i>(6), 571-587. doi: 10.1016/j.appdev.2006.08.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201400020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pancsofar, N., Vernon-Feagans, L., &amp; The Family Life Project Investigators.    (2010). Fathers’ early contributions to children’s language development in families    from low-income rural communities. <i>Early Childhood Research Quarterly</i>,    <i>25</i>(4), 450-463. doi: 10.1016/j.ecresq.2010.02.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201400020000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pimenta, M., Ver&iacute;ssimo, M., Monteiro, L., &amp; Pessoa e Costa, I. (2010).    O envolvimento paterno de crian&ccedil;as a frequentar o jardim-de-inf&acirc;ncia. <i>An&aacute;lise    Psicol&oacute;gica</i>, <i>28</i>(4), 565-580.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Raikes, H., Pan, B. A., Luze, G., Tamis-LeMonda, C. S., Brooks-Gunn, J., Constantine,    J., ... Rodriguez, E. T. (2006). Mother-child bookreading in low-income families:    Correlates and outcomes during the first three years of life. <i>Child Development</i>,    <i>77</i>(4), 924-953. doi:10.1111/j.1467-8624.2006.00911.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201400020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ryan, R., Martin, A., &amp; Brooks-Gunn, J. (2006). Is one good parent good    enough? Patterns of mother and father parenting and child cognitive outcomes    at 24 and 6 months. <i>Parenting: Science and Practice</i>, <i>6</i>(2), 211-228.    doi: 10.1080/15295192.2006.9681306&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201400020000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sattler, J. M. (1992). <i>Assessment of children: WISC-III and WPPSI-R supplement</i>. San Diego, CA: J.M. Sattler, Publisher, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shields, B. J., Palermo, T. M., Powers, J. D., Grewe, S. D., &amp; Smith, G.    A. (2003). Predictors of a child’s ability to use a visual analogue scale. <i>Child:    Care, Health &amp; Development</i>, <i>29</i>(4), 281-290. doi: 10.1046/j.1365-    2214.2003.00343.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201400020000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Stevenson-Hinde, J., Chicot, R., Shouldice, A., &amp; Hinde, C. A. (2013).    Maternal anxiety, maternal sensitivity, and attachment. <i>Attachment &amp;    Human Development, 15</i>(5-6), 618-636. doi: 10.1080/14616734.2013. 830387&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400020000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tamis-LeMonda, C., Shannon, J., Cabrera, N., &amp; Lamb, M. (2004). Fathers    and mothers at play with their 2-and 3-year-olds: Contributions to language    and cognitive development. <i>Child Development</i>, <i>75</i>(6), 1806- 1820.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400020000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    doi: 10.1111/j.1467-8624.2004.00818.x</p>     <!-- ref --><p>Trzesniewski, K. H., Moffitt, T. E., Caspi, A., Taylor, A., &amp; Maughan,    B. (2006). 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Lisboa, Portugal: CEGOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400020000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="c0"></a><a href="#topc0">Correspond&ecirc;ncia</a></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo    dever&aacute; ser enviada para: Carla Martins, Escola de Psicologia, Universidade do    Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga. E-mail: <a href="mailto:cmartins@psi.uminho.pt">cmartins@psi.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A prepara&ccedil;&atilde;o deste manuscrito foi apoiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia    e pelo Fundo de Desenvol- vimento Regional Europeu (FEDER) atrav&eacute;s do Programa    Europeu COMPETE (FCOMP-01-0124-FEDER- 015504) do QREN atribu&iacute;da ao projeto intitulado    “Prontid&atilde;o escolar socio-emocional-cognitiva: Uma abordagem longitudinal ao    seu curso desenvolvimental durante a idade pr&eacute;-escolar” (PTDC/PSI-EDD/114527/2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 25/02/2014                                                                                                      Aceita&ccedil;&atilde;o: 06/05/2014</p>      ]]></body><back>
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