<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312014000300002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.575</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Experiência da gravidez em situação de seropositividade para o VIH: Revisão da literatura brasileira]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Levandowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela Centenaro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marco Daniel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dores]]></surname>
<given-names><![CDATA[Silvana Dietrich Sasso das]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ritt]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriela Cássia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schuck]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lara Monteiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabela Rodrigues]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>259</fpage>
<lpage>277</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312014000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312014000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312014000300002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Gerar um filho no contexto da seropositividade para VIH/Sida pode ser uma experiência emocionalmente difícil para as mulheres. No presente estudo, realizou-se uma revisão da literatura brasileira da última década (2000-2010) sobre a temática da experiência da gravidez em situação de seropositividade para VIH no Brasil, tendo-se identificado 20 estudos. Mais especificamente, objetivou-se identificar aspectos relevantes para futuras investigações e intervenções psicológicas junto a essa clientela. Os resultados apontaram para experiências típicas do período gestacional, como contato afetivo com o bebê e preocupação com a sua saúde, assim como experiências particulares impostas pela seropositividade, como frustração diante da expectativa da não-amamentação e medo da transmissão vertical. O apoio social destacou-se como aspecto facilitador da adesão ao tratamento e do manejo da infecção. Os resultados encontrados permitem identificar aspectos relevantes para investigações futuras no Brasil e fornecem pistas para a intervenção psicológica junto à população seropositiva.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Conceive a child in a situation of a positive HIV/AIDS diagnosis may be emotionally hard to women. In the current study, it was conducted a review of the Brazilian literature of the last decade (2000-2010), and it were identified 20 studies on the topic of the experience of pregnancy in the context of HIV seropositivity. Specifically, it was aimed to identify relevant issues for future research and psychological interventions for this population. The results pointed to typical experiences of pregnancy, such as affective contact with baby and concerns about baby’s health, and to particular experiences imposed by seropositivity, like frustration at the prospect of not breastfeeding and fear of vertical transmission. Social support emerged as a facilitator aspect to manage the disease and to continue its treatment. These findings allowed identifying relevant aspects for future research in Brazil and provide indications for the psychological intervention with HIV-positive population.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Gravidez]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Seropositividade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[VIH/Sida]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Revisão da Literatura]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Brasil]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pregnancy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Seropositivity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[HIV/AIDS]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Literature Review]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Brazil]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Experi&ecirc;ncia da gravidez em situa&ccedil;&atilde;o de seropositividade para o VIH: Revis&atilde;o da literatura brasileira</b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Daniela Centenaro Levandowski<sup>*</sup>, Marco Daniel Pereira<sup>**</sup>, Silvana Dietrich Sasso das Dores<sup>*</sup>,  Gabriela C&aacute;ssia Ritt<sup>*</sup>, Lara Monteiro Schuck<sup>*</sup>, Isabela Rodrigues Sanches<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> Universidade Federal de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de de Porto Alegre, Brasil;</p>      <p><sup>**</sup> FPCE, Universidade de Coimbra</p>     <p><b><a name="topc0" id="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Gerar um filho no contexto da seropositividade para VIH/Sida pode ser uma experi&ecirc;ncia emocionalmente dif&iacute;cil para as mulheres. No  presente estudo, realizou-se uma revis&atilde;o da literatura brasileira da &uacute;ltima d&eacute;cada (2000-2010) sobre a tem&aacute;tica da  experi&ecirc;ncia da gravidez em situa&ccedil;&atilde;o de seropositividade para VIH no Brasil, tendo-se identificado 20 estudos. Mais  especificamente, objetivou-se identificar aspectos relevantes para futuras investiga&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es  psicol&oacute;gicas junto a essa clientela. Os resultados apontaram para experi&ecirc;ncias t&iacute;picas do per&iacute;odo gestacional, como  contato afetivo com o beb&ecirc; e preocupa&ccedil;&atilde;o com a sua sa&uacute;de, assim como experi&ecirc;ncias particulares impostas pela  seropositividade, como frustra&ccedil;&atilde;o diante da expectativa da n&atilde;o-amamenta&ccedil;&atilde;o e medo da transmiss&atilde;o  vertical. O apoio social destacou-se como aspecto facilitador da ades&atilde;o ao tratamento e do manejo da infec&ccedil;&atilde;o. Os resultados  encontrados permitem identificar aspectos relevantes para investiga&ccedil;&otilde;es futuras no Brasil e fornecem pistas para a  interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o seropositiva.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Gravidez, Seropositividade, VIH/Sida, Revis&atilde;o da Literatura, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Conceive a child in a situation of a positive HIV/AIDS diagnosis may be emotionally hard to women. In the current study, it was conducted a  review of the Brazilian literature of the last decade (2000-2010), and it were identified 20 studies on the topic of the experience of pregnancy  in the context of HIV seropositivity. Specifically, it was aimed to identify relevant issues for future research and psychological interventions  for this population. The results pointed to typical experiences of pregnancy, such as affective contact with baby and concerns about baby&rsquo;s  health, and to particular experiences imposed by seropositivity, like frustration at the prospect of not breastfeeding and fear of vertical  transmission. Social support emerged as a facilitator aspect to manage the disease and to continue its treatment. These findings allowed  identifying relevant aspects for future research in Brazil and provide indications for the psychological intervention with HIV-positive  population.</p>     <p><b>Key-words:</b> Pregnancy, Seropositivity, HIV/AIDS, Literature Review, Brazil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </p>     <p>O diagn&oacute;stico positivo de infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (VIH) atinge diversas pessoas na  atualidade e, devido &agrave; sua cronicidade, integra o cotidiano dos profissionais de sa&uacute;de, merecendo tamb&eacute;m a  aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores. Especialmente entre as mulheres, no &acirc;mbito nacional e internacional, a incid&ecirc;ncia do VIH tem  aumentado com o consequente crescimento da transmiss&atilde;o por via heterossexual (Joint United Nations Programme on HIV/AIDS &#91;UNAIDS&#93;, 2012;  Lemos, Gurgel, &amp; Fabbro, 2005). Particularmente no Brasil, considerando os dados acumulados de 1980 a junho de 2013, foram notificados um total  de 686.478 casos de Sida, dos quais 241.223 (35,1%) correspondem a mulheres (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#91;MS&#93;, 2013). Apenas no ano de 2012,  do total de 8.622 casos de Sida no sexo feminino notificados, 96,6% corresponderam a mulheres heterossexuais. Com isso, a preocupa&ccedil;&atilde;o  com a transmiss&atilde;o vertical do v&iacute;rus (da m&atilde;e para o beb&ecirc;) ganhou destaque, dado o n&uacute;mero crescente de  crian&ccedil;as que passaram a nascer contami nadas com o VIH. De fato, existe uma possibilidade de transmiss&atilde;o vertical do VIH,  quando a mulher n&atilde;o &eacute; tratada corretamente na gesta&ccedil;&atilde;o, trabalho de parto e no per&iacute;odo de expuls&atilde;o  (MS, 2006). </p>     <p>Nesse sentido, de 2000 a junho de 2013, foram notificados no Brasil um total de 77.066 casos de infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH em gestantes.  Somente em 2012, a expectativa foi de 12.177 gestantes seropositivas para o VIH (MS, 2013). Diante desse panorama, a ado&ccedil;&atilde;o de  medidas preventivas torna-se relevante, tendo em vista as poss&iacute;veis repercuss&otilde;es da infec&ccedil;&atilde;o para a gestante e o feto,  tais como crescimento intra-uterino restrito, baixo peso para a idade gestacional (Abey&aacute; et al., 2004; Brocklehurst &amp; French, 1998;  Ellis, Williams, Graves, &amp; Lindsay, 2002), prematuridade e maior preval&ecirc;ncia de cardiopatia fetal e de altera&ccedil;&otilde;es da  quantidade de l&iacute;quido amni&oacute;tico (Lopes et al., 2007). &Eacute; nesta linha que a gravidez surge como um ponto cr&iacute;tico de  reflex&atilde;o sobre como responder &agrave; infec&ccedil;&atilde;o por VIH (Pereira &amp; Canavarro, 2012; Sanders, 2008; Sherr, 2005). </p>     <p>A ocorr&ecirc;ncia de uma gesta&ccedil;&atilde;o acarreta mudan&ccedil;as importantes para a mulher, que afetam desde o estilo de vida  (a situa&ccedil;&atilde;o ocupacional, de moradia e do casal, se existente), at&eacute; seus sentimentos e pensamentos (Canavarro, 2001).  Mesmo naqueles casos em que a situa&ccedil;&atilde;o se mostra favor&aacute;vel, em termos econ&ocirc;micos e psicossociais, h&aacute; sempre um  rearranjo e uma readapta&ccedil;&atilde;o para incluir o novo membro da fam&iacute;lia (Boss, 2002). Entretanto, quando a gravidez vem associada  a uma condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, como a seropositividade para VIH, presume-se que a situa&ccedil;&atilde;o pode tornar-se mais complexa  (Carvalho &amp; Piccinini, 2006, 2008; Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2007; Pereira &amp; Canavarro, 2012). Nesses casos, a mulher estar&aacute;  exposta a um n&iacute;vel mais alto de estresse, devido &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es relativas n&atilde;o apenas &agrave;  gesta&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m &agrave; pr&oacute;pria sa&uacute;de e ao tratamento anti-retroviral (Louren&ccedil;o &amp; Afonso,  2009). De acordo com Pereira (2008), perante a gesta&ccedil;&atilde;o, a mulher precisa manejar o paradoxo vida e morte (representado pela gravidez  e pela infec&ccedil;&atilde;o, respectivamente). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir da necessidade de destacar esta tem&aacute;tica, com todas as peculiaridades que essa situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de  imp&otilde;e para as gestantes, efetuou-se, no presente trabalho, uma revis&atilde;o da literatura brasileira da &uacute;ltima d&eacute;cada  (2000-2010) sobre a tem&aacute;tica da experi&ecirc;ncia da gravidez em situa&ccedil;&atilde;o de seropositividade para VIH no Brasil. No presente  estudo, a experi&ecirc;ncia de gravidez foi definida pela viv&ecirc;ncia quer dos aspectos subjetivos das gestantes (desejos, sentimentos,  preocupa&ccedil;&otilde;es, medos, percep&ccedil;&otilde;es), quer dos objetivos, que envolvem a pr&oacute;pria gravidez e, conjuntamente,  tamb&eacute;m a infec&ccedil;&atilde;o (diagn&oacute;stico, tratamento, etc.). Essa defini&ccedil;&atilde;o foi inspirada no conceito de  &ldquo;experi&ecirc;ncia da parentalidade&rdquo; empregado por Houzel (2004). Desse modo, buscou-se responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es:  o que estudos brasileiros tem mostrado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como as mulheres e homens vivenciam a gravidez na presen&ccedil;a de  infec&ccedil;&atilde;o por VIH? Que sentimentos e preocupa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o presentes? Quais os desafios enfrentados por esses  indiv&iacute;duos? Mais especificamente, a partir da an&aacute;lise dos principais resultados dos estudos revisados, objetivou-se identificar  aspectos relevantes para futuras investiga&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas junto a essa popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO </p>     <p>Realizou-se uma busca de artigos brasileiros sobre a experi&ecirc;ncia da gravidez na situa&ccedil;&atilde;o de seropositividade no  per&iacute;odo 2000-2010 nas bases de dados SCIELO (<i>Scientific Electronic Library Online</i>) e LILACS (<i>Literatura Latinoamericana en  Ciencias de la Salud</i>). Para a pesquisa foram utilizadas como palavras-chave: VIH, soropositividade, gravidez e maternidade, em  combina&ccedil;&atilde;o (por exemplo, VIH &ldquo;and&rdquo; gravidez). Cabe ressaltar que foram considerados, nessa revis&atilde;o, apenas estudos  realizados por pesquisadores/profissionais brasileiros, publicados no idioma portugu&ecirc;s e em peri&oacute;dicos brasileiros. </p>     <p>A partir da busca, foram localizados 133 registros (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>). Ap&oacute;s a leitura dos resumos localizados, foram  exclu&iacute;das: teses e monografias (<i>n</i>=6), artigos de autoria de pesquisadores portugueses (<i>n</i>=1), artigos cujo texto completo  n&atilde;o estava dispon&iacute;vel online (<i>n</i>=1), artigos cujos registros se repetiram na consulta &agrave;s diferentes bases de dados  (<i>n</i>=24) e aqueles com foco em gesta&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia (<i>n</i>=1). Tamb&eacute;m foram exclu&iacute;dos artigos que  abordavam outras ocorr&ecirc;ncias cl&iacute;nicas na gravidez, parto ou puerp&eacute;rio, que n&atilde;o a infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH (por  ex., toxoplasmose, hepatite, infec&ccedil;&otilde;es genitais, etc.; <i>n</i>=10), perfil de gestantes atendidas (<i>n</i>=1), conhecimento de  gestantes sobre pr&eacute;-natal e situa&ccedil;&otilde;es de risco &agrave; gravidez (<i>n</i>=1) e outros temas, tais como viol&ecirc;ncia contra  a mulher (<i>n</i>=3), desenvolvimento de vacina para VIH (<i>n</i>=1), nutri&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-nascido (<i>n</i>=1), &eacute;tica  na assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de de adolescentes (<i>n</i>=1) e preven&ccedil;&atilde;o do uso de drogas (<i>n</i>=1). Ainda, foram  exclu&iacute;dos artigos que abordavam: dados epidemiol&oacute;gicos da infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH (preval&ecirc;ncia, perfil dos  indiv&iacute;duos infectados, fatores de risco associados, etc.; <i>n</i>=10); diferentes aspectos e quadros cl&iacute;nicos associados &agrave;  infec&ccedil;&atilde;o (<i>n</i>=10); sa&uacute;de sexual e reprodutiva, contracep&ccedil;&atilde;o, vulnerabilidades e comportamentos de risco  para a infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH (<i>n</i>=12); testagem anti-VIH (preditores para a realiza&ccedil;&atilde;o, dificuldades de  realiza&ccedil;&atilde;o, taxas de realiza&ccedil;&atilde;o, falhas na identifica&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o, etc.; <i>n</i>=6);  gerenciamento e avalia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de controle da infec&ccedil;&atilde;o, de sua transmiss&atilde;o e para o  atendimento a soropositivos (<i>n</i>=12); efeitos do tratamento anti-retroviral para mulheres e crian&ccedil;as (<i>n</i>=6);  percep&ccedil;&otilde;es e atitudes dos profissionais frente &agrave; demanda reprodutiva de indiv&iacute;duos infectados pelo VIH (<i>n</i>=1) e  interven&ccedil;&otilde;es de cunho preventivo &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH (<i>n</i>=4). Destaca-se que todos os documentos  exclu&iacute;dos n&atilde;o contemplavam o foco do presente estudo, ou seja, os aspectos psicol&oacute;gicos da experi&ecirc;ncia da gravidez na  vig&ecirc;ncia do VIH. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a02q1.jpg" width="578" height="254"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s essas exclus&otilde;es, restaram 20 artigos, nos quais foram analisados o delineamento, o ano e o local de publica&ccedil;&atilde;o,  bem como os principais resultados referentes &agrave; experi&ecirc;ncia da gravidez na presen&ccedil;a de infec&ccedil;&atilde;o por VIH. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS </p>     <p>A fim de caracterizar o <i>corpus </i>considerado para an&aacute;lise, o <a href="#q2">Quadro 2</a> apresenta a autoria, o ano de  publica&ccedil;&atilde;o, o local de realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, o delineamento, o objetivo e os participantes de 17 artigos  emp&iacute;ricos brasileiros (14 qualitativos e tr&ecirc;s quantitativos) dentre os 20 analisados. Os tr&ecirc;s artigos restantes s&atilde;o  apresentados separadamente no <a href="#q3">Quadro 3</a> em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; autoria, ano de publica&ccedil;&atilde;o e objetivos, por se tratarem de  estudos te&oacute;ricos ou de revis&atilde;o da literatura. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a02q2.jpg" width="578" height="556"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a02q3.jpg" width="580" height="150"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Percebe-se o predom&iacute;nio de estudos qualitativos, o que est&aacute; de acordo com a natureza dos objetivos de cada  investiga&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m da tem&aacute;tica, que, como visto, ainda &eacute; pouco investigada no Brasil. Com efeito, dos 133  registros iniciais, apenas 15% teve como foco o tema do presente estudo. Nesse sentido, pode-se dizer que a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento  sobre a experi&ecirc;ncia da gravidez de mulheres seropositivas para o VIH ainda &eacute; incipiente no pa&iacute;s, o que tamb&eacute;m justifica  a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos qualitativos, como uma primeira aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade investigada. </p>     <p>Quanto aos participantes, evidenciou-se certa diversidade de p&uacute;blico nos estudos que abordaram diferentes tem&aacute;ticas a respeito da  experi&ecirc;ncia da gesta&ccedil;&atilde;o na vig&ecirc;ncia do VIH: desde homens e mulheres seropositivas que n&atilde;o t&ecirc;m filhos, mas  que possuem planos de t&ecirc;-los, at&eacute; gestantes, pu&eacute;rperas e m&atilde;es. Essa diversidade possibilita ampliar o entendimento  dessas experi&ecirc;ncias. De qualquer forma, chama a aten&ccedil;&atilde;o a predomin&acirc;ncia de estudos com mulheres adultas, por exemplo, e  de n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico baixo, uma vez que os estudos tem sido realizados com o p&uacute;blico que freq&uuml;enta os servi&ccedil;os  p&uacute;blicos de sa&uacute;de no Brasil. Essa restri&ccedil;&atilde;o compromete o conhecimento da experi&ecirc;ncia da gravidez em outros  segmentos da popula&ccedil;&atilde;o de gestantes com VIH, como as adolescentes/jovens, e mesmo de mulheres adultas de outro status  socioecon&ocirc;mico. </p>     <p>Da mesma forma, ressalta-se a concentra&ccedil;&atilde;o de estudos realizados com usu&aacute;rios de grandes centros urbanos, como S&atilde;o  Paulo (<i>n</i>=5), Fortaleza e Porto Alegre (<i>n</i>=4). Outras capitais, como Rio de Janeiro, Bras&iacute;lia e Salvador tamb&eacute;m figuram,  mas de forma pouco expressiva (<i>n</i>=1), assim como apenas um estudo foi realizado com indiv&iacute;duos de uma cidade do interior do  pa&iacute;s (localizada na Bahia). Em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo consultado, percebe-se um maior n&uacute;mero de estudos publicados  a partir de 2006, caracterizando um pequeno aumento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira nos &uacute;ltimos anos da d&eacute;cada  considerada. </p>     <p>Para a apresenta&ccedil;&atilde;o dos principais resultados dos estudos aqui revisados, optou-se por dividi-los conforme os temas abordados  pelos mesmos. Tais eixos tem&aacute;ticos derivaram da leitura dos 20 artigos analisados. S&atilde;o eles: (1) Projeto de gravidez/maternidade:  Decis&otilde;es reprodutivas de portadores do VIH; (2) Sentimentos despertados pela confirma&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o; (3)  Sentimentos despertados pelo diagn&oacute;stico da infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH e pela realiza&ccedil;&atilde;o da testagem anti-VIH; (4)  Sentimentos despertados pela necessidade de preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do v&iacute;rus e ades&atilde;o ao tratamento;  (5) Experi&ecirc;ncias do per&iacute;odo gestacional n&atilde;o explicitamente associadas &agrave; seropositividade; (6) Percep&ccedil;&otilde;es e  experi&ecirc;ncias relativas &agrave; vida conjugal e familiar. Ressalta-se que alguns artigos analisados abordaram mais de um aspecto da  experi&ecirc;ncia da gravidez em seus resultados, motivo pelo qual foram mencionados em mais de um eixo tem&aacute;tico. </p>     <p>Ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos principais resultados dos estudos revisados em cada um desses eixos tem&aacute;ticos, segue-se a  discuss&atilde;o, com foco nas lacunas encontradas na literatura brasileira, bem como nos aspectos importantes a serem considerados na  elabora&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas para a assist&ecirc;ncia dessas mulheres e suas fam&iacute;lias, em  acordo aos objetivos do presente estudo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Projeto de gravidez/maternidade: Decis&otilde;es reprodutivas de portadores do VIH </i></p>     <p>Um tema freq&uuml;entemente abordado pelos estudos brasileiros diz respeito ao projeto de gravidez e maternidade de indiv&iacute;duos  seropositivos. Considerou-se tal projeto como a inten&ccedil;&atilde;o reprodutiva (tanto de ter filhos como de n&atilde;o ter &ndash; mais &ndash;  filhos), assim como as justificativas que embasam essa decis&atilde;o. Outro aspecto aqui comentado diz respeito &agrave; percep&ccedil;&atilde;o  desses indiv&iacute;duos sobre a rea&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de frente &agrave;s suas decis&otilde;es reprodutivas, tamb&eacute;m  veiculada no material analisado. </p>     <p>Em 15 artigos revisados foi encontrada refer&ecirc;ncia a conhecimento pr&eacute;vio dos participantes (se n&atilde;o todos, pelo menos alguns)  a respeito de sua condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica positiva para o VIH. Isso mostra que, apesar desse conhecimento, existe uma  inten&ccedil;&atilde;o de ter filhos entre a popula&ccedil;&atilde;o pesquisada. Por exemplo, em estudo realizado em S&atilde;o Paulo (Paiva, Lima,  Santos, Ventura-Filipe, &amp; Segurado, 2002), aproximadamente 20% das mulheres desejavam ter filhos (ou ter mais filhos), apesar de sua  condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica. A situa&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica n&atilde;o parece modificar a inten&ccedil;&atilde;o de ter  filhos nas participantes mais jovens e que ainda n&atilde;o s&atilde;o m&atilde;es, o mesmo sendo encontrado entre os homens (Santos et al., 2002).  A inten&ccedil;&atilde;o de engravidar apareceu pautada em diversas justificativas, como a realiza&ccedil;&atilde;o como mulher, a  constitui&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia (Paiva et al., 2002; Santos &amp; Bispo Jr., 2010), uma tentativa de satisfazer ao desejo do  parceiro (Paiva et al., 2002) ou mesmo para retribuir o cuidado e o apoio dele recebidos (Silva, Alvarenga, &amp; Ayres, 2006). Outra justificativa  apontada foi o conhecimento da pequena probabilidade de transmiss&atilde;o vertical, quando realizada uma boa profilaxia (Galv&atilde;o, Cunha,  &amp; Machado, 2010; Sant&rsquo;Anna, Seidl, &amp; Galinkin, 2008; Santos &amp; Bispo Jr., 2010). Diante disso, algumas mulheres chegam mesmo a  esconder o seu estado serol&oacute;gico dos parceiros e profissionais para poderem engravidar (Carvalho &amp; Piccinini, 2008). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entretanto, tamb&eacute;m se observaram d&uacute;vidas e medos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidez no contexto da seropositividade, o que  levou &agrave; reflex&atilde;o sobre a possibilidade de ado&ccedil;&atilde;o (Paiva et al., 2002), ao adiamento da concretiza&ccedil;&atilde;o da  maternidade ou mesmo &agrave; decis&atilde;o de n&atilde;o ter (outro) filho, apesar das medidas de cuidado existentes (Sant&rsquo;Anna et al.,  2008). O medo da transmiss&atilde;o vertical e da culpabiliza&ccedil;&atilde;o pelos pr&oacute;prios filhos no futuro tamb&eacute;m foi apontado  como motivo para tal (Carvalho &amp; Piccinini, 2006, 2008; Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2007, 2008; Santos &amp; Bispo Jr., 2010). Isso ficou  evidenciado em um estudo conduzido com 148 mulheres com VIH em S&atilde;o Paulo (Santos et al., 2002), no qual se constatou que a serologia  positiva apareceu como um fator inibidor da maternidade para aquelas que j&aacute; haviam transmitido o v&iacute;rus anteriormente a outros filhos  (pela falta de tratamento adequado na ocasi&atilde;o e pela descoberta tardia da condi&ccedil;&atilde;o). Essas participantes referiram o medo de  novamente ocorrer a transmiss&atilde;o vertical, de n&atilde;o receberem apoio para elas e seus filhos, assim como das crian&ccedil;as sofrerem com  o preconceito, aspecto tamb&eacute;m referido na revis&atilde;o de literatura de Gon&ccedil;alves e Piccinini (2007). Al&eacute;m desses,  tamb&eacute;m foi identificado, entre mulheres de S&atilde;o Paulo, o medo em rela&ccedil;&atilde;o aos efeitos dos medicamentos para o beb&ecirc;,  &agrave; possibilidade de os filhos ficarem &oacute;rf&atilde;os (pela morte da m&atilde;e) e &agrave;s dificuldades financeiras a serem  enfrentadas (Silva et al., 2006), o que contribuiu para a inten&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ter (mais) filhos ou de adiar esse plano. De modo  geral, esses achados indicam o impacto dessa condi&ccedil;&atilde;o na vida sexual e reprodutiva das mulheres e seus parceiros. </p>     <p>Outro aspecto que pode repercutir no projeto de gravidez/maternidade de indiv&iacute;duos seropositivos &eacute; a sua percep&ccedil;&atilde;o  sobre a rea&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de frente a essa inten&ccedil;&atilde;o. Foi identificada, em investiga&ccedil;&atilde;o  conduzida em S&atilde;o Paulo (Paiva et al., 2002), uma expectativa de que a equipe, especialmente o m&eacute;dico, reagiria contra a  decis&atilde;o de engravidar, gerando um temor quanto &agrave; falta de apoio desses profissionais frente &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o (Santos  et al., 2002). Esses resultados contrastaram com os obtidos por Sant&rsquo;anna et al. (2008), no Distrito Federal, no qual as participantes  esperavam apoio e acolhimento dos profissionais diante da inten&ccedil;&atilde;o de engravidar. No entanto, essas mulheres tinham conhecimento de  atitudes preconceituosas de outras equipes no atendimento de pessoas seropositivas. Tanto posturas profissionais desfavor&aacute;veis como de apoio  foram referidas tamb&eacute;m em investiga&ccedil;&otilde;es realizadas na Bahia (Santos &amp; Bispo Jr., 2010) e em S&atilde;o Paulo (Silva et  al., 2006), influenciando na decis&atilde;o de n&atilde;o engravidar das usu&aacute;rias. </p>     <p>De modo geral, as demandas reprodutivas dessa clientela parecem n&atilde;o ser bem acolhidas, conforme apontado na revis&atilde;o de literatura  conduzida por Gon&ccedil;alves, Carvalho, Faria, Goldim e Piccinini (2009). A falta de preparo t&eacute;cnico, a necessidade de  redu&ccedil;&atilde;o dos casos de transmiss&atilde;o vertical, contamina&ccedil;&atilde;o do parceiro e re-contamina&ccedil;&atilde;o da mulher  (preconizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil), os preconceitos e preceitos morais e &eacute;ticos dos pr&oacute;prios  profissionais, assim como o foco no tratamento cl&iacute;nico do VIH/Sida, em detrimento de quest&otilde;es subjetivas dos usu&aacute;rios (e.g.,  projetos de vida, contexto sociocultural, etc.) foram algumas das barreiras identificadas por esses autores para a efetiva  implementa&ccedil;&atilde;o desse acolhimento. Todavia, n&atilde;o se pode esquecer que os profissionais exercem suas atividades dentro de um  contexto social, pol&iacute;tico, hist&oacute;rico e econ&ocirc;mico e que, por isso, tamb&eacute;m encenam as cren&ccedil;as e estere&oacute;tipos  ligados ao VIH/Sida da sociedade em que vivem. De qualquer modo, os resultados dos estudos revisados demonstram que, embora a decis&atilde;o  reprodutiva seja tradicionalmente individual, no contexto da seropositi -vidade as decis&otilde;es institucionais podem sobrepor-se ao &acirc;mbito  individual. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sentimentos despertados pela confirma&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o </i></p>     <p>Embora n&atilde;o sendo foco de nenhuma investiga&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, sentimentos frente &agrave; efetiva  confirma&ccedil;&atilde;o da gravidez foram referidos em alguns poucos estudos brasileiros e, por isso, s&atilde;o abordados nessa  se&ccedil;&atilde;o. Em geral, o panorama encontrado remonta a sentimentos negativos, tais como preocupa&ccedil;&atilde;o, ang&uacute;stia e medo  das mulheres diante dessa confirma&ccedil;&atilde;o (Faria &amp; Piccinini, 2010; Moura, Kimura, &amp; Pra&ccedil;a, 2010; Paiva &amp;  Galv&atilde;o, 2004), que tendem a se modificar ao longo da gravidez (Moura et al., 2010; Paiva &amp; Galv&atilde;o, 2004). </p>     <p>Em entrevistas com gestantes e pu&eacute;rperas de Fortaleza, Paiva e Galv&atilde;o (2004) identificaram como motivos para tais sentimentos de  preocupa&ccedil;&atilde;o, insatisfa&ccedil;&atilde;o, ang&uacute;stia e contrariedade diante da descoberta da gravidez, o seu n&atilde;o  planejamento, o conhecimento pr&eacute;vio da condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica e as pr&oacute;prias condi&ccedil;&otilde;es  socioecon&ocirc;micas das participantes. O medo da transmiss&atilde;o vertical tamb&eacute;m pareceu gerar ambival&ecirc;ncia e sentimentos de  p&acirc;nico e confus&atilde;o diante dessa confirma&ccedil;&atilde;o entre mulheres entrevistadas em Porto Alegre (Faria &amp; Piccinini, 2010)  e em S&atilde;o Paulo (Moura, Kimura, &amp; Pra&ccedil;a, 2010). Essas &uacute;ltimas referiram temor pela sa&uacute;de da crian&ccedil;a e pela  pr&oacute;pria sa&uacute;de, cogitando at&eacute; mesmo realizar um aborto. </p>     <p>Entretanto, as mulheres tendem a demonstrar aceita&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo, considerando o beb&ecirc; como  um motivo para viver (Paiva &amp; Galv&atilde;o, 2004). Rea&ccedil;&otilde;es de resigna&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o tendem a  emergir especialmente quando a gravidez &eacute; descoberta tardiamente, seja pela percep&ccedil;&atilde;o desse acontecimento como um fato natural  na trajet&oacute;ria feminina e/ou mesmo como a concretiza&ccedil;&atilde;o de um projeto de vida das entrevistadas (Moura et al., 2010). </p>     <p>Importante destacar que, dentre os estudos analisados, apenas em Moura e Pra&ccedil;a (2006), Moura et al. (2010) e Gon&ccedil;alves e Piccinini  (2008) encontrou-se alguma refer&ecirc;ncia expl&iacute;cita ao planejamento da gravidez por alguma das participantes. Sendo assim, percebe-se a  predomin&acirc;ncia do n&atilde;o planejamento da gravidez entre o p&uacute;blico acessado (muito embora exista uma inten&ccedil;&atilde;o de  gravidez, conforme apontou a se&ccedil;&atilde;o anterior). Assim, a gesta&ccedil;&atilde;o, na maior parte das vezes, ocorre acidentalmente  (embora n&atilde;o de forma indesejada) e sem uma efetiva orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Esse fato &eacute; preocupante quando se  verifica, nos estudos revisados, que alguns indiv&iacute;duos possuem conhecimento pr&eacute;vio de seu estado serol&oacute;gico positivo para o  VIH. De fato, apenas em Carneiro e Coelho (2010) identifica-se que o conhecimento do VIH ocorreu durante o trabalho de parto ou puerp&eacute;rio.  Nos demais estudos, os participantes tanto conheciam como desconheciam esse diagn&oacute;stico. O fato de pelo menos alguns indiv&iacute;duos  conhecerem previamente o diagn&oacute;stico de infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH parece explicar os sentimentos negativos diante da  confirma&ccedil;&atilde;o da gravidez veiculados nos estudos revisados. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Sentimentos despertados pelo diagn&oacute;stico da infec&ccedil;&atilde;o pelo VIH e pela realiza&ccedil;&atilde;o da testagem anti-VIH </i></p>     <p>Os sentimentos e rea&ccedil;&otilde;es frente ao diagn&oacute;stico da seropositividade, assim como as percep&ccedil;&otilde;es em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria testagem anti-VIH, s&atilde;o outros temas abordados por alguns dos estudos revisados, tanto em  gestantes como em pu&eacute;rperas. Entretanto, como comentado anteriormente, os estudos revisados indicam que alguns indiv&iacute;duos conhecem o  seu estado serol&oacute;gico previamente &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o atualmente investigada. Assim, deve-se lembrar que nem todos os estudos  abordaram essa tem&aacute;tica, porque, em muitos casos, a infec&ccedil;&atilde;o j&aacute; havia sido descoberta pelos participantes em  gesta&ccedil;&otilde;es anteriores. </p>     <p>Dentre os estudos que abordaram o tema, a descoberta do VIH ocorreu durante a gesta&ccedil;&atilde;o ou mesmo no momento do parto, quando da  realiza&ccedil;&atilde;o de exames que incluem a testagem anti-VIH. Esse panorama foi encontrado entre 110 mulheres de Fortaleza. Embora 45  conhecessem a sua serologia antes do pr&eacute;-natal, 57.3% (<i>n=</i>63) descobriram a infec&ccedil;&atilde;o durante o pr&eacute;-natal e duas  delas somente no parto (Cavalcante, Silveira, Ribeiro, &amp; Ramos Jr., 2008). Ressalta-se que o momento de descoberta do diagn&oacute;stico  reveste-se de import&acirc;ncia, haja vista os cuidados de que a dupla m&atilde;e-beb&ecirc; necessita para evitar a transmiss&atilde;o vertical. </p>     <p>Entre essas participantes que desconheciam a infec&ccedil;&atilde;o antes da gesta&ccedil;&atilde;o, a realiza&ccedil;&atilde;o do teste  anti-VIH no pr&eacute;-natal emergiu como uma oportunidade de conhecimento e de cuidado, pela possibilidade de tratamento e de  prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da crian&ccedil;a, evitando a transmiss&atilde;o vertical (Santos &amp; Bispo Jr., 2010; Silva,  Ara&uacute;jo, &amp; Paz, 2008). Contudo, experi&ecirc;ncia diferente foi encontrada por Carneiro e Coelho (2010) entre pu&eacute;rperas atendidas  em um centro de refer&ecirc;ncia para VIH/Sida de Salvador. Estas, em geral, n&atilde;o haviam sido informadas da necessidade de  realiza&ccedil;&atilde;o da testagem anti-VIH, cuja solicita&ccedil;&atilde;o havia sido feita de forma compuls&oacute;ria, sem esclarecimentos e  sem aconselhamento pr&eacute;vio e posterior ao teste, contrariando a recomenda&ccedil;&atilde;o do MS (2006, 2007) e desconsiderando a sua  autonomia como usu&aacute;rias. Igualmente, mulheres entrevistadas em Fortaleza referiram a viv&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es inadequadas,  como a revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico na sala de parto e sem uma prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, bem como a quebra de sigilo  do diagn&oacute;stico perante os familiares, contrariando seu pedido expl&iacute;cito (Galv&atilde;o et al., 2010). </p>     <p>Conforme indicou a revis&atilde;o da literatura realizada por Gon&ccedil;alves e Piccinini (2007), vivenciar a descoberta da  infec&ccedil;&atilde;o juntamente com a descoberta da gravidez ou no seu decorrer pode se constituir em uma situa&ccedil;&atilde;o emocionalmente  dif&iacute;cil para a mulher, que pode acarretar problemas de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, como depress&atilde;o, ansiedade e desordens  som&aacute;ticas. Por outro lado, manter o segredo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infec&ccedil;&atilde;o j&aacute; conhecida para familiares e  amigos, diante de uma gesta&ccedil;&atilde;o, pode ser bem mais dif&iacute;cil. A intensidade da preocupa&ccedil;&atilde;o com a poss&iacute;vel  revela&ccedil;&atilde;o desse segredo pode inclusive repercutir na rela&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a. Portanto, esse &eacute; um aspecto  importante a ser avaliado e manejado junto a essas mulheres. </p>     <p><i>Sentimentos despertados pela necessidade de preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do v&iacute;rus e ades&atilde;o ao  tratamento </i></p>     <p>Uma quest&atilde;o que se coloca no contexto da gravidez na vig&ecirc;ncia do VIH &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o de medidas profil&aacute;ticas  para a preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical. Os sentimentos despertados por essa condi&ccedil;&atilde;o, bem como a  quest&atilde;o da ades&atilde;o ao tratamento anti-retroviral na gesta&ccedil;&atilde;o e no parto, foram abordados por alguns estudos revisados. </p>     <p>Quanto ao tratamento, a partir de entrevista com 14 gestantes seropositivas de S&atilde;o Paulo, que possu&iacute;am conhecimento pr&eacute;vio  de sua condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica de no m&iacute;nimo 12 meses (Moura &amp; Pra&ccedil;a, 2006), encontrou-se uma postura de  credibilidade. No caso, elas o realizaram de forma completa, visando a aumentar as possibilidades de nascimento de um beb&ecirc; saud&aacute;vel e  de se manterem saud&aacute;veis para cuidar do filho. A gesta&ccedil;&atilde;o contribuiu para a ades&atilde;o ao tratamento anti-retroviral  (TARV), pela preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de da crian&ccedil;a e a pr&oacute;pria sa&uacute;de, panorama tamb&eacute;m encontrado  entre gestantes seropositivas de Porto Alegre e regi&atilde;o (Carvalho &amp; Piccinini, 2006). Para aquelas que j&aacute; haviam tido filhos, a  soronegatividade dos mesmos constituiu-se em est&iacute;mulo adicional para a busca de assist&ecirc;ncia e a ades&atilde;o ao TARV na  gesta&ccedil;&atilde;o atual (Moura &amp; Pra&ccedil;a, 2006). </p>     <p>Nos estudos analisados foram identificados como fatores promotores para a ades&atilde;o ao TARV o apoio recebido de familiares, especialmente  dos parceiros amorosos, o desejo de que o beb&ecirc; nascesse bem e saud&aacute;vel e a qualidade do aconselhamento (orienta&ccedil;&otilde;es e  informa&ccedil;&otilde;es) recebido no servi&ccedil;o de sa&uacute;de. Entretanto, tamb&eacute;m foram identificadas dificuldades para o seguimento  do tratamento, devido aos efeitos colaterais dos medicamentos (Ara&uacute;jo, Silveira, Silveira, &amp; Melo, 2008). </p>     <p>Mesmo entre aquelas gestantes que realizavam o TARV e estavam assintom&aacute;ticas, preocupa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;  possibilidade de transmiss&atilde;o vertical foram encontradas, tais como o fato de a crian&ccedil;a vir a sofrer algum preju&iacute;zo em seu  crescimento devido a isso (Faria &amp; Piccinini, 2010) ou mesmo medo de que morresse (Carvalho &amp; Piccinini, 2006). Ainda, receios e  preocupa&ccedil;&atilde;o frente &agrave; sa&uacute;de pessoal, bem como medo de morrer e de n&atilde;o conseguir acompanhar o crescimento do  filho (particularmente em caso de descoberta mais recente da condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica) foram identificados. Conforme  Gon&ccedil;alves e Piccinini (2007), essas experi&ecirc;ncias remetem a um paradoxo da condi&ccedil;&atilde;o de gesta&ccedil;&atilde;o para as  mulheres seropositivas, pois os temores diante da morte e/ou infec&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; contrastam com a concep&ccedil;&atilde;o  tradicionalmente idealizada da maternidade, na qual cabe &agrave; mulher o poder de dar a vida. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m da viv&ecirc;ncia da gesta&ccedil;&atilde;o, as preocupa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias de mulheres seropositivas em  rela&ccedil;&atilde;o ao parto tamb&eacute;m merecem aten&ccedil;&atilde;o, por ser esse um momento delicado no que tange &agrave;  transmiss&atilde;o vertical. Embora participantes de Porto Alegre e regi&atilde;o (Faria &amp; Piccinini, 2010) tenham referido uma  preocupa&ccedil;&atilde;o mais geral em rela&ccedil;&atilde;o ao parto, aparentemente desvinculada da seropositividade (por exemplo, medo da dor),  em estudo realizado na mesma cidade e regi&atilde;o (Carvalho &amp; Piccinini, 2006), houve refer&ecirc;ncia a medo do parto pela presen&ccedil;a  do VIH e os riscos ligados a essa condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, assim como d&uacute;vidas concernentes &agrave; transmiss&atilde;o  vertical nesse momento (Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2008), o que tamb&eacute;m foi encontrado em outro estudo realizado no Distrito Federal  (Sant&rsquo;Anna et al., 2008). Desse modo, compreende-se que Rigoni, Pereira, Carvalho e Piccinini (2008), com base em relatos retrospectivos de  m&atilde;es adultas seropositivas de Porto Alegre e regi&atilde;o, tenham encontrado sentimento de tranq&uuml;ilidade das m&atilde;es ap&oacute;s a  visualiza&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; e a verifica&ccedil;&atilde;o de sua integridade f&iacute;sica. </p>     <p>Por fim, ainda quanto aos sentimentos diante da necessidade de preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical, destaca-se o sofrimento e  a frustra&ccedil;&atilde;o das gestantes diante da esperada impossibilidade de amamenta&ccedil;&atilde;o do beb&ecirc; (Ara&uacute;jo et al., 2008;  Faria &amp; Piccinini, 2010; Moura et al., 2010). Essa impossibilidade foi considerada a situa&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;cil de ser  enfrentada, tanto pela den&uacute;ncia da condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica, como por representar o n&atilde;o cumprimento de algo  socialmente esperado e vinculado &agrave; maternidade, conforme indicado por Sant&rsquo;Anna et al. (2008). Por conta disso, o futuro uso de  medica&ccedil;&atilde;o para inibi&ccedil;&atilde;o da lacta&ccedil;&atilde;o foi compreendido pelas participantes como um aux&iacute;lio advindo  dos profissionais. </p>     <p>De modo geral, diante do exposto, percebe-se que a gravidez, o parto e o puerp&eacute;rio s&atilde;o vivenciados de forma bastante medicalizada  pelas m&atilde;es seropositivas, devido &agrave; necessidade de detalhado acompanhamento de sa&uacute;de (Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2007). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Experi&ecirc;ncias do per&iacute;odo gestacional n&atilde;o explicitamente associadas &agrave; seropositividade </i></p>     <p>Interessante observar que tamb&eacute;m foram encontradas, em alguns dos estudos, experi&ecirc;ncias t&iacute;picas do per&iacute;odo  gestacional, n&atilde;o explicitamente relacionadas com a seropositividade, como satisfa&ccedil;&atilde;o pela confirma&ccedil;&atilde;o do sexo do  beb&ecirc;, realiza&ccedil;&atilde;o de contato com o beb&ecirc; por meio de conversas, aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s movimenta&ccedil;&otilde;es  fetais e medo da dor do parto (Faria &amp; Piccinini, 2010). Tal fato indica a necessidade de os profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o  focalizarem o atendimento dessas mulheres apenas em quest&otilde;es vinculadas &agrave; infec&ccedil;&atilde;o e seu manejo. Os fen&ocirc;menos  t&iacute;picos de uma gesta&ccedil;&atilde;o revelam tamb&eacute;m import&acirc;ncia nesse contexto e precisam ser abordados, uma vez que  n&atilde;o se pode restringir ou reduzir a vida desses indiv&iacute;duos apenas &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o serol&oacute;gica, conforme  apontado por Silva et al. (2006). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Percep&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias relativas &agrave; vida conjugal e familiar </i></p>     <p>Outro aspecto que emergiu em alguns estudos brasileiros analisados, embora n&atilde;o tenha sido foco espec&iacute;fico de  investiga&ccedil;&atilde;o, foram as percep&ccedil;&otilde;es e viv&ecirc;ncias de gestantes seropositivas relativas &agrave; vida conjugal e  familiar. </p>     <p>Relativamente &agrave; vida conjugal, conforme indicou uma revis&atilde;o de literatura (Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2007), &eacute;  bastante comum que essas mulheres encontrem-se sozinhas, seja por abandono do parceiro diante da descoberta da infec&ccedil;&atilde;o ou mesmo pelo  adoecimento e morte deste. J&aacute; quando existe um relacionamento amoroso, este pode ser permeado por conflitos e falta de apoio. Estudo  realizado em Porto Alegre e regi&atilde;o corroborou tais id&eacute;ias, indicando instabilidade e conflitos nessas rela&ccedil;&otilde;es  (Carvalho &amp; Piccinini, 2006). Contudo, tamb&eacute;m no Rio Grande do Sul, panorama diferente foi encontrado, com relatos de  satisfa&ccedil;&atilde;o frente ao apoio recebido do companheiro (Faria &amp; Piccinini, 2010), o que tamb&eacute;m se identificou em Fortaleza,  com men&ccedil;&atilde;o &agrave; toler&acirc;ncia e &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o dos parceiros (Ara&uacute;jo et al., 2008). J&aacute; em  S&atilde;o Paulo (Silva et al., 2006) tanto foram encontradas refer&ecirc;ncias ao apoio do parceiro como ao abandono, o que remete &agrave;  diversidade de situa&ccedil;&otilde;es conjugais vivenciada por mulheres seropositivas. Essa tem&aacute;tica mostra-se relevante, uma vez que as  experi&ecirc;ncias conjugais repercutem na sa&uacute;de mental das mulheres e, por conseguinte, na sua experi&ecirc;ncia de gravidez. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Especificamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; descoberta do VIH e suas repercuss&otilde;es na rela&ccedil;&atilde;o conjugal, a raiva e o  sentimento de trai&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o pelo parceiro, foram evidenciados entre mulheres do Cear&aacute;  (Galv&atilde;o et al., 2010). Por outro lado, a necessidade de proteger o parceiro sorodiscordante tamb&eacute;m foi mencionada (Gon&ccedil;alves  et al., 2009). </p>     <p>J&aacute; no que se refere &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es familiares, os poucos estudos brasileiros revisados que abordaram o tema de forma  vinculada &agrave; experi&ecirc;ncia da gesta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apresentaram um panorama diversificado. Por um lado, verificou-se a  exist&ecirc;ncia modelos maternos positivos e apoio familiar entre mulheres de Porto Alegre e regi&atilde;o (Faria &amp; Piccinini, 2010), o que  tamb&eacute;m emergiu em estudo realizado em S&atilde;o Paulo frente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do TARV (Moura et al., 2010).  Contrariamente, em Carvalho e Piccinini (2006), gestantes seropositivas de Porto Alegre e regi&atilde;o referiram hist&oacute;rias de abandono,  perda e neglig&ecirc;ncia, resultando na aus&ecirc;ncia de apoio familiar. Sentimentos de vergonha e medo de abandono e de sofrer  discrimina&ccedil;&atilde;o pela pr&oacute;pria fam&iacute;lia foram identificados entre mulheres seropositivas em Fortaleza (Galv&atilde;o et al.,  2010), o que levou ao ocultamento da infec&ccedil;&atilde;o. Contudo, outra pesquisa conduzida em Fortaleza (Ara&uacute;jo et al., 2008) encontrou,  diante da revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, tanto apoio e compreens&atilde;o como afastamento, medo e preconceito familiar. Novamente,  evidencia-se, entre os participantes dos estudos revisados, uma diversidade de situa&ccedil;&otilde;es, indicando a complexidade das  rela&ccedil;&otilde;es nesse contexto. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O </p>     <p>O objetivo deste estudo foi efetuar uma revis&atilde;o da literatura brasileira da &uacute;ltima d&eacute;cada (2000-2010) sobre a  tem&aacute;tica da experi&ecirc;ncia da gravidez em situa&ccedil;&atilde;o de seropositividade para VIH no Brasil. Mais especificamente, a partir  da an&aacute;lise dos principais resultados dos estudos revisados, objetivou-se identificar aspectos relevantes para futuras  investiga&ccedil;&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas junto a essa popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Em termos globais, a partir da an&aacute;lise dos artigos encontrados, constatou-se que a experi&ecirc;ncia da gravidez na vig&ecirc;ncia do  VIH pode ser especialmente dif&iacute;cil para a mulher, devido &agrave;s in&uacute;meras implica&ccedil;&otilde;es biopsicossociais que acarreta,  tais como a descoberta e a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de soropositividade, a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o  do tratamento anti-retroviral e a emerg&ecirc;ncia de preocupa&ccedil;&otilde;es adicionais quanto &agrave; transmiss&atilde;o vertical e, por  conseguinte, &agrave; sa&uacute;de do beb&ecirc;. Estes dados revelam-se centrais, sendo transversais a diversas culturas (e.g., Bennetts et al.,  1999; Hawkins et al., 2005; Pereira, Dattilio, Canavarro, &amp; Narciso, 2011; Sanders, 2008; Sherr, 2005). Conforme apontado por Galv&atilde;o et  al. (2010), a gravidez pode se constituir, para essas mulheres, como uma forma de relembrar a sua condi&ccedil;&atilde;o de doentes e de temer a  sa&uacute;de do beb&ecirc; ou mesmo de outras complica&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, esse acontecimento pode redimensionar a seropositividade,  auxiliando-as na conscientiza&ccedil;&atilde;o acerca da infec&ccedil;&atilde;o e estimulando inclusive o cuidado com a pr&oacute;pria sa&uacute;de  (Carvalho &amp; Piccinini, 2006; Sandelowski &amp; Barroso, 2003a). Por isso, deve-se ter especial aten&ccedil;&atilde;o no cuidado dessa  popula&ccedil;&atilde;o, que apresenta necessidades peculiares no plano m&eacute;dico e psicossocial. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Implica&ccedil;&otilde;es para a investiga&ccedil;&atilde;o </i></p>     <p>Analisando-se globalmente a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira considerada no presente estudo, &eacute; importante destacar  que, dentre os registros inicialmente localizados, apenas 15% teve como foco os aspectos psicol&oacute;gicos da experi&ecirc;ncia da gravidez na  vig&ecirc;ncia do VIH, o que indica tanto a precis&atilde;o da sele&ccedil;&atilde;o dos estudos como tamb&eacute;m a necessidade de novas  pesquisas sobre o tema. De fato, o maior n&uacute;mero de investiga&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea do VIH na d&eacute;cada em quest&atilde;o  abordou os cuidados de sa&uacute;de, incluindo desde aspectos do tratamento at&eacute; comportamentos de risco e preven&ccedil;&atilde;o, como  pode ser visto pelas exclus&otilde;es realizadas. </p>     <p>J&aacute; no que tange &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o e ao per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos, verifica-se uma  concentra&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es em grandes centros urbanos brasileiros, como S&atilde;o Paulo, Fortaleza, Porto Alegre,  Rio de Janeiro, Bras&iacute;lia e Salvador. Em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o, percebe-se um maior  n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es a partir de 2006, caracterizando um pequeno aumento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica  brasileira nos &uacute;ltimos anos da d&eacute;cada analisada. Em parte, essa distribui&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o e do  per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos est&aacute; de acordo com a tend&ecirc;ncia epidemiol&oacute;gica da infec&ccedil;&atilde;o,  apontada na an&aacute;lise feita por Grangeiro, Escuder e Castilho (2010) do per&iacute;odo 2002-2006. Segundo os autores, neste per&iacute;odo  existiu uma maior magnitude da epidemia (embora com tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o ou estabiliza&ccedil;&atilde;o) em cidades com  melhores indicadores sociais, mais urbanizadas, com diversidade de formas de transmiss&atilde;o e, obviamente, com maior propor&ccedil;&atilde;o de  registros/notifica&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso de S&atilde;o Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em certa medida, esse panorama  explica o interesse de pesquisadores dessas regi&otilde;es no estudo deste tema. Contudo, verifica-se a necessidade de investir em pesquisas nas  regi&otilde;es Norte e Nordeste, onde a epidemia tem se mostrado em crescimento (tanto da taxa de detec&ccedil;&atilde;o de novos casos como de  mortalidade por Sida), conforme apontado pelo &uacute;ltimo Boletim Epidemiol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil (2013).  Tamb&eacute;m &eacute; importante investigar as experi&ecirc;ncias das gestantes seropositivas para o VIH em cidades do interior do pa&iacute;s de  todas as regi&otilde;es, haja vista as diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;mico-culturais da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e da oferta de  cuidado &agrave; sa&uacute;de dispon&iacute;vel. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, tendo por base a literatura revisada, frente ao predom&iacute;nio de estudos qualitativos sobre essa tem&aacute;tica, mais do que uma  prefer&ecirc;ncia, pode-se pensar na falta de um <i>corpus </i>te&oacute;rico consistente sobre esses fen&ocirc;menos no Brasil, o que leva os  pesquisadores a optarem por estudos dessa natureza a fim de se aproximarem dessa realidade. A dificuldade de acesso a essa clientela sem  d&uacute;vida &eacute; outro fator que dificulta a obten&ccedil;&atilde;o de amostras maiores. Entretanto, diante da relev&acirc;ncia das  quest&otilde;es apontadas no presente estudo, faz-se necess&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es quantitativas,  bem como estudos comparativos com outros pa&iacute;ses. </p>     <p>Nesse sentido, apesar do crescimento da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica brasileira, s&atilde;o ainda observadas algumas lacunas sobre a  tem&aacute;tica da experi&ecirc;ncia da gravidez no contexto do VIH/Sida. Algumas dessas lacunas j&aacute; foram anteriormente mencionadas na  literatura (Carvalho &amp; Piccinini, 2008; Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2007), como a necessidade de se conhecer melhor a  rea&ccedil;&atilde;o da gestante ao diagn&oacute;stico da seropositividade, uma vez que tal descoberta exige uma reorganiza&ccedil;&atilde;o  ps&iacute;quica, tal como tamb&eacute;m apontado na literatura internacional (e.g., Hawkins et al., 2005; Pereira &amp; Canavarro, 2012; Sanders,  2008). Al&eacute;m disso, &eacute; desde esse momento que come&ccedil;a a se construir a sua ades&atilde;o ao TARV. Nesse sentido, estudos  comparativos entre gestantes previamente conhecedoras de seu diagn&oacute;stico e aquelas que tomam conhecimento desse diagn&oacute;stico em  diferentes momentos da gesta&ccedil;&atilde;o ou mesmo no parto serviriam para ampliar a compreens&atilde;o dos comportamentos dessas mulheres,  bem como para a elabora&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas direcionadas &agrave;s suas necessidades. </p>     <p>Tamb&eacute;m seria importante, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos comparativos entre gestantes prim&iacute;paras e mult&iacute;paras, para  que se possa apreender ainda mais &ldquo;a ess&ecirc;ncia&rdquo; da experi&ecirc;ncia de ser gestante seropositiva. Isso se justifica pelo fato de  que os achados dos estudos revisados podem estar permeados pela situa&ccedil;&atilde;o de paridade das participantes, muitas delas  mult&iacute;paras. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, estudos internacionais (e.g., Pereira &amp; Canavarro, 2011) tem mostrado maiores dificuldades de  adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidez e transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade na vig&ecirc;ncia do VIH. </p>     <p>Al&eacute;m disso, embora a literatura revisada mencione a sobrecarga ps&iacute;quica de experienciar a gesta&ccedil;&atilde;o no contexto da  soropositividade, pouco se conhece a respeito da sa&uacute;de mental das gestantes seropositivas e de eventuais altera&ccedil;&otilde;es do bem  estar psicol&oacute;gico, da ansiedade, da depress&atilde;o, do estresse e da qualidade de vida ao longo da gesta&ccedil;&atilde;o ou mesmo em  rela&ccedil;&atilde;o ao momento da descoberta da seropositividade. De fato, contrariamente ao verificado no plano internacional (e.g., Bernatsky,  Souza, &amp; de Jong, 2007; Larrabee, Monga, Eriksen, &amp; Helfgott, 1996; Pereira &amp; Canavarro, 2009, 2012), n&atilde;o foram encontrados  estudos quantitativos empregando instrumentos padronizados para essa avalia&ccedil;&atilde;o. Tampouco s&atilde;o conhecidas as semelhan&ccedil;as  e diferen&ccedil;as entre as experi&ecirc;ncias de gestantes seropositivas de diferentes faixas et&aacute;rias (como as adolescentes, por exemplo)  e n&iacute;veis socioecon&ocirc;micos, uma vez que a maioria dos estudos brasileiros &eacute; feita em servi&ccedil;os p&uacute;blicos de  sa&uacute;de, frequentados por usu&aacute;rias de baixa renda. Particularmente no que tange &agrave; idade, apenas um estudo com adolescentes foi  encontrado publicado no Brasil no per&iacute;odo considerado (Paiva &amp; Galv&atilde;o, 2006). Trata-se de um estudo de caso que revelou  dificuldades de uma gestante adolescente na ades&atilde;o ao tratamento anti-retroviral antes e durante a gesta&ccedil;&atilde;o e  repeti&ccedil;&atilde;o de gesta&ccedil;&otilde;es no contexto do VIH. Esse artigo, no entanto, foi exclu&iacute;do por ser o &uacute;nico  realizado com esse p&uacute;blico e n&atilde;o permitir um contraponto ou compara&ccedil;&atilde;o com os achados encontrados entre mulheres  adultas. </p>     <p>Ainda, faz-se necess&aacute;rio conhecer as experi&ecirc;ncias gestacionais mal-sucedidas (abortos ou casos anteriores de transmiss&atilde;o  vertical) de mulheres infectadas pelo VIH, bem como analisar a rela&ccedil;&atilde;o dessas mulheres com as equipes de sa&uacute;de, para verificar  as repercuss&otilde;es desses aspectos nas suas futuras decis&otilde;es reprodutivas. Do mesmo modo, faltam dados que permitam caracterizar as  experi&ecirc;ncias grav&iacute;dico-puerperais de usu&aacute;rias aderentes e n&atilde;o aderentes &agrave; profilaxia para a transmiss&atilde;o  vertical. Nesse sentido, tamb&eacute;m precisam ser melhor mapeados os fatores que contribuem ou dificultam a ader&ecirc;ncia. </p>     <p>Uma parcela da popula&ccedil;&atilde;o seropositiva que vem preocupando os profissionais de sa&uacute;de brasileiros engloba as gestantes  abusadoras de subst&acirc;ncias, como o &ldquo;crack&rdquo;. Essas mulheres muitas vezes apresentam gesta&ccedil;&otilde;es repetidas, com severas  repercuss&otilde;es para a sa&uacute;de das crian&ccedil;as. Pensa-se que, pela gravidade da situa&ccedil;&atilde;o, ela tamb&eacute;m deve ser  foco de aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores. Naturalmente, as experi&ecirc;ncias aqui apresentadas devem diferir bastante nessa clientela  espec&iacute;fica infectada pelo VIH. Do mesmo modo, as viv&ecirc;ncias de mulheres sintom&aacute;ticas (ou com Sida) deveriam ser comparadas com  aquelas aqui revisadas, para que se possa vislumbrar o impacto dessa condi&ccedil;&atilde;o na experi&ecirc;ncia da gravidez e do parto. </p>     <p>Al&eacute;m disso, pela interfer&ecirc;ncia dessa condi&ccedil;&atilde;o na vida conjugal, estudos com casais seroconcordantes e discordantes  devem ser implementados, a fim de investigar em profundidade a din&acirc;mica conjugal e o impacto do conhecimento da seropositividade para a  rela&ccedil;&atilde;o e as decis&otilde;es sexuais e reprodutivas futuras. A literatura internacional nesta &aacute;rea ainda &eacute; muito  escassa e tem-se focado essencialmente nos aspetos biom&eacute;dicos da transmiss&atilde;o do VIH. A maioria dos dados prov&eacute;m em grande  parte de estudos e experi&ecirc;ncias da &Aacute;frica Subsaariana. Por&eacute;m, evid&ecirc;ncia internacional (e.g., VanDevanter, Thacker, Bass,  &amp; Arnold, 1999) tem sugerido um impacto importante do diagn&oacute;stico do VIH na rela&ccedil;&atilde;o de casal, pelo que o investimento em  torno dessa problem&aacute;tica poder&aacute; contribuir para uma experi&ecirc;ncia mais integrada dessa fase do ciclo de vida familiar. De fato,  pouco se tem inclu&iacute;do os homens/pais nos estudos relativos a essa tem&aacute;tica, o que se vislumbra como uma importante lacuna de  conhecimento a ser preenchida por novas investiga&ccedil;&otilde;es. Nessa mesma dire&ccedil;&atilde;o, pela import&acirc;ncia que as  rela&ccedil;&otilde;es familiares adquirem nesse per&iacute;odo da vida, estudos sobre a din&acirc;mica e a configura&ccedil;&atilde;o familiar de  gestantes seropositivas s&atilde;o necess&aacute;rios, tendo em considera&ccedil;&atilde;o os resultados discordantes ora encontrados. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Implica&ccedil;&otilde;es para a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica </i></p>     <p>A partir do panorama apresentado, percebe-se que interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas junto a essa clientela s&atilde;o  necess&aacute;rias, tal como apontado internacionalmente (Pereira et al., 2011), pois v&aacute;rias s&atilde;o as quest&otilde;es que essas  mulheres precisam enfrentar. Dados os sentimentos contradit&oacute;rios frente ao projeto de gravidez/maternidade encontrados em alguns estudos  revisados (e.g., Faria &amp; Piccinini, 2010; Moura et al., 2010) e tamb&eacute;m documentados na literatura internacional (para uma revis&atilde;o  cf. Sandelowski &amp; Barroso, 2003a, 2003b), o medo diante do diagn&oacute;stico da seropositividade e da possibilidade de transmiss&atilde;o  vertical, a necessidade de seguir um tratamento de sa&uacute;de, a complexidade envolvida na revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico e o medo  do preconceito da fam&iacute;lia e da sociedade, o medo da morte e a necessidade de renegociar a sexualidade com o parceiro s&atilde;o apenas  alguns dos desafios psicossociais com os quais as mulheres seropositivas para o VIH se deparam no ciclo grav&iacute;dico-puerperal. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com efeito, como demonstrado pela revis&atilde;o, essas mulheres enfrentam uma multiplicidade de estressores contextuais e, por outro lado, o  seu contexto psicossocial estrutura a forma como experienciam a infec&ccedil;&atilde;o (Pereira, 2008). Neste sentido, uma abordagem cl&iacute;nica  ou de pesquisa da dimens&atilde;o psicol&oacute;gica no dom&iacute;nio da infec&ccedil;&atilde;o por VIH dever&aacute; adotar uma vis&atilde;o  integradora, que permita ultrapassar os limites da an&aacute;lise restrita de comportamentos de risco ou dos processos de enfrentamento do VIH e de  ades&atilde;o ao TARV. Assim, essa abordagem dever&aacute; englobar o conhecimento das vulnerabilidades espec&iacute;ficas destas mulheres, bem  como a compreens&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es entre os fatores biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos e contextuais. Em n&atilde;o se  considerando os m&uacute;ltiplos contextos em que este fen&ocirc;meno se desenvolve, os modelos explicativos ser&atilde;o limitados e a sua  aplica&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o e da pesquisa ser&aacute; afetada. </p>     <p>Do ponto de vista cl&iacute;nico, o acompanhamento psicol&oacute;gico deve ser capaz de assegurar o enquadramento dos sentimentos inerentes  &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de ser gestante infectada com o VIH. Especificamente, este acompanhamento deve ser capaz de articular estes dois  componentes, principalmente tendo em conta o duplo desafio que estas mulheres enfrentam: lidar simultaneamente com as consequ&ecirc;ncias  m&eacute;dicas, psicol&oacute;gicas e sociais da infec&ccedil;&atilde;o e com as quest&otilde;es complexas associadas &agrave; gravidez e &agrave;  transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade. Por este motivo, conforme apontado por Oliveira, Ara&uacute;jo-Pedrosa e Canavarro (2005), este  acompanhamento deve incluir tamb&eacute;m medidas preventivas e reger-se por uma perspectiva interdisciplinar, para fornecer suporte efetivo nesse  per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Assim, interven&ccedil;&otilde;es em grupos em salas de espera ou mesmo em hor&aacute;rio espec&iacute;fico para esse fim, para o fornecimento  de informa&ccedil;&otilde;es, a troca de experi&ecirc;ncias e a express&atilde;o de sentimentos, poderiam ser eficazes para amenizar alguns temores  e ansiedades dessas mulheres. De fato, a necessidade de profissionais habilitados para o acompanhamento e o esclarecimento das gestantes em suas  d&uacute;vidas ficaram patentes a partir da revis&atilde;o da literatura realizada. Tais grupos deveriam ser realizados n&atilde;o apenas por  profissionais da Psicologia ou Psiquiatria, mas estar integrados ao acompanhamento pr&eacute;-natal, nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,  qualificando a assist&ecirc;ncia. Em caso de impossibilidade de deslocamento das usu&aacute;rias at&eacute; os servi&ccedil;os, visitas  domiciliares poderiam ser implementadas, para evitar que essa clientela ficasse desassistida. </p>     <p>Interven&ccedil;&otilde;es com casais e fam&iacute;lias (e.g., Pereira et al., 2011; Rotheram-Borus et al., 2006), para al&eacute;m de  atendimento psicol&oacute;gico e/ou psiqui&aacute;trico individual, deveriam ser tamb&eacute;m oferecidas, a fim de fortalecer a rede de apoio e  estimular compet&ecirc;ncias de <i>coping </i>adaptativas. Como aspectos importantes a serem considerados nestas interven&ccedil;&otilde;es,  destacam-se: a educa&ccedil;&atilde;o sobre o VIH (incluindo medidas de redu&ccedil;&atilde;o de risco/preventivas) e a promo&ccedil;&atilde;o da  express&atilde;o emocional (emo&ccedil;&otilde;es associadas ao diagn&oacute;stico e &agrave; infec&ccedil;&atilde;o, necessidades emocionais e  preocupa&ccedil;&otilde;es de cada elemento, promo&ccedil;&atilde;o da estabilidade emocional e uso/mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos e apoio  social dispon&iacute;vel). A partir de t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas, tamb&eacute;m se poderia intervir nas distor&ccedil;&otilde;es  cognitivas referentes &agrave; infec&ccedil;&atilde;o, apoiar a constru&ccedil;&atilde;o de projetos de vida funcionais e pertinentes e  refor&ccedil;ar estrat&eacute;gias de <i>coping </i>frente &agrave; ansiedade e depress&atilde;o, bem como as compet&ecirc;ncias de  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas e de comunica&ccedil;&atilde;o (Pereira et al., 2011). </p>     <p>Contudo, a imprescind&iacute;vel aten&ccedil;&atilde;o das equipes de sa&uacute;de aos aspectos aqui apontados exige, dentre outros, a  forma&ccedil;&atilde;o continuada dos profissionais, n&atilde;o apenas no que tange ao conhecimento t&eacute;cnico, mas principalmente em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; melhor forma de abord&aacute;-los junto &agrave;s gestantes, parturientes e seus familiares. Pensa-se que o acesso  &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; parte importante dessa forma&ccedil;&atilde;o, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia  do presente estudo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </p>     <p>Considera-se que a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos de revis&atilde;o &eacute; importante para suscitar novos questionamentos e apresentar  novas possibilidades de investiga&ccedil;&atilde;o em algum campo do conhecimento cient&iacute;fico. Percebe-se que, no que diz respeito ao VIH, no  Brasil, embora j&aacute; se conte com alguma produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, essa ainda &eacute; incipiente no que tange ao  per&iacute;odo gestacional e perinatal e muitas lacunas ainda se apresentam para a investiga&ccedil;&atilde;o, o que tamb&eacute;m pode dificultar  a elabora&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es junto a essa clientela. </p>     <p>De modo geral, o presente estudo avan&ccedil;ou frente &agrave; literatura da &aacute;rea ao apresentar a produ&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica  e emp&iacute;rica brasileira da &uacute;ltima d&eacute;cada de forma sistematizada, bem como ao veicular uma an&aacute;lise global dessa  produ&ccedil;&atilde;o, numa perspectiva bibliom&eacute;trica. Na nossa pesquisa, apenas tr&ecirc;s artigos de revis&atilde;o da literatura foram  encontrados. Um dos estudos (Carvalho &amp; Piccinini, 2008) examinou aspectos hist&oacute;ricos ligados ao ser mulher e ao ser m&atilde;e, bem  como &agrave; sexualidade feminina, n&atilde;o se focando explicitamente na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na &aacute;rea do VIH e  gravidez/maternidade. O estudo de Gon&ccedil;alves et al. (2009) teve como foco o impacto do VIH na vida reprodutiva, com &ecirc;nfase no direito  &agrave; parentalidade e nos aspectos biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos e sociais da assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de nesse &acirc;mbito e  refletindo essencialmente sobre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de assist&ecirc;ncia e o impacto social do VIH/Sida. Por fim, o terceiro artigo  (Gon&ccedil;alves &amp; Piccinini, 2007) embora abordando tanto a gravidez como o impacto da infec&ccedil;&atilde;o nessa viv&ecirc;ncia, incorpora  quest&otilde;es relativas ao parto, puerp&eacute;rio, maternidade e &agrave; fam&iacute;lia como um todo. Por estes motivos, esta revis&atilde;o  constitui um avan&ccedil;o importante ao reunir os principais resultados dos estudos emp&iacute;ricos e de revis&atilde;o produzidos no Brasil na  &uacute;ltima d&eacute;cada, bem como pelo fato de apontar explicitamente as necessidades em termos de investiga&ccedil;&atilde;o e  interven&ccedil;&atilde;o junto a essa clientela. </p>     <p>Entretanto, o presente estudo n&atilde;o se encontra isento de limita&ccedil;&otilde;es. Por um lado, a tarefa aqui iniciada engloba um recorte  limitado de estudos brasileiros, e, portanto, poderia ser ampliada em termos temporais, para se obter um panorama hist&oacute;rico e se verificar  tend&ecirc;ncias da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica ao longo do tempo. Outra amplia&ccedil;&atilde;o a ser feita, a fim de superar uma  limita&ccedil;&atilde;o do presente estudo, &eacute; a inclus&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de pesquisadores brasileiros divulgada em outros  pa&iacute;ses e idiomas. Tal passo &eacute; importante para que se construa, progressivamente, um conhecimento mais amplo dessa realidade, e para  que, gradativamente, tamb&eacute;m se possa conhecer as peculiaridades de gestantes seropositivas com diferentes caracter&iacute;sticas  psicossociais e em diferentes culturas. Pensa-se que esse detalhamento &eacute; de extrema relev&acirc;ncia para a assist&ecirc;ncia integral  dessas mulheres e suas fam&iacute;lias, e at&eacute; mesmo para a defini&ccedil;&atilde;o de recomenda&ccedil;&otilde;es gerais para  interven&ccedil;&otilde;es de cunho psicol&oacute;gico. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; a integra&ccedil;&atilde;o dos achados de estudos de diferentes delineamentos, realizados em diferentes contextos, que  possibilitar&aacute; conhecer a realidade dessa clientela e elaborar programas de interven&ccedil;&atilde;o que atendam as suas necessidades,  respeitando diferen&ccedil;as socioculturais e econ&ocirc;micas do Brasil, assim concretizando o almejado impacto social de nossas  investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <!-- ref --><p>Abey&aacute;, R., S&aacute;, R. A., Silva, E. P., Netto, H. C., Bornia, R. G., &amp; Amim Jr., J. (2004). Complica&ccedil;&otilde;es perinatais  em gestantes infectadas pelo HIV. <i>Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno-Infantil, 4</i>, 385-390.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, M. A., Silveira, C. B., Silveira, C. B., &amp; Melo, S. P. (2008). Viv&ecirc;ncias de gestantes e pu&eacute;rperas com o  diagn&oacute;stico do HIV. <i>Revista Brasileira de Enfermagem, 61</i>, 589-594.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201400030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bennetts, A., Shaffer, N., Manopaiboon, C., Chaiyakul, P., Siriwasin, W., Mock, P., &amp; Clark, L. (1999). Determinants of depression and  HIV-related worry among HIV-positive women who have recently given birth, Bangkok, Thailand. <i>Social Science and Medicine, 49</i>, 737-749.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bernatsky, S., Souza, R., &amp; de Jong, K. (2007). Mental health in HIV-positive pregnant women: Results from Angola. <i>AIDS Care, 19</i>,  674-676.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201400030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Boss, P. (2002). <i>Family stress management: A conceptual approach</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Brocklehurst, P., &amp; French, R. (1998). The association between maternal HIV infection and perinatal outcome: A systematic review of the  literature and meta-analysis. <i>British Journal of Obstetrics and Gynaecology, 105</i>, 836-848.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201400030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (2001). Gravidez e maternidade: Representa&ccedil;&otilde;es e tarefas de desenvolvimento. In M. C. Canavarro (Ed.),  <i>Psicologia da gravidez e da maternidade </i>(pp. 17-49). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201400030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Carneiro, A. J., &amp; Coelho, E. A. (2010). Aconselhamento na testagem anti-HIV no ciclo grav&iacute;dico-puerperal: O olhar da integralidade.  <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva, 15</i>(Supl. 1), S1217-S1226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201400030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Carvalho, F. T., &amp; Piccinini, C. A. (2006). Maternidade em situa&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV: Um estudo sobre os  sentimentos de gestantes. <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia, 10</i>, 345-355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201400030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Carvalho, F. T., &amp; Piccinini, C. A. (2008). Aspectos hist&oacute;ricos do feminino e do maternal e a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV em  mulheres. <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva, 13</i>, 1889-1898.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201400030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cavalcante, M. S., Silveira, A. C., Ribeiro, A. M., &amp; Ramos Jr., A. N. (2008). Preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do  v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana: An&aacute;lise da ades&atilde;o &agrave;s medidas de profilaxia em uma maternidade de  refer&ecirc;ncia em Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <i>Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno-Infantil, 8</i>, 473-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201400030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ellis, J., Williams, H., Graves, W., &amp; Lindsay, M. K. (2002). Human immunodeficiency virus infection is a risk factor for adverse perinatal  outcome. <i>American Journal of Obstetrics and Gynecology, 186</i>, 903-906.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201400030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Faria, E. R., &amp; Piccinini, C. A. (2010). Maternidade no contexto do HIV/AIDS: Gesta&ccedil;&atilde;o e terceiro m&ecirc;s de vida do  beb&ecirc;. <i>Estudos de Psicologia, 27</i>, 147-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201400030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Galv&atilde;o, M. T., Cunha, G. H., &amp; Machado, M. M. (2010). Dilemas e conflitos de ser m&atilde;e na vig&ecirc;ncia do HIV/Aids.  <i>Revista Brasileira de Enfermagem, 63</i>, 371-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201400030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, T. R., &amp; Piccinini, C. A. (2007). Aspectos psicol&oacute;gicos da gesta&ccedil;&atilde;o e da maternidade no contexto da  infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV/AIDS. <i>Psicologia USP, 18</i>, 113-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201400030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, T. R., &amp; Piccinini, C. A. (2008). Experi&ecirc;ncia da maternidade no contexto do HIV/AIDS aos tr&ecirc;s meses de vida do  beb&ecirc;. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 24</i>, 459-470.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201400030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, T. R., Carvalho, F. T., Faria, E. R., Goldim, J. R., &amp; Piccinini, C. A. (2009). Vida reprodutiva de pessoas vivendo com  HIV/AIDS: Revisando a literatura. <i>Psicologia &amp; Sociedade, 21</i>, 223-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201400030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Grangeiro, A., Escuder, M. M., &amp; Castilho, E. A. (2010). Magnitude e tend&ecirc;ncia da epidemia de AIDS em munic&iacute;pios brasileiros de  2002-2006. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 44</i>, 430-441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201400030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hawkins, D., Blott, M., Clayden, P., de Ruiter, A., Foster, G., Gilling-Smith, C., &amp; BHIVA Guidelines Writing Committee (2005). Guidelines  for the management of HIV infection in pregnant women and the prevention of mother-to-child transmission of HIV. <i>HIV Medicine, 6</i>(Suppl. 2),  107-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201400030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Houzel, D. (2004). As implica&ccedil;&otilde;es da parentalidade. In L. Solis-Ponton (Ed.), <i>Ser pai, ser m&atilde;e: Parentalidade, um  desafio para o terceiro mil&ecirc;nio </i>(pp. 47-51). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Joint United Nations Programme on HIV/AIDS (UNAIDS). (2012). <i>Global report: UNAIDS report on the global AIDS epidemic 2012</i>. Geneva:  Author. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unaids.org/en/resources/publications/2012/name,76121,en.asp"  target="_blank">http://www.unaids.org/en/resources/publications/2012/name,76121,en.asp</a> acesso em 6 de julho de 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201400030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Larrabee, K. D., Monga, M., Eriksen, N., &amp; Helfgott, A. (1996). Quality of life assessment in pregnant women with the human immunodeficiency  virus. <i>Obstetrics &amp; Gynecology, 88</i>, 1016-1020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201400030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lemos, L. M., Gurgel, R. Q., &amp; Fabbro, A. L. (2005). Preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o por HIV em parturientes de maternidades  vinculadas ao SUS. <i>Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia, 27</i>, 32-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201400030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lopes, M. A., Bunduki, V., Ruocco, R. M., Lopes, L. M., Tavarez, G., &amp; Zugaib, M. (2007). Avalia&ccedil;&atilde;o ultra-sonogr&aacute;fica,  ecocardiogr&aacute;fica fetal e resultados perinatais em gestantes portadoras do HIV em uso de terapia anti-retroviral. <i>Revista Brasileira de  Ginecologia e Obstetr&iacute;cia, 29</i>, 497-505.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201400030000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Louren&ccedil;o, S. R., &amp; Afonso, H. G. (2009). VIH no feminino: Viv&ecirc;ncia psicol&oacute;gica. <i>Revista Brasileira de Enfermagem,  62</i>, 119-124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201400030000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). (2006). <i>Recomenda&ccedil;&otilde;es para a profilaxia da transmiss&atilde;o vertical do HIV e  terapia anti-retroviral em gestantes. </i>Bras&iacute;lia (DF): Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/profissional/documentos_tecnicos/informes_tecnicos/consensogestantes2006_05julho2006.pdf"  target="_blank">http://www.saude.sp.gov.br/resources/profissional/documentos_tecnicos/informes_tecnicos/consensogestantes2006_05julho2006.pdf</a>  acesso em 29 de julho de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201400030000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). (2007). <i>Plano Operacional &ndash; Redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do HIV e  s&iacute;filis. </i>Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.sistemas.aids.gov.br/feminizacao/index.php?q=system/files/plano_1.pdf"  target="_blank">http://www.sistemas.aids.gov.br/feminizacao/index.php?q=system/files/plano_1.pdf</a> acesso em 29 de julho de 2011. </p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). (2013). <i>Boletim Epidemiol&oacute;gico HIV/AIDS</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2013/55559/_p_boletim_2013_internet_pdf_p__51315.pdf"  target="_blank">http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2013/55559/_p_boletim_2013_internet_pdf_p__51315.pdf</a>  acesso em 6 de janeiro de 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201400030000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Moura, E. L., &amp; Pra&ccedil;a, N. S. (2006). Transmiss&atilde;o vertical do HIV: Expectativas e a&ccedil;&otilde;es da gestante soropositiva.  <i>Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14</i>, 405-413.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201400030000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Moura, E. L. de, Kimura, A. F., &amp; Pra&ccedil;a, N. S. (2010). Ser gestante soropositiva para o v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia  humana: Uma leitura &agrave; luz do interacionismo simb&oacute;lico. <i>Acta Paulista de Enfermagem, 23</i>, 206-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201400030000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Oliveira, C., Ara&uacute;jo-Pedrosa, A., &amp; Canavarro, M. C. (2005). Gravidez, parentalidade e mudan&ccedil;a. Stress e  adapta&ccedil;&atilde;o nos processos de transi&ccedil;&atilde;o para a parentalidade. In A. Marques Pinto &amp; A. L. Silva (Eds.),  <i>Stress e bem-estar </i>(pp. 59-83). Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201400030000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Paiva, S. S., &amp; Galv&atilde;o, M. T. (2004). Sentimentos diante da n&atilde;o amamenta&ccedil;&atilde;o de gestantes e pu&eacute;rperas  soropositivas para HIV. <i>Texto &amp; Contexto Enfermagem, 13</i>, 414-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201400030000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Paiva, S. S., &amp; Galv&atilde;o, M. T. G. (2006). Gravidez em adolescente com infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV/AIDS. <i>Revista de Enfermagem  da UERJ</i>, <i>14</i>, 586-591.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201400030000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Paiva, V., Lima, T. N., Santos, N. J. S., Ventura-Filipe, E., &amp; Segurado, A. (2002). Sem direito de amar? A vontade de ter filhos entre  homens (e mulheres) vivendo com o HIV. <i>Psicologia USP, 13</i>, 105-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201400030000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pereira, M. (2008). <i>Adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade em mulheres seropositivas para o VIH:  Traject&oacute;rias e determinantes. </i>Tese de Doutorado n&atilde;o publicada, Universidade de Coimbra, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201400030000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pereira, M., &amp; Canavarro, M. C. (2009). Relational contexts in adjustment to pregnancy of HIV-positive women: Relationships, social support  and personal adjustment. <i>AIDS Care, 21</i>, 301-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201400030000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pereira, M., &amp; Canavarro, M. C. (2011). Influ&ecirc;ncia da paridade na adapta&ccedil;&atilde;o na transi&ccedil;&atilde;o para a  maternidade em gr&aacute;vidas infectadas pelo VIH e gr&aacute;vidas sem condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica associada. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, 29</i>, 425-438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-8231201400030000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pereira, M., &amp; Canavarro, M. C. (2012). Quality of life and emotional distress among HIV-positive women during transition to motherhood.  <i>Spanish Journal of Psychology, 15</i>, 1303-1314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201400030000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pereira, M., Dattilio, F. M., Canavarro, M. C., &amp; Narciso, I. (2011). Couple-focused interventions for HIV-serodiscordant couples during  transition to motherhood. <i>Contemporary Family Therapy, 33</i>, 143-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201400030000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rigoni, E., Pereira, E. O., Carvalho, F. T., &amp; Piccinini, C. A. (2008). Sentimentos de m&atilde;es portadoras de HIV/AIDS em  rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento preventivo do beb&ecirc;. <i>Psico-USF, 13</i>, 75-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201400030000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rotheram-Borus, M. J., Lester, P., Song, J., Lin, Y. Y., Leonard, N. R., Beckwith, L., &amp; Lord, L. (2006). Intergenerational benefits of  family-based HIV interventions. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 74</i>, 622-627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201400030000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sandelowski, M., &amp; Barroso, J. (2003a). Motherhood in the context of maternal HIV infection. <i>Research in Nursing &amp; Health, 26</i>,  470-482.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201400030000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sandelowski, M., &amp; Barroso, J. (2003b). Toward a metasynthesis of qualitative findings on motherhood in HIV-positive women. <i>Research in  Nursing &amp; Health, 26</i>, 153-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201400030000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Sanders, L. B. (2008). Women&rsquo;s voices: The lived experience of pregnancy and motherhood after diagnosis with HIV. <i>Journal of the  Association of Nurses in AIDS Care, 19</i>, 47-57. </p>     <p>Sant&rsquo;Anna, A. C., Seidl, E. M., &amp; Galinkin, A. L. (2008). Mulheres, soropositividade e escolhas reprodutivas. <i>Estudos de Psicologia  (Campinas), 25</i>, 101-109. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, S. F., &amp; Bispo Jr., J. P. (2010). Desejo de maternidade entre mulheres com HIV/AIDS. <i>Revista Baiana de Sa&uacute;de  P&uacute;blica, 34</i>, 299-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201400030000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Santos, N. J., Buchalla, C. M., Filipe, E. V., Bugamelli, L., Garcia, S., &amp; Paiva, V. (2002). Mulheres HIV positivas,  reprodu&ccedil;&atilde;o e sexualidade. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 36</i>(Supl. 4), S12-S23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-8231201400030000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sherr, L. (2005). Women and HIV. In K. Citron, M. J. Brouillette, &amp; A. Beckett (Eds.), <i>HIV and Psychiatry: A training and resource manual  </i>(pp. 215-235). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-8231201400030000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Silva, N. E., Alvarenga, A. T., &amp; Ayres, J. R. (2006). AIDS e gravidez: Os sentidos do risco e o desafio do cuidado. <i>Revista de  Sa&uacute;de P&uacute;blica, 40</i>, 474-481.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-8231201400030000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Silva, R. M., Ara&uacute;jo, C. L., &amp; Paz, F. M. (2008). A realiza&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV no pr&eacute;-natal: Os significados  para a gestante. <i>Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, 12</i>, 630-636.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-8231201400030000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>VanDevanter, N., Thacker, A. S., Bass, G., &amp; Arnold, M. (1999). Heterosexual couples confronting the challenges of HIV. <i>AIDS Care,  11</i>, 181-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-8231201400030000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Daniela Centenaro Levandowski; Universidade Federal de  Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de de Porto Alegre, Rua Sarmento Leite, 245, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, CEP 90050-170, Brasil;  E-mail: <a href="mailto:d.cl@terra.com.br">d.cl@terra.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O presente estudo, de car&aacute;ter in&eacute;dito, deriva do projeto de pesquisa Avalia&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o com  M&atilde;es Adolescentes Soropositivas: Focalizando a Sa&uacute;de Mental, a Ades&atilde;o ao Tratamento e a Rela&ccedil;&atilde;o com o  Beb&ecirc;, que tem apoio financeiro do CNPq e da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e  aprova&ccedil;&atilde;o pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de  Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de de Porto Alegre (UFCSPA) (Protocolo 1116/10). </p>     <p>&nbsp;</p> <i>Submiss&atilde;o: </i>29/01/2013 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>19/01/2014 </p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abeyá]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sá]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Netto]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bornia]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amim Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Complicações perinatais em gestantes infectadas pelo HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Saúde Materno-Infantil]]></source>
<year>2004</year>
<volume>4</volume>
<page-range>385-390</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vivências de gestantes e puérperas com o diagnóstico do HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Enfermagem]]></source>
<year>2008</year>
<volume>61</volume>
<page-range>589-594</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bennetts]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaffer]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Manopaiboon]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chaiyakul]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siriwasin]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mock]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clark]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Determinants of depression and HIV-related worry among HIV-positive women who have recently given birth, Bangkok, Thailand]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science and Medicine]]></source>
<year>1999</year>
<volume>49</volume>
<page-range>737-749</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bernatsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Jong]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health in HIV-positive pregnant women: Results from Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[AIDS Care]]></source>
<year>2007</year>
<volume>19</volume>
<page-range>674-676</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boss]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Family stress management: A conceptual approach]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Thousand Oaks ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brocklehurst]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[French]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The association between maternal HIV infection and perinatal outcome: A systematic review of the literature and meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[British Journal of Obstetrics and Gynaecology]]></source>
<year>1998</year>
<volume>105</volume>
<page-range>836-848</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez e maternidade: Representações e tarefas de desenvolvimento]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia da gravidez e da maternidade]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>17-49</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quarteto]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aconselhamento na testagem anti-HIV no ciclo gravídico-puerperal: O olhar da integralidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência e Saúde Coletiva]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>S1217-S1226</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Maternidade em situação de infecção pelo HIV: Um estudo sobre os sentimentos de gestantes]]></article-title>
<source><![CDATA[Interação em Psicologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>10</volume>
<page-range>345-355</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos históricos do feminino e do maternal e a infecção pelo HIV em mulheres]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência e Saúde Coletiva]]></source>
<year>2008</year>
<volume>13</volume>
<page-range>1889-1898</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavalcante]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramos Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevenção da transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana: Análise da adesão às medidas de profilaxia em uma maternidade de referência em Fortaleza, Ceará, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Saúde Materno-Infantil]]></source>
<year>2008</year>
<volume>8</volume>
<page-range>473-479</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ellis]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graves]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lindsay]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Human immunodeficiency virus infection is a risk factor for adverse perinatal outcome]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Obstetrics and Gynecology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>186</volume>
<page-range>903-906</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Maternidade no contexto do HIV/AIDS: Gestação e terceiro mês de vida do bebê]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>2010</year>
<volume>27</volume>
<page-range>147-159</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galvão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dilemas e conflitos de ser mãe na vigência do HIV/Aids]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Enfermagem]]></source>
<year>2010</year>
<volume>63</volume>
<page-range>371-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos psicológicos da gestação e da maternidade no contexto da infecção pelo HIV/AIDS]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia USP]]></source>
<year>2007</year>
<volume>18</volume>
<page-range>113-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Experiência da maternidade no contexto do HIV/AIDS aos três meses de vida do bebê]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia: Teoria e Pesquisa]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<page-range>459-470</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goldim]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vida reprodutiva de pessoas vivendo com HIV/AIDS: Revisando a literatura]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia & Sociedade]]></source>
<year>2009</year>
<volume>21</volume>
<page-range>223-232</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grangeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Escuder]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castilho]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Magnitude e tendência da epidemia de AIDS em municípios brasileiros de 2002-2006]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2010</year>
<volume>44</volume>
<page-range>430-441</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hawkins]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blott]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clayden]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Ruiter]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Foster]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gilling-Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>BHIVA Guidelines Writing Committee</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Guidelines for the management of HIV infection in pregnant women and the prevention of mother-to-child transmission of HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[HIV Medicine]]></source>
<year>2005</year>
<volume>6</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>107-148</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Houzel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As implicações da parentalidade]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Solis-Ponton]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ser pai, ser mãe: Parentalidade, um desafio para o terceiro milênio]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>47-51</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Casa do Psicólogo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Joint United Nations Programme on HIV/AIDS</collab>
<source><![CDATA[Global report: UNAIDS report on the global AIDS epidemic 2012]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Author]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Larrabee]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monga]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eriksen]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Helfgott]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality of life assessment in pregnant women with the human immunodeficiency virus]]></article-title>
<source><![CDATA[Obstetrics & Gynecology]]></source>
<year>1996</year>
<volume>88</volume>
<page-range>1016-1020</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gurgel]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Q.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fabbro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência da infecção por HIV em parturientes de maternidades vinculadas ao SUS]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]></source>
<year>2005</year>
<volume>27</volume>
<page-range>32-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bunduki]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruocco]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tavarez]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zugaib]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação ultra-sonográfica, ecocardiográfica fetal e resultados perinatais em gestantes portadoras do HIV em uso de terapia anti-retroviral]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]></source>
<year>2007</year>
<volume>29</volume>
<page-range>497-505</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Afonso]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[VIH no feminino: Vivência psicológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Enfermagem]]></source>
<year>2009</year>
<volume>62</volume>
<page-range>119-124</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Recomendações para a profilaxia da transmissão vertical do HIV e terapia anti-retroviral em gestantes]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Plano Operacional: Redução da transmissão vertical do HIV e sífilis]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Boletim Epidemiológico HIV/AIDS]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Praça]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transmissão vertical do HIV: Expectativas e ações da gestante soropositiva]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Latino-Americana de Enfermagem]]></source>
<year>2006</year>
<volume>14</volume>
<page-range>405-413</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L. de]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kimura]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Praça]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ser gestante soropositiva para o vírus da imunodeficiência humana: Uma leitura à luz do interacionismo simbólico]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Paulista de Enfermagem]]></source>
<year>2010</year>
<volume>23</volume>
<page-range>206-211</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo-Pedrosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez, parentalidade e mudança: Stress e adaptação nos processos de transição para a parentalidade]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. Marques]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Stress e bem-estar]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>59-83</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Climepsi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galvão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sentimentos diante da não amamentação de gestantes e puérperas soropositivas para HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[Texto & Contexto Enfermagem]]></source>
<year>2004</year>
<volume>13</volume>
<page-range>414-419</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galvão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gravidez em adolescente com infecção pelo HIV/AIDS]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Enfermagem da UERJ]]></source>
<year>2006</year>
<volume>14</volume>
<page-range>586-591</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ventura-Filipe]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segurado]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sem direito de amar?: A vontade de ter filhos entre homens (e mulheres) vivendo com o HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia USP]]></source>
<year>2002</year>
<volume>13</volume>
<page-range>105-133</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adaptação na transição para a maternidade em mulheres seropositivas para o VIH: Trajectórias e determinantes]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relational contexts in adjustment to pregnancy of HIV-positive women: Relationships, social support and personal adjustment]]></article-title>
<source><![CDATA[AIDS Care]]></source>
<year>2009</year>
<volume>21</volume>
<page-range>301-308</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência da paridade na adaptação na transição para a maternidade em grávidas infectadas pelo VIH e grávidas sem condição médica associada]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2011</year>
<volume>29</volume>
<page-range>425-438</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality of life and emotional distress among HIV-positive women during transition to motherhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Spanish Journal of Psychology]]></source>
<year>2012</year>
<volume>15</volume>
<page-range>1303-1314</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dattilio]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Narciso]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Couple-focused interventions for HIV-serodiscordant couples during transition to motherhood]]></article-title>
<source><![CDATA[Contemporary Family Therapy]]></source>
<year>2011</year>
<volume>33</volume>
<page-range>143-160</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rigoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Piccinini]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sentimentos de mães portadoras de HIV/AIDS em relação ao tratamento preventivo do bebê]]></article-title>
<source><![CDATA[Psico-USF]]></source>
<year>2008</year>
<volume>13</volume>
<page-range>75-83</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rotheram-Borus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lester]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Song]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lin]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y. Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leonard]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beckwith]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lord]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Intergenerational benefits of family-based HIV interventions]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Consulting and Clinical Psychology]]></source>
<year>2006</year>
<volume>74</volume>
<page-range>622-627</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sandelowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barroso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Motherhood in the context of maternal HIV infection]]></article-title>
<source><![CDATA[Research in Nursing & Health]]></source>
<year>2003</year>
<volume>26</volume>
<page-range>470-482</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sandelowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barroso]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toward a metasynthesis of qualitative findings on motherhood in HIV-positive women]]></article-title>
<source><![CDATA[Research in Nursing & Health]]></source>
<year>2003</year>
<volume>26</volume>
<page-range>153-170</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanders]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Women’s voices: The lived experience of pregnancy and motherhood after diagnosis with HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the Association of Nurses in AIDS Care]]></source>
<year>2008</year>
<volume>19</volume>
<page-range>47-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sant’Anna]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seidl]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galinkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mulheres, soropositividade e escolhas reprodutivas]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia (Campinas)]]></source>
<year>2008</year>
<volume>25</volume>
<page-range>101-109</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bispo Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desejo de maternidade entre mulheres com HIV/AIDS]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Baiana de Saúde Pública]]></source>
<year>2010</year>
<volume>34</volume>
<page-range>299-310</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buchalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Filipe]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bugamelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mulheres HIV positivas, reprodução e sexualidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2002</year>
<volume>36</volume>
<numero>^s4</numero>
<issue>^s4</issue>
<supplement>4</supplement>
<page-range>S12-S23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sherr]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Women and HIV]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Citron]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brouillette]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beckett]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[HIV and Psychiatry: A training and resource manual]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>215-235</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alvarenga]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ayres]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[AIDS e gravidez: Os sentidos do risco e o desafio do cuidado]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2006</year>
<volume>40</volume>
<page-range>474-481</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paz]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A realização do teste anti-HIV no pré-natal: Os significados para a gestante]]></article-title>
<source><![CDATA[Escola Anna Nery Revista de Enfermagem]]></source>
<year>2008</year>
<volume>12</volume>
<page-range>630-636</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VanDevanter]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thacker]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bass]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arnold]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Heterosexual couples confronting the challenges of HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[AIDS Care]]></source>
<year>1999</year>
<volume>11</volume>
<page-range>181-193</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
