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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelos internos dinâmicos de vinculação: Uma metáfora conceptual?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It’s noticeable that, inside the research literature on the developmental implications of children’s attachment behavior, the Internal Working Models (IWM) concept has assumed a wide explicative capacity (see Bretherton & Munholland, 2008; Thompson, 2008b). Albeit the centrality of the IWM within the Attachment Theory’s framework, it’s generally recognized the “calm caos” that still exist around the use of this “user-friendly” conceptual metaphor, not yet considered a well-defined, empirical testable construct (see Bretherton, 2005; Delius, Bovenschen, & Spangler, 2008; Thompson, 2008a). Aiming to bring together at least part of this, in this paper we present a historical retrospective of the concept, starting with Bowlbys first ideas, and integrating later contributions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Modelos internos din&acirc;micos de vincula&ccedil;&atilde;o: Uma met&aacute;fora conceptual?</b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Joana Maia<sup>*</sup> / Manuela Ver&iacute;ssimo<sup>*</sup> / Bruno Ferreira<sup>*</sup> / Filipa Silva<sup>*</sup> / Alexandra Pinto<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> UIPCDE, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>&Eacute; ineg&aacute;vel que, no contexto da investiga&ccedil;&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o, o conceito de Modelos Internos Din&acirc;micos (MID) tem vindo a assumir uma capacidade explicativa crescente e extensiva (ver Bretherton &amp; Munholland, 2008; Thompson, 2008b). Todavia, apesar da centralidade dos MID na Teoria da vincula&ccedil;&atilde;o, &eacute; de referir o &ldquo;caos calmo&rdquo; que parece existir na literatura ainda hoje, mais de 50 d&eacute;cadas de estudos depois, &agrave; volta da utiliza&ccedil;&atilde;o desta met&aacute;fora conceptual que, embora apelativa, n&atilde;o corresponde ainda a um constructo te&oacute;rico solidamente definido e empiricamente test&aacute;vel (ver Bretherton, 2005; Delius, Bovenschen, &amp; Spangler, 2008; Thompson, 2008a). De forma a percebermos melhor o que poder&aacute; contribuir para este cen&aacute;rio de &ldquo;caos calmo&rdquo;, analisaremos, seguidamente, a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do conceito, no &acirc;mbito da Teoria da vincula&ccedil;&atilde;o, partindo das primeiras formula&ccedil;&otilde;es de Bowlby e integrando contributos posteriores.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Bowlby, Mecanismos de defesa, Modelos internos din&acirc;micos, Teoria da vincula&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>It&rsquo;s noticeable that, inside the research literature on the developmental implications of children&rsquo;s attachment behavior, the Internal Working Models (IWM) concept has assumed a wide explicative capacity (see Bretherton &amp; Munholland, 2008; Thompson, 2008b). Albeit the centrality of the IWM within the Attachment Theory&rsquo;s framework, it&rsquo;s generally recognized the &ldquo;calm caos&rdquo; that still exist around the use of this &ldquo;user-friendly&rdquo; conceptual metaphor, not yet considered a well-defined, empirical testable construct (see Bretherton, 2005; Delius, Bovenschen, &amp; Spangler, 2008; Thompson, 2008a). Aiming to bring together at least part of this, in this paper we present a historical retrospective of the concept, starting with Bowlbys first ideas, and integrating later contributions.</p>     <p><b>Key-words:</b> Bowlby, Defense mechanisms, Internal working models, Attachment theory.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para explicar a associa&ccedil;&atilde;o entre o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o durante a inf&acirc;ncia,  desenvolvimento e sa&uacute;de mental, Bowlby (1969/1982, 1973, 1980, 1988) apoiou-se no conceito de Modelos Internos Din&acirc;micos (MID),  uma met&aacute;fora conceptual introduzida para descrever componentes afectivos e cognitivos que, podendo variar na extens&atilde;o em que  s&atilde;o acess&iacute;veis &agrave; consci&ecirc;ncia, formam representa&ccedil;&otilde;es mentais, tendencialmente est&aacute;veis, do self em  intera&ccedil;&atilde;o com as principais figuras cuidadoras. A este respeito, dizem-nos Fonagy e Target (2007), que os MID podem ser,  simbolicamente, perspetivados enquanto uma representa&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio num di&aacute;logo metaf&oacute;rico com outro(s)  significativo(s), com o tom da conversa a ser dominado pelas expectativas m&uacute;tuas orquestradas na experi&ecirc;ncia passada e consequentes  enviesamentos ao n&iacute;vel dos processos din&acirc;micos de processamento da informa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>De acordo com Bowlby, os MID s&atilde;o a consequ&ecirc;ncia natural da capacidade humana para construir representa&ccedil;&otilde;es da  realidade. Deste modo, &agrave; semelhan&ccedil;a de quaisquer outras representa&ccedil;&otilde;es, t&ecirc;m como fun&ccedil;&atilde;o adaptativa  tornar poss&iacute;veis simula&ccedil;&otilde;es internas dessa mesma realidade e dos comportamentos poss&iacute;veis num dado contexto, podendo  ser comparadas a &ldquo;<i>pequenas experi&ecirc;ncias virtuais&rdquo; </i>(Bowlby, 1969/1982) que permitem ao indiv&iacute;duo testar mentalmente  v&aacute;rias alternativas de resposta e estimar as suas consequ&ecirc;ncias prov&aacute;veis. Podendo, &agrave; partida, eliminar alternativas que  se mostrem potencialmente ineficazes, pouco efetivas, ou demasiado exigentes, o indiv&iacute;duo diminui o grau de risco das suas  a&ccedil;&otilde;es ficando mais apto para adotar um comportamento refletido, orientado por objetivos, o que, por sua vez, aumenta as suas  probabilidades de sobreviv&ecirc;ncia. </p>     <p>Sendo constru&iacute;dos com base em experi&ecirc;ncias interativas que come&ccedil;am durante o primeiro ano de vida e que s&atilde;o repetidas  praticamente de forma di&aacute;ria durante a inf&acirc;ncia, os MID operam primariamente a um n&iacute;vel sens&oacute;rio-motor emergindo  precocemente sob a forma de expectativas rudimentares sobre a acessibilidade e responsividade dos principais cuidadores. Segundo Bowlby (1973),  estes modelos v&atilde;o sendo progressivamente atualizados pela integra&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias relacionais relevantes posteriores,  evoluindo para um conjunto organizado de cren&ccedil;as relativas a ser-se aceite, protegido, confortado e ajudado por outros significativos,  quando necess&aacute;rio (e vice-versa). </p>     <p>&Eacute; de real&ccedil;ar, contudo, a &ecirc;nfase colocada na rejei&ccedil;&atilde;o de qualquer determinismo linear, bem sinalizada pela  ado&ccedil;&atilde;o do termo din&acirc;micos que caracteriza os MID como estando abertos &agrave; revis&atilde;o e &agrave; mudan&ccedil;a em face  da experi&ecirc;ncia desconfirmat&oacute;ria de outras rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o significativas (ou da viv&ecirc;ncia de  experi&ecirc;ncias de diferente qualidade com os cuidadores primordiais, em virtude, por exemplo, de mudan&ccedil;as contextuais). No entanto,  &eacute; real&ccedil;ada a sua tend&ecirc;ncia para a continuidade, esperando-se que, depois de consolidados, permane&ccedil;am relativamente  est&aacute;veis ao longo da vida em virtude do forte impacto que t&ecirc;m para a pr&oacute;pria perce&ccedil;&atilde;o do real, guiando a  experi&ecirc;ncia subjetiva (Bowlby, 1980). </p>     <p>Desta forma, os MID podem ser equiparados a filtros interpretativos, atrav&eacute;s dos quais os indiv&iacute;duos absorvem e analisam novas  experi&ecirc;ncias relacionais, de forma consistente com as experi&ecirc;ncias passadas, funcionando como modelo impl&iacute;cito para o  estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es afetivas &iacute;ntimas futuras (ver Bretherton, 2005; Bretherton &amp; Munholland, 2008). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>UM CONCEITO A MEIO CAMINHO ENTRE UMA &ldquo;UNI&Atilde;O-EST&Aacute;VEL&rdquo; TE&Oacute;RICA E UM &ldquo;ADULT&Eacute;RIO&rdquo; FELIZ </p>     <p>Num tempo hist&oacute;rico em que, confrontadas com a Revolu&ccedil;&atilde;o Cognitiva, as duas correntes te&oacute;ricas cl&aacute;ssicas,  Psicanal&iacute;tica e Behaviorista, come&ccedil;avam a temer pela sobreviv&ecirc;ncia dos seus lugares, orgulhosamente s&oacute;s, em margens  opostas e inviol&aacute;veis da verdade, John Bowlby (1969/1982, 1973, 1980, 1988) teve a ousadia de as cruzar, na procura de uma  explica&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica satisfat&oacute;ria para as rea&ccedil;&otilde;es adversas observ&aacute;veis em crian&ccedil;as pequenas  como resultado de separa&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias &agrave; figura materna. </p>     <p>Partindo da sua forma&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica de base, foi capaz de integrar uma releitura dos estudos de Ren&eacute; Spitz sobre  o hospitalismo, novos dados proporcionados pelos trabalhos etol&oacute;gicos de Konrad Lorenz e de Harry Harlow que tinham posto em relevo,  respetivamente, o fen&oacute;meno do <i>imprinting </i>e o papel do afeto como motiva&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, bem como as  formula&ccedil;&otilde;es emergentes da Cibern&eacute;tica e da Teoria do Processamento da Informa&ccedil;&atilde;o, para produzir um pensamento  distinto e revolucion&aacute;rio (ver Bretherton, 1992; Van der Horst, LeRoy, &amp; Van der Veer, 2008; Van Dijken, Van der Veer, Van Ijzendoorn,  &amp; Kuipers, 1998). A este prop&oacute;sito, &eacute; de notar, no entanto, a despretensiosidade com que, no pref&aacute;cio do 1&ordm; volume  de Attachment &amp; Loss, Bowlby (1969/1982, p. 11), descreve o in&iacute;cio do seu percurso: &ldquo;<i>In 1956 when this work was begun I had no  conception of what I was undertaking. (...) From a new view point a familiar landscape can sometimes look very different.&rdquo; </i></p>     <p>&Eacute; ent&atilde;o, neste cruzamento idiom&aacute;tico, que a conce&ccedil;&atilde;o de Modelos Internos Din&acirc;micos v&ecirc; a luz do  dia, com as naturais confus&otilde;es que seriam de esperar desta fecunda, mas controversa, &ldquo;uni&atilde;o-est&aacute;vel&rdquo;  te&oacute;rica. Controv&eacute;rsias, ali&aacute;s, antecipadas e <i>a priori </i>justificadas quando Bowlby (1973) diz que os modelos ambientais  e organicistas, que descreve como partes integrantes e necess&aacute;rias de um sofisticado sistema biol&oacute;gico de controlo, n&atilde;o  s&atilde;o outra coisa que o &ldquo;mundo interno&rdquo; da Psican&aacute;lise cl&aacute;ssica, descrito sob a al&ccedil;ada de uma nova  terminologia te&oacute;rica. Terminologia que Bowlby (1973) assume como compat&iacute;vel com a Teoria Geral dos Sistemas, &agrave; qual vai  buscar o termo Modelo Interno Din&acirc;mico (Craik, 1943), e que considera ser extensamente mais vantajosa que a usualmente utilizada pela  abordagem psicanal&iacute;tica, na medida em que permite uma maior precis&atilde;o descritiva e consequentemente, a constru&ccedil;&atilde;o de  grelhas de leitura mais direcionadas para a planifica&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de estudos emp&iacute;ricos. </p>     <p>&Eacute; esta posi&ccedil;&atilde;o, leal mas n&atilde;o submissa, de Bowlby relativamente &agrave; Psican&aacute;lise, que o leva a abandonar  conceitos que intu&iacute; potencialmente amb&iacute;guos por, ao estarem em demasia centralizados no mundo interno do indiv&iacute;duo, poderem  negligenciar o peso da realidade externa (ver Bretherton, 1992; Bretherton &amp; Munholland, 2008). </p>     <p>Em seu lugar, Bowlby (1973) prop&otilde;e que as crian&ccedil;as desenvolvem dentro de si um, ou mais, modelos operacionais representando as  principais caracter&iacute;sticas do mundo &agrave; sua volta e de si pr&oacute;prios como agentes ativos nesse mundo. Estes modelos permitem-lhes  prever com relativa precis&atilde;o os comportamentos dos parceiros de intera&ccedil;&atilde;o e, em fun&ccedil;&atilde;o desta previs&atilde;o,  planear respostas imediatas e de longo prazo. Assim, o que na teoria psicanal&iacute;tica cl&aacute;ssica &eacute; denominado um bom objeto aparece  reformulado, dentro deste quadro de refer&ecirc;ncia, (e no nosso entender, por vezes, de forma excessivamente simplista, sem atender &agrave;  complexidade das conceptualiza&ccedil;&otilde;es psicanal&iacute;ticas abordadas) como um modelo interno de vincula&ccedil;&atilde;o segura, isto  &eacute;, um modelo operacional de uma figura de vincula&ccedil;&atilde;o que &eacute; perspetivada como estando dispon&iacute;vel para a  intera&ccedil;&atilde;o, sendo capaz de proporcionar ajuda e conforto em caso de necessidade. Analogamente, maus objetos, aparecem reformulados  como modelos internos de vincula&ccedil;&otilde;es predominantemente inseguras, ou seja, modelos operacionais de uma, ou mais, figuras de  vincula&ccedil;&atilde;o a quem se atribuem caracter&iacute;sticas tais como acessibilidade incerta, relut&acirc;ncia em prestar ajuda e/ou  rea&ccedil;&otilde;es hostis prov&aacute;veis (Bowlby, 1973). </p>     <p>No entanto Bowlby, deixa tamb&eacute;m patente que uma pergunta de suma import&acirc;ncia, que ter&aacute; de ser respondida no futuro,  ser&aacute; em que medida tais modelos operacionais correspondem a produtos v&aacute;lidos da experi&ecirc;ncia real, chamemos-lhe n&oacute;s  &ldquo;vers&otilde;es-prot&oacute;tipo&rdquo;, ou antes a produtos potencialmente distorcidos de tal experi&ecirc;ncia, chamemos-lhe  &ldquo;vers&otilde;es-espelho&rdquo;. Com efeito, ao longo da sua obra tanto encontramos escritos que se aproximam mais de uma  formula&ccedil;&atilde;o como de outra com Bowlby, numa manifesta &ldquo;infidelidade sem culpa&rdquo;, a recorrer &agrave;s suas diferentes  afinidades te&oacute;ricas para aprofundar o conceito. </p>     <p>A este prop&oacute;sito, Peter Fonagy e Mary Target (2007) reconhecem ter sido largamente sustentado pelos psicanal&iacute;sticas mais ortodoxos  de ent&atilde;o que existia &ldquo;algo de errado&rdquo; com a Teoria da Vincula&ccedil;&atilde;o com os seus principais detratores a escudarem-se  no argumento de que, ao escolher debru&ccedil;ar-se sobre constructos te&oacute;ricos empiricamente test&aacute;veis (i.e., comportamento  observ&aacute;vel, em detrimento dos impulsos e das fantasias inconscientes), esta nova formula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica reduzia  drasticamente o poder explicativo potencial das observa&ccedil;&otilde;es psicanal&iacute;ticas. Efetivamente, &eacute; hoje abertamente  reconhecido que a Psican&aacute;lise mostrou inicialmente uma ostensiva relut&acirc;ncia em apreender muitas das ideias, ent&atilde;o  revolucion&aacute;rias (e que seguramente lhe teriam sido, desde logo, muito &uacute;teis), introduzidas pela Teoria do Vincula&ccedil;&atilde;o.  No entanto, n&atilde;o poder&aacute; tamb&eacute;m ser negado que, em algumas das cr&iacute;ticas endere&ccedil;adas por Bowlby ao pensamento  psicanal&iacute;tico, &eacute; discern&iacute;vel uma vis&atilde;o excessivamente simplificada e reducionista dos pressupostos te&oacute;ricos  que lhe est&atilde;o subjacentes, com Bowlby, por vezes, a n&atilde;o parecer ter em conta, quer a complexidade deste universo epist&eacute;mico,  quer o elevado ecletismo te&oacute;rico presente nas diversas correntes psicanal&iacute;ticas ent&atilde;o existentes (ver Fonagy &amp; Target,  2007). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MID: &ldquo;VERS&Otilde;ES-PROT&Oacute;TIPO&rdquo; E &ldquo;VERS&Otilde;ES-ESPELHO&rdquo; </p>     <p>A formula&ccedil;&atilde;o do MID enquanto &ldquo;vers&otilde;es-prot&oacute;tipo&rdquo; &eacute; refor&ccedil;ada quando, influenciado pelo  pensamento de Jean Piaget (e.g., Piaget, 1937/1954), Bowlby (1969/1982) faz uso de uma linguagem mais pr&oacute;xima da Teoria Cibern&eacute;tica  e da Teoria do Controlo dos Sistemas para dizer quais as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias que asseguram a viabilidade dos mesmos. De  acordo com esta formula&ccedil;&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o dos MID &eacute; necessariamente baseada nos dados da realidade de que a  crian&ccedil;a disp&otilde;e naquele momento. Contudo, para que possam ser utilizados em situa&ccedil;&otilde;es novas, ao longo do  desenvolvimento, os MID ter&atilde;o de ser ampliados em fun&ccedil;&atilde;o das crescentes capacidades imaginativas e de  extrapola&ccedil;&atilde;o do pensamento infantil, de modo a poderem cobrir de forma relevante n&atilde;o apenas dados da experi&ecirc;ncia  concreta, mas tamb&eacute;m da experi&ecirc;ncia potencial. Finalmente, qualquer modelo, tanto se aplic&aacute;vel &agrave; experi&ecirc;ncia real,  como &agrave; experi&ecirc;ncia latente ou virtual, ter&aacute; de ser testado relativamente &agrave; sua consist&ecirc;ncia interna, sendo tanto  mais adequado quanto, por um lado, mais acuradas forem as suas predi&ccedil;&otilde;es e, por outro, mais extensa a lista de  situa&ccedil;&otilde;es em que pode ser aplicado. </p>     <p>Ao sugerir que os MID s&atilde;o regularmente sujeitos a teste por confronta&ccedil;&atilde;o direta com novas experi&ecirc;ncias, sendo  avaliados quanto &agrave; sua consist&ecirc;ncia interna e acuracidade da sua capacidade preditiva, Bowlby parece conceb&ecirc;-los como  predominantemente acess&iacute;veis &agrave; consci&ecirc;ncia, modific&aacute;veis com o tempo e expl&iacute;citos, ou seja, bastante mais  sofisticados do que poder&iacute;amos antever tendo por base outros dos seus escritos. </p>     <p>Por seu turno, a formula&ccedil;&atilde;o dos MID enquanto &ldquo;vers&otilde;es-espelho&rdquo; est&aacute; claramente enraizada na linhagem  psicodin&acirc;mica, em particular na que inclui as Teorias da Rela&ccedil;&atilde;o de Objeto (ver Fonagy &amp; Target, 2007). Efetivamente, o  parentesco te&oacute;rico &eacute; evidente quando Bowlby (1969/1982, 1973, 1980, 1988) descreve os contributos dos MID para a  organiza&ccedil;&atilde;o do sistema defensivo e para a manuten&ccedil;&atilde;o de modelos mal-adaptativos, discutindo as  implica&ccedil;&otilde;es que estes aspetos t&ecirc;m para a sa&uacute;de mental do indiv&iacute;duo. Nesta conceptualiza&ccedil;&atilde;o os MID  s&atilde;o constru&iacute;dos a partir das leituras interpretativas que, com a ajuda dos seus esquemas percetivo-afetivos infantis, a  crian&ccedil;a pequena faz das intera&ccedil;&otilde;es quotidianas que mant&eacute;m com os principais cuidadores, emergindo prematuramente sob a  forma de modelos pr&eacute;-lingu&iacute;sticos. Modelos pr&eacute;-lingu&iacute;sticos que, apesar de influenciarem extensamente o comportamento  do indiv&iacute;duo, s&atilde;o hipotetizados como sendo largamente inacess&iacute;veis a uma reflex&atilde;o consciente, podendo ser  compar&aacute;veis a um retrato atualizado do inconsciente din&acirc;mico freudiano (ver Thompson, 2008a). </p>     <p>A analogia encontrada &eacute; a de uma capacidade f&iacute;sica adquirida atrav&eacute;s da repeti&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia como,  por exemplo, conduzir ou andar de bicicleta (Bowlby, 1980). Analogamente, tamb&eacute;m os componentes cognitivos e processuais associados  &agrave;s experi&ecirc;ncias precoces de vincula&ccedil;&atilde;o tenderiam, em virtude das sobre-aprendizagens quotidianas, a enraizar-se no  funcionamento do Eu, passando a operar de modo autom&aacute;tico, n&atilde;o sujeito a controlo consciente. Embora este automatismo tenha a  vantagem adaptativa de permitir a economia de esfor&ccedil;os, tornando as a&ccedil;&otilde;es mais r&aacute;pidas, a desvantagem complementar  deriva, precisamente, do facto de, por n&atilde;o serem facilmente acess&iacute;veis a um processamento consciente, estes componentes serem  dif&iacute;ceis de alterar. Deste modo, se, por qualquer que seja a raz&atilde;o, os MID se mostrarem inadequados, poder&atilde;o estar reunidas  as condi&ccedil;&otilde;es para a emerg&ecirc;ncia de configura&ccedil;&otilde;es psicopatol&oacute;gicas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>MID E PSICOPATOLOGIA: OU QUANDO OS ESPELHOS SE DISTORCEM </p>     <p>Debrucemo-nos agora sobre a tese defendida por Bowlby (1969/1982) de que na etiologia de muitas manifesta&ccedil;&otilde;es  psicopatol&oacute;gicas estaria presente uma inadequa&ccedil;&atilde;o dos MID face &agrave; realidade presente, ou utilizando a met&aacute;fora  previamente criada, quando as &ldquo;vers&otilde;es-espelho&rdquo; refletem imagens excessivamente deformadas da realidade.  Deforma&ccedil;&otilde;es e inadequa&ccedil;&otilde;es que podem ser de v&aacute;rios tipos, podendo um modelo deixar de ser &uacute;til por ficar  parcialmente, ou completamente, desatualizado, ou por estar atravessado por inconsist&ecirc;ncias. </p>     <p>Apoiando-se na distin&ccedil;&atilde;o entre sistemas de mem&oacute;ria feita por Tulving (1972), Bowlby (1980) defende que o armazenamento das  mem&oacute;rias que a crian&ccedil;a organiza das viv&ecirc;ncias com as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o, e do seu pr&oacute;prio papel nestas  viv&ecirc;ncias, possui uma dupla natureza: recorda&ccedil;&otilde;es de comportamentos particulares, relativos a eventos discretos, tendem a ser  armazenados na mem&oacute;ria epis&oacute;dica, ao passo que as generaliza&ccedil;&otilde;es sobre os cuidadores em intera&ccedil;&atilde;o com  o <i>self </i>(e vice-versa), que constituem a base dos MID, tendem a ser armazenados na mem&oacute;ria sem&acirc;ntica de forma anal&oacute;gica,  proposicional ou mista. Dada esta pluralidade de armazenamentos poss&iacute;veis, bem como a multiplicidade de fontes que podem estar na base da  constru&ccedil;&atilde;o de uma dada mem&oacute;ria (a t&iacute;tulo de exemplo, o que foi vivido; o que, no momento, foi dito &agrave;  crian&ccedil;a ou secretamente ouvido por esta; o que, posteriormente, foi lembrado, ou proibido de lembrar...) est&atilde;o reunidas as  condi&ccedil;&otilde;es para a emerg&ecirc;ncia de conflitos, uma vez que nem sempre haver&aacute; congru&ecirc;ncia entre o que &eacute;  armazenado a n&iacute;vel sem&acirc;ntico e a n&iacute;vel epis&oacute;dico. </p>     <p>Abrindo um par&ecirc;ntesis neste ponto, n&atilde;o podemos deixar de fazer refer&ecirc;ncia ao facto de Bowlby adotar uma posi&ccedil;&atilde;o  notoriamente restritiva neste campo, deixando abertamente de lado, neste enunciar de possibilidades, todo um universo epist&eacute;mico relativo  aos processos simb&oacute;licos internos. Pensamos que esta posi&ccedil;&atilde;o restritiva de Bowlby (1980, 1988) &eacute; compreens&iacute;vel  no contexto epist&eacute;mico de ent&atilde;o, confrontado com uma Psican&aacute;lise cl&aacute;ssica que, a favor de um endeusamento da ideia de  fantasia, teimava, lamentavelmente, em abster-se de prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave; experi&ecirc;ncia real dos indiv&iacute;duos  (Fonagy &amp; Target, 2007). No entanto, saudamos os esfor&ccedil;os que outros autores (ver Bretherton, 1995; Bretherton &amp; Munholland, 2008;  George &amp; Solomon, 2008) t&ecirc;m vindo a fazer no sentido de tornar poss&iacute;vel a integra&ccedil;&atilde;o destas duas vis&otilde;es, na  nossa opini&atilde;o, complementares. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bowlby (1988) hipotetiza que o crescimento de uma minoria de crian&ccedil;as possa ser persistentemente atravessado por incongru&ecirc;ncias  deste tipo, o que as torna mais suscet&iacute;veis de adoecer mentalmente. A este respeito, d&aacute; como exemplo as situa&ccedil;&otilde;es em  que as mem&oacute;rias de experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas muito precoces, nomeadamente, ass&eacute;dio sexual, viola&ccedil;&atilde;o, ou  assistir &agrave; morte de um dos progenitores, ficam armazenadas, de forma anal&oacute;gica, no sistema de mem&oacute;ria epis&oacute;dica,  n&atilde;o sendo compat&iacute;veis com as representa&ccedil;&otilde;es conscientes que, com base no que os pais ou outros adultos lhe disseram  e/ou omitiram, sobre estas mesmas experi&ecirc;ncias, a crian&ccedil;a organizar&aacute; posteriormente e que ficar&atilde;o armazenadas como  proposi&ccedil;&otilde;es gerais no sistema de mem&oacute;ria sem&acirc;ntica (ver Bretherton &amp; Munholland, 2008). </p>     <p>Em conson&acirc;ncia com esta ideia, Bowlby (1973) chama a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de muitos pacientes com perturba&ccedil;&otilde;es  graves de car&aacute;cter emocional que procuram terapia parecerem debater--se com a exist&ecirc;ncia de MID, relativa ou totalmente inconscientes,  desenvolvidos precocemente em linhas muito primitivas. Apesar de terem sido defensivamente exclu&iacute;dos, os MID primordiais continuam a ter uma  influ&ecirc;ncia preponderante no modo como o indiv&iacute;duo perceciona os eventos, condicionando largamente os seus comportamentos e  emo&ccedil;&otilde;es. H&aacute;, deste modo, uma grande probabilidade de que, em situa&ccedil;&otilde;es emocionalmente desafiantes, estes possam  entrar em conflito com outros modelos contemporaneamente, ou posteriormente, constru&iacute;dos e que podem ser radicalmente diferentes, ou mesmo  incompat&iacute;veis. Modelos, estes sim, acess&iacute;veis &agrave; consci&ecirc;ncia e que o indiv&iacute;duo toma, erradamente, por dominantes. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>PROCESSOS DEFENSIVOS: DESATIVA&Ccedil;&Atilde;O, DESCONEX&Atilde;O COGNITIVAE SEGREGA&Ccedil;&Atilde;O DE SISTEMAS PRINCIPAIS</p>     <p>Em concord&acirc;ncia com a sua forma&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica de base e, paralelamente, incentivado pelos trabalhos dos  psic&oacute;logos cognitivistas Norman e Dixon, Bowlby (1988) atribui claramente aos processos n&atilde;o conscientes um papel central na vida  mental, defendendo uma vis&atilde;o do aparelho mental como sendo capaz de suprimir do processamento consciente, de forma seletiva e sem que a  pessoa disso tenha qualquer perce&ccedil;&atilde;o, determinada classe de informa&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Na continuidade deste pensamento, Bowlby (1988) apoia-se no conceito de exclus&atilde;o defensiva, enquanto mecanismo que previne que os  indiv&iacute;duos tomem consci&ecirc;ncia de eventos ou pensamentos que, se aceites como verdadeiros, seriam intoler&aacute;veis e potencialmente  desorganizadores para o seu equil&iacute;brio ps&iacute;quico. Bowlby avan&ccedil;a que, se a ativa&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria desta  exclus&atilde;o defensiva tem um car&aacute;cter ben&eacute;fico, permitindo ao indiv&iacute;duo manter a sua integridade psicol&oacute;gica, a  sua manuten&ccedil;&atilde;o r&iacute;gida ao longo de um extenso per&iacute;odo temporal, poder&aacute; tornar-se seriamente n&atilde;o  adaptativa. </p>     <p>Nos escritos de Bowlby (1969/1982, 1973, 1980, 1988) podem ser encontradas refer&ecirc;ncia a tr&ecirc;s poss&iacute;veis  manifesta&ccedil;&otilde;es do mecanismo de exclus&atilde;o defensiva, que variam no grau de gravidade: desativa&ccedil;&atilde;o,  desconex&atilde;o cognitiva e segrega&ccedil;&atilde;o de sistemas principais. No entanto, estas refer&ecirc;ncias s&atilde;o feitas sem grande  sistematiza&ccedil;&atilde;o, nem aprofundamento, exce&ccedil;&atilde;o feita para o cap&iacute;tulo 4 do Volume III de Attachment and Loss, no  qual, como o pr&oacute;prio nome indica &ndash; &ldquo;<i>An information processing approach to defence&rdquo; </i>&ndash; h&aacute; um p&eacute;  em duas margens. </p>     <p>Apesar de estes conceitos se aproximarem dos conceitos psicanal&iacute;ticos (por exemplo, a falar de desativa&ccedil;&atilde;o refere que este  conceito &eacute; apenas uma outra forma de descrever o mecanismo defensivo da supress&atilde;o) tamb&eacute;m aqui Bowlby (1988) optou por  recorrer a termos menos imbu&iacute;dos de &ldquo;mundo interno&rdquo;, chamando, mais uma vez, a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia  da experi&ecirc;ncia real. </p>     <p>O termo desativa&ccedil;&atilde;o foi proposto para especificar uma consequ&ecirc;ncia da exclus&atilde;o defensiva relacionada com a  minimiza&ccedil;&atilde;o na consci&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com as experi&ecirc;ncias de vincula&ccedil;&atilde;o.  Informa&ccedil;&atilde;o que, quando sujeita a processamento consciente no passado, fez com que os indiv&iacute;duos experimentassem um sofrimento  severo, sendo hipotetizadas, na etiologia deste processo defensivo hist&oacute;rias interativas precoces nas quais as manifesta&ccedil;&otilde;es  do sistema de vincula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a foram sistematicamente ignoradas, ridicularizadas, rejeitadas ou mesmo punidas pelos  cuidadores. Se feita em larga escala, avan&ccedil;a Bowlby, a minimiza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; levar a uma  desativa&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio sistema de vincula&ccedil;&atilde;o com consequentes falhas na manifesta&ccedil;&atilde;o de  comportamentos de procura de proximidade ao adulto e de solicita&ccedil;&atilde;o de cuidados em contextos situacionais em que estes seriam de  esperar (ver Marvin &amp; Britner, 2008). </p>     <p>Para Bowlby (1980), o termo desconex&atilde;o cognitiva define uma situa&ccedil;&atilde;o de apartamento entre as respostas comportamentais e  afetivas do indiv&iacute;duo e as vari&aacute;veis contextuais e/ou interpessoais, de car&aacute;cter ansiog&eacute;no, que estiveram na sua  origem (numa aproxima&ccedil;&atilde;o ao mecanismo de defesa psicanal&iacute;tico de deslocamento). Quando tal acontece, o indiv&iacute;duo  tende a confundir a natureza das situa&ccedil;&otilde;es indutoras de mal-estar justificando as suas respostas comportamentais e afetivas com base  em atribui&ccedil;&otilde;es que, embora descontextualizadas, ou err&oacute;neas, s&atilde;o menos amea&ccedil;adoras para a sua integridade  psicol&oacute;gica. Constituem exemplos destas atribui&ccedil;&otilde;es o redireccionamento de afetos negativos para alvos diferentes daqueles  que os suscitaram, assim como o focar-se excessivamente nas suas pr&oacute;prias rea&ccedil;&otilde;es e sentimentos, atribuindo-lhes uma etiologia  exclusivamente interna (por exemplo, sintomas hipocondr&iacute;acos, ou caracter&iacute;sticas temperamentais) que n&atilde;o tem em conta  vari&aacute;veis contextuais significativas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bowlby (1973) avan&ccedil;a que, nas situa&ccedil;&otilde;es mais graves, poderemos assistir inclusivamente &agrave; segrega&ccedil;&atilde;o  de sistemas principais, mecanismo mais pr&oacute;ximo dos conceitos psicanal&iacute;ticos de clivagem e de dissocia&ccedil;&atilde;o (ver  Bretherton &amp; Munholland, 2008). No processo de segrega&ccedil;&atilde;o de sistemas principais coexistem na personalidade dos indiv&iacute;duos  m&uacute;ltiplos selves, cognitivamente dissociados, tendo cada um deles o seu pr&oacute;prio armaz&eacute;m de mem&oacute;ria, o mesmo &eacute;  dizer, acesso a diferentes MID. Bowlby (1973) acrescenta que, embora os distintos selves possam alternar na consci&ecirc;ncia, geralmente um deles  tende a ser dominante, estando o outro, com os seus respetivos modelos internos, num estado de desativa&ccedil;&atilde;o parcial ou completa. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INFLU&Ecirc;NCIA DOS PROCESSOS DEFENSIVOS NO SISTEMA BIO-COMPORTAMENTAL DE PRESTA&Ccedil;&Atilde;O DE CUIDADOS</p>     <p>Retomando a ideia defendida por Bowlby (1973) de que as defesas contribuem para a manuten&ccedil;&atilde;o da estabilidade representacional,  Carol George e Judith Solomon (2008) t&ecirc;m vindo a prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s poss&iacute;veis manifesta&ccedil;&otilde;es do  mecanismo de exclus&atilde;o defensiva na idade adulta, especificamente no contexto da ativa&ccedil;&atilde;o do sistema comportamental de  presta&ccedil;&atilde;o de cuidados. De acordo com as autoras, a flexibilidade representacional (definida enquanto capacidade para diferenciar  sinais e eventos associados a sistemas comportamentais potencialmente competitivos que podem incluir objetivos simult&acirc;neos  incompat&iacute;veis) &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o do que consideram ser, no adulto, a homeostasia  do sistema de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, constituindo um dos pontos-chave para que o cuidador possa otimizar a sua sensitividade e  responsividade face &agrave; crian&ccedil;a. Diferencia&ccedil;&atilde;o que passa pela marca&ccedil;&atilde;o de fronteiras claras entre sistemas  comportamentais e suas interse&ccedil;&otilde;es, incluindo a necessidade de proteger e cuidar dos descendentes (sistema de presta&ccedil;&atilde;o  de cuidados), de procurar prote&ccedil;&atilde;o e conforto de outros quando necess&aacute;rio (sistema de vincula&ccedil;&atilde;o), de  desenvolver amizades e rela&ccedil;&otilde;es sociais (sistema afiliativo), de manter atividade sexual (sistema sexual) e de conhecer novos  contextos e situa&ccedil;&otilde;es (sistema explorat&oacute;rio). </p>     <p>De acordo com George e Solomon (2008), quando os processos defensivos distorcem ou excluem informa&ccedil;&atilde;o e afetos em larga escala, a  flexibilidade representacional pode ficar comprometida, o que impossibilitar&aacute; os pais de detetar, diferenciar e integrar adequadamente os  sinais associados aos v&aacute;rios sistemas, com especial confus&atilde;o a ser poss&iacute;vel entre os sistemas complementares de  presta&ccedil;&atilde;o de cuidados e de vincula&ccedil;&atilde;o. As autoras acrescentam que, tanto a desativa&ccedil;&atilde;o, como a  desconex&atilde;o cognitiva representam formas menos graves de exclus&atilde;o defensiva que servem para proteger a organiza&ccedil;&atilde;o  defensiva dos indiv&iacute;duos. Ao inv&eacute;s, no caso da segrega&ccedil;&atilde;o de sistemas principais, a manuten&ccedil;&atilde;o da  estabilidade representacional s&oacute; pode ser mantida se mem&oacute;rias dolorosas e/ou amea&ccedil;adoras e respetivos afetos, forem banidos  da consci&ecirc;ncia, criando uma situa&ccedil;&atilde;o na qual o indiv&iacute;duo n&atilde;o &eacute; capaz de processar de forma consciente  eventos traum&aacute;ticos associados ao vincula&ccedil;&atilde;o. Estes elementos tender&atilde;o, no entanto, a atuar nos bastidores deixando  a organiza&ccedil;&atilde;o defensiva do indiv&iacute;duo suscet&iacute;vel de colapso (i.e., confus&atilde;o representacional) se confrontada  com novas situa&ccedil;&otilde;es que ativem intensamente o sistema de vincula&ccedil;&atilde;o, podendo, consequentemente, ser discern&iacute;veis  nas suas a&ccedil;&otilde;es graves situa&ccedil;&otilde;es de sobreposi&ccedil;&atilde;o comportamental. Sobreposi&ccedil;&otilde;es, essas, que  poder&atilde;o contribuir para a emerg&ecirc;ncia de padr&otilde;es interativos caracterizados pela invers&atilde;o de pap&eacute;is entre o adulto  e a crian&ccedil;a e, nos casos mais extremos, pelo menos em certa parte, para situa&ccedil;&otilde;es inter-geracionais de ass&eacute;dio sexual. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>ESPECIFICIDADE <i>VERSUS </i>INTEGRA&Ccedil;&Atilde;O </p>     <p>Outra importante discuss&atilde;o, ainda em aberto, prende-se com a especificidade relacional e contextual dos modelos representacionais  constru&iacute;dos (ver Bretherton, 1992; Bretherton &amp; Munholland, 2008; Solomon &amp; George, 2008). Mais concretamente, importa clarificar  se, ao longo do desenvolvimento a crian&ccedil;a organiza um modelo interno din&acirc;mico geral, suscet&iacute;vel de integrar os diferentes  contributos das experi&ecirc;ncias chave vividas com os principais cuidadores, ou ainda v&aacute;rios modelos independentes, individualmente  associados a padr&otilde;es interativos espec&iacute;ficos. Padr&atilde;o interativos que, naturalmente, poder&atilde;o estabelecer-se durante a  inf&acirc;ncia, mas em contextos de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados extra-familiares (ver Ver&iacute;ssimo, Duarte, Monteiro, Santos, &amp;  Meneses, 2003), ou apenas durante a idade adulta, no contexto da rela&ccedil;&atilde;o de casal (ver Treboux, Crowell, &amp; Waters, 2004). </p>     <p>Por outro lado, aceitando a hip&oacute;tese de que a crian&ccedil;a organiza um modelo interno global que serve de base &agrave;  estrutura&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias gerais de relacionamento que, progressivamente, se tornam propriedade da pr&oacute;pria  crian&ccedil;a, outra quest&atilde;o essencial ser&aacute; saber se a integra&ccedil;&atilde;o dos diferentes contributos das experi&ecirc;ncias  chave vividas com as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o predominantes, tende a ocorrer de forma paralela (i.e., rela&ccedil;&otilde;es com  diferentes figuras t&ecirc;m peso semelhante) ou hier&aacute;rquica (i.e., peso da rela&ccedil;&atilde;o com figura materna, por exemplo, faz-se  sentir com maior intensidade, influenciando a qualidade do vincula&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a a outros prestadores de cuidados). </p>     <p>A este respeito, no que respeita &agrave; primeira inf&acirc;ncia, os resultados das meta-an&aacute;lises realizadas s&atilde;o conflitivos  (ver Fox, Kimmerly, &amp; Schafer, 1991; van IJzendoorn &amp; De Wolff, 1997). Contudo, s&atilde;o de destacar estudos recentes (e.g., Grossmann  et al., 2002; Monteiro, Ver&iacute;ssimo, Vaughn, Santos, &amp; Bost, 2008, ver Monteiro &amp; Ver&iacute;ssimo, 2010) que d&atilde;o suporte  emp&iacute;rico &agrave; tese da especificidade da organiza&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de base segura a crian&ccedil;a face &agrave;s  duas figuras parentais. Por outro lado, se bem que ainda escassos, estudos envolvendo medidas representacionais (e.g., K&ouml;nig, Gloger-Tippelt,  &amp; Zweyer, 2007) t&ecirc;m tamb&eacute;m vindo a fortalecer a suposi&ccedil;&atilde;o de Bowlby de que o processo de integra&ccedil;&atilde;o de  experi&ecirc;ncias distintas numa &uacute;nica, razoavelmente coerente, representa&ccedil;&atilde;o global pode ser mais complexo quando a  crian&ccedil;a estabelece rela&ccedil;&otilde;es de qualidade muito distinta com os diferentes cuidadores. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>CONCLUS&Atilde;O </p>     <p>Em s&iacute;ntese, do exposto, pensamos ficar claro porque raz&atilde;o uma das maiores e mais antigas (ver Hinde, 1988) cr&iacute;ticas ao  conceito de MID &eacute; o facto de este ser utilizado de forma muito ampla, constituindo nas palavras de Belsky e Cassidy (1994) um atraente,  mas inoperativo, <i>catch-all, post hoc explanation</i>. Refor&ccedil;a-se, assim, a necessidade de mais trabalhos emp&iacute;ricos neste  &acirc;mbito, alicer&ccedil;ados numa s&oacute;lida reflex&atilde;o te&oacute;rica, uma vez que, sem este trabalho pr&eacute;vio, apenas guiados  pela ideia geral, excessivamente simplista, que rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o seguras est&atilde;o indiscriminadamente  associadas a correlatos psicol&oacute;gicos (e, naturalmente, desenvolvimentais) mais positivos (ver Thompson, 2008a,b; Waters, Corcoran, &amp;  Anafarta, 2005), o conceito corre o perigo de se transformar num generalista e, como tal, pouco relevante &ldquo;guarda-chuva conceptual&rdquo;  que serve para explicar todas e quaisquer implica&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais da Teoria do Vincula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <!-- ref --><p>Belsky, J., &amp; Cassidy, J. (1994). Attachment: Theory and evidence. In M. Rutter &amp; D. Hay (Eds.), <i>Development through  life </i>(pp. 373-402). Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-8231201400030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1973). <i>Attachment and Loss: Vol. 2. Separation, anxiety, and anger</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-8231201400030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1980). <i>Attachment and Loss: Vol. 3. Loss</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-8231201400030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Bowlby, J. (1982). <i>Attachment and loss: Attachment </i>(vol. 1, 2nd ed. rev.) New York: Basic Books (original work published, 1969). </p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base. Parent-child attachment and healthy development</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-8231201400030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bretherton, I. (1992). The origins of attachment theory: John Bowlby and Mary Ainsworth. <i>Developmental Psychology, 28</i>, 759-775.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-8231201400030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Bretherton, I. (1995). Commentary: A communication perspective on attachment relationships and internal working models. In E. Waters, B. E.  Vaughn, G. Posada, &amp; K. Kondo-Ikemura (Eds.), Caregiving, cultural, and cognitive perspectives on secure-base behavior and working models:  New growing points of attachment theory and research. <i>Monographs of Society for Research in Child Development, 60</i>(Serial No. 244),  310-329. </p>     <!-- ref --><p>Bretherton, I. (2005). In pursuit of the internal working model construct and its relevance to attachment relationships. In K. E. Grossmann,  K. Grossmann, &amp; E. Waters (Eds.), <i>Attachment from infancy to adulthood. The major longitudinal studies </i>(pp. 13-47). New York: The  Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-8231201400030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bretherton, I., &amp; Munholland, K. (2008). Internal working models in attachment relationships: Elaborating a central construct in attachment  theory. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory, research, and clinical applications </i>(2nd ed., pp. 102-127).  New York, NY: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-8231201400030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Craik, K. (1943). <i>The nature of explanation</i>. Cambridge, UK: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-8231201400030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Delius, A., Bovenschen, I., &amp; Spangler, G. (2008). The inner working model as a &ldquo;theory of attachment&rdquo;: Development during  the preschool years. <i>Attachment &amp; Human Development, 10</i>(4), 395-414. doi: 10.1080/14616730802461425. </p>     <!-- ref --><p>Fonagy, P., &amp; Target, M. (2007). The rooting of the mind in the body: New links between attachment theory and psychoanalytic thought.  <i>Journal of the American Psychoanalytic Association, 55</i>(2), 411-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-8231201400030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Fox, N. A., Kimmerly, N. L., &amp; Schafer, W. D. (1991). Attachment to mother&frasl;attachment to father: A meta-analysis. <i>Child  Development, 62</i>, 210-225. </p>     <!-- ref --><p>George, C., &amp; Solomon, J. (2008). The caregiving system: A behavioral systems approach to parenting. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver  (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory, research, and clinical applications </i>(2nd ed., pp. 833-856). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201400030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Grossmann, K., Grossmann, K. E., Fremmer-Bombik, E., Kindler, H., Scheuerer-Englisch, H., &amp; Zimmermann, P. (2002). The uniqueness of the  child-father attachment relationship: Father&rsquo;s sensitive and challenging play as a pivotal variable in a 16-year longitudinal study.  <i>Social Development, 11</i>(3), 307-331. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hinde, R. (1988). Continuities and discontinuities: Conceptual issues and methodological considerations. In M. Rutter (Ed.), <i>Studies of  psychosocial risk </i>(pp. 367-383). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-8231201400030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>K&ouml;nig, L., Gloger-Tippelt, G., &amp; Zweyer, K. (2007). Bindungsverhalten zu Mutter und Vater und Bindungsrepr&auml;sentation bei Kindern  im Alter von f&uuml;nf und sieben Jahren. <i>Praxis der Kinderpsychologie und Kinderpsychiatrie, 56</i>(5), 445-462.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201400030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Marvin, R. S., &amp; Britner, P. A. (2008). Normative development: The ontogeny of attachment. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.),  <i>Handbook of attachment theory: Research and clinical applications </i>(2nd ed., pp. 269-294). New York, NY: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201400030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Monteiro, L., &amp; Ver&iacute;ssimo, M. (2010). <i>An&aacute;lise do fen&oacute;meno de base segura em contexto familiar: A especificidade das  rela&ccedil;&otilde;es crian&ccedil;a/m&atilde;e e crian&ccedil;a/pai</i>. Textos Universit&aacute;rios de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas.  Lisboa: FCT, Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201400030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Vaughn, B. E., Santos, A. J., &amp; Bost, K. (2008). Secure base representations for both fathers and  mothers predict children&rsquo;s secure base behavior in a sample of Portuguese Families. <i>Attachment and Human Development, 10</i>(2), 189-206. </p>     <p>Piaget, J. (1954). <i>The child&rsquo;s construction of reality </i>(Margaret Cook, trans.). New York: Basic Books  (original work published 1937). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Solomon, J., &amp; George, C. (2008). The measurement of attachment security and related constructs in infancy and early childhood. In J.  Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.), <i>Handbook of attachment theory. Research and clinical applications </i>(2nd ed., pp. 383-416). New York:  The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201400030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Thompson, R. A. (2008a). Attachment-related mental representations: Introduction to the special issue. <i>Attachment &amp; Human Development,  10</i>(4), 347-358. doi: 10.1080/14616730802461334 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201400030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thompson, R. A. (2008b). Early attachment and later development: Familiar questions, new answers. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.),  <i>Handbook of attachment </i>(2nd ed., pp. 348-365). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201400030000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Treboux, D., Crowell, J. A., &amp; Waters, E. (2004). When &ldquo;new&rdquo; meets &ldquo;old&rdquo;: Configurations of adult attachment  representations and their implications for marital functioning. <i>Developmental Psychology, 40</i>(2), 295-314. doi: 10.1037/0012-1649.40.2.295 </p>     <!-- ref --><p>Tulving, E. (1972). Episodic and semantic memory. In E. Tulving &amp; W. Donaldson (Eds.), <i>Organization of memory </i>(pp. 381-403).  New York: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Van der Horst, F. C. P., LeRoy, H. A., &amp; Van der Veer, R. (2008). When strangers meet: John Bowlby and Harry Harlow on attachment behavior.  <i>Integrative Psychological &amp; Behavioral Science, 42</i>(4), 370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201400030000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Van Dijken, S., Van der Veer, R., Van IJzendoorn, M. H., &amp; Kuipers, H. J. (1998). Bowlby before Bowlby: The sources of an intellectual  departure in psychoanalysis and psychology. <i>Journal of the History of the Behavioural Sciences, 34</i>(3), 247-269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201400030000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>van Ijzendoorn, M. H., &amp; De Wolff, M. S. (1997). In search of the absent father &ndash; Meta-analyses of infant-father attachment: A  rejoinder to our discussants. <i>Child Development, 68</i>, 604-609. </p>     <!-- ref --><p>Ver&iacute;ssimo, M., Duarte, I., Monteiro, L., Santos, A. J., &amp; Meneses, A. (2003). Qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o &agrave;  m&atilde;e e &agrave; educadora. <i>Psicologia, XVII</i>(2), 453-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Waters, E., Corcoran, D., &amp; Anafarta, M. (2005). Attachment, other relationships, and the theory that all good things go together.  <i>Human Development, 48</i>, 80-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201400030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Manuela Ver&iacute;ssimo; ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa;  E-mail: <a href="mailto:mveriss@ispa.pt">mveriss@ispa.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os autores gostariam de agradecer a todos os colegas da linha 1, Psicologia do Desenvolvimento, da UIPCDE pelos seus coment&aacute;rios  valiosos. Parte deste estudo foi financiado pela FCT (SFRH/BD/35769/2007, SFRH/BD/47802/2008, SFRH/BD/68959/2010, SFRH/BD/68480/2010). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Submiss&atilde;o: </i>09/03/2014 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>26/06/2014 </p>      ]]></body><back>
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