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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Protótipos de vinculação amorosa: Bem-estar psicológico e psicopatologia em jovens de famílias intactas e divorciadas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[According to Bartholomew model individuals develop their identity and build the perception of self and others, according representations submitted by the significant figures of affection. Romantic attachment prototypes have relation to mental health and psychological well-being in young. In a sample of 334 young between 13 and 25 years, this study aims to examine the extent of linkage prototypes differ according to age, gender, family configuration, psychological well-being and psychopathology. Significant differences were found on gender and psychopathology, but no differences were observed with regard to prototypes on age, family configuration and psychological well-being. The results will be discussed in the light of attachment theory taking account the particularities of Bartholomew prototypes, in order to realize their contribution to psychological well-being and development of psychopathology in young.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Protótipos de vinculação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o amorosa: Bem-estar psicol&oacute;gico e psicopatologia em jovens de fam&iacute;lias intactas e divorciadas</b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Olga Soares Melo<sup>*</sup> / Catarina Pinheiro Mota<sup>**</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro;      <p><sup>**</sup> UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro / Centro de Psicologia da Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>De acordo com o modelo bidimensional de Bartholomew os indiv&iacute;duos desenvolvem a sua identidade e constroem a perce&ccedil;&atilde;o de si  e dos outros, de acordo com as representa&ccedil;&otilde;es transmitidas pelas figuras significativas de afeto. Os prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa, associam-se ao desenvolvimento da sa&uacute;de mental e bem-estar psicol&oacute;gico nos jovens. Numa amostra de  334 jovens entre os 13 e os 25 anos, pretende-se analisar em que medida os prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o diferem em  fun&ccedil;&atilde;o da idade, g&eacute;nero, configura&ccedil;&atilde;o familiar, bem-estar psicol&oacute;gico e psicopatologia. Foram encontradas  diferen&ccedil;as significativas dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o face ao g&eacute;nero e psicopatologia, contudo n&atilde;o foram  observadas diferen&ccedil;as no que respeita &agrave; idade, configura&ccedil;&atilde;o familiar e bem-estar psicol&oacute;gico. Os resultados  ser&atilde;o discutidos &agrave; luz da teoria da vincula&ccedil;&atilde;o tendo em conta as particularidades dos prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o de Bartolomeu, com o intuito de perceber o seu contributo no bem-estar psicol&oacute;gico e desenvolvimento de  psicopatologia nos jovens. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o, Bem-estar psicol&oacute;gico, Psicopatologia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>According to Bartholomew model individuals develop their identity and build the perception of self and others, according representations  submitted by the significant figures of affection. Romantic attachment prototypes have relation to mental health and psychological well-being in  young. In a sample of 334 young between 13 and 25 years, this study aims to examine the extent of linkage prototypes differ according to age,  gender, family configuration, psychological well-being and psychopathology. Significant differences were found on gender and psychopathology, but  no differences were observed with regard to prototypes on age, family configuration and psychological well-being. The results will be discussed in  the light of attachment theory taking account the particularities of <i>Bartholomew </i>prototypes, in order to realize their contribution to  psychological well-being and development of psychopathology in young.</p>     <p><b>Key-words:</b> Attachment prototypes, Psychological well-being, Psychopathology.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </p>     <p>O estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de qualidade com as figuras prim&aacute;rias de cuidado nos primeiros anos de vida constitui um  fator fundamental para o desenvolvimento f&iacute;sico e emocional de crian&ccedil;as e jovens (e.g., Ainsworth, 1989; Bowlby, 1988). Neste  sentido, os indiv&iacute;duos desde logo percecionam as figuras primordiais como figuras afetivas que lhes transmitem seguran&ccedil;a,  prote&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a para a explora&ccedil;&atilde;o de si, dos outros e do meio. Deste modo, jovens com uma  vincula&ccedil;&atilde;o segura constroem representa&ccedil;&otilde;es positivas de si, enquanto merecedores de amor e aten&ccedil;&atilde;o,  partindo da avalia&ccedil;&atilde;o dos outros baseadas na confian&ccedil;a e seguran&ccedil;a que figuras significativas de afeto lhes  proporcionaram (Bowlby, 1973). Nesta medida, as rela&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo vai estabelecendo ao longo do seu desenvolvimento,  com as figuras significativas, desencadeiam a organiza&ccedil;&atilde;o dos modelos internos din&acirc;micos. Estes funcionam como mapas cognitivos  que o indiv&iacute;duo vai elaborando acerca de si e do seu comportamento, bem como daqueles que est&atilde;o &agrave; sua volta (Bowlby, 1988).  Ao longo processo desenvolvimental, os modelos internos din&acirc;micos funcionam como esquemas afetivos, cuja ativa&ccedil;&atilde;o influencia  as escolhas pessoais dos indiv&iacute;duos (Holmes, 1993). </p>     <p>Assim, embora os modelos internos din&acirc;micos se desenvolvam desde muito cedo, eles n&atilde;o s&atilde;o est&aacute;ticos, pelo que  proporcionam a adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo &agrave;s diferentes circunst&acirc;ncias com os quais se vai confrontando, permitindo  a reorganiza&ccedil;&atilde;o dos mesmos ao longo de per&iacute;odos como a inf&acirc;ncia e especialmente na adolesc&ecirc;ncia (Bowlby, 1973).  De acordo com Ainsworth (1989) durante a adolesc&ecirc;ncia ocorrem altera&ccedil;&otilde;es significativas nos jovens potenciando o  desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es pr&oacute;ximas, intensas e &iacute;ntimas com os pares, ainda que na base destas novas  rela&ccedil;&otilde;es estejam impl&iacute;citos os padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o estabelecidos com as figuras primordiais. Nesta  fase, os jovens tendem a distanciar-se das figuras de vincula&ccedil;&atilde;o primordiais estabelecendo novos la&ccedil;os com os pares amigos e  pares amorosos. Estas novas figuras constituem um importante fator de crescimento pessoal pela identifica&ccedil;&atilde;o, similaridade e partilha  das mesmas viv&ecirc;ncias. Os pares e parceiros amorosos, na adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia, s&atilde;o considerados portos seguros  enquanto promotores de apoio e conforto, ainda que detenham maior labilidade e resolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o efetiva das necessidades de ajuda  comparativamente com as figuras primordiais de afeto (Bowlby, 1958). O desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas na  adolesc&ecirc;ncia, para al&eacute;m de fomentarem o desenvolvimento individual e a forma&ccedil;&atilde;o da identidade, permitem o  desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es de harmonia e apoio na adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo perante poss&iacute;veis  mudan&ccedil;as que possam acontecer na fam&iacute;lia. Nesta medida servem, tamb&eacute;m, para satisfazerem necessidades afetivas, podendo  desempenhar um papel preponderante no processo de desenvolvimento dos jovens (Collins, Welsh, &amp; Furman, 2009). O estudo de Doyle, Lawford e  Markiewicz (2009), que compreendeu uma amostra de 374 adolescentes, revelou que as raparigas denotam maior vontade de proximidade no que concerne  ao desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas, no entanto comparativamente com os rapazes descrevem mais resist&ecirc;ncia em  confiar e depender do seu parceiro com medo de sofrerem na rela&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, o estabelecimento de relacionamentos amorosos  no per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia decorrem num contexto vasto e complexo de importantes transforma&ccedil;&otilde;es desenvolvimentais,  assumindo um papel de grande import&acirc;ncia no curso do processo desenvolvimental (Matos, 2006). </p>     <p>No &acirc;mbito desta abordagem, e partindo de ideologias tra&ccedil;adas por Bowlby (1969, 1973, 1980), Ainsworth (1989), Main, reportando-se  ainda na linha de Hazan e Shaver (1994) (sob o ponto de vista das rela&ccedil;&otilde;es amorosas), Bartholomew (1990; Bartholomew &amp; Horowitz,  1991) debru&ccedil;a-se nesta tarefa de an&aacute;lise desenvolvimental do jovem e do adulto, propondo um modelo organizado em fun&ccedil;&atilde;o  da positividade e negatividade das tipologias latentes em torno do modelo de si pr&oacute;prio e do outro. Nesta quest&atilde;o, a autora apela aos  modelos internos din&acirc;micos que se enredam na expectativa acerca do <i>self </i>e da disponibilidade dos outros. Distingue-se dos demais  autores por desenvolver um ponto de vista mediante prot&oacute;tipos. Assim, Bartholomew (1990; Bartholomew &amp; Horowitz, 1991) descreve as  representa&ccedil;&otilde;es do <i>self </i>e as representa&ccedil;&otilde;es dos outros em fun&ccedil;&atilde;o de quatro prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional, a salientar: Seguro &#91;<i>Secure</i>&#93;, Preocupado &#91;<i>Preoccupie</i>d&#93;, Desinvestido  &#91;<i>Dismissing</i>&#93; e Amedrontado &#91;<i>Fearful</i>&#93;. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, de acordo com o modelo de Bartholomew (1990; Bartholomew &amp; Horowitz, 1991) o prot&oacute;tipo seguro refere-se aos  indiv&iacute;duos que desenvolvem representa&ccedil;&otilde;es positivas de si e dos outros, permitindo-lhes confiar e envolverem-se n&atilde;o  apenas com os que lhe s&atilde;o mais pr&oacute;ximos, como desenvolver la&ccedil;os afetivos com os outros. Percecionam os eventos presentes e  passados como situa&ccedil;&otilde;es que fomentam a aprendizagem e o conhecimento, procuram apoio nos outros em momentos de stresse, s&atilde;o  soci&aacute;veis e estabelecem rela&ccedil;&otilde;es caracterizadas pelo envolvimento e intimidade. O prot&oacute;tipo preocupado diz respeito  aos indiv&iacute;duos que desenvolvem representa&ccedil;&otilde;es negativas de si e positivas dos outros. As suas rela&ccedil;&otilde;es  s&atilde;o caracterizadas por uma excessiva procura de proximidade, elevada necessidade de aten&ccedil;&atilde;o, falta de autoestima e  autoconfian&ccedil;a, as separa&ccedil;&otilde;es geram uma ansiedade excessiva, precisam dos outros para resolverem os seus problemas e  percecionam a vida amorosa como um aspeto nuclear nas suas vidas, embora adotando comportamentos extremos na rela&ccedil;&atilde;o. O  prot&oacute;tipo desinvestido manifesta uma represen ta&ccedil;&atilde;o positiva de si, contudo negativa do outro. N&atilde;o valoriza as  rela&ccedil;&otilde;es pessoais, transparece uma aparente alexitimia nos comportamentos, manifesta pouco envolvimento e proximidade emocional nas  suas rela&ccedil;&otilde;es, avalia os outros como tendo uma imagem negativa de si, apresenta uma moderada a elevada autoconfian&ccedil;a,  n&atilde;o procura proximidade nem reage &agrave; separa&ccedil;&atilde;o, para resolver os seus problemas usa como estrat&eacute;gia o evitamento  e a resist&ecirc;ncia. Por fim, o prot&oacute;tipo amedrontado caracteriza os indiv&iacute;duos que desenvolvem representa&ccedil;&otilde;es  negativas de si e dos outros. S&atilde;o indiv&iacute;duos inseguros e vulner&aacute;veis, denotam vontade de proximidade, embora evitem as  rela&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas com medo da rejei&ccedil;&atilde;o, estabelecem rela&ccedil;&otilde;es de intimidade por iniciativa do  outro, no entanto com o passar do tempo tornam-se dependentes na rela&ccedil;&atilde;o. Na tentativa de resolverem os seus problemas, estes  indiv&iacute;duos n&atilde;o procuram ajuda nos outros e permanecem &agrave; volta do problema (Bartholomew, 1990; Bartholomew &amp; Horowitz,  1991). Assim, parece que o indiv&iacute;duo constr&oacute;i e desenvolve a sua identidade, bem como a perce&ccedil;&atilde;o do outro com base  na representa&ccedil;&atilde;o da imagem que as figuras primordiais lhes transmitiram acerca de si e do ambiente, repercutindo-se no seu modo de  funcionamento e bem-estar psicol&oacute;gico. A manuten&ccedil;&atilde;o dos estilos de vincula&ccedil;&atilde;o ao longo do processo  desenvolvimental pode ser influenciada por fatores contextuais como o div&oacute;rcio parental. Neste sentido, de acordo com Lewis, Feiring e  Rosenthal (2000) o div&oacute;rcio experienciado ao longo do processo desenvolvimental encontra-se relacionado com a descontinuidade na jovem  adult&iacute;cia do estilo de vincula&ccedil;&atilde;o segura estabelecido na primeira inf&acirc;ncia. O div&oacute;rcio compromete a  disponibilidade parental, favorecendo o aumento de intera&ccedil;&otilde;es negativas entre pais e filhos, promovendo assim o estabelecimento de  uma vincula&ccedil;&atilde;o insegura. Lewis, Feiring e Rosenthal (2000) realizaram um estudo longitudinal que contou com uma amostra de 84  indiv&iacute;duos. Os mesmos foram avaliados aos 12 meses de vida, 13 e 18 anos, tendo 14% da amostra experienciado o div&oacute;rcio parental  ap&oacute;s o primeiro ano de vida. Os resultados mostraram que a vincula&ccedil;&atilde;o segura estabelecida no primeiro ano de vida n&atilde;o  se apresentou como uma vari&aacute;vel protetora face aos efeitos do div&oacute;rcio, uma vez que na jovem adult&iacute;cia tratavam-se de  indiv&iacute;duos que desenvolveram um estilo de vincula&ccedil;&atilde;o insegura. No mesmo estudo constataram que mais do que o estilo de  vincula&ccedil;&atilde;o estabelecido no primeiro ano de vida, o div&oacute;rcio constitui-se como preditor do desajustamento na jovem  adult&iacute;cia. Assim, o presente estudo procurou analisar a organiza&ccedil;&atilde;o desta constru&ccedil;&atilde;o de prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o numa amostra de adolescentes e jovens adultos provenientes de diferentes configura&ccedil;&otilde;es familiares,  enfatizando a discuss&atilde;o em torno da exist&ecirc;ncia ou inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre as fam&iacute;lias tradicionais e  divorciadas. Deste modo &eacute; sabido que, o div&oacute;rcio &eacute; um acontecimento pass&iacute;vel de ocorrer no ciclo vital familiar,  podendo afetar quer a sua estrutura, quer a din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es entre os elementos que a comp&otilde;em (Cano, Gabarra,  Mor&eacute;, &amp; Crepaldi, 2009). Os dados mais recentes do n&uacute;mero de div&oacute;rcios em Portugal apontam para um aumento dos mesmos,  onde 70% dos casais divorciados tinham pelo menos um filho, e 56,1% compreendiam idades a partir dos 10 anos (INE, 2010). </p>     <p>As experi&ecirc;ncias relacionais dos indiv&iacute;duos ao longo do seu processo desenvolvimental encontram-se associadas ao ajustamento e  bem-estar psicol&oacute;gico dos mesmos. O estilo de vincula&ccedil;&atilde;o estabelecido com as figuras significativas de afeto pode promover,  ou dificultar o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional dos indiv&iacute;duos (Mikulincer  &amp; Shaver, 2007; Soares &amp; Dias, 2007). Deste modo, indiv&iacute;duos que desenvolvem prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o segura,  ao longo do seu processo desenvolvimental, tendem a desenvolver compet&ecirc;ncias interpessoais e padr&otilde;es comportamentais, cognitivos e  emocionais que lhes permite responderem adequadamente &agrave;s exig&ecirc;ncias do quotidiano, funcionando como fator protetor face ao  desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas (Davis, Shaver, &amp; Vernon, 2003; Mikulincer &amp; Shaver, 2007). Por sua vez,  a inseguran&ccedil;a desenvolvida a partir do estabelecimento de experi&ecirc;ncias relacionais insatisfat&oacute;rias levam os sujeitos a  percecionarem os outros como inst&aacute;veis e incapazes de lhes proporcionarem suporte emocional, repercutindo-se na sua capacidade de  autorregula&ccedil;&atilde;o emocional e na procura de apoio podendo levar ao desenvolvimento de psicopatologia (Dozier, Stovall-McCough, &amp;  Albus, 2008). De acordo com Zeifman e Hazan (2008) em momentos de <i>distress </i>ou fragilidade os indiv&iacute;duos tendem a procurar apoio e  prote&ccedil;&atilde;o em figuras capazes de os auxiliarem na sua reorganiza&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Neste sentido, o desenvolvimento  de rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas podem promover o bem-estar e equil&iacute;brio emocional dos jovens proporcionando-lhes aprendizagens e  o desenvolvimento de estrat&eacute;gias para lidar com as adversidades, sentimentos de aceita&ccedil;&atilde;o, estima e felicidade (Pinto, 2009).  Com o presente estudo pretendemos averiguar a presen&ccedil;a de eventuais diferen&ccedil;as dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o  tendo em conta a configura&ccedil;&atilde;o familiar da qual os indiv&iacute;duos prov&ecirc;m, bem como analisar em que medida o bem-estar  psicol&oacute;gico e o desenvolvimento de psicopatologia diferem em fun&ccedil;&atilde;o dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o dos  sujeitos no per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Objetivos </i></p>     <p>Este estudo objetiva analisar diferen&ccedil;as dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o, criados &agrave; luz dos pressupostos de  Bartholomew, em fun&ccedil;&atilde;o da idade, g&eacute;nero, configura&ccedil;&atilde;o familiar, bem-estar psicol&oacute;gico e psicopatologia,  em jovens provenientes de fam&iacute;lias intactas e divorciadas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Hip&oacute;teses </i></p>     <p>Espera-se que os prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o apresentem diferen&ccedil;as significativas face &agrave;  configura&ccedil;&atilde;o familiar, g&eacute;nero e idade. Espera-se ainda que os prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o apresentem  diferen&ccedil;as significativas face ao bem-estar psicol&oacute;gico e psicopatologia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>O estudo contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 334 indiv&iacute;duos com idades compreendidas entre os 13 e os 25 anos (<i>M</i>=18.51;  <i>DP</i>=3.25). No que respeita &agrave; configura&ccedil;&atilde;o familiar, 215 (64.4%) dos participantes provinham de fam&iacute;lias intactas  ou em uni&atilde;o de facto, sendo que 119 (35.6%) eram procedentes de fam&iacute;lias separadas ou divorciadas. Da totalidade de participantes,  249 (74.6%) contemplaram o g&eacute;nero feminino, enquanto 85 (25.4%) respeitaram ao g&eacute;nero masculino. Os participantes compreendiam  habilita&ccedil;&otilde;es entre o 7&ordm; ano (3&ordm; ciclo) e o ensino superior (mestrado), denotando em m&eacute;dia o ensino m&eacute;dio  enquanto habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (<i>M=</i>11.37; <i>DP=</i>2.04). Todos os jovens que constituem o presente estudo  mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa considerada pelos mesmos como est&aacute;vel, uma vez que 103 mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o  com dura&ccedil;&atilde;o at&eacute; 6 meses (31.6%), 53 conservam a rela&ccedil;&atilde;o amorosa entre 6 a 12 meses (16.3%), 97 indiv&iacute;duos  det&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa com dura&ccedil;&atilde;o entre 1 a 3 anos (29.8%), sendo que 73 mant&ecirc;m uma  rela&ccedil;&atilde;o amorosa com dura&ccedil;&atilde;o superior a 3 anos (22.4%). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dados demogr&aacute;ficos &ndash; </i>Na recolha de dados foi usado um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico composto por um conjunto  de quest&otilde;es que dizem respeito ao indiv&iacute;duo, como a idade, g&eacute;nero, ano de escolaridade; relativas &agrave;  caracteriza&ccedil;&atilde;o da sua fam&iacute;lia, dados referentes aos pais e &agrave; configura&ccedil;&atilde;o familiar. No caso de se tratar  de indiv&iacute;duos provenientes de fam&iacute;lias separadas ou divorciadas acresceram quest&otilde;es respeitantes ao processo de  div&oacute;rcio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa &ndash; </i>Foi utilizado o Question&aacute;rio de Vincula&ccedil;&atilde;o Amorosa (QVA),  validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Matos, Barbosa e Costa (2001) tratando-se da vers&atilde;o reduzida de 25 itens  distribu&iacute;dos por 4 fatores sendo o primeiro a Depend&ecirc;ncia (6 itens), Confian&ccedil;a (6 itens), Evitamento (6 itens) a  Ambival&ecirc;ncia (7 itens). A resposta aos itens &eacute; feita numa escala tipo <i>Likert </i>de 6 pontos desde 1 (Discordo Totalmente)  at&eacute; 6 (Concordo Totalmente). A an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna demonstrou valores de <i>alpha </i>de <i>Cronbach </i>de .66  para a totalidade do instrumento, apresentando no que se refere &agrave;s dimens&otilde;es que o comp&otilde;em valores de <i>alpha </i>de .87  para a Confian&ccedil;a, .78 para a Depend&ecirc;ncia , .83 para o Evitamento e, .84 para a Ambival&ecirc;ncia. A an&aacute;lise fatorial  confirmat&oacute;ria verificou que o QVA apresenta um ajustamento adequado (CFI=.96; AGFI=.88; GFI=.95; RMR=.09; RMSEA=.08). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Bem-estar psicol&oacute;gico &ndash; </i>Foi utilizada a Escala de Bem-estar Psicol&oacute;gico (BEP) traduzida e adaptada para a  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Monteiro, Tavares e Pereira (2006) a partir da vers&atilde;o original da <i>&Eacute;chelle de Mesure des  Manifestations du Bien-&Ecirc;tre Psychologique </i>de Mass&eacute;, Poulin, Dassa, Lambert e Battaglini (1998). Trata-se de uma escala de  autorrelato composta por um total de 25 itens distribu&iacute;dos por 6 escalas que avaliam fatores como: Autoestima, Equil&iacute;brio,  Envolvimento Social, Sociabilidade, Controlo de Si e Acontecimentos e Felicidade. A resposta aos itens &eacute; efetuada numa escala tipo  <i>Likert </i>que varia de 1 (Nunca) a 5 (Quase Sempre). A an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna demonstrou valores de <i>alpha </i>de  <i>Cronbach </i>de .93 para a totalidade do instrumento. No que se refere &agrave; consist&ecirc;ncia interna de cada dimens&atilde;o,  registaram-se valores de <i>alpha </i>de .86 para a Felicidade, .80 para a Sociabilidade e Envolvimento Social, .75 para o Controlo de Si,  Acontecimentos e Equil&iacute;brio, e .85 para a Autoestima. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do BEP apresentou valores de  ajustamento adequados (CFI=.95; AGFI=.88; GFI=.94; RMR=.02; RMSEA=.08). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Psicopatologia &ndash; </i>Foi utilizada a vers&atilde;o portuguesa do &ldquo;<i>Brief Symptom Inventory &ndash; B.S.I</i>.&rdquo;  (Derogatis, 1982), validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Canavarro (1999), consiste num instrumento de autorrelato que avalia  sintomas psicopatol&oacute;gicos numa escala de tipo <i>Likert </i>que oscila entre 0 (&ldquo;Nunca&rdquo;) e 4 (&ldquo;Muit&iacute;ssimas  vezes&rdquo;) num total de oito dimens&otilde;es, Somatiza&ccedil;&atilde;o, Obsess&otilde;es-Compuls&otilde;es, Sensibilidade Interpessoal,  Depress&atilde;o, Ansiedade, Hostilidade, Idea&ccedil;&atilde;o Paran&oacute;ide/psicoticismo e Ansiedade F&oacute;bica. A an&aacute;lise de  consist&ecirc;ncia interna demonstrou valores de <i>alpha </i>de <i>Cronbach </i>de .97 para a totalidade do instrumento. No que concerne a cada  dimens&atilde;o observaram-se valores de <i>alpha </i>de .85 para a Somatiza&ccedil;&atilde;o, .82 para Obsess&otilde;es-compuls&otilde;es, .82  para a Sensibilidade Interpessoal, .88 para a Depress&atilde;o, .80 para a Ansiedade, .81 para a Hostilidade, .89 para a Idea&ccedil;&atilde;o  Paran&oacute;ide e Psicoticismo, e .75 para a Ansiedade F&oacute;bica. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria apresentou &iacute;ndices de  ajustamento adequados (CFI=.94; AGFI=.82; GFI=.87; RMR=.03; RMSEA=.07). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>Numa primeira fase foram selecionadas institui&ccedil;&otilde;es de ensino secund&aacute;rio e do ensino superior da regi&atilde;o interior  norte de Portugal, posteriormente foram solicitadas as devidas autoriza&ccedil;&otilde;es para a recolha dos dados. A recolha da amostra foi  aleat&oacute;ria entre os jovens embora houvesse, por conveni&ecirc;ncia, um recurso aos estabelecimentos de ensino secund&aacute;rio e superior,  no sentido de realizar um maior controlo da faixa et&aacute;ria dos jovens. O preenchimento institucional decorreu em salas de aula, na  presen&ccedil;a do investigador respons&aacute;vel, tendo sido totalmente assegurados o anonimato, a voluntariedade de participa&ccedil;&atilde;o e  confidencialidade dos dados. O consentimento para o uso dos dados foi oficializado atrav&eacute;s de um consentimento informado assinado pelos  participantes ou respons&aacute;veis legais no caso de se tratar de menores de idade. Procedeu-se &agrave; invers&atilde;o dos question&aacute;rios  de autorrelato, com a finalidade de evitar enviesamentos nas respostas devido ao fator cansa&ccedil;o. Tratando-se de um estudo de natureza  transversal a recolha de dados foi realizada no per&iacute;odo entre Dezembro de 2011 e Mar&ccedil;o de 2012, em 6 escolas secund&aacute;rias nas  turmas do 7&ordm; ao 12&ordm; ano, em turmas de cursos superiores da Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro (UTAD), bem como de forma  aleat&oacute;ria na popula&ccedil;&atilde;o em geral da regi&atilde;o norte do pa&iacute;s, sendo apenas controlado o fator idade. </p>     <p>No que se refere ao tratamento dos dados, primeiramente procedeu-se &agrave; an&aacute;lise com base no programa estat&iacute;stico  (<i>Statistical Package for the Social Sciences) &ndash; </i>SPSS vers&atilde;o 17. Na continuidade foi testada a normalidade da  distribui&ccedil;&atilde;o dos dados a partir do teste de Kolmogorov-Smirnov, gr&aacute;ficos de Histogramas, <i>Q-Q Plots, Scatterplots  </i>e <i>Boxplots </i>uma vez que os mesmos providenciam informa&ccedil;&atilde;o acerca da distribui&ccedil;&atilde;o dos dados (Pallant, 2001).  Foram, igualmente, calculadas as medidas de assimetria (skeweness) e achatamento (kurtosis) dos dados dos elementos da amostra em torno da  m&eacute;dia (-1 e 1) garantindo a normalidade da amostra (Mar&ocirc;co, 2007). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS </p>     <p>Com o intuito de se realizarem analises diferenciais face &agrave;s vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, bem-estar psicol&oacute;gico e  psicopatologia, numa primeira fase procedeu-se &agrave; determina&ccedil;&atilde;o dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o, considerando  o modelo bidimensional preconizado por Bartholomew (Bartholomew, 1990; Bartholomew &amp; Horowitz, 1991). Neste sentido, pretendeu-se verificar em  que medida as dimens&otilde;es respeitantes &agrave; qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa (QVA) se organizaram em torno dos quatro  prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o de Bartholomew: seguro, preocupado, desinvestido e amedrontado, tendo-se realizado para o efeito  uma an&aacute;lise de <i>clusters</i>. De acordo com Mar&ocirc;co (2007), a an&aacute;lise de <i>clusters </i>&eacute; um m&eacute;todo  explorat&oacute;rio de an&aacute;lise multivariada atrav&eacute;s da qual &eacute; pass&iacute;vel agrupar sujeitos, ou vari&aacute;veis, em  grupos homog&eacute;neos de acordo com uma ou mais caracter&iacute;sticas que os mesmos det&ecirc;m em comum. Neste sentido, a  agrega&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos foi distribu&iacute;da a 4 <i>clusters</i>, de modo a que cada um correspondesse a um  prot&oacute;tipo de vincula&ccedil;&atilde;o. A paridade entre participantes, de modo a serem agrupados num grupo homog&eacute;neo, foi medida a  partir da <i>Euclidean Distance, </i>tendo-se utilizado a combina&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo hier&aacute;rquico e  n&atilde;o-hier&aacute;rquico, de modo a retirar benef&iacute;cios de ambos. O m&eacute;todo hier&aacute;rquico (<i>K-Means</i>) permitiu  determinar os centr&oacute;ides, por sua vez o m&eacute;todo n&atilde;o-hierarquico (<i>K-Means</i>) serviu como primeiro ponto para a  cria&ccedil;&atilde;o dos <i>clusters </i>(Hair, Aderson, Tatham, &amp; Black, 1998). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, determinou-se como <i>primeiro prot&oacute;tipo </i>o <i>prot&oacute;tipo seguro</i>, uma vez que agrupou sujeitos que aduzem elevada  confian&ccedil;a em si e nos outros, pouca depend&ecirc;ncia e evitamento e baixa ambival&ecirc;ncia relativamente aos outros. Neste  prot&oacute;tipo enquadraram-se 88 sujeitos (26.3%). O <i>segundo prot&oacute;tipo </i>obtido refere-se ao <i>prot&oacute;tipo preocupado</i>,  pelo facto de abarcar sujeitos que denotam confian&ccedil;a e depend&ecirc;ncia em si e nos demais, evidenciando um baixo evitamento e  ambival&ecirc;ncia face ao outro. Neste prot&oacute;tipo enquadraram-se 103 sujeitos (30.8%). Por sua vez, determinou-se como <i>terceiro  prot&oacute;tipo </i>o <i>prot&oacute;tipo amedrontado</i>, pelo facto de abranger sujeitos que evidenciam pouca confian&ccedil;a em si e nos  demais, ligeira depend&ecirc;ncia e evitamento e baixa ambival&ecirc;ncia face aos outros. Verificou-se que 84 sujeitos (25.1%) se caracterizaram  como amedrontados. Por fim, considerou-se o <i>quarto prot&oacute;tipo </i>como respeitante ao <i>prot&oacute;tipo desinvestido</i>, uma vez que  compreende indiv&iacute;duos que evidenciam elevada confian&ccedil;a em si, ainda que pouca confian&ccedil;a nos demais, pouca depend&ecirc;ncia,  alto evitamento e ambival&ecirc;ncia m&eacute;dia na sua rela&ccedil;&atilde;o com os outros. Enquadraram-se neste prot&oacute;tipo 59 sujeitos  (17.7%) (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a05f1.jpg" width="579" height="316"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Associa&ccedil;&otilde;es entre qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o ao par amoroso, bem-estar psicol&oacute;gico, e psicopatologia </i></p>     <p>Os resultados iniciam com a apresenta&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es dos instrumentos em estudo  respeitantes &agrave;s vari&aacute;veis qualidade da rela&ccedil;&atilde;o amorosa, bem-estar psicol&oacute;gico e psicopatologia, tendo-se  realizado para o efeito <i>correla&ccedil;&otilde;es de Pearson </i>(<a href="#t1">Tabela 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a05t1.jpg" width="577" height="472"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises diferenciais nos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis idade,  g&eacute;nero e configura&ccedil;&atilde;o familiar </i></p>     <p>Criados os <i>prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o</i>, pretendeu-se averiguar diferen&ccedil;as dos mesmos face &agrave;s  vari&aacute;veis <i>idade</i>, <i>g&eacute;nero </i>e <i>configura&ccedil;&atilde;o familiar </i>dos adolescentes e jovens adultos. Para o efeito,  realizou-se uma an&aacute;lise univariada (ANOVA) relativamente &agrave; idade e an&aacute;lises de Qui-Quadrado concernentes ao g&eacute;nero e  configura&ccedil;&atilde;o familiar. </p>     <p>No que se refere &agrave; <i>idade </i>constatam-se diferen&ccedil;as significativas <i>F</i>(3,330)=3.02, <i>p</i>=.03;  &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.71 face aos diferentes <i>prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o</i>. Contudo, quando analisadas as  diferen&ccedil;as de idades entre os diferentes prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o, de acordo com testes <i>post-hoc</i>,  n&atilde;o se registam diferen&ccedil;as significativas. </p>     <p>Relativamente ao <i>g&eacute;nero </i>verificam-se diferen&ccedil;as significativas &chi;<Sup><i>2</i></Sup>(3)=29.377, <i>p</i>&lt;.001,  onde os indiv&iacute;duos do g&eacute;nero feminino se enquadram maioritariamente nos prot&oacute;tipos seguro (22.5%), amedrontado (19.5%) e  preocupado (24.3%), tendo-se enquadrado menos no prot&oacute;tipo desinvestido (8.4%). Sendo que os indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino  enquadram-se maioritariamente no prot&oacute;tipo desinvestido (9.3%), enquadrando-se menos nos prot&oacute;tipos seguro (3.9%), amedrontado  (5.7%) e preocupado (6.6%) comparativamente ao g&eacute;nero feminino. Por fim, no que concerne &agrave; configura&ccedil;&atilde;o familiar  n&atilde;o se registam diferen&ccedil;as significativas &chi;<Sup><i>2</i></Sup>(3)=5.606, <i>p</i>&lt;.05. No que se refere &agrave;  configura&ccedil;&atilde;o casados/juntos 18.6% dos indiv&iacute;duos correspondiam ao prot&oacute;tipo seguro, 21.3% ao prot&oacute;tipo  preocupado, 14.1% ao prot&oacute;tipo amedrontado e 10.5% ao prot&oacute;tipo desinvestido. Relativamente &agrave; configura&ccedil;&atilde;o  separados/divorciados 7.8% dos indiv&iacute;duos respeitaram ao prot&oacute;tipo seguro, 9.6% ao prot&oacute;tipo preocupado, 11.1% ao  prot&oacute;tipo amedrontado, e 7.2% ao prot&oacute;tipo desinvestido. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises diferenciais dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis bem-estar  psicol&oacute;gico e psicopatologia </i></p>     <p>Foram realizadas an&aacute;lises multivariadas (MANOVAS) com o intuito de analisar diferen&ccedil;as nos <i>prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o </i>face &agrave;s vari&aacute;veis do <i>bem-estar psicol&oacute;gico </i>e <i>psicopatologia. </i>As  compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas entre os grupos foram realizadas a partir de testes <i>post-hoc </i>tendo-se utilizado o teste de  <i>Scheff&eacute; </i>(1953). </p>     <p>No que se refere ao bem-estar psicol&oacute;gico os resultados n&atilde;o revelam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas  <i>F</i>(12,984)=1.33, p=.197; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.75. </p>     <p>No que concerne &agrave; psicopatologia verificam-se diferen&ccedil;as significativas nos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o  <i>F</i>(24,969)=2.22, <i>p</i>=.001; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=1. Destacam-se diferen&ccedil;as significativas na vari&aacute;vel  somatiza&ccedil;&atilde;o onde os indiv&iacute;duos seguros denotam menos somatiza&ccedil;&atilde;o comparativamente com os indiv&iacute;duos  desinvestidos. Verificam-se, igualmente, diferen&ccedil;as significativas na vari&aacute;vel obsess&otilde;es-compuls&otilde;es  <i>F</i>(3,28)=3.64, <i>p</i>=.013; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.80, que mostram que os indiv&iacute;duos seguros revelam menos  obsess&otilde;es-compuls&otilde;es, comparativamente com os indiv&iacute;duos preocupados. Tamb&eacute;m se constatam diferen&ccedil;as  significativas na vari&aacute;vel sensibilidade interpessoal <i>F</i>(3,28)=5.15, <i>p</i>=.002; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.92 onde os  indiv&iacute;duos seguros denotam menos sensibilidade interpessoal, comparativamente com os indiv&iacute;duos preocupados , amedrontados e  desinvestidos. Diferen&ccedil;as significativas s&atilde;o observadas na vari&aacute;vel depress&atilde;o <i>F</i>(3,28)=10.91, <i>p</i>=.000;  &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=1, que indicam que os indiv&iacute;duos preocupados, amedrontados e desinvestidos, revelam mais sintomatologia depressiva,  comparativamente com os indiv&iacute;duos seguros. A vari&aacute;vel ansiedade revela igualmente diferen&ccedil;as significativas  <i>F</i>(3,28)=3.41, <i>p</i>=.018; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.77, onde se constata que os indiv&iacute;duos preocupados evidenciam maiores  n&iacute;veis de ansiedade, comparativamente com os indiv&iacute;duos seguros. Diferen&ccedil;as significativas s&atilde;o registadas na  vari&aacute;vel hostilidade <i>F</i>(3,28)=4.95, <i>p</i>=.002; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.91, que evidenciam que os indiv&iacute;duos preocupados,  amedrontados e desinvestidos denotam mais hostilidade, comparativamente com os indiv&iacute;duos seguros. A vari&aacute;vel idea&ccedil;&atilde;o  paranoide e psicoticismo revela, tamb&eacute;m, a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas <i>F</i>(3,28)=8.43, <i>p</i>=.000;  &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=1, uma vez que os indiv&iacute;duos preocupados, amedrontados e desinvestidos aduzem mais idea&ccedil;&atilde;o paranoide  e psicoticismo, comparativamente com os indiv&iacute;duos seguros. Por fim, verificam-se diferen&ccedil;as significativas na vari&aacute;vel  ansiedade f&oacute;bica <i>F</i>(3,28)=3.28, <i>p</i>=.021; &eta;<Sup><i>2</i></Sup>=.75, que constatam que os indiv&iacute;duos desinvestidos  indicam maiores n&iacute;veis de ansiedade f&oacute;bica, comparativamente com os indiv&iacute;duos, seguros (<a href="#t2">Tabela 2</a>). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a05t2.jpg" width="579" height="510"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O </p>     <p>O presente estudo teve como principal pressuposto analisar em que medida os indiv&iacute;duos distribu&iacute;dos pelos diferentes  prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o apresentam diferen&ccedil;as no que concerne ao g&eacute;nero, idade e configura&ccedil;&atilde;o  familiar, assim como diferen&ccedil;as no bem-estar psicol&oacute;gico e desenvolvimento de psicopatologia. A constru&ccedil;&atilde;o dos  prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o apresenta uma propor&ccedil;&atilde;o que tem vindo a ser verificada em estudos similares na  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa havendo uma maior incid&ecirc;ncia nos prot&oacute;tipos seguros, preocupados e amedrontados em detrimento do  prot&oacute;tipo desinvestido (e.g., Barbosa, 2008; Mota, 2008; Rocha, 2008). </p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o de prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o foram realizadas an&aacute;lises diferenciais,  tendo em conta vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, bem-estar e psicopatologia. No que respeita &agrave;s an&aacute;lises dos  prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o face &agrave; idade, ainda que os resultados tenham apontado para a exist&ecirc;ncia de  diferen&ccedil;as significativas, os testes <i>post-hoc </i>n&atilde;o sublinharam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as de idade face aos  quatros prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o. Rocha (2008) corrobora esta ideia, dado que no seu estudo realizado com 627 jovens com  idades entre os 13 e os 23 anos, com o objetivo de estudar a articula&ccedil;&atilde;o entre vincula&ccedil;&atilde;o ao parceiro amoroso e  influencia dos acontecimentos de vida, tipo de escola, idade e g&eacute;nero na vincula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o revelou diferen&ccedil;as  significativas. Contudo, a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas seria expect&aacute;vel, uma vez que a dura&ccedil;&atilde;o e  estabilidade das rela&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m, poderiam ser afetadas pela idade dos jovens. De acordo com o estudo de Barbosa (2008) que  teve como objetivo explorar as rela&ccedil;&otilde;es entre vincula&ccedil;&atilde;o aos pais, pares e par rom&acirc;ntico e as viv&ecirc;ncias  corporais numa amostra de 690 adolescentes e jovens adultos com idades compreendidas entre os 15 e os 23 anos, foi verificado que os  indiv&iacute;duos mais velhos, enquadravam-se maioritariamente no prot&oacute;tipo seguro, enquanto os mais novos enquadravam-se nos  prot&oacute;tipos desinvestido, amedrontado e preocupado. No mesmo estudo percebeu-se existir uma rela&ccedil;&atilde;o entre o prot&oacute;tipo  seguro e a dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o amorosa, uma vez que os indiv&iacute;duos seguros mantinham rela&ccedil;&otilde;es  duradouras, enquanto os mais inseguros mantinham rela&ccedil;&otilde;es amorosas com dura&ccedil;&atilde;o inferior a 6 meses. </p>     <p>Todavia na presente amostra o mesmo n&atilde;o foi verificado, pelo que face a este resultado parece que os prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa n&atilde;o parecem variar em detrimento das faixas et&aacute;rias em que os jovens se encontram. O primeiro estudo  foi realizado recorrendo apenas ao instrumento da qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa &ndash; QVA, j&aacute; o segundo estudo foi  realizado recorrendo a 3 instrumentos: QVPM &ndash; Qualidade da Vincula&ccedil;&atilde;o ao Pai e M&atilde;e; QVA &ndash; Qualidade de  Vincula&ccedil;&atilde;o Amorosa; e IPPA &ndash; <i>Inventory of Peer and Parents Attachment</i>. Nesta medida, julgamos que as diferen&ccedil;as  poder&atilde;o n&atilde;o estar relacionadas com os instrumentos, mas com a amostra em estudo. Lembramos que o interesse do estudo constitui  precisamente compreender em que medida as diferentes amostras se distribuem nos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Relativamente ao g&eacute;nero, verifica-se predomin&acirc;ncia do g&eacute;nero feminino nos prot&oacute;tipos seguro, preocupado e  amedrontado, enquanto no g&eacute;nero masculino prevalece o prot&oacute;tipo desinvestido. Estes resultados constituem um dado interessante,  no sentido que denotam a manuten&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o da din&acirc;mica relacional e viv&ecirc;ncia afetiva dos diferentes  g&eacute;neros. Durante muito tempo a literatura fez refer&ecirc;ncia &agrave; universalidade no que respeita ao maior desinvestimento do  g&eacute;nero nas rela&ccedil;&otilde;es amorosas, contudo estudos atuais relatam tratar-se de uma quest&atilde;o cultural (Schmitt et al., 2003).  De acordo com o estudo de Schmitt et al. (2003) no mundo ocidental, comparativamente com as mulheres, os homens continuam a evidenciar maior  desinvestimento nas rela&ccedil;&otilde;es amorosas. Os autores referem que as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero devem-se a quest&otilde;es  socioculturais uma vez que em pa&iacute;ses com elevada taxa de mortalidade, poucos recursos econ&oacute;micos e n&iacute;veis elevados de  fertilidade n&atilde;o se registam diferen&ccedil;as. </p>     <p>Neste sentido, julgamos que na presente amostra o g&eacute;nero feminino poder&aacute; revelar maior confian&ccedil;a, estando mais  dispon&iacute;veis para prestar, bem como solicitar ajuda e tolerar a frustra&ccedil;&atilde;o, comparativamente ao g&eacute;nero masculino,  contudo tamb&eacute;m se constitui na presente amostra um grupo de raparigas que se apresentam como mais amedrontadas no que se refere &agrave;s  rela&ccedil;&otilde;es amorosas. Este resultado vai de encontro aos estudos que t&ecirc;m vindo a ser realizados na popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa, em que as raparigas, tendencialmente, denotam maior disponibilidade e investimento no que concerne &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es  amorosas, situando-se por isso mais no prot&oacute;tipo seguro e amedrontado, ao inv&eacute;s dos rapazes que embora possam envolver-se e criar  interesse nas rela&ccedil;&otilde;es, parecem ser mais defensivos e distantes (Assun&ccedil;&atilde;o &amp; Matos, 2010; Cordeiro, 2012; Fachada,  2009; Rocha, 2008). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fachada (2009) com o objetivo de compreender a experiencia emocional do toque associada a quest&otilde;es da qualidade das  rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas, numa amostra de 414 indiv&iacute;duos com idades entre os 17 e os 25 anos, verificou que os  indiv&iacute;duos do g&eacute;nero feminino evidenciam maior confian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o amorosa, enquanto os indiv&iacute;duos do  g&eacute;nero masculino se mostraram mais evitantes. Resultados similares foram encontrados no estudo de Assun&ccedil;&atilde;o e Matos (2010) com  o objetivo de investigar a exist&ecirc;ncia de vari&aacute;veis mediadoras entre a vincula&ccedil;&atilde;o parental e amorosa nomeadamente a  compet&ecirc;ncia interpessoal e a tomada de perspetiva, numa amostra de 322 adolescentes e jovens adultos com idades compreendidas entre os 16 e  os 25 anos. No mesmo foi verificado que enquanto as raparigas se mostraram mais confiantes nas suas rela&ccedil;&otilde;es amorosas, os rapazes  denotaram um maior evitamento, ainda que tenham evidenciado tamb&eacute;m, uma maior depend&ecirc;ncia. Contudo as autoras depreendem que a  depend&ecirc;ncia possa estar associada &agrave; idade em que iniciaram a rela&ccedil;&atilde;o, bem como pelo facto de se tratar de  rela&ccedil;&otilde;es amorosas de longa dura&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>De acordo com Cordeiro (2012) as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero devem-se aos pap&eacute;is sociais incutidos desde cedo, pelo que o  g&eacute;nero feminino tende a manifestar maior disponibilidade na resposta &agrave; vulnerabilidade do outro, enquanto o g&eacute;nero masculino  &eacute; socializado com atividades mais voltadas para o dom&iacute;nio f&iacute;sico. Contudo, no presente estudo foi verificado que, por um lado  o g&eacute;nero feminino parece desenvolver prot&oacute;tipos seguros nas rela&ccedil;&otilde;es, pelo cariz de envolvimento e procura de  proximidade saud&aacute;vel, por&eacute;m averiguamos, tamb&eacute;m, que poder&aacute; existir um grupo significativo de raparigas mais  amedrontadas, ressurtindo inseguran&ccedil;a e vulnerabilidade no contacto com o outro o que pode traduzir medo de rejei&ccedil;&atilde;o na  rela&ccedil;&atilde;o. Por outro lado os rapazes enquadraram-se no prot&oacute;tipo desinvestido reportando um comportamento afetivo mais racional  e menos emocional traduzido numa necessidade de fuga e evitamento ao sofrimento, que muitas vezes o cariz das rela&ccedil;&otilde;es emocionais  comporta. </p>     <p>O mesmo foi verificado no estudo de Rocha (2008) com o objetivo de estudar a articula&ccedil;&atilde;o entre vincula&ccedil;&atilde;o ao  parceiro amoroso e influencia dos acontecimentos de vida, tipo de escola, idade e g&eacute;nero na vincula&ccedil;&atilde;o numa amostra de 627  jovens com idades entre os 13 e os 23 anos. No mesmo, os indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino mostraram maior evitamento face ao  estabelecimento de relacionamentos amorosos, enquadrando-se maioritariamente no prot&oacute;tipo desinvestido, enquanto o g&eacute;nero feminino  se mostrou mais seguro e simultaneamente mais preocupado e amedrontado. De acordo com a autora, e seguindo a linha de pensamento de outros autores  referidos anteriormente, estes resultados devem-se aos pap&eacute;is socialmente e culturalmente esperados face ao g&eacute;nero. As raparigas  evidenciam por um lado serem mais preocupadas, desenvolvendo n&iacute;veis mais elevados de ansiedade resultantes do medo de perda e abandono do  par amoroso por se tratar de uma situa&ccedil;&atilde;o socialmente mais penalizadora para elas, por outro mostram-se mais amedrontadas no  contacto com o outro uma vez que &eacute;-lhes incutida a pertin&ecirc;ncia em manter um certo resguardo e prud&ecirc;ncia face aos relacionamentos  amorosos. Contrariamente, atitudes de maior evitamento conferem aos rapazes a imagem de masculinidade permitindo-lhes uma maior  explora&ccedil;&atilde;o e um maior reconhecimento no que respeita aos relacionamentos amorosos. </p>     <p>Resultados semelhantes foram encontrados no estudo de Cordeiro (2012), com o objetivo de estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre os padr&otilde;es  de vincula&ccedil;&atilde;o parental e amorosa e o temperamento afetivo, numa amostra de 760 jovens adultos com uma m&eacute;dia de idades de 21,3  anos, no qual, indiv&iacute;duos do g&eacute;nero masculino revelaram maiores n&iacute;veis de evitamento face ao parceiro amoroso enquanto as  raparigas se mostraram mais confiantes e ambivalentes. </p>     <p>No que diz respeito &agrave; an&aacute;lise das diferen&ccedil;as dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o da  configura&ccedil;&atilde;o familiar n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as significativas. Este resultado torna-se revelador na medida em que,  o presente estudo retrata que a configura&ccedil;&atilde;o familiar n&atilde;o &eacute; determinante na forma como os jovens desenvolvem  rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o. Ressalta que os padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o estabelecidos nos primeiros anos de  vida relacionam-se, principalmente, com a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos, e n&atilde;o tanto com as diferentes  configura&ccedil;&otilde;es que as fam&iacute;lias possam adotar, o que mais tarde se rev&ecirc; na qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o  desenvolvida nas rela&ccedil;&otilde;es amorosas. O mesmo foi verificado no estudo de Sobral, Almeida e Costa (2010) com o objetivo de analisar  a compreens&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o relacional dos jovens adultos, avaliando o efeito da vincula&ccedil;&atilde;o aos pais e par  amoroso sobre o medo da intimidade e a medida em que estes s&atilde;o influenciados pela experi&ecirc;ncia de div&oacute;rcio parental, numa mostra  de 264 indiv&iacute;duos entre os 18 e os 30 anos. As autoras n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as na qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o  amorosa em jovens provenientes de fam&iacute;lias intactas e divorciadas, pelo que a estrutura familiar parece n&atilde;o influenciar diretamente  a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa em jovens adultos. Mota (2008) desenvolveu um estudo com o objetivo de estudar dimens&otilde;es  relacionais capazes de mediar o processo de resili&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial em adolescentes inseridos em diferentes  configura&ccedil;&otilde;es familiares numa amostra de 403 adolescentes com idades compreendidas entre os 14 e os 19 anos. No mesmo foi constatado  que a configura&ccedil;&atilde;o familiar, particularmente o div&oacute;rcio <i>per se</i>, n&atilde;o parece condicionar a qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o dos jovens com outras figuras significativas ao longo do processo desenvolvimental. </p>     <p>De acordo com Atger (2004) indiv&iacute;duos que percecionaram confian&ccedil;a e apoio nas figuras primordiais de vincula&ccedil;&atilde;o  propendem a desenvolver personalidades mais est&aacute;veis e confiantes para enfrentar o futuro, bem como face ao estabelecimento e qualidade  das novas rela&ccedil;&otilde;es desenvolvidas na adolesc&ecirc;ncia. Um estudo realizado por Zimmermann (2004) com uma amostra de 43 adolescentes  revela que existem evid&ecirc;ncias de que os padr&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o, que se estabelecem durante os primeiros anos de vida,  s&atilde;o preditores dos comportamentos e da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de grande proximidade que se estabelecem na adolesc&ecirc;ncia.  Neste estudo, verificou-se uma forte associa&ccedil;&atilde;o entre o prot&oacute;tipo seguro de vincula&ccedil;&atilde;o e a qualidade e  valoriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es de grande proximidade com os pares. Contrariamente, jovens com  prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o insegura tendem a mostrar-se mais resistentes, defensivos ou retractivos face ao estabelecimento de  rela&ccedil;&otilde;es de grande proximidade. Os estudos que incidem nos efeitos das altera&ccedil;&otilde;es familiares s&atilde;o uma mais-valia  para sublinhar a import&acirc;ncia da manuten&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;nculos entre pais e filhos uma vez que a separa&ccedil;&atilde;o dos  pais n&atilde;o pressup&otilde;e a separa&ccedil;&atilde;o destes para com os filhos. Nesta medida, o estabelecimento de uma  vincula&ccedil;&atilde;o segura com os pais pode ser um fator de resili&ecirc;ncia nas dificuldades que os filhos possam sentir ao longo do  processo de div&oacute;rcio dos pais (Ramires, 2004). </p>     <p>No que concerne &agrave; an&aacute;lise dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o face &agrave; vari&aacute;vel bem-estar  psicol&oacute;gico, n&atilde;o se verificou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas. As mesmas seriam expect&aacute;veis uma vez  que de acordo com a teoria da vincula&ccedil;&atilde;o a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas ao longo do processo desenvolvimental  influenciam o desenvolvimento social e emocional dos indiv&iacute;duos (Mikulincer &amp; Shaver, 2007; Soares &amp; Dias, 2007). Neste sentido  perante o resultado obtido no presente estudo podemos estar perante uma amostra de sujeitos em que os prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o  estabelecidos no &acirc;mbito dos relacionamentos amorosos parecem n&atilde;o ser determinante para o seu bem-estar psicol&oacute;gico. Assim,  postulamos que nesta faixa et&aacute;ria o cariz mais l&aacute;bil das rela&ccedil;&otilde;es, assim como a sua dura&ccedil;&atilde;o,  poder&atilde;o revelar uma implica&ccedil;&atilde;o menos significativa para o bem-estar dos jovens, quando comparado com outras dimens&otilde;es  relacionais, podendo haver outras vari&aacute;veis mais relevantes para os jovens. </p>     <p>Relativamente ao desenvolvimento de psicopatologia, no que respeita aos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o, e contrariamente ao  resultado observado face ao bem-estar psicol&oacute;gico, destacam-se consider&aacute;veis diferen&ccedil;as. Assim, e de encontro ao que seria  esperado, os indiv&iacute;duos enquadrados no prot&oacute;tipo seguro denotam n&iacute;veis inferiores de sensibilidade interpessoal,  depress&atilde;o, hostilidade e idea&ccedil;&atilde;o paran&oacute;ide e psicoticismo comparativamente com os indiv&iacute;duos respeitantes  aos prot&oacute;tipos preocupado, amedrontado e desinvestido. Verificou-se igualmente que os indiv&iacute;duos seguros evidenciam n&iacute;veis  inferiores de somatiza&ccedil;&atilde;o e ansiedade f&oacute;bica comparativamente com os indiv&iacute;duos desinvestidos, bem como n&iacute;veis  inferiores de obsess&otilde;es-compuls&otilde;es e ansiedade comparativamente com os indiv&iacute;duos preocupados. </p>     <p>Os resultados obtidos no presente estudo ressaltam o cariz positivo dos indiv&iacute;duos que se caracterizam com o prot&oacute;tipo seguro.  Trata-se de indiv&iacute;duos que evidenciam maior capacidade de se adaptar &agrave;s mudan&ccedil;as ou dificuldades, s&atilde;o mais tolerantes  &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o, pautam a sua conduta pela ajuda exterior, denotando uma menor interioriza&ccedil;&atilde;o e por sua vez uma  maior socializa&ccedil;&atilde;o. Deste modo, trata-se de indiv&iacute;duos cuja imagem positiva de si e dos outros lhes confere maior capacidade  de envolvimento, intera&ccedil;&atilde;o social e procura de apoio em momentos menos positivos da sua vida, ainda que promovam igualmente a sua  autonomia. Este resultado corrobora o estudo de Coutinho (2010), com o objetivo de estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre marcos de  transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta, sintomatologia depressiva e estilos de vincula&ccedil;&atilde;o, numa amostra de 78 indiv&iacute;duos  com uma m&eacute;dia de idades de 26,3 anos. A autora verificou que quanto mais seguros s&atilde;o os indiv&iacute;duos, menos propensos s&atilde;o  a evidenciarem e desenvolverem sintomatologia depressiva. Ainda Rivera, Cruz e Mu&ntilde;oz (2011) com o objetivo de caracterizar as  rela&ccedil;&otilde;es amorosas e rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional e a ansiedade, vincula&ccedil;&atilde;o e  sintomatologia depressiva no in&iacute;cio da jovem adult&iacute;cia numa amostra de 120 estudantes com idades compreendidas entre os 17 e 16 anos,  suportam esta ideia. O estudo constatou que jovens respeitantes aos prot&oacute;tipos inseguros, preocupados e amedrontados tendem a manifestar  ansiedade nas rela&ccedil;&otilde;es pelo medo de perder o outro. </p>     <p>Em suma os resultados permitem sublinhar a import&acirc;ncia da qualidade das rela&ccedil;&otilde;es primordiais no percurso desenvolvimental  dos indiv&iacute;duos, pelo que adolescentes e jovens que evidenciam maior seguran&ccedil;a nas suas rela&ccedil;&otilde;es amorosas parecem  relatar menores n&iacute;veis de psicopatologia. De acordo com Lamela, Figueiredo e Bastos (2010) o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de  vincula&ccedil;&atilde;o segura ao longo do processo desenvolvimental, e mesmo na vida adulta, permitem a aquisi&ccedil;&atilde;o de  compet&ecirc;ncias interpessoais e o desenvolvimento de padr&otilde;es de comportamento adaptativos e adequados. Neste sentido face a  situa&ccedil;&otilde;es de distress os indiv&iacute;duos desenvolvem estrat&eacute;gias de <i>coping </i>que lhes permitem uma maior  prote&ccedil;&atilde;o face ao desenvolvimento de psicopatologia. No sentido de discutir esta din&acirc;mica, cabe tamb&eacute;m ressaltar a forma  como os jovens desenvolvem a vis&atilde;o em torno das suas rela&ccedil;&otilde;es, pelo que uma perspectiva negativa de si poder&aacute; ocasionar  n&iacute;veis de psicopatologia significativos. Neste sentido uma imagem menos investida de si pode traduzir menos disponibilidade pessoal para a  rela&ccedil;&atilde;o com o exterior, nomeadamente no que concerne &agrave; qualidade das rela&ccedil;&otilde;es amorosas. Estudos longitudinais  t&ecirc;m vindo a corroborar esta ideia, na medida em que jovens mais internalizantes, com uma postura ruminativa e pautada por maiores  n&iacute;veis de sintomatologia depressiva (e.g., Starr &amp; Davila, 2009) e ansiosa (e.g., Kashdan, Volkmann, Breen, &amp; Han, 2007), parecem  condicionar o desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es amorosas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </p>     <p>Tendo em conta que o processo de vincula&ccedil;&atilde;o se inicia no contacto com as figuras primordiais, e &eacute; um <i>continuum </i>na  adolesc&ecirc;ncia, bem como ao encontro do modelo bidimensional de Bartholomew, na sua maioria, os resultados obtidos no presente estudo  corroboram estudos id&ecirc;nticos realizados em Portugal. Particularmente no que se refere &agrave;s diferen&ccedil;as dos prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa tendo em conta as vari&aacute;veis idade, g&eacute;nero, configura&ccedil;&atilde;o familiar e desenvolvimento  de sintomatologia psicopatol&oacute;gica. J&aacute; no que diz respeito ao bem-estar psicol&oacute;gico, contrariamente ao que se aguardava,  n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas. Na generalidade, os resultados sublinham a pertin&ecirc;ncia do estabelecimento  de uma vincula&ccedil;&atilde;o segura, com as figuras significativas, e cria&ccedil;&atilde;o de uma imagem positiva de si e dos demais para o  ajustamento emocional dos adolescentes e jovens adultos nas suas rela&ccedil;&otilde;es futuras. </p>     <p>Como apontamentos finais resta destacar algumas limita&ccedil;&otilde;es encontradas no presente estudo, assim como acrescentar pistas futuras.  Assim, desde logo o facto de o mesmo constituir um estudo transversal o que impossibilita o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de  causalidade, neste sentido futuramente seria interessante perceber o percurso longitudinal dos indiv&iacute;duos caracterizados pelos diferentes  prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o amorosa em diferentes etapas de vida. Seria igualmente relevante complementar a recolha de dados com  a realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas, equacionando-se o desenvolvimento de uma an&aacute;lise qualitativa juntos dos jovens e do par amoroso.  Futuramente seria pertinente analisar efeitos dos prot&oacute;tipos de vincula&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento do bem-estar psicol&oacute;gico,  da psicopatologia e ainda outras vari&aacute;veis como a resili&ecirc;ncia dos jovens. Seria de todo relevante perceber em que medida a  dura&ccedil;&atilde;o e o cariz de estabilidade, da mesma, poder&aacute; interferir na determina&ccedil;&atilde;o dos prot&oacute;tipos de  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. Um estudo deste cariz poderia ainda completar-se futuramente aportando dados inerentes &agrave;  vincula&ccedil;&atilde;o &agrave;s figuras parentais. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. (1989). Attachments beyond infancy. <i>American Psychologist, 44</i>, 709-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201400030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Assun&ccedil;&atilde;o, R., &amp; Matos, M. (2010). <i>A vincula&ccedil;&atilde;o parental e amorosa em adolescentes: O papel da  compet&ecirc;ncia interpessoal e da tomada de perspectiva </i>(pp. 1574-1588).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201400030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Simp&oacute;sio realizado em reuni&atilde;o Nacional de  Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Atger, F. (2004). Vincula&ccedil;&atilde;o e adolesc&ecirc;ncia. In N. Guedeney &amp; A. Guedeney (Eds.), <i>Vincula&ccedil;&atilde;o: Conceitos  e aplica&ccedil;&otilde;es </i>(pp. 147-153). Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201400030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Barbosa, R. (2008). <i>Contextos relacionais de desenvolvimento e viv&ecirc;ncia corporal </i>(Tese de doutoramento n&atilde;o publicada).  Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201400030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bartholomew, K. (1990). Avoidance of intimacy: An attachment perspective. <i>Journal of Social and Personal Relationships, 7</i>, 147-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201400030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bartholomew, K., &amp; Horowitz, L. (1991). Attachment styles among young adults: A test of a four-category model. <i>Journal of Personality  and Social Psychology, 61</i>, 226-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Bowlby, J. (1958). The nature of the child&rsquo;s tie to its mother. <i>International Journal of Psycho-Analysis, 39, </i>350-373. </p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1969). <i>Attachment</i>. London: Penguin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201400030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Bowlby, J. (1973). <i>Attachment and loss. Vol. 2: Separation, anxiety and anger</i>. New York: Basic Books. </p>     <p>Bowlby, J. (1980). <i>Attachment and loss. Vol. III: Sadness and depression</i>. New York: Basic Books. </p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: Parent-child attachment and healty human development</i>. London: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Canavarro, M. C. (1999). Invent&aacute;rio de sintomas psicopatol&oacute;gicos &ndash; BSI. In M. R. Sim&otilde;es, M. Gon&ccedil;alves,  &amp; L. S. Almeida (Eds.), <i>Testes e provas psicol&oacute;gicas em Portugal </i>(II vol., pp. 87-109). Braga: SHO-APPORT. </p>     <!-- ref --><p>Cano, D., Gabarra, L., Mor&eacute;, C., &amp; Crepaldi, M. (2009). As transi&ccedil;&otilde;es familiares do div&oacute;rcio ao recasamento no  contexto Brasileiro. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 22</i>(2), 214-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201400030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Collins, W., Welsh, D., &amp; Furman, W. (2009). Adolescent romantic relationships. <i>The Annual Review of Psychology, 60</i>, 631-652.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201400030000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cordeiro, R. (2012). <i>Vincula&ccedil;&atilde;o e temperamento afetivo em jovens adultos </i>(Tese de doutoramento n&atilde;o publicada).  Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400030000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Coutinho, B. (2010). <i>Base segura: A vincula&ccedil;&atilde;o no contexto da transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta </i>(Tese de  mestrado n&atilde;o publicada). Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201400030000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Davis, D., Shaver, P., &amp; Vernon, M. (2003). Physical, emotional, and behavioral reactions to breaking up: The roles of gender, age,  emotional involvement, and attachment style. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 29, </i>871-884.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400030000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p> Degoratis, L. (1982). <i>BSI: Brief Symptom Inventory </i>(3rd ed.). Mineapolis: National Computers Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400030000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Doyle, A., Lawford, H., &amp; Markiewicz, D. (2009). Attachment style with mother, father, best friend and romantic partner during  adolescence. <i>Journal of Research on Adolescense, 19</i>(4), 690-714.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dozier, M., Stovall-McCough, C., &amp; Albus, K. (2008). Attachment and psychopathology in adulthood. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.),  <i>Handbook of attachment: Theory, research, and clinical applications </i>(2nd ed., pp. 718-744). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Fachada, I. (2009). <i>A experi&ecirc;ncia emocional do toque nas rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas durante a adolesc&ecirc;ncia e  juventude </i>(Tese de mestrado n&atilde;o publicada). Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201400030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hair, J. F., Aderson, E., Tatham, R. L., &amp; Black, W. C. (1998). <i>Multivariate data analysis.</i> New Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201400030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hazan, C., &amp; Sheiver, P. R. (1994). Attachment as an organizational framework for research on close relationships. <i>Psychological Inquiry,  5, </i>1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201400030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Holmes, J. (1993). <i>John Bowlby &amp; attachment theory. </i>London: Routlege.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201400030000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE). (2010). <i>Estat&iacute;sticas demogr&aacute;ficas 2009</i>. Lisboa, Portugal: Autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kashdan, T. B., Volkmann, J. R., Breen, W. E., &amp; Han, S. (2007). Social anxiety and romantic relationships: The costs and bene&#64257;ts of  negative emotion expression are context-dependent. <i>Journal of Anxiety Disorders, 21</i>, 475-492.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lamela, D., Figueiredo, B., &amp; Bastos, A. (2010). Adapta&ccedil;&atilde;o ao div&oacute;rcio e rela&ccedil;&otilde;es coparentais:  Contributos da teoria da vincula&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 23</i>(3), 562-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201400030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lewis, M., Feiring, C., &amp; Rosenthal, S. (2000). Attachment over time. <i>Child Development, 71</i>(3), 707-720.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201400030000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS. </i>Lisboa: S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400030000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mass&eacute;, R., Poulin, C., Dassa, C., Lambert, J., &amp; Battaglini, A. (1998). &Eacute;laboration et validation d&rsquo;un outil de mesure  du bien-&ecirc;tre psychologique: L&rsquo;&Eacute;.M.M.B.E.P. <i>Revue Canadienne de Sant&eacute; Publique, 89</i>(5), 352-357. </p>     <!-- ref --><p>Matos, P., Barbosa, S., &amp; Costa, M. (2001). Avalia&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa em adolescentes e jovens adultos:  Constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento e estudos de valida&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Oficial de la Asociaci&oacute;n Iberoamericana de  Diagn&oacute;stico y Evaluaci&oacute;n Psicol&oacute;gica, 11</i>(1), 93-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400030000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Matos, P. M. (2006). Rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas em adolescentes. <i>Psychologica, 41, </i>9-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201400030000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mikulincer, M., &amp; Shaver, P. (2007). <i>Attachment in adulthood: Structure, dynamics, and change. </i>New York: The Guildford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201400030000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Monteiro, S., Tavares, J., &amp; Pereira, A. (2006). Estudo das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da escala de medida de  manifesta&ccedil;&atilde;o de bem-estar. In I. Leal, J. L. Ribeiro, &amp; S. N. Jesus (Eds.), <i>Actas do 6&ordm; Congresso Nacional de Psicologia  da Sa&uacute;de Sa&uacute;de, Bem-Estar e Qualidade de Vida </i>(pp. 53-58). Lisboa: ISPA Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201400030000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mota, C. (2008). <i>Dimens&otilde;es relacionais no processo de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial de adolescentes: Vulnerabilidade e  resili&ecirc;ncia em institucionaliza&ccedil;&atilde;o, no div&oacute;rcio e em fam&iacute;lias intactas </i>(Tese de doutoramento n&atilde;o  publicada). Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201400030000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pallant, J. (2001). <i>SPSS survival manual</i>. Buckingham: Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201400030000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pinto, M. (2009). <i>Intimidade em adolescentes de diferentes grupos &eacute;tnicos. </i>Lisboa: Alto-Comissariado para a  Imigra&ccedil;&atilde;o e Di&aacute;logo Intercultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201400030000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ramires, V. (2004). As transi&ccedil;&otilde;es familiares: A perspectiva de crian&ccedil;as e pr&eacute;-adolescentes. <i>Psicologia em  Estudo, 9</i>(2), 183-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201400030000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rivera, D., Cruz, C., &amp; Mu&ntilde;oz, C. (2011). Satisfacci&oacute;n en las relaciones de pareja en la adultez emergente: El rol del apego,  la intimidad y la depresi&oacute;n. <i>Terapia Psicol&oacute;gica, 7</i>(1), 77-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201400030000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rocha, M. (2008). <i>O desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia: Associa&ccedil;&otilde;es  entre contextos relacionais com pais, pares e par amoroso </i>(Tese de doutoramento n&atilde;o publicada). Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias  da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201400030000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Scheff&eacute;, H. (1953). A method for judging all contrasts in analysis of variance. <i>Biometrika, 40</i>, 87-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201400030000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Schmitt, D., Alcalay, L., Allensworth, M., Allik, J., Ault, L., Bennett, K., &hellip; Wan, W. (2003). 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(2010). <i>Medo da intimidade, vincula&ccedil;&atilde;o e div&oacute;rcio parental: Um estudo com  jovens adultos </i>(pp. 993-1009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201400030000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia Universidade do Minho, Portugal, 4 a  6 de Fevereiro de 2010. </p>     <!-- ref --><p>Starr, L. R., &amp; Davilla, J. (2009). Clarifying co-rumination: Associations with internalizing symptoms and romantic involvement among  adolescent girls. <i>Journal of Adolescence, 32</i>, 19-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201400030000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Zeifman, D., &amp; Hazan, C. (2008). Pair bonds as attachments: Reevaluating the evidence. In J. Cassidy &amp; P. R. Shaver (Eds.),  <i>Handbook of attachment: Theory, research, and clinical applications </i>(2nd ed., pp. 436-455). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201400030000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Zimmermann, P. (2004). Attachment representations and characteristics of friendship relations during adolescence. <i>Journal of Experimental  Child Psychology, 88</i>, 83-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201400030000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Catarina Pinheiro Mota; UTAD &ndash; Universidade de  Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Edif&iacute;cio Complexo Pedag&oacute;gico, Quinta de  Prados, 5000-801 Vila Real; E-mail: <a href="mailto:catppmota@utad.pt">catppmota@utad.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>This research was partially funded by FCT under the project PEst-C/PSI/UI0050/2011 and FEDER funds through the COMPETE program under the  project FCOMP-01-0124-FEDER-022714.</p>     <p>&nbsp;</p> <i>Submiss&atilde;o: </i>08/07/2013 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>20/06/2014 </p>     ]]></body>
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