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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel do ajustamento diádico na sintomatologia psicopatológica e qualidade de vida de doentes com perturbação psiquiátrica e dos parceiros saudáveis]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this study was to assess the individual and marital adjustment of couples in the context of a psychiatric disorder of one of the spouses, exploring the role of dyadic adjustment on psychopathological symptoms and quality of life of the patient and his/her healthy partner. The total sample consisted of 108 couples: 54 couples in which one member was diagnosed with a mental disorder (27 where the identified patient was the woman and 27 where the man was the patient) and 54 couples of the general population. The assessment protocol included the Brief Symptom Inventory (BSI), the quality of life index EUROHIS-QOL-8 and the scale of Dyadic Adjustment Scale - Revised (DAS-R). The results showed that couples of the clinical groups presented lower levels of quality of life and higher levels of depressive and anxious symptoms compared to couples of the general population. The women whose partner was ill showed a similar individual adjustment to that presented by women with a psychiatric disorder. The dyadic adjustment of couples of the clinical groups was lower than that of their healthy counterparts. Dyadic adjustment was only significantly associated with a higher individual adjustment of the patient or the healthy partner in couples in which the man was the patient. The adaptation patterns seem to relate to the specificities of the clinical population, the sex of the ill partner and the duration of the clinical condition. The observed findings emphasize the importance to assume a dyadic perspective in this context, and the subsequent clinical implications will be discussed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ajustamento diádico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O papel do ajustamento di&aacute;dico na sintomatologia psicopatol&oacute;gica e qualidade de vida de doentes com perturba&ccedil;&atilde;o  psiqui&aacute;trica e dos parceiros saud&aacute;veis</b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Stephanie Alves<sup>*</sup> / Marco Pereira<sup>*</sup> / Catarina Janeiro<sup>**</sup> / Isabel Narciso<sup>**</sup> / Maria Cristina  Canavarro<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> CINEICC &ndash; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o  Cognitivo-Comportamental, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra;</p>      <p><sup>**</sup> Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do presente estudo consistiu em avaliar o ajustamento individual e conjugal de casais num contexto de perturba&ccedil;&atilde;o  psiqui&aacute;trica de um dos seus membros, explorando-se o papel dos indicadores de ajustamento di&aacute;dico na sintomatologia  psicopatol&oacute;gica e qualidade de vida do doente e do parceiro saud&aacute;vel. A amostra foi constitu&iacute;da por 108 casais, 54 casais  onde um elemento tem uma perturba&ccedil;&atilde;o diagnosticada (27 casais em que o doente identificado era a mulher e 27 casais em que o homem  era o elemento doente) e 54 casais da popula&ccedil;&atilde;o geral. O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o incluiu o Invent&aacute;rio de  Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI), o &iacute;ndice de qualidade de vida EUROHIS-QOL-8 e a Escala de Ajustamento Di&aacute;dico &ndash;  Revista (EAD-R). Os resultados mostraram que os casais dos grupos cl&iacute;nicos apresentaram valores mais baixos de qualidade de vida e mais  elevados de sintomatologia depressiva e ansiosa, comparativamente aos casais da popula&ccedil;&atilde;o geral. As mulheres cujo parceiro estava  doente demonstraram um ajustamento individual semelhante ao apresentado pelas mulheres com perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica  diagnosticada. O ajustamento di&aacute;dico dos casais dos grupos cl&iacute;nicos tamb&eacute;m se revelou inferior ao dos casais da  popula&ccedil;&atilde;o geral. O ajustamento di&aacute;dico apenas se associou significativamente ao ajustamento individual quer do pr&oacute;prio,  quer do parceiro nos casais em que o homem era o doente. Os diferentes padr&otilde;es de ajustamento parecem relacionar-se com as especificidades  da popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, do sexo do elemento doente e da dura&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico. Os resultados observados  enfatizam a import&acirc;ncia de se assumir uma perspetiva di&aacute;dica neste contexto, sendo discutidas as subsequentes  implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Ajustamento di&aacute;dico, Casal, Psicopatologia, Qualidade de vida, Sintomatologia psicopatol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The purpose of this study was to assess the individual and marital adjustment of couples in the context of a psychiatric disorder of one of  the spouses, exploring the role of dyadic adjustment on psychopathological symptoms and quality of life of the patient and his/her healthy partner.  The total sample consisted of 108 couples: 54 couples in which one member was diagnosed with a mental disorder (27 where the identified patient was  the woman and 27 where the man was the patient) and 54 couples of the general population. The assessment protocol included the Brief Symptom  Inventory (BSI), the quality of life index EUROHIS-QOL-8 and the scale of Dyadic Adjustment Scale &ndash; Revised (DAS-R). The results showed that  couples of the clinical groups presented lower levels of quality of life and higher levels of depressive and anxious symptoms compared to couples  of the general population. The women whose partner was ill showed a similar individual adjustment to that presented by women with a psychiatric  disorder. The dyadic adjustment of couples of the clinical groups was lower than that of their healthy counterparts. Dyadic adjustment was only  significantly associated with a higher individual adjustment of the patient or the healthy partner in couples in which the man was the patient.  The adaptation patterns seem to relate to the specificities of the clinical population, the sex of the ill partner and the duration of the clinical  condition. The observed findings emphasize the importance to assume a dyadic perspective in this context, and the subsequent clinical implications  will be discussed.</p>     <p><b>Key-words:</b> Couple, Dyadic adjustment, Psychopathological symptoms, Psychopathology, Quality of life.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </p>     <p>O impacto negativo que os problemas de sa&uacute;de mental assumem na vida dos indiv&iacute;duos tem vindo a ser demonstrado, particularmente  no que respeita &agrave; vida conjugal e ao bem-estar do parceiro saud&aacute;vel (Benazon &amp; Coyne, 2000; van Wijngaarden, Schene, &amp;  Koeter, 2004; Wittmund, Wilms, Mory, &amp; Angermeyer, 2002). Este impacto poder-se-&aacute; refletir em padr&otilde;es de  comunica&ccedil;&atilde;o, resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos e intera&ccedil;&atilde;o disfuncionais (Heene, Buysee, &amp; van Oost, 2007),  interferir com as rotinas, gerar stresse e sobrecarga na rela&ccedil;&atilde;o (Whisman, 1999), resultando num afastamento do apoio dado e recebido  e num aumento de conflitos conjugais (Whisman &amp; Baucom, 2012). </p>     <p>No contexto das perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas, &eacute; sobretudo no &acirc;mbito da depress&atilde;o que a  investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica se tem focado (Kouros &amp; Cummings, 2011; R&oslash;sand et al., 2012; Whisman &amp; Baucom, 2012),  sugerindo que a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva num dos elementos pode ter repercuss&otilde;es negativas importantes no funcionamento  da rela&ccedil;&atilde;o (e.g., Beach &amp; Bodenmann, 2010; Heene et al., 2007; Whisman &amp; Uebelacker, 2009). Este impacto traduz-se em  intera&ccedil;&otilde;es conjugais conflituosas, pautadas por uma comunica&ccedil;&atilde;o, express&atilde;o de afetos e estrat&eacute;gias de  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas disfuncionais e falta de positividade verbal e n&atilde;o-verbal, quer percebidas pelo pr&oacute;prio quer  pelo parceiro (Beach &amp; Bodenmann, 2010; Coyne, Thompson, &amp; Palmer, 2002; Kouros &amp; Cummings, 2011). Por sua vez, os preju&iacute;zos  experienciados a esse n&iacute;vel contribuem para o desenvolvimento ou manuten&ccedil;&atilde;o dos sintomas depressivos (e.g., Beach, Katz, Kim,  &amp; Brody, 2003; Kouros &amp; Cummings, 2011; Whisman &amp; Uebelacker, 2009), sendo essa contribui&ccedil;&atilde;o mais explicitamente  percebida nas mulheres (Fincham, Beach, Harold, &amp; Osborne, 1997; Laurent, Kim, &amp; Calpadi, 2009). Tamb&eacute;m no dom&iacute;nio das  perturba&ccedil;&otilde;es pelo uso de subst&acirc;ncias, o interesse pela compreens&atilde;o das din&acirc;micas conjugais tem vindo a crescer,  enfatizando-se as repercuss&otilde;es significativas e negativas ao n&iacute;vel do ajustamento conjugal (Leonard &amp; Eiden, 2007; Mudar,  Leonard, &amp; Soltysinski, 2001) e satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal a longo-prazo, quer percebida pelo elemento consumidor quer pelo parceiro  (Homish, Leonard, &amp; Cornelius, 2008; Marshal, 2003; Mudar et al., 2001). Para al&eacute;m disso, o facto de a maioria destes indiv&iacute;duos  apresentar com frequ&ecirc;ncia outros problemas de sa&uacute;de mental associados (e.g., perturba&ccedil;&otilde;es de personalidade,  perturba&ccedil;&otilde;es do humor) (Connor, Saunders, &amp; Feeney, 2006; Leonard &amp; Eiden, 2007) pode, por sua vez, acarretar desafios  adicionais no seio conjugal (Whisman, 1999). </p>     <p>Adotando uma perspetiva di&aacute;dica, tem sido documentado que o ajustamento individual de um dos companheiros &eacute; importante n&atilde;o  apenas para o seu ajustamento conjugal ao longo do tempo, mas tamb&eacute;m para o ajustamento individual e conjugal do seu parceiro (Whisman &amp;  Baucom, 2012). A presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva num dos elementos pode contribuir n&atilde;o s&oacute; para uma  perce&ccedil;&atilde;o de pior ajustamento conjugal do pr&oacute;prio, bem como do ajustamento individual (Benazon &amp; Coyne, 2000; Dudek et al.,  2001; Idstad, Ask, &amp; Tambs, 2010; Wittmund et al., 2002) e conjugal (Coyne et al., 2002; Kouros &amp; Cummings, 2011; Whisman, Uebelacker,  &amp; Weinstock, 2004) do elemento saud&aacute;vel. Outros estudos t&ecirc;m demonstrado que o ajustamento conjugal do elemento doente  tamb&eacute;m se relaciona com o seu pior ajustamento individual bem como o do parceiro (e.g., Beach et al., 2003; Laurent et al., 2009;  R&oslash;sand et al., 2012). No &acirc;mbito dos comportamentos aditivos, observa-se um padr&atilde;o semelhante no que se refere ao impacto  negativo dos consumos n&atilde;o s&oacute; no ajustamento emocional do consumidor (Homish, Leonard, &amp; Kearns-Bodkin, 2006) como tamb&eacute;m  no ajustamento emocional (Homish et al., 2006; Leonard &amp; Eiden, 2007) e conjugal (Homish et al., 2008; Leonard &amp; Eiden, 2007; Marshal,  2003; Mudar et al., 2001) do parceiro n&atilde;o consumidor. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em suma, &eacute; extensa a investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica que documenta que o funcionamento das rela&ccedil;&otilde;es  &iacute;ntimas e os problemas de natureza mental est&atilde;o fortemente associados entre si e se influenciam mutuamente (Baucom, Whisman, &amp;  Paprocki, 2012; Whisman, 1999, 2007; Whisman &amp; Baucom, 2012). Contudo, o desafio nesta &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o dever&aacute;  n&atilde;o s&oacute; procurar compreender as din&acirc;micas conjugais num contexto de perturba&ccedil;&atilde;o mental, como tamb&eacute;m num  &acirc;mbito de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental e, em particular, de qualidade de vida (QdV). Na &aacute;rea da sa&uacute;de mental,  v&aacute;rios estudos t&ecirc;m demonstrado que problemas desta natureza est&atilde;o &iacute;ntima e negativamente relacionados com a QdV  percebida pelo pr&oacute;prio. Essa associa&ccedil;&atilde;o seria particularmente significativa em indiv&iacute;duos com  perturba&ccedil;&otilde;es mentais graves (Evans, Banerjee, Leese, &amp; Huxley, 2007) ou que apresentam perturba&ccedil;&otilde;es  psiqui&aacute;tricas com&oacute;rbidas (Gamma &amp; Angst, 2001). </p>     <p>De forma particular, existe evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica relativa ao impacto negativo da sintomatologia depressiva (Hansson &amp;  Bj&ouml;rkman, 2006; Ishak et al., 2013) e ansiosa (Hansson &amp; Bj&ouml;rkman, 2006) na QdV dos indiv&iacute;duos com problemas desta natureza.  Tamb&eacute;m a QdV dos indiv&iacute;duos com problemas de natureza aditiva tende a sofrer repercuss&otilde;es negativas, sendo esta agravada  quando se encontram associadas outras perturba&ccedil;&otilde;es do foro mental (Connor et al., 2006; Laudet, 2011). No entanto, poucos estudos  (e.g., Angermeyer, Kilian, Wilms, &amp; Wittmund, 2006; Wang &amp; Zhao, 2012) exploraram o impacto da psicopatologia presente num dos  c&ocirc;njuges na QdV do parceiro. A este respeito, Angermeyer et al. (2006) verificaram que a QdV tamb&eacute;m seria percebida como menos  satisfat&oacute;ria por este (quer se trate de homem ou mulher), nomeadamente nos dom&iacute;nios <i>bem-estar psicol&oacute;gico  </i>e <i>rela&ccedil;&otilde;es sociais</i>. Assim, atendendo &agrave; interdepend&ecirc;ncia vivida no seio conjugal (Benazon &amp; Coyne, 2000),  &eacute; importante explorar tamb&eacute;m esta quest&atilde;o. </p>     <p>De forma geral, existe evid&ecirc;ncia de que rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas percebidas como satisfat&oacute;rias s&atilde;o fontes  significativas de apoio social, bem-estar e satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Be, Whisman, &amp; Uebelacker, 2013), funcionamento  psicol&oacute;gico e f&iacute;sico (Beach et al., 2003; Whisman &amp; Baucom, 2012), contribuindo frequentemente para uma melhor QdV (Gamma &amp;  Angst, 2001; Khaleque, 2004). Adicionalmente, em contextos de stresse psicol&oacute;gico, alguns autores observaram que um ajustamento  di&aacute;dico avaliado positivamente (quer pelo pr&oacute;prio, quer pelo parceiro) pode atuar como um fator protetor neste contexto, diminuindo  a poss&iacute;vel express&atilde;o de psicopatologia (Baucom, Kirby, &amp; Kelly, 2009; Edwards, Nazroo, &amp; Brown, 1998; R&oslash;sand et al.,  2011, 2012). De forma semelhante, outros autores observaram que elevados n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal poder&atilde;o servir  de mecanismo protetor relativamente &agrave; express&atilde;o de sintomatologia depressiva tanto para os homens (Kouros &amp; Cummings, 2011) como  para as mulheres (Fincham et al., 1997). </p>     <p>No que respeita &agrave; QdV, e no contexto espec&iacute;fico da doen&ccedil;a mental, pouco se sabe acerca da associa&ccedil;&atilde;o entre  o ajustamento di&aacute;dico e esta vari&aacute;vel, quer em rela&ccedil;&atilde;o ao elemento doente quer ao elemento saud&aacute;vel. A  investiga&ccedil;&atilde;o tem-se sobretudo focado no contributo de determinantes sociais (e.g., apoio social), cuja presen&ccedil;a tende a  associar-se a maior QdV, quer percebida pelo doente (Connell et al., 2012; Hansson &amp; Bj&ouml;rkman, 2006), quer pelo parceiro (Angermeyer et  al., 2006; Wang &amp; Zhao, 2012). Nesta linha, Gamma e Angst (2001) verificaram que o dom&iacute;nio <i>rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas  </i>de QdV assumia um papel importante no <i>bem-estar psicol&oacute;gico e f&iacute;sico </i>das mulheres<i>, </i>comparativamente aos homens,  n&atilde;o esclarecendo, contudo, acerca da presen&ccedil;a e de comorbilidades de perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas observada nestes  grupos. Por&eacute;m, os estudos que exploraram que aspetos do funcionamento conjugal poderiam atuar como protetor num contexto de <i>distress  </i>emocional do casal s&atilde;o ainda escassos, restringem-se sobretudo &agrave; depress&atilde;o e nem sempre consideram o casal como unidade  de an&aacute;lise (Whisman &amp; Baucom, 2012). Neste sentido, constituindo-se como um cen&aacute;rio vulner&aacute;vel &agrave; presen&ccedil;a  de psicopatologia e como um cen&aacute;rio privilegiado para a promo&ccedil;&atilde;o de um funcionamento individual e conjugal saud&aacute;vel,  parece ser relevante compreender qual o papel que o ajustamento di&aacute;dico adquire no contexto de uma situa&ccedil;&atilde;o adversa de um dos  seus membros. </p>     <p>Face ao exposto, como objetivos do presente estudo, pretende-se: (1) avaliar o ajustamento individual (em termos de <i>distress </i>emocional  e qualidade de vida) e conjugal de casais que estejam a passar por um problema de sa&uacute;de mental de um dos seus elementos; (2) avaliar a  associa&ccedil;&atilde;o entre o ajustamento di&aacute;dico (em termos de coes&atilde;o, consenso e satisfa&ccedil;&atilde;o conjugais) e o ajustamento do doente e do parceiro  saud&aacute;vel; e (3) avaliar a exist&ecirc;ncia de poss&iacute;veis efeitos cruzados entre os indicadores de adapta&ccedil;&atilde;o dos dois  membros do casal. Tendo em conta a revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, estabelecemos as seguintes hip&oacute;teses: H1) espera-se que os casais  dos grupos em que um dos elementos apresenta perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica apresentem valores mais baixos de QdV e ajustamento  di&aacute;dico e mais elevados de sintomatologia depressiva e ansiosa, comparativamente aos casais da popula&ccedil;&atilde;o geral; e, H2) em  todos os grupos, espera-se que a um maior ajustamento di&aacute;dico (consenso, satisfa&ccedil;&atilde;o e coes&atilde;o) se associem n&iacute;veis  mais baixos de sintomatologia depressiva e ansiosa, e mais elevados de QdV, quer do pr&oacute;prio(a) quer do parceiro(a), esperando-se ainda  efeitos mais fortes ao n&iacute;vel da satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 108 casais (<i>N</i>=216), divididos em dois grupos cl&iacute;nicos e um grupo de controlo. O primeiro  grupo cl&iacute;nico foi composto por 27 casais (<i>n</i>=54) em que a mulher tem uma perturba&ccedil;&atilde;o mental diagnosticada (GCMD), sendo  o segundo formado por 27 casais (<i>n</i>=54) onde o elemento com um quadro psiqui&aacute;trico &eacute; o homem (GCHD). O grupo de controlo (GC)  foi constitu&iacute;do por uma amostra hom&oacute;loga de 54 casais (<i>n</i>=108) provenientes da popula&ccedil;&atilde;o geral, onde nenhum dos  elementos tinha uma perturba&ccedil;&atilde;o mental diagnosticada. As caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da amostra s&atilde;o  descritas no <a href="#q1">Quadro 1</a>. Em termos globais, os participantes s&atilde;o na maioria casados (81.5%) e t&ecirc;m filhos (78.7%), encontram-se  empregados (77.3%), vivem em meio urbano (88.9%) e referem religi&atilde;o cat&oacute;lica (89.4%). T&ecirc;m uma idade compreendida entre os 25  e os 76 anos, completaram entre 2 e 17 anos de escolaridade e est&atilde;o numa rela&ccedil;&atilde;o conjugal que dura entre 1 e 48 anos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a06q1.jpg" width="579" height="496"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise comparativa dos grupos mostrou a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas na generalidade das vari&aacute;veis  analisadas, com exce&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis exist&ecirc;ncia de filhos e religi&atilde;o (cf. <a href="#q1">Quadro 1</a>).  Globalmente, verificou-se uma maior propor&ccedil;&atilde;o de participantes casados no GCMD, e de empregados e a viver em meio urbano no GC.  Verificou-se ainda que os casais do GCMD eram mais velhos e reportavam uma maior dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o conjugal  comparativamente ao GCHD (<i>p&lt;</i>.001) e ao GC (<i>p&lt;</i>.01). Em termos de escolaridade, observou-se que tanto o GCMD como o GCHD  apresentam valores significativamente mais baixos comparativamente ao GC (<i>p&lt;</i>.01. e <i>p&lt;</i>.05, respetivamente). </p>     <p>Relativamente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, no GCMD, a maioria refere perturba&ccedil;&otilde;es do humor (77.8%),  particularmente sintomatologia depressiva severa e uma minoria apresenta perturba&ccedil;&otilde;es do humor com&oacute;rbidas com outros  quadros cl&iacute;nicos, nomeadamente perturba&ccedil;&otilde;es do comportamento alimentar (3.7%) e perturba&ccedil;&otilde;es pelo uso de  subst&acirc;ncias (3.7%). Quanto ao GCHD, a maioria reporta comorbilidade entre perturba&ccedil;&otilde;es do humor e perturba&ccedil;&otilde;es  pelo uso de subst&acirc;ncias (maioritariamente alcoolismo cr&oacute;nico) (48.1%), dois participantes reportam apenas perturba&ccedil;&otilde;es  pelo uso de subst&acirc;ncias (7.4%), dois (7.4%) reportam quadros aditivos com comorbilidade com perturba&ccedil;&otilde;es da personalidade e  dois (7.4%) com perturba&ccedil;&otilde;es do controlo dos impulsos. Sete participantes mencionam unicamente perturba&ccedil;&otilde;es do humor  (25.9%) e um refere perturba&ccedil;&otilde;es psic&oacute;ticas (3.7%). Para o GCMD, a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia dos problemas  psiqui&aacute;tricos &eacute; de 11 anos (<i>DP</i>=8.25), sendo de 4.3 anos (<i>DP</i>=4.50) no GCHD. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>A amostra foi recrutada segundo o m&eacute;todo de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica, por conveni&ecirc;ncia. Os casais constituintes  do grupo cl&iacute;nico foram recrutados no Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio de Coimbra (CHUC) &ndash; Hospital Sobral Cid (HSC) e na  Cl&iacute;nica Psiqui&aacute;trica de S. Jos&eacute;, em Lisboa, entre Fevereiro de 2012 e Maio de 2013. Em termos de crit&eacute;rios de  inclus&atilde;o para todos os participantes, definiu-se que os participantes tinham de ter uma idade m&iacute;nima de 18 anos e de estar casados  ou viver em uni&atilde;o de facto h&aacute; pelo menos dois anos. A presen&ccedil;a de perturba&ccedil;&otilde;es cognitivas que impedissem a  compreens&atilde;o e consequente preenchimento do protocolo, e/ou outra condi&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica de sa&uacute;de no parceiro foram  considerados fatores de exclus&atilde;o. Como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o para o grupo cl&iacute;nico, foi considerado obrigat&oacute;rio  que apenas um dos elementos do casal estivesse diagnosticado com um problema de sa&uacute;de mental, sendo a aus&ecirc;ncia de  perturba&ccedil;&atilde;o mental nos dois elementos do casal fator de exclus&atilde;o. O &uacute;nico crit&eacute;rio de exclus&atilde;o do  grupo de controlo foi que nenhum dos c&ocirc;njuges tivesse uma perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica diagnosticada. </p>     <p>No &acirc;mbito das considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas, todos os participantes que concordaram participar foram informados sobre a  natureza e os objetivos do estudo, e da confidencialidade e anonimato das respostas aos question&aacute;rios, estando essa informa&ccedil;&atilde;o  presente no consentimento informado que assinaram. Foi entregue a cada membro do casal o protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o dentro de um  envelope. Os casais foram instru&iacute;dos a preench&ecirc;-lo de uma forma independente e a devolv&ecirc;-lo posteriormente devidamente selado. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ficha de dados sociodemogr&aacute;ficos, cl&iacute;nicos e relacionais/familiares. </i>Nesta ficha, era solicitada informa&ccedil;&atilde;o  sobre dados demogr&aacute;ficos gerais, hist&oacute;ria m&eacute;dica e psicopatol&oacute;gica, situa&ccedil;&atilde;o relacional e contexto  familiar, e inclu&iacute;a ainda perguntas relacionadas com a hist&oacute;ria familiar. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Ajustamento Di&aacute;dico-Revista </i>(EAD-R; Busby, Christensen, Crane, &amp; Larson, 1995; Vers&atilde;o Portuguesa [VP]:  Pereira, Canavarro, &amp; Narciso, estudos psicom&eacute;tricos em curso). A EAD-R consiste numa medida de autorresposta, que visa avaliar, de  forma global, o n&iacute;vel de ajustamento conjugal para casais que est&atilde;o casados ou vivem em uni&atilde;o de facto, permitindo  classific&aacute;-los quanto &agrave; exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de dificuldades de ajustamento. &Eacute; composta por 14 itens, sendo as  respostas obtidas atrav&eacute;s de diferentes tipos de escalas de resposta. Na sua organiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; constitu&iacute;da por  tr&ecirc;s subescalas: consenso (i.e., tomada de decis&atilde;o, valores e afeto; itens 1-6), satisfa&ccedil;&atilde;o (i.e., estabilidade e  conflito; itens 7-10) e coes&atilde;o (i.e., atividades e discuss&atilde;o; itens 11-14), sendo ainda poss&iacute;vel a obten&ccedil;&atilde;o de  um resultado total. No presente estudo, os valores &alpha;de Cronbach variaram entre .65 (subescala coes&atilde;o &ndash; GC) e .92 (subescala  satisfa&ccedil;&atilde;o &ndash; GCHD). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Brief Symptom Inventory </i>(BSI; Derogatis, 1982/1993; VP: Canavarro, 2007). O BSI &eacute; composto por 53 itens que avaliam  sintomatologia psicopatol&oacute;gica em termos de nove dimens&otilde;es b&aacute;sicas de psicopatologia e tr&ecirc;s &iacute;ndices globais.  Cada indiv&iacute;duo classifica o grau em que cada problema o afetou durante a &uacute;ltima semana, numa escala de cinco pontos desde Nunca (0)  a Muit&iacute;ssimas Vezes (4). No presente estudo, apenas foram utilizadas as dimens&otilde;es de ansiedade e depress&atilde;o. Nos grupos em  estudo, os valores &alpha;de Cronbach situaram-se entre .79 (ansiedade &ndash; GCHD) e .92 (depress&atilde;o &ndash; GCMD). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>EUROHIS-QOL-8 </i>(Power, 2003; VP: Pereira, Melo, Gameiro, &amp; Canavarro, 2011). O EUROHIS-QOL-8 consiste numa medida unidimensional de  autoavalia&ccedil;&atilde;o da QdV, constitu&iacute;da por oito itens (e.g., &ldquo;Como avalia a sua vida?&rdquo;). Cada item &eacute; respondido  atrav&eacute;s de uma escala de resposta de cinco pontos, variando entre Muito m&aacute; e Muito boa ou Nada e Completamente ou, ainda, entre Muito  insatisfeito(a) e Muito satisfeito(a). A partir do somat&oacute;rio dos oito itens, obt&eacute;m-se um resultado total, sendo que a um valor mais  elevado corresponde uma melhor perce&ccedil;&atilde;o da QdV. No presente estudo, os valores &alpha;de Cronbach variaram entre .77 (GC) e .93 (GCHD). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises estat&iacute;sticas </i></p>     <p>O tratamento estat&iacute;stico e an&aacute;lise dos dados foram realizados recorrendo &agrave; vers&atilde;o 20.0 do programa  estat&iacute;stico IBM SPSS (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>). Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, recorreu-se  &agrave; estat&iacute;stica descritiva. Com o objetivo de averiguar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os tr&ecirc;s grupos  constitu&iacute;dos, relativamente &agrave;s vari&aacute;veis consideradas, recorremos a an&aacute;lises univariadas da vari&acirc;ncia (ANCOVA)  e an&aacute;lises multivariadas da vari&acirc;ncia (MANCOVA) de medidas repetidas usando a vari&aacute;vel sexo como fator intra-sujeitos (uma  vez que os participantes estavam emparelhados em casais &ndash; o casal enquanto unidade de an&aacute;lise) e o grupo (cl&iacute;nicos <i>vs.</i>  controlo) como fator entre-sujeitos, e os diferentes indicadores de ajustamento (individual e conjugal) como vari&aacute;veis dependentes,  controlando o efeito das covari&aacute;veis identificadas na compara&ccedil;&atilde;o entre os grupos. O estudo das associa&ccedil;&otilde;es  entre as vari&aacute;veis foi realizado atrav&eacute;s de coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o Rho de <i>Spearman</i>. A magnitude dos efeitos  foi analisada atrav&eacute;s do <i>d </i>de Cohen e o <i>V </i>de Cramer, adotando as seguintes conven&ccedil;&otilde;es: efeito pequeno:  <i>d </i>de Cohen&ge;0.20, <i>V </i>de Cramer&ge;.01; efeito m&eacute;dio: <i>d </i>de Cohen&ge;0.50, <i>V </i>de Cramer&ge;.03; efeito grande:  <i>d </i>de Cohen&ge;0.80, <i>V </i>de Cramer&ge;.05) (Cohen, 1992). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ajustamento individual e ajustamento di&aacute;dico nos grupos cl&iacute;nicos e de controlo </i></p>     <p>No <a href="#q2">Quadro 2</a>, encontram-se as estat&iacute;sticas descritivas dos diferentes indicadores de ajustamento individual  (sintomatologia depressiva e ansiosa; qualidade de vida) e de ajustamento di&aacute;dico, separadamente por sexo e por grupo (cl&iacute;nicos e  controlo), bem como os efeitos principais e de intera&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis em estudo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a06q2.jpg" width="578" height="388"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sintomatologia psicopatol&oacute;gica, verificou-se um efeito multivariado significativo do grupo  [Lambda de Wilks=0.46, <i>F</i><Sub>(4,202)</Sub>=24.36, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;</i><Sub><i>p</i></Sub><Sup><i>2</i></Sup>=0.33]. Os testes  univariados subsequentes mostraram efeitos significativos, quer para a sintomatologia depressiva, quer para a sintomatologia ansiosa, e mostraram  que os casais dos tr&ecirc;s grupos em an&aacute;lise se distinguem significativamente entre si (<i>p&lt;</i>.001). Pela an&aacute;lise dos valores  m&eacute;dios, os dois grupos cl&iacute;nicos apresentaram valores mais elevados de sintomatologia depressiva e ansiosa em compara&ccedil;&atilde;o  com o GC. O efeito multivariado da vari&aacute;vel sexo n&atilde;o se revelou estatisticamente significativo [Lambda de Wilks=1.00,  <i>F</i><Sub>(2,101)</Sub>=0.12, <i>p</i>=.891, <i>&eta;</i><Sub><i>p</i></Sub><Sup><i>2</i></Sup>=0.002]. Os efeitos de intera&ccedil;&atilde;o  entre o sexo e o grupo foram significativos [Lambda de Wilks=0.39, <i>F</i><Sub>(4,202)</Sub>=30.79, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;</i><Sub><i>p</i></Sub><Sup><i>2</i></Sup>=0.38]. Os testes univariados revelaram efeitos significativos para as duas dimens&otilde;es.  Em ambas, os efeitos de intera&ccedil;&atilde;o permitiram verificar que os resultados das mulheres do GCMD s&atilde;o superiores aos observados,  quer nas mulheres do GC, quer nos homens do mesmo grupo cl&iacute;nico. Al&eacute;m disso, observou-se que os resultados dos homens do GCMD  s&atilde;o significativamente inferiores aos observados nos homens do GCHD mas n&atilde;o do GC. Na <a href="#f1">Figura 1</a>, encontra-se a  ilustra&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica dos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a06f1.jpg" width="577" height="376"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; QdV, registou-se um efeito significativo do grupo e de intera&ccedil;&atilde;o. O efeito do sexo n&atilde;o se  revelou estatisticamente significativo. Pela an&aacute;lise dos valores m&eacute;dios, podemos observar que os casais dos grupos cl&iacute;nicos  apresentam pior perce&ccedil;&atilde;o de QdV comparativamente ao grupo de controlo. O efeito de intera&ccedil;&atilde;o sugere que os homens do  GCMD apresentam resultados significativamente superiores aos registados, quer nos homens do GCHD, quer nas mulheres de ambos os grupos  cl&iacute;nicos (cf. <a href="#f1">Figura 1</a>). </p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao ajustamento di&aacute;dico, registou-se um efeito multivariado significativo do grupo [Lambda de Wilks=0.60,  <i>F</i><Sub>(6,200)</Sub>=9.83, <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;</i><Sub><i>p</i></Sub><Sup><i>2</i></Sup>=0.23]. A partir dos testes <i>post hoc  </i>de <i>Bonferroni</i>, constatou-se que os tr&ecirc;s grupos se distinguiam significativamente entre si, apresentando os casais do GCHD os  valores mais baixos no total do ajustamento di&aacute;dico. Em rela&ccedil;&atilde;o ao consenso, verificou-se que os casais do GCHD se  distinguiam significativamente das d&iacute;ades do GCMD (<i>p&lt;</i>.01) e do GC (<i>p</i>&lt;.001), apresentando valores mais baixos  nesta dimens&atilde;o. Os casais do GCMD n&atilde;o se diferenciam dos do GC (<i>p=</i>.142). Na coes&atilde;o, observou-se que os casais dos grupos cl&iacute;nicos  apresentam n&iacute;veis de coes&atilde;o significativamente mais baixos do que os dos casais do GC (<i>p</i>&lt;.001), n&atilde;o se verificando  diferen&ccedil;as entre os grupos cl&iacute;nicos (<i>p=</i>.051). No que se prende com a satisfa&ccedil;&atilde;o, os tr&ecirc;s grupos  distinguem-se significativamente entre si, apresentando os casais do GCHD valores mais baixos. O efeito de sexo foi estatisticamente significativo  [Lambda de Wilks=0.85, <i>F</i><Sub>(3,100)</Sub>=1.42, <i>p</i>=.001, <i>&eta;</i><Sub><i>p</i></Sub><Sup><i>2</i></Sup>=.15]. Os testes  univariados mostraram que homens e mulheres se distinguem na satisfa&ccedil;&atilde;o, mais elevada entre os homens. O efeito de  intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi significativo [Lambda de Wilks=0.89, <i>F</i><Sub>(6,200)</Sub>=1.94, <i>p</i>=.076,  <i>&eta;</i><Sub><i>p</i></Sub><Sup><i>2</i></Sup>=.06]. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Associa&ccedil;&atilde;o entre o ajustamento di&aacute;dico e ajustamento individual e efeitos do parceiro </i></p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es do ajustamento di&aacute;dico e os indicadores de ajustamento individual, quer do doente,  quer do parceiro saud&aacute;vel, encontram-se no <a href="#q3">Quadro 3</a>. No GCMD, n&atilde;o foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es com signific&acirc;ncia  estat&iacute;stica entre o ajustamento di&aacute;dico da mulher (doente) e o seu ajustamento individual nem com os indicadores do parceiro.  Relativamente ao ajustamento di&aacute;dico do parceiro, apenas a dimens&atilde;o <i>consenso </i>se correlacionou positiva e significativamente  com a sua QdV. J&aacute; no GCHD, foi poss&iacute;vel observar a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&otilde;es significativas entre maiores valores  de ajustamento di&aacute;dico e menor sintomatologia ansiosa e depressiva, por um lado, e melhor QdV, por outro, quer do(a) pr&oacute;prio(a), quer  do(a) parceiro(a). As correla&ccedil;&otilde;es s&atilde;o maioritariamente moderadas a fortes e no sentido esperado. De assinalar que as  associa&ccedil;&otilde;es mais fortes se registaram entre as dimens&otilde;es e o total do ajustamento di&aacute;dico do parceiro e os seus  indicadores de ajustamento individual. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n3/32n3a06q3.jpg" width="577" height="437"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao GC, as correla&ccedil;&otilde;es entre o ajustamento di&aacute;dico e o ajustamento individual s&atilde;o  maioritariamente baixas, n&atilde;o se revelando estatisticamente significativas. As exce&ccedil;&otilde;es foram a dimens&atilde;o <i>consenso  </i>da mulher, que se correlacionou negativamente com os seus valores de sintomatologia depressiva (<i>r=</i>-.35, <i>p&lt;</i>.05) e a  dimens&atilde;o <i>satisfa&ccedil;&atilde;o </i>da mulher que apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e significativa com os seus valores  de sintomatologia ansiosa (<i>r=</i>-.31, <i>p&lt;</i>.05). As correla&ccedil;&otilde;es registadas atingiram valores baixos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O </p>     <p>O presente estudo teve como principal objetivo analisar o impacto dos problemas de sa&uacute;de mental no ajustamento individual e  di&aacute;dico de ambos os elementos do casal (elemento doente e parceiro saud&aacute;vel) e explorar o papel que o ajustamento di&aacute;dico  poderia assumir neste contexto. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita ao ajustamento individual, observ&aacute;mos que os casais dos grupos cl&iacute;nicos, comparativamente aos casais do GC,  apresentaram valores mais elevados de sintomatologia depressiva e ansiosa, o que corrobora os resultados de estudos com casais (e.g., Benazon  &amp; Coyne, 2000; Dudek et al., 2001; Homish et al., 2006; Idstad et al., 2010; Wittmund et al., 2002). Contudo, ressalva-se que o ajustamento  emocional do parceiro saud&aacute;vel apenas se verificou ser inferior no GCHD, n&atilde;o manifestando os companheiros de mulheres doentes (GCMD)  <i>distress </i>emocional. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; QdV, os casais dos grupos cl&iacute;nicos apresentaram valores significativamente  inferiores aos do GC. Ao n&iacute;vel individual, verific&aacute;mos que o elemento doente, &agrave; semelhan&ccedil;a dos resultados reportados  em estudos com indiv&iacute;duos com problemas de sa&uacute;de mental (e.g., Evans et al., 2007; Gamma &amp; Angst, 2001; Hansson &amp;  Bj&ouml;rkman, 2006; Ishak et al., 2013; Laudet, 2011) apresenta uma baixa QdV percebida. Em termos da QdV do parceiro, &agrave; semelhan&ccedil;a  de estudos anteriores (e.g., Angermeyer et al., 2006; Wang &amp; Zhao, 2012), observou-se que esta &eacute; sens&iacute;vel e negativamente  afetada pela presen&ccedil;a de psicopatologia num dos c&ocirc;njuges mas apenas no GCHD. Contrariamente aos resultados de Wang e Zhao (2012), no  nosso estudo, os companheiros de mulheres doentes (GCMD) n&atilde;o manifestaram preju&iacute;zos a esse n&iacute;vel. De forma global, os  companheiros de mulheres com um problema de sa&uacute;de mental n&atilde;o parecem ser t&atilde;o afetados pela presen&ccedil;a de psicopatologia  no c&ocirc;njuge (i.e., o seu ajustamento individual n&atilde;o se distingue dos homens do GC), comparativamente ao que acontece nas mulheres que  vivem com um homem doente, cujo ajustamento individual &eacute; semelhante ao apresentado pelas mulheres com problemas de sa&uacute;de mental  diagnosticados. </p>     <p>Na tentativa de contextualizar os resultados obtidos, consideraram-se os seguintes pontos de reflex&atilde;o. Por um lado, quando o parceiro tem  uma perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, as mulheres tendem a experienciar rea&ccedil;&otilde;es emocionais mais negativas (e.g., culpa,  ansiedade, solid&atilde;o), enquanto os homens tendem a lidar com a psicopatologia atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o  de problemas mais construtivas (Dattilio, 2010). Os nossos resultados v&atilde;o no sentido dos reportados por Wittmund et al. (2002), que  mostraram que as mulheres de homens com um problema de sa&uacute;de mental se encontravam numa situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade para  o risco de depress&atilde;o, comparativamente aos homens que viviam com uma companheira doente. &Eacute; tamb&eacute;m importante considerar que,  uma vez que a maioria dos homens doentes apresenta problemas de natureza aditiva, &eacute; poss&iacute;vel que em resposta ao stresse experienciado  no meio conjugal, as parceiras tendem a experienciar emo&ccedil;&otilde;es mais negativas (e.g., sintomatologia depressiva) enquanto os parceiros  respondem com um aumento do uso de subst&acirc;ncias (Homish et al., 2006). Embora os grupos cl&iacute;nicos sejam constitu&iacute;dos por casais  onde apenas um dos elementos tinha uma condi&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica diagnosticada, n&atilde;o nos &eacute; poss&iacute;vel descartar  a hip&oacute;tese destas mulheres apresentarem <i>distress </i>emocional relevante do ponto de vista cl&iacute;nico, dado que a probabilidade de  isso acontecer &eacute; mais elevada quando o parceiro apresenta sintomatologia depressiva (e.g., Benazon &amp; Coyne, 2000; Heene et al., 2007;  van Wijngaarden et al., 2004). Com efeito, no nosso estudo, o facto de a maioria dos indiv&iacute;duos apresentar comorbilidade com  perturba&ccedil;&otilde;es do humor poder&aacute; acrescentar n&atilde;o s&oacute; desafios ao n&iacute;vel conjugal como tamb&eacute;m no  bem-estar do parceiro. </p>     <p>As diferen&ccedil;as de g&eacute;nero nas intera&ccedil;&otilde;es conjugais encontradas na literatura ou ainda ao n&iacute;vel da personalidade  tamb&eacute;m poder&atilde;o explicar os resultados encontrados. Por um lado, as mulheres est&atilde;o mais orientadas para a rela&ccedil;&atilde;o  comparativamente aos homens, sentem-se mais respons&aacute;veis pela resolu&ccedil;&atilde;o de dificuldades conjugais, enquanto os homens  est&atilde;o mais focados na independ&ecirc;ncia. Adicionalmente, as mulheres recorrem mais frequentemente a estrat&eacute;gias de  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas focadas na emo&ccedil;&atilde;o, tendem a preocupar-se e a culpabilizar-se mais por problemas sentidos na  rela&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica, colocando-se em maior risco de vir a desenvolver sintomatologia depressiva. J&aacute; os homens tendem a  assumir menos responsabilidade quando existe <i>distress </i>conjugal, bem como a minimizar a gravidades das preocupa&ccedil;&otilde;es dos  parceiros (Beach &amp; Bodenmann, 2010; Benazon &amp; Coyne, 2000; Fincham et al., 1997; Heene et al., 2007). Com efeito, homens e mulheres, com  as suas diferentes caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas e de personalidade e formas diferentes de gerir os seus v&aacute;rios pap&eacute;is  sociais (Costa, Terracciano, &amp; McCrae, 2001), poder&atilde;o lidar com a presen&ccedil;a de doen&ccedil;a mental num dos c&ocirc;njuges de  forma distinta. As mulheres t&ecirc;m, muitas vezes, m&uacute;ltiplas responsabilidades, que assumem, quer estejam ou n&atilde;o estejam doentes,  e tendem a sentir-se mais sobrecarregadas pelas diversas tarefas dom&eacute;sticas e parentais a realizar. Por outro lado, a  investiga&ccedil;&atilde;o sobre diferen&ccedil;as de g&eacute;nero nas caracter&iacute;sticas da personalidade revela que as mulheres,  globalmente, apresentam mais tra&ccedil;os de <i>neuroticismo </i>(comparativamente aos homens). Estes tra&ccedil;os englobam uma maior  propens&atilde;o &agrave; experi&ecirc;ncia de estados emocionais negativos, tornando-as mais sens&iacute;veis &agrave; viv&ecirc;ncia dos mesmos  (Costa et al., 2001) e mais expressivas emocionalmente (Edwards et al., 1998). Por &uacute;ltimo, a interpreta&ccedil;&atilde;o dos efeitos  cruzados encontrados dever&aacute; ainda ter em conta a dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do quadro psiqui&aacute;trico, uma vez que &eacute;  sensivelmente superior a 11 anos no GCMD, podendo ter ocorrido um efeito de habitua&ccedil;&atilde;o por parte dos homens. </p>     <p>Relativamente ao ajustamento di&aacute;dico, os grupos cl&iacute;nicos apresentam pior ajustamento, no geral, e piores resultados nas diferentes  dimens&otilde;es, comparativamente aos casais da popula&ccedil;&atilde;o-geral, o que &eacute; consistente com a literatura (e.g., Beach &amp;  Bodenmann, 2010; Coyne et al., 2002; Homish et al., 2008; Kouros &amp; Cummings, 2011; Leonard &amp; Eiden, 2007; Whisman et al., 2004). Por um  lado, destaca-se o pior ajustamento di&aacute;dico dos casais no qual o homem &eacute; o doente, particularmente no que concerne ao  <i>consenso </i>(i.e., tomada de decis&atilde;o, valores e afeto) e <i>satisfa&ccedil;&atilde;o </i>(i.e., estabilidade e conflito) conjugais.  Estes resultados podem ser contextualizados na literatura que enfatiza o impacto particularmente negativo de problemas de abuso ou  depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias no seio conjugal, nomeadamente quando existe discrep&acirc;ncia intra-casal quanto ao consumo (e.g.,  Homish et al., 2008; Leonard &amp; Eiden, 2007; Mudar et al., 2001) bem como outras perturba&ccedil;&otilde;es com&oacute;rbidas (e.g.,  perturba&ccedil;&otilde;es do humor) (Whisman, 1999). As intera&ccedil;&otilde;es di&aacute;dicas destes casais poder&atilde;o ser pautadas por  elevados n&iacute;veis de negativismo (e.g., criticismo, hostilidade) e baixos n&iacute;veis de empatia, intimidade, entre outros (Marshal, 2003),  justificando-se assim o seu pior ajustamento di&aacute;dico. Por outro lado, a baixa satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal percebida pelas mulheres, na  generalidade, em compara&ccedil;&atilde;o aos homens, pode dever-se a v&aacute;rios fatores. As mulheres tendem a ser mais vulner&aacute;veis  &agrave; presen&ccedil;a de stressores na rela&ccedil;&atilde;o conjugal (Fincham et al., 1997; Heene et al., 2007) e a terem a seu cargo maiores  responsabilidades conjugais e parentais (e.g., trabalho dom&eacute;stico; presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados aos filhos). Tamb&eacute;m as  diferen&ccedil;as de g&eacute;nero relativamente a caracter&iacute;sticas de personalidade acima mencionadas (cf. Costa et al., 2001)  poder&atilde;o justificar o facto de as mulheres, de forma global, serem mais afetadas pela satisfa&ccedil;&atilde;o experienciada na  rela&ccedil;&atilde;o. No que respeita &agrave;s considera&ccedil;&otilde;es tra&ccedil;adas em rela&ccedil;&atilde;o aos grupos cl&iacute;nicos,  importa salientar que, embora tenhamos estatisticamente controlado o efeito da dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o conjugal nas  an&aacute;lises realizadas, &eacute; prov&aacute;vel que o pr&oacute;prio ajustamento &agrave; doen&ccedil;a do c&ocirc;njuge seja influenciado  por esta vari&aacute;vel, considerada importante em estudos que pretendem a compara&ccedil;&atilde;o das d&iacute;ades (Be et al., 2013; Mudar et  al., 2001). </p>     <p>Relativamente &agrave; associa&ccedil;&atilde;o entre o ajustamento di&aacute;dico e o ajustamento individual do doente e do parceiro  saud&aacute;vel, a literatura refere que a rela&ccedil;&atilde;o conjugal &eacute; considerada um importante fator para a sa&uacute;de mental,  nomeadamente em situa&ccedil;&otilde;es de stresse emocional (e.g., Baucom et al., 2009; Edwards et al., 1998; R&oslash;sand et al., 2011). No  presente estudo, estas evid&ecirc;ncias apenas se verificaram no padr&atilde;o associativo encontrado nos casais do GCHD, onde valores mais  elevados de ajustamento di&aacute;dico se associaram a menor sintomatologia ansiosa e depressiva, por um lado, e maior QdV, por outro, quer do  doente quer da companheira. Estes resultados est&atilde;o em linha com os verificados por R&oslash;sand et al. (2012), onde o ajustamento  di&aacute;dico, quando positivo (quer percebido pelo pr&oacute;prio, quer pelo parceiro), se associa a menor <i>distress </i>emocional, podendo,  assim, atuar como um fator protetor num contexto de perturba&ccedil;&atilde;o mental. De igual modo, estes resultados v&atilde;o no sentido dos  observados por Fincham et al. (1997) e Kouros e Cummings (2011), que sugerem que a satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal pode assumir um papel protetor  particular em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; express&atilde;o de sintomatologia depressiva. Observou-se ainda que as correla&ccedil;&otilde;es  foram mais fortes e significativas entre o ajustamento di&aacute;dico da mulher e os seus indicadores de ajustamento individual. Isto pode sugerir  que a satisfa&ccedil;&atilde;o relacional percebida pela pr&oacute;pria assume uma clara import&acirc;ncia ao n&iacute;vel do seu bem-estar  emocional e em termos da QdV percebida. Estas constata&ccedil;&otilde;es v&atilde;o no sentido da literatura que enfatiza que a sa&uacute;de  mental (Fincham et al., 1997; Laurent et al., 2009) e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Be et al., 2013) das mulheres poder&atilde;o estar  mais relacionada com aspetos do funcionamento conjugal (e.g., satisfa&ccedil;&atilde;o di&aacute;dica, conflitos conjugais), comparativamente ao  que acontece nos homens. No que respeita &agrave; QdV, os resultados obtidos s&atilde;o similares aos de Gamma e Angst (2001), ressalvando a  import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas para o bem-estar psicol&oacute;gico das mulheres. Adicionalmente, sublinham-se os  efeitos do parceiro. Neste grupo cl&iacute;nico, o ajustamento di&aacute;dico de cada parceiro encontra-se negativamente associado quer aos seus  n&iacute;veis de sintomatologia, quer aos do parceiro. O ajustamento di&aacute;dico de cada elemento encontra-se, ainda, positivamente associado  &agrave; QdV, quer do pr&oacute;prio, quer do parceiro, apresentando-se a satisfa&ccedil;&atilde;o, a coes&atilde;o e o consenso di&aacute;dicos  como importantes componentes da QdV de ambos os companheiros. Alguns autores j&aacute; tinham verificado um impacto semelhante para as  rela&ccedil;&otilde;es familiares e sociais no sentido lato do termo, quer na QdV do doente (e.g., Connell et al., 2012; Hansson &amp;  Bj&ouml;rkman, 2006), quer na do elemento saud&aacute;vel (Angermeyer et al., 2006; Wang &amp; Zhao, 2012). </p>     <p>Globalmente, os resultados obtidos no grupo de homens doentes refor&ccedil;am o pressuposto de que o funcionamento conjugal e a sa&uacute;de  mental est&atilde;o solidamente associados entre si (Baucom et al., 2012; Whisman, 1999, 2007; Whisman &amp; Baucom, 2012). Por sua vez, o  padr&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o encontrado no grupo de mulheres doentes (cujos quadros cl&iacute;nicos prevalentes eram do foro  depressivo) sugere que estes casais poder&atilde;o estar numa situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade, ao n&atilde;o existir uma  rela&ccedil;&atilde;o significativa entre os indicadores de ajustamento relacionais e individuais. Estes resultados n&atilde;o s&atilde;o  consistentes com os reportados em estudos pr&eacute;vios com casais (e.g., Beach et al., 2003; Laurent et al., 2009; R&oslash;sand et al., 2012;  Whisman &amp; Uebelacker, 2009). Face ao exposto, a promo&ccedil;&atilde;o da proximidade da d&iacute;ade de forma a ultrapassar a adversidade  poder&aacute; constituir um importante recurso de ajustamento. Por outro lado, a aus&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es significativas  (tanto no GCMD bem como no GC) poder&aacute; sugerir a presen&ccedil;a de outras vari&aacute;veis interpessoais que poder&atilde;o influenciar o  padr&atilde;o relacional em an&aacute;lise (e.g., vincula&ccedil;&atilde;o no adulto, <i>coping </i>di&aacute;dico). A sua explora&ccedil;&atilde;o  futura torna-se, assim, pertinente. As quest&otilde;es do sexo do doente e/ou o tipo de perturba&ccedil;&atilde;o diagnosticada tamb&eacute;m  poder&atilde;o explicar os distintos padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o encontrados, alertando-nos para o facto de que, no campo das  perturba&ccedil;&otilde;es do humor, a promo&ccedil;&atilde;o do ajustamento conjugal possa ser considerada um objetivo priorit&aacute;rio. </p>     <p>Em suma, os resultados deste estudo apresentam evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica acerca do impacto negativo que os problemas de sa&uacute;de  mental t&ecirc;m no funcionamento individual e conjugal dos membros do casal, assumindo-se mais explicitamente uma perspetiva di&aacute;dica.  Devem-se esperar din&acirc;micas de ajustamento diferentes, possivelmente em fun&ccedil;&atilde;o das especificidades de cada  popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, do sexo do elemento doente e/ou da dura&ccedil;&atilde;o do quadro cl&iacute;nico ou ainda da  intera&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis. A presen&ccedil;a de efeitos cruzados ressalva a import&acirc;ncia e necessidade de, no  &acirc;mbito de estudo das rela&ccedil;&otilde;es conjugais, se examinarem as caracter&iacute;sticas intra-individuais bem como aquelas que existem  entre os parceiros (o casal como unidade de an&aacute;lise), colmatando uma lacuna constantemente referida (Feeney, 2006; Whisman &amp; Baucom,  2012; Whisman et al., 2004). Assim, privilegiando uma perspetiva di&aacute;dica e possibilitando a compara&ccedil;&atilde;o dos dados com um grupo  de controlo, foram capturadas as particularidades do ajustamento individual (considerando-se indicadores de ajustamento &ldquo;negativos&rdquo; e  &ldquo;positivos&rdquo;) e conjugal de cada elemento da d&iacute;ade face a um problema mental de um dos c&ocirc;njuges. Procurou-se ainda  esclarecer sobre a associa&ccedil;&atilde;o entre aspetos relacionais e individuais, neste contexto, embora mais estudos se afigurem como  necess&aacute;rios nesta &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Os resultados do presente estudo dever&atilde;o ser lidos no contexto de algumas limita&ccedil;&otilde;es. A principal limita&ccedil;&atilde;o  prende-se com o desenho transversal do estudo que nos impede de realizar infer&ecirc;ncias acerca de rela&ccedil;&otilde;es de causalidade entre  as vari&aacute;veis, devendo os resultados obtidos serem encarados com alguma precau&ccedil;&atilde;o. Dado o car&aacute;ter temporal natural dos  relacionamentos e da evolu&ccedil;&atilde;o que a doen&ccedil;a mental possa assumir, &eacute; importante que se repliquem estudos de natureza  longitudinal, para se estudarem padr&otilde;es de desenvolvimento das din&acirc;micas conjugais neste contexto. Dado o foco deste estudo em  quest&otilde;es &iacute;ntimas do casal, os resultados poder&atilde;o refletir alguma desiderabilidade social e preserva&ccedil;&atilde;o da  intimidade, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel garantir que o preenchimento do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o tivesse sido realizado de uma  forma independente, como instru&iacute;do. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; amostra, o m&eacute;todo de sele&ccedil;&atilde;o utilizado, a sua  dimens&atilde;o e a heterogeneidade observada nas vari&aacute;veis idade, escolaridade e dura&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o conjugal  colocam limita&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados para a popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o obstante o  controlo dos efeitos imput&aacute;veis a estas vari&aacute;veis nas an&aacute;lises estat&iacute;sticas. Tamb&eacute;m a aus&ecirc;ncia de  homogeneidade em termos das condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas prevalentes, do sexo do elemento doente e do tempo m&eacute;dio de  dura&ccedil;&atilde;o da perturba&ccedil;&atilde;o diagnosticada, entre os grupos cl&iacute;nicos, pode ser entendida como uma  limita&ccedil;&atilde;o. Assim, sugere-se que o estudo seja replicado em grupos cl&iacute;nicos com amostras de maior dimens&atilde;o e  homog&eacute;neas nessas vari&aacute;veis (e.g., explorar o impacto que o <i>mesmo </i>quadro psicopatol&oacute;gico assume em fun&ccedil;&atilde;o  do elemento doente ser homem vs<i>. </i>mulher), facilitando assim uma compreens&atilde;o mais exata do papel destas vari&aacute;veis no  ajustamento da d&iacute;ade. Ainda respeitante &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o dos grupos cl&iacute;nicos, recomendam-se estudos com casais em  que <i>ambos </i>os elementos estejam a passar por um problema de sa&uacute;de mental, sendo considerada uma vari&aacute;vel importante no contexto  de alguns quadros mentais (e.g., perturba&ccedil;&otilde;es pelo uso de subst&acirc;ncias). Sugere-se ainda que sejam realizados estudos numa maior  diversidade de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, dado que a escassez de estudos noutras &aacute;reas &eacute; apontada como uma importante lacuna  nesta &aacute;rea (Whisman &amp; Baucom, 2012). </p>     <p>Algumas ila&ccedil;&otilde;es importantes do ponto de vista cl&iacute;nico podem ser retiradas deste estudo, nomeadamente a import&acirc;ncia  dos profissionais de sa&uacute;de mental estarem vigilantes n&atilde;o s&oacute; ao ajustamento individual e di&aacute;dico do doente, bem como  &agrave; prov&aacute;vel presen&ccedil;a de preju&iacute;zos significativos nestas &aacute;reas no companheiro saud&aacute;vel. Especificamente,  tendo verificado que as mulheres tendem a ser mais afetadas pela presen&ccedil;a de doen&ccedil;a mental no parceiro, estas poderiam beneficiar de  acompanhamento psicol&oacute;gico (Wittmund et al., 2002). A promo&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e compet&ecirc;ncias de <i>coping </i>nas  companheiras de indiv&iacute;duos com problemas aditivos, por exemplo, poder&aacute; contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o de <i>distress  emocional </i>frequentemente presente nestas mulheres (Cox, Ketner, &amp; Blow, 2013; O&rsquo;Farrell &amp; Clements, 2012). Por sua vez, quando o  parceiro apresenta um ajustamento individual positivo (como observado nos parceiros de mulheres doentes), este poderia assumir o papel de  <i>partner-assisted </i>(Baucom et al., 2009; Baucom et al., 2012), encorajando as companheiras a realizar mudan&ccedil;as favor&aacute;veis (e.g.,  promover a ativa&ccedil;&atilde;o comportamental em casos de depress&atilde;o). Por&eacute;m, uma vez que estes casais tamb&eacute;m apresentaram  um baixo ajustamento di&aacute;dico, um trabalho primariamente dirigido ao casal poderia facilitar a promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias  essenciais ao elemento saud&aacute;vel para que, deste modo, as dificuldades emocionais possam ser trabalhadas em conjunto (Baucom et al., 2012).  De facto, tendo em conta o impacto negativo observado no ajustamento di&aacute;dico dos casais, na generalidade, os elementos da d&iacute;ade  poder&atilde;o retirar vantagem de serem seguidos juntos em psicoterapia. S&atilde;o conhecidos os benef&iacute;cios tanto na redu&ccedil;&atilde;o  da sintomatologia psiqui&aacute;trica bem como na melhoria da qualidade relacional percebida (Barbato &amp; D&rsquo;Avanzo, 2008; Powers, Vedel,  &amp; Emmelkamp, 2008). Tendo em conta os resultados obtidos, sublinha-se, ainda, a relev&acirc;ncia destas interven&ccedil;&otilde;es junto dos  casais onde o elemento doente &eacute; uma mulher, uma vez que poder-se-&atilde;o encontrar numa situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade  neste contexto. Por sua vez, a associa&ccedil;&atilde;o encontrada entre o ajustamento conjugal (do pr&oacute;prio e do parceiro) e emocional nos  casais onde o elemento doente &eacute; o homem, refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da &aacute;rea conjugal ser promovida num contexto de  perturba&ccedil;&atilde;o mental de um dos c&ocirc;njuges e do parceiro ser envolvido no processo terap&ecirc;utico (Baucom et al., 2012; Cox et  al., 2013; Whisman &amp; Baucom, 2012). Finalmente, destaca-se a import&acirc;ncia de os esfor&ccedil;os cl&iacute;nicos se concentrarem  tamb&eacute;m na avalia&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da QdV, quer do elemento doente, quer do elemento saud&aacute;vel, dado que a  promo&ccedil;&atilde;o da QdV do parceiro tamb&eacute;m se poder&aacute; traduzir em melhorias ao n&iacute;vel do bem-estar emocional manifestado  pelo elemento doente (Wang &amp; Zhao, 2012). Em suma, a interliga&ccedil;&atilde;o que as demais repercuss&otilde;es negativas associadas aos  problemas de sa&uacute;de mental adquirem na d&iacute;ade conjugal tem vindo a ser demonstrada. Partindo do pressuposto de que os indiv&iacute;duos  funcionam psicol&oacute;gica e fisicamente melhor quando envolvidos em rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas percebidas como satisfat&oacute;rias  (Whisman &amp; Baucom, 2012), torna-se fundamental mais estudos nesta &aacute;rea para que a preven&ccedil;&atilde;o e a interven&ccedil;&atilde;o  possam ser pensadas em fun&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia e impacto positivo. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <!-- ref --><p>Angermeyer, M. C., Kilian, R., Wilms, H. U., &amp; Wittmund, B. (2006). Quality of life of spouses of mentally ill people. <i>International  Journal of Social Psychiatry, 52</i>, 278-285. doi:10.1177/0020764006067186 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201400030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Barbato, A., &amp; D&rsquo;Avanzo, B. (2008). Efficacy of couple therapy as a treatment for depression: A meta-analysis.  <i>Psychiatric Quarterly, 79, </i>121-132. doi: 10.1007/s11126-008-9068-0 </p>     <!-- ref --><p>Baucom, D. H., Kirby, J. S., &amp; Kelly, J. T. (2009). Couple-based interventions to assist partners with psychological and medical problems.  In K. Hahlweg, M. Grawe-Gerber, &amp; D. H. 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New York: John Wiley and Sons Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201400030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Costa, P. T., Jr., Terracciano, A., &amp; McCrae, R. R. (2001). Gender differences in personality traits across cultures: Robust and surprising  findings. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 81, </i>322-331. doi: 10.1037/0022-3514.81.2.322 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201400030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cox, R. B., Ketner, J. S., &amp; Blow, A. J. (2013). Working with couples and substance abuse: Recommendations for clinical practice. <i>The  American Journal of Family Therapy, 41</i>, 160-172. doi: 10.1080/01926187.2012.670608 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201400030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coyne, J. C., Thompson, R., &amp; Palmer, S. C. (2002). Marital quality, coping with conflicts, marital complaints, and affection in couples  with a depressed wife. <i>Journal of Family Psychology, 16, </i>26-37. doi: 10.1037/0893-3200.16.1.26 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201400030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dattilio, F. M. (2010). <i>Cognitive-behavior therapy with couples and families: A comprehensive guide for clinicians. </i>New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201400030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Derogatis, L. R. (1982/1993). <i>BSI: Brief Symptom Inventory </i>(3rd ed.). Minneapolis: National Computers Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201400030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Dudek, D., Zieba, A., Jawor, M., Szymaczek, M., Opila, J., &amp; Dattilio, F. M. (2001). The impact of depressive illness on spouses of  depressed patients. <i>Journal of Cognitive Psychotherapy, 15</i>, 49-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201400030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Edwards, A. C., Nazroo, J. Y., &amp; Brown, G. W. (1998). Gender differences in marital support following a shared life event. <i>Social  Science &amp; Medicine, 46</i>, 1077-1085. doi: 10.1016/S0277-9536(97)10039-9 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201400030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Evans, S., Banerjee, S., Leese, M., &amp; Huxley, P. (2007). The impact of mental illness on quality of life: A comparison of severe mental  illness, common mental disorder and healthy population samples. <i>Quality of Life Research, 16</i>, 17-29. doi: 10.1007/s11136-006-9002-6 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feeney, J. A. (2006). Studying close relationships: Methodological challenges and advances. In P. Noller &amp; J. A. Feeney (Eds.), <i>Close  relationships: Functions, forms and processes </i>(pp. 49-64). New York: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201400030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fincham, F. D., Beach, S. R. H., Harold, G. T., &amp; Osborne, L. N. (1997). Marital satisfaction and depression: Different causal  relationships for men and women? <i>Psychological Science, 8</i>, 351-357. doi: 10.1111/j.1467-9280.1997.tb00424.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gamma, A., &amp; Angst, J. (2001). Concurrent psychiatric comorbility and multimorbidity in a community study: Gender differences and quality of  life. <i>European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience, 251</i>, 43-46. doi: 10.1007/BF03035126 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400030000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hansson, L., &amp; Bj&ouml;rkman, T. (2006). Are factors associated with subjective quality of life in people with severe mental illness  consistent over time? &ndash; A 6-year follow-up study. <i>Quality of Life Research, 16</i>, 9-16. doi: 10.1007/s11136-006-9119-7 </p>     <!-- ref --><p>Heene, E., Buysse, A., &amp; van Oost, P. (2007). An interpersonal perspective on depression: The role of marital adjustment, conflict  communication, attributions, and attachment within a clinical sample. <i>Family Process, 46</i>, 499-514. doi: 10.1111/j.1545-5300.2007.00228.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201400030000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Homish, G. G., Leonard, K. E., &amp; Cornelius, J. R. (2008). Illicit drug use and marital satisfaction. <i>Addictive Behaviors, 33</i>,  279-291. doi: 10.1016/j.addbeh.2007.09.015 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Homish, G. G., Leonard, K. E., &amp; Kearns-Bodkin, J. N. (2006). Alcohol use, alcohol problems, and depressive symptomatology among newly  married couples. <i>Drug and Alcohol Dependence, 83</i>, 185-192. doi: 10.1016/j.drugalcdep.2005.10.017 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201400030000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Idstad, M., Ask, H., &amp; Tambs, K. (2010). Mental disorder and caregiver burden in spouses: The Nord-Tr&oslash;ndelag health study.  <i>BMC Public Health, 10, </i>516-521. doi: 10.1186/1471-2458-10-516 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400030000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ishak, W. W., Balayan, K., Brese, C., Greenberg, J. M., Fakhry, H., Christensen, S., &amp; Rapaport, M. H. (2013). A descriptive analysis of  quality of life using patient-reported measures in major depressive disorder in a naturalistic outpatient setting. <i>Quality of Life Research, 22</i>,  585-596. doi: 10.1007/s11136-012-0187-6 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201400030000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Khaleque, A. (2004). Intimate adult relationships, quality of life and psychological adjustment. <i>Social Indicators Research, 69, </i>351-360.  doi: 10.1007/s11205-004-1543-x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400030000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kouros, C. D., &amp; Cummings, E. M. (2011). Transactional relations between marital functioning and depressive symptoms. <i>American Journal of  Orthopsychiatry, 81</i>, 128-138. doi: 10.1111/j.1939-0025.2010.01080.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201400030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Laudet, A. B. (2011). The case for considering quality of life in addiction research and clinical practice. <i>Addiction Science &amp;  Clinical Practice, 6</i>, 44-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400030000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Laurent, H. K., Kim, H. K., &amp; Capaldi, D. M. (2009). Longitudinal effects of conflict behaviors on depressive symptoms in young couples.  <i>Journal of Family Psychology, 23</i>, 596-605. doi: 10.1037/a0015893 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201400030000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Leonard, K. E., &amp; Eiden, R. D. (2007). Marital and family processes in the context of alcohol use and alcohol disorders. <i>Annual Review  of Clinical Psychology, 3, </i>285-310. doi: 10.1146/annurev.clinpsy.3.022806.091424 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201400030000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marshal, M. P. (2003). For better or for worse? The effects of alcohol use on marital functioning. <i>Clinical Psychology Review, 23,  </i>959-997. doi: 10.1016/j.cpr.2003.09.002 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201400030000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mudar, P., Leonard, K. E., &amp; Soltysinski, K. (2001). Discrepant substance use and marital functioning in newlywed couples. <i>Journal of  Consulting and Clinical Psychology, 69, </i>130-134. doi: 10.1037/0022-006X.69.1.130 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201400030000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>O&rsquo;Farrell, T. J., &amp; Clements, K. (2012). Review of outcome research on marital and family therapy in treatment of alcoholism.  <i>Journal of Marriage and Family Therapy, 38</i>, 122-144. doi: 10.1111/j.1752-0606.2011.00242.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201400030000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pereira, M., Melo, C., Gameiro, S., &amp; Canavarro, M. C. (2011). Estudos psicom&eacute;tricos da vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s Europeu do  &iacute;ndice de qualidade de vida EUROHIS-QOL-8. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 9</i>,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201400030000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 109-123. </p>     <!-- ref --><p>Power, M. (2003). Development of a common instrument for quality of life. In A. Nosikov &amp; C. Gudex (Eds.), <i>EUROHIS: Developing Common  Instruments for Health Surveys </i>(pp. 145-159). Amsterdam: IOS Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201400030000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Powers, M. B., Vedel, E., &amp; Emmelkamp, P. M. (2008). Behavioral couples therapy (BCT) for alcohol and drug use disorders: A meta-analysis.  <i>Clinical Psychology Review, 28, </i>952-962. doi: 10.1016/j.cpr.2008.02.002 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201400030000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>R&oslash;sand, G. M., Slinning, K., Eberhard-Gran, M., R&oslash;ysamb, E., &amp; Tambs, K. (2011). Partner relationship satisfaction and  maternal emotional distress in early pregnancy. <i>BMC Public Health, 11</i>, 161. doi: 10.1186/1471-2458-11-161 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400030000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>R&oslash;sand, G., Slinning, K., Eberhard-Gran, M., R&oslash;ysamb, E., &amp; Tambs, K. (2012). The buffering effect of relationship  satisfaction on emotional distress in couples. <i>BMC Public Health, 12</i>, 66. doi: 10.1186/1471-2458-12-66 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201400030000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>van Wijngaarden, B., Schene, A. H., &amp; Koeter, M. W. (2004). Family caregiving in depression: Impact on caregivers&rsquo; daily life,  distress, and help seeking. <i>Journal of Affective Disorders, 81</i>, 211-222. doi: 10.1016/S0165-0327(03)00168-X </p>     <!-- ref --><p>Wang, J., &amp; Zhao, X. (2012). Quality of life and social support in spouses of patients with depression. <i>International Journal of  Psychosocial Rehabilitation, 16</i>, 28-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201400030000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Whisman, M. A. (1999). Marital dissatisfaction and psychiatric disorders: Results from the National Comorbidity Survey. <i>Journal of Abnormal  Psychology, 108</i>, 701-706. doi: 10.1037/0021-843X.108.4.701 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201400030000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whisman, M. A. (2007). Marital distress and DSM-IV psychiatric disorders in a population-based national survey. <i>Journal of Abnormal  Psychology, 116</i>, 638-643. doi: 10.1037/0021-843X.116.3.638 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400030000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whisman, M. A., &amp; Baucom, D. H. (2012). Intimate relationships and psychopathology. <i>Clinical Child Family and Psychology Review, 15,  </i>4-13. doi: 10.1007/s10567-011-0107-2 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201400030000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whisman, M. A., &amp; Uebelacker, L. A. (2009). Prospective associations between marital discord and depressive symptoms in middle-aged and  older adults. <i>Psychology and Aging, 24, </i>184-189. doi: 10.1037/a0014759 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201400030000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whisman, M. A., Uebelacker, L. A., &amp; Weinstock, L. M. (2004). Psychopathology and marital satisfaction: The importance of evaluating both  partners. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 72, </i>830-838. doi: 10.1037/0022-006X.72.5.830 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400030000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wittmund, B., Wilms, H., Mory, C., &amp; Angermeyer, M. C. (2002). Depressive disorders in spouses of mentally ill patients. <i>Social  Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, 37</i>, 177-182. doi: 10.1007/s001270200012 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201400030000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Stephanie Alves; CINEICC &ndash; Centro de  Investiga&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o Cognitivo-Comportamental, Faculdade de  Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, Apartado 6153, 3001-802  Coimbra; E-mail: <a href="mailto:stephanie.alves17@hotmail.com">stephanie.alves17@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Marco Pereira &eacute; apoiado por uma Bolsa de P&oacute;s-Doutoramento da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT)  (SFRH/BPD/44435/2008).</p>     <p>&nbsp;</p> <i>Submiss&atilde;o: </i>13/02/2014 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>20/06/2014 </p>      ]]></body><back>
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