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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os estilos educativos parentais e a regulação emocional: Estratégias de regulação e elaboração emocional das crianças em idade escolar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The phenomenon of emotion regulation has proved to be a topic of great interest in scientific research by the importance that it has in people’s lives and in the trajectories of adaptive development in children. The present study represents an operationalization of the construct of emotional regulation, taking into account the movements of the inner world of children, seeking to understand the relationship that the dimensions of emotional support, denial and attempt to control establish with the degree of emotional development of children. In this study participated 64 children of both sexes, from 3rd and 4th grade of public and private and cooperative elementary schools. It was found, that higher levels of parental support are associated with higher levels of emotional development. Parental rejection is associated with difficulties in terms of emotional development confirming the emotional regulation as a relational phenomenon grounded in individual complexity due to the importance that the quality of parental relationships is covered.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Os estilos educativos parentais e a regula&ccedil;&atilde;o emocional: Estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o e  elabora&ccedil;&atilde;o emocional das crian&ccedil;as em idade escolar </b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Hugo Miguel Pinto<sup>*</sup>, Ana Rita Carvalho<sup>*</sup>, Eduardo Nunes S&aacute;<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio </p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>O fen&oacute;meno da regula&ccedil;&atilde;o emocional tem-se revelado um tema de grande interesse ao n&iacute;vel da  investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica pela import&acirc;ncia que adquire na vida das pessoas e nas trajet&oacute;rias de desenvolvimento  adaptativo das crian&ccedil;as. O presente estudo investigou a rela&ccedil;&atilde;o que as dimens&otilde;es de suporte emocional,  rejei&ccedil;&atilde;o e tentativa de controlo estabelecem com o grau de elabora&ccedil;&atilde;o emocional das crian&ccedil;as tendo em conta  os movimentos do mundo interno das crian&ccedil;as. Participaram na investiga&ccedil;&atilde;o 64 crian&ccedil;as, de ambos os sexos, dos 3&ordm;  e 4&ordm; ano de escolaridade, do ensino p&uacute;blico e particular e cooperativo. Verificou-se que n&iacute;veis mais elevados de suporte  parental est&atilde;o associados a n&iacute;veis elevados de elabora&ccedil;&atilde;o emocional. A dimens&atilde;o relativa &agrave;  rejei&ccedil;&atilde;o parental encontra-se associada a dificuldades ao n&iacute;vel da elabora&ccedil;&atilde;o emocional confirmando a  regula&ccedil;&atilde;o emocional enquanto fen&oacute;meno relacional alicer&ccedil;ado na complexidade individual que decorre da  import&acirc;ncia que a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es parentais se revestem. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Emo&ccedil;&otilde;es, Regula&ccedil;&atilde;o, Estilos parentais educativos. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The phenomenon of emotion regulation has proved to be a topic of great interest in scientific research by the importance that it  has in people&rsquo;s lives and in the trajectories of adaptive development in children. The present study represents an operationalization  of the construct of emotional regulation, taking into account the movements of the inner world of children, seeking to understand the  relationship that the dimensions of emotional support, denial and attempt to control establish with the degree of emotional development of  children. In this study participated 64 children of both sexes, from 3rd and 4th grade of public and private and cooperative elementary schools.  It was found, that higher levels of parental support are associated with higher levels of emotional development. Parental rejection is associated  with difficulties in terms of emotional development confirming the emotional regulation as a relational phenomenon grounded in individual  complexity due to the importance that the quality of parental relationships is covered. </p>     <p><b>Key-words:</b> Emotion, Regulation, Parental rearing style. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </p>     <p>Todas as nossas experi&ecirc;ncias envolvem emo&ccedil;&otilde;es e todas as nossas emo&ccedil;&otilde;es decorrer&atilde;o das nossas  experi&ecirc;ncias. Est&atilde;o presentes na nossa vida quotidiana, desde as atividades mais elementares &agrave;s atividades mais complexas.  N&atilde;o sendo as emo&ccedil;&otilde;es que caracterizam a nossa esp&eacute;cie, estando presentes em muitos outros animais, s&atilde;o,  porventura, as emo&ccedil;&otilde;es que melhor caracterizar&atilde;o a nossa humanidade. Filogeneticamente competentes para a  vincula&ccedil;&atilde;o, pais e crian&ccedil;as constroem uma linguagem emocional, estabelecida e presente ao longo do desenvolvimento  (Shipman et al., 2007). Esta linguagem emocional, parece assim, ser uma forma de di&aacute;logo interno que vai contribuindo para o desenvolvimento  de uma linguagem emocional pr&oacute;pria por parte da crian&ccedil;a na intera&ccedil;&atilde;o com os outros, determinante ao n&iacute;vel da  regula&ccedil;&atilde;o emocional e adapta&ccedil;&atilde;o ao meio (Gross, 2007). </p>     <p>A capacidade de regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es apresenta-se como um objetivo absolutamente fundamental no desenvolvimento  s&oacute;cio emocional das crian&ccedil;as (Shipman et al., 2007). A investiga&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as tem demonstrado que  estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es est&atilde;o associadas com a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o  (Shaver &amp; Mikulincer, 2002), com o desempenho cognitivo e escolar (e.g., Cummings, Davies, &amp; Campbell, 2000) e manifesta&ccedil;&otilde;es  de ordem psicopatol&oacute;gica (e.g., Gross, 2007). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>AS EMO&Ccedil;&Otilde;ES</p>     <p>As emo&ccedil;&otilde;es constituem-se enquanto um fen&oacute;meno multifacetado e complexo, presente em todos os aspetos da vida quotidiana,  influindo de modo significativo nas trajet&oacute;rias de desenvolvimento adaptativas (Aldao, Nolen-Hoeksema, &amp; Schweizer, 2010). O seu estudo  e interesse remontam &agrave; antiguidade cl&aacute;ssica, desde os fil&oacute;sofos hedonistas antigos e modernos, atrav&eacute;s de Descartes,  at&eacute; &agrave;s hip&oacute;teses mais emp&iacute;ricas de Darwin ou William James. Esta diversidade e complexidade justificam a multiplicidade  de perspetivas, diverg&ecirc;ncias de opini&otilde;es (Lewis, Haviland-Jones, &amp; Barret, 2008) e abordagens cient&iacute;ficas e  metodol&oacute;gicas (Calkins, 2010). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o obstante a sua complexidade e abrang&ecirc;ncia, a sua presen&ccedil;a situa-se no espa&ccedil;o de intersec&ccedil;&atilde;o entre  o corpo e a mente, manifestando-se ao n&iacute;vel f&iacute;sico e ao n&iacute;vel psicol&oacute;gico. Neste espa&ccedil;o de  intersec&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o obstante o interesse quem tem sido dotado &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre as emo&ccedil;&otilde;es e as  perturba&ccedil;&otilde;es psicossom&aacute;ticas (Matos, 2003; Sami-Ali, 2002), as emo&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m-se revelado um campo  privilegiado de investiga&ccedil;&atilde;o na prossecu&ccedil;&atilde;o da tentativa de compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre as  emo&ccedil;&otilde;es e as trajet&oacute;rias de desenvolvimento adaptativas ou, ainda, a psicopatologia infantil, o desenvolvimento s&oacute;cio  emocional, ou o conhecimento e express&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es na inf&acirc;ncia e a sua rela&ccedil;&atilde;o com as pr&aacute;ticas e  estilos parentais educativos (Gross, 2007). </p>     <p>As emo&ccedil;&otilde;es n&atilde;o existem dissociadas do Sistema Nervoso Aut&oacute;nomo que, em rela&ccedil;&atilde;o ao Sistema Nervoso,  representa a primeira linha de defesa do corpo e da mente. Perante a complexidade do Sistema Nervoso, (co)existem sempre 3 fontes ou fatores a  condicion&aacute;-lo permanentemente: a filog&eacute;nese, a ontog&eacute;nese e a auto-organiza&ccedil;&atilde;o cerebral (S&aacute;, 2009).  A biologia nervosa permite-nos, deste modo, perceber que todas as intera&ccedil;&otilde;es sociais suscitam transforma&ccedil;&otilde;es  sin&aacute;pticas. Sendo assim, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o que organiza e arquiteta as associa&ccedil;&otilde;es e a biologia nervosa;  &eacute; o mental que organiza o cerebral. De outro modo ainda, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o que organiza e arquiteta a emo&ccedil;&atilde;o  (Brazelton &amp; Greenspan, 2002; S&aacute;, 2009). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>AS EMO&Ccedil;&Otilde;ES E A REGULA&Ccedil;&Atilde;O EMOCIONAL INFANTIL </p>     <p>Falar de emo&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento emocional na crian&ccedil;a conduz-nos, inevitavelmente, a falar de um conceito muito  pr&oacute;ximo, ou, segundo alguns, mesmo intr&iacute;nseco &agrave; pr&oacute;pria emo&ccedil;&atilde;o (Hoeskma, Oosterlaan, &amp; Shipper,  2004) e largamente abordado na literatura destes &uacute;ltimos anos: a regula&ccedil;&atilde;o emocional. </p>     <p>Depois do estudo das emo&ccedil;&otilde;es, o pr&oacute;prio fen&oacute;meno da regula&ccedil;&atilde;o emocional, representou a nova fronteira  na investiga&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do fen&oacute;meno emocional, procurando a compreens&atilde;o do fen&oacute;meno na sua globalidade.  O termo regula&ccedil;&atilde;o emocional come&ccedil;ou a ser utilizado na d&eacute;cada de 80 (Gross, 1999), mas cedo a excessiva  abrang&ecirc;ncia de aplica&ccedil;&atilde;o do conceito se revelou nefasta para o seu pr&oacute;prio estudo e compreens&atilde;o (Bridges,  Denham, &amp; Ganiban, 2004; Cole, Martin, &amp; Dennis, 2004). </p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da regula&ccedil;&atilde;o emocional tem aumentado consideravelmente no decorrer das duas  &uacute;ltimas d&eacute;cadas (Eisenberg, Champion, &amp; Ma, 2004). Contudo, como diversos investigadores fizeram quest&atilde;o de notar,  defini&ccedil;&otilde;es de regula&ccedil;&atilde;o emocional t&ecirc;m estado de forma recorrentemente implicadas mas n&atilde;o definidas (e.g.,  Thompson, 1994). </p>     <p>N&atilde;o obstante as dificuldades inerentes ao desafio proposto, esfor&ccedil;os recentes t&ecirc;m vindo a ser realizados, ao n&iacute;vel  da literatura cient&iacute;fica, no sentido de clarificar o constructo de regula&ccedil;&atilde;o emocional e, neste sentido, uma  defini&ccedil;&atilde;o mais abrangente do termo parece come&ccedil;ar a emergir (Calkins, 1994; Cole et al., 2004; Thompson, 1994; Walden &amp;  Smith, 1997). </p>     <p>Thompson (1994, pp. 27-28), define a regula&ccedil;&atilde;o emocional enquanto &ldquo;os processos extr&iacute;nsecos e intr&iacute;nsecos  respons&aacute;veis por monitorizar, avaliar e modificar rea&ccedil;&otilde;es emocionais, especialmente os seus aspetos temporais e de  intensidade, com a finalidade de atingir determinado objetivo&rdquo;. Adicionalmente, o mesmo autor define algumas formas poss&iacute;veis da  emo&ccedil;&atilde;o ser regulada, designadamente atrav&eacute;s de uma resposta neurofisiol&oacute;gica, processos atencionais,  atribui&ccedil;&otilde;es, recursos de <i>coping</i>, exposi&ccedil;&atilde;o ao ambiente e respostas comportamentais. </p>     <p>De acordo com uma primeira dimens&atilde;o, a regula&ccedil;&atilde;o emocional &eacute; um constructo dial&eacute;tico, envolvendo a  emo&ccedil;&atilde;o na qualidade de regulador emocional e de fen&oacute;meno regulado (Cole et al., 2004). Um segundo aspeto da  regula&ccedil;&atilde;o emocional encontra-se relacionado com a distin&ccedil;&atilde;o entre controlo e regula&ccedil;&atilde;o. Cole et al.  (2004) definem a regula&ccedil;&atilde;o como &lsquo;o ajustamento din&acirc;mico&rsquo; do comportamento emocional, enquanto que o controlo se  reporta &agrave; conten&ccedil;&atilde;o dos processos emocionais. Um &uacute;ltimo aspeto da regula&ccedil;&atilde;o emocional diz respeito  &agrave; sua intera&ccedil;&atilde;o com as vari&aacute;veis ambientais, tais como a fam&iacute;lia ou a cultura. As intera&ccedil;&otilde;es  dial&eacute;ticas entre o temperamento da crian&ccedil;a e as caracter&iacute;sticas comportamentais dos progenitores (e.g.,  vincula&ccedil;&atilde;o e estilo parental), no desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional, revestem-se de particular import&acirc;ncia  (e.g., Calkins, 1994). Nesta perspetiva, a regula&ccedil;&atilde;o emocional desenvolve-se num contexto mais vasto que compreende as  intera&ccedil;&otilde;es entre a crian&ccedil;a e os seus cuidadores prim&aacute;rios. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Estilos parentais educativos e a regula&ccedil;&atilde;o emocional </i></p>     <p>As rela&ccedil;&otilde;es afetivas satisfazem a necessidade de perten&ccedil;a do ser humano e contribuem para o crescimento emocional,  cognitivo, e social das crian&ccedil;as (Bowlby, 1980, 1988; Canavarro, 1999). Estabelecer rela&ccedil;&otilde;es constitui uma necessidade  psicol&oacute;gica b&aacute;sica do ser humano, que nos impele para procurar vincula&ccedil;&otilde;es e experienciar sentimentos de  seguran&ccedil;a, perten&ccedil;a e intimidade (Ryan &amp; Deci, 2000). A qualidade das intera&ccedil;&otilde;es parentais com os seus filhos  constitui-se como a base para a constru&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e intimidade, que se identifica com  efeitos profundos ao n&iacute;vel das experi&ecirc;ncias da crian&ccedil;a, da sua express&atilde;o e ao n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o  das emo&ccedil;&otilde;es (Eisenberg et al., 2004; Morris, Silk, Steinberg, Myers, &amp; Robinson, 2007). </p>     <p>Darling e Steinberg (1993) referem que as dimens&otilde;es inerentes ao exerc&iacute;cio de uma parentalidade adequada podem ser descritas  atrav&eacute;s do agrupamento de dimens&otilde;es singulares ou de tipologias (e.g., Baumrind, 1966) que incorporam distintas dimens&otilde;es mas  n&atilde;o medem os seus efeitos singulares. Contudo, Darling e Steinberg (1993) t&ecirc;m vindo a propor a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma  estrat&eacute;gia distinta que consiste em descrever as caracter&iacute;sticas parentais recorrendo ao desmantelamento das tipologias nas  diferentes partes componentes, avaliando, deste modo, separadamente os efeitos do envolvimento, do calor parental ou da disciplina indutiva.  Deste modo, Arrindell e Van der Ende (1984), descrevem tr&ecirc;s dimens&otilde;es de estilos parentais educativos, pass&iacute;veis de  avalia&ccedil;&atilde;o mediante as escalas EMBU, nomeadamente, o suporte emocional, rejei&ccedil;&atilde;o e sobreprotec&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Desde muito cedo que as crian&ccedil;as s&atilde;o responsivas aos outros, e filogeneticamente competentes para a vincula&ccedil;&atilde;o  (Eisenberg et al., 2004; S&aacute;, 2009). As rela&ccedil;&otilde;es emocionais afetivas precoces constituem a base para o desenvolvimento  intelectual, promovendo a confian&ccedil;a, a seguran&ccedil;a f&iacute;sica, fomentam o afeto, a intimidade, o prazer e estabelecem um contexto  emocionalmente seguro determinante para a interpreta&ccedil;&atilde;o dos estados emocionais e a seguran&ccedil;a relativa &agrave;  express&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es e comunica&ccedil;&atilde;o dos afetos e sentimentos (Brazelton &amp; Greenspan, 2002; Denham, 1998). </p>     <p>A regula&ccedil;&atilde;o emocional interpessoal representa, assim, uma capacidade que se desenvolve ao longo dos primeiros anos de vida  comportando efeitos significativos no report&oacute;rio comportamental e expressivo da crian&ccedil;a (Cole et al., 2004; Rieder, Perrez,  Reicherts, &amp; Horn, 2008; Spinrad et al., 2006). Neste sentido, os processos de regula&ccedil;&atilde;o emocional interpessoal mant&ecirc;m uma  rela&ccedil;&atilde;o direta com a import&acirc;ncia que os cuidadores e as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o desempenham ao n&iacute;vel da  regula&ccedil;&atilde;o emocional infantil, estabelecendo, neste sentido, uma rela&ccedil;&atilde;o de intersec&ccedil;&atilde;o com os conceitos  amplamente (Gottman, Katz, &amp; Hooven, 1996; Malatesta-Magai, 1991). Num plano interpessoal, relativamente &agrave;s figuras parentais, a teoria  da vincula&ccedil;&atilde;o prop&ocirc;s uma sequ&ecirc;ncia desenvolvimental desde a co-regula&ccedil;&atilde;o emocional entre a figura de  vincula&ccedil;&atilde;o e a crian&ccedil;a, nos estados iniciais de desenvolvimento, conduzindo ao desenvolvimento da  autorregula&ccedil;&atilde;o, envolvendo est&aacute;dios mais complexos e desenvolvidos (Mikulincer, Shaver, &amp; Pereg, 2003; Spinrad et al.,  2006). As rea&ccedil;&otilde;es parentais &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as e a sua influ&ecirc;ncia variam de acordo com a  idade da crian&ccedil;a e a natureza da situa&ccedil;&atilde;o emocional envolvida. Os meios atrav&eacute;s dos quais os pais regulam as  emo&ccedil;&otilde;es dos seus filhos, em idades muito precoces, podem incluir o cuidar emocional ou a responsividade enquanto que, em idades  pr&eacute;-escolares ou escolares poder&atilde;o incorporar, por seu turno, movimentos parentais reconfortantes, a discuss&atilde;o dos  sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es, e o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de <i>coping </i>adaptativas (Ainsworth, Blehar, Waters, &amp;  Wall, 1978; Eisenberg et al., 2004; Spinrad et al., 2006). </p>     <p>O Modelo Integrativo de Ativa&ccedil;&atilde;o e da Din&acirc;mica do Sistema de Vincula&ccedil;&atilde;o de (Mikulincer et al., 2003) introduz  compreensibilidade ao n&iacute;vel da regula&ccedil;&atilde;o dos sistemas emocionais no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e de  vincula&ccedil;&atilde;o. A teoria da vincula&ccedil;&atilde;o (Bowlby, 1988) tem-se revelado um dos modelos conceptuais mais pertinentes para  entender o processo de regula&ccedil;&atilde;o emocional (Gross, 2007; Mikulincer et al., 2003). Tomando como ponto de partida a teoria da  vincula&ccedil;&atilde;o, postula-se que a intera&ccedil;&atilde;o entre as crian&ccedil;as e os seus cuidadores prim&aacute;rios molda,  indelevelmente, o estilo de intera&ccedil;&atilde;o, determinando o modo como as pessoas conseguem regular a express&atilde;o das suas  emo&ccedil;&otilde;es. As intera&ccedil;&otilde;es positivas com o cuidador responsivo, consistentemente sens&iacute;vel e afetuoso, potenciam o  desenvolvimento de um sentido de seguran&ccedil;a, resultando numa atitude otimista face a eventos stressantes, concomitantemente com um sentido de  confian&ccedil;a na bondade dos outros e de autoefic&aacute;cia face a eventos potenciadores de perigo ou <i>stress </i>(Mikulincer &amp; Florian,  1998). </p>     <p>Neste sentido, a investiga&ccedil;&atilde;o tem vindo a demonstrar que, no sentido de potenciar e desenvolver nas crian&ccedil;as a sua  pr&oacute;pria autorregula&ccedil;&atilde;o emocional, os pais necessitam de permitir uma autonomia apropriada em situa&ccedil;&otilde;es que  envolvam, de forma mais premente, a regula&ccedil;&atilde;o emocional (Southam-Gerow &amp; Kendall, 2002). Deste modo, os pais que interagem e  exteriorizam uma atitude suportativa, compreensiva e de di&aacute;logo com os filhos, permitem que estes exprimam as suas emo&ccedil;&otilde;es  de forma aut&oacute;noma experimentando, deste modo, estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional. Pelo contr&aacute;rio, os pais que  inibem a express&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es por parte dos filhos de exercendo algum controlo, ou manifestando comportamentos superprotetores  ou negligentes, inibem as crian&ccedil;as de experimentarem estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional que lhes permitam um  ajustamento emocional &agrave;s v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es quotidianas (Fox &amp; Calkins, 2003). </p>     <p>Por seu turno, a investiga&ccedil;&atilde;o tem colocado em evid&ecirc;ncia que as crian&ccedil;as regulam as suas emo&ccedil;&otilde;es de  modo adaptativo no seu contexto imediato, adquirindo e desenvolvendo estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional construtivas e de  n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o superior quando os pais respondem de forma suportativa &agrave;s suas manifesta&ccedil;&otilde;es  emocionais negativas (Ramsden &amp; Hubbard, 2002). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&Eacute;TODO </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>Participaram na investiga&ccedil;&atilde;o 64 crian&ccedil;as do 3&ordm; e 4&ordm; ano de escolaridade do Ensino B&aacute;sico, retiradas  aleatoriamente de uma popula&ccedil;&atilde;o de 156 crian&ccedil;as de 2 escolas da rede de ensino p&uacute;blico e 2 escolas do ensino particular  e cooperativo, do distrito de Castelo Branco. Para o efeito, foram selecionadas 2 turmas de cada escola e 8 participantes de cada uma das 8 turmas  da popula&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel. Os participantes distribuem-se equitativamente pelo ano de escolaridade e tipo de ensino,  apresentando uma propor&ccedil;&atilde;o equilibrada de crian&ccedil;as do sexo masculino (47%) e do sexo feminino (53%), com idades compreendidas  entre os 8 e os 10 anos (<i>M</i>=8.7, <i>DP</i>=0.7). </p>     <p>Os agregados familiares s&atilde;o compostos, maioritariamente, por uma fratria de um irm&atilde;o (66%) e pertencentes, de acordo com o  crit&eacute;rio referente &agrave; atividade profissional (Sim&otilde;es, 1994), na sua maioria, a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo  (45%) e m&eacute;dio (42%). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>No que diz respeito aos procedimentos utilizados para recolha dos dados, foram aplicados o instrumento EMBU-C (Canavarro &amp; Pereira, 2007) e  prova semi-projectiva &ldquo;<i>Era uma vez&rdquo; </i>(Fagulha, 1997) &agrave; amostra de crian&ccedil;as do presente estudo. </p>     <p>Num primeiro momento da investiga&ccedil;&atilde;o foram endere&ccedil;ados pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o aos  presidentes do Conselho Diretivo dos Agrupamentos de Escolas do Ensino P&uacute;blico e Escolas do Ensino Particular e Cooperativo. </p>     <p>Ap&oacute;s concedidas as respetivas autoriza&ccedil;&otilde;es, foi estabelecido um contacto com os respetivos professores das turmas do  3&ordm; e 4&ordm; ano referenciadas pelos respetivos presidentes do conselho diretivo, procedendo-se &agrave; explica&ccedil;&atilde;o dos  objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o e procedimentos. Seguiu-se a entrega aos respetivos professores dos pedidos de autoriza&ccedil;&atilde;o e  colabora&ccedil;&atilde;o endere&ccedil;ados aos pais e/ou encarregados de educa&ccedil;&atilde;o de forma a obter o consentimento informado, tendo  sido estabelecido o intervalo de duas semanas para a sua devolu&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas datas agendadas para a primeira fase da avalia&ccedil;&atilde;o, foram contabilizadas as devolu&ccedil;&otilde;es de  autoriza&ccedil;&atilde;o e realizada uma aleatoriza&ccedil;&atilde;o simples recorrendo a fichas de cores distintas de forma a selecionar 8 alunos  de cada uma das 8 turmas de entre os alunos que apresentaram a devolu&ccedil;&atilde;o das respetivas autoriza&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Num primeiro momento, os alunos selecionados de cada turma foram conduzidos coletivamente para uma sala onde procederam ao preenchimento do  instrumento EMBU-C (Canavarro &amp; Pereira, 2007). Em primeiro lugar foi explicado &agrave;s crian&ccedil;as os objetivos da  investiga&ccedil;&atilde;o e assegurada a confidencialidade das respostas. Aquando do preenchimento do instrumento, o investigador procedeu  &agrave; leitura em voz alta das instru&ccedil;&otilde;es e do item exemplo. Depois de verificada a compreens&atilde;o por todas as  crian&ccedil;as, o preenchimento do instrumento foi realizado autonomamente, permanecendo o investigador dispon&iacute;vel para qualquer  d&uacute;vida que pudesse surgir. Num segundo momento da investiga&ccedil;&atilde;o, passada uma semana, procedeu-se &agrave;  aplica&ccedil;&atilde;o individual da prova semi-projetiva de completamento de hist&oacute;rias &ldquo;Era uma vez...&rdquo; de acordo com o  procedimento de aplica&ccedil;&atilde;o estabelecido (Fagulha, 1997). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos estilos parentais educativos: EMBU-C </i></p>     <p>O EMBU-Crian&ccedil;as (Canavarro &amp; Pereira, 2007) tem por objetivo avaliar a perce&ccedil;&atilde;o que as crian&ccedil;as t&ecirc;m dos  estilos parentais educativos dos seus progenitores. &Eacute; constitu&iacute;do por 32 itens avaliados numa escala de <i>Lickert </i>de 4 pontos,  desde &lsquo;N&atilde;o, nunca&rsquo; a &lsquo;Sim, sempre&rsquo;. O EMBU-C &eacute; constitu&iacute;do por tr&ecirc;s fatores ou dimens&otilde;es  com valores de coeficientes de <i>alpha </i>entre .62 e .85: <i>suporte emocional </i>(14 itens); <i>rejei&ccedil;&atilde;o </i>(8 itens); e  <i>tentativa de controlo </i>(10 itens). O suporte emocional refere-se &agrave; disponibilidade afetiva e f&iacute;sica dos progenitores, &agrave;  comunica&ccedil;&atilde;o dos afetos e a comportamentos que manifestam a aceita&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a por parte dos pais. A  rejei&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; hostilidade f&iacute;sica e verbal dos pais para com a crian&ccedil;a e comportamentos de  rejei&ccedil;&atilde;o. Por &uacute;ltimo, a tentativa de controlo corresponde a comportamentos que t&ecirc;m por objetivo o controlo do comportamento da  crian&ccedil;a, a comportamentos que visam a ades&atilde;o do comportamento da crian&ccedil;a &agrave;s expectativas dos pais, com o recurso,  inclusive, a estrat&eacute;gias de indu&ccedil;&atilde;o de culpa, e a comportamentos de sobreprotec&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o exclusiva do EMBU-C, sem o complemento da vers&atilde;o para pais, deve-se, por um lado, a constrangimentos de acesso  a amostras emparelhadas de pais e, por outro, consubstancia-se no argumento de que as perce&ccedil;&otilde;es que as crian&ccedil;as t&ecirc;m dos  seus pais podem ser mais importantes e fidedignos que o pr&oacute;prio comportamento parental (Canavarro &amp; Pereira, 2007). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Avalia&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Era uma vez...&rdquo; </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A prova Era uma vez... corresponde a um teste semi-projetivo, de complemento de hist&oacute;rias, apresentadas em forma de banda desenhada. A  sua aplica&ccedil;&atilde;o destina-se a crian&ccedil;as com idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos, e visa fundamentalmente perceber a forma  como as crian&ccedil;as lidam com os estados de ansiedade e de prazer. Estas emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o evocadas por acontecimentos  apresentados nos desenhos que constituem a prova. </p>     <p>A Prova &eacute; composta por nove cart&otilde;es: 1 cart&atilde;o que serve para exemplifica&ccedil;&atilde;o do trabalho a pedir &agrave;  crian&ccedil;a, 7 cart&otilde;es-est&iacute;mulo, numerados de I a VII, e ainda um cart&atilde;o em formato reduzido (com a indica&ccedil;&atilde;o  de FIM) que se destina a finalizar a Prova. Dos 7 cart&otilde;es est&iacute;mulo, cinco remetem para situa&ccedil;&otilde;es ansi&oacute;genas e  dois remetem para experi&ecirc;ncias agrad&aacute;veis. Os primeiros cart&otilde;es falam de: (a) <i>separa&ccedil;&atilde;o e abandono  </i>(cart&atilde;o I); (b) <i>doen&ccedil;a e morte </i>(cart&atilde;o II); (c) <i>terrores noturnos e pesadelos </i>(cart&atilde;o IV); (d)  <i>conflito entre os pais </i>(cart&atilde;o VI); (e) <i>dificuldades escolares </i>(cart&atilde;o VII). Os segundos falam de: (a)  <i>situa&ccedil;&otilde;es de partilha </i>(cart&atilde;o III); (b) <i>situa&ccedil;&otilde;es de conv&iacute;vio com os outros  </i>(cart&atilde;o V). Assim, os epis&oacute;dios propostos apresentam acontecimentos comuns na vida de qualquer crian&ccedil;a, associados quer a  viv&ecirc;ncias ansi&oacute;genas, quer a experi&ecirc;ncias de prazer (Fagulha, 1997). </p>     <p>A crian&ccedil;a escolhe tr&ecirc;s entre nove cenas e organiza-as numa sequ&ecirc;ncia que permite continuar a hist&oacute;ria incompleta que  lhe &eacute; apresentada no cart&atilde;o. A escolha e a sequ&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o das cenas, constituem, deste modo, os  &ldquo;determinantes fundamentais do significado a atribuir ao movimento interno de elabora&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es suscitadas  pelos cart&otilde;es da Prova&rdquo; (Pires, 2001, </p>     <p>Neste sentido, a sequ&ecirc;ncia escolhida pelas crian&ccedil;as permite conhecer a perspetiva da sua tomada de consci&ecirc;ncia do afeto, de  acordo com o movimento interno desencadeado na mobiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos, para lidar com os afetos sintetizando, deste modo, em  tr&ecirc;s grandes modalidades em respostas emocionais: <i>Estrat&eacute;gia com Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional </i>(EEE);  <i>Estrat&eacute;gia Adaptativa Operacional </i>(EAO); e <i>Incapacidade de Organiza&ccedil;&atilde;o Emocional </i>(IOE) (Pires, 2001). </p>     <p>A Estrat&eacute;gia com Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional representa uma modalidade flex&iacute;vel e criativa de lidar com o afeto doloroso,  onde se verifica uma capacidade de recurso &agrave; fantasia por parte da crian&ccedil;a. A utiliza&ccedil;&atilde;o criativa da fantasia foi  descrita e designada por Winnicott (1971, 1986) como fen&oacute;meno transacional que decorre numa &aacute;rea de experi&ecirc;ncia emocional,  entre a fantasia e a realidade. Esta estrat&eacute;gia compreende sequ&ecirc;ncias que englobam as tr&ecirc;s categorias de cenas,  Afli&ccedil;&atilde;o, Fantasia e Realidade, regra geral tendo na &uacute;ltima posi&ccedil;&atilde;o uma cena de Realidade ou de Fantasia. </p>     <p>A Estrat&eacute;gia Adaptativa Operacional representa uma modalidade em que o reconhecimento do sofrimento conduz &agrave; procura de uma  estrat&eacute;gia de a&ccedil;&atilde;o coartada adequada, orientada para a realidade, de modo a resolver a situa&ccedil;&atilde;o que o  desencadeia, compreendendo sequ&ecirc;ncias que englobam cenas de Afli&ccedil;&atilde;o e de Realidade (Pires, 2001). </p>     <p>Por &uacute;ltimo, a Incapacidade de Organiza&ccedil;&atilde;o Emocional verifica-se quando o reconhecimento do afeto doloroso n&atilde;o conduz  a uma possibilidade de solu&ccedil;&atilde;o adaptativa, verificando-se a incapacidade para uma resolu&ccedil;&atilde;o adequada. Perante a  incapacidade de elabora&ccedil;&atilde;o do afeto doloroso, de um modo geral, esse afeto torna-se mais amea&ccedil;ador, definindo uma modalidade  que se designou como <i>Impossibilidade </i>(I) ou <i>Nega&ccedil;&atilde;o </i>(N), traduzindo-se &ldquo;em sequ&ecirc;ncias que englobam cenas de  Afli&ccedil;&atilde;o, Fantasia e Realidade, terminando em cenas que expressam Afli&ccedil;&atilde;o (podendo ser realidade quando esta traduz  cenas dolorosas)&rdquo; (Pires, 2001, pp. 8-9). </p>     <p>A Impossibilidade corresponde, deste modo, &agrave; incapacidade de resolu&ccedil;&atilde;o adaptativa e de elabora&ccedil;&atilde;o da  ansiedade desencadeada pela hist&oacute;ria apresentada no cart&atilde;o. O confronto com a experi&ecirc;ncia ansi&oacute;gena resulta na  inadequa&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de elabora&ccedil;&atilde;o, conduzindo a um impasse e &agrave; perman&ecirc;ncia a  situa&ccedil;&atilde;o sem uma resolu&ccedil;&atilde;o. Por seu turno, a Nega&ccedil;&atilde;o traduz-se por movimentos internos que tem a  finalidade de impedir a tomada de consci&ecirc;ncia dos aspetos perturbadores, defendendo o <i>ego </i>da experi&ecirc;ncia de ansiedade. Esta  forma de elabora&ccedil;&atilde;o revela dificuldades de resolu&ccedil;&atilde;o por antecipa&ccedil;&atilde;o de uma resposta que se apoie nos  conhecimentos anteriormente adquiridos, evitando a dor psicol&oacute;gica, negando a crian&ccedil;a a exist&ecirc;ncia do problema. No movimento  de nega&ccedil;&atilde;o, a fantasia &eacute; utilizada como fuga face a situa&ccedil;&otilde;es dolorosas, n&atilde;o permitindo o reconhecimento  do afeto perturbador e da experi&ecirc;ncia emocional dolorosa (Fagulha, 1997; Pires, 2001). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Estilos parentais educativos </i></p>     <p>De forma geral, as crian&ccedil;as percecionam n&iacute;veis elevados de <i>suporte emocional </i>(<i>M</i><sub>Pai</sub>=3.23, <i>DP</i>=.44;  <i>M</i><sub>M&atilde;e</sub>=3.34, <i>DP</i>=.40), moderados a elevados de <i>controlo </i>(<i>M</i><sub>Pai</sub>=2.56; <i>DP</i>=.55;  <i>M</i><sub>M&atilde;e</sub>=2.72; <i>DP</i>=.53) e baixos a moderados de <i>rejei&ccedil;&atilde;o </i>(<i>M</i><sub>Pai</sub>=1.48;  <i>DP</i>=.38; <i>M</i><sub>M&atilde;e</sub>=1.51; <i>DP</i>=.38). </p>     <p>Os padr&otilde;es de associa&ccedil;&otilde;es entre cada uma das subescalas s&atilde;o id&ecirc;nticos para as respostas relativamente a ambos  os progenitores. Assim, no sentido do esperado, e analogamente para a escala total, verificam-se associa&ccedil;&otilde;es negativas e  significativas entre as subescalas <i>Suporte Emocional </i>e <i>Rejei&ccedil;&atilde;o </i>[<i>r</i>(62)=-.287, <i>p&lt;</i>.05] e  associa&ccedil;&otilde;es positivas e significativas entre as subescalas <i>Rejei&ccedil;&atilde;o </i>e <i>Tentativa de Controlo  </i>[<i>r</i>(62)<i>=</i>.341, <i>p&lt;</i>.01]. Observa-se igualmente uma associa&ccedil;&atilde;o positiva, de maior magnitude, significativa  entre as subescalas <i>Suporte Emocional </i>e <i>Tentativa de Controlo </i>[<i>r</i>(62)=.398, <i>p&lt;</i>.005]. </p>     <p>Os resultados apoiam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente n&atilde;o significativas dos estilos parentais educativos em  fun&ccedil;&atilde;o do sexo da crian&ccedil;a, do ano de escolaridade ou do tipo de ensino. As raparigas percebem menos suporte emocional  [<i>t</i>(63)=.67, <i>p&gt;</i>.05], rejei&ccedil;&atilde;o [<i>t</i>(63)=.58, <i>p&gt;</i>.05] e tentativa de controlo [<i>t</i>(63)=.84,  <i>p&gt;</i>.05] por parte dos pais e das m&atilde;es. As crian&ccedil;as do 3&ordm; ano de escolaridade percebem mais suporte emocional  [<i>t</i>(63)=.65, <i>p&gt;</i>.05] e tentativa de controlo [<i>t</i>(63)=1.68, <i>p=</i>.09] que as crian&ccedil;as do 4&ordm; ano e menos  rejei&ccedil;&atilde;o [<i>t</i>(63)=-.04, <i>p&gt;</i>.05] que estas &uacute;ltimas. Por seu turno, os alunos do ensino p&uacute;blico percebem  mais suporte emocional [<i>t</i>(63)=.20, <i>p&gt;</i>.05], menos rejei&ccedil;&atilde;o [<i>t</i>(63)=-1.49, <i>p&gt;</i>.05] e tentativa de  controlo [<i>t</i>(63)=-.33, <i>p&gt;</i>.05], comparativamente com os alunos do ensino particular e cooperativo. </p>     <p>As associa&ccedil;&otilde;es entre a Idade, NSE e Fratria n&atilde;o se revelaram estatisticamente significativas. Observa-se, contudo, uma  tend&ecirc;ncia positiva entre as dimens&otilde;es dos estilos educativos parentais e o NSE e positiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Idade e  Fratria. </p>     <p>Por &uacute;ltimo, observaram-se diferen&ccedil;as significativas entre os estilos parentais educativos de pais e m&atilde;es relativamente  &agrave; dimens&atilde;o de <i>Suporte Emocional </i>[<i>t</i>(63)=-3.29, <i>p&lt;</i>.005] e <i>Tentativa de Controlo </i>[<i>t</i>(63)=-4.87,  <i>p&lt;</i>.001]. Neste sentido, as crian&ccedil;as percebem significativamente n&iacute;veis mais elevados de <i>Suporte Emocional</i>, e  <i>Tentativa de Controlo </i>por parte da m&atilde;e comparativamente ao comportamento parental do pai observando-se, ainda, a tend&ecirc;ncia para  percecionarem n&iacute;veis mais elevados de <i>Rejei&ccedil;&atilde;o </i>relativamente &agrave; m&atilde;e [<i>t</i>(63)=-1.54,  <i>p&gt;</i>0.05]. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estrat&eacute;gias de regula&ccedil;&atilde;o emocional </i></p>     <p>De forma geral, as crian&ccedil;as utilizam Estrat&eacute;gias de Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional (EEE) em situa&ccedil;&otilde;es  associadas ao prazer, conforme &eacute; vis&iacute;vel na Hist&oacute;ria 3 (53%) e 5 (69%). Regista-se a preval&ecirc;ncia de Estrat&eacute;gias  Adaptativas Operacionais, mais coartadas (EAO) associadas, predominantemente, a situa&ccedil;&otilde;es ansi&oacute;genas, como acontece na  Hist&oacute;ria 1 (58%), 4 (42%) e 7 (59%). Observam-se, ainda, a utiliza&ccedil;&atilde;o expressiva de estrat&eacute;gias n&atilde;o adaptativas  (i.e., Impossibilidade de Organiza&ccedil;&atilde;o Emocional) conducentes &agrave; Impossibilidade (I) ou &agrave; Nega&ccedil;&atilde;o (N) nas  Hist&oacute;rias 1 (34%), 2 (42%) e 7 (41%). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os padr&otilde;es de associa&ccedil;&atilde;o entre cada uma das dimens&otilde;es educativas parentais s&atilde;o id&ecirc;nticas para o  n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o emocional (NEE) do conjunto das 7 hist&oacute;rias e para o subconjunto das hist&oacute;rias  ansi&oacute;genas (NEE-A). Assim, no sentido do esperado, verificam-se associa&ccedil;&otilde;es positivas e significativas entre o NEE e a  subescala <i>Suporte Emocional </i>[<i>r</i>(62)=.251, <i>p&lt;</i>.05] e associa&ccedil;&otilde;es negativas para as subescalas  <i>Rejei&ccedil;&atilde;o </i>[<i>r</i>(62)=-.268, <i>p&lt;</i>.05]. Relativamente ao NEE-A verifica-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva e  significativa com a subescala <i>Suporte Emocional </i>[<i>r</i>(62)<i>=</i>.252, <i>p&lt;</i>.01]. </p>     <p>Os resultados para o conjunto das 7 hist&oacute;rias apoiam a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas da  dimens&atilde;o de <i>Suporte Emocional </i>em rela&ccedil;&atilde;o ao pai [<i>F</i>(2,63)=3.198, <i>p&lt;</i>.05] e &agrave; m&atilde;e  [<i>F</i>(2,63)=6.422, <i>p&lt;</i>.005] e da dimens&atilde;o <i>Rejei&ccedil;&atilde;o </i>para a m&atilde;e [<i>F</i>(2,63)=4.815,  <i>p&lt;</i>.05] e para a escala total [<i>F</i>(2,63)=3.238, <i>p&lt;</i>.05], em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o  emocional. Compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas atrav&eacute;s do teste <i>post-hoc </i>de <i>Tukey </i>permitiram identificar  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre o N&iacute;vel de Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional (NEE) e N&iacute;vel Adaptativo  Operacional (NAO) para a m&atilde;e, em fun&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es <i>Suporte Emocional </i>(<i>M</i><sub>NEE</sub>=48.02;  <i>DP</i>=4.71; <i>M</i><sub>NAO</sub>=42.09; <i>DP</i>=5.79) e <i>Rejei&ccedil;&atilde;o </i>(<i>M</i><sub>NEE</sub>=11.64; <i>DP</i>=2.52;  <i>M</i><sub>NAO</sub>=14.27; <i>DP</i>=4.69). As crian&ccedil;as que percecionam n&iacute;veis mais elevados de suporte emocional parental  apresentam, de modo significativo, predominantemente um N&iacute;vel de Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional quando comparado com as que apresentam  um n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o emocional Adaptativo Operacional. Por seu turno, de modo inverso, as crian&ccedil;as que percebem  n&iacute;veis mais elevados de rejei&ccedil;&atilde;o parental apresentam, de modo significativo, um n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o  emocional Adaptativo Operacional em compara&ccedil;&atilde;o com as que apresentam um N&iacute;vel de Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de conte&uacute;do </i></p>     <p>Numa an&aacute;lise de conte&uacute;do das hist&oacute;rias (Amado, 2000) verifica-se que a distribui&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de  elabora&ccedil;&atilde;o emocional e estilos parentais educativos n&atilde;o s&atilde;o independentes do conte&uacute;do dos cart&otilde;es, com a  categoria suporte a flutuar de acordo com a exist&ecirc;ncia de aux&iacute;lio imediato em cada hist&oacute;ria. Regista-se uma capacidade de  Resolu&ccedil;&atilde;o (R) das situa&ccedil;&otilde;es elevadas por parte das crian&ccedil;as, com a tem&aacute;tica dos conflitos parentais a  registar o maior n&uacute;mero de Resolu&ccedil;&otilde;es Angustiantes (RA), e a incapacidade de resolu&ccedil;&atilde;o (NR) a incidir nas duas  primeiras hist&oacute;rias com relev&acirc;ncia particular para a tem&aacute;tica da separa&ccedil;&atilde;o e abandono. </p>     <p>Verifica-se, igualmente, uma variabilidade no que &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre o NEE e os conte&uacute;dos das hist&oacute;rias diz  respeito, evidenciando que os diferentes conte&uacute;dos se revestem de signific&acirc;ncia distinta para as diferentes crian&ccedil;as. Na  hist&oacute;ria inventada, isenta de conte&uacute;do previamente definido, verifica-se um aumento da categoria Rejei&ccedil;&atilde;o. Verifica-se  que a maioria das crian&ccedil;as revela um N&iacute;vel de Equilibra&ccedil;&atilde;o Emocional, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da tem&aacute;tica  da hist&oacute;ria I, IV e VII, onde se verifica uma total aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gias de equilibra&ccedil;&atilde;o emocional.  Observa-se, no geral, ainda, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria IV, uma elevada concord&acirc;ncia entre o suporte (S) e a  capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es entre as crian&ccedil;as com um N&iacute;vel de Equilibra&ccedil;&atilde;o  Emocional. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O </p>     <p>Os resultados encontrados consubstanciam a complexidade do fen&oacute;meno emocional e a import&acirc;ncia que a qualidade das  intera&ccedil;&otilde;es parentais com os seus filhos constituiu para a constru&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e  intimidade. Deste modo, os resultados validam a perspetiva relacional presente no Modelo Integrativo de Ativa&ccedil;&atilde;o e da Din&acirc;mica  do Sistema de Vincula&ccedil;&atilde;o de Mikulincer et al. (2003) e a sequ&ecirc;ncia de est&aacute;dios proposta tendo por base a qualidade das  rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A an&aacute;lise das dimens&otilde;es educativas parentais demonstram que o suporte emocional percebido pelas crian&ccedil;as varia em sentido  inverso com a Rejei&ccedil;&atilde;o. A correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o suporte emocional e tentativa de controlo, contudo, n&atilde;o  significativa, poder&aacute; ser explicada em fun&ccedil;&atilde;o do que o controlo significa em termos de proximidade e de  preocupa&ccedil;&atilde;o por parte dos pais com as crian&ccedil;as, podendo, contudo, no limite, ser disfuncional. Esta associa&ccedil;&atilde;o  positiva entre a perce&ccedil;&atilde;o de comportamentos parentais de controlo e a perce&ccedil;&atilde;o de suporte emocional, por parte dos  progenitores, &eacute; espec&iacute;fica do per&iacute;odo da inf&acirc;ncia sendo que os comportamentos que, na adolesc&ecirc;ncia e na fase  adulta, s&atilde;o interpretados como intrusivos, poder&atilde;o ser interpretados, na inf&acirc;ncia, como reveladores de envolvimento e  aten&ccedil;&atilde;o por parte dos pais (Castro, Toro, Van Der Ende, &amp; Arrindell, 1993; Markus, Lindhout, Boer, Hoogendijk, &amp; Arrindell,  2003). Igualmente relacionado com a dimens&atilde;o Tentativa de Controlo, Castro et al. (1993) chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a maior  heterogeneidade de conte&uacute;do desta dimens&atilde;o, que inclui dimens&otilde;es qualitativamente diferentes de comportamentos de controlo.  Alguns comportamentos de controlo, mais coercivos, t&ecirc;m uma conota&ccedil;&atilde;o mais negativa, enquanto outros comportamentos de controlo,  que recorrem a estrat&eacute;gias de indu&ccedil;&atilde;o, poder&atilde;o ter um significado mais positivo. N&atilde;o obstante a  conce&ccedil;&atilde;o de Castro et al. (1993) e Markus et al. (2003), verifica-se que a dimens&atilde;o da tentativa de controlo parental,  &agrave; semelhan&ccedil;a da dimens&atilde;o rejei&ccedil;&atilde;o, se relaciona inversamente com o N&iacute;vel de Elabora&ccedil;&atilde;o  Emocional. Considerando que a dimens&atilde;o rejei&ccedil;&atilde;o se refere a comportamentos de rejei&ccedil;&atilde;o e &agrave; manifesta  hostilidade f&iacute;sica e verbal dos pais para com a crian&ccedil;a, e a tentativa de controlo consiste no comportamento dos pais que tem por  objetivo orientar o comportamento da crian&ccedil;a para que aquele esteja de acordo com o que os progenitores desejam, poderemos come&ccedil;ar,  desde j&aacute;, a antever o papel negativo que a restri&ccedil;&atilde;o da criatividade das crian&ccedil;as poder&aacute; desempenhar no seu  ajustamento e n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o emocional. Neste sentido, a regula&ccedil;&atilde;o emocional ser&aacute; sempre uma  elabora&ccedil;&atilde;o mais complexa evolu&iacute;da e criativa. Num n&iacute;vel de maior equilibra&ccedil;&atilde;o emocional a crian&ccedil;a  reconhece o estado de ansiedade mas realiza um movimento no sentido da sua elabora&ccedil;&atilde;o, constituindo &ldquo;uma modalidade  particularmente harmoniosa de confronto com a ansiedade, em que a sua elabora&ccedil;&atilde;o &eacute; facilitada pelo recurso &agrave; fantasia,  numa &aacute;rea transacional da experi&ecirc;ncia em que a fantasia e a realidade se integram para proporcionar uma viv&ecirc;ncia criativa&rdquo;  (Pires, 2001, p. 101). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por seu turno a diferencia&ccedil;&atilde;o entre o n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o emocional adaptativo operacional e a incapacidade  de organiza&ccedil;&atilde;o emocional esbate-se nos dados do presente estudo. Este aspeto parece conduzir a uma distin&ccedil;&atilde;o mais  t&eacute;nue do que o esperado, entre a predomin&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias adaptativas operacionais mais  orientadas para a realidade e a nega&ccedil;&atilde;o da tentativa de elabora&ccedil;&atilde;o emocional ou a impossibilidade de o realizar. Neste  sentido, verifica-se que as crian&ccedil;as que apresentam um n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o emocional mais equilibrado percecionam  n&iacute;veis mais elevados de suporte emocional por parte dos progenitores e menos rejei&ccedil;&atilde;o quando comparados com os restantes  n&iacute;veis de elabora&ccedil;&atilde;o emocional, onde como j&aacute; referido, as diferen&ccedil;as se esbatem. Por seu turno, no sentido do  esperado, a dimens&atilde;o da tentativa de controlo n&atilde;o det&eacute;m efeitos significativos ao n&iacute;vel da elabora&ccedil;&atilde;o  emocional pelo seu car&aacute;cter mais heterog&eacute;neo (Castro et al., 1993). Neste sentido, n&atilde;o ser&aacute; tanto o controlo ou a  coarta&ccedil;&atilde;o da espontaneidade da crian&ccedil;a por comportamentos que podem, inclusive, na inf&acirc;ncia, ser compreendidos enquanto  interesse e suporte por parte dos pais, mas a dimens&atilde;o de rejei&ccedil;&atilde;o, percebida pelas crian&ccedil;as, que diminui a sua  auto-estima e o sentido de confian&ccedil;a necess&aacute;rio para a complexifica&ccedil;&atilde;o, aud&aacute;cia e criatividade na  resolu&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno emocional nas mais variadas situa&ccedil;&otilde;es quotidianas. </p>     <p>De acordo com a complexidade e multi-determina&ccedil;&atilde;o do fen&oacute;meno emocional, constata-se que a regula&ccedil;&atilde;o  emocional encontra-se predominantemente relacionada com diferen&ccedil;as individuais decorrentes da hist&oacute;ria de vida dos sujeitos  n&atilde;o redut&iacute;veis a vari&aacute;veis descontextualizadas. </p>     <p>Numa dimens&atilde;o mais social, verifica-se a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre a fratria e o n&iacute;vel  de elabora&ccedil;&atilde;o emocional, o que corrobora, em parte, a dimens&atilde;o relacional do fen&oacute;meno emocional. Deste modo,  contrariamente ao expect&aacute;vel, verifica-se que quanto maior o n&uacute;mero de irm&atilde;os, menor o n&iacute;vel de  elabora&ccedil;&atilde;o emocional por parte das crian&ccedil;as. Contudo, a explica&ccedil;&atilde;o para este facto poder&aacute; residir no  menor suporte emocional percebido evidenciado pelas crian&ccedil;as por parte dos progenitores, corroborando, de modo ainda mais demarcado, a  import&acirc;ncia que a seguran&ccedil;a parental e a dimens&atilde;o relacional suportativa por parte de uma figura de vincula&ccedil;&atilde;o  se reveste ao n&iacute;vel do desenvolvimento emocional. </p>     <p>Ao n&iacute;vel da an&aacute;lise de conte&uacute;do verifica-se uma capacidade elevada de resolu&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es  por parte das crian&ccedil;as, com a tem&aacute;tica dos conflitos parentais a registar o maior n&uacute;mero de Resolu&ccedil;&otilde;es  Angustiantes. Este dado vem, uma vez mais, a confirmar a teoria relacional da regula&ccedil;&atilde;o emocional que temos vindo a defender, com a  categoria de resolu&ccedil;&atilde;o angustiante a incidir principalmente da tem&aacute;tica que amea&ccedil;a a base de confian&ccedil;a dos  objetos externos, sobre a qual a crian&ccedil;a edifica o seu mundo interior suportativo. Do mesmo modo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  categoria referente &agrave; incapacidade de resolu&ccedil;&atilde;o, verifica-se a sua incid&ecirc;ncia nas duas primeiras hist&oacute;rias com  relev&acirc;ncia particular para a tem&aacute;tica da separa&ccedil;&atilde;o e abandono. </p>     <p>No que diz respeito &agrave; capacidade de elabora&ccedil;&atilde;o emocional, de modo consistente com outros estudos (Pires, 2001; Santos,  2002), verifica-se que as maiores dificuldades de elabora&ccedil;&atilde;o emocional por parte das crian&ccedil;as se verificam ao n&iacute;vel de  problem&aacute;ticas que est&atilde;o permanentemente presentes no mundo interno dos sujeitos, enquanto organizadores mentais: o medo da  separa&ccedil;&atilde;o, presente no cart&atilde;o I, que implica a elabora&ccedil;&atilde;o da perda dos objectos de amor e a fun&ccedil;&atilde;o  reparadora dos objetos de rela&ccedil;&atilde;o significados, presente no cart&atilde;o VII. Atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados  verifica-se, igualmente, que o n&iacute;vel de elabora&ccedil;&atilde;o emocional &eacute;, de acordo com o esperado, maior nas  situa&ccedil;&otilde;es que envolvem menos ang&uacute;stia. Um outro dado interessante reporta-se ao cart&atilde;o IV, no  qual, exclusivamente, a dimens&atilde;o de suporte n&atilde;o se relaciona com o NEE. A forma de constru&ccedil;&atilde;o do cart&atilde;o IV  afigurar-se-&aacute; paradigm&aacute;tica do progressivo desenvolvimento da regula&ccedil;&atilde;o emocional de que d&aacute; conta o Modelo  Integrativo de Ativa&ccedil;&atilde;o e da Din&acirc;mica do Sistema de Vincula&ccedil;&atilde;o de Mikulincer et al. (2003). Tomando em  considera&ccedil;&atilde;o o conte&uacute;do dos cart&otilde;es, parece evidenciar-se a progress&atilde;o por parte das crian&ccedil;as com um  n&iacute;vel elaborativo mais equilibrado, de um est&aacute;dio de co-regula&ccedil;&atilde;o emocional, dependente das figuras parentais de  vincula&ccedil;&atilde;o, para um est&aacute;dio de auto-regula&ccedil;&atilde;o, assente na disponibilidade das figuras de  vincula&ccedil;&atilde;o e a viabilidade de procura de proximidade, tendo por base a securiza&ccedil;&atilde;o e a flexibilidade elaborativa  constru&iacute;da no &acirc;mbito da rela&ccedil;&atilde;o parental. </p>     <p>O fen&oacute;meno emocional parece assim convergir para uma complexidade alicer&ccedil;ada na capacidade elaborativa dos sujeitos, derivada da  sua pr&oacute;pria complexidade individual. A emo&ccedil;&atilde;o &eacute; assim, melhor entendida, n&atilde;o como fen&oacute;meno abstrato, mas  como um processo din&acirc;mico e um sistema organizado ao redor de componentes interdependentes que, ao longo do desenvolvimento, v&atilde;o dando  lugar a diferen&ccedil;as individuais na forma de experienciar e abordar as emo&ccedil;&otilde;es, ou de outro modo, enquanto &ldquo;uma  rea&ccedil;&atilde;o subjetiva a um acontecimento saliente, caracterizada por mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas, experienciais e no comportamento  aberto&rdquo; (Sroufe, 1995, p. 15). Privilegiando a referida perspetiva relacional, &eacute; aqui defendido que cada emo&ccedil;&atilde;o tem um  papel pr&oacute;prio e um significado relacional &uacute;nico. </p>     <p>Deste modo, n&atilde;o negligenciando a componente intrapessoal do fen&oacute;meno emocional, a sua componente interativa e relacional (Frijda,  2008), traduzida em comportamentos de securiza&ccedil;&atilde;o e responsividade, por parte dos cuidadores, parece desempenhar um papel da maior  relev&acirc;ncia para as crian&ccedil;as, na estrutura&ccedil;&atilde;o do seu mundo interno, e consequente capacidade de elabora&ccedil;&atilde;o  emocional (Sroufe, 1995). Os resultados suportam, assim, a perspetiva relacional e de ativa&ccedil;&atilde;o do sistema de vincula&ccedil;&atilde;o  do modelo de Mikulincer et al. (2003), bem como a sequ&ecirc;ncia desenvolvimental de um estado de co-regula&ccedil;&atilde;o para a  auto-regula&ccedil;&atilde;o emocional. A an&aacute;lise de conte&uacute;do vem, por seu turno, confirmar a perspetiva funcionalista (Campos,  Mumme, Kermoian, &amp; Campos, 1994) e a import&acirc;ncia que a constru&ccedil;&atilde;o de significado desempenha ao n&iacute;vel da  elabora&ccedil;&atilde;o emocional. </p>     <p>N&atilde;o obstante o exposto e as vari&aacute;veis consideradas na presente investiga&ccedil;&atilde;o, no presente estudo n&atilde;o foi  poss&iacute;vel a an&aacute;lise do fen&oacute;meno emocional recorrendo a uma amostra mais significativa de participantes que pudesse integrar um  conjunto mais alargado e heterog&eacute;neo de crian&ccedil;as e tendo em considera&ccedil;&atilde;o os contributos de pais e professores. Neste  sentido, revelar-se-ia, igualmente importante, analisar em investiga&ccedil;&otilde;es posteriores a rela&ccedil;&atilde;o entre a  regula&ccedil;&atilde;o emocional e dimens&otilde;es ao n&iacute;vel do comportamento, particularmente em rela&ccedil;&atilde;o a problemas de  internaliza&ccedil;&atilde;o e externaliza&ccedil;&atilde;o, bem como a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas de ajustamento social das  crian&ccedil;as. Seria, ainda, interessante cruzar as distintas vari&aacute;veis com as compet&ecirc;ncias emocionais das crian&ccedil;as, ao  n&iacute;vel do reconhecimento das emo&ccedil;&otilde;es, e considerar as m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es por que o comportamento parental se  pauta nomeadamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; intergeracionalidade do fen&oacute;meno vinculativo. </p>     <p>Contudo, considerando pais e crian&ccedil;as filogeneticamente competentes para a vincula&ccedil;&atilde;o, verificou-se, no estudo realizado,  que a linguagem emocional estabelecida entre pais e filhos, desde as rela&ccedil;&otilde;es mais precoces, assume uma import&acirc;ncia  preponderante ao n&iacute;vel do ajustamento adaptativo das crian&ccedil;as contribuindo para o seu bem-estar e desenvolvimento emocional. O  sentimento de seguran&ccedil;a e valida&ccedil;&atilde;o das express&otilde;es emocionais nas crian&ccedil;as por parte dos pais resultam, deste  modo, em n&iacute;veis de regula&ccedil;&atilde;o emocional mais elaborados e adaptativos determinantes nas suas trajet&oacute;rias de  desenvolvimento. Neste sentido, parece-nos sensato afirmar que a complexidade atribu&iacute;da ao fen&oacute;meno da regula&ccedil;&atilde;o  emocional adv&eacute;m, precisamente, da complexidade inerente ao ser humano e o seu estudo deve comportar os m&uacute;ltiplos contributos  existentes procurando uma integra&ccedil;&atilde;o entre as distintas e multideterminadas dimens&otilde;es do fen&oacute;meno emocional. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <!-- ref --><p>Amado, J. S. (2000). A t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do. <i>Revista Refer&ecirc;ncia, 5</i>, 53-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201400040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Ainsworth, M. D., Blehar, M. C., Waters, E., &amp; Wall, S. (1978). <i>Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation.  </i>Hillsdale, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates. </p>     <!-- ref --><p>Aldao, A., Nolen-Hoeksema, S., &amp; Schweizer, S. (2010). Emotion-regulation strategies across psychopathology: A meta-analytic review.  <i>Clinical Psychology Review, 30</i>, 217-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201400040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Arrindell, W. A., &amp; Van Der Ende, J. (1984). Replicability and invariance of dimensions of parental rearing behavior: Further Dutch  experiences with the EMBU. <i>Personality and Individual Differences, 5</i>, 671-682.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Baumrind, D. (1966). Effects of authoritative control on child behavior. <i>Child Development, 37</i>, 887-907.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201400040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bowlby, J. (1980). <i>Attachment and loss, Vol. 3: Loss, sadness and depression</i>. New York: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201400040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: Clinical implications of attachment theory</i>. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201400040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brazelton, T. B., &amp; Greenspan, S. I. (2002). <i>A crian&ccedil;a e o seu Mundo: Requisitos essenciais para o cresciment e aprendizagem</i>.  Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201400040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bridges, L. J., Denham, S. A., &amp; Ganiban, J. M. (2004). Definitional issues in the emotion regulation research. <i>Child Development,  75</i>, 340-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Calkins, S. D. (1994). Origins and outcomes of individual differences in emotion regulation. <i>Monographs of the Society for Research in  Child Development, 59</i>, 53-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201400040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Calkins, S. D. (2010). Commentary: Conceptual and methodological challenges to the study of emotion regulation and psychopathology. <i>Journal  of Psychopathological Behaviour Assessment, 32</i>, 92-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Campos, J. J., Mumme, D. L., Kermoian, R., &amp; Campos, R. G. (1994). A functionalist perspective on the nature of emotion. In N. A. Fox (Ed.),  <i>The development of emotional regulation: Biological and behavioral considerations </i>(vol. 55, pp. 25-40). San Francisco: Jossey-Bass. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Canavarro, M. C. (1999). <i>Rela&ccedil;&otilde;es afectivas e sa&uacute;de mental</i>. Coimbra: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C., &amp; Pereira, A. I. (2007). A percep&ccedil;&atilde;o dos filhos sobre os estilos educativos parentais: A vers&atilde;o  portuguesa do EMBU-C. <i>Revista Ibero-Americana de Diagn&oacute;stico e Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica, 24</i>, 193-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201400040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Castro, J., Toro, J., Van Der Ende, J., &amp; Arrindell, W. A. (1993). Exploring the feasibility of assessing perceived parental rearing styles  in Spanish children with the EMBU. <i>The International Journal of Social Psychiatry, 39</i>, 47-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cole, P. M., Martin, S. E., &amp; Dennis, T. A. (2004). Emotion regulation as a scientific construct: Methodological challenges and directions  for child development research. <i>Child Development, 75</i>, 317-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cummings, E. M., Davies, P. T., &amp; Campbell, S. B. (2000). <i>Developmental psychopathology and family process. Theory, research and  clinical implications</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Darling, N., &amp; Steinberg, L. (1993). Parenting style as context: An integrative model. <i>Psychological Bulletin, 113</i>, 487-496.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Denham, S. (1998). <i>Emotional development in young children</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201400040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Eisenberg, N., Champion, C., &amp; Ma, Y. (2004). Emotion-related regulation: An emergent construct. <i>Merryl-Palmer Quarterly, 50</i>, 236-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201400040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Fagulha, M. T. (1997). <i>Era uma vez... Prova projectiva para crian&ccedil;as &ndash; Manual. </i>Lisboa: Cegoc. </p>     <!-- ref --><p>Fox, N. A., &amp; Calkins, S. D. (2003). The development of self-control of emotion: Intrinsic and extrinsic influences. <i>Motivation and  emotion, 27</i>, 7-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201400040000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Frijda, N. H. (2008). The psychologist&rsquo;s point of view. In M. Lewis, J. M. Haviland-Jones, &amp; L. F. Barret (Eds.), <i>Handbook of  emotions </i>(3<sup>rd </sup>ed., pp. 68-87). New York: Guilford Press. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gottman, J. M., Katz, L. F., &amp; Hooven, C. (1996). Parental meta-emotion philosophy and the emotional life of families: Theoretical models and  preliminary data. <i>Journal of Family Psychology, 10, </i>243-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201400040000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gross, J. J. (1999). Emotion regulation: Past, present, future. <i>Cognition &amp; Emotion, 13</i>, 551-573.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201400040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gross, J. J. (Ed.). (2007). <i>Handbook of emotion regulation</i>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201400040000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hoeskma, J., Oosterlaan, J., &amp; Schipper, E. M. (2004). Emotion regulation and the dynamics of feelings: A conceptual and methological  framework. <i>Child Development, 75</i>, 354-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201400040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lewis, M., Haviland-Jones, M., &amp; Barret, L. F. (2008). <i>Handbook of emotions </i>(3<sup>rd </sup>ed.). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201400040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Malatesta-Magai, C. (1991). Emotional socialization: Its role in personality and developmental psychopathology. In D. Cicchetti &amp; S. L.  Toth (Eds.), <i>Internalizing and externalizing expressions of dysfunction </i>(pp. 203-224). New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201400040000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Markus, T. M., Lindhout, E., Boer, F., Hoogendijk, T. H. G., & Arrindell, W. A. (2003). Factors of perceived parental rearing styles: The EMBU-C  examined in a sample of Dutch primary school children. <i>Personality and Individual Differences, 34</i>, 503-519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201400040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Matos, A. C. (2003). <i>Mais amor, menos doen&ccedil;a</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201400040000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mikulincer, M., &amp; Florian, V. (1998). The relationship between adult attachment styles and emotional and cognitive reactions to stressful  events. In J. A. Simpson &amp; W. S. Rholes (Eds.), <i>Attachment theory and close relationships </i>(pp. 143-165). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201400040000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mikulincer, M., Shaver, P. R., &amp; Pereg, D. (2003). Attachment theory and affect regulation: The dynamics, development, and cognitive  consequences of attachment-related strategies. <i>Motivation and Emotion, 27</i>, 77-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201400040000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Morris, A. S., Silk, J. S., Steinberg, L., Myers, S. S., &amp; Robinson, L. R. (2007). The role of the family context in the development of  emotion regulation. <i>Social Development, 16</i>, 361-388.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201400040000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pires, R. O. (2001). <i>Estrat&eacute;gias de elabora&ccedil;&atilde;o da Ansiedade nas respostas &agrave;s sequ&ecirc;ncias de cenas &agrave;  Prova Era uma vez... </i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias de  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201400040000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Ramsden, S. R., &amp; Hubbard, J. A. (2002). Family expressiveness and parental emotion coaching: Their role in children&rsquo;s emotion  regulation and aggression. <i>Journal of Abnormal Child Psychology, 30</i>, 657-667. </p>     <!-- ref --><p>Rieder, S., Perrez, M., Reicherts, M., &amp; Horn, A. (2008). Interpersonal emotion regulation in the family: A review of assessment tools. In  A. M. Fontaine &amp; M. Matias (Eds.), <i>Family, work and parenting: International perspectiv</i>es (pp. 17-45). Porto: Legis Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201400040000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ryan, R., &amp; Deci, E. (2000). Self-determination theory and the facilitation of intrinsic motivation, social development, and well-being.  <i>American Psychologist, 55, </i>68-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201400040000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>S&aacute;, E. (2009). <i>Esbo&ccedil;o para uma nova psican&aacute;lise</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201400040000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sami-Ali. (2002). <i>Pensar o som&aacute;tico: Imagin&aacute;rio e patologia </i>(2&ordf; ed.). Lisboa: ISPA Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201400040000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Santos, M. S. (2002). <i>Todas as imagens</i>. Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201400040000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Shaver, P. R., &amp; Mikulincer, M. (2002). Attachment-related psychodynamics. <i>Attachment and Human Development, 4</i>, 133-161.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201400040000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Shipman, K. L., Scnieder, R., Fitzgerald, M. M., Sims, C., Swisher, L., &amp; Edwards, A. (2007). Maternal emotion socialization in maltreating  and non-maltreating families: Implications for children&rsquo;s emotion regulation. <i>Social Development, 16</i>, 268-285. </p>     <!-- ref --><p>Southam-Gerow, M. A., &amp; Kendall, P. C. (2002). Emotion regulation and understanding: Implications for child psychopathology and therapy.  <i>Clinical Psychology Review, 22</i>, 189-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201400040000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Spinrad, T. L., Eisenberg, N., Cumberland, A., Fabes, R. A., Valiente, C., Shepard, S. A., Reiser, M., Losoya, S. H., &amp; Guthrie, I. K.  (2006). Relations of emotion-related regulation to children&rsquo;s social competence: A longitudinal study. <i>Emotion, 6</i>, 498-510. </p>     <!-- ref --><p>Sroufe, L. A. (1995). <i>Emotional development: The organization of emotional life in the early years</i>. New York, NY: Cambridge University  Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201400040000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Thompson, R. A. (1994). Emotion regulation: A theme in search of definition. In N. Fox (Ed.), <i>The development of emotion regulation:  Biological and behavioral considerations. </i>Society for Research on Child Development Monograph.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201400040000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Walden, T. A., &amp; Smith, M. C. (1997). Emotion regulation. <i>Motivation &amp; Emotion, 21</i>, 7-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201400040000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Winnicott, D. W. (1971). <i>Playing and reality</i>. London: Tavistock.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201400040000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Winnicott, D. W. (1986). <i>Holding and interpretation: Fragment of an analysis</i>. London: The Hogarth Press and the Institute of  Psycho-Analysis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201400040000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Hugo Miguel Pinto, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa,  Portugal; E-mail: <a href="mailto:hugomiguelpinto@hotmail.com">hugomiguelpinto@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> <i>Submiss&atilde;o: </i>03/03/2014 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>30/06/2014 </p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A técnica de análise de conteúdo]]></article-title>
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<year>2000</year>
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<page-range>53-63</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Ainsworth]]></surname>
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<source><![CDATA[Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation]]></source>
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