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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As relações entre pares de adolescentes socialmente retraídos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present research aims to characterize the social relations of withdraw adolescents with their peer group and best friends. Data were collected based on three instruments: the Extended Class Play - which allows to capture the evaluations that peers make of the behavior, social functioning and social reputation of their colleagues -, the Friendship Nominations and the Friendship Quality Questionnaire - meant to access the perceptions that individuals have of various qualitative aspects of their best friendships. With regard to social relations, the results showed that socially withdrawn adolescents were described by their peers as being significantly more isolated, excluded and victimized, but also more prosocial than their colleagues. On the other hand, they did not differ in the number of mutual friends nor in the reported relationship’s quality, although they tended to have friends significantly more withdrawn and excluded, as well as less aggressive than the control group’s adolescents. The results are in agreement with the literature, reflecting on the social difficulties that withdrawn young people face, as well as the possible protective effect of a best friendship’s communion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Relações entre pares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>As rela&ccedil;&otilde;es entre pares de adolescentes socialmente retra&iacute;dos</b>    <p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Correia<sup>*</sup>, Ant&oacute;nio J. Santos<sup>*</sup>, Miguel Freitas<sup>*</sup>, Ol&iacute;via Ribeiro<sup>*</sup>,  Kenneth Rubin<sup>**</sup></b></p>     <p><sup>*</sup> ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio; </p>     <p><sup>**</sup> University of Maryland </p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>O presente estudo tem como objetivo caracterizar as rela&ccedil;&otilde;es sociais de adolescentes socialmente retra&iacute;dos,  quer com o seu grupo de pares, quer com os seus melhores amigos. Os dados foram recolhidos com base em 3 instrumentos: o Extended Class  Play &ndash; que permite aceder &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es que os pares fazem do comportamento, funcionamento e reputa&ccedil;&atilde;o  sociais dos colegas &ndash;, as Nomea&ccedil;&otilde;es de Amizade &ndash; que permite identificar quem s&atilde;o os melhores amigos &ndash; e o  Question&aacute;rio da Qualidade da Amizade &ndash; destinado a aceder &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es que os sujeitos t&ecirc;m de  v&aacute;rios aspetos qualitativos da sua melhor amizade. No que diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sociais, os resultados  permitiram verificar que os adolescentes socialmente retra&iacute;dos foram descritos pelos pares como sendo significativamente mais isolados,  exclu&iacute;dos e vitimizados, mas tamb&eacute;m mais pr&oacute;-sociais do que os seus colegas. Por outro lado, n&atilde;o diferiam destes no  n&uacute;mero de amigos m&uacute;tuos, nem na qualidade de amizade relatada, ainda que tendessem a ter amigos significativamente mais isolados  e exclu&iacute;dos, tal como menos agressivos, do que os adolescentes do grupo de controlo. Os resultados est&atilde;o de acordo com a literatura,  refletindo as dificuldades sociais que os jovens socialmente retra&iacute;dos enfrentam, assim como chamam a aten&ccedil;&atilde;o para o  poss&iacute;vel efeito protetor que a participa&ccedil;&atilde;o em comum com os melhores amigos pode ter. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Rela&ccedil;&otilde;es entre pares, Retraimento social, Amizade, Adolescentes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>The present research aims to characterize the social relations of withdraw adolescents with their peer group and best friends. Data were  collected based on three instruments: the Extended Class Play &ndash; which allows to capture the evaluations that peers make of the behavior,  social functioning and social reputation of their colleagues &ndash;, the Friendship Nominations and the Friendship Quality Questionnaire &ndash;  meant to access the perceptions that individuals have of various qualitative aspects of their best friendships. With regard to social relations,  the results showed that socially withdrawn adolescents were described by their peers as being significantly more isolated, excluded and  victimized, but also more prosocial than their colleagues. On the other hand, they did not differ in the number of mutual friends nor in the  reported relationship&rsquo;s quality, although they tended to have friends significantly more withdrawn and excluded, as well as less aggressive  than the control group&rsquo;s adolescents. The results are in agreement with the literature, reflecting on the social difficulties that  withdrawn young people face, as well as the possible protective effect of a best friendship&rsquo;s communion. </p>     <p><b>Key-words:</b> Peer relations, Social withdrawal, Friendship, Adolescents. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A literatura tem atestado, de forma inequ&iacute;voca, a import&acirc;ncia que as intera&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es com  pares &ndash; particularmente as de amizade e com o grupo &ndash; assumem no desenvolvimento e bem-estar psicossocial dos indiv&iacute;duos ao  longo de todo o ciclo vital. Como consequ&ecirc;ncia, come&ccedil;ou a surgir o interesse por aqueles sujeitos que, devido ao medo, &agrave;  ansiedade e/ou &agrave; timidez, se retiravam das intera&ccedil;&otilde;es &ndash; nomeadamente com os seus pares &ndash; perdendo, assim, todos  os benef&iacute;cios individuais, sociais, cognitivos e emocionais que lhe est&atilde;o associados e que est&atilde;o empiricamente verificados  (p. ex., Rubin, Bukowski, &amp; Laursen, 2009; Rubin, Bukowski, &amp; Parker, 2006). </p>     <p>O estudo da problem&aacute;tica do retraimento social &ndash; isto &eacute;, da remo&ccedil;&atilde;o promovida pelos pr&oacute;prios  sujeitos da intera&ccedil;&atilde;o com os pares, de forma recorrente e consistente ao longo de diferentes situa&ccedil;&otilde;es, contextos e  tempo, com o objetivo de evitar o medo da rejei&ccedil;&atilde;o (Coplan &amp; Rubin, 2008; Rubin &amp; Coplan, 2004; Rubin, Coplan, &amp; Bowker,  2009) &ndash; tem tido um crescimento exponencial ao longo das &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas. Neste per&iacute;odo, tem sido solidamente  demonstrado que, desde a inf&acirc;ncia at&eacute; &agrave; adult&iacute;cia, estes indiv&iacute;duos revelam uma grande variedade de dificuldades,  quer de natureza social, quer individual &ndash; apresentando mais problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o, como sejam baixa autoestima,  perturba&ccedil;&otilde;es depressivas ou de ansiedade (p. ex., Prior, Smart, Sanson, &amp; Oberklaid, 2000; Rubin, Chen, McDougall, Bowker,  &amp; McKinnon, 1995) &ndash;, passando tamb&eacute;m pelas dificuldades escolares &ndash; evidenciando piores rela&ccedil;&otilde;es com os  professores e aproveitamento acad&eacute;mico (p. ex., Coplan &amp; Prakash, 2003). </p>     <p>No dom&iacute;nio das intera&ccedil;&otilde;es e relacionamentos sociais, a investiga&ccedil;&atilde;o tem-se centrado, essencialmente, em dois  n&iacute;veis de complexidade (Hinde, 1987): o da rela&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares e o das rela&ccedil;&otilde;es de amizade. Tem-se  verificado que os sujeitos socialmente retra&iacute;dos s&atilde;o n&atilde;o s&oacute; menos aceites, como tamb&eacute;m mais ativamente  rejeitados, exclu&iacute;dos e vitimizados pelos colegas, de forma est&aacute;vel e tornando-se mais evidente ao longo do desenvolvimento (Gazelle  &amp; Rudolph, 2004; Hymel, Bowker, &amp; Woody, 1993; Oh, Rubin, Bowker, Booth-LaForce, Rose-Krasnor, &amp; Laursen, 2008). </p>     <p>No entanto, apesar destas dificuldades com o grupo mais alargado, da timidez e de todos problemas de internaliza&ccedil;&atilde;o que dificultam  a normal intera&ccedil;&atilde;o com os pares, estes jovens s&atilde;o t&atilde;o capazes quanto os seus colegas de formar e manter  rela&ccedil;&otilde;es de melhor amizade (Ladd &amp; Burgess, 1999; Rubin, Wojslawowicz, Rose-Krasnor, Booth-LaForce, &amp; Burgess, 2006;  Schneider, 1999). Apesar disso, a maior parte destas amizades tenda a ser de menor qualidade e com algu&eacute;m que partilha muitos dos seus  pr&oacute;prios problemas psicossociais (Hogue &amp; Steinberg, 1995; Rubin, Wojslawowicz et al., 2006). </p>     <p>Mais recentemente tem-se procurado, igualmente, averiguar como &eacute; que as rela&ccedil;&otilde;es sociais poder&atilde;o ser fatores  protetores e/ou de risco nas trajet&oacute;rias desenvolvimentais destas crian&ccedil;as e jovens. Os estudos t&ecirc;m mostrado que diferentes  respostas do ambiente social &ndash; concretamente, diferentes graus de rejei&ccedil;&atilde;o, exclus&atilde;o e vitimiza&ccedil;&atilde;o por  parte dos colegas &ndash;, prev&ecirc;em n&atilde;o s&oacute; n&iacute;veis iniciais de retraimento social dos sujeitos, como tamb&eacute;m  contribuem significativamente para a sua manuten&ccedil;&atilde;o, exacerba&ccedil;&atilde;o ou diminui&ccedil;&atilde;o ao longo do tempo (p. ex.,  Gazelle &amp; Rudolph, 2004; Oh et al., 2008). Por outro lado, a participa&ccedil;&atilde;o numa rela&ccedil;&atilde;o de melhor amizade parece  proteger de maiores dificuldades sociais e emocionais, ainda que n&atilde;o as evite completamente (p. ex., Oh et al., 2008; Rubin, Wojslawowicz et  al., 2006). Este aspeto depende sempre, quer das caracter&iacute;sticas sociais dos amigos, quer da qualidade da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida  (p. ex., Oh, Rubin, Burgess, Booth-LaForce &amp; Rose-Krasnor, 2004; Oh et al., 2008). Adicionalmente, a estabilidade ou o ganho de uma amizade  t&ecirc;m sido associados a um melhor ajustamento ao longo do tempo, enquanto a perda ou a aus&ecirc;ncia destas rela&ccedil;&otilde;es  pr&oacute;ximas e rec&iacute;procas est&atilde;o correlacionadas com um agravamento dos problemas intra e interpessoais (p. ex., Wojslawowicz  Bowker, Rubin, Burgess, Booth-LaForce, &amp; Rose-Krasnor, 2006). </p>     <p>Contudo, o conhecimento que se tem da problem&aacute;tica do retraimento social, os seus correlatos, consequ&ecirc;ncias desenvolvimentais e  fatores protetores e/ou de risco deriva de estudos realizados com amostras norte-americanas, canadianas, asi&aacute;ticas e centro e  norte-europeias. Mesmo nas amostras centro e norte-europeias, t&ecirc;m sido evidenciadas algumas especificidades culturais na  avalia&ccedil;&atilde;o deste comportamento. Assim, a investiga&ccedil;&atilde;o deste fen&oacute;meno em diferentes culturas &eacute; n&atilde;o  s&oacute; importante, como se torna absolutamente necess&aacute;ria (Rubin &amp; Burgess, 2001). Como j&aacute; foi demonstrado em alguns estudos,  este comportamento pode ser culturalmente aceite e valorizado (p. ex., Chen, Rubin, &amp; Sun, 1992), enquanto noutros se constatou que a  rela&ccedil;&atilde;o, coes&atilde;o e conformidade ao grupo s&atilde;o mais importantes do que as rela&ccedil;&otilde;es de amizade ou do que os  valores como a independ&ecirc;ncia, autonomia ou assertividade (p. ex., Chen et al., 2004). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>H&aacute; ainda a considerar que, apesar do n&uacute;mero crescente de estudos sobre esta problem&aacute;tica, a grande maioria ainda se centra  sobre o per&iacute;odo da inf&acirc;ncia e idade escolar (6-12 anos), sabendo-se consideravelmente menos sobre as manifesta&ccedil;&otilde;es e  implica&ccedil;&otilde;es do retraimento social na adolesc&ecirc;ncia. Este dado reveste-se de particular import&acirc;ncia, na medida em que  &eacute; neste per&iacute;odo que as rela&ccedil;&otilde;es sociais &ndash; especificamente, ser aceite pelo grupo de pares e ter amigos &ndash;  se tornam particularmente importantes e influentes no desenvolvimento harmonioso dos sujeitos (p. ex., Bagwell, Newcomb, &amp; Bukowski, 1998). Com  efeito, o sentido de inclus&atilde;o e perten&ccedil;a, assim como a intimidade, afeto, valida&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a emocional que  estas rela&ccedil;&otilde;es proporcionam s&atilde;o fundamentais para a aprendizagem de um conjunto de compet&ecirc;ncias e para a  concretiza&ccedil;&atilde;o das tarefas desenvolvimentais espec&iacute;ficas da adolesc&ecirc;ncia. Concretamente, a adapta&ccedil;&atilde;o a um  novo corpo p&uacute;bere, a conquista de uma maior autonomia face aos pais mantendo uma rela&ccedil;&atilde;o harmoniosa com os mesmos, ou a  forma&ccedil;&atilde;o de uma identidade e autoconceito positivos (p. ex., Berndt, 2004) s&atilde;o tarefas fundamentais deste per&iacute;odo do  desenvolvimento. </p>     <p>O presente estudo tem como principal objetivo a caracteriza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais de adolescentes portugueses  socialmente retra&iacute;dos, quer com o grupo de pares, quer com os seus melhores amigos, por compara&ccedil;&atilde;o com um grupo normativo.  Relativamente &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de amizade (melhores amigos) foram consideradas as tr&ecirc;s facetas  identificadas por Hartup (1996): preval&ecirc;ncia, identidade do amigo e qualidade da rela&ccedil;&atilde;o. Procurou-se ainda averiguar o  potencial efeito protetor que a participa&ccedil;&atilde;o numa melhor amizade poder&aacute; ter para os sujeitos socialmente retra&iacute;dos quer  ao n&iacute;vel do seu funcionamento social, quer quando avaliados pelos pares. Finalmente, foram tamb&eacute;m exploradas poss&iacute;veis  diferen&ccedil;as de sexo e idade. </p>     <p>Atendendo &agrave; literatura anteriormente revista, hipotetiza-se que, ao n&iacute;vel da rela&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares, os jovens  socialmente retra&iacute;dos ser&atilde;o descritos pelos seus pares como sendo mais retra&iacute;dos, exclu&iacute;dos e vitimizados do que os  seus colegas do grupo de compara&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>No que diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com os melhores amigos, n&atilde;o se prev&ecirc; que sejam encontradas diferen&ccedil;as  significativas entre os grupos relativamente &agrave; preval&ecirc;ncia, mas espera-se que haja diferen&ccedil;as quanto &agrave;s  caracter&iacute;sticas dos melhores amigos e &agrave; qualidade da rela&ccedil;&atilde;o. De forma mais concreta, espera-se que, &agrave; luz da  hip&oacute;tese da homofilia (Rubin, Wojslawowicz et al., 2006), os amigos dos jovens socialmente retra&iacute;dos sejam igualmente mais  retra&iacute;dos, exclu&iacute;dos e vitimizados do que os amigos dos sujeitos do grupo de controlo, e que a qualidade da amizade relatada, quer  pelos pr&oacute;prios sujeitos retra&iacute;dos, quer pelos seus melhores amigos, seja inferior &agrave; reportada pelos elementos das  d&iacute;ades normativas. </p>     <p>Considerando ainda o potencial efeito protetor que as melhores amizades poder&atilde;o ter (p. ex., Bagwell et al., 1998), colocou-se a  hip&oacute;tese de os jovens socialmente retra&iacute;dos que n&atilde;o estejam envolvidos em nenhuma amizade, enfrentarem maiores dificuldades  sociais, nomeadamente serem mais exclu&iacute;dos e vitimizados, comparativamente com aqueles que t&ecirc;m pelo menos uma amizade  rec&iacute;proca. </p>     <p>Finalmente e considerando o fator sexo, a literatura tem descrito que as raparigas privilegiam rela&ccedil;&otilde;es mais exclusivas, em  d&iacute;ade ou pequeno grupo e, portanto, mais &iacute;ntimas, enquanto os rapazes valorizam mais a perten&ccedil;a a um grupo de pares alargado,  constitu&iacute;do por amigos, colegas e conhecidos (p. ex., Maccoby, 1995; Poulin &amp; Chan, 2010). Por outro lado, na avalia&ccedil;&atilde;o  que fazem das suas amizades, as raparigas reportam &iacute;ndices de maior qualidade, classificando-as como mais intensas e &iacute;ntimas (Parker,  &amp; Asher, 1993; Underwood, 2007). Diferentes estudos apontaram, igualmente, para o facto de os rapazes experienciarem maiores dificuldades  psicossociais do que as raparigas, na inf&acirc;ncia e na idade escolar, sendo os resultados mais contradit&oacute;rios quando o foco &eacute; o  per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia (p. ex., Gazelle &amp; Rudolph, 2004). Deste modo, foi tamb&eacute;m colocada a hip&oacute;tese de encontrar  diferen&ccedil;as de resultados em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, ao n&iacute;vel da preval&ecirc;ncia e qualidade da amizade, mas n&atilde;o em  termos das caracter&iacute;sticas dos amigos ou da rela&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M&Eacute;TODO </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Participaram neste estudo 850 pr&eacute;-adolescentes (418 do sexo feminino e 432 do sexo masculino), que frequentavam o 7&ordm; e 8&ordm;  anos em tr&ecirc;s escolas na zona da Grande Lisboa, com uma m&eacute;dia de idades de 13 anos (<i>DP</i>=1.44). Estes sujeitos fazem parte de  uma amostra normativa que integra um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o longitudinal financiado pela FCT (PTDC/PSI-PDE/098257/2008). O projeto  foi submetido &agrave; comiss&atilde;o de &eacute;tica e todos os sujeitos e respetivos pais assinaram um consentimento informado. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Extended Class Play (ECP; Burgess, Rubin, Wojslawowicz, Rose-Krasnor, &amp; Booth, 2003; Correia, Santos, Freitas, Rosado, &amp; Rubin,  2014) </i></p>     <p>Os participantes completaram a vers&atilde;o traduzida, adaptada e validada para uma amostra de jovens portugueses (Correia et al., 2014) do  <i>Extended Class Play </i>(<i>ECP</i>, Burgess et al., 2003). Trata-se de um instrumento composto por 37 itens, que procura aceder &agrave;s  avalia&ccedil;&otilde;es que os pares fazem do funcionamento e reputa&ccedil;&atilde;o sociais dos sujeitos. &Eacute; pedido a cada adolescente  que se coloque no papel de um realizador de cinema que tem de escolher, entre os seus colegas de turma, aqueles que melhor desempenhariam diversos  pap&eacute;is de val&ecirc;ncia positiva e negativa. </p>     <p>Para o efeito, foi fornecida a cada sujeito uma listagem de todos os seus colegas autorizados a participar e clarificado que cada papel podia  conter apenas uma nomea&ccedil;&atilde;o feminina e outra masculina, embora a mesma pessoa pudesse ser escolhida mais do que uma vez. </p>     <p>Apenas as nomea&ccedil;&otilde;es entre sujeitos do mesmo sexo foram consideradas, evitando poss&iacute;veis enviesamentos por  estere&oacute;tipos de sexo (Zeller, Vannatta, Schafer &amp; Noll, 2003). Os valores obtidos para os itens foram estandardizados para o sexo e  turma, de modo a ajustar o n&uacute;mero de nomea&ccedil;&otilde;es recebidas ao n&uacute;mero de nomeadores. </p>     <p>A estrutura hexofatorial da escala original foi validada e confirmada numa amostra de jovens portugueses (Correia et al., 2014) e as seis  dimens&otilde;es do comportamento social que ela permite avaliar s&atilde;o: <i>Agressividade </i>(6 itens; &alpha;=.84); <i>Timidez/Retraimento  Social </i>(3 itens; &alpha;=.86); <i>Comportamento pro-social </i>(4 itens; &alpha;=.78); <i>Popularidade/Sociabilidade  </i>(4 itens; &alpha;=.76); <i>Vitimiza&ccedil;&atilde;o </i>(3 itens; &alpha;=.87); e <i>Exclus&atilde;o </i>(3 itens; &alpha;=.79). Os alfas de  Cronbach obtidos para as seis dimens&otilde;es indicam uma elevada consist&ecirc;ncia interna. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Medida de nomea&ccedil;&otilde;es de amizade </i></p>     <p>Os participantes preencheram o question&aacute;rio de Identifica&ccedil;&atilde;o da Rede de Relacionamentos (IRR; Bukowski, Gauze, Hoza,  &amp; Newcomb, 1993), tendo-lhes sido pedido que indicassem o nome do seu &ldquo;melhor amigo&rdquo; e tamb&eacute;m do &ldquo;segundo melhor  amigo&rdquo;, entre os sujeitos da mesma turma e do mesmo sexo. Esta condi&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, uma vez que a literatura tem  demonstrado que, neste per&iacute;odo do desenvolvimento, n&atilde;o s&oacute; existem diferen&ccedil;as entre raparigas e rapazes nas suas  rela&ccedil;&otilde;es de amizade, como tamb&eacute;m s&atilde;o raras as nomea&ccedil;&otilde;es entre pr&eacute;-adolescentes de sexos opostos  (Buhrmester, 1998; Bukowskiet al., 1993). Optou-se por se considerar para an&aacute;lise, apenas o n&uacute;mero de amizades rec&iacute;procas,  isto &eacute;, os jovens que se escolhiam mutuamente nas suas primeiras ou segundas nomea&ccedil;&otilde;es e que, desse modo, foram definidos  como os &ldquo;melhores amigos&rdquo;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Medida de qualidade da amizade </i></p>     <p>Os participantes completaram a vers&atilde;o traduzida, adaptada e validada para uma amostra de jovens portugueses (Freitas, Santos, Correia,  Ribeiro, &amp; Fernandes, 2013) do <i>Friendship Quality Questionnaire </i>(<i>FQQ</i>; Parker &amp; Asher, 1993). A sua estrutura fatorial foi  validada e confirmada nesta amostra (Freitas et al., 2013). Trata-se de um question&aacute;rio de autopreenchimento destinado a crian&ccedil;as e  adolescentes, que procura avaliar a qualidade da amizade acedendo &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es que os sujeitos t&ecirc;m de v&aacute;rios  aspetos qualitativos da sua melhor amizade. As subescalas de val&ecirc;ncia positiva deste question&aacute;rio revelaram-se fortemente  correlacionadas o que justificou a ado&ccedil;&atilde;o dos procedimentos que recomendam a combina&ccedil;&atilde;o destas dimens&otilde;es num  s&oacute; valor global de Qualidade da Amizade (&alpha;=.95), tendo sido esta a &uacute;nica medida utilizada neste estudo (Wojslawowicz et al.,  2006). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>Os instrumentos foram administrados em grupo, em contexto de sala de aula, por dois investigadores. Cada sess&atilde;o durou, aproximadamente,  90 minutos. A ordem de aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos foi pr&eacute;-determinada: primeiro o <i>Extended Class Play</i>, depois as  Nomea&ccedil;&otilde;es de Amizade e, por &uacute;ltimo, o <i>Friendship Quality Questionnaire</i>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>RESULTADOS </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Identifica&ccedil;&atilde;o do grupo de adolescentes socialmente retra&iacute;dos e do grupo de controlo </i></p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o do <i>Grupo de Adolescentes Socialmente Retra&iacute;dos </i>e do <i>Grupo de Controlo </i>foi feita com base  no <i>ECP</i>, seguindo o procedimento e crit&eacute;rios anteriormente utilizados por outros autores (p. ex., Fredstrom et al., 2012; Rubin,  Wojslawowicz et al., 2006). Assim, foram inclu&iacute;dos no <i>Grupo de Retra&iacute;dos </i>os sujeitos cujos valores estandardizados na  dimens&atilde;o de Timidez/Retraimento Social se encontravam no ter&ccedil;o superior (percentil 67) e abaixo da mediana na dimens&atilde;o de  Agressividade. O <i>Grupo de Controlo </i>foi constitu&iacute;do pelos adolescentes que tinham valores estandardizados abaixo da mediana para estas  mesmas dimens&otilde;es. Desta forma, da amostra inicial filtraram-se 163 sujeitos para o <i>Grupo de Retra&iacute;dos </i>(87 do sexo feminino),  com um resultado m&eacute;dio estandardizado de 1.18 na dimens&atilde;o de Retraimento Social e de -.50 na de Agressividade. Para o <i>Grupo de  Controlo</i>, filtraram-se 199 sujeitos (95 do sexo feminino), cujo resultado m&eacute;dio estandardizado foi de -.48 na dimens&atilde;o de  Retraimento Social e de -.50 na de Agressividade. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Identifica&ccedil;&atilde;o das d&iacute;ades de melhores amigos </i></p>     <p>Com base nas nomea&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas de amizade dos adolescentes <i>Retra&iacute;dos </i>e dos do Grupo de <i>Controlo</i>,  foram identificadas d&iacute;ades de melhores amigos. Seguindo os procedimentos adotados noutras investiga&ccedil;&otilde;es (p. ex., Rubin,  Wojslawowicz et al., 2006), a constitui&ccedil;&atilde;o das d&iacute;ades obedeceu aos seguintes crit&eacute;rios: quando um adolescente tinha  duas amizades rec&iacute;procas, foi definido como seu par na d&iacute;ade aquele que correspondesse &agrave; sua primeira nomea&ccedil;&atilde;o;  nas situa&ccedil;&otilde;es em que dois sujeitos do <i>Grupo de Retra&iacute;dos </i>eram amigos rec&iacute;procos, aquele que apresentasse o maior  n&iacute;vel de Timidez/Retraimento Social era definido como &ldquo;<i>alvo</i>&rdquo;, enquanto o outro adolescente era integrado no grupo de  &ldquo;melhor amigo&rdquo; correspondente &ndash; ou seja, o grupo dos &ldquo;<i>melhores amigos de jovens retra&iacute;dos</i>&rdquo;; se dois  jovens do <i>Grupo de Controlo </i>fossem amigos rec&iacute;procos, aquele que apresentasse o menor n&iacute;vel de Timidez/Retraimento Social era  identificado como &ldquo;<i>alvo</i>&rdquo;, enquanto o outro era inserido no grupo dos &ldquo;<i>melhores amigos de jovens de controlo&rdquo;</i>;  finalmente, quando um sujeito do <i>Grupo de Retra&iacute;dos </i>e um do <i>Grupo de Controlo </i>eram amigos rec&iacute;procos (10  situa&ccedil;&otilde;es), a escolha do &ldquo;alvo&rdquo; era feita aleatoriamente, sendo o adolescente que restava colocado no grupo de melhores  amigos correspondente. </p>     <p>Atrav&eacute;s do uso destes crit&eacute;rios, 67 adolescentes retra&iacute;dos (39 raparigas e 28 rapazes) e 58 adolescentes de controlo (31  raparigas e 27 rapazes) formaram d&iacute;ades com os seus melhores amigos, com ambos os grupos a apresentarem uma percentagem superior a 90% de  d&iacute;ades constitu&iacute;das com base na primeira nomea&ccedil;&atilde;o de amizade. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Preval&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es de amizade nos grupos </i></p>     <p>Para avaliar se existiam diferen&ccedil;as relativas ao n&uacute;mero de rela&ccedil;&otilde;es de amizade rec&iacute;procas, entre os  adolescentes socialmente retra&iacute;dos e os jovens do grupo de controlo, foi realizada uma ANOVA 2 (Grupo: Retra&iacute;dos, Controlo) x 2  (sexo), que n&atilde;o detetou diferen&ccedil;as significativas entre os grupos [<i>F</i>(1,237)=2.40, <i>ns</i>], nem efeitos de  intera&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(1,237)=1.02, <i>ns</i>]<i>. </i>No entanto, foram encontradas diferen&ccedil;as significativas em  fun&ccedil;&atilde;o do sexo, com as raparigas a reportarem mais amizades rec&iacute;procas do que os rapazes [<i>F</i>(1,237)=6.32,  <i>p</i>&lt;.05, &epsilon;&sup2;=.03]. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas dos melhores amigos dos adolescentes retra&iacute;dos </i></p>     <p>De seguida, foi explorada a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as no funcionamento social dos melhores amigos dos adolescentes retra&iacute;dos  e dos sujeitos do grupo de controlo, realizando-se uma MANOVA 2 (Grupo: Melhores Amigos de Retra&iacute;dos, Melhores Amigos de Controlo) x 2  (Sexo) para as seis dimens&otilde;es do <i>ECP </i>&ndash; timidez/retraimento social, agressividade, vitimiza&ccedil;&atilde;o, exclus&atilde;o,  comportamento pro-social e popularidade/sociabilidade. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n4/32n4a07t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nestas an&aacute;lises, foram utilizados os dados relativos ao &ldquo;melhor amigo&rdquo;, tendo os resultados revelado um efeito significativo  para os grupos [<i>F</i>(5,116)=3.33, <i>p</i>&lt;.01; Wilks&rsquo; &lambda;=.85, &epsilon;&sup2;=.15], com os melhores amigos dos jovens  <i>retra&iacute;dos </i>a serem descritos pelos seus pares como significativamente mais isolados [<i>F</i>(1,121)=5.18, <i>p</i>&lt;.05;  &epsilon;&sup2;=.04], mais exclu&iacute;dos [<i>F</i>(1,121)=12.53, <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.09] e ainda como menos agressivos  [F(1,121)=5.72, <i>p</i>&lt;.05; &epsilon;&sup2;=.04] do que os melhores amigos dos adolescentes do <i>grupo de controlo</i>. N&atilde;o se  verificaram diferen&ccedil;as significativas nas dimens&otilde;es da vitimiza&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(1,121)=.26, <i>ns</i>], comportamento  prosocial [<i>F</i>(1,121)=.11, <i>ns</i>] ou sociabilidade/popularidade [<i>F</i>(1,121)=.000, <i>ns</i>], nem efeitos de intera&ccedil;&atilde;o  significativos [<i>F</i>(5,116)=.61, <i>ns</i>]. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Qualidade da amizade </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Explorou-se ainda a possibilidade da qualidade de amizade variar em fun&ccedil;&atilde;o da perten&ccedil;a a um dos grupos, considerando as  diferentes perspetivas: a dos sujeitos-alvo, a dos seus melhores amigos e, finalmente, procurando as diferen&ccedil;as dentro da pr&oacute;pria  d&iacute;ade. Relativamente &agrave; perspetiva do sujeito-alvo, realizou-se uma ANOVA 2 (Grupo: Retra&iacute;dos, Controlo) x 2 (sexo), que  n&atilde;o revelou efeitos significativos para o grupo [<i>F</i>(1, 109)=2.81, <i>ns</i>] mas revelou efeitos para o sexo [<i>F</i>(1,109)=12.37,  <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.10]. Estes resultados indicam que a perce&ccedil;&atilde;o que os adolescentes <i>retra&iacute;dos </i>t&ecirc;m  da qualidade da sua melhor amizade n&atilde;o &eacute; significativamente diferente da dos jovens de <i>controlo</i>. No entanto, as raparigas  reportam mais qualidade nas suas amizades do que os rapazes. Finalmente, n&atilde;o foram encontrados efeitos de intera&ccedil;&atilde;o  significativos [<i>F</i>(1,109)=.19, <i>ns</i>]. </p>     <p>Considerando a perspetiva do melhor amigo, foi efetuada uma ANOVA 2 (Grupo: Melhores Amigos de Retra&iacute;dos, Melhores Amigos de Controlo)  x 2 (Sexo) para avaliar a exist&ecirc;ncia de poss&iacute;veis diferen&ccedil;as na qualidade da rela&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m aqui  n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas entre os grupos de melhores amigos [<i>F</i>(1,110)=1.50, <i>ns</i>]<i>, </i>mas  foram reveladas diferen&ccedil;as relativamente ao sexo, [<i>F</i>(1,110)=16.50, <i>p</i>&lt;.001; &epsilon;&sup2;=.13]. Os resultados indicam  que os melhores amigos dos adolescentes retra&iacute;dos n&atilde;o v&ecirc;em a qualidade da sua amizade de modo diferente dos melhores amigos  dos adolescentes de controlo. Apenas a rela&ccedil;&atilde;o nas d&iacute;ades femininas &eacute; descrita como apresentado maior qualidade.  N&atilde;o foram encontrados novamente efeitos de intera&ccedil;&atilde;o significativos [<i>F</i>(1,110)=.04, <i>ns</i>]. </p>     <p>Finalmente, procurou-se averiguar se os sujeitos-alvo e os seus melhores amigos diferiam na perce&ccedil;&atilde;o da qualidade das suas  amizades. Para isso, realizou-se separadamente para cada grupo (<i>Retra&iacute;dos </i>e <i>Controlo</i>) uma ANOVA 2 (D&iacute;ade: Alvo, Melhor  Amigo) x 2 (Sexo). Esta an&aacute;lise revelou que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as significativas na perspetiva que sujeitos-alvo e os seus  parceiros na d&iacute;ade t&ecirc;m da qualidade da sua rela&ccedil;&atilde;o, nem nas d&iacute;ades do <i>grupo dos retra&iacute;dos  </i>[<i>F</i>(1,121)=1.17, <i>ns</i>], nem nas d&iacute;ades do <i>grupo de controlo </i>[<i>F</i>(1,99)=.34, <i>ns</i>]. Verificaram-se,  novamente, diferen&ccedil;as de sexo, com as raparigas a descreverem maior qualidade da amizade, nas d&iacute;ades de ambos os grupos &ndash;  <i>retra&iacute;dos </i>[<i>F</i>(1,121)=17.95, <i>p</i>&lt;.001; &epsilon;&sup2;=.13] e <i>controlo </i>[<i>F</i>(1, 99)=13.64,  <i>p</i>&lt;.001; &epsilon;&sup2;=.12]. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento social dos adolescentes retra&iacute;dos com e sem amigos rec&iacute;procos </i></p>     <p>Por &uacute;ltimo, procurou-se compreender a import&acirc;ncia que a participa&ccedil;&atilde;o numa rela&ccedil;&atilde;o de amizade pode ter  para os adolescentes socialmente retra&iacute;dos. Para tal, foi comparado o funcionamento social dos sujeitos do <i>Grupo de Retra&iacute;dos  </i>que tinham, pelo menos, uma amizade rec&iacute;proca com aqueles que n&atilde;o tinham, atrav&eacute;s de uma MANOVA 2 (Grupo: Retra&iacute;dos  Com Amigo Rec&iacute;proco, Retra&iacute;dos Sem Amigo Rec&iacute;proco) x 2 (Sexo) nas dimens&otilde;es do <i>ECP</i>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v32n4/32n4a07t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Encontraram-se efeitos de grupo significativos [<i>F</i>(5,123)=3.91, <i>p</i>&lt;.01; Wilks&rsquo; &lambda;=.84, &epsilon;&sup2;=.16], com  ANOVAs de <i>follow-up </i>que demonstraram que os sujeitos <i>retra&iacute;dos sem amigos rec&iacute;procos </i>s&atilde;o descritos pelos seus  pares como mais exclu&iacute;dos [<i>F</i>(1,128)=11.58, <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.08] e vitimizados [<i>F</i>(1,128)=7.59,  <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.06], mas tamb&eacute;m menos prosociais [<i>F</i>(1,128)=17.10, <i>p</i>&lt;.001; &epsilon;&sup2;=.12] e  soci&aacute;veis [<i>F</i>(1,128)=9.13, <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.07]. Verificou-se, igualmente, uma tend&ecirc;ncia para que estes  adolescentes retra&iacute;dos sejam ainda vistos como mais retra&iacute;dos [<i>F</i>(1,128)=3.46, <i>p</i>=.06, <i>ns</i>]<i>. </i></p>     <p>Foi tamb&eacute;m encontrado um efeito principal significativo relativo ao sexo [<i>F</i>(5,123)=3.07,  <i>p</i>&lt;.01; Wilks&rsquo; &lambda;=.87, &epsilon;&sup2;=.13], com as raparigas retra&iacute;das a serem descritas como mais exclu&iacute;das  [<i>F</i>(1,128)=14.77, <i>p</i>&lt;.001; &epsilon;&sup2;=.10], vitimizadas [<i>F</i>(1,128)=10.00, <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.07] e menos  soci&aacute;veis [<i>F</i>(1,128)=4.30, <i>p</i>&lt;.05; &epsilon;&sup2;=.03] do que os rapazes retra&iacute;dos. Finalmente, foi revelado um  efeito de intera&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(5,123)=3.57, <i>p</i>&lt;.01; Wilks&rsquo; &lambda;=.85, &epsilon;&sup2;=.15], com as raparigas  retra&iacute;das sem amigas a serem vistas pelos pares como mais exclu&iacute;das [<i>F</i>(1,128)=14.55, <i>p</i>&lt;.001; &epsilon;&sup2;=.10]  e vitimizadas [<i>F</i>(1,128)=6.09, <i>p</i>&lt;.01; &epsilon;&sup2;=.08]. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>DISCUSS&Atilde;O </p>     <p>Os resultados deste estudo podem juntar-se a um corpo te&oacute;rico de conhecimentos que se tem vindo a constituir a partir de  investiga&ccedil;&otilde;es feitas com amostras de diferentes culturas &ndash; americana, europeia e asi&aacute;tica (p. ex.,  Gazelle &amp; Rudolph, 2004). Ficou demonstrado que, tamb&eacute;m na realidade portuguesa, o fen&oacute;meno do retraimento social se associa  a grandes dificuldades nos relacionamentos com os pais. Estes jovens adolescentes socialmente retra&iacute;dos s&atilde;o n&atilde;o s&oacute;  ativamente exclu&iacute;dos das conversas e das atividades do grupo de pares, como tamb&eacute;m s&atilde;o mais vitimizados pelos colegas. Este  comportamento por parte dos pares poder&aacute; dever-se ao facto de, sobretudo no per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia, o evitamento e a  remo&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es sociais, bem como a manuten&ccedil;&atilde;o &agrave; margem do grupo poder ser crescentemente  percecionado pelos outros como at&iacute;pico, desviante e estranho face &agrave;s expetativas e padr&otilde;es sociais normativos (Rubin, Bowker,  &amp; Gazelle, 2010). Por outro lado, o pr&oacute;prio comportamento destes jovens socialmente retra&iacute;dos na sua rela&ccedil;&atilde;o com os  colegas (t&iacute;mido, receoso, ansioso e inseguro), para al&eacute;m de poder ser percebido como n&atilde;o acrescentando nada de positivo ao  grupo (Rubin, Bukowski, &amp; Parker, 2006), pode inclusivamente sugerir aos pares que se tratam de &ldquo;alvos f&aacute;ceis&rdquo;, submissos  e incapazes de retaliar (Rubin et al., 2006). </p>     <p>Neste sentido, poder&aacute; ser criado um ciclo negativo na vida destes jovens, uma vez que o retraimento social potencia (com o avan&ccedil;o  da idade) dificuldades na rela&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares que, por seu turno, podem levar ao desenvolvimento de um autoconceito pobre e  promover ainda mais o comportamento de retirada social, enquanto estrat&eacute;gia de fuga &agrave; exclus&atilde;o e vitimiza&ccedil;&atilde;o.  Obviamente, esta resposta n&atilde;o s&oacute; se revela desajustada e ineficaz, como destaca ainda mais estes jovens pela negativa, colocando-os  numa posi&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de problemas de car&aacute;cter inter e intrapessoal (Rubin,  Coplan, &amp; Bowker, 2009). </p>     <p>Tal como &eacute; descrito na literatura, tamb&eacute;m se verificou que, apesar de todas as dificuldades descritas na rela&ccedil;&atilde;o  com o grupo de pares, n&atilde;o existiam diferen&ccedil;as significativas entre jovens socialmente retra&iacute;dos e os de uma amostra normativa  relativamente &agrave; probabilidade de terem uma melhor amizade (p. ex., Ladd &amp; Burgess, 1999; Rubin, Wojslawowicz et al., 2006; Schneider,  1999). Estes resultados parecem indicar que, do mesmo modo que ser socialmente competente, por si s&oacute;, n&atilde;o garante sucesso no  envolvimento numa rela&ccedil;&atilde;o de melhor amizade, ser socialmente retra&iacute;do tamb&eacute;m n&atilde;o o impede. Ou seja, o  desconforto, ansiedade e inseguran&ccedil;a reveladas num contexto mais amplo &ndash; e que promovem um comportamento de retraimento social, de  exclus&atilde;o e vitimiza&ccedil;&atilde;o por parte dos pares &ndash;, n&atilde;o s&atilde;o obst&aacute;culos intranspon&iacute;veis para o  estabelecimento de uma melhor amizade. A &uacute;nica diferen&ccedil;a registada foi em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, com as raparigas a reportarem  mais amizades rec&iacute;procas do que os rapazes, talvez por privilegiarem as rela&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas e &iacute;ntimas. De  facto, perante os crit&eacute;rios de defini&ccedil;&atilde;o de amizade que estabelecemos, &eacute; poss&iacute;vel que as raparigas &ndash; que  t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es mais exclusivas e menos extensivas do que os rapazes tenham maior probabilidade de terem mais reciprocidades, na  medida em que o n&uacute;mero de colegas potencialmente eleg&iacute;veis &eacute; menor. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Caracter&iacute;sticas do amigo </i></p>     <p>Apesar de n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as na probabilidade de terem uma melhor amizade, concluiu-se que os amigos dos jovens  socialmente retra&iacute;dos s&atilde;o mais isolados e exclu&iacute;dos (mas n&atilde;o vitimizados, ao contr&aacute;rio do que se tinha  previsto), assim como menos agressivos do que os dos adolescentes do grupo de compara&ccedil;&atilde;o &ndash; o que &eacute; consistente com a  hip&oacute;tese da homofilia definida pela literatura (p. ex., Rubin, Wojslawowicz et al., 2006). Assim, parece que, perante todas as dificuldades  psicossociais que estes sujeitos enfrentam, as poss&iacute;veis escolhas de um amigo est&atilde;o limitadas a outros que tamb&eacute;m as vivem. O  cen&aacute;rio de &ldquo;<i>misery loves company</i>&rdquo; defendido por Rubin e colaboradores (Rubin, Wojslawowicz et al., 2006, p. 154)  poder&aacute; ser traduzido para esta realidade como &ldquo;mais vale acompanhado do que s&oacute;&rdquo;, sobretudo se por algu&eacute;m que  compreende, como ningu&eacute;m, os problemas e impactos que estas dificuldades acarretam. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo, as vantagens desenvolvimentais, frequentemente associadas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o numa melhor amizade poder&atilde;o  estar comprometidas. Se as d&iacute;ades entrarem em processos de rumina&ccedil;&atilde;o e de lamenta&ccedil;&otilde;es recorrentes sobre as suas  dificuldades intra e interpessoais, apenas poder&atilde;o refor&ccedil;&aacute;-las, impedindo uma verdadeira comunica&ccedil;&atilde;o, ajuda e  colabora&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua e positiva na elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de <i>coping </i>mais adequadas. &Eacute;  igualmente interessante salientar o facto de as an&aacute;lises realizadas n&atilde;o terem registado efeitos de sexo, o que faz pensar que esta  &eacute; uma realidade v&aacute;lida tanto para raparigas, como para rapazes. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Qualidade da amizade </i></p>     <p>Relativamente &agrave; qualidade da amizade, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas em nenhum dos  n&iacute;veis de an&aacute;lise considerados, isto &eacute;, n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as entre os sujeitos socialmente retra&iacute;dos  e os de compara&ccedil;&atilde;o, nem entre os seus melhores amigos, nem ainda, no seio das d&iacute;ades consideradas (retra&iacute;dos ou de  controlo). Estes resultados contrariam os estudos anteriormente apresentados e n&atilde;o confirmam a hip&oacute;tese estabelecida. Pelo  contr&aacute;rio, indicam que os adolescentes socialmente retra&iacute;dos podem ter uma rela&ccedil;&atilde;o de amizade de qualidade semelhante  &agrave; dos seus colegas, facto que tamb&eacute;m &eacute; afirmado pelos seus melhores amigos. Assim, parece que estes jovens, n&atilde;o  obstante todas as suas dificuldades relacionais, podem, no contexto mais privado de uma melhor amizade, revelar as compet&ecirc;ncias e a  serenidade necess&aacute;rias para cultivar uma rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima, de apoio, suporte, companheirismo e valida&ccedil;&atilde;o  m&uacute;tuos, bem como serem capazes de superar eventuais desentendimentos e conflitos, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o recompensadora  para ambos. Tal facto poder&aacute; ser ben&eacute;fico para o seu ajustamento psicossocial ao longo do tempo, uma vez que tem sido demonstrado  que os n&iacute;veis de retraimento social aumentam no seio de d&iacute;ades de amigos com amizades de m&eacute;dia e baixa qualidade (Berndt,  Hawkins, &amp; Jiao, 1999). </p>     <p>Outro dado relevante &eacute; o facto de n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as dentro da d&iacute;ade, o que parece indicar que ela &eacute;  equitativa e igualmente proveitosa para ambos os membros. Ao contr&aacute;rio do que foi observado por Schneider e Tessier (2007), os sujeitos  socialmente retra&iacute;dos podem ser capazes de se descentrar das suas pr&oacute;prias necessidades e dificuldades, preocupar-se e interessar-se  pelo amigo, corresponder &agrave;s suas necessidades e expetativas e, assim, manter uma rela&ccedil;&atilde;o de boa qualidade e ben&eacute;fica  para ambos. A &uacute;nica diferen&ccedil;a significativa detetada foi relativa ao sexo, em que as raparigas reportaram em qualquer uma das  tr&ecirc;s an&aacute;lises realizadas, maior qualidade de amizade, o que &eacute; consistente com a literatura existente para este per&iacute;odo  desenvolvimental (p. ex., Parker &amp; Asher, 1993; Rubin et al., 2004). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Funcionamento social de retra&iacute;dos com e sem amigos </i></p>     <p>Por &uacute;ltimo, procurou-se perceber se a amizade poderia funcionar como um fator protetor para os adolescentes socialmente retra&iacute;dos.  Para isso, compararam-se aqueles que tinham pelo menos uma amizade rec&iacute;proca com os que n&atilde;o tinham. Verificou-se que os adolescentes  socialmente retra&iacute;dos que n&atilde;o tinham, pelo menos, uma amizade rec&iacute;proca, eram significativamente mais exclu&iacute;dos e  vitimizados (tal como previmos), assim como menos pro-sociais e soci&aacute;veis. Tendencialmente, eram ainda mais isolados do que aqueles que  tinham pelo menos uma amizade rec&iacute;proca. Assim, parece ser poss&iacute;vel que a participa&ccedil;&atilde;o numa melhor amizade  ofere&ccedil;a o suporte e a ajuda necess&aacute;rios para atenuar algumas dificuldades sociocognitivas e emocionais e, desta forma, permita  enfrentar os dilemas interpessoais com mais confian&ccedil;a. Como consequ&ecirc;ncia, estes adolescentes podem exibir um comportamento social um  pouco mais adequado. Efetivamente, s&atilde;o os pr&oacute;prios pares que reconhecem estas diferen&ccedil;as, ao consider&aacute;-los mais  prosociais e soci&aacute;veis do que os outros jovens igualmente retra&iacute;dos mas sem amigos, &agrave; semelhan&ccedil;a do que foi demonstrado  noutras investiga&ccedil;&otilde;es (Rubin, Wojslawowicz et al., 2006). </p>     <p>De qualquer modo, torna-se importante real&ccedil;ar que, embora a exist&ecirc;ncia de uma melhor amizade possa associar-se a um melhor  ajustamento psicossocial, ela n&atilde;o pode prevenir ou proteger os adolescentes socialmente retra&iacute;dos de continuarem a ser  exclu&iacute;dos e vitimizados pelo seu grupo de pares, apenas permite que o sejam menos. N&atilde;o obstante os benef&iacute;cios de ter um melhor  amigo, eles poder&atilde;o ser limitados aos olhos dos colegas, pelo menos, a curto-prazo. Por&eacute;m, se o sujeito continuar a demonstrar um  comportamento mais adequado, n&atilde;o s&oacute; o grupo poder&aacute; ir mudando progressivamente a sua conduta, como tamb&eacute;m ele  pr&oacute;prio se vai tornando mais interessante e atraente enquanto potencial amigo de outros colegas. </p>     <p>Neste dom&iacute;nio, foram encontradas diferen&ccedil;as de sexo, com as raparigas socialmente retra&iacute;das a serem mais exclu&iacute;das  e vitimizadas, bem como menos soci&aacute;veis do que os rapazes. Estes resultados parecem contrariar a ideia de que o retraimento social &eacute;  n&atilde;o s&oacute; mais tolerado, como tamb&eacute;m acarreta menos riscos de ajustamento psicossocial para o sexo feminino. No entanto,  v&atilde;o ao encontro de outros estudos que fizeram uso de amostras de adolescentes e que n&atilde;o confirmaram esta ideia (p. ex., Gazelle  &amp; Rudolph, 2004). Assim, torna-se necess&aacute;rio prosseguir com as investiga&ccedil;&otilde;es para perceber se estes resultados, que  j&aacute; est&atilde;o verificados para a inf&acirc;ncia, se aplicam igualmente em outras etapas do ciclo vital, bem como a diferentes culturas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi ainda revelado um efeito de intera&ccedil;&atilde;o, em que as raparigas socialmente retra&iacute;das e sem amigas s&atilde;o descritas,  pelos seus pares, como mais exclu&iacute;das e vitimizadas. Este comportamento mais negativo por parte dos pares relativamente &agrave;s raparigas  poder&aacute; dever-se ao facto de ser duplamente estranho: &eacute; n&atilde;o s&oacute; o movimento de retraimento e afastamento da  intera&ccedil;&atilde;o com os pares, como ainda o facto de uma rapariga n&atilde;o ter uma melhor amizade. Na medida em que a literatura tem sido  sugerido que as amizades podem ser mais importantes para as raparigas, enquanto para os rapazes &eacute; a inclus&atilde;o num grupo mais alargado  (p. ex., Maccoby, 1995), poder-se-&aacute; pensar que existe uma expetativa social associada a este aspeto. Poder-se-&aacute; esperar que as  raparigas tenham sempre uma melhor amiga, uma vez que se afiliam em pequenas d&iacute;ades ou tr&iacute;ades caracterizadas por uma grande  exclusividade e intimidade. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e dire&ccedil;&otilde;es futuras </i></p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o pretende, apenas, ser o in&iacute;cio de muitas outras sobre a problem&aacute;tica do retraimento social na  realidade portuguesa, na medida em que, muitas quest&otilde;es continuam em aberto, nos mais diversos dom&iacute;nios. Efetivamente, mesmo no  dom&iacute;nio social que &eacute; o foco desta investiga&ccedil;&atilde;o, seria interessante incluir outras dimens&otilde;es que pudessem  caraterizar melhor a rela&ccedil;&atilde;o que estes adolescentes mant&ecirc;m com o grupo de pares, nomeadamente a  aceita&ccedil;&atilde;o/rejei&ccedil;&atilde;o ou o estatuto social. Por outro lado, neste estudo foi utilizada apenas a medida das melhores  amizades rec&iacute;procas &ndash; pela sua maior influ&ecirc;ncia no desenvolvimento s&oacute;cio-emocional (p. ex., Urberg, Degirmencioglu,  &amp; Tolson, 1998) &ndash;, com sujeitos do mesmo sexo &ndash; por ainda serem raras as nomea&ccedil;&otilde;es ao sexo oposto, nesta fase do  desenvolvimento (p. ex., Haselager, Hartup, van Lieshout, &amp; Riksen-Walraven, 1998) &ndash; e, por quest&otilde;es metodol&oacute;gicas, com  algu&eacute;m da mesma turma. Contudo, seria interessante considerar um crit&eacute;rio mais abrangente, que pudesse incluir as amizades com  pares de sexo oposto e/ou de outros contextos, de modo a esclarecer, de forma inequ&iacute;voca, se os indiv&iacute;duos que foram tratados como  n&atilde;o tendo amigos n&atilde;o os t&ecirc;m mesmo, ou n&atilde;o os t&ecirc;m apenas devido aos crit&eacute;rios definidos. Isto permitiria  aferir melhor o valor protetor da amizade para os adolescentes que exibem comportamentos de retraimento social. Para al&eacute;m do dom&iacute;nio  social circunscrito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com os pares, seria igualmente importante considerar o papel da rela&ccedil;&atilde;o com os  pais no retraimento social. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>REFER&Ecirc;NCIAS </p>     <!-- ref --><p>Bagwell, C. L., Newcomb, A. F., &amp; Bukowski, W. M. (1998). Preadolescent friendship and peer rejection as predictors of adult adjustment.  <i>Child Development, 69</i>, 140-153. doi: 10.1111/j.1467-8624.1998.tb06139.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201400040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Berndt, T. J. (2004). Children&rsquo;s friendships: Shifts over a half-century in perspectives on their development and their effects.  <i>Merrill Palmer Quarterly Journal of Developmental Psychology, 50</i>, 206-223. </p>     <!-- ref --><p>Berndt, T. J., Hawkins, J. A., &amp; Jiao, Z. (1999). Influences of friends and friendships on adjustment to junior high school.  <i>Merrill-Palmer Quarterly, 45</i>, 13-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201400040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Buhrmester, D. (1998). Need fulfilment, interpersonal competence, and the development contexts of early adolescent friendship. In W. M.  Bukowski, A. F. Newcomb, &amp; W. W. Hartup (Eds.), <i>The company they keep: Friendships and their developmental significance </i>(pp. 158-185).  New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201400040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bukowski, W. M., Gauze, C., Hoza, B., &amp; Newcomb, A. F. (1993). Differences and consistency between same-sex and other-sex peer relationships  during early adolescence. <i>Developmental Psychology, 29</i>, 255-263. doi: 10.1037/0012-1649.29.2.255 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201400040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bukowski, W. M., Hoza, B., &amp; Boivin, M. (1994). Measuring friendship quality during pre- and early adolescence: The development and  psychometric properties of the Friendship Qualities Scale. <i>Journal of Social and Personal Relationships, 11</i>, 472-484.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201400040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Burgess, K. B., Rubin, K. H., Wojslawowicz, J. C., Rose-Krasnor, L., &amp; Booth, C. L. (2003). <i>The &lsquo;&lsquo;Extended Class  Play&rsquo;&rsquo;: A longitudinal study of its factor structure, reliability, and validity. </i>Presented at the biennial meeting of the Society  for Research in Child Development. Tampa, FL. </p>     <!-- ref --><p>Chen, X., He, Y., De Oliveira, A. M., Lo Coco, A., Zappulla, C., Kaspar, V., &amp; DeSouza, A. (2004). Loneliness and social adaptation in  Brazilian, Canadian, Chinese and Italian children: A multi-national comparative study. <i>Journal of Child Psychology and Psychiatry, 45</i>,  1373-1384. doi: 10.1111/j.1469-7610.2004.00844.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201400040000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chen, X., Rubin, K. H., &amp; Sun, Y. (1992). Social reputation and peer relationships in Chinese and Canadian children. <i>Social Development,  3, </i>269-290. doi: 10.1111/j.1467-8624.1992.tb01698.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201400040000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coplan, R. J., &amp; Prakash, K. (2003). Spending time with teacher: Characteristics of preschoolers who frequently elicit <i>versus  </i>initiate interactions with teachers. <i>Early Childhood Research Quarterly, 18</i>, 143-158. doi: 10.1016/s0885-2006(03)00009-7 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201400040000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Correia, J., Santos, A. J., Freitas, M., Rosado, A., &amp; Rubin, K. (2014). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do Extended Class Play numa  amostra portuguesa de jovens adolescentes. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 27</i>, 462-471. doi: 10.1590/1678-7153.201427306 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201400040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fredstrom, B. K., Rose-Krasnor, L., Campbell, K., Rubin, K. H., Booth-LaForce, C., &amp; Burgess, K. B. (2012). Brief report: How anxiously  withdrawn preadolescents think about friendship. <i>Journal of Adolescence, 35</i>, 451-454. doi: 10.1016/j.adolescence.2011.05.005 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201400040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freitas, M., Santos, A. J., Correia, J. V., Ribeiro, O., &amp; Fernandes, E. (2013). An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do modelo do  Question&aacute;rio da Qualidade da Amizade numa amostra de jovens adolescentes Portuguesa. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia,  11</i>, 163-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201400040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gazelle, H., &amp; Rudolph, K. (2004). Moving toward and away from the world: Social approach and avoidance trajectories in anxious solitary  youth. <i>Child Development, 75</i>, 829-849. doi: 10.1111/j.1467-8624.2004.00709.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201400040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hartup, W. W. (1996). The company they keep: Friendships and their developmental significance. <i>Child Development, 67, </i>1-13.  doi: 10.1111/1467-8624.ep9602271141 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201400040000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Haselager, G. J. T., Hartup, W. H., van Lieshout, C. F. M., &amp; Riksen-Walraven, J. M. A. (1998). Similarities between friends and nonfriends  in middle childhood. <i>Child Development, 69</i>, 1198-1208. doi: 10.1111/j.1467-8624.1998.tb06167.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201400040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hinde, R. A. (1987). <i>Individuals, relationships and culture. </i>Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201400040000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hogue, A., &amp; Steinberg, L. (1995). Homophily of internalized distress in adolescent peer groups. <i>Developmental Psychology, 31</i>,  897-906. doi: 10.1037/0012-1649.31.6.897 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201400040000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hymel, S., Bowker, A., &amp; Woody, E. (1993). Aggressive versus withdrawn unpopular children: Variations in peer and self-perceptions in  multiple domains. <i>Child Development</i>, <i>64</i>, 879-896. doi: 10.1111/j.1467-8624.1993.tb02949.x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201400040000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ladd, G. W., &amp; Burgess, K. B. (1999). Charting the relationship trajectories of aggressive, withdrawn, and aggressive/withdrawn children  during early grade school. <i>Child Development, 70</i>, 910-929. doi: 10.1111/1467-8624.00066 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201400040000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maccoby, E. E. (1995). The two sexes and their social systems. In P. Moen, G. H. Elder, Jr., &amp; K. Luescher (Eds.), <i>Examining lives in  context: Perspectives on the ecology of human development </i>(pp. 347-364). Washington, DC: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201400040000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Oh, W., Rubin, K. H., Bowker, J. C., Booth-LaForce, C., Rose-Krasnor, L., &amp; Laursen, B. (2008). Trajectories of social withdrawal middle  childhood to early adolescence. <i>Journal of Abnormal Child Psychology</i>, <i>36</i>, 553-566. doi: 10.1007/s10802-007-9199-z &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201400040000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oh, W., Rubin, K. H., Burgess, K. B., Booth-LaForce, C., &amp; Rose-Krasnor, L. A. (2004). <i>Developmental perspective on social withdrawal  across middle childhood and adolescence: Predictions from parental and peer factors</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201400040000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Poster apresentado em 18th Biennial Meetings of the  International Society for the Study of Behavioral Development. Ghent, B&eacute;lgica. </p>     <!-- ref --><p>Parker, J. G., &amp; Asher, S. R. (1993). Friendship and friendship quality in middle childhood: Links with peer group acceptance and feelings  of loneliness and social dissatisfaction. <i>Developmental Psychology</i>, <i>29</i>, 611-621. doi: 10.1037/0012-1649.29.4.611 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201400040000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Poulin, F., &amp; Chan, A. (2010). Friendship stability and change in childhood and adolescence. <i>Developmental Review, 30</i>, 257-272.  doi: 10.1016/j.dr.2009.01.001 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201400040000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Prior, M., Smart, D., Sanson, A., &amp; Oberklaid, F. (2000). Does shy inhibited temperament in childhood lead to anxiety problems in  adolescence? <i>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 39</i>, 461-468. doi: 10.1097/00004583-200004000-00015 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201400040000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubin, K. H., Bowker, J. C., &amp; Gazelle, H. (2010). Social withdrawal in childhood and adolescence: Peer relationships and social  competence. In K. H. Rubin &amp; R. Coplan (Eds.), <i>The development of shyness and social withdrawal </i>(pp. 131-156). New York:  Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201400040000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., Bukowski, W., &amp; Laursen, B. (Eds.). (2009). <i>Handbook of peer interactions, relationships, and groups</i>. New York:  Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201400040000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., Bukowski, W. M., &amp; Parker, J. G. (2006). Peer interactions, relationships, and groups. In W. Damon, R. M. Lerner  (Series Eds.), &amp; N. Eisenberg (Volume Ed.), <i>Handbook of child psychology, Vol. 3: Social, emotional, and personality development  </i>(6<Sup>th </Sup>ed., pp. 571-645). Hoboken, NJ, US: John Wiley &amp; Sons Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201400040000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., &amp; Burgess, K. B. (2001). Social withdrawal and anxiety. In M. W. Vasey &amp; M. R. Dadds (Eds.), <i>The developmental  psychopathology of anxiety </i>(pp. 407-434). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201400040000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., Chen, X., McDougall, P., Bowker, A., &amp; McKinnon, J. (1995). The Waterloo Longitudinal Project: Predicting internalizing and  externalizing problems in adolescence. <i>Development and Psychopathology, 7</i>, 751-764.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201400040000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rubin, K. H., &amp; Coplan, R. J. (2004). Paying attention to and not neglecting social withdrawal and social isolation. <i>Merrill-Palmer  Quarterly</i>, <i>50</i>, 506-534. doi: 10.1037/a0012954 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201400040000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubin, K. H., Coplan, R. J., &amp; Bowker, J. C. (2009). Social withdrawal in childhood. <i>Annual Review of Psychology, 60</i>, 141-171.  doi: 10.1146/annurev.psych.60.110707.163642 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201400040000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubin, K. H., Wojslawowicz, J. C., Rose-Krasnor, L., Booth-LaForce, C., &amp; Burgess, K. B. (2006). The best friendships of shy/withdrawn  Children: Prevalence, stability and relationship quality. <i>Journal of Abnormal Child Psychology</i>, <i>34</i>, 143-157.  doi: 10.1007/s10802-005-9017-4 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201400040000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schneider, B. (1999). A multimethod exploration of the friendships of children considered socially withdrawn by their school peers.  <i>Journal of Abnormal Child Psychology, 27</i>, 115-123. doi: 10.1023/a:1021959430698 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201400040000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schneider, B. H., &amp; Tessier, N. G. (2007). Close friendship as understood by socially withdrawn, anxious early adolescents. <i>Child  Psychiatry and Human Development, 38</i>, 339-351. doi: 10.1007/s10578-007-0071-8 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201400040000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Underwood, M. K. (2007). Gender and children&rsquo;s friendships: Do girls&rsquo; and boys&rsquo; friendships constitute different peer  cultures and what are the tradeoffs for development? <i>Merrill-Palmer Quarterly, 53</i>, 319-324. doi: 10.1353/mpq.2007.0022 </p>     <!-- ref --><p>Urberg, K. A., Degirmencioglu, S. M., &amp; Tolson, J. M. (1998). Adolescent friendship selection and termination: The role of similarity.  <i>Journal of Social and Personal Relationships, 15</i>, 703-710.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201400040000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Wojslawowicz Bowker, J., Rubin, K. H., Burgess, K., Booth-LaForce, C., &amp; Rose-Krasnor, L. (2006). Behavioral characteristics associated  with stable and fluid best friendship patterns in middle childhood. <i>Merrill-Palmer Quarterly: Journal of Developmental Psychology, 52,  </i>671-693. doi: 10.1353/mpq.2006.0000 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201400040000700039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Zeller, M., Vannatta, K., Schafer, J., &amp; Noll, R. B. (2003). Behavioral reputation: A cross-age perspective. <i>Developmental Psychology,  39</i>, 129-139. doi: 10.1037/00121649.39.1.129 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201400040000700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ant&oacute;nio J. Santos, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio,Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa; E-mail: <a href="mailto:asantos@ispa.pt">asantos@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os autores gostariam de agradecer a todas os jovens que aceitaram participar neste estudo, financiado em parte pela F.C.T.  (PTDC/PSI-PDE/098257/2008). Os autores gostariam ainda de agradecer a todos os colegas da linha 1, Psicologia do Desenvolvimento, da UIPCDE pelos  seus coment&aacute;rios valiosos.</p>     <p>&nbsp;</p> <i>Submiss&atilde;o: </i>05/04/2014 <i>Aceita&ccedil;&atilde;o: </i>18/07/2014 </p>      ]]></body><back>
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