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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributo de fatores individuais, sociais e ambientais para a decisão de prosseguir uma gravidez não planeada na adolescência: Um estudo caracterizador da realidade portuguesa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of the current study was to explore the simultaneous contribution of individual, social, and environmental factors, as well as the possible interactions between them to the decision to continue an adolescent pregnancy after the abortion on women´s demand has been legalized in Portugal. The sample consisted of 276 adolescents who became unintentionally pregnant and contacted with healthcare services within the legal period for induced abortion: 133 adolescents who chose to continue the pregnancy and 143 who chose to terminate the pregnancy. Data were collected between 2008 and 2013, in 53 healthcare centers of all country areas. Not having thought about both available options (i.e., continuing vs. terminating the pregnancy), belonging to families of low socioeconomic status and with adolescent pregnancy history, having dropped out of school and having lived in areas with higher population density and less educated females predicted the decision to continue the pregnancy. The lower the adolescents’ age, the more frequent was the decision to continue the pregnancy, but only when adolescents’ had not thought about both options. The effect of local religiosity differed according to the adolescents’ religious involvement. These findings have important implications for clinical practice and research on adolescents’ reproductive decisions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gravidez na adolescência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Contributo de fatores individuais, sociais e ambientais para a decis&atilde;o de prosseguir uma gravidez n&atilde;o planeada na  adolesc&ecirc;ncia: Um estudo caracterizador da realidade portuguesa</b></p>     <p><b>Raquel Pires<sup>1</sup>, Joana Pereira<sup>1</sup>, Anabela Ara&uacute;jo Pedrosa<sup>1</sup>, Duarte Vilar<sup>2</sup>,  Lisa Vicente<sup>3</sup>, Maria Cristina Canavarro<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Coimbra, Unidade de Interven&ccedil;&atilde;o  Psicol&oacute;gica da Maternidade Daniel de Matos, Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio de Coimbra, EPE</p>     <p><sup>2</sup>Associa&ccedil;&atilde;o Para o Planeamento da Fam&iacute;lia, Centro Lus&iacute;ada de Investiga&ccedil;&atilde;o em Servi&ccedil;o  Social e Interven&ccedil;&atilde;o Social, Universidade Lus&iacute;ada de Lisboa</p>     <p><sup>3</sup>Divis&atilde;o de Sa&uacute;de Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Foi nosso objetivo explorar o contributo simult&acirc;neo de fatores individuais, sociais e ambientais e das poss&iacute;veis  intera&ccedil;&otilde;es entre eles para a decis&atilde;o de prosseguir uma gravidez adolescente &agrave; luz do atual quadro legislativo que  despenaliza a interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez por op&ccedil;&atilde;o da mulher, em Portugal. A amostra foi constitu&iacute;da por 276  adolescentes que engravidaram de forma n&atilde;o planeada e contactaram com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de dentro do prazo legal que lhes  permitiria optar pela interrup&ccedil;&atilde;o: 133 adolescentes que prosseguiram a gravidez e 143 que a interromperam. Os dados foram recolhidos  entre 2008 e 2013 em 53 servi&ccedil;os de sa&uacute;de de todas as regi&otilde;es. N&atilde;o ter ponderado as duas alternativas poss&iacute;veis  (prosseguimento/interrup&ccedil;&atilde;o), pertencer a fam&iacute;lias de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e com hist&oacute;ria de  maternidade adolescente, ter abandonado a escola e residir em &aacute;reas com maior densidade populacional e onde a popula&ccedil;&atilde;o  feminina &eacute; menos escolarizada foram fatores explicativos do prosseguimento da gravidez. A menor idade da adolescente associou-se com o  prosseguimento apenas quando n&atilde;o foram ponderadas ambas as alternativas. O efeito da religiosidade local variou de acordo com o envolvimento  religioso da adolescente. Estes resultados t&ecirc;m importantes implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e  investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Gravidez na adolesc&ecirc;ncia, Decis&atilde;o reprodutiva, Maternidade, Interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da  gravidez. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of the current study was to explore the simultaneous contribution of individual, social, and environmental factors, as well as the  possible interactions between them to the decision to continue an adolescent pregnancy after the abortion on women&acute;s demand has been  legalized in Portugal. The sample consisted of 276 adolescents who became unintentionally pregnant and contacted with healthcare services within  the legal period for induced abortion: 133 adolescents who chose to continue the pregnancy and 143 who chose to terminate the pregnancy. Data were  collected between 2008 and 2013, in 53 healthcare centers of all country areas. Not having thought about both available options (i.e., continuing  <i>vs. </i>terminating the pregnancy), belonging to families of low socioeconomic status and with adolescent pregnancy history, having dropped out  of school and having lived in areas with higher population density and less educated females predicted the decision to continue the pregnancy.  The lower the adolescents&rsquo; age, the more frequent was the decision to continue the pregnancy, but only when adolescents&rsquo; had not  thought about both options. The effect of local religiosity differed according to the adolescents&rsquo; religious involvement. These findings  have important implications for clinical practice and research on adolescents&rsquo; reproductive decisions. </p>     <p><b>Key-words: </b>Abortion on women&rsquo;s demand, Adolescent pregnancy, Motherhood, Reproductive decision. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Cerca de 4% dos nascimentos portugueses ocorrem em mulheres com menos de 20 anos (PORDATA, 2013b). Este fen&oacute;meno &eacute; mais frequente  em Portugal do que na maioria dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (United Nations Population Found [UNPF], 2013), o que constitui uma  preocupa&ccedil;&atilde;o premente &agrave; luz das mudan&ccedil;as sociais que marcaram as &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Espera-se atualmente que  o papel da mulher na sociedade v&aacute; al&eacute;m das tradicionais fun&ccedil;&otilde;es de esposa e de m&atilde;e e, como tal, que as jovens  concluam os seus estudos e ingressem no mercado de trabalho antes da transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade (Canavarro &amp; Pereira, 2001;  UNPF, 2013). A par destas expectativas, a recente despenaliza&ccedil;&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez quando  realizada, por op&ccedil;&atilde;o da mulher, nas 10 primeiras semanas de gravidez (IVG, Lei n.&ordm; 16/2007, de 17 de abril) e a sua crescente  disponibiliza&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blicos de todo o pa&iacute;s (Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da  Sa&uacute;de [DGS], 2009, 2013) t&ecirc;m contribu&iacute;do para que o processo de tomada de decis&atilde;o entre o prosseguimento e a  interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez se coloque cada vez em caso de gravidez adolescente. No entanto, 62% das adolescentes que engravidam  tornam-se m&atilde;es (DGS, 2013; PORDATA, 2013b); entre aquelas que n&atilde;o planearam a gravidez, estima-se que 46% a tenham prosseguido por  op&ccedil;&atilde;o, dado que tinham enquadramento legal para a IVG (Pires, Pereira, Ara&uacute;jo Pedrosa, &amp; Canavarro, 2013). Uma vez que  esta decis&atilde;o poder ter implica&ccedil;&otilde;es imediatas e duradouras para o desenvolvimento e sa&uacute;de das jovens (Figueiredo,  Pacheco, &amp; Magarinho, 2004; Pires, Ara&uacute;jo Pedrosa, &amp; Canavarro, 2013) e dos seus filhos (Black et al., 2002; Kashan, Baker, &amp;  Kenny, 2010), e dado que n&atilde;o s&atilde;o do nosso conhecimento estudos nacionais sobre o tema, torna-se necess&aacute;rio explorar os fatores  que contribuem para a decis&atilde;o de prosseguir uma gravidez n&atilde;o planeada na adolesc&ecirc;ncia &agrave; luz do atual quadro legislativo  portugu&ecirc;s. Tal conhecimento poder&aacute; contribuir para uma atua&ccedil;&atilde;o mais informada e ajustada &agrave;s  caracter&iacute;sticas e aos contextos de vida destas jovens por parte dos profissionais de sa&uacute;de envolvidos no apoio ao processo de tomada  de decis&atilde;o e &agrave; posterior adapta&ccedil;&atilde;o da jovem &agrave; sua decis&atilde;o reprodutiva. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Compreens&atilde;o da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia </i></p>     <p>At&eacute; &agrave; data da despenaliza&ccedil;&atilde;o da IVG verificaram-se dificuldades incontorn&aacute;veis ao n&iacute;vel da  investiga&ccedil;&atilde;o sobre a decis&atilde;o reprodutiva subjacente ao prosseguimento ou &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o de uma gravidez  n&atilde;o planeada na realidade sociocultural portuguesa. No caso da popula&ccedil;&atilde;o adolescente, conhecemos apenas um estudo que se  debru&ccedil;ou sobre a quest&atilde;o (Our&ocirc; &amp; Leal, 1998). Ap&oacute;s a despenaliza&ccedil;&atilde;o, alguns trabalhos proporcionaram  contributos importantes para a compreens&atilde;o do perfil sociodemogr&aacute;fico e cl&iacute;nico das mulheres que optam pela IVG  (Can&aacute;rio, 2009; Guedes, 2008; Pereira, Pires, &amp; Canavarro, 2013; Pimenta, 2010; Santos, 2010). No entanto, estes estudos s&atilde;o no  geral unic&ecirc;ntricos e descritivos, n&atilde;o tendo como objetivo a an&aacute;lise dos fatores que influenciam a decis&atilde;o reprodutiva,  nem das especificidades da mesma entre adolescentes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Internacionalmente, o Modelo Bioecol&oacute;gico (Bronfenbrenner, 1979; Bronfenbrenner &amp; Morris, 1998) tem vindo a ser considerado uma  grelha adequada para a compreens&atilde;o da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia. De acordo com este modelo, os estudos t&ecirc;m  salientado o contributo de fatores de diferentes n&iacute;veis de influ&ecirc;ncia e das suas intera&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas para a  determina&ccedil;&atilde;o desta decis&atilde;o. Os fatores mais mencionados dizem respeito a caracter&iacute;sticas individuais (e.g.,  desenvolvimentais e comportamentais), &agrave;s caracter&iacute;sticas dos principais sistemas sociais em que o desenvolvimento ocorre (e.g.,  fam&iacute;lia, escola e religi&atilde;o) e &agrave; intera&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo mant&eacute;m com os mesmos. Tamb&eacute;m as  caracter&iacute;sticas ambientais (i.e., condi&ccedil;&otilde;es culturais e econ&oacute;micas dos locais de resid&ecirc;ncia) t&ecirc;m sido  referidas (Evans, 2001; Lee, Clements, Ingham, &amp; Stone, 2004; Murry, 1995). </p>     <p>No entanto, os estudos que abordam o efeito de fatores de diferentes n&iacute;veis de influ&ecirc;ncia, propondo-se a testar as poss&iacute;veis  intera&ccedil;&otilde;es entre eles, s&atilde;o escassos (Evans, 2001; Murry, 1995). Verifica-se ainda que nestes e em v&aacute;rios outros estudos  (e.g., Coleman, 2006; Lee et al., 2004; Madkour, Xie, &amp; Harville, 2013) a an&aacute;lise dos fatores de influ&ecirc;ncia &eacute; feita com  base no resultado reprodutivo (i.e., gravidez levada a termo vs. gravidez interrompida). Por si s&oacute;, este resultado n&atilde;o reflete todas  as quest&otilde;es essenciais &agrave; compreens&atilde;o da decis&atilde;o reprodutiva. A limita&ccedil;&atilde;o mais relevante parece-nos ser a  de que este resultado n&atilde;o incorpora a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de oportunidade legal para a interrup&ccedil;&atilde;o. Acresce que as  restri&ccedil;&otilde;es legais e condi&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o (e.g., prazos legais e  acessibilidade aos servi&ccedil;os) variam de acordo com o pa&iacute;s em causa. Todas estas vari&aacute;veis podem comportar diferen&ccedil;as  assinal&aacute;veis ao n&iacute;vel dos fatores explicativos da decis&atilde;o reprodutiva (Adamczyk, 2008; Murry, 1995; Peres &amp; Heilborn,  2006; Stotland, 1996). </p>     <p>Por estas raz&otilde;es, e com vista a uma maior compreens&atilde;o da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia em Portugal, reveste-se  de particular import&acirc;ncia explorar simultaneamente o contributo dos fatores individuais, sociais e ambientais apontados na literatura, tendo  em conta as poss&iacute;veis intera&ccedil;&otilde;es entre eles e as especificidades nacionais ao n&iacute;vel da despenaliza&ccedil;&atilde;o da  IVG. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fatores explicativos da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Individuais. </i>A idade, as compet&ecirc;ncias cognitivas, a autonomia da jovem no processo de decis&atilde;o e o padr&atilde;o contracetivo  pr&eacute;vio t&ecirc;m sido as vari&aacute;veis individuais mais apontadas como suscet&iacute;veis de influenciar a decis&atilde;o reprodutiva. </p>     <p>Relativamente &agrave; idade, os resultados t&ecirc;m sido inconsistentes. Enquanto alguns autores concluem que as adolescentes mais novas optam  mais frequentemente pelo prosseguimento da gravidez (Murry, 1995; Our&ocirc; &amp; Leal, 1998), outros reportam resultados inversos (Miller &amp;  Moore, 1990; Zabin &amp; Hayward, 1993) ou a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel da idade entre as jovens que prosseguem a  gravidez e aquelas que a interrompem (Evans, 2001; Madkour et al., 2013). Por um lado, esta incongru&ecirc;ncia poder&aacute; dever-se a  varia&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas entre os estudos (e.g., resultados avaliados, controlo do planeamento da gravidez, amostras referentes  a popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas) e a diferen&ccedil;as legais/socioculturais relativas &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o (e.g.,  restri&ccedil;&otilde;es legais, envolvimento/consentimento parental, acessibilidade pr&aacute;tica ao procedimento). Por outro lado, consideramos  que as discrep&acirc;ncias poder&atilde;o igualmente dever-se &agrave; n&atilde;o considera&ccedil;&atilde;o das poss&iacute;veis  intera&ccedil;&otilde;es entre a idade e duas caracter&iacute;sticas do desenvolvimento adolescente que t&ecirc;m sido apontadas como influentes  nos seus processos de tomada de decis&atilde;o em contexto reprodutivo: a capacidade cognitiva para ponderar as alternativas poss&iacute;veis e a  autonomia no processo de decis&atilde;o. </p>     <p>A incapacidade de abstra&ccedil;&atilde;o para, de forma espont&acirc;nea, ponderar as alternativas poss&iacute;veis tem sido apontada como uma  das principais vulnerabilidades cognitivas da popula&ccedil;&atilde;o adolescente face a tomadas de decis&atilde;o complexas (Halpern-Felsher &amp;  Cauffman, 2001; Klaczynski, Byrnes, &amp; Jacobs, 2001). Segundo Murry (1995), quanto mais nova &eacute; a adolescente, menores s&atilde;o as suas  capacidades para ponderar as alternativas poss&iacute;veis e, portanto, menor a probabilidade de identificar os maiores custos que a maternidade  poder&aacute; trazer &agrave; sua vida, por compara&ccedil;&atilde;o com os custos de uma interrup&ccedil;&atilde;o. Consequentemente, maior  ser&aacute; a sua predisposi&ccedil;&atilde;o para prosseguir a gravidez. De forma congruente com esta perspetiva, os resultados de Pires, Pereira  et al. (2013) revelam que 85% das adolescentes que prosseguem uma gravidez n&atilde;o planeada com enquadramento para a IVG n&atilde;o ponderaram a  possibilidade de interromper a gravidez. No entanto, alguns autores chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a inexist&ecirc;ncia de uma  rela&ccedil;&atilde;o inequ&iacute;voca entre a idade da adolescente e as suas compet&ecirc;ncias para o processo de tomada de decis&atilde;o  (Halpern-Felsher &amp; Cauffman, 2001; Klaczynski et al., 2001). Em fun&ccedil;&atilde;o destas evid&ecirc;ncias, parece-nos poss&iacute;vel  hipotetizar que os resultados inconsistentes relativamente ao efeito da idade na decis&atilde;o reprodutiva possam dever-se &agrave;s diferentes  oportunidades que as jovens da mesma idade podem ter para ponderar as alternativas poss&iacute;veis e, assim, identificar as respetivas  consequ&ecirc;ncias. Neste sentido, &eacute; de esperar que as jovens mais novas decidam prosseguir a gravidez apenas quando a  pondera&ccedil;&atilde;o das duas alternativas poss&iacute;veis n&atilde;o se verificar. </p>     <p>Outra caracter&iacute;stica inerente ao desenvolvimento adolescente que poder&aacute; influenciar processos de tomada de decis&atilde;o  complexos &eacute; a autonomia no processo de decis&atilde;o (Klaczynski et al., 2001). Os resultados de alguns estudos sugerem que as adolescentes  mais novas poder&atilde;o interromper mais frequentemente a gravidez por estarem mais sujeitas &agrave; interfer&ecirc;ncia de adultos  significativos na sua decis&atilde;o (Coleman, 2006; Henshaw &amp; Kost, 1992; Lee et al., 2004). De acordo com esta perspetiva, os resultados de  Evans (2001) revelam que as adolescentes que prosseguem a gravidez sofrem menores n&iacute;veis de interfer&ecirc;ncia de outros na sua  decis&atilde;o do que os seus pares que interrompem a gravidez. Relativamente ao contexto portugu&ecirc;s, apesar da inexist&ecirc;ncia de dados  sobre a interfer&ecirc;ncia de outros na decis&atilde;o de interromper a gravidez, os resultados de Pires, Pereira et al. (2013) indicam que apenas  cerca de 5% das adolescentes que prosseguem uma gravidez n&atilde;o planeada com enquadramento para a IVG foram influenciadas por outros na sua  decis&atilde;o. No entanto, alguns estudos internacionais chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a poss&iacute;vel inexist&ecirc;ncia de uma  rela&ccedil;&atilde;o linear entre a idade e a autonomia da jovem na decis&atilde;o reprodutiva (Klaczynski et al., 2001; Lee et al., 2004).  Acresce que a realiza&ccedil;&atilde;o de uma IVG por menores de 16 anos em Portugal exige o consentimento do representante legal da adolescente  (Lei n.&ordm; 16/2007), mas, &agrave; semelhan&ccedil;a dos demais pa&iacute;ses (Stotland, 1996), a op&ccedil;&atilde;o pelo prosseguimento da  gravidez pode ser feita de forma aut&oacute;noma, independentemente da idade da jovem. Como tal, parece-nos poss&iacute;vel hipotetizar que os  resultados inconsistentes relativamente ao efeito da idade na decis&atilde;o reprodutiva possam igualmente dever-se a diferentes n&iacute;veis de  envolvimento de adultos significativos na decis&atilde;o de jovens da mesma idade. &Eacute; de esperar que as adolescentes mais novas optem pela  interrup&ccedil;&atilde;o de forma mais frequente quando n&atilde;o s&atilde;o o principal agente da decis&atilde;o, mas que possam optar de forma  mais frequente pelo prosseguimento quando s&atilde;o os principais agentes da decis&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao padr&atilde;o contracetivo pr&eacute;vio, os estudos s&atilde;o consensuais, sendo poss&iacute;vel concluir que a  utiliza&ccedil;&atilde;o de contrace&ccedil;&atilde;o &agrave; data da conce&ccedil;&atilde;o &eacute; mais frequente entre as jovens que  prosseguem a gravidez do que entre as que a interrompem (Murry, 1995). Estes efeitos t&ecirc;m sido explicados &agrave; luz da maior  predisposi&ccedil;&atilde;o das jovens que n&atilde;o utilizam contrace&ccedil;&atilde;o para comportamentos de risco no geral e no contexto  reprodutivo, em particular, nos quais os autores incluem a interrup&ccedil;&atilde;o de gravidez (Coleman, 2006). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sociais. </i>No que diz respeito aos principais sistemas sociais em que o desenvolvimento ocorre, bem como &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es  que a adolescente estabelece com os mesmos, as caracter&iacute;sticas familiares e o envolvimento escolar e religioso s&atilde;o as  vari&aacute;veis que, de forma mais consensual, t&ecirc;m sido referidas como explicativas da decis&atilde;o reprodutiva. Pertencer a  fam&iacute;lias n&atilde;o intactas (i.e., monoparentais, reconstitu&iacute;das ou que n&atilde;o incluam nenhum dos pais biol&oacute;gicos; Evans,  2001; Murry, 1995), com hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente (Evans, 2001) e de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo (Eisen,  Zellman, Leibowitz, Chow, &amp; Evans, 1983; Murry, 1995) parece influenciar a decis&atilde;o no sentido do prosseguimento. Este efeito pode  dever-se &agrave;s reduzidas expectativas de vida das adolescentes pertencentes a fam&iacute;lias mais pobres e &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a  maiores n&iacute;veis de aceitabilidade da gravidez e da parentalidade fora do contexto da conjugalidade e/ou em idades precoces vivenciada pelas  adolescentes com fam&iacute;lias n&atilde;o intactas e/ou com hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente (Coleman, 2006; Evans, 2001; Murry,  1995). </p>     <p>No que se refere ao envolvimento escolar, espera-se que as jovens que j&aacute; abandonaram o sistema de ensino apresentem valores menos  normativos acerca do desenvolvimento adolescente e menores expectativas em termos de escolaridade e carreira do que os seus pares que permanecem  envolvidas com o sistema escolar. Como tal, &eacute; de esperar que as primeiras se encontrem mais predispostas ao prosseguimento de uma gravidez  precoce (Adamczyk, 2008; Evans, 2001; Murry, 1995; Our&ocirc; &amp; Leal, 1998). </p>     <p>Relativamente ao envolvimento religioso, os estudos t&ecirc;m revelado que as adolescentes com afilia&ccedil;&atilde;o religiosa optam mais  frequentemente pelo prosseguimento da gravidez, quando comparadas com as adolescentes sem afilia&ccedil;&atilde;o religiosa. Este efeito parece  dever-se &agrave;s atitudes negativas relativamente &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o que podem decorrer desse envolvimento religioso (Adamczyk,  2008; Evans, 2001). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ambientais. </i>Alguns estudos t&ecirc;m chamado a aten&ccedil;&atilde;o para a relev&acirc;ncia de integrar as caracter&iacute;sticas  ambientais &ndash; culturais e econ&oacute;micas &ndash; dos locais de resid&ecirc;ncia na compreens&atilde;o dos processos de tomada de  decis&atilde;o subjacentes aos comportamentos sexuais e reprodutivos na adolesc&ecirc;ncia (Bradshaw, Finch, &amp; Miles, 2005; Evans, 2001; Lee et  al., 2004) e/ou pr&eacute;-conjugais (Adamczyk, 2008). De acordo com esses estudos, tais caracter&iacute;sticas podem constituir uma importante  operacionaliza&ccedil;&atilde;o dos valores e condi&ccedil;&otilde;es de vida globais a que as adolescentes se encontram expostas durante o seu  desenvolvimento. Essa exposi&ccedil;&atilde;o poder&aacute; influenciar as atitudes da adolescente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maternidade e  &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o, bem como as suas expectativas de vida em termos de educa&ccedil;&atilde;o e carreira, influenciando, assim, a  sua decis&atilde;o reprodutiva. </p>     <p>Alguns estudos t&ecirc;m conclu&iacute;do, por exemplo, que as adolescentes expostas a ambientes rurais, mais empobrecidos e onde a  valoriza&ccedil;&atilde;o da escolariza&ccedil;&atilde;o feminina &eacute; menor apresentam menores expectativas em termos de  educa&ccedil;&atilde;o e carreira. Espera-se, igualmente, que as adolescentes expostas a ambientes onde a parentalidade fora do casamento &eacute;  mais frequente apresentem uma maior aceitabilidade da maternidade na adolesc&ecirc;ncia. Em ambos os casos, as adolescentes poder&atilde;o estar  mais predispostas ao prosseguimento da gravidez (Adamczyk, 2008; Bradshaw et al., 2005; Evans, 2001; Lee et al., 2004). </p>     <p>Adamczyk (2008) sugere ainda que prosseguir uma gravidez pr&eacute;-conjugal em ambientes caracterizados por valores religiosos conservadores  quanto &agrave; sexualidade fora do contexto do matrim&oacute;nio significa assumir publicamente o incumprimento das normas dominantes. Tal facto  pode levar as jovens a optar menos frequentemente pelo prosseguimento da gravidez, por medo das rea&ccedil;&otilde;es negativas da comunidade; a  IVG, pelo seu car&aacute;cter mais privado, poder&aacute; ser vista pelas jovens como uma forma de ocultar esse incumprimento. Apesar de neste  estudo n&atilde;o se ter verificado um efeito significativo da religiosidade local na decis&atilde;o reprodutiva ap&oacute;s o controlo da  afilia&ccedil;&atilde;o religiosa da jovem, consideramos que tal pode ter ocorrido pela aus&ecirc;ncia de considera&ccedil;&atilde;o da  intera&ccedil;&atilde;o entre essas duas vari&aacute;veis. Sendo contr&aacute;rios os efeitos esperados da religiosidade local e da  afilia&ccedil;&atilde;o religiosa da jovem na decis&atilde;o reprodutiva &ndash; uma vez que se espera que, quanto maior a religiosidade local,  menos frequente seja a op&ccedil;&atilde;o pelo prosseguimento, mas tamb&eacute;m se espera que as jovens com afilia&ccedil;&atilde;o religiosa  optem mais frequentemente pelo prosseguimento &ndash;, parece-nos poss&iacute;vel hipotetizar que o efeito inibidor do prosseguimento da gravidez  por parte da maior religiosidade da &aacute;rea de resid&ecirc;ncia possa apenas verificar-se quando as jovens n&atilde;o possuam  afilia&ccedil;&atilde;o religiosa. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos e hip&oacute;teses </b></p>     <p>Com vista a ultrapassar algumas das limita&ccedil;&otilde;es descritas e tendo por base uma perspetiva ecol&oacute;gica (Bronfenbrenner, 1979;  Bronfenbrenner &amp; Morris, 1998), o objetivo geral do presente estudo consistiu em explorar o contributo de um conjunto de fatores individuais,  sociais e ambientais, bem como das poss&iacute;veis intera&ccedil;&otilde;es entre eles, para a decis&atilde;o de prosseguir uma gravidez  adolescente n&atilde;o planeada &agrave; luz do atual quadro legislativo que despenaliza a IVG em Portugal. De forma espec&iacute;fica,  hipotetizamos que (cf. <a href="#f1">Figura 1</a>): </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a02f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>1) n&atilde;o ponderar as duas alternativas poss&iacute;veis (i.e., o prosseguimento da gravidez e a IVG), ser o principal agente da  decis&atilde;o e utilizar contrace&ccedil;&atilde;o &agrave; data da conce&ccedil;&atilde;o influenciar&aacute; a decis&atilde;o no sentido do  prosseguimento (efeitos principais: fatores individuais); </p>     <p>2) pertencer a fam&iacute;lias n&atilde;o intactas, de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e com hist&oacute;ria materna de gravidez  adolescente, ter abandonado a escola antes da conce&ccedil;&atilde;o e possuir afilia&ccedil;&atilde;o religiosa conduzir&aacute; as jovens de  forma mais frequente ao prosseguimento da gravidez (efeitos principais: fatores sociais); </p>     <p>3) residir em &aacute;reas rurais, mais empobrecidas, com menores n&iacute;veis de escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o feminina e onde a  parentalidade fora do casamento &eacute; mais frequente influenciar&aacute; a decis&atilde;o reprodutiva no sentido do prosseguimento (efeitos  principais: fatores ambientais); </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4) ser mais nova influenciar&aacute; a decis&atilde;o no sentido do prosseguimento, mas apenas quando n&atilde;o forem ponderadas ambas as  alternativas poss&iacute;veis e/ou de forma mais frequente quando a adolescente for o principal agente da decis&atilde;o (efeitos moderados:  intera&ccedil;&atilde;o entre fatores individuais; moderadores: pondera&ccedil;&atilde;o das alternativas e autonomia na decis&atilde;o); </p>     <p>5) residir em locais com maior religiosidade influenciar&aacute; a decis&atilde;o no sentido da interrup&ccedil;&atilde;o, mas apenas quando a  jovem n&atilde;o possuir afilia&ccedil;&atilde;o religiosa (efeito moderado: intera&ccedil;&atilde;o entre fatores ambientais e sociais; moderador:  afilia&ccedil;&atilde;o religiosa). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 276 adolescentes que engravidaram de forma n&atilde;o planeada e contactaram presencialmente com os  servi&ccedil;os de sa&uacute;de dentro do prazo legal que lhes permitiria optar pela IVG (i.e., &ldquo;nas primeiras 10 semanas de gravidez&rdquo;,  Lei n.&ordm; 16/2007, p. 2417). As participantes, com idades entre os 12 e os 19 anos, encontravam-se distribu&iacute;das por dois grupos  distintos: (1) adolescentes que decidiram prosseguir a gravidez (APG, <i>n=</i>133) e (2) adolescentes que decidiram interromper a gravidez (AIVG,  <i>n</i>=143). </p>     <p>Relativamente &agrave;s principais caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, os grupos revelaram-se equivalentes ao n&iacute;vel da  etnia, sendo as jovens maioritariamente Caucasianas (APG: <i>n=</i>121, 91.0%; AIVG: <i>n=</i>125, 87.4%). No entanto, comparadas com as AIVG, as  APG eram mais novas [<i>M</i>=16.29, <i>DP</i>=1.27; amplitude: 12-19 <i>vs. </i>AIVG: <i>M</i>=17.05, <i>DP</i>=1.56, amplitude: 13-19;  <i>t</i>(269.36)=5.73, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=.53] e encontravam-se mais frequentemente casadas/unidas de facto [<i>n=</i>38, 28.6%  <i>vs. </i>AIVG: <i>n=</i>7, 4.9%; <i>&chi;</i><Sup><i>2</i></Sup>(1)=28.31, <i>p&lt;</i>.001, <i>V</i>=.32] e fora do sistema de ensino &agrave;  data da avalia&ccedil;&atilde;o [<i>n=</i>73, 54.9% <i>vs. </i>AIVG: <i>n=</i>22, 15.4%, <i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(1)=47.64, <i>p&lt;</i>.001,  <i>V</i>=.42]. Relativamente &agrave;s caracter&iacute;sticas obst&eacute;tricas, n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as entre os grupos na  hist&oacute;ria pr&eacute;via de gravidez ou interrup&ccedil;&atilde;o. Para a maioria das adolescentes tratou-se da primeira gravidez (APG:  <i>n=</i>119, 89.5%; AIVG: <i>n=</i>131, 92.3%) e apenas uma minoria apresentava hist&oacute;ria pr&eacute;via de interrup&ccedil;&atilde;o (APG:  <i>n=</i>7, 5.3%; AIVG: <i>n=</i>8, 5.6%). As APG apresentavam uma idade gestacional m&eacute;dia de 20 semanas &agrave; data da  avalia&ccedil;&atilde;o (<i>M=</i>19.96, <i>DP</i>=9.96, amplitude: 5-40). As AIVG reportaram uma idade gestacional m&eacute;dia de 7 semanas  &agrave; data da IVG (<i>M=</i>6.96, <i>DP=</i>1.61, amplitude: 4-10). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados foram recolhidos entre maio de 2008 e novembro de 2013 em 52 servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blicos e um servi&ccedil;o de  sa&uacute;de privado, mediante a aprova&ccedil;&atilde;o das respetivas Comiss&otilde;es de &Eacute;tica. Estas institui&ccedil;&otilde;es foram  selecionadas de forma a garantir a recolha de dados de um grupo nacionalmente representativo de adolescentes gr&aacute;vidas e de um grupo de  compara&ccedil;&atilde;o de adolescentes que interromperam uma gravidez ao abrigo da Lei n.&ordm; 16/2007. Para tal, foram selecionados hospitais,  maternidades e unidades locais de sa&uacute;de com val&ecirc;ncia de obstetr&iacute;cia de acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o  geogr&aacute;fica por NUTS II (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estat&iacute;sticos de N&iacute;vel II, Dec. Lei n&ordm; 244/2002,  de 5 de novembro). Foram igualmente selecionados hospitais e maternidades p&uacute;blicos e uma cl&iacute;nica privada com val&ecirc;ncia de  aconselhamento reprodutivo, de acordo com o crit&eacute;rio geogr&aacute;fico e ainda tendo por base a casu&iacute;stica anual de IVG (DGS, 2009,  2011). </p>     <p>As adolescentes gr&aacute;vidas foram convidadas a participar durante o seu seguimento obst&eacute;trico, em qualquer momento da gravidez.  Aquelas que acederam a colaborar assinaram um formul&aacute;rio de consentimento informado para a participa&ccedil;&atilde;o no estudo, no qual  eram explicados os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o, salvaguardados o anonimato e a confidencialidade das respostas e o car&aacute;ter  volunt&aacute;rio da participa&ccedil;&atilde;o e explicados os pap&eacute;is dos investigadores. Quando as participantes tinham menos de 18 anos,  os seus representantes legais assinaram tamb&eacute;m o formul&aacute;rio de consentimento. A recolha de dados ocorreu atrav&eacute;s do  preenchimento de uma ficha de caracteriza&ccedil;&atilde;o constru&iacute;da para o efeito, sob a supervis&atilde;o de um assistente de  investiga&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>No caso das adolescentes que interromperam a gravidez, o contacto foi realizado durante o seu processo de aconselhamento reprodutivo, no final  da segunda consulta protocolada ao abrigo da Portaria n&ordm; 741-A/2007, de 21 de junho (i.e., a consulta destinada ao procedimento m&eacute;dico  de IVG). Todas as adolescentes tinham j&aacute; tomado a sua decis&atilde;o, assinado o consentimento livre e esclarecido para a IVG e realizado o  respetivo procedimento m&eacute;dico. Aquelas que acederam a colaborar assinaram o formul&aacute;rio de consentimento informado para a  participa&ccedil;&atilde;o no estudo. Quando as participantes tinham menos de 16 anos &ndash; idade at&eacute; &agrave; qual as jovens necessitam  do consentimento dos seus representantes legais para a realiza&ccedil;&atilde;o da IVG &ndash;, os seus representantes legais assinaram igualmente  o formul&aacute;rio de consentimento para participa&ccedil;&atilde;o no estudo. As participantes foram instru&iacute;das a preencher uma  vers&atilde;o adaptada da ficha de caracteriza&ccedil;&atilde;o no decorrer da semana para a qual ficasse marcada a consulta seguinte (i.e.,  terceira consulta protocolada ao abrigo da mesma Portaria). Nessa consulta, deveriam devolver a ficha preenchida, em envelope fechado e sem  qualquer identifica&ccedil;&atilde;o. Sempre que esta devolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ocorreu ou que a adolescente revelou relut&acirc;ncia no  preenchimento da ficha fora da institui&ccedil;&atilde;o, apesar de aceitar colaborar no estudo, foi-lhe dada a possibilidade de preencher a ficha  na institui&ccedil;&atilde;o, &agrave; data da terceira consulta. </p>     <p>No total, foram recolhidos dados de 660 adolescentes: 483 em seguimento obst&eacute;trico e 177 em processo de aconselhamento reprodutivo.  Cumpriam crit&eacute;rios de inclus&atilde;o jovens gr&aacute;vidas ou que interromperam uma gravidez, por op&ccedil;&atilde;o, ao abrigo da Lei  n.&ordm; 16/2007, com idade inferior a 20 anos (World Health Organization, 1975) e com um n&iacute;vel de compreens&atilde;o da l&iacute;ngua  portuguesa adequado ao preenchimento do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o. Foram crit&eacute;rios de exclus&atilde;o ter engravidado de forma  planeada, n&atilde;o ter enquadramento legal para a IVG &agrave; data do primeiro contacto presencial com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e  n&atilde;o disponibilizar informa&ccedil;&atilde;o sobre todas as vari&aacute;veis em estudo. A sele&ccedil;&atilde;o das participantes encontra-se  descrita na <a href="#f2">Figura 2</a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a02f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha de informa&ccedil;&atilde;o foi feita atrav&eacute;s de uma ficha de caracteriza&ccedil;&atilde;o, com perguntas de resposta aberta e  fechada, constru&iacute;da a partir da entrevista semiestruturada utilizada na Unidade de Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica da  Maternidade Daniel de Matos (Centro Hospitalar e Universit&aacute;rio de Coimbra, EPE) para triagem das utentes da Consulta de Gr&aacute;vidas  Adolescentes (Ara&uacute;jo Pedrosa, Canavarro, &amp; Pereira, 2003). </p>     <p>As vari&aacute;veis usadas para selecionar a amostra do presente estudo a partir do total de participantes foram avaliadas atrav&eacute;s das  perguntas &ldquo;A gravidez foi planeada para o momento atual?&rdquo; e &ldquo;Com quantas semanas de gravidez iniciou as consultas?&rdquo;. As  respostas foram respetivamente codificadas como 0=n&atilde;o planeada <i>vs. </i>1=planeada e 0=fora do prazo legal para a IVG, i.e., ap&oacute;s  as 10 primeiras semanas de gravidez <i>vs. </i>1=dentro do prazo legal para a IVG, i.e., nas 10 primeiras semanas de gravidez. </p>     <p>Quanto &agrave;s vari&aacute;veis individuais propostas como explicativas da decis&atilde;o reprodutiva, a pondera&ccedil;&atilde;o das  alternativas poss&iacute;veis foi avaliada atrav&eacute;s da pergunta &ldquo;Ponderou interromper a gravidez (APG)/prosseguir a gravidez  (AIVG)?&rdquo; (0=n&atilde;o, i.e., a adolescente n&atilde;o ponderou as duas alternativas <i>vs. </i>1=sim, i.e., a adolescente ponderou as duas  alternativas). A autonomia da decis&atilde;o foi avaliada atrav&eacute;s da pergunta &ldquo;[Se ponderou], porque n&atilde;o o fez?&rdquo;. Quando  a jovem apontou raz&otilde;es pessoais (e.g., APG: ser contra o aborto, querer ter um filho, n&atilde;o ter coragem; AIVG: ainda se encontrar a  estudar, ser demasiado nova para ser m&atilde;e, considerar que um filho deve ser desejado e este n&atilde;o o seria), consider&aacute;mos que ela  fora o principal agente da decis&atilde;o. Quando a jovem apontou a interfer&ecirc;ncia de outros (e.g., a fam&iacute;lia/o companheiro n&atilde;o  permitiu/permitiram) consider&aacute;mos que a adolescente n&atilde;o fora o principal agente da decis&atilde;o. A vari&aacute;vel autonomia na  decis&atilde;o foi codificada como 0=n&atilde;o, i.e., a adolescente n&atilde;o foi o principal agente da decis&atilde;o <i>vs. </i>1=sim, i.e., a  adolescente foi o principal agente da decis&atilde;o. O comportamento contracetivo pr&eacute;vio foi avaliado atrav&eacute;s da pergunta  &ldquo;Utilizava algum m&eacute;todo contracetivo?&rdquo; (0=n&atilde;o <i>vs. </i>1=sim). </p>     <p>Relativamente &agrave;s vari&aacute;veis sociais, a estrutura do agregado familiar e a hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente foram  avaliadas atrav&eacute;s das perguntas &ldquo;Com quem viveu na inf&acirc;ncia?&rdquo; e &ldquo;Tem conhecimento de algu&eacute;m da sua  fam&iacute;lia que tenha tido um beb&eacute; entre os 12 e os 19 anos? Quem?&rdquo;. As respostas foram respetivamente codificadas como  0=fam&iacute;lia intacta, i.e., ambos os pais biol&oacute;gicos <i>vs. </i>1=fam&iacute;lia n&atilde;o intacta, i.e., todas as outras estruturas  (e.g., apena a m&atilde;e, apenas o pai, apenas familiares ou outros adultos que n&atilde;o os pais biol&oacute;gicos) e 0=n&atilde;o, i.e., sem  hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente <i>vs. </i>1=sim, i.e., com hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente. O n&iacute;vel  socioecon&oacute;mico foi avaliado de acordo com os crit&eacute;rios de Sim&otilde;es (1994) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e codificado  como 0=baixo <i>vs. </i>1=m&eacute;dio/alto. A situa&ccedil;&atilde;o escolar &agrave; data da conce&ccedil;&atilde;o e a afilia&ccedil;&atilde;o  religiosa da jovem foram avaliadas atrav&eacute;s das perguntas &ldquo;Abandonou a escola? Quando?&rdquo; e &ldquo;Religi&atilde;o. Qual?&rdquo;.  As respostas foram respetivamente codificadas como 0=n&atilde;o, i.e., n&atilde;o abandonou a escola antes de engravidar <i>vs. </i>1=sim, i.e.,  abandonou a escola antes de engravidar e 0=n&atilde;o, i.e., sem afilia&ccedil;&atilde;o religiosa, 1=sim, i.e., com afilia&ccedil;&atilde;o  religiosa. </p>     <p>Por fim, o local de resid&ecirc;ncia da jovem foi avaliado atrav&eacute;s da pergunta &ldquo;[Qual a] freguesia onde mora?&rdquo;, tendo sido  considerado o munic&iacute;pio correspondente, de acordo com a Carta Administrativa Oficial de Portugal utilizada na cartografia de suporte  &agrave; opera&ccedil;&atilde;o Censos 2011 (Instituto Nacional de Estat&iacute;stica [INE], 2012). &Agrave; semelhan&ccedil;a dos estudos  internacionais que abordam a influ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas ambientais dos locais de resid&ecirc;ncia das jovens nos seus  comportamentos sexuais e reprodutivos, consider&aacute;mos um conjunto de indicadores econ&oacute;micos e culturais representativos da ruralidade  (i.e., densidade populacional), da capacidade econ&oacute;mica (i.e., propor&ccedil;&atilde;o de poder de compra, por total do pa&iacute;s: 0-100),  da escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o feminina (i.e., propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que completaram o ensino secund&aacute;rio, por  total de mulheres: 0-100), dos contextos familiares de ocorr&ecirc;ncia da maternidade (i.e., propor&ccedil;&atilde;o de nados-vivos fora do  casamento, por total de nados vivos: 0-100) e da religiosidade (i.e., propor&ccedil;&atilde;o de casamentos cat&oacute;licos, por total de  casamentos entre pessoas de sexos diferentes: 0-100). A densidade populacional foi avaliada de acordo com os crit&eacute;rios estabelecidos pelo  INE (2012) e codificada como 0=baixa (n&iacute;vel 3) <i>vs. </i>1=alta/m&eacute;dia (n&iacute;veis 1 e 2). A fonte dos restantes indicadores foi  a PORDATA (2013a, 2013c, 2013d, 2013e). A escolha do ensino secund&aacute;rio como referencial para a escolaridade feminina foi feita de acordo com  a sugest&atilde;o de Evans (2001). O ano de refer&ecirc;ncia para todos os indicadores foi o de 2011. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lises estat&iacute;sticas </i></p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados foi realizada com recurso ao programa estat&iacute;stico SPSS, v. 17. Para a  caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, calcul&aacute;mos estat&iacute;sticas descritivas (frequ&ecirc;ncias, m&eacute;dias e  desvios-padr&atilde;o). Para averiguar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as entre os grupos ao n&iacute;vel das caracter&iacute;sticas  sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas, bem como das vari&aacute;veis propostas como explicativas da decis&atilde;o reprodutiva, recorremos a  testes de qui-quadrado e a testes <i>t </i>de Student. A signific&acirc;ncia destas e de todas as an&aacute;lises subsequentes foi definida como  <i>p</i>&lt;.05. Estim&aacute;mos ainda a magnitude dos resultados encontrados, atrav&eacute;s do c&aacute;lculo das estat&iacute;sticas  <i>V </i>de Cramer e <i>d </i>de Cohen (efeitos pequenos: <i>d</i>&ge;0.20, <i>V</i>&ge;0.10; efeitos m&eacute;dios: <i>d</i>&ge;0.50,  <i>V</i>&ge;0.30; efeitos grandes: <i>d</i>&ge;0.80, <i>V</i>&ge;0.50; Cohen, 1992; Field, 2009). As vari&aacute;veis nas quais os grupos  n&atilde;o revelaram diferen&ccedil;as e cuja participa&ccedil;&atilde;o em efeitos de intera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi hipotetizada  n&atilde;o foram inclu&iacute;das nas an&aacute;lises posteriores. </p>     <p>Com o objetivo de explorar o contributo das vari&aacute;veis individuais, sociais e ambientais em estudo para a decis&atilde;o reprodutiva,  foram efetuadas an&aacute;lises de regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria (m&eacute;todo <i>Enter</i>). As vari&aacute;veis foram  introduzidas na an&aacute;lise de regress&atilde;o em tr&ecirc;s blocos, de acordo com a sua natureza individual (bloco 1), social (bloco 2) ou  ambiental (bloco 3, <i>Modelo final: efeitos principais</i>). De forma a averiguar os efeitos moderadores da pondera&ccedil;&atilde;o das  alternativas e da autonomia na decis&atilde;o no efeito que a idade da jovem apresentava na decis&atilde;o reprodutiva, e o efeito moderador da  afilia&ccedil;&atilde;o religiosa da jovem no efeito que a religiosidade da sua &aacute;rea de resid&ecirc;ncia apresentava na decis&atilde;o  reprodutiva, foram introduzidos os respetivos termos de intera&ccedil;&atilde;o (i.e., Idade x Pondera&ccedil;&atilde;o alternativas, Idade x  Autonomia e Casamentos cat&oacute;licos x Afilia&ccedil;&atilde;o religiosa da jovem) num bloco adicional (bloco 4, <i>Modelo final: efeitos  principais e de intera&ccedil;&atilde;o</i>). Estes procedimentos seguiram as diretrizes de Aiken e West (1991), uma vez que as vari&aacute;veis  cont&iacute;nuas foram centradas de forma a reduzir a multicolinearidade entre a vari&aacute;vel explicativa e o termo de intera&ccedil;&atilde;o e  que as vari&aacute;veis explicativas e moderadoras foram introduzidas na an&aacute;lise de regress&atilde;o antes dos respetivos termos de  intera&ccedil;&atilde;o. Os procedimentos estat&iacute;sticos seguiram igualmente as instru&ccedil;&otilde;es de Frazier, Tix e Barron (2004) para  a an&aacute;lise de m&uacute;ltiplos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de an&aacute;lises de regress&atilde;o, uma vez que os  termos de intera&ccedil;&atilde;o foram introduzidos juntos, no mesmo bloco. De acordo com o recomendado por Pestana e Gageiro (2009), a  signific&acirc;ncia dos efeitos testados foi avaliada recorrendo &agrave; estat&iacute;stica Wald. O tamanho dos efeitos significativos foi  avaliado recorrendo aos respetivos <i>Odds Ratio </i>(OR) e intervalos de confian&ccedil;a (IC). A adequa&ccedil;&atilde;o dos modelos finais foi  avaliada atrav&eacute;s da signific&acirc;ncia do modelo dada pelo teste do qui-quadrado, da bondade do ajustamento dada pelo teste de Hosmer e  Lemeshow (se <i>p</i>&gt;.05 confirmou-se a bondade do ajustamento), da for&ccedil;a da associa&ccedil;&atilde;o dada por <i>R<Sup>2 </i></Sup>de  Negelkerke e da percentagem de acertos (i.e., percentagem de casos corretamente classificados). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Compara&ccedil;&atilde;o entre grupos </i></p>     <p>Como se pode observar no <a href="#q1">Quadro 1</a>, verific&aacute;mos que, comparadas com as AIVG, as APG eram mais novas, tinham com menos  frequ&ecirc;ncia ponderado as duas alternativas, sendo que mais frequentemente pertenciam a agregados de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e  com hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente, tinham abandonado a escola antes da conce&ccedil;&atilde;o e viviam em munic&iacute;pios com  uma densidade populacional m&eacute;dia/alta e com menor propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que completaram o ensino secund&aacute;rio. N&atilde;o  se verificaram diferen&ccedil;as entre os grupos relativamente &agrave;s restantes vari&aacute;veis. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a02q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise dos efeitos principais </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando analisados os efeitos principais das vari&aacute;veis em estudo na decis&atilde;o reprodutiva (<a href="#q2">Quadro 2</a>, modelo final:  efeitos principais), observou-se que foi explicativo da decis&atilde;o de prosseguir a gravidez ser mais nova (<i>p</i>&lt;.001), n&atilde;o ter  ponderado as duas alternativas (<i>p</i>&lt;.001), pertencer a fam&iacute;lias de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico (<i>p</i>=.010) e com  hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente (<i>p</i>=.002), ter abandonado a escola antes da conce&ccedil;&atilde;o (<i>p</i>&lt;.001) e  residir em munic&iacute;pios com maior densidade populacional (<i>p</i>=.001) e menor propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que conclu&iacute;ram o  ensino secund&aacute;rio (<i>p</i>=.024). A probabilidade da adolescente prosseguir a gravidez, em fun&ccedil;&atilde;o de cada uma destas  caracter&iacute;sticas, encontram-se descritas no <a href="#q2">Quadro 2</a> (OR). A autonomia no processo de decis&atilde;o, a afilia&ccedil;&atilde;o religiosa e a  propor&ccedil;&atilde;o de casamentos cat&oacute;licos n&atilde;o foram explicativas da decis&atilde;o reprodutiva. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a02q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando o modelo incluiu apenas a constante, a estat&iacute;stica <i>-2Log-likelihood </i>assumiu o valor de 382.26; este diminuiu para 280.64 no  bloco 3 do modelo, indicando que o valor explicativo do modelo aumentou com a considera&ccedil;&atilde;o dos efeitos principais das  vari&aacute;veis mencionadas. O modelo final foi significativo [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(10)</Sub>=101.61, <i>p</i>&lt;.001], classificando  corretamente 75.4% dos casos e explicando 41.0% da vari&acirc;ncia da decis&atilde;o reprodutiva. O teste de Hosmer e Lemeshow n&atilde;o foi  significativo [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(8) </Sub>(Hosmer &amp; Lemeshow)=7.35, <i>p</i>=.499], revelando um adequado ajustamento entre os  resultados observados e esperados. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise dos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o </i></p>     <p>Como &eacute; vis&iacute;vel no <a href="#q2">Quadro 2</a> (modelo final: efeitos principais e de intera&ccedil;&atilde;o), o efeito de  intera&ccedil;&atilde;o entre a idade e autonomia na decis&atilde;o n&atilde;o foi significativo. No entanto, o efeito de intera&ccedil;&atilde;o  entre a idade e a pondera&ccedil;&atilde;o das duas alternativas poss&iacute;veis foi significativo (<i>p</i>=.009). Quando n&atilde;o foram  ponderadas ambas as alternativas, quanto menor a idade das adolescentes, mais frequente foi a op&ccedil;&atilde;o de prosseguir a gravidez  (B=-0.62, <i>p</i>&lt;.001, OR=0.54, IC=0.42/0.69). No entanto, quando as adolescentes ponderaram as duas alternativas poss&iacute;veis, o efeito  da idade na decis&atilde;o reprodutiva n&atilde;o foi significativo (B=0.16, <i>p</i>=.548, OR=1.17, IC=0.70/1.96; dados n&atilde;o apresentados no  quadro). O efeito de intera&ccedil;&atilde;o entre a propor&ccedil;&atilde;o de casamentos cat&oacute;licos do munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia  e a afilia&ccedil;&atilde;o religiosa da adolescente foi significativo (<i>p</i>&lt;.001). Quando as adolescentes n&atilde;o possu&iacute;am  afilia&ccedil;&atilde;o religiosa, quanto maior a propor&ccedil;&atilde;o de casamentos cat&oacute;licos no munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia,  menos frequente foi a op&ccedil;&atilde;o de prosseguir a gravidez (B=-0.07, <i>p</i>=.005, OR=0.93, IC=0.89/0.98). No entanto, quando as  adolescentes tinham afilia&ccedil;&atilde;o religiosa, quanto maior a propor&ccedil;&atilde;o de casamentos cat&oacute;licos no munic&iacute;pio  de resid&ecirc;ncia, mais frequente foi a op&ccedil;&atilde;o de prosseguir a gravidez (B=.04, <i>p</i>=.008, OR=1.04, IC=1.01/1.08; dados  n&atilde;o apresentados no quadro). </p>     <p>No modelo final incluindo os efeitos principais e de intera&ccedil;&atilde;o, a estat&iacute;stica <i>-2Log-likelihood </i>diminuiu para 258.52,  indicando que o valor explicativo do modelo aumentou com a considera&ccedil;&atilde;o dos efeitos de intera&ccedil;&atilde;o mencionados. O modelo  final foi significativo [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(13)</Sub>=123.74, <i>p</i>&lt;.001], classificando corretamente 77.2% dos casos e  explicando 48.0% da vari&acirc;ncia na decis&atilde;o reprodutiva. O teste de Hosmer e Lemeshow n&atilde;o foi significativo  [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(8) </Sub>(Hosmer &amp; Lemeshow)=4.51, <i>p</i>=.809]. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o </b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo explorar o contributo de um conjunto de fatores individuais, sociais e ambientais, bem como das  poss&iacute;veis intera&ccedil;&otilde;es entre eles, para a decis&atilde;o de prosseguir uma gravidez adolescente n&atilde;o planeada &agrave; luz  do recente quadro legislativo que despenaliza a IVG em Portugal. N&atilde;o ter ponderado as duas alternativas poss&iacute;veis, pertencer a  fam&iacute;lias de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e com hist&oacute;ria materna de gravidez adolescente, ter abandonado a escola antes da  conce&ccedil;&atilde;o e residir em &aacute;reas com maior densidade populacional e onde a popula&ccedil;&atilde;o feminina &eacute; menos  escolarizada foram fatores explicativos da decis&atilde;o de prosseguir a gravidez. Verific&aacute;mos, ainda, que a menor idade da adolescente se  associou &agrave; decis&atilde;o de prosseguir a gravidez apenas quando n&atilde;o foram ponderadas ambas as alternativas e que o efeito da  religiosidade local variou de acordo com o envolvimento religioso da jovem. Estes resultados t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es importantes para a  investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica cl&iacute;nica ao n&iacute;vel da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia, que discutiremos de  seguida. </p>     <p>Os nossos resultados foram congruentes com os estudos internacionais que sugerem que a decis&atilde;o de prosseguir uma gravidez adolescente se  associa a contextos familiares empobrecidos (Eisen et al., 1983; Murry, 1995) e onde a aceitabilidade de uma gravidez precoce poder&aacute; ser  maior em fun&ccedil;&atilde;o da sua hist&oacute;ria pr&eacute;via de maternidade adolescente (Coleman, 2006; Evans, 2001), assim como a locais de  resid&ecirc;ncia onde a valoriza&ccedil;&atilde;o de projetos de vida escolarizados e de carreira poder&aacute; ser menor &agrave; luz da menor  escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o feminina (Adamczyk, 2008; Bradshaw et al., 2005; Evans, 2001; Lee et al., 2004). Associados ao abandono  escolar precoce (Adamczyk, 2008; Evans, 2001; Our&ocirc; &amp; Leal, 1998) e &agrave; aus&ecirc;ncia de pondera&ccedil;&atilde;o das alternativas  poss&iacute;veis face &agrave; ocorr&ecirc;ncia da gravidez (Murry, 1995; Pires, Pereira et al., 2013), estes contextos sociais e ambientais  parecem contribuir para que a maternidade adolescente se configure como um projeto de vida v&aacute;lido para a jovem de engravida. Segundo  diversos autores, sob estas condi&ccedil;&otilde;es, a maternidade adolescente pode mesmo ser perspetivada como uma via de  autonomiza&ccedil;&atilde;o e de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal (Ara&uacute;jo Pedrosa, Pires, Carvalho, Canavarro, &amp; Dattilio, 2011; Murry,  1995). Acresce que, quando a jovem possui afilia&ccedil;&atilde;o religiosa (Adamczyk, 2008; Evans, 2001) e o seu meio envolvente apresenta um  maior grau de religiosidade, parecem estar reunidas condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma IVG. </p>     <p>No entanto, contrariamente ao esperado, o prosseguimento da gravidez foi mais frequente em &aacute;reas urbanas do que em &aacute;reas rurais.  Tal facto recomenda alguma prud&ecirc;ncia na generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados da investiga&ccedil;&atilde;o internacional para a  realidade sociocultural portuguesa, fornecendo importantes pistas para a investiga&ccedil;&atilde;o futura. A ruralidade &eacute; habitualmente  sugerida como potenciadora de projetos de vida voltados para a fam&iacute;lia e para a maternidade na adolesc&ecirc;ncia (Bradshaw et al., 2005;  Ara&uacute;jo Pedrosa et al., 2011). De forma congruente com esta perspetiva, alguns estudos nacionais concluem que o planeamento da gravidez  adolescente &eacute; mais frequente no Alentejo e na Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos A&ccedil;ores (Pires, Pereira et al., 2013), &aacute;reas  cujos munic&iacute;pios s&atilde;o maioritariamente rurais (INE, 2012). No entanto, de acordo com os nossos resultados, esta influ&ecirc;ncia  n&atilde;o se verifica quando restringimos a nossa an&aacute;lise &agrave; decis&atilde;o reprodutiva das jovens que engravidaram de forma  n&atilde;o planeada. Temos ainda que, ao contr&aacute;rio do que acontece na maioria dos pa&iacute;ses onde foram conduzidos os estudos revistos  (e.g., Adamczyk, 2008; Bradshaw et al., 2005), a pequena dimens&atilde;o do nosso pa&iacute;s e a descentraliza&ccedil;&atilde;o das consultas de  aconselhamento reprodutivo por unidades hospitalares de todas as regi&otilde;es e por unidades locais de sa&uacute;de em munic&iacute;pios  geograficamente mais afastados desses servi&ccedil;os centrais, sem custos para a utente (DGS, 2013), podem contribuir para que a perten&ccedil;a  a &aacute;reas rurais n&atilde;o seja sin&oacute;nimo de dificuldades estruturais de acesso &agrave; IVG. Acresce que a menor densidade  populacional das &aacute;reas rurais poder&aacute; ser sin&oacute;nimo de uma maior proximidade da adolescente e da sua fam&iacute;lia com a  comunidade. A este n&iacute;vel, seria importante averiguar se o efeito inibidor do prosseguimento da gravidez associado &agrave; perten&ccedil;a  a &aacute;reas rurais se poder&aacute; dever &agrave; maior visibilidade social que uma gravidez precoce assumiria nessas &aacute;reas, por  compara&ccedil;&atilde;o &agrave;quela que assumiria em meios urbanos. Seria ainda pertinente averiguar se este efeito inibidor do prosseguimento  da gravidez se poder&aacute; dever a diferen&ccedil;as percebidas pela adolescente ao n&iacute;vel das condi&ccedil;&otilde;es estruturais de apoio  &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade (e.g., disponibiliza&ccedil;&atilde;o de bens essenciais, como enxoval e  alimenta&ccedil;&atilde;o, de forma&ccedil;&atilde;o parental e de creches p&uacute;blicas) das &aacute;reas rurais, por compara&ccedil;&atilde;o  com as das &aacute;reas urbanas. Ao percecionar menores recursos da comunidade em que se inserem para as apoiar na transi&ccedil;&atilde;o para a  maternidade, as adolescentes poder&atilde;o ficar menos predispostas ao prosseguimento da gravidez. </p>     <p>Os nossos resultados foram ainda contr&aacute;rios aos dos estudos que sugerem como potenciais determinantes da decis&atilde;o reprodutiva na  adolesc&ecirc;ncia a autonomia no processo de decis&atilde;o (Klaczynski et al., 2001), o padr&atilde;o contracetivo pr&eacute;vio (Murry, 1995), a  constitui&ccedil;&atilde;o do agregado familiar (Evans, 2001) e o poder econ&oacute;mico e os contextos familiares associados &agrave;  parentalidade nas &aacute;reas de resid&ecirc;ncia (Adamczyk, 2008; Bradshaw et al., 2005; Evans, 2001; Lee et al., 2004). Estes resultados chamam  a aten&ccedil;&atilde;o para a import&acirc;ncia de testar a contribui&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de fatores de diferentes n&iacute;veis de  influ&ecirc;ncia e da intera&ccedil;&atilde;o entre eles para a decis&atilde;o reprodutiva, tendo em conta as especificidades da realidade  sociocultural em que ela ocorre. No caso particular da autonomia, consideramos que os resultados alcan&ccedil;ados poder&atilde;o ser  tranquilizadores face &agrave;s preocupa&ccedil;&otilde;es de alguns autores (e.g., Coleman, 2006) sobre o efeito das leis de consentimento  parental na decis&atilde;o reprodutiva da jovem. Entre as adolescentes da nossa amostra, apenas uma minoria indicou outros significativos como  sendo os principais agentes da decis&atilde;o. No entanto, consideramos necess&aacute;rios estudos futuros que se debrucem sobre a exist&ecirc;ncia  de participa&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o) de outros significativos e o formato sob a qual essa participa&ccedil;&atilde;o ocorre. </p>     <p>Os resultados do presente estudo devem ser tidos em conta, por um lado, no apoio a prestar ao processo de tomada de decis&atilde;o reprodutiva  na adolesc&ecirc;ncia e, por outro, no planeamento de interven&ccedil;&otilde;es destinadas ao apoio posterior no processo de  adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade ou &agrave; experi&ecirc;ncia de IVG. No primeiro caso, apesar da  inexist&ecirc;ncia de uma defini&ccedil;&atilde;o &uacute;nica sobre o que constitui um processo de tomada de decis&atilde;o de qualidade, os  diversos modelos te&oacute;ricos que se debru&ccedil;am sobre o tema s&atilde;o consensuais quanto &agrave; import&acirc;ncia da  avalia&ccedil;&atilde;o dos custos e benef&iacute;cios associados a cada uma das alternativas dispon&iacute;veis, apenas poss&iacute;vel quando  ambas s&atilde;o ponderadas (Halpern-Felsher &amp; Cauffman, 2001). Neste sentido, ao n&atilde;o terem ponderado a op&ccedil;&atilde;o de IVG, a  maioria das jovens da nossa amostra que optaram pelo prosseguimento poder&aacute; ter desenvolvido processos de tomada de decis&atilde;o  reprodutiva de menor qualidade do que os seus pares que interromperam a gravidez ap&oacute;s terem ponderado ambas as alternativas. Apesar da  necessidade de estudos futuros que clarifiquem esta quest&atilde;o, a promo&ccedil;&atilde;o de momentos de reflex&atilde;o guiada e  desenvolvimentalmente adaptada acerca das alternativas existentes e dos seus custos/benef&iacute;cios poder&aacute; ser essencial &agrave;  qualidade do processo de tomada de decis&atilde;o reprodutiva das jovens que se dirijam aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de dentro do prazo legal  para a IVG. Esta reflex&atilde;o &eacute; de extrema import&acirc;ncia para as jovens que solicitam uma IVG, tal como a Portaria n&ordm; 741-A/2007  o define, mas, &agrave; luz dos nossos resultados, poder&aacute; ser igualmente relevante em caso de solicita&ccedil;&atilde;o de acompanhamento  pr&eacute;-natal, e tanto mais quanto mais jovem for a adolescente. </p>     <p>Relativamente ao planeamento do apoio ao processo de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade, os nossos  resultados chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es precoces e continuadas, nomeadamente durante a gravidez  e ap&oacute;s o nascimento. Segundo estudos pr&eacute;vios, as condi&ccedil;&otilde;es sociais e econ&oacute;micas desfavor&aacute;veis em que as  jovens da nossa amostra decidiram prosseguir a gravidez podem comprometer uma ades&atilde;o adequada aos cuidados pr&eacute;-natais, influenciando,  dessa forma, os resultados obst&eacute;tricos e o pr&oacute;prio desenvolvimento infantil (Ara&uacute;jo Pedrosa, 2009; Silva, 1992). Estas  condi&ccedil;&otilde;es podem igualmente dificultar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados f&iacute;sicos e emocionais ao beb&eacute;, assim como o  desenvolvimento, a autonomia e a integra&ccedil;&atilde;o social das jovens m&atilde;es (Canavarro &amp; Pereira, 2001; Soares &amp; Jongenelen,  1998). Assim, a identifica&ccedil;&atilde;o precoce dos casos de maior risco e a ativa&ccedil;&atilde;o de fatores individuais e familiares de  prote&ccedil;&atilde;o nestes campos, bem como a mobiliza&ccedil;&atilde;o atempada dos recursos comunit&aacute;rios dispon&iacute;veis,  poder&atilde;o ser iniciativas de extrema import&acirc;ncia na determina&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias de vida mais adaptativas. </p>     <p>Os nossos resultados sugerem ainda a pertin&ecirc;ncia de interven&ccedil;&otilde;es precoces e especializadas com vista &agrave;  preven&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de desajustamento emocional durante o processo de transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade. De  acordo com as evid&ecirc;ncias da literatura, as jovens da nossa amostra que decidiram prosseguir a gravidez poder&atilde;o estar particularmente  vulner&aacute;veis a este n&iacute;vel: a deteriora&ccedil;&atilde;o do ajustamento das jovens ap&oacute;s o parto e durante os primeiros meses de  vida do beb&eacute;, sugerido por diversos estudos (e.g., Ara&uacute;jo Pedrosa, 2009; Canavarro &amp; Pereira, 2001), tem sido precisamente  explicado &agrave; luz do confronto que as jovens vivenciam nesses per&iacute;odos com as exig&ecirc;ncias antes n&atilde;o ponderadas da  maternidade, com a n&atilde;o concretiza&ccedil;&atilde;o das expetativas de autonomiza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal e  conjugal, e com o agravamento das condi&ccedil;&otilde;es de vida que habitualmente ocorre nestas situa&ccedil;&otilde;es (Ara&uacute;jo Pedrosa,  2009; Figueiredo et al., 2004). </p>     <p>No que respeita &agrave;s jovens que interrompem a gravidez, apesar de a investiga&ccedil;&atilde;o mostrar poucos ou nenhuns riscos ao  n&iacute;vel do seu funcionamento social posterior (Bailey et al., 2001), de acordo com os nossos resultados, a averigua&ccedil;&atilde;o do  ajustamento emocional destas jovens deve ser priorizado em investiga&ccedil;&otilde;es futuras. Segundo diversos autores, as respostas emocionais  negativas observadas em adolescentes que realizaram uma IVG (e.g., Pereira et al., 2013) resultam n&atilde;o tanto do procedimento em si, mas dos  fatores individuais e contextuais envolvidos nesta decis&atilde;o reprodutiva (Brien &amp; Fairbairn, 1996; Mufel, Speckhard, &amp; Sivuha, 2002;  Poggenpoel &amp; Mycurgh, 2002; Stotland, 1996). De acordo com os nossos resultados, a decis&atilde;o das jovens que interromperam a gravidez foi  tomada de forma t&atilde;o aut&oacute;noma quanto a decis&atilde;o das jovens que prosseguiram a gravidez, maioritariamente ap&oacute;s a  pondera&ccedil;&atilde;o das alternativas poss&iacute;veis e enquadrada num percurso normativo do ponto de vista do desenvolvimento adolescente  (e.g., frequ&ecirc;ncia da escola). No entanto, o car&aacute;cter inibidor do prosseguimento da gravidez revelado pela maior religiosidade e pela  ruralidade dos seus locais de resid&ecirc;ncia sugere que esta decis&atilde;o pode n&atilde;o s&oacute; decorrer das cren&ccedil;as da jovem acerca  da maternidade e da interrup&ccedil;&atilde;o, formadas em intera&ccedil;&atilde;o com esses contextos, mas tamb&eacute;m das expetativas da  comunidade percebidas pela adolescente como condenat&oacute;rias da gravidez nesta fase da sua vida. Acresce que, segundo Adamczyk (2008), em  ambientes com estas caracter&iacute;sticas o estigma face &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma IVG poder&aacute; ser igualmente elevado,  dificultando o ajustamento posterior da jovem que a realiza, quer pelos sentimentos de culpa que podem ser despoletados, quer pela dificuldade  de mobiliza&ccedil;&atilde;o de redes de apoio adequadas, quer, ainda, pela reduzida empatia com que a jovem se poder&aacute; confrontar ao  mobiliz&aacute;-las (Brien &amp; Fairbairn, 1996; Mufel et al., 2002; Poggenpoel &amp; Mycurgh, 2002). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo tem algumas limita&ccedil;&otilde;es que devem ser tidas em conta na generaliza&ccedil;&atilde;o dos seus resultados. Em  primeiro lugar, trata-se de um estudo transversal. Apesar de a ordem/estabilidade temporal ter sido assegurada aquando da escolha dos fatores a  incluir nos modelos explicativos da decis&atilde;o reprodutiva, investiga&ccedil;&otilde;es futuras dever&atilde;o privilegiar uma metodologia  longitudinal, de forma a averiguar a causalidade das rela&ccedil;&otilde;es propostas (Baltes, Reese, &amp; Nesselroade, 1988). Tamb&eacute;m o  car&aacute;ter retrospetivo das respostas pode ter aumentado a presen&ccedil;a de enviesamentos t&iacute;picos desse tipo de  avalia&ccedil;&atilde;o (Logan, Holcombe, Manlove, &amp; Ryan, 2007) e a natureza sens&iacute;vel das quest&otilde;es incrementado a probabilidade  de respostas socialmente desej&aacute;veis, nomeadamente ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o de contrace&ccedil;&atilde;o, da  pondera&ccedil;&atilde;o de ambas as alternativas e da interfer&ecirc;ncia de outros na decis&atilde;o. </p>     <p>Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, o nosso estudo foi o primeiro a explorar as vari&aacute;veis que contribuem para a decis&atilde;o de  prosseguir uma gravidez n&atilde;o planeada na adolesc&ecirc;ncia &agrave; luz do atual quadro legislativo que despenaliza a IVG em Portugal. Pelo  seu desenho integrador de v&aacute;rios n&iacute;veis de influ&ecirc;ncia e pela abrang&ecirc;ncia nacional da sua amostra, constitui, assim, um  importante avan&ccedil;o na compreens&atilde;o deste fen&oacute;meno na realidade sociocultural portuguesa. A n&iacute;vel internacional, foi ainda  o primeiro estudo que partiu de uma perspetiva ecol&oacute;gica com vista a explorar o contributo de fatores de diferentes n&iacute;veis de  influ&ecirc;ncia e das suas intera&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas para a decis&atilde;o reprodutiva entre adolescentes, restringindo a sua  an&aacute;lise &agrave;s adolescentes que tiveram a oportunidade legal de decidir pela interrup&ccedil;&atilde;o de uma gravidez n&atilde;o  planeada. Por fim, os nossos resultados t&ecirc;m importantes implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e  investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da decis&atilde;o reprodutiva na adolesc&ecirc;ncia. Em primeiro lugar, fundamentam a necessidade de  pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de sa&uacute;de especializadas e desenvolvimentalmente adequadas ao n&iacute;vel do apoio ao processo de tomada  de decis&atilde;o reprodutiva e &agrave; posterior adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma. Em segundo lugar, fundamentam a necessidade de  investiga&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel do impacto que as circunst&acirc;ncias em que ocorre esta decis&atilde;o reprodutiva poder&atilde;o ter  no ajustamento subsequente das jovens que a vivenciam. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <!-- ref --><p>Adamczyk, A. (2008)<i>. </i>The effects of religious contextual norms, structural constraints, and personal religiosity on abortion decisions.  <i>Social Science Research, 37</i>, 657-672. doi: 10.1016/j.ssresearch.2007.09.003 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201500010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Aiken, L., &amp; West, S. (1991). <i>Multiple regression: Testing and interpreting interactions</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201500010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo Pedrosa, A. (2009). <i>Gravidez e transi&ccedil;&atilde;o para a maternidade na adolesc&ecirc;ncia: Determinantes individuais e  psicossociais da ocorr&ecirc;ncia de gravidez e da adapta&ccedil;&atilde;o. Estudo com adolescentes da Regi&atilde;o Aut&oacute;noma dos  A&ccedil;ores</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada. Universidade de Coimbra, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201500010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo Pedrosa, A., Canavarro, M. C., &amp; Pereira, M. (2003). <i>Entrevista de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da Consulta de  Acompanhamento Psicol&oacute;gico para as utentes da Consulta de Gravidez Adolescente da Maternidade Doutor Daniel de Matos, HUC</i>. Manuscrito  n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201500010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo Pedrosa, A., Pires, R., Carvalho, P., Canavarro, M. C., &amp; Dattilio, F. M. (2011). Ecological contexts in adolescent pregnancy:  The role of individual, sociodemographic, familial and relational variables in understanding risk of occurrence and adjustment patterns.  <i>Contemporary Family Therapy, 33</i>, 107-127. doi: 10.1007/s10591-011-9148-4 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201500010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bailey, P. E., Bruno, Z. V., Bezerra, M. F., Queiroz, I., Oliveira, C. M., &amp; Chen-mok, M. (2001). Adolescent pregnancy 1 year later: The  effects of abortion <i>vs. </i>motherhood in Northeast Brazil. <i>Journal of Adolescent Health, 29</i>, 223-232. doi: 10.1016/j.brat.2003.08.00 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201500010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baltes, P. B., Reese, H. W., &amp; Nesselroade, J. R. (1988). <i>Introduction to research methods: Life-span developmental psychology</i>.  Hillsdale, NJ: Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201500010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Black, M. M., Papas, M. A., Hussey, J. M., Dumbowitz, H., Kotch, J. B., &amp; Starr, R. H. (2002). Behavior problems among preschool children  born to adolescent mothers: Effects of maternal depression and perceptions of partner relationships. <i>Journal of Clinical Child and Adolescent  Psychology, 31</i>, 16-26. doi: 10.1207/S15374424JCCP3101_04 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bradshaw, J., Finch, N., &amp; Miles, J. N. V. (2005). Deprivation and variations in teenage conceptions and abortions in England. <i>Journal  of Family Planning and Reproductive Health Care, 31</i>, 15-19. doi: 10.1783/0000000052973022 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201500010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brien, J., &amp; Fairbairn, I. (1996)<i>. Pregnancy and abortion counseling. </i>London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201500010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development: Experiments by nature and design. </i>Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201500010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U., &amp; Morris, P. A. (1998). The ecology of developmental processes. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <i>Handbook of  child psychology: Theoretical models of human development </i>(pp. 993-1028). New York: John Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201500010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Can&aacute;rio, A. C. M. (2009). <i>Aspetos &eacute;ticos e psicol&oacute;gicos do abortamento no casal</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de  mestrado n&atilde;o publicada. Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201500010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. C., &amp; Pereira, A. I. (2001). Gravidez e maternidade da adolesc&ecirc;ncia: Perspectivas te&oacute;ricas. In M. C. Canavarro  (Ed.), <i>Psicologia da gravidez e maternidade </i>(pp. 323-357). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201500010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cohen, J. (1992). A power primer. <i>Psychological Bulletin, 112</i>, 155-159. doi: 10.1037/0033-2909.112.1.155 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201500010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coleman, P. K. (2006). Resolution of unwanted pregnancy during adolescence through abortion versus childbirth: Individual and family predictors  and psychological consequences. <i>Journal of Youth and Adolescence, 35</i>, 903-911. doi: 10.1007/s10964-006-9094-x &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS). (2009). <i>Relat&oacute;rio dos registos das interrup&ccedil;&otilde;es da gravidez ao abrigo  da lei 16/2007 de 17 de abril: Dados referentes ao per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 2008. </i>Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o do autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201500010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS). (2011). <i>Relat&oacute;rio dos registos das interrup&ccedil;&otilde;es da gravidez ao abrigo  da lei 16/2007, de 17 de abril: Dados referentes ao per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 2010</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o do autor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201500010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS). (2013). <i>Relat&oacute;rio dos registos das interrup&ccedil;&otilde;es da gravidez ao abrigo  da lei 16/2007, de 17 de abril: Dados referentes ao per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 2011 &ndash; Edi&ccedil;&atilde;o revista</i>. Lisboa:  Edi&ccedil;&atilde;o do autor. </p>     <!-- ref --><p>Eisen, M., Zellman, G. L., Leibowitz, A., Chow, W. K., &amp; Evans, J. R. (1983). Factors discriminating pregnancy resolution decisions of  unmarried adolescents. <i>Genetic Psychology Monographs, 108</i>, 69-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Evans, A. (2001)<i>. Motherhood or abortion: Pregnancy resolution decisions of Australian teenagers</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de  doutoramento n&atilde;o publicada<i>. </i>Universidade Nacional da Austr&aacute;lia, Camberra, Austr&aacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2009). <i>Discovering statistics using SPSS </i>(3<Sup>rd </Sup>ed.). London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201500010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Figueiredo, B., Pacheco, A., &amp; Magarinho, R. (2004). Utentes da consulta externa de gr&aacute;vidas adolescentes da Maternidade J&uacute;lio  Dinis entre os anos de 2000 e 2003. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXII</i>, 551-570.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201500010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Frazier, P. A., Tix, A. P., &amp; Barron, K. E. (2004). Testing moderator and mediator effects in counseling psychology research. <i>Journal of  Counseling Psychology, 51</i>, 115-134. doi: 10.1037/0022-0167.51.1.115 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201500010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guedes, M. (2008). <i>Interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez: Influ&ecirc;ncia de aspectos individuais e relacionais no  ajustamento psicol&oacute;gico &agrave; decis&atilde;o e &agrave; experi&ecirc;ncia de interrup&ccedil;&atilde;o</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de  mestrado integrado n&atilde;o publicada. Universidade de Coimbra, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201500010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Halpern-Felsher, B. L., &amp; Cauffman, E. (2001). Costs and benefits of a decision: Decision-making competence in adolescents and adults.  <i>Applied Developmental Psychology, 22</i>, 257-273. doi: 10.1016/S0193-3973(01)00083-1 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201500010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Henshaw, S. K., &amp; Kost, K. (1992). Parental involvement in minors&rsquo; abortion decisions. <i>Family Planning Prospectives, 24</i>,  196-208. doi: 10.2307/2135870 </p>     <p>Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE). (2012). <i>Reorganiza&ccedil;&atilde;o administrativa territorial aut&aacute;rquica:  Informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica &ndash; Conceitos e defini&ccedil;&otilde;es</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o do autor. </p>     <!-- ref --><p>Kashan, A. S., Baker, P. N., &amp; Kenny, L. C. (2010). Preterm birth and reduced birth weight in first and second teenage pregnancies: A  register-based cohort study. <i>British Medical Journal of Pregnancy and Childbirth, 10</i>, 36-44. doi: 10.1186/1471-2393-10-36 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201500010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Klaczynski, P. A., Byrnes, J. P., &amp; Jacobs, J. (2001). Introduction to the special issue: The development of decision making<i>. Applied  Developmental Psychology, 34</i>, 175-187. doi: 10.1016/S0193-3973(01)00081-8 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lee, E., Clements, S., Ingham, R., &amp; Stone, N. (2004). <i>A matter of choice?. Explaining national variation in teenage abortion and  motherhood. </i>York: Joseph Rowntree Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201500010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Logan, C., Holcombe, E., Manlove, J., &amp; Ryan, S. (2007). <i>The consequences of unintended childbearing: A white paper</i>. Washington, DC:  Child Trends, and the National Campaign to Prevent Teen and Unplanned Pregnancy.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201500010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Madkour, A. S., Xie, Y., &amp; Harville, E. W. (2013). The association between pregnancy parental support and control and adolescent  girls&rsquo; pregnancy resolution decisions. <i>Journal of Adolescent Health, 53</i>, 413-419. doi: 10.1016/j.jadohealth.2013.04.016 </p>     <!-- ref --><p>Miller, B., &amp; Moore, K. (1990). Adolescent sexual behavior, pregnancy and parenting: Research through the 1980s. <i>Journal of Marriage and  the Family, 52</i>, 1025-1044. doi: 10.2307/353317 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201500010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mufel, N., Speckhard, A., &amp; Sivuha, S. (2002). Predictors of posttraumatic stress disorder following abortion in a former Soviet Union  Country. <i>Journal of Prenatal and Perinatal Psychology and Health, 17</i>, 41-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201500010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Murry, V. M. (1995). An ecological analysis of pregnancy resolution decisions among African American and Hispanic adolescent females. <i>Youth  &amp; Society, 26</i>, 325-350. doi: 10.1177/0044118X95026003003 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201500010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Our&ocirc;, A. M., &amp; Leal, I. P. (1998). O ventre sacia-se, os olhos n&atilde;o: O suporte social em adolescentes que prosseguiram a  gravidez e mulheres que recorreram &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez na adolesc&ecirc;ncia. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, XVI</i>, 441-446.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201500010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pereira, J., Pires, R., &amp; Canavarro, M. C. (2013). Interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez: Ajustamento psicol&oacute;gico  numa amostra de jovens portuguesas. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 14</i>, 329-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201500010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Peres, S. O., &amp; Heilborn, M. L. (2006). Cogita&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica do aborto entre jovens em contexto de  interdi&ccedil;&atilde;o legal: O avesso da gravidez na adolesc&ecirc;ncia. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 22</i>, 1411-1420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201500010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pestana, M. H., &amp; Gageiro, J. N. (2009). <i>An&aacute;lise categ&oacute;rica, &aacute;rvores de decis&atilde;o e an&aacute;lise de  conte&uacute;do</i>. Lisboa: Lidel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201500010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pimenta, E. (2010). <i>Causas e consequ&ecirc;ncias do abortamento induzido</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado integrado n&atilde;o  publicada. Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201500010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pires, R., Ara&uacute;jo Pedrosa, A., &amp; Canavarro, M. C. (2013). Examining the links between perceived pregnancy impact, depression, and  quality of life during adolescent pregnancy: The buffering role of social support. <i>Maternal and Child Health Journal</i>. Advance online  publication. doi: 10.1007/s10995-013-1303-0 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201500010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pires, R., Pereira, J., Ara&uacute;jo Pedrosa, A., &amp; Canavarro, M. C. (2013). Maternidade adolescente: Escolha, aceita&ccedil;&atilde;o ou  resigna&ccedil;&atilde;o?. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 14</i>, 339-347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201500010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Poggenpoel, M., &amp; Myburgh, C. P. H. (2002). The developmental implications of a termination of pregnancy on adolescents with reference to  the girl and her partner. <i>Education, 122</i>, 731-741.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201500010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>PORDATA. (2013a). <i>Casamentos entre pessoas do sexo oposto: Total e por forma de celebra&ccedil;&atilde;o &ndash; Munic&iacute;pios</i>.  Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos. </p>     <p>PORDATA. (2013b). <i>Nados-vivos de m&atilde;es residentes em Portugal: Total e por grupo et&aacute;rio da m&atilde;e &ndash;  Munic&iacute;pios</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos. </p>     <!-- ref --><p>PORDATA. (2013c). <i>Nados-vivos fora do casamento, com coabita&ccedil;&atilde;o e sem coabita&ccedil;&atilde;o dos pais (%) nos  Munic&iacute;pios</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-8231201500010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>PORDATA. (2013d). <i>Popula&ccedil;&atilde;o residente do sexo feminino com 15 e mais anos por n&iacute;vel de escolaridade completo mais  elevado segundo os Censos (%) nos Munic&iacute;pios</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-8231201500010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>PORDATA. (2013e). <i>Propor&ccedil;&atilde;o de poder de compra nos Munic&iacute;pios</i>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos  Santos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-8231201500010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Santos, N. (2010). <i>Interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez, satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal e apoio social: Que  impacto?</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado integrado n&atilde;o publicada. Universidade de Lisboa, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201500010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Silva, M. O. da (1992). <i>A gravidez na adolesc&ecirc;ncia: Relev&acirc;ncia cl&iacute;nica da interven&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal</i>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada. Universidade de Lisboa, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201500010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, M. R. (1994). <i>Investiga&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da aferi&ccedil;&atilde;o nacional do teste das Matrizes  Progressivas de Raven</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento n&atilde;o publicada. Universidade de Coimbra, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201500010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Soares, I., &amp; Jongenelen, I. (1998). Maternidade na adolesc&ecirc;ncia: Contributos para uma abordagem desenvolvimental. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, 3</i>, 373-384.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201500010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Stotland, N. L. (1996). Conceptions and misconceptions: Decisions about pregnancy. <i>General Hospital Psychiatry, 18</i>, 238-243. doi:  10.1016/0163-8343(96)00043-6 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201500010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>United Nations Population Fund (UNPF). (2013). <i>The state of world population 2012: Motherhood in childhood &ndash; Facing the challenge of  adolescent pregnancy</i>. New York: Edi&ccedil;&atilde;o do autor. </p>     <p>World Health Organization (WHO). (1975). <i>Pregnancy and abortion in adolescence: Technical Report Series, 583. </i>Geneva:  Edi&ccedil;&atilde;o do autor. </p>     <!-- ref --><p>Zabin, L. S., &amp; Hayward, S. C. (1993). <i>Adolescent sexual behavior and childbearing</i>. Newbury Park, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201500010000200057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Raquel Pires, FPCE, Universidade de Coimbra, Rua do  Col&eacute;gio Novo, 3000-115 Coimbra. E-mail: <a href="mailto:raquelpires@fpce.uc.pt">raquelpires@fpce.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Bolsas de Doutoramento: SFRH/BD/63949/2009 e SFRH/BD/89435/2012);  Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social da Universidade de Coimbra (PEst-OE/PSI/UI0192/2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 27/01/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 10/08/2014 </p>      ]]></body><back>
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