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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo normativo da versão Portuguesa do YLS/CMI: Inventário de avaliação do risco de reincidência e de gestão de caso para jovens]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper reports data from the normative study of the Portuguese version of the Youth Level of Service/Case Management Inventory (YLS/CMI), risk assessment tool designed to assess risk for general recidivism, identify criminogenic needs and guide case management of young offenders. Normative data of Portuguese YLS/CMI were established from a sample of 2363 young offenders from juvenile justice system. Risk profiles analysis allows to differentiate young offenders by gender, procedural phase, criminal behavior and sociocultural context. Implications regarding these results for assessment and case management of young offenders in the forensic area are discussed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação do risco]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Estudo normativo da vers&atilde;o Portuguesa do YLS/CMI &ndash; Invent&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de reincid&ecirc;ncia  e de gest&atilde;o de caso para jovens</b></p>     <p><b>Alberto Pimentel<sup>1</sup>, Jorge Quintas<sup>2</sup>, Ernesto Fonseca<sup>3</sup>, Alexandra Serra<sup>4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Prisionais / Escola de Criminologia, Faculdade de Direito,  Universidade do Porto</p>     <p><sup>2</sup>Escola de Criminologia, Faculdade de Direito, Universidade do Porto</p>     <p><sup>3</sup>Escola de Criminologia, Faculdade de Direito, Universidade do Porto / Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais e do Comportamento,  CESPU</p>     <p><sup>4</sup>Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais e do Comportamento, CESPU</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo reporta os dados do estudo normativo da vers&atilde;o portuguesa do Youth Level of Service/Case Management Inventory  (YLS/CMI), instrumento que avalia o risco de reincid&ecirc;ncia criminal, identifica as necessidades crimin&oacute;genas e guia a gest&atilde;o de  casos de jovens delinquentes. Foram estabelecidas as normas de interpreta&ccedil;&atilde;o portuguesas do YLS/CMI numa amostra constitu&iacute;da  por 2363 jovens em contacto com o sistema de justi&ccedil;a juvenil. A an&aacute;lise de perfis de risco permite diferenciar os jovens em  fun&ccedil;&atilde;o do sexo, da fase processual, do comportamento criminal e do contexto sociocultural. S&atilde;o discutidas as  implica&ccedil;&otilde;es dos resultados para a avalia&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o de caso de jovens ofensores na &aacute;rea forense. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Avalia&ccedil;&atilde;o do risco, Necessidades crimin&oacute;genas, YLS/CMI, Delinqu&ecirc;ncia juvenil, Dados normativos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper reports data from the normative study of the Portuguese version of the Youth Level of Service/Case Management Inventory (YLS/CMI),  risk assessment tool designed to assess risk for general recidivism, identify criminogenic needs and guide case management of young offenders.  Normative data of Portuguese YLS/CMI were established from a sample of 2363 young offenders from juvenile justice system. Risk profiles analysis  allows to differentiate young offenders by gender, procedural phase, criminal behavior and sociocultural context. Implications regarding these  results for assessment and case management of young offenders in the forensic area are discussed. </p>     <p><b>Key-words: </b>Risk assessment, Criminogenic needs, YLS/CMI, Young offender, Normative data. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de reincid&ecirc;ncia criminal constitui pr&aacute;tica  internacional na avalia&ccedil;&atilde;o de ofensores para efeito de assessoria t&eacute;cnica aos tribunais, bem como na avalia&ccedil;&atilde;o  e interven&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da execu&ccedil;&atilde;o de penas e de medidas (Campbell, French, &amp; Gendreau, 2009; Heilbrun,  2009). </p>     <P>O desenvolvimento dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco assenta na premissa de que determinadas caracter&iacute;sticas pessoais e  ambientais podem ser usadas para predizer o risco da pr&aacute;tica futura de atos criminais (Gendreau, Little, &amp; Goggin, 1996; Meredith,  Speir, &amp; Johnson, 2007). Ap&oacute;s um per&iacute;odo de descren&ccedil;a com a possibilidade de avaliar o risco de reincid&ecirc;ncia  criminal e o risco de viol&ecirc;ncia (Monahan, 1981; Steadman &amp; Cocozza, 1974), uma crescente literatura tem-se dedicado &agrave;  valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos destinados a realizar esta complexa tarefa (cf. Andrews &amp; Bonta, 2006). </p>     <P>Os fatores de risco espec&iacute;ficos da reincid&ecirc;ncia criminal t&ecirc;m vindo a ser sintetizados em revis&otilde;es empiricamente  fundadas e, particularmente, atrav&eacute;s de procedimentos meta-anal&iacute;ticos (cf. Bonta, Law, &amp; Hanson, 1998; Farrington, 2003;  Gendreau, Little, &amp; Goggin 1996; Hanson &amp; Morton-Bourgon, 2004; LeBlanc, 2005; Lipsey &amp; Derzon, 1998; Loeber &amp; Hay, 1997; Simourd  &amp; Andrews, 1994). O conhecimento cumulativo e, especialmente, a mensura&ccedil;&atilde;o combinada dos efeitos de m&uacute;ltiplas  investiga&ccedil;&otilde;es que incluem medidas de reincid&ecirc;ncia criminal, permitiram distinguir com acuidade os fatores de risco mais  relevantes, os que t&ecirc;m peso moderado e os que devem ser considerados apenas menores ou mesmo irrelevantes (Andrews, Bonta, &amp; Wormith,  2006; Andrews &amp; Bonta, 2006). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>O modelo geral psicol&oacute;gico, social e de personalidade do comportamento criminal </i>(Andrews &amp; Bonta, 2006), integra estes  elementos da investiga&ccedil;&atilde;o e sintetiza os fatores de risco mais relevantes sob a designa&ccedil;&atilde;o de <i>Big 4</i>:  hist&oacute;ria criminal, suporte social para o crime, personalidade antissocial e atitudes pr&oacute;-criminais. Numa segunda linha de fatores de  risco, encontram-se outros, mais moderados, que conjuntamente com os <i>Big 4 </i>constituem os <i>Central 8</i>: abuso de subst&acirc;ncias,  tempos livres, fam&iacute;lia e educa&ccedil;&atilde;o/ocupa&ccedil;&atilde;o. Acresce-se que os fatores de risco, quando din&acirc;micos (todos os  <i>Central 8</i>, com exce&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria criminal), isto &eacute;, suscet&iacute;veis de modifica&ccedil;&atilde;o,  s&atilde;o entendidos como necessidades crimin&oacute;genas, que devem ser alvos preferenciais da interven&ccedil;&atilde;o. De facto, a  interven&ccedil;&atilde;o nas necessidades crimin&oacute;genas de popula&ccedil;&otilde;es delinquentes, quando bem-sucedida, redunda na  diminui&ccedil;&atilde;o do risco e em preven&ccedil;&atilde;o criminal efetiva. Dito de outro modo, os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do  risco/necessidades crimin&oacute;genas servem para estabelecer a probabilidade da pr&aacute;tica de crimes e para identificar as  condi&ccedil;&otilde;es pessoais e circunst&acirc;ncias que podem ser mudadas para reduzir a ocorr&ecirc;ncia desses atos. </p>     <p>A evolu&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco permitiu a defini&ccedil;&atilde;o de quatro gera&ccedil;&otilde;es.  Na primeira gera&ccedil;&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o de risco baseia-se no julgamento cl&iacute;nico n&atilde;o estruturado, geralmente de  pendor psicopatol&oacute;gico. A segunda gera&ccedil;&atilde;o &eacute; caraterizada pela utiliza&ccedil;&atilde;o de elementos atuariais,  definidos pela liga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica entre fatores de risco e medidas de <i>outcome</i>, especialmente as de reincid&ecirc;ncia  criminal. Os instrumentos de segunda gera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o geralmente baseados em fatores de risco est&aacute;ticos e t&ecirc;m suporte  te&oacute;rico limitado. A terceira gera&ccedil;&atilde;o ultrapassa estas duas limita&ccedil;&otilde;es atendendo a fatores de risco  din&acirc;micos/necessidades crimin&oacute;genas fundadas teoricamente. Finalmente, na quarta gera&ccedil;&atilde;o, os instrumentos ligam a  avalia&ccedil;&atilde;o de risco/necessidades crimin&oacute;genas e a gest&atilde;o de casos, integrando o processo de gest&atilde;o do  risco/necessidades crimin&oacute;genas, a sele&ccedil;&atilde;o de modos de interven&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o da  evolu&ccedil;&atilde;o do sujeito (Andrews, Bonta, &amp; Wormith, 2006; Harris &amp; Rice, 2007; Luong, 2007). </p>     <p>Est&aacute; j&aacute; bem estabelecida empiricamente a capacidade de diversos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco/necessidades  crimin&oacute;genas de prever o comportamento criminal com, pelo menos, moderada precis&atilde;o, bem como a sua superioridade preditiva  relativamente aos julgamentos cl&iacute;nicos tradicionais (cf. &AElig;gisd&oacute;ttir et al., 2006; Dawes, Faust, &amp; Meehl, 1989; Grove, Zald,  Lebow, Snitz, &amp; Nelson, 2000; Quinsey, Harris, Rice, &amp; Cormier 1998; Westen &amp; Weinberger, 2004). A quest&atilde;o, na atualidade,  &eacute; menos se se podem utilizar instrumentos de base atuarial do que debater quais os melhores m&eacute;todos e instrumentos de  avalia&ccedil;&atilde;o (cf. Campbell, French, &amp; Gendreau, 2007, 2009; Gendreau, Goggin, &amp; Smith, 2002; Hanson, 2005; Salekin, Rogers,  &amp; Sewell, 1996; Singh &amp; Fazel, 2010; Walters, 2003). </p>     <p>Na &aacute;rea da delinqu&ecirc;ncia juvenil, a evolu&ccedil;&atilde;o de instrumentos espec&iacute;ficos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco e  das necessidades crimin&oacute;genas est&aacute;, contudo, genericamente menos desenvolvida, face aos progressos na &aacute;rea dos adultos. Um dos  principais motivos decorre do facto de os instrumentos serem tendencialmente concebidos para popula&ccedil;&otilde;es adultas e s&oacute; depois  adaptados de forma a incorporarem fatores de risco espec&iacute;ficos da delinqu&ecirc;ncia juvenil (cf. Douglas &amp; Kropp, 2002; Gendreau,  Little, &amp; Goggin, 1996; Marczyk, Heilbrun, Lander, &amp; DeMatteo, 2003; Olver, Stockdale, &amp; Wormith, 2009; Schmidt, Hoge, &amp; Gomes,  2005). &Eacute; precisamente este o caso do YLS/CMI (Hoge &amp; Andrews, 2002; Hoge, Andrews, &amp; Leschied, 2002), que &eacute; um instrumento  de avalia&ccedil;&atilde;o do risco e das necessidades crimin&oacute;genas de quarta gera&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>O YLS/CMI foi criado para avaliar os n&iacute;veis de risco de reincid&ecirc;ncia de delinquentes juvenis e as suas necessidades  crimin&oacute;genas. A formula&ccedil;&atilde;o dos itens que comp&otilde;em a primeira parte deste instrumento resulta da introdu&ccedil;&atilde;o  dos fatores de risco de reincid&ecirc;ncia identificados, de forma largamente consensual, na literatura espec&iacute;fica da delinqu&ecirc;ncia  juvenil. Estes fatores foram integrados na l&oacute;gica da vers&atilde;o original do Level of Service Inventory &ndash; Revised (<i>LSI</i>;  Andrews &amp; Bonta, 1995) para adultos e suas evolu&ccedil;&otilde;es posteriores, designadamente o Level of Service &ndash; Case Management  Inventory (<i>LS/CMI</i>; Andrews, Bonta, &amp; Wormith, 2004), que incorporam na avalia&ccedil;&atilde;o de riscos e necessidades  crimin&oacute;genas itens que refletem os principais preditores da criminalidade em adultos. </p>     <p>O YLS/CMI tem origem no Canad&aacute; (cf. Catchpole &amp; Gretton, 2003; Gossner &amp; Wormith, 2007; Hoge &amp; Andrews, 2002; Jung &amp;  Rawana, 1999; Rowe, 2002; Schmidt et al., 2005; Vieira, Skiling &amp; Peterson-Badali, 2009; Welsh, Schmidt, McKinnon, Chattha, &amp; Meyers, 2008)  e, progressivamente, foi utilizado em diversos outros pa&iacute;ses, designadamente nos EUA (Flores, Travis, &amp; Latessa, 2003; Marczyk et al.,  2003, 2005; Onifade, Davidson, Campbell, Turke, Malinowski, &amp; Turner, 2008; Righthand, Prentky, Knight, Carpenter, Hecker, &amp; Nangle, 2005),  na Austr&aacute;lia (Thompson &amp; Pope, 2005; Thompson &amp; Putnins, 2003), na Irlanda (Davies &amp; Gailey, 2005), em Espanha (G&oacute;mez,  Garrido, &amp; Cieza, 2008), no Reino Unido (Marshall, Egan, English, &amp; Jones, 2006), em Inglaterra (Rennie &amp; Dolan, 2010) e no Chile  (Fundaci&oacute;n Paz Ciudadana, 2010). </p>     <p>Os dados normativos originais do YLS/CMI resultam de um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, desenvolvido na Universidade de Lakehead (Jung,  1996, citado por Jung &amp; Rawana, 1999). Os dados baseiam-se numa amostra de 264 jovens ofensores (173 do sexo masculino e 91 do sexo feminino)  a quem foram aplicadas medidas tutelares institucionais ou n&atilde;o institucionais. A idade m&eacute;dia dos jovens &eacute; de 14.3 anos  (<i>DP</i>=1.11), variando entre os 12 e os 17 e, no total do invent&aacute;rio, a pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia &eacute; de 11.38  (<i>DP</i>=8.32). As pontua&ccedil;&otilde;es no total do YLS/CMI s&atilde;o nos estudos posteriores sempre superiores &agrave;s  pontua&ccedil;&otilde;es apresentadas no estudo original. Por exemplo, Flores et al. (2003), numa extensa amostra de 1679 jovens a cumprir medidas  institucionais e comunit&aacute;rias, apresenta pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias totais de 19.84. Marczyk et al. (2003), numa amostra de 95  jovens do sexo masculino que, por circunst&acirc;ncias agravantes previstas em legisla&ccedil;&atilde;o especial, s&atilde;o acusados de crimes no  &acirc;mbito sistema de justi&ccedil;a para adultos, obt&eacute;m uma pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 20.14 (<i>DP</i>=7.70). Schmidt et  al. (2005), numa amostra de 107 jovens ofensores referenciados pelo Tribunal para avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental, apresentam  pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias de 16.9 (<i>DP</i>=9.30). Bechtel, Lowenkamp e Latessa (2007) apresentam pontua&ccedil;&otilde;es  m&eacute;dias no YLS/CMI de 21.48 (<i>DP</i>=7.23) para uma amostra de 4482 jovens a cumprir medidas institucionais e comunit&aacute;rias. Onifade  et al. (2008), numa amostra de 328 jovens, que cumpriam medidas comunit&aacute;rias nos EUA, apresentam uma pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia  de 16.3. Welsh et al. (2008), com jovens referenciados para o Tribunal para avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, verificam uma  m&eacute;dia de 16.81 (<i>DP</i>=9.24). Vieira et al. (2009), com 122 jovens referenciados para avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental pelo  Tribunal, verificam uma m&eacute;dia de 17.26 (<i>DP</i>=9.44). Rennie e Dolan (2010), com uma amostra de 140 jovens masculinos referenciados por  apresentarem um diagn&oacute;stico de desordens de conduta, verificam pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias de 27.30 (<i>DP</i>=8.39). </p>     <p>Os resultados comparativos por sexo s&atilde;o contradit&oacute;rios quanto &agrave; superioridade dos n&iacute;veis de risco de rapazes ou de  raparigas. Por exemplo, Jung e Rawana (1999) e Schmidt et al. (2005) n&atilde;o encontram diferen&ccedil;as significativas entre as  pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias dos jovens do sexo masculino e as das jovens do sexo feminino. No estudo de Jung e Rawana (1999), as  raparigas t&ecirc;m uma m&eacute;dia de 11.93 (<i>DP</i>=8.40) e os rapazes de 11.09 (<i>DP</i>=8.31) e no estudo de Schmidt et al. (2005) as  pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias s&atilde;o de 19.1 (<i>DP</i>=8.7) para as raparigas e de 15.7 (<i>DP</i>=9.5) para os rapazes. O estudo de  Flores et al. (2003) apresenta pontua&ccedil;&otilde;es significativamente superiores nas raparigas (<i>M</i>=20.86) comparativamente aos rapazes  (<i>M</i>=19.56; <i>p</i>&lt;.05). Pelo contr&aacute;rio, o estudo de Onifade et al. (2008) verifica que as raparigas t&ecirc;m uma m&eacute;dia  significativamente inferior (<i>M</i>=14.3) aos rapazes (<i>M</i>=16.9; <i>p</i>&lt;.05). </p>     <p>Globalmente, as pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias no YLS/CMI s&atilde;o mais elevadas em amostras institucionais por  compara&ccedil;&atilde;o com amostras na comunidade. Por exemplo, Flores et al. (2003), em dois departamentos institucionais de justi&ccedil;a  juvenil no Ohio, apresenta pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias de 25.12 e 21.45, enquanto que no departamento de <i>probation </i>a  pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 15.62, sendo as diferen&ccedil;as significativas (<i>p</i>&lt;.05). Bechtel et al. (2007) apresentam  pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias na amostra de cumprimento de medida institucional de 23.08 (<i>DP</i>=6.29) e de cumprimento de medida na  comunidade de 16.60 (<i>DP</i>=7.70), sendo as diferen&ccedil;as muito significativas (<i>p</i>&lt;.001). Acresce, ainda, o facto de, neste estudo,  as diferen&ccedil;as significativas nas pontua&ccedil;&otilde;es entre os dois tipos de medida se estenderem a todos os dom&iacute;nios do YLS/CMI,  excetuando o relativo &agrave; educa&ccedil;&atilde;o/emprego. </p>     <p>As propriedades psicom&eacute;tricas do YLS/CMI foram examinadas em diversos estudos com resultados satisfat&oacute;rios no que respeita  &agrave; fiabilidade (cf. Catchpole &amp; Greton, 2003; G&oacute;mez, Garrido, &amp; Cieza, 2007; Marczyk et al., 2003; Schmitd, Hoge, &amp;  Robertson, 2002; Thompson &amp; Pope, 2005) e validade concorrente, discriminativa e preditiva (Catchpole &amp; Gretton, 2003; Flores et al., 2003;  Onifade et al., 2008; Rowe, 2002; Schmidt et al., 2005). A vers&atilde;o portuguesa do YLS/CMI apresenta indicadores de concord&acirc;ncia  intra-observadores (CCI=.99) e inter-obervadores (CCI=.97) excelentes e indicadores de consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.93) bons (Pimentel,  Quintas, Fonseca, &amp; Serra, 2009, 2011). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Processo de adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do YLS/CMI </i></p>     <p>Em abril de 2008, a Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o Social, atual Dire&ccedil;&atilde;o Geral de  Reinser&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Prisionais (DGRSP), promoveu a adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento de  avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos/necessidades crimin&oacute;genas de jovens ofensores em Portugal. Pretendeu-se implementar uma  avalia&ccedil;&atilde;o padronizada que auxiliasse os t&eacute;cnicos na determina&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de risco de  continua&ccedil;&atilde;o da atividade delitiva, na identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades crimin&oacute;genas e fatores de responsividade e  na focaliza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o dos jovens ofensores tendo em conta essas necessidades crimin&oacute;genas. O instrumento  deveria ser utilizado na avalia&ccedil;&atilde;o de programas e formas de interven&ccedil;&atilde;o e na busca de perfis de risco em diversas  tipologias de delinqu&ecirc;ncia juvenil. </p>     <p>A op&ccedil;&atilde;o recaiu sobre o Youth Level Service/Case Managment Inventory (Hoge &amp; Andrews, 2002), que &eacute; um dos instrumentos  de avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos/necessidades mais utilizados a n&iacute;vel internacional na jurisdi&ccedil;&atilde;o de menores,  salientando-se, como apresentado anteriormente, uma j&aacute; significativa literatura emp&iacute;rica que avalia as respetivas capacidades  psicom&eacute;tricas. </p>     <p>Para a determina&ccedil;&atilde;o da validade intercultural do instrumento, procedeu-se a um conjunto de tarefas de forma a garantir as  equival&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas, conceptuais e psicom&eacute;tricas. Assim, a qualidade final do processo de adapta&ccedil;&atilde;o e de  valida&ccedil;&atilde;o do instrumento original, foi garantida atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o das seguintes atividades: (i)  tradu&ccedil;&atilde;o/retrovers&atilde;o do instrumento para a l&iacute;ngua portuguesa; (ii) acredita&ccedil;&atilde;o de profissionais tendo  em vista a aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento; (iii) estudo piloto com o objetivo de testar a fiabilidade, designadamente inter e  intra-observadores; (iv) estudo principal para determinar os valores normativos portugueses, examinar as propriedades psicom&eacute;tricas e  estabelecer perfis de risco/necessidades crimin&oacute;genas (Pimentel, Quintas, Fonseca, &amp; Serra, 2009, 2011, para mais detalhes). </p>     <p>O processo de tradu&ccedil;&atilde;o do instrumento para a l&iacute;ngua portuguesa baseou-se nas linhas orientadoras apresentadas por Beaton,  Bombardier, Guillemin e Ferraz (2002) para a adapta&ccedil;&atilde;o intercultural de instrumentos de medida. O processo, gentilmente facilitado  por Robert Hoge, autor do invent&aacute;rio, iniciou-se com o pedido &agrave; empresa que det&eacute;m os direitos do instrumento, MHS &ndash;  Multi Health Sistems, Inc. (outubro de 2008), a rece&ccedil;&atilde;o das suas orienta&ccedil;&otilde;es, a tradu&ccedil;&atilde;o independente por  3 especialistas, retrovers&atilde;o independente por 2 especialistas, o envio da tradu&ccedil;&atilde;o/retrovers&atilde;o para a MHS (junho,  2009), a rece&ccedil;&atilde;o de autoriza&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o experimental (julho, 2009) e a ado&ccedil;&atilde;o, em novembro de  2009, da vers&atilde;o definitiva da tradu&ccedil;&atilde;o/retrovers&atilde;o, que foi atualizada face &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do  revisor oficial da MHS (YLS/CMI, tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa por Fonseca, Quintas, Serra, Coelho, &amp; Pimentel, 2010). Esta vers&atilde;o  final foi, assim, aprovada e autorizada pela MHS. </p>     <p>O processo de acredita&ccedil;&atilde;o de aplicadores iniciou-se atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o de  forma&ccedil;&atilde;o de 28 horas, em mar&ccedil;o de 2009, realizada por Robert Hoge, dirigida a um grupo de 18 profissionais que foram  acreditados como formadores. Posteriormente, foram realizadas 16 a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, de 14 horas, destinadas a cerca  de 180 profissionais, que os formaram como utilizadores do instrumento. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo </b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Amostra </i></p>     <p>No presente estudo participaram 2363 jovens em contacto com a DGRSP, com uma m&eacute;dia de idades de 15.60 (<i>DP</i>=1.37), um m&iacute;nimo  de 12 anos e um m&aacute;ximo de 21 anos de idade. Quanto ao sexo, 85% dos jovens s&atilde;o do sexo masculino (<i>n=</i>1998) e os restantes 15%  s&atilde;o do sexo feminino (<i>n=</i>365). S&atilde;o de nacionalidade portuguesa 91% dos jovens, sendo os restantes 9% de nacionalidade  estrangeira No que respeita &agrave; fase processual, 1835 jovens (78%) encontravam-se na fase de inqu&eacute;rito, 335 jovens (14%) em medidas  tutelares educativas em execu&ccedil;&atilde;o na comunidade e 193 jovens (8%) em medidas de internamento. Nas medidas de internamento, foram  inclu&iacute;dos 35 jovens internados em centro educativo em medida cautelar de guarda, embora formalmente se encontrassem na fase de  inqu&eacute;rito. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos </i></p>     <p>O YLS/CMI foi aplicado por t&eacute;cnicos superiores da DGRSP, com forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para o efeito, das  Delega&ccedil;&otilde;es Regionais do Norte, Centro, Lisboa, Algarve, A&ccedil;ores e Madeira e ainda dos Centros Educativos de Santa Clara, de  Santo Ant&oacute;nio, dos Olivais, do Mondego, da Bela Vista, de Navarro de Paiva, Padre Ant&oacute;nio de Oliveira e da Madeira. </p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o do YLS/CMI foi realizada, entre maio de 2010 e abril de 2011, nas Equipas de Reinser&ccedil;&atilde;o Social e nos  Centros Educativos relativamente a cada um dos jovens em que foi iniciada uma interven&ccedil;&atilde;o por parte da DGRSP. Na fase de  inqu&eacute;rito, o YLS/CMI foi aplicado aos novos pedidos de relat&oacute;rio social, de relat&oacute;rio social com avalia&ccedil;&atilde;o  psicol&oacute;gica e de per&iacute;cia sobre a personalidade. O instrumento foi ainda aplicado &agrave;s novas medidas tutelares educativas de  execu&ccedil;&atilde;o na comunidade e em internamento. </p>     <p>Adicionalmente, foram recolhidos dados relativos ao processo atual (por exemplo, tipo de crime, data dos factos, n&uacute;mero de crimes), aos  antecedentes criminais e aos aspetos sociais e demogr&aacute;ficos (por exemplo, meio habitacional, estatuto s&oacute;cio-econ&oacute;mico e  caracteriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea residencial). O preenchimento do YLS/CMI e das quest&otilde;es adicionais foi realizado em plataforma  inform&aacute;tica especialmente criada para o efeito na DGRSP. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento </i></p>     <p>O instrumento utilizado foi o YLS/CMI (Hoge, Andrews, &amp; Leschied, 2002), tradu&ccedil;&atilde;o portuguesa por Fonseca, Quintas, Serra,  Coelho e Pimentel (2010), vers&atilde;o definitiva autorizada pela MHS. O YLS/CMI &eacute; constitu&iacute;do por 7 sec&ccedil;&otilde;es: (i)  <i>Avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos e das necessidades</i>; (ii) <i>Resumo dos riscos e das necessidades</i>; (iii) <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de  outras necessidades e considera&ccedil;&otilde;es especiais</i>; (iv) <i>Avalia&ccedil;&atilde;o pessoal do n&iacute;vel geral de  risco/necessidades do jovem</i>; (v) <i>N&iacute;vel de contacto</i>; (vi) <i>Plano de gest&atilde;o do caso</i>; (vii)  <i>(Re)avalia&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do caso</i>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira sec&ccedil;&atilde;o, <i>avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos e das necessidades</i>, &eacute; constitu&iacute;da por 42 itens  distribu&iacute;dos por oito dom&iacute;nios: (1) Delitos e medidas anteriores e atuais; (2) Contexto familiar/Pr&aacute;ticas parentais; (3)  Educa&ccedil;&atilde;o/ Emprego; (4) Rela&ccedil;&atilde;o com os pares; (5) Abuso de subst&acirc;ncias; (6) Tempos livres; (7)  Personalidade/Comportamento; (8) Atitudes/Orienta&ccedil;&atilde;o. Cada item do YLS/CMI &eacute; codificado como presente (1) ou ausente (0),  sendo poss&iacute;vel calcular uma pontua&ccedil;&atilde;o por dom&iacute;nio e uma pontua&ccedil;&atilde;o final, variando esta entre 0 e 42  pontos. Na segunda sec&ccedil;&atilde;o do invent&aacute;rio, <i>Resumo dos riscos e das necessidades</i>, s&atilde;o efetuados os c&aacute;lculos  para determinar o n&iacute;vel de risco de reincid&ecirc;ncia. No que respeita &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o final s&atilde;o definidos 4  categorias de risco: Risco Baixo (0 a 8); Risco Moderado (9 a 22); Risco Alto (23 a 34) e Risco Muito Alto (35 a 42). </p>     <p>Na terceira sec&ccedil;&atilde;o do invent&aacute;rio, <i>Avalia&ccedil;&atilde;o de outras necessidades e considera&ccedil;&otilde;es  especiais</i>, s&atilde;o assinaladas a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de outras necessidades e considera&ccedil;&otilde;es especiais  relacionadas com a fam&iacute;lia/os pais do jovem e com o jovem. Na quarta sec&ccedil;&atilde;o, <i>avalia&ccedil;&atilde;o pessoal do  n&iacute;vel geral de risco/necessidades do jovem</i>, o t&eacute;cnico, caso divirja do n&iacute;vel de risco obtido no invent&aacute;rio,  estima, justificando devidamente, o n&iacute;vel de risco dos jovens, a&ccedil;&atilde;o conhecida pela express&atilde;o <i>override</i>. </p>     <p>As &uacute;ltimas tr&ecirc;s sec&ccedil;&otilde;es do invent&aacute;rio incidem sobre a gest&atilde;o do caso. Na quinta sec&ccedil;&atilde;o,  <i>N&iacute;vel de contacto</i>, determina-se o n&iacute;vel de contacto com o jovem. Na sexta sec&ccedil;&atilde;o, <i>Plano de gest&atilde;o do  caso</i>, elabora-se o plano de gest&atilde;o do caso, assinalando os objetivos e as a&ccedil;&otilde;es para os atingir. Finalmente, a  s&eacute;tima sec&ccedil;&atilde;o, <i>(Re)avalia&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do caso</i>, permite a reavalia&ccedil;&atilde;o da  gest&atilde;o do caso, atrav&eacute;s da sinaliza&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as nos n&iacute;veis de risco, dos n&iacute;veis de contacto  com o jovem e dos progressos ou revis&otilde;es do plano. </p>     <p>O YLS/CMI deve ser cotado por t&eacute;cnicos, devidamente credenciados, que devem utilizar toda a informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel  sobre o jovem avaliado, designadamente atrav&eacute;s de entrevistas com o jovem, revis&atilde;o dos registos dos processos e  informa&ccedil;&atilde;o obtida de fontes colaterais. </p>     <p>No presente estudo foram apenas utilizadas as duas primeiras sec&ccedil;&otilde;es do YLS/CMI. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dados normativos </i></p>     <p>Os dados normativos portugueses obtidos neste estudo est&atilde;o sintetizados no <a href="#q1">Quadro 1</a> que apresenta a estat&iacute;stica  descritiva da amostra e a relativa &agrave; combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis sexo e situa&ccedil;&atilde;o processual. A  pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia obtida no YLS/CMI &eacute; 12.11 (<i>DP</i>=8.68) e a mediana &eacute; de 11. O teste <i>U </i>de Mann-Whitney  revela diferen&ccedil;as altamente significativas entre sexos (<i>U</i>=311544.000; <i>p</i>&lt;.001), sendo as pontua&ccedil;&otilde;es no  invent&aacute;rio de risco/necessidades crimin&oacute;genas dos jovens do sexo masculino (<i>M</i>=12.44; <i>DP</i>=8.70; <i>Md</i>=11)  significativamente superiores face &agrave;s jovens do sexo feminino (<i>M</i>=10.31; <i>DP</i>=8.36; <i>Md</i>=8). Refira-se, contudo, que as  diferen&ccedil;as entre sexos, examinadas por teste <i>U </i>de Mann-Whitney, est&atilde;o apenas presentes na fase pr&eacute;-sentencial  (<i>U</i>=184503.500; <i>p</i>&lt;.001), fase em que as pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias dos rapazes s&atilde;o de <i>M</i>=11.09  (<i>DP</i>=8.30; <i>Md</i>=10) e as pontua&ccedil;&otilde;es das raparigas s&atilde;o de <i>M</i>=8.73 (<i>DP</i>=7.71; <i>Md</i>=6). Nas medidas  comunit&aacute;rias e nas medidas de internamento n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as significativas entre sexos na pontua&ccedil;&atilde;o  total do YLS/CMI (<i>p</i>&gt;.05). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a04q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A diferencia&ccedil;&atilde;o dos resultados por fases processuais evidencia a capacidade discriminativa do instrumento. Segundo o teste  Kruskal-Wallis, as pontua&ccedil;&otilde;es totais do YLS/CMI s&atilde;o, como se esperava, significativamente diferentes em fun&ccedil;&atilde;o  da fase processual (<i>H</i>=317.464; <i>p</i>&lt;.001). Na fase de inqu&eacute;rito, as pontua&ccedil;&otilde;es totais s&atilde;o mais baixas  (<i>M</i>=10.72; <i>DP</i>=8.25; <i>Md</i>=9) do que nas medidas na comunidade (<i>M</i>=13.34; <i>DP</i>=7.00; <i>Md</i>=13), sendo ambas bastante  inferiores &agrave;s obtidas nas medidas de internamento (<i>M</i>=23.21; <i>DP</i>=6.75; <i>Md</i>=24). Distinguindo estes resultados, por tipo  espec&iacute;fico de medida tutelar, verifica-se que nas medidas comunit&aacute;rias as pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas surgem nas tarefas a  favor da comunidade (<i>M</i>=9.97; <i>DP</i>=7.46; <i>Md</i>=8) e na imposi&ccedil;&atilde;o de obriga&ccedil;&otilde;es (<i>M</i>=11.74;  <i>DP</i>=7.43; <i>Md</i>=10), enquanto que as medidas de acompanhamento educativo t&ecirc;m as pontua&ccedil;&otilde;es mais altas  (<i>M</i>=14.80; <i>DP</i>=6.42; <i>Md</i>=14). Nas medidas tutelares de internamento, as pontua&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais baixas no regime  aberto (<i>M</i>=19.12; <i>DP</i>=7.50; <i>Md</i>=21) relativamente ao regime semiaberto (<i>M</i>=23.10; <i>DP</i>=6.85; <i>Md</i>=24) e ao  fechado (<i>M</i>=23.41; <i>DP</i>=5.51; <i>Md</i>=25). </p>     <p>Considerando os n&iacute;veis de risco propostos na vers&atilde;o original do invent&aacute;rio, 40.7% dos participantes t&ecirc;m n&iacute;vel  baixo (pontua&ccedil;&atilde;o entre 0 e 8), 44.6% moderado (9-22), 14.5% alto (23-34) e, apenas, 0,3% muito alto (35-42), conforme o  <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a04g1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados por dom&iacute;nio do YLS/CMI, cujas estat&iacute;sticas descritivas s&atilde;o apresentadas no <a href="#q2">Quadro 2</a>,  mostram que as diferen&ccedil;as identificadas no total do invent&aacute;rio entre sexos e situa&ccedil;&atilde;o processual tendem a ocorrer em  todos os dom&iacute;nios. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a04q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com efeito, as pontua&ccedil;&otilde;es de todos os oito dom&iacute;nios do YLS/CMI, segundo o teste Kruskal-Wallis, s&atilde;o  significativamente diferentes em fun&ccedil;&atilde;o da fase processual (<i>H</i>&gt;=86,180; <i>p</i>&lt;.001). O padr&atilde;o de  diferen&ccedil;as entre as fases, testado em sucessivas compara&ccedil;&otilde;es com o teste U de Mann-Whitney, apresenta pontua&ccedil;&otilde;es  significativamente inferiores na fase de inqu&eacute;rito por compara&ccedil;&atilde;o com as medidas (<i>U</i>&gt;=224065.000; <i>p</i>&lt;.003) e  significativamente inferiores nas medidas tutelares educativas em execu&ccedil;&atilde;o na comunidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas  tutelares educativas de internamento (<i>U</i>&gt;=13760.000; <i>p</i>&lt;.001). Apenas em dois dom&iacute;nios  <i>Educa&ccedil;&atilde;o/Emprego </i>(<i>U</i>=298005.000; <i>p</i>=.367) e <i>Abuso de Subst&acirc;ncias </i>(<i>U</i>=296113.500; <i>p</i>=.104)  as pontua&ccedil;&otilde;es observadas na fase de inqu&eacute;rito n&atilde;o se diferenciam das encontradas nas medidas tutelares educativas em  execu&ccedil;&atilde;o na comunidade. </p>     <p>Para a vari&aacute;vel sexo, segundo o teste <i>U </i>de Mann-Whitney, com exce&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio <i>Tempos Livres</i>  (<i>U</i>=304552.000; <i>p</i>=.456), o sexo masculino apresenta, em todos dom&iacute;nios, pontua&ccedil;&otilde;es significativamente superiores  ao sexo feminino (<i>U</i>&gt;=224065.000; <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise diferencial de perfis de risco </i></p>     <p>A an&aacute;lise dos perfis diferenciais de risco neste estudo incide essencialmente sobre duas grandes dimens&otilde;es: (i) aspetos  relacionados com o comportamento criminal, concretamente o tipo de crime cometido, a coloca&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o em centro educativo e  a presen&ccedil;a de antecedentes criminais; (ii) vari&aacute;veis relacionadas com o contexto sociocultural do jovem, como a zona de  proveni&ecirc;ncia, a nacionalidade, a situa&ccedil;&atilde;o socio-econ&oacute;mica da fam&iacute;lia (tomando em considera&ccedil;&atilde;o a  profiss&atilde;o/ocupa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e fontes de rendimento do progenitor ou da pessoa que tem o jovem a seu cargo), o  tipo de meio habitacional (urbano, suburbano e rural) e a associa&ccedil;&atilde;o da comunidade de resid&ecirc;ncia a problemas sociais,  nomeadamente o tr&aacute;fico e consumo de drogas, a delinqu&ecirc;ncia, as tens&otilde;es &eacute;tnicas e a exist&ecirc;ncia de bandos de  jovens. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No <a href="#q3">Quadro 3</a> s&atilde;o apresentados as pontua&ccedil;&otilde;es do YLS/CMI nas subamostras e os testes estat&iacute;sticos  destinados a examinar diferen&ccedil;as em aspetos relacionados com o comportamento criminal. No que diz respeito ao tipo de atividade delituosa,  verificam-se diferen&ccedil;as significativas no total do YLS/CMI (<i>H</i>=234.823; <i>p</i>&lt;.001). Os jovens que praticam crimes violentos  (<i>M</i>=16.57; <i>DP</i>=9.53; <i>Md</i>=18) e roubos (<i>M</i>=16.74; <i>DP</i>=8.54; <i>Md</i>=17) s&atilde;o os que apresentam  pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a04q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As pontua&ccedil;&otilde;es totais do YLS/CMI diferem em fun&ccedil;&atilde;o do tipo de unidade org&acirc;nica da DGRSP que colaborou no  estudo (<i>H</i>=307.281; <i>p</i>&lt;.001). As pontua&ccedil;&otilde;es totais m&eacute;dias do YLS/CMI preenchida nos Centros Educativos  (<i>M</i>=22.71; <i>DP</i>=6.61; <i>Md</i>=24) s&atilde;o, como seria de esperar, mais elevados do que os encontrados nas diferentes equipas das  Delega&ccedil;&otilde;es Regionais, cujas m&eacute;dias variam entre o m&aacute;ximo de 13.50 na Delega&ccedil;&atilde;o Regional da Madeira e o  m&iacute;nimo de 7.90 na Delega&ccedil;&atilde;o Regional do Alentejo. </p>     <p>J&aacute; no que se refere &agrave; exist&ecirc;ncia de antecedentes criminais, 662 indiv&iacute;duos apresentam antecedentes criminais e 1701  jovens n&atilde;o t&ecirc;m qualquer antecedente. Os jovens que apresentam antecedentes criminais t&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es totais do  YLS/CMI, em m&eacute;dia, cerca de duas vezes mais elevados (<i>M</i>=18.31; <i>DP</i>=7.53; <i>Md</i>=18) do que os jovens que n&atilde;o  t&ecirc;m antecedentes (<i>M</i>=9.70; <i>DP</i>=7.86; <i>Md</i>=8), tendo a diferen&ccedil;a entre estes dois grupos significado  estat&iacute;stico (<i>U</i>=242340.500; <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>As pontua&ccedil;&otilde;es totais do YLS/CMI encontradas em subamostras definidas atrav&eacute;s de diversas vari&aacute;veis contextuais  s&atilde;o apresentados no <a href="#q4">Quadro 4</a>. Os jovens de nacionalidade estrangeira, largamente minorit&aacute;rios (<i>n</i>=218),  t&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es moderadamente superiores no invent&aacute;rio (<i>M</i>=13.29; <i>DP</i>=8.67; <i>Md</i>=11.5) do que os de  nacionalidade portuguesa (<i>M</i>=11.29; <i>DP</i>=8.72; <i>Md</i>=11), sendo essa diferen&ccedil;a significativa (<i>U</i>=208034.500;  <i>p</i>=.026). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a04q4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do estatuto socioecon&oacute;mico dos agregados de origem destes jovens revela ainda que os n&iacute;veis  <i>Baixo </i>(<i>M</i>=14.83; <i>DP</i>=8.27; <i>Md</i>=14.5) e <i>M&eacute;dio-baixo </i>(<i>M</i>=11.47; <i>DP</i>=8.53; <i>Md</i>=10),  largamente predominantes na amostra (73%), t&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es no total do YLS/CMI muito superiores relativamente aos  escal&otilde;es <i>M&eacute;dio </i>(<i>M</i>=6.62; <i>DP</i>=6.62; <i>Md</i>=4), <i>M&eacute;dio-alto </i>(<i>M</i>=4.18; <i>DP</i>=5.73;  <i>Md</i>=2) e <i>Alto </i>(<i>M</i>=1.2; <i>DP</i>=2.17; <i>Md</i>=0). H&aacute; diferen&ccedil;as significativas entre os grupos considerados  (<i>H</i>=336.925; <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>No que diz respeito ao meio habitacional, os jovens oriundos do meio urbano (<i>M</i>=13.13; <i>DP</i>=9.00; <i>Md</i>=12) e suburbano  (<i>M</i>=12.37; <i>DP</i>=8.45; <i>Md</i>=11)<i>, </i>apresentam pontua&ccedil;&otilde;es superiores no total do YLS/CMI relativamente aos jovens  do meio rural (<i>M</i>=9.21; <i>DP</i>=7.90; <i>Md</i>=7,5), tendo as diferen&ccedil;as entre estes grupos significado estat&iacute;stico  (<i>H</i>=55.645; <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>Quanto ao tipo de zona residencial, 25% dos jovens habitam em bairro social. As pontua&ccedil;&otilde;es do YLS/CMI para estes jovens s&atilde;o  significativamente mais elevadas (<i>M</i>=15.13; <i>DP</i>=8.55; <i>Md</i>=15) do que os dos jovens que n&atilde;o habitam em bairro social  (<i>M</i>=11.18; <i>DP</i>=8.50; <i>Md</i>=10), sendo a diferen&ccedil;a significativa (<i>U</i>=312044; <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>Quanto &agrave; comunidade de proveni&ecirc;ncia destes jovens, procurou-se ainda verificar em que medida as pontua&ccedil;&otilde;es  encontradas no YLS/CMI se encontravam associados &agrave; perce&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de problemas sociais. Assim, os jovens  provenientes de comunidades associadas ao consumo de drogas (<i>M</i>=15.67; <i>DP</i>=8.23; <i>Md</i>=16) t&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es  significativamente superiores (<i>U</i>=309345; <i>p</i>&lt;.001) aos jovens provenientes de comunidades n&atilde;o associadas ao consumo de  drogas (<i>M</i>=10.72; <i>DP</i>=8.48; <i>Md</i>=9). </p>     <p>Os jovens origin&aacute;rios de comunidades associadas &agrave; delinqu&ecirc;ncia possuem pontua&ccedil;&otilde;es totais do YLS/CMI  (<i>M</i>=15.71; <i>DP</i>=8.30; <i>Md</i>=16) superiores aos jovens oriundos de zonas n&atilde;o associadas &agrave; delinqu&ecirc;ncia  (<i>M</i>=10.27; <i>DP</i>=8.31; <i>Md</i>=8), sendo a diferen&ccedil;a entre os dois grupos significativa (<i>U</i>=324145; <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>Os jovens origin&aacute;rios de comunidades associadas a tens&otilde;es &eacute;tnicas apresentam pontua&ccedil;&otilde;es superiores de  pontua&ccedil;&atilde;o total do YLS/CMI (<i>M</i>=14.75; <i>DP</i>=8.38; <i>Md</i>=15) face aos jovens residentes em comunidades n&atilde;o  associadas a este tipo de problemas (<i>M</i>=11.82; <i>DP</i>=8.69; <i>Md</i>=11), sendo esta diferen&ccedil;a significativa (<i>U</i>=192699.500;  <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>Finalmente, os jovens residentes em zona associadas &agrave; exist&ecirc;ncia de <i>bandos </i>de jovens t&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es  superiores (<i>M</i>=16.14; <i>DP</i>=8.30; <i>Md</i>=17) comparativamente aos residentes em comunidades n&atilde;o associadas &agrave;  exist&ecirc;ncia destes bandos (<i>M</i>=11.04; <i>DP</i>=8.48; <i>Md</i>=10), sendo a diferen&ccedil;a significativa (<i>U</i>=257339;  <i>p</i>&lt;.001). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o </b></p>     <p>No presente estudo foram estabelecidos os dados normativos da vers&atilde;o portuguesa do YLS/CMI, numa extensa amostra constitu&iacute;da por  jovens cujo processo se encontra na fase de inqu&eacute;rito ou por jovens a cumprir medidas tutelares educativas na comunidade ou em meio  institucional. A pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia total &eacute; de 12.11 (<i>DP</i>=8.68). As pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias totais  presentes na literatura internacional variam 11.38 (<i>DP</i>=8.68; Jung &amp; Rawana, 1999) e 27.3 (<i>DP</i>=8.68; Rennie &amp; Dolan, 2010),  sendo que na maior parte dos estudos estas pontua&ccedil;&otilde;es se situam entre 16 e 21 (cf. Bechtel et al., 2007; Flores et al., 2003; Marczyk  et al., 2003; Onifade et al., 2008; Schmidt et al., 2005; Vieira et al., 2009; Welsh et al., 2008). Os valores normativos apresentados neste estudo  s&atilde;o, assim, similares aos originais (Jung &amp; Rawana, 1999) constantes no manual do YLS/CMI (Hoge, Andrews, &amp; Leschied, 2002), mas  sempre inferiores a toda a restante literatura relativa ao instrumento. A preponder&acirc;ncia de casos da fase pr&eacute;-sentencial na amostra  recolhida em Portugal, por confronto com amostras institucionais e, por vezes, com amostras selecionadas em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a  de problemas de sa&uacute;de mental associados &agrave; delinqu&ecirc;ncia (e.g., Rennie &amp; Dolan, 2010) ser&aacute; um fator determinante para  a compreens&atilde;o destes resultados. </p>     <p>As pontua&ccedil;&otilde;es globais de risco/necessidades na fase de inqu&eacute;rito s&atilde;o mais baixas do que as obtidas ap&oacute;s a  determina&ccedil;&atilde;o da medida. De igual modo, e em conformidade com o habitualmente encontrado na literatura (cf. Bechtel et al., 2007;  Flores et al., 2003), as pontua&ccedil;&otilde;es de risco/necessidades crimin&oacute;genas s&atilde;o claramente mais elevadas nas medidas de  internamento comparativamente com as medidas na comunidade. Acresce que a superioridade das pontua&ccedil;&otilde;es de risco/necessidades  crimin&oacute;genas dos jovens em medidas de internamento &eacute; comum ao sexo masculino e feminino, bem como se estende aos diversos  dom&iacute;nios do instrumento. O facto de as pontua&ccedil;&otilde;es de YLS/CMI aumentarem &agrave; medida que se avan&ccedil;a na fase  processual e para medidas tutelares mais gravosas revela a validade discriminativa do instrumento, de forma congruente com o apresentado na  literatura (e.g., Flores et al., 2003; Onifade et al., 2008; Schmidt et al., 2005). </p>     <p>No presente estudo, na amostra global e na fase de inqu&eacute;rito, os rapazes t&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es no YLS/CMI significativamente  superiores &agrave;s das raparigas, o que est&aacute; de acordo com os resultados apresentados por Onifade et al. (2008). Contudo, em cumprimentos  de medidas na comunidade ou em cumprimento de medidas de internamento, tal como nos estudos de Jung e Rawana (1999) e de Schmidt et al. (2005),  n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as entre os jovens do sexo masculino e as jovens do sexo feminino nas pontua&ccedil;&otilde;es do YLS/CMI.  Estes resultados parecem indicar que &agrave; medida que a sele&ccedil;&atilde;o do sistema de justi&ccedil;a se operacionaliza, designadamente  pela passagem das diferentes fases processuais, as raparigas tendem a apresentar resultados de risco de reincid&ecirc;ncia criminal semelhantes aos  obtidos pelos rapazes. </p>     <p>Sendo as raparigas minorit&aacute;rias nas popula&ccedil;&otilde;es judiciais, importar&aacute;, contudo, futuramente acrescentar participantes  femininas nas medidas tutelares de execu&ccedil;&atilde;o na comunidade e, especialmente, nas medidas de internamento para estabelecer valores  normativos mais s&oacute;lidos. Deste modo, devem ser usados com a maior precau&ccedil;&atilde;o os valores normativos apresentados para estes  grupos espec&iacute;ficos, devendo ser evitadas conclus&otilde;es comparativas que se baseiem estritamente nesses resultados. </p>     <p>O YLS/CMI demonstra ainda capacidade discriminativa entre subamostras tendo em conta uma an&aacute;lise criminal retrospetiva, o tipo de  atividade delitiva e um conjunto de vari&aacute;veis contextuais. Os jovens com antecedentes criminais, que praticam crimes violentos, de  nacionalidade estrangeira, de n&iacute;veis s&oacute;cio-econ&oacute;micos mais baixos, meios urbanos, provenientes de bairros sociais e de  comunidades associadas a diversos problemas sociais tendem a apresentar pontua&ccedil;&otilde;es superiores no total do instrumento. A  presen&ccedil;a dessas carater&iacute;sticas diferenciadoras dos jovens tendo em conta o seu contexto de integra&ccedil;&atilde;o social  ser&atilde;o, assim, presumivelmente associadas a n&iacute;veis de risco de reincid&ecirc;ncia criminal e necessidades crimin&oacute;genas  superiores, mas esta constata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o impede a necessidade estrita de, para cada jovem, esses n&iacute;veis serem testados  atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o criteriosa do instrumento. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o </b></p>     <p>Os valores normativos apurados no presente estudo s&atilde;o globalmente semelhantes aos da amostra normativa canadiana original do YLS/CMI, mas  claramente inferiores &agrave; restante literatura internacional sobre o instrumento. Comprovando a esperada diferencia&ccedil;&atilde;o dos  valores normativos em face do tipo de amostra selecionada no sistema judicial, observam-se pontua&ccedil;&otilde;es inferiores nos jovens em fase  de inqu&eacute;rito face aos jovens a cumprir medida tutelar na comunidade e pontua&ccedil;&otilde;es bastante inferiores nestes dois grupos em  rela&ccedil;&atilde;o aos jovens a cumprir medida de internamento. </p>     <p>Estes resultados permitir&atilde;o ao utilizador do instrumento, particularmente nos contextos de avalia&ccedil;&atilde;o forense, fornecer  indica&ccedil;&otilde;es mais precisas e orientadas sobre os n&iacute;veis de risco do jovem, bem como sobre o elenco das necessidades  crimin&oacute;genas que devem ser atendidas. Na fase pr&eacute;-sentencial, a utiliza&ccedil;&atilde;o do instrumento permitir&aacute; detetar com  maior acuidade os casos de delinqu&ecirc;ncia transit&oacute;ria e de menor risco que merecer&atilde;o uma interven&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima  do sistema de justi&ccedil;a, de pendor educativo, distinguindo-os das situa&ccedil;&otilde;es de maior risco que implicam  interven&ccedil;&otilde;es mais intensas, de forma a serem adequadas a uma efetiva preven&ccedil;&atilde;o criminal (cf. Andrews &amp; Bonta,  2006). Nos casos dos jovens que cumprem medidas tutelares educativas, a utiliza&ccedil;&atilde;o do YLS/CMI permitir&aacute; testar os respetivos  n&iacute;veis de risco de forma comparativa com dados nacionais e definir concretamente perfis de necessidades crimin&oacute;genas que devem  presidir aos planos de supervis&atilde;o imprescind&iacute;veis a uma correta execu&ccedil;&atilde;o da medida. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O uso do YLS/CMI pode, assim, aumentar a transpar&ecirc;ncia das decis&otilde;es judiciais, minimizando as interven&ccedil;&otilde;es estritas  do sistema de justi&ccedil;a para casos em que essa atua&ccedil;&atilde;o &eacute; desnecess&aacute;ria ou mesmo contraproducente (e.g.,  desjudicializando) e intensificar as a&ccedil;&otilde;es de supervis&atilde;o judicial com interven&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica especializada,  provida de forma humana e eficaz, para os casos que efetivamente dela necessitam. </p>     <p>A amostra do presente estudo &eacute; constitu&iacute;da pelos novos casos em contacto com o sistema de justi&ccedil;a durante o per&iacute;odo  de um ano, sendo uma das amostras mais robustas da literatura internacional. Contudo, ainda assim, a principal limita&ccedil;&atilde;o a contornar  consiste nas fragilidades presentes em subamostras espec&iacute;ficas que embora minorit&aacute;rias no sistema judicial s&atilde;o relevantes.  &Eacute; este o caso das raparigas a cumprir medidas tutelares educativas, particularmente de internamento, bem como &eacute; tamb&eacute;m o caso  de grupos minorit&aacute;rios (e.g., estrangeiros, minorias &eacute;tnicas), cujos efetivos s&atilde;o necessariamente mais reduzidos. Com o  progressivo incremento dos efetivos dessas subamostras espera-se obter uma compreens&atilde;o mais aprofundada sobre os seus efeitos na  determina&ccedil;&atilde;o do risco de reincid&ecirc;ncia criminal. Refira-se que a &ecirc;nfase na diferencia&ccedil;&atilde;o de grupos  populacionais n&atilde;o visa identificar os mais vulner&aacute;veis. Pelo contr&aacute;rio, trata-se de garantir aos jovens provenientes dos  diversos contextos sociais, uma avalia&ccedil;&atilde;o transparente das suas necessidades crimin&oacute;genas e o estabelecimento de n&iacute;veis  de supervis&atilde;o e de cuidado ajustados, com o fim de prevenir a delinqu&ecirc;ncia futura. </p>     <p>Finalmente, refira-se que a experi&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o de um instrumento deste tipo nas pr&aacute;ticas institucionais,  alargada a um amplo grupo de t&eacute;cnicos, merece a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica no que respeita &agrave;s  implica&ccedil;&otilde;es do uso de avalia&ccedil;&otilde;es de risco de reincid&ecirc;ncia criminal e de necessidades crimin&oacute;genas, no  planeamento das interven&ccedil;&otilde;es e, de forma mais global, nas pr&aacute;ticas de atua&ccedil;&atilde;o no campo da justi&ccedil;a  juvenil. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <!-- ref --><p>&AElig;gisd&oacute;ttir, S., White, M. J., Spengler, P. M., Maugherman, A. S., Anderson, L. A., Cook, R. S., &amp; Rush, J. D. (2006). The  meta-analysis of clinical judgement project: Fifty-six of accumulated research on clinical <i>versus</i> statistical prediction. <i>Clinical  Psychology Review, 34</i>, 341-382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201500010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Andrews, D. A., &amp; Bonta, J. (1995). <i>LSI-R: The Level of Service Inventory-Revised</i>. Toronto: Multi-Health Systems, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201500010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Andrews, D. A., &amp; Bonta, J. (2006). <i>The psychology of criminal conduct</i> (4<Sup>th </Sup>ed.). Newark, NJ: LexisNexis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201500010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Andrews, D., Bonta, J., &amp; Wormith, S. (2004). <i>The Level of Service/Case Management Inventory (LS/CMI). </i>Toronto: Multi-Health Systems,  Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201500010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Andrews, D. A., Bonta, J., &amp; Wormith, J. S. (2006). The recent past and near future of risk and/or need assessment. <i>Crime &amp;  Delinquency, 52</i>, 7-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201500010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Beaton, D., Bombardier, C., Guillemin, F., &amp; Ferraz, M. (2002). <i>Recommendations for the Cross-Cultural Adaptation of Health Status  Measures</i>. Institute for Work &amp; Health. <a href="http://www.dash.iwh.on.ca/assets/images/pdfs/xculture2002.pdf"  target="_blank">http://www.dash.iwh.on.ca/assets/images/pdfs/xculture2002.pdf </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bechtel, K., Lowenkamp, C., &amp; Latessa, E. (2007). Assessing the Risk of Re-Offending for Juvenile Offenders Using the Youth Level of  Service/Case Management Inventory. <i>Journal of Offender Rehabilitation, 45</i>, 85-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201500010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bonta, J., Law, M., &amp; Hanson, R. K. (1998). The prediction of criminal and violent recidivism among mentally disordered offenders: A  meta-analysis. <i>Psychological Bulletin, 123</i>, 123-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201500010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Campbell, M., French, S., &amp; Gendreau, P. (2007). <i>Assessing the utility of risk assessment tools and personality measures in the  prediction of violent recidivism for adult offenders. Report 2007-04)</i>. Ottawa, Ontario: Public Safety Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201500010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Campbell, M. A., French, S., &amp; Gendreau, P. (2009). The prediction of violence in adult offenders: A meta-analytic comparison of instruments  and methods of assessment. <i>Criminal Justice and Behavior, 36</i>, 567-590.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Catchpole, R., &amp; Gretton, H. (2003). The predictive validity of risk assessment with violent young offenders. <i>Criminal Justice and  Behavior, 30</i>, 688-708.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201500010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Davies, P., &amp; Gailey, Y. (2005). <i>Risk and need in offender populations in Ireland. </i>Dublin: Probation and Welfare Service.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Dawes, R. M., Faust, D., &amp; Meehl, P. E. (1989). Clinical <i>versus </i>atuarial judgment. <i>Science, 243</i>, 1668-1674.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Douglas, K., &amp; Kropp, P. (2002). A prevention-based paradigm for violence risk assessment: Clinical and research applications. <i>Criminal  Justice and Behaviour, 2</i>, 617-658.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201500010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Farrington, D. P. (2003). Developmental and life-course criminology: Key theoretical and empirical issues &ndash; The 2002 Sutherland award  address. <i>Criminology, 41</i>, 221-255. </p>     <!-- ref --><p>Flores, A., Travis, L., &amp; Latessa, E. (2003). <i>Case classification for juvenile corrections: An assessment of the Youth Level of  Service/Case Management Inventory. </i>Cincinnati, OH: Division of Criminal Justice.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201500010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Fonseca, E., Quintas, J., Serra, A., Coelho, E., &amp; Pimentel, A. (2010). <i>YLS/CMI. Tradu&ccedil;&atilde;o Portuguesa</i>. Instrumento  n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201500010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Fundaci&oacute;n Paz Ciudadana. (2010). <i>Construcci&oacute;n de indicadores de reinserci&oacute;n social de adolescentes infratores de la ley  penal</i>. <a href="http://www.pazciudadana.cl/docs/pub_20110706095447.pdf" target="_blank">http://www.pazciudadana.cl/docs/pub_20110706095447.pdf </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201500010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gendreau, P., Goggin, C., &amp; Smith, P. (2002). Is the PCL-R really the &ldquo;unparalleled&rdquo; measure of offender risk?. A lesson in  knowledge cumulation. <i>Criminal Justice and Behavior, 29</i>, 397-426. </p>     <!-- ref --><p>Gendreau, P., Litle, T., &amp; Goggin, C. (1996). A meta-analysis of the predictors of adult offender recidivism: What works!. <i>Criminology,  34</i>, 575-607.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201500010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>G&oacute;mez, J., Garrido, V., &amp; Cieza, L. (2007). Evaluaci&oacute;n de las caracter&iacute;sticas delictivas de menores infractores de la  comunidad de Madrid y su influencia en la planificaci&oacute;n de tratamiento. <i>Psicopatolog&iacute;a Cl&iacute;nica Legal y Forense, 7</i>, 7-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>G&oacute;mez, J., Garrido, V., &amp; Cieza, L. (2008). <i>Reincidencia delictiva en menores infratores de la Comunidad de Madrid:  Evaluaci&oacute;n, caracter&iacute;sticas delictivas y modelos de predicc&oacute;n</i>. Madrid: Consejeria de Presidencia, Justicia e Interior.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201500010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gossner, D., &amp; Wormith, J. (2007). The prediction of recidivism among young offenders in Saskatchewan. <i>Canadian Journal of Police &amp;  Security Services, 5</i>, 70-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201500010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Grove, W. M., Zald, D. H., Lebow, B. S., Snitz, B. E., &amp; Nelson, C. (2000). Clinical <i>versus</i> mechanical prediction: A meta-analysis.  <i>Psychological Assessment, 12</i>, 19-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201500010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hanson, R. K. (2005). <i>The validity of Static-99 with older sexual offenders. Report 2005-01</i>. Ottawa, ON: Public Safety and Emergency  Preparedness Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hanson, R. K., &amp; Morton-Bourgon, K. (2004). <i>Predictors of sexual recidivism: An updated meta-analysis. Report 2004-02</i>.  Ottawa, ON: Public Safety and Emergency Preparedness Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201500010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Harris, G., &amp; Rice, M. (2007). Adjusting atuarial violence risk assessments based on aging and the passage of time. <i>Criminal Justice and  Behavior, 34</i>, 297-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201500010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Heilbrun, K. (2009). <i>Violence risk assessment in adults</i>. New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201500010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Hoge, R., &amp; Andrews, D. (2002). <i>Youth Level of Service/Case Management Inventory (YLS/CMI). User&rsquo;s manual</i>. North Tonawanda,  NY: Multi-Health Systems Inc. </p>     <!-- ref --><p>Hoge, R. D., Andrews, D. A., &amp; Leschied, A. (2002). <i>The Youth Level of Service/Case Management Inventory</i>. Toronto: Multi Health  Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201500010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Jung, S., &amp; Rawana, E. (1999). Risk and need assessment of juvenile offenders. <i>Criminal Justice and Behavior, 26</i>, 69-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201500010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>LeBlanc, M. (2005). An integrative personal control theory of deviant behavior: Answers to contemporary empirical and theorical developmental  criminology issues. In D. P. Farrington (Ed.), <i>Integrated developmental &amp; life-course theories of offending </i>(pp. 125-164).  New Brunswick, NJ: Transaction Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201500010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lipsey, M. W., &amp; Derzon, J. H. (1998). A review of predictors of youth violence. In R. Loeber &amp; D. P. Farrington (Eds.), <i>Serious and  violent juvenile offenders: Risk factors and successful interventions </i>(pp. 106-146). Thousand Oaks, CA: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201500010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Loeber, R., &amp; Hay, D. (1997). Key issues in the development of aggression and violence from childhood to early adulthood. <i>Annual Review  Psychology, 48</i>, 371-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201500010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Luong, D. (2007). <i>Risk assessment and community management: The relationship between implementation quality and recidivism</i>. Unpublished  master&rsquo;s thesis. University of Saskatchewan, Saskatoon, Saskatchewan, Canada. <a href="http://library.usask.ca"  target="_blank">http://library.usask.ca </a></p>     <!-- ref --><p>Marczyk, G., Heilbrun, K., Lander, T., &amp; DeMatteo, D. (2003). Predicting juvenile recidivism with the PCL:YV, MAYSI,and YLS/CMI.  <i>International Journal of Forensic Mental Health, 2</i>, 7-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-8231201500010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Marczyk, G., Heilbrun, K., Lander, T., &amp; DeMatteo, D. (2005). Juvenile decertification: developing a model for classification and  prediction. <i>Criminal Justice and Behavior, 32</i>, 278-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201500010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Marshall, J., Egan, V., English, M., &amp; Jones, R. (2006). The relative validity of psychopathy <i>versus</i> risk/needs-based assessments in the  prediction adolescent offending behavior. <i>Legal and Criminological Psychology, 11</i>, 187-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201500010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Meredith, T., Speir, J. C., &amp; Johnson, S. (2007). Developing and implementing automated risk assessments in parole. <i>Justice Research and  Policy, 9</i>, 1-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201500010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Monahan, J. (1981). <i>The clinical prediction of violence. </i>Beverley Hills, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201500010000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Olver, M., Stockdale, K., &amp; Wormith, S. (2009). Risk assessment with young offenders: A meta-analysis of three assessment measures.  <i>Criminal Justice and Behavior, 36</i>, 329-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201500010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Onifade, E., Davidson, W., Campbell, C., Turke, G., Malinowski, J., &amp; Turner, K. (2008). Predicting recidivism in probationers with the  youth level of service case management inventory (YLS/CMI). <i>Criminal Justice and Behavior, 35</i>, 474-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201500010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pimentel, A., Quintas, J. Fonseca, E., &amp; Serra, A. (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o do risco e de necessidades crimin&oacute;genas em  jovens ofensores: Estudo piloto da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do YLS-CMI (Hoge &amp; Andrews, 2002)</i>. UnIPSa-CICS, ISCSN. Gandra,  Paredes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201500010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pimentel, A., Quintas, J., Fonseca, E., &amp; Serra, A. (2011). <i>Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do Youth Level Service/Case Management  Inventory (YLS/CMI): Relat&oacute;rio Cient&iacute;fico</i>. UnIPSa-CICS, ISCSN. Gandra, Paredes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-8231201500010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Quinsey, V., Harris, G., Rice, M., &amp; Cormier, C. (1998). <i>Violent offenders: Appraising and managing risk</i>. Washington, DC: American  Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-8231201500010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rennie, C., &amp; Dolan, M. (2010). Predictive validity of the Youth Level of Service/Case Management Inventory in custody sample in England.  <i>The Journal of Forensic Psychiatry &amp; Psychology, 21</i>, 407-425.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-8231201500010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Righthand, S., Prentky, R., Knight, R., Carpenter, E., Hecker, J., &amp; Nangle, D. (2005). Fator structure and validation of the juvenile sex  offender assessment protocol (J-SOAP). <i>Sexual Abuse: A Journal of Research and Treatment, 17</i>, 13-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-8231201500010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rowe, R. (2002). <i>Predictors of criminal offending: Evaluating measures of risk/needs, psychopathy, and disruptive behavior disorders</i>.  Unpublished doctoral dissertation. Carleton University, Ottawa, Ontario, Canada.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-8231201500010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Salekin, R., Rogers, R., &amp; Sewell, K. (1996). A review and meta-analysis of the Psychopathy Checklist and Psychopathy Checklist-Revised.  <i>Clinical Psychology: Science and Practice, 3</i>, 203-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-8231201500010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Schmidt, F., Hoge, R., &amp; Gomes, L. (2005). 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A comparative study of adolescent risk assessment instruments:  Predictive and incremental validity. <i>Assessment, 15</i>, 104-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0870-8231201500010000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Westen, D., &amp; Weinberger, J. (2004). 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Financiado pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Prisionais (ex Dire&ccedil;&atilde;o geral de  Reinser&ccedil;&atilde;o Social.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 21/04/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 01/11/2014 </p>      ]]></body><back>
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