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<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.998</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise fatorial confirmatória do questionário “O Papel do Pai” numa amostra de pais e mães portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to translate “The Father’s Role Questionnaire” to Portuguese and to test its factor structure for fathers and mothers, in a sample of 200 bi-parental families, with pre-school age children. Results support the uni-factor structure of the questionnaire for fathers, showing adjustment indices that support the good quality of the model. For mothers only a bi-factor model has shown to be adequate. Results suggest that the beliefs and attitudes for Portuguese fathers and mothers may have different structures.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Parentalidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Papel do pai]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Parenting]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Confirmatory analysis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>An&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria do question&aacute;rio &ldquo;O Papel do Pai&rdquo; numa amostra de pais e m&atilde;es  portuguesas</b></p>     <p><b>L&iacute;gia Monteiro<sup>1</sup>, Nuno Torres<sup>2</sup>, Manuela Ver&iacute;ssimo<sup>2</sup>, In&ecirc;s Pessoa e Costa<sup>2</sup>,  Miguel Freitas<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE-IUL), CIS-IUL</p>     <p><sup>2</sup>WJCR, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo visou traduzir para portugu&ecirc;s o question&aacute;rio &ldquo;The Father&rsquo;s Role&rdquo; e analisar a qualidade do  ajustamento do modelo de medida do instrumento para pais e m&atilde;es, numa amostra de 200 fam&iacute;lias nucleares, com crian&ccedil;as em idade  pr&eacute;-escolar. Os resultados permitem suportar a estrutura uni-fatorial do QPP para as respostas do pai, com &iacute;ndices de ajustamento que  sustentam a boa qualidade do modelo. Para as m&atilde;es apenas um modelo bi-fatorial se mostrou adequado. Os resultados sugerem que as atitudes e  cren&ccedil;as sobre a parentalidade de pais e m&atilde;es portugueses poder&atilde;o ter estruturas diferentes. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Parentalidade, Papel do pai, An&aacute;lise confirmat&oacute;ria. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The aim of this study was to translate &ldquo;The Father&rsquo;s Role Questionnaire&rdquo; to Portuguese and to test its factor structure  for fathers and mothers, in a sample of 200 bi-parental families, with pre-school age children. Results support the uni-factor structure of the  questionnaire for fathers, showing adjustment indices that support the good quality of the model. For mothers only a bi-factor model has shown to  be adequate. Results suggest that the beliefs and attitudes for Portuguese fathers and mothers may have different structures. </p>     <p><b>Key-words: </b>Parenting, The role of the father, Confirmatory analysis. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As atitudes e cren&ccedil;as que os pais t&ecirc;m acerca do seu papel na fam&iacute;lia e, em particular, na educa&ccedil;&atilde;o e  desenvolvimento da crian&ccedil;a t&ecirc;m sido objeto de interesse, nos &uacute;ltimos anos, por parte dos investigadores na &aacute;rea da  parentalidade (e.g., Lamb, 2010). Em Portugal, estas t&ecirc;m ganho particular relevo, mais recentemente, sob o focos dos m&eacute;dia mas,  tamb&eacute;m, com trabalhos realizados em &aacute;reas diversas desde a sociologia da fam&iacute;lia &agrave; psicologia do desenvolvimento. </p>     <p>As mudan&ccedil;as ocorridas na estrutura tradicional da fam&iacute;lia, com percentagens cada vez mais elevadas de m&atilde;es activas no  mercado de trabalho (remunerado), fam&iacute;lias monoparentais ou reconstitu&iacute;das, o aumento da idade m&eacute;dia ao casamento ou do  nascimento do primeiro filho (Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 2013), assim como, mudan&ccedil;as na vis&atilde;o dos pap&eacute;is de  g&eacute;nero, conduziram ao surgimento de novas expetativas acerca dos pap&eacute;is a desempenhar por m&atilde;es e pais nas esferas familiar e  laboral. De uma vis&atilde;o mais tradicional, do pai como suporte financeiro ou elemento disciplinador, e da m&atilde;e como cuidadora e  respons&aacute;vel pela fam&iacute;lia tem-se vindo, progressivamente, a adotar uma vis&atilde;o mais igualit&aacute;ria destes pap&eacute;is  (e.g., Cabrera, Tamis-LeMonda, Bradley, Hofferth, &amp; Lamb, 2000; Lamb, 2010; Monteiro et al., 2010; Pleck &amp; Pleck, 2010). </p>     <p>O modo como os pais percecionam, e a import&acirc;ncia que atribuem aos pap&eacute;is que desempenham, pode ser, contudo, diversa. A  an&aacute;lise destas perce&ccedil;&otilde;es &eacute; importante, uma vez que o modo como os homens compreendem e organizam o seu papel, enquanto  pais, ter&aacute; impacto no n&iacute;vel do seu envolvimento e na natureza das intera&ccedil;&otilde;es com os filhos (e.g., Lamb, Pleck, Charnov,  &amp; Levine, 1985; Palkovitz 1984; Parke, 2002). Segundo Beitel e Parke (1998), as cren&ccedil;as dos pais sobre as diferen&ccedil;as de  g&eacute;nero (com raiz na biologia), a sua perce&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia e at&eacute; que ponto valorizavam o seu papel de pai  s&atilde;o preditores do envolvimento com os filhos, nos primeiros meses de vida. No estudo de McBride, Schoppe, Ho e Rane (2004), homens com uma  vis&atilde;o menos tradicional do papel de pai (i.e., que ia para al&eacute;m do suporte financeiro) indicavam demostrar mais afetos e ter  n&iacute;veis mais elevados de monitoriza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. McBride e Rane (1997) verificaram, ainda, que as  perce&ccedil;&otilde;es e atitudes dos pais acerca do seu papel e da sua import&acirc;ncia para o desenvolvimento das crian&ccedil;as, em idade  pr&eacute;-escolar, se encontravam positivamente associadas com o seu envolvimento (intera&ccedil;&atilde;o, acessibilidade e responsabilidade). </p>     <p>O papel do pai poder&aacute; ser melhor compreendido numa abordagem sist&eacute;mica da fam&iacute;lia, onde a parentalidade &eacute; vista como  multideterminada (e.g., Belsky, 1984; Lamb et al., 1985). H&aacute;, assim, que considerar (entre outros) as cren&ccedil;as, atitudes e  comportamentos maternos face &agrave; import&acirc;ncia e papel do pai. Diversos autores (e.g., Schoppe-Sullivan, Brown, Cannon, Mangelsdorf, &amp;  Sokolowski, 2008) sugerem que as m&atilde;es podem funcionar como reguladoras dos pap&eacute;is desempenhados pelos pais no seio da fam&iacute;lia,  restringindo ou favorecendo a participa&ccedil;&atilde;o e envolvimento dos mesmos. Neste sentido, McBride et al. (2005) consideram as  cren&ccedil;as maternas acerca do papel do pai como um potencial mecanismo de <i>gatekeeping</i>, indicando que os n&iacute;veis de envolvimento do  pai com os filhos s&atilde;o moderados pelas cren&ccedil;as maternas acerca do papel do pai. Palkovitz (1984), assim como, McBride e Rane (1997)  verificaram que, para al&eacute;m das perce&ccedil;&otilde;es e atitudes paternas acerca do seu papel, o modo como a m&atilde;e concebe o papel do  pai surge como o melhor preditor do envolvimento e intera&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>The Role of the Father Questionnaire (Palkovitz, 1984) </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Question&aacute;rio sobre o Papel do Pai (QPP) avalia as atitudes parentais face ao papel do pai, nomeadamente, at&eacute; que ponto este  &eacute; considerado importante para o desenvolvimento da crian&ccedil;a. Na vers&atilde;o original, os 15 itens que o comp&otilde;em est&atilde;o  organizados apenas numa dimens&atilde;o. Valores mais elevados refletem atitudes de que os pais s&atilde;o capazes e que devem estar envolvidos,  assim como, s&atilde;o capazes de serem sens&iacute;veis e dispon&iacute;veis nas intera&ccedil;&otilde;es com os filhos. Estudos que utilizam esta  medida indicam n&iacute;veis de fiabilidade aceit&aacute;veis, assim como a sua validade preditiva ao obterem associa&ccedil;&otilde;es com o  envolvimento do pai (e.g., McBride &amp; Rane, 1997; Palkovitz, 1984). Originalmente constru&iacute;da para pais com beb&eacute;s, o QPP foi  revisto para pais com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar (e.g., McBride &amp; Rane, 1997), onde apenas a palavra beb&eacute;  (<i>infant) </i>foi substitu&iacute;da por crian&ccedil;a pequena (<i>young child)</i>, sendo reportados n&iacute;vel de consist&ecirc;ncia interna  aceit&aacute;veis (alfas de .77 para os pais e .79 para as m&atilde;es). Em Portugal, Lima (2001) utilizou o QPP numa amostra de 50 m&atilde;es e  pais portugueses, com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, n&atilde;o indicando a realiza&ccedil;&atilde;o de an&aacute;lises fatoriais do  question&aacute;rio. O alfa de <i>Cronbach </i>para os pais foi de .65 e de .58 para as m&atilde;es; tendo o item 12 sido eliminado por apresentar  vari&acirc;ncia nula no caso das respostas dos pais. </p>     <p>Os objetivos do presente estudo foram: (1) Realizar uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria no sentido de avaliar a qualidade do  ajustamento do modelo de medida do Question&aacute;rio sobre o Papel do Pai, quer para os question&aacute;rios dos pais, quer para os  question&aacute;rios das m&atilde;es; (2) Analisar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es e diferen&ccedil;as nas atitudes de ambas as  figuras parentais face ao papel do pai em fun&ccedil;&atilde;o das carater&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas: idade,  habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, e emprego/n&uacute;mero de horas que m&atilde;es/pais trabalham, assim como da idade e sexo das  crian&ccedil;as. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>200 fam&iacute;lias nucleares portuguesas participaram no estudo. Os pais tinham idades compreendidas entre os 21 e os 62 anos (<i>M</i>=35.43,  <i>DP</i>=5.24) e as m&atilde;es entre 19 e 47 anos (<i>M</i>=33.92, <i>DP</i>=4.70). As habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais  variavam entre os 4 e os 21 anos de escolaridade (<i>M</i>=10.81, <i>DP</i>=3.6) e das m&atilde;es entre os 4 e os 19 anos de escolaridade  (<i>M</i>=12.70, <i>DP</i>=3.77). 168 pais e 149 m&atilde;es trabalhavam a tempo inteiro e 6 pais e 10 m&atilde;es a tempo parcial (em m&eacute;dia  41.51 e 38.59 horas/semanais respetivamente). As crian&ccedil;as tinham idades compreendidas entre os 24 e 61 meses (<i>M</i>=42.30,  <i>DP</i>=9.56), sendo 85 do sexo feminino e 155 do masculino. Destes, 113 tinham irm&atilde;os. As crian&ccedil;as passavam em m&eacute;dia 8.25  (<i>DP</i>=1.34) horas por dia na escola. As fam&iacute;lias habitavam no distrito de Lisboa, tendo sido recrutadas para o estudo atrav&eacute;s  das escolas que as crian&ccedil;as frequentam. Trata-se de uma amostra de conveni&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Dados sociodemogr&aacute;ficos </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Ficha de Identifica&ccedil;&atilde;o </i>(<i>Ver&iacute;ssimo, n&atilde;o publicada</i>) visa recolher informa&ccedil;&atilde;o relativa  aos dados sociodemogr&aacute;ficos da fam&iacute;lia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Papel do Pai </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>The Role of the Father </i>(Palkovitz, 1984) &eacute; um question&aacute;rio de 15 itens que visa analisar as atitudes parentais,  nomeadamente, at&eacute; que ponto a figura parental cr&ecirc; que o papel do pai &eacute; importante para o desenvolvimento da crian&ccedil;a.  &Eacute; respondido numa escala de 5 pontos: (5) Concordo Fortemente; (3) N&atilde;o Concordo, Nem Discordo; (1) Discordo Fortemente. Por exemplo:  &ldquo;&Eacute; essencial para o bem-estar das crian&ccedil;as que os pais passem tempo a interagir e a brincar com os(as) seus(suas)  filhos(as)&rdquo;; &ldquo;Um pai dever&aacute; estar t&atilde;o fortemente envolvido, quanto a m&atilde;e, nos cuidados ao seu(a)  filho(a)&rdquo;; &ldquo;As m&atilde;es s&atilde;o, naturalmente, cuidadoras mais sens&iacute;veis do que os pais&rdquo;. Os itens 2, 5 e 6  dever&atilde;o ser invertidos. </p>     <p>Os valores totais (soma dos itens) variam entre 15 e 75, sendo que valores elevados refletem atitudes de que os pais se devem envolver nos  cuidados ao seu filho(a), de que s&atilde;o capazes e devem demonstrar sensibilidade, e que este envolvimento tem impacto no desenvolvimento da  crian&ccedil;a. Valores reduzidos indicam que n&atilde;o faz parte do papel do pai estar envolvido com o(a) seu filho(a), ou que este n&atilde;o  tem uma influ&ecirc;ncia positiva no desenvolvimento da crian&ccedil;a. Neste estudo, a vers&atilde;o de Palkovitz (1984) foi adaptada para  crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, na qual a &uacute;nica altera&ccedil;&atilde;o foi a substitui&ccedil;&atilde;o da palavra  &ldquo;beb&eacute;&rdquo; por &ldquo;crian&ccedil;a pequena&rdquo;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No seguimento da autoriza&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria do autor da escala Rob Palkovitz, procedeu-se &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o do  instrumento &ldquo;<i>The Role of the Father</i>&rdquo; (<i>O Papel do Pai </i>&ndash; <i>QPP</i>) para Portugu&ecirc;s, obedecendo aos  crit&eacute;rios referenciados para as tradu&ccedil;&otilde;es por Brislin (1980), designado de &ldquo;abordagem por comit&eacute;&rdquo;, uma  metodologia para a adapta&ccedil;&atilde;o transcultural de question&aacute;rios psicol&oacute;gicos. Uma primeira vers&atilde;o foi depois  aplicada a um pequeno grupo de pais, de forma a garantir que todos os itens eram compreens&iacute;veis. </p>     <p>Ap&oacute;s as autoriza&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias das escolas e os consentimentos informados dos participantes, os  question&aacute;rios foram entregues em momentos distintos a m&atilde;es e pais e respondidos de modo independente pelos mesmos. A ficha  sociodemogr&aacute;fica foi preenchida apenas pela m&atilde;e. Refira-se que esta recolha de dados decorreu no contexto de um projeto mais amplo,  a decorrer no ISPA-IU, que analisa o desenvolvimento s&oacute;cio-emocional das crian&ccedil;as considerando, o contexto familiar e escolar. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A estrutura fatorial do <i>QPP </i>foi avaliada, numa amostra de 200 pais e m&atilde;es, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise fatorial  confirmat&oacute;ria com o software AMOS (v.21, SPSS Inc, Chicago, IL). </p>     <p>A exist&ecirc;ncia de <i>outliers </i>foi avaliada pela dist&acirc;ncia quadrada de <i>Mahalanobis </i>(D<Sup>2</Sup>) e a normalidade das  vari&aacute;veis pelos coeficientes de assimetria (sk) e curtose (ku) nas suas formas uni e multivariada. A qualidade de ajustamento global do  modelo fatorial foi avaliada de acordo com os seguintes &iacute;ndices: o teste do Qui-quadrado de ajustamento  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>/<i>df</i>), o <i>Comparative Fit Index </i>(CFI) e o <i>Root Mean Square Error of Approximation </i>(RMSEA,  P[rmsea&le;0.05]). A qualidade do ajustamento local foi avaliada pelos pesos fatoriais e pela fiabilidade individual dos itens. O ajustamento do  modelo foi feito a partir dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o (superiores a 11; <i>p</i>&lt;.001) produzidos pelo AMOS e com base em  considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. Finalmente, a fiabilidade comp&oacute;sita (FC) enquanto indicador da fiabilidade de constructo foi  avaliada como descrito em Fornell e Larcker (1981). A an&aacute;lise preliminar revelou que nenhuma vari&aacute;vel apresentou valores de Sk e Ku  indicadores de viola&ccedil;&otilde;es severas &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o Normal (|Sk|&gt;3 e |Ku|&gt;10, ver Mar&ocirc;co, 2010). </p>     <p>Seguidamente, o modelo unifatorial do <i>QPP</i>, segundo Palkovitz (1984), foi ajustado a uma amostra de 200 question&aacute;rios de pais e 200  question&aacute;rios de m&atilde;es. O modelo inicial para o pai revelou uma qualidade de ajustamento moderado; o modelo para a m&atilde;e revelou  uma qualidade de ajustamento pobre. Os &iacute;ndices dos modelos podem ser analisados na <a href="#t1">Tabela 1</a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a08t1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De modo a melhorar o ajustamento do modelo inicial foram removidos os itens com fracas propriedades psicom&eacute;tricas, especificamente os que  demonstraram pesos fatoriais estandardizados menores que |.10|, dando origem aos modelos simplificados (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). </p>     <p>Foram removidos os itens 4 (&ldquo;As responsabilidades da paternidade nunca se sobrep&otilde;em &agrave;s alegrias que da&iacute;  adv&ecirc;m&rdquo;), 10 (&ldquo;As m&atilde;es s&atilde;o, naturalmente, cuidadoras mais sens&iacute;veis do que os pais&rdquo;), e 13  (&ldquo;&Eacute; importante responder, de modo r&aacute;pido, a uma crian&ccedil;a pequena, cada vez que ela chora&rdquo;). Como se pode verificar,  na <a href="#t1">Tabela 1</a>, os modelos simplificados demonstraram melhor ajustamento, tanto para o pai, como para a m&atilde;e. No entanto,  enquanto o modelo para o pai atingiu bons &iacute;ndices de ajustamento, o modelo para a m&atilde;e n&atilde;o os atingiu. </p>     <p>Assim foi especificado um novo modelo para as m&atilde;es, composto por dois fatores, dividindo os itens respeitantes a uma &ldquo;atitude  tradicional face ao papel do pai&rdquo; num fator e os itens respeitantes a uma &ldquo;atitude moderna&rdquo; noutro fator. Verificou-se que o  item 10 tinha um peso fatorial estandardizado de <i>&lambda;=</i>.38 no fator &ldquo;Atitude Tradicional&rdquo;, pelo que foi inclu&iacute;do neste  modelo. Por outro lado, o item 15 (&ldquo;Considerando todos os aspetos da paternidade, ser pai &eacute; uma experi&ecirc;ncia extremamente  gratificante&rdquo;) demonstrou um &iacute;ndice de modifica&ccedil;&atilde;o superior a .11 para a inclus&atilde;o nos dois fatores, pelo que o  elimin&aacute;mos. Este modelo de 2 fatores para a m&atilde;e demonstrou um bom ajustamento. Para efeitos comparativos foi, tamb&eacute;m,  calculado para o pai um modelo de dois fatores, hom&oacute;logo ao da m&atilde;e, que veio a demonstrar um ajustamento muito pobre  (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>). </p>     <p>Os pesos fatoriais estandardizados e a vari&acirc;ncia explicada dos itens dos modelos com melhores &iacute;ndices de ajustamento, bem como as  fiabilidades comp&oacute;sitas de cada fator, para o pai e para a m&atilde;e, s&atilde;o apresentados nas <a href="#t2">Tabela 2</a> e  <a href="#t3"> 3</a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a08t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a08t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>    <p>De seguida foram realizadas an&aacute;lises de modo a testar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es e diferen&ccedil;as  nas atitudes face ao papel do pai em fun&ccedil;&atilde;o das carater&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas: idade, habilita&ccedil;&otilde;es  liter&aacute;rias, emprego de m&atilde;es/pais, assim como, sexo e idade das crian&ccedil;as. Obtiveram-se correla&ccedil;&otilde;es positivas e  significativas entre as respostas do pai ao QPP e a idade dos pais (<i>r</i>=.14; <i>p</i>&lt;.05) e das m&atilde;es  (<i>r</i>=.22; <i>p</i>&lt;.05). Encontrou-se, ainda, uma correla&ccedil;&atilde;o positiva e significativa entre as respostas das m&atilde;es ao  QPP, na dimens&atilde;o &ldquo;Atitude Moderna&rdquo; e a idade da crian&ccedil;a (<i>r</i>=.17; <i>p</i>&lt;.05). N&atilde;o foram encontradas  associa&ccedil;&otilde;es significativas com as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, n&uacute;mero de horas de trabalho de  m&atilde;es/pais, nem diferen&ccedil;as significativas em fun&ccedil;&atilde;o do sexo da crian&ccedil;a. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo analisar as cren&ccedil;as e atitudes de pais e m&atilde;es acerca do <i>papel do pai </i>testando, numa  amostra de fam&iacute;lias bi-parentais portuguesas, com crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, um instrumento amplamente utilizado pela  investiga&ccedil;&atilde;o (anglo-sax&oacute;nica) na &aacute;rea da parentalidade. Para isso, foi realizada uma an&aacute;lise fatorial  confirmat&oacute;ria, no contexto dos modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, sendo este o primeiro estudo sobre este instrumento que  reporta o recurso a esta abordagem. </p>     <p>Os resultados obtidos permitem suportar a estrutura unifatorial do QPP (Palkovitz, 1984) para as respostas do pai, com &iacute;ndices de  ajustamento que sustentam a boa qualidade do modelo e, ainda, com valores que refor&ccedil;am a sua fiabilidade. Contudo, 3 itens (4, 10, 13) da  escala original foram retirados por apresentarem fracas propriedades psicom&eacute;tricas. Para as respostas dadas pelas m&atilde;es, apenas um  modelo bifatorial se mostrou adequado aos dados. Estes resultados sugerem que as atitudes e cren&ccedil;as sobre a parentalidade de pais e  m&atilde;es poder&atilde;o ter estruturas diferentes. Nesta amostra, as m&atilde;es portuguesas distinguem atitudes face ao papel do pai  consideradas &ldquo;modernas&rdquo; (e.g., a import&acirc;ncia do pai no desenvolvimento da crian&ccedil;a), das &ldquo;tradicionais&rdquo; (e.g.,  as m&atilde;es s&atilde;o cuidadoras mais sens&iacute;veis do que os pais) baseadas nos estere&oacute;tipos de g&eacute;nero. Assim, os diferentes  resultados obtidos nos dois membros do casal demostram que a estrutura fatorial n&atilde;o pode ser replicada diretamente no g&eacute;nero  masculino e feminino. </p>     <p>Na an&aacute;lise das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, salientam-se as associa&ccedil;&otilde;es positivas e significativas entre as  respostas do pai ao QPP e a idade de pais e m&atilde;es, indo ao encontro da ideia de que pais que vivenciam uma paternidade mais tardia parecem  estar mais dispon&iacute;veis psicologicamente, mais envolvidos, e tendem a sentir-se mais gratificados no seu papel de pai (Palkovitz, 2002). </p>     <p>Os dados refor&ccedil;am, ainda, a import&acirc;ncia de se analisar tanto as cren&ccedil;as e atitudes dos pais, como as das m&atilde;es, sobre  o papel do homem na &aacute;rea dos cuidados e educa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a (McBrian et al., 2005; Monteiro et al., 2010;  Schoppe-Sullivan et al., 2008). Em particular, quando se procura compreender a diversidade no tipo, quantidade e qualidade de envolvimento e do  seu impacto no desenvolvimento de crian&ccedil;as e jovens (e.g., Lamb &amp; Lewis, 2010; Torres, Ver&iacute;ssimo, Monteiro, Santos, &amp; Pessoa  e Costa, 2013). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este &eacute; um dos diversos instrumentos na &aacute;rea da parentalidade que visa contribuir de um modo rigoroso para a an&aacute;lise e  compreens&atilde;o do que &eacute; ser pai. No entanto, os resultados reportados dever&atilde;o ser replicados numa amostra de dimens&atilde;o  superior e com carater&iacute;sticas socioecon&oacute;micas e geogr&aacute;ficas mais heterog&eacute;neas, no sentido de se confirmar a estrutura  encontrada para o QPP, respondido por pais e m&atilde;es<i>. </i>Apesar dos enormes progressos realizados no estudo da paternidade (ver Lamb, 2010)  muito do que continuamos a saber prov&eacute;m da investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvida com base no modelo materno, ou de outros contextos  socioculturais distintos do nosso pa&iacute;s. Este estudo procurou ser um contributo no sentido de preencher essa lacuna. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Beitel, A., &amp; Parke, R. D. (1998). Maternal and paternal attitudes as determinants of father involvement. <i>Journal of Family Psychology,  12</i>, 268-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-8231201500010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Belsky, J. (1984). The determinants of parenting: A process model. <i>Child Development, 55</i>, 83-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-8231201500010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Brislin, R. (1980). Translation and content analysis for oral and written material. In H. Triandis &amp; J. Berry (Eds.), <i>Handbook of  cross-cultural psychology </i>(Vol. 2, pp. 389-444). Needham Heights, MA: Allyn and Bacon. </p>     <!-- ref --><p>Cabrera, N. J., Tamis-LeMonda, C. S., Bradley, R. H., Hofferth, S., &amp; Lamb, M. E. (2000). Fatherhood in the twenty-first century. <i>Child  Development, 71</i>, 127-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-8231201500010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fornell, C., &amp; Larcker, D. F. (1981). Evaluating structural equation models with unobserved variables and measurement error. <i>Journal of  Marketing Research, 18</i>, 39-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-8231201500010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Instituto Nacional de Estat&iacute;tica. (2013). <i>Fam&iacute;lias nos Census 2011. Diversidade e Mudan&ccedil;a. </i>Retirado de  <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=206614267&amp;DESTAQUESmodo=2"  target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=206614267&amp;DESTAQUESmodo=2 </a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-8231201500010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamb, M., &amp; Lewis, C. (2010). The development and significance of father-child relationships in two-parent families. In M. E. Lamb (Ed.),  <i>The role of the father in child development </i>(5<Sup>th </Sup>ed., pp. 94-153). Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-8231201500010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lamb, M. E. (Ed.). (2010). <i>The role of the father in child development </i>(5<Sup>th </Sup>ed.). Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-8231201500010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lamb, M. E., Pleck, J. H., Charnov, E. L., &amp; Levine, J. A. (1985). Paternal Behavior in Humans. <i>American Zoologist, 25</i>, 883-894.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-8231201500010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lima, J. A. R. (2001). <i>Processos de socializa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a em idade pr&eacute;-escolar: Estudo explorat&oacute;rio sobre  o envolvimento paterno</i>. Tese de Mestrado. Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201500010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software e  aplica&ccedil;&otilde;es. </i>P&ecirc;ro Pinheiro, Portugal: Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201500010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McBride, B. A., Brown, G. L., Bost, K. K., Shin, N., Vaughn, B., &amp; Korth, B. (2005). Paternal identity, maternal gatekeeping, and father  involvement. <i>Family Relations, 54</i>, 360-372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201500010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McBride, B. A., &amp; Rane, T. R. (1997). Role identity, role investments, and paternal involvement: Implications for parenting programs for  men. <i>Early Childhood Research Quarterly, 12</i>, 173-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201500010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>McBride, B. A., Schoppe, S. J., Ho, M., &amp; Rane, T. R. (2004). Multiple determinants of father involvement: An exploratory analysis using  the PSID-CDS data set. In R. D. Day &amp; M. E. Lamb (Eds.), <i>Conceptualizing and measuring father involvement </i>(pp. 321-340). Mahwah, NJ:  Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201500010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Monteiro, L., Fernandes, M., Ver&iacute;ssimo, M., Pessoa e Costa, I., Torres, N., &amp; Vaughn, B. E. (2010). Perspectiva do pai acerca do seu  envolvimento em fam&iacute;lias bi-parentais. Associa&ccedil;&otilde;es com o que &eacute; desejado pela m&atilde;e e com as caracter&iacute;sticas  da crian&ccedil;a. <i>Interamerican Journal of Psychology, 44</i>, 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201500010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Monteiro, L., Ver&iacute;ssimo, M., Vaughn, B., Santos, A. J., Torres, N., &amp; Fernandes, M. (2010). The organization of children&rsquo;s  secure base behavior in two parent portuguese families and father&rsquo;s participation in child related activities. <i>European Journal of  Developmental Psychology, 7</i>, 545-560. doi: 10.1080/17405620902823855 </p>     <p>Palkovitz, R. (1984). Parental attitudes and fathers&rsquo; interactions with their 5-month-old infants. <i>Developmental Psychology, 20</i>,  1054-1060. </p>     <p>Palkovitz, R. (2002). <i>Involved fathering and men&rsquo;s adult development: Provisional balances</i>. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Inc. </p>     <!-- ref --><p>Parke, R. D. (2002). Fathers and families. In M. H. Bornstein (Ed.), <i>Handbook of parenting: Vol. 3. Being and becoming a parent</i>  (pp. 27-73). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201500010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pleck, E. H., &amp; Pleck, J. H. (2010) Fatherhood ideals in the United States: Historical dimensions. In M. E. Lamb (Ed.), <i>The role of the  father in child development </i>(5<Sup>th </Sup>ed., pp. 33-48). New York, NY: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201500010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Schoppe-Sullivan, S. J., Brown, G. L., Cannon, E. A., Mangelsdorf, S. C., &amp; Sokolowski, M. (2008). Maternal gatekeeping, coparenting  quality, and fathering behavior in families with infants. <i>Journal of Family Psychology, 22</i>, 389-398. doi: 10.1037/0893-3200.22.3.389 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201500010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Torres, N., Ver&iacute;ssimo, M., Monteiro, L., Santos, A. J., &amp; Pessoa e Costa, I. (2013). Father involvement and peer play competence in  preschoolers: The moderating effect of the child&rsquo;s difficult temperament. <i>Family Science, 3-4</i>, 174-188. doi:  10.1080/19424620.2012.783426 </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: L&iacute;gia Monteiro, ISCTE &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio de Lisboa, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:lmsmo@iscte.pt">lmsmo@iscte.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Financiado em parte pela F.C.T (PIHM/GC/0008/2008, SFRH/BPD/77199/2011) e pela Comiss&atilde;o para a Cidadania e Igualdade do G&eacute;nero.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 22/12/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 11/02/2015 </p>      ]]></body><back>
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