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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Envelhecer no concelho de Oeiras: Estudo numa população institucionalizada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the increase in life expectancy and the decline in the number of births, is noticeable the aging of the Portuguese population, which therefore presents a greater vulnerability to violence. This article is the summary of an exploratory-descriptive study carried out in 30 homes for the elderly in different parishes in the municipality of Oeiras that aimed to identify in institutionalized elderly without cognitive deficit, depression symptoms, functional dependency and situations of physical, psychological, financial, sexual violence and neglicence. The sample included 136 elderly, mainly female and aged over 80 years, which were subjected to a brief examination of the mental state and who had no cognitive deficit. The results showed the presence of depressive symptoms (65.4%) and significant functional dependence (58.8%). Although the majority of the elderly (86.0%) have said they like to reside in the institution, 33.1% reported complaints of violence, in particular situations of financial violence (22.8%). The authors consider these alarming data, with a focus on violence, stressing the need for a multidisciplinary response, in order to allow this population to age with safety and a bio-psycho-social well-being.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Envelhecer no concelho de Oeiras: Estudo numa popula&ccedil;&atilde;o institucionalizada</b></p>     <p><b>Lu&iacute;sa Carrilho<sup>1</sup>, C&aacute;tia Gameiro<sup>2</sup>, Andr&eacute; Ribeiro<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Lus&iacute;ada</p>     <p><sup>2</sup>Mestres em Psicologia Cl&iacute;nica</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Com o aumento da esperan&ccedil;a de vida e a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de nascimentos &eacute; not&oacute;rio o envelhecimento  da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, que por isso, apresenta uma maior vulnerabilidade &agrave; viol&ecirc;ncia. Este artigo constitui a  s&iacute;ntese de um estudo explorat&oacute;rio-descritivo realizado em 30 lares de idosos em diferentes freguesias do concelho de  Oeiras<sup>1</sup> que teve como objetivos identificar nos idosos institucionalizados sem d&eacute;fice  cognitivo, quadros depressivos, de depend&ecirc;ncia funcional e situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, psicol&oacute;gica,  financeira, sexual e neglig&ecirc;ncia. A amostra incluiu 136 idosos, maioritariamente do sexo feminino e com idade superior a 80 anos, a quem foi  efetuado um exame breve do estado mental e que n&atilde;o apresentaram d&eacute;fice cognitivo. Os resultados evidenciaram a presen&ccedil;a de  sintomatologia depressiva (65.4%) e significativa depend&ecirc;ncia funcional (58.8%). Embora a maioria dos idosos (86.0%) tenha referido gostar de  residir na institui&ccedil;&atilde;o, 33.1% descreveram queixas de viol&ecirc;ncia, relatando sobretudo situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia  financeira (22.8%). Os autores consideram estes dados alarmantes, com enfoque na viol&ecirc;ncia, sublinhando a necessidade de uma resposta  multidisciplinar, no sentido de possibilitar a esta popula&ccedil;&atilde;o um envelhecimento com seguran&ccedil;a e bem-estar bio-psico-social. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Idosos, Institucionaliza&ccedil;&atilde;o, Depress&atilde;o, Depend&ecirc;ncia funcional, Viol&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>With the increase in life expectancy and the decline in the number of births, is noticeable the aging of the Portuguese population, which  therefore presents a greater vulnerability to violence. This article is the summary of an exploratory-descriptive study carried out in 30 homes  for the elderly in different parishes in the municipality of Oeiras that aimed to identify in institutionalized elderly without cognitive deficit,  depression symptoms, functional dependency and situations of physical, psychological, financial, sexual violence and neglicence. The sample  included 136 elderly, mainly female and aged over 80 years, which were subjected to a brief examination of the mental state and who had no  cognitive deficit. The results showed the presence of depressive symptoms (65.4%) and significant functional dependence (58.8%). Although the  majority of the elderly (86.0%) have said they like to reside in the institution, 33.1% reported complaints of violence, in particular situations  of financial violence (22.8%). The authors consider these alarming data, with a focus on violence, stressing the need for a multidisciplinary  response, in order to allow this population to age with safety and a bio-psycho-social well-being. </p>     <p><b>Key-words: </b>Elderly, Institutionalization, Depression, Functional dependence, Violence. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Com o aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida e a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de nascimentos, Portugal tem vindo a  tornar-se um pa&iacute;s envelhecido, o que imp&otilde;e equacionar medidas adequadas para responder &agrave;s necessidades da pessoa idosa. </p>     <p>O envelhecimento &eacute; um processo que ocorre ao longo do tempo, atingindo todas as &aacute;reas do funcionamento humano, implicando  perdas n&atilde;o s&oacute; na autonomia e independ&ecirc;ncia, no funcionamento corporal e intelectual, mas tamb&eacute;m ganhos, existindo  processos de adapta&ccedil;&atilde;o, otimiza&ccedil;&atilde;o e compensa&ccedil;&atilde;o (Giro &amp; Pa&uacute;l, 2013). A  aceita&ccedil;&atilde;o e o ajustamento &agrave;s mudan&ccedil;as que ocorrem possibilitar&atilde;o que este processo seja bem-sucedido,  correspondendo a um estado saud&aacute;vel e ativo nas dimens&otilde;es f&iacute;sica, cognitiva e social (Teixeira &amp; Neri, 2008). A  din&acirc;mica entre fatores internos ou gen&eacute;ticos, e externos ou ambientais, &agrave; qual o sujeito &eacute; exposto ao longo da sua vida,  explica a diversidade no envelhecimento, dependendo as diferentes formas de envelhecer dos padr&otilde;es comportamentais do idoso e dos contextos  nos quais viveu, ou seja da sua hist&oacute;ria de vida (Pa&uacute;l, Fonseca, Martin &amp; Amado, 2005). </p>     <P>Os idosos tendem a apresentar uma conce&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do envelhecimento, associando-a &agrave; crescente depend&ecirc;ncia  funcional. Esta contempla as limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas que a doen&ccedil;a cr&oacute;nica pode gerar nas atividades pessoais e  instrumentais da vida di&aacute;ria, nomeadamente na alimenta&ccedil;&atilde;o, higiene pessoal e mobilidade, tarefas dom&eacute;sticas, assuntos  administrativos ou toma de medicamentos. </p>     <p>Nos idosos dependentes e muito dependentes, o bem-estar e a qualidade de vida est&atilde;o mais facilmente diminu&iacute;dos, quer pela idade  quer pela funcionalidade, existindo limita&ccedil;&otilde;es no seu quotidiano, nomeadamente na rela&ccedil;&atilde;o com os outros. Os idosos  apresentam o receio de que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o aumente a sua depend&ecirc;ncia e dificulte a manuten&ccedil;&atilde;o da autonomia. </p>     <p>Os idosos institucionalizados t&ecirc;m tendencialmente uma conce&ccedil;&atilde;o do envelhecimento emocional, associando a velhice a  sentimentos de tristeza, designadamente pelo isolamento (Pires, 2009). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o pode criar condi&ccedil;&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia sobre os idosos, tornando-se por  isso importante conhecer n&atilde;o s&oacute;, as condi&ccedil;&otilde;es em que ocorre esta viol&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m os fatores de risco  que lhe est&atilde;o associados, para que possamos estabelecer uma estrat&eacute;gia de preven&ccedil;&atilde;o/interven&ccedil;&atilde;o neste  dom&iacute;nio. </p>     <p>Apesar de estar satisfeito com as instala&ccedil;&otilde;es e cuidados institucionais prestados, o idoso pode apresentar  insatisfa&ccedil;&atilde;o e tristeza quer pela falta de autonomia, quer pela exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as e outras limita&ccedil;&otilde;es  f&iacute;sicas (Carvalho &amp; Dias, 2011). O meio de onde prov&ecirc;m os idosos tem influ&ecirc;ncia no processo de adapta&ccedil;&atilde;o,  considerando os autores existir uma liga&ccedil;&atilde;o forte entre o ambiente familiar e a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;  institui&ccedil;&atilde;o, sendo o primeiro determinante para uma integra&ccedil;&atilde;o bem-sucedida. </p>     <p>Se assim n&atilde;o for, a institucionaliza&ccedil;&atilde;o pode constituir-se como fator desencadeador de estados depressivos no idoso,  designadamente pela sua falta de autonomia funcional e pela perce&ccedil;&atilde;o que tem da dificuldade do controlo do seu quotidiano (Salgueiro,  2007). A depress&atilde;o enquanto problema psicol&oacute;gico pode influenciar negativamente um envelhecer ativo (Maur&iacute;cio, 2010). Os  estudos epidemiol&oacute;gicos sugerem, que a taxa de morte est&aacute; quatro vezes mais aumentada em sujeitos que t&ecirc;m mais de 55 anos e  Perturba&ccedil;&atilde;o Depressiva Major. No caso dos idosos institucionalizados, portadores desta perturba&ccedil;&atilde;o, a probabilidade de  morte &eacute; acentuadamente maior durante o primeiro ano. Na realidade, 15% das pessoas com idade superior a 60 anos padecem de algum tipo de  perturba&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica, ocorrendo a depress&atilde;o em 7% dos casos (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de,  OMS, 2013). </p>     <p>Embora a depress&atilde;o seja apontada como um fator preditor da viol&ecirc;ncia, &eacute; poss&iacute;vel que a  institucionaliza&ccedil;&atilde;o e o envelhecimento n&atilde;o estejam necessariamente ligados a estados patol&oacute;gicos, como no caso do  estudo de Carrilho, Gameiro, Pereira e Espanca (2012), com idosos de idades compreendidas entre 52 e 96 anos, a residir em Centros de Apoio Social,  a quem foi proporcionado um certo n&uacute;mero de atividades e apoios no seu quotidiano, que apresentavam um grau de depend&ecirc;ncia ligeiro,  alguns sinais de deteriora&ccedil;&atilde;o cognitiva e sintomatologia depressiva ligeira. </p>     <p>A vulnerabilidade f&iacute;sica e psicol&oacute;gica desta popula&ccedil;&atilde;o, associa-se a situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia, as  quais se registam de forma inquietante no nosso pa&iacute;s, quer no contexto familiar quer institucional (Gil &amp; Fernandes, 2011), tendendo a  ampliar-se e a ter maior visibilidade com o aumento do envelhecimento populacional (Gil &amp; Santos, 2012). </p>     <p>Entre os m&uacute;ltiplos aspetos que podem contribuir para a qualidade de vida dos idosos, encontra-se a preven&ccedil;&atilde;o e combate a  situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia. Ainda que as diferentes op&ccedil;&otilde;es conceptuais e operacionais possam dificultar a  an&aacute;lise sobre a extens&atilde;o do fen&oacute;meno da viol&ecirc;ncia contra pessoas idosas, &eacute; hoje reconhecido em v&aacute;rios  estudos a exist&ecirc;ncia do fen&oacute;meno (Gil, Santos, Kislaya, &amp; Nicolau, 2014). A n&iacute;vel nacional regista-se, contudo, uma  preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia contra as pessoas idosas mais baixa, quando comparada com estudos europeus. </p>     <p>De salientar que a maioria destes estudos aborda a viol&ecirc;ncia contra as pessoas idosas, inseridas na esfera familiar, enquanto o nosso  estudo foi efetuado com idosos institucionalizados em lares. </p>     <p>Ainda que o conceito de viol&ecirc;ncia seja amplo, podendo integrar maus-tratos, abuso e neglig&ecirc;ncia, no nosso estudo o conceito adotado  &eacute; o da OMS que na declara&ccedil;&atilde;o de Toronto (2002) define viol&ecirc;ncia e maus-tratos a pessoas idosas como &ldquo;qualquer ato  isolado ou repetido, ou a aus&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o apropriada, que ocorre em qualquer relacionamento, em que haja uma expectativa de  confian&ccedil;a, e que cause dano, ou inc&oacute;modo a uma pessoa idosa. Estes atos podem ser de v&aacute;rios tipos: f&iacute;sico,  psicol&oacute;gico/emocional, sexual, financeiro ou, simplesmente, refletir atos de neglig&ecirc;ncia intencional, ou por omiss&atilde;o&rdquo;  (United Nations 2002; World Health Organization, 2002, in Gil e col. 2014). </p>     <p>As diferentes formas de viol&ecirc;ncia referidas ao longo do nosso estudo, viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, sexual,  financeira e neglig&ecirc;ncia, constituem-se como atos e condutas que causam dano &agrave; integridade f&iacute;sica e &agrave; sa&uacute;de dos  indiv&iacute;duos, no caso da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, ou como amea&ccedil;as ou condutas que visem a humilha&ccedil;&atilde;o, prejudicando  a sa&uacute;de psicol&oacute;gica, a autodetermina&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento individual, no caso da viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica.  No que diz respeito &agrave; viol&ecirc;ncia sexual, contempla as a&ccedil;&otilde;es destinadas a obrigar algu&eacute;m a manter contacto sexual  com outrem, contra a sua vontade, recorrendo quer &agrave; intimida&ccedil;&atilde;o ou &agrave; amea&ccedil;a, quer a outra forma que diminua ou  anule a vontade individual. A viol&ecirc;ncia financeira refere-se a situa&ccedil;&otilde;es cujas condutas t&ecirc;m como objetivo a  obten&ccedil;&atilde;o de um determinado benef&iacute;cio ileg&iacute;timo, financeiro ou patrimonial. Quanto &agrave; neglig&ecirc;ncia, resulta  da omiss&atilde;o de a&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m que n&atilde;o agindo provoca les&atilde;o, mau estar, dor, ou sofrimento ou a morte a  outrem que se encontra ao seu cuidado ou guarda (Decreto-Lei n&ordm; 48/95). </p>     <p>Segundo o relat&oacute;rio de estat&iacute;sticas anuais da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; Vitima de 2013, no referente  &agrave;s pessoas idosas de 65 e mais anos de idade, 774 idosos foram v&iacute;timas de crime, representando 8.9% do total de v&iacute;timas  registadas nesta Associa&ccedil;&atilde;o. A faixa et&aacute;ria superior aos 65 de idade ocupou o 4&ordm; lugar em vitima&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bogalho, Lima e Ferreira-Alves (2010), no seu estudo sobre maus-tratos em utentes idosos do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia de um hospital  central, verificaram que a maioria dos indiv&iacute;duos apresentou pelo menos um indicador de viol&ecirc;ncia, sendo a neglig&ecirc;ncia e o abuso  emocional os tipos mais referidos. Como fatores de risco para o abuso na pessoa idosa, foram identificados o g&eacute;nero feminino, a  exist&ecirc;ncia de depress&atilde;o, viver sozinho e ter uma perce&ccedil;&atilde;o negativa da sufici&ecirc;ncia dos meios de subsist&ecirc;ncia.  Vergueiro e Lima (2010), num estudo sobre idosos inseridos em comunidade verificaram que a maioria dos sujeitos apresentou pelo menos um  ind&iacute;cio de abuso. O abuso mais prevalente foi o emocional, seguido da neglig&ecirc;ncia e do financeiro, n&atilde;o se tendo registado casos  de abuso f&iacute;sico. Por&eacute;m, Pires (2009) havia conclu&iacute;do que para al&eacute;m de maus-tratos emocionais, tamb&eacute;m os  f&iacute;sicos registaram maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias, tendo sido referidos como principais agressores os c&ocirc;njuges. A  explora&ccedil;&atilde;o financeira dos bens econ&oacute;micos, que tem como principais autores da ocorr&ecirc;ncia os filhos e respetivos  c&ocirc;njuges, n&atilde;o foi t&atilde;o referenciada. Neste estudo foi considerada a viol&ecirc;ncia sobre as pessoas idosas como uma  viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero, na medida em que se constatou que o maior n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias foi praticado sobre mulheres. </p>     <p>No Projeto sobre Envelhecimento e Viol&ecirc;ncia realizado por Gil e col. (2014) em territ&oacute;rio portugu&ecirc;s, os autores  conclu&iacute;ram ser a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica perpetrada por c&ocirc;njuges e filhos a que tem maior visibilidade social no nosso  pa&iacute;s. A neglig&ecirc;ncia e a viol&ecirc;ncia financeira surgem com frequ&ecirc;ncias mais reduzidas, o que traduziria a invisibilidade  destas formas de viol&ecirc;ncia na sociedade portuguesa. </p>     <p>De salientar as situa&ccedil;&otilde;es de polivitimiza&ccedil;&atilde;o que ocorrem, tendo os idosos portugueses, segundo este estudo,  experienciado m&uacute;ltiplos tipos de viol&ecirc;ncia. A maioria dos idosos foi v&iacute;tima de duas a tr&ecirc;s condutas de viol&ecirc;ncia,  sendo que em 93.1% das situa&ccedil;&otilde;es de polivitimiza&ccedil;&atilde;o uma das condutas vivenciadas era de natureza psicol&oacute;gica. </p>     <p>No referido estudo a preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia global foi superior no sexo feminino, na popula&ccedil;&atilde;o solteira e na  vi&uacute;va. Verificaram os autores existir uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o n&iacute;vel de escolaridade e a  ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia global. Os sujeitos sem escolaridade apresentaram a estimativa de preval&ecirc;ncia mais elevada. </p>     <p>Relativamente ao estado de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, observaram uma maior preval&ecirc;ncia da ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia  para os indiv&iacute;duos que referiram sofrer de doen&ccedil;a cr&oacute;nica. Na popula&ccedil;&atilde;o com sintomas depressivos a  preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia foi superior ao dobro da estimada para a popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o apresentou sintomas. </p>     <p>No referente ao n&iacute;vel de funcionalidade os autores identificaram uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a  funcionalidade e a ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia global. Os sujeitos com necessidades de ajuda das Atividades de Vida Di&aacute;ria (AVD)  apresentaram uma taxa de preval&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia superior aos sujeitos totalmente independentes. De salientar  ainda que os sujeitos que necessitavam de ajuda nas AVD apresentaram uma possibilidade de serem v&iacute;timas 2.19 vezes superior aos sujeitos  independentes. </p>     <p>Assim, as vari&aacute;veis &ldquo;idade&rdquo;, &ldquo;precisar de ajuda nas AVD&rdquo; e &ldquo;escolaridade&rdquo; est&atilde;o  significativamente associadas a se ser v&iacute;tima de algum tipo de viol&ecirc;ncia em idosos no contexto familiar, e a vari&aacute;vel  &ldquo;ter uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica&rdquo; &eacute; marginalmente significante. </p>     <p>A escolaridade por seu turno constitui-se como fator protetor face &agrave; viol&ecirc;ncia. Os sujeitos escolarizados tinham menor  possibilidade de serem v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia comparativamente aos sujeitos sem escolaridade. </p>     <p>No que se refere ao grupo et&aacute;rio e sexo, conclu&iacute;ram os autores que as mulheres do grupo et&aacute;rio (60-69 anos) reportaram mais  a viol&ecirc;ncia do que os homens do mesmo grupo et&aacute;rio. J&aacute; no grupo et&aacute;rio dos 80+ anos, esta situa&ccedil;&atilde;o  inverte-se evidenciando os homens uma estimativa superior &agrave; das mulheres. Os autores consideram que a diferen&ccedil;a de g&eacute;nero  come&ccedil;a a atenuar-se a partir dos 70 anos. </p>     <p>No referente &agrave; viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica o (ex) c&ocirc;njuge/companheiro foi identificado como agressor em 50% dos atos, enquanto  os filhos foram identificados como agressores em 25% dos atos de neglig&ecirc;ncia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Destaque ainda para os atos de viol&ecirc;ncia cometidos em espa&ccedil;os p&uacute;blicos, nomeadamente na rua, aldeia, bairro ou  estabelecimentos comerciais e em contexto institucional com foco para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e para os lares de idosos. Efetivamente,  talvez em nenhum contexto o idoso esteja mais vulner&aacute;vel como nos lares, onde recebe cuidados m&eacute;dicos e apoio social, sendo as  estat&iacute;sticas sobre situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia de idosos institucionalizados sombrias e o respetivo combate uma meta distante  (Weinmeyer, 2014). Nas institui&ccedil;&otilde;es como lares ou resid&ecirc;ncias, estas situa&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sofrido agravamento face  aos cortes or&ccedil;amentais, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de recursos humanos, &agrave; falta de forma&ccedil;&atilde;o para cuidar de idosos e  ao <i>stress </i>e <i>burnout </i>a que os recursos humanos est&atilde;o sujeitos (Carvalho, 2013). </p>     <p>De salientar que a estimativa de preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, foi superior entre as mulheres, no grupo et&aacute;rio  dos idosos com mais de 80 anos e nos idosos com idades compreendidas entre 60 e 69 anos. A viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica contra idosos  &eacute; ainda associada &agrave; presen&ccedil;a de sintomas depressivos. Neste tipo de viol&ecirc;ncia os (ex) c&ocirc;njuges/companheiros  representam quase um ter&ccedil;o dos agressores (Gil &amp; Col., 2014). </p>     <p>O combate &agrave; viol&ecirc;ncia &eacute; uma quest&atilde;o de justi&ccedil;a social que necessita de uma teoria global unificadora  (Harbinson et al., 2012), que transcende a sa&uacute;de p&uacute;blica e os limites da medicina, uma vez que tamb&eacute;m diz respeito &agrave;s  esferas social e criminal. </p>     <P>Os idosos institucionalizados podem, em particular, correr um risco superior de serem v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia, tendo em conta a sua  depend&ecirc;ncia e debilidade f&iacute;sica, bem como o desconhecimento que manifestam dos seus direitos legais, o que vem associado ao receio de  retalia&ccedil;&otilde;es em caso de den&uacute;ncia (Dias, 2005). Como referem Sibbald e Holroyd-Leduc (2012), se &eacute; verdade que alguns  cuidadores que maltratam os idosos, s&atilde;o sem d&uacute;vida oportunistas ou sociopatas, outros podem simplesmente estar em  situa&ccedil;&atilde;o de sobrecarga de trabalho, o que se vem verificando cada vez mais no nosso pa&iacute;s. </p>     <p>Os fatores de risco para situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia, parecem pois existir em todos os n&iacute;veis do contexto ecol&oacute;gico  do desenvolvimento humano, incluindo interpessoal/psicol&oacute;gico, interpessoal/familiar, rede social, institucional, comunit&aacute;rio/social,  cultural e hist&oacute;rico, sendo por isso fulcral, como medida de preven&ccedil;&atilde;o, fomentar a comunica&ccedil;&atilde;o entre a  fam&iacute;lia do idoso e os cuidadores, combatendo-se desta forma situa&ccedil;&otilde;es de isolamento social e de abuso (Schiambeg et al., 2011). </p>     <p>Da revis&atilde;o de literatura sobre os estudos de preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia em idosos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, Santos,  Nicolau, Fernandes e Gil (2013) conclu&iacute;ram estarmos perante um problema multifatorial, complexo de conceptualizar e operacionalizar, que  abrange fatores de risco inerentes ao idoso, ao mal tratante, ao relacionamento e ao ambiente. Embora a evid&ecirc;ncia atual suporte esta  etiologia multifatorial, Johannesen e Logiudice (2013), recomendam alguma prud&ecirc;ncia, considerando a necessidade de mais pesquisa para testar  a for&ccedil;a e independ&ecirc;ncia destes fatores de risco. </p>     <p>Existe pouca evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que suporte a preven&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia/maus-tratos sobre os idosos, e poucos  estudos sobre a interven&ccedil;&atilde;o nesta problem&aacute;tica que facilitem o desempenho dos profissionais de sa&uacute;de (Daly, Merchant,  &amp; Jogerst, 2011). Na complexidade de avalia&ccedil;&atilde;o deste fen&oacute;meno, s&atilde;o de assinalar as dificuldades na sua  defini&ccedil;&atilde;o e metodologia que prejudicam a compara&ccedil;&atilde;o de dados de v&aacute;rios pa&iacute;ses. Por outro lado, a falta de  consciencializa&ccedil;&atilde;o familiar e social, o isolamento de alguns idosos, os maus-tratos enquanto problema escondido, que geralmente  ocorre na privacidade do lar e &eacute; visto como um assunto de fam&iacute;lia (Lowenstein, 2009), bem como o acesso limitado a contextos  institucionais, ou a falta de inqu&eacute;ritos nacionais representativos e de medi&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m-se constitu&iacute;do como entraves  &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea. </p>     <p>As situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia podem ter efeitos profundos e a longo prazo nas pessoas idosas, sendo necess&aacute;rio que a par  do desenvolvimento de um sistema externo de comunica&ccedil;&atilde;o, ocorram mudan&ccedil;as internas no contexto cl&iacute;nico, que facilitem a  queixa das v&iacute;timas (Schmeidel, Daly, Rosenbaum, &amp; Schmuh, 2012). </p>     <p>A viol&ecirc;ncia &eacute; uma importante causa de morbilidade e mortalidade em adultos mais velhos para a qual, os t&eacute;cnicos de  sa&uacute;de t&ecirc;m de estar atentos (Yaffe &amp; Tazkarji, 2012). Conhecer os estere&oacute;tipos presentes na popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa bem como a preval&ecirc;ncia e a natureza fenomenol&oacute;gica dos epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia &eacute; fundamental para  combater estas situa&ccedil;&otilde;es (Vergueiro &amp; Lima, 2010). Como sugerem Clancy, Mcdaid, O&rsquo;Neill e O&rsquo;Brien (2011) &eacute;  fundamental a cria&ccedil;&atilde;o de um banco nacional de dados, encaminhamentos de casos de suspeita de viol&ecirc;ncia sobre idosos, e a  conjuga&ccedil;&atilde;o desses dados entre Estados Europeus, no sentido de serem criados procedimentos de classifica&ccedil;&atilde;o e  acompanhamento das situa&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Tendo subjacentes as teoriza&ccedil;&otilde;es anteriores, tendo em conta que o fen&oacute;meno da viol&ecirc;ncia sobre esta faixa  et&aacute;ria tem aumentado, e as recomenda&ccedil;&otilde;es do Plano Estrat&eacute;gico Municipal para as Pessoas Idosas: 2013-2015 (CMO, 2013)  que apontam para a necessidade de corre&ccedil;&atilde;o de determinadas situa&ccedil;&otilde;es, como os lares da terceira idade e as estruturas  de apoio &agrave; popula&ccedil;&atilde;o residente no concelho de Oeiras, n&atilde;o se encontrarem perto dos servi&ccedil;os ou da comunidade,  terem instala&ccedil;&otilde;es habitualmente de dif&iacute;cil acesso para pessoas com limita&ccedil;&otilde;es na mobilidade, os autores do  estudo que agora se apresenta, centraram-se na realidade da popula&ccedil;&atilde;o idosa do referido concelho, residente em  lares<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> dada a necessidade premente de estabelecer um diagn&oacute;stico das suas particularidades.  Assim, acederam ao contexto institucional, despistando nos idosos institucionalizados sem d&eacute;fice cognitivo, quadros depressivos, de  depend&ecirc;ncia funcional e situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia. De salientar ainda que o referido Plano (CMO, 2013), considera ser  primordial a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas promotoras de seguran&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o idosa no concelho. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo visa identificar e caracterizar as situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, financeira,  sexual e neglig&ecirc;ncia a que estiveram sujeitos os idosos institucionalizados em lares, localizados no concelho de Oeiras, que fazem parte da  nossa amostra, tendo em conta que as cinco formas de viol&ecirc;ncia referidas s&atilde;o transversais aos estudos mais recentes. </p>     <p>Fomos avaliar a preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia global e dos diferentes tipos de viol&ecirc;ncia nos sujeitos que constitu&iacute;ram a  nossa amostra. Posteriormente os resultados foram analisados por grupos espec&iacute;ficos como o sexo, a idade, a escolaridade e o estado civil,  sa&uacute;de mental/depress&atilde;o e capacidade funcional, bem como, a perce&ccedil;&atilde;o que os idosos da nossa amostra tinham sobre o fato  de terem ou n&atilde;o sido v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Tomando como refer&ecirc;ncia a Carta Social do Concelho de Oeiras de 2012, foram contactados todos os lares que constam deste documento, no  sentido de obter a sua colabora&ccedil;&atilde;o no estudo. Verificou-se que algumas institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o faziam parte da referida  Carta Social, o que n&atilde;o constituiu &oacute;bice a que participassem no nosso estudo. Dos lares contactados apenas dois estabelecimentos se  recusaram a participar. Num outro lar, embora tenha sido autorizada a recolha dos dados, os utentes n&atilde;o reuniram crit&eacute;rios de  inclus&atilde;o no estudo, de acordo com a avalia&ccedil;&atilde;o breve do estado mental. </p>     <p>Em cada um dos lares que manifestou disponibilidade em aderir ao estudo, foi efetuada uma reuni&atilde;o pr&eacute;via com os representantes,  no sentido de serem explicados os objetivos do referido estudo, responder a quest&otilde;es e enfatizar a import&acirc;ncia da sua ades&atilde;o ao  processo. Ap&oacute;s as respetivas autoriza&ccedil;&otilde;es, procedeu-se &agrave; recolha dos dados. Os idosos com condi&ccedil;&otilde;es  cl&iacute;nicas para responder, foram indicados pelas institui&ccedil;&otilde;es e posteriormente triados por uma avalia&ccedil;&atilde;o breve do  estado mental. Ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o de consentimento informado, a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos foi realizada  exclusivamente por psic&oacute;logos, num espa&ccedil;o facultado pelas pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es, garantindo assim a privacidade  dos idosos. </p>     <p>O tratamento e an&aacute;lise estat&iacute;stica foram desenvolvidos com recurso ao programa SPSS (<i>Statistical Package for Social  Sciences</i>). A an&aacute;lise estat&iacute;stica incidiu sobre aspetos descritivos dos dados, baseando-se no c&aacute;lculo de frequ&ecirc;ncias,  apresentadas na forma de percentagem. Para testar a associa&ccedil;&atilde;o entre a ocorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia e vari&aacute;veis tais  como sexo, idade e escolaridade foi utilizado o Qui-quadrado. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia dos testes foi estabelecido em 5%. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>Com a aplica&ccedil;&atilde;o presencial dos question&aacute;rios, pretendeu-se caracterizar os aspetos sociodemogr&aacute;ficos, o estado de  sa&uacute;de mental, a capacidade funcional e as experi&ecirc;ncias de viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, financeira, sexual, f&iacute;sica e  neglig&ecirc;ncia, a sua frequ&ecirc;ncia e o tipo de den&uacute;ncia, quando efetuada. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram utilizados os seguintes instrumentos na recolha de dados: </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Exame Breve do Estado Mental </i>(Mini Mental State Examination/MMSE; Vers&atilde;o Portuguesa de Guerreiro, Silva, Botelho,  Leit&atilde;o, Castro-Caldas, &amp; Garcia, 1994 in Grupo de Estudos de Envelhecimento Cerebral e Dem&ecirc;ncias GEECD (2008): utilizado  fundamentalmente para rastreio cognitivo, abrangendo a orienta&ccedil;&atilde;o, aten&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria, linguagem e capacidade  visuo-construtiva. Neste estudo permitiu triar os idosos sem d&eacute;fice cognitivo a incluir na amostra, variando a sua pontua&ccedil;&atilde;o  entre 0 e 30. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Depress&atilde;o Geri&aacute;trica </i>(Geriatric Depression Scale/GDS, Yesavage et al., 1983; Vers&atilde;o Portuguesa de Barreto,  Leuschner, Santos, &amp; Sobral, 2003 in Grupo de Estudos de Envelhecimento Cerebral e Dem&ecirc;ncias GEECD (2008): vers&atilde;o de 30 itens que  permitiu caracterizar a sintomatologia depressiva, variando a sua pontua&ccedil;&atilde;o entre 0 e 30. Este &eacute; um instrumento de  autorrelato de avalia&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos em pessoas idosas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Depend&ecirc;ncia de Barthel (Barthel ADL Index, </i>1965, vers&atilde;o Portuguesa de Ara&uacute;jo, Pais-Ribeiro, Oliveira, &amp;  Pinto, 2007): avalia o n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo, variando a sua pontua&ccedil;&atilde;o entre 0 e 100. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Viol&ecirc;ncia</i>: elaborado para este estudo foi constitu&iacute;do por uma pergunta inicial fechada (<i>Alguma vez  depois de estar nesta institui&ccedil;&atilde;o foi v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia por um cuidador/familiar?</i>), com a qual se pretendia saber  genericamente se o idoso de forma espont&acirc;nea era capaz de identificar o fen&oacute;meno da viol&ecirc;ncia, anotando-se a sua  op&ccedil;&atilde;o de resposta (sim <i>vs. </i>n&atilde;o), e perguntas fechadas com igual estrutura sobre diferentes indicadores de  viol&ecirc;ncia: (a) F&iacute;sica (e.g., epis&oacute;dios de ter sido trancado no quarto, ter sido batido, agarrado com for&ccedil;a excessiva);  (b) Psicol&oacute;gica (e.g., epis&oacute;dios em que lhe gritaram, insultaram, ignoram frequentemente); (c) Econ&oacute;mica/Financeira (e.g.,  roubo de objetos pessoais, usurpa&ccedil;&atilde;o da reforma, obrigaram a fazer transfer&ecirc;ncias/doa&ccedil;&otilde;es contra a sua vontade);  (d) Sexual (e.g., toques/car&iacute;cias que considerou inadequados sem o seu consentimento, alvo de coment&aacute;rios com conte&uacute;do  sexual); (e) Neglig&ecirc;ncia (e.g., falta de cuidados na higiene pessoal, falta de cuidados de sa&uacute;de, falta de ajuda nas idas &agrave;  casa-de-banho). </p>     <p>Se o idoso respondesse positivamente a qualquer um dos itens e descrevesse o epis&oacute;dio, era-lhe questionado se tinha feito queixa,  solicitando-se para especificar o tipo de queixa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio Sociodemogr&aacute;fico</i>: aplicado na entrevista, incluiu par&acirc;metros tais como sexo, idade, escolaridade, estado  civil, n&ordm; de filhos, resid&ecirc;ncia, concelho pr&eacute;vio &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o e periodicidade de visitas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Carateriza&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica da amostra </i></p>     <p>O concelho de Oeiras pertence &agrave; grande &aacute;rea metropolitana de Lisboa, ocupa uma &aacute;rea de 46km<Sup>2 </Sup>e tem cerca de  168.500 habitantes, sendo constitu&iacute;do &agrave; altura por dez freguesias: Alg&eacute;s, Barcarena, Carnaxide, Caxias, Cruz Quebrada-Dafundo,  Linda-a-Velha, Oeiras e S&atilde;o Juli&atilde;o da Barra, Pa&ccedil;o de Arcos, Porto Salvo e Queijas, hoje  reorganizadas<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Segundo os Censos de 2011 (Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 2012), Oeiras  tem uma popula&ccedil;&atilde;o idosa que ultrapassa os 33.200 residentes, (19.3% da popula&ccedil;&atilde;o total do concelho) demonstrando um  crescimento de mais de 9% desta popula&ccedil;&atilde;o desde 1991. De salientar que alguns dos lares onde recolhemos a nossa amostra, embora  acolham idosos, n&atilde;o possuem alvar&aacute;, n&atilde;o t&ecirc;m t&eacute;cnicos qualificados e n&atilde;o ocupam os seus idosos com  atividades. As condi&ccedil;&otilde;es que encontr&aacute;mos nos diferentes lares, bem como os pre&ccedil;&aacute;rios, s&atilde;o muito  d&iacute;spares. Todavia, como este estudo n&atilde;o pretende fazer uma an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento dos lares no  concelho de Oeiras, opt&aacute;mos por n&atilde;o abordar aqui essa mat&eacute;ria. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>O universo populacional integrou idosos institucionalizados sem sinais de d&eacute;fice cognitivo, de ambos os sexos e com  condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas para participar no estudo. A amostra foi recolhida em diferentes freguesias do concelho, com idosos  indicados de acordo com os crit&eacute;rios referidos, triados ulteriormente pela aplica&ccedil;&atilde;o do Exame Breve do Estado Mental e que  aceitaram participar. </p>     <p>A amostra integrou um total de 136 idosos, provenientes de 30 lares das diferentes freguesias do concelho, sendo que 67.6% dos idosos eram do  sexo feminino e 32.4% do sexo masculino. Relativamente &agrave; faixa et&aacute;ria, 36.0% tinham idade igual ou inferior a 80 anos e 64.0% uma  idade superior a 80 anos. O sujeito mais novo tinha a idade de 58 anos e o sujeito mais velho 104 anos, sendo a m&eacute;dia de idades 82.16 anos  (<i>sd</i>=8.47). Assim, a maioria dos idosos foi do sexo feminino, com uma idade superior a 80 anos (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a09t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No referente ao n&iacute;vel de escolaridade, a maioria dos idosos tinha uma escolaridade compreendida entre o 1&ordm; e o 3&ordm; Ciclo  (55.1 %). Atendendo ao n&iacute;vel et&aacute;rio dos idosos, &eacute; de assinalar que ao contr&aacute;rio do que se verifica atualmente,  n&atilde;o havia &agrave; &eacute;poca escolaridade obrigat&oacute;ria at&eacute; ao 12&ordm; ano, da&iacute; que se tenha verificado maior  representatividade de habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias mais baixas. Dos restantes idosos, 21.3% eram analfabetos ou n&atilde;o  completaram o ensino b&aacute;sico, 11.0% realizaram estudos superiores, 5.1% tinham escolaridade compreendida entre o 10&ordm; e o 12&ordm; ano e  7.4% n&atilde;o especificaram a sua escolaridade. </p>     <p>Quanto ao tempo de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, 36.8% residiam no contexto de lar num per&iacute;odo superior a 1 ano, mas inferior a  3 anos, 29.4% estavam a residir em lar h&aacute; menos de 1 ano, 14.0% habitavam o lar h&aacute; mais de 3 anos mas menos de 5, 12.5% estavam na  institui&ccedil;&atilde;o entre 5 e menos de 10 anos e 7.3% num per&iacute;odo igual ou superior a 10 anos. Como se pode verificar, a maioria dos  idosos referiu residir na institui&ccedil;&atilde;o entre 1 e 3 anos. Faziam parte de uma minoria os idosos que estavam institucionalizados  h&aacute; mais de 10 anos. No que diz respeito ao estado civil, a maioria da amostra, 63.3% era vi&uacute;va. Dos restantes idosos, 15.4% eram  solteiros, 13.2% eram casados/uni&atilde;o de facto e 8.1% eram divorciados (cf. <a href="#t2">Tabela 2</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Previamente &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o, 55.1%, habitavam casa pr&oacute;pria, estando os restantes em casa alugada (38.2%), em  casa dos filhos (2.9%), numa outra institui&ccedil;&atilde;o (1.5%), em casa de outros familiares (1.5%) ou noutro contexto (8%). Os diferentes  contextos habitacionais situavam-se sobretudo no concelho de Oeiras (53.7%), sendo Lisboa o segundo concelho mais representado (25.7%). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos idosos (64.8%) tinha filhos, sendo que destes 56.6% tinha entre 1 a 2 filhos. </p>     <p>A maioria dos idosos (73.5%), encontrava-se em situa&ccedil;&atilde;o de reforma, sendo a gest&atilde;o monet&aacute;ria realizada  principalmente com ajuda (80.9%) geralmente dos filhos (48.5%) e de outros familiares (19.1%). </p>     <p>A maioria dos idosos (87.5%) recebia visitas, tendo as mesmas periodicidade usualmente semanal (50.0%) ou sem frequ&ecirc;ncia definida de  acordo com a disponibilidade dos familiares ou amigos (16.2%). Na sua maioria os idosos recebiam visitas exclusivas da fam&iacute;lia (74.9%).  Apenas uma minoria n&atilde;o recebia visitas na institui&ccedil;&atilde;o, ficando numa situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade e  isolamento, constatando-se que maioritariamente os idosos tinham suporte, sobretudo familiar. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Na sua maioria (86.0%), os idosos afirmaram gostar de residir na institui&ccedil;&atilde;o, tendo uma minoria (14.0%) verbalizado n&atilde;o  gostar de estar neste contexto, sendo as diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=70.618; g.l.=1; <i>p</i>=.001). </p>     <p>No seu quotidiano, 55.1% dos idosos tinham passatempos e 44.9% referiram n&atilde;o ter qualquer atividade individual, n&atilde;o sendo as  diferen&ccedil;as encontradas estatisticamente significativas (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=1.441; g.l.=1; <i>p</i>=.230). Os passatempos referidos  pelos idosos foram v&aacute;rios, nomeadamente a leitura (14.0%), ver televis&atilde;o (8.1%), fazer costura (8.1%) e ocupar o tempo com jogos  (5.1%). </p>     <P>No referente &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de Depress&atilde;o dos idosos resultante da aplica&ccedil;&atilde;o da  Escala de Depress&atilde;o Geri&aacute;trica, observou-se que 55.1% dos idosos apresentavam sinais de depress&atilde;o ligeira, 10.3% sinais de  depress&atilde;o grave, e 34.6% n&atilde;o apresentavam sintomatologia depressiva (cf. <a href="#t3">Tabela 3</a>). Encontraram-se  diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=41.132; g.l.=2; <i>p</i>=.001). De salientar que n&atilde;o se  encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas por sexo (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=1.160; g.l.=1; <i>p</i>=.282), idade  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=0.001; g.l.=1; <i>p</i>=.980) ou estado civil (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=6.227; g.l.=3; <i>p</i>=.101). De acordo com os  resultados, constatou-se que a maioria dos idosos (65.4%) apresentava sinais de depress&atilde;o, o que pode constituir um fator de risco, na  medida em que podem ser mais vulner&aacute;veis &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia. Gil e col. (2014) observaram uma  associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o estado de sa&uacute;de f&iacute;sica e mental e a ocorr&ecirc;ncia de  viol&ecirc;ncia global (p=0.002). Na popula&ccedil;&atilde;o com sintomas depressivos a preval&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia (17.5%) foi superior  ao dobro da estimada para a popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o apresentou sintomas (8.3%). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a09t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia funcional dos idosos e de acordo com os resultados  obtidos na aplica&ccedil;&atilde;o da Escala de Barthel, as diferen&ccedil;as encontradas foram estatisticamente significativas  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=43.632; g.l.=4; <i>p</i>=.001). Na funcionalidade, observou-se que a maioria dos idosos apresentou um n&iacute;vel de  depend&ecirc;ncia significativo (58.8%). Nos idosos mais dependentes, foi superior a depend&ecirc;ncia m&eacute;dia (22.1%), seguida da moderada  (14.7%) e por fim da severa e total, ambas com 11.0%. Apresentaram um grau de depend&ecirc;ncia m&iacute;nima 41.2% dos idosos  (cf. <a href="#t4">Tabela 4</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a09t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Refira-se que n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na funcionalidade quanto ao sexo  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=.872; g.l.=4; <i>p</i>=.929), idade (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=7.398; g.l.=4; <i>p</i>=.116) e estado civil  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=19.368; g.l.=12; <i>p</i>=.080). </p>     <p>Tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de funcionalidade Gil e col. (2014) identificaram uma associa&ccedil;&atilde;o  estatisticamente significativa entre o n&iacute;vel de funcionalidade e a ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia global (<i>p</i>&lt;0.001). Assim,  os idosos com necessidades de ajuda das AVD apresentaram uma taxa de preval&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia de 24.3%  comparativamente aos sujeitos totalmente independentes com 10.1%. Os idosos do nosso estudo apresentam tamb&eacute;m este fator de risco no  referente a ser v&iacute;tima de algum tipo de viol&ecirc;ncia. </p>     <p>No que diz respeito &agrave; perce&ccedil;&atilde;o que os idosos manifestaram sobre terem ou n&atilde;o sido v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia,  perpetrada por um familiar ou cuidador, a maioria dos idosos (95.6%) respondeu negativamente e 4.4% indicaram que j&aacute; haviam sido  v&iacute;timas deste fen&oacute;meno. As diferen&ccedil;as encontradas foram estatisticamente significativas (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=113.059;  g.l.=1; <i>p</i>=.001). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando se particularizou as respostas e se apresentou aos idosos m&uacute;ltiplos indicadores de viol&ecirc;ncia (cf.  <a href="#t5">Tabela 5</a>), esta percentagem subiu para os 33.1%, tendo-se encontrado diferen&ccedil;as estatisticamente significativas  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=15.559; g.l.=1; <i>p</i>=.001). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n1/33n1a09t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As situa&ccedil;&otilde;es de polivitimiza&ccedil;&atilde;o que ocorrem s&atilde;o patentes no nosso estudo. Dos 45 idosos v&iacute;timas de  viol&ecirc;ncia, 35 sofreram um tipo de fen&oacute;meno e 10 foram v&iacute;timas de dois ou mais tipos de viol&ecirc;ncia. Uma vez que dos 45  idosos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia, 10 sofreram mais de um tipo, registou-se um total de 58 queixas de viol&ecirc;ncia. No estudo de Gil e  col. (2014) 82.8% dos idosos reportaram 2 a 3 condutas de viol&ecirc;ncia de que foram v&iacute;timas. </p>     <p>Nas queixas, a viol&ecirc;ncia econ&oacute;mica/financeira foi a mais representada, j&aacute; que do total da amostra, 22.8% destas  situa&ccedil;&otilde;es foram sinalizadas, envolvendo sobretudo desaparecimento de objetos/valores pessoais dentro da institui&ccedil;&atilde;o.  Por outro lado, 8.8% dos casos inclu&iacute;ram viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, 8.1% situa&ccedil;&otilde;es de neglig&ecirc;ncia e 2.9%  epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica. N&atilde;o foi identificado qualquer tipo de viol&ecirc;ncia sexual, tendo todos os idosos  respondido negativamente a qualquer um dos poss&iacute;veis indicadores. Contrariamente a outros estudos n&atilde;o &eacute; a viol&ecirc;ncia  psicol&oacute;gica a que surge como mais prevalente, ainda que ela se apresente em segundo lugar (cf. <a href="#t5">Tabela 5</a>). A  viol&ecirc;ncia financeira e a psicol&oacute;gica constituem efetivamente os dois principais tipos de viol&ecirc;ncia relatados pela  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa com mais de 60 anos. </p>     <p>Estes resultados alertam para a necessidade de consciencializar esta popula&ccedil;&atilde;o dos direitos que tem, dando-lhe voz e  incentivando-a a identificar indicadores de viol&ecirc;ncia. O apoio social pode, nestes casos, representar um fator chave na redu&ccedil;&atilde;o  e preven&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade e isolamento das pessoas idosas, bem como o risco de maus-tratos (Melchiorre et al., 2013). De  salientar que n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas no referente &agrave; escolaridade  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=18.828; g.l.=11; <i>p</i>=.064), sexo (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=0.030; g.l.=1; <i>p</i>=.864), idade  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=1,119; g.l.=1; <i>p</i>=.290) e estado civil (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>=3.153; g.l.=3; <i>p</i>=.369), contrariamente a  outros estudos, nomeadamente o de Gil e col. (2014) em que os autores encontraram estimativas de preval&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia para as  mulheres do grupo et&aacute;rio (60-69 anos) com 17.5% comparativamente aos homens do mesmo grupo et&aacute;rio com 6.3%. Invertendo-se estes  resultados no grupo et&aacute;rio superior a 80 anos, em que os homens evidenciaram uma estimativa de 23.1% e as mulheres 21.5%. No referido estudo  a preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia global foi superior no sexo feminino (<i>F</i>=15.0% e <i>M</i>=8.8%). </p>     <p>Relativamente &agrave;s participa&ccedil;&otilde;es das ocorr&ecirc;ncias de situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia, verificou-se ter havido  por parte dos idosos uma atitude passiva, n&atilde;o tendo a maioria das situa&ccedil;&otilde;es chegado ao conhecimento dos respons&aacute;veis  das institui&ccedil;&otilde;es. Dos 45 idosos que sofreram viol&ecirc;ncia, 13 (28.9%) apresentaram queixa, sobretudo interna, como por exemplo  &agrave; dire&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do lar (84.6%). Verificou-se tamb&eacute;m que os idosos n&atilde;o apresentaram queixa &agrave; sua  fam&iacute;lia de situa&ccedil;&otilde;es ocorridas na institui&ccedil;&atilde;o, optando por relatar as situa&ccedil;&otilde;es apenas  internamente ou junto de outras entidades. Estes resultados v&atilde;o na mesma linha de outros estudos, sendo que 13.5% da popula&ccedil;&atilde;o  v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia, no estudo de Gil e col. (2014) recusou identificar o agressor, o que segundo os autores pode indicar sentimentos  de inibi&ccedil;&atilde;o para a den&uacute;ncia, e 64.9% das v&iacute;timas de crime e viol&ecirc;ncia n&atilde;o falou, nem contactou ou  apresentou queixa sobre a situa&ccedil;&atilde;o vivida. N&atilde;o podemos esquecer a fragilidade em que se encontram estes idosos, normalmente  sem a possibilidade de recorrerem a outros, que n&atilde;o os que com eles lidam no quotidiano. De salientar que uma percentagem importante dos  agressores coabita com a v&iacute;tima, sendo os la&ccedil;os afetivos com o agressor um dos motivos para a n&atilde;o apresenta&ccedil;&atilde;o  de queixa. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></p>     <p>Os resultados obtidos sugerem que nos idosos do concelho de Oeiras institucionalizados, sem d&eacute;fice cognitivo, h&aacute;  satisfa&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; integra&ccedil;&atilde;o no contexto de lar. Os idosos que participaram neste estudo, com idades  compreendidas entre os 58 e os 104 anos, na sua maioria vi&uacute;vos, com escolaridade maioritariamente compreendida entre o 1&ordm; e o 3&ordm;  ciclo, e institucionalizados na sua maioria entre 1 a 3 anos, afirmaram (86.0%) estar satisfeitos com a institui&ccedil;&atilde;o na qual se  encontravam. &Agrave; semelhan&ccedil;a de estudos j&aacute; referidos, com resultados id&ecirc;nticos, tamb&eacute;m estes idosos, apesar de  satisfeitos com a institui&ccedil;&atilde;o, apresentaram sintomatologia depressiva. Ainda que a depress&atilde;o possa ter sido desencadeada pela  institucionaliza&ccedil;&atilde;o nalguns casos, nomeadamente pela falta de autonomia funcional que afetava 58,8% dos idosos, as refer&ecirc;ncias  ao apoio familiar atrav&eacute;s das visitas, com diferentes periodicidades, feitas por 87.5% sugere que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o na  maioria dos casos n&atilde;o ter&aacute; conduzido a situa&ccedil;&otilde;es de isolamento e exclus&atilde;o social. </p>     <p>Efetivamente se a resposta social tiver qualidade, poder&aacute;, indo ao encontro das necessidades do idoso, possibilitar-lhe ter uma  representa&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o seja a de resposta de &uacute;ltimo recurso, mas sim um novo contexto  habitacional, no qual se estabelecem novas rela&ccedil;&otilde;es sociais, se combate a solid&atilde;o, e se tem assist&ecirc;ncia com  humaniza&ccedil;&atilde;o, aos mais diversos n&iacute;veis. </p>     <p>A n&iacute;vel de ocupa&ccedil;&atilde;o de tempos livres, as refer&ecirc;ncias feitas pelos idosos foram muito heterog&eacute;neas. Alguns  atribuem import&acirc;ncia &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos livres, praticando diferentes atividades, enquanto outros n&atilde;o. Assim,  verificou-se que nem todos os idosos ocupam o seu tempo, pelo que urge dinamizar mais estes contextos e fomentar a iniciativa do idoso na  manuten&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e rotinas, desenvolvidas individualmente e/ou em grupo, combatendo-se situa&ccedil;&otilde;es de apatia  e desinvestimento na realidade circundante. Considera-se importante sensibilizar os idosos designadamente, para os benef&iacute;cios da  estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva, bem como motiv&aacute;-los para um envelhecer ativo. </p>     <p>Os n&iacute;veis de depress&atilde;o sinalizados em 65.4% dos idosos, a depend&ecirc;ncia funcional em 58.8% e as situa&ccedil;&otilde;es de  viol&ecirc;ncia em 33.1%, n&atilde;o podem ser ignorados, pois como referimos, nos idosos institucionalizados portadores de depress&atilde;o, os  riscos de morte aumentam e, por outro lado, os idosos com depend&ecirc;ncia funcional, pelas limita&ccedil;&otilde;es no seu quotidiano,  ter&atilde;o o seu bem-estar e a qualidade de vida diminu&iacute;dos. O fator funcionalidade pode tamb&eacute;m contribuir para os n&iacute;veis de  depress&atilde;o encontrados na nossa amostra. </p>     <p>Ainda que n&atilde;o se tenham obtido resultados que possam apontar fatores de risco ou protetores em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  viol&ecirc;ncia contra idosos, com os mesmos n&iacute;veis de confian&ccedil;a que outros estudos referem, ao que n&atilde;o ser&aacute;  eventualmente estranho estarmos perante uma popula&ccedil;&atilde;o institucionalizada e n&atilde;o em contexto familiar, como nos diferentes  estudos referidos, nalguns idosos institucionalizados, sinalizaram-se expressivos sinais de depress&atilde;o, depend&ecirc;ncia e  vitimiza&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia, estando este &uacute;ltimo fen&oacute;meno envolto em desconhecimento e passividade, &agrave;  semelhan&ccedil;a do referido na literatura. </p>     <p>No que se refere aos processos de vitimiza&ccedil;&atilde;o, constatou-se que os idosos identificaram com maior facilidade, ter sido  v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia, mediante a apresenta&ccedil;&atilde;o concreta de indicadores, do que atrav&eacute;s de uma pergunta geral sobre  este fen&oacute;meno, o que vem ao encontro da literatura, e sugere que ainda existe desconhecimento nesta popula&ccedil;&atilde;o sobre os seus  direitos em geral e sobre esta tem&aacute;tica em particular. </p>     <p>A viol&ecirc;ncia financeira referenciada por 22.8% dos idosos pode tornar-se mais grave atendendo a que a gest&atilde;o monet&aacute;ria  &eacute; assegurada principalmente com ajuda (80.9%) geralmente dos filhos (48.5%). &Agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos, tamb&eacute;m  neste se encontrou maioritariamente passividade face &agrave;s ocorr&ecirc;ncias, com apenas uma minoria dos idosos (28.9%) a apresentar queixa. </p>     <p>Tratando-se de dados agrupados, as conclus&otilde;es deste estudo n&atilde;o se referem a lares espec&iacute;ficos, pelo que os resultados  obtidos n&atilde;o devem ser atribu&iacute;dos a nenhuma das entidades em particular. </p>     <p>Estes fen&oacute;menos isolados, mas sobretudo interagindo em simult&acirc;neo, podem comprometer um envelhecimento com bem-estar e qualidade.  Alguns idosos continuam a desconhecer os seus direitos de uma forma geral, pelo que, situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia ocorrem e podem  ocorrer sem que o idoso fa&ccedil;a queixa, n&atilde;o s&oacute; por receio de repres&aacute;lias, como tamb&eacute;m por falta de  identifica&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o de abuso/maltrato. Quando sinalizados no contexto institucional, devem ser  monitorizados e tomadas a&ccedil;&otilde;es preventivas, enquanto boa pr&aacute;tica no &acirc;mbito da sa&uacute;de, com instrumentos de rastreio,  mas tamb&eacute;m de avalia&ccedil;&atilde;o mais exaustiva, sendo fulcrais no delineamento do plano de interven&ccedil;&atilde;o com o idoso. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es do nosso estudo foi a de contribuir para uma reflex&atilde;o sobre quest&otilde;es ligadas &agrave; terceira  idade, nomeadamente no que se refere &agrave; institucionaliza&ccedil;&atilde;o em lares, no caso vertente, numa amostra recolhida no concelho de  Oeiras. Com a apresenta&ccedil;&atilde;o destes resultados t&ecirc;m os autores a expectativa de que possam ser tomadas medidas corretivas e  preventivas, nomeadamente no concelho de Oeiras, no sentido de obviar situa&ccedil;&otilde;es que se constituem como de extrema gravidade, para uma  popula&ccedil;&atilde;o cujas defesas s&atilde;o no limiar da vida muito ex&iacute;guas. </p>     <p>A viol&ecirc;ncia &eacute; uma importante causa de morbilidade e mortalidade em adultos mais velhos, como foi referido. Assim, seria importante  que os t&eacute;cnicos, designadamente os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia, em virtude do seu contacto privilegiado e forte rela&ccedil;&atilde;o  de confian&ccedil;a estabelecida ao longo do tempo, estivessem atentos a esta problem&aacute;tica. Conhecer a preval&ecirc;ncia e a natureza  fenomenol&oacute;gica dos epis&oacute;dios de abuso, bem como definir uma linguagem comum de identifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia nas  pessoas idosas, &eacute; fundamental para desenvolver os meios de preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria deste g&eacute;nero de  situa&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Neste sentido, considera-se importante como foi referido, a cria&ccedil;&atilde;o de um banco nacional de dados sobre encaminhamentos de casos  de suspeita de viol&ecirc;ncia sobre idosos, bem como a conjuga&ccedil;&atilde;o desses dados entre Estados Europeus, no sentido de fornecer  informa&ccedil;&otilde;es valiosas sobre abuso de idosos. </p>     <p>S&oacute; quando se assumir que a preven&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia, depress&atilde;o e viol&ecirc;ncia nas pessoas idosas,  s&atilde;o quest&otilde;es priorit&aacute;rias, que n&atilde;o podem mais ser descuradas e carecem de uma resposta multidisciplinar &ndash; urgente  e articulada &ndash; poderemos pedir &agrave;s pessoas idosas que identifiquem e exijam melhores cuidados, denunciando a sua falta, garantindo que  podem envelhecer em seguran&ccedil;a. T&ecirc;m esse direito e devemos-lhes isso. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima (APAV). (2013). <i>Estat&iacute;sticas APAV &ndash; Relat&oacute;rio Anual  2013</i>. Acedido em Junho 2014 de <a href="http://www.apav.pt/estatisticas" target="_blank">http://www.apav.pt/estatisticas </a></p>     <!-- ref --><p>Ara&uacute;jo, F., Pais-Ribeiro, J., Oliveira, A., &amp; Pinto, C. (2007). Valida&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Barthel numa amostra de  idosos n&atilde;o institucionalizados. <i>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 25</i>, 59-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201500010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Barreto, J., Leuschner, A., Santos, F., &amp; Sobral, M. (2003). <i>Escala de depress&atilde;o geri&aacute;trica: Tradu&ccedil;&atilde;o  portuguesa da Geriatric Depression Scale, de Yesavage et al. </i>Lisboa: Grupo Estudos de Envelhecimento Cerebral e Dem&ecirc;ncias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201500010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bogalho, O., Lima, M. P., &amp; Ferreira-Alves, J. (2010). Maus-tratos e neglig&ecirc;ncia a pessoas idosas: Identifica&ccedil;&atilde;o e  caracteriza&ccedil;&atilde;o de casos no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia de um hospital central. <i>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de  Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>. Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201500010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>C&acirc;mara Municipal de Oeiras (CMO). (2012). <i>Carta social do concelho de Oeiras</i>. Oeiras: CMO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201500010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>C&acirc;mara Municipal de Oeiras (CMO). (2013). <i>PEMPI &ndash; Plano Estrat&eacute;gico Municipal para as Pessoas Idosas: 2013-2015</i>.  Oeiras: CMO. </p>     <!-- ref --><p>Carvalho, M. I. (2013). Cartografia das pol&iacute;ticas de combate &agrave; viol&ecirc;ncia em idosos. Um estudo explorat&oacute;rio.  <i>Research on Ageing and Social Policy, 1</i>, 54-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Carrilho, L., Gameiro, C., Pereira, A., &amp; Espanca, M. (2012). Envelhecer com qualidade &ndash; Estudo de rastreio em idosos  institucionalizados. <i>Anais do Clube Militar Naval, CXLII </i>(Julho-Dezembro 2012), 383-399. </p>     <p>Clancy, M., Mcdaid, B., O&rsquo;Neill, D., &amp; O&rsquo;Brien, J. D. (2011). National profiling of elder abuse referrals. <i>Age and Ageing,  40</i>, 346-352. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Censos 2011 Resultados Definitivos &ndash; Regi&atilde;o Lisboa. (2012). Retirado do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica &ndash; Statistics  Portugal. Dispon&iacute;vel em <a href="http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&amp;xpgid=ine_censos_publicacao_det&amp;contexto=pu&amp;PUBLICACOESpub_boui=156651739&amp;PUBLICACOESmodo=2&amp;selTab=tab1&amp;pcensos=61969554"  target="_blank">http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&amp;xpgid=ine_censos_publicacao_det&amp;contexto=pu&amp;PUBLICACOESpub_boui=156651739&amp;PUBLICACOESmodo=2&amp;selTab=tab1&amp;pcensos=61969554</a> </p>     <!-- ref --><p>Daly, J. M., Merchant, M. L., &amp; Jogerst, G. J. (2011). Elder abuse research: A systematic review. <i>Journal of Elder Abuse &amp; Neglect,  23</i>, 348-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Decreto-Lei n&ordm; 48/95 a 15 de Mar&ccedil;o C&oacute;digo Penal (n&ordm; 2 do artigo 10&ordm;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201500010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->) 1995. </p>     <!-- ref --><p>Dias, I. (2005). Envelhecimento e viol&ecirc;ncia contra idosos. <i>Revista da Faculdade de Letras: Sociologia, 15</i>, 249-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201500010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gil, A. P., Santos, A. J., Kislaya, I., &amp; Nicolau, R. (2014). <i>Envelhecimento e viol&ecirc;ncia</i>. Lisboa: Instituto Nacional Ricardo  Jorge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201500010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gil, A. P., &amp; Santos, A. J. (2012). Simbologias em torno do processo de envelhecer e da vitima&ccedil;&atilde;o: Um estudo qualitativo.  <i>Sociologia, Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, N&uacute;mero tem&aacute;tico: Envelhecimento demogr&aacute;fico</i>, 151-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Gil, A. P., &amp; Fernandes, A. A. (2011). &ldquo;No trilho da neglig&ecirc;ncia&hellip;&rdquo; configura&ccedil;&otilde;es explorat&oacute;rias  de viol&ecirc;ncia contra pessoas idosas. <i>Forum Sociol&oacute;gico, 21</i>, 111-120. </p>     <!-- ref --><p>Giro, A., &amp; Pa&uacute;l, C. (2013). Envelhecimento sensorial, decl&iacute;nio cognitivo e qualidade de vida no idoso com dem&ecirc;ncia.  <i>Atas de Gerontologia, 1</i>, 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201500010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Guerreiro, M., Silva, A. P., Botelho, M., Leit&atilde;o, O., Castro-Caldas, A., &amp; Garcia, C. (1994). Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;  popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da tradu&ccedil;&atilde;o do Mini Mental State Examination. <i>Revista Portuguesa de Neurologia, 1</i>, 9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201500010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Harbison, J., Coughlan, S., Beaulieu, M., Karabanow, J., VanderPlaat, M., Wildeman, S. et al. (2012). Understanding &ldquo;Elder Abuse and  Neglect&rdquo;: A critique of assumptions underpinning responses to the mistreatment and neglect of older people. <i>Journal of Elder Abuse &amp;  Neglect, 24</i>, 88-103. </p>     <!-- ref --><p>Johannesen, M., &amp; Logiudice, D. (2013). Elder abuse: A systematic review of risk factors in community-dwelling elders. <i>Age and Ageing,  42</i>, 292-298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201500010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Lowenstein, A. (2009). Elder abuse and neglect &ndash; &ldquo;Old Phenomenon&rdquo;: New directions for research, legislation, and service  developments. <i>Journal of Elder Abuse &amp; Neglect, 21</i>, 278-287. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maur&iacute;cio, I. (2010). O envelhecimento activo/depress&atilde;o em pessoas idosas: Que interven&ccedil;&atilde;o nos cuidados de  sa&uacute;de prim&aacute;rios em Portugal?. <i>Revista do Servi&ccedil;o de Psiquiatria do Hospital Fernando da Fonseca, 8</i>, 55-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201500010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Melchiorre, M. G., Chiatti, C., Lamura, G., Torres-Gonzalez, F., Stankunas, M., Lindert, J., . . . Soares, J. F. (2013). Social support,  socio-economic status, health and abuse among older people in seven European countries: Social support and elder abuse in Europe. <i>PLoS ONE, 8</i>,  ss. e54856. doi: 10.1371/journal.pone.0054856 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201500010000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de. (2013). Acedido em Junho 2014 de <a href="http://www.who.int/en/"  target="_blank">http://www.who.int/en/ </a></p>     <!-- ref --><p>Pa&uacute;l, C., Fonseca, A. M., Martin, I., &amp; Amado, J. (2005). Satisfa&ccedil;&atilde;o e qualidade de vida em idosos portugueses. In  C. Pa&uacute;l &amp; A. M. Fonseca (Eds.), <i>Envelhecer em Portugal: Psicologia, sa&uacute;de e presta&ccedil;&atilde;o de cuidados</i>  (pp. 77-98). Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201500010000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pires, S. (2009). <i>Viol&ecirc;ncia sobre idosos</i>. Amadora: C&acirc;mara Municipal da Amadora/Gabinete de A&ccedil;&atilde;o Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201500010000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Salgueiro, H. D. (2007). <i>Determinantes psicossociais da depress&atilde;o no idoso</i>. <i>Nursing, 222</i>, 7-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201500010000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, A., Nicolau, R., Fernandes, A. A., &amp; Gil, A. P. (2013). Preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia contra as pessoas idosas. Uma  revis&atilde;o cr&iacute;tica da literatura. <i>Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas, 72, </i>53-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201500010000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Schiamberg, L. B., Barboza, G. G., Oehmke, J., Zhang Z., Griffore, R. J., Weatherill, R. P. et al. (2011). Elder abuse in nursing homes:  An ecological perspective. <i>Journal of Elder Abuse &amp; Neglect, 23</i>, 190-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201500010000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Schmeidel, A. N., Daly, J. M., Rosenbaum, M. E., &amp; Schmuh, G. A. (2012). Healthcare professionals&rsquo; perspectives on barriers to elder  abuse detection and reporting in primary care settings. <i>Journal of Elder Abuse and Neglect, 24</i>, 17-36. </p>     <!-- ref --><p>Sibbald, B., &amp; Holroyd-Leduc, J. M. (2012). Protecting our most vulnerable elders from abuse. <i>Canadian Medical Asociation Journal,  184</i>, 1763.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201500010000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Teixeira, I. N. O., &amp; Neri, A.L. (2008). Envelhecimento bem-sucedido: Uma meta no curso da vida. <i>Psicologia USP, 19</i>, 81-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201500010000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vergueiro, M. E., &amp; Lima, M. P. (2010). O Ageism e os maus-tratos contra a pessoa idosa. <i>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de  Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>. Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201500010000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Weinmeyer, R. (2014). Health law statutes to combat elder abuse in nursing homes. <i>Virtual Mentor, American Medical Association Journal of  Ethics, 16</i>, 359-364.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-8231201500010000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Yaffe, M. J., &amp; Tazkarji, B. (2012). Understanding elder abuse in family practice. <i>Canadian Family Physician, 58</i>, 1336-1340.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-8231201500010000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Lu&iacute;sa Carrilho, Praceta de Luanda, n&ordm; 2, r/c Dto,  2780-018 Oeiras. E-mail: <a href="mailto:lcarrilho@gmail.com">lcarrilho@gmail.com</a></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>Financiado em parte pela F.C.T (PIHM/GC/0008/2008, SFRH/BPD/77199/2011) e pela Comiss&atilde;o para a Cidadania e Igualdade do G&eacute;nero.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 12/08/2013 Aceita&ccedil;&atilde;o: 04/02/2015 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTAS</p>     <p><Sup>1</Sup> Agradecemos aos idosos institucionalizados, &agrave;s suas fam&iacute;lias, &agrave;s  Dire&ccedil;&otilde;es dos lares Corpuscare Global Health Center, Casa Solar S&atilde;o Pedro, Casa de Repouso as Rosas, Casa de Repouso das  Palmeiras, Centro Social Paroquial de Oeiras, Casa de Repouso O Teu Ninho, Lar Casa Antiga, Casa do Parque, Casa de Repouso dos Arcos, Lar Casa de  Repouso Vila Mendes, Casa de Repouso da Marginal, Centro Social Nossa Senhora do Cabo-Lar e Centro de Dia Padre Dehon, Confer&ecirc;ncia Masculina  de Nossa Senhora das Gra&ccedil;as, bem como dos restantes que preferiram o anonimato. </p>     <p>Agradecemos a colabora&ccedil;&atilde;o da Dra. Mafalda Alexandre na recolha de informa&ccedil;&atilde;o junto dos idosos e do Prof. Doutor  Joaquim Pinto Coelho na supervis&atilde;o do tratamento estat&iacute;stico.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Segundo o Despacho Normativo n&ordm; 12/98, <i>considera-se lar para idosos o estabelecimento  em que sejam desenvolvidas atividades de apoio social a pessoas idosas atrav&eacute;s do alojamento coletivo, de utiliza&ccedil;&atilde;o  tempor&aacute;ria ou permanente, fornecimento de alimenta&ccedil;&atilde;o, cuidados de sa&uacute;de, higiene e conforto, fomentando o  conv&iacute;vio e propiciando a anima&ccedil;&atilde;o social e a ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos livres dos utentes. Os objetivos  espec&iacute;ficos dos lares para idosos passam por proporcionar servi&ccedil;os permanentes e adequados &agrave; problem&aacute;tica  bio-psico-social das pessoas idosas, contribuir para a estabiliza&ccedil;&atilde;o ou retardamento do processo de envelhecimento, criar  condi&ccedil;&otilde;es que permitam preservar e incentivar a rela&ccedil;&atilde;o intrafamiliar e potenciar a integra&ccedil;&atilde;o social. </i></p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Freguesia de Barcarena, Freguesia de Porto Salvo, Uni&atilde;o de Freguesias de Oeiras e  S&atilde;o Juli&atilde;o da Barra, Pa&ccedil;o de Arcos e Caxias, Uni&atilde;o de freguesias de Alg&eacute;s, Linda-a-Velha e Cruz-Quebrada,  Dafundo e Uni&atilde;o de Freguesias de Carnaxide Queijas. </p>      ]]></body><back>
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