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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comunicação com o/a parceiro/a sexual acerca de preocupações preventivas, auto-eficácia contracetiva e (in)satisfação sexual]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Sexual satisfaction has been related to communication with the partner and with contraceptive self-efficacy. This study aims to examine sex differences not only at sexual satisfaction, communication skills with a new sexual partner, and perception of contraceptive self-efficacy, but also the associations between these variables. The sample consisted of 537 college student (271 men and 267 women), aged between 18 and 25 years old and sexually active. Data were collected by Portuguese versions of Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction, Health Protective Sexual Communication Scale, e Contraceptive Self-Efficacy. Women have more communication skills with a new sexual partner and a higher contraceptive self-efficacy, though they are similar in sexual satisfaction level. Contraceptive self-efficacy is positively related to sexual satisfaction, however, this association in male participants is higher than in females. Contraceptive self-efficacy and communication skill with a new sexual partner are positively related, but just in women.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comunicação com parceiro sexual]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Auto-eficácia contracetiva]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Satisfação sexual]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o com o/a parceiro/a sexual acerca de preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas, auto-efic&aacute;cia contracetiva  e (in)satisfa&ccedil;&atilde;o sexual</b></p>     <p><b>Alice Pereira<sup>1</sup>, Marisalva F&aacute;vero<sup>1</sup>, Maria Adelina Barbosa-Ducharne<sup>2</sup>, Ana Isabel Almeida<sup>1</sup>,  Catarina Figueiredo<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>ISMAI &ndash; Instituto Universit&aacute;rio da Maia</p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A satisfa&ccedil;&atilde;o sexual tem sido relacionada com a comunica&ccedil;&atilde;o com o/a parceiro/a e com o sentido de auto-efic&aacute;cia  contracetiva. Este estudo pretende explorar diferen&ccedil;as entre homens e mulheres a n&iacute;vel da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual,  comunica&ccedil;&atilde;o com um/a novo/a parceiro/a e autoefic&aacute;cia contracetiva, e as rela&ccedil;&otilde;es evidenciadas entre elas.  Participaram 537 universit&aacute;rios (271 homens e 266 mulheres), dos 18 aos 25 anos e sexualmente ativos. Utilizaram-se as vers&otilde;es  portuguesas das escalas Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction &ndash; GRISS, Health Protective Sexual Comunication Scale, e Contaceptive  Self-Efficacy. Verificou-se que as mulheres apresentam maior capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o com um/a novo/a parceiro/a e maior  auto-efic&aacute;cia contracetiva, sem diferen&ccedil;as entre sexos na satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. A auto-efic&aacute;cia contracetiva  associa-se positivamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o sexual sendo, no entanto, essa associa&ccedil;&atilde;o mais elevada nos participantes  do sexo masculino do que nos do sexo feminino. A efic&aacute;cia contracetiva e a capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o com um/a novo/a  parceiro/a est&atilde;o tamb&eacute;m positivamente associadas, mas apenas nas mulheres.     <p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Comunica&ccedil;&atilde;o com parceiro sexual, Auto-efic&aacute;cia contracetiva, Satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Sexual satisfaction has been related to communication with the partner and with contraceptive self-efficacy. This study aims to examine sex  differences not only at sexual satisfaction, communication skills with a new sexual partner, and perception of contraceptive self-efficacy, but  also the associations between these variables. The sample consisted of 537 college student (271 men and 267 women), aged between 18 and 25 years  old and sexually active. Data were collected by Portuguese versions of Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction, Health Protective Sexual  Communication Scale, e Contraceptive Self-Efficacy. Women have more communication skills with a new sexual partner and a higher contraceptive  self-efficacy, though they are similar in sexual satisfaction level. Contraceptive self-efficacy is positively related to sexual satisfaction,  however, this association in male participants is higher than in females. Contraceptive self-efficacy and communication skill with a new sexual  partner are positively related, but just in women. </p>     <p><b>Key-words: </b>Communication with sexual partner, Contraceptive self-efficacy, Sexual satisfaction. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As atitudes sexuais que influenciaram (e influenciam) a viv&ecirc;ncia da sexualidade s&atilde;o explicadas atrav&eacute;s de dois grandes  paradigmas que dialogam entre dois p&oacute;los: o Repressor e o Democr&aacute;tico (tamb&eacute;m chamado Biogr&aacute;fico ou Profissional). Os  discursos subjacentes ao paradigma Repressor enfatizam o controlo, a repress&atilde;o e a obsess&atilde;o por temas de sexualidade e, portanto, a  normatiza&ccedil;&atilde;o do sexo (Arnal &amp; Llario, 2006; Ferreira, F&aacute;vero, &amp; Del Campo, 2014; G&oacute;mez-Zapiain,  Ortiz Baron,&#769;&amp; Eceiza, 2013). Recorrendo a instrumentos de educa&ccedil;&atilde;o, o controlo da sexualidade foi sendo conseguido  atrav&eacute;s de normas r&iacute;gidas de comportamento, influenciado pelas religi&otilde;es, marcado pelos costumes e consagrado nas leis (Frade,  Marques, Alverca, &amp; Vilar, 2010; Vila&ccedil;a, 2007, 2012). Dentro deste paradigma Repressor destacam-se a abordagem Impositiva (que se baseia  na cren&ccedil;a de que existe uma &uacute;nica forma adequada de viver a sexualidade e, portanto, tem dificuldade em reconhecer o direito &agrave;  diversidade) e a M&eacute;dico-Preventiva (centrada na preven&ccedil;&atilde;o e nos riscos, descurando os aspetos econ&oacute;micos,  pol&iacute;ticos, sociais e culturais) (L&oacute;pez, 2005; Pereira, 2013). </p>     <p>O paradigma Democr&aacute;tico, em que baseia a presente investiga&ccedil;&atilde;o, faz refer&ecirc;ncia &agrave; abordagem positiva da  sexualidade, baseando-se na premissa de que cada pessoa pode viver a sua sexualidade de forma livre, saud&aacute;vel e respons&aacute;vel tendo em  conta o seu bem-estar e dos outros (L&oacute;pez, 2005; Pereira, 2013; Vila&ccedil;a, 2012). Neste paradigma destacam-se as abordagens  Ecol&oacute;gicas, que dirigem o seu foco para as popula&ccedil;&otilde;es e comunidades (Aral &amp; Gorbach, 2002; Jensen, 2000) e do  Desenvolvimento Pessoal (Vaz, Vilar, &amp; Cardoso, 1996). </p>     <p>A abordagem de Desenvolvimento Pessoal, de especial relev&acirc;ncia para o presente estudo, faz refer&ecirc;ncia a um conceito hol&iacute;stico  de sexualidade, visto que integra as dimens&otilde;es biol&oacute;gica (anatomia/fisiologia da sexualidade e reprodu&ccedil;&atilde;o, resposta  sexual humana); psicol&oacute;gica (identidade de g&eacute;nero, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, autoimagem, constru&ccedil;&atilde;o da  identidade sexual e processo relacional); e social (valores e atitudes, modelos morais) (Pereira, 2013). Assim sendo, advoga o direito a viver a  sexualidade como um dos elementos que podem promover o bem-estar, dando &ecirc;nfase &agrave; sexualidade como uma caracter&iacute;stica que se  desenvolve ao longo de todo o ciclo vital e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o pessoal da sexualidade. </p>     <p>Nesta perspetiva, a forma como se vive a sexualidade poder&aacute; sofrer a interfer&ecirc;ncia de diversos aspetos, entre outros, da capacidade  de usufruir todo o prazer que lhe est&aacute; inerente, evitando poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias negativas, como uma gravidez n&atilde;o  desejada ou uma infe&ccedil;&atilde;o sexualmente transmiss&iacute;vel (Dias &amp; Gomes, 2000; Tiefer, 2002, 2003). N&iacute;veis elevados de  auto-efic&aacute;cia contracetiva (Levinson, Wan, LuAnn, &amp; Beamer, 1998), bem como uma boa capacidade de abordar com um novo parceiro  preocupa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a sa&uacute;de sexual (Catania, 1998) aumentam a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de comportamentos  preventivos. Levanta-se a quest&atilde;o de saber se tamb&eacute;m se traduzem em maior satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma boa parte dos homens e mulheres dizem-se satisfeitos quanto &agrave; forma como vivem a sua sexualidade (Higgins, Mullinax, Trussell,  Davidson, &amp; Moore, 2011; Pascoal, 2012; Vilarinho, 2010), ou seja, fazem uma atribui&ccedil;&atilde;o positiva &agrave; qualidade da sua  viv&ecirc;ncia sexual (Holmberg &amp; Blair, 2009). Contudo, apesar de amplamente estudada (Pechorro, Diniz, &amp; Vieira, 2009), n&atilde;o  h&aacute; concord&acirc;ncia quanto &agrave;s diferen&ccedil;as nos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o sexual dos homens (Smith et al.,  2011) e das mulheres (Holmberg &amp; Blair, 2009). Por outro lado, assuntos relacionados com pr&aacute;ticas sexuais no &acirc;mbito da sexualidade  feminina t&ecirc;m sido negligenciados, levando &agrave; subestima&ccedil;&atilde;o da capacidade da mulher sentir satisfa&ccedil;&atilde;o sexual  atrav&eacute;s do envolvimento numa pan&oacute;plia de atividades sexuais, nem sempre relacionadas apenas com a obten&ccedil;&atilde;o de orgasmo  (Holmberg &amp; Blair, 2009; Vilarinho, 2010). Ou seja, os fatores que contribuem para que homem e mulher se sintam satisfeitos/as com a sua  rela&ccedil;&atilde;o afetiva (n&atilde;o s&oacute;, mas tamb&eacute;m sexual) podem n&atilde;o ser os mesmos (Traeen, 2010). </p>     <p>Manter uma atividade sexual saud&aacute;vel implica a capacidade de negociar o uso de contracetivos com parceiros/as (Basen-Engquist &amp;  Parcel, 1992). A comunica&ccedil;&atilde;o com o/a parceiro/a sexual, sobretudo acerca da sexualidade, foi ainda associada a uma maior  satisfa&ccedil;&atilde;o com a sua rela&ccedil;&atilde;o afetiva (Timm &amp; Keiley, 2011; Widman, Welsh, McNulty, &amp; Litle, 2006), sexual  (Byers, 2005) e a uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos contracetivos (Widman et al., 2006). </p>     <p>A auto-efic&aacute;cia tem-se revelado fundamental para que as pessoas se empenhem em apresentar determinados comportamentos, o que  tamb&eacute;m parece aplicar-se na &aacute;rea do comportamento sexual, entre outros na utiliza&ccedil;&atilde;o de contrace&ccedil;&atilde;o  (Catania et al., 1989). Para Catania e colaboradores (1989), a autoefic&aacute;cia est&aacute; muito ligada &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de  custos e benef&iacute;cios, fundamental para que a pessoa se empenhe em ter determinado comportamento. Basen-Engquist e Parcel (1992) e Cardoso  (1999) conclu&iacute;ram que contribui de modo significativo para explicar as inten&ccedil;&otilde;es e comportamentos sexuais, particularmente no  dom&iacute;nio do uso do preservativo. Por outro lado, segundo Figueiredo (2005), o comportamento sexual pode alterar-se mediante a cren&ccedil;a  de que a pessoa tem o controlo sobre a rela&ccedil;&atilde;o, afetando, por exemplo, a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos preventivos. </p>     <p>Em suma, a literatura centrada na explora&ccedil;&atilde;o de preditores da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual tem avan&ccedil;ado na  identifica&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis significativas, mas pouco se sabe acerca das diferen&ccedil;as entre homens e mulheres neste campo,  e muito pouco se sabe ainda sobre como esta se relaciona com duas das vari&aacute;veis que est&atilde;o ligadas a comportamentos preventivos,  nomeadamente a auto-efic&aacute;cia contracetiva e a comunica&ccedil;&atilde;o com um novo parceiro acerca de preocupa&ccedil;&otilde;es  preventivas. </p>     <p>O presente estudo tem como objetivo explorar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as associadas ao sexo a n&iacute;vel da  satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, da comunica&ccedil;&atilde;o com o/a parceiro/a numa primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual acerca de  preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas e da auto-efic&aacute;cia contracetiva, ambos concebidos &agrave; luz do Paradigma Democr&aacute;tico, mas  especificamente, da abordagem Desenvolvimental, numa amostra de estudantes universit&aacute;rios portugueses/as. Pretende ainda explorar as  rela&ccedil;&otilde;es entre satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, auto-efic&aacute;cia contracetiva e comunica&ccedil;&atilde;o acerca de  preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas com um/a novo/a parceiro/a. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>Participaram neste estudo 537 estudantes do Ensino Superior, 271 (50.5%) do sexo masculino e 266 (49.5%) do sexo feminino. Os/As participantes  t&ecirc;m idades entre os 18 e os 25 anos (<i>M</i>=20.60, <i>DP</i>=1.85), com atividade sexual j&aacute; iniciada e heterossexuais. Os dados  foram recolhidos em diversas Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior do Norte e Centro de Portugal, atrav&eacute;s de amostragem n&atilde;o  probabil&iacute;stica de tipo acidental, ou seja, por conveni&ecirc;ncia (Cozby, 2003). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos </i></p>     <p>Os dados foram recolhidos atrav&eacute;s das vers&otilde;es portuguesas de Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction &ndash; GRISS (Rust  &amp; Golombok (1986), Health Protective Sexual Comunication Scale (Cat&acirc;nia, 1998), e Contaceptive Self-Efficacy (Levinson et al., 1998). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Golombok Rust Inventory of Sexual Satisfaction &ndash; GRISS </i>(Rust &amp; Golombok, 1986) pretende avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos  homens e mulheres acerca do relacionamento sexual, numa rela&ccedil;&atilde;o heterossexual. &Eacute; constitu&iacute;da por 28 quest&otilde;es  podendo, cada uma delas, ser respondida de acordo com uma escala tipo Lickert, de 5 pontos, em fun&ccedil;&atilde;o de cinco classes:  &ldquo;Nunca&rdquo; (1), &ldquo;Quase nunca&rdquo;, &ldquo;Ocasionalmente&rdquo;, &ldquo;Habitualmente&rdquo;, &ldquo;Sempre&rdquo; (5). Existem  duas vers&otilde;es: uma feminina e uma masculina, com itens adaptados a cada sexo. Alguns dos itens apresentam cota&ccedil;&atilde;o invertida. </p>     <p>Os resultados produzidos correspondem a um score total e a sete dimens&otilde;es constituintes. O score total corresponde a um &iacute;ndice de  (in)satisfa&ccedil;&atilde;o sexual que, por raz&otilde;es pr&aacute;ticas ser&aacute;, neste estudo, referida de forma resumida como  &ldquo;(in)satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. As sete dimens&otilde;es incluem cinco escalas ou dimens&otilde;es comuns &agrave;s duas  vers&otilde;es, masculina e feminina (apesar de a reda&ccedil;&atilde;o dos itens poder ser ligeiramente diferente) e mais duas dimens&otilde;es  espec&iacute;ficas para cada vers&atilde;o, e correspondem, cada uma delas, a poss&iacute;veis raz&otilde;es de insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </p>     <p>As cinco dimens&otilde;es comuns incluem: &ldquo;N&atilde;o atividade&rdquo; (baixa frequ&ecirc;ncia com que tem rela&ccedil;&otilde;es  sexuais), &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (dificuldade de referir o que apreciam mais, e perguntar o que os/as parceiros/as  apreciam mais), &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (relacionada com a pouca variedade da vida sexual, aus&ecirc;ncia de amor e afeto,  insatisfa&ccedil;&atilde;o durante as car&iacute;cias ou durante a rela&ccedil;&atilde;o sexual), &ldquo;Evitamento&rdquo; (exist&ecirc;ncia de  situa&ccedil;&otilde;es em que h&aacute; desagrado, recusa ou evitamento do relacionamento sexual) e &ldquo;N&atilde;o Sensualidade&rdquo;  (desprazer em ser tocado ou tocar o/a companheiro/a). As dimens&otilde;es espec&iacute;ficas da vers&atilde;o feminina s&atilde;o  &ldquo;Anorgasmia&rdquo; (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo, com penetra&ccedil;&atilde;o ou com estimula&ccedil;&atilde;o  clitoridiana) e &ldquo;Vaginismo&rdquo; (desconforto ou incapacidade de penetra&ccedil;&atilde;o de um dedo ou do p&eacute;nis na vagina, devido a  contra&ccedil;&atilde;o muscular). As dimens&otilde;es espec&iacute;ficas da vers&atilde;o masculina s&atilde;o &ldquo;Ejacula&ccedil;&atilde;o  precoce&rdquo; (tens&atilde;o anterior &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sexuais e rapidez na ejacula&ccedil;&atilde;o), e  &ldquo;Impot&ecirc;ncia&rdquo; (dificuldade de excita&ccedil;&atilde;o, dificuldade de obter ou manter a ere&ccedil;&atilde;o durante as  rela&ccedil;&otilde;es sexuais). </p>     <p>O resultado global &eacute; dado pelo somat&oacute;rio de todas as dimens&otilde;es, com exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o  insatisfa&ccedil;&atilde;o (Rust &amp; Golombok, 1986). Valores elevados em cada uma das dimens&otilde;es e no total correspondem a maior  insatisfa&ccedil;&atilde;o sexual. Na interpreta&ccedil;&atilde;o dos valores das dimens&otilde;es, quanto maior for a pontua&ccedil;&atilde;o de  cada uma delas, maior &eacute; a sua contribui&ccedil;&atilde;o para a Insatisfa&ccedil;&atilde;o Sexual. </p>     <p>A vers&atilde;o feminina encontra-se traduzida e adaptada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Vilarinho, 2010; Vilarinho &amp; Nobre,  2006) e a vers&atilde;o masculina encontra-se apenas traduzida (Vilarinho &amp; Nobre, 2006). </p>     <p>No presente estudo, no que diz respeito &agrave; vers&atilde;o feminina, o total apresentou um bom n&iacute;vel de consist&ecirc;ncia interna,  com o valor de &alpha;=.85. No que toca aos fatores, com exce&ccedil;&atilde;o do fator &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que  apresentou um valor de &alpha;=.21, todos os n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna variam entre &alpha;=.59 (N&atilde;o sensualidade) e  &alpha;=.74 (N&atilde;o atividade). Na vers&atilde;o masculina, o total apresentou um valor de &alpha;=.83, enquanto que nos fatores (com  exce&ccedil;&atilde;o do fator &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que apresenta um valor de &alpha;=.08), todos os n&iacute;veis  de consist&ecirc;ncia interna variam entre &alpha;=.47 (Impot&ecirc;ncia) e &alpha;=.67 (Ejacula&ccedil;&atilde;o precoce). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Health Protective Sexual Comunication Scale </i>(Catania, 1998), pretende avaliar a frequ&ecirc;ncia com que os/as participantes  sexualmente ativos/as abordam temas relacionados com a preven&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de sexual, com um/a novo/a parceiro/a, numa primeira  rela&ccedil;&atilde;o sexual. </p>     <p>Os itens relacionam-se com preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas associadas ao sexo seguro, hist&oacute;ria sexual e uso de contracetivos. Esta  &eacute; constitu&iacute;da por 10 itens, a serem respondidos segundo uma escala tipo Lickert, de 6 pontos, em fun&ccedil;&atilde;o de 6 classes:  &ldquo;Sempre&rdquo; (1), &ldquo;Quase sempre&rdquo; (2), &ldquo;Por vezes&rdquo; (3), &ldquo;Nunca&rdquo; (4), &ldquo;N&atilde;o sei&rdquo; (5), e  &ldquo;Recusa em responder&rdquo; (6). </p>     <p>O score total &eacute; calculado atrav&eacute;s do somat&oacute;rio de todos os itens. Valores mais elevados representam uma maior capacidade de  comunica&ccedil;&atilde;o consistente, com um novo parceiro, numa primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual, acerca de temas relacionados com a  sexualidade. Por raz&otilde;es pr&aacute;ticas, esta vari&aacute;vel ser&aacute;, neste estudo, referida, de forma resumida como  &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. </p>     <p>Os estudos de Catania (1998) foram realizados com 320 participantes (165 do sexo feminino e 155 do sexo masculino), entre os 18 e os 49 anos, de  diversas etnias e graus de ensino e revelaram uma boa consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.84). Os estudos de validade revelam que valores mais  elevados na escala estavam significativamente relacionados com um maior uso do preservativo e menor n&uacute;mero de parceiros/as e uso de  &aacute;lcool antes das rela&ccedil;&otilde;es sexuais. </p>     <p>A escala foi traduzida e adaptada para o presente estudo, e apresentou uma consist&ecirc;ncia interna bastante aceit&aacute;vel (&alpha;=0.87;  Hair, Anderson, Tath, &amp; Black, 1998). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Contraceptive Self-Efficacy </i>(Levinson, 1998) &eacute; constitu&iacute;do por 18 itens, e pretende avaliar a for&ccedil;a da  convic&ccedil;&atilde;o que pessoas sexualmente ativas t&ecirc;m face &agrave; sua capacidade para dever/poder controlar aspetos subjacentes  &agrave; prote&ccedil;&atilde;o durante as rela&ccedil;&otilde;es sexuais. A vers&atilde;o traduzida por Roque (2001), utilizada neste estudo,  &eacute; constitu&iacute;da por 10 itens (itens com cota&ccedil;&atilde;o invertida: 4, 5, 6, 7, 8), em que cada um deles pode ser respondido  segundo uma escala tipo Lickert, de 5 pontos, em fun&ccedil;&atilde;o de cinco classes. Neste estudo optou-se pela forma de resposta: 1 &ndash;  &ldquo;Totalmente em desacordo&rdquo; a 5 &ndash; &ldquo;Totalmente de acordo&rdquo; de modo que a uma pontua&ccedil;&atilde;o mais elevada  correspondesse uma maior efic&aacute;cia contracetiva. </p>     <p>A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna da vers&atilde;o utilizada revelou, neste estudo, um valor de &alpha;=0.65. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimentos </i></p>     <p>O projeto de investiga&ccedil;&atilde;o foi aprovado Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Faculdade de Psicologia Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto. </p>     <p>Depois de obter as autoriza&ccedil;&otilde;es dos respons&aacute;veis das Universidades, os/as participantes foram abordados durante as aulas,  foram-lhes explicados os objetivos do estudo, o car&aacute;cter an&oacute;nimo e confidencial dos dados recolhidos, foram obtidos os Termos de  Consentimento Livre e Esclarecido assinados e foram dadas instru&ccedil;&otilde;es de preenchimentos. Os dados foram analisados atrav&eacute;s do  programa SPSS Statistics 20 para realiza&ccedil;&atilde;o de estat&iacute;sticas descritivas, e inferenciais. As estat&iacute;sticas inferenciais  realizadas inclu&iacute;ram testes de diferen&ccedil;as entre m&eacute;dias (<i>t</i>-Student) e Correla&ccedil;&otilde;es de Pearson. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados </b></p>     <p>A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta as estat&iacute;sticas descritivas relativas &agrave;s diversas vari&aacute;veis estudadas  (Comunica&ccedil;&atilde;o, Auto-efic&aacute;cia Contracetiva, e (In)Satisfa&ccedil;&atilde;o Sexual), bem como as diferen&ccedil;as entre sexos  verificadas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a05t1.jpg" width="580" height="254"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que se refere &agrave; vari&aacute;vel &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, os 374 participantes (180 do sexo feminino, 194 do sexo  masculino) que preencheram todos os itens da escala, apresentaram valores entre 10 e 40, com uma m&eacute;dia de 25.80 (<i>DP</i>=7.83). As  participantes do sexo feminino apresentam uma m&eacute;dia superior (<i>M</i>=27.78, <i>DP=</i>7.82) aos participantes do sexo masculino  (<i>M</i>=23.97, <i>DP=</i>7.40), diferen&ccedil;a essa que se revela estatisticamente significativa, com <i>t</i>(372)=4.847, <i>p</i>=0.000. </p>     <p>Na vari&aacute;vel &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo;, os 518 participantes (258 mulheres e 260 homens) que preencheram todos os  itens da escala, apresentaram valores entre 10 e 42, com uma m&eacute;dia de 37.02 (<i>DP=</i>5.36). As mulheres apresentaram uma m&eacute;dia  superior (<i>M</i>=39.0, <i>DP</i>=4.97) aos homens (<i>M</i>=.35.06, <i>DP</i>=5.00), diferen&ccedil;a essa que se revela estatisticamente  significativa, com <i>t</i>(516)=9.009, <i>p</i>=.000. </p>     <p>Quanto &agrave; vari&aacute;vel &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, os 447 participantes que preencheram todos os itens, apresentaram  valores entre 1 e 52, com uma m&eacute;dia de 18.92 (<i>DP</i>=18.92), revelando n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o sexual elevados  (j&aacute; que os valores podem ir at&eacute; 96 que significaria o m&aacute;ximo de insatisfa&ccedil;&atilde;o). As diferen&ccedil;as encontradas  entre mulheres e homens n&atilde;o foram consideradas estatisticamente significativas (<i>p</i>&ge;05). </p>     <p>Analisando, no entanto, cada um dos fatores que comp&otilde;e a escala de (In)satisfa&ccedil;&atilde;o Sexual (<a href="#t2">Tabela 2</a>)  verifica-se que as mulheres apresentam valores mais baixos que os homens nas dimens&otilde;es &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;  [<i>M</i>=2.06, <i>DP</i>=1.69, nas mulheres, 2.42, <i>DP</i>=1.69, no caso dos homens, <i>t</i>(516)=-2.404, <i>p</i>=.017] e  &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; [<i>M</i>=2.66, <i>DP</i>=2.68, nas mulheres, <i>M</i>=4.12, <i>DP=</i>2.85 no caso dos homens  <i>t</i>(509)=5.981, <i>p</i>=.000]. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a05t2.jpg" width="580" height="248"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que toca aos fatores espec&iacute;ficos de cada sexo, as mulheres apresentam, na vari&aacute;vel &ldquo;Anorgasmia&rdquo;, uma m&eacute;dia  de 4.13 (<i>DP</i>=2.58), e no fator &ldquo;Vaginismo&rdquo;, uma m&eacute;dia de 4.08 (<i>DP</i>=3.01). Os homens apresentam, no fator  &ldquo;Ejacula&ccedil;&atilde;o Precoce&rdquo; uma m&eacute;dia de 4.11 (<i>DP</i>=2.65) e no &ldquo;Impot&ecirc;ncia&rdquo;, uma m&eacute;dia de  3.24 (<i>DP</i>=2.22). </p>     <p>Apesar de os valores associados a cada dimens&atilde;o da (In)Satisfa&ccedil;&atilde;o Sexual serem baixos, em ambos os sexos h&aacute;  determinados fatores que parecem ter um peso relativo maior. Entre as mulheres, as causas de maior insatisfa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, por ordem  decrescente: (a)&ldquo;N&atilde;o atividade&rdquo;, com uma m&eacute;dia de 3.24; (b)&ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, com uma  m&eacute;dia de 2.06 (ambos os fatores com um valor m&aacute;ximo poss&iacute;vel de 8); (c) &ldquo;Anorgasmia&rdquo;, com uma m&eacute;dia de  4.13; e (d) &ldquo;Vaginismo&rdquo;, com uma m&eacute;dia de 4.08 (os dois &uacute;ltimos fatores com um valor m&aacute;ximo poss&iacute;vel de  16). Entre os homens: (a) &ldquo;N&atilde;o atividade&rdquo; com uma m&eacute;dia de 3.13; (b) &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;,  com uma m&eacute;dia de 2.42) (ambos os fatores com um valor m&aacute;ximo poss&iacute;vel de 8); (c) &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, com  uma m&eacute;dia de 4.12; e (d) &ldquo;Ejacula&ccedil;&atilde;o precoce&rdquo;, com 4.12 (os dois &uacute;ltimos fatores com um valor m&aacute;ximo  poss&iacute;vel de 16). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisando as correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis estudadas (Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson), no grupo de mulheres  (<a href="#t3">Tabela 3</a>), a &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo; encontra-se correlacionada positivamente com a  &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=.285, <i>p</i>=.000), e negativamente com &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;  (<i>r</i>=-.291, <i>p</i>=.000). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a05t3.jpg" width="576" height="161"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No grupo de homens (<a href="#t3">Tabela 3</a>) apenas se encontrou correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a &ldquo;Auto-efic&aacute;cia  contracetiva&rdquo; e a &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=.407, <i>p</i>=.000). </p>     <p>Para perceber melhor quais as dimens&otilde;es da &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; que se relacionam com as vari&aacute;veis  &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo; procedeu-se a uma an&aacute;lise de  correla&ccedil;&otilde;es (<a href="#t4">Tabela 4</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n2/33n2a05t4.jpg" width="576" height="239"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Tal como j&aacute; verificado, nas mulheres a &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e a &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo;  encontram-se correlacionada negativamente com a &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Analisando as correla&ccedil;&otilde;es entre a  &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e as dimens&otilde;es subjacentes &agrave; &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, verifica-se que  s&atilde;o negativas respeitante &agrave; dimens&atilde;o &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=-.270, <i>p</i>=.000) e  &agrave; dimens&atilde;o &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=-.158, <i>p</i>=.037). Por outro lado, s&atilde;o negativas as  correla&ccedil;&otilde;es entre a &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo; e quase todas as dimens&otilde;es da  &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (com exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o &ldquo;N&atilde;o atividade&rdquo;, com quem n&atilde;o  apresentou correla&ccedil;&atilde;o significativa): &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=-.224, <i>p</i>=.000),  &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=-.345, <i>p</i>=.000), &ldquo;Evitamento&rdquo; (<i>r</i>=-.283, <i>p</i>=.000) e  &ldquo;N&atilde;o Sensualidade&rdquo; (<i>r</i>=-.352, <i>p</i>=.000) &ldquo;Anorgasmia&rdquo; (<i>r</i>=-.172, <i>p</i>=.007) e  &ldquo;Vaginismo&rdquo; (<i>r</i>=-.193, <i>p</i>=.003). As dimens&otilde;es que apresentam uma maior correla&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a  &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, a &ldquo;N&atilde;o sensualidade&rdquo;. </p>     <p>Nos homens, tal como j&aacute; referido, verificou-se correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a &ldquo;Auto-efic&aacute;cia  contracetiva&rdquo; e a &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas n&atilde;o entre a &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e a  &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Analisando as correla&ccedil;&otilde;es entre &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;,  &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo;, e as dimens&otilde;es subjacentes &agrave; &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, por um  lado, verificou-se a aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o significativa entre a &ldquo;Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; e todas as  dimens&otilde;es de &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o); por outro lado, encontraram-se correla&ccedil;&otilde;es negativas entre  &ldquo;Auto-efic&aacute;cia contracetiva&rdquo; e quase todas as dimens&otilde;es da &ldquo;(In)Satisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (com  exce&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o &ldquo;N&atilde;o atividade&rdquo;, com quem n&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o  significativa): &ldquo;N&atilde;o comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>r</i>=-.256, <i>p</i>=.000), &ldquo;Insatisfa&ccedil;&atilde;o&rdquo;  (<i>r</i>=-.281, <i>p</i>=.000), &ldquo;Evitamento&rdquo; (<i>r</i>=-.317, <i>p</i>=.000) e &ldquo;N&atilde;o Sensualidade&rdquo; (<i>r</i>=-.333,  <i>p</i>=.000), &ldquo;Ejacula&ccedil;&atilde;o precoce&rdquo; (<i>r</i>=-.294, <i>p</i>=.000) e &ldquo;Impot&ecirc;ncia&rdquo; (<i>r</i>=-.310,  <i>p</i>=.000). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>No que diz respeito &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, e especificamente &agrave; diferen&ccedil;a entre homens e mulheres, parece  n&atilde;o existir consenso nem resultados conclusivos na literatura existente. Algumas investiga&ccedil;&otilde;es verificaram maiores  n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o sexual nos homens (Smith et al., 2011), enquanto outras verificaram n&iacute;veis superiores nas mulheres  no que respeita a diversos comportamentos sexuais, n&atilde;o necessariamente relacionados com a obten&ccedil;&atilde;o de orgasmo (Holmberg &amp;  Blair, 2009). </p>     <p>Apesar de apresentar algumas limita&ccedil;&otilde;es (nomeadamente o facto de os participantes serem estudantes universit&aacute;rios,  constituindo uma amostra de conveni&ecirc;ncia, e o facto de alguns valores de &alpha; das dimens&otilde;es da escala de  (In)Satisfa&ccedil;&atilde;o apresentarem valores inferiores a .60), o presente estudo contribui para uma melhor compreens&atilde;o da  rela&ccedil;&atilde;o existente entre as vari&aacute;veis estudadas. </p>     <p>O presente estudo aponta para uma satisfa&ccedil;&atilde;o sexual elevada, corroborando diversos estudos anteriores (Higgins et al., 2011;  Pascoal, 2012; Vilarinho, 2010) e para uma igualdade dos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o em ambos os sexos. </p>     <p>Os n&iacute;veis especialmente elevados de satisfa&ccedil;&atilde;o sexual podem dever-se ao facto de a amostra ser constitu&iacute;da por  jovens entre os 18 e os 25 anos, solteiros e com grau de escolaridade elevado, vari&aacute;veis estas que segundo Vilarinho (2010) parecem estar  associadas, nas mulheres, &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o sexual. </p>     <p>Apesar de n&atilde;o haver diferen&ccedil;as na satisfa&ccedil;&atilde;o sexual geral, analisando as v&aacute;rias dimens&otilde;es que a  comp&otilde;e verifica-se que as mulheres se consideram mais capazes de, durante as rela&ccedil;&otilde;es sexuais, referirem o que querem e  questionarem o que o/a parceiro/a quer, bem como referem maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a variedade da vida sexual, presen&ccedil;a de amor ou  afeto e apre&ccedil;o pelas car&iacute;cias. Se &eacute; verdade que cada um dos fatores de insatisfa&ccedil;&atilde;o obt&eacute;m uma  pontua&ccedil;&atilde;o baixa, h&aacute;, no entanto, alguns que parecem ter um peso relativo maior, consoante o sexo dos/a participantes. Em ambos  os sexos, os fatores mais referenciados e mais respons&aacute;veis pelos n&iacute;veis de insatisfa&ccedil;&atilde;o parecem ser, por ordem  decrescente: (1) a baixa frequ&ecirc;ncia com que t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es sexuais e (2) a dificuldade de referir o que apreciam mais, e  perguntar o que os parceiros apreciam mais durante as rela&ccedil;&otilde;es sexuais. Nas participantes do sexo feminino, de seguida surgem: (3) a  dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo, com penetra&ccedil;&atilde;o/estimula&ccedil;&atilde;o clitoridiana; e (4) o  desconforto/incapacidade de penetra&ccedil;&atilde;o de um dedo/p&eacute;nis na vagina devido a contra&ccedil;&atilde;o muscular. Nos participantes  do sexo masculino, de seguida surgem: (3) as situa&ccedil;&otilde;es relacionadas com a pouca variedade da vida sexual, aus&ecirc;ncia de amor e  afeto, insatisfa&ccedil;&atilde;o durante as car&iacute;cias e na rela&ccedil;&atilde;o sexual; e (4) tens&atilde;o anterior &agrave;s  rela&ccedil;&otilde;es sexuais e rapidez na ejacula&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, com um/a novo/a parceiro/a, numa primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual, com  preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas, as participantes do sexo feminino apresentam valores mais elevados, pelo que parece ser-lhes mais  f&aacute;cil, neste tipo de situa&ccedil;&atilde;o, manifestarem as suas preocupa&ccedil;&otilde;es com a sua sa&uacute;de. </p>     <p>Analisando os dados referentes &agrave; auto-efic&aacute;cia contraceptiva, verificaram-se diferen&ccedil;as significativas entre os sexos. As  mulheres acreditam ter maior capacidade para dever/poder controlar aspectos subjacentes &agrave; prote&ccedil;&atilde;o durante as  rela&ccedil;&otilde;es sexuais, do que os homens. </p>     <p>No que diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es encontradas entre as vari&aacute;veis, no grupo de mulheres, o sentimento de  auto-efic&aacute;cia contracetiva est&aacute; associado a uma maior comunica&ccedil;&atilde;o com um/a novo/a parceiro/a, numa primeira  rela&ccedil;&atilde;o sexual, com preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas, estando tamb&eacute;m associado a maior satisfa&ccedil;&atilde;o sexual  (apesar de ser uma correla&ccedil;&atilde;o positiva baixa). Esta associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se verifica nos participantes homens. </p>     <p>Uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o sexual encontra-se associada a uma maior auto-efic&aacute;cia contracetiva, tanto nas mulheres, como nos  homens. Fazendo esta an&aacute;lise tendo em conta as dimens&otilde;es da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, verifica-se que a auto-efic&aacute;cia  contracetiva n&atilde;o se encontra associada &agrave; frequ&ecirc;ncia com que t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es sexuais, mas encontra-se associada  a todas as outras dimens&otilde;es. Ou seja, um maior sentimento de auto-efic&aacute;cia contracetiva est&aacute; associado a: (i) maior facilidade  em referirem o que apreciam mais, e perguntarem o que os/a parceiros/a apreciam mais; (ii) maior variedade da vida sexual, presen&ccedil;a de amor  e afeto, e satisfa&ccedil;&atilde;o durante as car&iacute;cias e na rela&ccedil;&atilde;o sexual; (iii) aus&ecirc;ncia de desagrado, recusa ou  evitamento ao relacionamento sexual; (iv) prazer em ser tocado e tocar o/a companheiro/a. Nas participantes do sexo feminino, valores mais elevados  de auto-efic&aacute;cia contracetiva est&atilde;o ainda associados a: (v) menores dificuldades ou incapacidade de atingir o orgasmo; e (vi) menor  desconforto/incapacidade de penetra&ccedil;&atilde;o por contra&ccedil;&atilde;o muscular. No grupo de homens, valores mais elevados a n&iacute;vel  da auto-efic&aacute;cia contracetiva est&atilde;o ainda associados a: (v) menor tens&atilde;o anterior &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es sexuais e  menos ejacula&ccedil;&atilde;o precoce; e (vi) menores dificuldades de excita&ccedil;&atilde;o e de obter ou manter ere&ccedil;&atilde;o durante as  rela&ccedil;&otilde;es sexuais. </p>     <p>Tanto nas participantes do sexo feminino, como nos do sexo masculino, n&atilde;o se verificaram associa&ccedil;&otilde;es significativas entre a  satisfa&ccedil;&atilde;o sexual e a capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o, com um/a novo/a parceiro/a, numa primeira rela&ccedil;&atilde;o  sexual, acerca de preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas. Estes dados parecem ir contra as conclus&otilde;es de Traeen (2010) e Timm e Keiley  (2011), sendo que, nas suas investiga&ccedil;&otilde;es a vari&aacute;vel comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais ampla do que a utilizada no  presente estudo (j&aacute; que envolve comunica&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de intimidade e n&atilde;o apenas acerca de  preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas). </p>     <p>No entanto, quando se analisam as associa&ccedil;&otilde;es com as dimens&otilde;es da satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, no grupo de homens,  continua a n&atilde;o se encontrar qualquer associa&ccedil;&atilde;o, mas no caso das mulheres encontraram-se associa&ccedil;&otilde;es  significativas entre esta capacidade de comunica&ccedil;&atilde;o e dois dos fatores. Ou seja, maiores valores na capacidade de comunicar com um  novo parceiro, numa primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual, acerca de preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas est&aacute; relacionado com: (a) uma  maior capacidade de, durante a rela&ccedil;&atilde;o sexual dizer o que deseja, ou perguntar ao outro o que deseja; e (b) com uma maior variedade  da vida sexual, presen&ccedil;a de amor e afeto, e satisfa&ccedil;&atilde;o durante as car&iacute;cias e na rela&ccedil;&atilde;o sexual. </p>     <p>Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre comunica&ccedil;&atilde;o e auto-efic&aacute;cia contracetiva que os nossos resultados indiciam,  parece-nos pertinente que, no futuro, se possa aprofundar estas conclus&otilde;es, de forma a investir na implementa&ccedil;&atilde;o de  a&ccedil;&otilde;es preventivas. Estas devem ser capazes de promover uma evolu&ccedil;&atilde;o positiva entre maiores &iacute;ndices de  comunica&ccedil;&atilde;o e sentimentos de auto-efic&aacute;cia contracetiva, j&aacute; que poder&atilde;o estar associados, de forma positiva,  &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos contracetivos (Basen-Engquist &amp; Parcel, 1992; Cardoso, 1999; Catania et al., 1989). E se,  al&eacute;m disso, a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos contracetivos est&aacute; bastante condicionada &agrave;s caracter&iacute;sticas  dos relacionamentos (extens&atilde;o temporal das rela&ccedil;&otilde;es, intimidade e compromisso, n&iacute;veis de conflito percebido) (Manlove  et al., 2011), conv&eacute;m tentar perceber quais as rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem entre as caracter&iacute;sticas do relacionamento e  o recurso a m&eacute;todos contracetivos. </p>     <p>E se, tal como defendem Traeen (2010) e Timm e Keiley (2011), a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de estar associada ao  sentimento de auto-efic&aacute;cia contracetiva est&aacute; subjacente &agrave;s diferentes dimens&otilde;es da viv&ecirc;ncia sexual, parecendo  condicionar, entre outros, a satisfa&ccedil;&atilde;o com o envolvimento sexual, poder&aacute; salientar uma especial necessidade de abordagem a  este n&iacute;vel, em termos de poss&iacute;veis implica&ccedil;&otilde;es nas pol&iacute;ticas preventivas. </p>     <p>Manlove e colaboradores (2011), nos estudos com jovens adultos/as, verificaram a necessidade de implementar programas orientados para uma  perspetiva preventiva, centrada na necessidade de adotar estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o sexual focadas nas compet&ecirc;ncias de  comunica&ccedil;&atilde;o, capazes de fomentar uma correta tomada de decis&otilde;es quanto ao uso de m&eacute;todos contracetivos. </p>     <p>Concluindo, homens e mulheres parecem ter compet&ecirc;ncias/fragilidades diferentes em termos de viv&ecirc;ncia da sexualidade, que neste  estudo se revelaram n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel do sentimento de auto-efic&aacute;cia contracetiva, mas tamb&eacute;m da capacidade de  comunicar acerca de preocupa&ccedil;&otilde;es preventivas, com um/a novo/a parceiro/a, numa primeira rela&ccedil;&atilde;o sexual. Mesmo no que se  refere &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o sexual, em que aparentemente n&atilde;o houve diferen&ccedil;as, quando analisadas as dimens&otilde;es que  a comp&otilde;em verifica-se diferen&ccedil;as significativas na capacidade percebida de dizer o que deseja e perguntar o que o/a parceiro/a  deseja, com os homens a apresentarem maiores dificuldades. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estas diferentes compet&ecirc;ncias/fragilidades na viv&ecirc;ncia da sexualidade de homens e mulheres poder&atilde;o ser remetidas para  diferentes necessidades em termos de educa&ccedil;&atilde;o sexual, refor&ccedil;ando a ideia de que os programas de educa&ccedil;&atilde;o sexual  dever&atilde;o ter, pelo menos, enfoques diferentes das compet&ecirc;ncias que tentam desenvolver. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <p>Aral, S. O., &amp; Gorbach, P. M. (2002). Sexually transmitted infections. In G. M. Wingood &amp; R. J. DiClemente (Eds.), <i>Handbook of  women&rsquo;s sexual and reproductive health </i>(pp. 255-279). New York: Kluwer Academic/Plenum Publishers. </p>     <!-- ref --><p>Arnal, R. B., &amp; Llario, M. D. (2006). La sexualidad en ni&ntilde;os de 9 a 14 a&ntilde;os. <i>Psicothema, 18</i>, 25-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201500020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Basen-Engquist, K., &amp; Parcel, G.S. (1992). Attitudes, norms, and self-efficacy: A model of adolescents&rsquo; HIV-related sexual risk  behavior. <i>Health Education, Quarterly, 19</i>, 263-277. </p>     <!-- ref --><p>Byers, E. S. (2005). Relationship satisfaction and sexual satisfaction: A longitudinal study of individuals in long-term relationships.  <i>Journal of Sex Research, 42</i>, 113-118. doi: 10.1080/00224490509552264 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-8231201500020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cardoso, A. F. P. (1999). <i>Preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria da SIDA em jovens. Avalia&ccedil;&atilde;o de um projecto de  preven&ccedil;&atilde;o: Conhecimentos, comportamentos e atitudes</i>. Tese de Mestrado (n&atilde;o publicada). Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201500020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Catania, J. A. (1998). Health Protective Sexual Communication Scale. In C. Davis, W. Yarber, &amp; S. Davis (Eds.), <i>Handbook of  sexuality-related measures </i>(pp. 544-547). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201500020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Catania, J. A., Coates, T. Y., Kegeles, S. M., Ekstrand, M., Guydish, J. R., &amp; Bye, L. L. (1989). Implications of the AIDS Risk Reduction  Model for gay community: The importance of perceived sexual enjoyment and help-seeking behaviours. In V. Mays, G.W. Albee, &amp; S. F. Schneider  (Eds.), <i>Primary prevention of AIDS: Psychological approaches </i>(pp. 224-261). Newbury Park: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201500020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cozby, P. C. (2003). <i>M&eacute;todo de pesquisa em ci&ecirc;ncias do comportamento</i>. S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201500020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Dias, A. C., &amp; Gomes, W. (2000). Conversas, em fam&iacute;lia, sobre sexualidade e gravidez na adolesc&ecirc;ncia: Percep&ccedil;&atilde;o  das jovens gestantes. <i>Psicologia Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 3</i>, 109-125. doi: 10.1590/S0102-79722000000100013 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201500020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, P., F&aacute;vero, M., &amp; Del Campo, A. (2014). Avalia&ccedil;&atilde;o do impacto de um programa de educa&ccedil;&atilde;o sexual  no primeiro ciclo de escolaridade. <i>Educa&ccedil;&atilde;o: Teoria e Pr&aacute;tica, 24</i>, 76-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201500020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Figueiredo, P. M. (2005). A influ&ecirc;ncia do locus de controlo conjugal, das habilidades sociais conjugais e da comunica&ccedil;&atilde;o  conjugal na satisfa&ccedil;&atilde;o com o casamento. <i>Ci&ecirc;ncias e Cogni&ccedil;&atilde;o, 6</i>, 123-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201500020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Frade, A., Marques, A., Alverca, C., &amp; Vilar, D. (2010). <i>Educa&ccedil;&atilde;o sexual na escola: Guia para professores, formadores e  educadores</i>. Lisboa: Texto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201500020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>G&oacute;mez-Zapiain, J., Ortiz Baro&#769;n, M., &amp; Eceiza, A. (2013). <i>Comportamiento sexual de los y las adolescentes de la Comunidad  Aut&oacute;noma del Pa&iacute;s Vasco. Perfiles de comportamiento sexual y estado de la educaci&oacute;n sexual en la educaci&oacute;n secundaria  obligatoria del Pa&iacute;s Vasco</i>. Vitoria: Servicio Central de Publicaciones del Gobierno Vasco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201500020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hair, J. F., Anderson, P. E., Tath, R. L., &amp; Black, W. C. (1998). <i>Multivariate data analysis</i>. New Jersey: Prentice Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Higgins, J. A., Mullinax, M., Trussell, J., Davidson, S. J. K., &amp; Moore, N. B. (2011). Sexual satisfaction and sexual health among  university students in the united states. <i>American Journal of Public Health, 101</i>, 1643-1654. doi: 10.2105/AJPH.2011.300154 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201500020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Holmberg, D., &amp; Blair, K. L. (2009). Sexual desire, communication, satisfaction and preferences of men and women in same-sex <i>versus</i>  mixed sex relationships. <i>Journal of Sex Research, 46</i>, 57-66. doi: 10.1080/00224490802645294 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201500020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Jensen, B. (2000). Participation, commitment and knowledge as components of pupil&rsquo;s action competence. In B. Jensen, K. Schnack, &amp;  V. Simovska (Eds.), <i>Critical environmental and health education </i>(pp. 219-237). Copenhagen: The Danish University. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Levinson, R. A. (1998). Contraceptive Self-Efficacy. In C. Davis, W. Yarber, &amp; S. Davis (Eds.), <i>Handbook of sexuality-related measures</i>  (pp. 166-167). Thousand Oaks, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201500020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Levinson, R. A., Wan, C. K., LuAnn, J., &amp; Beamer, L. J. (1998). The contraceptive self-efficacy scale: Analysis in four samples. <i>Journal  of Youth and Adolescence, 27</i>, 773-793. doi: 10.1023/A:1022865900546 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>L&oacute;pez, F. (2005). <i>La educaci&oacute;n sexual</i>. Madrid: Biblioteca Nueva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201500020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Manlove, J., Welti, K., Barry, M., Peterson, Schelar, E., &amp; Wildsmith, E. (2011). Relationship characteristics and contraceptive use among  young adults. <i>Perspectives on Sexual and Reproductive Health, 43</i>, 119-128. doi: 10.1363/4311911 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201500020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pascoal, P. (2012). <i>Contributo de vari&aacute;veis individuais e relacionais para a satisfa&ccedil;&atilde;o sexual de pessoas em  rela&ccedil;&atilde;o de conjugalidade com e sem problemas sexuais</i>. Tese de Doutoramento (n&atilde;o publicada). Universidade de Lisboa,  Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pechorro, P., Diniz, A., &amp; Vieira, R. (2009). Satisfa&ccedil;&atilde;o sexual feminina: Rela&ccedil;&atilde;o com funcionamento sexual e  comportamentos sexuais. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXVII</i>, 99-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pereira, A. (2013). <i>Determinantes familiares da viv&ecirc;ncia de sexualidade em jovens universit&aacute;rios</i>. Tese de Doutoramento  (n&atilde;o publicada). Universidade do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201500020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Roque, O. (2001). <i>Semi&oacute;tica da cegonha: Jovens, sexualidade e risco de gravidez n&atilde;o desejada</i>. Lisboa: APF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rust, J., &amp; Golombok, S. (1986). The GRISS: A psychometric instrument for the assessment of sexual dysfunction. <i>Archives of Sexual  Behavior, 15</i>, 157-165. doi: 10.1007/BF01542223 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Smith, A., Lyons, A., Ferris, J., Richters, J., Pitts, M., Shelley, J., &amp; Simpson, J. M. (2011). Sexual and relationship satisfaction among  heterosexual men and women: The importance of desired frequency of sex. <i>Journal of Sex &amp; Marital Therapy, 37</i>, 104-115. doi:  10.1080/0092623X.2011.560531 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201500020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Tiefer, L. (2002). Beyond the medical model of women&rsquo;s sexual problems: A campaign to resist the promotion of &ldquo;female sexual  dysfunction&rdquo;. <i>Sexual and Relationship Therapy, 17</i>, 127-135. </p>     <!-- ref --><p>Tiefer, L. (2003). Female sexual dysfunction (FSD): Witnessing social construction in action. <i>Sexualities, Evolution &amp; Gender, 5</i>,  33-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201500020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Timm, T. M., &amp; Keiley, M. K. (2011). The effects of differentiation of self, adult attachment, and sexual communication on sexual and  marital satisfaction: A path analysis. <i>Journal of Sex &amp; Marital Therapy, 37</i>, 206-223. doi: 10.1080/0092623X.2011.564513 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201500020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tr&aelig;en, B. (2010). Sexual dissatisfaction among heterosexual Norwegians in couple relationships. <i>Sexual and Relationship Therapy,  25</i>, 132-147. doi: 10.1080/14681991003622518 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201500020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vaz, J. M., Vilar, D., &amp; Cardoso, S. (1996). <i>Educa&ccedil;&atilde;o sexual na escola</i>. Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vila&ccedil;a, M. T. (2007). Dos modelos de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de tradicionais aos modelos de capacita&ccedil;&atilde;o:  Abordagens metodol&oacute;gicas da educa&ccedil;&atilde;o sexual em Portugal do 7&ordm; ao 12&ordm; ano de escolaridade. <i>Boletim das  Ci&ecirc;ncias, 20</i>, 97-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201500020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vila&ccedil;a, M. T. (2012). Metodologia de ensino para uma sexualidade positiva e respons&aacute;vel. <i>ELO, 19</i>, 91-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201500020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vilarinho, S. (2010). <i>Funcionamento e satisfa&ccedil;&atilde;o sexual feminina: Integra&ccedil;&atilde;o do afecto, vari&aacute;veis  cognitivas e relacionais, aspectos biol&oacute;gicos e contextuais</i>. Tese de Doutoramento (n&atilde;o publicada). Universidade de Coimbra,  Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201500020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vilarinho, S. M., &amp; Nobre, P. J. (2006). <i>Tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da  vers&atilde;o masculina, do Golombok-Rust Inventory of Sexual Satisfaction </i>(GRISS; Rust &amp; Golombok, 1986).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><P>Widman, L., Welsh, D. P., McNulty, J. 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