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<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência da familiaridade com procedimentos judiciais de interrogatório na sugestionabilidade interrogativa de reclusos reincidentes]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Recognized the need for a more rigorous study and well-founded of the factors influencing the accuracy of testimony in forensic contexts, we have seen a growing interest on the part of the scientific community concerning the conditions for the occurrence of interrogative suggestibility. The present study attempted to analyze whether the contact with inquiry procedures used by the criminal justice system affects the interrogative suggestibility as assessed by the Gudjonsson Suggestibility Scale 1 (GSS 1). It was also analyzed the relationship between interrogative suggestibility and other psychological variables such as non-verbal intelligence, neuroticism, social desirability and malingering or insufficient effort. Two groups of adults were recruited, one of them consisting of 42 inmates with multiple convictions and the other of 42 subjects who were never subjected to judicial inquiries. In addition to GSS 1 were administered, individually, to both groups the following instruments: Raven’s Standard Progressive Matrices, NEO Five-Factor Inventory, Marlowe-Crowne Social Desirability Scale, and Test of Memory Malingering. Recidivist inmates demonstrated lower interrogative suggestibility when compared to subjects without contact with judicial inquiries. Statistically significant correlations were observed between the suggestibility measures and non-verbal intelligence and social desirability, with differentiated characteristics in both groups. These results suggested that these variables should take into account in credibility assessment of testimonies and confessions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sugestionabilidade interrogativa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Influ&ecirc;ncia da familiaridade com procedimentos judiciais de interrogat&oacute;rio na sugestionabilidade interrogativa  de reclusos reincidentes</b></p>     <p><b>Marta Sofia Penajoia<sup>1</sup>, Maria Salom&eacute; Pinho<sup>1</sup>, Isabel Teixeira Dias<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra</p>     <p><sup>2</sup>Estabelecimento Prisional de Coimbra</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Reconhecida a necessidade de um estudo mais rigoroso e fundamentado de factores que influenciam a exactid&atilde;o dos testemunhos em  contextos forenses, temos assistido a um interesse crescente, por parte da comunidade cient&iacute;fica, pelas condi&ccedil;&otilde;es de  ocorr&ecirc;ncia da sugestionabilidade interrogativa. O presente estudo teve como objetivo examinar se o contacto com procedimentos de  inquiri&ccedil;&atilde;o usados pelo sistema de justi&ccedil;a criminal afeta a sugestionabilidade interrogativa, avaliada pela Escala de  Sugestionabilidade de Gudjonsson 1 (GSS 1). Foi tamb&eacute;m analisada a rela&ccedil;&atilde;o entre a sugestionabilidade interrogativa e outras  vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas, designadamente a intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal, neuroticismo, desejabilidade social e  simula&ccedil;&atilde;o ou esfor&ccedil;o insuficiente. Recrutaram-se dois grupos de indiv&iacute;duos adultos, sendo um deles constitu&iacute;do  por 42 reclusos com v&aacute;rias condena&ccedil;&otilde;es e o outro por 42 sujeitos que nunca foram submetidos a inquiri&ccedil;&otilde;es  judiciais. A ambos os grupos foram administrados, individualmente, al&eacute;m da GSS 1, os seguintes instrumentos: Matrizes Progressivas  Estandardizadas de Raven, Invent&aacute;rio dos Cinco Fatores NEO, Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne e Test of Memory Malingering.  Os reclusos reincidentes revelaram menor sugestionabilidade interrogativa comparativamente aos sujeitos sem contacto com inquiri&ccedil;&otilde;es  judiciais. Foram apenas observadas correla&ccedil;&otilde;es significativas entre sugestionabilidade interrogativa e intelig&ecirc;ncia  n&atilde;o-verbal e desejabilidade social, apresentando caracter&iacute;sticas diferenciadas em ambos os grupos. Estes resultados sugerem que estas  vari&aacute;veis devem ser tidas em considera&ccedil;&atilde;o no momento da avalia&ccedil;&atilde;o da credibilidade de depoimentos e  confiss&otilde;es.     <p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Sugestionabilidade interrogativa, Reclusos, Intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal, Neuroticismo, Desejabilidade social,  Simula&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Recognized the need for a more rigorous study and well-founded of the factors influencing the accuracy of testimony in forensic contexts,  we have seen a growing interest on the part of the scientific community concerning the conditions for the occurrence of interrogative  suggestibility. The present study attempted to analyze whether the contact with inquiry procedures used by the criminal justice system  affects the interrogative suggestibility as assessed by the Gudjonsson Suggestibility Scale 1 (GSS 1). It was also analyzed the relationship  between interrogative suggestibility and other psychological variables such as non-verbal intelligence, neuroticism, social desirability and  malingering or insufficient effort. Two groups of adults were recruited, one of them consisting of 42 inmates with multiple convictions and the  other of 42 subjects who were never subjected to judicial inquiries. In addition to GSS 1 were administered, individually, to both groups the  following instruments: Raven&rsquo;s Standard Progressive Matrices, NEO Five-Factor Inventory, Marlowe-Crowne Social Desirability Scale, and Test  of Memory Malingering. Recidivist inmates demonstrated lower interrogative suggestibility when compared to subjects without contact with judicial  inquiries. Statistically significant correlations were observed between the suggestibility measures and non-verbal intelligence and social  desirability, with differentiated characteristics in both groups. These results suggested that these variables should take into account in  credibility assessment of testimonies and confessions. </p>     <p><b>Key-words: </b>Interrogative suggestibility, Inmates, Non-verbal intelligence, Neuroticism, Social desirability, Malingering. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A partir da d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo XX, surgiu um interesse crescente pelo estudo da sugestionabilidade interrogativa. Esta forma  de sugestionabilidade diz respeito &agrave; propens&atilde;o de algu&eacute;m para ser enganado, sendo observada no contexto de um  interrogat&oacute;rio e/ou numa situa&ccedil;&atilde;o de press&atilde;o interpessoal, em que &eacute; apresentada informa&ccedil;&atilde;o falsa  (Gudjonsson, 1997). Em consequ&ecirc;ncia da rece&ccedil;&atilde;o de mensagens sugestivas, as pessoas alteram as suas respostas comportamentais,  como, por exemplo, o relato que fazem de determinados acontecimentos, de acordo com essa informa&ccedil;&atilde;o sugestiva e as expectativas  criadas pelo interlocutor (Gudjonsson, 2003). Determinadas pr&aacute;ticas presentes no interrogat&oacute;rio de testemunhas e suspeitos,  designadamente o recurso a perguntas sugestivas e a <i>feedback </i>negativo (informa&ccedil;&atilde;o de que as respostas apresentadas n&atilde;o  correspondem ao esperado e, por essa raz&atilde;o, devem ser modificadas), poder&atilde;o acarretar consequ&ecirc;ncias graves, que t&ecirc;m sido  alvo de preocupa&ccedil;&atilde;o. Destas pr&aacute;ticas poder&atilde;o, nomeadamente, decorrer testemunhos sem credibilidade e falsas  confiss&otilde;es, que p&otilde;em em causa o funcionamento adequado do sistema de justi&ccedil;a, que os utiliza como meio de prova (Drake, Bull,  &amp; Boon, 2008). </p>     <p>No in&iacute;cio dos anos 80, Gudjonsson come&ccedil;ou a ser frequentemente requisitado, por advogados de defesa e de acusa&ccedil;&atilde;o,  para avaliar a credibilidade das testemunhas. Tratava-se, sobretudo, de casos de testemunhas com limita&ccedil;&otilde;es cognitivas e de arguidos  que tinham feito falsas confiss&otilde;es &agrave; pol&iacute;cia. Confrontado com a aus&ecirc;ncia de um instrumento padronizado que permitisse  medir a sugestionabilidade interrogativa e a resposta &agrave; press&atilde;o interrogativa dos sujeitos presentes a interrogat&oacute;rio  policial, Gudjonsson desenvolveu a <i>Gudjonsson Suggestibility Scale 1 </i>(GSS 1; Gudjonsson, 1984a) e a <i>Gudjonsson Suggestibility Scale  2 </i>(Gudjonsson, 1987). Al&eacute;m do trabalho de constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o deste instrumento, foi apresentado um  modelo explicativo da sugestionabilidade tendo em conta o que sucede, muitas vezes, em interrogat&oacute;rios policiais &ndash; o modelo  psicossocial de Gudjonsson e Clark. </p>     <p>Neste modelo &eacute; proposto que a sugestionabilidade interrogativa resulte da rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre um  indiv&iacute;duo, o meio ambiente e outras pessoas presentes (Gudjonsson, 2010). Tem na sua base dois aspetos-chave: perguntas sugestivas e  <i>feedback </i>negativo, frequentemente presentes nos interrogat&oacute;rios policiais (Mesiarik, 2008), e que podem ser o motor das respostas  distorcidas. O <i>feedback </i>negativo &eacute; um tipo de instru&ccedil;&atilde;o que pode alterar significativamente as respostas dos  indiv&iacute;duos. Implica um comportamento de desaprova&ccedil;&atilde;o e de cr&iacute;tica do entrevistador em rela&ccedil;&atilde;o ao  desempenho do entrevistado (Bain &amp; Baxter, 2000)<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Gudjonsson (1984b) admite que o  <i>feedback </i>negativo pode: (i) levar os entrevistados a mudar as suas respostas pr&eacute;vias, e (ii) potenciar a vulnerabilidade individual a  quest&otilde;es sugestivas. </p>     <p>Al&eacute;m disso, o modelo em an&aacute;lise baseia-se na premissa de que a sugestionabilidade depende, em larga medida, das estrat&eacute;gias  de <i>coping </i>que os indiv&iacute;duos desenvolvem e empregam, quando s&atilde;o confrontados com dois aspetos importantes da sugestionabilidade  interrogativa: a incerteza e as expectativas (Gudjonsson, 2003). Todas as testemunhas, v&iacute;timas e suspeitos v&atilde;o para um  interrogat&oacute;rio com um conjunto idiossincr&aacute;tico de ferramentas cognitivas. Esse repert&oacute;rio cognitivo &eacute; influenciado  pela (i) incerteza acerca do que vai acontecer, (ii) o grau de confian&ccedil;a interpessoal relativamente ao interrogador, e (iii) as suas  expectativas em rela&ccedil;&atilde;o ao interrogat&oacute;rio. Tal repert&oacute;rio tanto pode facilitar um comportamento resistente, como um  comportamento sugestion&aacute;vel na situa&ccedil;&atilde;o de interrogat&oacute;rio (Bain &amp; Baxter, 2000). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Receber <i>feedback </i>negativo &eacute; condi&ccedil;&atilde;o para aumentar a incerteza, que por sua vez incrementa a vulnerabilidade a  sugest&otilde;es. Por outro lado, pode diminuir a autoestima do indiv&iacute;duo e induzir ansiedade, ainda que temporariamente, tornando-o mais  suscet&iacute;vel a atender a pistas externas, em vez de depender do seu pr&oacute;prio quadro de refer&ecirc;ncia interno (Gudjonsson, 1999). </p>     <p>Os resultados de alguns estudos mostram uma correla&ccedil;&atilde;o negativa entre o n&iacute;vel de sugestionabilidade e o n&uacute;mero de  contactos com o sistema de justi&ccedil;a (Gudjonsson &amp; Singh, 1984; Neves, Pinho, &amp; Faria, 2011; Sharrock &amp; Gudjonsson, 1993), o que  significa que a popula&ccedil;&atilde;o delinquente poder&aacute; desenvolver resist&ecirc;ncia &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sugestiva e  &agrave; press&atilde;o interpessoal com a reincid&ecirc;ncia. De salientar que Gudjonsson e Clark (1986, como citado em Bain &amp; Baxter, 2000)  admitem que, ocasionalmente, o <i>feedback </i>negativo pode tornar os entrevistados resistentes ainda mais resistentes a sugest&otilde;es  subsequentes, na medida em que tal lhes causa maior suspei&ccedil;&atilde;o relativamente ao entrevistador e &agrave; situa&ccedil;&atilde;o.  Segundo Gundjonsson e Singh (1984), por um lado, os agressores que j&aacute; foram submetidos a interrogat&oacute;rios policiais aprendem a lidar  com a press&atilde;o interrogativa, o que os torna menos suscet&iacute;veis a fazer uma falsa confiss&atilde;o e, por outro, os indiv&iacute;duos  reincidentes podem ser inerentemente mais h&aacute;beis a resistir &agrave; press&atilde;o interrogativa, em compara&ccedil;&atilde;o com os  indiv&iacute;duos com menos experi&ecirc;ncia criminal. </p>     <p>Pires (2011) realizou um estudo com 40 reclusos, 38 homens e 2 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 56 anos, internados nos  servi&ccedil;os de psiquiatria e de medicina num hospital prisional. Foi-lhes aplicada a GSS 1, tendo sido obtidas pontua&ccedil;&otilde;es  superiores de sugestionabilidade e inferiores em evoca&ccedil;&atilde;o imediata por parte da amostra de reclusos relativamente &agrave; amostra da  popula&ccedil;&atilde;o geral. Segundo Pires (2011) a observa&ccedil;&atilde;o de uma maior vulnerabilidade &agrave; sugest&atilde;o, por parte dos  reclusos, poderia decorrer da sua menor capacidade de recorda&ccedil;&atilde;o da narrativa. </p>     <p>Outras vari&aacute;veis t&ecirc;m sido descritas como exercendo influ&ecirc;ncia sobre o fen&oacute;meno da sugestionabilidade interrogativa  (e.g., Gudjonsson, 2003). No presente estudo emp&iacute;rico, atendendo &agrave; amostra da popula&ccedil;&atilde;o alvo (reclusos), foram  consideradas as seguintes: intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal, neuroticismo, desejabilidade social e simula&ccedil;&atilde;o ou esfor&ccedil;o  insuficiente. A seguir s&atilde;o apresentados resultados de estudos emp&iacute;ricos sobre estas vari&aacute;veis. </p>     <p>Os resultados de v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido consistentes com a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre  pontua&ccedil;&otilde;es elevadas nas medidas de sugestionabilidade da GSS e n&iacute;vel de intelig&ecirc;ncia abaixo da m&eacute;dia (Clare &amp;  Gudjonsson, 1993; Gudjonsson &amp; Sigurdsson, 1996; Polczyk, 2005). &Eacute; de notar que uma propor&ccedil;&atilde;o significativa de reclusos  apresenta d&eacute;fices intelectuais (Brown &amp; Courtless, 1971; Chitsabesan et al<i>.</i>, 2006; Crocker, Cote, Toupin, &amp; St-Onge, 2007;  Denkowski &amp; Denkowski, 1985; Hayes, Shackell, Mottram, &amp; Lancaster, 2007; S&oslash;ndenaa, Rasmussen, Palmstierna, &amp; N&oslash;ttestad,  2008). O funcionamento intelectual parece afetar a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva que o indiv&iacute;duo faz da situa&ccedil;&atilde;o  interrogativa, bem como as estrat&eacute;gias de <i>coping </i>que podem ser adotadas (Gudjonsson, 1999). No entanto, determinadas  experi&ecirc;ncias, tais como o n&uacute;mero de condena&ccedil;&otilde;es a que um indiv&iacute;duo j&aacute; foi alvo (Sharrock &amp; Gudjonsson,  1993), podem enfraquecer a rela&ccedil;&atilde;o entre a sugestionabilidade interrogativa e as capacidades intelectuais, facto que indica que a  sugestionabilidade &eacute; mais do que uma simples vari&aacute;vel cognitiva (Gudjonsson, 2003). </p>     <p>Tamb&eacute;m o tra&ccedil;o de personalidade neuroticismo (tend&ecirc;ncia para experienciar afetos negativos e perce&ccedil;&atilde;o negativa  das situa&ccedil;&otilde;es), como descrito no Modelo dos Cinco Fatores de Costa e MacCrae (1992), parece exercer influ&ecirc;ncia sobre o  n&iacute;vel de sugestionabilidade interrogativa. Os resultados de alguns estudos t&ecirc;m sugerido que os indiv&iacute;duos com elevados  n&iacute;veis de neuroticismo s&atilde;o mais propensos a alterar as suas respostas em situa&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o interpessoal  (Drake, 2010; Polczyk 2005; Woldfradt, 2003, citado por Polczyk, 2005). Os reclusos, concretamente, experimentam emo&ccedil;&otilde;es negativas  associadas &agrave; perda de liberdade e dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o ao meio prisional, que podem potenciar um aumento do neuroticismo  (Bukstel &amp; Kilmann, 1980; Lennox et al., 2012). </p>     <p>A sugestionabilidade interrogativa tem sido associada, igualmente, &agrave; necessidade de transmitir uma imagem socialmente positiva de si  pr&oacute;prio, i.e., &agrave; desejabilidade social (Gudjonsson, 1983; Neves et al., 2011; Polczyk, 2005). Pessoas que apresentam maior  &iacute;ndice de desejabilidade social tendem a ser mais suscet&iacute;veis &agrave; sugestionabilidade. </p>     <p>A exist&ecirc;ncia de uma associa&ccedil;&atilde;o entre sugestionabilidade interrogativa e simula&ccedil;&atilde;o/esfor&ccedil;o insuficiente,  enquanto fingimento ou exagero intencional de um problema cognitivo para obter algum tipo de ganho (Slick, Sherman, &amp; Iverson, 1999),  tamb&eacute;m tem sido apontada nalguns estudos (Baxter &amp; Bain, 2002; Boon, Goznab, &amp; Halla, 2008; Smith &amp; Gudjonsson, 1986; Woolston,  Bain, &amp; Baxter, 2006). Testemunhas ou suspeitos podem beneficiar da obten&ccedil;&atilde;o de uma elevada pontua&ccedil;&atilde;o na GSS, se  desejarem invalidar o seu depoimento inicial, simulando serem particularmente suscet&iacute;veis &agrave; sugest&atilde;o (Baxter &amp; Bain,  2002). Para isso, podem, por exemplo, simplesmente fingir n&atilde;o se lembrarem de detalhes da narrativa. Relativamente aos reclusos, os mesmos  podem apresentar uma tend&ecirc;ncia para a desejabilidade social e/ou simula&ccedil;&atilde;o ou esfor&ccedil;o insuficiente em busca de ganhos ou  benef&iacute;cios dentro da pris&atilde;o (e.g., sa&iacute;das jurisdicionais). </p>     <p>O presente trabalho procura compreender se os reclusos com v&aacute;rias condena&ccedil;&otilde;es s&atilde;o menos vulner&aacute;veis &agrave;  sugest&atilde;o e &agrave; press&atilde;o interrogativa e, portanto, obt&ecirc;m pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas nas medidas de  sugestionabilidade da GSS do que aqueles que nunca tiveram qualquer contacto com os procedimentos de inquiri&ccedil;&atilde;o do sistema de  justi&ccedil;a criminal. Para tal, foi comparada a sugestionabilidade interrogativa, avaliada pela GSS 1, num grupo de reclusos reincidentes com um  grupo de adultos da comunidade, equiparado em termos de idade e escolaridade, mas sem qualquer experi&ecirc;ncia com os procedimentos de  inquiri&ccedil;&atilde;o judicial. De forma a contribuir para uma compreens&atilde;o mais alargada do funcionamento da sugestionabilidade  interrogativa, analisou-se tamb&eacute;m a sua rela&ccedil;&atilde;o com a intelig&ecirc;ncia, o neuroticismo, a desejabilidade social e a  simula&ccedil;&atilde;o/esfor&ccedil;o insuficiente. </p>     <p>Face &agrave; escassez de estudos da sugestionabilidade interrogativa com amostras prisionais, este estudo averigua em que medida a  pris&atilde;o &ndash; onde impera um clima de controlo, medo e suspei&ccedil;&atilde;o &ndash;, a reincid&ecirc;ncia prisional e a  experi&ecirc;ncia em inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais influenciam o comportamento dos reclusos face &agrave; press&atilde;o interrogativa e  &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a informa&ccedil;&atilde;o enganosa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo </b></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra </i></p>     <p>Os 84 participantes deste estudo pertencem a dois grupos: 42 ao grupo de indiv&iacute;duos reclusos reincidentes e 42 ao grupo de  indiv&iacute;duos que nunca foram submetidos a qualquer procedimento de inquiri&ccedil;&atilde;o por parte de &oacute;rg&atilde;os do sistema de  justi&ccedil;a, enquanto v&iacute;timas, suspeitos ou testemunhas. O primeiro grupo &eacute; constitu&iacute;do reclusos detidos num  estabelecimento prisional, com idades compreendidas entre os 21 e os 56 anos (<i>M=</i>33.12, <i>DP=</i>9.86), com v&aacute;rias  condena&ccedil;&otilde;es (<i>M=</i>2.62; <i>DP=</i>.96). Trata-se de reclusos condenados por crimes de roubo, furto, tr&aacute;fico de droga,  burla e homic&iacute;dio, sem patologia psicol&oacute;gica identificada. O grupo de indiv&iacute;duos que nunca foi submetido a  inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais, que passaremos a designar por grupo sem contacto com inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais, abrange uma  amplitude de idade entre os 22 e os 57 anos (<i>M=</i>34.57, <i>DP=</i>9.49). Este grupo &eacute; constitu&iacute;do por residentes no distrito de  Coimbra, que afirmaram nunca terem estado envolvidos em qualquer procedimento judicial, como arguidos ou testemunhas, que os levasse a prestar  declara&ccedil;&otilde;es perante a pol&iacute;cia ou qualquer outro membro do sistema de justi&ccedil;a. </p>     <p>Todos os participantes foram recrutados de forma volunt&aacute;ria, sendo sensibilizados para o facto de a sua colabora&ccedil;&atilde;o ser de  grande import&acirc;ncia para esta investiga&ccedil;&atilde;o. Foram tamb&eacute;m informados da confidencialidade das suas respostas, sendo-lhes  garantido o anonimato dos seus dados pessoais. Este projecto foi aprovado pela Dire&ccedil;&atilde;o do Estabelecimento Prisional e por um  comit&eacute; de aprecia&ccedil;&atilde;o de projectos de tese na &aacute;rea da Psicologia Forense da Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias  da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra. Estas duas entidades consideraram que o projecto respeitava as normas &eacute;ticas e  deontol&oacute;gicas. </p>     <p>&nbsp;</p> <i>Materiais </i></p>     <p>Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica administrados a ambos os grupos s&atilde;o apresentados, seguidamente, pela sua  ordem de aplica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Sugestionabilidade de Gudjonsson (GSS 1)</i>. As Escalas de Sugestionabilidade constru&iacute;das por Gudjonsson (1984a, 1997)  apenas recentemente foram adaptadas para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Pires, 2011; Pires, Silva, &amp; Ferreira, 2013). No presente estudo  foi aplicada uma vers&atilde;o da GSS 1 adaptada por Capelo, Cruz, Freitas, Furtado, Pinto, Rebelo e Pinho, em 2008, para fins de  investiga&ccedil;&atilde;o na Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A GSS 1 inclui uma hist&oacute;ria fict&iacute;cia que &eacute; apresentada oralmente ao sujeito, momento ap&oacute;s o qual &eacute; solicitado  que este relate tudo aquilo que se lembra da mesma (evoca&ccedil;&atilde;o imediata). Seguidamente &agrave; evoca&ccedil;&atilde;o livre imediata,  o sujeito &eacute; mantido ocupado com tarefas n&atilde;o relacionadas com a precedente, durante cerca de 50 minutos. Conclu&iacute;das estas  tarefas, o sujeito &eacute; ent&atilde;o instru&iacute;do para uma segunda evoca&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria (evoca&ccedil;&atilde;o  diferida)<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. S&atilde;o colocadas 20 perguntas, das quais 15 s&atilde;o sugestivas, isto &eacute;,  sugerem que determinados pormenores fazem parte da hist&oacute;ria, quando assim n&atilde;o &eacute;. O objetivo &eacute; avaliar em que medida os  sujeitos aceitam esta informa&ccedil;&atilde;o contida nas quest&otilde;es (Drake et al<i>.</i>, 2008). Depois da resposta &agrave; vig&eacute;sima  pergunta, o entrevistador emite o <i>feedback </i>negativo, informando o sujeito de que as suas respostas anteriores continham erros e que, como  tal, ser&aacute; necess&aacute;rio colocar todas as perguntas novamente, solicitando-lhe maior precis&atilde;o nas suas respostas (Gudjonsson,  1997). As 20 perguntas s&atilde;o ent&atilde;o repetidas, pela mesma ordem. </p>     <p>A GSS permite obter as seguintes medidas principais de mem&oacute;ria: evoca&ccedil;&atilde;o imediata (envolve as capacidades de  aten&ccedil;&atilde;o, concentra&ccedil;&atilde;o e de mem&oacute;ria a curto e a longo prazo) e evoca&ccedil;&atilde;o diferida (fornece  informa&ccedil;&atilde;o sobre a reten&ccedil;&atilde;o). Adicionalmente, faculta os seguintes resultados: fabrica&ccedil;&otilde;es (qualquer  informa&ccedil;&atilde;o adicionada &agrave; hist&oacute;ria) e confabula&ccedil;&otilde;es (preenchimento de lacunas na informa&ccedil;&atilde;o  mn&eacute;sica com dados provenientes da imagina&ccedil;&atilde;o, mas que os sujeitos acreditam ser verdadeira) e que se obt&eacute;m somando o  n&uacute;mero de distor&ccedil;&otilde;es (qualquer mudan&ccedil;a significativa de uma ideia que est&aacute; presente na hist&oacute;ria). Quanto  &agrave;s medidas de sugestionabilidade s&atilde;o consideradas ced&ecirc;ncia 1 (n&uacute;mero de quest&otilde;es sugestivas a que o sujeito cede,  antes de ser submetido ao <i>feedback </i>negativo), ced&ecirc;ncia 2 (n&uacute;mero de quest&otilde;es sugestivas a que o sujeito cede ap&oacute;s  a administra&ccedil;&atilde;o do <i>feedback </i>negativo), mudan&ccedil;a (n&uacute;mero de respostas alteradas, independentemente da  dire&ccedil;&atilde;o, posteriormente ao <i>feedback </i>negativo; informa sobre a vulnerabilidade do sujeito &agrave; press&atilde;o  interrogativa) e sugestionabilidade total (soma dos resultados de ced&ecirc;ncia 1 e de mudan&ccedil;a dando uma indica&ccedil;&atilde;o do  n&iacute;vel global de sugestionabilidade do sujeito). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Matrizes Progressivas Estandardizadas de Raven</i>. As Matrizes Progressivas Estandardizadas de Raven (MPER; Raven, Court, &amp; Raven, 1996;  vers&atilde;o portuguesa Infoteste, 1999) s&atilde;o consideradas um teste de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, que permite avaliar a  capacidade dedutiva e de racioc&iacute;nio. S&atilde;o constitu&iacute;das por cinco s&eacute;ries (A, B, C, D e E), com n&iacute;vel de  dificuldade progressivo, compostas por 12 figuras incompletas. A tarefa do sujeito consiste em selecionar, entre as v&aacute;rias alternativas, a  que corresponde &agrave; parte que completa corretamente o padr&atilde;o. </p>     <p>Mais de quarenta estudos de fiabilidade com as MPER (Raven, Court, &amp; Raven, 1996) atestam as boas qualidades psicom&eacute;tricas deste  teste. A maioria dos coeficientes de consist&ecirc;ncia interna de biparti&ccedil;&atilde;o obtidos excede .90, com um valor modal de .91.  J&aacute; os registos da fiabilidade teste-reteste apontam para valores situados entre .83 e .93 (Raven, Court, &amp; Raven, 1996). Para a amostra  deste estudo encontramos um coeficiente de consist&ecirc;ncia interna de .89. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Invent&aacute;rio dos Cinco Fatores NEO</i>. O Invent&aacute;rio dos Cinco Fatores NEO (NEO-FFI; Costa &amp; MacCrae, 1992; Lima &amp;  Sim&otilde;es, 2000) &eacute; uma vers&atilde;o mais curta (60 itens) do Invent&aacute;rio de Personalidade NEO-Revisto (NEO PI-R). Permite avaliar  as cinco dimens&otilde;es da personalidade na vida adulta (idade superior 17 anos): <i>neuroticismo</i>, <i>extrovers&atilde;o</i>, <i>abertura  &agrave; experi&ecirc;ncia</i>, <i>amabilidade </i>e <i>conscienciosidade</i>. O formato de resposta consiste numa escala de Likert com 5  categorias, variando de 0 (discordo fortemente) a 4 pontos (concordo fortemente). </p>     <p>Os &iacute;ndices de fiabilidade (medidos atrav&eacute;s do alfa de Cronbach) do NEO-FFI para as amostras portuguesa e norte-americana  s&atilde;o elevados, variando entre .86 e .95, e .74 e .89, respetivamente (Costa &amp; MacCrae, 1992). O &iacute;ndice de consist&ecirc;ncia  interna deste estudo vai ao encontro destes valores, verificando-se um coeficiente alfa de Cronbach de .83. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne</i>. A Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (MCSDS; Ballard, 1992; Carvalho,  1999; Almiro, Sim&otilde;es, &amp; Sousa, 2010) &eacute; um instrumento de auto-resposta que avalia a desejabilidade social e &eacute; independente  da psicopatologia (Crowne &amp; Marlowe, 1960; Scagliusi et al.<i>, </i>2004). &Eacute; composta por 33 itens, correspondentes a  afirma&ccedil;&otilde;es que descrevem comportamentos do quotidiano e tem como op&ccedil;&atilde;o de resposta as alternativas  &ldquo;Verdadeiro&rdquo; ou &ldquo;Falso&rdquo;. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os estudos portugueses de Barros, Moreira e Oliveira (2005), e de Po&iacute;nhos et al. (2008) apresentaram valores de consist&ecirc;ncia  interna considerados aceit&aacute;veis (alfa de Cronbach de .64 e de .65, respetivamente). O estudo realizado por Almiro (2013) revela, por sua  vez, boa consist&ecirc;ncia interna da escala (alfa de Cronbach de .84). </p>     <p>O presente estudo aponta, igualmente, para uma boa consist&ecirc;ncia interna da escala (alfa de Cronbach de .83). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Test of Memory Malingering</i>. O <i>Test of Memory Malingering </i>(TOMM; Tombaugh, 1996) &eacute; um teste de validade de sintomas, com  resposta do tipo escolha for&ccedil;ada, constitu&iacute;do por 50 itens. Originalmente constru&iacute;do para adultos, permite avaliar a  &ldquo;simula&ccedil;&atilde;o&rdquo; de d&eacute;fices mn&eacute;sicos. &Eacute; composto por dois ensaios de aprendizagem e por um ensaio de  reten&ccedil;&atilde;o, de aplica&ccedil;&atilde;o opcional. </p>     <p>De um modo geral, os resultados obtidos em v&aacute;rios estudos realizados em Portugal (e.g., Mota et al., 2008; Soto-Maior et al., 2009)  validam o ponto de corte proposto por Tombaugh (1996), tendo conclu&iacute;do que o TOMM parece ser uma boa medida de esfor&ccedil;o cognitivo,  apresentando uma boa capacidade discriminativa entre &ldquo;simuladores&rdquo; e &ldquo;participantes honestos&rdquo;. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos </i></p>     <p>Os dados foram recolhidos em sess&otilde;es individuais com a dura&ccedil;&atilde;o de cerca de 90 minutos, para os participantes de ambos os  grupos. Antes da administra&ccedil;&atilde;o da GSS 1 fez-se uma entrevista, com o intuito de recolher dados demogr&aacute;ficos e, no caso dos  reclusos, dados jur&iacute;dico-penais (crime, pena e n&uacute;mero de condena&ccedil;&otilde;es). Este per&iacute;odo inicial serviu tamb&eacute;m  para explicitar os objetivos da avalia&ccedil;&atilde;o (&ldquo;estudo sobre mem&oacute;ria em adultos&rdquo;) e obter o consentimento informado. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados </b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Diferen&ccedil;as entre os grupos </i></p>     <p>O <a href="#q1">Quadro 1</a> apresenta os resultados da an&aacute;lise comparativa, atrav&eacute;s do teste <i>t-student</i>, dos dois grupos  amostrais deste estudo, para todas as vari&aacute;veis contempladas. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n3/33n3a01q1.jpg" width="580" height="343"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como se pode verificar no <a href="#q1">Quadro 1</a>, o grupo de reclusos reincidentes obteve resultados significativamente mais baixos do que  os indiv&iacute;duos sem contacto com inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais, nas vari&aacute;veis evoca&ccedil;&atilde;o imediata (<i>d</i>=.77),  evoca&ccedil;&atilde;o diferida (<i>d</i>=-.52), intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal (<i>d</i>=-.51), mudan&ccedil;a (<i>d</i>=1.57) e  sugestionabilidade total (<i>d</i>=-1.13). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Correla&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis em estudo </i></p>     <p>Foram calculados coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o entre as medidas de sugestionabilidade interrogativa e intelig&ecirc;ncia  n&atilde;o-verbal, neuroticismo, desejabilidade social e simula&ccedil;&atilde;o/esfor&ccedil;o insuficiente, para os dois grupos separadamente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Intelig&ecirc;ncia e medidas de sugestionabilidade interrogativa </i></p>     <p>No <a href="#q2">Quadro 2</a> podem encontrar-se os resultados do coeficiente <i>r </i>de <i>Pearson </i>e os respetivos valores da  signific&acirc;ncia, entre a vari&aacute;vel intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal (pontua&ccedil;&atilde;o total nas MPER) e as diversas medidas de  sugestionabilidade obtidas na GSS 1. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n3/33n3a01q2.jpg" width="580" height="260"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se, por inspec&ccedil;&atilde;o do <a href="#q2">Quadro 2</a>, a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&otilde;es negativas  estatisticamente significativas entre intelig&ecirc;ncia e os resultados ced&ecirc;ncia 1, ced&ecirc;ncia 2, mudan&ccedil;a e sugestionabilidade  total, apenas para o grupo sem contato com inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Neuroticismo, desejabilidade social e medidas de sugestionabilidade interrogativa </i></p>     <p>Nenhum dos valores de correla&ccedil;&atilde;o entre neuroticismo e as medidas de sugestionabilidade interrogativa alcan&ccedil;ou o limiar de  signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. </p>     <p>Apresenta-se no <a href="#q3">Quadro 3</a> os resultados do coeficiente <i>r </i>de <i>Pearson </i>para cada uma das amostras, no que diz  respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre os resultados na GSS1 e a vari&aacute;vel desejabilidade social. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n3/33n3a01q3.jpg" width="576" height="261"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise do <a href="#q3">Quadro 3</a> permite verificar correla&ccedil;&otilde;es positivas e moderadas entre desejabilidade social e  resultados ced&ecirc;ncia 2, mudan&ccedil;a e sugestionabilidade total, para o grupo de reclusos reincidentes. Para o grupo sem contacto com  inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais, a vari&aacute;vel desejabilidade social apresenta uma associa&ccedil;&atilde;o positiva moderada com  mudan&ccedil;a e com sugestionabilidade total. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Simula&ccedil;&atilde;o/esfor&ccedil;o insuficiente e medidas de sugestionabilidade interrogativa </i></p>     <p>Conforme exposto no <a href="#q1">Quadro 1</a>, apenas um pequeno n&uacute;mero de participantes apresentou comportamentos de  simula&ccedil;&atilde;o/esfor&ccedil;o insuficiente. Como an&aacute;lise adicional, procurou-se perceber em que medida o desempenho dos sujeitos da  totalidade da amostra no TOMM se correlaciona com as diversas medidas de sugestionabilidade (ver <a href="#q4">Quadro 4</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q4"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n3/33n3a01q4.jpg" width="575" height="282"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Podemos verificar, com base no <a href="#q4">Quadro 4</a>, a exist&ecirc;ncia de v&aacute;rias correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente  significativas, cuja magnitude varia entre baixo (entre as vari&aacute;veis ensaio 1 do TOMM e ced&ecirc;ncia 1; ensaio 1 e ced&ecirc;ncia 2;  ensaio 2 e ced&ecirc;ncia 1; ensaio de reten&ccedil;&atilde;o e ced&ecirc;ncia 1; ensaio de reten&ccedil;&atilde;o e ced&ecirc;ncia 2; ensaio de  reten&ccedil;&atilde;o e sugestionabilidade total) e moderado (ensaio 1 e evoca&ccedil;&atilde;o imediata; ensaio 1 e evoca&ccedil;&atilde;o  diferida; ensaio 2 e evoca&ccedil;&atilde;o imediata; ensaio 2 e evoca&ccedil;&atilde;o diferida; ensaio de reten&ccedil;&atilde;o e  evoca&ccedil;&atilde;o imediata; ensaio de reten&ccedil;&atilde;o e evoca&ccedil;&atilde;o diferida). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o </b>    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo pretende contribuir para a compreens&atilde;o da sugestionabilidade interrogativa, procurando explorar a forma como esta se  manifesta na popula&ccedil;&atilde;o reclusa reincidente e analisar vari&aacute;veis que se encontram relacionadas com esta. </p>     <p>No que diz respeito &agrave; influ&ecirc;ncia de contactos sucessivos com procedimentos de inquiri&ccedil;&atilde;o, utilizados pelo sistema de  justi&ccedil;a criminal na vulnerabilidade &agrave; sugest&atilde;o em contexto de interrogat&oacute;rio, verificou-se que os reclusos reincidentes  apresentam menor sugestionabilidade na GSS 1. Contudo, este resultado n&atilde;o decorre da pontua&ccedil;&atilde;o obtida nas medidas de  ced&ecirc;ncia, tal como em estudos anteriores que inclu&iacute;ram amostras com jovens delinquentes reincidentes (Gudjonsson &amp; Singh, 1984),  delinquentes adultos n&atilde;o institucionalizados em acompanhamento pela Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o Social,  adolescentes em acompanhamento pela mesma institui&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito da Lei Tutelar Educativa (Neves et al., 2011), e arguidos em  processos criminais (Sharrock &amp; Gudjonsson, 1993). No presente estudo, &eacute; a pontua&ccedil;&atilde;o na medida de mudan&ccedil;a que  contribui para a diferen&ccedil;a de sugestionabilidade entre reclusos reincidentes e indiv&iacute;duos sem contacto com inquiri&ccedil;&otilde;es  judiciais, o que poder&aacute; indicar, neste contexto, que um maior n&uacute;mero de contactos com o sistema de justi&ccedil;a, que implicam a  exposi&ccedil;&atilde;o a procedimentos de press&atilde;o interrogativa, parece diminuir, de forma significativa, o modo como os indiv&iacute;duos  lidam com a press&atilde;o interpessoal criada pelo <i>feedback </i>negativo. Os reclusos deste estudo apresentam carreiras criminais em tipos de  crime que envolvem calculismo, autocontrolo, cautela e hipervigil&acirc;ncia. Podemos considerar que estas caracter&iacute;sticas, aliadas aos  efeitos da experi&ecirc;ncia em interrogat&oacute;rios policiais, &agrave; press&atilde;o interrogativa e ao pr&oacute;prio ambiente prisional,  podem conferir a estes sujeitos maior resist&ecirc;ncia &agrave; press&atilde;o interrogativa. Assim, um elemento do sistema de justi&ccedil;a que  interrogue um indiv&iacute;duo que j&aacute; tenha sido submetido repetidamente a procedimentos forenses similares e que esteja ou j&aacute; tenha  estado reclu&iacute;do, pode esperar que o mesmo adote uma postura de resist&ecirc;ncia &agrave; press&atilde;o interrogativa e/ou &agrave;s  sugest&otilde;es emitidas no sentido de testar ou alterar o seu testemunho. A experi&ecirc;ncia em interrogat&oacute;rios parece tornar os sujeitos  mais &ldquo;preparados&rdquo; para lidar com a sugest&atilde;o e press&atilde;o interrogativa. Os resultados de Pires (2011) apontam, em sentido  contr&aacute;rio, ou seja, para uma maior vulnerabilidade &agrave; sugest&atilde;o por parte dos reclusos comparativamente &agrave;  popula&ccedil;&atilde;o geral. Contudo, os sujeitos amostrais do estudo de Pires (2011) apresentam carater&iacute;sticas distintas dos  participantes do presente estudo, nomeadamente o facto de estarem reclu&iacute;dos num hospital prisional, no contexto de doen&ccedil;as  cr&oacute;nicas (hepatite C, HIV, doen&ccedil;a renal e doen&ccedil;a vascular); perturba&ccedil;&otilde;es da personalidade, sintomatologia  ansiosa e depressiva (com exclus&atilde;o de doentes com quadros psic&oacute;ticos diagnosticados, e defici&ecirc;ncia mental); e internamento no  servi&ccedil;o de cirurgia, em recupera&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. Al&eacute;m disso, neste estudo a  reincid&ecirc;ncia n&atilde;o foi uma vari&aacute;vel privilegiada. </p>     <p>Analisando as correla&ccedil;&otilde;es encontradas no presente estudo, observaram-se, &agrave; semelhan&ccedil;a de estudos anteriores (Clare  &amp; Gudjonsson, 1993; Polczyk, 2005), valores negativos de correla&ccedil;&atilde;o entre intelig&ecirc;ncia e sugestionabilidade interrogativa,  isto &eacute;, a n&iacute;veis mais baixos de intelig&ecirc;ncia est&aacute; associada maior sugestionabilidade. A n&atilde;o  observa&ccedil;&atilde;o de correla&ccedil;&otilde;es positivas entre neuroticismo e sugestionabilidade interrogativa vai ao encontro de resultados  obtidos em estudos como, por exemplo o de Polczyk (2005), no qual tamb&eacute;m n&atilde;o foram encontrados valores significativos de  correla&ccedil;&atilde;o. No entanto, existe inconsist&ecirc;ncia nos resultados descritos na literatura. No estudo de Drake (2010) foi registada  uma correla&ccedil;&atilde;o significativa entre neuroticismo e sugestionabilidade interrogativa. Tais discrep&acirc;ncias poder&atilde;o decorrer,  em parte, de terem sido aplicados diferentes instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o do neuroticismo e diferen&ccedil;as nas amostras quanto  &agrave; varia&ccedil;&atilde;o deste tra&ccedil;o de personalidade. </p>     <p>Foi observada uma rela&ccedil;&atilde;o moderada e significativa entre desejabilidade social e sugestionabilidade interrogativa, o que sugere  que indiv&iacute;duos propensos a responder de acordo com o que consideram expect&aacute;vel ou socialmente desej&aacute;vel, apresentam maior  tend&ecirc;ncia a ceder &agrave; sugest&atilde;o e a modificar as suas respostas na sequ&ecirc;ncia da transmiss&atilde;o de <i>feedback</i>  negativo (Gudjonsson, 1983; Polczyk, 2005). </p>     <p>No que respeita a avalia&ccedil;&atilde;o da simula&ccedil;&atilde;o/esfor&ccedil;o reduzido, n&atilde;o conhecemos estudos publicados que  tenham analisado a sua rela&ccedil;&atilde;o com a sugestionabilidade interrogativa. No presente estudo, destacamos o registo de uma  associa&ccedil;&atilde;o negativa fraca e significativa do ensaio 1 do TOMM com os resultados ced&ecirc;ncia 1 e ced&ecirc;ncia 2 da GSS 1. Por sua  vez, o ensaio 2 correlacionou-se negativamente, de forma fraca, com ced&ecirc;ncia 1. Tamb&eacute;m o resultado no ensaio de reten&ccedil;&atilde;o  do TOMM se mostrou associado negativamente, de forma fraca, com os resultados ced&ecirc;ncia 2 e sugestionabilidade total. O facto de o TOMM ser um  teste de validade de sintomas de d&eacute;fices de mem&oacute;ria (baseado na aprendizagem e reconhecimento de informa&ccedil;&atilde;o visual) e a  GSS 1 um instrumento de relato-mem&oacute;ria pode justificar que a um melhor resultado nos ensaios do TOMM esteja associada uma maior quantidade  de informa&ccedil;&atilde;o recuperada aquando das tarefas de evoca&ccedil;&atilde;o da GSS 1, o que sucedeu no presente estudo (ver no  <a href="#q4">Quadro 4</a> a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&otilde;es positivas moderadas com as medidas de mem&oacute;ria da GSS 1). Por sua  vez, quanto mais informa&ccedil;&atilde;o o sujeito recuperar da sua mem&oacute;ria, maior a possibilidade de conseguir discriminar entre  informa&ccedil;&atilde;o verdadeira e informa&ccedil;&atilde;o falsa, quando confrontado com perguntas sugestivas da GSS 1. Este facto pode  explicar que a um desempenho mais elevado no TOMM estejam associados n&iacute;veis mais baixos em ced&ecirc;ncia e, consequentemente, em  sugestionabilidade total na GSS 1. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o </b>    <p>     <p>O tema da sugestionabilidade interrogativa tem sido alvo de um interesse crescente, motivado pela necessidade do sistema judicial avaliar a  fiabilidade dos testemunhos e aperfei&ccedil;oar os seus procedimentos interrogativos. Foi no sentido de atender a esta necessidade que Gudjonsson  (1984, 1997) desenvolveu as suas escalas de avalia&ccedil;&atilde;o da sugestionabilidade interrogativa, tendo sido desde ent&atilde;o  implementados diversos estudos que procuraram aprofundar os conhecimentos acerca deste fen&oacute;meno. </p>     <p>O presente trabalho teve como principal objetivo o estudo da sugestionabilidade interrogativa na popula&ccedil;&atilde;o reclusa reincidente e,  desta forma, contribuir para dar maior visibilidade &agrave; import&acirc;ncia deste tema no nosso pa&iacute;s. A partir dos resultados obtidos  podemos concluir que os reclusos reincidentes apresentam menor sugestionabilidade interrogativa comparativamente com os sujeitos sem contacto com  inquiri&ccedil;&otilde;es judiciais. Verific&aacute;mos que existem algumas vari&aacute;veis a considerar em casos de avalia&ccedil;&atilde;o de  credibilidade de testemunhos e confiss&otilde;es, para al&eacute;m da sugestionabilidade interrogativa. S&atilde;o elas as seguintes:  reclus&atilde;o prisional reincidente, intelig&ecirc;ncia n&atilde;o-verbal (cujo impacto na sugestionabilidade interrogativa poder&aacute; ser  suprimido, devido a efeitos da experi&ecirc;ncia provenientes da sujei&ccedil;&atilde;o recorrente a interrogat&oacute;rios policiais) e  desejabilidade social. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m disso, conclui-se que uma avalia&ccedil;&atilde;o dos casos para tribunal n&atilde;o se dever&aacute; limitar &agrave;  administra&ccedil;&atilde;o de uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o da sugestionabilidade interrogativa, mas incluir igualmente a an&aacute;lise  de outras vari&aacute;veis que se relacionam com a vulnerabilidade &agrave; sugest&atilde;o e/ou com a press&atilde;o criada em determinadas  intera&ccedil;&otilde;es sociais. </p>     <p>&Eacute; preciso notar que a GSS ainda n&atilde;o se encontra aferida para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, pelo que &eacute; fundamental  que se continuem a efectuar estudos com diferentes popula&ccedil;&otilde;es, de modo a contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento  validado de avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de sugestionabilidade interrogativa. Administrada corretamente, respeitando as normas  &eacute;ticas, a GSS pode constituir um instrumento bastante &uacute;til, quer em termos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em contexto  forense, quer em termos de orienta&ccedil;&atilde;o para a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. </p>     <p>Em estudos futuros, seria tamb&eacute;m interessante incidir em amostras mais alargadas de reclusos, bem como proceder &agrave;  compara&ccedil;&atilde;o dos resultados de reclusos reincidentes e prim&aacute;rios, e tendo em conta o tipo de crime cometido (e.g., crimes contra  a propriedade <i>vs. </i>crimes contra a vida), para perceber em que medida estas vari&aacute;veis influenciam a vulnerabilidade &agrave;  sugest&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b>    <p>     <!-- ref --><p>Almiro, P. (2013). <i>Adapta&ccedil;&atilde;o, valida&ccedil;&atilde;o e aferi&ccedil;&atilde;o do EPQ-R para a popula&ccedil;&atilde;o  portuguesa: Estudos nos contextos cl&iacute;nico, forense e na comunidade</i>. Tese de Doutoramento, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201500030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Almiro, P., Sim&otilde;es, M. R., &amp; Sousa, L. (2010). <i>Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (vers&atilde;o 33 itens): Estudos  de adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i>. Coimbra: Laborat&oacute;rio de  Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica e Psicometria.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201500030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bain, S. A., &amp; Baxter, J. S. (2000). Interrogative suggestibility: The role of interviewer behavior. <i>Legal and Criminological Psychology,  5</i>, 123-133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201500030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ballard, R. (1992). Short forms of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <i>Psychological Reports, 71</i>, 1155-1160.  doi: 10.2466/PR0.71.8.1155-1160 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201500030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barros, R., Moreira, P., &amp; Oliveira, B. (2005). Influ&ecirc;ncia da desejabilidade social na estimativa da ingest&atilde;o alimentar obtida  atrav&eacute;s de um question&aacute;rio de frequ&ecirc;ncia de consumo alimentar. <i>Acta M&eacute;dica Portuguesa, 18</i>, 241-248.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201500030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Baxter, J. S., &amp; Bain, S. A. (2002). Faking interrogative suggestibility: The truth machine. <i>Legal and Criminological Psychology, 7</i>,  219-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Boon, J., Goznab, L., &amp; Halla, S. (2008). Detecting &ldquo;faking bad&rdquo; on the Gudjonsson Suggestibility Scales. <i>Personality and  Individual Differences, 44</i>, 263-272. doi: 10.1016/j.paid.2007.08.005 </p>     <!-- ref --><p>Brown, B. S., &amp; Courtless, T. F. (1971). <i>The mentally retarded offender</i>. Washington, DC: US Government Printing Office. Department of  Health Education and Welfare.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201500030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bukstel, B. H., &amp; Kilmann, P. R. (1980). Psychological effects of imprisonment on confined individuals. <i>Psychological Bulletin, 88</i>,  469-493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201500030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Carvalho, M. A. D. (1999). <i>O modelo informa&ccedil;&atilde;o-motiva&ccedil;&atilde;o-aptid&otilde;es comportamentais: Estudo dos  determinantes dos comportamentos preventivos na transmiss&atilde;o do VIH em jovens adultos</i>. Tese de Mestrado, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio, Lisboa. </p>     <!-- ref --><p>Chitsabesan, P., Kroll, L., Bailey, S., Kenning, C., Sneider, S., McDonald, W., &amp; Theodosiou, L. (2006). Mental health needs of young  offenders in custody and in the community. <i>British Journal of Psychiatry, 188</i>, 534-540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201500030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Clare, I. C., &amp; Gudjonsson, G. H. (1993). Interrogative suggestibility, confabulation, and acquiescence in people with mild learning  disabilities (mental handicap): Implications for reliability during police interrogations. <i>British Journal of Clinical Psychology, 32</i>,  295-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-8231201500030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Costa, P. T., &amp; McCrae, R. R. (1992). Multiple uses for longitudinal personality data. <i>European Journal of Personality, 6</i>, 85-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201500030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Crocker, A. G., Cote, G., Toupin, J., &amp; St-Onge, B. (2007). Rate and characteristics of men with an intellectual disability in pre-trial  detention. <i>Journal of Intellectual and Developmental Disability, 32</i>, 143-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201500030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Crowne, D. P., &amp; Marlowe, D. (1960). A new scale of social desirability independent of psychopathology. <i>Journal of Consulting Psychology,  24</i>, 349-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-8231201500030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Denkowski, G. C., &amp; Denkowski, K. M. (1985). The mentally retarded offender in the state prison system: Identification, prevalence,  adjustment and rehabilitation. <i>Criminal Justice and Behavior, 12</i>, 55-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201500030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Drake, K. E. (2010). Interrogative suggestibility: Life adversity, neuroticism, and compliance. <i>Personality and Individual Differences,  48</i>, 493-498. doi: 10.1016/j.paid.2009.11.030 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201500030000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Drake, K. E., Bull, R., &amp; Boon, J. C .W. (2008). Interrogative suggestibility, self-esteem, and the influence of negative life-events.  <i>Legal and Criminological Psychology, 13</i>, 299-307. doi: 10.1348/135532507X209981 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500030000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (1983). Suggestibility, intelligence, memory recall and personality: An experimental study. <i>British Journal of Psychiatry,  142</i>, 35-37. doi: 10.1192/bjp.142.1.35 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201500030000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (1984a). A new scale of interrogative suggestibility. <i>Personality and Individual Differences, 5</i>, 303-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201500030000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gudjonsson, G. H. (1984b). Interrogative suggestibility: Comparison between &lsquo;false confessors&rsquo; and &lsquo;deniers&rsquo; in criminal  trials. <i>Medicine, Science and the Law, 24</i>, 56-60. </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (1987). A parallel form of the Gudjonsson Suggestibility Scale. <i>British Journal of Clinical Psychology, 26</i>, 215-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500030000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (1997). <i>The Gudjonsson Suggestibility Scales manual</i>. Hove: Psychology Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201500030000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (1999). <i>The psychology of interrogations, confessions, and testimony. </i>Chichester: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201500030000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (2003). <i>The psychology of interrogations and confessions: A handbook</i>. Chichester: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201500030000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H. (2010). Interrogative suggestibility and false confessions. In J. M. Brown &amp; E. A. Campbell (Eds.), <i>The Cambridge  handbook of forensic psychology </i>(pp. 202-208). Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500030000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H., &amp; Sigurdsson, J. F. (1996). The relationship of confabulation to the memory, intelligence, suggestibility and personality  of prison inmates. <i>Applied Cognitive Psychology, 10</i>, 85-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201500030000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gudjonsson, G. H., &amp; Singh, K. K. (1984). The relationship between criminal conviction and interrogative suggestibility among delinquent  boys. <i>Journal of Adolescence, 7</i>, 29-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201500030000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Hayes, S., Shackell, P., Mottram, P., &amp; Lancaster, R. (2007). The prevalence of intellectual disability in a major UK prison. <i>British  Journal of Learning Disabilities, 35</i>, 162-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201500030000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lennox, C., Senior, J., King, C., Hassan, L., Clayton, R., Thornicroft, G., . . . Shaw, J. (2012). The management of released prisoners with  severe and enduring mental illness. <i>The Journal of Forensic Psychiatry &amp; Psychology, 23</i>, 67-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201500030000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lima, M. P., &amp; Sim&otilde;es, A. (2000). A teoria dos cinco factores: Uma proposta inovadora ou apenas uma boa arruma&ccedil;&atilde;o do  caleidosc&oacute;pio personol&oacute;gico?. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XVIII</i>, 171-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201500030000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mesiarik, C. M. (2008). <i>Gender, suggestibility and self-reported likelihood of false confessions. </i>Tese de Doutoramento, Universidade  Drexel, Filad&eacute;lfia. Retirado de  <a href="http://idea.library.drexel.edu/bitstream/1860/2897/1/Mesiarik_Constance.pdf"  target="_blank">http://idea.library.drexel.edu/bitstream/1860/2897/1/Mesiarik_Constance.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201500030000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mota, M., Sim&otilde;es, M. R., Amaral, L., Dias, I., Lu&iacute;s, D., Pedrosa, C., Maior, F. S., &amp; Silva, I. (2008). <i>Test of Memory  Malingering </i>(TOMM): Estudos de valida&ccedil;&atilde;o numa amostra de reclusos. <i>Psiquiatria, Psicologia &amp; Justi&ccedil;a,  2</i>, 23-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201500030000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Neves, D. S., Pinho, M. S., &amp; Faria, M. (2011). Sugestionabilidade interrogativa: Implica&ccedil;&otilde;es para a assessoria t&eacute;cnica  a tribunais e para a interven&ccedil;&atilde;o com delinquentes. <i>Ousar e Integrar: Revista de Reinser&ccedil;&atilde;o Social e Prova, 4</i>,  67-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201500030000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pires, R. (2011). <i>Estilos de personalidade e vulnerabilidade &agrave; sugest&atilde;o no contexto de uma rela&ccedil;&atilde;o  interpessoal</i>. Tese de doutoramento n&atilde;o publicada, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201500030000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Pires, R., Silva, D. R., &amp; Ferreira, A. S. (2013). Portuguese adaptation of the Gudjonsson Suggestibility Scales (GSS 1 and GSS 2):  Empirical findings. <i>Personality and Individual Differences</i>, <i>54</i>, 251-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201500030000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Po&iacute;nhos, R., Correia, F., Faneca, M., Ferreira, J., Gon&ccedil;alves, C., Pinh&atilde;o, S., &amp; Medina, J. L. (2008). Desejabilidade  social e barreiras ao cumprimento da terap&ecirc;utica diet&eacute;tica em mulheres com excesso de peso. <i>Acta M&eacute;dica Portuguesa, 21</i>,  221-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201500030000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Polczyk, R. (2005). Interrogative suggestibility: Cross-cultural stability of psychometric and correlational properties of the Gudjonsson  Suggestibility Scales. <i>Personality and Individual Differences, 38</i>, 177-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201500030000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Raven, J. C., Court, J. H., &amp; Raven, J. (1996). <i>Sec&ccedil;&atilde;o 3 &ndash; Matrizes progressivas standard</i>. Lisboa: Infoteste. </p>     <!-- ref --><p>Scagliusi, F. B., Cord&aacute;s, T. A., Polacow, V. O., Coelho, D., Alvarenga, M., Philippi, S. T., &amp; Lancha Jr., A. H. (2004).  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Intelligence, previous convictions and interrogative suggestibility: Path analysis of alleged  false-confession cases. <i>British Journal of Clinical Psychology, 32</i>, 169-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-8231201500030000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Slick, D., Sherman, E., &amp; Iverson, G. L. (1999). Diagnostic criteria for malingered neurocognitive dysfunction: Proposed standards for  clinical practice and research. <i>The Clinical Neuropsychologist, 13</i>, 545-561.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-8231201500030000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Smith, K., &amp; Gudjonsson, G. H. (1986). Investigation of the responses of &lsquo;fakers&rsquo; and &lsquo;nonfakers&rsquo; on the Gudjonsson  Suggestibility Scale. <i>Medicine, Science and the Law, 26</i>, 66-71. </p>     <!-- ref --><p>S&oslash;ndenaa, E., Rasmussen, K., Palmstierna, T., &amp; N&oslash;ttestad, J. A. (2008). The prevalence and nature of intellectual disability  in Norwegian prisions. <i>Journal of Intelectuall Disability Research, 52</i>, 1129-1137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-8231201500030000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>S&oslash;ndenaa, E., Rasmussen, K., Palmstierna, T., &amp; N&oslash;ttesttad, J. A. (2010). The useflness of assessing suggestibility and  compliance in prisoners with unidentified intelectual disabilities. <i>Scandinavian Journal of Psychology, 51</i>, 434-438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-8231201500030000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Soto-Maior, F. S., Silva, I., Pedrosa, C., Dias, I., Sim&otilde;es, M. R., &amp; Pinho, M. S. (2009). Test of Memory Malingering (TOMM): Estudos  de valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa em amostras de reclusos e estudantes universit&aacute;rios. <i>Revista de  Psicologia Militar, 18</i>, 269-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-8231201500030000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tombaugh, T. N. (1996). <i>Test of Memory Malingering. </i>Canada: Multi-Health Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-8231201500030000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Woolston, R., Bain, S. A., &amp; Baxter, J. S. (2006). Patterns of malingering and compliance in measures of interrogative suggestibility.  <i>Personality and Individual Differences, 40</i>, 453-461. doi: 10.1016/j.paid.2005.10.010 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-8231201500030000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marta Sofia Penajoia, Faculdade de Psicologia e de  Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Coimbra, Rua do Col&eacute;gio Novo, 3000-115 Coimbra.  E-mail: <a href="mailto:mpenajoia@fpce.uc.pt">mpenajoia@fpce.uc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 24/03/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 15/04/2015 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTAS</p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> O <i>feedback </i>negativo pode ser impl&iacute;cito ou expl&iacute;cito. Um exemplo de  <i>feedback </i>negativo impl&iacute;cito &eacute; a repeti&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es, no sentido deixar o entrevistado com  d&uacute;vidas acerca das suas respostas. J&aacute; o <i>feedback </i>negativo expl&iacute;cito consiste na emiss&atilde;o, por parte do  entrevistador, de uma mensagem ao sujeito entrevistado na qual indica que ele cometeu v&aacute;rios erros (Gudjonsson, 2003). </p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> A GSS pode igualmente ser administrada sem incluir o intervalo de reten&ccedil;&atilde;o que  antecede a evoca&ccedil;&atilde;o diferida. </p>     ]]></body>
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