<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312015000400001</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1022</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As virtudes nas organizações]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel Pina e]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[Arménio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Nova School of Business and Economics ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>33</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>349</fpage>
<lpage>359</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312015000400001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312015000400001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312015000400001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O termo “virtudes” andou arredado do léxico organizacional. Todavia, mais recentemente, uma vaga de interesse motivada por escândalos no mundo empresarial (particularmente no setor financeiro) trouxe as virtudes para o centro do palco. Neste artigo, discutimos a noção de virtude, apresentamos um quarteto de perspetivas complementares sobre a virtude enquanto processo organizacional, e discutimos formas possíveis de estimular a prática organizacional virtuosa numa perspetiva de comportamento organizacional.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Virtue as an organizational phenomenon has been ignored for a considerable period of time. Recently, however, a succession of scandals in the corporate world (particularly in the financial sector) brought the role of virtues back to the focus of research attention. In the article we discuss the notion of virtue, present four complementary perspectives on virtues as an organizational phenomenon and discuss how to stimulate virtuous organizational practice from an organizational behavior perspective.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Organizações]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Virtudes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ética organizacional]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Virtues]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Organizations]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Organizational ethics]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>As virtudes nas organiza&ccedil;&otilde;es</b></p>     <p><b>Miguel Pina e Cunha<sup>1</sup>, Arm&eacute;nio Rego<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Nova School of Business and Economics, Universidade Nova de Lisboa</p>     <p><sup>2</sup>Universidade de Aveiro</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O termo &ldquo;virtudes&rdquo; andou arredado do l&eacute;xico organizacional. Todavia, mais recentemente, uma vaga de interesse motivada por  esc&acirc;ndalos no mundo empresarial (particularmente no setor financeiro) trouxe as virtudes para o centro do palco. Neste artigo, discutimos a  no&ccedil;&atilde;o de virtude, apresentamos um quarteto de perspetivas complementares sobre a virtude enquanto processo organizacional, e  discutimos formas poss&iacute;veis de estimular a pr&aacute;tica organizacional virtuosa numa perspetiva de comportamento organizacional.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Organiza&ccedil;&otilde;es, Virtudes, &Eacute;tica organizacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Virtue as an organizational phenomenon has been ignored for a considerable period of time. Recently, however, a succession of scandals in the  corporate world (particularly in the financial sector) brought the role of virtues back to the focus of research attention. In the article we  discuss the notion of virtue, present four complementary perspectives on virtues as an organizational phenomenon and discuss how to stimulate  virtuous organizational practice from an organizational behavior perspective.</p>     <p><b>Key words</b>: Virtues, Organizations, Organizational ethics.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><i>&ldquo;Para a virtude da discri&ccedil;&atilde;o, ou de modo geral qualquer virtude, aparecer em seu fulgor, &eacute; necess&aacute;rio que  faltemos &agrave; sua pr&aacute;tica&rdquo; </i></p>     <p>Carlos Drummond de Andrade</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es modernas, com destaque para as empresas, s&atilde;o uma das mais admir&aacute;veis for&ccedil;as de progresso  social. Criam solu&ccedil;&otilde;es que tornam a vida mais confort&aacute;vel, respondem a necessidades humanas fundamentais, e deliciam os  consumidores com produtos desej&aacute;veis. Mas essas mesmas for&ccedil;as de progresso podem transformar-se em m&aacute;quinas de  destrui&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o apenas de &ldquo;destrui&ccedil;&atilde;o de valor&rdquo; mas tamb&eacute;m de destrui&ccedil;&atilde;o de  valores e de confian&ccedil;a na economia e na sociedade. Algumas empresas e respetivos l&iacute;deres t&ecirc;m um lado negro expresso de forma  particularmente saliente nos comportamentos de lideran&ccedil;a <i>hubr&iacute;sticos</i> (Bollaert &amp; Petit, 2010; Tett, 2014), no abuso,  quando n&atilde;o na explora&ccedil;&atilde;o do trabalho humano (Crane, 2013), e numa reveladora falta de amor ao pr&oacute;ximo, mesmo que o  pr&oacute;ximo seja o colega do lado (Cunha et al., 2014). Em s&iacute;ntese: algumas empresas, no estrangeiro e em Portugal, t&ecirc;m oferecido  deplor&aacute;veis espet&aacute;culos de falta de escr&uacute;pulo &eacute;tico, ou mesmo uma car&ecirc;ncia do mais elementar bom senso. O  soci&oacute;logo Zygmunt Bauman resume o processo de forma lapidar, notando que a parceria entre organiza&ccedil;&atilde;o e moralidade n&atilde;o  tem sido pac&iacute;fica (Bauman, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Felizmente, outras empresas, como a Unilever, assumiram o expl&iacute;cito desafio de serem organiza&ccedil;&otilde;es virtuosas (The Economist,  2014). No mundo acad&eacute;mico, autores como Crossan, Mazutis e Seijts (2013) t&ecirc;m defendido a necessidade de incorporar as virtudes nos  modelos de tomada de decis&atilde;o gestion&aacute;ria. N&atilde;o surpreende, por isso, que o tema das virtudes tenha reencontrado um lugar  honroso na moderna teoria de gest&atilde;o (e.g., Cameron, 2011; Crossan et al., 2013; Palanski, Kahai, &amp; Yammarino, 2011; Rego, Cunha, &amp;  Clegg, 2012; Ribeiro, Rego, &amp; Cunha, 2013) e do comportamento organizacional, nomeadamente (Cunha, Rego, &amp; Lopes, 2013).</p>     <p>&Eacute; neste quadro otimista que este texto se situa. Depois de brevemente definirmos o conceito de virtudes, tratamos de dois pontos  essenciais. Primeiro: discutimos quatro formas de entender as virtudes em contexto organizacional: (1) as virtudes como disposi&ccedil;&otilde;es  individuais; (2) as virtudes como intera&ccedil;&otilde;es generativas; (3) as virtudes como processos culturais (certas organiza&ccedil;&otilde;es  estimulam o florescimento das virtudes); e (4) as virtudes como pr&aacute;ticas (certas maneiras de trabalhar refor&ccedil;am h&aacute;bitos  virtuosos). Segundo: sugerimos linhas de orienta&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica que podem ajudar a desenvolver as virtudes nos indiv&iacute;duos  em geral, nos l&iacute;deres e na organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O que s&atilde;o as virtudes?</b></p>     <p>As virtudes s&atilde;o qualidades pessoais que orientam os comportamentos para o bem comum (Arjoon, 2000). Tolentino de Mendon&ccedil;a (2014)  definiu-as como for&ccedil;as que qualificam a exist&ecirc;ncia. Fowers (2009, p. 1013) definiu virtude como &ldquo;a forma de excel&ecirc;ncia que  permite ao indiv&iacute;duo prosseguir finalidades valorosas nas atividades quotidianas&hellip; pelo que a virtude n&atilde;o &eacute; a sua  pr&oacute;pria recompensa&rdquo;. De modo mais &ldquo;operacional&rdquo;, pode afirmar-se que as virtudes representam o meio-termo, ou a  m&eacute;dia dourada, entre dois extremos baixos (Aristotle, 2011; Crossan et al., 2013; Wright &amp; Goodstein, 2007). Por exemplo, a coragem  &eacute; o meio-termo virtuoso entre a cobardia e a aud&aacute;cia perigosa e irrespons&aacute;vel. A humildade &eacute; o meio-termo entre a  arrog&acirc;ncia extrema e a completa falta de sentido de auto valor pessoal. A curiosidade &eacute; o meio-termo entre a total aus&ecirc;ncia de  gosto pela descoberta e o conhecimento e a total indiscri&ccedil;&atilde;o na forma de inquirir a realidade.</p>     <p>Quando adotadas coletivamente, as virtudes transformam-se em qualidades da organiza&ccedil;&atilde;o e ajudam a desenvolver o m&uacute;sculo  moral da mesma (Cameron &amp; Winn, 2012). As virtudes s&atilde;o, pois, <i>h&aacute;bitos</i> que se expressam na a&ccedil;&atilde;o de uma forma  aut&ecirc;ntica e convicta. Isto &eacute;, s&atilde;o mais do que fazer as coisas bem-feitas (Kay, 2013). Para compreender a import&acirc;ncia das  virtudes &eacute; importante ultrapassar a &ecirc;nfase que as sociedades colocam no desempenho, na efici&ecirc;ncia e no alcance de objetivos.  Simplificando: nem todo o <i>elevado</i> desempenho &eacute; <i>bom</i> desempenho.</p>     <p>Nonaka, Chia, Holt e Peltokorpi (2014) explicam o processo do seguinte modo. Um fabricante autom&oacute;vel precisa de saber como fazer um carro  bem feito (<i>techn&ecirc;</i>). Todavia, para fazer cada vez melhor os seus autom&oacute;veis, n&atilde;o lhe basta esse conhecimento. Precisa  tamb&eacute;m de cultivar uma disposi&ccedil;&atilde;o para a excel&ecirc;ncia, a qual o confronta com a finalidade &uacute;ltima da sua atividade,  que por sua vez estimula julgamentos e pensamentos informados pela virtude (<i>phronesis</i>). Nesse sentido, uma organiza&ccedil;&atilde;o  tecnicamente excelente pode ser eticamente med&iacute;ocre. A sua compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica, se n&atilde;o for acompanhada dessa capacidade  &eacute;tica para interrogar o modo como as coisas s&atilde;o feitas, e porque s&atilde;o feitas, constitui uma insufici&ecirc;ncia moral. Nesta  perspetiva, falhar o alcance de um objetivo pode ser mais honroso que alcan&ccedil;&aacute;-lo &ndash; se, para alcan&ccedil;ar o objetivo, tiverem  sido violados princ&iacute;pios &eacute;ticos e adotados modos de a&ccedil;&atilde;o menos &eacute;ticos.</p>     <p>Em suma: nem todo o sucesso &eacute; virtuoso, e o sucesso n&atilde;o virtuoso (i.e., vicioso) &eacute; um sucesso pouco recomend&aacute;vel.  Ademais, h&aacute; raz&otilde;es para supor que o sucesso n&atilde;o virtuoso pode acabar por redundar em fracasso, pelo menos a longo prazo. A  virtuosa Toyota, ao deixar-se inebriar pelo sucesso e perdendo o sentido virtuoso de humildade que sempre a caraterizou, sofreu as  consequ&ecirc;ncias perversas que se conhecem (em termos de reputa&ccedil;&atilde;o e de rendimento) depois de ter tratado indevidamente os  problemas de seguran&ccedil;a que surgiram nos seus autom&oacute;veis (Chowdhury, 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Abordagens sobre as virtudes</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O antes exposto requer, todavia, uma an&aacute;lise mais cuidadosa, sob pena de se considerar que a virtude &eacute; algo intr&iacute;nseco a  algumas pessoas e, por isso, imut&aacute;vel ou n&atilde;o aprend&iacute;vel. &Eacute; o que faremos seguidamente ao tratamos as virtudes &agrave;  luz de quatro abordagens: (<a href="#q1">Quadro 1</a>) (1) a virtude como disposi&ccedil;&atilde;o (isto &eacute;,  &ldquo;inclina&ccedil;&atilde;o&rdquo; para atuar de modo virtuoso); (2) a virtude como intera&ccedil;&atilde;o generativa (i.e., resultante da  aprendizagem pelo exemplo positivo), (3) a virtude como processo cultural (i.e., resultante da press&atilde;o de ambientes positivos); (4) a  virtude como trabalho (i.e., resultante da pr&aacute;tica quotidiana de uma abordagem moralmente equilibrada).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a01q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A virtude como disposi&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>As virtudes s&atilde;o frequentemente apresentadas como carater&iacute;sticas individuais naturais, como disposi&ccedil;&otilde;es ou fatores  intra-individuais (Argando&ntilde;a, 2014), um car&aacute;ter moral (Cohen &amp; Morse, 2014). Ou seja: as pessoas t&ecirc;m virtudes ou n&atilde;o  t&ecirc;m. Quer estas virtudes provenham de tra&ccedil;os de personalidade de base gen&eacute;tica, quer de experi&ecirc;ncias educacionais,  considera-se que o n&uacute;cleo virtuoso reside na ess&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo. Nesta perspetiva, a &ldquo;boa ma&ccedil;&atilde;&rdquo;, a  &ldquo;ma&ccedil;&atilde;&rdquo; virtuosa, n&atilde;o polui as outras e, quando em posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a, impede os liderados  de seguirem caminhos n&atilde;o virtuosos. A perspetiva das virtudes como disposi&ccedil;&otilde;es individuais encontra express&atilde;o  organizacional nos l&iacute;deres &eacute;ticos, nos dadores generosos e nos desviantes positivos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>L&iacute;deres &eacute;ticos</i>. Um dos exemplos de virtude intra-individual &eacute; proporcionado pelos l&iacute;deres &eacute;ticos.  Trata-se de pessoas seguidoras de uma abordagem moralmente rica da realidade, expressando comportamentos alinhados com padr&otilde;es morais  universalmente v&aacute;lidos (Mayer, 2014). Estes l&iacute;deres preocupam-se n&atilde;o apenas com aquilo que alcan&ccedil;am e que ajudam as  suas organiza&ccedil;&otilde;es a alcan&ccedil;ar, mas tamb&eacute;m com a <i>forma como o fazem</i>. Isto &eacute;, trata-se de l&iacute;deres  equilibrados e capazes de perceber que a lideran&ccedil;a importa n&atilde;o apenas por aquilo que consegue mas pela forma moralmente justa adotada  para alcan&ccedil;ar tal resultado. O fen&oacute;meno da lideran&ccedil;a &eacute;tica tem sido abundantemente tratado na literatura como uma das  fontes de moralidade organizacional (Schaubroeck et al., 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Dadores generosos</i>. Algumas pessoas s&atilde;o virtuosas por expressarem uma genu&iacute;na orienta&ccedil;&atilde;o para o bem comum, sem  expectativas de reciprocidade. Grant (2013) apelida estas pessoas de &ldquo;dadores&rdquo;. Os dadores s&atilde;o movidos pela virtude da  generosidade e desempenham pap&eacute;is cr&iacute;ticos nas organiza&ccedil;&otilde;es. As pessoas generosas ajudam os outros, refor&ccedil;am o  capital social e psicol&oacute;gico das suas organiza&ccedil;&otilde;es e tornam as suas organiza&ccedil;&otilde;es melhores lugares. Em lugares de  lideran&ccedil;a, estas pessoas atuam frequentemente como <i>coaches </i>genuinamente apaixonados pelo desenvolvimento dos outros ou como colegas  normalmente prest&aacute;veis e dispon&iacute;veis (Cunha, Afanador, &amp; Rego, 2015). Os dadores, quando sensatos, geram a confian&ccedil;a e a  boa vontade nos seus interlocutores, ao contr&aacute;rio dos recebedores &ndash; que geram retra&ccedil;&atilde;o e desconfian&ccedil;a, pois os  interlocutores receiam estar a ser instrumentalizados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desviantes positivos</i>. As virtudes tamb&eacute;m encontram express&atilde;o no comportamento daqueles que se desviam deliberadamente das  pr&aacute;ticas habituais da organiza&ccedil;&atilde;o ou do setor, funcionando como desviantes positivos. O caso de Brad Katsuyama e da sua equipa  no mundo de Wall Street, descrito no livro <i>Flash Boys </i>(Lewis, 2014), constitui um exemplo paradigm&aacute;tico. Estas pessoas desejam  alterar os modos de funcionamento da organiza&ccedil;&atilde;o ou setor, tornando-os melhores. Adotam comportamentos de lideran&ccedil;a e de  subvers&atilde;o das atuais regras, com uma inten&ccedil;&atilde;o virtuosa. Estes agentes de lideran&ccedil;a s&atilde;o, por vezes, chamados de  radicais temperados (Creed, 2003; Meyerson &amp; Scully, 1995). Move-os o desejo de melhorar a organiza&ccedil;&atilde;o e atuam em prol da mesma e  n&atilde;o de agendas pessoais focadas no auto-interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A virtude como intera&ccedil;&atilde;o generativa</i></p>     <p>Numa segunda perspetiva, as virtudes podem ser adquiridas mediante a experi&ecirc;ncia de intera&ccedil;&otilde;es virtuosas, por  observa&ccedil;&atilde;o, &ldquo;vicariantemente&rdquo;. Nesta perspetiva, a virtude &eacute; menos um fator intr&iacute;nseco e intra-individual e  mais um processo interacional no qual intera&ccedil;&otilde;es com pessoas virtuosas expressam um car&aacute;ter generativo capaz de alimentar  c&iacute;rculos virtuosos. Eis dois exemplos de processos generativos virtuosos: o exemplo dos l&iacute;deres e as intera&ccedil;&otilde;es  construtivas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Exemplo dos l&iacute;deres &eacute;ticos</i>. A virtude resulta da observa&ccedil;&atilde;o e da aceita&ccedil;&atilde;o de um bom exemplo.  Um l&iacute;der virtuoso diminui o espa&ccedil;o para que os outros n&atilde;o o sejam. A interpreta&ccedil;&atilde;o que os subordinados fazem do  comportamento do chefe &eacute; a de que a organiza&ccedil;&atilde;o valoriza os comportamentos daqueles que promove para posi&ccedil;&otilde;es de  lideran&ccedil;a: se uma pessoa virtuosa foi promovida, as virtudes contam; se, pelo contr&aacute;rio, a organiza&ccedil;&atilde;o promove pessoas  destitu&iacute;das de preocupa&ccedil;&otilde;es virtuosas, ent&atilde;o as virtudes s&atilde;o irrelevantes, ou mesmo obst&aacute;culos  &agrave;quilo que &eacute; preciso fazer. O que significa que os l&iacute;deres d&atilde;o <i>sempre</i> o exemplo &ndash; mesmo que estejam a dar  exemplos errados.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Intera&ccedil;&otilde;es construtivas</i>. As virtudes s&atilde;o for&ccedil;as volunt&aacute;rias (Hackett &amp; Wang, 2012) adquiridas e  treinadas conscientemente, mais que express&otilde;es de uma bondade inata e primordial. Por essa raz&atilde;o, a exposi&ccedil;&atilde;o a pessoas  e organiza&ccedil;&otilde;es virtuosas, e a busca de intera&ccedil;&otilde;es construtivas (i.e., com potencial generativo) podem constituir um  caminho para o refor&ccedil;o da virtude. Algumas organiza&ccedil;&otilde;es e equipas s&atilde;o fontes de intera&ccedil;&otilde;es virtuosas  &ndash; pelo que atraem as boas &ldquo;ma&ccedil;&atilde;s&rdquo; e expelem as m&aacute;s &ldquo;ma&ccedil;&atilde;s&rdquo;. Diferentemente, nos  coletivos viciosos, as boas &ldquo;ma&ccedil;&atilde;s&rdquo; s&atilde;o expelidas &ndash; ou &ldquo;apodrecem&rdquo;. As intera&ccedil;&otilde;es  positivas s&atilde;o a unidade sobre a qual se constr&oacute;i a virtude organizacional, energizando o sistema moral da organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A virtude como processo cultural</i></p>     <p>Numa formula&ccedil;&atilde;o distinta, as virtudes podem ser tomadas como o resultado de processos de socializa&ccedil;&atilde;o e de  acultura&ccedil;&atilde;o. As organiza&ccedil;&otilde;es podem desenvolver tra&ccedil;os culturais que estimulam a express&atilde;o de  comportamentos virtuosos. Tornam-se elas pr&oacute;prias virtuosas, i.e., dotadas de ambientes moralmente ricos capazes de produzir um impacto  positivo dentro e fora das suas fronteiras (Stephens, Hephy, Carmeli, Spreitzer, &amp; Dutton, 2013). Quando um hospital decide seguir a  exorta&ccedil;&atilde;o de Florence Nightingale, segundo a qual &ldquo;o primeiro requisito para um hospital &eacute; que n&atilde;o deve magoar o  doente&rdquo;, est&aacute; a enfatizar uma cultura rica em compaix&atilde;o, empatia, generosidade. Uma organiza&ccedil;&atilde;o &eacute; virtuosa  n&atilde;o necessariamente porque os seus empregados individualmente sejam virtuosos, mas porque a organiza&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e regras de  conduta virtuosas &agrave;s quais os indiv&iacute;duos se adaptam &ndash; ou n&atilde;o se adaptam e s&atilde;o removidos (Schneider, 1987). Nesta  perspetiva, &eacute; na boa &ldquo;barrica&rdquo;, j&aacute; n&atilde;o na boa &ldquo;ma&ccedil;&atilde;&rdquo;, que reside o cora&ccedil;&atilde;o  virtuoso da organiza&ccedil;&atilde;o. Ou seja: cada pessoa pode construir e refor&ccedil;ar a sua virtude pessoal escolhendo contextos nos quais a  probabilidade de esse refor&ccedil;o acontecer &eacute; maior. Por isso, a reputa&ccedil;&atilde;o &eacute;tica constitui uma importante fonte de  informa&ccedil;&atilde;o sobre um empregador &ndash; e uma reputa&ccedil;&atilde;o virtuosa atrai empregados com maior potencial virtuoso. Expomos  seguidamente tr&ecirc;s fatores edificadores de processos culturais virtuosos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Explicita&ccedil;&atilde;o de valores virtuosos</i>. Muitas organiza&ccedil;&otilde;es procedem &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o dos seus  valores chave. Enunciar valores n&atilde;o se traduz necessariamente em pr&aacute;ticas virtuosas. Um exemplo extremo: quando Gordon Gekko, no  filme <i>Wall Street</i>, anuncia que a gan&acirc;ncia &eacute; boa, n&atilde;o est&aacute; a contribuir para a cria&ccedil;&atilde;o de uma  organiza&ccedil;&atilde;o virtuosa, embora esteja claramente a enunciar um valor. Quando o desempenho &ldquo;excelente&rdquo; &eacute; enaltecido  independentemente do modo como &eacute; alcan&ccedil;ado, a organiza&ccedil;&atilde;o enuncia um valor, embora n&atilde;o necessariamente uma  virtude. Quando, todavia, uma organiza&ccedil;&atilde;o enfatiza a compaix&atilde;o ou a generosidade (Amabile, Fisher, &amp; Pillemer, 2014),  est&aacute; a sublinhar a import&acirc;ncia da virtude. Naturalmente, a explicita&ccedil;&atilde;o de valores virtuosos apenas &eacute; eficaz se  se traduzir em pr&aacute;ticas virtuosas, designadamente as dos l&iacute;deres. Diferentemente, a disson&acirc;ncia entre os valores (virtuosos)  declarados e as pr&aacute;ticas (viciosas) adotadas gera cinismo, desconfian&ccedil;a e comportamentos de retra&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Hist&oacute;rias virtuosas</i>. A &ecirc;nfase colocada nas virtudes pode, subsequentemente, ser transmitida sob a forma de hist&oacute;rias.  As hist&oacute;rias contadas numa comunidade podem enfatizar diferentes processos. Em alguns casos, s&atilde;o contadas hist&oacute;rias de  l&iacute;deres humildes que deixam os outros brilhar; outras hist&oacute;rias mostram um mundo em que os vencedores ganham tudo. Algumas  organiza&ccedil;&otilde;es contam hist&oacute;rias de aprecia&ccedil;&atilde;o e humildade; outras relatam contos de desinteresse pela  condi&ccedil;&atilde;o do outro e de humilha&ccedil;&atilde;o (veja-se, voltando ao cinema, <i>O Lobo de Wall Street</i>). A MindTree, uma empresa  tecnol&oacute;gica de Bangalore, distribui aos seus novos colaboradores um pequeno livro com hist&oacute;rias, em vez de um c&oacute;digo  &eacute;tico. Essas hist&oacute;rias enfatizam a import&acirc;ncia da &eacute;tica remetendo para casos concretos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>As virtudes como verdades profundas</i>. No limite, se a cultura for afinada por tempo suficiente, as virtudes podem tornar-se pressupostos  organizacionais profundos. Tornam-se gram&aacute;ticas culturais que guiam os pensamentos, as conversas e os comportamentos. Se as virtudes apenas  podem ser desenvolvidas pela pr&aacute;tica, a sua transforma&ccedil;&atilde;o em verdades profundas, em pressupostos culturais, ajuda a explicar  e a justificar a sua pr&aacute;tica recorrente. A a&ccedil;&atilde;o cultural apoia-se em pressupostos, sendo os pressupostos respeitadores da  virtude o alicerce da organiza&ccedil;&atilde;o virtuosa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>A virtude como trabalho</i></p>     <p>A corrente dos estudos organizacionais positivos oferece uma quarta abordagem sobre as virtudes: como trabalho. As virtudes, nesta perspetiva,  n&atilde;o s&atilde;o um fator intra-individual, nem um tra&ccedil;o cultural, mas antes uma pr&aacute;tica, uma forma de trabalho, aquilo que a  organiza&ccedil;&atilde;o faz e que resulta na express&atilde;o de algo que &eacute; bom em si mesmo (Gehman, Trevi&ntilde;o, &amp; Garud, 2013).  Neste sentido, a &uacute;nica forma de ser virtuoso &eacute; praticando a virtude e n&atilde;o apregoando uma cultura de belas virtudes que  n&atilde;o sai dos documentos nem dos discursos proferidos em sal&otilde;es alcatifados &ndash; ou, de resto, de artigos sobre o tema, incluindo  este. Como escreveu Naguib Mahfouz, &ldquo;&Eacute; claramente mais importante tratar bem o nosso pr&oacute;ximo do que estar sempre a rezar, a  jejuar e a tocar com a cabe&ccedil;a num tapete de ora&ccedil;&atilde;o.&rdquo; Que o not&oacute;rio bandido Al Capone tenha um dia afirmado que  &ldquo;Devemos manter os Estados Unidos &iacute;ntegros, a salvo e livres da corrup&ccedil;&atilde;o&rdquo; ilustra bem o ponto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Exercitar o m&uacute;sculo moral</i>. As virtudes, explicou Arist&oacute;teles (2011), ocupam um meio-termo, s&atilde;o uma m&eacute;dia  dourada. Esta m&eacute;dia dourada &eacute; um exerc&iacute;cio di&aacute;rio: nunca est&aacute; feito, faz-se sempre. Neste sentido,  ningu&eacute;m <i>&eacute; </i>virtuoso, porque a pessoa virtuosa pode deixar de o ser ou n&atilde;o o ser a tempo inteiro. A virtude &eacute; um  trabalho em processo, cont&iacute;nuo e inacabado. Como no caso do <i>Frei Genebro </i>de E&ccedil;a de Queir&oacute;s (Queir&oacute;s, 2008), as  virtudes passadas podem ser ofuscadas por uma m&aacute; a&ccedil;&atilde;o presente. As for&ccedil;as morais t&ecirc;m de ser mantidas em forma e  constantemente revitalizadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Manter a m&eacute;dia dourada</i>. O exerc&iacute;cio pr&aacute;tico das virtudes implica a capacidade de manter os equil&iacute;brios  aristot&eacute;licos que aproximam o comportamento da m&eacute;dia dourada. A m&eacute;dia dourada &eacute; uma dualidade vibrante e n&atilde;o um  meio-termo morno entre dois extremos (Eisenhardt, 2000). A capacidade de alcan&ccedil;ar e de manter este equil&iacute;brio representa um  exerc&iacute;cio di&aacute;rio. Implica a articula&ccedil;&atilde;o de regras gerais &agrave;s conting&ecirc;ncias espec&iacute;ficas. Requer  capacidade de conhecimento das regras e conhecimento de si pr&oacute;prio. &Eacute; um exerc&iacute;cio dif&iacute;cil porque os extremos podem ser  tentadores. O l&iacute;der poderoso pode usar o seu <i>fiat </i>para resolver um assunto, em vez de perder tempo a convencer os seus subordinados;  a pessoa humilde pode ter de contrariar a sua mod&eacute;stia para defender assertivamente um ponto de vista. Ou seja, para se manter a  m&eacute;dia dourada, pode ser necess&aacute;rio esticar a corda da virtude.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Linhas pr&aacute;ticas de orienta&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Considerando a complexidade das virtudes e o seu car&aacute;ter aprendido na pr&aacute;tica, o que podem as organiza&ccedil;&otilde;es fazer  para criar h&aacute;bitos virtuosos? Eis um elenco de possibilidades.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Identificar e cultivar o prop&oacute;sito final da organiza&ccedil;&atilde;o</i></p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es podem cultivar a virtude questionando-se sobre o modo como se movem na dire&ccedil;&atilde;o do seu objetivo  &uacute;ltimo. Podem perguntar: (1) qual o prop&oacute;sito da organiza&ccedil;&atilde;o? e (2) como se aproxima a organiza&ccedil;&atilde;o desse  prop&oacute;sito? Desta forma, a organiza&ccedil;&atilde;o fica dotada de uma miss&atilde;o, mais do que apenas de objetivos. Os objetivos  n&atilde;o estimulam necessariamente a reflex&atilde;o profunda. Diferentemente, a reflex&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o sobre a sua  miss&atilde;o/prop&oacute;sito requer o confronto com a sua raz&atilde;o de ser. Naturalmente, a virtuosidade de uma organiza&ccedil;&atilde;o  depender&aacute; da virtuosidade da sua miss&atilde;o. Miss&otilde;es virtuosas podem ser um poderoso fator motivador e um nutriente do significado  do trabalho das pessoas. Numa empresa que produz equipamentos m&eacute;dicos, &ldquo;salvar vidas&rdquo; &eacute; uma miss&atilde;o bastante  distinta de &ldquo;criar valor para o acionista&rdquo;. Mas a investiga&ccedil;&atilde;o mostra que a miss&atilde;o &ldquo;salvar vidas&rdquo; pode  ser uma maneira mais eficaz de &ldquo;criar valor&rdquo; do que a miss&atilde;o &ldquo;criar valor&rdquo; (Confino, 2012; Kay, 2010; Waldman &amp;  Siegel, 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Considerar os resultados mas tamb&eacute;m os comportamentos que a eles conduziram</i></p>     <p>A exist&ecirc;ncia de um prop&oacute;sito expl&iacute;cito torna mais frut&iacute;fera a discuss&atilde;o da pr&aacute;tica organizacional. Como  procura a organiza&ccedil;&atilde;o concretizar a sua miss&atilde;o? Aceita que os fins justificam os meios? V&ecirc; o alcance dos resultados como  uma &ldquo;vaca sagrada&rdquo;, logo indiscut&iacute;vel? As pessoas aceitam &ldquo;cortar caminhos&rdquo; em nome do alcance dos objetivos? Os  pr&oacute;prios objetivos estimulam comportamentos eticamente question&aacute;veis? Infelizmente, a realidade mostra que algumas  organiza&ccedil;&otilde;es respondem afirmativamente a estas quest&otilde;es &ndash; levando pessoas boas a fazer coisas m&aacute;s (Bazerman &amp;  Tenbrusel, 2011), por vezes em nome do alcance dos objetivos e em benef&iacute;cio da organiza&ccedil;&atilde;o (Ordo&ntilde;ez, Schweitzer,  Galinsky, &amp; Bazerman, 2009). Um delegado de informa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de Lisboa, por exemplo, confirmou que burlou o Estado  &ldquo;para atingir objetivos do laborat&oacute;rio&rdquo; (Borja-Santos, 2014). Conv&eacute;m, pois, que as boas pessoas n&atilde;o desenhem os  processos que conduzem a becos &eacute;ticos sem sa&iacute;da. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Treinar a virtude como disposi&ccedil;&atilde;o natural</i></p>     <p>A virtude &eacute; mais que um &ldquo;tra&ccedil;o&rdquo; ou um fator gen&eacute;tico: &eacute; um h&aacute;bito, desenvolvido e trabalhado,  refletido. Ou seja, as pessoas n&atilde;o s&atilde;o virtuosas porque nasceram virtuosas. S&atilde;o-no porque foram treinadas &ndash; na  fam&iacute;lia, na escola, nas institui&ccedil;&otilde;es e na empresa &ndash; para o serem. Com o treino, a reflex&atilde;o e o exemplo, a virtude  pode evoluir para se tornar uma disposi&ccedil;&atilde;o natural. Mas esta naturalidade &eacute; o resultado de trabalho cont&iacute;nuo. Mesmo  pessoas treinadas na virtude podem desenvolver novos h&aacute;bitos se forem colocadas em &ldquo;m&aacute;s barricas&rdquo;. Como se costuma dizer,  o h&aacute;bito faz o monge.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Cultivar a reflexividade &ldquo;phroneticamente&rdquo;</i></p>     <p>S&oacute;focles explicou &ldquo;como &eacute; terr&iacute;vel conhecer, quando o conhecimento n&atilde;o favorece quem o possui&rdquo;. Caminhar  no sentido das virtudes significa ser capaz de aceitar o conhecimento e procur&aacute;-lo mesmo quando ele n&atilde;o favorece o seu possuidor. A  cria&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es virtuosas implica a capacidade de pensar o nosso pr&oacute;prio comportamento e as suas causas,  bem como o grau em que ele facilita o bem comum. A capacidade de auto-lideran&ccedil;a assume, por isso, contornos cr&iacute;ticos: bons  l&iacute;deres n&atilde;o s&atilde;o apenas os que influenciam os outros, mas os que se lideram a si mesmos no sentido de usarem o seu  autoconhecimento (Rego &amp; Cunha, 2014) de uma forma alinhada com o bem comum.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Observar o car&aacute;ter dos candidatos a l&iacute;deres</i></p>     <p>As empresas t&ecirc;m revelado grande preocupa&ccedil;&atilde;o, no passado recente, com as compet&ecirc;ncias dos seus colaboradores,  particularmente com as daqueles que ocupam posi&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;a. Compreende-se que assim seja. Mas &eacute; importante que  escrutinem tamb&eacute;m, cuidadosamente, as for&ccedil;as de car&aacute;ter daqueles a quem oferecem lideran&ccedil;a. Arist&oacute;teles  apresentou as principais for&ccedil;as de car&aacute;ter incluindo a integridade, honestidade, coragem, justi&ccedil;a. O car&aacute;ter decorre da  vida que se leva, da reflex&atilde;o sobre essa vida, da rece&ccedil;&atilde;o de <i>feedback </i>e de criticismo e da consequente melhoria do modo  como se vive.</p>     <p>As organiza&ccedil;&otilde;es devem, pois, escrutinar cuidadosamente as quest&otilde;es de car&aacute;ter, tanto como as compet&ecirc;ncias  t&eacute;cnicas. Para o exerc&iacute;cio de lideran&ccedil;a ao mais alto n&iacute;vel, pode at&eacute; ser mais relevante atender ao  car&aacute;ter do que &agrave;s compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas: &agrave; medida que se ascende na organiza&ccedil;&atilde;o, o car&aacute;ter  tende a ser mais importante que a compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica propriamente dita (Kets de Vries, 2014). De outro modo: para um gestor de topo,  o car&aacute;ter torna-se a mais importante compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica, dados os seus pap&eacute;is como far&oacute;is, exemplos e  &aacute;rbitros. Falhas no escrut&iacute;nio desta vari&aacute;vel estar&atilde;o porventura relacionadas com as recentes crises no setor  financeiro (Gandz, Crossan, Seijts, Sapp, &amp; Vandenbosch, 2009). Da&iacute; a recomenda&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio da SHRM  (<i>Society for Human Resources Management</i>) Foundation (Zaccaro, 2010) sobre a sele&ccedil;&atilde;o de executivos (p. 8): &ldquo;Considere  sempre a import&acirc;ncia do car&aacute;ter, da &eacute;tica e da integridade&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Criar sistemas de pesos e contrapesos</i></p>     <p>Mesmo que o car&aacute;ter dos l&iacute;deres esteja testado, &eacute; crucial compreender a psicologia do poder. L&iacute;deres com  car&aacute;ter podem sucumbir &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es do poder. Tornam-se mais prepotentes, menos sens&iacute;veis e menos interessados  nos pontos de vista dos outros &ndash; gerando toxicidade (Tett, 2014). H&aacute; raz&otilde;es para supor que Bill Gross, fundador da PIMCO (uma  grande empresa de gest&atilde;o de ativos) e l&iacute;der bem-sucedido da mesma durante d&eacute;cadas, ter&aacute; sido for&ccedil;ado a resignar  porque a sua arrog&acirc;ncia se ter&aacute; tornado insuport&aacute;vel. O seu egocentrismo chegou ao ponto de, nas cartas enviadas aos  investidores, descrever com entusiasmo as atividades dan&ccedil;antes com a sua mulher (&ldquo;Travolta teria ficado orgulhoso&rdquo;, afirmou;  Foley, 2014). Chegou mesmo a surgir numa confer&ecirc;ncia usando &oacute;culos de sol e comparando-se a Justin Bieber. Escreveu uma <i>investment  letter</i> ao seu gato morto (Foley &amp; Braithwaite, 2014). A virtude de outrora foi toldada pela habitua&ccedil;&atilde;o ao poder e pela  arrog&acirc;ncia &ldquo;hubr&iacute;stica&rdquo; e prepotente.</p>     <p>Para evitar o impacto eventualmente perverso da psicologia do poder, importa que o l&iacute;der cultive n&iacute;veis elevados de  seguran&ccedil;a psicol&oacute;gica nas equipas que lidera. Sem tal seguran&ccedil;a, as pessoas n&atilde;o dizem o que pensam mas aquilo que lhes  parece que os seus chefes querem ouvir. &Eacute; igualmente importante que a organiza&ccedil;&atilde;o contenha mecanismos de pesos e contrapesos,  de modo a desconcentrar o poder e a obrigar &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de contas. Estas precau&ccedil;&otilde;es estimulam o comportamento  prudente e contrariam a <i>hubris</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Coment&aacute;rio final</b></p>     <p>As virtudes praticam-se, tanto ao n&iacute;vel individual como no plano organizacional. A combina&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o pessoal,  cultura organizacional e trabalho virtuoso desenham um tri&acirc;ngulo propiciador de organiza&ccedil;&otilde;es virtuosas. As virtudes s&atilde;o,  assim, a express&atilde;o comportamental de valores praticados no quotidiano e n&atilde;o respostas extraordin&aacute;rias em momentos eticamente  perturbadores. Ou seja, as organiza&ccedil;&otilde;es genuinamente virtuosas fazem dos h&aacute;bitos de orienta&ccedil;&atilde;o para o bem-comum  a sua segunda pele e cuidam dessa pele diariamente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <p>Amabile, T., Fisher, C. M., &amp; Pillemer, J. (2014). IDEO&rsquo;s culture of helping. <i>Harvard Business Review, 92</i>, 54-61.</p>     <!-- ref --><p>Argando&ntilde;a, A. (2014). Humility in management. <i>Journal of Business Ethics</i>, 1-9. doi: 10.1007/s10551-014-2311-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-8231201500040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Aristotle. (2011). <i>Nicomachean ethics</i>. Chicago: The University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201500040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arjoon, S. (2000). Virtue theory as a dynamic theory of business. <i>Journal of Business Ethics, 28</i>, 159-178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-8231201500040000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bauman, Z. (2014). Preface. In J. Kociatkiewicz &amp; M. Kostera (Eds.), <i>Liquid organization: Zygmunt Bauman and organization theory</i>  (pp. xiv-xix). London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201500040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bazerman, M. H., &amp; Tenbrusel, A. E. (2011, April). Ethical breakdowns. <i>Harvard Business Review, 89</i>, 58-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201500040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bollaert, H., &amp; Petit, V. (2010). Beyond the dark side of executive psychology: Current research and new directions. <i>European Management  Journal, 28</i>, 362-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-8231201500040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Borja-Santos, R. (2014, 26 de Fevereiro). Arguido confessa que burla ao SNS era para atingir objetivos do laborat&oacute;rio.  <i>P&uacute;blico</i>, p. 14. <a href="http://www.publico.pt/n1626257"  target="_blank">http://www.publico.pt/n1626257</a></p>     <!-- ref --><p>Cameron, K. (2011). Responsible leadership as virtuous leadership. <i>Journal of Business Ethics, 98</i>, 25-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201500040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cameron, K., &amp; Winn, B. (2012). Virtuousness in organizations. In K. S. Cameron &amp; G. Spreitzer (Eds.), <i>The Oxford handbook of  positive organizational scholarship</i> (pp. 231-243). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201500040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chowdhury, S. D. (2014). Strategic roads that diverge or converge: GM and Toyota in the battle for the top. <i>Business Horizons, 57</i>,  127-136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201500040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, T. R., &amp; Morse, L. (2014). Moral character: What it is and what it does. <i>Research in Organizational Behavior, 34</i>, 43-61.  <a href="http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2443685"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.2443685</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201500040000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Confino, J. (2012, April 24). Unilever&rsquo;s Paul Polman: Challenging the corporate status quo. <i>The Guardian</i>.  <a href="http://www.guardian.co.uk/sustainable-business/paul-polman-unilever-sustainable-living-plan"  target="_blank">http://www.guardian.co.uk/sustainable-business/paul-polman-unilever-sustainable-living-plan</a></p>     <!-- ref --><p>Crane, A. (2013). Modern slavery as a management practice: Exploring the conditions and capabilities for human exploitation. <i>Academy of  Management Review, 38</i>, 49-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201500040000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Creed, W. E. (2003). Voice lessons: Tempered radicalism and the use of voice and silence. <i>Journal of Management Studies, 40</i>, 1503-1536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201500040000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Crossan, M., Mazutis, D., &amp; Seijts, G. (2013). In search of virtue: The role of virtues, values and character strengths in ethical decision  making. <i>Journal of Business Ethics, 113</i>, 567-581.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201500040000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Clegg, S., Costa, C., Leite, A. P., Rego, A., Simpson, A. C., &amp; De Sousa, M. O. (2014). <i>Normative performativity</i>.  Trabalho n&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201500040000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Afanador, M. M., &amp; Rego, A. (2015). O poder transformacional dos l&iacute;deres normais. <i>HR Portugal</i>, Abril, 46-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201500040000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. P., Rego, A., &amp; Lopes, M. P. (2013). Comportamento organizacional positivo. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXXI</i>, 313-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201500040000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eisenhardt, K. M. (2000). Paradox, spirals, and ambivalence: The new language of change and pluralism. <i>Academy of Management Review, 25</i>,  703-705.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201500040000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Foley, S. (2014, October 10). Gross seeks to draw line under Pimco exit drama. <i>Financial Times Europe</i>.  <a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/8fccb180-4fc8-11e4-a0a4-00144feab7de.html#axzz3GhVxOJGg"  target="_blank">http://www.ft.com/intl/cms/s/0/8fccb180-4fc8-11e4-a0a4-00144feab7de.html#axzz3GhVxOJGg</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201500040000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Foley, S., &amp; Braithwaite, T. (2014, October 10). Pimco: &ldquo;Bonds are meant to be boring&rdquo;. <i>Financial Times</i>.  <a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/2113c320-4a12-11e4-8de3-00144feab7de.html#axzz3GhVxOJGg"  target="_blank">http://www.ft.com/intl/cms/s/0/2113c320-4a12-11e4-8de3-00144feab7de.html#axzz3GhVxOJGg</a></p>     <!-- ref --><p>Fowers, B. J. (2009). Virtue. In S. J. Lopez (Ed.), <i>The encyclopedia of positive psychology</i>. West Sussex: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500040000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gandz, J., Crossan, M., Seijts, G., Sapp, S., &amp; Vandenbosch, M. (2009). <i>Leadership on trial</i>. Richard Ivey School of Business.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201500040000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gehman, J., Trevi&ntilde;o, L. K., &amp; Garud, R. (2013). Values work: A process study of the emergence and performance of organizational  values practices. <i>Organization Science, 58</i>, 84-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500040000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grant, A. M. (2013). <i>Give and take</i>. New York: Viking.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500040000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hackett, R. D., &amp; Wang, G. (2012). Virtues and leadership. An integrating conceptual framework founded in Aristotelian and Confucian  perspectives on virtues. <i>Management Decision, 50</i>, 868-899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201500040000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hiller, N. J., &amp; Hambrick, D. C. (2005). Conceptualizing executive hubris: The role of (hyper-)core self-evaluations in strategic  decision-making. <i>Strategic Management Journal, 26</i>, 297-319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500040000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kay, J. (2010, March 23). How to make money without trying. <i>Financial Times</i>.  <a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/6b92491c-36b7-11df-b810-00144feabdc0.html#axzz2rKglPgPj"  target="_blank">http://www.ft.com/intl/cms/s/0/6b92491c-36b7-11df-b810-00144feabdc0.html#axzz2rKglPgPj</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500040000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Kay, J. (2013, November 6). Being ethical in business is not as simple as &ldquo;doing the right thing&rdquo;. <i>Financial Times, 9</i>.  <a href="http://www.johnkay.com/2013/11/06/being-ethical-in-business-is-not-as-simple-as-doing-the-right-thing"  target="_blank">http://www.johnkay.com/2013/11/06/being-ethical-in-business-is-not-as-simple-as-doing-the-right-thing</a></p>     <!-- ref --><p>Kets de Vries, M. (2014). <i>Mindful leadership coaching: Journeys into the interior</i>. Hampshire: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500040000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewis, M. (2014). <i>Flash Boys</i>. Alfragide: Lua de Papel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201500040000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mayer, D. M. (2014). Lead an ethical organization. In J. E. Dutton &amp; G. M. Spreitzer (Eds.), <i>How to be a positive leader</i> (pp. 90-99).  San Francisco: Berrett-Koehler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201500040000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendon&ccedil;a, J. T. (2014, 5 de Julho). Elogio da perseveran&ccedil;a. <i>Expresso Revista, 6</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201500040000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meyerson, D. E., &amp; Scully, M. A. (1995). Tempered radicalism and the politics of ambivalence and change. <i>Organization Science, 6</i>,  585-600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201500040000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nonaka, I., Chia, R., Holt, R., &amp; Peltokorpi, V. (2014). Wisdom, management, and organization. <i>Management Learning, 45</i>, 365-376.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201500040000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ordo&ntilde;ez, L. D., Schweitzer, M. E., Galinsky, A. D., &amp; Bazerman, M. (2009). Goals gone wild: The systematic side effects of  overprescribing goal setting. <i>Academy of Management Perspectives, 23</i>, 6-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201500040000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Palanski, M. E., Kahai, S. S., &amp; Yammarino, F. J. (2011). Team virtues and performance: An examination of transparency, behavioral  integrity, and trust. <i>Journal of Business Ethics, 99</i>, 201-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201500040000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Queir&oacute;s, E. (2008). <i>Contos</i>. Lisboa: Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201500040000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, A., &amp; Cunha, M. P. (2011). <i>Lideran&ccedil;a: A virtude est&aacute; no meio</i>. Lisboa: Actual.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201500040000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, A., &amp; Cunha, M. P. (2014). <i>Que l&iacute;der sou eu?</i>. Lisboa: Nova Executivos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201500040000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rego, A., Cunha, M. P., &amp; Clegg, S. (2012). <i>The virtues of leadership: Contemporary challenge for global managers</i>. Oxford: Oxford  University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-8231201500040000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ribeiro, N., Rego, A., &amp; Cunha, M. P. (2013). <i>A virtude nas organiza&ccedil;&otilde;es: Fonte de progresso e sustentabilidade</i>.  Lisboa: Sinais de Fogo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-8231201500040000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schaubroeck, J. M., Hannah, S. T., Avolio, B. J., Kozlowski, S. W. J., Lord, R. G., Trevi&ntilde;o, L. K., . . . Peng, A. C. (2012). Embedding  ethical leadership within and across organization levels. <i>Academy of Management Journal, 55</i>, 1053-1078.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-8231201500040000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schneider, B. (1987). The people make the place. <i>Personnel Psychology, 40</i>, 437-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201500040000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stephens, J. P., Hephy, E. D., Carmeli, A., Spreitzer, G. M., &amp; Dutton, J. E. (2013). Relationship quality and virtuousness: Emotional carrying capacity as a source of individual and team resilience. <i>Journal of Applied Behavioral Science, 49</i>, 13-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201500040000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tett, G. (2014, 4 October). Hubris, politics and finance make a toxic mix. <i>Financial Times, 8</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201500040000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>The Economist. (2014, 9 August). Unilever: In search of the good business. <i>The Economist</i>, 51-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201500040000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Waldman, D. W., &amp; Siegel, D. S. (2008). Defining the socially responsible leader. <i>The Leadership Quarterly, 19</i>, 117-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201500040000100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wright, T., &amp; Goodstein, J. (2007). Character is not &ldquo;dead&rdquo; in management research: A review of individual character and  organizational-level virtue. <i>Journal of Management, 33</i>, 928-958.</p>     <!-- ref --><p>Zaccaro, S. J. (2010). <i>The search for executive talent</i>. New York: SHRM Foundation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201500040000100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b<a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Miguel Pina e Cunha, Nova School of Business and Economics,  Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide, 1099-032 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:mpc@novasbe.pt">mpc@novasbe.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 11/02/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 08/07/2015</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amabile]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fisher]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pillemer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[IDEO’s culture of helping]]></article-title>
<source><![CDATA[Harvard Business Review]]></source>
<year>2014</year>
<volume>92</volume>
<page-range>54-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Argandoña]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Humility in management]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Business Ethics]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>1-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aristotle]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Nicomachean ethics]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The University of Chicago Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arjoon]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Virtue theory as a dynamic theory of business]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Business Ethics]]></source>
<year>2000</year>
<volume>28</volume>
<page-range>159-178</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preface]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Kociatkiewicz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kostera]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Liquid organization: Zygmunt Bauman and organization theory]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>xiv-xix</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bazerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tenbrusel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ethical breakdowns]]></article-title>
<source><![CDATA[Harvard Business Review]]></source>
<year>2011</year>
<volume>89</volume>
<page-range>58-65</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bollaert]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petit]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond the dark side of executive psychology: Current research and new directions]]></article-title>
<source><![CDATA[European Management Journal]]></source>
<year>2010</year>
<volume>28</volume>
<page-range>362-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borja-Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Arguido confessa que burla ao SNS era para atingir objetivos do laboratório]]></article-title>
<source><![CDATA[Público]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cameron]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Responsible leadership as virtuous leadership]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Business Ethics]]></source>
<year>2011</year>
<volume>98</volume>
<page-range>25-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cameron]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winn]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Virtuousness in organizations]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cameron]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spreitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Oxford handbook of positive organizational scholarship]]></source>
<year>2012</year>
<page-range>231-243</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chowdhury]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strategic roads that diverge or converge: GM and Toyota in the battle for the top]]></article-title>
<source><![CDATA[Business Horizons]]></source>
<year>2014</year>
<volume>57</volume>
<page-range>127-136</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morse]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Moral character: What it is and what it does]]></article-title>
<source><![CDATA[Research in Organizational Behavior]]></source>
<year>2014</year>
<volume>34</volume>
<page-range>43-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Confino]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Unilever’s Paul Polman: Challenging the corporate status quo]]></article-title>
<source><![CDATA[The Guardian]]></source>
<year>2012</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crane]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modern slavery as a management practice: Exploring the conditions and capabilities for human exploitation]]></article-title>
<source><![CDATA[Academy of Management Review]]></source>
<year>2013</year>
<volume>38</volume>
<page-range>49-69</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Creed]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Voice lessons: Tempered radicalism and the use of voice and silence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Management Studies]]></source>
<year>2003</year>
<volume>40</volume>
<page-range>1503-1536</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crossan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mazutis]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seijts]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[In search of virtue: The role of virtues, values and character strengths in ethical decision making]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Business Ethics]]></source>
<year>2013</year>
<volume>113</volume>
<page-range>567-581</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clegg]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simpson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Normative performativity]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Afanador]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O poder transformacional dos líderes normais]]></article-title>
<source><![CDATA[HR Portugal]]></source>
<year>2015</year>
<page-range>46-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamento organizacional positivo]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2013</year>
<volume>XXXI</volume>
<page-range>313-328</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eisenhardt]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Paradox, spirals, and ambivalence: The new language of change and pluralism]]></article-title>
<source><![CDATA[Academy of Management Review]]></source>
<year>2000</year>
<volume>25</volume>
<page-range>703-705</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foley]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Gross seeks to draw line under Pimco exit drama]]></article-title>
<source><![CDATA[Financial Times Europe]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foley]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Braithwaite]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pimco: “Bonds are meant to be boring”]]></article-title>
<source><![CDATA[Financial Times]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fowers]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Virtue]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lopez]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The encyclopedia of positive psychology]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[West Sussex ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gandz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crossan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seijts]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sapp]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vandenbosch]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Leadership on trial]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[Richard Ivey School of Business]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gehman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Treviño]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garud]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Values work: A process study of the emergence and performance of organizational values practices]]></article-title>
<source><![CDATA[Organization Science]]></source>
<year>2013</year>
<volume>58</volume>
<page-range>84-112</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Give and take]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Viking]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hackett]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Virtues and leadership]]></article-title>
<source><![CDATA[An integrating conceptual framework founded in Aristotelian and Confucian perspectives on virtues. Management Decision]]></source>
<year>2012</year>
<volume>50</volume>
<page-range>868-899</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hiller]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hambrick]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Conceptualizing executive hubris: The role of (hyper-)core self-evaluations in strategic decision-making]]></article-title>
<source><![CDATA[Strategic Management Journal]]></source>
<year>2005</year>
<volume>26</volume>
<page-range>297-319</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kay]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How to make money without trying]]></article-title>
<source><![CDATA[Financial Times]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kay]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Being ethical in business is not as simple as “doing the right thing”]]></article-title>
<source><![CDATA[Financial Times]]></source>
<year>2013</year>
<volume>9</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kets de Vries]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Mindful leadership coaching: Journeys into the interior]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Hampshire ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Flash Boys]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Alfragide ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lua de Papel]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mayer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lead an ethical organization]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Dutton]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spreitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[How to be a positive leader]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>90-99</page-range><publisher-loc><![CDATA[San Francisco ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Berrett-Koehler]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendonça]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Elogio da perseverança]]></article-title>
<source><![CDATA[Expresso Revista]]></source>
<year>2014</year>
<volume>6</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyerson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scully]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Tempered radicalism and the politics of ambivalence and change]]></article-title>
<source><![CDATA[Organization Science]]></source>
<year>1995</year>
<volume>6</volume>
<page-range>585-600</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nonaka]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chia]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holt]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peltokorpi]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Wisdom, management, and organization]]></article-title>
<source><![CDATA[Management Learning]]></source>
<year>2014</year>
<volume>45</volume>
<page-range>365-376</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ordoñez]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schweitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galinsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bazerman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Goals gone wild: The systematic side effects of overprescribing goal setting]]></article-title>
<source><![CDATA[Academy of Management Perspectives]]></source>
<year>2009</year>
<volume>23</volume>
<page-range>6-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Palanski]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kahai]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yammarino]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Team virtues and performance: An examination of transparency, behavioral integrity, and trust]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Business Ethics]]></source>
<year>2011</year>
<volume>99</volume>
<page-range>201-216</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Queirós]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Contos]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dom Quixote]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Liderança: A virtude está no meio]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Actual]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Que líder sou eu?]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nova Executivos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clegg]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The virtues of leadership: Contemporary challenge for global managers]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rego]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A virtude nas organizações: Fonte de progresso e sustentabilidade]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sinais de Fogo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schaubroeck]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hannah]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Avolio]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kozlowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. W. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lord]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Treviño]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peng]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Embedding ethical leadership within and across organization levels]]></article-title>
<source><![CDATA[Academy of Management Journal]]></source>
<year>2012</year>
<volume>55</volume>
<page-range>1053-1078</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The people make the place]]></article-title>
<source><![CDATA[Personnel Psychology]]></source>
<year>1987</year>
<volume>40</volume>
<page-range>437-454</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stephens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hephy]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carmeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spreitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dutton]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationship quality and virtuousness: Emotional carrying capacity as a source of individual and team resilience]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Applied Behavioral Science]]></source>
<year>2013</year>
<volume>49</volume>
<page-range>13-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tett]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hubris, politics and finance make a toxic mix]]></article-title>
<source><![CDATA[Financial Times]]></source>
<year>2014</year>
<volume>8</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<collab>The Economist</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Unilever: In search of the good business]]></article-title>
<source><![CDATA[The Economist]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>51-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waldman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siegel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Defining the socially responsible leader]]></article-title>
<source><![CDATA[The Leadership Quarterly]]></source>
<year>2008</year>
<volume>19</volume>
<page-range>117-131</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wright]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goodstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Character is not “dead” in management research: A review of individual character and organizational-level virtue]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Management]]></source>
<year>2007</year>
<volume>33</volume>
<page-range>928-958</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zaccaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The search for executive talent]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SHRM Foundation]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
