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<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.1002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Parceria família-creche na transição do bebé para a creche]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper presents caregivers and mothers’ attitudes and behavior probability, as reported by the participants, regarding family-caregiver partnership during infants’ transition from home to childcare. Mothers and caregivers of 90 infants answered the Caregiver-Parent Partnership Scale. Results show that both parents and caregivers strongly value family-caregiver partnership aimed at meeting children’s needs, and they both report high probability of engaging in partnership-related behaviors. Mothers reported relatively more positive attitudes and higher probability of occurrence of behaviors that contribute to parent-caregiver partnership. Results show positive associations between mothers’ and caregivers’ attitudes, and between mothers’ attitudes and home environment quality. Negative associations were found between caregivers’ age and experience in childcare contexts and their attitudes and probability of engaging in partnership-related behaviors. Discussion highlights the need for more and better caregiver training and more initiatives to improve childcare quality, aiming to promote more effective parent-caregiver partnerships.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comunicação família-educadora]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transição dos bebés para a creche]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Infants transition to child care]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Parceria fam&iacute;lia-creche na transi&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; para a creche</b></p>     <p><b>Vera L&uacute;cia Marques Coelho<sup>1</sup>, S&iacute;lvia Barros<sup>2</sup>, Manuela Pessanha<sup>2</sup>, Carla Peixoto<sup>2</sup>,  Joana Cadima<sup>1</sup>, Ana Isabel Pinto<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>FPCEUP &ndash; Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto</p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o do Instituto Polit&eacute;cnico do Porto, IPP</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo apresenta atitudes e probabilidade de comportamentos de parceria fam&iacute;lia-creche, relatadas por m&atilde;es e educadoras,  durante o per&iacute;odo de entrada de beb&eacute;s na creche. M&atilde;es e educadoras de 90 beb&eacute;s responderam &agrave; Escala de Parceria  Educadores-Pais. Os resultados indicam uma grande valoriza&ccedil;&atilde;o, por parte das m&atilde;es e educadoras, da parceria  creche-fam&iacute;lia para dar resposta &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as, bem como uma elevada probabilidade de se envolverem em  comportamentos de parceria. Os relatos das m&atilde;es s&atilde;o relativamente mais positivos do que os das educadoras quer no que se refere  &agrave;s atitudes, quer no que se refere &agrave; probabilidade de comportamentos de parceria. Verificaram-se associa&ccedil;&otilde;es positivas  entre os relatos das m&atilde;es e das educadoras, assim como entre as atitudes das m&atilde;es e a qualidade do ambiente familiar. Encontraram-se  associa&ccedil;&otilde;es negativas entre a idade e experi&ecirc;ncia das educadoras em contexto de creche e as suas respostas relativas a atitudes  e &agrave; probabilidade de comportamentos de parceria. Na discuss&atilde;o, destaca-se a necessidade de investir na forma&ccedil;&atilde;o e na  melhoria da qualidade das creches, de modo a promover parcerias fam&iacute;lia-creche mais efetivas.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Comunica&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-educadora, Qualidade do ambiente de creche, Transi&ccedil;&atilde;o dos  beb&eacute;s para a creche.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper presents caregivers and mothers&rsquo; attitudes and behavior probability, as reported by the participants, regarding  family-caregiver partnership during infants&rsquo; transition from home to childcare. Mothers and caregivers of 90 infants answered the  Caregiver-Parent Partnership Scale. Results show that both parents and caregivers strongly value family-caregiver partnership aimed at meeting  children&rsquo;s needs, and they both report high probability of engaging in partnership-related behaviors. Mothers reported relatively more  positive attitudes and higher probability of occurrence of behaviors that contribute to parent-caregiver partnership. Results show positive  associations between mothers&rsquo; and caregivers&rsquo; attitudes, and between mothers&rsquo; attitudes and home environment quality. Negative  associations were found between caregivers&rsquo; age and experience in childcare contexts and their attitudes and probability of engaging in  partnership-related behaviors. Discussion highlights the need for more and better caregiver training and more initiatives to improve childcare  quality, aiming to promote more effective parent-caregiver partnerships.</p>     <p><b>Key words</b>: Parent-caregiver partnership, Childcare quality, Infants transition to child care.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Em Portugal, tal como em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia, o n&uacute;mero de crian&ccedil;as pequenas com ambos os pais a  trabalhar a tempo inteiro &eacute; bastante elevado (mais de 60%; Organization for Economic Co-operation and Development [OECD], 2011), pelo que se  torna essencial debater quest&otilde;es relativas aos cuidados e educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as entre os 0 e os 6 anos (OECD, 2011). Com  as mudan&ccedil;as sociais e pol&iacute;ticas que decorreram em Portugal nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e considerando o facto de nem todas as  fam&iacute;lias poderem contar com a rede de apoio familiar para cuidar dos seus beb&eacute;s, o n&uacute;mero de fam&iacute;lias que recorre aos  servi&ccedil;os das creches tem vindo a aumentar nos &uacute;ltimos anos (Comit&eacute; Portugu&ecirc;s para a UNICEF, 2013). Em 2012, as creches e  amas dos centros urbanos do pa&iacute;s apresentavam uma taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o acima dos 80% (Equipa de Estudos e Pol&iacute;ticas, 2013).  Esta procura das creches por parte das fam&iacute;lias &eacute; acompanhada pelo aumento da taxa de cobertura das respostas sociais para a primeira  inf&acirc;ncia (creche e ama) que, sendo de 46.2%, em Portugal continental, em 2013, reflete um aumento da taxa de cobertura das creches de cerca  de 66% na &uacute;ltima d&eacute;cada (Equipa de Estudos e Pol&iacute;ticas, 2014). Com base nestes dados, e considerando que um dos objetivos da  creche &eacute; colaborar com a fam&iacute;lia na partilha de cuidados e responsabilidades no processo evolutivo das crian&ccedil;as  (Portaria n.&ordm; 262/2011, de 31 de agosto), importa destacar que &eacute; fundamental que os pais e os profissionais das creches encontrem  formas eficazes de cooperar no processo de educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (Drugli &amp; Undheim, 2012; National Association for the  Education of Young Children [NAEYC], 2009; Portugal, 2012; Powell, 2003).</p>     <p>De entre as dimens&otilde;es que comp&otilde;em a complexidade do contexto de creche, a literatura tem real&ccedil;ado a import&acirc;ncia da  qualidade da rela&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-creche na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento e da adapta&ccedil;&atilde;o da  crian&ccedil;a (Bronfenbrenner, 2005; Drugli &amp; Undheim, 2012; Owen, Klausli, Mata-Otero, &amp; Caughy, 2008). A comunica&ccedil;&atilde;o  fam&iacute;lia-creche pode ser particularmente relevante no momento da transi&ccedil;&atilde;o do contexto familiar para o contexto de creche  (Peixoto et al., 2014), uma vez que este &eacute; um per&iacute;odo em que as fam&iacute;lias, as crian&ccedil;as e os profissionais se deparam  com desafios muito exigentes. Por exemplo, este pode ser um momento de grande exig&ecirc;ncia para os profissionais das creches (Daniel &amp;  Shapiro, 1996), considerando que, muitas vezes, estes desenvolvem as suas fun&ccedil;&otilde;es em condi&ccedil;&otilde;es de trabalho pouco  est&aacute;veis (e.g., alta taxa de rotatividade do pessoal) e a sua forma&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento &eacute;  vari&aacute;vel e/ou reduzida (e.g., a legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa &ndash; Portaria n.&ordm; 262/2011, 31 de agosto &ndash; n&atilde;o  requer que haja um profissional com forma&ccedil;&atilde;o superior em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia a trabalhar nas salas de  ber&ccedil;&aacute;rio). J&aacute; ao n&iacute;vel do beb&eacute;, a entrada na creche, pela primeira vez, implica o estabelecimento de  rela&ccedil;&otilde;es com adultos at&eacute; a&iacute; desconhecidos, bem como a adapta&ccedil;&atilde;o a espa&ccedil;os e rotinas diferentes,  isto numa fase em as crian&ccedil;as ainda est&atilde;o a construir rela&ccedil;&otilde;es de vincula&ccedil;&atilde;o com os principais  prestadores de cuidados no contexto familiar (Daniel &amp; Shapiro, 1996). Para as fam&iacute;lias, e particularmente no caso de Portugal, em que  o n&iacute;vel de qualidade das creches parecem ser, de acordo com os estudos conhecidos, consideravelmente baixo (Barros &amp; Aguiar, 2010;  Pessanha, Aguiar, &amp; Bairr&atilde;o, 2007), este &eacute; tamb&eacute;m um per&iacute;odo cr&iacute;tico. De facto, a literatura refere que  as fam&iacute;lias esperam das creches um servi&ccedil;o de elevada qualidade, a garantia do bem-estar do beb&eacute;, bem como a exist&ecirc;ncia  de um di&aacute;logo aberto e cont&iacute;nuo com os profissionais da creche (Daniel &amp; Shapiro, 1996). </p>     <p>&Eacute; amplamente aceite que parcerias efetivas entre pais e educadores, ou entre fam&iacute;lias e escolas, contribuem para a  promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento e de aprendizagens significativas (Giovacco-Johnson, 2009; NAEYC, 2009). Ademais, a pertin&ecirc;ncia de  investigar esta tem&aacute;tica fundamenta-se nos princ&iacute;pios do enquadramento conceptual apresentado por Bronfenbrenner (1979), cujo  contributo na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento &eacute; irrevog&aacute;vel. Na sua perspetiva bioecol&oacute;gica do  desenvolvimento, Bronfenbrenner e Morris (1998) destacam o papel que os diferentes contextos/microssistemas nos quais a crian&ccedil;a interage  desempenham no desenvolvimento e na aprendizagem, salientando que, para al&eacute;m do impacto de cada contexto, as transa&ccedil;&otilde;es entre  os diferentes contextos (por exemplo, entre o contexto familiar e a creche) s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia. Acrescentam ainda que estas  rela&ccedil;&otilde;es entre contextos, denominadas rela&ccedil;&otilde;es mesossist&eacute;micas, podem potenciar o desenvolvimento se forem  robustas, apoiantes e caracte rizadas por uma comunica&ccedil;&atilde;o bidirecional. Tendo por base este quadro te&oacute;rico, a  investiga&ccedil;&atilde;o tem privilegiado o estudo dos microssistemas das crian&ccedil;as em idades precoces, demonstrando que uma qualidade mais  elevada, quer a n&iacute;vel do ambiente familiar, quer a n&iacute;vel da creche, est&aacute; associada a resultados desenvolvimentais positivos  (Burchinal, Peisner-Feinberg, Bryant, &amp; Clifford, 2000; Howes &amp; Olenick, 1986; Pinto, Pessanha, &amp; Aguiar, 2013). </p>     <p>Considerando dois dos contextos de desenvolvimento primordiais das crian&ccedil;as pequenas, isto &eacute;, o contexto familiar e o contexto de  creche, bem como as transa&ccedil;&otilde;es entre eles, Dunst, Trivette e Snyder (2000) descrevem as rela&ccedil;&otilde;es de parceria entre  educadores e fam&iacute;lias como experi&ecirc;ncias participativas que potenciam o empoderamento de todos os envolvidos. A &ldquo;parceria&rdquo;  &eacute; definida, por estes autores como um trabalho conjunto entre fam&iacute;lias e profissionais para alcan&ccedil;ar um objetivo comum. A  literatura destaca o envolvimento parental como um importante indicador da colabora&ccedil;&atilde;o e parceria fam&iacute;lia-creche (e.g., Swartz  &amp; Easterbrooks, 2014; Zellman &amp; Perlman, 2006), sendo v&aacute;rios os estudos que destacam a relev&acirc;ncia desta dimens&atilde;o da  parceria para o desenvolvimento e aprendizagem das crian&ccedil;as (e.g., Gaunt &amp; Scott, 2014). No &acirc;mbito de uma parceria efetiva,  fam&iacute;lias e profissionais partilham processos de tomada de decis&atilde;o e responsabilidades, numa rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a  e respeito, criando liga&ccedil;&otilde;es entre as experi&ecirc;ncias da crian&ccedil;a no ambiente familiar e no contexto de creche (Leavit,  1995; Owen, Ware, &amp; Barfoot, 2000). Estas componentes da defini&ccedil;&atilde;o de parceria implicam uma disposi&ccedil;&atilde;o para a  a&ccedil;&atilde;o, tanto por parte dos pais como dos educadores que, ao procurar partilhar informa&ccedil;&atilde;o sobre o comportamento e  experi&ecirc;ncias da crian&ccedil;a, contribuem para um maior conhecimento e compreens&atilde;o m&uacute;tua sobre a mesma (Dunst &amp; Dempsey,  2007; Owen et al., 2000). Real&ccedil;ando a import&acirc;ncia destas parcerias, a literatura refere que este maior conhecimento influencia  positivamente a qualidade dos cuidados que s&atilde;o prestados &agrave; crian&ccedil;a, quer pelos pais, quer pelos profissionais (Elicker, Noppe,  Noppe, &amp; Fortner-Wood, 1997; Owen et al., 2000).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo amplamente aceite o car&aacute;ter m&uacute;tuo e rec&iacute;proco das intera&ccedil;&otilde;es entre fatores dos contextos e o  desenvolvimento e/ou comportamento dos indiv&iacute;duos (Bronfenbrenner &amp; Morris, 1998), &eacute; importante considerar que as  rela&ccedil;&otilde;es entre os contextos de desenvolvimento das crian&ccedil;as (nomeadamente entre a creche e fam&iacute;lia) s&atilde;o  influenciadas n&atilde;o s&oacute; pelas caracter&iacute;sticas destes contextos, mas tamb&eacute;m pelas caracter&iacute;sticas das pessoas que os  constituem. Neste sentido, tem sido identificada na literatura uma variedade de caracter&iacute;sticas do ambiente familiar, dos pais e das  pr&oacute;prias crian&ccedil;as como estando associadas ao tipo de rela&ccedil;&otilde;es e parcerias estabelecidas entre as fam&iacute;lias e a  creche. Bradley (2010) refere que fam&iacute;lias caracterizadas por maior &ldquo;caos familiar&rdquo; (p. 137), que pode resultar de  viv&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas ou adversidade cr&oacute;nica, tendem a ter rela&ccedil;&otilde;es &ldquo;menos  produtivas&rdquo; (p. 138) com os cuidadores dos seus filhos. Shpancer (1998) enumera tamb&eacute;m, na sua revis&atilde;o, v&aacute;rias  caracter&iacute;sticas das fam&iacute;lias que podem influenciar o envolvimento dos pais na educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos em contexto de  creche, como, por exemplo, o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico da fam&iacute;lia, as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais e o  n&uacute;mero de elementos do agregado familiar. Relativamente &agrave;s caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as que podem influenciar a  parceria fam&iacute;lia-creche, num estudo com crian&ccedil;as com menos de 3 anos, Pirchio, Taeschner e Volpe (2011) encontraram  associa&ccedil;&otilde;es positivas entre a qualidade das rela&ccedil;&otilde;es de parceria e o temperamento das crian&ccedil;as, nomeadamente  caracter&iacute;sticas descritas como sendo t&iacute;picas de crian&ccedil;as com temperamento f&aacute;cil (por exemplo, emocionalidade positiva  e disposi&ccedil;&atilde;o social positiva). No que diz respeito a outras caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as, a literatura nem sempre  &eacute; conclusiva. Por exemplo, Swartz e Easterbrooks (2014) relatam que a idade n&atilde;o est&aacute; associada &agrave;  comunica&ccedil;&atilde;o entre fam&iacute;lias e educadores, enquanto outros estudos referem que pais e educadores comunicam mais quando as  crian&ccedil;as s&atilde;o mais novas (e.g., Endsley &amp; Minish, 1989).</p>     <p>Importa ainda destacar que a exist&ecirc;ncia de comunica&ccedil;&atilde;o entre pais e os prestadores de cuidados foi identificada como uma  vari&aacute;vel caracter&iacute;stica dos contextos de educa&ccedil;&atilde;o e cuidados de elevada qualidade, tendo Ghazvini e Readdick (1994)  encontrado uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a qualidade da creche e a quantidade de comunica&ccedil;&atilde;o bidirecional entre as  fam&iacute;lias e os prestadores de cuidados.</p>     <p>A NAEYC (2009) refor&ccedil;a igualmente a relev&acirc;ncia desta dimens&atilde;o, incluindo nas suas orienta&ccedil;&otilde;es uma  sec&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica dedicada ao estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es de reciprocidade entre os profissionais de  educa&ccedil;&atilde;o e as fam&iacute;lias, bem como ao papel que estas rela&ccedil;&otilde;es podem desempenhar na educa&ccedil;&atilde;o e no  desenvolvimento das crian&ccedil;as. Nas suas v&aacute;rias publica&ccedil;&otilde;es, sublinha ainda que, quanto mais novas as crian&ccedil;as,  maior &eacute; a necessidade de os profissionais de educa&ccedil;&atilde;o e as fam&iacute;lias estabelecerem rela&ccedil;&otilde;es de parceria,  de modo a partilharem mais informa&ccedil;&atilde;o que, por sua vez, lhes permitir&aacute; adequar as suas pr&aacute;ticas, garantindo um melhor  ajustamento e continuidade entre os contextos. Em Portugal, tamb&eacute;m a Seguran&ccedil;a Social, atrav&eacute;s do Manual de Processos-Chave  para a Creche (Seguran&ccedil;a Social, 2010) evidencia valorizar a dimens&atilde;o da parceria creche-fam&iacute;lia, refor&ccedil;ando que as  creches devem promover rela&ccedil;&otilde;es de proximidade e aut&ecirc;nticas parcerias com as fam&iacute;lias das crian&ccedil;as que acolhem.</p>     <p>Apesar de toda a import&acirc;ncia dada na literatura &agrave; parceria fam&iacute;lia-creche, existe ainda pouco conhecimento sobre a forma  como estas parcerias se processam entre as fam&iacute;lias e os cuidadores de crian&ccedil;as em contexto de creche (Drugli &amp; Undheim, 2012;  Owen et al., 2000; Shpancer et al., 2002), especialmente quando o foco s&atilde;o crian&ccedil;as com menos de 12 meses de idade. O estudo das  influ&ecirc;ncias das rela&ccedil;&otilde;es fam&iacute;lia-cuidadores no desenvolvimento e adapta&ccedil;&atilde;o dos beb&eacute;s &eacute;  tamb&eacute;m escasso. Assim, com este estudo, pretende-se contribuir para uma melhor compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es  fam&iacute;lia-creche em idades precoces, tendo como objetivos (a) descrever as atitudes e a probabilidade de comportamentos de parceria, tal como  relatadas por educadoras e m&atilde;es de beb&eacute;s durante o primeiro m&ecirc;s em que os beb&eacute;s frequentam o contexto de creche, e (b)  explorar rela&ccedil;&otilde;es entre os relatos das m&atilde;es e os das educadoras relativamente &agrave;s suas atitudes e &agrave; probabilidade  de ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria, bem como associa&ccedil;&otilde;es entre esses relatos e caracter&iacute;sticas dos contextos  familiar e de creche. Considerando a revis&atilde;o da literatura, formularam-se as seguintes hip&oacute;teses: (i) as m&atilde;es dos beb&eacute;s  e as educadoras a trabalhar em salas de ber&ccedil;&aacute;rio valorizam as parcerias fam&iacute;lia-creche e revelam disponibilidade para se  envolverem em comportamentos de parceria; (ii) existe uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a forma&ccedil;&atilde;o das educadoras e os relatos  destas acerca da parceria fam&iacute;lia-creche; e (iii) m&atilde;es com um ambiente familiar de melhor qualidade e com um n&iacute;vel de  escolaridade mais elevado relatam atitudes e comportamentos mais positivos face &agrave; parceria fam&iacute;lia-escola.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram na presente investiga&ccedil;&atilde;o m&atilde;es e educadoras<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> de 90 beb&eacute;s  que iniciaram a frequ&ecirc;ncia do ber&ccedil;&aacute;rio entre setembro de 2013 e mar&ccedil;o de 2014. Os ber&ccedil;&aacute;rios foram  selecionados aleatoriamente, de acordo com o processo que se descreve de seguida.</p>     <p>Todas as creches da grande &aacute;rea metropolitana do Porto (listadas no site da Seguran&ccedil;a Social), com salas de  ber&ccedil;&aacute;rio, foram ordenadas aleatoriamente e contactadas no final do ano letivo 2012-2013, at&eacute; que 90 institui&ccedil;&otilde;es  com beb&eacute;s inscritos para iniciar a frequ&ecirc;ncia do ber&ccedil;&aacute;rio entre setembro de 2013 e mar&ccedil;o de 2014 aceitassem  participar. De igual modo, foi pedido que, em cada creche, fosse selecionada, de forma aleat&oacute;ria, uma fam&iacute;lia para integrar o  projeto, sendo que essa fam&iacute;lia deveria: ter pr&eacute;-inscrito o seu filho para iniciar a frequ&ecirc;ncia do ber&ccedil;&aacute;rio  quando a crian&ccedil;a tivesse entre os 4 e os 9 meses de idade, dado que, no &acirc;mbito do projeto alargado no qual este estudo se insere,  importava assegurar que os beb&eacute;s n&atilde;o transitariam para a sala de 1-2 anos durante esse ano letivo. Na grande maioria das  institui&ccedil;&otilde;es contactadas existia apenas uma fam&iacute;lia que cumpria este requisito.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados aprovou todos os procedimentos de confidencialidade e de seguran&ccedil;a  previstos. Todos os m&eacute;todos de recolha de dados foram explicitados aos diretores das institui&ccedil;&otilde;es, aos educadores da sala de  ber&ccedil;&aacute;rio e &agrave;s fam&iacute;lias participantes, e foram obtidos os seus consentimentos informados para a realiza&ccedil;&atilde;o  do estudo.</p>     <p>No que se refere &agrave;s caracter&iacute;sticas das fam&iacute;lias que participaram neste estudo, o rendimento familiar m&eacute;dio era de  1622.40&euro; (<i>DP=</i>670.77), as m&atilde;es participantes tinham uma idade m&eacute;dia de 30 anos (<i>DP=</i>3.98) e tinham, em m&eacute;dia,  14.33 anos de escolaridade (<i>DP=</i>3.55). Mais especificamente, mais de metade das m&atilde;es participantes tinha um curso superior (59%) e  apenas 3% tinha uma escolaridade inferior ao 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, isto &eacute;, menos de 9 anos de escolaridade completos. Os  beb&eacute;s participantes no estudo distribu&iacute;am-se equitativamente em termos de g&eacute;nero (45 eram do g&eacute;nero feminino e 45 do  g&eacute;nero masculino), e tinham idades compreendidas entre os 4 e os 10 meses (<i>M</i>=6.0, <i>DP</i>=1.34). Cerca de 42% dos beb&eacute;s eram  filhos &uacute;nicos.</p>     <p>Relativamente &agrave;s educadoras, estas apresentavam uma grande variabilidade em termos de caracter&iacute;sticas como a idade  (<i>M</i>=42.53, <i>DP</i>=9.97), anos de escolaridade completos (<i>M</i>=11.10, <i>DP</i>=3.64) e experi&ecirc;ncia em contexto de creche  (<i>M</i>=8.36, <i>DP</i>=6.50). De salientar que apenas 13 (14.4%) profissionais tinham frequentado o ensino superior, tendo conclu&iacute;do um  curso superior na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia. No entanto, em cerca de 44% das institui&ccedil;&otilde;es que  n&atilde;o tinham uma educadora com forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea como respons&aacute;vel da sala, existia um profissional com  forma&ccedil;&atilde;o superior com fun&ccedil;&otilde;es de supervis&atilde;o do ber&ccedil;&aacute;rio, dando apoio &agrave;s profissionais sem  forma&ccedil;&atilde;o superior que desempenhavam fun&ccedil;&otilde;es na sala. Todos os profissionais participantes eram do g&eacute;nero  feminino.</p>     <p>No que concerne &agrave;s caracter&iacute;sticas das institui&ccedil;&otilde;es/salas, alguns dados considerados relevantes, tais como tipo de  institui&ccedil;&atilde;o e r&aacute;cio crian&ccedil;a-adulto, foram tamb&eacute;m recolhidos. Destaca-se a elevada variabilidade encontrada nos  r&aacute;cios crian&ccedil;a-adulto observados, existindo salas com r&aacute;cios de 1:1, e outras com r&aacute;cios bastante superiores, com o  m&aacute;ximo de 8:1 (<i>M</i>=3.38, <i>DP</i>=1.49). A m&eacute;dia de crian&ccedil;as por grupo era de 6.38 (<i>DP=</i>2.34) e de profissionais  por sala era de 2 (<i>DP</i>=0.60). Apenas oito das institui&ccedil;&otilde;es que participaram no estudo eram privadas com fins lucrativos, sendo  as restantes Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social (IPSS).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Parceria Educadores &ndash; Pais </i>(CPPS; Ware, Barfoot, Rusher, &amp; Owen, 1995, 2013). A CPPS foi traduzida e adaptada para  portugu&ecirc;s por Barros, Pessanha, Pinto e Cadima (2013), ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o dos autores para utiliza&ccedil;&atilde;o da  mesma. Este processo incluiu v&aacute;rias fases: tradu&ccedil;&atilde;o inicial, revis&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o,  elabora&ccedil;&atilde;o de uma retrovers&atilde;o e breve estudo piloto. O recurso &agrave; retrovers&atilde;o teve como finalidade, tal como  sugerido na literatura (e.g., Sireci, Yang, Harter, &amp; Ehrlich, 2006), assegurar a qualidade da tradu&ccedil;&atilde;o e garantir uma maior  fidedignidade da vers&atilde;o portuguesa. O estudo piloto foi realizado com educadoras com experi&ecirc;ncia em contexto de ber&ccedil;&aacute;rio  e com m&atilde;es de crian&ccedil;as que frequentavam salas de creche. Este processo permitiu analisar a adequa&ccedil;&atilde;o/compreens&atilde;o  dos itens e das instru&ccedil;&otilde;es do question&aacute;rio e serviu para que fossem efetuadas pequenas altera&ccedil;&otilde;es na  formula&ccedil;&atilde;o dos itens, de forma a garantir um melhor ajuste do question&aacute;rio aos potenciais participantes.</p>     <p>Esta escala consiste num question&aacute;rio composto por duas partes. A primeira parte, baseada em Timberlawn Research Foundation (1993),  inclui 19 itens, com os quais se pretende recolher dados quanto &agrave;s atitudes e cren&ccedil;as relativas &agrave; parceria entre as  fam&iacute;lias e os profissionais das creches (e.g., item 8 &ldquo;Para satisfazer as necessidades de uma crian&ccedil;a, os educadores devem  efetivamente conversar e trabalhar com a fam&iacute;lia&rdquo;; item 18 &ldquo;O conhecimento do educador/pais acerca da crian&ccedil;a ajuda os  pais/educadores a compreenderem-na melhor&rdquo;). Cada item &eacute; cotado numa escala de 5 pontos, em que 1 significa <i>discordo totalmente</i>  e 5 significa <i>concordo totalmente</i>. A segunda parte permite recolher informa&ccedil;&atilde;o sobre a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de  comportamentos que contribuem para uma melhor parceria entre as fam&iacute;lias e as creches (e.g., item 23 &ldquo;Elogiar um pai/m&atilde;e pela  sua compet&ecirc;ncia em lidar com o filho?; item 33 &ldquo;Discutir os problemas da crian&ccedil;a com o pai/m&atilde;e?&rdquo;), e &eacute;  composta por 16 itens igualmente cotados numa escala de 5 pontos (1=<i>altamente improv&aacute;vel</i>; 5=<i>altamente prov&aacute;vel</i>). Esta  escala inclui duas vers&otilde;es: uma para pais e outra para educadores/cuidadores.</p>     <p>Os autores da escala prop&otilde;em o c&aacute;lculo de um fator para a parte do question&aacute;rio relativa &agrave;s atitudes (com um total  de 15 itens na vers&atilde;o para educadores e 14 itens na vers&atilde;o para pais), e de tr&ecirc;s fatores para a segunda parte do  question&aacute;rio, nomeadamente: Partilhar Informa&ccedil;&atilde;o, Procurar Informa&ccedil;&atilde;o e Rela&ccedil;&otilde;es entre Adultos  (Owen, Ware, &amp; Barfoot, 2000). De salientar que, nesta proposta dos autores, os itens que comp&otilde;em cada um dos tr&ecirc;s fatores  s&atilde;o diferentes nas vers&otilde;es dos question&aacute;rios para pais e educadores. No entanto, esta estrutura de organiza&ccedil;&atilde;o  dos itens encontrada pelos autores parece n&atilde;o se adequar aos dados deste estudo em particular, como indicado pelos valores de alfa entre .11  e .77. Para al&eacute;m disso, tendo em conta que este estudo pretende comparar atitudes e comportamentos de educadoras com atitudes e  comportamentos de m&atilde;es, consideramos que as dimens&otilde;es das duas vers&otilde;es dever&atilde;o ser constitu&iacute;das pelos mesmos  itens. Assim, tendo em conta que os itens das partes 1 e 2 do question&aacute;rio procuram avaliar as vari&aacute;veis latentes Atitudes e  Comportamentos, respetivamente, procedeu-se ao c&aacute;lculo da consist&ecirc;ncia interna para cada uma destas partes. Relativamente &agrave;  primeira parte, foi criada uma vari&aacute;vel comp&oacute;sita com base no c&aacute;lculo da m&eacute;dia dos 13 itens e denominada Atitudes. Para  a segunda parte do question&aacute;rio foi calculada apenas uma vari&aacute;vel denominada Probabilidade de Comportamentos, com base na  m&eacute;dia de 14 dos 15 itens do question&aacute;rio. As mesmas dimens&otilde;es foram utilizadas para ambas as vers&otilde;es do  question&aacute;rio &ndash; pais e educadores &ndash;, e os valores de consist&ecirc;ncia interna foram de .75 e .65, respetivamente, nas Atitudes,  e de .70 e 80, na Probabilidade de Comportamentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Question&aacute;rio de Caracter&iacute;sticas Estruturais &ndash; Ber&ccedil;&aacute;rio</i> (QCE-B; Barros, Pessanha, Pinto, &amp; Cadima,  2013). Este question&aacute;rio foi elaborado para recolher informa&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter estrutural sobre as salas de  ber&ccedil;&aacute;rio e os profissionais que l&aacute; trabalham (e.g., n&uacute;mero de crian&ccedil;as da sala, n&uacute;mero de adultos da  sala, anos de escolaridade dos profissionais da sala).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio sobre caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da fam&iacute;lia</i> (Pessanha, Barros, Pinto, &amp; Cadima,  2013). Este question&aacute;rio permite recolher informa&ccedil;&atilde;o sobre caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia (e.g., elementos do  agregado familiar, rendimento familiar, anos de escolaridade).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>The Home Observation for Measurement of the Environment Inventory</i> (HOME; Bradley &amp; Caldwell, 1984, 1997). Para avaliar a qualidade do  ambiente familiar, foi utilizada a vers&atilde;o portuguesa da HOME para crian&ccedil;as entre os 0 e os 2 anos de idade. Este instrumento &eacute;  composto por 45 itens dicot&oacute;micos (0=<i>n&atilde;o</i>; 1=<i>sim</i>), organizados em seis subescalas que procuram medir: (a) a  responsividade verbal e emocional dos pais, (b) a aceita&ccedil;&atilde;o dos comportamentos da crian&ccedil;a, (c) a organiza&ccedil;&atilde;o do  ambiente f&iacute;sico e do tempo da crian&ccedil;a, (d) a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de materiais de aprendizagem adequados, (e) o  envolvimento dos pais com a crian&ccedil;a, e (f) a oportunidade para experimentar variedade na estimula&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria. Neste  estudo, foi utilizada a pontua&ccedil;&atilde;o global, obtida atrav&eacute;s da soma de todos os itens (&alpha;=.69).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Infant Behavior Questionnaire &ndash; Revised</i> (IBQ-R; Rothbart &amp; Gartstein, 2013). Para avaliar o temperamento do beb&eacute;,  recorreu-se ao IBQ-R. Este &eacute; um question&aacute;rio vastamente utilizado e v&aacute;rios estudos t&ecirc;m apresentado bons indicadores de  validade, adequa&ccedil;&atilde;o e consist&ecirc;ncia interna (e.g., Clark, Hyde, Essex, &amp; Klein, 1997; Klein, Putnam, &amp; Linhares, 2009;  Rothbart, 1981). Neste estudo, foram utilizados dados relativos aos tr&ecirc;s fatores propostos por Gartstein e Rothbart (2003):  Extrovers&atilde;o (&alpha;=.96), Afetividade Negativa (&alpha;=.85) e Regula&ccedil;&atilde;o (&alpha;=.78).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Recolha de dados</i>. Todos os dados foram recolhidos no primeiro m&ecirc;s de frequ&ecirc;ncia do ber&ccedil;&aacute;rio por parte do  beb&eacute;, mais precisamente entre a segunda e a quarta semana de frequ&ecirc;ncia, com exce&ccedil;&atilde;o dos dados relativos &agrave;  qualidade do ambiente familiar e ao temperamento das crian&ccedil;as que foram recolhidos, em contexto familiar, antes do beb&eacute;  come&ccedil;ar a frequentar a creche.</p>     <p>As educadoras e as m&atilde;es preencheram a CPPS autonomamente, e individualmente, no contexto de creche. No entanto, um investigador esteve  sempre presente para esclarecer as d&uacute;vidas dos respondentes ao longo do preenchimento do question&aacute;rio. Os question&aacute;rios  sociodemogr&aacute;ficos foram preenchidos recorrendo a entrevistas.</p>     <p>Todos os dados foram recolhidos entre junho de 2013 e mar&ccedil;o de 2014 por psic&oacute;logas com forma&ccedil;&atilde;o e treino  pr&eacute;vios na utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i>. Considerando os objetivos do presente estudo, o processo de an&aacute;lise de dados passou pelo recurso a  estat&iacute;stica descritiva e inferencial (an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o e de diferen&ccedil;as de m&eacute;dias). Foram utilizadas  as conven&ccedil;&otilde;es propostas por Cohen (1992) para interpretar os resultados, considerando-se pequeno um <i>r</i> de .10  (associa&ccedil;&atilde;o fraca), m&eacute;dio um <i>r </i>de .30 (associa&ccedil;&atilde;o moderada) e grande um <i>r</i> de .50  (associa&ccedil;&atilde;o forte), e tendo como refer&ecirc;ncia o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de .05 (cf. Field, 2005).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>De acordo com os dados obtidos, ambos os grupos de participantes revelaram valorizar uma rela&ccedil;&atilde;o de parceria entre a creche e a  fam&iacute;lia, na qual pais e profissionais partilhem informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre o beb&eacute;. Numa escala de 1 a 5, em que 5  representa elevada concord&acirc;ncia com atitudes de colabora&ccedil;&atilde;o e parceria entre pais e educadores, as m&eacute;dias das respostas  das m&atilde;es e das educadoras est&atilde;o acima de 4 (<i>M</i>=4.59 e <i>M</i>=4.49, respetivamente), revelando um elevado n&iacute;vel de  concord&acirc;ncia com estas atitudes (ver <a href="#q1">Quadro 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a03q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>An&aacute;lises descritivas ao n&iacute;vel dos itens permitiram verificar que 73.3% das m&atilde;es discordam da afirma&ccedil;&atilde;o de que  os pais devem colaborar na planifica&ccedil;&atilde;o das rotinas e atividades da sala dos seus beb&eacute;s. Por outro lado, com uma percentagem  de 99% de respostas no p&oacute;lo positivo da escala (concordo ou concordo totalmente) est&atilde;o os itens referentes aos seguintes aspetos: (a)  import&acirc;ncia do acordo entre pais e educadores sobre as formas de lidar com um problema de comportamento da crian&ccedil;a, (b)  valoriza&ccedil;&atilde;o do facto de os educadores conhecerem os pais das crian&ccedil;as ao seu cuidado, e (c) import&acirc;ncia de os pais  saberem o que os seus filhos fizeram durante o dia na creche. De forma semelhante aos resultados encontrados para os relatos das m&atilde;es, o  item mais valorizado pelas educadoras, com 100% das respostas a situarem-se no <i>concordo </i>ou <i>concordo totalmente</i>, refere-se ao facto de  que &ldquo;O educador deve conhecer os pais das crian&ccedil;as que est&atilde;o ao seu cuidado&rdquo;. Tamb&eacute;m as duas atitudes mais  valorizadas pelas m&atilde;es (import&acirc;ncia do acordo entre pais e educadores sobre aspetos relativos &agrave; educa&ccedil;&atilde;o das  crian&ccedil;as e dos pais e educadores se conhecerem) foram altamente valorizadas pelas educadoras. Por fim, e tal como para os relatos das  m&atilde;es, tamb&eacute;m os relatos das educadoras refletem uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do papel dos pais na planifica&ccedil;&atilde;o das  rotinas e atividades dos beb&eacute;s na creche, com 80% das educadoras participantes a discordarem e/ou discordarem totalmente da  afirma&ccedil;&atilde;o que traduz a ideia desta colabora&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No que concerne aos relatos de probabilidade de comportamentos que contribuem para uma parceria efetiva, m&atilde;es e educadoras apresentaram  valores m&eacute;dios pr&oacute;ximos do n&iacute;vel 4, tal como se verificou para as atitudes. Revelavam, assim, a sua disposi&ccedil;&atilde;o  para atuar no sentido de desenvolverem parcerias caracterizadas por uma comunica&ccedil;&atilde;o bidirecional frequente, pela  participa&ccedil;&atilde;o em atividades conjuntas e pela partilha de responsabilidades na educa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento das  crian&ccedil;as (<i>M</i>=3.84 e <i>M</i>=4.23, respetivamente). &Eacute; de destacar que as respostas das educadoras, relativamente &agrave;  probabilidade dos seus comportamentos de parceria com fam&iacute;lias de beb&eacute;s, apresentavam uma maior variabilidade do que os relatos das  m&atilde;es (<i>DP</i>=0.56 e <i>DP</i>=0.42, respetivamente). Assim, 7.8% das educadoras descreviam como improv&aacute;vel apresentarem os  comportamentos de parceria listados (<i>M</i>&lt;3.00), embora uma elevada percentagem das suas respostas (43.30%) se situe no n&iacute;vel 4, isto  &eacute;, <i>prov&aacute;vel</i>. Na vers&atilde;o respondida pelas m&atilde;es n&atilde;o se registaram respostas no n&iacute;vel  <i>improv&aacute;vel</i>. O valor m&iacute;nimo obtido na dimens&atilde;o Probabilidade de Comportamentos nos question&aacute;rios das m&atilde;es  foi de 3, indicando como prov&aacute;vel desenvolverem os comportamentos de parceria listados na CPPS. Tal como nos relatos das educadoras, embora  com uma percentagem superior, a grande maioria das m&atilde;es (i.e., 75.6%) situava as suas respostas no n&iacute;vel 4.</p>     <p>Relativamente aos Comportamentos mais e menos prov&aacute;veis, todas as m&atilde;es referiam como prov&aacute;vel, ou altamente  prov&aacute;vel, questionarem a educadora relativamente ao comportamento do seu beb&eacute; durante o dia na creche. Contrariamente, partilhar  informa&ccedil;&otilde;es sobre si com os educadores dos seus filhos parecia ser o comportamento de parceria menos prov&aacute;vel, com 27.8% das  m&atilde;es a indicar como improv&aacute;vel e/ou altamente improv&aacute;vel que este comportamento ocorresse, e 40% a referir que poderia  acontecer ou n&atilde;o, dependendo das situa&ccedil;&otilde;es. No mesmo sentido, tamb&eacute;m este comportamento era relatado pelas educadoras  como pouco prov&aacute;vel, com 41% a situar as suas respostas no improv&aacute;vel e/ou altamente improv&aacute;vel. Os comportamentos mais  provavelmente desenvolvidos pelas educadoras eram relativos a itens da CPPS que se referiam &agrave; partilha de informa&ccedil;&atilde;o com os  pais sobre as novas compet&ecirc;ncias dos beb&eacute;s e sobre os seus dias mais dif&iacute;ceis.</p>     <p>Apesar de ambos os grupos valorizarem atitudes positivas relativamente &agrave; parceria e manifestarem elevada probabilidade de desenvolverem  comportamentos que contribu&iacute;ssem para uma parceria efetiva (ver <a href="#q1">Quadro 1</a>), verificou-se que as m&atilde;es indicaram  atitudes significativamente mais favor&aacute;veis ao desenvolvimento de rela&ccedil;&otilde;es de parceria, quando comparadas com as educadoras,  <i>t</i>(88)=-2.62, <i>p</i>=.01, <i>d</i>=0.31, bem como maior probabilidade de desenvolverem comportamentos promotores de rela&ccedil;&otilde;es  de parceria, <i>t</i>(88)=-5.49, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=1.34. De real&ccedil;ar que, embora tenham sido encontradas diferen&ccedil;as  estatisticamente significativas, quer entre atitudes reportadas por m&atilde;es e por educadoras, quer entre os seus relatos da probabilidade de  desenvolverem comportamentos de parceria, a magnitude do efeito &eacute; consideravelmente superior no caso da probabilidade dos comportamentos.</p>     <p>Foram calculadas correla&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es Atitudes e Probabilidade de Comportamentos relatadas por m&atilde;es e por  educadoras. &Eacute; poss&iacute;vel verificar que existe uma associa&ccedil;&atilde;o positiva, de grande magnitude, entre as atitudes e a  probabilidade de comportamentos das m&atilde;es, e uma associa&ccedil;&atilde;o moderada entre as atitudes e a probabilidade de comportamentos das  educadoras (<a href="#q2">Quadro 2</a>). Adicionalmente, encontrou-se uma associa&ccedil;&atilde;o positiva, embora de pequena magnitude, entre as atitudes das  m&atilde;es e as atitudes e probabilidade de comportamentos relatadas por educadoras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a03q2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>De modo a melhor se compreenderem as atitudes e a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria, relatadas por m&atilde;es e  pelas educadoras, foram ainda calculadas correla&ccedil;&otilde;es entre os relatos das participantes e caracter&iacute;sticas das fam&iacute;lias  e das creches.</p>     <p>Neste estudo, apresentam-se as rela&ccedil;&otilde;es encontradas entre os relatos das educadoras e: (a) as suas caracter&iacute;sticas  sociodemogr&aacute;ficas (e.g., idade, anos de escolaridade), (b) vari&aacute;veis relativas &agrave; qualidade dos seus contextos de trabalho  (e.g., r&aacute;cio crian&ccedil;a-adulto, educador com forma&ccedil;&atilde;o superior dispon&iacute;vel na creche para apoio/supervis&atilde;o  dos profissionais da sala de ber&ccedil;&aacute;rio), (c) vari&aacute;veis relativas &agrave;s fam&iacute;lias (qualidade do ambiente familiar e  educa&ccedil;&atilde;o materna), e (d) caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a (temperamento, g&eacute;nero e idade). Como se pode verificar no  <a href="#q3">Quadro 3</a>, as atitudes de parceria das educadoras apresentam associa&ccedil;&otilde;es positivas com os anos de escolaridade  formal e associa&ccedil;&otilde;es negativas com a idade, anos de experi&ecirc;ncia em creche e r&aacute;cio crian&ccedil;a-adulto. Assim, os  resultados parecem indicar que educadoras mais velhas, educadoras com mais anos de experi&ecirc;ncia em creche, educadoras com menos anos de  escolaridade e educadoras com mais crian&ccedil;as na sua sala reportam atitudes menos positivas face ao estabelecimento de parcerias com as  fam&iacute;lias das crian&ccedil;as que frequentam os ber&ccedil;&aacute;rios. Um padr&atilde;o semelhante &eacute; encontrado para as respostas  relativas aos comportamentos. Verifica-se ainda que o facto de existir uma educadora com forma&ccedil;&atilde;o superior na creche e que, de alguma  forma, presta apoio &agrave; sala de ber&ccedil;&aacute;rio (atrav&eacute;s da planifica&ccedil;&atilde;o conjunta com as profissionais da sala, da  supervis&atilde;o do trabalho ou da presen&ccedil;a a tempo parcial ou a tempo inteiro nas salas) est&aacute; associado a uma maior probabilidade  de comportamentos favor&aacute;veis ao estabelecimento de parcerias, tal como relatadas pelas educadoras que est&atilde;o em trabalho direto com as  crian&ccedil;as. N&atilde;o foram encontradas associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis da fam&iacute;lia (qualidade do ambiente familiar  e educa&ccedil;&atilde;o materna) e da crian&ccedil;a (temperamento, idade e g&eacute;nero) e os relatos das educadoras sobre as atitudes e a  probabilidade de comportamentos de parceria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="q3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a03q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es entre os relatos das m&atilde;es (Probabilidade de Comportamentos e Atitudes) e as caracter&iacute;sticas das  fam&iacute;lias s&atilde;o apresentadas no <a href="#q3">Quadro 3</a>. Foram exploradas rela&ccedil;&otilde;es com a escolaridade materna, o  rendimento familiar e a qualidade do ambiente familiar. Verifica-se que a qualidade do ambiente familiar (<i>M</i>=32.46, <i>DP=</i>4.20)  est&aacute; positivamente associada &agrave;s atitudes das m&atilde;es face &agrave; parceria, embora a correla&ccedil;&atilde;o seja de pequena  magnitude. De entre as vari&aacute;veis familiares que foram consideradas neste estudo, esta &eacute; a &uacute;nica vari&aacute;vel da  fam&iacute;lia que apresenta associa&ccedil;&atilde;o com as atitudes relatadas, indicando que m&atilde;es com ambientes familiares de melhor  qualidade tendem a relatar atitudes mais favor&aacute;veis ao estabelecimento de parcerias. J&aacute; no que diz respeito &agrave; probabilidade de  ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria, pode constatar-se que existe uma associa&ccedil;&atilde;o positiva com a escolaridade materna,  indicando que as m&atilde;es com n&iacute;vel educativo mais elevado manifestavam maior disponibilidade para desenvolver comportamentos promotores  de rela&ccedil;&otilde;es de parceria com as educadoras dos seus beb&eacute;s. No que concerne &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es entre as  atitudes e probabilidades de parceria relatadas por m&atilde;es e as caracter&iacute;sticas da creche e educadora, apenas se encontrou uma  correla&ccedil;&atilde;o moderada entre a probabilidade de comportamentos de parceria relatada pelas m&atilde;es e o facto de na creche existir um  educador com forma&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia que d&aacute; apoio ou supervisiona os profissionais da sala de  ber&ccedil;&aacute;rio. Quanto &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com as caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as, verificou-se uma  correla&ccedil;&atilde;o positiva fraca, entre atitudes das m&atilde;es e a dimens&atilde;o Regula&ccedil;&atilde;o, indicando que as m&atilde;es  de crian&ccedil;as caracterizadas como Reguladas em termos de temperamento tendiam a relatar atitudes mais favor&aacute;veis ao estabelecimento de  parcerias. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo consensual na literatura a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es entre fam&iacute;lias e educadores para o desenvolvimento e adapta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as (e.g., Bronfenbrenner, 2005; Drugli &amp; Undheim, 2012; Owen et al., 2008), &eacute; igualmente reconhecido que o conhecimento efetivo sobre a forma como estas parcerias se operacionalizam, particularmente no caso de crian&ccedil;as com menos de 12 meses, &eacute; limitado. Assim, o estudo aqui apresentado teve como objetivo descrever as atitudes e a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria entre educadoras e m&atilde;es de beb&eacute;s, durante o primeiro m&ecirc;s de frequ&ecirc;ncia da creche. </p>     <p>Os resultados descritivos encontrados neste estudo parecem apontar para o acordo entre m&atilde;es e educadoras no que concerne &agrave; import&acirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o de parceria creche-fam&iacute;lia, desde que a crian&ccedil;a come&ccedil;a a frequentar o ber&ccedil;&aacute;rio, isto &eacute;, desde as idades mais precoces e desde as primeiras experi&ecirc;ncias neste novo contexto. Leavit (1995) tinha j&aacute; relatado resultados que documentam a valoriza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e parceria, por parte das m&atilde;es. A literatura refere ainda que a maior parte dos profissionais &eacute; consensual na atribui&ccedil;&atilde;o de elevada import&acirc;ncia ao envolvimento dos pais na educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos (e.g., NAYEC, 2009). N&atilde;o obstante, os resultados indicam diferen&ccedil;as entre os relatos de m&atilde;es e educadoras sobre as atitudes e a probabilidade de se envolverem em comportamentos de parceria, tendo-se verificado que as m&atilde;es reportavam atitudes e comportamentos significativamente mais positivos do que as educadoras. Owen e colaboradores (2000) tinham encontrado resultados semelhantes em rela&ccedil;&atilde;o aos relatos dos comportamentos de parceria entre m&atilde;es e educadoras. Tamb&eacute;m Cantin, Plante, Coutu e Brunson (2012) descrevem que os pais relatavam n&iacute;veis mais elevados de colabora&ccedil;&atilde;o do que os educadores. Importa tentar compreender quais os fatores que poder&atilde;o estar associados &agrave;s atitudes/comportamentos relatados por cada grupo de participantes. Para os relatos das educadoras, destacamos que as atitudes e a probabilidade de manifestar comportamentos de parceria est&atilde;o positivamente associados ao seu n&iacute;vel de escolaridade. Este resultado parece ir ao encontro de outros descritos na literatura, sendo que os anos de escolaridade dos educadores t&ecirc;m tamb&eacute;m vindo a ser referidos como uma vari&aacute;vel positivamente associada a cuidados de maior qualidade na creche (e.g., National Institute on Child Health and Human Development [NICHD] Early Childhood Research Network, 2000; Phillips, Mekos, Scarr, McCartney, &amp; Abbott-Shim, 2000) e a intera&ccedil;&otilde;es mais responsivas e sens&iacute;veis entre os educadores e as crian&ccedil;as (e.g., Burchinal, Cryer, Clifford, &amp; Howes, 2002). Estes resultados parecem corroborar a necessidade de um maior investimento na forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais que trabalham nos ber&ccedil;&aacute;rios, sendo este tema particularmente importante no caso de Portugal, onde a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor &ndash; Portaria n.&ordm; 262/2011, 31 de agosto &ndash; n&atilde;o define a necessidade de um educador com forma&ccedil;&atilde;o superior em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia para o trabalho nas salas de ber&ccedil;&aacute;rio. Considerando a literatura existente, bem como os resultados encontrados neste estudo, importa enfatizar que aumentar o n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais com base em contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal com mais forma&ccedil;&atilde;o parece constituir um fator importante quando se pretende disponibilizar servi&ccedil;os de maior qualidade e mais adequados &agrave;s necessidades das fam&iacute;lias e dos beb&eacute;s. </p>     <p>Para al&eacute;m destes resultados relativos ao n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o, neste estudo foram encontradas associa&ccedil;&otilde;es negativas entre (a) as atitudes e a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria das educadoras e (b) a sua idade e o n&uacute;mero de anos de experi&ecirc;ncia em creche. Este resultado parece ser indicador da necessidade de investir tamb&eacute;m na supervis&atilde;o e/ou na forma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o dos educadores, j&aacute; que os anos de experi&ecirc;ncia em creche parecem, de alguma forma, estar a contribuir para atitudes mais negativas e menor investimento nas rela&ccedil;&otilde;es com as fam&iacute;lias. Burchinal e colaboradores (2002) destacaram os benef&iacute;cios da frequ&ecirc;ncia de &ldquo;workshops&rdquo; por parte dos educadores durante a sua pr&aacute;tica profissional, notando, no entanto, que estes n&atilde;o seriam suficientes para substituir uma forma&ccedil;&atilde;o inicial adequada. Os autores referem mesmo que a promo&ccedil;&atilde;o da qualifica&ccedil;&atilde;o dos profissionais deveria ser uma medida b&aacute;sica quando se pretende melhorar a qualidade dos cuidados e educa&ccedil;&atilde;o prestados nas creches. </p>     <p>De acordo com os resultados obtidos no presente estudo, um outro fator que parece estar a contribuir negativamente para o relato dos educadores face &agrave;s atitudes e probabilidade de manifestar comportamentos de parceria &eacute; o r&aacute;cio crian&ccedil;a-adulto. N&atilde;o &eacute; novidade que o r&aacute;cio crian&ccedil;a-adulto &eacute; uma vari&aacute;vel de extrema import&acirc;ncia, quando falamos em qualidade dos contextos de creche, e s&atilde;o v&aacute;rios os estudos que destacam as rela&ccedil;&otilde;es entre estas vari&aacute;veis (e.g., Phillipsen, Burchinal, Howes, &amp; Cryer, 1997). Assim, importa referir que as recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais relativas aos r&aacute;cios para as salas de ber&ccedil;&aacute;rio s&atilde;o vari&aacute;veis. Por exemplo, a NAEYC (2009) recomenda r&aacute;cios, para salas de ber&ccedil;&aacute;rio, de 4:1 (definindo oito como o n&uacute;mero m&aacute;ximo de beb&eacute;s por sala). J&aacute; a American Academy of Pediatric, numa posi&ccedil;&atilde;o conjunta com a American Public Health Association (2002), afirma que os r&aacute;cios para salas de beb&eacute;s n&atilde;o devem ser superiores a 3:1 (definindo seis como o n&uacute;mero m&aacute;ximo de beb&eacute;s por sala). Estas entidades acrescentam ainda que r&aacute;cios baixos s&atilde;o particularmente importantes para crian&ccedil;as entre os 0 e os 24 meses. Em Portugal, a legisla&ccedil;&atilde;o define um r&aacute;cio de 5:1, com um m&aacute;ximo de 10 crian&ccedil;as em salas com crian&ccedil;as que ainda n&atilde;o adquiriram a marcha (Portaria n.&ordm; 262/2011, 31 de agosto). Sendo este r&aacute;cio superior ao recomendado internacionalmente, destacamos que, neste estudo, foram mesmo registados r&aacute;cios superiores ao definido na legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa, nas salas de ber&ccedil;&aacute;rio observadas (e.g., 8:1). Face ao n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia e disponibilidade necess&aacute;rias para que os educadores se envolvam na cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de parcerias de elevada qualidade com as fam&iacute;lias, comunicando de forma regular e personalizada com os pais, consideramos que uma melhor regula&ccedil;&atilde;o dos r&aacute;cios poderia revelar-se uma estrat&eacute;gia eficaz para melhorar a qualidade das parcerias creche-fam&iacute;lia. Para al&eacute;m disto, altera&ccedil;&otilde;es a este n&iacute;vel poder&atilde;o contribuir, globalmente, para uma melhoria da qualidade geral dos servi&ccedil;os e dos cuidados prestados pelas creches em Portugal. Esta melhoria &eacute; especialmente relevante, considerando os n&iacute;veis baixos de qualidade em creche que s&atilde;o relatados em v&aacute;rios estudos (Barros &amp; Aguiar, 2010; Pessanha, Aguiar, &amp; Bairr&atilde;o, 2007). </p>     <p>Adicionalmente, considerando os resultados relativos aos relatos das m&atilde;es, importa destacar que, tal como j&aacute; foi referido, estes revelam elevada valoriza&ccedil;&atilde;o das parcerias fam&iacute;lia-creche em termos de atitudes positivas e elevada probabilidade de manifestar comportamentos inerentes a parcerias de elevada qualidade. Estes resultados s&atilde;o coincidentes com outros j&aacute; relatados na literatura, que referem que os pais tendem a valorizar as rela&ccedil;&otilde;es de parceria com os cuidadores dos seus filhos (e.g., Leavit, 1995). No entanto, esta valoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o positivas das parcerias pelas m&atilde;es podem n&atilde;o ser indicadoras da qualidade efetiva da parceria. Por exemplo, Galinsky, Howes, Kontos e Shinn (1994, como citados em Leavit, 1995) conclu&iacute;ram que os pais tendem a avaliar a comunica&ccedil;&atilde;o com os cuidadores dos seus filhos apenas com base na seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a e n&atilde;o em outros indicadores de qualidade. Para al&eacute;m disso, os relatos recolhidos durante este estudo correspondem a atitudes e &agrave; probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria e n&atilde;o &agrave; efetiva concretiza&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o e partilha entre pais e profissionais. </p>     <p>Apesar de v&aacute;rios estudos indicarem que diversas vari&aacute;veis do ambiente familiar (e.g., n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, n&uacute;mero de elementos do agregado familiar, ordem na fratria) est&atilde;o relacionadas com o envolvimento parental na creche (e.g., Shpancer, 2002), este estudo encontrou apenas associa&ccedil;&otilde;es positivas entre a parceria m&atilde;e-educadora, relatada pelas m&atilde;es, e (a) a qualidade do ambiente familiar e (b) o n&iacute;vel de escolaridade materno. Assim, foram as m&atilde;es de n&iacute;vel educativo mais elevado, e m&atilde;es com ambiente familiar de qualidade mais elevada, que revelaram atitudes mais positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; parceria fam&iacute;lia-creche e que indicaram como mais prov&aacute;veis os comportamentos de parceria. Se, por um lado, podemos colocar a hip&oacute;tese de serem estas as m&atilde;es que melhor conhecem o que socialmente se considera desej&aacute;vel, respondendo nesse sentido, por outro lado, a possibilidade de estas m&atilde;es estarem mais sens&iacute;veis &agrave; import&acirc;ncia da continuidade das pr&aacute;ticas entre os dois microssistemas (i.e., fam&iacute;lia e creche) pode tamb&eacute;m constituir uma explica&ccedil;&atilde;o para estes resultados. Deste modo, as crian&ccedil;as que vivem num ambiente familiar mais favor&aacute;vel ao seu desenvolvimento parecem ser tamb&eacute;m aquelas cujos pais e profissionais da creche tendem a cooperar de forma mais efetiva. Assim, &eacute; importante refor&ccedil;ar a implementa&ccedil;&atilde;o da coopera&ccedil;&atilde;o pais-profissionais, especialmente em fam&iacute;lias de meios socioecon&oacute;micos mais desfavorecidos, nos quais as m&atilde;es tendem a ter menos anos de escolaridade e o ambiente familiar tende a ser de menor qualidade a n&iacute;vel de condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento e aprendizagem. </p>     <p>Importa ainda referir algumas limita&ccedil;&otilde;es deste estudo e deixar algumas reflex&otilde;es para estudos futuros que procurem contribuir para um maior conhecimento sobre as influ&ecirc;ncias mesossist&eacute;micas no desenvolvimento das crian&ccedil;as, bem como aprofundar a forma como estas rela&ccedil;&otilde;es entre os contextos se constroem e fortalecem. </p>     <p>Relativamente &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es do estudo, &eacute; importante destacar a quest&atilde;o da representatividade da amostra.  Embora se tenha partido, inicialmente, de um conjunto alargado de participantes, selecionados aleatoriamente, as fam&iacute;lias participantes  acabaram por ser bastante homog&eacute;neas em termos de condi&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas. A elevada percentagem de m&atilde;es com  n&iacute;vel de ensino superior, na nossa amostra, poder&aacute; indicar algum enviesamento da mesma. Este facto pode dever-se ao elevado n&uacute;mero de crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o dos participantes, e, em especial ao facto de se requerer que as fam&iacute;lias tivessem planeado com anteced&ecirc;ncia a entrada dos seus beb&eacute;s para a creche. Podemos colocar a hip&oacute;tese que em fam&iacute;lias de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico este tipo de planifica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; menos prov&aacute;vel, o que baixou a representatividade destas fam&iacute;lias no presente estudo. Poder&aacute; ainda dar-se o caso de serem, de facto. as m&atilde;es com forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica mais elevada e, portanto, as fam&iacute;lias com estatuto socioecon&oacute;mico mais elevado, que procuram mais as salas de ber&ccedil;&aacute;rio em servi&ccedil;os de creche pouco tempo ap&oacute;s o nascimento dos seus filhos. Tamb&eacute;m as institui&ccedil;&otilde;es participantes, tal como foi referido, n&atilde;o s&atilde;o representativas da popula&ccedil;&atilde;o de creches da grande &aacute;rea metropolitana do Porto, uma vez que a maior parte das creches participantes neste estudo eram particulares sem fins lucrativos. Seria importante incluir, em estudos futuros, fam&iacute;lias com um n&iacute;vel sociocultural mais diversificado, assim como mais creches particulares com fins lucrativos. </p>     <p>De referir ainda que o recurso a uma medida de auto-relato, a CPPS, pode tamb&eacute;m ter condicionado os resultados obtidos. Estamos conscientes de que os resultados encontrados, nomeadamente relativos aos relatos sobre a probabilidade de manifestar comportamentos de parceria, podem, de alguma forma, refletir um efeito de desejabilidade social. Pais e profissionais podem ter tido uma tend&ecirc;ncia para relatarem atitudes de parceria muito positivas, bem como para sobrevalorizar a probabilidade de manifestar comportamentos de parceria, mesmo que esta desejabilidade n&atilde;o se traduza, obrigatoriamente, no seu envolvimento efetivo nas situa&ccedil;&otilde;es listadas na CPPS. Assim, consideramos que o recurso adicional a uma medida de observa&ccedil;&atilde;o direta poderia contribuir com informa&ccedil;&atilde;o relevante para um conhecimento mais real das atitudes e ocorr&ecirc;ncia de comportamentos de parceria entre as fam&iacute;lias e as creches. Um outro ponto que consideramos merecedor de aten&ccedil;&atilde;o em investiga&ccedil;&otilde;es futuras prende-se com a necessidade de perceber a forma como evoluem as rela&ccedil;&otilde;es fam&iacute;lia-creche, por exemplo, atrav&eacute;s de estudos sobre a sua estabilidade ao longo do tempo, ou de investiga&ccedil;&atilde;o, de car&aacute;cter observacional, que forne&ccedil;a evid&ecirc;ncia sobre as estrat&eacute;gias utilizadas pelos profissionais das creches e/ou pelas fam&iacute;lias para criarem e manterem parcerias. Destacamos igualmente a necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o, com crian&ccedil;as com menos de 12 meses de idade, sobre: (a) a rela&ccedil;&atilde;o entre a qualidade dos contextos de educa&ccedil;&atilde;o, a qualidade dos contextos familiares e as parcerias efetivamente desenvolvidas entre fam&iacute;lia-creche, (b) o contributo das rela&ccedil;&otilde;es fam&iacute;lia-creche para o bem-estar e para o desenvolvimento dos beb&eacute;s que frequentam o contexto de creche, (c) o efeito de interven&ccedil;&otilde;es com o objetivo de promover rela&ccedil;&otilde;es de parceria de qualidade entre pais e profissionais de creche. </p>     <p>Por fim, salientamos que este estudo contribuiu para um conhecimento mais aprofundado sobre o que pensam os pais e educadores de beb&eacute;s sobre as rela&ccedil;&otilde;es de parceria fam&iacute;lia-creche durante o primeiro m&ecirc;s dos beb&eacute;s na creche. Globalmente, verificamos que ambos valorizavam a comunica&ccedil;&atilde;o frequente e outros comportamentos de parceria, estando dispon&iacute;veis para se envolverem ativamente, e acreditam que a partilha e a continuidade fam&iacute;lia-creche contribuem para um maior bem-estar das crian&ccedil;as em ambos os contextos. As atitudes relatadas por pais e profissionais parecem estar alinhadas com as pr&aacute;ticas recomendadas internacionalmente, podendo estes resultados indicar que os participantes manifestaram interesse relativamente a criarem e manterem verdadeiras parcerias e colabora&ccedil;&otilde;es ativas entre as creches e as fam&iacute;lias, logo a partir das salas de ber&ccedil;&aacute;rio. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias </b></p>     <!-- ref --><p>American Academy of Pediatrics, &amp; American Public Health Association. (2002). <i>Caring for our children: National health and safety  performance standards: Guidelines for out-of-home child care</i> (2<Sup>nd </Sup>ed.). Elk Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-8231201500040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barros, S., &amp; Aguiar, C. (2010). Assessing the quality of Portuguese child care programs for toddlers. <i>Early Childhood Research  Quarterly, 25</i>, 527-535. doi: 10.1016/j.ecresq.2009.12.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-8231201500040000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barros, S., Pessanha, M., Pinto, A., &amp; Cadima, J. (2013). Ques<i>tion&aacute;rio de caracter&iacute;sticas estruturais:  Ber&ccedil;&aacute;rio</i>. Vers&atilde;o n&atilde;o publicada. Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade  do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201500040000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bradley, R. H. (2010). From home to day care: Chaos in the family/child-care mesosystem. In G. W. Evans &amp; T. D. Wachs (Eds.), <i>Chaos and  its influence on children&rsquo;s development: An ecological perspective</i> (pp. 135-153). Washington, DC, US: American Psychological Association.  doi: 10.1037/12057-009</p>     <!-- ref --><p>Bradley, R. H., &amp; Caldwell, B. M. (1984). <i>The home observation for measurement of the environment inventory 0-2</i>. Little Rock, AR:  University of Arkansas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-8231201500040000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bradley, R. H., &amp; Caldwell, B. M. (1997). <i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o do Ambiente Familiar: Vers&atilde;o portuguesa</i> (Trad. de  Universidade do Porto, Centro de Psicologia). Obra original publicada em 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-8231201500040000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1979). <i>The ecology of human development: Experiments by design and nature</i>. Cambridge: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-8231201500040000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (2005). <i>Making human beings human: Bioecological perspectives on human development</i>. Thousand Oaks: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-8231201500040000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bronfenbrenner, U., &amp; Morris, P. A. (1998). The ecology of developmental processes. In W. Damon &amp; R. M. Lerner (Eds.), <i>Handbook of  child psychology. Vol. 1: Theoretical models of human development</i> (5<Sup>th </Sup>ed., pp. 993-1023). New York: John Wiley and Sons, Inc.</p>     <p>Burchinal, M., Peisner-Feinberg, E., Bryant, D. M., &amp; Clifford, R. (2000). Children&rsquo;s social and cognitive development and child-care  quality: Testing for differential associations related to poverty, gender or ethnicity. <i>Applied Development Science, 4</i>, 149-165. doi:  10.1207/S1532480XADS0403_4</p>     <!-- ref --><p>Burchinal, M. R., Cryer, D., Clifford, R. M., &amp; Howes, C. (2002). Caregiver training and classroom quality in child care centers. <i>Applied  Developmental Science, 6</i>, 2-11. doi: 10.1207/S1532480XADS0601_01&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201500040000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cantin, G., Plante, I., Coutu, S., &amp; Brunson, L. (2012). Parent-caregiver relationships among beginning caregivers in Canada: A quantitative  study. <i>Early Childhood Education Journal, 40</i>, 265-274. doi: 10.1007/s10643-012-0522-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-8231201500040000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Clark, R., Hyde, J. S., Essex, M. J., &amp; Klein, M. H. (1997). Length of maternity leave and quality of mother-infant interactions. <i>Child  Development, 68</i>, 364-383. doi: 10.2307/1131855&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-8231201500040000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cohen, J. (1992). Quantitative methods in psychology: A power primer. <i>Psychological Bulletin, 112</i>, 155-159. doi:  10.1037/0033-2909.112.1.155&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201500040000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Comit&eacute; Portugu&ecirc;s para a UNICEF. (2013). <i>As crian&ccedil;as e a crise em Portugal: Vozes de crian&ccedil;as, pol&iacute;ticas  p&uacute;blicas e indicadores sociais</i>. Coordena&ccedil;&atilde;o: Karin Wall e Ana Nunes de Almeida. Relat&oacute;rio dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.unicef.pt"  target="_blank">http://www.unicef.pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-8231201500040000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Daniel, J., &amp; Shapiro, J. (1996). Infant transitions: Home to center-based child care. <i>Child and Youth Care Forum, 25</i>, 111-123. doi:  10.1007/BF02589303&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201500040000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Drugli, M. B., &amp; Undheim, A. M. (2012). Relationships between young children in full-time day care and their caregivers: A qualitative study  of parental and caregiver perspectives. <i>Early Child Development and Care, 182</i>, 1155-1165. doi: 10.1080/03004430.2011.602190&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201500040000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunst, C. J., &amp; Dempsey, I. (2007). Family-professional partnerships and parenting competence, confidence, and enjoyment. <i>International  Journal of Disability, Development and Education, 54</i>, 305-318. doi: 10.1080/10349120701488772&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201500040000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dunst, C. J., Trivette, C. M., &amp; Snyder, D. M. (2000). Family-professional partnerships: A behavioral science perspective. In M. J. Fine  &amp; R. L. Simpson (Eds.), <i>Collaboration with parents and families of children and youth with exceptionalities</i> (2<Sup>nd </Sup>ed., pp.  27-48). Austin, TX: PRO-ED.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-8231201500040000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elicker, J., Noppe, I. C., Noppe, L. D., &amp; Fornter-Wood, C. (1997). The parent-caregiver relationship scale: Rounding out the relationship  system in infant child care. <i>Early Education and Development, 8</i>, 83-100. doi: 10.1207/s15566935eed0801_7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201500040000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Endsley, R. C., &amp; Minish, P. (1989). Parent-staff communication in day care centers during morning and afternoon transitions. <i>Research  Technical Report</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://eric.ed.gov/?id=ED308980" target="_blank">http://eric.ed.gov/?id=ED308980</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201500040000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Equipa de Estudos e Pol&iacute;ticas. (2013, junho). <i>Carta social &ndash; Folha informativa n&ordm; 11</i>. Gabinete de Estrat&eacute;gia e  Planeamento. Retirado de <a href="http://www.cartasocial.pt/pdf/FI112013.pdf" target="_blank">http://www.cartasocial.pt/pdf/FI112013.pdf</a></p>     <p>Equipa de Estudos e Pol&iacute;ticas. (2014, junho). <i>Carta social &ndash; Folha informativa n&ordm; 14</i>. Gabinete de Estrat&eacute;gia e  Planeamento. Retirado de <a href="http://www.cartasocial.pt/pdf/FI142014.pdf" target="_blank">http://www.cartasocial.pt/pdf/FI142014.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2005). <i>Discovering statistics using SPSS </i>(2<Sup>nd </Sup>ed.). London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201500040000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gaunt, R., &amp; Scott, J. (2014). Parents&rsquo; involvement in childcare: Do parental and work identities matter?. <i>Psychology of Women  Quarterly, 38</i>, 475-489. doi: 10.1177/0361684314533484</p>     <!-- ref --><p>Gartstein, M. A., &amp; Rothbart, M. K. (2003). Studying infant temperament via the revised infant behavior questionnaire. <i>Infant Behavior  and Development, 26</i>, 64-86. doi: 10.1016/S0163-6383(02)00169-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500040000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ghazvini, A., &amp; Readdick, C. (1994). Parent-caregiver communication and quality of care in diverse child care settings. <i>Early Childhood  Research Quarterly, 9</i>, 207-222. doi: 10.1016/0885-2006(94)90006-X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201500040000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Giovacco-Johnson, T. (2009). Portraits of partnership: The hopes and dreams project. <i>Early Childhood Education Journal, 37</i>, 127-135.  doi: 10.1007/s10643-009-0332-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201500040000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Howes, C., &amp; Olenick, M. (1986). Family and child care influences on toddler&rsquo;s compliance. <i>Child Development, 57</i>, 202-216.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.jstor.org/stable/1130652" target="_blank">http://www.jstor.org/stable/1130652</a></p>     <!-- ref --><p>Klein, C., Putnam, S. P., &amp; Linhares, M. B. (2009). Assessment of temperament in children: Translation of instruments to portuguese  (Brazil) language. <i>Interamerican Journal of Psychology, 43</i>, 552-557.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201500040000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leavitt, R. L. (1995). Parent-provider communication in family day care homes<i>. Child and Youth Care Forum, 24</i>, 231-245. doi:  10.1007/BF02128590&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201500040000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>National Association for the Education of Young Children (NAYEC). (2009). <i>Developmentally appropriate practice in early childhood programs  serving children from birth through age 8 </i>(Position statement). Washington: NAEYC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500040000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.naeyc.org/positionstatements" target="_blank">http://www.naeyc.org/positionstatements</a></p>     <!-- ref --><p>National Institute on Child Health and Human Development [NICHD] Early Childhood Research Network. (2000). Characteristics and quality of child  care for toddlers and preschoolers. <i>Applied Developmental Science, 4</i>, 116-135. doi: 10.1207/S1532480XADS0403_2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201500040000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Organization for Economic Co-Operation and Development. (2011). <i>Doing better for families</i>. Portugal. Retirado de  <a href="http://www.oecd.org/portugal/47704295.pdf" target="_blank">http://www.oecd.org/portugal/47704295.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Owen, M. T., Klausli, J. F., Mata-Otero, A., &amp; Caughy, M. O. (2008). Relationship-focused child care practices: Quality of care and child  outcomes for children in poverty<i>. Early Education and Development, 19</i>, 302-329. doi: 10.1080/10409280801964010&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500040000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Owen, M. T., Ware, A. M., &amp; Barfoot, B. (2000). Caregiver-mother partnership behavior and the quality of caregiver-child and mother-child  interactions. <i>Early Childhood Research Quarterly, 15</i>, 413-428. doi: 10.1016/S0885-2006(00)00073-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201500040000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peixoto, C., Coelho, V., Pinto, A. I., Cadima, J., Barros, S., &amp; Pessanha, M. (2014). Transi&ccedil;&atilde;o de beb&eacute;s do contexto  familiar para a creche: Pr&aacute;ticas e ideias dos profissionais. <i>Sensos-e, 1</i>. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://sensos-e.ese.ipp.pt/?p=6599" target="_blank">http://sensos-e.ese.ipp.pt/?p=6599</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500040000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pessanha, M., Aguiar, C., &amp; Bairr&atilde;o, J. (2007). Influence of structural features on Portuguese toddler child care quality. <i>Early  Childhood Research Quarterly, 22</i>, 204-214. doi: 10.1016/j.ecresq.2007.02.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201500040000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pessanha, M., Barros, S., Pinto, A. I., &amp; Cadima, J. (2013). <i>Question&aacute;rio sobre caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da  fam&iacute;lia. </i>Question&aacute;rio n&atilde;o publicado. Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do  Porto,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-8231201500040000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Phillips, D., Mekos, D., Scarr, S., McCartney, K., &amp; Abbott-Shim, M. (2000). Within and beyond the classroom door: Assessing quality in  child care centers. <i>Early Childhood Research Quarterly, 15</i>, 475-496. doi: 10.1016/S0885-2006(01)00077-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500040000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Phillipsen, L. C., Burchinal, M. R., Howes, C., &amp; Cryer, D. (1997). The prediction of process quality from structural features of child  care. <i>Early Childhood Research Quarterly, 12</i>, 281-303. doi: 10.1016/S0885-2006(97)90004-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-8231201500040000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pinto, A. I., Pessanha, M., &amp; Aguiar, C. (2013). Effects of home environment and center-based child care quality on children&rsquo;s  language, communication, and literacy outcomes. <i>Early Childhood Research Quarterly, 28</i>, 94-101. doi: 10.1016/j.ecresq.2012.07.001</p>     <!-- ref --><p>Pirchio, S., Taeschner, T., &amp; Volpe, E. (2011). The role of parent-teacher involvement in child adjustment and behaviour in child-care  centres. <i>International Journal about Parents in Education, 5</i>, 56-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201500040000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Portaria n. &ordm; 262/2011, 31 de Agosto. <i>Di&aacute;rio da Republica n&ordm;167 &ndash; I S&eacute;rie</i>, pp. 4338-4343. Minist&eacute;rio  da Solidariedade e da Seguran&ccedil;a Social.</p>     <p>Portugal, G. (2012). Finalidades e pr&aacute;ticas educativas em creche &ndash; Das rela&ccedil;&otilde;es, atividades e  organiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os ao curr&iacute;culo na creche. <i>Brochuras Finalidades e Pr&aacute;ticas Educativas em Creche</i>.  Retirado de <a href="http://novo.cnis.pt/index.php?ToDo=read_news&amp;id=325"  target="_blank">http://novo.cnis.pt/index.php?ToDo=read_news&amp;id=325</a></p>     <p>Powell, D. R. (2003). Relations between families and early childhood programs. In J. Mendoza, L. G. Katz, A. S. Robertson, &amp; D. Rothenberg  (Eds.), <i>Connecting with parents in the early years </i>(pp. 141-154). Champaign, IL: Clearinghouse on Early Education and Parenting  Children&rsquo;s Research Center.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rothbart, M. K. (1981). Measurement of temperament in infancy. <i>Child Development, 52</i>, 569-578. doi: 10.1111/1467-8624.ep8860473&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-8231201500040000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Rothbart, M. K., &amp; Gartstein, M. A. (2013). <i>Infant Behavior Questionnaire &ndash; Revised</i> (Trad. originalmente para Portugu&ecirc;s  do Brasil por Klein &amp; Linhares, 2006, adapta&ccedil;&otilde;es para Portugu&ecirc;s Europeu de M. Pessanha, V. Coelho, &amp; S. Barros, 2013).  Original de 2000. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.bowdoin.edu/~sputnam/rothbart-temperament-questionnaires/"  target="_blank">http://www.bowdoin.edu/~sputnam/rothbart-temperament-questionnaires/</a></p>     <!-- ref --><p>Seguran&ccedil;a Social. (Ed.). (2010). <i>Manual de processos-chave para a creche </i>(2&ordf; ed.). Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www4.seg-social.pt/documents/10152/13337/gqrs_creche_processos-chave"  target="_blank">http://www4.seg-social.pt/documents/10152/13337/gqrs_creche_processos-chave</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201500040000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shpancer, N. (1998). Caregiver-parent relationships in daycare: A review and re-examination of the data and their implications. <i>Early  Education and Development, 9</i>, 239-259. doi: 10.1207/s15566935eed0903_3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-8231201500040000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Shpancer, N. (2002). The home-daycare link: Mapping children&rsquo;s new world order. <i>Early Childhood Research Quarterly, 17</i>, 374-392.  doi: 10.1016/S0885-2006(02)00170-9</p>     <!-- ref --><p>Shpancer, N., Bowden, J., Ferrell, M., Pavlik, S., Robinson, M., Schwind, J., . . . Young, J. (2002). The gap: Parental knowledge about day  care. <i>Early Child Development and Care, 172</i>, 635-642. doi: 10.1080/03004430215108&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-8231201500040000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sireci, S. G., Yang, Y., Harter, J., &amp; Ehrlich, E. J. (2006). Evaluating guidelines for test adaptations: A methodological analysis of  translation quality. <i>Journal of Cross-Cultural Psychology, 37</i>, 557-567. doi: 10.1177/0022022106290478&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201500040000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Swartz, M. I., &amp; Easterbrooks, M. A. (2014). The role of parent, provider, and child characteristics in parent-provider relationships in  infant and toddler classrooms. <i>Early Education and Development, 25</i>, 573-598. doi: 10.1080/10409289.2013.822229&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-8231201500040000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ware, A. M., Barfoot, B., Rusher, A. S., &amp; Owen, M. T. (1995). <i>The caregiver-parent partnership scale</i>. Question&aacute;rio n&atilde;o  publicado. Retirado de  <a href="http://www.education.uci.edu/childcare/pdf/questionnaire_interview/"  target="_blank">http://www.education.uci.edu/childcare/pdf/questionnaire_interview/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201500040000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ware, A. M., Barfoot, B., Rusher, A. S., &amp; Owen, M. T. (2013). <i>The caregiver-parent partnership scale</i>. Question&aacute;rio n&atilde;o  publicado (Trad. para Portugu&ecirc;s de S. Barros, M. Pessanha, A. I. Pinto, &amp; J. Cadima, 2013). Original de 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500040000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zellmam, G. L., &amp; Perlman, M. (2006). Parent involvement in child care settings: Conceptual and measurement issues. <i>Early Child  Development and Care, 176</i>, 521-538. doi: 10.1080/03004430500147490&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201500040000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Vera L&uacute;cia Marques Coelho, Faculdade de Psicologia e  Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Rua Alfredo Allen, 4200-135 Porto.  E-mail: <a href="mailto:veracoelho@fpce.up.pt">veracoelho@fpce.up.pt</a>;  <a href="mailto:veracoelho_up@hotmail.com">veracoelho_up@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Financiado por Fundos FEDER atrav&eacute;s do Programa Operacional Factores de Competitividade &ndash; COMPETE e por Fundos Nacionais  atrav&eacute;s da FCT &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia no &acirc;mbito do projeto FCOMP-01-0124-FEDER-029509;  FCT &ndash; PTDC/MHC-CED/4007/2012. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 29/12/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 28/04/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>NOTAS</p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Embora a palavra &ldquo;educadora&rdquo; se refira habitualmente aos profissionais com  forma&ccedil;&atilde;o superior em educa&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia, neste estudo, nomeadamente nas sec&ccedil;&otilde;es de  apresenta&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo, resultados e discuss&atilde;o, a palavra &ldquo;educadora&rdquo; refere-se a todos os adultos  que trabalham nas salas de ber&ccedil;&aacute;rio, independentemente da sua forma&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body><back>
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