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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Emoções em contexto académico: Relações com clima de sala de aula, autoconceito e resultados escolares]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Classrooms are places where students interact with the teacher and with peers, facing challenges, difficulties and goals, dealing with more or less successful situations, which trigger different emotions that may affect learning. In this study we sought to understand the features of emotions experienced in Maths classrooms, and identify how they are shaped both by contextual variables, such as the classroom climate, and personal variables, such as school performance, self-concept and self-esteem. The sample consisted of 717 students from the 7th and 8th grades, with 355 being boys (49.5%). Three scales were used: one measuring self-concept and self-esteem, one focusing on classroom climate, and one related with the emotions experienced in the classroom. Results showed that gender is not an important variable in explaining Positive and Negative Emotions in Maths classes, unlike variables such as performance and personal beliefs (e.g., Academic Self-concept, attitudes). Although the greatest explanatory value of emotions came from personal beliefs, we found that relational variables associated with support from peers and teachers cannot be overlooked. The combined analysis of all these variables not only provided a more complete view of the contribution of each one, but also allowed us to identify some specificities related to Positive and Negative Emotions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Emo&ccedil;&otilde;es em contexto acad&eacute;mico: Rela&ccedil;&otilde;es com clima de sala de aula, autoconceito e resultados escolares</b></p>     <p><b>Lourdes Mata<sup>1</sup>, Francisco Peixoto<sup>1</sup>, Vera Monteiro<sup>1</sup>, Cristina Sanches<sup>1</sup>, Marisa Pereira<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>As salas de aula s&atilde;o espa&ccedil;os onde os alunos interagem com o professor e com os colegas, enfrentando desafios, dificuldades e  objetivos a atingir, que conduzem a situa&ccedil;&otilde;es de maior ou menor sucesso, desencadeando emo&ccedil;&otilde;es v&aacute;rias que  poder&atilde;o afetar a aprendizagem. Assim, na presente investiga&ccedil;&atilde;o procur&aacute;mos compreender as carater&iacute;sticas das  emo&ccedil;&otilde;es na aula de matem&aacute;tica e perceber o papel de vari&aacute;veis contextuais, como o clima de sala de aula, ou pessoais  como o desempenho escolar, o autoconceito e autoestima, na diferencia&ccedil;&atilde;o dessas emo&ccedil;&otilde;es. Participaram neste estudo 717  alunos do 7&ordm; e 8&ordm; anos de escolaridade sendo 355 do sexo masculino (49.5%). Foram utilizadas tr&ecirc;s escalas: uma de autoconceito e  autoestima, uma de clima de sala de aula e uma sobre as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na sala de aula. Constat&aacute;mos que o g&eacute;nero  n&atilde;o &eacute; uma vari&aacute;vel importante para compreender as Emo&ccedil;&otilde;es Positivas e Negativas ao contr&aacute;rio de  vari&aacute;veis como o desempenho e cren&ccedil;as pessoais (e.g., Autoconceito Acad&eacute;mico, Atitudes). Embora o maior valor explicativo das  emo&ccedil;&otilde;es decorresse das cren&ccedil;as pessoais pudemos concluir que vari&aacute;veis relacionais associadas ao apoio dos colegas e  professor n&atilde;o podem ser descuradas. O conjunto destas vari&aacute;veis permitiu ter uma vis&atilde;o mais completa do contributo de cada uma  delas e encontrar algumas especificidades para as Emo&ccedil;&otilde;es Positivas e Negativas.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Emo&ccedil;&otilde;es, Desempenho acad&eacute;mico, Matem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Classrooms are places where students interact with the teacher and with peers, facing challenges, difficulties and goals, dealing with more  or less successful situations, which trigger different emotions that may affect learning. In this study we sought to understand the features of  emotions experienced in Maths classrooms, and identify how they are shaped both by contextual variables, such as the classroom climate, and  personal variables, such as school performance, self-concept and self-esteem. The sample consisted of 717 students from the 7th and 8th grades,  with 355 being boys (49.5%). Three scales were used: one measuring self-concept and self-esteem, one focusing on classroom climate, and one  related with the emotions experienced in the classroom. Results showed that gender is not an important variable in explaining Positive and  Negative Emotions in Maths classes, unlike variables such as performance and personal beliefs (e.g., Academic Self-concept, attitudes). Although  the greatest explanatory value of emotions came from personal beliefs, we found that relational variables associated with support from peers and  teachers cannot be overlooked. The combined analysis of all these variables not only provided a more complete view of the contribution of each  one, but also allowed us to identify some specificities related to Positive and Negative Emotions.</p>     <p><b>Key words</b>: Emotions, Academic achievement, Maths.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A compreens&atilde;o do processo educativo envolve n&atilde;o s&oacute; a an&aacute;lise de pr&aacute;ticas, estrat&eacute;gias e ambientes de  aprendizagem, mas tamb&eacute;m de aspetos motivacionais e afetivos. Neste sentido, o estudo das emo&ccedil;&otilde;es em contexto acad&eacute;mico  permite introduzir mais uma vertente de an&aacute;lise que poder&aacute; conduzir a uma melhor compreens&atilde;o da complexidade dos processos  envolvidos j&aacute; que as emo&ccedil;&otilde;es, decorrendo das intera&ccedil;&otilde;es desenvolvidas, poder&atilde;o ser indicadores  importantes das motiva&ccedil;&otilde;es e cogni&ccedil;&otilde;es subjacentes (Meyer &amp; Turner, 2006).</p>     <p>Segundo Schutz, Hong, Cross e Osbon (2006) as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o constru&iacute;das socialmente e ativadas pessoalmente. A  constru&ccedil;&atilde;o social resulta do facto de n&atilde;o existirem como carater&iacute;sticas exclusivas de uma pessoa ou de um meio, pois  implicam uma transa&ccedil;&atilde;o entre pessoa-meio que, por sua vez, conduzir&aacute; a uma ativa&ccedil;&atilde;o pessoal de uma determinada  forma emocional de estar. Estas transa&ccedil;&otilde;es pessoa-meio ocorrem durante tentativas de se atingirem objetivos, em diversos tipos de  atividades. Assim, para se compreenderem as emo&ccedil;&otilde;es, elas t&ecirc;m de ser analisadas face ao contexto de atividade onde as  intera&ccedil;&otilde;es pessoa-meio ocorrem, devendo as experi&ecirc;ncias emocionais, ser vistas de um modo hol&iacute;stico considerando aspetos  diversos tanto fisiol&oacute;gicos, como psicol&oacute;gicos ou comportamentais. As emo&ccedil;&otilde;es podem assim ser consideradas  &lsquo;formas de estar&rsquo; resultando dos julgamentos de sucesso, mais ou menos conscientes, face aos objetivos a atingir e &agrave;s  cren&ccedil;as dos sujeitos nos contextos espec&iacute;ficos onde decorrem as transa&ccedil;&otilde;es (Schutz et al., 2006).</p>     <p>Ao longo dos anos, as emo&ccedil;&otilde;es foram o objeto de estudo das mais variadas &aacute;reas cient&iacute;ficas desde a Filosofia,  &agrave; Psicologia, Sociologia, Antropologia entre outras (Schutz &amp; DeCuir, 2002). Apesar de ser un&acirc;nime a ideia de que as  emo&ccedil;&otilde;es se encontram presentes no dia-a-dia, at&eacute; h&aacute; pouco tempo n&atilde;o eram muitos os estudos que se referiam  &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es no meio escolar, com exce&ccedil;&atilde;o dos direcionados para a ansiedade em situa&ccedil;&atilde;o de teste  (Pekrun, Frenzel, Goetz, &amp; Perry, 2007; Weiner, 2007). Contudo, nos &uacute;ltimos anos, tem havido um crescente interesse na  investiga&ccedil;&atilde;o sobre o papel das emo&ccedil;&otilde;es na educa&ccedil;&atilde;o, sendo analisadas considerando os diferentes  intervenientes e relacionando-as tanto com as tarefas escolares como com os contextos e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais a&iacute;  estabelecidas (e.g., Goetz, Cronjaeger, Frenzel, L&uuml;dtke, &amp; Hall, 2010; Pekrun, Elliot, &amp; Maier, 2009; Schutz &amp; DeCuir, 2002).  Entre estes contextos o mais frequentemente abordado &eacute; a sala de aula onde professores e alunos podem experienciar diferentes  emo&ccedil;&otilde;es dependendo da natureza da atividade espec&iacute;fica e das transa&ccedil;&otilde;es a&iacute; estabelecidas.</p>     <p>Pekrun, Goetz, Titz e Perry (2002) consideram que o contexto escolar se assume com uma grande import&acirc;ncia para professores e alunos,  n&atilde;o s&oacute; pelo muito tempo que l&aacute; passam e pelas rela&ccedil;&otilde;es que a&iacute; estabelecem, como tamb&eacute;m por ser  central para os objetivos acad&eacute;micos e de vida dos estudantes e professores (Pekrun et al., 2007). Assim, os contextos educativos s&atilde;o  marcados por intensas viv&ecirc;ncias emocionais reconhecidas por diferentes autores como capazes de influenciar processos de ensino e de  aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, a motiva&ccedil;&atilde;o e a autorregula&ccedil;&atilde;o (Pekrun et al., 2002, 2007; Pekrun, Elliot,  &amp; Maier, 2006; Schutz &amp; DeCuir, 2002; Schutz &amp; Lanehart, 2002; Schutz et al., 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Emo&ccedil;&otilde;es em contexto escolar</i></p>     <p>Segundo Pekrun e colaboradores (Pekrun, 2006, 2009; Pekrun et al., 2007; Pekrun, Goetz, Frenzel, &amp; Perry 2011) muitas das  emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas em contexto acad&eacute;mico s&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o pois est&atilde;o  diretamente relacionadas com atividades de realiza&ccedil;&atilde;o ou com os resultados decorrentes dessas atividades, que v&atilde;o ser julgados  e avaliados face a determinados padr&otilde;es de qualidade. De forma a analisar os antecedentes e os efeitos das emo&ccedil;&otilde;es de  realiza&ccedil;&atilde;o em ambientes acad&eacute;micos, Pekrun (2006, 2009) prop&otilde;e a teoria de controlo-valor que apresenta uma estrutura  integrativa ao incorporar os pressupostos de diferentes abordagens &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es em contextos de realiza&ccedil;&atilde;o, pois  considera que estes se complementam e que podem assim, permitir uma vis&atilde;o mais integrada e abrangente desta problem&aacute;tica (Pekrun et  al., 2007). A teoria de controlo-valor de Pekrun e colaboradores (Pekrun, 2006, 2009; Pekrun et al., 2007, 2011) apresenta uma  constitui&ccedil;&atilde;o tridimensional na forma como agrupa as emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o. Assim, para al&eacute;m de  contemplar uma dimens&atilde;o referente ao seu foco (atividade <i>vs.</i> resultado), considera ainda a distin&ccedil;&atilde;o face &agrave; sua  val&ecirc;ncia (positiva <i>vs.</i> negativa ou agrad&aacute;vel <i>vs.</i> desagrad&aacute;vel) e ao seu grau de ativa&ccedil;&atilde;o (ativa  <i>vs.</i> desativa).</p>     <p>Esta teoria considera que as emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas que os sujeitos vivenciam dependem, da perce&ccedil;&atilde;o do controlo  ou falta dele face &agrave;s atividades e resultados que s&atilde;o considerados importantes. Deste modo, as avalia&ccedil;&otilde;es de controlo e  de valor s&atilde;o consideradas os determinantes diretos das emo&ccedil;&otilde;es. Para al&eacute;m destes, s&atilde;o equacionados outros  n&iacute;veis de determinantes mais indiretos que est&atilde;o ligados a aspetos diversos como o tipo de cren&ccedil;as e objetivos do sujeito, as  suas carater&iacute;sticas gen&eacute;ticas e de personalidade e as intera&ccedil;&otilde;es na sala de aula e rela&ccedil;&otilde;es sociais  (Pekrun et al., 2007).</p>     <p>Segundo os autores, esta teoria diferencia-se das posi&ccedil;&otilde;es mais tradicionais pois considera que as emo&ccedil;&otilde;es,  determinadas pelo controlo e valor, s&atilde;o espec&iacute;ficas a cada dom&iacute;nio e n&atilde;o s&atilde;o tra&ccedil;os gerais de  personalidade (Pekrun et al., 2007).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Clima de sala de aula e emo&ccedil;&otilde;es</i></p>     <p>O ambiente de aprendizagem da sala de aula pode ser analisado e caraterizado a partir de diferentes perspetivas e facetas. Estas passam pelos  aspetos materiais e f&iacute;sicos, mas ultrapassam-nos pois, sendo estes contextos marcadamente relacionais, levam a que as rela&ccedil;&otilde;es  com o saber e a sua apropria&ccedil;&atilde;o sejam muitas vezes mediadas por intera&ccedil;&otilde;es com os outros, quer eles sejam pares ou  professores. Assim, para se compreender o ambiente da sala de aula, para al&eacute;m da observa&ccedil;&atilde;o direta das suas v&aacute;rias  facetas, &eacute; importante considerar as perce&ccedil;&otilde;es de professores e alunos (Frenzel, Pekrun, &amp; Goetz, 2007). Esta &ecirc;nfase  nas perce&ccedil;&otilde;es subjetivas dos ambientes de aprendizagem est&aacute; presente na defini&ccedil;&atilde;o de clima de sala de aula  referida por Abrami e Chambers (1994) onde este &eacute; considerado como o conjunto de atitudes generalizadas, respostas afetivas e  perce&ccedil;&otilde;es relacionadas com os processos desenvolvidos na sala de aula. Deste modo, para al&eacute;m da componente descritiva  destaca-se uma componente valorativa e afetiva a considerar nas perce&ccedil;&otilde;es dos ambientes de aprendizagem. Direcionando-se  especificamente para esta componente afetiva, a teoria de controlo-valor procura caraterizar as emo&ccedil;&otilde;es associadas aos contextos de  aprendizagem (e.g., Pekrun, 2006, 2009; Pekrun et al., 2007). Segundo esta teoria, o impacto dos ambientes de aprendizagem nas  emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o &eacute; mediado pelas avalia&ccedil;&otilde;es de controlo-valor, considerando-se que os fatores  do meio que afetam as avalia&ccedil;&otilde;es dos estudantes s&atilde;o importantes para as suas emo&ccedil;&otilde;es. Neste sentido, a qualidade  cognitiva dos ambientes de aprendizagem e objetivos subjacentes, aliados ao desafio, estrutura&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos e interesse  que estes despertam, v&atilde;o influenciar o valor atribu&iacute;do &agrave; mat&eacute;ria a aprender, assim como &agrave;s suas  compet&ecirc;ncias e perce&ccedil;&atilde;o de controlo, aspetos que s&atilde;o determinantes para as emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas  experienciadas em cada momento e contexto (Pekrun et al., 2002, 2007). Atrav&eacute;s de diferentes meios, incluindo mensagens verbais e  n&atilde;o-verbais, decorrentes das intera&ccedil;&otilde;es em geral e com outros significativos, os ambientes moldam os interesses e valores que  est&atilde;o subjacentes &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es (Pekrun et al., 2007). Tamb&eacute;m o suporte &agrave; autonomia ou o controlo da  aprendizagem do aluno, assim como as expetativas e objetivos de realiza&ccedil;&atilde;o subjacentes aos ambientes de aprendizagem e as  intera&ccedil;&otilde;es estabelecidas com outros significativos, podem ser fatores que interferem com as avalia&ccedil;&otilde;es de  controlo-valor dos estudantes e consequentemente condicionar as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas (Pekrun et al., 2002).</p>     <p>Meyer e Turner (2002) consideram que ambientes que levem os alunos a sentir confian&ccedil;a, a serem perseverantes e curiosos, levam-nos  geralmente a evidenciar perfis emocionais mais positivos. Contudo, segundo os autores, um outro aspeto central para as emo&ccedil;&otilde;es  percecionadas na sala de aula &eacute; o suporte afetivo do professor, tanto nas primeiras aulas, como nas intera&ccedil;&otilde;es ao longo do ano  letivo. Para Meyer e Turner (2002) &eacute; imposs&iacute;vel, nos processos de ensino na sala de aula, separar as emo&ccedil;&otilde;es, das  cogni&ccedil;&otilde;es e das motiva&ccedil;&otilde;es, considerando ainda que a consist&ecirc;ncia ou ambival&ecirc;ncia do suporte emocional ao  longo do tempo &eacute; um elemento central para o clima de sala de aula. O clima afetivo vai enquadrar o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, o  estabelecer de objetivos, a escolha de estrat&eacute;gias e o in&iacute;cio da a&ccedil;&atilde;o. Ambientes de sala de aula positivos e  considerados motivantes refletem, em grande parte, experi&ecirc;ncias emocionais positivas decorrentes, entre outros aspetos, do suporte emocional  prestado e de intera&ccedil;&otilde;es verbais que demonstrem apoio e interesse (Meyer &amp; Turner, 2002). V&atilde;o neste sentido os resultados  do trabalho de Abril e Peixoto (2012) onde se encontraram associa&ccedil;&otilde;es entre a perce&ccedil;&atilde;o do suporte do professor e dos  colegas e as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas, verificando-se associa&ccedil;&otilde;es positivas com o Orgulho e negativas com a Vergonha, o  Aborrecimento, o Des&acirc;nimo ou a Zanga.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Emo&ccedil;&otilde;es e autoperce&ccedil;&otilde;es</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma vez que as avalia&ccedil;&otilde;es sobre o controlo e o valor s&atilde;o consideradas como antecedentes diretos das emo&ccedil;&otilde;es  de realiza&ccedil;&atilde;o, decorre da teoria de controlo-valor que as cren&ccedil;as relacionadas com o controlo, como &eacute; o caso do  autoconceito, podem afetar essas avalia&ccedil;&otilde;es e consequentemente as emo&ccedil;&otilde;es (Pekrun et al., 2007). Assim, se um aluno  desenvolve perce&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis de controlo sobre os seus resultados numa disciplina, isso pode lev&aacute;-lo a considerar as  tarefas desafiantes como exequ&iacute;veis e a desenvolver emo&ccedil;&otilde;es positivas. Deste modo, as perce&ccedil;&otilde;es de  compet&ecirc;ncia pessoal ou controlo acad&eacute;mico, encontram-se relacionadas com as experi&ecirc;ncias emocionais no dom&iacute;nio  acad&eacute;mico (Pekrun et al., 2007). Depreende-se que, quando os alunos apresentam altos n&iacute;veis de controlo percebido,  apresentar&atilde;o tamb&eacute;m emo&ccedil;&otilde;es positivas (e.g., satisfa&ccedil;&atilde;o, esperan&ccedil;a e orgulho). Inversamente,  quando apresentam baixos n&iacute;veis de perce&ccedil;&atilde;o de controlo pessoal verificar-se-&atilde;o emo&ccedil;&otilde;es negativas (e.g.,  ansiedade, zanga e desespero) (Pekrun et al., 2007).</p>     <p>Tal como vimos anteriormente, as perce&ccedil;&otilde;es de controlo s&atilde;o influenciadas tamb&eacute;m pelas din&acirc;micas interativas  desenvolvidas na sala de aula, podendo estas determinar as emo&ccedil;&otilde;es sentidas. Neste sentido, Cubero e Moreno (1990) salientam que o  comportamento ou as expetativas que o professor demonstra perante o aluno, e a perce&ccedil;&atilde;o destes por parte do aluno, se revelam como  determinantes para o autoconceito. Assim, uma atitude por parte do professor que demonstre uma alta expetativa sobre o desempenho e &ecirc;xito,  promove no aluno uma maior confian&ccedil;a em si mesmo e leva &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade perante situa&ccedil;&otilde;es de  potencial fracasso (Cubero &amp; Moreno, 1990). Pelo contr&aacute;rio, uma atitude de desconfian&ccedil;a sobre as capacidades do aluno e/ou  surpresa no seu &ecirc;xito, fomentar&aacute; no aluno sentimentos de inseguran&ccedil;a e incapacidade associados a emo&ccedil;&otilde;es  negativas. Tamb&eacute;m a autoestima surge ligada a muitos estados emocionais, verificando-se que os sujeitos que apresentam uma elevada  autoestima, tendem a sentir-se seguros e a ter uma vis&atilde;o positiva de si mesmos, apresentando mais emo&ccedil;&otilde;es positivas  (Greenwald, Belleza, &amp; Banaji, 1988; Harter, 2012; Leary, Tambor, Terdal, &amp; Downs, 1995). J&aacute; os sujeitos que apresentam uma baixa  autoestima, tendem a manifestar um sentimento de inseguran&ccedil;a sobre de si mesmos e a ter uma vis&atilde;o negativa de si pr&oacute;prios,  apresentando mais emo&ccedil;&otilde;es negativas. Este tipo de associa&ccedil;&otilde;es foi evidente no trabalho de Abril e Peixoto (2012) com um  grupo de estudantes de 7&ordm; e 8&ordm; anos de escolaridade onde se encontraram associa&ccedil;&otilde;es significativas entre as  emo&ccedil;&otilde;es percecionadas pelos estudantes e a sua autoestima, com a autoestima a relacionar-se positivamente com o Orgulho e  negativamente com o Aborrecimento, a Zanga, a Vergonha, o Des&acirc;nimo e a Ansiedade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Emo&ccedil;&otilde;es e desempenho acad&eacute;mico</i></p>     <p>Pekrun et al. (2002) consideram que os efeitos das emo&ccedil;&otilde;es sobre os resultados dos estudantes s&atilde;o bastante complexos pois  dependem de diferentes mecanismos motivacionais e cognitivos e das intera&ccedil;&otilde;es entre estes mecanismos e os pedidos face &agrave;  tarefa. Para uma melhor compreens&atilde;o destas associa&ccedil;&otilde;es seria necess&aacute;ria investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e  consistente o que, segundo os autores, n&atilde;o existe, sendo esta muitas vezes direcionada somente para o estudo das rela&ccedil;&otilde;es  entre ansiedade e desempenho (Pekrun et al., 2009).</p>     <p>Apesar desta complexidade, &eacute; poss&iacute;vel identificar algumas carater&iacute;sticas sobre o tipo de associa&ccedil;&otilde;es  encontradas (Daniels et al., 2009; Pekrun et al., 2002, 2009). Globalmente verifica-se que as emo&ccedil;&otilde;es positivas de  ativa&ccedil;&atilde;o (e.g., prazer, orgulho) podem afetar positivamente o desempenho, pois fortalecem a motiva&ccedil;&atilde;o e promovem a  aprendizagem (Daniels et al., 2009; Pekrun et al., 2002, 2009). Em contraste, emo&ccedil;&otilde;es negativas de desativa&ccedil;&atilde;o (e.g.,  Aborrecimento, Des&acirc;nimo) podem ter um efeito contr&aacute;rio no desempenho e na aprendizagem, pelo seu efeito negativo na  motiva&ccedil;&atilde;o e na focaliza&ccedil;&atilde;o na tarefa (Pekrun et al., 2002). Por sua vez, as associa&ccedil;&otilde;es do desempenho com  as emo&ccedil;&otilde;es positivas de desativa&ccedil;&atilde;o (e.g., al&iacute;vio) e negativas de ativa&ccedil;&atilde;o (e.g., zanga,  ansiedade) n&atilde;o s&atilde;o claras, presumindo-se que poder&atilde;o ter impactos diferenciados uma vez que se verifica alguma  inconsist&ecirc;ncia dos resultados em diferentes estudos. Neste sentido &eacute; ainda necess&aacute;rio aprofundar o estudo destas  rela&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o s&oacute; diversificando as emo&ccedil;&otilde;es como os contextos espec&iacute;ficos em an&aacute;lise  (Pekrun et al., 2009). Contudo, refletindo globalmente sobre um conjunto de investiga&ccedil;&otilde;es que se debru&ccedil;aram sobre as  rela&ccedil;&otilde;es entre desempenho e emo&ccedil;&otilde;es Pekrun et al. (2002) concluem que estas, de um modo geral, est&atilde;o associadas  aos resultados acad&eacute;micos, aconselhando, no entanto, alguns cuidados relativamente a conclus&otilde;es acerca de rela&ccedil;&otilde;es de  causalidade entre estes aspetos. Consideram que, embora sejam preditoras do desempenho, n&atilde;o implicam que as rela&ccedil;&otilde;es se  estabele&ccedil;am somente num sentido, podendo as emo&ccedil;&otilde;es, aprendizagem e resultados estar associados por causalidades  rec&iacute;procas, onde, por exemplo, as emo&ccedil;&otilde;es influenciariam os resultados, mas o feedback destes, por sua vez, afetaria as  emo&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>O conjunto dos trabalhos apresentados real&ccedil;a, por um lado, o papel dos ambientes de aprendizagem na g&eacute;nese das  emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas vivenciadas pelos alunos em contexto escolar. Por outro lado, &eacute; evidente a necessidade de se  considerarem, em simult&acirc;neo e de modo sistem&aacute;tico, algumas vari&aacute;veis inerentes ao sujeito que poder&atilde;o estar associadas  &agrave;s suas emo&ccedil;&otilde;es. Conscientes de que a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias a matem&aacute;tica se revela atualmente  como indispens&aacute;vel para a integra&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos na sociedade e no meio laboral (Fontaine &amp; Ventura, 2002), e  que a disciplina de matem&aacute;tica &eacute; considerada de natureza dif&iacute;cil e emocionalmente intensa para os alunos (Kleine, Goetz,  Pekrun, &amp; Hall, 2005), &eacute; de nosso interesse compreender as carater&iacute;sticas das emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na aula e  perceber o papel de vari&aacute;veis contextuais, como o clima de sala de aula, ou pessoais como o desempenho escolar, o autoconceito e autoestima,  na diferencia&ccedil;&atilde;o dessas emo&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no presente estudo 717 alunos do 7&ordm; e 8&ordm; anos de escolaridade de escolas p&uacute;blicas da regi&atilde;o de Lisboa,  sendo 355 do sexo masculino (49.5%) e 362 do sexo feminino (50.5%). As idades dos participantes variavam entre os 12 e os 16 anos (<i>M</i>=12.8;  <i>SD</i>=.94).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>Neste estudo foram utilizados tr&ecirc;s instrumentos de modo a avaliar o autoconceito e autoestima, o clima de sala de aula e as  emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas em contexto educativo.</p>     <p>Para caraterizar o autoconceito e autoestima dos alunos recorreu-se &agrave; Escala de Autoconceito e Autoestima de Peixoto e Almeida (1999). A  escala &eacute; constitu&iacute;da por dez subescalas, sendo uma de autoestima (AE) que avalia o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o que o  indiv&iacute;duo tem consigo pr&oacute;prio de uma forma global e as restantes nove avaliam a autoperce&ccedil;&atilde;o do individuo referente a  dom&iacute;nios espec&iacute;ficos: Compet&ecirc;ncia Escolar (CE), Aceita&ccedil;&atilde;o Social (AS), Compet&ecirc;ncia Atl&eacute;tica (CA),  Apar&ecirc;ncia F&iacute;sica (AF), Atra&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica (AR) Comportamento (C) Amizades &Iacute;ntimas (AI), Compet&ecirc;ncia a  L&iacute;ngua Materna (CP) e Compet&ecirc;ncia a Matem&aacute;tica (CM). Devido &agrave; sua estrutura hier&aacute;rquica, a escala permite  caraterizar n&iacute;veis interm&eacute;dios de autoconceito que resultam da associa&ccedil;&atilde;o de dom&iacute;nios espec&iacute;ficos:  Autoconceito Acad&eacute;mico (CE, CP, CM), Autoconceito Social (AI, C, AS) e Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o (AF, CA, AR). A escala  &eacute; constitu&iacute;da por um total de 51 itens, sendo estes afirma&ccedil;&otilde;es face &agrave;s quais o aluno se deve posicionar com base  numa escala de quatro pontos que varia de &lsquo;<i>Completamente diferente de mim&rsquo; </i>e &lsquo;<i>Exatamente como eu&rsquo;</i>. A  consist&ecirc;ncia interna de cada uma das dimens&otilde;es espec&iacute;ficas variou entre .71 e .90, com exce&ccedil;&atilde;o da subescala de  Compet&ecirc;ncia a L&iacute;ngua Materna (.66), que embora n&atilde;o tenha atingido valores t&atilde;o elevados, se encontra dentro dos limites  considerados aceit&aacute;veis (Nunnaly, 1978). Para os n&iacute;veis interm&eacute;dios a consist&ecirc;ncia interna foi de .86 para o  Autoconceito Acad&eacute;mico, .79 para o Autoconceito Social e .87 para o Autoconceito de Apresenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o de clima de sala de aula na disciplina de matem&aacute;tica foi utilizada uma parte da Escala de Clima de  Sala de Aula proposta por Mata, Monteiro e Peixoto (2014). Para este trabalho foram utilizadas as dimens&otilde;es direcionadas, quer para a  rela&ccedil;&atilde;o com o professor e com os colegas &ndash; Suporte Social do Professor (SSP), Suporte Social dos Colegas (SSC) &ndash; quer  para as Atitudes face aos trabalhos desenvolvidos na aula (AT). Os itens foram apresentados sob a forma de afirma&ccedil;&otilde;es sobre as quais  os alunos se pronunciaram com uma escala de resposta tipo Likert de 6 pontos variando entre &lsquo;<i>Nunca</i>&rsquo; e  &lsquo;<i>Sempre</i>&rsquo;. Os valores de consist&ecirc;ncia interna variaram entre os .81 e .90 indicando valores ajustados (Nunnaly, 1978).</p>     <p>Por forma a avaliar as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na sala de aula de matem&aacute;tica foi utilizada a vers&atilde;o da escala  direcionada para a sala de aula, do question&aacute;rio das emo&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o &ndash; AEQ, de Pekrun, Goetz e  Perry (2005) adaptado por Peixoto, Mata, Monteiro, Sanches e Pekrun (2015). Este instrumento &eacute; constitu&iacute;do por um total de vinte e  quatro itens referentes a seis emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na sala de aula: Aborrecimento, Des&acirc;nimo, Zanga, Ansiedade, Prazer e Orgulho  e sobre os quais os alunos se t&ecirc;m que posicionar numa escala de resposta tipo Likert de 5 pontos que varia entre o &lsquo;<i>Discordo  Totalmente</i>&rsquo; e o &lsquo;<i>Concordo Totalmente</i>&rsquo;. Os valores de consist&ecirc;ncia interna das diferentes dimens&otilde;es do AEQ  oscilaram entre .70 (ansiedade) e .92 (aborrecimento).</p>     <p>A partir das notas obtidas a matem&aacute;tica foram criados tr&ecirc;s grupos, um com desempenho Negativo (notas de 2 ou 1), outro M&eacute;dio  (nota 3) e outro de Bom desempenho (notas 4 ou 5).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s obtida autoriza&ccedil;&atilde;o das escolas e dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos alunos, procedeu-se &agrave; recolha  dos dados, tendo esta decorrido de modo articulado com os professores, de modo perturbar minimamente o normal funcionamento das aulas. Devido  &agrave; sua dimens&atilde;o, os instrumentos foram administrados em dois momentos, tendo a sua ordem de apresenta&ccedil;&atilde;o sido alternada  nas v&aacute;rias turmas.</p>     <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada com recurso ao programa SPSS vers&atilde;o 22.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Desempenho acad&eacute;mico e emo&ccedil;&otilde;es</i></p>     <p>Um dos objetivos deste trabalho era caraterizar o tipo de emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na sala de aula. Considerando globalmente  Emo&ccedil;&otilde;es Positivas (EP) e Negativas (EN), para a totalidade dos alunos participantes, pudemos verificar que estes apresentavam valores  mais elevados para as Emo&ccedil;&otilde;es Positivas (<i>M</i>=3.47) do que para as Negativas (<i>M</i>=2.38) (<i>t</i>(720)=19.371,  <i>p</i>&lt;.001). A an&aacute;lise do modo como os alunos com diferentes n&iacute;veis de desempenho se caraterizavam face &agrave;s  emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na aula de Matem&aacute;tica est&aacute; apresentada na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Como podemos constatar as EP  s&atilde;o mais experienciadas pelos alunos com melhores notas, diminuindo gradualmente &agrave; medida que os n&iacute;veis de desempenho  v&atilde;o baixando. Verifica-se o inverso face &agrave;s EN que s&atilde;o mais vivenciadas pelos alunos de desempenho Negativo e quase n&atilde;o  s&atilde;o sentidas pelos de Bom desempenho.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a05t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise estat&iacute;stica mostrou serem significativas estas diferen&ccedil;as tanto na viv&ecirc;ncia das EP [<i>F</i>(2,715)=50.449,  <i>p&lt;</i>.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.124] como das EN [<i>F</i>(2,715)=99.625 <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.218] em  fun&ccedil;&atilde;o do desempenho acad&eacute;mico dos alunos.</p>     <p>A compara&ccedil;&atilde;o na identifica&ccedil;&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es Positivas e Negativas na aula de Matem&aacute;tica dentro que  cada grupo de desempenho a matem&aacute;tica (Negativo, M&eacute;dio, Bom) tamb&eacute;m se mostrou significativa, sendo que, independentemente do  seu estatuto escolar as EP apresentam sempre valores mais elevados do que as EN [Negativo &ndash; <i>t</i>(282)=3.835, <i>p</i>&lt;0.001;  M&eacute;dio &ndash; <i>t</i>(261)=16.336, <i>p</i>&lt;.001; Bom &ndash; <i>t</i>(175)=21.534, <i>p</i>&lt;.001].</p>     <p>Para uma an&aacute;lise mais espec&iacute;fica das emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na aula de matem&aacute;tica, o gr&aacute;fico da  <a href="#f1">Figura 1</a> apresenta-nos os valores m&eacute;dios considerando cada uma das emo&ccedil;&otilde;es analisadas, em  fun&ccedil;&atilde;o desempenho dos alunos. Como podemos verificar pela sua an&aacute;lise, entre as emo&ccedil;&otilde;es positivas, o Orgulho  &eacute; o que apresenta valores mais elevados independentemente do estatuto escolar do aluno. Entre as emo&ccedil;&otilde;es negativas as mais  presentes s&atilde;o o Aborrecimento e a Ansiedade e as menos vivenciadas s&atilde;o a Zanga e o Des&acirc;nimo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a05f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Podemos constatar que os valores m&eacute;dios das v&aacute;rias emo&ccedil;&otilde;es negativas surgem superiores para os alunos com pior  desempenho a matem&aacute;tica enquanto se verifica o inverso para as duas emo&ccedil;&otilde;es positivas. Estas diferen&ccedil;as de  m&eacute;dias verificaram-se como estatisticamente significativas tanto globalmente [<i>Pillai&rsquo;s Trace</i>=.293, <i>F</i>(12,1420)=20.308,  <i>p</i>&lt;.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.147] como para as v&aacute;rias emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas [Prazer &ndash;  <i>F</i>(2,714)=38.566, <i>p&lt;</i>.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.097; Orgulho &ndash; <i>F</i>(1,714)=47.566, <i>p&lt;</i>.001,  <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.118; Zanga &ndash; <i>F</i>(1,714)=48.311, <i>p&lt;</i>.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.119; Ansiedade &ndash;  <i>F</i>(1,714)=39.104, <i>p&lt;</i>.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.099; Des&acirc;nimo &ndash; <i>F</i>(1,714)=122.410, <i>p&lt;</i>.001,  <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.255; Aborrecimento &ndash; <i>F</i>(1,714)=46.951, <i>p&lt;</i>.001, <i>&eta;<Sup>2</i></Sup>=.116]. As  compara&ccedil;&otilde;es entre os grupos usando o teste de Tukey, mostraram-se significativas para todas elas (<i>p</i>&lt;.001) evidenciando que  os alunos com Bom desempenho referem como mais presentes as duas emo&ccedil;&otilde;es positivas e menos sentidas as quatro negativas,  comparativamente aos alunos de desempenho M&eacute;dio ou Negativo. Tamb&eacute;m os alunos de M&eacute;dio desempenho diferem dos de desempenho  Negativo para todas as emo&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas consideradas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre emo&ccedil;&otilde;es e a perce&ccedil;&atilde;o do clima de sala de aula a matem&aacute;tica</i></p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta as correla&ccedil;&otilde;es entre as v&aacute;rias componentes da escala de Clima de Sala de Aula e as  diferentes emo&ccedil;&otilde;es analisadas. Pode verificar-se que, na sua maioria, as correla&ccedil;&otilde;es s&atilde;o significativas.  Contudo, estas de um modo geral, s&atilde;o relativamente fracas, com exce&ccedil;&atilde;o das que se referem &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es das  diferentes emo&ccedil;&otilde;es com as Atitudes e o Suporte Social do Professor. Entre as associa&ccedil;&otilde;es significativas podemos  constatar um padr&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es positivas com as emo&ccedil;&otilde;es positivas e de associa&ccedil;&otilde;es negativas  com as emo&ccedil;&otilde;es negativas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a05t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre emo&ccedil;&otilde;es, autoconceito e autoestima</i></p>     <p>Os valores das correla&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es do autoconceito e as emo&ccedil;&otilde;es encontram-se apresentados na  <a href="#t3">Tabela 3</a>. Podemos constatar que todas as dimens&otilde;es do autoconceito se associam de forma positiva com as  emo&ccedil;&otilde;es positivas (Prazer, Orgulho) e de forma negativa com as emo&ccedil;&otilde;es negativas (Zanga, Ansiedade, Des&acirc;nimo,  Aborrecimento). De um modo geral, as associa&ccedil;&otilde;es identificadas s&atilde;o fracas, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das relacionadas com  o Autoconceito Acad&eacute;mico que se apresentam moderadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a05t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As associa&ccedil;&otilde;es entre emo&ccedil;&otilde;es e autoestima tamb&eacute;m se mostraram todas significativas, com a mesma  orienta&ccedil;&atilde;o, embora com uma magnitude inferior &agrave; verificada para o Autoconceito Acad&eacute;mico. A rela&ccedil;&atilde;o mais  forte surgiu com a Ansiedade, sendo esta negativa, mostrando haver uma tend&ecirc;ncia para que, quando a autoestima &eacute; mais elevada a  ansiedade na aula de Matem&aacute;tica &eacute; menor e vice-versa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Vari&aacute;veis explicativas das emo&ccedil;&otilde;es positivas e negativas</i></p>     <p>As an&aacute;lises parcelares anteriores mostraram-nos algumas associa&ccedil;&otilde;es entre diferentes vari&aacute;veis e as  emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na aula de Matem&aacute;tica. Contudo, de modo a obtermos uma vis&atilde;o mais global e completa destas  associa&ccedil;&otilde;es considerando em simult&acirc;neo os diferentes tipos de vari&aacute;veis: pessoais, dos contextos de aprendizagem, e as  emo&ccedil;&otilde;es (Positivas e Negativas), desenvolvemos uma an&aacute;lise de regress&atilde;o hier&aacute;rquica considerando 4 blocos de  vari&aacute;veis (Tabelas <a href="#t4">4</a> e <a href="#t5">5</a>). O 1&ordm; bloco considerou vari&aacute;veis que denomin&aacute;mos de  <i>Background</i> e onde integr&aacute;mos o G&eacute;nero dos estudantes e as suas notas anteriores &agrave; disciplina. A op&ccedil;&atilde;o por  considerar o g&eacute;nero prende-se com o facto de a matem&aacute;tica ser uma disciplina sobre a qual, por vezes a literatura tem identificado  diferen&ccedil;as de g&eacute;nero tanto no que se refere &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o e atitudes, como ao autoconceito e desempenho (Asante,  2012; Hyde, Fennema, Ryan, Frost, &amp; Hopp, 1990). O 2&ordm; bloco integrou vari&aacute;veis relacionadas com o autoconceito e a autoestima (AC  Acad&eacute;mico, AC Social, AC Apresenta&ccedil;&atilde;o, Autoestima). O 3&ordm; bloco integrou as Atitudes face &agrave; matem&aacute;tica, por  considerarmos que esta dimens&atilde;o da escala de Clima de sala de Aula &eacute; de um &acirc;mbito mais pessoal e at&eacute; motivacional do que  as restantes dimens&otilde;es. O 4&ordm; bloco integrou as dimens&otilde;es da escala de clima associadas &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de  suporte de professores e colegas (SSC &ndash; Suporte Social dos Colegas, SSP &ndash; Suporte Social do Professor). Pela an&aacute;lise dos  resultados das Tabelas <a href="#t4">4</a> e <a href="#t5">5</a> podemos constatar que o conjunto destas vari&aacute;veis explica 41.2% da  vari&acirc;ncia das Emo&ccedil;&otilde;es Positivas (EP) face &agrave;s aulas de matem&aacute;tica e 47.3% das Emo&ccedil;&otilde;es Negativas  (EN).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a05t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a05t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se que o contributo das vari&aacute;veis introduzidas em cada bloco traz sempre valor acrescido significativo na  explica&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es positivas e negativas, exceto para as EP com a introdu&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis do  suporte (SSC e SSP).</p>     <p>Entre as vari&aacute;veis do <i>Background</i>, o G&eacute;nero s&oacute; apresenta efeito explicativo significativo para as EN no 1&ordm;  Modelo, pois quando s&atilde;o introduzidos os outros blocos de vari&aacute;veis este deixa de ser significativo. Contudo, as Notas a  Matem&aacute;tica, apesar da rela&ccedil;&atilde;o com as emo&ccedil;&otilde;es ir enfraquecendo com a adi&ccedil;&atilde;o de novas  vari&aacute;veis, apresentam em qualquer um dos Modelos efeitos significativos, tanto para as EP como para as EN. No que se refere ao autoconceito  e autoestima verifica-se que somente o Autoconceito Acad&eacute;mico introduz valor explicativo na compreens&atilde;o das EP e EN, e que a  Autoestima s&oacute; contribui significativamente na compreens&atilde;o das EN. As Atitudes face &agrave; matem&aacute;tica evidenciaram-se  tamb&eacute;m como uma vari&aacute;vel com peso significativo na compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es da aula de matem&aacute;tica,  introduzindo um acr&eacute;scimo de 19.2% da vari&acirc;ncia explicada nas EP e de 6.7% nas EN. Quanto ao suporte percecionado na sala de aula, o  aumento da vari&acirc;ncia explicada &eacute; relativamente baixo (Emo&ccedil;&otilde;es Positivas &ndash; 0.5%; Emo&ccedil;&otilde;es Negativas  &ndash; 2.9%) sendo este resultante do contributo do Suporte Social do Professor (SSP) nos dois tipos de emo&ccedil;&otilde;es (<i>&beta;</i>=.075  e <i>&beta;</i>=-.195, <i>p</i>&lt;.05 respetivamente) e do SSC nas Emo&ccedil;&otilde;es Negativas (<i>&beta;</i>=.063, <i>p</i>&lt;.05).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo principal do nosso trabalho foi compreender as carater&iacute;sticas das emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na aula de  matem&aacute;tica e analisar o papel de vari&aacute;veis contextuais e pessoais na compreens&atilde;o dessas emo&ccedil;&otilde;es. Como pudemos  verificar, independentemente do estatuto escolar dos alunos, as Emo&ccedil;&otilde;es Positivas (EP) vivenciadas na aula de matem&aacute;tica  apresentam valores mais elevados do que as Emo&ccedil;&otilde;es Negativas (EN). Este aspeto parece-nos bastante positivo, pois as  emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o elementos centrais a considerar quando se pretende compreender as dimens&otilde;es do processo educativo que  potencialmente interferem com a efic&aacute;cia dos contextos de aprendizagem. As experi&ecirc;ncias emocionais dentro da sala de aula  t&ecirc;m-se mostrado associadas com as cren&ccedil;as, objetivos e identidades dos que se envolvem no processo educativo (Schutz, Cross, Hong,  &amp; Osborn, 2007). Estas cren&ccedil;as, objetivos e identidades influenciam os julgamentos individuais e a motiva&ccedil;&atilde;o para  atingirem os objetivos (Schutz et al., 2007). Havendo uma maior preval&ecirc;ncia das emo&ccedil;&otilde;es positivas estas podem indiciar uma  facilita&ccedil;&atilde;o nos processos de aprendizagem. Esta preval&ecirc;ncia verificou-se independentemente do estatuto escolar, uma vez que em  m&eacute;dia, para qualquer um dos grupos de desempenho considerados neste estudo (Negativo, M&eacute;dio, Bom), as EP foram significativamente  superiores &agrave;s EN.</p>     <p>Contudo, apesar de prevalecerem emo&ccedil;&otilde;es positivas na sala de aula, o estatuto escolar mostrou introduzir diferen&ccedil;as na  perce&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas. Os alunos de Bom desempenho percecionam mais emo&ccedil;&otilde;es positivas na sala  de aula, que os de M&eacute;dio, ou que os de desempenho Negativo, tendo-se verificado o inverso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s EN. Este aspeto  transparece bem quando analisamos a magnitude das diferen&ccedil;as de m&eacute;dias de EP e EN dentro de cada grupo. &Eacute; evidente uma grande  proximidade da viv&ecirc;ncia de EP e EN nos alunos de desempenho negativo (diferen&ccedil;a de .34) aumentando esta diferen&ccedil;a com o  estatuto escolar dos alunos (M&eacute;dio: diferen&ccedil;a de 1.27; Bom: diferen&ccedil;a de 2.02). Estes resultados, referentes &agrave;  performance acad&eacute;mica e emo&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m na linha do que j&aacute; tinha sido verificado em estudos anteriormente  desenvolvidos em v&aacute;rios contextos culturais, com alunos de diferentes n&iacute;veis de ensino (e.g., Daniels et al., 2009; Lichtenfeld,  Pekrun, Stupnisky, Reiss, &amp; Murayama, 2012; Pekrun et al., 2002, 2011). A an&aacute;lise destes dados permite-nos ainda real&ccedil;ar dois  aspetos importantes. Por um lado, as emo&ccedil;&otilde;es positivas, apesar de serem predominantes aparecem de um modo geral pr&oacute;ximas de  valores m&eacute;dios (3) indiciando que mesmo assim, n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o presentes nas viv&ecirc;ncias da sala de aula dos diversos  alunos. Mesmo para os alunos com Bom desempenho a m&eacute;dia global para as EP n&atilde;o chega ao ponto 4 numa escala de 5 pontos. Por outro  lado, os n&iacute;veis da Ansiedade sentida na sala de aula, tamb&eacute;m parecem evidenciar que muitos destes alunos poder&atilde;o n&atilde;o  ter a estabilidade e equil&iacute;brio emocional desej&aacute;veis para uma boa aprendizagem.</p>     <p>Sabe-se que as emo&ccedil;&otilde;es associadas &agrave;s experi&ecirc;ncias e a&ccedil;&otilde;es, em parte emergem das  avalia&ccedil;&otilde;es que cada um faz desses acontecimentos. Estes julgamentos s&atilde;o influenciados pelos objetivos e metas pessoais assim  como pelas cren&ccedil;as sobre si e a sua posi&ccedil;&atilde;o em determinado contexto de atividade (Schutz et al., 2007). Neste sentido,  procur&aacute;mos tamb&eacute;m analisar as rela&ccedil;&otilde;es entre emo&ccedil;&otilde;es e autoconceito. Pudemos constatar que foi com o  Autoconceito Acad&eacute;mico que surgiram as associa&ccedil;&otilde;es mais fortes, sendo estas positivas com as EP e negativas com as EN. As  associa&ccedil;&otilde;es entre emo&ccedil;&otilde;es e Autoconceito Social embora mais fracas foram tamb&eacute;m significativas. Uma vez que as  emo&ccedil;&otilde;es aqui analisadas foram emo&ccedil;&otilde;es relativas a situa&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, nomeadamente &agrave;s  aulas de matem&aacute;tica, faz sentido que estas associa&ccedil;&otilde;es sejam mais fortes com o Autoconceito Acad&eacute;mico pois este decorre  das cren&ccedil;as de controlo que cada um tem, indo estas afetar as suas autoavalia&ccedil;&otilde;es, a avalia&ccedil;&atilde;o da  situa&ccedil;&atilde;o e consequentemente as emo&ccedil;&otilde;es (Pekrun et al., 2007). Assim, altos n&iacute;veis de controlo percebido nos  alunos, conduzem a emo&ccedil;&otilde;es positivas (e.g., satisfa&ccedil;&atilde;o, orgulho) enquanto baixos n&iacute;veis de  perce&ccedil;&atilde;o de controlo pessoal levam a emo&ccedil;&otilde;es negativas (e.g., ansiedade, zanga). Tal como Pekrun et al. (2007), referem  as perce&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis de controlo sobre os seus resultados numa disciplina, neste caso a matem&aacute;tica, podem levar os  alunos a sentirem-se desafiados perante as tarefas propostas, sendo esse desafio adequado para as considerarem exequ&iacute;veis e paralelamente  desenvolverem emo&ccedil;&otilde;es positivas. Este equil&iacute;brio entre a dificuldade percebida da tarefa e os julgamentos de compet&ecirc;ncia  do sujeito t&ecirc;m sido reconhecidos como elementos centrais em diferentes teorias da motiva&ccedil;&atilde;o e associados a  emo&ccedil;&otilde;es positivas, nomeadamente o prazer e a satisfa&ccedil;&atilde;o pela realiza&ccedil;&atilde;o da tarefa (e.g., Csikszentmihalyi  &amp; Csikszentmihalyi, 1988; Deci &amp; Ryan, 2000).</p>     <p>Como Pekrun e colaboradores afirmam (e.g., Pekrun, 2006; Pekrun et al., 2002, 2007) um outro fator determinante nas perce&ccedil;&otilde;es de  controlo, e consequentemente nas emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na sala de aula, prende-se com as din&acirc;micas interativas desenvolvidas  nesse contexto. Os nossos resultados evidenciaram, de um modo geral, associa&ccedil;&otilde;es positivas significativas entre as dimens&otilde;es  da Escala do Clima de Sala de aula associadas ao suporte social (SSP e SSC) e as emo&ccedil;&otilde;es positivas (Prazer e Orgulho) e  associa&ccedil;&otilde;es negativas com as emo&ccedil;&otilde;es negativas (Des&acirc;nimo, Ansiedade, Zanga, Aborrecimento). Este padr&atilde;o de  associa&ccedil;&otilde;es explica-se pelo facto de intera&ccedil;&otilde;es pouco calorosas, hostis, de rejei&ccedil;&atilde;o ou coercivas na sala  de aula, com pares e/ou professores, minarem sentimentos de seguran&ccedil;a e aceita&ccedil;&atilde;o, conduzindo a ansiedade e ang&uacute;stia  tal como tem sido referido na literatura (Furrer, Skinner, &amp; Pitzer, 2014). Tamb&eacute;m neste sentido Skinner, Zimmer-Gembek e Connell (1998)  verificaram que os alunos que percecionavam os seus professores como calorosos, apresentavam elevados n&iacute;veis de perce&ccedil;&atilde;o de  controlo, levando-os a envolver-se mais, em contraste com os que percecionavam os seus professores como menos apoiantes, apresentando estes maior  descontentamento e desagrado pela escola. Por outro lado, intera&ccedil;&otilde;es mais calorosas por parte do professor que demonstrem uma alta  expectativa sobre o desempenho e &ecirc;xito do aluno, induzem neste uma maior confian&ccedil;a em si mesmo e a redu&ccedil;&atilde;o de ansiedade  (Cubero &amp; Moreno, 1990).</p>     <p>As an&aacute;lises de regress&atilde;o que desenvolvemos considerando todas as vari&aacute;veis, mas introduzindo-as em blocos diferenciados,  permitiu-nos, por um lado, perceber o valor explicativo de cada bloco de vari&aacute;veis e o contributo de cada uma delas e, por outro lado,  evidenciou que existem algumas especificidades na explica&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es Positivas (EP) e Negativas (EN) na sala de  aula.</p>     <p>Apesar de a Matem&aacute;tica ser uma disciplina tradicionalmente associada a diferen&ccedil;as de g&eacute;nero tanto na performance como nas  atitudes dos alunos, os estudos, incluindo algumas meta-an&aacute;lises t&ecirc;m vindo a relativizar esta quest&atilde;o n&atilde;o encontrando  diferen&ccedil;as ou sendo estas consideradas residuais (Hyde, Fennema, Ryan, Frost, &amp; Hopp, 1990; Lindberg, Hyde, Petersen, &amp; Linn, 2010;  Ma &amp; Kishor, 1997; Mata, Peixoto, &amp; Monteiro, 2012; Scafidi &amp; Bui, 2010). Neste sentido apontam tamb&eacute;m os resultados deste nosso  estudo, onde o g&eacute;nero quase nunca introduz valor explicativo significativo na compreens&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es sentidas nas aulas  de matem&aacute;tica. Somente para as Emo&ccedil;&otilde;es Negativas aparece um valor significativo de <i>&beta;</i> no 1&ordm; modelo quando se  introduziram unicamente as vari&aacute;veis de <i>Background</i>, mas que, com a introdu&ccedil;&atilde;o das outras vari&aacute;veis, acaba por se  diluir e anular. Surge assim, consonante com a literatura mais recente, sobre as atitudes e performance em matem&aacute;tica, esta aus&ecirc;ncia  de papel do g&eacute;nero na explica&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es (Hyde et al., 1990; Lindberg et al., 2010; Ma &amp; Kishor, 1997;  Mata et al., 2012; Scafidi &amp; Bui, 2010). Parece-nos tamb&eacute;m interessante que o pouco valor explicativo surja somente para as EN, uma vez  que alguns trabalhos t&ecirc;m mostrado que, no que se refere a emo&ccedil;&otilde;es e motiva&ccedil;&atilde;o, algumas das poucas  diferen&ccedil;as de g&eacute;nero identificadas recaem sobre a ansiedade, apresentando as raparigas n&iacute;veis superiores aos dos rapazes  (Marsh, Martin, &amp; Cheng, 2008). Por sua vez, tal como era esperado, o desempenho dos alunos aparece significativamente associado tanto a EP  como a EN em qualquer dos modelos testados. Tal como referimos anteriormente, diversos estudos constataram a associa&ccedil;&atilde;o entre  resultados acad&eacute;micos e emo&ccedil;&otilde;es e procuraram explicar os seus efeitos rec&iacute;procos (Daniels et al., 2009; Pekrun et al.,  2002, 2009). Assim, as emo&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o, em determinadas circunst&acirc;ncias e situa&ccedil;&otilde;es, influenciar os  resultados, mas o feedback destes, a forma como s&atilde;o interpretados e vividos ir&atilde;o por sua vez, afetar as emo&ccedil;&otilde;es (Pekrun  et al., 2002).</p>     <p>O 2&ordm; Modelo testado na an&aacute;lise de regress&atilde;o, para al&eacute;m das vari&aacute;veis de <i>Background</i> considerava as do  autoconceito e autoestima, podendo-se constatar que estas vari&aacute;veis introduziam valor explicativo adicional significativo tanto para as EP  como para as EN. De entre as v&aacute;rias facetas do autoconceito, a Acad&eacute;mica assumiu-se como a mais determinante na compreens&atilde;o  das emo&ccedil;&otilde;es, quer positivas quer negativas, e o valor de <i>&beta;</i> manteve-se sempre entre os mais elevados nos v&aacute;rios  modelos. Nem o Autoconceito Social nem o de Apresenta&ccedil;&atilde;o, se evidenciaram como vari&aacute;veis importantes na compreens&atilde;o das  emo&ccedil;&otilde;es face &agrave; matem&aacute;tica, o que faz sentido uma vez que se tratam de &aacute;reas mais relacionais, transversais a  outros contextos de vida dos estudantes e com pouco significado para as aulas de matem&aacute;tica. O facto de a Autoestima surgir somente com  valor explicativo significativo, embora baixo, para as EN negativas parece-nos importante. Apesar de n&atilde;o haver investiga&ccedil;&atilde;o  espec&iacute;fica que nos permita explicar sustentadamente esta associa&ccedil;&atilde;o, a literatura nesta &aacute;rea relata trabalhos diversos  onde a rela&ccedil;&atilde;o entre AE, motiva&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&otilde;es e desempenho n&atilde;o &eacute; simples nem linear, pois o  insucesso pode ter consequ&ecirc;ncias diferentes para diferentes alunos sendo umas mais adaptativas do que outras (Peixoto &amp; Almeida, 2010;  Turner, Husman, &amp; Schallert, 2002). Mesmo os sujeitos com insucesso e baixa motiva&ccedil;&atilde;o para as tarefas, podem manter atitudes  positivas face &agrave; escola e n&iacute;veis positivos da AE, at&eacute; porque esta reflete uma aprecia&ccedil;&atilde;o geral do seu valor  enquanto pessoa (Nascimento &amp; Peixoto, 2012; Peixoto &amp; Almeida, 2010; Turner et al., 2002). No entanto, para alguns alunos o insucesso pode  ter outro tipo de impacto conduzindo a n&iacute;veis baixos de autoestima, a sentimentos negativos e muitas vezes atitudes negativas face &agrave;  escola e &agrave;s tarefas escolares. Sujeitos que apresentam uma baixa autoestima, s&atilde;o normalmente mais inseguros e apresentam mais  emo&ccedil;&otilde;es negativas sendo este tipo de associa&ccedil;&otilde;es evidentes no trabalho de Abril e Peixoto (2012), onde se encontraram  associa&ccedil;&otilde;es significativas negativas da AE com emo&ccedil;&otilde;es negativas tais como o aborrecimento, a Zanga, a Vergonha, o  Des&acirc;nimo e a Ansiedade.</p>     <p>No 3&ordm; Modelo estudado foram introduzidas as Atitudes face &agrave; Matem&aacute;tica, para al&eacute;m das vari&aacute;veis anteriormente  referidas, acrescentando, esta vari&aacute;vel, valor explicativo significativo ao modelo (19.2% para EP e 6.7% para EN). Sabendo que as atitudes  face &agrave; matem&aacute;tica se podem considerar como uma disposi&ccedil;&atilde;o que o sujeito desenvolveu com base nas suas cren&ccedil;as e  experi&ecirc;ncias (Eshun, 2004) e que uma atitude positiva reflete uma disposi&ccedil;&atilde;o emocional positiva face a essa mat&eacute;ria  enquanto uma atitude negativa se associa a estados emocionais negativos (Zan &amp; Martino, 2008) este contributo das Atitudes pode ent&atilde;o  ser justificado devido a esta clara componente emocional a elas associada.</p>     <p>Nos &uacute;ltimos modelos testados foram introduzidas as vari&aacute;veis relacionadas com o clima de sala de aula que, globalmente, s&oacute;  introduziram mais valor explicativo significativo adicional para as EN (2.9%). Sabendo que o clima de sala de aula &eacute; fun&ccedil;&atilde;o  tanto da atua&ccedil;&atilde;o do professor como do grupo espec&iacute;fico e das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre os diferentes  participantes (Marsh et al., 2008), consider&aacute;mos dois indicadores do clima, o Suporte Social dos Colegas (SSC) e o Suporte Social do  Professor (SSP). Pudemos constatar que o SSP assumia valores significativos de <i>&beta; </i>tanto para as EP como para as EN, enquanto o SSC  somente para as EN. A abordagem de Furrer et al. (2014) quanto ao papel da rela&ccedil;&atilde;o com o professor na forma como o aluno se sente na  aula e ao seu envolvimento, centrando-se na teoria da autodetermina&ccedil;&atilde;o, reafirma a necessidade de se considerarem tr&ecirc;s  vertentes na forma de atua&ccedil;&atilde;o do professor: proximidade, compet&ecirc;ncia e autonomia. Consideram que, quando o professor &eacute;  uma boa base de suporte emocional, os alunos sentem-se pr&oacute;ximos deste e consequentemente seguros na escola. Por outro lado, o suporte  &agrave; autonomia decorre de intera&ccedil;&otilde;es baseadas no respeito, escuta ativa e valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal enquanto que para a  compet&ecirc;ncia, entre outras coisas, os alunos necessitam de intera&ccedil;&otilde;es positivas estruturadas, expetativas claras e positivas  (Furrer et al., 2014). Todos estes aspetos est&atilde;o na base da motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca suportada pelo desafio, prazer e  satisfa&ccedil;&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas, ou seja claramente sustentada por uma orienta&ccedil;&atilde;o emocional  positiva. Quando estes aspetos n&atilde;o s&atilde;o considerados, esta motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca poder&aacute; ser minada,  conduzindo a ansiedade, desinteresse e at&eacute; aborrecimento. Analisando os itens da escala do SSP (Mata et al., 2014) como por exemplo  &ldquo;<i>Na aula de Matem&aacute;tica, conto com o apoio do meu professor&rdquo;, &ldquo;Na aula de Matem&aacute;tica, o meu professor quer que eu  d&ecirc; o meu melhor</i>&rdquo; ou &ldquo;<i>Na aula de Matem&aacute;tica, quando temos um problema, o professor ajuda-nos a pensar sobre  ele</i>&rdquo;, podemos considerar que estes aspetos foram, de algum modo, considerados pois os itens reenviam para proximidade, escuta ativa,  disponibilidade e expetativas positivas. Assim, uma elevada perce&ccedil;&atilde;o de SSP poder&aacute; reenviar para a conclus&atilde;o de que a  sua atua&ccedil;&atilde;o &eacute; percecionada como estando a contribuir para a satisfa&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s aspetos (proximidade,  autonomia, compet&ecirc;ncia) decorrentes da teoria da autodetermina&ccedil;&atilde;o e centrais segundo Furrer et al. (2014) na  rela&ccedil;&atilde;o do professor com os alunos.</p>     <p>Complementarmente, pudemos verificar que, no modelo final para as EP as vari&aacute;veis que assumiam valores significativos de &beta; eram,  para al&eacute;m do SSP, o desempenho (Notas), o Autoconceito Acad&eacute;mico e as Atitudes. As notas de algum modo refletem a  satisfa&ccedil;&atilde;o da necessidade de Compet&ecirc;ncia e um elevado Autoconceito Acad&eacute;mico decorre de perce&ccedil;&otilde;es  favor&aacute;veis de controlo sobre os seus resultados na disciplina (Pekrun et al., 2007), sendo o controlo e a autonomia elementos centrais para  a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca, o prazer e satisfa&ccedil;&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas (Deci &amp; Ryan, 2000).  Por outro lado, as atitudes refletem estados emocionais que decorrem tamb&eacute;m das cren&ccedil;as de compet&ecirc;ncia e experi&ecirc;ncias do  sujeito (Eshun, 2004). Assim, os dados encontrados para as EP, s&atilde;o consonantes com os elementos avan&ccedil;ados pela teoria da  autodetermina&ccedil;&atilde;o como necess&aacute;rios para se promover a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca (Deci &amp; Ryan, 2000) e as  emo&ccedil;&otilde;es a ela associadas (prazer e a satisfa&ccedil;&atilde;o) e v&ecirc;m tamb&eacute;m no sentido dos avan&ccedil;ados na  literatura sobre as atitudes face &agrave; matem&aacute;tica (e.g., Mata et al., 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando analisamos o modelo final para as EN, constatamos que para al&eacute;m das Notas, Autoconceito Acad&eacute;mico, Atitudes e SSP,  tamb&eacute;m a Autoestima e o SSC s&atilde;o vari&aacute;veis significativas. A Autoestima, tal com avan&ccedil;&aacute;mos anteriormente,  enquanto aprecia&ccedil;&atilde;o geral sobre o valor como pessoa, pode em situa&ccedil;&otilde;es em que esta &eacute; mais baixa, estar associada  a estados emocionais mais negativos, transversais aos diversos contextos de vida do sujeito, e tamb&eacute;m ao contexto acad&eacute;mico,  conduzindo a n&iacute;veis maiores de ansiedade e &agrave; viv&ecirc;ncia de outras emo&ccedil;&otilde;es negativas (Greenwald et al., 1988;  Harter, 2012; Leary et al., 1995).</p>     <p>No que se refere ao SSC este &eacute; um elemento importante para a carateriza&ccedil;&atilde;o do clima de sala de aula, e parece que, no que  se refere &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na aula, &eacute; mais determinante para a compreens&atilde;o das EN do que das EP.  Provavelmente isto prende-se tamb&eacute;m com o conjunto das outras vari&aacute;veis que explicam as EN (Modelo 4, <a href="#t5">Tabela 5</a>).  Tendo baixo desempenho, baixo Autoconceito, Atitudes menos positivas face &agrave; Matem&aacute;tica, &eacute; natural que o fato de n&atilde;o  sentir suporte nem apoio por parte dos colegas v&aacute; ainda conduzir a estados emocionais mais negativos, associados a Ansiedade, Vergonha, etc.  Um aluno com elevado desempenho e n&iacute;veis altos de Autoconceito, mesmo n&atilde;o sentindo apoio por parte dos colegas, pode continuar a  gostar das aulas de matem&aacute;tica, a sentir prazer na realiza&ccedil;&atilde;o dos exerc&iacute;cios e orgulho com a sua  presta&ccedil;&atilde;o. A turma e as suas carater&iacute;sticas, assim como as din&acirc;micas estabelecidas (Marsh et al., 2008) s&atilde;o  elementos importantes para a motiva&ccedil;&atilde;o e o envolvimento. Um baixo suporte percecionado por parte dos colegas, pode estar associado a  din&acirc;micas mais competitivas que poder&atilde;o conduzir, em alunos com mais dificuldades, a estados emocionais mais negativos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Este trabalho permitiu-nos analisar as emo&ccedil;&otilde;es percecionadas nas aulas de matem&aacute;tica considerando tanto vari&aacute;veis  pessoais como contextuais. Conclu&iacute;mos que todas elas s&atilde;o importantes para uma compreens&atilde;o global dos estados emocionais  vivenciados e que poder&atilde;o adquirir algumas especificidades para as Emo&ccedil;&otilde;es Positivas e Negativas.</p>     <p>Constat&aacute;mos que o g&eacute;nero n&atilde;o &eacute; uma vari&aacute;vel importante, mas que, se queremos compreender as EP e as EN, temos  que considerar um conjunto de outras vari&aacute;veis, tais como: a experi&ecirc;ncia anterior do sujeito (desempenho), as cren&ccedil;as de  compet&ecirc;ncia (e.g., Autoconceito Acad&eacute;mico), o desenvolvimento de Atitudes face &agrave; disciplina, e tamb&eacute;m as  perce&ccedil;&otilde;es sobre o ambiente de sala de aula e ao suporte do professor e dos colegas (SSP e SSC). Estas vari&aacute;veis no seu  conjunto permitiram-nos ter uma vis&atilde;o mais completa do contributo de cada uma delas. Embora as cren&ccedil;as pessoais tenham surgido como  vari&aacute;veis com valores mais significativos para a explica&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es nas aulas de matem&aacute;tica, pudemos  concluir que as vari&aacute;veis mais relacionais associadas ao apoio dos colegas e professor n&atilde;o podem ser descuradas.</p>     <p>Embora importantes, estes dados apresentam algumas limita&ccedil;&otilde;es que dever&atilde;o introduzir cuidado na sua  interpreta&ccedil;&atilde;o e generaliza&ccedil;&atilde;o. Por um lado, foram usadas quase exclusivamente medidas de autorrelato (com  exce&ccedil;&atilde;o das Notas a matem&aacute;tica). Embora esta fosse a metodologia mais exequ&iacute;vel para este estudo, &eacute; importante  em situa&ccedil;&otilde;es futuras complementar este tipo de dados com outros recolhidos atrav&eacute;s de fontes diferentes (professores, colegas)  e usando outras metodologias (e.g., entrevistas).</p>     <p>Por outro lado, estes dados foram recolhidos num dado momento, n&atilde;o permitindo uma leitura longitudinal sobre a viv&ecirc;ncia das  emo&ccedil;&otilde;es. Seria assim importante perceber se as emo&ccedil;&otilde;es sentidas no in&iacute;cio, s&atilde;o semelhantes &agrave;s do  final do ano, ou o que se passa em anos diferentes com n&iacute;veis de exig&ecirc;ncia diferentes ou mesmo com avalia&ccedil;&otilde;es externas,  tais como os exames finais.</p>     <p>As emo&ccedil;&otilde;es foram analisadas na perspetiva dos alunos, mas sendo as salas de aula contextos marcadamente relacionais em que o  professor assume um grande protagonismo, seria tamb&eacute;m importante analisar a forma como as emo&ccedil;&otilde;es vivenciadas na sala de aula  s&atilde;o percecionadas pelo professor e a import&acirc;ncia que este lhes atribui para o processo de ensino e para a aprendizagem dos alunos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Abrami, P., &amp; Chambers, B. (1994). Positive social interdependence and classroom climate. <i>Genetic, Social &amp; General Psychology  Monographs, 120</i>, 329-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201500040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Abril, M. J., &amp; Peixoto, F. (2012). Emo&ccedil;&otilde;es na sala de aula: Estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre emo&ccedil;&otilde;es,  autoconceito e percep&ccedil;&atilde;o do clima de sala de aula em alunos do 3&ordm; ciclo. In L. Mata, F. Peixoto, J. Morgado, V. Monteiro, &amp;  J. Castro Silva (Eds.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o, aprendizagem e desenvolvimento: Olhares contempor&acirc;neos atrav&eacute;s da  investiga&ccedil;&atilde;o e da pr&aacute;tica &ndash; Actas do 12&ordm; Col&oacute;quio Internacional de Psicologia e Educa&ccedil;&atilde;o  </i>(pp. 880-892). Lisboa: ISPA <i>&ndash; </i>Instituto Universit&aacute;rio.</p>     <p>Asante, K. O. (2012). Secondary students&rsquo; attitudes towards mathematics. <i>IFE Psychologia: An International Journal, 20</i>, 121-133.</p>     <!-- ref --><p>Csikszentmihalyi, M., &amp; Csikszentmihalyi, I. (1988). <i>Optimal experience: Psychological studies of flow in consciousness</i>. New York:  Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cubero, R., &amp; Moreno, M. C. (1990). Relaciones sociales. In J. Pal&aacute;cios, A. Marclose, &amp; C. Coll (Eds.), <i>Desarrollo  psicol&oacute;gico y educaci&oacute;n, I &ndash; Psicologia evolutiva </i>(pp. 285-296). Madrid: Alianza Editorial.</p>     <!-- ref --><p>Daniels, L., Stupnisky, R., Pekrun, R., Haynes, T., Perry, R., &amp; Newall, N. (2009). A Longitudinal analysis of achievement goals: From  affective antecedents to emotional effects and achievement outcomes. <i>Journal of Educational Psychology, 101</i>, 948-963.  doi: 10.1037/a0016096&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-8231201500040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Deci, E., &amp; Ryan, R. (2000). The &ldquo;What&rdquo; and &ldquo;Why&rdquo; of goal pursuits: Human needs and self-determination of behavior.  <i>Psychological Inquiry, 11</i>, 227-268. doi: 10.1207/S15327965PLI1104_01</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Eshun, B. (2004). Sex-differences in attitude of students towards mathematics in secondary schools. <i>Mathematics Connection, 4</i>, 1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201500040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fontaine, A. M., &amp; Ventura, M. (2002). Pr&aacute;ticas psicopedag&oacute;gicas nas aulas de matem&aacute;tica: Elabora&ccedil;&atilde;o de  uma escala para pr&eacute;-adolescentes. <i>Psychologica, 29</i>, 25-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Frenzel, A. C., Pekrun, R., &amp; Goetz, T. (2007). Perceived learning environment and students&rsquo; emotional experiences: A multilevel  analysis of mathematics classrooms. <i>Learning and Instruction, 17</i>, 478-493. doi: 10.1016/j.learninstruc.2007.09.001</p>     <p>Furrer, C., Skinner, E., &amp; Pitzer, J. (2014). The influence of teacher and peer relationships on students&rsquo; classroom engagement and  everyday motivational resilience. <i>National Society for the Study of Education, 113</i>, 101-123.</p>     <!-- ref --><p>Goetz, T., Cronjaeger, H., Frenzel, A. C., L&uuml;dtke, O., &amp; Hall, N. C. (2010). Academic self-concept and emotion relations: Domain  specificity and age effects. <i>Contemporary Educational Psychology, 35</i>, 44-58. doi: 10.1016/j.cedpsych.2009.10.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Greewald, A. G., Bellezza, F. S., &amp; Banaji, M. R. (1988). Is self-esteem a central ingredient of the self-concept?. <i>Personality and  Social Psychology Bulletin, 14</i>, 35-45. doi: 10.1177/0146167288141004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-8231201500040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Harter, S. (2012). <i>The construction of the self: Developmental and sociocultural foundations </i>(2<sup>nd</sup> ed.). New York, NY, US:  Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hyde, J., Fennema, E., Ryan, M., Frost, L., &amp; Hopp, C. (1990). Gender comparisons of mathematics attitudes and affect &ndash; A meta-analysis.  <i>Psychology of Woman Quarterly, 14</i>, 299-324. doi: 10.1111/j.1471-6402.1990.tb00022.x</p>     <p>Kleine, M., Goetz, T., Pekrun, R., &amp; Hall, N. (2005). The structure of students&rsquo; emotions experienced during a mathematical  achievement test. <i>ZDM &ndash; The International Journal on Mathematics Education, 37</i>, 221-225. doi: 10.1007/s11858-005-0012-6</p>     <!-- ref --><p>Leary, M. R., Tambor, E. S., Terdal, S. K., &amp; Downs, D. L. (1995). Self-esteem as an interpersonal monitor: The sociometer hypothesis.  <i>Journal of Personality and Social Psychology, 68</i>, 518-130. doi: 10.1037/0022-3514.68.3.518&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Lichtenfeld, S., Pekrun, R., Stupnisky, R., Reiss, K., &amp; Murayama, K. (2012). Measuring students&rsquo; emotions in the early years: The  Achievement Emotions Questionnaire-Elementary School (AEQ-ES). <i>Learning and Individual Differences, 22</i>, 190-201. doi:  10.1016/j.lindif.2011.04.009</p>     <!-- ref --><p>Lindberg, S., Hyde, J., Petersen, J., &amp; Linn, M. (2010). New trends in gender and mathematics performance: A meta-analysis. <i>Psychological  Bulletin, 136</i>, 1123-1135. doi: 10.1037/a0021276&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ma, X., &amp; Kishor, N. (1997). Assessing the relationship between attitude toward mathematics and achievement in mathematics: A meta-analysis.  <i>Journal for Research in Mathematics Education, 28</i>, 26-47. doi: 10.2307/749662&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-8231201500040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marsh, H., Martin, A., &amp; Cheng, J. (2008). A multilevel perspective on gender in classroom motivation and climate: Potential benefits of  male teachers for boys?. <i>Journal of Educational Psychology, 100</i>, 78-95. doi: 10.1037/0022-0663.100.1.78&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Mata, L., Monteiro, V., &amp; Peixoto, F. (2014). Escala de clima de sala de aula. In M. Sim&otilde;es, L. Almeida, &amp; M. Gon&ccedil;alves  (Eds.), <i>Instrumentos e contextos de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica</i> (Vol. II, pp. 121-133). Coimbra: Almedina.</p>     <!-- ref --><p>Mata, L., Peixoto, F., &amp; Monteiro, V. (2012). Attitudes towards mathematics: Effects of individual, motivational and social support factors.  <i>Child Development Research, 2012</i>, 1-10. doi: 10.1155/2012/876028&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-8231201500040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Meyer, D., &amp; Turner, J. (2002). Discovering emotion in classroom motivation research. <i>Educational Psychologist, 37</i>, 107-114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201500040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meyer, D., &amp; Turner, J. (2006). Re-conceptualizing emotion and motivation to learn in classroom contexts. <i>Educational Psychology Review,  18</i>, 377-390. doi: 10.1007/s10648-006-9032-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500040000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nascimento, S., &amp; Peixoto, F. (2012). Rela&ccedil;&otilde;es entre o estatuto escolar e o autoconceito, auto-estima e  orienta&ccedil;&otilde;es motivacionais em alunos do 9&ordm; ano de escolaridade. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXX</i>, 421-434.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201500040000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nunnaly, J. C. (1978). <i>Psychometric theory</i>. New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201500040000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Almeida, L. (1999). Escala de autoconceito e autoestima. <i>Actas da VII Confer&ecirc;ncia Internacional  Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: Formas e contextos</i> (pp. 632-640). Braga: APPORT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201500040000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Almeida, L. S. (2010). Self-concept, self-esteem and academic achievement: Strategies for maintaining self-esteem in students  experiencing academic failure. <i>European Journal of Psychology of Education, 25</i>, 157-175. doi: 10.1007/s10212-010-0011-z&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201500040000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peixoto, F., &amp; Almeida, L. S. (2011). A organiza&ccedil;&atilde;o do autoconceito: An&aacute;lise da estrutura hier&aacute;rquica em  adolescentes. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 24</i>, 533-541. doi: 10.1590/S0102-79722011000300014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-8231201500040000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Peixoto, F., Mata, L., Monteiro, V., Sanches, C., &amp; Pekrun, R. (2015). The Achievement Emotions Questionnaire: Validation for Pre-Adolescent  Students. <i>European Journal of Developmental Psychology, 12</i>, 472-481. doi: 10.1080/17405629.2015.1040757&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201500040000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pekrun, R. (2006). The control-value theory of achievement emotions: Assumptions, corollaries, and implications for educational research and  practice. <i>Educational Psychology Review, 18</i>, 315-341. doi: 10.1007/s10648-006-9029-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201500040000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pekrun, R. (2009). Global and local perspectives on human affect: Implications of the control value theory of achievement emotions. In M.  Wosnitza, S. A. Karabenick, A. Efklides, &amp; P. Nenninger (Eds.), <i>Contemporary motivation research: From global to local perspectives</i>  (pp. 97-115). Cambridge, MA: Hogrefe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-8231201500040000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pekrun, R., Elliot, A. J., &amp; Maier, M. (2006). Achievement goals and discrete achievement emotions: A theoretical model and prospective  test. <i>Journal of Educational Psychology, 98</i>, 583-597. doi: 10.1037/0022-0663.98.3.583&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-8231201500040000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pekrun, R., Elliot, A. J., &amp; Maier, M. (2009). Achievement goals and achievement emotions: Testing a model of their joint relations with  academic performance. <i>Journal of Educational Psychology, 101</i>, 115-135. doi: 10.1037/a0013383&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201500040000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pekrun, R., Frenzel, A., Goetz, T., &amp; Perry, R. (2007). The control-value theory of achievement emotions: An integrative approach to  emotions in education. In P. A. Schutz &amp; R. Pekrun (Eds.), <i>Emotion in education</i> (pp. 13-36). Amsterdam: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201500040000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pekrun, R., Goetz, T., Frenzel, A., &amp; Perry, R. (2011). Measuring emotions in students&rsquo; learning and performance: The Achievement  Emotions Questionnaire (AEQ). <i>Contemporary Educational Psychology, 36</i>, 36-48. doi: 10.1016/j.cedpsych.2010.10.002</p>     <p>Pekrun, R., Goetz, T., &amp; Perry, R. (2005). <i>Achievement Emotions Questionnaire (AEQ). User&rsquo;s manual</i>. Unpublished Manuscript,  University of Munich, Munich.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pekrun, R., Goetz, T., Titz, W., &amp; Perry, R. P. (2002). Academic emotions in students&rsquo; self-regulated learning and achievement: A  program of qualitative and quantitative research. <i>Educational Psychologist, 37</i>, 91-105. doi: 10.1207/S15326985EP3702_4</p>     <!-- ref --><p>Scafidi, T., &amp; Bui, K. (2010). Gender similarities in math performance from middle school through high school. <i>Journal of Instructional  Psychology, 37</i>, 252-255.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201500040000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schutz, P., Cross, D., Hong, J., &amp; Osborn, J. (2007). Teacher identities, beliefs and goals related to emotions in the classroom. In P. A.  Schutz &amp; R. Pekrun (Eds.), <i>Emotion in education</i> (pp. 223-242). Amsterdam: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201500040000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schutz, P., &amp; DeCuir, J. T. (2002). Inquiry on emotions in education. <i>Educational Psychologist, 37</i>, 125-134. doi:  10.1207/S15326985EP3702_7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-8231201500040000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schutz, P., Hong, J., Cross, D., &amp; Osbon, J. (2006). Reflections on investigating emotion in educational activity settings. <i>Educational  Psychology Review, 18</i>, 343-360. doi: 10.1007/s10648-006-9030-3&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201500040000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schutz, P., &amp; Lanehart, S. L. (2002). Introduction: Emotions in education. <i>Educational Psychologist, 37</i>, 67-68. doi:  10.1207/S15326985EP3702_1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-8231201500040000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Skinner, E., Zimmer-Gembeck, M., &amp; Connell, J. (1998). Individual differences and the development of perceived control. <i>Monographs of the  Society for Research in Child Development, 63</i>, 1-220. doi: 10.2307/1166220&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201500040000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Turner, J. E., Husman, J., &amp; Schallert, D. L. (2002). The importance of students&rsquo; goals in their emotional experience of academic  failure: Investigating the precursors and consequences of shame. <i>Educational Psychologist, 37</i>, 79-90. doi: 10.1207/S15326985EP3702_3</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Weiner, B. (2007). Examining emotional diversity in the classroom: An attribution theorist considers the moral emotions. In P. A. Schutz &amp; R.  Pekrun (Eds.), <i>Emotion in education</i> (pp. 75-88). Amsterdam: Academic Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201500040000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zan, R., &amp; Martino, P. (2008). Attitude toward mathematics: Overcoming the positive/negative dichotomy. In B. Sriraman (Ed.), <i>Beliefs and  mathematics</i> (pp. 197-214). Monograph Series in Mathematics Education. Charlotte, NC: Age Publishing &amp; The Montana Council of Teachers of  Mathematics.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-8231201500040000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b<a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Lourdes Mata, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio, Rua  Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa. E-mail: <a href="mailto:lmata@ispa.pt">lmata@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho integra uma investiga&ccedil;&atilde;o mais alargada financiada pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia  (PTDC/CPE-CED/121358/2010)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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