<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-8231</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Análise Psicológica]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Aná. Psicológica]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-8231</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ISPA-Instituto Universitário]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-82312015000400006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.14417/ap.995</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O impacto das memórias de vergonha na adolescência: A escala de Centralidade do Acontecimento]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Xavier]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Superior Miguel Torga  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamenta ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>33</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>425</fpage>
<lpage>438</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-82312015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-82312015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-82312015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Experiências adversas, particularmente, experiências precoces de vergonha podem funcionar como memórias traumáticas e ser centrais na formação da autoidentidade. O objetivo da presente pesquisa é analisar a estrutura dimensional e qualidades psicométricas da versão portuguesa para adolescentes da Centrality of Event Scale (CES). Participaram 397 adolescentes com idades entre os 12 e os 18 anos a frequentarem escolas públicas de ensino regular. Em conjunto com a CES, os jovens preencheram outros questionários que avaliavam a sintomatologia psicopatológica e a perceção de sentimentos de vergonha externa e interna. Os resultados revelam que a CES possui uma boa consistência interna, uma adequada estabilidade temporal e uma estrutura unidimensional. A centralidade das experiências de vergonha mostrou uma correlação positiva com os sintomas de psicopatologia e com os sentimentos atuais de vergonha. Estes dados sugerem que a CES-A é um instrumento robusto e útil na avaliação da centralidade das memórias de vergonha na adolescência.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Early adverse experiences, particularly shaming experiences may function as traumatic memories and be central to formation of self-identity. This paper aims to analyse the dimensional structure and psychometric properties of the Portuguese version of the Centrality of Event Scale (CES) for adolescents. Participants were 397 adolescents with ages ranging between 12 and 18 years old, attending public schools. These adolescents filled out the CES and other self-report measures which assess psychopathology symptoms and perception of current feelings of internal and external shame. Results revealed that the CES has a good internal reliability, an adequate temporal stability and a one-dimensional structure. The centrality of shame experiences was positively correlated with psychopathological symptoms and with current feelings of shame. These findings suggest that the CES in its version for adolescents is a useful and robust tool to the assessment of centrality of shame memories in adolescence.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escala de centralidade do evento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Escala de avaliação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescentes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Propriedades psicométricas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Experiências de vergonha]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Centrality event scale]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Assessment scale]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adolescents]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Psychometric properties]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Shame experiences]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>O impacto das mem&oacute;rias de vergonha na adolesc&ecirc;ncia: A escala de Centralidade do Acontecimento (CES)</b></p>     <p><b>Marina Cunha<sup>1</sup>, Ana Xavier<sup>2</sup>, Marcela Matos<sup>2</sup>, Daniela Faria<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra / Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Estudos e  Interven&ccedil;&atilde;o Cognitivo-Comportamental (CINEICC), Universidade de Coimbra</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o do N&uacute;cleo de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o Cognitivo-Comportamental (CINEICC),  Universidade de Coimbra</p>     <p><sup>3</sup>Instituto Superior Miguel Torga, Coimbra</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Experi&ecirc;ncias adversas, particularmente, experi&ecirc;ncias precoces de vergonha podem funcionar como mem&oacute;rias traum&aacute;ticas  e ser centrais na forma&ccedil;&atilde;o da autoidentidade. O objetivo da presente pesquisa &eacute; analisar a estrutura dimensional e qualidades  psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o portuguesa para adolescentes da <i>Centrality of Event Scale</i> (CES). Participaram 397 adolescentes com  idades entre os 12 e os 18 anos a frequentarem escolas p&uacute;blicas de ensino regular. Em conjunto com a CES, os jovens preencheram outros  question&aacute;rios que avaliavam a sintomatologia psicopatol&oacute;gica e a perce&ccedil;&atilde;o de sentimentos de vergonha externa e interna.  Os resultados revelam que a CES possui uma boa consist&ecirc;ncia interna, uma adequada estabilidade temporal e uma estrutura unidimensional. A  centralidade das experi&ecirc;ncias de vergonha mostrou uma correla&ccedil;&atilde;o positiva com os sintomas de psicopatologia e com os  sentimentos atuais de vergonha. Estes dados sugerem que a CES-A &eacute; um instrumento robusto e &uacute;til na avalia&ccedil;&atilde;o da  centralidade das mem&oacute;rias de vergonha na adolesc&ecirc;ncia.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Escala de centralidade do evento, Escala de avalia&ccedil;&atilde;o, Adolescentes, Propriedades psicom&eacute;tricas,  Experi&ecirc;ncias de vergonha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Early adverse experiences, particularly shaming experiences may function as traumatic memories and be central to formation of self-identity.  This paper aims to analyse the dimensional structure and psychometric properties of the Portuguese version of the Centrality of Event Scale (CES)  for adolescents. Participants were 397 adolescents with ages ranging between 12 and 18 years old, attending public schools. These adolescents  filled out the CES and other self-report measures which assess psychopathology symptoms and perception of current feelings of internal and  external shame. Results revealed that the CES has a good internal reliability, an adequate temporal stability and a one-dimensional structure.  The centrality of shame experiences was positively correlated with psychopathological symptoms and with current feelings of shame. These findings  suggest that the CES in its version for adolescents is a useful and robust tool to the assessment of centrality of shame memories in adolescence.</p>     <p><b>Key words</b>: Centrality event scale, Assessment scale, Adolescents, Psychometric properties, Shame experiences.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As experi&ecirc;ncias adversas, em particular, as experi&ecirc;ncias precoces de vergonha podem funcionar como mem&oacute;rias  traum&aacute;ticas e tornarem-se centrais na autoidentidade, podendo ter consequ&ecirc;ncias mais tarde na vida do indiv&iacute;duo, ao  n&iacute;vel da vulnerabilidade &agrave; psicopatologia (Gilbert, 1998, 2000; Schore, 2001; Tangney, Burggraf, &amp; Wagner, 1995).</p>     <p>Diversos estudos t&ecirc;m mostrado que as mem&oacute;rias pessoais v&iacute;vidas e altamente acess&iacute;veis de um indiv&iacute;duo podem  ter um papel relevante na atribui&ccedil;&atilde;o de significado e na estrutura&ccedil;&atilde;o das suas narrativas de vida, modelando a sua  autoconce&ccedil;&atilde;o (Berntsen &amp; Rubin, 2006, 2007; Pillemer, 2003). A este prop&oacute;sito Berntsen, Willert e Rubin (2003) chamam a  aten&ccedil;&atilde;o para o facto do impacto destas mem&oacute;rias poder ser negativo caso as mem&oacute;rias de traumas ou acontecimentos de  vida negativos se transformem em pontos de refer&ecirc;ncia cognitivos para a organiza&ccedil;&atilde;o de conhecimento autobiogr&aacute;fico. Este  impacto pode estender-se &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias n&atilde;o traum&aacute;ticas e &agrave;s expectativas em  rela&ccedil;&atilde;o ao futuro.</p>     <p>Nesta linha de pensamento, focada essencialmente na integra&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria traum&aacute;tica na hist&oacute;ria de vida e  autoconce&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, surge a Escala da Centralidade do Acontecimento (<i>Centrality of Event Scale</i>, CES)  desenvolvida por Berntsen e Rubin (2006). Este instrumento procura avaliar at&eacute; que ponto a mem&oacute;ria de um acontecimento  <i>stressor</i> (evento emocional marcante/traum&aacute;tico) representa um ponto de refer&ecirc;ncia central para a identidade pessoal e  atribui&ccedil;&atilde;o de significado a outros acontecimentos de vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala de Centralidade do Acontecimento (CES) assenta nos pressupostos fundamentais da teoria da Centralidade do Acontecimento desenvolvida  por Berntsen e Rubin (2006, 2007), segundo a qual a recorda&ccedil;&atilde;o de uma mem&oacute;ria emocional altamente acess&iacute;vel pode  funcionar como um ponto de refer&ecirc;ncia para a organiza&ccedil;&atilde;o mn&eacute;sica de outras experi&ecirc;ncias de vida. Diversos estudos  mostraram que os indiv&iacute;duos diferem entre si quanto &agrave; extens&atilde;o em que um forte evento emocional negativo se torna central para  a sua identidade, hist&oacute;ria de vida e perspetiva do mundo, estando estas diferen&ccedil;as relacionadas com a gravidade da sintomatologia  associada ao <i>stress</i> p&oacute;s-traum&aacute;tico (Berntsen &amp; Rubin, 2006, 2007; Bernstsen et al., 2003; Thomsen &amp; Berntsen, 2009).  Com base neste racional te&oacute;rico, a CES prop&otilde;e-se medir tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es sobrepostas e interdependentes das  mem&oacute;rias pessoais que se constituem como componentes da centralidade de uma mem&oacute;ria. Nomeadamente, em que medida a mem&oacute;ria  traum&aacute;tica se torna (1) um ponto de refer&ecirc;ncia para as infer&ecirc;ncias no dia-a-dia; (2) um ponto de viragem na hist&oacute;ria de  vida do indiv&iacute;duo; (3) um componente central na identidade do indiv&iacute;duo (Berntsen &amp; Rubin, 2006, 2007). Segundo estes autores, e  com base na literatura sobre as mem&oacute;rias autobiogr&aacute;ficas e heur&iacute;sticas de disponibilidade, estas s&atilde;o as tr&ecirc;s  formas respons&aacute;veis pela elevada conex&atilde;o entre a mem&oacute;ria de um acontecimento traum&aacute;tico ou <i>stressor</i> e outros  tipos de informa&ccedil;&atilde;o autobiogr&aacute;fica nas redes cognitivas do indiv&iacute;duo. De acordo com Tversky e Kahneman (1973), as  heur&iacute;sticas de disponibilidade referem-se &agrave; forma como julgamos a frequ&ecirc;ncia e a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de  conjuntos espec&iacute;ficos de acontecimentos, sendo influenciada pela facilidade com que somos capazes de os recordar. Outras  caracter&iacute;sticas de um determinado acontecimento, como a raridade, a surpresa e a intensidade emocional, para al&eacute;m da  frequ&ecirc;ncia, influenciam a sua elevada acessibilidade (Rubin &amp; Kozin, 1984). Assim, uma vez que as mem&oacute;rias traum&aacute;ticas  s&atilde;o altamente acess&iacute;veis, o indiv&iacute;duo ter&aacute; tend&ecirc;ncia a sobrestimar a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia desses  acontecimentos no futuro (Berntsen &amp; Rubin, 2006).</p>     <p>Estudos das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas deste instrumento revelaram uma boa fidelidade (<i>&alpha;</i>=.94) e a an&aacute;lise  da sua estrutura fatorial sugere um modelo unidimensional, concluindo que as tr&ecirc;s fun&ccedil;&otilde;es avaliadas pela CES n&atilde;o  correspondem a fatores independentes da escala (Berntsen &amp; Rubin, 2006).</p>     <p>A vers&atilde;o portuguesa de Matos, Pinto-Gouveia e Gomes (2010) revelou igualmente uma boa consist&ecirc;ncia interna (<i>&alpha;</i>=.96) e  foi tamb&eacute;m confirmada a sua estrutura unidimensional.</p>     <p>Os resultados da aplica&ccedil;&atilde;o deste instrumento a uma amostra da popula&ccedil;&atilde;o geral e a indiv&iacute;duos expostos a  situa&ccedil;&otilde;es traum&aacute;ticas evidenciaram que as mem&oacute;rias traum&aacute;ticas parecem ter uma maior integra&ccedil;&atilde;o na  autoconce&ccedil;&atilde;o, emergindo como pontos de refer&ecirc;ncia cognitivos para a organiza&ccedil;&atilde;o de outras mem&oacute;rias e  estabelecendo expectativas para o futuro (Berntsen &amp; Rubin, 2006, 2007, 2008; Thomsen &amp; Berntsen, 2009). Tamb&eacute;m a  investiga&ccedil;&atilde;o de Pinto-Gouveia e Matos (2010) realizada numa amostra portuguesa de adultos mostrou que os indiv&iacute;duos cujas  experi&ecirc;ncias de vergonha tinham sido marcantes em determinada altura das suas vidas, tinham-se tornado pontos de refer&ecirc;ncia para a  hist&oacute;ria de vida e identidade dos pr&oacute;prios, tendiam a evidenciar maiores n&iacute;veis de vergonha interna e externa na idade adulta.  Paralelamente, os resultados indicaram ainda que a extens&atilde;o na qual uma mem&oacute;ria emocional negativa era central na identidade e  hist&oacute;ria de vida, estava positivamente relacionada com a depress&atilde;o, ansiedade e a gravidade do <i>stress</i>  p&oacute;s-traum&aacute;tico (Pinto-Gouveia &amp; Matos, 2010).</p>     <p>N&atilde;o obstante a crescente investiga&ccedil;&atilde;o sobre as experi&ecirc;ncias e as mem&oacute;rias de vergonha (Tangney &amp; Dearing,  2002), esta tem sido focada maioritariamente em adultos, sendo importante alargar os estudos a adolescentes e procurar compreender as  implica&ccedil;&otilde;es destas mem&oacute;rias neste per&iacute;odo de vida espec&iacute;fico.</p>     <p>A transi&ccedil;&atilde;o para a adolesc&ecirc;ncia &eacute; marcada por uma maior vulnerabilidade a problemas emocionais explicada, em parte,  pela grande diversidade de mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas, relacionais e ambientais que ocorrem neste per&iacute;odo.  Estas mudan&ccedil;as envolvem modelos complexos do eu e dos outros, a forma&ccedil;&atilde;o de uma nova e aut&oacute;noma identidade,  preocupa&ccedil;&otilde;es com as rela&ccedil;&otilde;es entre os pares, a estrutura&ccedil;&atilde;o de novas identidades entre os pares e  diminui&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia dos pais acompanhada por uma crescente import&acirc;ncia dos pares enquanto fontes de suporte (Allen  &amp; Land, 1999; Gilbert &amp; Irons, 2009; McLean, 2005; Steinberg, 2002; Wolfe &amp; Mash, 2006).</p>     <p>Este conjunto de tarefas desenvolvimentais pode tornar a adolesc&ecirc;ncia um per&iacute;odo de especial vulnerabilidade ao impacto das  experi&ecirc;ncias adversas. Por outro lado, &eacute; tamb&eacute;m nesta altura que os jovens se envolvem em processos de racioc&iacute;nios  autobiogr&aacute;ficos e come&ccedil;am a fazer conex&otilde;es entre o eu e eventos passados. De facto, pesquisas recentes t&ecirc;m mostrado que  &eacute; na adolesc&ecirc;ncia que as mem&oacute;rias pessoais tornam-se integradas na pr&oacute;pria narrativa de vida e autoidentidade (McLean,  2005, 2008; McLean, Breen, &amp; Fournier, 2010; McLean &amp; Thorne, 2003; Thorne, McLean, &amp; Lawrence, 2004).</p>     <p>O presente estudo procura contribuir ao n&iacute;vel da avalia&ccedil;&atilde;o das mem&oacute;rias de vergonha atrav&eacute;s da  adapta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise das propriedades psicom&eacute;tricas da Escala de Centralidade do Acontecimento, na vers&atilde;o para  adolescentes (CES-A). Paralelamente, pretende examinar o impacto das experi&ecirc;ncias de vergonha, verificando se estas podem funcionar como  acontecimentos determinantes e centrais na forma&ccedil;&atilde;o da identidade do adolescente, bem como explorar a rela&ccedil;&atilde;o entre as  experi&ecirc;ncias de vergonha e sintomas de desajustamento psicol&oacute;gico (sintomas de ansiedade, <i>stress</i> e depress&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 365 adolescentes, 167 rapazes (45.8%) e 198 raparigas (54.2%) com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos  (<i>M</i>=14.99, <i>DP</i>=1.77) a frequentar o 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e o ensino secund&aacute;rio de escolas p&uacute;blicas da  zona centro do Pa&iacute;s (<i>M</i>=9.25, <i>DP</i>=1.61). N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre  rapazes e raparigas no que diz respeito &agrave; idade, <i>t</i><Sub>(363)</Sub>=0.23, <i>p</i>=.817, embora se distingam significativamente em  rela&ccedil;&atilde;o aos anos de escolaridade, <i>t</i><Sub>(363)</Sub>=-2.208, <i>p</i>=.028, com as raparigas a apresentarem uma m&eacute;dia  mais elevada (<i>M</i>=9.42, <i>DP</i>=1.58) que os rapazes (<i>M</i>=9.05, <i>DP</i>=1.61).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Centralidade do Acontecimento</i> (CES &ndash; Centrality of Event Scale; Berntsen &amp; Rubin, 2006; vers&atilde;o portuguesa para  adolescentes de Matos, Pinto-Gouveia, &amp; Cunha, 2011) pretende avaliar em que medida a mem&oacute;ria de um acontecimento <i>stressor</i>  representa um ponto de refer&ecirc;ncia central para a identidade pessoal e atribui&ccedil;&atilde;o de significado a outras experi&ecirc;ncias de  vida. &Eacute; constitu&iacute;do por 20 itens, cotados numa escala de 5 pontos (1 &ndash; <i>Discordo totalmente</i>; 5 &ndash; <i>Concordo  totalmente</i>). Quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o, mais o acontecimento <i>stressor</i> &eacute; percecionada como central para a identidade  pessoal. No presente estudo utiliz&aacute;mos a vers&atilde;o portuguesa (id&ecirc;ntica &agrave; de adultos) com as instru&ccedil;&otilde;es  ligeiramente modificadas da vers&atilde;o original. Enquanto na vers&atilde;o original &eacute; pedido que o respondente se recorde de um  acontecimento de vida <i>stressante</i> ou traum&aacute;tico, na vers&atilde;o Portuguesa especific&aacute;mos o acontecimento de cariz  <i>stressante</i> ou traum&aacute;tico a uma experi&ecirc;ncia de vergonha. Inicialmente &eacute; dada uma breve descri&ccedil;&atilde;o do que  &eacute; uma experi&ecirc;ncia ou emo&ccedil;&atilde;o de vergonha, sendo posteriormente pedido aos participantes que recordem uma dessas  experi&ecirc;ncias mais marcantes da sua inf&acirc;ncia ou adolesc&ecirc;ncia e respondam ao conjunto de itens que se segue. Os dados  psicom&eacute;tricos desta escala ser&atilde;o apresentados mais &agrave; frente, uma vez que este &eacute; o objetivo central do presente  estudo.</p>     <p>Uma vez que foi pedido aos participantes para responderem &agrave; CES-A com base numa experi&ecirc;ncia de vergonha, optou-se por utilizar a  avalia&ccedil;&atilde;o da vergonha interna (ISS) e externa (OAS) para efeitos de validade convergente da CES-A. Para a realiza&ccedil;&atilde;o de  estudos de validade discriminante, foram administradas as escalas de depress&atilde;o, ansiedade e <i>stress</i> (DASS-21).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Vergonha provocada pelos Outros</i> (OAS; Goss, Gilbert, &amp; Allan, 1994; vers&atilde;o portuguesa para adolescentes de Figueira  &amp; Salvador, 2010) &eacute; composta por 18 itens que avaliam a vergonha externa, i.e., aquilo que os sujeitos pensam acerca da forma como os  outros os veem. Apresentou, neste estudo, um valor alfa de Cronbach de .95, tradutor de uma boa consist&ecirc;ncia interna.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Vergonha Internalizada</i> (ISS; Cook, 1994/2001; vers&atilde;o portuguesa para adolescentes de Janu&aacute;rio &amp; Salvador,  2011) engloba 24 itens assentes em descri&ccedil;&otilde;es fenomenol&oacute;gicas da experi&ecirc;ncia de vergonha que procuram avaliar a vergonha  interna e 6 itens que avaliam a auto-estima. No presente estudo, apenas a subescala de vergonha foi utilizada, apresentando uma boa  consist&ecirc;ncia interna (&alpha;=.95).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escalas de Depress&atilde;o, Ansiedade e Stress</i> (DASS-21; Lovibond &amp; Lovibond, 1995; vers&atilde;o portuguesa de Pais-Ribeiro,  Honrado, &amp; Leal, 2004) s&atilde;o compostas por 21 itens que avaliam tr&ecirc;s dimens&otilde;es de sintomas psicopatol&oacute;gicos:  depress&atilde;o, ansiedade e stress. No nosso estudo verificaram-se tamb&eacute;m bons &iacute;ndices de consist&ecirc;ncia interna  (Depress&atilde;o: <i>&alpha;</i>=.89, Ansiedade: <i>&alpha;</i>=.88 e Stress: <i>&alpha;</i>=.90).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Uma vez que a Escala da Centralidade do Acontecimento apenas tinha sido aplicada em adultos, foi necess&aacute;rio proceder a algumas  altera&ccedil;&otilde;es para a sua administra&ccedil;&atilde;o em adolescentes. Conceptualmente trata-se do mesmo instrumento dispondo  presentemente de duas vers&otilde;es, para adultos (CES) e para adolescentes (CES-A).</p>     <p>Inicialmente as instru&ccedil;&otilde;es do instrumento foram modificadas da terceira para a segunda pessoa do singular. Posteriormente, foi  realizado um pr&eacute; teste constitu&iacute;do por 20 jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 18, onde se pretendeu verificar  d&uacute;vidas ou dificuldades de compreensibilidade dos itens. Uma vez que n&atilde;o surgiram d&uacute;vidas acerca da formula&ccedil;&atilde;o  dos itens, estes foram mantidos sem qualquer altera&ccedil;&atilde;o, tendo apenas sido realizados pequenos ajustamentos na linguagem das  instru&ccedil;&otilde;es, formato de apresenta&ccedil;&atilde;o da escala no sentido de tornar mais acess&iacute;vel e atraente a sua  utiliza&ccedil;&atilde;o. Assumimos uma perspetiva conservadora que se propunha respeitar a perspetiva te&oacute;rica subjacente ao desenvolvimento  desta escala, pelo que mantivemos a sua estrutura original. Assim, inspecion&aacute;mos as rela&ccedil;&otilde;es entre itens e dimens&otilde;es,  reproduzindo os procedimentos dos estudos anteriores (vers&atilde;o original e vers&atilde;o portuguesa).</p>     <p>Ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o dos diretores das escolas para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, foi solicitada a permiss&atilde;o  dos pais e consentimento informado dos adolescentes. Os jovens foram previamente informados acerca dos objetivos do estudo, do seu car&aacute;cter  volunt&aacute;rio, an&oacute;nimo e confidencial, bem como do direito de desist&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o em qualquer momento. O  preenchimento dos instrumentos decorreu em grupo na sala de aula, demorando cerca de 20 minutos, e supervisionado por um dos investigadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimento estat&iacute;stico</i></p>     <p>Na an&aacute;lise dos dados recorreu-se ao <i>software</i> PASW <i>Statistics</i> vers&atilde;o 19.0 (IBM SPSS <i>Statistics</i>).</p>     <p>Test&aacute;mos um modelo de An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria da estrutura unidimensional da Escala da Centralidade do Acontecimento  para Adolescentes (CES-A) com recurso ao <i>software</i> Amos (v.19, SPSS Inc. IBM). A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna dos  v&aacute;rios instrumentos de autorresposta foi calculada atrav&eacute;s do alfa de Cronbach. A qualidade dos itens da CES-A foi analisada mediante  o c&aacute;lculo da correla&ccedil;&atilde;o do item com o total da escala excluindo o pr&oacute;prio item (Field, 2013; Howell, 2008). No estudo  da estabilidade temporal foi utilizado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman, dado o tamanho reduzido da amostra e o Teste <i>t</i>  para amostras emparelhadas na compara&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias da mesma amostra em dois momentos diferentes. Para  compara&ccedil;&atilde;o de grupos de indiv&iacute;duos, rapazes e raparigas, recorreu-se ao Teste <i>t</i> de Student para amostras independentes  (Howell, 2006). Finalmente para o estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis em estudo, recorremos &agrave;  determina&ccedil;&atilde;o do coeficiente de Pearson.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise preliminar dos dados</i></p>     <p>A valida&ccedil;&atilde;o do pressuposto da normalidade multivariada das vari&aacute;veis foi avaliada pelos coeficientes de assimetria  (<i>Sk</i>) e curtose (<i>Ku</i>), tendo-se verificado que nenhuma vari&aacute;vel apresentou indicadores de viola&ccedil;&otilde;es severas  &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o normal (<i>Sk</i>&lt;|3| e <i>Ku</i>&lt;|10|) (Kline, 2005). A exist&ecirc;ncia de <i>outliers</i> foi avaliada  pela dist&acirc;ncia quadrada de Mahalanobis (D<sup>2</sup>), que indicou a presen&ccedil;a de alguns valores extremos (Maroco, 2010), mas optou-se  pela manuten&ccedil;&atilde;o dos mesmos para n&atilde;o diminuir a variabilidade associada ao fator em estudo e n&atilde;o limitar uma  interpreta&ccedil;&atilde;o relevante nesta an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No presente estudo realizou-se uma An&aacute;lise Fatorial Confirmat&oacute;ria (AFC) como m&eacute;todo confirmat&oacute;rio da estrutura  unifatorial da Escala da Centralidade do Acontecimento numa amostra de adolescentes (CES-A). Esta metodologia, inserida no &acirc;mbito dos modelos  de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, serve essencialmente para confirmar padr&otilde;es estruturais, ou seja, se os factores latentes s&atilde;o  respons&aacute;veis pelo comportamento de determinados indicadores (i.e., vari&aacute;veis manifestas) de acordo com um modelo te&oacute;rico  (Maroco, 2010). Seguiu-se esta op&ccedil;&atilde;o para testar o modelo, uma vez que em trabalhos anteriores os resultados indicavam a  solu&ccedil;&atilde;o unidimensional da CES quer numa amostra de adultos (Matos, Pinto-Gouveia, &amp; Gomes, 2010) quer numa  popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes (Cunha, Matos, Xavier, &amp; Faria, 2013). O m&eacute;todo de estima&ccedil;&atilde;o do modelo utilizado  foi o M&eacute;todo de M&aacute;xima Verosimilhan&ccedil;a (<i>ML</i>; <i>Maximum Likelihood</i>).</p>     <p>Para analisar a qualidade global da AFC observou-se o teste de qui-quadrado (<i>&chi;<sup>2</i></sup>), que mede a discrep&acirc;ncia entre o  modelo e os dados (Byrne, 2010) e cujo valor se pretende que seja o mais pequeno poss&iacute;vel. Contudo, este teste estat&iacute;stico &eacute;  muito sens&iacute;vel ao tamanho da amostra e a desvios &agrave; normalidade e linearidade (Schermelleh-Engel, Moosbrugger, &amp; M&uuml;ller,  2003) pelo que foram utilizados, em simult&acirc;neo, outros indicadores. Assim, utilizaram-se os seguintes &iacute;ndices de qualidade de  ajustamento: qui-quadrado normalizado (<i>&chi;<sup>2</i></sup>/gl); <i>Goodness of Fit Index</i> (GFI); <i>Root Mean Square Residual</i> (RMR);  <i>Comparative Fit Index</i> (CFI); <i>Tucker-Lewis Index</i> (TLI); <i>Root Mean Square Error of Approximation</i> (<i>RMSEA</i>). Considerou-se  que valores do qui-quadrado normalizado (<i>&chi;<sup>2</i></sup>/gl) inferiores a 5 s&atilde;o aceit&aacute;veis, valores de GFI, CFI e TLI iguais  ou superiores a .90 correspondem a um bom ajustamento dos dados (Kline, 2005; Maroco, 2010). Usou-se como refer&ecirc;ncia um valor de RMR inferior  a .08 como indicador de um bom ajustamento, com <i>RMR=0</i> a indicar um ajustamento perfeito (Brown, 2006; Joreskog &amp; Sorbom, 1996; Maroco,  2010). Quanto aos valores de RMSEA foram considerados os seguintes indicadores: inferiores a .05 (excelente ajustamento), iguais ou inferiores a  .08 (bom ajustamento) e iguais ou inferiores a .10 (ajustamento marginal) (Arbuckle, 2009; Brown, 2006; Maroco, 2010).</p>     <p>A reespecifica&ccedil;&atilde;o do modelo foi feita a partir dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o (superiores a 11;  <i>p</i>&lt;0,001) produzidos pelo <i>software</i> Amos e com base em considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas (i.e., conte&uacute;do dos  itens). Para efeitos de compara&ccedil;&atilde;o dos modelos recorreu-se ao MECVI, indicando que o modelo com menor valor de MECVI &eacute; o  modelo melhor e mais est&aacute;vel na popula&ccedil;&atilde;o (Maroco, 2010).</p>     <p>A qualidade do ajustamento local foi avaliada pelos pesos factoriais estandardizados (<i>&lambda;</i>&ge;.50) e pela fiabilidade individual dos  itens (<i>R<sup>2</i></sup>&ge;.25) (Maroco, 2010). A Fiabilidade Comp&oacute;sita (FC) indica a consist&ecirc;ncia interna dos itens que refletem  o fator, considerando-se valores de FC&ge;.70 indicadores de uma adequada fiabilidade de constructo (Maroco, 2010).</p>     <p>Os resultados da AFC com base nos &iacute;ndices de ajustamento mostram que o modelo unifactorial da CES-A apresentou uma qualidade de  ajustamento global sofr&iacute;vel: <i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(170)</sub>=615.673, <i>p</i>&lt;.001; <i>&chi;<sup>2</i></sup>/df=3.622;  GFI=.833; RMR=.086; CFI=.897; TLI=.885; RMSEA=.085, P[rmsea&le;.05]=<i>p</i>&le;.001; MECVI=1.925.</p>     <p>De seguida, recorremos &agrave; an&aacute;lise dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o com o objetivo de melhorar o ajustamento do  modelo. Com base nos valores mais elevados dos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o, procedemos ent&atilde;o &agrave;  correla&ccedil;&atilde;o dos erros de medida dos seguintes itens: do item 7 (e7) e do item 11 (e11); do item 16 (e16) e do item 17 (e17); do item  1 (e1) e do item 2 (e2); do item 14 (e14) e item 15 (e15); do item 2 (e2) e do item 9 (e9); do item 1 (e1) e do item 6 (e6); do item 15 (e15) e do  item 18 (e18). Estas correla&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m se justificam de um ponto de vista te&oacute;rico pela semelhan&ccedil;a do  conte&uacute;do dos itens (cf. <a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a06f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo simplificado (<a href="#f1">Figura 1</a>) mostrou uma boa validade fatorial e um melhor ajustamento aos dados. Apesar do valor  significativo do Qui-quadrado, <i>ML &chi;<sup>2</i></sup><sub>(163)</sub>=399,083, <i>p</i>&lt;.001 (valor possivelmente enviesado devido &agrave;  elevada sensibilidade deste &iacute;ndice ao tamanho da amostra; Schermelleh-Engel et al., 2003), os &iacute;ndices de qualidade de ajustamento  revelam, de um modo geral, uma adequa&ccedil;&atilde;o boa da estrutura unidimensional da CES-A &agrave; amostra em estudo:  <i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>=2.448; GFI=.897; RMR=.069; CFI=.945; TLI=.936; RMSEA=.063, P [rmsea&le;.05]=<i>p</i>&le;.003; MECVI=1.370. Em  rela&ccedil;&atilde;o aos &iacute;ndices absolutos (<i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>, GFI, RMR), verifica-se que, apesar dos valores de  <i>&chi;<sup>2</sup>/df</i>e GFI serem sofr&iacute;veis, o valor do RMR &eacute; abaixo do ponto de corte (&lt;.08) (Brown, 2006; Joreskog &amp;  Sorbom, 1996). Quanto aos &iacute;ndices relativos (CFI, TLI) os resultados s&atilde;o acima dos valores recomendados (.90) (Byrne, 2001, 2010;  Kline, 2005). No que concerne ao &iacute;ndice de discrep&acirc;ncia populacional dado pelo RMSEA verifica-se que o ajustamento dos dados &eacute;  considerado bom para o intervalo [0.05; 0.08] (Arbuckle, 2009). Adicionalmente, atrav&eacute;s do teste de diferen&ccedil;as de Qui-quadrado  verifica-se que o modelo simplificado apresenta uma qualidade de ajustamento significativamente superior &agrave; do modelo original na amostra em  estudo (<i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>(7)</sub>=216.59&gt;<i>&chi;<sup>2</i></sup><sub>0.95;(7)</sub>=14.067), bem como um MECVI  consideravelmente menor (1.925 <i>versus</i> 1.370).</p>     <p>Relativamente &agrave; qualidade de ajustamento local do modelo (<a href="#f1">Figura 1</a>) verifica-se que todos os itens apresentam pesos  fatoriais elevados, que variam entre .52 (item 7) e .80 (item 10), e fiabilidades individuais igualmente elevadas que v&atilde;o desde .28 (item 7  e item 1) at&eacute; .64 (item 10). A fiabilidade comp&oacute;sita do modelo simplificado revelou-se elevada, sendo de .97 para o total da escala  (20 itens).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise dos itens e consist&ecirc;ncia interna</i></p>     <p>O estudo da qualidade dos itens revela que existem correla&ccedil;&otilde;es moderadas a elevadas entre todos os itens, que oscilam entre (.53 e  .78), o que indica que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio remover nenhum dos itens da escala. A leitura do indicador de alfa de Cronbach caso o  item seja retirado n&atilde;o revela qualquer altera&ccedil;&atilde;o no valor da consist&ecirc;ncia interna (.95) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a06t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O total da escala apresenta uma m&eacute;dia de 52.03 (<i>DP</i>=18.03) e um valor alfa de Cronbach de .95 o que atesta uma excelente  fidelidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados obtidos na CES-A n&atilde;o se mostraram associados &agrave; idade (<i>r</i>=-.07, <i>p</i>=243) e aos anos de escolaridade  (<i>r</i>=-.08, <i>p</i>=.643). N&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas nos valores m&eacute;dios obtidos entre rapazes e  raparigas, <i>t</i> (363)=-1.77, <i>p</i>=.078.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fidelidade teste-reteste</i></p>     <p>A CES-A foi de novo administrada, 1 m&ecirc;s mais tarde, a um grupo de jovens adolescentes (<i>n</i>=18), obtendo-se um coeficiente de  correla&ccedil;&atilde;o de Spearman de .46 que sugere uma modesta estabilidade temporal. Contudo, quando comparados os valores m&eacute;dios da  escala obtidos nos dois momentos, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o do Test <i>t</i> para amostras dependentes, verifica-se que n&atilde;o  existe uma diferen&ccedil;a significativa nestes dois tempos de medida, <i>t=</i>-0.75, <i>p</i>=.462, o que abona em favor da sua estabilidade. A  fidelidade do reteste apresentou uma excelente consist&ecirc;ncia interna (<i>&alpha;</i>=.96).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre as experi&ecirc;ncias de vergonha, centralidade do acontecimento e psicopatologia</i></p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta a matriz de correla&ccedil;&otilde;es de Pearson realizadas entre a subescala da vergonha interna (ISS),  a vergonha externa (OAS), a centralidade das mem&oacute;rias de vergonha (CES) e as tr&ecirc;s escalas de depress&atilde;o, ansiedade e  <i>stress</i> (DASS-21).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a06t2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados (<a href="#t2">Tabela 2</a>) mostraram que a centralidade do acontecimento est&aacute; positivamente correlacionada com a vergonha  externa (<i>r</i>=.54; <i>p</i>&lt;.001), e com a vergonha interna (<i>r</i>=.52; <i>p</i>&lt;.001) nos adolescentes. Assim, podemos considerar que  adolescentes cujas mem&oacute;rias de vergonha se tornaram pontos de refer&ecirc;ncia na sua identidade e hist&oacute;ria de vida, tendem a  apresentar valores mais elevados de vergonha externa e interna.</p>     <p>A centralidade das mem&oacute;rias de vergonha est&aacute; positiva e moderadamente correlacionada com a depress&atilde;o (<i>r</i>=.49;  <i>p</i>&lt;.001), com a ansiedade (<i>r</i>=.48; <i>p</i>&lt;.001) e com o <i>stress</i> (<i>r</i>=.45; <i>p</i>&lt;.001). Por &uacute;ltimo, como  seria expect&aacute;vel, verificou-se que a vergonha externa e a vergonha interna apresentavam correla&ccedil;&otilde;es moderadas a elevadas  (Field, 2013), com a sintomatologia psicopatol&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Validade discriminante</i></p>     <p>De modo a analisar se os jovens com maiores &iacute;ndices de centralidade de mem&oacute;rias se distinguiam de indiv&iacute;duos com  pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas na CES-A, relativamente aos sintomas de depress&atilde;o, ansiedade e <i>stress</i>, procedemos &agrave;  forma&ccedil;&atilde;o de dois grupos (CES-Alto e CES-Baixo) recorrendo ao valor da mediana (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a06t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados mostram que os grupos se distinguem significativamente relativamente aos sintomas de ansiedade, de depress&atilde;o e de stress.  Deste modo, adolescentes cujas mem&oacute;rias de experi&ecirc;ncias de vergonha se constituem <i>como</i> pontos de refer&ecirc;ncia centrais para  a atribui&ccedil;&atilde;o de significados, na hist&oacute;ria de vida e na identidade pessoal, tendem a manifestar mais sintomatologia depressiva,  ansi&oacute;gena e de <i>stress</i>, quando comparados a indiv&iacute;duos com menor centralidade das mem&oacute;rias de vergonha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>&Agrave; luz da teoria da centralidade do acontecimento, a CES pretende avaliar o impacto de um determinado evento na hist&oacute;ria de vida do  indiv&iacute;duo, nomeadamente em que medida um acontecimento foi central na constru&ccedil;&atilde;o da sua identidade ou teve um significado  fundamental. No presente estudo foi solicitado aos participantes que respondessem aos itens com base na recorda&ccedil;&atilde;o de uma  experi&ecirc;ncia de vergonha, considerada marcante e significativa, ocorrida durante a inf&acirc;ncia e/ou adolesc&ecirc;ncia, permitindo analisar  o impacto de mem&oacute;rias de vergonha. O objetivo fundamental desta investiga&ccedil;&atilde;o foi adaptar este instrumento para adolescentes,  analisar as suas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas e confirmar a sua estrutura fatorial.</p>     <p>Assim, num primeiro momento, a vers&atilde;o portuguesa foi sujeita a ligeiras adapta&ccedil;&otilde;es de linguagem nas  instru&ccedil;&otilde;es e sujeita a um pr&eacute;-teste com adolescentes no sentido de verificar a compreensibilidade dos itens. A vers&atilde;o  final obtida para adolescentes (CES-A) foi posteriormente administrada a uma amostra de jovens entre os doze e os dezoito anos.</p>     <p>Seguindo de perto os procedimentos utilizados nos estudos com adultos (Matos, Pinto-Gouveia, &amp; Gomes, 2010), verificou-se a estrutura  fatorial deste instrumento atrav&eacute;s de uma AFC. Os &iacute;ndices de ajustamento obtidos permitem concluir tratar-se de uma estrutura  unidimensional, o que abona em favor da exist&ecirc;ncia de um &uacute;nico padr&atilde;o interpret&aacute;vel que remete para a centralidade de um  acontecimento, englobando as infer&ecirc;ncias no dia-a-dia, hist&oacute;ria de vida e identidade pessoal. Estes resultados est&atilde;o em  conson&acirc;ncia com as conclus&otilde;es de Berntsen e Rubin (2006) e com os dados obtidos numa popula&ccedil;&atilde;o portuguesa de adultos  (Matos, Pinto-Gouveia, &amp; Gomes, 2010).</p>     <p>A an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna dos itens confirma igualmente uma boa fidelidade deste instrumento e a an&aacute;lise  teste-reteste indica uma estabilidade temporal aceit&aacute;vel. Estes valores s&atilde;o semelhantes aos encontrados em estudos conduzidos em  adultos, quer com a vers&atilde;o americana (Berntsen &amp; Rubin, 2006), quer com a vers&atilde;o portuguesa (Matos, Pinto-Gouveia, &amp; Gomes,  2010).</p>     <p>O sexo e a idade n&atilde;o revelaram qualquer efeito significativo nos resultados da CES-A, o mesmo acontecendo com estudos em adultos (Matos,  Pinto-Gouveia, &amp; Gomes, 2010). A homogeneidade da amostra em termos de idade (<i>M</i>=14.99, <i>DP</i>=1.77) poder&aacute; explicar a  aus&ecirc;ncia de efeito desta vari&aacute;vel.</p>     <p>No que respeita aos estudos de validade, as mem&oacute;rias de vergonha ou a centralidade do evento (CES-A) encontram-se associadas aos  sentimentos atuais de vergonha externa e interna, mostrando que quanto maior &eacute; o impacto destas experi&ecirc;ncias (maior a centralidade),  maior &eacute; a cren&ccedil;a de que os outros o v&ecirc;m de forma negativa (vergonha externa) e maior a perce&ccedil;&atilde;o de si  pr&oacute;prio como fraco, sem valor e indesej&aacute;vel (vergonha interna).</p>     <p>Por &uacute;ltimo, relativamente &agrave; validade discriminante verifica-se que os adolescentes com valores mais elevados de centralidade do  acontecimento reportam significativamente mais sintomas de depress&atilde;o, ansiedade e <i>stress</i>, comparativamente aos adolescentes com  valores baixos na CES-A. Estes resultados v&atilde;o de encontro aos dados obtidos na popula&ccedil;&atilde;o adulta (Matos, Pinto-Gouveia, &amp;  Gomes, 2010), bem como est&atilde;o em conson&acirc;ncia com estudos anteriores que defendem que experi&ecirc;ncias precoces hostis, e em  particular as experi&ecirc;ncias de vergonha, podem influenciar a matura&ccedil;&atilde;o psicobiol&oacute;gica (Schore, 1998, 2001) e aumentar a  vulnerabilidade para a psicopatologia (Gilbert, Allan, &amp; Goss, 1996; Gilbert &amp; Perris, 2000).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. A utiliza&ccedil;&atilde;o de uma amostra da comunidade impede a  generaliza&ccedil;&atilde;o destes dados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, sendo assim uma recomenda&ccedil;&atilde;o para futuros  estudos, nomeadamente a sua aplica&ccedil;&atilde;o a indiv&iacute;duos com o diagn&oacute;stico de Perturba&ccedil;&atilde;o de <i>Stress</i>  P&oacute;s-traum&aacute;tico. O tamanho reduzido da amostra no estudo da estabilidade temporal limita a robustez das conclus&otilde;es, pelo que se  torna importante replicar este estudo. O facto de nas instru&ccedil;&otilde;es do question&aacute;rio ter sido solicitado expressamente a  mem&oacute;ria de uma experi&ecirc;ncia de vergonha (de acordo com os nossos interesses), condiciona a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados a este  tipo de experi&ecirc;ncia. Por&eacute;m, modificando as instru&ccedil;&otilde;es da CES-A, n&atilde;o as focando unicamente em experi&ecirc;ncias  de vergonha, esta medida poder&aacute; ser utilizada para avaliar a centralidade de outros acontecimentos <i>stressantes</i> ou traum&aacute;ticos,  tal como a vers&atilde;o original.</p>     <p>N&atilde;o obstante as limita&ccedil;&otilde;es apontadas, este estudo tem o m&eacute;rito de disponibilizar um novo instrumento para a  adolesc&ecirc;ncia permitindo alargar a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o impacto das mem&oacute;rias de vergonha a esta faixa et&aacute;ria. Como  foi referido anteriormente, trata-se de um per&iacute;odo desenvolvimental onde a constru&ccedil;&atilde;o da identidade, o desenvolvimento do  racioc&iacute;nio autobiogr&aacute;fico, da autoestima e da autonomia assumem um papel relevante. Os resultados obtidos sugerem que as  mem&oacute;rias de experi&ecirc;ncias de vergonha na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia podem assumir caracter&iacute;sticas de centralidade de  mem&oacute;ria na organiza&ccedil;&atilde;o cognitiva. O mesmo &eacute; dizer que estas mem&oacute;rias de vergonha podem constituir-se como pontos  de refer&ecirc;ncia centrais para a atribui&ccedil;&atilde;o de significados, como pontos de viragem na narrativa pessoal e como componentes  centrais no desenvolvimento da identidade pessoal. Neste sentido, a identifica&ccedil;&atilde;o precoce deste tipo de mem&oacute;rias poder&aacute;  constituir um passo importante em termos de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica junto dos adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Allen, J. P., &amp; Land, D. (1999). Attachment in adolescence. In J. Cassidy &amp; P. Shaver (Eds.), <i>Handbook of attachment: Theory,  research and clinical applications</i> (pp. 319-335). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-8231201500040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Arbuckle, J. L. (2009). <i>Amos&trade; 18 User&rsquo;s Guide</i>. Chicago, IL: SPSS.</p>     <p>Berntsen, D., &amp; Rubin, D. C. (2006). Centrality of event scale: A measure of integrating a trauma into one&rsquo;s identity and its relation  to post-traumatic stress disorder symptoms. <i>Behaviour Research and Therapy, 44</i>, 219-231. doi: 10.1016/j.brat.2005.01.009</p>     <!-- ref --><p>Berntsen, D., &amp; Rubin, D. C. (2007). When a trauma becomes a key to identity: Enhanced integration of trauma memories predicts posttraumatic  stress disorder symptoms. <i>Applied Cognitive Psychology, 21</i>, 417-431. doi: 10.1002/acp.1290&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-8231201500040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berntsen, D., Rubin, D. C., &amp; Siegler, I. C. (2011). Two versions of life: Emotionally negative and positive life events have different  roles in the organization of life story and identity<i>. Emotion, 11</i>, 1190-1201. doi: 10.1037/a0024940&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-8231201500040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berntsen, D., Willert, M., &amp; Rubin, D. C. (2003). Splintered memories or vivid landmarks?. Qualities and organization of traumatic memories  with or without PTSD. <i>Applied Cognitive Psychology, 17</i>, 675-693. doi: 10.1002/acp.894&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201500040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brown, T. (2006). <i>Confirmatory factor analysis for applied research</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-8231201500040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byrne, B. (2001). Structural equation modeling with AMOS, EQS, and LISREL: Comparative approaches to testing for the factorial validity of a  measuring instrument. <i>International Journal of Testing, 1</i>, 55-86. doi: 10.1207/S15327574IJT0101_4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-8231201500040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Byrne, B. (2010). <i>Structural equation modeling with AMOS: Basic concepts, applications, and programming</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York:  Routledge/Taylor &amp; Francis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-8231201500040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cook, D. R. (1994/2001). <i>Internalized shame scale: Technical manual</i>. North Tonawanda, NY: Multi-Health Systems, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-8231201500040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Cunha, M., Matos, M., Xavier, A., &amp; Faria, D. (2013). The adolescents&rsquo; version of the event centrality scale (CES-A): Study of its  psychometric properties. <i>Atenti&oacute;n Primaria, 45</i> (Especial Congreso I), 163.</p>     <!-- ref --><p>Field, A. (2013). <i>Discovering statistics using IBM SPSS Statistics</i> (4<sup>th</sup> ed.). London: SAGE Publication Lda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-8231201500040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Figueira, S., &amp; Salvador, M. C. (2010). <i>A Escala de Vergonha Externa para Adolescentes (OAS-A): Caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas  numa amostra da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i>. Manuscrito n&atilde;o publicado. Coimbra, FPCEUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-8231201500040000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gilbert, P. (1998). What is shame?. Some core issues and controversies. In P. Gilbert &amp; B. Andrews (Eds.), <i>Shame: Interpersonal  behaviour, psychopathology and culture</i> (pp. 3-36). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-8231201500040000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gilbert, P. (2000). Social mentalities: Internal &lsquo;social&rsquo; conflicts and the role of inner warmth and compassion in cognitive  therapy. In P. Gilbert &amp; K. G. Bailey (Eds.), <i>Genes on the couch: Explorations in evolutionary psychotherapy</i> (pp. 118-150).  Philadelphia: Brunner-Routledge.</p>     <!-- ref --><p>Gilbert, P., Allan, S., &amp; Goss, K. (1996). Parental representations, shame, interpersonal problems, and vulnerability to psychopathology.  <i>Clinical Psychology and Psychotherapy, 3</i>, 23-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500040000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gilbert, P., &amp; Irons, C. (2009). Shame, self-criticism and self-compassion in adolescence. In N. B. Allen &amp; L. B. Sheeber (Eds.),  <i>Adolescent emotional development and the emergence of depressive disorders</i> (pp. 195-214). Cambridge: Cambridge University Press.  <a href="http://dx.doi.org/10.1017/CBO9780511551963" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1017/CBO9780511551963</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-8231201500040000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gilbert, P., &amp; Perris, C. (2000). Early experiences and subsequent psychosocial adaptation. An introduction. <i>Clinical Psychology and  Psychotherapy, 7</i>, 243-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201500040000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Goss, K., Gilbert, P., &amp; Allan, S. (1994). An exploration of shame measures: I. The &ldquo;Other as Shamer Scale&rdquo;. <i>Personality and  Individual Differences, 17</i>, 713-717.</p>     <!-- ref --><p>Howell, D. (2006). <i>Statistical methods for psychology</i> (6<sup>th</sup> ed.). USA: Thomson Wadsworth.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500040000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Howell, D. C. (2008). <i>Fundamental statistics for the behavioral sciences</i> (6<sup>th</sup> ed.). Belmont, CA: Wadsworth.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500040000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Janu&aacute;rio, P., &amp; Salvador, M. C. (2011). <i>A vers&atilde;o portuguesa da Escala de Vergonha Interna para adolescentes (ISS-A):  Caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas</i>. Manuscrito n&atilde;o publicado. Coimbra, FPCEUC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-8231201500040000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>J&ouml;reskog, K. G., &amp; S&ouml;rbom, D. (1996). <i>LISREL 8: User&rsquo;s reference guide</i> (2<sup>nd</sup> ed.). Licolnwood: Scientific  Software International.</p>     <!-- ref --><p>Kline, R. B. (2005). <i>Principles and practice of structural equation modeling</i> (2<sup>nd</sup> ed.). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201500040000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lovibond, P., &amp; Lovibond, H. (1995). The structure of negative emotional states: Comparison of the Depression Anxiety Stress Scales (DASS)  with Beck Depressive and Anxiety Inventories. <i>Behaviour Research and Therapy, 33</i>, 335-343.  <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0005-7967(94)00075-U" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/0005-7967(94)00075-U</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500040000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maroco, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software &amp;  aplica&ccedil;&otilde;es</i>. Lisboa: Report Number.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-8231201500040000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M., Pinto-Gouveia, J., &amp; Cunha, M. (2011). <i>Vers&atilde;o portuguesa para adolescentes da Centrality of Event Scale (CES)</i>.  Manuscrito n&atilde;o publicado. Coimbra, CINEICC, FPCE da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-8231201500040000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, M., Pinto-Gouveia, J., &amp; Gomes, P. (2010). A centralidade das experi&ecirc;ncias de vergonha: Estudo das propriedades  psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o Portuguesa da Escala da Centralidade do Acontecimento (CES). <i>Psicologia, XXIV</i>, 73-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-8231201500040000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McLean, K. C. (2005). Late adolescent identity development: Narrative meaning-making and memory telling. <i>Developmental Psychology, 41</i>,  683-691.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-8231201500040000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McLean, K. C. (2008). The emergence of narrative identity. <i>Social and Personality Psychology Compass, 2</i>, 1685-1702.  doi: 10.1111/j.1751-9004.2008.00124.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-8231201500040000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McLean, K. C., Breen, A. V., &amp; Fournier, M. A. (2010). Constructing the self in early, middle, and late adolescent boys: Narrative identity,  individuation, and well-being. <i>Journal of Research on Adolescence, 20</i>, 166-187. doi: 10.1111/j.1532-7795.2009.00633.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-8231201500040000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>McLean, K. C., &amp; Thorne, A. (2003). Adolescents&rsquo; self-defining memories about relationships. <i>Developmental Psychology, 39</i>,  635-645.</p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J. L., Honrado, A., &amp; Leal, I. (2004). Contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo da adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa das  Escalas de Ansiedade, Depress&atilde;o e Stress (EADS) de 21 Itens de Lovibond e Lovibond. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;a, 5</i>,  229-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-8231201500040000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pillemer, D. B. (2003). Directive functions of autobiographical memory: The guiding power of the specific episode. <i>Memory, 11</i>, 193-202.  doi: 10.1080/741938208&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-8231201500040000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinto-Gouveia, J., &amp; Matos, M. (2010). Can shame memories become a key to identity?. The centrality of shame memories predicts  psychopathology. <i>Applied Cognitive Psychology, 25</i>, 281-290. doi: 10.1002/acp.1689&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-8231201500040000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rubin, D. C., &amp; Kozin, M. (1984). Vivid memories. <i>Cognition, 16</i>, 81-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-8231201500040000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schermelleh-Engel, K., Moosbrugger, H., &amp; M&uuml;ller, H. (2003). Evaluating the fit of structural equation models: Tests of significance  and descriptive goodness-of-fit measures. <i>Methods of Psychological Research Online, 8</i>, 23-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-8231201500040000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schore, A. N. (1998). Early shame experiences and infant brain development. In P. Gilbert &amp; B. Andrews (Eds.), <i>Shame: Interpersonal  behaviour, psychopathology and culture</i> (pp. 57-77). New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-8231201500040000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schore, A. N. (2001). The effects of relational trauma on right brain development, affect regulation and infant mental health. <i>Infant Mental  Health Journal, 22</i>, 201-269. doi: 10.1002/1097-0355(200101/04)22:1%3C201::AID-IMHJ8%3E3.0.CO;2-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-8231201500040000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Steinberg, L. (2002). <i>Adolescence</i>. Boston, MA: McGraw Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-8231201500040000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tangney, J., Burggraf, S., &amp; Wagner, P. (1995). Shame-proneness, guilt-proneness, and psychological symptoms. In J. Tangney &amp; K. Fischer  (Eds.), <i>Self-conscious emotions: The psychology of shame, guilt, embarrassment, and pride</i> (pp. 343-367). New York: Guilford.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-8231201500040000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tangney, J. P., &amp; Dearing, R. L. (2002). <i>Shame and guilt</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-8231201500040000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Thomsen, D. K., &amp; Berntsen, D. (2009). The long-term impact of emotionally stressful events on memory characteristics and life story.  <i>Applied Cognitive Psychology, 23</i>, 579-598. doi: 10.1002/acp.1495&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-8231201500040000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Thorne, A., McLean, K. C., &amp; Lawrence, A. (2004). When remembering is not enough: Reflecting on self-defining events in late adolescence.  <i>Journal of Personality, 72</i>, 513-542.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-8231201500040000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tversky, A., &amp; Kahneman, D. (1973). Availability: A heuristic for judging frequency and probability. <i>Cognitive Psychology, 5</i>,  207-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-8231201500040000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolfe, D. A., &amp; Mash, E. J. (2006). <i>Behavioral and emotional disorders in adolescents</i>. London: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-8231201500040000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Marina Cunha, Instituto Superior Miguel Torga, Largo da Cruz de  Celas, 1, 3000-132 Coimbra, Portugal. E-mail: <a href="mailto:marina_cunha@ismt.pt">marina_cunha@ismt.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 18/12/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 23/03/2015</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Land]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Attachment in adolescence]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Cassidy]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaver]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of attachment: Theory, research and clinical applications]]></source>
<year>1999</year>
<page-range>319-335</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arbuckle]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Amos™ 18 User’s Guide]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SPSS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berntsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Centrality of event scale: A measure of integrating a trauma into one’s identity and its relation to post-traumatic stress disorder symptoms]]></article-title>
<source><![CDATA[Behaviour Research and Therapy]]></source>
<year>2006</year>
<volume>44</volume>
<page-range>219-231</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berntsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[When a trauma becomes a key to identity: Enhanced integration of trauma memories predicts posttraumatic stress disorder symptoms]]></article-title>
<source><![CDATA[Applied Cognitive Psychology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>21</volume>
<page-range>417-431</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berntsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siegler]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Two versions of life: Emotionally negative and positive life events have different roles in the organization of life story and identity]]></article-title>
<source><![CDATA[Emotion]]></source>
<year>2011</year>
<volume>11</volume>
<page-range>1190-1201</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berntsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Willert]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Splintered memories or vivid landmarks?]]></article-title>
<source><![CDATA[Qualities and organization of traumatic memories with or without PTSD. Applied Cognitive Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>17</volume>
<page-range>675-693</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Confirmatory factor analysis for applied research]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byrne]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Structural equation modeling with AMOS, EQS, and LISREL: Comparative approaches to testing for the factorial validity of a measuring instrument]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Testing]]></source>
<year>2001</year>
<volume>1</volume>
<page-range>55-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Byrne]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Structural equation modeling with AMOS: Basic concepts, applications, and programming]]></source>
<year>2010</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge/Taylor & Francis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cook]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Internalized shame scale: Technical manual]]></source>
<year>1994</year>
<month>/2</month>
<day>00</day>
<publisher-loc><![CDATA[North Tonawanda ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Multi-Health Systems, Inc]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xavier]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faria]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The adolescents’ version of the event centrality scale (CES-A): Study of its psychometric properties]]></article-title>
<source><![CDATA[Atentión Primaria]]></source>
<year>2013</year>
<volume>45</volume>
<page-range>163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Field]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Discovering statistics using IBM SPSS Statistics]]></source>
<year>2013</year>
<edition>4</edition>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publication Lda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salvador]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Escala de Vergonha Externa para Adolescentes (OAS-A): Características psicométricas numa amostra da população portuguesa]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FPCEUC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What is shame?: Some core issues and controversies]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrews]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Shame: Interpersonal behaviour, psychopathology and culture]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>3-36</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social mentalities: Internal ‘social’ conflicts and the role of inner warmth and compassion in cognitive therapy]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bailey]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Genes on the couch: Explorations in evolutionary psychotherapy]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>118-150</page-range><publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Brunner-Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goss]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parental representations, shame, interpersonal problems, and vulnerability to psychopathology]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology and Psychotherapy]]></source>
<year>1996</year>
<volume>3</volume>
<page-range>23-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Irons]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Shame, self-criticism and self-compassion in adolescence]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sheeber]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adolescent emotional development and the emergence of depressive disorders]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>195-214</page-range><publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perris]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early experiences and subsequent psychosocial adaptation: An introduction]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology and Psychotherapy]]></source>
<year>2000</year>
<volume>7</volume>
<page-range>243-245</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goss]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An exploration of shame measures: I. The “Other as Shamer Scale”]]></article-title>
<source><![CDATA[Personality and Individual Differences]]></source>
<year>1994</year>
<volume>17</volume>
<page-range>713-717</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Howell]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Statistical methods for psychology]]></source>
<year>2006</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[USA ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Thomson Wadsworth]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Howell]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fundamental statistics for the behavioral sciences]]></source>
<year>2008</year>
<edition>6</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Belmont ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wadsworth]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Januário]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salvador]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A versão portuguesa da Escala de Vergonha Interna para adolescentes (ISS-A): Características psicométricas]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FPCEUC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jöreskog]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sörbom]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[LISREL 8: User’s reference guide]]></source>
<year>1996</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Licolnwood ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Scientific Software International]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kline]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Principles and practice of structural equation modeling]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lovibond]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lovibond]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The structure of negative emotional states: Comparison of the Depression Anxiety Stress Scales (DASS) with Beck Depressive and Anxiety Inventories]]></article-title>
<source><![CDATA[Behaviour Research and Therapy]]></source>
<year>1995</year>
<volume>33</volume>
<page-range>335-343</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de equações estruturais: Fundamentos teóricos, software & aplicações]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Report Number]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto-Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Versão portuguesa para adolescentes da Centrality of Event Scale (CES)]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CINEICC, FPCE da Universidade de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto-Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A centralidade das experiências de vergonha: Estudo das propriedades psicométricas da versão Portuguesa da Escala da Centralidade do Acontecimento (CES)]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia]]></source>
<year>2010</year>
<volume>XXIV</volume>
<page-range>73-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McLean]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Late adolescent identity development: Narrative meaning-making and memory telling]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>41</volume>
<page-range>683-691</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McLean]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The emergence of narrative identity]]></article-title>
<source><![CDATA[Social and Personality Psychology Compass]]></source>
<year>2008</year>
<volume>2</volume>
<page-range>1685-1702</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McLean]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Breen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fournier]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Constructing the self in early, middle, and late adolescent boys: Narrative identity, individuation, and well-being]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Research on Adolescence]]></source>
<year>2010</year>
<volume>20</volume>
<page-range>166-187</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McLean]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thorne]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adolescents’ self-defining memories about relationships]]></article-title>
<source><![CDATA[Developmental Psychology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>39</volume>
<page-range>635-645</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pais-Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Honrado]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição para o estudo da adaptação portuguesa das Escalas de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS) de 21 Itens de Lovibond e Lovibond]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doença]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<page-range>229-239</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pillemer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Directive functions of autobiographical memory: The guiding power of the specific episode]]></article-title>
<source><![CDATA[Memory]]></source>
<year>2003</year>
<volume>11</volume>
<page-range>193-202</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto-Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Can shame memories become a key to identity?]]></article-title>
<source><![CDATA[The centrality of shame memories predicts psychopathology. Applied Cognitive Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>25</volume>
<page-range>281-290</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kozin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vivid memories]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognition]]></source>
<year>1984</year>
<volume>16</volume>
<page-range>81-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schermelleh-Engel]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moosbrugger]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Müller]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluating the fit of structural equation models: Tests of significance and descriptive goodness-of-fit measures]]></article-title>
<source><![CDATA[Methods of Psychological Research Online]]></source>
<year>2003</year>
<volume>8</volume>
<page-range>23-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schore]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early shame experiences and infant brain development]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gilbert]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrews]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Shame: Interpersonal behaviour, psychopathology and culture]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>57-77</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schore]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effects of relational trauma on right brain development, affect regulation and infant mental health]]></article-title>
<source><![CDATA[Infant Mental Health Journal]]></source>
<year>2001</year>
<volume>22</volume>
<page-range>201-269</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steinberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adolescence]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Boston ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tangney]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burggraf]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wagner]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Shame-proneness, guilt-proneness, and psychological symptoms]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Tangney]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fischer]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Self-conscious emotions: The psychology of shame, guilt, embarrassment, and pride]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>343-367</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tangney]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dearing]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Shame and guilt]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thomsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berntsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The long-term impact of emotionally stressful events on memory characteristics and life story]]></article-title>
<source><![CDATA[Applied Cognitive Psychology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>23</volume>
<page-range>579-598</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thorne]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLean]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lawrence]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[When remembering is not enough: Reflecting on self-defining events in late adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality]]></source>
<year>2004</year>
<volume>72</volume>
<page-range>513-542</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tversky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kahneman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Availability: A heuristic for judging frequency and probability]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Psychology]]></source>
<year>1973</year>
<volume>5</volume>
<page-range>207-232</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wolfe]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mash]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Behavioral and emotional disorders in adolescents]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Guilford Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
