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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teoria da mente e pensamento contrafactual em crianças de baixo nível socioeconómico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Our work aims to explore children’s comprehension of the reasons that others have for actions, that is, we explored this effect of the knowledge about the reasons for actions, during counterfactual and false beliefs reasoning, and extending it to children’s development. Previous work has shown that people tend to think differently about the actions when they have knowledge about the reasons behind those actions. An important step towards understanding the actions of others is reasoning about their intentions (Juhos, Quelhas, & Byrne, 2015; Walsh & Byrne, 2007). Children aged 6 and 8 years were tested with a new task: the change of intentions task, which included scenarios where an actor has an initial reason (desire or obligation) for an action, which is subsequently changed. Results showed that 6 year-olds make more mistakes in the false beliefs inferences than in the counterfactual inferences, once these children tend to focus more on the desires when they make false beliefs inferences. These results contribute to the open discussion about the relationship between counterfactual thinking and theory of mind, but it also brings some light on how children think the different reasons for the actions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Teoria da mente]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Teoria da mente e pensamento contrafactual em crian&ccedil;as de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico</b></p>     <p><b>C&eacute;lia Rasga<sup>1</sup>, Ana Cristina Quelhas, Marta Couto<sup>1</sup>, Jo&atilde;o Marques<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>WJCR, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O nosso trabalho prop&otilde;e explorar a compreens&atilde;o das crian&ccedil;as de baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico acerca das  raz&otilde;es que os outros t&ecirc;m para as ac&ccedil;&otilde;es, ou seja, pretendemos explorar o efeito do conhecimento das raz&otilde;es para  as ac&ccedil;&otilde;es , aquando de racioc&iacute;nios contrafactuais e de falsas cren&ccedil;as, ampliando-o ao desenvolvimento das  crian&ccedil;as. Trabalhos anteriores mostraram que as pessoas tendem a pensar sobre as ac&ccedil;&otilde;es de forma diferente quando t&ecirc;m  conhecimento sobre as raz&otilde;es para uma ac&ccedil;&atilde;o. Um passo importante para a compreens&atilde;o das ac&ccedil;&otilde;es de outras  pessoas &eacute; o racioc&iacute;nio sobre as suas inten&ccedil;&otilde;es (Juhos, Quelhas, &amp; Byrne, 2015; Walsh &amp; Byrne, 2007).  Crian&ccedil;as de 6 e 8 anos foram testadas com uma nova tarefa: a tarefa de mudan&ccedil;a de inten&ccedil;&otilde;es, a qual analisou  cen&aacute;rios onde um actor tem uma raz&atilde;o inicial (desejo ou obriga&ccedil;&atilde;o) para uma ac&ccedil;&atilde;o, que &eacute;  posteriormente alterada. Os resultados mostraram que as crian&ccedil;as de 6 anos cometem mais erros nas infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as  do que nas infer&ecirc;ncias contrafactuais, uma vez que estas crian&ccedil;as tendem a centrar-se mais nos desejos aquando de infer&ecirc;ncias de  falsas cren&ccedil;as. Estes resultados contribuem para a discuss&atilde;o aberta sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre o pensamento contrafactual e  a teoria da mente, como tamb&eacute;m traz alguma luz sobre como as crian&ccedil;as pensam as diferentes raz&otilde;es para as  ac&ccedil;&otilde;es.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Teoria da mente, Pensamento contrafactual, Inten&ccedil;&otilde;es, Crian&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Our work aims to explore children&rsquo;s comprehension of the reasons that others have for actions, that is, we explored this effect of the  knowledge about the reasons for actions, during counterfactual and false beliefs reasoning, and extending it to children&rsquo;s development.  Previous work has shown that people tend to think differently about the actions when they have knowledge about the reasons behind those actions.  An important step towards understanding the actions of others is reasoning about their intentions (Juhos, Quelhas, &amp; Byrne, 2015; Walsh &amp;  Byrne, 2007). Children aged 6 and 8 years were tested with a new task: the change of intentions task, which included scenarios where an actor has  an initial reason (desire or obligation) for an action, which is subsequently changed. Results showed that 6 year-olds make more mistakes in the  false beliefs inferences than in the counterfactual inferences, once these children tend to focus more on the desires when they make false beliefs  inferences. These results contribute to the open discussion about the relationship between counterfactual thinking and theory of mind, but it also  brings some light on how children think the different reasons for the actions.</p>     <p><b>Key words</b>: Theory of mind, Counterfactual thinking, Intentions, Children.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Imaginemos duas crian&ccedil;as no parque infantil, a Maria e o Jos&eacute;. Cada uma a brincar sozinha. A Maria convida o Jos&eacute; para  brincar no baloi&ccedil;o. O Jos&eacute; ao ser convidado para brincar no baloi&ccedil;o, pode necessitar perceber qual a inten&ccedil;&atilde;o da  Maria, uma vez que a Maria pode querer ser sua amiga, ou pode desejar ter acesso ao baloi&ccedil;o com o qual o Jos&eacute; estava a brincar, ou  pode simplesmente estar a seguir as instru&ccedil;&otilde;es de um adulto. No entanto, o Jos&eacute; pode tamb&eacute;m ter que acompanhar as  poss&iacute;veis mudan&ccedil;as de inten&ccedil;&otilde;es da Maria, ou seja, o convite pode ter surgido, inicialmente, porque a Maria foi  instru&iacute;da por um adulto, mas a Maria pode entretanto querer ser amiga do Jos&eacute;.</p>     <p>Intencionalidade &eacute; uma categoria central da vida mental, juntamente com o espa&ccedil;o, tempo e causalidade (Miller &amp; Johnson-Laird,  1976; Searle, 1983). Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os conceitos de espa&ccedil;o, tempo, e causalidade t&ecirc;m sido extensamente  estudados, ao contr&aacute;rio do conceito de intencionalidade que apenas recentemente despertou o interesse dos investigadores. No entanto,  &eacute; un&acirc;nime que um caminho importante para a compreens&atilde;o das ac&ccedil;&otilde;es das outras pessoas &eacute; o racioc&iacute;nio  sobre as suas inten&ccedil;&otilde;es (Grant &amp; Mills 2010; Juhos, Quelhas, &amp; Byrne 2015).</p>     <p>As inten&ccedil;&otilde;es abrangem uma vasta gama de diferentes raz&otilde;es para as ac&ccedil;&otilde;es, reunindo raz&otilde;es internas,  tais como desejos ou objectivos, e raz&otilde;es externas, tais como obriga&ccedil;&otilde;es ou regras (Davidson, 1963).</p>     <p>O racioc&iacute;nio sobre as inten&ccedil;&otilde;es das pessoas exige uma &ldquo;teoria da mente&rdquo;, ou seja, uma compreens&atilde;o de  que os estados mentais dos outros podem ser diferentes dos seus (Premack &amp; Woodruff, 1978). Como j&aacute; &eacute; conhecido, por volta dos 4  ou 5 anos de idade, as crian&ccedil;as compreendem que os outros podem ter falsas cren&ccedil;as sobre o mundo f&iacute;sico (e.g., Wellman, Cross,  &amp; Watson, 2001). Esta compreens&atilde;o &eacute; um marco importante, que assinala a capacidade das crian&ccedil;as de distinguir entre o  mundo mental e f&iacute;sico (e.g., Miller, 2009).</p>     <p>Embora a mudan&ccedil;a conceptual na compreens&atilde;o de falsas cren&ccedil;as que acontece aos 4, 5 anos seja aceite como um marco (e.g.,  Miller, 2009; Wellman et al., 2001), o desenvolvimento de uma teoria da mente n&atilde;o se esgota aqui, isto &eacute;, as crian&ccedil;as  ap&oacute;s os 5 anos de idade continuam a dar passos importantes no racioc&iacute;nio sobre as falsas cren&ccedil;as. Um passo crucial &eacute; o  racioc&iacute;nio sobre as falsas cren&ccedil;as de ordem mais elevada, ou seja, as cren&ccedil;as de uma pessoa sobre as cren&ccedil;as de outra  pessoa (e.g., Miller, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&aacute;rios trabalhos mostram que a compreens&atilde;o de falsas cren&ccedil;as est&aacute; correlacionada com o pensamento contrafactual  (Guajardo, Parker, &amp; Turley-Ames, 2009; Riggs, Peterson, Robinson, &amp; Mitchell, 1998; Robinson &amp; Beck, 2000).</p>     <p>O desenvolvimento do racioc&iacute;nio contrafactual nas crian&ccedil;as surge cedo, por volta dos 2, 3 anos de idade (e.g., Harris, 2000), e  continua a desenvolver-se ao longo da inf&acirc;ncia at&eacute; &agrave; adolesc&ecirc;ncia (e.g., Rafetseder, Schwitalla, &amp; Perner 2013).</p>     <p>As crian&ccedil;as podem desenvolver a capacidade de uma &ldquo;<i>leitura mental</i>&rdquo; por meio da implementa&ccedil;&atilde;o de  estrat&eacute;gias de racioc&iacute;nio que dependem de pensamentos contrafactuais (e.g., Peterson &amp; Riggs, 1999), incluindo a capacidade de  adicionar ou excluir eventos a partir de uma representa&ccedil;&atilde;o da realidade (e.g., Guajardo &amp; Turley-Ames, 2004). Pensamentos  contrafactuais como &ldquo;se a m&atilde;e do Maxi n&atilde;o tivesse mudado o chocolate, o chocolate ainda estaria na gaveta&rdquo;, exigem prever  duas possibilidades, a conjectura de &ldquo;a m&atilde;e do Maxi n&atilde;o moveu o chocolate e ainda est&aacute; na gaveta&rdquo;, e o facto  pressuposto &ldquo;a m&atilde;e do Maxi moveu o chocolate e n&atilde;o est&aacute; na gaveta&rdquo; (e.g., Byrne, 2005; Byrne &amp; Tasso, 1999;  Rasga &amp; Quelhas, 2009). Para que as crian&ccedil;as compreendam que o Maxi vai pensar que o chocolate ainda est&aacute; na gaveta, &eacute;  necess&aacute;rio que sejam capazes de pensar que, &ldquo;se a m&atilde;e do Maxi n&atilde;o tivesse movido o chocolate, o chocolate ainda estaria  na gaveta&rdquo;. Neste sentido, o pensamento contrafactual pode ser a base do racioc&iacute;nio de falsas cren&ccedil;as, permitindo  avan&ccedil;os na representa&ccedil;&atilde;o sobre a compreens&atilde;o de que as proposi&ccedil;&otilde;es se referem ao mundo real (e.g.,  Perner, 2000), ou ao possibilitar avan&ccedil;os de processamento, como a modifica&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conhecimento de uma  situa&ccedil;&atilde;o para simular uma alternativa que acomoda a perspectiva de outra pessoa (e.g., Peterson &amp; Riggs, 1999).</p>     <p>No entanto, d&eacute;cadas de investiga&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio do racioc&iacute;nio proporcionaram uma imagem n&iacute;tida do  qu&atilde;o dif&iacute;cil &eacute; para as pessoas raciocinar logicamente. O racioc&iacute;nio humano evidencia estar repleto de  inconsist&ecirc;ncias, influ&ecirc;ncias e preconceitos, o que poder&aacute; sugerir que o racioc&iacute;nio n&atilde;o &eacute; simplesmente uma  compet&ecirc;ncia da maioria dos seres humanos. Supostamente, uma s&eacute;rie de mecanismos, como o vi&eacute;s do conhecimento ou emocional,  t&ecirc;m sido sugeridos como os respons&aacute;veis para uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para este efeito (Knobe, 2006). Contudo, a  investiga&ccedil;&atilde;o tem ignorado poss&iacute;veis contribui&ccedil;&otilde;es das diferen&ccedil;as individuais.</p>     <p>Sem d&uacute;vida, diversas variantes interessantes, como as diferen&ccedil;as culturais s&atilde;o conhecidas por atingir os processos gerais  da teoria da mente (Lillard, 1998). Mas, o que &eacute; que as diferen&ccedil;as individuais podem revelar sobre os mecanismos de julgamentos de um  ac&ccedil;&atilde;o intencional?</p>     <p>Apenas nos &uacute;ltimos anos, os investigadores come&ccedil;aram a concentrar-se nas diferen&ccedil;as individuais relativas &agrave;  compreens&atilde;o sobre as falsas cren&ccedil;as e emo&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as, e nos aspectos relacionados com estas  diferen&ccedil;as (e.g., Dunn, Brown, Marrom, Slomkowski, Tesla, &amp; Youngblade, 1991; Jenkins &amp; Astington, 1996).</p>     <p>A maioria das investiga&ccedil;&otilde;es publicadas sobre o desenvolvimento do racioc&iacute;nio tem considerado apenas as capacidades das  crian&ccedil;as de fam&iacute;lias de classe m&eacute;dia e m&eacute;dia alta. Deste modo, pode n&atilde;o ser adequado generalizar os resultados  destes grupos para todas as crian&ccedil;as, especialmente aquelas provenientes de meios socioecon&oacute;micos mais desfavorecidos.</p>     <p>As sugestivas diferen&ccedil;as entre a classe m&eacute;dia e a classe baixa das crian&ccedil;as t&ecirc;m sido reconhecidas em diversas  &aacute;reas e adicionam uma posi&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida sobre os factores do pr&oacute;prio ambiente familiar, tais como as  intera&ccedil;&otilde;es entre os irm&atilde;os e o discurso familiar sobre estados internos. Neste sentido, parece ser previs&iacute;vel que o  n&iacute;vel socioecon&oacute;mico tenha uma influ&ecirc;ncia sobre o racioc&iacute;nio de falsas cren&ccedil;as e contrafactual.</p>     <p>Sublinhando o papel do ambiente ou contexto familiar das crian&ccedil;as, um estudo interessante, observou um contraste cultural particular  entre crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares iranianas e australianas, o qual foi consistente com a hip&oacute;tese de que existe uma eventual  relev&acirc;ncia dos ambientes de culturas colectivistas versus individualistas no que se refere ao desenvolvimento da teoria da mente. A  sequ&ecirc;ncia de desempenho da teoria da mente apresentado pelas crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares iranianas foi id&ecirc;ntico &agrave;quele  que Wellman e colegas (2001) observaram para crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares, em Pequim, na China. O Ir&atilde;o e a China s&atilde;o  frequentemente descritos como uma cultura colectivista ou interdependente, na sua orienta&ccedil;&atilde;o cultural global (Greenfield, Keller,  Fuligni, &amp; Maynard, 2003). Al&eacute;m disso, existem alguns estudos que documentam a exist&ecirc;ncia de semelhan&ccedil;as fundamentais,  entre pa&iacute;ses com culturas colectivistas em termos de atitudes parentais e padr&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. Estes pais  acentuam a educa&ccedil;&atilde;o intelectual e harmonia familiar sobre a auto-confian&ccedil;a e afirma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es  divergentes das crian&ccedil;as bem como o uso do debate fundamentado para resolver disputas.</p>     <p>Neste trabalho, propomos explorar o conhecimento de como as crian&ccedil;as pertencentes a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo pensam  sobre as diferentes raz&otilde;es que levam &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es, e assim facilitar a nossa compreens&atilde;o das bases cognitivas  subjacentes &agrave; intencionalidade. E porqu&ecirc;?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo anterior, com crian&ccedil;as pertencentes a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio/alto (Rasga, Quelhas, &amp; Byrne,  submetido), observaram que as crian&ccedil;as de 6 anos faziam menos infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as correctas do que as crian&ccedil;as  de 8 anos e faziam um maior n&uacute;mero de infer&ecirc;ncias contrafactuais correctas sobre as inten&ccedil;&otilde;es, do que infer&ecirc;ncias  de falsas cren&ccedil;as sobre as inten&ccedil;&otilde;es, nomeadamente quando tinham que inibir uma resposta referente a uma  obriga&ccedil;&atilde;o em detrimento de um desejo, revelando deste modo darem uma maior import&acirc;ncia &agrave;s obriga&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>No entanto, alguns estudos no &acirc;mbito da teoria do dom&iacute;nio moral apoiam a vis&atilde;o de que as avalia&ccedil;&otilde;es de  transgress&otilde;es de regras, mesmo as viola&ccedil;&otilde;es de regras morais, podem ser afectadas por diferen&ccedil;as nas  condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas e de base cultural (Sachdeva, Singh, &amp; Medin, 2012). Al&eacute;m disso, numa perspectiva mais  ampla, as diferentes &aacute;reas socioecon&oacute;micas/geogr&aacute;ficas relacionadas com a densidade populacional, as actividades  econ&oacute;micas, as oportunidades socioecon&oacute;micas ou as infraestruturas (Marcellini, Giuli, Gagliardi, &amp; Papa, 2007), foram  encontradas ter alguma influ&ecirc;ncia sobre os valores morais e racioc&iacute;nio (Yagnik &amp; Teraiya, 1999).</p>     <p>Adicionalmente, Cutting e Dunn (1999) e Lucariello (2004) mostraram que crian&ccedil;as de 5 e 6 anos de idade, as quais pertenciam a um baixo  n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, apresentavam ainda muitas dificuldades nas tarefas de falsas cren&ccedil;as tradicionais. Este resultado  &eacute; muito revelador e interessante, uma vez que por volta dos 5, 6 anos as crian&ccedil;as j&aacute; devem ter adquirido uma teoria da mente  suficientemente maturada para inferir correctamente as falsas cren&ccedil;as de primeira ordem.</p>     <p>Mas, podem os aspectos socioecon&oacute;micos e culturais afectar o racioc&iacute;nio sustentado na intencionalidade? Se a resposta &eacute;  afirmativa, um baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico pode influenciar noutro sentido o racioc&iacute;nio envolvido nas diferentes raz&otilde;es  para a ac&ccedil;&atilde;o?</p>     <p>Com base na literatura, torna-se evidente que as crian&ccedil;as que pertencem a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo apresentam  caracter&iacute;sticas que as diferenciam das crian&ccedil;as que pertencem a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio/alto no que diz  respeito n&atilde;o apenas a normas e valores morais (Sachdeva et al., 2012; Yagnik &amp; Teraiya, 1999), mas tamb&eacute;m em diferentes  &aacute;reas da cogni&ccedil;&atilde;o (e.g., Cutting &amp; Dunn, 1999; Holmes, Black, &amp; Miller, 1996) e linguagem (Shatz, Diesendruck,  Martinez-Beck, &amp; Akar, 2003).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Experi&ecirc;ncia 1</b></p>     <p>O objectivo desta experi&ecirc;ncia &eacute; explorar como as crian&ccedil;as pertencentes a um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo  raciocinam sobre as inten&ccedil;&otilde;es, como tamb&eacute;m se o racioc&iacute;nio pode ser influenciado por diferentes tipos de raz&otilde;es  para as ac&ccedil;&otilde;es, como os desejos e obriga&ccedil;&otilde;es. Pensamos que as crian&ccedil;as de um n&iacute;vel socioecon&oacute;mico  mais desfavorecido, uma vez que est&atilde;o inseridas num ambiente familiar onde as obriga&ccedil;&otilde;es e normas sociais s&atilde;o mais  desvalorizadas em fun&ccedil;&atilde;o das suas necessidades e desejos, possam interpretar e valorizar as raz&otilde;es de modo mais pr&oacute;ximo  dos seus desejos ao inv&eacute;s das obriga&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A fim de explorar a hip&oacute;tese de diferencia&ccedil;&atilde;o no racioc&iacute;nio sobre as inten&ccedil;&otilde;es, cri&aacute;mos uma  tarefa de mudan&ccedil;a de inten&ccedil;&otilde;es. O racioc&iacute;nio foi analisado atrav&eacute;s de quest&otilde;es sobre a teoria da mente e  pensamento contrafactual, e o impacto das diferentes inten&ccedil;&otilde;es foi testado atrav&eacute;s de duas condi&ccedil;&otilde;es,  desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o e obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo.</p>     <p>Esperamos que que: (a) as crian&ccedil;as de seis anos fa&ccedil;am menos infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as correctas do que as  crian&ccedil;as de oito anos; (b) as crian&ccedil;as de seis anos cometam mais erros do que as crian&ccedil;as de oito anos quando inferem as  inten&ccedil;&otilde;es contrafactualmente; (c) as crian&ccedil;as mais novas fa&ccedil;am um maior n&uacute;mero de infer&ecirc;ncias  contrafactuais correctas sobre as inten&ccedil;&otilde;es, do que infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as sobre as inten&ccedil;&otilde;es; (d)  as crian&ccedil;as mais novas cometeram mais erros quando uma obriga&ccedil;&atilde;o &eacute; alterada para um desejo do que quando um desejo  &eacute; alterado para uma obriga&ccedil;&atilde;o, revelando deste modo darem uma maior import&acirc;ncia aos desejos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes e delineamento</i></p>     <p>Um total de 48 crian&ccedil;as participou neste estudo: 24 crian&ccedil;as de 6 anos de idade, 12 meninas e 12 meninos (com idade m&eacute;dia  de 6 anos e 5 meses); e 24 crian&ccedil;as de 8 anos de idade, 12 meninas e 12 meninos (com idade m&eacute;dia de 8 anos e 5 meses), da escola EB1  da Apela&ccedil;&atilde;o, em Loures, situada num bairro pobre da grande Lisboa. As crian&ccedil;as eram predominantemente Africanas (82%  Africanas, 14% caucasianos, e 4% outros), todos os participantes t&ecirc;m Portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua materna e s&atilde;o oriundos de  fam&iacute;lias de estatuto socioecon&oacute;mico baixo. As crian&ccedil;as participaram na experi&ecirc;ncia ap&oacute;s ter sido obtido  consentimento infirmado dos pais.</p>     <p>Todos os participantes assistiram a um total de 8 cen&aacute;rios, 4 que incluem a condi&ccedil;&atilde;o desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o, e  4, que incluem a condi&ccedil;&atilde;o obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo, completando duas tarefas de racioc&iacute;nio: uma tarefa de  cren&ccedil;as falsas, e uma tarefa contrafactual. O delineamento foi, assim, um 2 (idade: 6 anos <i>vs.</i> 8 anos) x 2 (condi&ccedil;&atilde;o:  desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o <i>vs.</i> obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo) x 2 (racioc&iacute;nio: falsa cren&ccedil;a <i>vs.</i>  contrafactual), com medidas repetidas nos dois &uacute;ltimos factores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Material e procedimento</i></p>     <p>Os oito cen&aacute;rios utilizados est&atilde;o dispon&iacute;veis no <a href="#aA">Anexo A</a>. Na <a href="#f1">Figura 1</a> podemos ver o  exemplo de um dos cen&aacute;rios com as respectivas imagens.</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a09f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s cada hist&oacute;ria, os participantes eram solicitados a responder &agrave; chamada quest&atilde;o-realidade, neste caso,  &ldquo;Qual &eacute; a raz&atilde;o para a Ana estar a escrever no papel?&rdquo;. Seguidamente, todas as crian&ccedil;as receberam duas tarefas  principais de racioc&iacute;nio: (1) uma tarefa sobre falsas cren&ccedil;as: &ldquo;Qual &eacute; que o Jo&atilde;o acredita ser a raz&atilde;o  para a Ana estar a escrever no papel?&rdquo;; e (2) uma tarefa sobre pensamento contrafactual: &ldquo;Se o pai da Ana n&atilde;o tivesse mandado a  Ana fazer os trabalhos de casa, qual teria sido a raz&atilde;o para a Ana escrever no papel?&rdquo;. Na condi&ccedil;&atilde;o  desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o, a resposta correcta para a quest&atilde;o realidade faz refer&ecirc;ncia &agrave; obriga&ccedil;&atilde;o, por  exemplo, porque o pai lhe disse para faz&ecirc;-lo, e as respostas correctas para as infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as e contrafactuais  referem-se ao desejo, por exemplo, porque a Ana quer enviar a carta &agrave; amiga. O inverso acontece na condi&ccedil;&atilde;o de  obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo. As tr&ecirc;s quest&otilde;es foram apresentadas numa ordem aleat&oacute;ria para cada crian&ccedil;a.</p>     <p>Para controlar os efeitos de conte&uacute;do das diferentes hist&oacute;rias cri&aacute;mos duas vers&otilde;es, isto &eacute;, metade dos  participantes recebeu a vers&atilde;o 1, na qual em cada grupo de idade receberam a metade dos cen&aacute;rios na condi&ccedil;&atilde;o  desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o (conte&uacute;do 1 a 4), e a outra metade na condi&ccedil;&atilde;o de obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo  (conte&uacute;do 5 a 8). A outra metade dos participantes recebeu a vers&atilde;o 2, ou seja, o conte&uacute;do na atribui&ccedil;&atilde;o oposta.  Cada participante recebeu os cen&aacute;rios de cada condi&ccedil;&atilde;o numa ordem aleat&oacute;ria diferente, apresentados num computador  Macintosh Air atrav&eacute;s do <i>software </i>Open Sesame, no qual cada imagem foi apresentada sequencialmente no ecr&atilde; do computador e a  hist&oacute;ria narrada atrav&eacute;s de uma pr&eacute;-grava&ccedil;&atilde;o, escutada atrav&eacute;s de auscultadores.</p>     <p>Os participantes tamb&eacute;m realizaram duas tarefas de rastreamento: compet&ecirc;ncia verbal, atrav&eacute;s do sub-teste de  vocabul&aacute;rio da Escala de Intelig&ecirc;ncia de Wechsler para crian&ccedil;as &ndash; quarta edi&ccedil;&atilde;o (WISC-III); e a tarefa  padr&atilde;o de falsa cren&ccedil;a sobre uma mudan&ccedil;a de localiza&ccedil;&atilde;o de objectos, para o que se mostrou duas bonecas e  brinquedos e foi-lhes dito os nomes das bonecas.</p>     <p>Todas as crian&ccedil;as receberam as tr&ecirc;s tarefas, que foram apresentadas numa ordem fixa: (1) tarefa de compet&ecirc;ncia verbal; (2)  tarefa tradicional de falsa cren&ccedil;a; (3) tarefa de mudan&ccedil;a de inten&ccedil;&otilde;es. O experimentador testou as crian&ccedil;as  individualmente, numa sala da escola, e numa &uacute;nica sess&atilde;o (cerca de 20 minutos). As crian&ccedil;as seriam exclu&iacute;das caso  pontuassem abaixo de 1.3 DP da norma para sua idade e sexo na tarefa de compet&ecirc;ncia verbal, ou n&atilde;o respondessem com sucesso &agrave;  tarefa padr&atilde;o de falsas cren&ccedil;as. Todas as crian&ccedil;as responderam correctamente a ambas as tarefas e foram inclu&iacute;das na  an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Para analisar a tarefa de mudan&ccedil;as de inten&ccedil;&otilde;es, codific&aacute;mos as respostas correctas como 1, e consider&aacute;mos as  respostas incorrectas e alternativas (nem obriga&ccedil;&atilde;o, nem desejo) como 0.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Primeiramente, confirm&aacute;mos que n&atilde;o houve efeito da vari&aacute;vel vers&atilde;o, o n&uacute;mero de respostas correctas foi  inclu&iacute;do num 2 (vers&atilde;o: vers&atilde;o 1 <i>vs.</i> vers&atilde;o 2) x 2 (idade: 6 anos <i>vs.</i> 8 anos) x 2  (condi&ccedil;&atilde;o: desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o <i>vs.</i> obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo) x 2 (racioc&iacute;nio: falsa  cren&ccedil;a <i>vs.</i> contrafactual) ANOVA, com a condi&ccedil;&atilde;o e racioc&iacute;nio como factores intra-participantes. Como  n&atilde;o encontr&aacute;mos um efeito principal da vari&aacute;vel vers&atilde;o (<i>F</i>&lt;1, <i>p</i>=.967), nem intera&ccedil;&otilde;es  significativas entre a vers&atilde;o e a condi&ccedil;&atilde;o [<i>F</i>(1,42)=.26, <i>p</i>=.614], nem entre a vers&atilde;o e as restantes  vari&aacute;veis (todos os <i>F</i>&lt;1), colaps&aacute;mos os dados das duas vers&otilde;es.</p>     <p>A an&aacute;lise foi realizada para o n&uacute;mero de respostas correctas, usando um 2 (idade: 6 <i>vs.</i> 8 anos) x 2  (condi&ccedil;&atilde;o: desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o <i>vs.</i> obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo) x 3 (racioc&iacute;nio: falsa  cren&ccedil;a <i>vs.</i> contrafactual) atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia com medidas repetidas nos &uacute;ltimos dois  factores (ANOVA).</p>     <p>Na ANOVA de medi&ccedil;&otilde;es repetidas realizadas verificamos o pressuposto para a homogeneidade da matriz de covari&acirc;ncias  (<i>p</i>=.008), uma vez que esta estat&iacute;stica tem uma grande sensibilidade, Pallant (2001), recomenda que se use um valor de alfa mais  conservador (<i>p</i>=.001). Espera-se que o M de Box n&atilde;o seja significativo (ou seja, o n&iacute;vel de probabilidade deve ser maior do  que .001). Relativamente ao pressuposto da esfericidade, quando <i>&epsilon;</i>&gt;.75, deve-se aplicar a corre&ccedil;&atilde;o de  Greenhouse-Geisser, uma vez que &eacute; o mais apropriado para amostras de pequena dimens&atilde;o, sendo particularmente conservador.</p>     <p>Esta an&aacute;lise revelou dois efeitos principais, um para a idade, <i>F</i>(1,44)=25.28, <i>p</i>&lt;0.001,  <i>&eta;<Sup>2</Sup><Sub>p</i></Sub>=.362, e um efeito principal para a condi&ccedil;&atilde;o, <i>F</i>(1,44)=44.07, <i>p</i>&lt;.001,  <i>&eta;<Sup>2</Sup><Sub>p</i></Sub>=.50, e um efeito principal marginalmente significativo do racioc&iacute;nio, <i>F</i>(1,44)=3.39,  <i>p</i>=.07, <i>&eta;</i><Sup>2</Sup><Sub>p</i></Sub>=.07. Curiosamente, n&atilde;o encontr&aacute;mos intera&ccedil;&otilde;es significativas  entre a idade e racioc&iacute;nio, idade e condi&ccedil;&atilde;o e racioc&iacute;nio e condi&ccedil;&atilde;o (para todas, <i>F</i>&lt;1). A  an&aacute;lise revelou ainda a inexist&ecirc;ncia de uma intera&ccedil;&atilde;o significativa entre as tr&ecirc;s vari&aacute;veis, idade,  condi&ccedil;&atilde;o e racioc&iacute;nio, <i>F</i>(1,44)=0.64, <i>p</i>=.430.</p>     <p>Embora n&atilde;o tenhamos encontrado intera&ccedil;&atilde;o entre as tr&ecirc;s vari&aacute;veis, pens&aacute;mos ser importante explorar esta  intera&ccedil;&atilde;o com contrastes planeados no sentido da nossa hip&oacute;tese. Esper&aacute;mos que aos 6 anos as crian&ccedil;as fizessem  menos infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as na condi&ccedil;&atilde;o de obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo, do que na condi&ccedil;&atilde;o  inversa. Os contrastes planeados mostraram que de facto, aos 6 anos, as crian&ccedil;as fazem menos infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as na  condi&ccedil;&atilde;o obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo (<i>M</i>=.61, <i>DP</i>=.28) do que na condi&ccedil;&atilde;o  desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o (<i>M</i>=2.09, <i>DP</i>=.28), <i>t</i>(45)=4.89, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=1.71. No entanto, esta  diferen&ccedil;a tamb&eacute;m se estendeu &agrave; tarefa contrafactual, <i>t</i>(45)=5.58, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=5.62, na qual as  crian&ccedil;as fazem menos infer&ecirc;ncias na obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo (<i>M</i>=1.09, <i>DP</i>=.28) do que na  condi&ccedil;&atilde;o desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o (<i>M</i>=2.48, <i>DP</i>=.21). Curiosa e inesperadamente, esta diferen&ccedil;a  tamb&eacute;m se encontra aos 8 anos de idade, estas crian&ccedil;as fazem menos infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as na  obriga&ccedil;&atilde;o-para-desejo (<i>M</i>=2.48, <i>DP</i>=.28) do que na condi&ccedil;&atilde;o desejo-para-obriga&ccedil;&atilde;o  (<i>M</i>=3.26, <i>DP</i>=.27), <i>t</i>(45)=2.57, <i>p=</i>.013, <i>d</i>=2.84, e o mesmo acontece nas infer&ecirc;ncias contrafactuais  (<i>M</i>=2.48, <i>DP</i>=.28 <i>vs. M</i>=3.48, <i>DP</i>=.21), <i>t</i>(45)=3.97, <i>p</i>&lt;.001, <i>d</i>=4.04. Esta an&aacute;lise suporta a  explica&ccedil;&atilde;o de que as crian&ccedil;as respondem &agrave; quest&atilde;o de falsas cren&ccedil;as e contrafactual, dizendo o que as  personagens querem fazer. O padr&atilde;o de respostas &eacute; precisamente o inverso do padr&atilde;o encontrado num conjunto de  experi&ecirc;ncias (Rasga, Quelhas, &amp; Byrne, submetido) id&ecirc;ntico com crian&ccedil;as de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico  m&eacute;dio/alto, e, no presente caso, estende-se tamb&eacute;m &agrave;s crian&ccedil;as de 8 anos de idade, como mostra a <a href="#f2">Figura  2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a09f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por fim realizamos um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre a tarefa de falsas  cren&ccedil;as e contrafactual. O resultado &eacute; importante, uma vez que o desempenho na tarefa de falsa cren&ccedil;a est&aacute;  significativamente correlacionado com o racioc&iacute;nio contrafactual [<i>r</i>(46)=.678, <i>p</i>&lt;.001].</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Primeiramente, esta experi&ecirc;ncia mostrou que as crian&ccedil;as de 8 anos comentem menos erros do que as crian&ccedil;as de 6 anos, nas  diferentes tarefas de racioc&iacute;nio (falsas cren&ccedil;as e racioc&iacute;nio contrafactual) sobre as inten&ccedil;&otilde;es. Este resultado  refor&ccedil;a a ideia de que o racioc&iacute;nio contrafactual e racioc&iacute;nio sobre falsas cren&ccedil;as das crian&ccedil;as continuam a  fazer aperfei&ccedil;oamentos significativos ao longo de toda a inf&acirc;ncia, no sentido de alcan&ccedil;ar um racioc&iacute;nio sobre as  inten&ccedil;&otilde;es (e.g., Miller, 2009).</p>     <p>Em segundo lugar, as crian&ccedil;as com idades de 6 anos evidenciam um melhor desempenho no racioc&iacute;nio contrafactual, quando comparado  com o racioc&iacute;nio sobre falsas cren&ccedil;as, sendo este resultado consistente com a ideia de que o pensamento contrafactual &eacute; um  precursor da teoria da mente.</p>     <p>Em terceiro lugar, aos 6 anos as crian&ccedil;as erram mais nas infer&ecirc;ncias de falsas cren&ccedil;as porque d&atilde;o primazia a uma das  raz&otilde;es relativamente a outra, e o mesmo acontece nas crian&ccedil;as de 8 anos, embora estas tenham um n&uacute;mero superior de respostas  correctas.</p>     <p>O interessante &eacute; que a inten&ccedil;&atilde;o que &eacute; privilegiada &eacute; diferente consoante o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico  da crian&ccedil;a, tal como prev&iacute;amos. Ou seja, no n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio/alto &eacute; privilegiada a  obriga&ccedil;&atilde;o (Rasga, Quelhas, &amp; Byrne, submetido), enquanto no n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo &eacute; o desejo. Estes  resultados podem sugerir que esta disparidade entre os pesos dados &agrave;s raz&otilde;es esteja relacionada com o meio ambiente e educacional em  que as crian&ccedil;as est&atilde;o integradas.</p>     <p>Al&eacute;m destes resultados, foi ainda encontrada uma correla&ccedil;&atilde;o forte entre o desempenho nas tarefas contrafactuais e de falsas  cren&ccedil;as sobre inten&ccedil;&otilde;es, confirmando que as exig&ecirc;ncias e recursos cognitivos subjacentes aos dois tipos de tarefa  est&atilde;o relacionados. A natureza da rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, no entanto, clara.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O pano de fundo para o resultado desta experi&ecirc;ncia &eacute; que o racioc&iacute;nio contrafactual &eacute; um processo cognitivo  fundamental para o desenvolvimento de uma &ldquo;teoria da mente&rdquo; sobre estados mentais de outras pessoas, em particular as suas  raz&otilde;es para suas a&ccedil;&otilde;es. Esta ideia de que o pensamento contrafactual est&aacute; implicado no desenvolvimento de uma  compreens&atilde;o de falsas cren&ccedil;as surge em diversos estudos (e.g., Guajardo et al., 2009; Riggs et al., 1998). No entanto, o nosso  trabalho introduz novos elementos e desafios para as crian&ccedil;as, uma vez que a nossa tarefa consistiu numa varia&ccedil;&atilde;o de estados  mentais como as inten&ccedil;&otilde;es, onde as duas quest&otilde;es de racioc&iacute;nio, contrafactual e de falsas cren&ccedil;as, fazem  refer&ecirc;ncia a estados mentais. O nosso estudo indica que o pensamento contrafactual est&aacute; relacionado com o racioc&iacute;nio de falsas  cren&ccedil;as, demonstrado atrav&eacute;s de uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre o desempenho no pensamento contrafactual e tarefas de falsas  cren&ccedil;as. Podemos, portanto, provisoriamente concluir, que o desenvolvimento do pensamento contrafactual pode aumentar a capacidade das  crian&ccedil;as considerarem alternativas e anularem informa&ccedil;&otilde;es irrelevantes, que por sua vez afecta o desenvolvimento do  racioc&iacute;nio de falsas cren&ccedil;as.</p>     <p>Mas, interessa-nos particularmente perceber porque &eacute; que, nas crian&ccedil;as mais novas, a dificuldade na tarefa de falsas  cren&ccedil;as &eacute; dependente do tipo de raz&atilde;o que deve ser inferida? E porque existem diferen&ccedil;as na raz&atilde;o que &eacute;  privilegiada num n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo?</p>     <p>Neste trabalho, explor&aacute;mos a rela&ccedil;&atilde;o entre as obriga&ccedil;&otilde;es e desejos num contexto social e econ&oacute;mico  baixo. Encontr&aacute;mos um padr&atilde;o de respostas pautado pela primazia do desejo sobre as obriga&ccedil;&otilde;es. As crian&ccedil;as erram  respostas, n&atilde;o porque n&atilde;o possuem o desenvolvimento cognitivo necess&aacute;rio para encontrar a resposta correcta (ou seja a teoria  da mente), mas porque pensam que os outros devem agir primeiramente de acordo com os seus desejos, pondo esta ideia &agrave; frente da  l&oacute;gica. Recolhemos os dados num bairro particular caracterizado pela sua car&ecirc;ncia de regras, com crian&ccedil;as que n&atilde;o  apresentam motiva&ccedil;&otilde;es para ac&ccedil;&otilde;es &ldquo;normativamente correctas&rdquo;, mas sim para ac&ccedil;&otilde;es que as  conduzam ao que querem e necessitam.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As justifica&ccedil;&otilde;es do g&eacute;nero &ldquo;ela vai escrever a carta porque quer enviar &agrave; amiga&rdquo; ou &ldquo;ele tem que  fazer o que lhe apetece&rdquo;, fazem-nos supor que existem mais atenuantes &agrave;s transgress&otilde;es entre as crian&ccedil;as desta amostra.  Dias e Harris (1988) verificaram transgress&otilde;es &agrave;s regras morais e convencionais em crian&ccedil;as pertencentes a orfanatos.  Justifica&ccedil;&otilde;es como &ldquo;O meu pai ensinou-me que quem rouba &eacute; porque precisa&rdquo; ou &ldquo;Se n&atilde;o tenho um  brinquedo, tenho que roubar para o ter&rdquo;, foram encontradas nas crian&ccedil;as de orfanatos. A Apela&ccedil;&atilde;o, o bairro de origem  destas crian&ccedil;as, &eacute; um bairro social, que para al&eacute;m de apresentar um baixo n&iacute;vel socioecon&oacute;mico, apresenta  caracter&iacute;sticas muito pr&oacute;prias. Essas caracter&iacute;sticas ilustram muitas vezes uma aus&ecirc;ncia de regras e normas sociais.  Desde modo, estas crian&ccedil;as n&atilde;o seguem as regras sociais de uma sociedade padr&atilde;o, a qual revela que roubar &eacute; feio e que  se deve fazer o que os mais velhos dizem. De facto, estas crian&ccedil;as n&atilde;o gostam das obriga&ccedil;&otilde;es, e desafiam-nas no seu  dia-a-dia, assim s&atilde;o os constantes relatos dos professores. Estas crian&ccedil;as fazem o que querem fazer, de forma independente se  &eacute; socialmente correcto ou n&atilde;o, ou seja, estas crian&ccedil;as refor&ccedil;am a independ&ecirc;ncia e a prioridade de objectivos  (Markus &amp; Kitayama, 1991). Estas palavras seguem as conclus&otilde;es de Janoff-Bulman e Leggatt (2002), as quais dizem que as pessoas em  culturas individualistas parecem menos propensos a querer envolver em comportamentos obrigat&oacute;rios, controlados externamente, ao passo que as  pessoas em culturas colectivistas parecem mais propensos a querer fazer o que eles acreditam que devem fazer.</p>     <p>Na nossa perspectiva, as crian&ccedil;as n&atilde;o pensam da mesma forma sobre as diferentes raz&otilde;es e sugerimos que para as  crian&ccedil;as mais novas, at&eacute; por volta dos 6 anos de idade, existe uma hierarquia que se preconiza entre os diferentes tipos de  raz&atilde;o, isto &eacute;, sugerimos que existem raz&otilde;es que s&atilde;o vistas como mais salientes e portanto prim&aacute;rias, e assim com  mais for&ccedil;a para que a sua subsequente ac&ccedil;&atilde;o se cumpra.</p>     <p>Assim, pensamos que aquando de uma raz&atilde;o <i>prim&aacute;ria</i>, a ac&ccedil;&atilde;o correspondente tende a ocorrer, uma vez que as  crian&ccedil;as mais novas agem perante uma raz&atilde;o que consideram mais importante e legitima para o fazer. Em contraste, aquando de uma  raz&atilde;o <i>secund&aacute;ria</i>, as crian&ccedil;as mais novas tendem a ser capazes de pensar sobre as possibilidades em que uma alternativa  para a raz&atilde;o secund&aacute;ria d&aacute; lugar &agrave; ac&ccedil;&atilde;o (nomeadamente quando esta concorre com raz&otilde;es  prim&aacute;rias), porque essa possibilidade &eacute; parte da sua interpreta&ccedil;&atilde;o da raz&atilde;o. Estas raz&otilde;es  <i>secund&aacute;rias</i> podem ocorrer sem que as subsequentes ac&ccedil;&otilde;es se cumpram, ou seja, as crian&ccedil;as mais novas podem  deixar de agir apesar de ter uma raz&atilde;o, uma vez que a consideram menos importante e leg&iacute;timo para a fazer, sobretudo aquando da  presen&ccedil;a de uma raz&atilde;o mais saliente ou <i>prim&aacute;ria</i>.</p>     <p>Assim, quando questionamos qual &eacute; que o Jo&atilde;o acredita ser a raz&atilde;o para a Ana estar a escrever num papel, esta  quest&atilde;o envolve uma suposi&ccedil;&atilde;o de que a Ana &eacute; um agente intencional, e a crian&ccedil;a torna-se ref&eacute;m da  implica&ccedil;&atilde;o de que, comummente, a melhor maneira de responder &eacute; seguir o que faria sentido l&oacute;gico e prudente para a Ana  fazer, ou seja, obedecer ao seu pai, tal como as crian&ccedil;as de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico m&eacute;dio-alto justificaram (Rasga,  Quelhas, &amp; Byrne, submetido). Ou, nas crian&ccedil;as pertencentes ao n&iacute;vel socioecon&oacute;mico baixo, a Ana faria o que est&aacute;  habituada a fazer, seguir os seus desejos, tal como as crian&ccedil;as mais novas justificaram &ldquo;deve fazer o que lhe apetece&rdquo;.</p>     <p>O significado adicional que damos aos nossos resultados aponta para o facto das crian&ccedil;as mais novas sustentarem a previs&atilde;o do  comportamento na raz&atilde;o que consideram <i>prim&aacute;ria</i> da Ana (aquelas que legitimam a ac&ccedil;&atilde;o adequada), em vez da sua  raz&atilde;o que consideram <i>secund&aacute;ria</i> (aquelas que podem legitimar a ac&ccedil;&atilde;o, mas que perdem sali&ecirc;ncia na  presen&ccedil;a de uma raz&atilde;o <i>prim&aacute;ria</i>).</p>     <p>Pensamos que as crian&ccedil;as mais novas s&atilde;o como <i>pequenos obedientes intencionais</i>, uma vez que a sua explica&ccedil;&atilde;o  para o comportamento &eacute; obediente, ref&eacute;m das raz&otilde;es que consideram adequadas para a ac&ccedil;&atilde;o. Ou seja,  independentemente de qual &eacute; a raz&atilde;o para a ac&ccedil;&atilde;o, as diferentes crian&ccedil;as s&atilde;o perme&aacute;veis &agrave;s  raz&otilde;es, desde que elas justifiquem o comportamento de acordo com as suas experi&ecirc;ncias e conhecimento quotidiano. A nossa  sugest&atilde;o &eacute; que as crian&ccedil;as pensam nas ac&ccedil;&otilde;es intencionais de uma forma mais b&aacute;sica, ou seja, as  crian&ccedil;as mais novas, preveem e explicam as ac&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das raz&otilde;es que consideram mais importantes e  relevantes, ao inv&eacute;s de racionalizar os estados mentais.</p>     <p>Finalmente, queremos real&ccedil;ar que, mesmo que as pessoas n&atilde;o abracem valores e ideais equivalentes, sustentam o seu pensamento  atrav&eacute;s dos mesmos processos cognitivos quando raciocinam sobre tudo o que consideram como um valor moral.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Byrne, R. M. J. (2005). The <i>rational imagination: How people create alternatives to reality</i>. Cambridge, MA: MIT Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-8231201500040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Byrne, R. M., &amp; Tasso, A. (1999). Deductive reasoning with factual, possible, and counterfactual conditionals. <i>Memory &amp; Cognition,  27</i>, 726-740.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-8231201500040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cutting, A., &amp; Dunn, J. (1999). Theory of mind, emotion understanding, language, and family background: Individual differences and  interrelations. <i>Child Development, 70</i>, 853-863.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-8231201500040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davidson, D. (1963). Actions, reasons, and causes. <i>Journal of Philosophy, 60</i>, 685-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-8231201500040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dias, M. G., &amp; Harris, P. L. (1988). The effect of make-believe play on deductive reasoning. <i>British Journal of Developmental Psychology,  6</i>, 207-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-8231201500040000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Dunn, J., Brown, J., Slomkowski, C., Tesla, C., &amp; Youngblade, L. (1991). Young children&rsquo;s understanding of other people&rsquo;s  feelings and beliefs: Individual differences and their antecedents. <i>Child Development, 62</i>, 1352-1366.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Grant, M. G., &amp; Mills, C. M. (2010). Children&rsquo;s explanations of the intentions underlying others&rsquo; behaviour. <i>British Journal  of Developmental Psychology, 29</i>, 504-523.</p>     <!-- ref --><p>Greenfield, P. M., Keller, H., Fuligni, A., &amp; Maynard, A. (2003). Cultural pathways through universal development. <i>Annual review of  psychology, 54</i>, 461-490.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-8231201500040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guajardo, N. R., Parker, J., &amp; Turley-Ames, K. J. (2009). Associations among false belief understanding, counterfactual reasoning, and  executive function. <i>British Journal of Developmental Psychology, 29</i>, 681-702.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-8231201500040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Guajardo, N. R., &amp; Turley-Ames, K. J. (2004). Preschoolers&rsquo; generation of different types of counterfactual statements and theory of  mind understanding. <i>Cognitive Development, 19</i>, 53-80.</p>     <!-- ref --><p>Harris, P. L. (2000). <i>The work of the imagination</i>. Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-8231201500040000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holmes, H. A., Black, C., &amp; Miller, S. A. (1996). A cross-task comparison of false belief understanding in a Head Start population.  <i>Journal of Experimental Child Psychology, 63</i>, 263-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-8231201500040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Janoff-Bulman, R., &amp; Leggatt, H. K. (2002). Culture and social obligation: When &ldquo;shoulds&rdquo; are perceived as &ldquo;wants&rdquo;.  <i>Journal of Research in Personality, 36</i>, 260-270.</p>     <!-- ref --><p>Jenkins, J. M., &amp; Astington, J. W. (1996). Cognitive factors and family structure associated with theory of mind development in young  children. <i>Developmental Psychology, 32</i>, 70-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-8231201500040000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Juhos, C., Quelhas, A. C., &amp; Byrne, R. M. J. (2015). Reasoning about intentions: Counterexamples to reasons for actions. <i>Journal of  Experimental Psychology: Learning, Memory &amp; Cognition, 41</i>, 55-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-8231201500040000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Knobe, J. (2006). The concept of intentional action: A case study in the uses of folk psychology. <i>Philosophical Studies, 130</i>, 203-231.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-8231201500040000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lillard, A. S. (1998). Theories behind theories of mind. <i>Human Development, 41</i>, 40-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-8231201500040000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lucariello, J. (2004). New insights into the functions, development, and origins of theory of mind: The &ldquo;Functional-Multilinear  Socialization&rdquo; (FMS) Model. In J. Lucariello, J. Hudson, R. Fivush, & P. Bauer (Eds.), <i>The development of the mediated mind: Sociocultural  context and cognitive development</i> (pp. 33-57). Mahwha, NJ, USA: Erlbaum.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Marcellini, F., Giuli, C., Gagliardi, C., &amp; Papa, R. (2007). Aging in Italy: Urban-rural diferences. <i>Archives of gerontology and  geriatrics, 44</i>, 243-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-8231201500040000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Markus, H. R., &amp; Kitayama, S. (1991). Culture and the self: Implications for cognition, emotion, and motivation. <i>Psychological Review,  98</i>, 224-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-8231201500040000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Miller, S. A. (2009). Children&rsquo;s understanding of second-order mental states. <i>Psychological bulletin, 135</i>, 749-773.</p>      <!-- ref --><p>Miller, G., &amp; Johnson-Laird, P. N. (1976). <i>Language and perception</i>. Harvard: Harvard University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-8231201500040000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pallant, J. (2001). <i>SPSS survival manual. A step by step guide to data analysis using SPSS for Windows (Versions 10 and 11)</i>. Buckinghom:  Open  University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-8231201500040000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Perner, J. (2000). About + belief + counterfactual. In P. Mitchell &amp; K. J. Riggs (Eds.), <i>Children&rsquo;s reasoning and the mind</i>  (pp. 367-401). Hove: Psychology Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Peterson, D. M., &amp; Riggs, K. (1999). Adaptive modeling and mindreading. <i>Mind &amp; Language, 4</i>, 80-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-8231201500040000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Premack, D., &amp; Woodruff, G. (1978). Does the chimpanzee have a theory of mind?. <i>The Behavioral and Brain Sciences, 4</i>, 515-526.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-8231201500040000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rafetseder, E., Schwitalla, M., &amp; Perner, J. (2013). Counterfactual reasoning: From childhood to adulthood. <i>Journal of Experimental Child  Psychology, 114</i>, 389-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-8231201500040000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rasga, C., &amp; Quelhas, A. C. (2009). O efeito de ordem temporal no pensamento contrafactual das crian&ccedil;as. <i>An&aacute;lise  Psicol&oacute;gica, 27</i>, 45-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-8231201500040000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rasga, C., Quelhas, A. C., &amp; Byrne, R. M. J. (submetido). <i>Children&rsquo;s reasoning about others intentions: False-belief and  counterfactual inferences</i>.</p>     <!-- ref --><p>Riggs, K. J., Peterson, D. M., Robinson, E. J., &amp; Mitchell, P. (1998). Are errors in false belief tasks symptomatic of a broader difficulty  with counterfactuality?. <i>Cognitive Development, 13</i>, 73-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-8231201500040000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Robinson, E. J., &amp; Beck, S. R. (2000). What is difficult about counterfactual reasoning?. In P. Mitchell &amp; K. J. Riggs (Eds.),  <i>Children&rsquo;s reasoning and the mind</i> (pp. 101-119). Hove, UK: Psychology Press.</p>     <!-- ref --><p>Sachdeva, S., Singh, P., &amp; Medin, D. (2012). Culture and the quest for universal principles in moral reasoning. <i>International Journal of  Psychology, 46</i>, 161-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-8231201500040000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Searle, J. R. (1983). <i>Intentionality: An essay in the philosophy of mind</i>. New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-8231201500040000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Shatz, M., Diesendruck, G., Martinez-Beck, I., &amp; Akar, D. (2003). The influence of language and socioeconomic status on children&rsquo;s  understanding of false belief. <i>Developmental Psychology, 39</i>, 717-729.</p>     <!-- ref --><p>Walsh, C. R., &amp; Byrne, R. M. J. (2007). The effects of reasons for acting on counterfactual thinking. <i>Thinking &amp; Reasoning, 13</i>,  461-483.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-8231201500040000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wellman, H. M., Cross, D., &amp; Watson, J. (2001). Meta-analysis of theory-of-mind development: The truth about false belief. <i>Child  Development, 72</i>, 655-684.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-8231201500040000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yagnik, L. R., &amp; Teraiya, D. (1999). A study of beliefs and attitudes of urban and rural people towards some social issues. <i>Social  Science International, 15</i>, 55-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-8231201500040000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: C&eacute;lia Rasga, WJCR, ISPA &ndash; Instituto  Universit&aacute;rio,Rua Jardim do Tabaco, 34, 1149-041 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:crasga@ispa.pt">crasga@ispa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Financiamento: FCT (UID/PSI/04810/2013)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 22/10/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 30/11/2015</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="aA"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v33n4/33n4a09aA.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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