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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Viabilidade da monitorização da intervenção psicoterapêutica com adolescentes com recurso a aplicações móveis]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Systematic monitoring of psychological intervention is a key element for evaluating the clinical efficacy of an intervention and for adjusting it to the clients’ individual needs. Over the last decade, we’ve been witnessing rapid changes in technology, as well as the emergent use of technological applications and devices in psychotherapy processes. The need for implementing psychotherapy monitoring processes has followed this technological evolution. This study is part of a larger project aimed at developing a new mobile application for monitoring psychotherapy with adolescents. Semi-structured interviews were conducted with 14 therapists from different clinical settings, with the purpose of knowing their perceptions regarding the feasibility of using a mobile application for monitoring psychotherapy processes. The interviews were aimed at exploring the feasibility of conducting monitoring procedures during psychotherapy processes with adolescents, as well as the possible relevance of using mobile applications in therapy. Prior to the interviews, therapists were asked to sign an informed consent form, a confidentiality agreement, and a sociodemographic form. The interviews were transcribed and a semi-inductive analysis of content was performed using NVivo 10 software. Results showed that psychotherapy monitoring processes are perceived as relevant by the therapists, not only for their professional practice, but also for the clients. Therapists identified factors that facilitate the use of mobile applications in current clinical practice. From their reflection concerning the feasibility of using new technologies in psychotherapy monitoring, advantages and constraints related to this process, for both therapist and client, emerged in the interviews.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Viabilidade da monitoriza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica com adolescentes com recurso a  aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis</b></p>     <p><b>Pedro Dias<sup>1</sup>, V&acirc;nia Sousa Lima<sup>1</sup>, B&aacute;rbara C&eacute;sar Machado<sup>1</sup>, Joana Campos<sup>1</sup>,  Lu&iacute;s Teixeira<sup>2</sup>, Nuno Torres<sup>3</sup>, Luiz Lopes<sup>2</sup>, Elisa Veiga<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Centro de Estudos em Desenvolvimento  Humano</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Escola das Artes, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia  das Artes</p>     <p><sup>3</sup>WJCR, ISPA &ndash; Instituto Universit&aacute;rio</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A monitoriza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica &eacute; determinante na  avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia cl&iacute;nica de uma interven&ccedil;&atilde;o e na adequa&ccedil;&atilde;o da mesma &agrave;s  necessidades do indiv&iacute;duo. Ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada, a tecnologia foi evoluindo rapidamente, bem como as  aplica&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas associadas aos processos de psicoterapia. A inclus&atilde;o da monitoriza&ccedil;&atilde;o  psicoterap&ecirc;utica nos processos de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica surgiu enquanto necessidade atual, a par da  evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Assim, este trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o surge no &acirc;mbito de um projeto dirigido  &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel para a monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica nos  processos de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Com o objetivo de conhecer as perce&ccedil;&otilde;es de terapeutas, acerca da  viabilidade de uma aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel na realiza&ccedil;&atilde;o da monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica,  provenientes de diferentes contextos, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 14 terapeutas. As entrevistas t&ecirc;m em vista a  explora&ccedil;&atilde;o da viabilidade da monitoriza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica com adolescentes e a  pertin&ecirc;ncia do recurso a aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis no processo terap&ecirc;utico. Previamente &agrave; entrevista, os terapeutas  preencheram o consentimento informado, o acordo de confidencialidade e uma ficha sociodemogr&aacute;fica. As entrevistas foram transcritas e foi  realizada uma an&aacute;lise semi-indutiva do seu conte&uacute;do com recurso ao software NVivo 10. Os resultados obtidos evidenciaram que a  monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica &eacute; percecionada como relevante pelo terapeuta, n&atilde;o s&oacute; para a sua  pr&aacute;tica profissional, como tamb&eacute;m para o pr&oacute;prio cliente. Os entrevistados identificaram igualmente fatores facilitadores na  utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis na pr&aacute;tica cl&iacute;nica atual. Da sua reflex&atilde;o acerca  da viabilidade das novas tecnologias na monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica emerge a identifica&ccedil;&atilde;o de ganhos e  constrangimentos para o terapeuta e para o cliente.    <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica, Adolescentes, Novas tecnologias, Aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Systematic monitoring of psychological intervention is a key element for evaluating the clinical efficacy of an intervention and for  adjusting it to the clients&rsquo; individual needs. Over the last decade, we&rsquo;ve been witnessing rapid changes in technology, as well as the  emergent use of technological applications and devices in psychotherapy processes. The need for implementing psychotherapy monitoring processes has  followed this technological evolution. This study is part of a larger project aimed at developing a new mobile application for monitoring  psychotherapy with adolescents. Semi-structured interviews were conducted with 14 therapists from different clinical settings, with the purpose of  knowing their perceptions regarding the feasibility of using a mobile application for monitoring psychotherapy processes. The interviews were aimed  at exploring the feasibility of conducting monitoring procedures during psychotherapy processes with adolescents, as well as the possible relevance  of using mobile applications in therapy. Prior to the interviews, therapists were asked to sign an informed consent form, a confidentiality  agreement, and a sociodemographic form. The interviews were transcribed and a semi-inductive analysis of content was performed using NVivo 10  software. Results showed that psychotherapy monitoring processes are perceived as relevant by the therapists, not only for their professional  practice, but also for the clients. Therapists identified factors that facilitate the use of mobile applications in current clinical practice. From  their reflection concerning the feasibility of using new technologies in psychotherapy monitoring, advantages and constraints related to this  process, for both therapist and client, emerged in the interviews.</p>     <p><b>Key words</b>: Psychotherapy monitoring, Adolescents, New technologies, Mobile applications.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica e as novas tecnologias</b></p>     <p>A monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica (MP) &eacute; definida como a avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e repetida de  vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas durante o curso de uma interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, as quais podem ser modificadas em  resposta aos resultados do processo de monitoriza&ccedil;&atilde;o (e.g., atrav&eacute;s do <i>feedback</i> do terapeuta) (McAleavey, Nordberg,  Kraus, &amp; Gastonguay, 2012). Por forma a garantir interven&ccedil;&otilde;es baseadas empiricamente, as interven&ccedil;&otilde;es devem ser  avaliadas regularmente, criando oportunidade para avaliar a perspetiva do cliente acerca do servi&ccedil;o recebido e os resultados obtidos (Hall  et al., 2014). Adicionalmente, nos &uacute;ltimos 20 anos t&ecirc;m sido desenvolvidos v&aacute;rios sistemas inform&aacute;ticos que facilitam a  monitoriza&ccedil;&atilde;o do processo e dos resultados terap&ecirc;uticos, melhorando desta forma os resultados da interven&ccedil;&atilde;o  (Bauer &amp; Moessner, 2012).</p>     <p>T&ecirc;m sido frequentemente descritas dificuldades dos profissionais de sa&uacute;de mental ao n&iacute;vel da ades&atilde;o dos adolescentes  &agrave;s atividades terap&ecirc;uticas propostas (Offer, Howard, Schonert, &amp; Ostrov, 1991). No entanto, para os adolescentes o uso das novas  tecnologias parece ser particularmente atrativo, providenciando um maior e mais continuado acesso do adolescente aos seus dados pessoais, &agrave;s  atividades e materiais terap&ecirc;uticos, veiculando um meio promissor para comprometer o adolescente em todo o processo (Matthews, Doherty,  Sharry, &amp; Fitzpatrick, 2008). Contudo, e apesar das plataformas eletr&oacute;nicas propiciarem ao indiv&iacute;duo um maior comprometimento e  potencializa&ccedil;&atilde;o da acessibilidade &agrave;s atividades e materiais terap&ecirc;uticos (Matthews et al., 2008), o m&eacute;todo  tradicional (&ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo;) &eacute; o mais utilizado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica corrente. Os principais  benef&iacute;cios s&atilde;o: (1) a sua f&aacute;cil utiliza&ccedil;&atilde;o, em que os adolescentes se encontram familiarizados com atividades de  papel e l&aacute;pis; (2) a sua simples implementa&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais; e (3) a sua n&atilde;o exig&ecirc;ncia de  compet&ecirc;ncias t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m s&atilde;o tamb&eacute;m apontadas diversas  limita&ccedil;&otilde;es identificadas em v&aacute;rios estudos: (1) promovem &iacute;ndices de comprometimento reduzidos por parte do  indiv&iacute;duo (Feldman, Barrett, &amp; Barrett, 2001); (2) s&atilde;o preenchidos de forma retrospetiva, n&atilde;o representando por esse  motivo os eventos reais, mas antes eventos distorcidos da realidade (Shiffman, Hufford, Hickcox, Paty, &amp; Kassel, 1997); (3) o preenchimento  pode n&atilde;o ser discreto, fazendo com que os clientes n&atilde;o possuam total privacidade no contexto familiar, escolar e de pares (Matthews  et al., 2008); e (4) s&atilde;o poucos os adolescentes que transportam consigo os materiais necess&aacute;rios ao preenchimento, reservando esta  tarefa para o final do dia, podendo enviesar a informa&ccedil;&atilde;o (Matthews et al., 2008).</p>     <p>Assim, uma das principais vantagens das aplica&ccedil;&otilde;es eletr&oacute;nicas comparativamente com o m&eacute;todo tradicional prende-se  com a possibilidade de providenciar uma maior qualidade da informa&ccedil;&atilde;o recolhida, uma vez que viabiliza o registo do acontecimento em  tempo &uacute;til, diminuindo deste modo a necessidade de os terapeutas fazerem julgamentos acerca da validade da informa&ccedil;&atilde;o (Bauer,  Rasgon, Grof, Gyulai, Glenn, &amp; Whybrow, 2005). Adicionalmente, as aplica&ccedil;&otilde;es eletr&oacute;nicas que est&atilde;o conectadas  &agrave; internet permitem a transmiss&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o para um local seguro, acess&iacute;vel aos profissionais durante a  sess&atilde;o, permitindo que o terapeuta manipule e transforme a informa&ccedil;&atilde;o de acordo com os par&acirc;metros que selecione  (Matthews et al., 2008). As novas tecnologias tamb&eacute;m permitem que o indiv&iacute;duo aceda aos seus dados com um elevado grau de  seguran&ccedil;a j&aacute; que estes est&atilde;o encriptados e protegidos por uma <i>password</i>. Matthews e colaboradores (2008) desenvolveram  um estudo com escolas irlandesas onde participaram 73 alunos (86.3% do sexo feminino) com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos  (<i>M</i>=14.87, <i>DP</i>=1.141). Foram avaliadas as diferen&ccedil;as entre o m&eacute;todo tradicional e as novas tecnologias no processo de MP,  dividindo a amostra em dois grupos: o primeiro grupo constitu&iacute;do por participantes que utilizaram m&eacute;todo tradicional (<i>N</i>=36)  e o segundo grupo constitu&iacute;do por participantes que utilizaram as novas tecnologias (<i>N</i>=37). Os resultados evidenciaram  diferen&ccedil;as significativas entre os grupos ao n&iacute;vel do seu comprometimento atual (<i>t</i>=-2.324, <i>p</i>&lt;0.027), demonstrando  valores superiores nos participantes que recorreram &agrave;s novas tecnologias (<i>M</i>=8.12 <i>vs. M</i>=5.44). Tamb&eacute;m foi  poss&iacute;vel concluir que os participantes que utilizaram as novas tecnologias relataram uma maior privacidade no registo da  informa&ccedil;&atilde;o, maior facilidade em faz&ecirc;-lo e rapidez no preenchimento dos registos. Finalmente, 88.7% dos participantes referiram  preferir o m&eacute;todo que recorria &agrave;s novas tecnologias, o que suporta o facto das novas tecnologias poderem constituir-se enquanto  ferramenta &uacute;til e apelativa para envolver os adolescentes (Matthews et al., 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hall e colaboradores (2014) desenvolveram um estudo piloto de MP com o question&aacute;rio <i>Strengths and Difficulties Questionnaire</i> (SDQ)  em formato digital, preenchido antes de cada sess&atilde;o, que inclu&iacute;a tamb&eacute;m uma quest&atilde;o sobre a melhoria da sintomatologia.  O SDQ possui duas vers&otilde;es, uma para pais e outra para adolescentes (com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos) e foi desenvolvido  para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos pais e do adolescente acerca do seu progresso desde a &uacute;ltima sess&atilde;o. Ap&oacute;s o  preenchimento, era criado automaticamente um gr&aacute;fico com os resultados. O estudo foi desenvolvido em tr&ecirc;s centros de sa&uacute;de  mental da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia e a amostra foi constitu&iacute;da por: 13 profissionais de sa&uacute;de (<i>N</i>=8 do sexo  feminino) com uma experi&ecirc;ncia profissional entre 1 e 11 anos (<i>M</i>=7.0, <i>DP</i>=3.5); 31 fam&iacute;lias cujos jovens (<i>N</i>=8 do  sexo feminino) estavam em acompanhamento e tinham idades compreendidas entre os 11 e os 19 anos (<i>M</i>=15, <i>DP</i>=1.9); e 8 t&eacute;cnicos  administrativos (<i>N</i>=8 do sexo feminino) com uma experi&ecirc;ncia profissional entre 1 e 15 anos (<i>M</i>=5.6, <i>DP</i>=5.0). Foi realizada  uma entrevista semiestruturada aos participantes e foi analisado o seu conte&uacute;do. Da an&aacute;lise de conte&uacute;do emergiram cinco  categorias/temas centrais: (1) atitudes gerais face &agrave; MP (os profissionais de sa&uacute;de valorizaram as informa&ccedil;&otilde;es obtidas  a partir dos question&aacute;rios); (2) regularidade sess&atilde;o-a-sess&atilde;o (valorizada por todos os participantes n&atilde;o demonstrando  aborrecimento ou satura&ccedil;&atilde;o face ao preenchimento regular e possibilitando a reflex&atilde;o acerca das sess&otilde;es e acerca da  evolu&ccedil;&atilde;o); (3) utilidade (ao n&iacute;vel da documenta&ccedil;&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do adolescente e a capacidade  dos clientes se envolverem e comunicarem acerca das discrep&acirc;ncias das informa&ccedil;&otilde;es e perspetivas); (4) atitudes face &agrave;s  novas tecnologias (a apresenta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio em <i>iPad</i> foi bem aceite por todos os participantes, tornando-se um  fator de motiva&ccedil;&atilde;o adicional para o adolescente); (5) conte&uacute;do (se por um lado os participantes apontaram como vantagem a  brevidade dos question&aacute;rios, por outro mencionaram a dificuldade de agrupar o seu quotidiano e as flutua&ccedil;&otilde;es semanais apenas  num question&aacute;rio; tanto os profissionais, como as fam&iacute;lias mencionaram a import&acirc;ncia de haver a avalia&ccedil;&atilde;o da  alian&ccedil;a terap&ecirc;utica) (Hall et al., 2014).</p>     <p>Apesar de os estudos sobre a MP associada &agrave;s novas tecnologias evidenciarem resultados bastante favor&aacute;veis &agrave;  associa&ccedil;&atilde;o entre ambos, as investiga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ainda muito escassas no panorama internacional, e inexistentes em  contexto nacional. Existe, na literatura, uma aus&ecirc;ncia not&aacute;vel sobre a perce&ccedil;&atilde;o dos terapeutas acerca do processo de MP  com adolescentes e sobre a viabilidade do mesmo ocorrer atrav&eacute;s das novas tecnologias. Com o prop&oacute;sito de ultrapassar esta lacuna,  foi desenvolvido um estudo explorat&oacute;rio de natureza qualitativa, considerando o potencial desta abordagem para uma descri&ccedil;&atilde;o  mais rica e com maior potencial para a compreens&atilde;o dos fen&oacute;menos em estudo (Creswell, 2007), que envolveu terapeutas de diferentes  contextos cl&iacute;nicos (i.e., contextos privados, contextos educacionais e de sa&uacute;de), procurando explorar a sua perce&ccedil;&atilde;o  sobre a gest&atilde;o de processos cl&iacute;nicos e a viabilidade e pertin&ecirc;ncia da MP designadamente com recurso a novas tecnologias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra foi intencionalmente constitu&iacute;da, garantindo a da diversidade de terapeutas de acordo com o contexto onde exercem a sua  atividade profissional e a sua experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica. Participaram no estudo 14 terapeutas (<i>N</i>=10 do sexo feminino, 71.4%), com  idades compreendidas entre os 25 e os 43 anos (<i>M</i>=34.31, <i>DP</i>=6.69). Destes, 5 (35.7%) trabalham em Cl&iacute;nicas de Psicologia  Privada, 4 (28.6%) trabalham em Centros Terap&ecirc;uticos Privados, 2 (14.3%) trabalham em Hospitais Privados, 2 (14.3%) trabalham num  Servi&ccedil;o de Psicologia de um Col&eacute;gio Privado e 1 (7.1%) desenvolve atividades de Investiga&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da  monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica, n&atilde;o estando atualmente a exercer trabalho cl&iacute;nico. Relativamente &agrave; sua  experi&ecirc;ncia profissional, 4 (28.6%) terapeutas afirmam ter menos do que 5 anos de pr&aacute;tica profissional, 3 (21.4%) terapeutas afirmam  ter entre 5 e 10 anos de pr&aacute;tica profissional e 7 (50.0%) terapeutas afirmam ter mais do que 10 anos de pr&aacute;tica profissional. A  m&eacute;dia do n&uacute;mero de horas de trabalho cl&iacute;nico por semana &eacute; de 22.85 (<i>DP</i>=15.56), variando entre 0 e 40 horas.  Relativamente ao uso das novas tecnologias no contexto profissional, 13 (92.9%) terapeutas afirmam usar. Relativamente ao tempo de investimento  di&aacute;rio do terapeuta relativamente &agrave;s novas tecnologias (i.e., quantidade de tempo di&aacute;ria que o terapeuta despende com a  utiliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos tecnol&oacute;gicos), 4 (28.6%) referiram investir menos do que 3 horas, 4 (28.6%) referiram investir  entre 3 a 6 horas, e 5 (35.7%) referiram investir mais do que 6 horas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos de recolha de dados</i></p>     <p>Considerando os objetivos do estudo, foi elaborado um gui&atilde;o da entrevista semiestruturada que procurava explorar os seguintes  t&oacute;picos: caracteriza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos administrativos, caracteriza&ccedil;&atilde;o do processo de  interven&ccedil;&atilde;o (intervenientes, regularidade, procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o e de MP), explora&ccedil;&atilde;o acerca da  viabilidade e constrangimentos da MP e seu potencial no processo terap&ecirc;utico. As entrevistas foram realizadas tendo em  considera&ccedil;&atilde;o o agendamento e o local mais favor&aacute;vel para os terapeutas, tendo-se realizado entrevistas conjuntas com grupos de  terapeutas do mesmo contexto. As entrevistas foram conduzidas por um elemento da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o e tiveram uma  dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de uma hora. No in&iacute;cio da entrevista, os terapeutas foram informados sobre os objetivos do estudo e  assinaram o consentimento informado, bem como o acordo de confidencialidade. Preencheram ainda uma ficha sociodemogr&aacute;fica que permitiu  caracterizar os participantes. Todas as entrevistas foram gravadas em &aacute;udio de forma a possibilitar a transcri&ccedil;&atilde;o das mesmas  garantindo maior rigor na an&aacute;lise do seu conte&uacute;do. A entrevista semiestruturada revelou-se um procedimento adequado atendendo a que  a problem&aacute;tica n&atilde;o foi ainda abordada por estudos anteriores de &acirc;mbito nacional permitindo o aprofundamento das perspetivas  dos participantes e os aspetos considerados pertinentes por estes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Os dados relativos &agrave; ficha sociodemogr&aacute;fica foram analisados com recurso ao <i>software</i> IBM SPSS 20. Os dados obtidos  atrav&eacute;s das entrevistas semi-estruturadas foram transcritos na &iacute;ntegra. O processo de an&aacute;lise dos dados obtidos atrav&eacute;s  das entrevistas semi-estruturadas foi orientado por uma l&oacute;gica semi-indutiva, considerando as dimens&otilde;es estruturantes do gui&atilde;o  da entrevista (Richie &amp; Lewis, 2003). A partir destas, a an&aacute;lise dos dados procurou captar a riqueza e diversidade dos testemunhos dos  participantes, iniciando-se a codifica&ccedil;&atilde;o descritiva dos conte&uacute;dos emergentes (Dey, 1993; Saldana, 2011). Atrav&eacute;s de  uma din&acirc;mica iterativa, em di&aacute;logo permanente com os dados, o refinamento do sistema de categorias evoluiu atrav&eacute;s de um  processo de compara&ccedil;&atilde;o constante que conduziu &agrave; defini&ccedil;&atilde;o das propriedades das categorias e subcategorias e  crescente conceptualiza&ccedil;&atilde;o dos dados (Dey, 1993; Saldana, 2009, 2011). Participaram neste processo dois dos autores, que regularmente  discutiam e analisavam as propriedades das categorias e subcategorias, resolvendo diverg&ecirc;ncias e alcan&ccedil;ando consensos, que orientavam  a an&aacute;lise subsequente. O processo de an&aacute;lise dos dados foi apoiado pelo <i>software</i> NVIVO 10.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A partir da an&aacute;lise de conte&uacute;do das entrevistas conduzidas aos terapeutas, emergiram cinco dimens&otilde;es relevantes para a  presente reflex&atilde;o (cf. <a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a01t1.jpg" width="580" height="146"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Dom&iacute;nio 1 &ndash; Caracteriza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica cl&iacute;nica atual</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica</i></p>     <p>Alguns terapeutas (4/14) referiram utilizar procedimentos formais de monitoriza&ccedil;&atilde;o:</p>     <p><i>&ldquo;(...) acabei por fazer esta l&oacute;gica mais, mais sistem&aacute;tica, hum, com a administra&ccedil;&atilde;o de instrumentos. Hum,  e de facto senti, mas a verdade &eacute; que me foi bastante &uacute;til, n&atilde;o &eacute;, ter que administrar aqueles instrumentos de  avalia&ccedil;&atilde;o, hum, a verdade &eacute; que est&aacute;-me a dar bastante jeito ir podendo ter aquela monitoriza&ccedil;&atilde;o mais  quantitativa.&rdquo;</i> (CA002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Destes procedimentos, destacam-se os seguintes:</p>     <p>(1) <i>Feedback</i> do cliente, solicitado intencionalmente pelo terapeuta ou verbalizado pelo cliente sem solicita&ccedil;&atilde;o  pr&eacute;via (8/14), <i>&ldquo;Portanto, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o disto, &eacute; muito mais esta monitoriza&ccedil;&atilde;o, &eacute;  muito feita mais numa base do feedback que o cliente nos vai dando e dos resultados que n&oacute;s vamos verificando, por exemplo, se tiver a ver  com o desempenho escolar, vamos vendo pelas notas dos alunos, pelo feedback dos professores, pelo feedback dos pais, da pr&oacute;pria  crian&ccedil;a, hum, portanto &eacute; muito neste sentido mais pr&aacute;tico da informa&ccedil;&atilde;o que vamos obtendo e n&atilde;o com  nenhum instrumento formal.&rdquo;</i> (CB001)</p>     <p>(2) Repeti&ccedil;&atilde;o de medidas de avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica (3/14), <i>&ldquo;Quando preenchem as, as, hum, os  question&aacute;rios para a avalia&ccedil;&atilde;o da Ansiedade e Depress&atilde;o, o STAI, o, hum, CMAS, pronto, o CDI, o que &eacute; que eu  fa&ccedil;o? Quando percebo que realmente est&atilde;o a existir melhorias, eles preenchem novamente esse question&aacute;rio, preencheram no  in&iacute;cio do processo, preenchem muitas vezes a meio do processo para ver se existiram melhorias.&rdquo;</i> (CC001)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(3) Revis&atilde;o dos objetivos terap&ecirc;uticos (1/14), <i>&ldquo;Pronto, mas mesmo com as crian&ccedil;as de tanto em tanto tempo  n&oacute;s vamos rever os objetivos terap&ecirc;uticos que definimos no in&iacute;cio e vamos perceber em que medida, quais &eacute; que atingimos,  quais &eacute; que n&atilde;o atingimos e porqu&ecirc;, etc. Fa&ccedil;o isso tamb&eacute;m com os pais e fa&ccedil;o isso com os professores  quando vou reunir com eles regularmente e vamos percebendo o que &eacute; que j&aacute; tem vindo a remitir e n&atilde;o &eacute; alvo de  preocupa&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; que eventualmente regrediu, etc.&rdquo;</i> (CA001)</p>     <p>4) Monitoriza&ccedil;&atilde;o segundo o modelo Lambert (1/14), <i>&ldquo;Qual &eacute; o processo de monitoriza&ccedil;&atilde;o  psicoterap&ecirc;utica que utiliza? Baseado no modelo de Lambert.&rdquo;</i> (CD001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Intervenientes no processo terap&ecirc;utico</i></p>     <p>A maioria dos terapeutas referiu a presen&ccedil;a dos pais ou adultos significativos (12/14) e os professores (12/14) no processo  terap&ecirc;utico:</p>     <p><i>&ldquo;Hum, mas por norma os pais fazem sempre parte do processo, hum, tamb&eacute;m, pais ou encarregados de  educa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</i> (CB002)</p>     <p><i>&ldquo;Normalmente, tento sempre aceder &agrave; escola quando me &eacute; possibilitado.&rdquo;</i> (CE002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Novas tecnologias</i></p>     <p>Todos os terapeutas (14/14) referiram ter e utilizar pelo menos um equipamento tecnol&oacute;gico, quer no seu contexto profissional, quer no  seu contexto quotidiano:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&ldquo;No contexto profissional) O computador est&aacute; sempre, n&atilde;o &eacute;? Depois l&aacute; no col&eacute;gio, o tablet  tamb&eacute;m temos ao nosso dispor e depois o telem&oacute;vel. Eu utilizo muito o telem&oacute;vel, porque todos os e-mails como eu disse, eu  estando em qualquer s&iacute;tio permite-me responder mesmo a alunos.&rdquo;</i> (CF002)</p>     <p><i>&ldquo;Que equipamentos tecnol&oacute;gicos &eacute; que costumam utilizar no dia-a-dia, n&atilde;o apenas no contexto profissional?  Smartphones, tablets.&rdquo;</i> (CG003)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Paralelamente, a maioria dos terapeutas (10/14) referiu que a grande maioria dos seus clientes &ndash; adolescentes, pais e professores &ndash;  tamb&eacute;m possui o equipamento tecnol&oacute;gico necess&aacute;rio para a utiliza&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel de  MP: <i>&ldquo;Eu vou-lhe dizer, a realidade &eacute; esta, existe mais depressa dinheiro para comprar um</i> tablet <i>e um</i> smartphone<i>, do  que propriamente para um conjunto de necessidades b&aacute;sicas e todos os pais que eu tenho e todos os mi&uacute;dos que eu conhe&ccedil;o e com  quem eu dou consultas t&ecirc;m um </i>tablet<i>, por isso...&rdquo;</i> (CC001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com os testemunhos dos terapeutas, para al&eacute;m da exist&ecirc;ncia dos equipamentos, atualmente as novas tecnologias j&aacute;  s&atilde;o utilizadas em contexto cl&iacute;nico para os professores e para os pais:</p>     <p><i>&ldquo;N&oacute;s dirigimo-nos &agrave; escola, reunimos com o professores e numa primeira abordagem e posteriormente, hum, vamos mantendo  aqui uma monitoriza&ccedil;&atilde;o ou por telefone ou por e-mail.&rdquo;</i> (CB001) <i>&ldquo;No meu caso, j&aacute; aconteceu articular, porque  acabamos sempre, n&atilde;o &eacute;, por &agrave;s vezes por haver algum contacto via e-mail precisamente e articular com os pais, por exemplo a  marca&ccedil;&atilde;o da consulta por e-mail.&rdquo;</i> (CA002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dom&iacute;nio 2 &ndash; Import&acirc;ncia da monitoriza&ccedil;&atilde;o psicoterap&ecirc;utica</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Terapeutas</i></p>     <p>A maioria dos terapeutas (9/14) considerou pertinente a MP:</p>     <p><i>&ldquo;(...) e, e acaba por ser &uacute;til, porque n&oacute;s precisamos muito dessa monitoriza&ccedil;&atilde;o ao longo das sess&otilde;es  para conseguirmos orientar-nos em termos de plano terap&ecirc;utico.&rdquo;</i> (CB001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta import&acirc;ncia atribu&iacute;da prende-se com v&aacute;rios fatores, uns mais relacionados com a sintomatologia e outros mais  relacionados com a pr&oacute;pria interven&ccedil;&atilde;o. No que diz respeito &agrave; sintomatologia, alguns terapeutas (2/14) relataram a  import&acirc;ncia de se poder aceder &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o e quantifica&ccedil;&atilde;o destes aspetos na evolu&ccedil;&atilde;o do caso  cl&iacute;nico:</p>     <p><i>&ldquo;Hum, &eacute; assim, a vantagem que eu vejo &eacute; a quest&atilde;o de, de l&aacute; est&aacute;, de quantificar tamb&eacute;m a  evolu&ccedil;&atilde;o, de percebermos como &eacute; que as coisas est&atilde;o a correr de uma forma mais vis&iacute;vel e de uma forma e mais,  hum, concreta, n&atilde;o &eacute;?&rdquo;</i> (CE002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta verifica&ccedil;&atilde;o dos resultados permite tamb&eacute;m avaliar a taxa de sucesso dos casos cl&iacute;nicos nos diferentes contextos  (1/14):</p>     <p><i>&ldquo;Trata-se de algo</i> [MP] <i>empiricamente baseado que poder&aacute; ajudar-nos a perceber a nossa taxa de sucesso nos  casos.&rdquo;</i>(CD001)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os fatores mais associados com a interven&ccedil;&atilde;o dizem respeito &agrave; possibilidade de reformular o processo psicoterap&ecirc;utica  mediante a evolu&ccedil;&atilde;o do caso, contribuindo desta forma para uma interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica estruturada (3/14):</p>     <p><i>&ldquo;(...) e acaba por ser &uacute;til, porque n&oacute;s precisamos muito dessa monitoriza&ccedil;&atilde;o ao longo das sess&otilde;es  para conseguirmos orientar-nos em termos de plano terap&ecirc;utico.&rdquo;</i> (CB001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um terapeuta (1/14) mencionou ainda que a MP regular &eacute; um fator motivador para o pr&oacute;prio t&eacute;cnico, na medida em que  possibilita a observa&ccedil;&atilde;o dos resultados e a adequa&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o:</p>     <p><i>&ldquo;Tem que haver, eu acho que sinto a necessidade de ver resultados, hum, e acaba por sentir com este, com, com o projeto e com um  instrumento, n&oacute;s mesmo, n&oacute;s terapeutas tamb&eacute;m sentimos um bocadinho mais motivados para o pr&oacute;prio processo.&rdquo;</i>  (CC001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para que MP seja sens&iacute;vel e possa contribuir para a reformula&ccedil;&atilde;o do processo, os terapeutas (4/14) consideraram que seria  ben&eacute;fico haver monitoriza&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s cada sess&atilde;o (p&oacute;s-sess&atilde;o):</p>     <p><i>&ldquo;(...) n&atilde;o sei, acho que seria mais interessante fazer no p&oacute;s-sess&atilde;o, sim. De uma forma orientada, n&atilde;o  &eacute;, &ldquo;agora vais refletir&rdquo;, ou serem colocadas quest&otilde;es mais estruturadas...&rdquo;</i> (CE001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Clientes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os terapeutas consideram igualmente que a MP teria implica&ccedil;&otilde;es positivas para os clientes. Para alguns dos terapeutas (3/14) os  procedimentos de monitoriza&ccedil;&atilde;o promovem um maior comprometimento do cliente no processo:</p>     <p><i>&ldquo;Para o adolescente tamb&eacute;m, no sentido em que tem que se envolver obrigatoriamente no processo.&rdquo;</i> (CC001)</p>     <p>Na opini&atilde;o de um terapeuta (1/14) <i>&ldquo;</i>[A MP] <i>melhora os resultados terap&ecirc;uticos e reduz o</i>dropout<i>.&rdquo;</i>  (CD001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>De acordo com um dos terapeutas (1/14), um processo de MP, ao possibilitar a quantifica&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o do caso,  permite que os clientes verifiquem a sua pr&oacute;pria mudan&ccedil;a. Esta verifica&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, uma vez que as  mudan&ccedil;as mais subtis por vezes n&atilde;o s&atilde;o valorizadas, nem percecionadas, pelo cliente, exceto se forem aplicadas medidas de  avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica. Consequentemente, a MP pode possibilitar uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o dos ganhos  terap&ecirc;uticos:</p>     <p><i>&ldquo;(...) e aos pais tamb&eacute;m</i> [permite aumentar a perce&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as ocorridas] <i>e perceber que, porque  muitas vezes os pais n&atilde;o t&ecirc;m a perce&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as, porque como interagem diariamente com o adolescente,  n&atilde;o t&ecirc;m a perce&ccedil;&atilde;o de que aquele aspeto que at&eacute; focaram como muito problem&aacute;tico ou algo que estava a ser  muito dif&iacute;cil de gerir e de lidar que at&eacute; houve mudan&ccedil;as. Os pais muitas vezes como at&eacute; est&atilde;o t&atilde;o,  t&atilde;o saturados e pronto, e contando com o contexto di&aacute;rio que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil e com as press&otilde;es  di&aacute;rias, acabam por n&atilde;o valorizar como deveriam valorizar essas quest&otilde;es.&rdquo;</i> (CC001)</p>     <p><i>&ldquo;(...) para os pr&oacute;prios mi&uacute;dos este tipo de monitoriza&ccedil;&atilde;o ajuda-os a focar nos objetivos e muitas vezes  at&eacute; a valorizar os ganhos que j&aacute; foram atingidos, os ganhos que j&aacute; se tiveram no processo.&rdquo;</i> (CA001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dom&iacute;nio 3 &ndash; Ganhos antecipados associados ao uso das novas tecnologias na monitoriza&ccedil;&atilde;o  psicoterap&ecirc;utica</i></p>     <p>Verificamos que a MP &eacute; j&aacute; uma pr&aacute;tica recorrente para a maior parte dos terapeutas (11/14). Quando questionados sobre os  ganhos que antecipam para si e para os pr&oacute;prios clientes decorrentes do uso de uma aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel com vista &agrave;  MP, em alternativa ao m&eacute;todo tradicional de &ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Terapeutas</i></p>     <p>Uma das mais-valias apontadas por um terapeuta (1/14) foi o facto da alternativa ao uso dos recursos de &ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo; ser  mais ecol&oacute;gica: <i>&ldquo;Acho que tamb&eacute;m &eacute; mais ecol&oacute;gico (...).&rdquo;</i> (CG002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o permite tamb&eacute;m evitar desta forma que os terapeutas tenham que transportar os materiais em papel (1/14):</p>     <p><i>&ldquo;Que acho que me devia habituar &agrave;s tecnologias e fazer as anota&ccedil;&otilde;es privadas, porque escusava de andar sempre com  a pasta &agrave;s costas (risos) cheia de papel ainda.&rdquo;</i> (CE001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Por outro lado, dois terapeutas (2/14) mencionaram o facto de o registo de informa&ccedil;&atilde;o ser claro, n&atilde;o havendo, desta forma,  lugar a dificuldades de interpreta&ccedil;&atilde;o:</p>     <p><i>&ldquo;(...) uso muito o computador, hum, para tirar ou para escrever a sess&atilde;o, porque, pelo menos fica, n&atilde;o h&aacute; folhas  que se perdem, n&atilde;o h&aacute; letras que n&atilde;o se percebem.&rdquo;</i> (CG003)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&atilde;o sendo necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos materiais, o procedimento torna-se mais econ&oacute;mico para os  terapeutas e para o pr&oacute;prio contexto cl&iacute;nico (1/14): <i>&ldquo;(...) &eacute; mais econ&oacute;mico em termos de recolha de  dados.&rdquo;</i> (CG002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; confidencialidade, um terapeuta (1/14) considera que esta tamb&eacute;m seria uma mais-valia, uma vez que a  aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel e a <i>password</i> utilizada por cada informador, dificultam o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o por  parte de indiv&iacute;duos n&atilde;o autorizados ao seu acesso: <i>&ldquo;Mas, geralmente no</i> smartphone <i>&eacute; que registo tudo, tenho  uma pasta com uma</i> password <i>e aquilo est&aacute; gravado e tem l&aacute; as sess&otilde;es, as sess&otilde;es e h&aacute; uma password que  s&oacute; eu posso aceder, mais ningu&eacute;m pode aceder, porque se n&atilde;o...&rdquo;</i> (CG003)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Outro fator apontado pelos terapeutas foi a gest&atilde;o de tempo (4/14) associada &agrave; capacidade de mobilidade caracter&iacute;stica da  aplica&ccedil;&atilde;o (i.e., redu&ccedil;&atilde;o do tempo despendido comparativamente &agrave;s metodologias tradicionais) e &agrave;  facilidade em partilhar a informa&ccedil;&atilde;o (3/14):</p>     <p><i>&ldquo;Eu tamb&eacute;m era a favor de uma aplica&ccedil;&atilde;o assim, acho que tinha muitas vantagens, sobretudo aqui nesta gest&atilde;o  do tempo.&rdquo;</i> (CF001)</p>     <p><i>&ldquo;Eu vejo a vantagem a mobilidade como, sobretudo, como a substitui&ccedil;&atilde;o do papel e  l&aacute;pis, pronto, e como registo e como forma de passar a informa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</i> (CG002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Clientes</i></p>     <p>Nove dos terapeutas entrevistados (9/14) consideraram que, atendendo &agrave;s caracter&iacute;sticas particulares do p&uacute;blico-alvo no uso  das novas tecnologias na MP, a mais-valia da passagem do m&eacute;todo tradicional de &ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo; para a  utiliza&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel foi a atratividade caracter&iacute;stica das novas tecnologias:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&ldquo;(...) pronto como sei que normalmente os adolescentes s&atilde;o cativados, n&atilde;o &eacute;, por tudo o que tenha a ver com a</i>  internet<i>, etc.&rdquo;</i> (CA002) </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para dois terapeutas (2/14), os restantes informadores &ndash; pais e professor &ndash; est&atilde;o j&aacute; adaptados ao uso das novas  tecnologias, preferindo as mesmas ao registo em papel, o que por sua vez poder&aacute; promover a ades&atilde;o relativamente &agrave;s tarefas  solicitadas:</p>     <p><i>&ldquo;Tratando-se de um aplicativo m&oacute;vel e se ele for de facto agrad&aacute;vel, digamos assim, entre aspas, pode ser at&eacute;  interessante ser no final de cada sess&atilde;o, porque sabemos que h&aacute; aqui realmente uma ades&atilde;o e um envolvimento completamente  diferente sendo papel e l&aacute;pis ou sendo qualquer coisa via telem&oacute;vel, por exemplo, e at&eacute; pode trazer vantagens para o  pr&oacute;prio processo terap&ecirc;utico eventualmente. (...) Sim, acho que particularmente no caso dos adolescentes, de facto, acho que vai  facilitar muito mais a tal ades&atilde;o.&rdquo;</i> (CA001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Dois terapeutas (2/14) consideram que o uso de uma aplica&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, &eacute; tamb&eacute;m c&oacute;moda uma vez que  permite que os informadores efetuem os registos num local &agrave; sua escolha e no momento mais oportuno:</p>     <p><i>&ldquo;(...) tem um question&aacute;rio, ele pode ir para muitos s&iacute;tios faz&ecirc;-lo. Ele pode querer estar isolado na biblioteca  para pensar sobre aquilo e n&atilde;o o fazer em casa, ele pode escolher o momento para o fazer, at&eacute; os pais...&rdquo;</i> (CF002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Outra quest&atilde;o valorizada por quatro (4/14) terapeutas &eacute; o facto de o preenchimento de um question&aacute;rio numa  aplica&ccedil;&atilde;o garantir uma maior genuinidade nas respostas, comparativamente &agrave;s metodologias de &ldquo;papel e  l&aacute;pis&rdquo;:</p>     <p><i>&ldquo;Eu j&aacute; tive, j&aacute; tive, j&aacute; tive pais que foram espreitar o registo dos mi&uacute;dos que estava em papel, j&aacute;,  j&aacute; me aconteceu. Aqui penso que haver&aacute; mais privacidade, pode n&atilde;o haver uma acessibilidade total.&rdquo;</i> (CG003)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&ldquo;Tem muito a ver com este tipo de coisas e a resposta em papel at&eacute; que ponto &eacute; que j&aacute; n&atilde;o est&aacute;  tamb&eacute;m, hum, desadequada a esta coisa, quer dizer, quando eu vou responder em papel o que &eacute; que eu vou responder? Vou responder como  se estivesse a fazer um exame. (...)</i> At&eacute; que ponto n&atilde;o &eacute; mais genu&iacute;no e mais direto tal como eu sou j&aacute; fazer  as coisas em termos cibern&eacute;ticos, n&atilde;o &eacute;, est&aacute;s a perceber o que eu quero dizer?&rdquo; (CG002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dom&iacute;nio 4 &ndash; Constrangimentos antecipados associados ao uso das novas tecnologias na monitoriza&ccedil;&atilde;o  psicoterap&ecirc;utica</i></p>     <p>Uma vez que &eacute; objetivo deste trabalho refletir sobre a viabilidade das novas tecnologias na MP, foram tamb&eacute;m explorados os  constrangimentos antecipados pelos terapeutas, tanto para si, como para os clientes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Terapeutas</i></p>     <p>Para um dos terapeutas entrevistados (1/14), os constrangimentos prendem-se mais com a aus&ecirc;ncia de h&aacute;bito no uso das novas  tecnologias, do que propriamente com a aplica&ccedil;&atilde;o e os seus fins:</p>     <p><i>&ldquo;Hum, j&aacute; me chatearam por causa disso (uso das novas tecnologias), mas eu n&atilde;o, n&atilde;o sei, n&atilde;o tenho esse  h&aacute;bito, devia ter mas n&atilde;o tenho.&rdquo;</i> (CE002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um outro terapeuta (1/14) referiu mesmo que ainda considera o uso do papel inevit&aacute;vel:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&ldquo;Mas por exemplo, mas como temos muitas avalia&ccedil;&otilde;es &eacute; inevit&aacute;vel o papel. (...) &Eacute; sim eu ainda  fa&ccedil;o muita coisa em papel, sim. (...) e o papel &eacute; sempre uma mais-valia.&rdquo;</i> (CE001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Estes terapeutas (2/14) mencionaram que consideram que se sentem desconfort&aacute;veis com o uso das novas tecnologias junto dos clientes:</p>     <p><i>&ldquo;A mim incomoda-me usar as tecnologias com os clientes e acho que isso &eacute; uma desvantagem e mesmo para mim enquanto  terapeuta.&rdquo;</i> (CE002)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A um n&iacute;vel mais t&eacute;cnico, cinco dos terapeutas consideram como principais constrangimentos a sua preocupa&ccedil;&atilde;o com a  confidencialidade da informa&ccedil;&atilde;o (5/14):</p>     <p><i>&ldquo;Agora eu confesso que tamb&eacute;m as quest&otilde;es da confidencialidade para mim s&atilde;o um bocado, s&atilde;o importantes eu,  &eacute; assim, as pessoas acedem &agrave;s nossas contas banc&aacute;rias, n&atilde;o &eacute;, portanto, n&atilde;o h&aacute; de ser...  N&atilde;o sei, eu n&atilde;o percebo nada de internet, eu n&atilde;o percebo nada de computadores, mas n&atilde;o h&aacute; de ser assim...  Se conseguem aceder &agrave;s nossas contas banc&aacute;rias, tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; de ser assim t&atilde;o dif&iacute;cil aceder a  esse tipo de coisas.&ldquo;</i> (CG001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um terapeuta (1/14) mencionou outro constrangimento associado com o receio associado &agrave; perda de informa&ccedil;&atilde;o:</p>     <p><i>&ldquo;Desvantagens assim que eu me estou a lembrar agora, imagina que o telefone se perde, por exemplo, que algu&eacute;m tem acesso  &agrave;quela informa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute;... Ou at&eacute;, hum, uma quest&atilde;o de um aluno/adolescente vem at&eacute;  n&oacute;s s&oacute; por quest&otilde;es da adolesc&ecirc;ncia, n&atilde;o &eacute;, e por acaso o pai ou a m&atilde;e vai ver o telefone e  v&ecirc; o processo ou as informa&ccedil;&otilde;es do processo, por exemplo, n&atilde;o &eacute;.&rdquo;</i> (CF001)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Clientes</i></p>     <p>Na perspetiva de cinco terapeutas (5/14) os poss&iacute;veis constrangimentos identificados para os clientes est&atilde;o relacionados com o  receio sobre a confidencialidade:</p>     <p><i>&ldquo;Eu acho que a parte da confidencialidade &eacute;... Eu acho que poderia ser uma desvantagem.&rdquo;</i> (CF001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Outro constrangimento apontado foi a seguran&ccedil;a da aplica&ccedil;&atilde;o (3/14) considerando que os informadores poder&atilde;o  responder &agrave;s escalas num <i>setting</i> que n&atilde;o seja o mais apropriado para o efeito:</p>     <p><i>&ldquo;(...) &eacute; bom uma pessoa ter um objeto m&oacute;vel, mas nada nos garante que a resposta &eacute; feita num contexto adequado, do  ponto de vista de</i> setting <i>para responder a um question&aacute;rio. Tu quando passas um instrumento destes para um jovem e pedes para ele  preencher tu n&atilde;o tens nenhum controlo sobre o</i> setting<i>, isso pode ser respondido onde o jovem quiser, na discoteca, no,  pronto.&rdquo;</i> (CG004)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um terceiro constrangimento identificado por dois dos terapeutas entrevistados remete para a resist&ecirc;ncia do pr&oacute;prio adolescente em  responder regularmente &agrave;s escalas de avalia&ccedil;&atilde;o (2/14):</p>     <p><i>&ldquo;(...) e, e esta quest&atilde;o do bom senso, n&atilde;o &eacute;, do bom senso. Eu, ningu&eacute;m gostaria de no final de todas as  sess&otilde;es, eu n&atilde;o percebi se era isso que estava na pergunta, quando disse a sess&atilde;o &eacute; no final de todas as  sess&otilde;es. Porque isso introduz elementos, hum, de f&aacute;cil leitura ou um conjunto de organiza&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m da  personalidade persecut&oacute;rios, evasivos, para al&eacute;m daqueles, naturais da vida de que &eacute; uma grande seca estarem-me sempre a fazer  perguntas sobre como &eacute; que isto correu aqui dentro, pronto (risos).&rdquo;</i> (CG004)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Por &uacute;ltimo, foi referido por um dos terapeutas o receio relativamente ao poss&iacute;vel impacto que o uso das novas tecnologias na MP  poder&aacute; ter na alian&ccedil;a terap&ecirc;utica (1/14):</p>     <p><i>&ldquo;Depois vejo outra quest&atilde;o, que &eacute; esta quest&atilde;o aqui da cumplicidade, da alian&ccedil;a, do adolescente para com o  terapeuta, portanto tem que haver aqui uma explica&ccedil;&atilde;o muito clara que existem outros elementos envolvido e que  isso...&rdquo;</i> (CA001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Dom&iacute;nio 5 &ndash; Fatores facilitadores para a implementa&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel</i></p>     <p>Ao longo da entrevista alguns terapeutas identificaram alguns fatores que na sua perspetiva poder&atilde;o facilitar o uso da  aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel com vista &agrave; MP.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Terapeutas </i></p>     <p>Os terapeutas salientaram a pertin&ecirc;ncia do desenvolvimento de uma aplica&ccedil;&atilde;o na MP.</p>     <p>Grande parte dos terapeutas fez uma avalia&ccedil;&atilde;o positiva do projeto (7/14):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&ldquo;Acho que os objetivos do desenvolvimento da aplica&ccedil;&atilde;o e da investiga&ccedil;&atilde;o sobre os processos  terap&ecirc;uticos s&atilde;o objetivos importantes e que devem ser refletidos e perseguidos com cuidado e portanto, acho que &eacute; uma coisa  positiva.&rdquo;</i> (CG004)</p>     <p>Nove dos terapeutas entrevistados afirmaram estar bastante recetivos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o (9/14):</p>     <p><i>&ldquo;Hum, &eacute; assim, pessoalmente eu, eu acho que isso pode ser uma &oacute;tima ideia!&rdquo;</i> (CE002)</p>     <p><i>&ldquo;Eu tamb&eacute;m era a favor de uma aplica&ccedil;&atilde;o assim, acho que tinha muitas vantagens&rdquo;</i> (CF001)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Clientes</i></p>     <p>Seis terapeutas (6/14) consideram que a maioria dos clientes aceitariam colaborar e estariam recetivos a este tipo de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica:</p>     <p><i>&ldquo;Mas acho que os pais s&atilde;o colaborantes, se lhes explicarmos bem s&atilde;o colaborantes, sim.&rdquo;</i> (CE001)</p>     <p><i>&ldquo;Hum, temos aqui fam&iacute;lias que eu n&atilde;o tenho d&uacute;vidas nenhumas que adeririam muito bem...&rdquo;</i> (CB001)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></p>     <p>A discuss&atilde;o dos resultados incidir&aacute;, num primeiro momento, na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados relativamente &agrave;  viabilidade de uma aplica&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel na realiza&ccedil;&atilde;o da MP, nos obst&aacute;culos apontados pelos terapeutas, bem  como nas formas de os contornar. Num segundo momento, e de modo a perceber a pertin&ecirc;ncia de uma aplica&ccedil;&atilde;o deste g&eacute;nero,  far-se-&aacute; uma reflex&atilde;o acerca dos ganhos antecipados pelos terapeutas, para si e para os seus clientes.</p>     <p>Metade dos terapeutas apresentou obst&aacute;culos &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de um processo de MP equivalentes aos identificados por  Hall e colaboradores (2014): falta de tempo, aus&ecirc;ncia de recursos, aus&ecirc;ncia de <i>feedback</i> relativamente &agrave;s  avalia&ccedil;&otilde;es solicitadas e a incapacidade dos question&aacute;rios capturarem a complexidade de algumas quest&otilde;es. Relativamente  &agrave;s metodologias apontadas pelos participantes para a realiza&ccedil;&atilde;o da MP destacaram-se o <i>feedback</i> e as  avalia&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas regulares. Neste &acirc;mbito, a realiza&ccedil;&atilde;o da pr&eacute;-avalia&ccedil;&atilde;o e da  p&oacute;s-avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m a mais comumente utilizada na maioria dos contextos cl&iacute;nicos como &eacute;  reportada por Bauer e Moessner (2012) e por Lambert, Hansen e Finch (2001). Estes &uacute;ltimos desenvolveram tr&ecirc;s estudos para perceber o  impacto que o <i>feedback</i> tem no cliente e conclu&iacute;ram que: (1) a devolu&ccedil;&atilde;o de <i>feedback</i> acerca dos resultados da  interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica favorece a mudan&ccedil;a cl&iacute;nica necess&aacute;ria; (2) os clientes que receberam  <i>feedback</i> obtiveram melhorias significativas quando comparados com os clientes que n&atilde;o tiveram acesso aos resultados.</p>     <p>&Eacute;, no entanto, primordial focar os constrangimentos associados, bem como a forma de os minimizar. Os principais fatores identificados  pelos participantes estiveram relacionados com a confidencialidade, com o desconforto do pr&oacute;prio terapeuta no uso das tecnologias e com o  receio que estas metodologias tenham impacto na alian&ccedil;a terap&ecirc;utica. A este prop&oacute;sito, Murphy (2003) salienta que apesar da  grande ades&atilde;o que j&aacute; se observa por parte dos terapeutas ao uso das novas tecnologias, alguns, de facto, se sentem  desconfort&aacute;veis com a ideia de usarem estes recursos na psicoterapia. Este desconforto dos terapeutas prov&eacute;m das  preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas envolvidas, do conflito entre os valores humanos e tecnol&oacute;gicos, da falta de pr&aacute;tica no uso  destes recursos e da apreens&atilde;o que a tecnologia possa interferir no desenvolvimento da alian&ccedil;a terap&ecirc;utica aumentando, desta  forma, a probabilidade dos clientes abandonarem o processo. A investiga&ccedil;&atilde;o tem demonstrado que, contudo, o uso da tecnologia  n&atilde;o compromete a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica, e em algumas circunst&acirc;ncias as interven&ccedil;&otilde;es baseadas nas novas  tecnologias s&atilde;o as preferidas dos clientes (Newman, 2004).</p>     <p>Como tamb&eacute;m referido pelos participantes, a par de todos os benef&iacute;cios que os equipamentos tecnol&oacute;gicos comportam, Taube  (2013) salienta a preocupa&ccedil;&atilde;o com a manuten&ccedil;&atilde;o da privacidade das informa&ccedil;&otilde;es, uma vez que existem  v&aacute;rios princ&iacute;pios &eacute;ticos que fundamentam a confidencialidade na pr&aacute;tica psicoterap&ecirc;utica. A  utiliza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos tecnol&oacute;gicos port&aacute;teis acarreta riscos tanto para o cliente, como para o terapeuta. Segundo  o autor, os riscos para o cliente prendem-se com a possibilidade de perda de informa&ccedil;&atilde;o, aumentando a sua vulnerabilidade, com  poss&iacute;veis viola&ccedil;&otilde;es da informa&ccedil;&atilde;o digital, o que por seu turno poder&aacute; ter impacto na  rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica. Quanto aos riscos para o terapeuta, Taube (2013) aponta que a perda de informa&ccedil;&atilde;o  confidencial n&atilde;o s&oacute; &eacute; prejudicial ao cliente, como aos profissionais, uma vez que estes t&ecirc;m leis pelas quais se devem  reger e caso contr&aacute;rio poder&atilde;o ser penalizados e sancionados. Por forma a colmatar e a prevenir estes problemas, aumentando a  confidencialidade e a seguran&ccedil;a dos dados, Taube (2013) apresenta algumas estrat&eacute;gias: (1) reconhecer as amea&ccedil;as &agrave;  privacidade (dever&atilde;o ser redigidas pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas para cada risco poss&iacute;vel); (2) armazenar a  informa&ccedil;&atilde;o na <i>internet</i> de forma segura (a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; armazenada na <i>internet</i> de forma  encriptada); (3) manter a seguran&ccedil;a f&iacute;sica (este tipo de seguran&ccedil;a est&aacute; relacionado com a pr&oacute;pria  prote&ccedil;&atilde;o dos equipamentos prestada pelo utilizador); (4) encriptar a informa&ccedil;&atilde;o (processo de tradu&ccedil;&atilde;o da  informa&ccedil;&atilde;o principal para um c&oacute;digo); (5) utilizar o consentimento informado. Considerando todos os benef&iacute;cios, bem  como o aumento da efici&ecirc;ncia no uso dos equipamentos tecnol&oacute;gicos, &eacute; contudo importante o investimento, quer pelo terapeuta,  quer pelo cliente, em estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o de dados para que a integra&ccedil;&atilde;o das novas  tecnologias em psicologia seja difundida (Taube, 2013).</p>     <p>Ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada, a tecnologia foi evoluindo rapidamente, e paralelamente evolu&iacute;ram as aplica&ccedil;&otilde;es  tecnol&oacute;gicas nos processos de psicoterapia (Newman, 2004). Simultaneamente, nos &uacute;ltimos anos o n&uacute;mero de telem&oacute;veis  aumentou rapidamente, verificando-se uma taxa de ades&atilde;o de cerca de 70% na Europa no final de 2001, aumentando para 85% em 2005 e em 2009  verificou-se um total de 34 milh&otilde;es de subscri&ccedil;&otilde;es (Preziosa, Grassi, Gaggioli, &amp; Riva, 2009), corroborando as  perce&ccedil;&otilde;es dos terapeutas acerca da exist&ecirc;ncia de equipamentos tecnol&oacute;gicos em todos os clientes (i.e., pais, professores  e adolescentes). O aumento da disponibilidade das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o tem aberto novas perspetivas  de preven&ccedil;&atilde;o, autoajuda e tratamento das perturba&ccedil;&otilde;es mentais. Adicionalmente, estas op&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m  levado a novas formas de avaliar a sintomatologia relevante, atitudes e comportamentos, tanto no contexto cl&iacute;nico, como no contexto  quotidiano. Atrav&eacute;s destes sistemas &eacute; poss&iacute;vel obterem-se avalia&ccedil;&otilde;es longitudinais eficazes e eficientes em  intervalos de tempo reduzidos (e.g., semanalmente ou diariamente). Tais avalia&ccedil;&otilde;es aumentam consideravelmente o conhecimento que o  terapeuta tem acerca do processo, do desenvolvimento da sintomatologia e da recupera&ccedil;&atilde;o, permitindo descrever de forma detalhada a  evolu&ccedil;&atilde;o dos sintomas ao longo do tempo. Estes sistemas permitem utilizar a informa&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es em  tempo &uacute;til (e.g., durante a sess&atilde;o) para todas as partes interessadas (e.g., investigadores e terapeutas) (Bauer &amp; Moessner,  2012). Neste sentido, as aplica&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis t&ecirc;m sido utilizadas com muita frequ&ecirc;ncia por terapeutas e clientes.  Ali&aacute;s, os ganhos antecipados pelos participantes s&atilde;o ent&atilde;o corroborados pela literatura (Bauer &amp; Moessner, 2012).</p>     <p>Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica com adolescentes a literatura aponta o fen&oacute;meno de <i>dropout</i> como sendo um problema significativo.  Kazdin (1996) concluiu no seu estudo que 40%-60% dos casos atendidos em cl&iacute;nicas acabam por abandonar a interven&ccedil;&atilde;o.  Ap&oacute;s alguns estudos comparativos entre o uso das metodologias tradicionais (&ldquo;papel e l&aacute;pis&rdquo;) <i>versus</i> novas  tecnologias, os autores conclu&iacute;ram que as plataformas eletr&oacute;nicas propiciam ao indiv&iacute;duo um maior comprometimento e  potencializam a acessibilidade &agrave;s atividades e materiais terap&ecirc;uticos (Matthews et al., 2008). O presente projeto surge assim como uma  necessidade premente de se criarem metodologias atrativas e mais funcionais, tanto para o terapeuta, como para o cliente, no &acirc;mbito da MP.</p>     <p>Apesar da informa&ccedil;&atilde;o proveniente deste estudo ser valiosa, identificaram-se algumas limita&ccedil;&otilde;es que poder&atilde;o  servir de base para um estudo no futuro. Em primeiro lugar, seria importante aumentar e diversificar o n&uacute;mero de participantes, bem como a  diversidade de contextos cl&iacute;nicos (e.g., contextos cl&iacute;nicos p&uacute;blicos) para ser poss&iacute;vel atingir a  satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica. Em segundo lugar, poderia ser &uacute;til uniformizar a metodologia utilizada, realizando apenas  entrevistas individuais com os terapeutas, ao inv&eacute;s de se obter o cruzamento de entrevistas individuais e grupais. Por &uacute;ltimo,  poderia ser interessante proceder-se a esta mesma an&aacute;lise de requisitos junto dos diferentes grupos de participantes (i.e., pais,  adolescentes e professores).</p>     <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es apontadas, e considerando a literatura existente neste dom&iacute;nio e a recetividade e a  avalia&ccedil;&atilde;o positiva feita pelos participantes, este estudo reveste-se de grande import&acirc;ncia para a evolu&ccedil;&atilde;o da  Psicologia a par do benef&iacute;cio do recurso &agrave;s novas tecnologias. Em suma, os resultados obtidos no presente estudo explorat&oacute;rio  v&atilde;o de encontro com a literatura que indica que desde os anos 90 este procedimento cl&iacute;nico tem ganho destaque, mesmo no que diz  respeito &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de que requerem a avalia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica dos resultados da  interven&ccedil;&atilde;o (Bauer &amp; Moessner, 2012).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bauer, S., &amp; Moessner, M. (2012). Technology-enhanced monitoring in psychotherapy and e-mental health. <i>Journal of Mental Health, 21</i>,  355-363. doi: 10.3109/09638237.2012.667886&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018597&pid=S0870-8231201600010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bauer, M., Rasgon, N., Grof, P., Gyulai, L., Glenn, T., &amp; Whybrow, P. C. (2005). Does the use of an automated tool for self-reporting mood  by patients with bipolar disorder bias the collected data?. <i>Medscape General Medicine, 7</i>, 21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018598&pid=S0870-8231201600010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Creswell, J. (2007). <i>Qualitative inquiry &amp; research design: Choosing among five approaches </i>(2<Sup>nd </Sup>ed.). Thousand Oaks, CA:  Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018600&pid=S0870-8231201600010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dey, I. (1993). <i>Qualitative data analysis: A user-friendly guide for social scientists</i>. London: Routdlege.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018602&pid=S0870-8231201600010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Feldman, L., Barrett, L., &amp; Barrett, D. (2001). An introduction to computerized experience sampling in psychology. <i>Social Science  Computer Review, 19</i>, 175-185.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018604&pid=S0870-8231201600010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hall, C., Taylor, J., Moldavsky, A., Marriott, M., Pass, S., Newell, K., . . . Hollis, C. (2014). A qualitative process evaluation of electronic  session-by-session outcome measurement in child and adolescent mental health services. <i>BioMed Central Psychiatry, 14</i>, 113. doi:  10.1186/1471-244X-14-113&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018606&pid=S0870-8231201600010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kazdin, A. (1996). Dropping out of child psychotherapy: Issues for research and implications for practice. <i>Clinical Child Psychology and  Psychiatry, 1</i>, 133-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018607&pid=S0870-8231201600010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lambert, M., Hansen, N., &amp; Finch, A. (2001). Patient-focused research: Using patient outcome data to enhance treatment effects. <i>Journal  of Consulting and Clinical Psychology, 69</i>, 159-172. doi: 10.1037//0022-006X.69.2.159&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018609&pid=S0870-8231201600010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Matthews, M., Dohery, G., Sharry, J., &amp; Fitzpatrick, C. (2008). Mobile phone mood charting for adolescents. <i>British Journal of Guidance  &amp; Counselling, 36</i>, 113-129. doi: 0.1080/03069880801926400&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018610&pid=S0870-8231201600010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McAleavey, A., Nordberg, S., Kraus, D., &amp; Gastonguay, L. (2012). Errors in treatment outcome monitoring: Implications for real-world  psychotherapy. <i>Canadian Psychology, 53</i>, 105-114. doi: 10.1037/a0027833&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018611&pid=S0870-8231201600010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Murphy, M. (2003). Computer technology for office-based psychological practice: Applications and factors affecting adoption. <i>Psychology:  Theory, Research, Practice, Training, 40</i>, 10-19. doi: 10.1037/0033-3204.40.1/2.10&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018612&pid=S0870-8231201600010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Newman, M. (2004). Technology in psychotherapy: An introduction. <i>Journal of Clinical Psychology, 60</i>, 141-145. doi: 10.1002/jclp.10240&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018613&pid=S0870-8231201600010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Offer, D., Howard, K., Schonert, K., &amp; Ostrov, E. (1991). To whom do adolescents turn for help?. Differences between disturbed and  non-disturbed adolescents. <i>Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 30</i>, 623-630.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018614&pid=S0870-8231201600010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Preziosa, A., Grassi, A., Gaggioli, A., &amp; Riva, G. (2009). Therapeutic applications of the mobile phone. <i>British Journal of Guidance  &amp; Counselling, 37</i>, 313-325. doi: 10.1080/03069880902957031&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018616&pid=S0870-8231201600010000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Richie, J., &amp; Lewis, J. (Eds.). (2003). <i>Qualitative research practice: A guide for social science students and researchers</i>. London:  Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018617&pid=S0870-8231201600010000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saldana, J. (2009). <i>The coding manual for qualitative researchers</i>. Washington, DC: Sage Publications Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018619&pid=S0870-8231201600010000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saldana, J. (2011). <i>Fundamentals of Qualitative Research</i>. Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018621&pid=S0870-8231201600010000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shiffman, S., Hufford, M., Hickcox, M., Paty, J., &amp; Kassel, J. (1997). Remember that?. A comparison of real time <i>versus</i>  retrospective recall of smoking lapses. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 65</i>, 292-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018623&pid=S0870-8231201600010000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Taube, D. (2013). Portable digital devices: Meeting challenges to psychotherapeutic privacy. <i>Ethics &amp; Behavior, 23</i>, 81-97. doi:  10.1080/10508422.2012.722502&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018625&pid=S0870-8231201600010000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Pedro Dias, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Faculdade de  Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Centro de Estudos em Desenvolvimento Humano, Campus Foz Rua DiogoBotelho, 1327, 4169-005 Porto. E-mail:  <a href="mailto:pdias@porto.ucp.pt">pdias@porto.ucp.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este trabalho enquadra-se num projeto de investiga&ccedil;&atilde;o apoiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a  Tecnologia (ref. EXPL/MHC-PCL/1011/2013)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 31/03/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 08/07/2015</p>      ]]></body><back>
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