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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ambiente familiar e qualidade da vinculação amorosa: Papel mediador da individuação em jovens adultos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The experience established in the family environment is a relevant factor for the development of the individuation process in young adults. The quality of romantic attachment represents, in the light of the ecological perspective, the transition beyond the family environment, constituting a goal in the emotional development of young adults. This research aims to analyze the role of the family environment on the quality of romantic attachment, as well as test the mediational role of the individuation process in the previous association. The sample was composed by 432 young adults, aged between 18 and 30 years. Data collection was done through the Family Environment Scale, the Individuation Test for Emerging Adults and the Romantic Attachment Questionnaire. The results suggest a positive prediction of family environment from the quality of romantic attachment. There was a mediational role of individuation in relation to mother in the association between family environment and the quality of romantic attachment process, however, the same does not occur through the process of individuation in relation to father. Results will be analyzed in the light of attachment theory and the ecological perspective of Bronfenbrenner, to discuss the importance of a healthy family environment in adaptive development of young adults.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ambiente familiar e qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa &ndash; Papel mediador da individua&ccedil;&atilde;o em jovens adultos</b></p>     <p><b>Filipa Correia<sup>1</sup>, Catarina Pinheiro Mota<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro</p>     <p><sup>2</sup>UTAD &ndash; Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro / Centro de Psicologia da Universidade do Porto</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A viv&ecirc;ncia estabelecida no ambiente familiar constitui um fator relevante para o desenvolvimento do processo de  individua&ccedil;&atilde;o nos jovens adultos. A qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa traduz, &agrave; luz da perspetiva ecol&oacute;gica,  a transi&ccedil;&atilde;o al&eacute;m do seio familiar, constituindo um marco no desenvolvimento afetivo dos jovens adultos. A presente  investiga&ccedil;&atilde;o tem como objetivo analisar o papel do ambiente familiar na qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa, bem como  testar o papel mediador do processo de individua&ccedil;&atilde;o na associa&ccedil;&atilde;o anterior. A amostra &eacute; constitu&iacute;da por  432 jovens adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos. Para a recolha de dados recorreu-se &agrave; <i>Family Environment  Scale</i>, o <i>Individuation Test for Emerging Adults</i> e o Question&aacute;rio de Vincula&ccedil;&atilde;o Amorosa. Os resultados apontam para  uma predi&ccedil;&atilde;o positiva do ambiente familiar face &agrave; qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. Verifica-se o papel mediador  do processo de individua&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e na associa&ccedil;&atilde;o entre o ambiente familiar e a qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa, no entanto, o mesmo n&atilde;o acontece atrav&eacute;s do processo de individua&ccedil;&atilde;o ao pai. Os  resultados ser&atilde;o analisados &agrave; luz da teoria da vincula&ccedil;&atilde;o e da perspetiva ecol&oacute;gica de Bronfenbrenner, no  sentido de discutir a import&acirc;ncia do ambiente familiar saud&aacute;vel no desenvolvimento adaptativo dos jovens adultos.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Ambiente familiar, Individua&ccedil;&atilde;o, Vincula&ccedil;&atilde;o amorosa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The experience established in the family environment is a relevant factor for the development of the individuation process in young adults.  The quality of romantic attachment represents, in the light of the ecological perspective, the transition beyond the family environment,  constituting a goal in the emotional development of young adults. This research aims to analyze the role of the family environment on the quality  of romantic attachment, as well as test the mediational role of the individuation process in the previous association. The sample was composed by  432 young adults, aged between 18 and 30 years. Data collection was done through the Family Environment Scale, the Individuation Test for Emerging  Adults and the Romantic Attachment Questionnaire. The results suggest a positive prediction of family environment from the quality of romantic  attachment. There was a mediational role of individuation in relation to mother in the association between family environment and the quality of  romantic attachment process, however, the same does not occur through the process of individuation in relation to father. Results will be analyzed  in the light of attachment theory and the ecological perspective of Bronfenbrenner, to discuss the importance of a healthy family environment in  adaptive development of young adults.</p>     <p><b>Key words</b>: Family environment, Individuation, Romantic attachment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Numa perspetiva mais recente, a designa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;adultos emergentes&rdquo; refere-se &agrave;s mudan&ccedil;as sociais,  econ&oacute;micas e demogr&aacute;ficas que conceptualizam a sociedade contempor&acirc;nea (Arnett, 2006). Segundo Arnett (2006, 2007), fatores  como o maior investimento na vida profissional, mercado laboral, forma&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia e o contacto com outras viv&ecirc;ncias  sociais e culturais, parecem adiar o conceito de entrada na adult&iacute;cia. A transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta torna-se mais extensa e  inst&aacute;vel pelas novas experi&ecirc;ncias e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, o que destaca altera&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento  pessoal e consequentemente um adiamento da totalidade do processo de autonomia e de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o dos jovens  (C&ocirc;t&eacute; &amp; Bynner, 2008). Arnett (2006) designa a idade adulta emergente como um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o em que o  indiv&iacute;duo det&eacute;m e assume responsabilidades pelas suas decis&otilde;es, revelando, desta forma, uma maior independ&ecirc;ncia das  figuras parentais e, portanto, &eacute; neste sentido que se diferencia da adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>A individua&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo que denota a separa&ccedil;&atilde;o emocional da liga&ccedil;&atilde;o aos pais sob forma de  alcan&ccedil;ar a autonomia e independ&ecirc;ncia (Fleming, 2005). A qualidade das rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com as figuras parentais  promove condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis ao desenvolvimento, pautado de seguran&ccedil;a e equil&iacute;brio, no que diz respeito &agrave;  autonomia e estrutura&ccedil;&atilde;o da identidade (Fleming, 2005). Surge associado &agrave; adolesc&ecirc;ncia, o conceito de segunda  individua&ccedil;&atilde;o (Blos, 1967), no sentido de corresponder a uma fase onde o adolescente se come&ccedil;a a autonomizar e a separar dos  pais, focalizando as suas rela&ccedil;&otilde;es objetais em dire&ccedil;&atilde;o ao grupo de pares e par amoroso. Este processo estende-se ao  in&iacute;cio da vida adulta, n&atilde;o s&oacute; pela depend&ecirc;ncia funcional e financeira dos pais, mas tamb&eacute;m pela depend&ecirc;ncia  e suporte emocional (Arnett, 2006). Neste seguimento, e apesar do in&iacute;cio da vida adulta n&atilde;o refletir a conclus&atilde;o do processo  de individua&ccedil;&atilde;o, &eacute; na idade adulta emergente que se come&ccedil;a a caminhar para uma maior independ&ecirc;ncia, autonomia,  progress&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o da identidade, bem como uma rela&ccedil;&atilde;o de respeito e  coopera&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua com os pais (Buhl, 2008; Koepke &amp; Denissen, 2012; Scabini, 2000). Assim, destaca-se a relev&acirc;ncia da  separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o perante, n&atilde;o s&oacute; a qualidade dos la&ccedil;os afetivos estabelecidos com as figuras  parentais, mas tamb&eacute;m da rela&ccedil;&atilde;o amorosa. De acordo com a perspetiva de Komidar, Zupan&#269;i&#269;, So&#269;an e Puklek  Levpu&scaron;&#269;ek (2014), destacam-se certos dom&iacute;nios da individua&ccedil;&atilde;o na idade adulta emergente como a procura de suporte  e apoio emocional dos pais, bem como a liga&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a aos pais. S&atilde;o, de igual modo, contemplados dom&iacute;nios  como a perce&ccedil;&atilde;o dos pais como intrusivos, preocupados e controladores das escolhas pessoais, o medo de n&atilde;o corresponder  &agrave;s expectativas dos pais e a autoconfian&ccedil;a para gerir as decis&otilde;es e os problemas.</p>     <p>Considerando a perspetiva do crescimento pessoal aliada ao ambiente relacional, torna-se pertinente referenciar a liga&ccedil;&atilde;o das  viv&ecirc;ncias afetivas da inf&acirc;ncia nas experi&ecirc;ncias na vida adulta. De acordo com Bowlby (1982), a qualidade das  rela&ccedil;&otilde;es com as figuras significativas constituem um papel preponderante no desenvolvimento emocional e afetivo da crian&ccedil;a.  Neste sentido, a vincula&ccedil;&atilde;o (Ainsworth &amp; Bowlby, 1991; Bowlby, 1988) &eacute; entendida por um conjunto de comportamentos  apresentados pela crian&ccedil;a que se caracteriza pela busca de proximidade e liga&ccedil;&atilde;o afetiva com as figuras cuidadoras e,  posteriormente, pela explora&ccedil;&atilde;o segura e confiante do ambiente e das suas rela&ccedil;&otilde;es. Assim, o desenvolvimento,  forma&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es internas, nos primeiros anos de vida de um individuo, podem  associar-se &agrave; capacidade de se conhecer a si mesmo e de explorar o mundo e o outro, bem como a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o face  &agrave;s adversidades da vida. Isto s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel, uma vez que o indiv&iacute;duo desenvolve modelos internos din&acirc;micos  que lhe permitem perceber o ambiente externo, bem como as suas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es (Bowlby, 1988), funcionando como esquemas na  interpreta&ccedil;&atilde;o de si e do seu comportamento (Holmes, 1993). O desenvolvimento dos modelos internos din&acirc;micos n&atilde;o &eacute;  est&aacute;tico na vida do indiv&iacute;duo, facultando, ao longo do seu desenvolvimento, uma explora&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o e  reorganiza&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> e do seu ambiente circundante (Bowlby, 1988). Estes contextos relacionais dar&atilde;o suporte &agrave;  organiza&ccedil;&atilde;o de modelos de funcionamento psicol&oacute;gico e a estilos de regula&ccedil;&atilde;o emocional, podendo apresentar  implica&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento da personalidade (Ainsworth &amp; Bowlby, 1991; Bowlby, 1988). Para Bretherton (1992) a  seguran&ccedil;a e disponibilidade da figura de significativa de afeto relaciona-se com o indiv&iacute;duo seguro de si e do seu meio. A  fun&ccedil;&atilde;o de base segura da figura de vincula&ccedil;&atilde;o parece ser facilitada quando o indiv&iacute;duo a percebe como  dispon&iacute;vel face &agrave;s adversidades externas, aos obst&aacute;culos e dificuldades da sua vida (Dykas, Woodhouse, Cassidy, &amp; Waters,  2006; Kobak, 2002). Na sua conce&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento entre o indiv&iacute;duo e o seu meio, Bronfenbrenner (1999), teoriza a  influ&ecirc;ncia e intera&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca entre o ambiente circundante e o indiv&iacute;duo. &Eacute; no contexto familiar que o  indiv&iacute;duo adquire condi&ccedil;&otilde;es para se desenvolver e se relacionar atrav&eacute;s do suporte afetivo e emocional e, &eacute; no  interior da fam&iacute;lia, que o indiv&iacute;duo se constr&oacute;i e transforma (Dessen &amp; Polonia, 2007; Pratta &amp; Santos, 2007).</p>     <p>A compreens&atilde;o e perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente familiar com a dimens&atilde;o relacional pautada de compromisso, coes&atilde;o e  expressividade, entre os elementos da fam&iacute;lia, refletem sentimentos positivos e respostas de compet&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o  &agrave;s diferentes etapas do desenvolvimento pessoal (Moos, 1990). Todas as experi&ecirc;ncias familiares, sejam elas as presentes ou passadas,  relacionam-se com a auto perce&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo na idade adulta (Parra, Oliva, &amp; Reina, 2013) e, de acordo com diversos  estudos, um ambiente familiar pautado por uma realidade abusiva e conflituosa compromete o desenvolvimento psicoafectivo (e.g., Galea, 2010;  Larkin, Frazer, &amp; Wheat, 2011; Saucier, Wilson, &amp; Warka, 2007). Deste modo, importa real&ccedil;ar, que as condi&ccedil;&otilde;es  subjacentes &agrave; din&acirc;mica familiar, nos primeiros anos de vida, desempenham um papel fundamental na seguran&ccedil;a emocional e  f&iacute;sica (Galea, 2010). Esta quest&atilde;o parece sugerir permite um desenvolvimento saud&aacute;vel, pautado por uma progressiva maturidade  emocional (Galea, 2010) e uma perce&ccedil;&atilde;o na idade adulta de pais pr&oacute;ximos e compreensivos (Zupan&#269;i&#269; &amp;  Kav&#269;i&#269;, 2014). A proximidade estabelecida com as figuras compreendidas no meio favorece a autoconfian&ccedil;a e independ&ecirc;ncia ao  longo das fases desenvolvimentais (Fowler, 1982).</p>     <p>Por conseguinte, Buhl (2008) destaca que as rela&ccedil;&otilde;es com as distintas figuras, como os pais e par amoroso, assumem  import&acirc;ncia no processo de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o, pela liga&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncia,  aceita&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o, independ&ecirc;ncia e crescimento pessoal. Assim, depreende-se que, para al&eacute;m da  import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o com as figuras parentais na autonomia e independ&ecirc;ncia emocional, tamb&eacute;m as  rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas contribuem para um n&iacute;vel adequado do processo de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o  (Mattanah, Hancock, &amp; Brand, 2004; Mota &amp; Rocha, 2012; Saraiva &amp; Matos, 2012). A rela&ccedil;&atilde;o amorosa pode refletir um papel  importante ao n&iacute;vel do desenvolvimento psicoafectivo dos jovens adultos, pela necessidade de conhecer, explorar e investir em novas  rela&ccedil;&otilde;es, contribuindo para a sua autonomiza&ccedil;&atilde;o (Meeus, Iedema, Maassen, &amp; Engels, 2005). Desta feita, a qualidade  das rela&ccedil;&otilde;es com as figuras prim&aacute;rias de afeto pode contribuir para o crescimento pessoal, autoconfian&ccedil;a,  valoriza&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia no estabelecimento de novas rela&ccedil;&otilde;es  (Assun&ccedil;&atilde;o &amp; Matos, 2010; Lansu &amp; Cillessen, 2012; Matos, Barbosa, &amp; Costa, 2001; Mikulincer &amp; Shaver, 2007; Ng &amp;  Smith, 2006; Shaver &amp; Mikulincer, 2002). Alguns estudos apontam para o facto de que, a forma como as rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas se  desenvolvem relaciona-se com o processo de identidade pessoal do jovem e com a componente relacional com os demais, como a fam&iacute;lia e os  pares (e.g., Collins &amp; Feeney, 2000; Collins, Welsh, &amp; Furman, 2009; Creasey &amp; Ladd, 2005).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face ao exposto, sugere-se que a perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente familiar coeso, expressivo e de baixo conflito contribua para a qualidade  das rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas e para um processo de individua&ccedil;&atilde;o bem conseguido na jovem adult&iacute;cia. Como tal,  torna-se relevante investigar estas vari&aacute;veis em adultos emergentes, de forma a contribuir para o conhecimento de conceitos em destaque na  comunidade cient&iacute;fica, assim como focalizar a import&acirc;ncia das din&acirc;micas relacionais no desenvolvimento pessoal e adaptativo dos  jovens adultos.</p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o tem como principal objetivo analisar o efeito do ambiente familiar (coes&atilde;o, expressividade e  conflito) na qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa e processo de individua&ccedil;&atilde;o em jovens adultos, assim como testar o papel  mediador do processo de individua&ccedil;&atilde;o na associa&ccedil;&atilde;o entre o ambiente familiar e a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o  amorosa.</p>     <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o os objetivos do presente estudo, algumas hip&oacute;teses s&atilde;o apontadas. Nesta medida, aguarda-se que  as dimens&otilde;es do ambiente familiar, da qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa e do processo de individua&ccedil;&atilde;o se  correlacionem significativamente. Espera-se, tamb&eacute;m, perce&ccedil;&otilde;es do ambiente familiar positivo pautado por coes&atilde;o,  expressividade e menor conflito predigam significativamente a qualidade nas rela&ccedil;&otilde;es amorosas. Por &uacute;ltimo, espera-se que o  processo de individua&ccedil;&atilde;o exer&ccedil;a um papel mediador na associa&ccedil;&atilde;o entre o ambiente familiar e a qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>No estudo participaram 432 jovens adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos (<i>M</i>=20.77; <i>DP</i>=2.96), sendo 358 (82.9%)  do sexo feminino e 74 (17.1%) do sexo masculino. No que concerne &agrave; profiss&atilde;o, 399 (92.4%) s&atilde;o estudantes e 33 (7.6%)  desenvolvem uma atividade laboral. No diz respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es amorosas dos jovens adultos em estudo, 252 (58.3%) t&ecirc;m  atualmente um relacionamento amoroso, com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 2 anos e 9 meses (<i>M</i>=2.9; <i>DP</i>=2.36), 152 (35.2%)  j&aacute; tiveram uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa, com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 1 ano e 4 meses (<i>M</i>=1.4; <i>DP</i>=.87),  22 (5.1%) nunca tiveram algum tipo de relacionamento e 6 (1.4%) mant&ecirc;m um relacionamento amoroso mas sem compromisso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Question&aacute;rio S&oacute;cio Demogr&aacute;fico foi desenvolvido com o sentido de aceder a algumas informa&ccedil;&otilde;es ou  caracter&iacute;sticas importantes acerca dos jovens adultos, designadamente a idade, o sexo, a profiss&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o  amorosa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Family Environment Scale</i> (FES) (Moos &amp; Moos, 1986) adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Matos e Fontaine em 1992,  visa medir as perce&ccedil;&otilde;es pessoais das dimens&otilde;es do contexto psicossocial da fam&iacute;lia. Na presente  investiga&ccedil;&atilde;o, foi usada apenas a dimens&atilde;o da Rela&ccedil;&atilde;o composta por tr&ecirc;s componentes: <i>coes&atilde;o</i>  com 9 itens (e.g., &ldquo;na minha fam&iacute;lia ajudamo-nos uns aos outros&rdquo;), <i>expressividade</i> com 9 itens (e.g., &ldquo;em casa  podemos falar de tudo o que queremos&rdquo;) e <i>conflito </i>com 9 itens (e.g., &ldquo;na minha fam&iacute;lia zangamo-nos muitas vezes&rdquo;),  perfazendo um total de 27 itens. O tipo de resposta &eacute; do tipo <i>Likert</i>, com valores a oscilar entre 1 (Discordo sempre) e 6 (Concordo  sempre). No presente estudo, a an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna revelou valores de <i>alfa de Cronbach</i> para as sub  dimens&otilde;es: coes&atilde;o &alpha;=.89; expressividade &alpha;=.65; conflito &alpha;=.71. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria  demonstrou um ajustamento adequado (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(21)</Sub>=96.23, <i>p</i>=.001, <i>Ratio</i>=4.58, CFI=.96, SRMR=.05,  RMSEA=.09).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Individuation Test for Emerging Adults</i> (ITEA) (Komidar, Zupan&#269;i&#269;, So&#269;an, &amp; Puklek Levpu&scaron;&#269;ek, 2013) que  &eacute; constitu&iacute;do por 36 itens distribu&iacute;dos conforme as 5 dimens&otilde;es avaliadas para o pai e a m&atilde;e separadamente:  <i>suporte de Si</i> (procura de suporte e apoio emocional dos pais), com 6 itens (e.g., &ldquo;Quando eu estou com problemas nas minhas  rela&ccedil;&otilde;es pessoais eu pe&ccedil;o-lhe conselhos&rdquo;); <i>liga&ccedil;&atilde;o</i> (liga&ccedil;&atilde;o e confian&ccedil;a aos  pais), com 6 itens (e.g., &ldquo;Ele(a) respeita as minhas vontades&rdquo;); <i>intrusividade</i> (perce&ccedil;&atilde;o dos pais como intrusivos,  preocupados e controladores quanto &agrave;s suas escolhas pessoais), com 8 itens (e.g., &ldquo;Eu acho que ele(a) quer saber demasiado  sobre mim&rdquo;); <i>autoconfian&ccedil;a</i> (autoconfian&ccedil;a para gerir as suas decis&otilde;es e os problemas), com 8 itens (e.g.,  &ldquo;Eu tomo decis&otilde;es sobre a minha carreira, independentemente da opini&atilde;o dele(a)&rdquo;) e <i>medo de desapontar os pais</i>  (medo de n&atilde;o corresponder &agrave;s expectativas dos pais), com 8 itens (e.g., &ldquo;Quando eu fa&ccedil;o algo de errado, preocupo-me com  a rea&ccedil;&atilde;o dele(a)&rdquo;). O tipo de resposta &eacute; feito numa escala do tipo <i>Likert</i> de 5 pontos, que oscila entre 1 e 5, em  que 1 corresponde a &ldquo;completamente falso&rdquo; e 5 a &ldquo;completamente verdadeiro&rdquo;. No presente estudo a an&aacute;lise da  consist&ecirc;ncia interna revelou valores de <i>alfa de Cronbach</i> para a m&atilde;e e pai, respetivamente: suporte de si &alpha;=.84/.85;  liga&ccedil;&atilde;o &alpha;=.85/.88; intrusividade &alpha;=.84/.82; autoconfian&ccedil;a &alpha;=.82/.83; medo de desapontar os pais  &alpha;=.77/.84. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria demonstrou um ajustamento adequado, respetivamente, para a m&atilde;e e pai  (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(80)</Sub>=232.84, <i>p</i>=.001, <i>Ratio</i>=2.91, CFI=.95, SRMR=.06, RMSEA=.07;  <i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(80)</Sub>=241.36, <i>p</i>=.001, <i>Ratio</i>=3.02, CFI=.95, SRMR=.06, RMSEA=.07).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Question&aacute;rio de Vincula&ccedil;&atilde;o Amorosa </i>(QVA) (Matos, Barbosa, &amp; Costa, 2001) na sua vers&atilde;o reduzida,  distribu&iacute;dos por 25 itens organizados em quatro dimens&otilde;es: <i>confian&ccedil;a</i>, com 6 itens (e.g., &ldquo;O(a) meu namorado(a)  respeita os meus sentimentos&rdquo;); <i>depend&ecirc;ncia</i>, com 6 itens (e.g., &ldquo;Fico muito nervoso(a) se n&atilde;o consigo encontrar  a(o) minha(meu) namorada(o) quando preciso dela(e)&rdquo;); <i>evitamento</i>, com 6 itens (e.g., &ldquo;O apoio dela(e) n&atilde;o &eacute;  importante para mim. Sei que sou capaz de resolver as coisas sozinho(a)&rdquo;) e <i>ambival&ecirc;ncia</i>, com 7 itens (e.g., &ldquo;Gostava de  ser a pessoa mais importante para ela(e) mas n&atilde;o estou certo(a) de que assim seja&rdquo;). A resposta &eacute; feita numa escala do tipo  <i>Likert</i> de 6 pontos, que varia de 1 &ldquo;Discordo Totalmente&rdquo; a 6 &ldquo;Concordo Totalmente&rdquo;. No presente estudo, a  an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna revelou valores de <i>alfa de Cronbach</i> para as dimens&otilde;es: confian&ccedil;a &alpha;=.88;  depend&ecirc;ncia &alpha;=.79; evitamento &alpha;=.81; ambival&ecirc;ncia &alpha;=.83. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria evidenciou um  ajustamento adequado (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(45)</Sub>=175.83, <i>p</i>=.001, <i>Ratio</i>=3.82, CFI=.95, SRMR=.06, RMSEA=.08).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; de natureza transversal, com uma recolha da amostra realizada em apenas um momento.  Posteriormente &agrave; autoriza&ccedil;&atilde;o para a utiliza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos aos respetivos autores originais, procedeu-se  &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o do protocolo. Realizou-se uma reflex&atilde;o falada com 10 indiv&iacute;duos com idades entre os 18 e os 30  anos, de forma a conferir o aspeto formal e sem&acirc;ntico do protocolo, bem como o tempo necess&aacute;rio para o seu preenchimento. Neste  sentido, e ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do conselho de &eacute;tica da institui&ccedil;&atilde;o onde se desenvolveu o presente estudo, a  recolha da amostra foi realizada de forma aleat&oacute;ria na popula&ccedil;&atilde;o em geral da regi&atilde;o norte do pa&iacute;s, sendo que na  sua maioria participaram jovens de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Aquando da aplica&ccedil;&atilde;o dos  question&aacute;rios de autorrelato, na presen&ccedil;a do investigador principal, foram apresentados os objetivos gerais do estudo e prestados os  necess&aacute;rios esclarecimentos. Este estudo baseou-se nos prop&oacute;sitos &eacute;ticos e deontol&oacute;gicos em que foram contempladas  quest&otilde;es como a confidencialidade, voluntariedade e anonimato dos dados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Estrat&eacute;gia de an&aacute;lise de dados</i></p>     <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada no programa estat&iacute;stico <i>Statistical Package for the Social Sciencies</i> (SPSS) vers&atilde;o  20. Primeiramente, foi efetuada a limpeza da amostra, pela retirada de sujeitos com mais de 10% de <i>missings</i> e retirados os <i>outliers</i>.  Quanto &agrave; estat&iacute;stica descritiva, foi testada a normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o dos dados com o recurso &agrave;s medidas de  assimetria (<i>skewness</i>) e achatamento (<i>kurtosis</i>), sendo assumido a normalidade quando os valores absolutos destes coeficientes se  encontram no intervalo -1 e 1 (Dancey &amp; Reidy, 2006; Maroco, 2003). No seguimento, recorreu-se ao Teste de <i>Kolmogorov-Smirnov</i> para  testar a normalidade da amostra e o Teste de <i>Levene</i> para testar a homogeneidade de vari&acirc;ncias (Maroco, 2003), bem como os  gr&aacute;ficos de Histogramas, <i>Q-Q Plots, Scatterplots </i>e <i>Boxplots </i>uma vez que os mesmos providenciam informa&ccedil;&atilde;o acerca  da distribui&ccedil;&atilde;o dos dados (Pallant, 2001). De referir que a distribui&ccedil;&atilde;o da m&eacute;dia amostral &eacute; normal, na  medida em que, adicionalmente aos valores obtidos nas an&aacute;lises anteriores, quanto maior a amostra (superior a 30) maior a probabilidade de  ser normal independentemente da sua distribui&ccedil;&atilde;o (Maroco, 2003). Foram realizadas as an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias  dos instrumentos (com recurso ao programa EQS, vers&atilde;o 6.1) e posteriormente an&aacute;lises de correla&ccedil;&atilde;o. Foram realizadas  an&aacute;lises com recurso a modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais (programa EQS, vers&atilde;o 6.1), recorrendo ao teste de Sobel (Baron  &amp; Kenny, 1986; Bentler, 2006; Bollen, 1986).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram analisadas as correla&ccedil;&otilde;es entre o <i>ambiente familiar</i>, <i>qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i> e  <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o</i> verificando-se, a presen&ccedil;a de correla&ccedil;&otilde;es significativas (<i>p</i>&lt;.05) entre  as vari&aacute;veis em estudo (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Tal como esperado, constata-se que um ambiente familiar denotado de  <i>coes&atilde;o</i> e <i>expressividade</i> apresentam correla&ccedil;&otilde;es significativas positivas de magnitude baixa com a  <i>confian&ccedil;a</i> na rela&ccedil;&atilde;o amorosa (<i>r</i>=.19 at&eacute; <i>r</i>=.24). Os resultados apontam ainda para uma  associa&ccedil;&atilde;o significativa de um ambiente familiar pautado de <i>coes&atilde;o e expressividade</i> e o <i>suporte de si</i>,  <i>liga&ccedil;&atilde;o</i> e o <i>medo de desapontar</i> em rela&ccedil;&atilde;o a <i>ambas as figuras parentais</i>, revelando valores  positivos de magnitude baixa a elevada (<i>r</i>=.14 at&eacute; <i>r</i>=.62). Identificam-se correla&ccedil;&otilde;es significativas positivas  de magnitude baixa da perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente familiar <i>conflituoso</i> e o <i>evitamento</i> e <i>ambival&ecirc;ncia</i> na  rela&ccedil;&atilde;o amorosa, assim como, com a <i>intrusividade</i> e <i>autoconfian&ccedil;a</i> em <i>rela&ccedil;&atilde;o</i> &agrave;  <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i> (<i>r</i>=.12 at&eacute; <i>r</i>=.25). Denotam-se, igualmente, correla&ccedil;&otilde;es significativas  positivas de magnitude baixa entre a <i>confian&ccedil;a</i> no relacionamento amoroso e <i>suporte de si</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao  <i>pai</i>, <i>liga&ccedil;&atilde;o</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i> e <i>medo de desapontar </i>a <i>m&atilde;e</i> e o <i>pai</i>  (<i>r</i>=.12 at&eacute; <i>r</i>=.22). Os resultados aludem para uma associa&ccedil;&atilde;o positiva e significativa de magnitude baixa da  <i>depend&ecirc;ncia</i> ao par amoroso e o <i>suporte de si &agrave; m&atilde;e</i> e o <i>medo de despontar</i> a <i>m&atilde;e</i> e o  <i>pai</i> (<i>r</i>=.14 at&eacute; <i>r</i>=.16). Destacam-se ainda as correla&ccedil;&otilde;es significativas positivas do <i>evitamento</i> e  <i>ambival&ecirc;ncia</i> na rela&ccedil;&atilde;o amorosa e a <i>autoconfian&ccedil;a</i> e <i>intrusividade</i>, em rela&ccedil;&atilde;o a  <i>ambas as figuras parentais</i>, com uma magnitude no n&iacute;vel baixo a moderado (<i>r</i>=.18 at&eacute; <i>r</i>=.32).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a02t1.jpg" width="575" height="272"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De ressaltar que a <i>coes&atilde;o</i> e <i>expressividade</i> percecionadas no ambiente familiar apresentam correla&ccedil;&otilde;es  significativas negativas de magnitude baixa com o <i>evitamento</i> e <i>ambival&ecirc;ncia </i>no relacionamento amoroso (<i>r</i>=-.14 at&eacute;  <i>r</i>=-.26), tal como, com a <i>autoconfian&ccedil;a</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i> e, <i>intrusividade</i> &agrave;  <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i> (<i>r</i>=-.12 at&eacute; <i>r</i>=-.29). Verifica-se que o <i>conflito</i> percecionado no ambiente familiar  alude a uma associa&ccedil;&atilde;o negativa de magnitude baixa com a <i>confian&ccedil;a</i> no par rom&acirc;ntico (<i>r</i>=-.13).  Reconhecem-se, ainda, associa&ccedil;&otilde;es entre o <i>conflito</i> e o <i>suporte de si</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i> e a  <i>liga&ccedil;&atilde;o</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i>, manifestando valores negativos de magnitude baixa a moderada  (<i>r</i>=-.17 at&eacute; <i>r</i>=-.45). Os resultados apontam, ainda, para uma correla&ccedil;&atilde;o negativa e significativa de magnitude  baixa da <i>confian&ccedil;a</i> no parceiro amoroso e a <i>intrusividade</i> e <i>autoconfian&ccedil;a</i>, tanto &agrave; <i>m&atilde;e</i>, como  ao <i>pai </i>(<i>r</i>=-.16 at&eacute; <i>r</i>=-.23). S&atilde;o percebidas correla&ccedil;&otilde;es significativas negativas, de magnitude  baixa, da <i>depend&ecirc;ncia</i> ao par amoroso e a <i>autoconfian&ccedil;a</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao <i>pai</i> (<i>r</i>=-.13  at&eacute; <i>r</i>=-.14). Evidencia-se, ainda, que as associa&ccedil;&otilde;es entre o <i>evitamento</i> na rela&ccedil;&atilde;o amorosa e o  <i>suporte de si</i> ao <i>pai</i> e &agrave; <i>m&atilde;e</i> e, a <i>liga&ccedil;&atilde;o</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i>, apresentam valores  negativos de magnitude baixa (<i>r</i>=-.17 at&eacute; <i>r</i>=-.22). Por &uacute;ltimo, observam-se correla&ccedil;&otilde;es significativas  negativas de magnitude baixa entre a <i>ambival&ecirc;ncia</i> ao par amoroso e a <i>liga&ccedil;&atilde;o</i> &agrave; <i>m&atilde;e</i> e ao  <i>pai</i> e o <i>suporte de si</i> ao <i>pai</i> (<i>r</i>=-.12 at&eacute; <i>r</i>=-.13).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise de modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais permitiu observar um efeito inicial do <i>ambiente familiar</i> na  <i>qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i>, assinalando um valor significativo (<i>p</i>&lt;.05) (<i>&beta;</i>=.28). A an&aacute;lise do  papel mediador do processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e, foi realizada, tendo em conta, de acordo com  o teste de Sobel, todas as rela&ccedil;&otilde;es exequ&iacute;veis entre as vari&aacute;veis, ou seja, as dimens&otilde;es que definem o ambiente  familiar (coes&atilde;o, expressividade e conflito) como preditoras, quer do processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; m&atilde;e (suporte de si &agrave; m&atilde;e, liga&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e medo de desapontar a m&atilde;e), quer da  qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa (confian&ccedil;a, depend&ecirc;ncia, evitamento e ambival&ecirc;ncia). Desta forma, verificou-se que  o <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e</i> foi igualmente preditor da <i>qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o  amorosa</i>, em simult&acirc;neo, com a equa&ccedil;&atilde;o anterior. Neste sentido, averiguou-se que o <i>ambiente familiar</i> prediz  positivamente o <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e</i> (<i>&beta;</i>=.47), tal como, se  verifica um efeito positivo do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e</i> na <i>qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i> (<i>&beta;</i>=.23). Continuamente, no passo final do teste de Sobel, quando se introduziu a vari&aacute;vel  mediadora do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e</i>, observou-se que o efeito direto do  <i>ambiente familiar</i> sobre a <i>qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i> (<i>&beta;</i>=.28) diminuiu (<i>&beta;</i>=.21),  denotando-se assim uma media&ccedil;&atilde;o parcial atrav&eacute;s do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e </i>(teste de  Sobel <i>z</i>=3.77, <i>SE</i>=.05, <i>p</i>&lt;.001, <i>&beta;</i>=.06) (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Ressalva-se, ainda, que o papel do ambiente  familiar continua a ser de relev&acirc;ncia para a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. &Eacute; de notar que os &iacute;ndices de  ajustamento apresentaram-se adequados (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(30)</Sub>=112.33, <i>p</i>=.001, <i>Ratio</i>=3.74, CFI=.95, SRMR=.06,  RMSEA=.08) (Baron &amp; Kenny, 1986; Bentler, 2006; Bollen, 1986) (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a02t2.jpg" width="575" height="94"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a02f1.jpg" width="575" height="359"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que concerne &agrave; testagem do papel mediador do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai</i>, a  an&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais permitiu observar um efeito inicial do <i>ambiente familiar</i> na <i>qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i>, assinalando um valor significativo (<i>&beta;</i>=.25). A an&aacute;lise do papel mediador do processo de  individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; figura paterna, disp&ocirc;s de todas as rela&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis entre  as vari&aacute;veis, isto &eacute;, as dimens&otilde;es que definem o ambiente familiar (coes&atilde;o, expressividade e conflito), como  preditoras, quer do processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai (suporte de si ao pai, liga&ccedil;&atilde;o ao pai,  autoconfian&ccedil;a ao pai e medo de desapontar os pais), e ainda da qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa (confian&ccedil;a,  depend&ecirc;ncia e evitamento). Neste sentido, constatou-se que o <i>ambiente familiar</i> prediz positivamente o <i>processo de  individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai</i> (<i>&beta;</i>=.69), verificando-se ainda um efeito positivo do <i>processo de  individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai</i> na <i>qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i> (<i>&beta;</i>=.22).  Continuamente, no passo final do teste de Sobel, quando se introduziu a vari&aacute;vel mediadora do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em  rela&ccedil;&atilde;o ao pai</i> no modelo geral observou-se que o efeito direto do <i>ambiente familiar</i> sobre a <i>qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i> (<i>&beta;</i>=.25) diminuiu ligeiramente (<i>&beta;</i>=.24), todavia n&atilde;o se verificou a  media&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai</i>, na medida em que deixou de  haver signific&acirc;ncia da predi&ccedil;&atilde;o da individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai, na qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. A par disto, verificou-se que a an&aacute;lise da decomposi&ccedil;&atilde;o de efeitos n&atilde;o revelou  valores significativos para os efeitos indiretos do <i>ambiente familiar</i> na <i>qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i>, pelo que a  individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao pai n&atilde;o exerce um papel significativo nesta associa&ccedil;&atilde;o. Assim,  denota-se que a liga&ccedil;&atilde;o do <i>ambiente familiar</i> para o <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao  pai</i> n&atilde;o perdeu a signific&acirc;ncia (<i>&beta;</i>=.24), todavia, n&atilde;o se constatou signific&acirc;ncia na predi&ccedil;&atilde;o  da liga&ccedil;&atilde;o do <i>processo de individua&ccedil;&atilde;o ao pai</i> para a <i>vincula&ccedil;&atilde;o amorosa</i> (<i>&beta;</i>=.05)  (Teste de Sobel <i>z</i>=3.49, <i>SE</i>=.05, <i>p</i>&lt;.001, <i>&beta;</i>=.03 &ndash; <i>n.s.</i>) (<a href="#t3">Tabela 3</a>). &Eacute; de  referir que os &iacute;ndices de ajustamento apresentaram-se adequados (<i>&chi;<Sup>2</i></Sup><Sub>(32)</Sub>=133.3, <i>p</i>=.001,  <i>Ratio</i>=4.17, CFI=.94, SRMR=.06, RMSEA=.09) (Baron &amp; Kenny, 1986; Bentler, 2006; Bollen, 1986) (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a02t3.jpg" width="575" height="153"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a02f2.jpg" width="576" height="386"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o tem como principal objetivo analisar o efeito do ambiente familiar na qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa em jovens adultos, assim como testar o papel mediador do processo de individua&ccedil;&atilde;o na  associa&ccedil;&atilde;o anterior.</p>     <p>Deste modo, o presente estudo sugere, tal como seria de esperar, a presen&ccedil;a de associa&ccedil;&otilde;es significativas entre o ambiente  familiar, a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa e o processo de individua&ccedil;&atilde;o em jovens adultos.</p>     <p>Assim, e como seria expect&aacute;vel, os resultados mostraram que a coes&atilde;o e expressividade experienciadas no ambiente familiar se  associam positivamente com a confian&ccedil;a no par amoroso e, negativamente, com o evitamento e ambival&ecirc;ncia no relacionamento amoroso. Por  outro lado, a perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente familiar conflituoso associa-se positivamente com evitamento e ambival&ecirc;ncia na  rela&ccedil;&atilde;o amorosa, e, negativamente, com a confian&ccedil;a no par rom&acirc;ntico. Desta forma, constatou-se que a  perce&ccedil;&atilde;o positiva do jovem adulto acerca do ambiente familiar facilita a presen&ccedil;a de sentimentos de confian&ccedil;a no par  rom&acirc;ntico, o que propiciam uma maior qualidade na vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. De acordo com Buhl (2008), o tipo de envolvimento amoroso  est&aacute; associado ao modo como o indiv&iacute;duo perceciona o seu ambiente. J&aacute; a exist&ecirc;ncia de um contexto familiar com um maior  grau de conflito poder&aacute; acarretar comportamentos inseguros nas rela&ccedil;&otilde;es rom&acirc;nticas. A seguran&ccedil;a apreendida pelo  sujeito a partir do contexto que o rodeia relaciona-se com a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o &agrave;s figuras significativas, quer sejam os  pais ou o par amoroso (Bowlby, 1988; Shaver &amp; Mikulincer, 2002).</p>     <p>Foi ainda poss&iacute;vel verificar, tal como seria de esperar, que a coes&atilde;o e expressividade experienciadas no ambiente familiar se  associam positivamente com as vari&aacute;veis suporte de si e liga&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a ambas as figuras parentais e,  negativamente, com a vari&aacute;vel intrusividade &agrave; m&atilde;e e ao pai. De referir os resultados n&atilde;o esperados como a  associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente familiar coeso e expressivo com a vari&aacute;vel medo de  desapontar ambas as figuras parentais, bem como a associa&ccedil;&atilde;o negativa com a vari&aacute;vel autoconfian&ccedil;a &agrave; m&atilde;e  e ao pai. Por sua vez, e como seria de esperar, a perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente familiar conflituoso associa-se positivamente com a  vari&aacute;vel intrusividade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e ao pai e, negativamente, com as vari&aacute;veis suporte de si e  liga&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e ao pai. &Eacute; de salientar, que n&atilde;o seria de esperar que perce&ccedil;&atilde;o de um  ambiente familiar conflituoso se associasse positivamente com a vari&aacute;vel autoconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e  ao pai. Neste sentido, a exist&ecirc;ncia de apoio e afetividade no ambiente circundante do jovem adulto, bem como, uma posi&ccedil;&atilde;o  segura e libertadora dos pais proporcionam condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis para o seu processo de individua&ccedil;&atilde;o e autonomia.  De acordo com o estudo de Scabini (2000), com foco nas rela&ccedil;&otilde;es pais-filhos na transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta, numa  amostra de 259 fam&iacute;lias, em que os filhos tinham entre os 17 e os 25 anos idades, destaca-se que um aumento de apoio e liga&ccedil;&atilde;o  aos pais se associava a uma maior autonomia nos jovens adultos. Na perce&ccedil;&atilde;o do ambiente em que prevalece a coes&atilde;o e  expressividade constatou-se alguma defensividade e preocupa&ccedil;&atilde;o quanto ao medo de n&atilde;o corresponder &agrave;s expectativas dos  pais, o que pode ocasionar n&iacute;veis baixos de autoconfian&ccedil;a para as decis&otilde;es. A transi&ccedil;&atilde;o para a idade adulta  reitera a exist&ecirc;ncia de algum n&iacute;vel de autonomia (Arnett, 2006), contudo, &agrave; depend&ecirc;ncia das figuras parentais acresce a  um sentimento de corresponder &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es dos pais, acabando por estar presente o medo de desapontar as figuras parentais.  Verifica-se que a perce&ccedil;&atilde;o de um ambiente conflituoso &eacute; promovido pela perce&ccedil;&atilde;o das figuras parentais como  intrusivas e controladoras das prefer&ecirc;ncias pessoais, podendo assumir signific&acirc;ncia na autoconfian&ccedil;a. No estudo de Parra, Oliva  e Reina (2013), com 513 participantes, entre os 12 e os 19 anos de idades, em que o objetivo incidia no estudo das rela&ccedil;&otilde;es dos  adolescentes e jovens adultos com a fam&iacute;lia, os autores constataram que na jovem adult&iacute;cia tende a diminuir a condi&ccedil;&atilde;o  conflituosa no ambiente familiar e a aumentar a proximidade e coes&atilde;o. Para Buhl (2008), os conflitos provenientes da din&acirc;mica  relacional n&atilde;o t&ecirc;m necessariamente uma carga negativa, pelo que, o desentendimento e diferen&ccedil;a promovem maiores &iacute;ndices  de individua&ccedil;&atilde;o, sempre que os conflitos sejam resolvidos de forma positiva.</p>     <p>No presente estudo verificou-se, como seria de esperar, que a vari&aacute;vel suporte de si &agrave; m&atilde;e e ao pai e a vari&aacute;vel  liga&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e e ao pai se associam positivamente com a confian&ccedil;a no par rom&acirc;ntico e negativamente com o  evitamento e ambival&ecirc;ncia na rela&ccedil;&atilde;o amorosa. Constatou-se, ainda, que a vari&aacute;vel intrusividade &agrave; m&atilde;e e ao  pai associa-se de forma positiva com o evitamento e ambival&ecirc;ncia e de forma negativa com a confian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o amorosa.  Nesta medida, a confian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o amorosa sugere estar estreitamente ligada com a qualidade do v&iacute;nculo estabelecido  com as figuras parentais. Segundo Bowlby (1982), o percurso vivencial pautado por uma vincula&ccedil;&atilde;o segura, dispon&iacute;vel e  pr&oacute;xima entre pais e filhos disponibiliza recursos positivos, confian&ccedil;a, valoriza&ccedil;&atilde;o de si para as  rela&ccedil;&otilde;es futuras. Hazan e Shaver (1994) e Shaver e Mikulincer (2002), aludem ao facto de indiv&iacute;duos seguros serem mais capazes  de desenvolverem confian&ccedil;a em si e nas rela&ccedil;&otilde;es com os outros, bem como, na capacidade em lidar com as situa&ccedil;&otilde;es  adversas. O desenvolvimento da identidade associa-se &agrave; confian&ccedil;a e seguran&ccedil;a transmitida pelas rela&ccedil;&otilde;es  primordiais de afeto e face aos desafios dos jovens adultos, estes la&ccedil;os s&atilde;o de relev&acirc;ncia para a explora&ccedil;&atilde;o de  novas rela&ccedil;&otilde;es. Nesta fase, a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es seguras que se v&atilde;o expandindo na vida dos jovens e  o processo de individua&ccedil;&atilde;o &eacute; mais ou menos facilitado neste contexto, pelo que os novos focos de investimento passam a  dirigir-se para o par rom&acirc;ntico. Collins e Feeney (2000), suportam esta ideia no seu estudo numa amostra com uma m&eacute;dia de idades nos  19 anos, pelo que a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada a um relacionamento de proximidade e responsabilidade baseada nos  comportamentos positivos destes. Todavia, n&atilde;o seria esperada a associa&ccedil;&atilde;o positiva da autoconfian&ccedil;a &agrave; m&atilde;e  e ao pai com o evitamento e ambival&ecirc;ncia, tal como a associa&ccedil;&atilde;o negativa com a confian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o  amorosa. Apesar disto, Mikulincer e Shaver (2007), preconizam que os jovens adultos podem ver na rela&ccedil;&atilde;o amorosa uma procura de  proximidade e, perante os resultados obtidos, sugere-se que os jovens poder&atilde;o sentir-se menos seguros na rela&ccedil;&atilde;o com os pais,  na transi&ccedil;&atilde;o para a vida adulta, pela organiza&ccedil;&atilde;o de novas tarefas e ao mesmo tempo pelo desenvolvimento da sua  pr&oacute;pria autonomia numa nova rela&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&Eacute;, ainda de referir que a vari&aacute;vel suporte de si &agrave; m&atilde;e associa-se positivamente com a depend&ecirc;ncia na  rela&ccedil;&atilde;o, bem como a vari&aacute;vel medo de desapontar ambas as figuras parentais, tamb&eacute;m, revelou uma  associa&ccedil;&atilde;o positiva com a depend&ecirc;ncia na rela&ccedil;&atilde;o amorosa. Assim, estes resultados parecem apontar para que o medo  de n&atilde;o corresponder &agrave;s expetativas e prefer&ecirc;ncias dos pais, assim como a escassa procura de suporte e apoio na  rela&ccedil;&atilde;o com a figura materna, podem levar &agrave; busca excessiva de apoio, liga&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o no  parceiro amoroso, o que pode suscitar uma maior depend&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o. O elo afetivo sentido nas rela&ccedil;&otilde;es  mantidas com as figuras parentais s&atilde;o relevantes para as intera&ccedil;&otilde;es mantidas na jovem adult&iacute;cia (Bowlby, 1988), de  forma a possibilitar experi&ecirc;ncias emocionais favor&aacute;veis &agrave; sua autonomia e maturidade emocional (Koepke &amp; Denissen,  2012).</p>     <p>Por &uacute;ltimo, com presente estudo demonstrou-se que a perce&ccedil;&atilde;o dos jovens adultos do seu ambiente familiar assume um papel  importante no processo de individua&ccedil;&atilde;o aos pais. Numa primeira an&aacute;lise, tal como seria de esperar, confirmou-se o papel  mediador da individua&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e na associa&ccedil;&atilde;o entre o ambiente familiar e a qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. No entanto, n&atilde;o seria de esperar que os resultados relativamente &agrave; individua&ccedil;&atilde;o ao  pai n&atilde;o reportassem um papel mediador na mesma associa&ccedil;&atilde;o. Desta feita, verificou-se uma media&ccedil;&atilde;o parcial, sendo  sugerido que a predi&ccedil;&atilde;o do ambiente familiar face &agrave; qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa &eacute; realizada  parcialmente atrav&eacute;s do processo de individua&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e. Por outro lado, n&atilde;o se constatou a  exist&ecirc;ncia de media&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do processo de individua&ccedil;&atilde;o ao pai, na medida em que deixa de haver  signific&acirc;ncia da predi&ccedil;&atilde;o da individua&ccedil;&atilde;o ao pai na qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa. Assim, o  ambiente familiar prediz a qualidade da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa independentemente da individua&ccedil;&atilde;o ao pai. Estes dados  reportam duas interpreta&ccedil;&otilde;es distintas, mas ambas de relev&acirc;ncia emp&iacute;rica. Assim a perce&ccedil;&atilde;o dos jovens  adultos de um ambiente familiar pautado de conflitos mas onde se verifica um processo de individua&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e bem  conseguido, parecem evidenciar maior propens&atilde;o a desenvolver uma vincula&ccedil;&atilde;o amorosa de confian&ccedil;a e seguran&ccedil;a. No  que diz respeito ao pai, a perce&ccedil;&atilde;o do ambiente familiar parece ser mais relevante na predi&ccedil;&atilde;o da qualidade da  vincula&ccedil;&atilde;o amorosa independentemente do processo de individua&ccedil;&atilde;o ao pai. Importa ressaltar que n&atilde;o seria de  esperar este resultado em rela&ccedil;&atilde;o ao pai, na mediada em que seria expect&aacute;vel resultados similares aos da m&atilde;e. Neste  sentido, a procura de apoio, a liga&ccedil;&atilde;o e autoconfian&ccedil;a na rela&ccedil;&atilde;o com a figura materna parece assumir um papel  importante na qualidade da experi&ecirc;ncia amorosa. O mesmo pode n&atilde;o acontecer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; figura paterna, colocando  em evid&ecirc;ncia um menor envolvimento e implica&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento afetivo dos jovens. A literatura corrobora este resultado na  medida em que &eacute; a figura materna que, em regra, det&eacute;m uma maior proximidade com os filhos estando tradicionalmente mais presente na  viv&ecirc;ncia di&aacute;ria e nos processos de autonomiza&ccedil;&atilde;o dos jovens (e.g., Mattanah et al., 2004; Scabini, 2000).</p>     <p>Estes resultados s&atilde;o consistentes com estudos que descrevem a representa&ccedil;&atilde;o do ambiente familiar como constituinte  significativo para a explora&ccedil;&atilde;o do mundo (Bowlby, 1982) e desenvolvimento pessoal (Galea, 2010; Saucier et al., 2007). Mikulincer e  Shaver (2007), aludem &agrave; import&acirc;ncia das experi&ecirc;ncias com as figuras de vincula&ccedil;&atilde;o como fundamentais para uma  rela&ccedil;&atilde;o amorosa segura, pr&oacute;xima e dispon&iacute;vel. A din&acirc;mica familiar e os la&ccedil;os familiares s&atilde;o  considerados como a fonte principal de promo&ccedil;&atilde;o da autonomia e individualidade nos adultos emergentes (Scabini, 2000) e associam-se  &agrave; capacidade para desenvolver e estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima (Hazan &amp; Shaver, 1994). Destaca-se a  import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de uma seguran&ccedil;a interna, que permita aos jovens recorrerem &agrave;s figuras significativas  de afeto sempre que necess&aacute;rio, e ao mesmo tempo criarem recursos pessoais para constitu&iacute;rem novas rela&ccedil;&otilde;es  significativas de afeto fora do seio familiar. Esta quest&atilde;o assume especial relevo, na medida em que permite ao jovem o desenvolvimento do  processo de individua&ccedil;&atilde;o, onde se insere um contato com o exterior e a cria&ccedil;&atilde;o de la&ccedil;os afetivos com o par  amoroso (Meeus et al., 2005). De acordo com diversos autores, a figura da m&atilde;e assume um papel mais ativo no contexto familiar e, por isso,  na jovem adult&iacute;cia. Por esta raz&atilde;o &eacute; natural que os sujeitos perceberem a sua rela&ccedil;&atilde;o com a m&atilde;e, como  sendo pautada de mais proximidade, intimidade, mais intrusiva e protetora, enquanto que o sentimento em rela&ccedil;&atilde;o ao pai &eacute; mais  ambivalente (e.g., Saraiva &amp; Matos, 2012). Mattanah, Hancock e Brand (2004), apontam que o estilo de vincula&ccedil;&atilde;o segura &agrave;  figura materna, pautada de sentimentos de valoriza&ccedil;&atilde;o, autoconfian&ccedil;a, seguran&ccedil;a e aceita&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o  fundamentais na estabilidade do processo de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o. Para Scabini (2000), existe  distin&ccedil;&atilde;o na perce&ccedil;&atilde;o dos jovens adultos nas rela&ccedil;&otilde;es com os pais, na medida em que estes percebem uma  rela&ccedil;&atilde;o materna como sendo de mais apoio do que a paterna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Limita&ccedil;&otilde;es e futuras linhas de estudos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, torna-se relevante aludir a implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas do presente estudo e a algumas limita&ccedil;&otilde;es  encontradas, bem como adicionar pistas futuras. Nesta medida, a relev&acirc;ncia deste estudo relaciona-se com a sua abordagem das din&acirc;micas  relacionais no desenvolvimento pessoal e adaptativo dos jovens adultos. Acresce, de igual modo, a notoriedade do conceito de &ldquo;adultos  emergentes&rdquo; na discuss&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica. Mediante o exposto, pretendeu-se enfatizar a import&acirc;ncia da  perce&ccedil;&atilde;o do ambiente familiar e liga&ccedil;&atilde;o estabelecida no processo de autonomiza&ccedil;&atilde;o e  individua&ccedil;&atilde;o dos jovens adultos e, tamb&eacute;m, no papel das rela&ccedil;&otilde;es amorosas na jovem adult&iacute;cia.  Pretendeu-se, ainda, promover um sistema de interven&ccedil;&atilde;o junto do ambiente familiar, no sentido das intera&ccedil;&otilde;es  positivas, seguras e adaptativas. &Eacute;, ainda, de relevo considerar algumas limita&ccedil;&otilde;es do estudo, entre elas a transversalidade  que carateriza o presente estudo impede rela&ccedil;&otilde;es de causa-efeito, o facto do n&uacute;mero de amostra e discrep&acirc;ncia entre  sexos, denotando-se maior n&uacute;mero de participantes do sexo feminino, assim como a idade, pelo que s&atilde;o contidas um reduzido  n&uacute;mero de participantes acima dos 25 anos de idade. De referir ainda as diferen&ccedil;as entre o estado civil da amostra, em que  maioritariamente s&atilde;o solteiros. Por &uacute;ltimo, outra limita&ccedil;&atilde;o encontrada est&aacute; relacionada com car&aacute;cter de  autorrelato dos instrumentos utilizados, pass&iacute;veis de enviesamentos face &agrave; desejabilidade social. Como pistas futuras s&atilde;o  identificadas quest&otilde;es como o estudo longitudinal da perce&ccedil;&atilde;o do ambiente familiar dos jovens adultos, relacionado com o  desenvolvimento do processo de separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o, a no&ccedil;&atilde;o de homogeneidade da amostra, o recurso a  entrevistas em futuras investiga&ccedil;&otilde;es, bem como a considera&ccedil;&atilde;o de outras vari&aacute;veis relacionais como a  vincula&ccedil;&atilde;o aos pais e grupo de pares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Ainsworth, M. D., &amp; Bowlby, J. (1991). An ethological approach to personality development. <i>American Psychologist, 46</i>, 333-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018739&pid=S0870-8231201600010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arnett, J. (2007). Emerging adulthood: What is it, and what is it good for?. <i>Child Development Perspectives, 1</i>, 68-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018741&pid=S0870-8231201600010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arnett, J. J. (2006). Emerging adulthood in Europe: A response to Bynner. <i>Jounal of Youth Studies, 9</i>, 111-123. doi:  10.1080/13676260500523671&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018743&pid=S0870-8231201600010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Assun&ccedil;&atilde;o, R., &amp; Matos, P. M. (2010, fevereiro). <i>A vincula&ccedil;&atilde;o parental e amorosa em adolescentes: O papel da  compet&ecirc;ncia interpessoal e da tomada de perspetiva</i>. Poster apresentado no VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Psicologia, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018744&pid=S0870-8231201600010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Baron, R. M., &amp; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic and  statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51</i>, 1173-1182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018746&pid=S0870-8231201600010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bentler, P. M. (2006). <i>EQS 6 structural equations program manual</i>. Encino, CA: Multivariate Software, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018748&pid=S0870-8231201600010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blos, P. (1967). The second individuation process of adolescence<i>. The Psychoanalytic Study of the Child, 22</i>, 162-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018750&pid=S0870-8231201600010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Bollen, K. A. (1986). Sample size and Bentler and Bonett&rsquo;s nonnormed fit index. <i>Psychometrika, 51</i>, 375-377.</p>     <p>Bowlby, J. (1982). <i>Attachment and loss</i>. <i>Vol. 1: Attachment</i>. New York: Basic Books.</p>     <!-- ref --><p>Bowlby, J. (1988). <i>A secure base: Parent-child attachment and healthy human development</i>. London: Basic Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018754&pid=S0870-8231201600010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bretherton, I. (1992). The originis of attachment theory: John Bowlby and Mary Ainsworth. <i>Developmental Psychology, 28</i>, 759-775.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018756&pid=S0870-8231201600010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bronfenbrenner, U. (1999). Environments in developmental perspective: Theoretical and operational models. In S. L. Priedman &amp; T. D. Wachs  (Eds.), <i>Measuring environment across the life span: Emerging methods and concepts</i> (pp. 3-28). Washington, DC: American Psychological  Association Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018758&pid=S0870-8231201600010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Buhl, H. M. (2008). Significance of individuation in adult child-parent relationships. <i>Journal of Family Issues, 29</i>, 262-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018760&pid=S0870-8231201600010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Collins, N. L., &amp; Feeney, B. C. (2000). A safe haven: An attachment theory perspective on support seeking and caregiving in intimate  relationships. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 78</i>, 1053-1073. doi: 10.1O37//OO22-3514.78.6.1053&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018762&pid=S0870-8231201600010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Collins, W. A., Welsh, D. P., &amp; Furman, W. (2009). Adolescent romantic relationships. <i>Annual Review of Psychology, 60</i>, 631-652. doi:  10.1146/annurev.psych.60.110707.163459&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018763&pid=S0870-8231201600010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>C&ocirc;t&eacute;, J., &amp; Bynner, J. M. (2008). Changes in the transition to adulthood in the UK and Canada: The role of structure and agency  in emerging adulthood. <i>Journal of Youth Studies, 11</i>, 251-268. doi: 10.1080/13676260801946464&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018764&pid=S0870-8231201600010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Creasey, G., &amp; Ladd, A. (2005). Generalized and specific attachment representation: Unique and interactive roles in predicting conflict  behaviors in close relationships. <i>Personality and Social Psychology Bulletin, 31</i>, 10-26. doi: 10.1177/0146167204274096&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018765&pid=S0870-8231201600010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dancey, C., &amp; Reidy, J. (2006). <i>Estat&iacute;stica sem matem&aacute;tica para psicologia: Usando SPSS para windows</i>. Porto Alegre:  Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018766&pid=S0870-8231201600010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dessen, M. A., &amp; Polonia, A. C. (2007). A fam&iacute;lia e a escola como contextos de desenvolvimento humano. <i>Paid&eacute;ia, 17</i>,  21-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018768&pid=S0870-8231201600010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dykas, M. J., Woodhouse, S. S., Cassidy, J., &amp; Waters, H. S. (2006). Narrative assessment of attachment representation: Links between secure  base scripts and adolescente attachment. <i>Attachment &amp; Human Development, 8</i>, 221-240. doi: 10.1080/14616730600856099&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018770&pid=S0870-8231201600010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fleming, M. (2005). <i>Entre o medo e o desejo de crescer: Psicologia da adolesc&ecirc;ncia</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018771&pid=S0870-8231201600010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fowler, P. C. (1982). Factor structure of the Family Environment Scale: Effects of social desirability. <i>Journal of Clinical Psychology,  38</i>, 285-292.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018773&pid=S0870-8231201600010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Galea, M. (2010). Does child maltreatment mediate Family Environment and psychological well-being?. <i>Psychology, 1</i>, 143-150. doi:  10.4236/psych.2010.12019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018775&pid=S0870-8231201600010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hazan, C., &amp; Shaver, P. (1994). Attachment as an organizational framework for research on close relationship. <i>Psychological Inquiry,  5</i>, 1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018776&pid=S0870-8231201600010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holmes, J. (1993). <i>John Bowlby and attachment theory</i>. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018778&pid=S0870-8231201600010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kobak, R. (2002). Building bridges between social, developmental and clinical psychology. <i>Attachment &amp; Human Development, 4</i>,  216-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018780&pid=S0870-8231201600010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Koepke, S., &amp; Denissen, J. (2012). Dynamics of identy development and separation-individuation in parent-child relationships during  adolescence and emerging adultood &ndash; A conceptual integration. <i>Developmental Review, 32</i>, 67-88. doi: 10.1016/j.dr.2012.01.001</p>     <p>Komidar, L., Zupan&#269;i&#269;, M., So&#269;an, G., &amp; Puklek Levpu&scaron;&#269;ek, M. (2014). Development and construct validation of the  Individuation Test for Emerging Adults (IT-EA). <i>Journal of Personality Assessment, 96</i>, 503-514. doi: 10.1080/00223891.2013.850703</p>     <!-- ref --><p>Lansu, T. A., &amp; Cillessen, A. H. (2012). Peer status in emerging adulthood: Associations of popularity and preference with social roles and  behavior. <i>Journal of Adolescent Research, 27</i>, 132-150. doi: 10.1177/0743558411402341&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018784&pid=S0870-8231201600010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Larkin, K. T., Frazer, N. L., &amp; Wheat, A. L. (2011). Responses to interpersonal conflict among young adults: Influence of family of origin.  <i>Personal Relationships, 18</i>, 657-667. doi: 10.1111/j.1475-6811.2010.01334.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018785&pid=S0870-8231201600010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maroco, J. (2003). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica: Com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018786&pid=S0870-8231201600010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, P. M., Barbosa, S., &amp; Costa, M. E. (2001). Avalia&ccedil;&atilde;o da vincula&ccedil;&atilde;o amorosa em adolescentes e jovens  adultos: Constru&ccedil;&atilde;o de um instrumento e estudos de valida&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Oficial de la Asociaci&oacute;n Iberoamericana  de Diagn&oacute;stico y Evaluaci&oacute;n Psicol&oacute;gica, 11</i>, 93-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018788&pid=S0870-8231201600010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matos, P. M., &amp; Fontaine, A. M. (1992). <i>Family Environment Scale</i>. Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa. Manuscrito n&atilde;o  publicado. Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018790&pid=S0870-8231201600010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mattanah, J. F., Hancock, G. R., &amp; Brand, B. L. (2004). Parental attachment, separation individuation, and college student adjustment: A  structural equation analysis of mediational effects. <i>Journal of Counseling Psychology, 51</i>, 213-225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018792&pid=S0870-8231201600010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Meeus, W., Iedema, J., Maassen, J., &amp; Engels, R. (2005). Separation-individuation revisited: On the interplay of parent-adolescent  relations, identity and emotional adjustment in adolescence<i>. Journal of Adolescence, 28</i>, 89-106. doi: 10.1016/j.adolescence.2004.07.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018794&pid=S0870-8231201600010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mikulincer, M., &amp; Shaver, P. R. (2007). <i>Attachment in adulthood, structure, dynamics and change</i>. New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018795&pid=S0870-8231201600010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moos, R. H. (1990). Conceptual and empirical approaches to developing family-based assessment procedures: Resolving the case of the Family  Environment Scale. <i>Family Process, 29</i>, 199-208. doi: 10.1111/j.1545-5300.1990.00199.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018797&pid=S0870-8231201600010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moos, R. H., &amp; Moos, B. S. (1986). <i>Family Environment Scale Manual</i>. Palo Alto, CA: Consulting Psychologists Press, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018798&pid=S0870-8231201600010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mota, C. P., &amp; Rocha, M. (2012). Adolesc&ecirc;ncia e jovem adult&iacute;cia: Crescimento pessoal,  separa&ccedil;&atilde;o-individua&ccedil;&atilde;o e o jogo das rela&ccedil;&otilde;es. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa, 28</i>, 357-366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018800&pid=S0870-8231201600010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ng, K., &amp; Smith, S. (2006). The relationships between attachment theory and intergenerational family systems theory. <i>The Family Journal,  14</i>, 430-440. doi: 10.1177/1066480706290976&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018802&pid=S0870-8231201600010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pallant, J. (2001). <i>SPSS survival manual</i>. Philadelphia: Open University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018803&pid=S0870-8231201600010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parra, A., Oliva, A., &amp; Reina, M. (2013). Family relationships from adolescence to emerging adulthood: A longitudinal study. <i>Journal of  Family Issues, XX</i>, 1-19. doi: 10.1177/0192513X13507570&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018805&pid=S0870-8231201600010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pratta, E. M., &amp; Santos, M. A. (2007). Fam&iacute;lia e adolesc&ecirc;ncia: A influ&ecirc;ncia do contexto familiar no desenvolvimento  psicol&oacute;gico de seus membros. <i>Psicologia em Estudo, 12</i>, 247-256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018806&pid=S0870-8231201600010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saraiva, L. M., &amp; Matos, P. M. (2012). Separation-individuation of Portuguese emerging adults in relation to parents and to the romantic  partner. <i>Journal of Youth Studies, 15</i>, 499-517. doi: 10.1080/13676261.2012.663889&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018808&pid=S0870-8231201600010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Saucier, G., Wilson, K., &amp; Warka, J. (2007). The structure of retrospective accounts of family environments: Related to the structure of  personality attributes. <i>Journal of Personality Assessment, 88</i>, 295-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018809&pid=S0870-8231201600010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scabini, E. (2000). Parente-child relationships in italian families: Connectedness and autonomy in the transition to adulthood. <i>Psicologia:  Teoria e Pesquisa, 16</i>, 23-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018811&pid=S0870-8231201600010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shaver, P. R., &amp; Mikulincer, M. (2002). Dialogue on adult attachment: Diversity and interation. <i>Attachment &amp; Human Development,  4</i>, 243-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018813&pid=S0870-8231201600010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zupan&#269;i&#269;, M., &amp; Kav&#269;i&#269;, T. (2014). Student personality traits predicting individuation in relation to mothers and  fathers. <i>Journal of Adolescence, 37</i>, 715-726. doi: org/10.1016/j.adolescence.2013.12.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018815&pid=S0870-8231201600010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Filipa Correia / Catarina Pinheiro Mota, Departamento de  Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Quinta dos Prados,Edif&iacute;cio do Complexo  Pedag&oacute;gico, 5000-801 Vila Real. E-mail: <a href="mailto:filipacorreiaa@hotmail.com">filipacorreiaa@hotmail.com</a> /  <a href="mailto:catppmota@utad.pt">catppmota@utad.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Esta pesquisa foi parcialmente financiada pela FCT no &acirc;mbito do projecto PEst-C/PSI/UI0050/2011 e FEDER atrav&eacute;s do programa  COMPETE no &acirc;mbito do projecto FCOMP-01-0124-FEDER-022714</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 04/02/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 30/06/2015</p>      ]]></body><back>
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