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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perceção de acontecimentos de vida negativos, depressão e risco de suicídio em jovens adultos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Évora Escola de Ciências Sociais Departamento de Psicologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to test two models of suicide risk prediction that take depression as a mediator in the relationship between the frequency and intensity of life events perceived as negative and the suicide risk. Variables of age and gender were controlled. Data were collected at two different times with an interval of five months. 165 young adults (41 men and 121 women) participated and responded to the Life Experiences Survey, the Center for the Epidemiological Studies of Depression Scale and the Suicide Behaviors Questionnaire Revised. The two structural equation models tested fit the data satisfactorily. Depression mediated the relationship between the frequency and the intensity of life events perceived as negative and the suicide risk. Results are discussed in its implications for clinical practice, demonstrating the importance of evaluating recent life history of individual's and perception that they have relatively to certain life events, as these events can lead to depression which in turn increases suicide risk.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acontecimentos de vida negativos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Perce&ccedil;&atilde;o de acontecimentos de vida negativos, depress&atilde;o e risco de suic&iacute;dio em jovens adultos</b></p>     <p><b>Ana Teresa Sobrinho<sup>1</sup>, Rui C. Campos<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia, Escola de Ci&ecirc;ncias Sociais, Universidade de &Eacute;vora</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este trabalho teve como objetivo testar dois modelos de previs&atilde;o do risco de suic&iacute;dio que assumem que a depress&atilde;o medeia  a rela&ccedil;&atilde;o entre a frequ&ecirc;ncia e a intensidade de acontecimentos de vida percebidos como negativos e o risco de suic&iacute;dio.  Foi controlado o efeito da idade e do g&eacute;nero dos participantes. Os dados foram recolhidos em dois momentos diferentes com um intervalo de  cinco meses. Participaram 165 jovens adultos (41 homens e 121 mulheres) que responderam ao <i>Life Experiences Survey</i>, &agrave; Escala de  Depress&atilde;o do Centro de Estudos Epidemiol&oacute;gicos e ao Question&aacute;rio de Comportamentos Suicid&aacute;rios &ndash; Revisto. Os dois  modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais testados ajustam-se aos dados de forma satisfat&oacute;ria. A depress&atilde;o medeia a  rela&ccedil;&atilde;o entre a frequ&ecirc;ncia e a intensidade dos acontecimentos de vida percebidos como negativos e o risco de suic&iacute;dio.  Os resultados s&atilde;o discutidos nas suas implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, demonstrando a import&acirc;ncia de  avaliar a hist&oacute;ria de vida recente do indiv&iacute;duo relativamente &agrave; percep&ccedil;&atilde;o que este tem de determinados  experi&ecirc;ncias de vida, dado que estas podem conduzir &agrave; depress&atilde;o que por sua vez aumento o risco suicid&aacute;rio.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Acontecimentos de vida negativos, Depress&atilde;o, Risco de suic&iacute;dio, Jovens adultos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aimed to test two models of suicide risk prediction that take depression as a mediator in the relationship between the frequency  and intensity of life events perceived as negative and the suicide risk. Variables of age and gender were controlled. Data were collected at two  different times with an interval of five months. 165 young adults (41 men and 121 women) participated and responded to the Life Experiences Survey,  the Center for the Epidemiological Studies of Depression Scale and the Suicide Behaviors Questionnaire Revised. The two structural equation models  tested fit the data satisfactorily. Depression mediated the relationship between the frequency and the intensity of life events perceived as  negative and the suicide risk. Results are discussed in its implications for clinical practice, demonstrating the importance of evaluating recent  life history of individual's and perception that they have relatively to certain life events, as these events can lead to depression which in turn  increases suicide risk.</p>     <p><b>Key words</b>: Negative life events, Depression, Suicide risk, Young adults.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS, 2012) o suic&iacute;dio constitui uma das principais causas de morte em todo o  mundo, sendo considerado um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. Em cada ano morre quase um milh&atilde;o de pessoas por suic&iacute;dio.  &Eacute; esperado que em 2020 o suic&iacute;dio atinja uma percentagem de 2.4% do total de mortalidade em todo o mundo. A estes dados acresce que  as tentativas de suic&iacute;dio n&atilde;o consumadas atingem um valor at&eacute; cerca de 20 vezes superior ao suic&iacute;dio consumado (Fotti,  Katz, Afifi, &amp; Cox, 2006). Na entrada na vida adulta o risco de suic&iacute;dio exacerba-se (e.g., Hooven, Snedker &amp; Thompson, 2012;  Kessler, Berglund, Borges, Nock, &amp; Wang, 2005; Nock et al., 2008) constituindo a segunda causa de morte em todo o mundo (OMS, 2012).</p>     <p>O aumento do risco de suic&iacute;dio neste per&iacute;odo desenvolvimental (adult&iacute;cia jovem) pode ter a ver, em grande parte, com a  ocorr&ecirc;ncia de diversos acontecimentos de vida significativos, que podem em alguns indiv&iacute;duos ter um impacto desestruturante. Quando o  indiv&iacute;duo n&atilde;o consegue manter o equil&iacute;brio interno e um sentimento de bem-estar psicol&oacute;gico em resposta a um aumento do  stress, o desenvolvimento de algum tipo de psicopatologia pode ocorrer (e.g., Allam, 2011; Garroutte et al., 2003; Marshal, 2003;  O&rsquo;Donnell, O&rsquo;Donnell, Wardlaw, &amp; Stueve, 2004), sendo a sintomatologia depressiva muito frequente (e.g., Galambos, Barker, &amp;  Krahn, 2006; Mongrain &amp; Zuroff, 1994).</p>     <p>N&atilde;o s&atilde;o os acontecimentos de vida s&oacute; por si que podem conduzir a altera&ccedil;&otilde;es emocionais, mas sim a forma como  s&atilde;o percebidos pelo indiv&iacute;duo. Segundo Sarason, Johnson e Siegel (1978) os acontecimentos de vida n&atilde;o apresentam por si  s&oacute; uma conota&ccedil;&atilde;o positiva ou negativa; a conota&ccedil;&atilde;o depende da perce&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem  dos mesmos. Assim, um mesmo acontecimento poder&aacute; constituir-se como um fator de risco para a desorganiza&ccedil;&atilde;o mental num  determinado indiv&iacute;duo, enquanto que para outro, poder&aacute; n&atilde;o ter um impacto significativo no seu funcionamento. De qualquer  forma, o n&iacute;vel de mal-estar ser&aacute; mais intenso quanto mais inesperados e significativos forem os acontecimentos para o  indiv&iacute;duo (Marshal, 2003).</p>     <p>Os comportamentos suicid&aacute;rios podem manifestar-se muitas vezes como uma resposta ao stress provocado por determinados acontecimentos de  vida (Cavanagh, Carson, Sharpe, &amp; Lawrie, 2003; Heikkinen et al., 1997; Paykel, Prusoff, &amp; Myers, 1975). Os n&iacute;veis de stress podem  tornar-se excessivamente intensos relativamente aos recursos de que o indiv&iacute;duo disp&otilde;e para fazer face ao mal-estar experimentado e  manter o equil&iacute;brio emocional (Allam, 2011; Khan, Mahmud, Karim, Zaman, &amp; Prince, 2008). Quando isto acontece o indiv&iacute;duo pode  n&atilde;o conseguir encontrar uma resposta adaptativa, podendo <i>desejar morrer</i> como estrat&eacute;gia de fuga/evitamento do sofrimento  psicol&oacute;gico sentido (Campos &amp; Holden, 2015; Coimbra de Matos, 2001).</p>     <p>O presente estudo pretende avaliar o impacto que a perce&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos de vida como negativos pode ter no risco  suicid&aacute;rio. Ser&aacute; considerada, quer a frequ&ecirc;ncia de um conjunto de acontecimentos de vida relevantes, quer a sua intensidade.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica (e.g., Allam, 2011; Heikkinen, Aro, &amp; L&ouml;nnqvist, 1994; McAuliffe, Corcoran, Keeley, &amp;  Perry, 2003) tem identificado acontecimentos de vida que se relacionam de forma sistem&aacute;tica com o risco de suic&iacute;dio e com a  psicopatologia. Pode considerar-se que os acontecimentos de vida negativos constituem uma causa <i>proximal</i> para a psicopatologia, em geral, e  para a depress&atilde;o, em particular (e.g., Blatt, 2004). De acordo com Blatt (2004), a depress&atilde;o resultaria da intera&ccedil;&atilde;o  entre fatores internos &ndash; fatores de vulnerabilidades &ndash; e factores externos &ndash; como os acontecimentos de vida negativos. Diversos  autores (e.g., Beck, Rush, Shaw, &amp; Emery, 1979; Mann, Waternaux, Haas, &amp; Malone, 1999) acrescentam que o valor explicativo dos  acontecimentos de vida na etiologia da depress&atilde;o depende do <i>stress</i> experimentado pelo indiv&iacute;duo, uma vez que o <i>stress</i>  tem um efeito de ativa&ccedil;&atilde;o dessa vulnerabilidade (Blatt, 2004). Por outro lado, consider&aacute;vel investiga&ccedil;&atilde;o  emp&iacute;rica (e.g., Campos, Besser, &amp; Blatt, 2012, 2013; Dixon, Heppner, &amp; Anderson, 1991; Galambos et al., 2006; Yen et al., 2003) tem  relacionado a depress&atilde;o com o risco de suic&iacute;dio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De entre os acontecimentos de vida que se associam com o risco de suic&iacute;dio destacam-se, como mais relevantes em jovens adultos, a  ocorr&ecirc;ncia de mortes ou doen&ccedil;as de familiares e/ou amigos pr&oacute;ximos, assim como problemas de sa&uacute;de do pr&oacute;prio. No  trabalho de Fergusson, Woodword e Horwood (2000) com indiv&iacute;duos que tentaram o suic&iacute;dio, este tipo de acontecimentos de vida foi  referido por 80% dos participantes. Fergusson et al. (2000) referem que este tipo de resultado se deve muito provavelmente ao impacto muito  negativo que acontecimentos de car&aacute;cter n&atilde;o normativo t&ecirc;m na popula&ccedil;&atilde;o em estudo, isto &eacute;, de  acontecimentos n&atilde;o esperados neste per&iacute;odo desenvolvimental (Allam, 2011; Marshal, 2003).</p>     <p>Tamb&eacute;m as altera&ccedil;&otilde;es na esfera relacional s&atilde;o apontadas como podendo gerar sintomatologia depressiva, devido ao  sentimento de perda e separa&ccedil;&atilde;o, podendo contribuir para o risco de suic&iacute;dio. De entre os aspetos relacionais com maior  impacto para o jovem adulto destaca-se o t&eacute;rmino de rela&ccedil;&otilde;es amorosas (Fergusson et al., 2000); problemas familiares  (Fergusson et al., 2000; Linda, Marroqu&iacute;n, &amp; Miranda, 2012); problemas com familiares dos parceiros amorosos (Fergusson et al., 2000;  O&rsquo;Donnell et al., 2004) e a sa&iacute;da de casa dos pais (Fergusson et al., 2000).</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es nos h&aacute;bitos de sono, nomeadamente a diminui&ccedil;&atilde;o das horas de sono, s&atilde;o relatadas como  constituindo uma resposta ao <i>stress</i> muito frequente em adolescentes e jovens adultos (Heikkinen et al., 1997). No que respeita aos aspetos  acad&eacute;micos, Allam (2011) constatou numa amostra de estudantes do ensino secund&aacute;rio que, independentemente das  altera&ccedil;&otilde;es nesta esfera serem percecionadas como positivas ou negativas, acarretam sempre um aumento dos n&iacute;veis de  <i>stress</i>, exigindo ao indiv&iacute;duo capacidade de resili&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o para garantir o bem-estar f&iacute;sico e  psicol&oacute;gico. Tamb&eacute;m os padr&otilde;es e expectativas sociais parecem influenciar a forma como o indiv&iacute;duo perceciona os  acontecimentos que viv&ecirc;ncia. Martins (2007) observou, num estudo qualitativo sobre as consequ&ecirc;ncias das dificuldades sexuais em  estudantes universit&aacute;rios, que este problema &eacute; visto como muito negativo. Pode acontecer que estes jovens experimentem elevados  n&iacute;veis de <i>stress</i> e o desejo de morrer, de modo a fugirem do problema com que se deparam (Martins, 2007). O mesmo acontece com a  viv&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel econ&oacute;mico (Fergusson et al., 2000), podendo acontecer que perante a  diminui&ccedil;&atilde;o do poder econ&oacute;mico, o jovem adulto possa manifestar comportamento suicida, por n&atilde;o conseguir corresponder  &agrave;s expectativas sociais. Estes aspectos podem ser exacerbados pela perce&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es &ndash; no sentido da  diminui&ccedil;&atilde;o &ndash; nas atividades sociais e na ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos livres (Fergusson et al., 2000). Este tipo de  experi&ecirc;ncias &eacute; relatado como tendo impacto no funcionamento do indiv&iacute;duo, relacionando-se com o risco de suic&iacute;dio. Esta  rela&ccedil;&atilde;o pode ser mediada pela perce&ccedil;&atilde;o da diminui&ccedil;&atilde;o do apoio social, o que gera sentimentos de abandono  e desorganiza&ccedil;&atilde;o emocional (O&rsquo;Donnell et al., 2004).</p>     <p>Tamb&eacute;m as altera&ccedil;&otilde;es nas pr&aacute;ticas religiosas podem ter uma rela&ccedil;&atilde;o com o risco de suic&iacute;dio,  ainda que indireta. O aumento destas pr&aacute;ticas religiosas pode levar a uma diminui&ccedil;&atilde;o do risco, devido, principalmente, ao  dever moral de preservar a vida e estar pronto a ajudar o outro (Dervic et al., 2004; Garroute et al., 2003; O&rsquo;Donnell et al, 2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Objetivo do estudo</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo testar, em jovens adultos, dois modelos de previs&atilde;o do risco de suic&iacute;dio com base na  frequ&ecirc;ncia de um conjunto de 16 acontecimentos de vida percebidos como negativos (modelo 1, apresentado na <a href="#f1">Figura 1</a>) e na  intensidade desse mesmo conjunto de acontecimentos de vida percebidos negativos (modelo 2, apresentado na <a href="#f2">Figura 2</a>), e no efeito  mediador da depress&atilde;o. Controlou-se o efeito das vari&aacute;veis idade e g&eacute;nero dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a04f1.jpg" width="577" height="278"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a04f2.jpg" width="577" height="291"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O presente estudo pretendeu expandir estudos anteriores que identificaram um conjunto de acontecimentos de vida como um fator de risco  proximal/situacional para o suic&iacute;dio (e.g., Blatt, 2004; Fergusson et al., 2000; Galambos et al., 2006; McAuliffe et al., 2003), avaliando o  impacto que a frequ&ecirc;ncia e a intensidade de um conjunto de acontecimentos de vida percebidos como negativos t&ecirc;m no risco de  suic&iacute;dio. Dado que a depress&atilde;o &eacute; uma vari&aacute;vel que tem sido associada de forma sistem&aacute;tica ao risco  suicid&aacute;rio (e.g., Campos et al., 2012, 2013) e &agrave; presen&ccedil;a de acontecimentos de vida negativos (e.g., Galambos et al., 2006;  Mongrain &amp; Zuroff, 1994), no presente estudo testou-se se a depress&atilde;o medeia a rela&ccedil;&atilde;o entre acontecimentos de vida  percebidos como negativos e o risco de suic&iacute;dio, avaliado a partir da hist&oacute;ria de suicidalidade ao longo da vida.</p>     <p>Para evitar as dificuldades das metodologias transversais (<i>cross-sectional</i>) os dados foram recolhidos em dois momentos distintos com  cinco meses de intervalo<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Este intervalo de tempo foi estabelecido por conveni&ecirc;ncia e teve a  ver com a possibilidade de avaliar os estudantes no in&iacute;cio de cada semestre letivo. No momento 1 foi avaliada a depress&atilde;o e a  perce&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos de vida negativos e, no momento 2, cinco meses depois, foi avaliado o risco de suic&iacute;dio. Espera-se  que os modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais testados se ajustem aos dados de forma satisfat&oacute;ria e que a depress&atilde;o medeie a  rela&ccedil;&atilde;o entre a frequ&ecirc;ncia de acontecimentos de vida percebidos como negativos e risco de suic&iacute;dio e entre a intensidade  dos acontecimentos de vida percebidos como negativos e o risco de suic&iacute;dio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes e procedimento</i></p>     <p>Participou no presente estudo uma amostra inicial de conveni&ecirc;ncia composta por 321 estudantes de uma universidade portuguesa, pertencentes  a diferentes cursos. No momento 1 de recolha de dados, dos 321 protocolos recolhidos exclu&iacute;ram-se 51 devido a erros de preenchimento/itens  omissos, perfazendo um total de 270 participantes. O momento 2 de recolha de dados ocorreu em m&eacute;dia 5 meses depois (<i>M</i>=20 semanas,  <i>DP</i>=4.4 semanas). Devido &agrave; impossibilidade de emparelhamento dos protocolos recolhidos por incorreta identifica&ccedil;&atilde;o dos  sujeitos ou por desist&ecirc;ncia dos participantes, resultou uma amostra no momento 2 de 205 sujeitos. Destes, 40 foram eliminados devido a erros  de preenchimento/itens omissos. Deste modo, a amostra final &eacute; composta por 165 participantes, 124 do sexo feminino (75.2%) e 41 do sexo  masculino (24.8%) com uma m&eacute;dia de idades de 20.23 anos (<i>DP</i>=3.16 anos). Trinta e t&ecirc;s, v&iacute;rgula tr&ecirc;s por cento dos  participantes frequentava o primeiro ano, 31.5% frequentava o segundo ano, 16.4% o terceiro ano, 10.9% o quarto ano e finalmente 3.0% frequentava o  quinto ano do seu curso.</p>     <p>Os participantes voluntariaram-se a participar depois de assinar um termo de consentimento informado. Todos os protocolos foram recolhidos em  contexto de sala de aula em grupo e as instru&ccedil;&otilde;es foram apresentadas por escrito. A recolha de dados cumpriu todas as diretrizes  deontol&oacute;gicas da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses. Os participantes n&atilde;o foram compensados monetariamente pela sua  participa&ccedil;&atilde;o. Os question&aacute;rios foram apresentados em ordem vari&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos de medida</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Comportamentos Suicid&aacute;rios &ndash; Revisto (QCS-R). </i>Este instrumento, desenvolvido por Osman, Bagge,  Gutierrez, Konick, Kopper e Barrios (2001), foi utilizado no presente estudo para a avaliar o risco suicid&aacute;rio. O QCS-R consiste num breve  question&aacute;rio de auto-resposta constitu&iacute;do por quatro itens de resposta m&uacute;ltipla. Estes itens permitiram medir quatro  indicadores cl&iacute;nicos importantes para a avalia&ccedil;&atilde;o do risco de suic&iacute;dio: Os itens s&atilde;o: &ldquo;J&aacute; alguma  vez pensou em matar-se ou tentou matar-se?&rdquo; (cotado de 1 a 4) que permite avaliar a idea&ccedil;&atilde;o/tentativas anteriores de  suic&iacute;dio; &ldquo;Com que frequ&ecirc;ncia pensou matar-se no &uacute;ltimo ano?&rdquo; (cotado de 1 a 5) que permite avaliar a  idea&ccedil;&atilde;o recente; &ldquo;J&aacute; alguma vez disse a algu&eacute;m que iria suicidar-se ou que poderia vir a suicidar-se?&rdquo;  (cotado de 1 a 3) que permite avaliar a comunica&ccedil;&atilde;o de inten&ccedil;&atilde;o suicida; &ldquo;Qual a probabilidade de poder vir a  tentar suicidar-se um dia?&rdquo; (cotado de 0 a 6) que permite avaliar a probabilidade futura de vir a cometer uma tentativa de suic&iacute;dio.  Na vers&atilde;o original o valor de alfa de Cronbach foi de .76. A vers&atilde;o portuguesa (Campos et al., 2013) relevou-se adequada do ponto de  vista psicom&eacute;trico. Neste estudo o alfa de Cronbach para a escala total foi de .71. Os resultados totais podem variar entre 3 e 18 e neste  estudo variaram entre 3 e 16. O valor total m&eacute;dio obtido no presente estudo foi de 4.90 (<i>DP</i>=2.37). Dezasseis ponto dois por cento da  nossa amostra obteve um valor igual ou superior ao ponto de corte de 7 proposto por Osman et al. (2001). Na presente amostra, apenas 3.0% dos  participantes indicaram tentativas de suic&iacute;dio anteriores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Depress&atilde;o do Centro de Estudos Epidemiol&oacute;gicos (CES-D)</i>. A CES-D &eacute; um instrumento desenvolvido por Radloff  (1977) para avaliar sintomas depressivos e que pode ser usado na popula&ccedil;&atilde;o geral. Os sujeitos devem indicar a frequ&ecirc;ncia com  que experimentaram cada um dos 20 sintomas de depress&atilde;o durante a &uacute;ltima semana numa escala de 4 pontos (de 0 a 3). Os resultados  totais podem variar ente 0 e 60. A CES-D apresenta bons n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna e adequada validade (e.g., Eaton, Muntaner,  Smith, Tien, &amp; Ybarra, 2004). A CES-D foi adaptado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Gon&ccedil;alves e Fagulha (2004) e a  vers&atilde;o portuguesa apresenta caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas adequadas, com valores de alfa de Cronbach que variam entre .87 e  .92 em diferentes amostras. No presente estudo, o coeficiente de alfa de Cronbach foi de .91.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o de Acontecimentos de Vida (LES)</i>. A LES foi uma escala desenvolvida por Sarason et al. (1978) para  avaliar a perce&ccedil;&atilde;o que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m relativamente a um conjunto de acontecimentos de vida. A LES apresenta a  mais-valia de n&atilde;o atribuir conota&ccedil;&atilde;o positiva ou negativa aos acontecimentos de vida. Em vez disso, &eacute; o sujeito que a  valia o impacto mais ou menos negativo ou positivo que tem de cada um dos acontecimentos que correspondem aos itens que a constituem (Sarason et  al., 1978). Na vers&atilde;o original os itens podem ser respondidos numa escala de 7 pontos que vai desde o <i>Muito negativo</i> (-3 pontos) ao  <i>Muito positivo</i> (3 pontos). Para al&eacute;m destas 7 op&ccedil;&otilde;es de resposta, na vers&atilde;o portuguesa foi introduzida uma  op&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pontu&aacute;vel (<i>N&atilde;o se aplica)</i>, que permite distinguir acontecimentos que o indiv&iacute;duo de  facto n&atilde;o experimentou das respostas omissas (Silva, Pais-Ribeiro, Cardoso, &amp; Ramos, 2003). No presente estudo considerou-se apenas um  conjunto de 16 categorias de acontecimentos de vida/itens (veja-se <a href="#t1">Tabela 1</a>) dos quarenta e sete elencados na LES, que a  literatura (e.g., Cheng, Chen, Chen, &amp; Jenkins, 2000; Fergusson et al., 2000; Heikkinen et al., 1994; McAuliffe et al., 2003) tem identificado  como estando associados ao risco de suic&iacute;dio. Em termos psicom&eacute;tricos, a escala de acontecimentos de vida cotados como negativos  apresenta uma consist&ecirc;ncia interna de .70 (Sarason et al., 1978; Silva et al., 2003), considerada razo&aacute;vel (Almeida &amp; Freire,  2003; Pestana &amp; Gageiro, 2008). No presente estudo, obteve-se um alfa de Cronbach de .66. Utilizaram-se dois &iacute;ndices, um relativo  &agrave; frequ&ecirc;ncia de acontecimento de vida percebidos como negativos (n&uacute;mero dos 16 acontecimentos de vida identificados pelo  indiv&iacute;duo como tendo um impacto negativo) e intensidade (m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o nos itens identificados pelo  indiv&iacute;duo como tendo um impacto negativo).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a04t1.jpg" width="576" height="346"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Como an&aacute;lise preliminar correlacionaram-se as vari&aacute;veis a incluir no modelo entre si. Em seguida, com o <i>software</i> AMOS 21 e  atrav&eacute;s da Modela&ccedil;&atilde;o de Equa&ccedil;&otilde;es Estruturais (SEM) (Hoyle &amp; Smith, 1994), com estima&ccedil;&atilde;o pelo  m&eacute;todo da m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a, testou-se os dois modelos propostos (<a href="#f1">Figura 1</a> e <a href="#f2">2</a>). A  Modela&ccedil;&atilde;o por Equa&ccedil;&otilde;es Estruturais permitir&aacute;, neste caso, estudar o efeito da frequ&ecirc;ncia de acontecimentos  de vida percebidos como negativos (modelo 1) e da intensidade de acontecimentos de vida percebidos como negativos (modelo 2) na vari&aacute;vel  dependente risco de suic&iacute;dio, e o efeito mediador da vari&aacute;vel depress&atilde;o. Foi controlado o efeito da idade e do g&eacute;nero  nas rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis estudadas, introduzindo essas duas vari&aacute;veis como ex&oacute;genas no modelo, para  al&eacute;m das vari&aacute;veis relativas aos acontecimentos de vida. Foi especificada uma vari&aacute;vel latente, risco de suic&iacute;dio com  quatro indicadores &ndash; idea&ccedil;&atilde;o/tentativas de suic&iacute;dio, idea&ccedil;&atilde;o recente, comunica&ccedil;&atilde;o da  inten&ccedil;&atilde;o e probabilidade futura de vir a cometer uma tentativa de suic&iacute;dio &ndash; sendo as restantes vari&aacute;veis no  modelo vari&aacute;veis observadas.</p>     <p>Foram considerados diversos &iacute;ndices para avaliar o grau de ajustamento do modelo proposto aos dados por compara&ccedil;&atilde;o com o  modelo saturado (o modelo de base que representa o ajustamento perfeito do modelo). Utilizou-se o <i>&chi;<Sup>2</i></Sup>, o  <i>&chi;<Sup>2</Sup>/df</i>, o <i>Root Mean Square Error of Approximation</i> (RMSEA), o <i>Standardized Root Mean Square Residual</i> (SRMR) e o  <i>Comparative Fit Index</i> (CFI). Um modelo em que <i>&chi;<Sup>2</Sup>/df</i>s eja &le;3, CFI seja maior do que 0.90, o RMSEA se situe entre  .00 e .08 e o SRMR se situe entre .00 e .10, &eacute; considerado aceit&aacute;vel (Browne &amp; Cudeck, 1993; Hu &amp; Bentler, 1999; Maroco,  2007).</p>     <p>Utilizando previamente a an&aacute;lise da regress&atilde;o m&uacute;ltipla, examinou-se a multicolinearidade entre as vari&aacute;veis. Os  valores pr&oacute;prios (<i>eigenvalues</i>), os <i>condition index</i> juntamente com os<i> variance inflation factors</i> (VIF) e os valores de  toler&acirc;ncia indicaram a aus&ecirc;ncia de multicolinearidade. Tamb&eacute;m se examinou a normalidade das vari&aacute;veis atrav&eacute;s do  teste de Kolmogorov-Smirnov Z. Os resultados indicam que algumas das distribui&ccedil;&otilde;es se afastam da normalidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Consequentemente, dado que algumas das vari&aacute;veis n&atilde;o apresentavam uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, no teste dos modelos  atrav&eacute;s da modela&ccedil;&atilde;o de equa&ccedil;&otilde;es estruturais (SEM), o m&eacute;todo <i>bootstrapping</i> (com 5.000 amostras  para construir intervalos de confian&ccedil;a corrigidos a 95%) foi usado para testar os n&iacute;veis de signific&acirc;ncia (e.g., Mooney &amp;  Duval, 1993; Yung &amp; Bentler, 1996). O m&eacute;todo de <i>bootstrapping</i> tamb&eacute;m testou a signific&acirc;ncia dos efeitos indiretos  (e.g., MacKinnon, Lockwood, Hoffman, West, &amp; Sheets, 2002; Mallinckrodt, Abraham, Wei, &amp; Russell, 2006).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Calcularam-se as correla&ccedil;&otilde;es bi-variadas entre as vari&aacute;veis em estudo. A frequ&ecirc;ncia de acontecimentos de vida  percebidos como negativos correlacionou-se de forma significativa com a depress&atilde;o (<i>r</i>=.40, <i>p</i>&lt;.001) e com o risco de  suic&iacute;dio (<i>r</i>=.21, <i>p</i>&lt;.01). A intensidade de acontecimentos de vida percebidos como negativos tamb&eacute;m se correlacionou  de forma significativa com a depress&atilde;o (<i>r</i>=.32, <i>p</i>&lt;.001) e com o risco de suic&iacute;dio (<i>r</i>=.18, <i>p</i>&lt;.05).  Adepress&atilde;o correlacionou-se de forma significativa com o risco de suic&iacute;dio (<i>r</i>=.35, <i>p</i>&lt;.001).</p>     <p>O modelo de equa&ccedil;&otilde;es estruturais 1 (veja-se <a href="#f1">Figura 1</a>) ajusta-se aos dados de forma satisfat&oacute;ria  [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(14)=527.83, <i>p&lt;</i>.003, <i>&chi;<Sup>2</Sup>/df=</i>1.99, CFI=0.94, SRMR=0.051, RMSEA=0.078]. Este modelo explica  24% da vari&acirc;ncia do risco suicid&aacute;rio. O modelo 2 (veja-se <a href="#f2">Figura 2</a>) tamb&eacute;m se ajusta aos dados de forma  satisfat&oacute;ria [<i>&chi;<Sup>2</i></Sup>(26)=50.13, <i>p&lt;</i>.003, <i>&chi;<Sup>2</Sup>/df=</i>1.928, CFI=0.96, SRMR=0.052, RMSEA=0.075]. O  modelo 2 explica igualmente 24% da vari&acirc;ncia do risco suicid&aacute;rio.</p>     <p>No modelo 1, que testou o efeito da frequ&ecirc;ncia de acontecimentos de vida percebidos como negativos no risco de suic&iacute;dio, e de  acordo com a <a href="#t2">Tabela 2</a>, verifica-se que a idade se relacionou de forma direta e significativa com o risco suicid&aacute;rio, bem  como a depress&atilde;o. A frequ&ecirc;ncia de acontecimentos de vida percebidos como negativos tamb&eacute;m se relacionou de forma direta com a  depress&atilde;o. A idade tendeu a relacionar-se de forma significativa com a depress&atilde;o. Finalmente a frequ&ecirc;ncia de acontecimentos de  vida negativos relacionou-se de forma indireta com o risco suicid&aacute;rio. Dado que a frequ&ecirc;ncia de acontecimentos de vida percebidos como  negativos se relaciona indirectamente de forma significativa com o risco se suicido, mas n&atilde;o de forma directa, apesar de apresentar uma  rela&ccedil;&atilde;o directa significativa quando o modelo &eacute; testado sem a vari&aacute;vel mediadora depress&atilde;o (<i>&beta;</i>=.17,  <i>p&lt;</i>.05), conclui-se que a depress&atilde;o medeia a rela&ccedil;&atilde;o entre acontecimentos de vida e risco de suic&iacute;dio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n1/34n1a04t2.jpg" width="576" height="322"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita ao modelo 2, que testou o efeito da intensidade dos acontecimentos de vida percebidos como negativos no risco de  suic&iacute;dio, e de acordo com a <a href="#t2">Tabela 2</a>, verifica-se que a idade se relacionou de forma direta e significativa com o risco  suicid&aacute;rio, bem como a depress&atilde;o. A intensidade de acontecimentos de vida percebidos como negativos tamb&eacute;m se relacionou de  forma direta com a depress&atilde;o. Finalmente a intensidade de acontecimentos de vida negativos relacionou-se de forma indireta com o risco  suicid&aacute;rio. Dado que a intensidade de acontecimentos de vida percebidos como negativos se relaciona indirectamente de forma significativa  com o risco se suicido, mas n&atilde;o de forma directa, apesar de apresentar uma rela&ccedil;&atilde;o directa significativa quando o modelo  &eacute; testado sem a vari&aacute;vel mediadora depress&atilde;o (<i>&beta;</i>=.16, <i>p&lt;</i>.05), conclui-se que a depress&atilde;o medeia a  rela&ccedil;&atilde;o entre acontecimentos de vida e risco de suic&iacute;dio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Esta investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivo testar dois modelos de previs&atilde;o do risco suicid&aacute;rio em jovens adultos, que  incluiram como vari&aacute;veis preditoras os acontecimentos de vida percebidos como negativos (frequ&ecirc;ncia e intensidade) e a  depress&atilde;o. Foi controlado, o feito do g&eacute;nero e da idade. Ambos os modelos se ajustaram aos dados de forma satisfat&oacute;ria.</p>     <p>Os resultados obtidos mostram que a depress&atilde;o medeia a rela&ccedil;&atilde;o entre a intensidade e a frequ&ecirc;ncia de acontecimentos  de vida percebidos como negativos e o risco de suic&iacute;dio. Em ambos os modelos, tamb&eacute;m a sintomatologia depressiva e a idade se  relacionam positivamente de forma direta com o risco de suic&iacute;dio.</p>     <p>Estes dados corroboram os resultados de estudos pr&eacute;vios (e.g., Campos et al., 2012; Galambos et al., 2006; Lamis, Malone,  Langhinrichsen-Rohling, &amp; Elis, 2010), na medida que confirmam a exist&ecirc;ncia de uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre depress&atilde;o e  risco de suic&iacute;dio. Esta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente importante no in&iacute;cio da vida adulta, tal como indicam as  conclus&otilde;es de v&aacute;rios trabalhos (e.g., Allam, 2011; Garroutte et al., 2003; Maltsberger, Hendin, Haas, &amp; Lipschitz, 2003; Marshal,  2003; O&rsquo;Donnel et al., 2004). Esta fase desenvolvimental pode assumir-se como um momento de crise, devido &agrave;s mudan&ccedil;as  vivenciadas pelo jovem adulto e &agrave; necessidade de assumir novas responsabilidades e novos papeis (Allam, 2011; Garroutte et al., 2003;  Marshal, 2003; O&rsquo;Donnel et al., 2004).</p>     <p>Os resultados mostram tamb&eacute;m que os jovens adultos mais velhos est&atilde;o em maior risco e que quanto mais frequentes e intensos forem  os acontecimentos de vida percebidos como negativos maior ser&aacute; o impacto no sofrimento psicol&oacute;gico e consequentemente no risco de  suic&iacute;dio. N&atilde;o s&atilde;o os acontecimentos de vida em si que s&atilde;o importantes para o risco de suic&iacute;dio mas sim a forma  como o indiv&iacute;duo os perceciona (Marshal, 2003; Sarason et al., 1978) e o impacto que t&ecirc;m do ponto de vista psicol&oacute;gico  atrav&eacute;s do potencial que t&ecirc;m para originar depress&atilde;o. Ou seja, quanto mais frequentes e intensos do ponto de vista negativo  forem os acontecimentos para o indiv&iacute;duo, maior o risco de desenvolver algum tipo de sintomatologia depressiva que poder&aacute;, por sua  vez, contribuir para o risco de suic&iacute;dio.</p>     <p>Perante n&iacute;veis de <i>stress </i>excessivamente intensos em rela&ccedil;&atilde;o aos recursos dispon&iacute;veis para lhes fazer face  (Allam, 2011; Khan et al., 2008), o indiv&iacute;duo pode n&atilde;o conseguir respostas adaptativas, surgindo a depress&atilde;o e,  consequentemente os comportamentos suicid&aacute;rios como uma forma de p&ocirc;r termo a um ciclo de sofrimento e dor psicol&oacute;gica.</p>     <p>De acordo com os resultados do presente estudo um conjunto de 16 acontecimentos de vida percecionados como negativos apresenta uma  rela&ccedil;&atilde;o com o risco suicid&aacute;rio atrav&eacute;s do efeito da depress&atilde;o. Estes acontecimentos de vida relacionam-se com  diferentes &aacute;reas: a morte de um familiar ou amigo, doen&ccedil;a do pr&oacute;prio ou de um familiar, problemas nas rela&ccedil;&otilde;es  interpessoais e ainda um conjunto de itens que marcam altera&ccedil;&otilde;es importantes nas condi&ccedil;&otilde;es de vida do indiv&iacute;duo  ao n&iacute;vel pessoal, social e econ&oacute;mico (altera&ccedil;&otilde;es nos h&aacute;bitos de sono; altera&ccedil;&otilde;es na  situa&ccedil;&atilde;o profissional/acad&eacute;mica; altera&ccedil;&otilde;es no n&iacute;vel econ&oacute;mico; mudan&ccedil;a de casa;  altera&ccedil;&otilde;es nas pr&aacute;ticas religiosas; altera&ccedil;&otilde;es na ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos livres;  altera&ccedil;&otilde;es nas atividades sociais; sair de casa pela primeira vez). Quanto maior o n&uacute;mero destes acontecimentos de vida que  sejam percebidos como negativos e quando maior a intensidade percebida desse impacto negativo, maior o risco a que o indiv&iacute;duo pode estar  exposto devido ao potencial que essa perce&ccedil;&atilde;o tem para gerar depress&atilde;o. Estas rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tanto mais  fortes quanto mais velhos forem os indiv&iacute;duos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Limita&ccedil;&otilde;es, conclus&atilde;o e implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas</i></p>     <p>O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es. Foi realizado com uma amostra n&atilde;o cl&iacute;nica e utilizou apenas medidas  de auto-relato. Estudos futuros dever&atilde;o tentar replicar os resultados agora obtidos com recurso a amostras cl&iacute;nicas e com  metodologias que n&atilde;o apenas as de auto-relato, como s&atilde;o as entrevistas. Outra limita&ccedil;&atilde;o foi a relativa  despropor&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos do sexo masculino e do sexo feminino. Finalmente, de referir uma taxa de  atrito relativamente elevada.</p>     <p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o v&atilde;o ao encontro dos resultados de estudos pr&eacute;vios, contribuindo para a  compreens&atilde;o dos comportamentos suicid&aacute;rios nos jovens adultos. Observou-se que as vari&aacute;veis estudadas se relacionam com o  risco de suic&iacute;dio. Verifica-se que quanto maior a frequ&ecirc;ncia com que o indiv&iacute;duo experimenta acontecimentos de vida percebidos  de forma negativa, bem como quanto mais intenso for o impacto negativo percebido, maior o risco de desenvolver depress&atilde;o e consequentemente  de estar em risco de suic&iacute;dio.</p>     <p>Os resultados t&ecirc;m implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica com jovens adultos, demonstrando a relev&acirc;ncia da  recolha de informa&ccedil;&atilde;o sobre a hist&oacute;ria de vida do indiv&iacute;duo, nomeadamente a hist&oacute;ria recente, dando-se especial  aten&ccedil;&atilde;o &agrave; perce&ccedil;&atilde;o que o indiv&iacute;duo tem de determinados experi&ecirc;ncias de vida. Importa n&atilde;o  s&oacute; avaliar a presen&ccedil;a de diferentes acontecimentos de vida, mas tamb&eacute;m, e sobretudo, a forma como o jovem adulto vivenciou  tais experi&ecirc;ncias, que significado lhes atribuiu e que impacto tiveram nele. A avalia&ccedil;&atilde;o de acontecimentos de vida  poder&aacute; permitir a identifica&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos que apresentem maior risco e, logo, prevenir a ocorr&ecirc;ncia de  comportamentos suicid&aacute;rios com interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica atempada. Os psic&oacute;logos devem estando atentos aos  n&iacute;veis de sofrimento psicol&oacute;gico que podem ocorrer como resposta &agrave; incapacidade de lidar com determinados acontecimentos de  vida, o que pode por sua vez construir um importante fator de risco suicid&aacute;rio (Allam, 2011; Khan et al., 2008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Allam, Z. (2011). Stressfull life events, vulnerable to stress and depression among Eritrean high school students. <i>IFE Psychologia, 19</i>,  380-393.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019212&pid=S0870-8231201600010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, L. S., &amp; Freire, T. (2003). <i>Metodologia da investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia da educa&ccedil;&atilde;o</i> (3&ordf; ed.  rev.). Braga: Psiquil&iacute;brios.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019214&pid=S0870-8231201600010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., &amp; Emery, G. (1979). <i>Cognitive therapy of depression</i>. New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019216&pid=S0870-8231201600010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blatt, S. J. (2004). <i>Experiences of depression: Theoretical, clinical, and research perspectives</i>. Washington, DC: American Psychological  Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019218&pid=S0870-8231201600010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Browne, M. W., &amp; Cudeck, R. (1993). Alternative ways of assessing model fit. In K. A. Bollen &amp; J. S. Long (Eds.), <i>Testing structural  equation models</i> (pp. 136-162). Beverly Hills, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019220&pid=S0870-8231201600010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Campos, R. C., Besser, A., &amp; Blatt, S. J. (2012). Distress mediates the association between personality predispositions and suicidality: A  preliminary study in a Portuguese community sample. <i>Archives of Suicide Research, 16</i>, 44-58. doi: 10.1080/13811118.2012.640583&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019222&pid=S0870-8231201600010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Campos, R. C., Besser, A., &amp; Blatt, S. J. (2013). Recollections of parental rejection, self-criticism and depression in suicidality.  <i>Archives of Suicide Research, 17</i>, 58-74. doi: 10.1080/13811118.2013.748416&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019223&pid=S0870-8231201600010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Campos, R. C., &amp; Holden, R. (2015).Testing a theory based model of suicidality in a community sample. <i>Omega: Journal of Death and  Dying</i>. First published on August 4. doi: 10.1177/0030222815598428&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019224&pid=S0870-8231201600010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cavanagh, J. T. O., Carson, A. J., Sharpe, M., &amp; Lawrie, S. M. (2003). Psychological autopsy studies of suicide: A systematic review.  <i>Psychological Medicine, 33</i>, 395-405. doi: 10.1017/S0033291702006943&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019225&pid=S0870-8231201600010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cheng, A. T. A., Chen, T. H. H., Chen, C. C., &amp; Jenkins, R. (2000). Psychosocial and psychiatric risk factors for suicide: Case-control  psychological autopsy study. <i>The British Journal of Psychiatry, 177</i>, 360-365. doi: 10.1192/bjp.177.4.360&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019226&pid=S0870-8231201600010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coimbra de Matos, A. (2001). <i>Depress&atilde;o</i>. Lisboa: Climepsi.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019227&pid=S0870-8231201600010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dervic, K., Oquendo, M. A., Grunebaum, M. F., Ellis, S., Burke, A. K., &amp; Mann, J. J. (2004). Religious affiliation and suicide attempt.  <i>American Journal of Psychiatric, 161</i>, 2303-2308. doi: 10.1176/appi.ajp.161.12.2303&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019229&pid=S0870-8231201600010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dixon, W. A., Heppner, P. P., &amp; Anderson, W. P. (1991). Problem-solving appraisal, stress, hopelessness, and suicide ideation in a college  population<i>. Journal of Counseling Psychology, 38</i>, 51-56. doi: 10.1037/0022-0167.38.1.51&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019230&pid=S0870-8231201600010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Eaton, W. W., Muntaner, C., Smith, C., Tien, A., &amp; Ybarra, M. (2004). The Revised Center for Epidemiologic Studies Depression Scale  (RCES-D). In M. E. Maruish (Ed.), <i>The use of psychological assessment for treatment planning and outcome assessment</i> (3<Sup>rd </Sup>ed.).  Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019231&pid=S0870-8231201600010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fergusson, D. M., Woodward, L. J., &amp; Horwood, L. J. (2000). Risk factors and life processes associated with the onset of suicidal behavior  during adolescence and early adulthood. <i>Psychological Medicine, 30</i>, 23-39. doi: 10.1017/S003329179900135X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019233&pid=S0870-8231201600010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fotti, S. A., Katz, L. Y., Afifi, T. O., &amp; Cox, B. J. (2006). The associations between peer and parental relationships and suicidal  behaviours in early adolescents. <i>Canadian Journal of Psychiatry, 51</i>, 698-703. Retrieved from  <a href="http://publications.cpaapc.org/browse/sections/0" target="_blank">http://publications.cpaapc.org/browse/sections/0</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019234&pid=S0870-8231201600010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Galambos, N. L., Barker, E. T., &amp; Krahn, H. J. (2006). Depression, self-esteem, and anger in emerging adulthood: Seven-year trajectories.  <i>Developmental Psychology, 42</i>, 350-365. doi: 10.1037/0012-1649.42.2.350&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019235&pid=S0870-8231201600010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Garroutte, E. M., Goldberg, J., Beals, J., Herrell, R., Manson, S. M., &amp; the AI SUPERPFP Team c1. (2003). Spirituality and attempted suicide  among American Indians. <i>Social Science &amp; Medicine, 56</i>, 1571-1579. doi: 10.1016/S0277-9536(02)00157-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019236&pid=S0870-8231201600010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gon&ccedil;alves, B., &amp; Fagulha, T. (2004). Escala de depress&atilde;o do centro de estudos epidemiol&oacute;gicos (C.E.S.-D.). In M. M.  Gon&ccedil;alves, M. R. Sim&otilde;es, L. S. Almeida, &amp; C. Machado (Eds.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica: Instrumentos  validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i> (Vol. I, pp. 33-43). Coimbra: Quarteto Editora.</p>     <!-- ref --><p>Heikkinen, M. E., Aro, H., &amp; L&ouml;nnqvist, J. (1994). Recent life events, social support and suicide. <i>Acta Psychiatrica Scandinavica,  89</i>, 65-72. doi: 10.1111/j.1600-0447.1994.tb05805.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019238&pid=S0870-8231201600010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heikkinen, M. E., Henriksson, M. M., Isomets&auml;, E. T., Marttunen, M. J., Aro, H. M., &amp; L&ouml;nnqvist, J. K. (1997). Recent life events  and suicide in personality disorders. <i>The Journal of Nervous and Mental Disease, 185</i>, 373-381. doi: 10.1097/00005053-199706000-00003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019239&pid=S0870-8231201600010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hooven, C., Snedker, K. A., &amp; Thompson, E. A. (2012). Suicide risk at young adulthood: Continuities and discontinuities from adolescence.  <i>Youth &amp; Society, 44</i>, 524-547. doi: 10.1177/0044118X11407526&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019240&pid=S0870-8231201600010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hoyle, R. H., &amp; Smith, G. T. (1994). Formulating clinical research hypotheses as structural equation models: A conceptual overview.  <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 62</i>, 429-440.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019241&pid=S0870-8231201600010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hu, L., &amp; Bentler, P. M. (1999). Cutoff criteria for fit indexes in covariance structure analysis: Conventional criteria <i>versus</i> new  alternatives. <i>Structural Equation Modeling: A Multidisciplinary Journal, 6</i>, 1-55. doi: 10.1080/10705519909540118&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019243&pid=S0870-8231201600010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kessler, R. C., Berglund, P., Borges, G., Nock, M., &amp; Wang, P. S. (2005). Trends in suicide ideation, plans, gestures, and attempts in the  United States, 1990-1992 to 2001-2003. <i>Journal of the American Medical Association, 293</i>, 2487-2495. doi: 10.1001/jama.293.20.2487&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019244&pid=S0870-8231201600010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Khan, M. M., Mahmud, S., Karim, M. S., Zaman, M., &amp; Prince, M. (2008). Case control study of suicide in Karachi, Pakistan<i>. The British  Journal of Psychiatry, 193</i>, 402-405. doi: 10.1192/bjp.bp.107.042069&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019245&pid=S0870-8231201600010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lamis, D. A., Malone, P. S., Langhinrichsen-Rohling, J., &amp; Elis, T. E. (2010). Body investment, depression, and alcohol use as risk factors  for suicide proneness in college students. <i>Crisis: The Journal of Crisis Intervention and Suicide Prevention, 31</i>, 118-127. doi:  10.1027/0227-5910/a000012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019246&pid=S0870-8231201600010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Linda, W. P., Marroqu&iacute;n, B., &amp; Miranda, R. (2012). Active and passive problem solving as moderators of the relation between negative  life event stress and suicidal ideation among suicide attempters and non-attempters. <i>Archives of Suicide Research, 16</i>, 183-197. doi:  10.1080/13811118.2012.695233&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019247&pid=S0870-8231201600010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>MacKinnon, D. P., Lockwood, C. M., Hoffman, J. M., West, S. G., &amp; Sheets, V. (2002). A comparison of methods to test mediation and other  intervening variable effects. <i>Psychological Methods, 7</i>, 83-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019248&pid=S0870-8231201600010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mallinckrodt, B., Abraham, T. W., Wei, M., &amp; Russell, D. W. (2006). Advances in testing the statistical significance of mediation effects.  <i>Journal of Counseling Psychology, 53</i>, 372-378.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019250&pid=S0870-8231201600010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maltsberger, J. T., Hendin, H., Haas, A. P., &amp; Lipschitz, A. (2003). Determination of precipitating events in the suicide of psychiatric  patients<i>. Suicide and Life-Threatening Behavior, 33</i>, 111-119. doi: 10.1521/suli.33.2.111.22778&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019252&pid=S0870-8231201600010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mann, J. J., Waternaux, C., Haas, G. L., &amp; Malone, K. M. (1999). Toward a clinical model of suicidal behavior in psychiatric patients.  <i>The American Journal of Psychiatry, 156</i>, 181-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019253&pid=S0870-8231201600010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maroco, J. (2007). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS. </i>Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019255&pid=S0870-8231201600010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marshal, M. P. (2003). For better or for worse?. The effects of alcohol use on marital functioning. <i>Clinical Psychology Review, 23</i>,  959-997. doi: 10.1016/j.cpr.2003.09.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019257&pid=S0870-8231201600010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Martins, P. C. R. (2007). <i>O amante competente e outros campos do imagin&aacute;rio coletivo de universit&aacute;rios sobre dificuldades  sexuais masculinas</i>. Tese de doutoramento, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Campinas, Campinas, SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019258&pid=S0870-8231201600010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McAuliffe, C., Corcoran, P., Keeley, H. S., &amp; Perry, I. J. (2003). Risk of suicide ideation associated with problem-solving ability and  attitudes toward suicidal behavior in university students<i>. 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Ambivalence over emotional expression and negative life events: Mediators of depression symptoms in  dependent and self-critical individuals. <i>Personality and Individual Differences, 16</i>, 447-458. doi: 10.1016/0191-8869(94)90071-X&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019261&pid=S0870-8231201600010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mooney, C. Z., &amp; Duval, R. (1993). <i>Bootstrapping: A nonparametric approach to statistical inference</i>. Newbury Park, CA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019262&pid=S0870-8231201600010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nock, M. K., Borges, G., Bromet, E. J., Cha, C. B., Kessler, R. C., &amp; Lee, S. (2008). Suicide and suicidal behavior. <i>Epidemiological  Reviews, 30</i>, 133-154. doi: 10.1093/epirev/mxn002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019264&pid=S0870-8231201600010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>O&rsquo;Donnell, L., O&rsquo;Donnell, C., Wardlaw, D. M., &amp; Stueve, A. (2004). Risk and resiliency factors influencing suicidality among  urban African American and Latino youth. <i>American Journal of Community Psychology, 33</i>, 37-49. doi: 10.1023/B:AJCP.0000014317.20704.0b</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de [OMS]. (2012). <i>Public health action for the prevention of suicide: A framework</i>. Geneva:  Author. Retrieved from <a href="http://www.who.int/mental_health/publications/prevention_suicide_2012/en"  target="_blank">http://www.who.int/mental_health/publications/prevention_suicide_2012/en</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019266&pid=S0870-8231201600010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Osman, A., Bagge, C. L., Gutierrez, P. M., Konick, L. C., Kopper, B. A., &amp; Barrios, F. X. (2001). The Suicidal Behaviors  Questionnaire-Revised (SBQ-R): Validation with clinical and nonclinical samples. <i>Assessment, 8</i>, 443-454. doi: 10.1177/107319110100800409&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019267&pid=S0870-8231201600010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Paykel, E. S., Prusoff, B. A., &amp; Myers, J. K. (1975). Suicide attempts and recent life events: A controlled comparison. <i>Archives of  General Psychiatry, 32</i>, 327-333. doi: 10.1001/archpsyc.1975.01760210061003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019268&pid=S0870-8231201600010000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pestana, M. H., &amp; Gageiro, J. N. (2008). <i>An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais: A complementaridade do SPSS</i>  (5&ordf; ed. rev.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019269&pid=S0870-8231201600010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Radloff, L. S. (1977). The CES-D scale: A self-report depression scale for research in the general population. <i>Applied Psychological  Measurement, 1</i>, 385-401. doi: 10.1177/014662167700100306&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019271&pid=S0870-8231201600010000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sarason, I. G., Johnson, J. H., &amp; Siegel, J. M. (1978). Assessing the impact of life changes: Development of the life experiences survey.  <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 46</i>, 932-946. doi: 10.1037/0022-006X.46.5.932&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019272&pid=S0870-8231201600010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, I., Pais-Ribeiro, J., Cardoso, H., &amp; Ramos, H. (2003). Contributo para a adapta&ccedil;&atilde;o da Life Experiences Survey (LES)  &agrave; popula&ccedil;&atilde;o diab&eacute;tica portuguesa. <i>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 21</i>,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019273&pid=S0870-8231201600010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 49-60.</p>     <!-- ref --><p>Yen, S., Shea, M. T., Pagano, M., Sanislow, C. A., Grilo, C. M., McGlashan, T. H., . . . Morey, L. C. (2003). Axis I and axis II disorders as  predictors of prospective suicide attempts: Findings from the collaborative longitudinal personality disorders study. <i>Journal of Abnormal  Psychology, 112</i>, 375-381. doi: 10.1037/0021-843X.112.3.375&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019275&pid=S0870-8231201600010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Yung, Y. F., &amp; Bentler, P. M. (1996). Bootstrapping techniques in analysis of mean and covariance structures. In G. A. Marcoulides &amp;  R. E. Schumacker (Eds.), <i>Advanced structural equation modeling techniques</i> (pp. 195-226). Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=019276&pid=S0870-8231201600010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Rui C. Campos, Departamento de Psicologia, Universidade de  &Eacute;vora, Apartado 94, 7002-554 &Eacute;vora. E-mail: <a href="mailto:rccampos@uevora.pt">rccampos@uevora.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 22/04/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 30/05/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>NOTAS</p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Note-se, no entanto, que n&atilde;o se trata de um estudo longitudinal porque a vari&aacute;vel  dependente n&atilde;o foi avaliada no momento 1.</p>     ]]></body>
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