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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Síndrome de burnout e valores humanos em professores da rede pública estadual da cidade de João Pessoa: Um estudo correlacional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The burnout syndrome is a reaction to chronic stress experienced at work. It presents three dimensions: Emotional Exhaustion, Depersonalization and Professional Achievement. Values are categories of orientation considered desirable, based on human needs and the preconditions to satisfy them, can vary as to their magnitude and the elements defined. The research verified the relationship between the dimensions of burnout syndrome and human values of the teachers of the public schools of the city of João Pessoa - PB. Participated 220 teachers who responded to the scale of the Maslach Burnout Inventory - MBI (ED version), the Questionnaire of Human Values and Sociodemographic Data. Were performed descriptive statistics analysis, Pearson’s correlations and linear regression analyses. The subfunction Normative was that showed correlations with the dimensions of burnout, especially tradition and obedience are very important values to decrease interpersonal emotional detachment and for the relief of emotional exhaustion. There was the importance of promoting the central and personal values to the feeling of professional achievement.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome de burnout]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>S&iacute;ndrome de <i>burnout</i> e valores humanos em professores da rede p&uacute;blica estadual da cidade de Jo&atilde;o Pessoa:  Um estudo correlacional</b></p>     <p><b>Sandra Souza<sup>1</sup>, Flaviane Michelly Ten&oacute;rio de Souza<sup>1</sup>, Silv&acirc;nia da Cruz Barbosa<sup>1</sup>,  Iranda R&uacute;bia de Sousa Lopes<sup>1</sup>, Danielle Gomes Fernandes<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>UFPB &ndash; Universidade Federal da Para&iacute;ba, Brasil</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o ao estresse cr&ocirc;nico vivenciado no trabalho. Apresenta tr&ecirc;s  dimens&otilde;es: Exaust&atilde;o Emocional, Despersonaliza&ccedil;&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o Profissional. Valores s&atilde;o categorias  de orienta&ccedil;&atilde;o consideradas como desej&aacute;veis, baseadas nas necessidades humanas, variando quanto a sua magnitude e seus  elementos definidores. A pesquisa teve como objetivo verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es da s&iacute;ndrome de  <i>burnout</i> e os valores humanos dos professores da rede p&uacute;blica estadual da cidade de Jo&atilde;o Pessoa &ndash; PB. Participaram 220  professores do ensino m&eacute;dio que responderam a escala Maslach Burnout Inventory &ndash; MBI (vers&atilde;o ED), o Question&aacute;rio de  Valores Humanos e uma Ficha Sociodemogr&aacute;fica. Foram realizadas an&aacute;lises estat&iacute;sticas descritivas, prova de  correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> e an&aacute;lise de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla. A subfun&ccedil;&atilde;o Normativa foi a  que mais apresentou correla&ccedil;&otilde;es com as dimens&otilde;es do <i>burnout</i>, especialmente tradi&ccedil;&atilde;o e obedi&ecirc;ncia se  mostraram valores importantes para a diminui&ccedil;&atilde;o do distanciamento afetivo interpessoal e para o al&iacute;vio do esgotamento  emocional. Verificou-se a import&acirc;ncia de se fomentar os valores centrais e pessoais para promover a sensa&ccedil;&atilde;o de  realiza&ccedil;&atilde;o profissional.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: S&iacute;ndrome de <i>burnout</i>, Valores humanos, Professores.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The <i>burnout</i> syndrome is a reaction to chronic stress experienced at work. It presents three dimensions: Emotional Exhaustion,  Depersonalization and Professional Achievement. Values are categories of orientation considered desirable, based on human needs and the  preconditions to satisfy them, can vary as to their magnitude and the elements defined. The research verified the relationship between the  dimensions of <i>burnout</i> syndrome and human values of the teachers of the public schools of the city of Jo&atilde;o Pessoa &ndash; PB.  Participated 220 teachers who responded to the scale of the Maslach Burnout Inventory &ndash; MBI (ED version), the Questionnaire of Human Values  and Sociodemographic Data. Were performed descriptive statistics analysis, <i>Pearson</i>&rsquo;s correlations and linear regression analyses.  The subfunction Normative was that showed correlations with the dimensions of <i>burnout</i>, especially tradition and obedience are very important  values to decrease interpersonal emotional detachment and for the relief of emotional exhaustion. There was the importance of promoting the central  and personal values to the feeling of professional achievement.</p>     <p><b>Key words</b>: <i>Burnout</i> syndrome, Human values, Teachers.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, algumas reformas v&ecirc;m sendo introduzidas no sistema educacional brasileiro com vistas a ampliar o  acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o infantil, ensino fundamental e ensino m&eacute;dio, &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es em  situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social. Para atender &agrave;s novas compet&ecirc;ncias e metas educacionais definidas pela Emenda  Constitucional n&ordm; 14 de 1996, as redes estaduais e municipais desenvolveram algumas a&ccedil;&otilde;es, construindo novas escolas, aumentando  o n&uacute;mero de alunos por sala, acolhendo a diversidade, intensificando o turno noturno e, em alguns casos, criando um turno  intermedi&aacute;rio (Costa &amp; Oliveira, 2011). Essas a&ccedil;&otilde;es passaram a exigir professores mais aut&ocirc;nomos, criativos e  flex&iacute;veis para atender &agrave;s novas reformas educacionais, mas sem lhes oferecer melhores recursos econ&ocirc;micos e  condi&ccedil;&otilde;es de trabalho adequadas para cumprir as atuais demandas educacionais (Costa, 1995; Hypolito, 1997; Lapa &amp; Pretto, 2010;  Sampaio &amp; Mar&iacute;n, 2004).</p>     <p>Sampaio e Mar&iacute;n (2004), citando o estudo realizado por Siniscalco em 2003, mostra que a situa&ccedil;&atilde;o salarial do professorado  brasileiro &eacute; uma das piores do mundo, inclusive quando comparada a alguns pa&iacute;ses com inferiores condi&ccedil;&otilde;es sociais e  econ&ocirc;micas, como &eacute; o caso do Peru e da Indon&eacute;sia. Mesmo melhorando com o passar dos anos, por meio dos incentivos, como  adicionais por tempo de servi&ccedil;o ou de qualifica&ccedil;&atilde;o, o sal&aacute;rio continua abaixo desses e de outros pa&iacute;ses. Os  autores concluem que o professorado brasileiro vive um processo de pauperiza&ccedil;&atilde;o que incide diretamente na pauperiza&ccedil;&atilde;o  da sua vida pessoal, que por sua vez reflete no trabalho, sobretudo no acesso a bens culturais. Outras pesquisas (Carlotto &amp; Palazzo, 2006;  Codo &amp; Vasquez-Menezes, 1999; Ferenhof &amp; Ferenhof, 2002; Reinhold, 1996) revelam que os professores brasileiros se sentem profissionalmente  desvalorizados, disp&otilde;em de recursos materiais insuficientes para lecionar, enfrentam salas de aula superlotadas, convivem com a  inseguran&ccedil;a e a viol&ecirc;ncia nas escolas, com a sobrecarga de trabalho e, para aumentar a renda salarial, assumem v&aacute;rios empregos  com hor&aacute;rios diversificados, chegando &agrave;s vezes a lecionar nos tr&ecirc;s turnos. Diante desse quadro, a sa&uacute;de do professor vem  se deteriorando e provocando adoecimentos ps&iacute;quicos, de car&aacute;ter n&atilde;o psic&oacute;tico, como <i>burnout</i> que se manifesta  como rea&ccedil;&atilde;o ao impacto intenso e duradouro de fatores estressantes no trabalho.</p>     <p>Freudenberger (1974, 1987), um dos pesquisadores pioneiros sobre o fen&ocirc;meno, comparou a s&iacute;ndrome a uma esp&eacute;cie de  inc&ecirc;ndio subjetivo que devasta a energia, as expectativas e a autoimagem de profissionais que, antes, se sentiam profundamente envolvidos com  o trabalho. Esse autor identificou que indiv&iacute;duos particularmente din&acirc;micos e engajados no trabalho, e os mais idealistas, como  &eacute; o caso do professor, s&atilde;o bastante vulner&aacute;veis. A Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) tamb&eacute;m  identificou que os profissionais de educa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m-se destacado, em v&aacute;rios pa&iacute;ses, como um dos grupos mais  acometidos por <i>burnout</i>, estimulando pesquisadores a fazerem estudos cient&iacute;ficos nesses grupos (Batista, Carlotto, Coutinho, &amp;  Augusto, 2010; Carlotto, 2010; Lapo &amp; Bueno, 2003).</p>     <p>A doc&ecirc;ncia &eacute;, sem d&uacute;vida, um dos mais importantes e necess&aacute;rios of&iacute;cios do mundo na prepara&ccedil;&atilde;o  de indiv&iacute;duos reflexivos e educados. Sabe-se que para educar bem e ser um bom art&iacute;fice na constru&ccedil;&atilde;o de valores humanos  positivos, &eacute; imprescind&iacute;vel que o professor esteja bem; por&eacute;m se ele &eacute; intensamente exposto a estressores laborais e  n&atilde;o consegue enfrent&aacute;-los eficazmente, vai se desgastando psiquicamente e perdendo o entusiasmo com o trabalho (Pedro &amp; Peixoto,  2006). O problema &eacute; que o desgaste ps&iacute;quico do professor, na medida em que assume caracter&iacute;sticas epid&ecirc;micas (Salanova  &amp; Llorens, 2011) pode desencadear o <i>burnout</i>, gerando consequ&ecirc;ncias negativas pessoais e para a escola, ocasionando altos custos,  conduzindo ao aumento do absente&iacute;smo, diminui&ccedil;&atilde;o da produtividade, e baixa qualidade dos servi&ccedil;os educacionais  oferecidos &agrave; sociedade. Em outras palavras, a nocividade do <i>burnout</i> repercute em n&iacute;vel individual, organizacional e societal,  justificando assim a import&acirc;ncia e urg&ecirc;ncia de se diagnosticar a s&iacute;ndrome a fim de se planejar medidas mais eficazes para  promover a sa&uacute;de, prevenir e combater o <i>burnout</i> (Benevides-Pereira, 2009; D&eacute;riot, 2010; Esteve, 1999).</p>     <p>Diante do exposto, a presente pesquisa teve como objetivo verificar as rela&ccedil;&otilde;es entre as dimens&otilde;es da s&iacute;ndrome de  <i>burnout</i> e os valores humanos dos professores da rede p&uacute;blica estadual da cidade de Jo&atilde;o Pessoa &ndash; PB.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>S&iacute;ndrome de <i>burnout</i></b></p>     <p>Os primeiros estudos mais sistematizados sobre <i>burnout</i> surgem na d&eacute;cada de 1970, nos Estados Unidos, desenvolvidos pelo psiquiatra  Freudenberger (1974) sob o ponto de vista cl&iacute;nico, e pela psic&oacute;loga Maslach (1976) sob uma perspectiva psicossocial. Essa  psic&oacute;loga elaborou um conceito que passou a ser amplamente usado na literatura cient&iacute;fica, segundo o qual <i>burnout</i> &eacute; uma  patologia que surge em resposta a estressores cr&ocirc;nicos no trabalho, formada por tr&ecirc;s dimens&otilde;es: Exaust&atilde;o Emocional (EE),  que se manifesta pela sensa&ccedil;&atilde;o de cansa&ccedil;o extremo e falta de energia no trabalho e na vida pessoal;  Despersonaliza&ccedil;&atilde;o (DP), que se caracteriza por atitudes insens&iacute;veis e/ou hostis em rela&ccedil;&atilde;o aos usu&aacute;rios e  aos colegas de trabalho; Realiza&ccedil;&atilde;o Profissional (RP), que diz respeito ao &acirc;nimo, empenho, satisfa&ccedil;&atilde;o e  efici&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho (Maslach, 2009; Maslach &amp; Jackson, 1981; Maslach &amp; Leiter, 1999).</p>     <p>O <i>Maslach Burnout Inventory</i> (MBI-ED), criado por Maslach e Jakcson (1981) &eacute; o instrumento mais utilizado para avaliar  <i>burnout</i> em professores, tendo sido traduzido e adaptado em v&aacute;rios idiomas. De acordo com esse instrumento, um indiv&iacute;duo  est&aacute; acometido por <i>burnout</i> quando apresenta elevados escores em EE e em DP, seguidos de baixos escores em RP, visto que nessa  &uacute;ltima dimens&atilde;o a escala de pontua&ccedil;&atilde;o &eacute; invertida. Sublinha-se que, diferente da abordagem cl&iacute;nica  defendida por Freudenberger, na perspectiva psicossocial, o aparecimento do <i>burnout</i> n&atilde;o se deve &agrave; predisposi&ccedil;&atilde;o  ps&iacute;quica de certos indiv&iacute;duos, e sim, &agrave; percep&ccedil;&atilde;o que eles t&ecirc;m do contexto laboral. Salanova e Llorens  (2011) sugerem alguns modelos psicossociais explicativos para a s&iacute;ndrome, por exemplo, as teorias de cont&aacute;gio social, de  demanda-controle, social cognitiva e a teoria do interc&acirc;mbio social. Essa &uacute;ltima, que ser&aacute; usada na presente pesquisa,  sup&otilde;e que o equil&iacute;brio ou desequil&iacute;brio emocional s&atilde;o determinados pela percep&ccedil;&atilde;o de reciprocidade nas  rela&ccedil;&otilde;es, ou seja, quanto o indiv&iacute;duo percebe que est&aacute; dando de si e at&eacute; que ponto se sente recompensado. A  fonte do <i>burnout</i> est&aacute; na aus&ecirc;ncia de reciprocidade nas rela&ccedil;&otilde;es de troca, que pode se manifestar em tr&ecirc;s  n&iacute;veis: (1) entre profissionais e usu&aacute;rios; (2) entre companheiros; (3) entre o indiv&iacute;duo e a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O primeiro n&iacute;vel ocorre quando os trabalhadores se empenham na tarefa, mas sentem que seus esfor&ccedil;os n&atilde;o s&atilde;o  suficientemente valorizados pelos usu&aacute;rios. Para obter a recompensa, eles passam a investir cada vez mais nas rela&ccedil;&otilde;es,  chegando a consumir grande energia ps&iacute;quica que os leva ao esgotamento. Em consequ&ecirc;ncia do esgotamento surgem as  frustra&ccedil;&otilde;es profissionais. Na tentativa de conter o esgotamento, os profissionais distanciam-se psicologicamente dos usu&aacute;rios,  dando margem ao surgimento da Despersonaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>No segundo n&iacute;vel, os trabalhadores tentam manter as boas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais com os companheiros de trabalho por meio de  um recurso conhecido na literatura como Suporte Social, que se baseia no equil&iacute;brio entre o apoio social oferecido e recebido dos colegas. O  processo de <i>burnout</i> come&ccedil;a quando esse equil&iacute;brio se quebra. Em consequ&ecirc;ncia, os empregados tendem a se afastar  afetivamente dos colegas, adotando comportamentos hostis, caracter&iacute;sticos da Despersonaliza&ccedil;&atilde;o, sendo esses comportamentos  teoricamente compreendidos como tentativas inconscientes de recuperar a reciprocidade das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais.</p>     <p>No terceiro n&iacute;vel, o <i>burnout</i> decorre principalmente da rela&ccedil;&atilde;o desequilibrada entre o que o empregado d&aacute; e  espera da organiza&ccedil;&atilde;o. Quando as expectativas e recompensas s&atilde;o continuamente frustradas, o indiv&iacute;duo vai se esgotando  psiquicamente e perdendo o entusiasmo com a organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Valores humanos</b></p>     <p>De acordo com Porto e Tamayo (2007), os valores conduzem os comportamentos e as atitudes do ser, podendo estar relacionados a momentos  espec&iacute;ficos de sua vida. Dessa forma, eles s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para que se possa compreender uma s&eacute;rie de  fen&ocirc;menos psicossociais (Gouveia, Milfont, Fischer, &amp; Coelho, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A teoria funcionalista dos valores humanos tem apresentado avan&ccedil;os significativos para a compreens&atilde;o do construto desde o final da  d&eacute;cada de 1990 (Gouveia, 1998, 2003; Gouveia, Meira, Gusm&atilde;o, Souza Filho, &amp; Souza, 2008). Trata-se de uma tipologia de valores  b&aacute;sicos, descrita como integradora e parcimoniosa, composta por 18 valores prim&aacute;rios baseados nas necessidades humanas  (emo&ccedil;&atilde;o, sexualidade, prazer, &ecirc;xito, prest&iacute;gio, poder, sobreviv&ecirc;ncia, estabilidade pessoal, sa&uacute;de,  conhecimento, beleza, maturidade, apoio social, afetividade, conviv&ecirc;ncia, tradi&ccedil;&atilde;o, obedi&ecirc;ncia e religiosidade).</p>     <p>Essa teoria tem como &ecirc;nfase os valores humanos a partir de duas fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas; a primeira, denominada de tipo de  orienta&ccedil;&atilde;o, &eacute; respons&aacute;vel por guiar nossas a&ccedil;&otilde;es, sendo representada pelos valores sociais, centrais e  pessoais. A segunda, denominada tipo de motivador, &eacute; respons&aacute;vel por expressar as necessidades humanas, sendo representada por  valores materialistas (pragm&aacute;ticos) ou humanit&aacute;rios (idealistas). Gouveia et al. (2009) afirmam que, ao se integrarem, as  dimens&otilde;es tipo de orienta&ccedil;&atilde;o e tipo de motivador originam seis subfun&ccedil;&otilde;es: (1) Experimenta&ccedil;&atilde;o  (emo&ccedil;&atilde;o, sexualidade, prazer), representa um motivador humanit&aacute;rio, mas com uma orienta&ccedil;&atilde;o Pessoal; (2)  Realiza&ccedil;&atilde;o (&ecirc;xito, poder, prest&iacute;gio), compreende um motivador materialista e com orienta&ccedil;&atilde;o Pessoal; (3)  Exist&ecirc;ncia (estabilidade pessoal, sa&uacute;de, sobreviv&ecirc;ncia), representa um motivador materialista e possui orienta&ccedil;&atilde;o  Central; (4) suprapessoal (conhecimento, maturidade, beleza), compreende um motivador humanit&aacute;rio e t&ecirc;m orienta&ccedil;&atilde;o  Central; (5) Interativa (afetividade, apoio social, conviv&ecirc;ncia), representa um motivador humanit&aacute;rio e possui  orienta&ccedil;&atilde;o social e (6) Normativa (obedi&ecirc;ncia, tradi&ccedil;&atilde;o, religiosidade), compreende um motivador materialista e  orienta&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>Estudos sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre <i>burnout</i> e valores t&ecirc;m despertado o interesse de alguns pesquisadores, como, Borges,  Argolo, Pereira, Machado e Silva (2002) e Borges, Argolo e Baker (2006) com amostras de profissionais de sa&uacute;de na cidade de Natal-RN, e  Langballe, Innstrand, Aasland e Falkum (2011) com m&eacute;dicos da Noruega. Langballe et al. (2011) verificaram que a congru&ecirc;ncia entre os  valores dos empregados e do local de trabalho &eacute; um fator importante para a preven&ccedil;&atilde;o do <i>burnout</i> independente do sexo,  evidenciando, desse modo, a import&acirc;ncia dos valores na compreens&atilde;o da s&iacute;ndrome em quest&atilde;o.</p>     <p>A teoria funcionalista de valores humanos tem contribu&iacute;do com estudos para a &aacute;rea organizacional, como, comprometimento  organizacional, bem estar afetivo, fadiga, <i>burnout</i> (Gouveia et al., 2009), ou mesmo para a &aacute;rea do trabalho, por exemplo, bem estar  subjetivo (Chaves, 2007). Gouveia et al. (2009) buscaram compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre as prioridades valorativas e o n&iacute;vel de  <i>burnout</i> em profissionais de sa&uacute;de da cidade de Jo&atilde;o Pessoa-PB, como, m&eacute;dicos, enfermeiros e psic&oacute;logos.  Conclu&iacute;ram, por um lado, que os valores Suprapessoais e Normativos apresentaram correla&ccedil;&atilde;o direta com a RP e, por outro, os  valores normativos apresentaram correla&ccedil;&atilde;o negativa com a DE. De outro modo, a DE teve uma rela&ccedil;&atilde;o direta com os  valores de Experimenta&ccedil;&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Amostra</i></p>     <p>Trata-se de uma amostra acidental, n&atilde;o probabil&iacute;stica (Sarri&aacute;, Guardi&atilde;, &amp; Freixa, 1999), na qual foram  inclu&iacute;dos sujeitos que se dispuseram a colaborar com a pesquisa. A partir desse procedimento participaram 220 professores do ensino  m&eacute;dio da cidade de Jo&atilde;o Pessoa. O n&uacute;mero de participantes foi estipulado com base no Censo Escolar de Educa&ccedil;&atilde;o  B&aacute;sica divulgado pela Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado da Para&iacute;ba. Segundo esse documento, existem 1.240 docentes em  atividade nas salas de aula do ensino m&eacute;dio de Jo&atilde;o Pessoa, dos quais 17,7% contribu&iacute;ram com a pesquisa.</p>     <p>Foram inclu&iacute;dos na pesquisa os professores que estavam ativos nas escolas e exclu&iacute;dos os que estavam de licen&ccedil;a ou  afastados do trabalho por algum motivo, bem como os que se recusaram a preencher os protocolos e os que estavam ausentes no momento da coleta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra tem as seguintes caracter&iacute;sticas: 51,4% s&atilde;o mulheres, com idade variando de 22 a 50 anos (<i>M</i>=42.2;  <i>dp</i>=11.6). Quanto ao estado civil, 48,2% s&atilde;o casados, 32,7% solteiros, 14,1% separados/divorciados, 3,2% convivem com outra pessoa, e  1,4% vi&uacute;vo. A religi&atilde;o cat&oacute;lica foi prevalente (52,3%), seguida da evang&eacute;lica (22,3%), 12,3% n&atilde;o t&ecirc;m  religi&atilde;o, 6,4% esp&iacute;ritas, e 6,4% outras religi&otilde;es. Quanto ao n&uacute;mero de filhos 44,1% t&ecirc;m entre um e dois, 36,8%  sem filhos, 14,1% t&ecirc;m entre tr&ecirc;s e quatro filhos, e 2,7% acima de quatro filhos.</p>     <p>O tempo de profiss&atilde;o variou de 1 a 45 anos (<i>M</i>=16.4; <i>dp</i>=10.6). Observou-se que 51,8% trabalham exclusivamente em uma escola  e que 48,2% em mais de uma escola; 62,3% recebem entre dois e cinco sal&aacute;rios m&iacute;nimos, 26,4% recebem menos de dois sal&aacute;rios e  10,5% acima de cinco sal&aacute;rios. Observou-se ainda que 37,7% dos docentes trabalham acima de 41horas semanais, 33,2% de 31 a 40 horas e 25,5%  at&eacute; 30 horas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumento</i></p>     <p>Para avaliar os n&iacute;veis de <i>burnout</i>, aplicou-se MBI-ED. Tal instrumento &eacute; composto por 22 itens distribu&iacute;dos nas  tr&ecirc;s dimens&otilde;es: EE (9 itens, a exemplo &lsquo;Quando termino minha jornada de trabalho sinto-me esgotado&rsquo;); RP (8 itens, a  exemplo &lsquo;Sinto-me vigoroso no trabalho&rsquo;); e DE (5 itens, a exemplo &lsquo;Sinto que me tornei mais duro com as pessoas, desde que  comecei este trabalho&rsquo;). Tomando por base a valida&ccedil;&atilde;o de Carlloto e C&acirc;mara (2004) em amostra de professores de Porto  Alegre, RS, Brasil, utilizou-se o sistema de pontua&ccedil;&atilde;o de 1 a 5. As autoras verificaram que os sujeitos apresentavam dificuldades em  responder muitos itens do instrumento dentro das especificidades do modelo original americano com escala de 0 a 6. Seguindo a  recomenda&ccedil;&atilde;o, a escala de pontos ficou assim definida: 1 para &lsquo;nunca&rsquo;, 2 para &lsquo;algumas vezes ao ano&rsquo;, 3 para  &lsquo;algumas vezes ao m&ecirc;s&rsquo;, 4 para &lsquo;algumas vezes na semana&rsquo;, e 5 para &lsquo;diariamente&rsquo;. Na referida  valida&ccedil;&atilde;o os Alfas de <i>Cronbach</i> encontrados foram de 0.88 para EE, de 0.82 para RP e de 0.58 para DE. Nessa &uacute;ltima  dimens&atilde;o, o baixo Alfa &eacute; justificado pelas autoras como poss&iacute;vel discrep&acirc;ncia entre a quantidade de itens nos tr&ecirc;s  fatores, sendo o fator DE o que possui menor n&uacute;mero de itens (apenas 5). A an&aacute;lise de confiabilidade realizada para cada uma das  dimens&otilde;es apresentou boa consist&ecirc;ncia interna em todos os fatores, obtendo um alfa de 0.88 para EE, de 0.79 para RP e de 0.67 para DE,  sendo esses resultados muito pr&oacute;ximos &agrave; valida&ccedil;&atilde;o de Carlloto e C&acirc;mara (2004) e, portanto, adequada para a  amostra estudada.</p>     <p>Para identificar os Valores Humanos, aplicou-se o Question&aacute;rio de Valores Humanos (QVB), desenvolvido por Gouveia (1998, 2003), com 18  valores. Os respondentes indicam a import&acirc;ncia que cada valor (Ex.: prest&iacute;gio, sa&uacute;de, &ecirc;xito) tem como um  princ&iacute;pio-guia em suas vidas, utilizando uma escala de resposta de 1 (Totalmente n&atilde;o importante) a 7 (Extremamente importante). No  presente estudo, os valores do Alfa de <i>Cronbach</i> das subfun&ccedil;&otilde;es oscilaram entre 0.31 (Suprapessoal), 0.44 (Exist&ecirc;ncia),  0.50 (Realiza&ccedil;&atilde;o), 0.52 (Interativa), 0.54 (Experimenta&ccedil;&atilde;o) e 0.67 (Normativa).</p>     <p>Gouveia (2013), tomando como base outros autores, alerta que &eacute; sempre desej&aacute;vel um alfa de <i>Cronbach</i> acima de 0.70 para fins  de diagn&oacute;stico, mas que valores pr&oacute;ximos a 0.60 s&atilde;o aceit&aacute;veis em pesquisas, especialmente quando se avalia um  construto resistente &agrave; mudan&ccedil;a, como &eacute; o caso dos valores. Analisando resultados por regi&atilde;o do Brasil, o autor observou  que no nordeste (regi&atilde;o onde a cidade de Jo&atilde;o Pessoa est&aacute; localizada), o alfa m&eacute;dio foi de 0.47 (<i>dp</i>=0.06), com  valores entre 0.39 (Realiza&ccedil;&atilde;o) e 0.55 (Exist&ecirc;ncia). O c&aacute;lculo da homogeneidade m&eacute;dia (0.24, <i>dp</i>=0.05)  variou de 0.17 (Realiza&ccedil;&atilde;o) a 0.29 (Normativa e Exist&ecirc;ncia). A confiabilidade composta m&eacute;dia foi de 0.69  (<i>dp</i>=0.02), variando entre 0.66 (Exist&ecirc;ncia) e 0.72 (Experimenta&ccedil;&atilde;o). Segundo o autor, os &iacute;ndices baixos se devem  ao pequeno n&uacute;mero de itens por fator (subfun&ccedil;&atilde;o) e devido ao construto ser pouco vari&aacute;vel culturalmente, justificando  assim o uso do QVB em pesquisas.</p>     <p>Para caracterizar a amostra utilizou-se uma Ficha Sociodemogr&aacute;fica, contendo dados, como, idade, estado civil, escolaridade, tempo de  servi&ccedil;o, sal&aacute;rio e turno de trabalho, sendo tais dados j&aacute; apresentados na se&ccedil;&atilde;o que descreve a amostra. Todos os  instrumentos foram organizados em forma de protocolo para fins de coleta dos dados, os quais foram analisados quantitativamente.</p>     <p><i>Procedimento de coleta dos dados</i></p>     <p>A pesquisa foi iniciada ap&oacute;s receber autoriza&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Estado da Para&iacute;ba e  aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB), protocolo CEP/HULW n&deg;288/1. A  aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos ocorreu em duas etapas: a primeira realizou-se em ambientes, denominados Polos, durante a  execu&ccedil;&atilde;o de um projeto de forma&ccedil;&atilde;o continuada dos professores; a segunda realizou-se nas pr&oacute;prias escolas onde  os professores lecionavam, ap&oacute;s agendamento com os gestores de cada escola e conforme a conveni&ecirc;ncia de hor&aacute;rio dos  professores. Essa segunda etapa foi necess&aacute;ria para atingir professores que, por n&atilde;o estarem inscritos no curso de  capacita&ccedil;&atilde;o docente, n&atilde;o haviam sido convidados a participar da pesquisa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os participantes foram informados sobre os objetivos e os aspectos &eacute;ticos da pesquisa, bem como instru&iacute;dos a preencher os  instrumentos. O tempo gasto para responder todas as quest&otilde;es foi de aproximadamente 15 minutos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de an&aacute;lise dos dados</i></p>     <p>A an&aacute;lise dos dados foi realizada com o aux&iacute;lio do programa <i>Statistical Package for Social Science</i> (SPSS). Foram feitas  an&aacute;lises descritivas (m&eacute;dia, desvio padr&atilde;o, frequ&ecirc;ncia e porcentagem) objetivando caracterizar o grupo, prova de  correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> para verificar as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis, e an&aacute;lise de regress&atilde;o  linear m&uacute;ltipla para verificar o poder preditivo da dimens&atilde;o funcional dos valores denominada tipo de orienta&ccedil;&atilde;o em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dimens&otilde;es do <i>burnout</i>. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado foi para um <i>p</i> menor do que  0.05.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Os n&iacute;veis de burnout em professores do ensino m&eacute;dio</i></p>     <p>Para averiguar os n&iacute;veis de <i>Burnout</i> na amostra analisou-se a distribui&ccedil;&atilde;o dos escores por intervalos  (<a href="#t1">Tabela 1</a>), observando o desvio-padr&atilde;o e a frequ&ecirc;ncia dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a02t1.jpg" width="577" height="186"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na escala MBI (de 1 a 5), quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o, mais elevada &eacute; a Exaust&atilde;o Emocional,  Despersonaliza&ccedil;&atilde;o e Realiza&ccedil;&atilde;o Profissional. Conforme se observa na <a href="#t1">Tabela 1</a>, a m&eacute;dia  encontrada em Exaust&atilde;o Emocional foi de 2.05, sendo que a maioria, 78 participantes (<i>N</i>=220) experimentam a Exaust&atilde;o de forma  moderada, enquanto 59 manifestam essa sensa&ccedil;&atilde;o em n&iacute;veis acima da m&eacute;dia, estando 16 professores com &iacute;ndice  bastante elevado.</p>     <p>Quanto &agrave; Despersonaliza&ccedil;&atilde;o, observa-se que a m&eacute;dia foi de 1.49, demonstrando que a maioria n&atilde;o apresenta  distanciamento emocional em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos, ou seja, 58,6% se encontra no primeiro intervalo (x&lt;2) da escala  (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Na distribui&ccedil;&atilde;o por intervalos, observa-se ainda que 67 participantes apresentam  Despersonaliza&ccedil;&atilde;o moderada e 18 em n&iacute;vel elevado, sendo apenas 2 numa intensidade muito forte.</p>     <p>A m&eacute;dia para a Realiza&ccedil;&atilde;o Profissional foi 1.57. Verifica-se que 34 professores apresentam uma reduzida  Realiza&ccedil;&atilde;o Profissional, contrapondo-se a maioria (166) que se encontra profissionalmente realizada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o entre os fatores da s&iacute;ndrome de burnout e os valores humanos dos professores</i></p>     <p>Esse t&oacute;pico apresenta as rela&ccedil;&otilde;es entre os indicadores da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> e os valores humanos,  respondendo ao principal objetivo proposto no estudo. Verificou-se primeiro as rela&ccedil;&otilde;es entre as fun&ccedil;&otilde;es valorativas do  tipo orientador (Social, Central e Pessoal) e as tr&ecirc;s dimens&otilde;es do <i>burnout</i> (EE, DP e RP). Foi observado, na  <a href="#t2">Tabela 2</a>, que houve rela&ccedil;&otilde;es significativas negativas entre a fun&ccedil;&atilde;o Social e a EE (<i>r</i>=-0.170;  <i>p=</i>0.016), assim como com a DE (<i>r</i>=-0.246; <i>p</i>=0.000). Os resultados apontaram ainda uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a  mesma fun&ccedil;&atilde;o e a RP (<i>r</i>=0.200; <i>p</i>=0.005). As fun&ccedil;&otilde;es Central e Pessoal apresentaram rela&ccedil;&atilde;o  positiva apenas com RP (<i>r=</i>0.197; <i>p</i>=0.005; <i>r</i>=0.163; <i>p</i>=0.023, respectivamente). Ademais, procurando estimar em que medida  os valores explicam as tr&ecirc;s dimens&otilde;es do <i>burnout</i>, realizaram-se an&aacute;lises de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla  &ndash; m&eacute;todo <i>stepwise</i>. Neste caso, os tr&ecirc;s tipos motivacionais foram considerados vari&aacute;veis antecedentes e as  tr&ecirc;s dimens&otilde;es do <i>burnout</i> como consequentes. Os valores sociais predizem, unicamente, a dimens&atilde;o DE [<i>R</i>=0.21,  <i>R<sup>2</i></sup>=0.05; <i>F</i>(1,176)=8.49, <i>p</i>&lt;0.05] (<i>&beta;</i>=-0.21 <i>t</i>=-2.91, <i>p</i>&lt;0.05, <i>f<sup>2</i></sup>=0.05]. Os  valores centrais predizem a dimens&atilde;o RP [<i>R</i>=0.18, <i>R<sup>2</i></sup>=0.03; <i>F</i>(1,177)=5.89, <i>p</i>&lt;0.05] (<i>&beta;</i>=0.18,  <i>t</i>=2.42, <i>p</i>&lt;0.05, <i>f<sup>2</i></sup>=0.03]. E os valores pessoais, tamb&eacute;m predizem a dimens&atilde;o RP [<i>R</i>=0.16,  <i>R<sup>2</i></sup>=0.03; <i>F</i>(1,174)=4.65, <i>p</i>&lt;0.05] (<i>&beta;</i>=0.16, <i>t</i>=2.16, <i>p&lt;</i>0.05, <i>f<sup>2</i></sup>=0.03]  (Soper, 2015).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a02t2.jpg" width="577" height="183"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A forte correla&ccedil;&atilde;o negativa apontada entre a fun&ccedil;&atilde;o Social e a DE revela que os docentes podem estar utilizando  inconscientemente seus valores sociais como forma de prote&ccedil;&atilde;o contra os estressores laborais. Pois, como aponta Gouveia (2003), as  pessoas que se deixam conduzir por valores sociais priorizam o grupo e a sociedade, tendendo a buscar estabilidade e manuten&ccedil;&atilde;o da  ordem social. Dessa forma, a frieza e distanciamento afetivo interpessoal, caracter&iacute;sticos da DE (Maslach, 2009) tenderiam a uma  poss&iacute;vel viola&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios guia desses profissionais. Foram feitas correla&ccedil;&otilde;es das dimens&otilde;es  do <i>burnout</i> com as subfun&ccedil;&otilde;es valorativas e seus respectivos valores (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a02t3.jpg" width="576" height="474"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Conforme mostra a <a href="#t3">Tabela 3</a>, de todas as subfun&ccedil;&otilde;es, a Normativa foi a que mais apresentou  correla&ccedil;&otilde;es com as dimens&otilde;es do <i>burnout</i>. Verificou-se forte correla&ccedil;&atilde;o negativa com a EE (<i>r</i>=-0.24;  <i>p=</i>0.000) e com a DE (<i>r</i>=-0.26; <i>p=</i>0.000), e positiva com a RP (<i>r</i>=0.19; <i>p</i>=0.005), corroborando os achados de  Gouveia et al. (2009), s&oacute; que em uma amostra de profissionais de sa&uacute;de, cujos valores normativos apresentaram  correla&ccedil;&atilde;o direta com a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal no trabalho e negativa com DE. Na presente pesquisa, verifica-se que os  valores normativos t&ecirc;m import&acirc;ncia na conduta dos professores, sugerindo que a obedi&ecirc;ncia &agrave;s normas sociais unidas ao  desejo do bom conv&iacute;vio pode influenciar o trabalho deles. Esse resultado pode estar sinalizando certa maturidade da amostra, adquirida pela  idade (<i>M</i>=42.2; <i>dp</i>=11.6) e pelo tempo de profiss&atilde;o (<i>M</i>=16.4; <i>dp</i>=10.6), indicando, possivelmente, que professores  mais maduros e experientes conseguem lidar mais facilmente com as dificuldades di&aacute;rias. Como j&aacute; apontado, para Carlotto (2002), os  profissionais mais velhos tendem a conviver melhor com os conflitos, uma vez que s&atilde;o menos sonhadores em rela&ccedil;&atilde;o aos mais  novos. Isso pode ocorrer pelo fato de professores com maior idade, como no caso da amostra (<i>M</i>=42.2, <i>dp</i>=11.6), por serem mais  experientes e j&aacute; terem desenvolvido estrat&eacute;gias para lidar com as dificuldades no trabalho, pode sugerir maior  satisfa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao of&iacute;cio.</p>     <p>Dos valores representativos da subfun&ccedil;&atilde;o Normativa, a tradi&ccedil;&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o negativa com a  EE (<i>r</i>=-0.29; <i>p</i>=.000) e com a DE (<i>r</i>=-0.21; <i>p</i>=0.002) e positiva com RP (<i>r=</i>0.16; <i>p=</i>0.021), sugerindo que  quanto mais os professores est&atilde;o sendo guiados por esse valor, menor &eacute; a possibilidade de se sentirem esgotados no trabalho e/ou  &ldquo;frios&rdquo; no trato com as pessoas, capacitando-os a sentirem-se realizados na profiss&atilde;o, pois tendem a aceitar e manter os  costumes (Gouveia, 1998). Al&eacute;m da tradi&ccedil;&atilde;o, a obedi&ecirc;ncia apresentou correla&ccedil;&atilde;o negativa com a DE  (<i>r</i>=-0.24; <i>p</i>=0.000) e com a EE (<i>r</i>=-0.20; <i>p</i>=0.003) e positiva com RP (<i>r=</i>0.17; <i>p=</i>0.012). Tais  correla&ccedil;&otilde;es sugerem que a aceita&ccedil;&atilde;o dos costumes, bem como o respeito pelas regras sociais podem estar atuando no  enfrentamento positivo dos docentes diante das dificuldades existentes no &acirc;mbito educacional, podendo at&eacute; mesmo apontar para certa  aceita&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es em que trabalham, possibilitando realiza&ccedil;&atilde;o profissional. Por&eacute;m,  n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar a exist&ecirc;ncia de uma aceita&ccedil;&atilde;o total, uma vez que n&atilde;o se tem dados sobre a  percep&ccedil;&atilde;o destes profissionais sobre o contexto de trabalho. Ademais, provavelmente esses valores estejam sendo utilizados como  suporte nas rela&ccedil;&otilde;es de troca sociais com alunos, colegas e organiza&ccedil;&atilde;o, corroborando os tr&ecirc;s n&iacute;veis da  teoria do Interc&acirc;mbio Social (Salanova &amp; Llorens, 2011). Por fim, ainda no que se refere aos valores Normativos, a religiosidade  apresentou correla&ccedil;&atilde;o negativa apenas com a DE (<i>r</i>=-0.19; <i>p</i>=0.005) e positiva com RP (<i>r</i>=0.14; <i>p</i>=0.036),  podendo indicar que a religiosidade, nesse contexto laboral, influencia n&atilde;o somente a rela&ccedil;&atilde;o pessoal com os alunos, colegas  de trabalho e organiza&ccedil;&atilde;o, mas podendo se estender a outros contextos relacionais fora do ambiente escolar. Vale observar que  h&aacute; um indicativo desse valor na realiza&ccedil;&atilde;o profissional. Desse modo, questiona-se se a religiosidade n&atilde;o estaria sendo  um mecanismo inconsciente usado como tentativa de recuperar a reciprocidade das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, como indica a teoria do  Interc&acirc;mbio Social (Salanova &amp; Llorens, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como pode ser observado, o valor Suprapessoal apresentou correla&ccedil;&atilde;o positiva com a RP (<i>r</i>=0.20; <i>p</i>=0.004). Esse valor  se caracteriza pelo desejo da autorrealiza&ccedil;&atilde;o, onde a luta pela conquista independe do grupo social ou condi&ccedil;&atilde;o imposta  (Chaves, 2007), por isso sugere, independente da falta de aten&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es aos problemas dos docentes (Tamayo  &amp; Tr&oacute;ccoli, 2002), que os profissionais t&ecirc;m buscado realizar-se profissionalmente. Dos valores que englobam essa  subfun&ccedil;&atilde;o, conhecimento teve rela&ccedil;&atilde;o direta com RP, enquanto que maturidade apresentou correla&ccedil;&atilde;o  negativa com EE (<i>r</i>=-0.14; <i>p</i>=0.037) e com DE (<i>r</i>=-0.15; <i>p</i>=0.028). Esse resultado sinaliza que quanto mais conhecimento  mais RP e, na mesma dire&ccedil;&atilde;o, quanto mais maturidade, menos EE e DE, corroborando a j&aacute; mencionada afirma&ccedil;&atilde;o de  Carlotto (2002) de que as pessoas mais maduras parecem lidar melhor com os conflitos.</p>     <p>A subfun&ccedil;&atilde;o Interativa apresentou correla&ccedil;&atilde;o negativa apenas com a dimens&atilde;o DE (<i>r</i>=-0.13;  <i>p</i>=0.044). Essa correla&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pelas caracter&iacute;sticas da subfun&ccedil;&atilde;o, uma vez que o  indiv&iacute;duo motivado por ela prioriza as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, buscando mant&ecirc;-las e regul&aacute;-las. Com isso,  aponta-se para o fato de que os professores que priorizam as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais tendem a n&atilde;o apresentar distanciamento em  rela&ccedil;&atilde;o ao outro, mesmo em momentos que possam apresentar conflitos como nas rela&ccedil;&otilde;es entre  professor/alunos/administra&ccedil;&atilde;o escolar e pais, evidenciando com a conviv&ecirc;ncia certa RP (<i>r</i>=0.21; <i>p</i>=0.002). Esses  valores podem estar mediando o investimento nas rela&ccedil;&otilde;es, na tentativa de obter a recompensa pelo n&atilde;o reconhecimento. Levar  adiante esse mecanismo pode indicar uma tentativa de evita&ccedil;&atilde;o do processo de esgotamento (Salanova &amp; Llorens, 2011).</p>     <p>Por fim, a subfun&ccedil;&atilde;o Experimenta&ccedil;&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o positiva com RP (<i>r</i>=0.16;  <i>p</i>=0.021), especialmente o valor emo&ccedil;&atilde;o (<i>r</i>=0.19; <i>p</i>=0.006). Pessoas que valorizam a Experimenta&ccedil;&atilde;o  buscam desfrutar novos est&iacute;mulos (Gouveia, Medeiros, Mendes, Vione, &amp; Athayde, 2010) e, desse modo, uma correla&ccedil;&atilde;o  positiva nesse contexto pode estar refletindo uma busca por forma&ccedil;&otilde;es e reciclagens dos professores, movimentos necess&aacute;rios e  caracter&iacute;sticos da profiss&atilde;o, visto que o professor necessita de constantes atualiza&ccedil;&otilde;es profissionais para se manter  em um mercado de trabalho competitivo, possivelmente evitando entrar num processo de falta de compromisso com os objetivos da  organiza&ccedil;&atilde;o (Salanova &amp; Llorens, 2011). Por fim, tanto prest&iacute;gio &ndash; valor de Realiza&ccedil;&atilde;o (<i>r</i>=0.19;  <i>p=</i>0.006), quanto sa&uacute;de &ndash; valor de Exist&ecirc;ncia (<i>r=</i>0.16; <i>p=</i>0.020) apresentaram rela&ccedil;&atilde;o positiva  com RP. Gouveia (2013), tomando como base o que j&aacute; se entendia pelo valor prest&iacute;gio na literatura, pontua que a pessoa que tem este  princ&iacute;pio guia em sua vida, necessita ser reconhecido publicamente, o que pode ser uma caracter&iacute;stica da atividade de ensino. Do  mesmo modo, baseado na literatura, Gouveia (2013) entende que as pessoas que priorizam o valor sa&uacute;de se preocupam com processos de  adoecimento ou incertezas vivenciadas no ambiente laboral. No presente estudo, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de pode estar  representando o cuidado dos professores em n&atilde;o adoecer, evento este que provavelmente culminaria no desencadeamento da s&iacute;ndrome de  <i>burnout</i> na categoria estudada, ocasionando a n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o na profiss&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Este artigo teve como objetivo verificar a rela&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> e os valores  humanos dos professores da rede p&uacute;blica estadual da cidade de Jo&atilde;o Pessoa &ndash; PB. Quanto &agrave;s dimens&otilde;es do  <i>burnout</i>, os resultados evidenciaram que 26,8% da amostra apresentam n&iacute;veis de Exaust&atilde;o Emocional acima da m&eacute;dia; 58,6%  n&atilde;o apresenta distanciamento emocional em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos e 75,4% se encontra profissionalmente realizada.</p>     <p>No que se refere &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es valorativas (Social, Central e Pessoal), verificou-se a import&acirc;ncia de se fomentar os  valores sociais para a diminui&ccedil;&atilde;o do processo de distanciamento entre professores e alunos, assim como o car&aacute;ter positivo dos  valores Centrais e Pessoais para o sentimento de Realiza&ccedil;&atilde;o Profissional.</p>     <p>As subfun&ccedil;&otilde;es se destacaram na rela&ccedil;&atilde;o com as dimens&otilde;es do <i>burnout</i>, especialmente a Normativa. A  m&eacute;dia de idade (<i>M</i>=42.2; <i>dp</i>=11.6), assim como a m&eacute;dia do tempo de profiss&atilde;o (<i>M</i>=16.4; <i>dp</i>=10.6)  sinalizam para uma amostra madura e experiente (Carloto, 2002), indicando desse modo que os valores normativos se mostram importantes para a  diminui&ccedil;&atilde;o da &ldquo;frieza&rdquo; no trato com o outro, no al&iacute;vio do esgotamento ps&iacute;quico, assim como na  percep&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o profissional. Em suma, as correla&ccedil;&otilde;es encontradas sugerem que os valores de modo  geral e, especificamente, os normativos, t&ecirc;m ajudado a enfrentar as dificuldades laborais di&aacute;rias, corroborando com a teoria do  Interc&acirc;mbio Social, cujo processo de reciprocidade relacional ganha amplo espa&ccedil;o nesse contexto.</p>     <p>N&atilde;o obstante este artigo apresente dados relevantes para o incentivo de valores que possam estar contribuindo para a  preven&ccedil;&atilde;o do <i>burnout</i> entre os professores, importa destacar algumas limita&ccedil;&otilde;es do estudo. Por se tratar de um  delineamento predominantemente correlacional, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel tratar de causalidade entre as vari&aacute;veis em  quest&atilde;o, devido a escassez de estudos que relacionem as dimens&otilde;es do <i>burnout</i> com os valores humanos em professores, o que  exige cautela na an&aacute;lise dos dados. Por ser uma amostra acidental, n&atilde;o probabil&iacute;stica, n&atilde;o possibilita  generaliza&ccedil;&otilde;es e sugere-se replica&ccedil;&atilde;o do estudo, al&eacute;m de levar em conta outras categorias profissionais. Quanto  aos instrumentos, alerta-se que em muitos estudos de valida&ccedil;&atilde;o do MBI (Carlotto &amp; C&acirc;mara, 2007a,b; Gil-Monte, 2005;  Meneghini, Paz, &amp; Lautert, 2011) a subescala de Despersonaliza&ccedil;&atilde;o tem apresentado baixo coeficiente de consist&ecirc;ncia  interna, sinalizando uma limita&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio instrumento. Essa limita&ccedil;&atilde;o adverte para o cuidado de se evitar  que os resultados de uma pesquisa sejam generalizados e, ao mesmo tempo, abre novas possibilidades para a constru&ccedil;&atilde;o de medidas que  avaliem a Despersonaliza&ccedil;&atilde;o mais fidedignamente. No que tange ao QVB, observa-se que os alfas dos fatores foram baixos, todavia, vale  considerar a natureza do construto e sua pouca variabilidade em uma cultura. Mesmo assim, a gama de estudos realizados no pa&iacute;s e fora dele  aponta para uma teoria j&aacute; bastante estruturada, podendo-se afirmar que pode ser satisfatoriamente empregada para conhecer e explicar os  valores humanos das pessoas (Gouveia, 2013; Medeiros, 2011).</p>     <p>O fato da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> estar relacionada com a percep&ccedil;&atilde;o que os profissionais t&ecirc;m do contexto laboral  sugerem novas pesquisas n&atilde;o apenas com os valores humanos, mas tamb&eacute;m com valores organizacionais em ambiente escolar. Por fim,  considerando que os valores humanos &eacute; um construto pouco vari&aacute;vel, apresentando modifica&ccedil;&otilde;es em termos de prioridades  axiol&oacute;gicas, sugerem-se estudos com delineamento longitudinal com o objetivo de analisar prov&aacute;veis altera&ccedil;&otilde;es no perfil  valorativo ao longo do tempo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Batista, J. B. V., Carlotto, M. S., Coutinho, A. S., &amp; Augusto, L. G. S. (2010). Preval&ecirc;ncia da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> e  fatores sociodemogr&aacute;ficos e laborais em professores de escolas municipais da cidade de Jo&atilde;o Pessoa, PB. <i>Revista Brasileira de  Epidemiologia, 13</i>, 502-512. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2010000300013"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2010000300013</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020478&pid=S0870-8231201600020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Benevides-Pereira, A. M. T. (2009). <i>O estado da arte do burnout no Brasil</i>. 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Recuperado de  <a href="http://www.scielo.br/pdf/pe/v9n3/v9n3a17.pdf"  target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/pe/v9n3/v9n3a17.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020484&pid=S0870-8231201600020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carlotto, M. S., &amp; C&acirc;mara, S. G. (2007a). 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Porto Alegre: Sulina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020490&pid=S0870-8231201600020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, G. L. M., &amp; Oliveira, D. A. (2011). Trabalho docente no ensino m&eacute;dio no Brasil. <i>Perspectiva, 29</i>, 727-750.  doi: 10.5007/2175-795X.2011v29n2p727&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020492&pid=S0870-8231201600020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>D&eacute;riot, G. M. (2010)<i>. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferenhof, I. A., &amp; Ferenhof, E. (2002). <i>Burnout</i> em professores. <i>Revista Avalia&ccedil;&atilde;o e Mudan&ccedil;a, 4</i>, 131-151.  Recuperado de <a href="http://tupi.fisica.ufmg.br/~michel/docs/Artigos_e_textos/Stress_qualidade_de_vida/007%20B%20-%20Burnout%20em%20professores%20-%20ARTIGO.pdf"  target="_blank">http://tupi.fisica.ufmg.br/~michel/docs/Artigos_e_textos/Stress_qualidade_de_vida/007%20B%20-%20Burnout%20em%20professores%20-%20ARTIGO.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020496&pid=S0870-8231201600020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Freudenberger, H. J. (1974). 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Recuperado de <a href="http://www.scielo.br/pdf/epsic/v8n3/19965" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/epsic/v8n3/19965</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020502&pid=S0870-8231201600020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gouveia, V. V. (2013). <i>Teoria funcionalista dos valores humanos</i>. S&atilde;o Paulo: Casa dos Psic&oacute;logos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020503&pid=S0870-8231201600020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gouveia, V. V., Medeiros, E. D., Mendes, L. A. C., Vione, K. C., &amp; Athayde, R. A. A. (2010). 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Recuperado de <a href="http://www.scielo.br/pdf/pe/v13n3/v13n3a22.pdf"  target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/pe/v13n3/v13n3a22.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020506&pid=S0870-8231201600020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gouveia, V. V., Milfont, T. L., Fischer, R., &amp; Coelho, J. A. P. M. (2009). Teoria funcionalista dos valores humanos:  Aplica&ccedil;&otilde;es para organiza&ccedil;&otilde;es. <i>Revista de Administra&ccedil;&atilde;o Mackenzie, 10</i>, 34-59. Recuperado de  <a href="http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/1065/778"  target="_blank">http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/1065/778</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020507&pid=S0870-8231201600020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hypolito, A. M. (1997). <i>Trabalho docente, classe social e rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;ner</i>o (1&ordf; ed.). Campinas: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020508&pid=S0870-8231201600020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Langballe, E. M., Innstrand, S. T., Aasland, O. G., &amp; Falkum, E. (2011). The predictive value of individual factors, work-related factors,  and work-home interaction on burnout in female and male physicians: A longitudinal study. <i>Stress and Health, 27</i>, 73-87.  doi: 10.1002/smi.1321&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020510&pid=S0870-8231201600020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lapa, A., &amp; Preto, N. D. L. (2010). Educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia e precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente<i>.  Em Aberto, 23</i>(84), 79-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020511&pid=S0870-8231201600020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Recuperado de <a href="https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/5569/1/1792-7441-1-PB.pdf"  target="_blank">https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/5569/1/1792-7441-1-PB.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Lapo, F. R., &amp; Bueno, B. (2003). Professores, desencanto com a profiss&atilde;o e abandono do magist&eacute;rio. <i>Cadernos de Pesquisa,  118</i>, 65-88. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Maslach, C. (2009). Comprendiendo el burnout. <i>Revista Ciencia &amp; Trabajo, 11</i>(32), 37-43. Recuperado de  <a href="http://www.cienciaytrabajo.cl" target="_blank">http://www.cienciaytrabajo.cl</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020516&pid=S0870-8231201600020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Maslach, C., &amp; Jackson, S. E. (1981). <i>Maslach Burnout Inventory</i> (1<sup>st</sup> ed.). Palo Alto: Consulting Psychologist Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020517&pid=S0870-8231201600020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maslach, C., &amp; Leiter, M. (1999<i>). Trabalho: Fonte de prazer ou desgaste?.</i> Campinas: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020519&pid=S0870-8231201600020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Medeiros, E. D. (2011). <i>Teoria funcionalista dos valores humanos: Testando sua adequa&ccedil;&atilde;o intra e interculturalmente</i>. Tese  de Doutorado, Universidade Federal da Para&iacute;ba, Brasil. Recuperado de  <a href="http://tede.biblioteca.ufpb.br/bitstream/tede/3253/1/parte1.pdf"  target="_blank">http://tede.biblioteca.ufpb.br/bitstream/tede/3253/1/parte1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020521&pid=S0870-8231201600020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Meneghini, F., Paz, A. A., &amp; Lautert, L. (2011). Fatores ocupacionais associados aos componentes da s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> em  trabalhadores de enfermagem. <i>Texto &amp; Contexto &ndash; Enfermagem, 20</i>, 225-233. Recuperado de  <a href="http://www.scielo.br/pdf/tce/v20n2/a02v20n2.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/tce/v20n2/a02v20n2.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Pedro, N., &amp; Peixoto, F. (2006). Satisfa&ccedil;&atilde;o profissional e autoestima em professores do 2&ordm; e 3&ordm; ciclos do ensino  b&aacute;sico. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, XXIV</i>, 247-269. Recuperado de  <a href="http://www.scielo.mec.pt/pdf/aps/v24n2/v24n2a10.pdf" target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/pdf/aps/v24n2/v24n2a10.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020523&pid=S0870-8231201600020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Porto, J. B., &amp; Tamayo, A. (2007). Estrutura dos valores pessoais: A rela&ccedil;&atilde;o entre valores gerais e laborais<i>. 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Campinas, SP: Papirus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020525&pid=S0870-8231201600020000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Salanova, M., &amp; Llorens, S. (2011). Hacia una perspectiva psicosocial del burnout: Cuando el trabajo &ldquo;nos&rdquo; quema... In E. A.  Thom&aacute;s (Org.), <i>Nuevas formas de organizac&iacute;on del trabajo y la empleabilidad</i> (pp. 271-295)<i>.</i> Oviedo, ES: Universidad de  Oviedo.</p>     <!-- ref --><p>Sampaio, M. M. F., &amp; Mar&iacute;n, A. J. (2004). Precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente e seus efeitos sobre as pr&aacute;ticas  curriculares. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade, 25</i>(89), 1203-1225. 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(2015). <i>Statistics calculators version 3.0 Beta</i>. Fullerton, USA. Recuperado de <a href="http://www.danielsoper.com/statcalc"  target="_blank">http://www.danielsoper.com/statcalc</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020531&pid=S0870-8231201600020000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tamayo, M. R., &amp; Tr&oacute;ccoli, B. T. (2002). Exaust&atilde;o emocional: Rela&ccedil;&otilde;es com a percep&ccedil;&atilde;o de suporte  organizacional e com as estrat&eacute;gias de coping no trabalho. <i>Estudos de Psicologia, 7</i>, 37-46. 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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 08/06/2014 Aceita&ccedil;&atilde;o: 22/05/2015</p>      ]]></body><back>
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