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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entre os sentidos atribuídos à colaboração e a possibilidade de mudança]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Since conceptions play a relevant role in people’s life, we developed a study on teacher training related to this idea. We intended to determine if and how they influence pedagogical action and interact with collaborative work and the need to change. In this didactic intervention underlying this study, took part six students organized in two teams attending a course included in a second cycle of studies within the Bologna Process focused on training early childhood educators and primary school teachers (University of Aveiro, Portugal - academic year 2010/2011). The students were invited to answer a questionnaire before the didactic intervention and to close it by writing an individual essay on the work they had done during the course, which promoted collaborative work and reflection through the participation in an online discussion forum. In this text, we present, compare and discuss the initial and final conceptions of these students. The results reveal that the initial conceptions on the role played by collaborative work on their professional lives influenced the interest the students attached to the participation on the online discussion forum. The individual written essays presented after the intervention disclosed a reflection on the need to change. This study allowed us to present some recommendations intended on helping the students to conceive didactic strategies/activities in a collaborative way. It was affected by problems related to the instability of the two platforms chosen to lodge the online discussion forum.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Representações]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Colaboração]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Teacher education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Collaboration]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Entre os <i>sentidos</i> atribu&iacute;dos &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o e a possibilidade de mudan&ccedil;a</b></p>     <p><b>Maria Jo&atilde;o B&aacute;rtolo Mac&aacute;rio<sup>1</sup>, Cristina Manuela S&aacute;<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o em Portugu&ecirc;s, Universidade de Aveiro</p>     <p><sup>2</sup>LEIP/CIDTFF, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Aveiro</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Dada a import&acirc;ncia das representa&ccedil;&otilde;es na vida dos indiv&iacute;duos e, particularmente, enquanto influenciadoras da  a&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica docente, desenvolveu-se um estudo no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o inicial deste grupo profissional. A  finalidade era compreender as din&acirc;micas de influ&ecirc;ncia entre as representa&ccedil;&otilde;es, a ado&ccedil;&atilde;o de trabalho  colaborativo e a possibilidade de mudan&ccedil;a. Participaram seis estudantes (em dois grupos) de uma unidade curricular de um mestrado  profissionalizante em Educa&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-escolar e Ensino no 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico de uma universidade portuguesa,  no ano letivo de 2010/2011. Disponibilizou-se um question&aacute;rio online no in&iacute;cio do estudo e, no fim deste, os estudantes conceberam  uma reflex&atilde;o escrita individual sobre a viv&ecirc;ncia numa unidade curricular em que se promovia a colabora&ccedil;&atilde;o,  atrav&eacute;s de um f&oacute;rum de discuss&atilde;o online. Neste artigo, pretendemos apresentar e discutir as representa&ccedil;&otilde;es  destas duas fases do estudo. Os resultados apontam para a influ&ecirc;ncia das representa&ccedil;&otilde;es sobre colabora&ccedil;&atilde;o na  ado&ccedil;&atilde;o dessa modalidade de trabalho num f&oacute;rum de discuss&atilde;o online. A possibilidade de mudan&ccedil;a de  representa&ccedil;&otilde;es surgiu posteriormente a essa experi&ecirc;ncia, nas reflex&otilde;es escritas individuais analisadas. Daqui emergiram  sugest&otilde;es pedag&oacute;gico-did&aacute;ticas, para levar os estudantes a conceber estrat&eacute;gias/atividades did&aacute;ticas  colaborativamente. Algumas limita&ccedil;&otilde;es deste estudo prenderam-se com duas plataformas utilizadas para alojar os f&oacute;runs de  discuss&atilde;o online.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Representa&ccedil;&otilde;es, Forma&ccedil;&atilde;o de professores, Colabora&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Since conceptions play a relevant role in people&rsquo;s life, we developed a study on teacher training related to this idea. We intended to  determine if and how they influence pedagogical action and interact with collaborative work and the need to change. In this didactic intervention  underlying this study, took part six students organized in two teams attending a course included in a second cycle of studies within the Bologna  Process focused on training early childhood educators and primary school teachers (University of Aveiro, Portugal &ndash; academic year  2010/2011). The students were invited to answer a questionnaire before the didactic intervention and to close it by writing an individual essay on  the work they had done during the course, which promoted collaborative work and reflection through the participation in an online discussion forum.  In this text, we present, compare and discuss the initial and final conceptions of these students. The results reveal that the initial conceptions  on the role played by collaborative work on their professional lives influenced the interest the students attached to the participation on the  online discussion forum. The individual written essays presented after the intervention disclosed a reflection on the need to change. This study  allowed us to present some recommendations intended on helping the students to conceive didactic strategies/activities in a collaborative way. It  was affected by problems related to the instability of the two platforms chosen to lodge the online discussion forum.</p>     <p><b>Key words</b>: Representations, Teacher education, Collaboration.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Para iniciar este artigo, tomamos como ponto de partida uma cita&ccedil;&atilde;o da autoria de Boff (1997, p. 1):</p>     <p>A cabe&ccedil;a pensa a partir de onde os p&eacute;s pisam. Para compreender, &eacute; essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale  dizer: como algu&eacute;m vive, com quem convive, que experi&ecirc;ncias tem, com que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida  e da morte e que esperan&ccedil;as o animam. Isso faz da compreens&atilde;o sempre uma interpreta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este autor afirmava que, para sabermos como pensa um determinado indiv&iacute;duo (ou um grupo), ser&aacute; necess&aacute;rio conhecer a forma  como este interpreta o que o rodeia, logo, &eacute; fundamental conhecer as suas representa&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Particularmente, os professores orientam a sua a&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica com base em saber profissional, mas tamb&eacute;m em  representa&ccedil;&otilde;es que partilham com o grupo social e com o grupo profissional. Essas representa&ccedil;&otilde;es v&atilde;o sendo  constru&iacute;das e sedimentadas ao longo de toda a vida, de todo o percurso acad&eacute;mico e profissional.</p>     <p>Durante a forma&ccedil;&atilde;o inicial, os futuros professores atravessam uma fase de &ldquo;[...] <i>transi&ccedil;&atilde;o</i> entre  representa&ccedil;&otilde;es (representa&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-profissionais)&rdquo; (Pardal, Gon&ccedil;alves, Martins, Neto-Mendes,  &amp; Pedro, 2011, p. 66), que pode gerar desequil&iacute;brios e conflitos internos, dif&iacute;ceis de transpor (Tapie, Fraysse, &amp; Lenoir,  2003). N&atilde;o tendo o poder de modificar em absoluto as representa&ccedil;&otilde;es, a forma&ccedil;&atilde;o inicial dever&aacute; ser um  espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento profissional, tendo o dever de oferecer ao futuro professor  experi&ecirc;ncias que lhe permitam atuar didaticamente de forma mais informada para uma aprendizagem efetiva dos seus futuros alunos.</p>     <p>Sendo a colabora&ccedil;&atilde;o essencial no grupo profissional docente, a forma&ccedil;&atilde;o inicial deve incentiv&aacute;-la,  promov&ecirc;-la, favorec&ecirc;-la. N&atilde;o poder&aacute; modificar por completo as representa&ccedil;&otilde;es dos estudantes sobre esta  modalidade de trabalho, porque, como sabemos, as representa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o resistentes &agrave; mudan&ccedil;a. No entanto, essas  representa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o informadas e enformadas por diversos fatores, entre os quais as experi&ecirc;ncias do indiv&iacute;duo.  Logo, a forma&ccedil;&atilde;o inicial pode oferecer aos estudantes experi&ecirc;ncias colaborativas, de modo a lev&aacute;-los a valorizarem-nas,  influenciando paulatinamente as suas representa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&Eacute; precisamente sobre representa&ccedil;&otilde;es na forma&ccedil;&atilde;o inicial, particularmente centradas na  colabora&ccedil;&atilde;o, que nos iremos centrar no presente artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Uma viagem pelas representa&ccedil;&otilde;es sociais: Da sua g&eacute;nese ao papel na educa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O conceito de <i>representa&ccedil;&atilde;o </i>foi apresentado pela primeira vez por &Eacute;mile Durkheim (1924), que considerava que a  <i>consci&ecirc;ncia individual </i>e a <i>consci&ecirc;ncia coletiva </i>eram constitu&iacute;das por <i>representa&ccedil;&otilde;es</i>, que se  cruzavam e estabeleciam rela&ccedil;&otilde;es intr&iacute;nsecas, partilhando um mesmo <i>substrato</i>, que n&atilde;o teria origem no  <i>indiv&iacute;duo</i>, mas na <i>sociedade</i>. Logo, as <i>representa&ccedil;&otilde;es </i>seriam cren&ccedil;as e ideias existentes na  <i>sociedade</i>, que representariam o modo como esta pensa e seriam impostas ao <i>indiv&iacute;duo</i>, preservando a uni&atilde;o entre estes, o  que resultaria em formas de pensar e de agir homog&eacute;neas (Durkheim, 2001). Este princ&iacute;pio estaria na base da compreens&atilde;o das  <i>representa&ccedil;&otilde;es individuais/representa&ccedil;&otilde;es coletivas</i>.</p>     <p>Mais tarde, este conceito teve outros contributos, nomeadamente da Psicologia Social, que rejeitou esta vis&atilde;o positivista, sobretudo em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; a&ccedil;&atilde;o coerciva da sociedade sobre os sujeitos. Moscovici (1961) contribuiu para esta mudan&ccedil;a, ao  apresentar as representa&ccedil;&otilde;es sociais como fen&oacute;menos din&acirc;micos e, por isso, o indiv&iacute;duo n&atilde;o seria uma  m&aacute;quina passiva, que se limitaria a receber inconscientemente a ideologia dominante. Por conseguinte, as representa&ccedil;&otilde;es  sociais poderiam ser vistas como uma vers&atilde;o, uma modalidade do senso comum, pensamento natural, saber <i>naif</i>, por  oposi&ccedil;&atilde;o ao pensamento cient&iacute;fico. Resultariam das experi&ecirc;ncias quotidianas do indiv&iacute;duo no contacto com a  sociedade, logo, seriam conceitos, proposi&ccedil;&otilde;es e explica&ccedil;&otilde;es, cuja fun&ccedil;&atilde;o &eacute; produzir e determinar  os comportamentos e a comunica&ccedil;&atilde;o entre os indiv&iacute;duos.</p>     <p>Jodelet (2001, 2007) tamb&eacute;m distinguiu representa&ccedil;&otilde;es sociais de conhecimento cient&iacute;fico e considerou que aquelas se  inscreviam na categoria de senso comum. Constru&iacute;das e partilhadas pelos indiv&iacute;duos, as representa&ccedil;&otilde;es sociais  determinariam a apreens&atilde;o do mundo, constituindo uma &ldquo;[...] forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo  pr&aacute;tico, e que contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de uma realidade comum a um conjunto social&rdquo; (Jodelet, 2001, p. 22).</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o dos sujeitos com os objetos, com o mundo, assenta numa interpreta&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e tomada de  decis&atilde;o, tendo por base experi&ecirc;ncias sociais (Martins, Pardal, &amp; Dias, 2008). Esses processos n&atilde;o resultam de uma  an&aacute;lise racional, objetiva e cient&iacute;fica da realidade (n&atilde;o s&atilde;o pensamento cient&iacute;fico), mas de um saber de senso  comum historicamente constru&iacute;do e partilhado (Pardal, Martins, &amp; Dias, 2007). Al&eacute;m de se constitu&iacute;rem a partir das  experi&ecirc;ncias pessoais dos indiv&iacute;duos, as representa&ccedil;&otilde;es sociais tamb&eacute;m prov&ecirc;m das  informa&ccedil;&otilde;es, dos saberes, dos modelos de pensamento, que s&atilde;o transmitidos pela tradi&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o  e comunica&ccedil;&atilde;o social (Jodelet, 1984). S&atilde;o, portanto, um conhecimento socialmente elaborado e partilhado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Abric (2001a) considerava as representa&ccedil;&otilde;es sociais como um <i>guia para a a&ccedil;&atilde;o</i> (p. 32), ou seja, uma  orienta&ccedil;&atilde;o para as pr&aacute;ticas e as rela&ccedil;&otilde;es sociais dos indiv&iacute;duos, enquanto sistema que determina  antecipa&ccedil;&otilde;es, expetativas e condutas perante a realidade. As representa&ccedil;&otilde;es sociais funcionam como um instrumento  psicol&oacute;gico de identifica&ccedil;&atilde;o, explica&ccedil;&atilde;o, apropria&ccedil;&atilde;o, controlo e resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas que o mundo envolvente vai colocando aos indiv&iacute;duos (Jodelet, 2001; Martins et al., 2008; Pardal et al., 2007). No fundo, as  representa&ccedil;&otilde;es sociais permitem tornar comum aos indiv&iacute;duos uma mesma realidade, um mesmo objeto, determinando uma dada forma  de <i>ler</i> o mundo quotidiano, comum a um determinado grupo social (Jodelet, 2007). Por conseguinte, permitem explicar e compreender o ambiente  social, as a&ccedil;&otilde;es e as ideias com as quais o indiv&iacute;duo se v&ecirc; confrontado, permitem agir <i>com</i> e <i>sobre</i> os  outros, responder a quest&otilde;es que surgem na sua vida quotidiana, etc. (Jodelet, 1984).</p>     <p>Flament (2001) tamb&eacute;m via nas representa&ccedil;&otilde;es sociais essa dimens&atilde;o de partilha de um saber entre um grupo social  sobre um dado objeto. Atribu&iacute;a &agrave;s cogni&ccedil;&otilde;es, que constituem uma representa&ccedil;&atilde;o, propriedades de  prescri&ccedil;&atilde;o, que liga a cogni&ccedil;&atilde;o &agrave;s condutas e de descri&ccedil;&atilde;o, que determina a  utiliza&ccedil;&atilde;o dos termos descritivos sobre um objeto pelos indiv&iacute;duos. Doise (1990) via, tamb&eacute;m, nas  representa&ccedil;&otilde;es sociais um dado saber com um papel fundamental nas rela&ccedil;&otilde;es entre os indiv&iacute;duos, constituindo  tomadas de posi&ccedil;&atilde;o simb&oacute;licas e que se podem organizar como opini&otilde;es, atitudes ou estere&oacute;tipos face aos  objetos.</p>     <p>Em suma, por mobilizarem em simult&acirc;neo aspetos individuais e coletivos, situam-se no campo cultural e das mentalidades, da  produ&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o de ideias e na interface do psicol&oacute;gico e do social (Jodelet, 2001; Martins et al.,  2008), com fun&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas nessa modela&ccedil;&atilde;o da realidade. Apresentamos em seguida algumas dessas  fun&ccedil;&otilde;es, propostas por investigadores que se consagraram no estudo das representa&ccedil;&otilde;es sociais.</p>     <p>Para Moscovici (2000, 2009), as representa&ccedil;&otilde;es permitem <i>convencionar os objetos, pessoas ou acontecimentos</i> e  <i>prescrever</i>. Para Abric (2001b), as representa&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m algmas fun&ccedil;&otilde;es de <i>saber</i>, de  <i>identidade</i>, <i>de orienta&ccedil;&atilde;o</i>, de <i>justifica&ccedil;&atilde;o</i>. Jodelet (2001) tamb&eacute;m considerava que as  representa&ccedil;&otilde;es guiam o indiv&iacute;duo permitindo que este nomeie e defina com os outros os v&aacute;rios aspetos da realidade  quotidiana, sua interpreta&ccedil;&atilde;o, tomada de decis&otilde;es e posicionamento perante estas. Num quadro de rela&ccedil;&otilde;es  intergrupais, Doise defendia que as representa&ccedil;&otilde;es sociais assumem relev&acirc;ncia com tr&ecirc;s tipos de fun&ccedil;&otilde;es:  <i>seletiva</i>, <i>justificativa</i> e <i>antecipat&oacute;ria</i> (Cabecinhas, 2012).</p>     <p>Como temos vindo a perceber, as representa&ccedil;&otilde;es sociais formam-se entre os indiv&iacute;duos e na rela&ccedil;&atilde;o que estes  estabelecem com os outros e com os grupos, por isso as representa&ccedil;&otilde;es sociais funcionam como modelos de interpreta&ccedil;&atilde;o  de si, dos outros, do seu grupo e dos restantes grupos sociais (Doise, 2001). N&atilde;o s&atilde;o criadas por um indiv&iacute;duo isoladamente,  antes &eacute; o conjunto dos indiv&iacute;duos, os grupos em que estes se inserem, que as criam a partir de situa&ccedil;&otilde;es de  comunica&ccedil;&atilde;o (Moscovici, 2000, 2009). &Eacute; por isso que as representa&ccedil;&otilde;es sociais s&atilde;o uma forma de  pensamento, que resulta da viv&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos: &ldquo;[...] constituem uma forma de pensamento embrenhada pelo contexto social de  viv&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos e de grupos, de que fazem parte os saberes mais diversos, incluindo os de natureza cient&iacute;fica, bem como  os mais variados valores e ideologias&rdquo; (Pardal et al., 2011, p. 37). &Eacute; a partir da din&acirc;mica de circula&ccedil;&atilde;o desses  elementos que se elaboram referentes que permitem aos indiv&iacute;duos e aos grupos sociais agir coerentemente nos mais diversos contextos  sociais.</p>     <p>Particularmente, nos contextos profissionais, tamb&eacute;m s&atilde;o elaboradas representa&ccedil;&otilde;es que identificam e distinguem os  grupos que a&iacute; se constroem e desenvolvem. Trata-se de representa&ccedil;&otilde;es profissionais como categoria particular das  representa&ccedil;&otilde;es sociais (Labb&eacute;, Ratinaud, &amp; Lac, 2007).</p>     <p>De acordo com Pardal et al. (2011), as representa&ccedil;&otilde;es profissionais distinguem-se das representa&ccedil;&otilde;es sociais, por se  situarem em contextos profissionais espec&iacute;ficos e n&atilde;o serem disseminadas por toda a sociedade. O objeto espec&iacute;fico das  representa&ccedil;&otilde;es profissionais &eacute; conhecido e partilhado pelos membros de um dado grupo profissional, que tamb&eacute;m partilham  a mesma profiss&atilde;o, um repert&oacute;rio e um saber comuns e ainda pr&aacute;ticas profissionais consensuais. Nessa medida, as  representa&ccedil;&otilde;es profissionais s&atilde;o geradas e partilhadas pelos sujeitos de um grupo profissional e dizem respeito &agrave; sua  profiss&atilde;o. N&atilde;o se trata de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico, mas tamb&eacute;m n&atilde;o se inscreve no  conhecimento de senso comum (Pardal et al., 2011). S&atilde;o, portanto, as rela&ccedil;&otilde;es entre os pares e as institui&ccedil;&otilde;es  onde exercem a profiss&atilde;o, bem como as pr&aacute;ticas e as din&acirc;micas que se estabelecem no seio da profiss&atilde;o que geram as  representa&ccedil;&otilde;es profissionais. Por isso, n&atilde;o sendo saber de senso comum, &eacute; um saber profissional comum partilhado entre  parceiros de profiss&atilde;o. Tem a sua origem nas representa&ccedil;&otilde;es sociais, mas o seu conte&uacute;do tem uma natureza diferente  (Pardal et al., 2011).</p>     <p>As representa&ccedil;&otilde;es profissionais s&atilde;o partilhadas por um conjunto de indiv&iacute;duos que pertencem a um mesmo grupo  profissional e abrangem pr&aacute;ticas pr&oacute;prias e espec&iacute;ficas da profiss&atilde;o. Por isso, delas transportam valores,  cren&ccedil;as, objetivos, expetativas, motiva&ccedil;&otilde;es, atitudes e imagens, resultantes da pr&aacute;tica profissional e tamb&eacute;m  das intera&ccedil;&otilde;es que se criam entre os membros do grupo no local de trabalho e que v&ecirc;m a regular o <i>agir</i> profissional e um  certo entendimento da profiss&atilde;o. Essa fun&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&atilde;o tem associada uma fun&ccedil;&atilde;o de saber  (entendimento t&aacute;cito sobre elementos espec&iacute;ficos da atividade profissional), uma fun&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria  (defini&ccedil;&atilde;o de uma identidade profissional) e uma fun&ccedil;&atilde;o de justifica&ccedil;&atilde;o <i>a posteriori</i> (legitima as  tomadas de decis&atilde;o (Pardal et al., 2011).</p>     <p>Particularmente no dom&iacute;nio educacional, podemos, ent&atilde;o, afirmar que as representa&ccedil;&otilde;es dos professores sobre a  doc&ecirc;ncia, os alunos, as rela&ccedil;&otilde;es escola-sociedade s&atilde;o sociais (Sil, 2006), pois s&atilde;o geradas e partilhadas  socialmente, mas tamb&eacute;m s&atilde;o profissionais, pois s&atilde;o geradas e partilhadas no seio do grupo profissional. Os referentes  (modelos, valores, ideias, imagens) partilhados com o seu grupo social e profissional influenciam as suas representa&ccedil;&otilde;es, resultante  da intera&ccedil;&atilde;o permanente com os demais indiv&iacute;duos da sociedade e com os pares e os alunos e da sua situa&ccedil;&atilde;o  perante a institui&ccedil;&atilde;o e a sociedade.</p>     <p>Jodelet (2007) considera que a forma&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es dos professores &eacute; influenciada, tamb&eacute;m,  pelas experi&ecirc;ncias vividas ao longo da forma&ccedil;&atilde;o escolar, que geram determinadas representa&ccedil;&otilde;es sobre a  Educa&ccedil;&atilde;o e que ser&atilde;o transportadas aquando do ingresso no Ensino Superior. Nessa fase, o conhecimento cient&iacute;fico que se  tem constru&iacute;do em torno da doc&ecirc;ncia e que &eacute; revelado aos futuros professores, durante a sua forma&ccedil;&atilde;o inicial,  n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico fator orientador da a&ccedil;&atilde;o educativa futura destes. O saber de senso comum (as  representa&ccedil;&otilde;es sociais), em articula&ccedil;&atilde;o com o saber constitu&iacute;do no contexto da forma&ccedil;&atilde;o inicial,  tem claras repercuss&otilde;es no quotidiano escolar futuro (Cunha, 2007). Quando ingressam na forma&ccedil;&atilde;o inicial, os futuros  professores t&ecirc;m uma forma de ver a profiss&atilde;o docente e a sua atua&ccedil;&atilde;o. A integra&ccedil;&atilde;o do saber que venham a  adquirir ao longo da forma&ccedil;&atilde;o ir&aacute; depender, por um lado, da experi&ecirc;ncia de vida do indiv&iacute;duo e, por outro, do  significado que este atribui a esse saber: &ldquo;The experiences included one&rsquo;s own past, one&rsquo;s existing perspectives on learning,  teaching, and school, and the decisions made in one&rsquo;s teaching present&rdquo; (Rodgers &amp; Scott, 2008, p. 745). Na verdade, os estudantes  de forma&ccedil;&atilde;o inicial trazem uma <i>bagagem</i> (Tardif, 2003), que resulta de muitos anos da sua experi&ecirc;ncia enquanto estudantes  e, nessa medida, constru&iacute;ram um conjunto de cren&ccedil;as, de representa&ccedil;&otilde;es, de certezas e de expetativas relativas &agrave;  profiss&atilde;o: &ldquo;[...] a doc&ecirc;ncia &eacute; <i>uma profiss&atilde;o que se aprende desde que se entra na escola</i>, pela  observa&ccedil;&atilde;o do comportamento dos nossos professores [it&aacute;lico do autor]&rdquo; (Formosinho, 2009, 95). Os professores destes  estudantes foram deixando pistas do seu saber profissional, ou seja, conhecimentos e atitudes relativos ao processo de ensino, atrav&eacute;s da  sua atua&ccedil;&atilde;o. Enquanto aluno, o futuro professor vai-se apropriando desses modos de atuar. Portanto, os anos de experi&ecirc;ncias  resultantes do percurso escolar, antes do ingresso no Ensino Superior, ter&atilde;o determinado a forma como veem o trabalho do professor e o  ingresso num curso de ensino pressup&otilde;e alguma reflex&atilde;o sobre o <i>ser professor</i> (Pardal et al., 2011), que ir&aacute; influenciar  a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento profissional ao longo da sua forma&ccedil;&atilde;o. Se as pr&aacute;ticas dos professores de  forma&ccedil;&atilde;o inicial forem congruentes com as representa&ccedil;&otilde;es dos estudantes, mais facilmente estes se apropriar&atilde;o  delas (Formosinho, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marcelo (2009) levou a cabo uma importante revis&atilde;o de literatura, em que constatou que, habitualmente, as cren&ccedil;as dos futuros  professores sobre o ensino resultam de experi&ecirc;ncias pessoais, de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento em ambientes formais e de  experi&ecirc;ncias enquanto estudantes que ajudam a enformar as suas representa&ccedil;&otilde;es sobre o ensino. Essas cren&ccedil;as influenciam  a interpreta&ccedil;&atilde;o e a valoriza&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias vividas ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o inicial, que  poder&atilde;o n&atilde;o sentir como relevantes e, portanto, n&atilde;o tomar como ponto de partida para atuar na pr&aacute;tica profissional  (Marcelo, 2009). Se forem representa&ccedil;&otilde;es muito fortes e est&aacute;veis, muito dificilmente a experi&ecirc;ncia de  forma&ccedil;&atilde;o inicial conseguir&aacute; modific&aacute;-las (Marcelo, 2009) e ser&atilde;o precisamente essas as  representa&ccedil;&otilde;es a serem ativadas para solucionar os problemas com que se vierem a deparar no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o  (Tardif, 2003).</p>     <p>Foi precisamente com a preocupa&ccedil;&atilde;o de compreender como as representa&ccedil;&otilde;es entre estudantes de forma&ccedil;&atilde;o  inicial de professores podem influenciar as suas pr&aacute;ticas que desenvolvemos um estudo nesse contexto, com futuros professores do 1&ordm;  Ciclo do Ensino B&aacute;sico (CEB) a frequentar um mestrado profissionalizante de uma universidade portuguesa, cujos objetivos de  investiga&ccedil;&atilde;o eram os seguintes: (1) descrever as suas representa&ccedil;&otilde;es sobre colabora&ccedil;&atilde;o; (2) compreender a  influ&ecirc;ncia dessas representa&ccedil;&otilde;es na ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas colaborativas num f&oacute;rum de discuss&atilde;o  online; (3) compreender o contributo da colabora&ccedil;&atilde;o adotada num f&oacute;rum de discuss&atilde;o online para a  constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento did&aacute;tico sobre a abordagem da ortografia; (4) compreender o contributo desse conhecimento para a  conce&ccedil;&atilde;o de instrumentos did&aacute;ticos sobre a abordagem da ortografia.</p>     <p>Apresentaremos esse estudo sucintamente de seguida. Posteriormente, focar-nos-emos na primeira fase do estudo e, particularmente, nas suas  primeira e &uacute;ltima etapas, mais diretamente relacionadas com as representa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Fases do estudo</i></p>     <p>Numa primeira fase, o estudo desenvolveu-se com dois grupos de alunos &ndash; cada um com 3 elementos &ndash;, que participaram em dois anos  letivos distintos (2009/2010 e 2010/2011), no contexto da unidade curricular (UC) de Did&aacute;tica da L&iacute;ngua Portuguesa (inserida no plano  de estudos do 1&ordm; semestre do 1&ordm; ano do Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-Escolar e Ensino no 1&ordm; CEB). Numa segunda fase  (entre o 2&ordm; semestre do ano letivo de 2011/2012 e 1&ordm; semestre do ano letivo de 2012/2013), recolheu-se o resultado de uma  interven&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica desenvolvida por uma professora estagi&aacute;ria (participante na primeira fase do estudo), no  &acirc;mbito da Pr&aacute;tica Pedag&oacute;gica Supervisionada, apoiada pelo Semin&aacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o Educacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Organiza&ccedil;&atilde;o do estudo</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tratando-se de um estudo de caso, a investiga&ccedil;&atilde;o envolveu a recolha de dados atrav&eacute;s de inqu&eacute;rito por  question&aacute;rio disponibilizado online, uma reflex&atilde;o individual apresentada por escrito, posts e documentos publicados num f&oacute;rum  de discuss&atilde;o online (<i>Ortografias</i>) e instrumentos did&aacute;ticos (planifica&ccedil;&atilde;o de aulas e relat&oacute;rio de  est&aacute;gio) elaborados pelos estudantes. Procedeu-se a uma an&aacute;lise de conte&uacute;do fundamentada nos quadros te&oacute;ricos e no  estudo emp&iacute;rico.</p>     <p>Dada a dimens&atilde;o do estudo desenvolvido e o limite que se imp&otilde;e na sua apresenta&ccedil;&atilde;o em artigo e, ainda, os temas de  interesse desta revista, opt&aacute;mos por apresentar, apenas, a primeira fase do estudo e, nela, as primeira e &uacute;ltima etapas, que  correspondem aos objetivos 1 e 2 do estudo e aos instrumentos de recolha materializados num question&aacute;rio online e numa reflex&atilde;o  escrita individual. Na sec&ccedil;&atilde;o seguinte, apresentaremos a metodologia utilizada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Abordagem investigativa</i></p>     <p>Desenvolvemos a investiga&ccedil;&atilde;o de cariz qualitativo querendo compreender o modo como os sujeitos que participaram no nosso estudo  viam a colabora&ccedil;&atilde;o, a vivenciavam e valorizavam. Falamos em sujeitos cujas din&acirc;micas de colabora&ccedil;&atilde;o  quer&iacute;amos compreender, n&atilde;o podendo estas ser est&aacute;ticas, mas sendo permanentemente informadas por novos e outros constructos a  cada experi&ecirc;ncia das suas vidas. Para isso, procedemos a uma abordagem <i>fenomenol&oacute;gica</i>, na linha do que referem Bogdan e Biklen  (1994) e partimos do pressuposto de que existe uma rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica entre o mundo real e o sujeito, sendo que este o interpreta  e lhe d&aacute; sentido (Vilelas, 2009). Por conseguinte, se quer&iacute;amos compreender o modo como os participantes viam uma  situa&ccedil;&atilde;o particular das suas vidas, ter&iacute;amos de nos centrar nessa subjetividade e, enquanto investigadores,  interpret&aacute;-la. Para procedermos &agrave; sua interpreta&ccedil;&atilde;o, munimo-nos de esquemas conceptuais, baseados em quadros  te&oacute;ricos sustentados pela literatura da especialidade, procurando distanciar-nos dos nossos pr&oacute;prios pontos de vista, ainda que sem  pretens&otilde;es a <i>descri&ccedil;&otilde;es fenomenol&oacute;gicas imaculadas</i> (Bogdan &amp; Biklen, 1994, p. 54).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Sele&ccedil;&atilde;o dos participantes</i></p>     <p>Para a primeira fase do estudo, selecion&aacute;mos estudantes que, cumulativamente: (i) frequentassem um curso de forma&ccedil;&atilde;o  inicial de professores, (ii) frequentassem um curso de forma&ccedil;&atilde;o de professores do 1&ordm; CEB, por ser neste ciclo de estudos que os  alunos iniciam a aprendizagem formal da escrita e, por conseguinte, da ortografia (aspeto tamb&eacute;m em estudo), (iii) frequentassem  especificamente o 2&ordm; ciclo de estudos dessa forma&ccedil;&atilde;o (mestrado), uma vez que &eacute;, sobretudo, nessa fase que os estudantes  contactam com unidades curriculares de Did&aacute;tica (campo em que nos mov&iacute;amos), (iv) frequentassem uma UC de did&aacute;tica da  l&iacute;ngua materna, uma vez que quer&iacute;amos abordar o ensino e a aprendizagem da ortografia no 1&ordm; CEB, (v) tivessem participado no  f&oacute;rum de discuss&atilde;o online <i>Ortografias</i>, pelos mesmos motivos do ponto anterior. Encontr&aacute;mos dois grupos de estudantes  com estas carater&iacute;sticas, ambos constitu&iacute;dos por tr&ecirc;s elementos cada um (GT1 e GT3).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos e seus objetivos</i></p>     <p>Tratando-se de um estudo de caso, ter&iacute;amos de recorrer a v&aacute;rias fontes de evid&ecirc;ncia (Yin, 2005), de modo a podermos fazer  uma leitura triangular dos dados recolhidos. Essas diferentes fontes ajudaram a garantir a qualidade dos resultados, conferindo validade e  fidelidade &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o, e a compreender o caso em toda a sua complexidade (Amado &amp; Freire, 2013; Cohen &amp; Manion,  1980; Martins, 2006). Assim, recolhemos dados a partir de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio e de uma reflex&atilde;o escrita individual  final, para identificarmos as representa&ccedil;&otilde;es sobre colabora&ccedil;&atilde;o (objetivos 1 e 2 do estudo).</p>     <p>Com o inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, pretend&iacute;amos identificar as representa&ccedil;&otilde;es iniciais sobre  colabora&ccedil;&atilde;o dos participantes no estudo. Tendo sido o question&aacute;rio disponibilizado antes da participa&ccedil;&atilde;o em  f&oacute;runs de discuss&atilde;o online espec&iacute;ficos (em que se inclu&iacute;a o <i>Ortografias</i>), tivemos de o disponibilizar a toda a  turma (cerca de 60 estudantes), pois n&atilde;o sab&iacute;amos quais deles iriam selecionar o <i>Ortografias</i>. Para a nossa  investiga&ccedil;&atilde;o, apenas recolhemos as respostas dadas pelos membros dos grupos de trabalho (GT) que optaram por participar neste  f&oacute;rum. Amado (2013) defende que o question&aacute;rio aberto oferece a possibilidade de exprimir livremente a opini&atilde;o dos  participantes e a an&aacute;lise das suas respostas possibilita a dete&ccedil;&atilde;o das suas &ldquo;[...] perce&ccedil;&otilde;es,  experi&ecirc;ncia subjetiva e representa&ccedil;&otilde;es [...] acerca do tema em apre&ccedil;o&rdquo; (p. 271). Foi esse o tipo de perguntas que  adot&aacute;mos.</p>     <p>Com a reflex&atilde;o escrita individual quer&iacute;amos identificar as representa&ccedil;&otilde;es finais dos participantes no estudo sobre  colabora&ccedil;&atilde;o. Pretend&iacute;amos que os estudantes extrapolassem o mero relato da experi&ecirc;ncia vivida e que atingissem um  n&iacute;vel de reflexividade metapr&aacute;xico, que os levaria a &ldquo;[refletir] sobre o seu pr&oacute;prio papel no sucesso e/ou insucesso dos  pr&oacute;prios factos e assim repensar-se, repensando a sua pr&oacute;pria pr&aacute;tica&rdquo; (S&aacute;-Chaves, 2007b, p. 33).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento de an&aacute;lise</i></p>     <p>Para analisar os dados recolhidos, recorremos ao programa de apoio &agrave; an&aacute;lise qualitativa QSR NVivo 9&reg;. Opt&aacute;mos pela  an&aacute;lise de conte&uacute;do, que, na linha do que defende Amado (2013), &eacute; adequada a investiga&ccedil;&otilde;es do tipo do nosso  estudo, pois recolheram-se dados provenientes de um question&aacute;rio, com perguntas abertas, e de <i>composi&ccedil;&otilde;es</i>, como a  reflex&atilde;o escrita individual, para captar as conce&ccedil;&otilde;es, as cren&ccedil;as dos sujeitos sobre um aspeto particular: a  colabora&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da an&aacute;lise de conte&uacute;do, relativa quer &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es iniciais, quer &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es  finais, emergiram categorias e subcategorias. Dado que o nosso objetivo era estabelecer a evolu&ccedil;&atilde;o entre essas  representa&ccedil;&otilde;es dos Grupos de Trabalho (GT), apresentamos a <a href="#t1">Tabela 1</a> e, nela, destacadas as categorias abordadas  neste artigo:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a03t1.jpg" width="576" height="256"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Apresentamos os resultados relativos ao Bloco Tem&aacute;tico: Exerc&iacute;cio da Profiss&atilde;o. Relativamente &agrave;s  representa&ccedil;&otilde;es iniciais, destacamos os resultados da categoria <i>defini&ccedil;&atilde;o de colabora&ccedil;&atilde;o</i>,  atrav&eacute;s do <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="g1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a03g1.jpg" width="580" height="222"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A leitura do gr&aacute;fico mostra que o GT1 se centrou mais nas finalidades que o trabalho colaborativo permite alcan&ccedil;ar, enquanto o GT3  privilegiou as carater&iacute;sticas do processo colaborativo. Na <a href="#t2">Tabela 2</a>, apresentamos os argumentos associados a cada  subcategoria:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a03t2.jpg" width="577" height="147"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para o GT1, a colabora&ccedil;&atilde;o definia-se no trabalho conjunto (<i>processo colaborativo</i>) e na prossecu&ccedil;&atilde;o de uma  finalidade comum (<i>finalidades da colabora&ccedil;&atilde;o</i>). O GT3 diversificou mais os seus argumentos, centrando-se no trabalho conjunto e  na mutualidade, partilha e reflex&atilde;o. Relativamente &agrave;s <i>finalidades</i>, estas estudantes mencionaram o contributo para a  supera&ccedil;&atilde;o das dificuldades e, portanto, melhoria das pr&aacute;ticas e da aprendizagem dos alunos e desenvolvimento profissional.</p>     <p>Relativamente &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es finais, destacamos os resultados da categoria <i>colabora&ccedil;&atilde;o e  desenvolvimento de compet&ecirc;ncias</i>, atrav&eacute;s da <a href="#f1">Figura 1</a>:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a03f1.jpg" width="575" height="237"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No &acirc;mbito do processo colaborativo, o GT1 considerou que tinha sido a divis&atilde;o de tarefas e as intera&ccedil;&otilde;es (intragrupo  e extragrupo) a carateriz&aacute;-lo. Esse trabalho ter-lhes-ia proporcionado a consecu&ccedil;&atilde;o de uma finalidade comum, desenvolvimento  profissional, com consequ&ecirc;ncias favor&aacute;veis para o desenvolvimento do aluno. A refer&ecirc;ncia &agrave; divis&atilde;o de tarefas pelo  GT1 denotava uma vis&atilde;o da colabora&ccedil;&atilde;o ainda um pouco longe do reconhecimento dos reais benef&iacute;cios que ela poderia  trazer:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>[...] <i>facilita tamb&eacute;m o trabalho, j&aacute; que, temos a oportunidade de dividir tarefas e apresentar a nossa parte do  trabalho</i>(Sara/GT1).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O GT3 mencionou a intera&ccedil;&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o, como carater&iacute;sticas do processo colaborativo que desenvolveu:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>[...] <i>tendem a aumentar o grau de motiva&ccedil;&atilde;o dos participantes numa dada atividade levando a um maior envolvimento</i> [...]  (Maria/GT3).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Isso proporcionou-lhes desenvolvimento profissional, com consequ&ecirc;ncias positivas no desenvolvimento do aluno. Destacamos, ainda, o  coment&aacute;rio de Rita/GT3: <i>O aspecto mais importante deste semestre nesta disciplina foi o trabalho colaborativo desenvolvido</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Discutimos estes resultados na sec&ccedil;&atilde;o seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>O desenvolvimento de qualquer grupo profissional, mas particularmente o dos professores, assenta em grande medida na sua capacidade para  colaborar. Essa vontade de colaborar com os pares &eacute; animada pelo sentimento de perten&ccedil;a a um grupo, a uma rede, a uma comunidade, que  partilha os mesmos interesses e se organiza para alcan&ccedil;ar as mesmas finalidades, como muito bem nos dizia uma estudante do GT3: &ldquo;[...]  <i>o trabalho colaborativo &eacute;, na minha opini&atilde;o, uma condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para que as redes de aprendizagem e  conhecimento se constituam e se mantenham</i>&rdquo; (Rita/GT3).</p>     <p>Com estas duas etapas do estudo (inicial e final) pretend&iacute;amos compreender como estes futuros professores <i>sentiam</i> a  colabora&ccedil;&atilde;o, procurando perceber <i>ind&iacute;cios</i> da sua valoriza&ccedil;&atilde;o e da sua ado&ccedil;&atilde;o. Isso  justificava-se por, na forma&ccedil;&atilde;o inicial, essas representa&ccedil;&otilde;es serem influenciadoras da ado&ccedil;&atilde;o de  pr&aacute;ticas colaborativas quer ao longo da sua forma&ccedil;&atilde;o, quer futuramente.</p>     <p>O GT1 tendia a ver a colabora&ccedil;&atilde;o como uma divis&atilde;o de tarefas, modalidade de trabalho associada &agrave;  coopera&ccedil;&atilde;o e que dificilmente conduz ao desenvolvimento de um grupo de trabalho e &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o de um trabalho  coeso e coerente e, portanto, de qualidade. A import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o teve certamente  influ&ecirc;ncia na decis&atilde;o de adotar essa modalidade nos trabalhos de grupo em que tinham estado envolvidas durante a sua  forma&ccedil;&atilde;o: quando lhes era solicitado que trabalhassem em grupo, s&oacute; adotariam pr&aacute;ticas colaborativas se as valorizassem.  A op&ccedil;&atilde;o pela ado&ccedil;&atilde;o dessa modalidade de trabalho estaria dependente do modo como a encaravam. Cunha (2007) explica  precisamente esta influ&ecirc;ncia do que &eacute; pensado e sentido sobre a Educa&ccedil;&atilde;o, o ensino, a profiss&atilde;o e a  forma&ccedil;&atilde;o por parte do estudante de forma&ccedil;&atilde;o inicial no modo como v&ecirc; o espa&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o e  nele se movimenta. Portanto, s&atilde;o as suas representa&ccedil;&otilde;es que determinam a forma como veem a ado&ccedil;&atilde;o da  colabora&ccedil;&atilde;o durante a forma&ccedil;&atilde;o inicial (Jodelet, 2007). Assim, apesar de a colabora&ccedil;&atilde;o poder ter sido  promovida, o GT1 n&atilde;o a teria adotado, provavelmente por n&atilde;o a valorizar, apesar de, nas representa&ccedil;&otilde;es iniciais termos  percebido que conheciam as suas vantagens. No entanto, encaravam-na mais como uma finalidade para atingir um objetivo comum, do que um processo de  constru&ccedil;&atilde;o em grupo.</p>     <p>Essa tend&ecirc;ncia manteve-se depois da viv&ecirc;ncia na UC. Atribu&iacute;mo-lo ao facto de as representa&ccedil;&otilde;es que detinham  serem um obst&aacute;culo &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da colabora&ccedil;&atilde;o, logo &agrave; sua ado&ccedil;&atilde;o. A an&aacute;lise  de dados revelou-nos que o incentivo &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da UC e a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es  favor&aacute;veis a que esta ocorresse no f&oacute;rum <i>Ortografias</i> n&atilde;o foram suficientes para que estas estudantes a adotassem.  Quanto ao GT3, cremos que adotou essa modalidade. As suas ideias eram mais est&aacute;veis ao longo do discurso, coerentes e muito refletidas ao  longo do estudo. Os seus membros j&aacute; valorizavam a colabora&ccedil;&atilde;o antes de se dar in&iacute;cio &agrave; experi&ecirc;ncia  inserida no nosso estudo e foram capazes de cimentar essa perce&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s o estudo em que participaram.</p>     <p>J&aacute; no perfil de partida, o GT1 revelava uma vis&atilde;o muito restrita da Educa&ccedil;&atilde;o, considerando-a fechada em si mesma,  com pouca abertura &agrave; comunidade envolvente, aos diferentes agentes que nela se movem. O GT3 tinha uma ideia diferente, vendo-a como um campo  mais alargado. Essas formas de ver a Educa&ccedil;&atilde;o teriam, naturalmente, influ&ecirc;ncia no modo como entendiam todos os campos que a  podiam afetar, nomeadamente a forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores. Apesar do incentivo &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o e da  promo&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias colaborativas, a verdade &eacute; que as estudantes as filtravam segundo uma vis&atilde;o de  Educa&ccedil;&atilde;o, que j&aacute; vinham construindo e cimentando desde o in&iacute;cio da escolariza&ccedil;&atilde;o. Estas estudantes  ter&atilde;o ingressado na forma&ccedil;&atilde;o inicial detendo representa&ccedil;&otilde;es sobre a forma&ccedil;&atilde;o docente, os  professores, a sua atividade, os alunos, etc., que ter&atilde;o resultado da sua experi&ecirc;ncia ao longo dos anos, sobretudo enquanto alunas,  como alertam Formosinho (2009) e Tardif (2003). Naturalmente, isso determinou o modo como viam o trabalho do professor (Pardal et al., 2011) e nele  a colabora&ccedil;&atilde;o. O modo como veem a Educa&ccedil;&atilde;o e tudo o que esta envolve &eacute; posto em confronto com o que <i>&eacute;  revelado</i> aos futuros professores pelos docentes de forma&ccedil;&atilde;o inicial e isso ser&aacute; objeto da sua avalia&ccedil;&atilde;o  (Formosinho, 2009). As representa&ccedil;&otilde;es que os estudantes det&ecirc;m sobre a Educa&ccedil;&atilde;o no geral e a pr&aacute;tica  profissional em particular podem influenciar o modo como vivem e compreendem as experi&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o  inicial. Podem n&atilde;o as sentir como relevantes e, portanto, n&atilde;o partir delas para atuar profissionalmente, pois, sendo fortes e  est&aacute;veis, a forma&ccedil;&atilde;o inicial ter&aacute; dificuldades em modific&aacute;-las (Marcelo, 2009; Tardif, 2003). No entanto, podem  tamb&eacute;m consider&aacute;-las relevantes e, nesse caso, precisam de viver experi&ecirc;ncias colaborativas diversificadas, em diferentes  contextos, de modo a alimentar essa valoriza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Para terminar, &eacute; de referir que a (des)valoriza&ccedil;&atilde;o da colabora&ccedil;&atilde;o antes de o futuro professor iniciar a sua  pr&aacute;tica, influenciar&aacute;, tamb&eacute;m, as representa&ccedil;&otilde;es profissionais futuras. Como defendem Pardal et al. (2011), as  representa&ccedil;&otilde;es profissionais s&atilde;o geradas por um dado grupo profissional, sobre tudo o que envolve o exerc&iacute;cio da sua  profiss&atilde;o, regulando tamb&eacute;m o <i>agir</i> profissional. Desse modo, &eacute; essencial promover formas de os estudantes valorizarem a  colabora&ccedil;&atilde;o desde cedo. Apesar da sua influ&ecirc;ncia, a responsabilidade pela falta de ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas  colaborativas entre os professores n&atilde;o pode ser imputada exclusivamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o inicial. A sua fun&ccedil;&atilde;o  &eacute; promover o mais poss&iacute;vel esta modalidade, procurando incentivar a sua valoriza&ccedil;&atilde;o por parte dos futuros professores.  Consideramos, portanto, que o GT1 precisava ainda de <i>sentir</i> que a colabora&ccedil;&atilde;o afeta positivamente as pr&aacute;ticas dos  professores. Enquanto n&atilde;o o compreendesse, n&atilde;o poderia envolver-se e partilhar numa colabora&ccedil;&atilde;o efetiva, pelo que seria  importante continuar a viver situa&ccedil;&otilde;es em que esta modalidade surgisse como protagonista. No que se refere ao GT3, consideramos  essencial que continue a vivenciar experi&ecirc;ncias colaborativas diversificadas, para que possa tornar ainda mais forte a sua  convic&ccedil;&atilde;o de que a colabora&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para si, para o grupo profissional, para os seus alunos e para a  Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este estudo apresentou algumas limita&ccedil;&otilde;es: (i) problemas com as plataformas que alojaram os f&oacute;runs de discuss&atilde;o;  (ii) desist&ecirc;ncia de um GT; (iii) experi&ecirc;ncia inserida numa turma de muitos alunos, o que impossibilitou um acompanhamento mais incisivo  por parte do docente da UC; (iv) recurso a question&aacute;rio, ao inv&eacute;s de entrevista, para n&atilde;o isolar os GT do estudo da restante  turma. Apesar de nem todos os alunos desta turma terem sido objeto da nossa an&aacute;lise, todos viveram a mesma experi&ecirc;ncia colaborativa,  ainda que de diferentes formas, consoante o modo como a percecionavam.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b>    <p>     <p>Para alimentar a discuss&atilde;o em torno da influ&ecirc;ncia entre o que era <i>pensado</i>, <i>dito</i> e <i>realizado</i> pelos estudantes  deste estudo, sentimos necessidade de aprofundar o quadro te&oacute;rico em torno das representa&ccedil;&otilde;es sociais. Procur&aacute;vamos  compreender a sua origem, as suas fun&ccedil;&otilde;es e o papel que desempenhavam na Educa&ccedil;&atilde;o. Apesar de termos sentido essa  necessidade, assumimos que o nosso estudo n&atilde;o se inscrevia nesta &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o (mov&iacute;amos na  Did&aacute;tica, &aacute;rea, como outras, que n&atilde;o (sobre)vive isoladamente) e que n&atilde;o t&iacute;nhamos inten&ccedil;&atilde;o de  identificar os elementos cognitivos da representa&ccedil;&atilde;o, nem a rela&ccedil;&atilde;o entre estes. Quer&iacute;amos antes aceder ao  discurso dos participantes no estudo e perceber <i>ind&iacute;cios</i> daquilo em que acreditavam, relativamente &agrave;  colabora&ccedil;&atilde;o, procurando compreender as din&acirc;micas de influ&ecirc;ncia desse discurso na ado&ccedil;&atilde;o efetiva desta  modalidade de trabalho.</p>     <p>Richardson (1996) considerava que as cren&ccedil;as dos futuros professores afetam grandemente <i>o que aprendem</i> e a forma <i>como</i>  aprendem: &ldquo;Existing knowledge and beliefs play a strong role in shaping what students learn and how they learn it&rdquo; (p. 105).  Tamb&eacute;m Fullan (2008), apoiando-se em v&aacute;rios estudos, refere a dificuldade em mudar as cren&ccedil;as e as conce&ccedil;&otilde;es dos  professores e considera que, mesmo quando estes t&ecirc;m inten&ccedil;&atilde;o de implementar pr&aacute;ticas diferentes, prevalece aquilo em que  acreditavam inicialmente. Apesar de a mudan&ccedil;a se poder operar, aquilo a que chama de <i>deep conceptual change</i> (p. 116) pode levar  v&aacute;rios anos. Ainda assim, a mudan&ccedil;a &eacute; sempre uma possibilidade e, portanto, essas <i>formas de ver o mundo</i> poder&atilde;o  ser encaradas como &ldquo;[...] targets of change within the process&rdquo; (Fullan, 2008, p. 102). Deste modo, ser&aacute;, sobretudo, pelo  <i>conflito interno</i> (Tapie et al., 2003), traduzido no confronto entre as cren&ccedil;as pessoais e a informa&ccedil;&atilde;o nova, que se  poder&atilde;o questionar <i>as estruturas resistentes</i> (S&aacute;-Chaves, 2007a), enquanto &ldquo;[...] novos e continuados processos de  reequilibra&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o o garante da regula&ccedil;&atilde;o das continuidades nos incidentes de ruptura que o confronto com o  novo sempre pressup&otilde;e&rdquo; (S&aacute;-Chaves, 2007a, p. 24). Nessa medida, &eacute; necess&aacute;rio dar ao indiv&iacute;duo a  oportunidade de se questionar, de refletir sobre si mesmo, sobre o outro e sobre o mundo que o rodeia, para que este se possa posicionar perante a  <i>novidade</i>, problematizando-a, vendo-a na sua complexidade, mas sobretudo enquanto possibilidade de mudan&ccedil;a, rumo &agrave; (sua)  melhoria. Essa possibilidade de transforma&ccedil;&atilde;o parecia estar latente no discurso de um dos membros do GT1, o grupo menos colaborativo,  na sua reflex&atilde;o escrita individual:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>[...] <i>constatei que no caso da Educa&ccedil;&atilde;o, faz todo o sentido que exista trabalho colaborativo, pois um Educador/Professor  inerente ao desenvolvimento da crian&ccedil;a necessita de toda a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria acerca da mesma, e para isso acontecer  todos os envolventes da crian&ccedil;a (todos os professores, os pais, todos aqueles que mant&ecirc;m contacto directo com a crian&ccedil;a) devem  comunicar entre si, de modo que seja poss&iacute;vel solucionar problemas, colmatar dificuldades no processo de ensino/aprendizagem das  crian&ccedil;as. O trabalho colaborativo entre professores apresenta potencial para enriquecer a sua maneira de pensar, agir e resolver problemas,  criando possibilidades de sucesso &agrave; dif&iacute;cil tarefa pedag&oacute;gica</i> (Sara/GT1, Reflex&atilde;o escrita individual).</p>     <p>A experi&ecirc;ncia vivida pode ter deixado a <i>semente</i>, que pode vir a <i>germinar</i> na valoriza&ccedil;&atilde;o e na  ado&ccedil;&atilde;o desta modalidade de trabalho, caso, no futuro, o sujeito se confronte com circunst&acirc;ncias favor&aacute;veis &agrave; sua  ado&ccedil;&atilde;o. Por conseguinte, &eacute; necess&aacute;rio dar continuidade ao projeto de incentivar os futuros professores a colaborar,  como oportunidade de melhoria da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Abric, J.-C. (2001a). Les representations sociales: Aspectos te&oacute;ricos. In J.-C. Abric (Ed.), Jos&eacute; Dacosta Chevrel, &amp;  F&aacute;tima Flores Palacios (Trans.), <i>Pr&aacute;cticas sociales y representaciones</i> (pp. 12-32). M&eacute;xico: Ediciones  Coyoac&aacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020706&pid=S0870-8231201600020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Abric, J.-C. (2001b). Metodolog&iacute;a de recolecci&oacute;n de las representaciones sociales. In J.-C. Abric (Ed.), Jos&eacute; Dacosta  Chevrel, &amp; F&aacute;tima Flores Palacios (Trans.), <i>Pr&aacute;cticas sociales y representaciones</i> (pp. 53-74). M&eacute;xico: Ediciones  Coyoc&aacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020708&pid=S0870-8231201600020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Amado, J. (2013). Question&aacute;rios abertos e &ldquo;composi&ccedil;&otilde;es&rdquo;. In J. Amado (Ed.), <i>Manual de  investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa</i> (1&ordf; ed., pp. 271-274). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.</p>     <!-- ref --><p>Amado, J., &amp; Freire, I. (2013). Estudo de caso na investiga&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o. In J. Amado (Ed.), <i>Manual de  investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa</i> (1&ordf; ed., pp. 121-143). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020711&pid=S0870-8231201600020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Boff, L. (1997). <i>A &aacute;guia e a galinha: Uma met&aacute;fora da condi&ccedil;&atilde;o humana</i>. Rio de Janeiro: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020713&pid=S0870-8231201600020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bogdan, R., &amp; Biklen, S. (1994). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa em educa&ccedil;&atilde;o: Uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave;  teoria e aos m&eacute;todos</i> (M. J. Alvarez &amp; T. M. Baptista, Trans.). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020715&pid=S0870-8231201600020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabecinhas, R. (2012). Investigar representa&ccedil;&otilde;es sociais: Metodologias e n&iacute;veis de an&aacute;lise. In M. M. Baptista (Ed.),  <i>Cultura: Metodologias e investiga&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 53-70). Coimbra: Gr&aacute;cio Editor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020717&pid=S0870-8231201600020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, L., &amp; Manion, L. (1980). <i>Research methods in education</i>. London, England: Croom Helm.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020719&pid=S0870-8231201600020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunha, A. C. (2007). <i>Forma&ccedil;&atilde;o de professores. A investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio e entrevista: Um exemplo  pr&aacute;tico</i>. Vila Nova de Famalic&atilde;o: Editorial Magn&oacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020721&pid=S0870-8231201600020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Doise, W. (1990). Les repr&eacute;sentations sociales. In R. Ghiglione, C. Bonnet, &amp; J.-F. Richard (Eds.), <i>Trait&eacute; de psychologie  cognitive</i> (pp. 109-174). Paris: Dunod.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020723&pid=S0870-8231201600020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Doise, W. (2001). Atitudes e representa&ccedil;&otilde;es sociais. In D. Jodelet (Ed.) &amp; L. Ulup (Trans.), <i>As  representa&ccedil;&otilde;es sociais</i> (pp. 187-200). Rio de Janeiro: UERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020725&pid=S0870-8231201600020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Durkheim, &Eacute;. (1924). <i>Sociologie et philosophie</i>. Paris: Librairie F&eacute;lix Alcan. Retrieved from  <a href="http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k814468/f1.image.langPT" target="_blank">http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k814468/f1.image.langPT</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020727&pid=S0870-8231201600020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Durkheim, &Eacute;. (2001). <i>Educa&ccedil;&atilde;o e sociologia</i> (N. G. Lopes, Trans.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020728&pid=S0870-8231201600020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Flament, C. (2001). Estructura, din&aacute;mica y transformaci&oacute;n de las representaciones sociales. In J.-C. Abric (Ed.), Jos&eacute;  Dacosta Chevrel, &amp; F&aacute;tima Flores Palacios (Trans.), <i>Pr&aacute;cticas sociales y representaciones</i> (pp. 33-52). M&eacute;xico:  Ediciones Coyoc&aacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020730&pid=S0870-8231201600020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Formosinho, J. (2009). A forma&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica dos professores. Da pr&aacute;tica docente na institui&ccedil;&atilde;o de  forma&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica pedag&oacute;gica nas escolas. In J. Formosinho (Ed.), <i>Forma&ccedil;&atilde;o de professores.  Aprendizagem profisisonal e ac&ccedil;&atilde;o docente</i> (1&ordf; ed., pp. 93-117). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020732&pid=S0870-8231201600020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fullan, M. (2008). Curriculum implementation and sustainability. In M. Connelly, M. Fang, &amp; J. Phillion (Eds.), <i>The sage handbook of  curriculum and instruction</i> (pp. 113-122). New York: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020734&pid=S0870-8231201600020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Jodelet, D. (1984). Repr&eacute;sentation sociale: Ph&eacute;nom&egrave;nes, concept et th&eacute;orie. In S. Moscovici (Ed.), <i>Pshychologie  sociale</i> (pp. 357-378). Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020736&pid=S0870-8231201600020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jodelet, D. (2001). Representa&ccedil;&otilde;es sociais: Um dom&iacute;nio em expans&atilde;o. In D. Jodelet (Ed.) &amp; L. Ulup (Trans.),  <i>As representa&ccedil;&otilde;es sociais</i> (pp. 17-44). Rio de Janeiro: UERJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020738&pid=S0870-8231201600020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jodelet, D. (2007). Contribui&ccedil;&otilde;es das representa&ccedil;&otilde;es sociais para a an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es entre  educa&ccedil;&atilde;o e trabalho. In L. Pardal, A. Martins, C. Sousa, A. del Dujo, &amp; V. Placco (Eds.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o e trabalho:  Representa&ccedil;&otilde;es, compet&ecirc;ncias e traject&oacute;rias</i> (pp. 11-25). Aveiro: Universidade de Aveiro, Departamento de  Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020740&pid=S0870-8231201600020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Labb&eacute;, S., Ratinaud, P., &amp; Lac, M. (2007). Dynamique de l&rsquo;implication et des repr&eacute;sentations professionnelles: Le cas  d&rsquo;une recherche-action dans le milieu industriel. In AECSE (Ed.), <i>Congr&egrave;s international AREF 2007 (Actualit&eacute; de la Recherche  en Education et en Formation)</i> (pp. 1-11). Strasbourg: AECSE.</p>     <!-- ref --><p>Marcelo, C. (2009). Desenvolvimento profissional docente: Passado e futuro. <i>S&iacute;sifo. Revista das Ci&ecirc;ncias da  Educa&ccedil;&atilde;o, 8</i>, 7-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020743&pid=S0870-8231201600020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, A., Pardal, L. A., &amp; Dias, C. (2008). <i>Representa&ccedil;&otilde;es sociais e estrat&eacute;gias escolares: A voz dos alunos do  ensino t&eacute;cnico-profissional de Portugal e de Mo&ccedil;ambique</i>. Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020745&pid=S0870-8231201600020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Martins, G. (2006). <i>Estudo de Caso: Uma estrat&eacute;gia de pesquisa</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Atlas SA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020747&pid=S0870-8231201600020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moscovici, S. (1961). <i>La psychanalyse: Son image et son public</i>. Paris: Presses Universitaires de France. Retrieved from  <a href="http://books.google.pt/books?id=Tx1GBC8rlZgC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=Psychoanalysis,+its+image+and+its+public&amp;source=bl&amp;ots=jzKuu0oNYH&amp;sig=wgdo8PeBNcjoqZc60fqHRIDnz2g&amp;hl=pt-PT&amp;ei=Tl0KTN3hEc6B4QaBrcCLAQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=3&amp;ved=0CCkQ6AEwAg#v=onepage&amp;q&amp;f=false"  target="_blank">http://books.google.pt/books?id=Tx1GBC8rlZgC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=Psychoanalysis,+its+image+and+its+public&amp;source=bl&amp;ots=jzKuu0oNYH&amp;sig=wgdo8PeBNcjoqZc60fqHRIDnz2g&amp;hl=pt-PT&amp;ei=Tl0KTN3hEc6B4QaBrcCLAQ&amp;sa=X&amp;oi=book_result&amp;ct=result&amp;resnum=3&amp;ved=0CCkQ6AEwAg#v=onepage&amp;q&amp;f=false</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020749&pid=S0870-8231201600020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moscovici, S. (2000). The phenomenon of social representations. In G. Duveen (Ed.), <i>Social representations. Explorations in social psychology  </i>(1<sup>st</sup> ed., pp. 18-77). Cambridge, UK: Polity Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020750&pid=S0870-8231201600020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moscovici, S. (2009). <i>Representa&ccedil;&otilde;es sociais: Investiga&ccedil;&otilde;es em psicologia social</i> (P. Guareschi, Trans.).  Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020752&pid=S0870-8231201600020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pardal, L. A., Gon&ccedil;alves, M., Martins, A., Neto-Mendes, A., &amp; Pedro, A. P. (2011). <i>Trabalho docente: Representa&ccedil;&otilde;es  e constru&ccedil;&atilde;o de identidade profissional</i>. Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020754&pid=S0870-8231201600020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Pardal, L. A., Martins, A. M., &amp; Dias, C. (2007). Ensino t&eacute;cnico e profissional, emprego e acesso ao ensino superior:  Representa&ccedil;&otilde;es de alunos mo&ccedil;ambicanos e portugueses. In L. Pardal, A. Martins, C. de Sousa, &Aacute;. del Dujo, &amp; V.  Placco (Eds.), <i>Educa&ccedil;&atilde;o e trabalho: Representa&ccedil;&otilde;es, compet&ecirc;ncias e traject&oacute;rias</i> (pp. 69-85).  Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020756&pid=S0870-8231201600020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Richardson, V. (1996). The role of attitudes and beliefs in learning to teach. In J. Sikula, T. J. Buttery, &amp; E. Guyton (Eds.), <i>Handbook  of research on teacher education </i>(2<sup>nd</sup> ed., pp. 102-119). New York: McMillan library reference USA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020758&pid=S0870-8231201600020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rodgers, C. R., &amp; Scott, K. H. (2008). The development of the personal self and professional identity in learning to teach. In M.  Cochran-Smith, S. Feiman-Nemser, D. J. McIntyre, &amp; K. E. Demers (Eds.), <i>Handbook of research on teacher education. Enduring questions in  changing contexts</i> (3<sup>rd</sup> ed., pp. 732-755). New York: Routledge/Taylor &amp; Francis Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020760&pid=S0870-8231201600020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;-Chaves, I. (2007a). <i>Forma&ccedil;&atilde;o, conhecimento e supervis&atilde;o. Contributos nas &aacute;reas da  forma&ccedil;&atilde;o de professores e de outros profissionais</i> (2&ordf; ed.). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020762&pid=S0870-8231201600020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;-Chaves, I. (2007b). <i>Portfolios reflexivos. Estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o e de supervis&atilde;o</i> (3&ordf; ed.).  Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020764&pid=S0870-8231201600020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sil, V. (2006). As pr&aacute;ticas escolares, as representa&ccedil;&otilde;es sociais e a forma&ccedil;&atilde;o docente. <i>Sonhar, II</i>,  13-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020766&pid=S0870-8231201600020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Tapie, C., Fraysse, B., &amp; Lenoir, Y. (2003). Repr&eacute;sentations socioprofessionnelles de l&rsquo;ing&eacute;nieur chez des  &eacute;tudiants en formation d&rsquo;ing&eacute;nieur: Perspective comparative. In <i>Grand Atelier MCX: Programme europ&eacute;een,  mod&eacute;lisation de la complexit&eacute;; interroger et mod&eacute;liser les interventions de formation en situations complexes</i>.  Lille. Retrieved from <a href="http://cueep161.univ-lille" target="_blank">http://cueep161.univ-lille</a></p>     <!-- ref --><p>Tardif, M. (2003). Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universit&aacute;rios. Elementos para uma epistemologia da  pr&aacute;tica profissional dos professores e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o para o  magist&eacute;rio. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o, 13</i>, 5-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020769&pid=S0870-8231201600020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vilelas, J. (2009). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o: O processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es  Silabo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020771&pid=S0870-8231201600020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yin, R. K. (2005). <i>Estudo de caso. Planejamento e m&eacute;todos </i>(3&ordf; ed., D. Grassi, Trans.). Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=020773&pid=S0870-8231201600020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Maria Jo&atilde;o B&aacute;rtolo Mac&aacute;rio,   Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o em Portugu&ecirc;s, Universidade de Aveiro, Campus Universit&aacute;rio  de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal. E-mail: <a href="mailto:mjoaomacario@ua.pt">mjoaomacario@ua.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 28/01/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 02/09/2015</p>      ]]></body><back>
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