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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação da Escala de Empatia com Animais (EEA) para a população portuguesa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Within Psychology, there has been a growing interest in the study of human animal interactions. However, studies addressing human empathy towards non-human animals are still scarce, as are the instruments to measure it, and as of now there was none available for the Portuguese population. We chose the Animal Empathy Scale (AES), for being the most frequently used tool to measure empathy towards non-human animals. The exploratory and confirmatory factor analysis revealed a two-component structure, and the two new subscales were named Emotional Detachment and Animal Empathic Concern. Both the final scale and subscales structures showed a well-adjusted model with good levels of internal consistency. A significant correlation was found with a measure of empathy towards humans (Interpersonal Reactivity Index - IRI), strengthening the validity of this instrument as a useful tool to assess empathy toward animals in the Portuguese population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Empatia com Animais (EEA) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</b></p>     <p><b>Ana Emauz<sup>1</sup>, Augusta Gaspar<sup>1</sup>, Francisco Esteves<sup>2</sup>, Susana Fonseca Carvalhosa<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o social (CIS-IUL), Escola de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas do  ISCTE-IUL</p>     <p><sup>2</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o social (CIS-IUL), Escola de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas do  ISCTE-IUL / Psychology Department, Mid Sweden University</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O interesse pelo estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre humanos e animais tem vindo a crescer nos &uacute;ltimos anos, mas a empatia para com  animais &eacute; um tema ainda recente na literatura, levando a uma maior necessidade de desenvolver instrumentos adequados para a medir. A  <i>Escala de Empatia para com Animais (EEA)</i> &eacute; o instrumento mais utilizado, tendo por isso sido escolhido para o presente estudo. A  <i>EEA</i> foi inicialmente traduzida para portugu&ecirc;s, de seguida foi feita uma an&aacute;lise explorat&oacute;ria atrav&eacute;s do modelo de  componentes principais (com 148 participantes) onde se obteve um modelo com dois componentes, os quais se denominaram de <i>Liga&ccedil;&atilde;o  Emocional com Animais (LEA)</i> e <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com os Animais (PEA)</i>. A estrutura do modelo foi refor&ccedil;ada  com uma an&aacute;lise confirmat&oacute;ria (com 204 participantes). A estrutura final reporta um modelo bem ajustado, com um bom n&iacute;vel de  consist&ecirc;ncia interna, tanto da escala global, como das suas subescalas. Foi encontrada uma correla&ccedil;&atilde;o significativa e positiva  entre a <i>EEA</i> e outra escala de empatia tra&ccedil;o dirigida a humanos (<i>Interpersonal Reactivity Index &ndash; IRI</i>), o que veio  refor&ccedil;ar a validade de constructo deste instrumento para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o no panorama nacional.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Valida&ccedil;&atilde;o, Escala, Empatia, Animais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Within Psychology, there has been a growing interest in the study of human animal interactions. However, studies addressing human empathy  towards non-human animals are still scarce, as are the instruments to measure it, and as of now there was none available for the Portuguese  population. We chose the <i>Animal Empathy Scale</i> (AES), for being the most frequently used tool to measure empathy towards non-human animals.  The exploratory and confirmatory factor analysis revealed a two-component structure, and the two new subscales were named <i>Emotional  Detachment</i> and <i>Animal Empathic Concern</i>. Both the final scale and subscales structures showed a well-adjusted model with good levels of  internal consistency. A significant correlation was found with a measure of empathy towards humans (<i>Interpersonal Reactivity Index</i> &ndash;  IRI), strengthening the validity of this instrument as a useful tool to assess empathy toward animals in the Portuguese population.</p>     <p><b>Key words</b>: Empathy toward animals, Human-animal interactions, Animal Empathy Scale (AES), Scale adaptation, Portuguese population.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Empatia</i></p>     <p>A empatia humana &eacute; um tema em crescimento desde a primeira vez que foi traduzido do alem&atilde;o (Titchener, 1909), dando origem ao  aparecimento de uma vasta literatura sobretudo no que refere &agrave; sua defini&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A empatia tem uma fun&ccedil;&atilde;o muito importante nas rela&ccedil;&otilde;es entre os membros de um grupo social, sendo esta capacidade de  percebermos e respondermos adequadamente &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es dos outros considerada o pilar da emerg&ecirc;ncia dos comportamentos  pro-sociais, aumentando assim a coes&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia do grupo (para uma revis&atilde;o ver Castro, Gaspar, &amp; Vicente, 2010;  Gaspar 2014). De uma forma geral, a empatia &eacute; definida como a capacidade de nos colocarmos no lugar de outro, o que envolve n&atilde;o  s&oacute; a compreens&atilde;o do estado emocional de outra pessoa, mas tamb&eacute;m a capacidade de nos sentirmos afectados por essa mesma  emo&ccedil;&atilde;o (Blair, 2005; Hoffman, 1977), surgindo assim a distin&ccedil;&atilde;o das duas componentes, a empatia emocional e a empatia  cognitiva (Smith, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A multidimensionalidade da empatia &eacute; um dos aspetos comuns aos v&aacute;rios modelos te&oacute;ricos, uma vez que se encontra em estreita  liga&ccedil;&atilde;o com outros fen&oacute;menos, que poder&atilde;o ou n&atilde;o ocorrer em simult&acirc;neo, tais como o cont&aacute;gio  emocional, o mimetismo, e a simpatia (Preston &amp; de Waal, 2002). De um ponto de vista neurol&oacute;gico, a ativa&ccedil;&atilde;o neuronal  destes v&aacute;rios fen&oacute;menos tem um percurso semelhante no c&eacute;rebro, acabando mesmo por se sobrepor nalgumas &aacute;reas de  ativa&ccedil;&atilde;o (Shamay-Tsoory, Aharon-Peretz, &amp; Perry, 2009).</p>     <p>A componente emocional da empatia foi apontada como sendo a precursora de comportamentos de altru&iacute;smo e entre-ajuda (de Waal, 2008),  tendo a sua exist&ecirc;ncia e persist&ecirc;ncia na conduta humana, sido proposta como resultante de um processo prim&aacute;rio de  liga&ccedil;&atilde;o entre progenitor e cria, em que a sobreviv&ecirc;ncia da descend&ecirc;ncia estaria dependente da aten&ccedil;&atilde;o da  m&atilde;e para com os sinais de stress da cria, o que conferiria &agrave; prole das m&atilde;es emp&aacute;ticas uma &oacute;bvia vantagem em  termos de sele&ccedil;&atilde;o natural (Preston &amp; de Waal, 2002).</p>     <p>A empatia para com os animais &eacute; um tema pouco desenvolvido na literatura em geral, sendo mais comum o estudo das atitudes para com os  animais, embora exista uma rela&ccedil;&atilde;o entre ambas (Apostol, Rebega, &amp; Miclea, 2013; Ellingsen, Zanella, Bjerk&aring;s, &amp;  Indreb&oslash;, 2010; Wagstaff, 1991). O fato de nos envolvermos emocionalmente com o sofrimento de outro ser, torna-nos mais propensos a aliviar o  seu sofrimento, resultando num comportamento de ajuda. Desta forma, a empatia &eacute; um precursor das atitudes, funcionando como um gatilho que  ir&aacute; despoletar comportamentos de preocupa&ccedil;&atilde;o e ajuda para com os animais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>A avalia&ccedil;&atilde;o da empatia</i></p>     <p>As formas de avalia&ccedil;&atilde;o da empatia humana t&ecirc;m-se centrado sobretudo na utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios de  auto-relato ou auto-avalia&ccedil;&atilde;o, onde o participante &eacute; convidado a descrever a forma como se est&aacute; a sentir, utilizando  para tal uma escala. No entanto, este tipo de avalia&ccedil;&atilde;o est&aacute; sujeita &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o da imagem que o  participante tem de si, o que poder&aacute; n&atilde;o corresponder &agrave; realidade.</p>     <p>Os question&aacute;rios desenvolvidos para medir a empatia tra&ccedil;o est&atilde;o sobretudo desenhados para avaliar a empatia para com  humanos. Um dos primeiros question&aacute;rios a ser desenvolvido foi o <i>Questionnaire Measure of Emotional Empathy</i> (<i>QMEE</i>; Mehrabian  &amp; Epstein, 1972), composto por sete subescalas num total de 33 itens relacionados com situa&ccedil;&otilde;es emocionais, onde os participantes  s&atilde;o convidados a responder numa escala que varia desde &ldquo;n&atilde;o concordo nada&rdquo; at&eacute; &ldquo;concordo muito&rdquo;. Este  question&aacute;rio foi desenhado e analisado como um constructo unidimensional para medir a empatia emocional, tendo sido mais tarde reestruturado  dando origem a uma nova vers&atilde;o designada <i>Balanced Emotional Empathy Scale</i> (<i>BEES</i>; Mehrabian, 1996).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Interpersonal Reactivity Index</i> (<i>IRI</i>) desenvolvido por Davis (1980) &eacute; um dos question&aacute;rios mais utilizados. O  <i>IRI</i> foi constru&iacute;do de forma a medir separadamente varia&ccedil;&otilde;es individuais ao n&iacute;vel da empatia emocional e  cognitiva, estando dividido em quatro dimens&otilde;es (ou subescalas) distintas: <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica</i>, <i>Desconforto  Pessoal, Tomada de Perspectiva</i>, e <i>Fantasia &ndash;</i> onde as duas primeiras representam a faceta emocional da empatia, e as duas  &uacute;ltimas a cognitiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Empathy Quocient</i> (<i>EQ</i>) foi desenvolvido mais tarde com o intuito de integrar itens que refletissem tanto a empatia cognitiva como  a emocional, embora inclu&iacute;dos numa &uacute;nica dimens&atilde;o ou estrutura factorial. Esta escala foi especificamente desenvolvida para  ter uma aplica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, onde a falta de empatia pode estar associada &agrave; psicopatia (Baron-Cohen &amp; Wheelwright,  2004).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Por fim, o <i>Toronto Empathy Questionnaire</i> (<i>TEQ</i>) desenvolvido por Spreng, McKinnon, Mar e Levine (2009), que tem por base mais de  nove escalas de empatia, entre elas o <i>IRI</i> (Davis, 1983), a <i>Hogan&rsquo;s Empathy Scale</i> (Hogan, 1969), e o <i>QMEE</i> (Mehrabian  &amp; Epstein, 1972). A estrutura final do <i>TEQ</i> representa a empatia como um processo emocional prim&aacute;rio, suportado por uma estrutura  factorial unidimensional (Spreng, McKinnon, Mar, &amp; Levine, 2009).</p>     <p>A exist&ecirc;ncia dos question&aacute;rios acima descritos mostra preocupa&ccedil;&atilde;o pelo desenvolvimento de uma ferramenta que  me&ccedil;a a empatia de forma adequada. Os diferentes instrumentos procuram medir sobretudo a empatia emocional, ou a empatia como um todo,  misturando na mesma escala itens relacionados com empatia emocional e cognitiva. Neste aspecto, apenas o <i>IRI</i> procura diferenciar os dois  tipos de empatia, medindo-a em quatro dimens&otilde;es distintas, oferecendo assim uma maior considera&ccedil;&atilde;o &agrave;  multidimensionalidade do conceito.</p>     <p>No que se refere &agrave; empatia para com animais n&atilde;o humanos, a literatura &eacute; escassa e as medidas de auto-relato continuam a ser  as mais utilizadas. Existe contudo um estudo onde foram tamb&eacute;m utilizadas medidas fisiol&oacute;gicas, tais como a resposta de  condut&acirc;ncia electrod&eacute;rmica (RCE), e a electromiografia (EMG) facial do m&uacute;sculo <i>Corrugator</i> (Westbury &amp; Neumann,  2008). Estas medidas foram utilizadas como resposta de ativa&ccedil;&atilde;o emocional (empatia emocional) &agrave; visualiza&ccedil;&atilde;o de  imagens contendo diferentes grupos de animais em situa&ccedil;&otilde;es de dor. Os autores descobriram que o n&iacute;vel de empatia (medido pela  escala <i>BEES;</i> Mehrabian, 1996) e o n&iacute;vel de ativa&ccedil;&atilde;o emocional (medido pela RCE) eram maiores quanto mais  pr&oacute;ximos filogeneticamente os animais alvo se encontram dos humanos (seguindo a ordem humanos, primatas, quadr&uacute;pedes mam&iacute;feros  e aves), mas a ativa&ccedil;&atilde;o do <i>Corrugator </i>n&atilde;o mostrou diferen&ccedil;as significativas entre os diferentes grupos. Noutro  trabalho, Gaspar, Emauz e Esteves (2015) usaram medidas fisiol&oacute;gicas para avaliar rea&ccedil;&otilde;es de participantes humanos a  express&otilde;es de emo&ccedil;&atilde;o, verificaram que a ativa&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos faciais <i>Corrugator e Zygomaticus  major</i> (cuja ativa&ccedil;&atilde;o &eacute; potencialmente indicadora de empatia emocional) indicou respostas emp&aacute;ticas &agrave;s  emo&ccedil;&otilde;es dos diferentes grupos de animais (humanos, c&atilde;es e chimpanz&eacute;s), tendo inclusivamente apresentado  ativa&ccedil;&atilde;o mais intensa &agrave;s express&otilde;es de c&atilde;es.</p>     <p>Quanto &agrave;s medidas de auto-relato, situamos apenas duas escalas. A primeira foi desenvolvida por Adelma Hills (1995) com o intuito de  estudar a rela&ccedil;&atilde;o entre empatia e a cren&ccedil;a nas capacidades mentais dos animais, em tr&ecirc;s grupos distintos da  popula&ccedil;&atilde;o: agricultores, ativistas dos direitos dos animais e o p&uacute;blico urbano em geral. Para medir a empatia, Hills criou um  question&aacute;rio de auto-relato com seis itens, os quais representavam situa&ccedil;&otilde;es emocionais tanto positivas como negativas  envolvendo animais (e.g., &ldquo;Est&aacute; a passear junto a um lago quando v&ecirc; uma m&atilde;e pata nadando rodeada pela suas crias&rdquo;  ou &ldquo;Est&aacute; parado num sem&aacute;foro ao lado de um cami&atilde;o de transporte de ovelhas. Voc&ecirc; olha para cima e v&ecirc; a cara  das ovelhas&rdquo;). Os participantes eram convidados a imaginar a situa&ccedil;&atilde;o, tentando capturar as sensa&ccedil;&otilde;es e  emo&ccedil;&otilde;es envolvidas. As respostas eram dadas numa escala de cinco pontos, medindo a intensidade emocional desde &ldquo;N&atilde;o  sentido&rdquo; at&eacute; &ldquo;Sentido intensamente&rdquo;. Al&eacute;m disso, Hills introduziu outras op&ccedil;&otilde;es no sentido de avaliar  componentes emocionais como a empatia e simpatia (focada no animal), o desconforto emp&aacute;tico (focado no pr&oacute;prio), alegria  emp&aacute;tica, zanga emp&aacute;tica, respostas de car&aacute;cter est&eacute;tico e emo&ccedil;&otilde;es que refletissem um reconhecimento  cognitivo face &agrave; situa&ccedil;&atilde;o exposta, gerando um total de 28 itens de resposta a partir dos seis cen&aacute;rios. Para cada  sujeito foi calculada a m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o obtida atrav&eacute;s dos 28 itens de resposta, transposta para uma escala que  variava de 0 (sem sentimentos de empatia) at&eacute; 4 (intenso sentimento emp&aacute;tico). A composi&ccedil;&atilde;o final desta escala &eacute;  pouco clara, o que dificulta a sua replica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A segunda escala utilizada para medir a empatia com animais &eacute; a <i>Escala de Empatia para com Animais</i> (<i>EEA</i>) desenvolvida por  Paul (2000). Esta escala tem sido a mais utilizada, tendo sido por isso escolhida para este estudo. A <i>EEA</i> foi criada tendo por base o  <i>QMEE</i> (Mehrabian &amp; Epstein, 1972). Cont&eacute;m itens suscept&iacute;veis de criar uma resposta emocional congruente com a  situa&ccedil;&atilde;o descrita, particularmente em situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento. No entanto, uma inspe&ccedil;&atilde;o inicial dos seus  itens sugere que alguns capturam aspetos mais ligados &agrave;s atitudes e n&atilde;o diretamente &agrave; experi&ecirc;ncia vicariante da empatia  emocional. Esta escala foi tamb&eacute;m usada por Ellingsen et al. (2010) num estudo particularmente relevante, por mostrar uma  correla&ccedil;&atilde;o positiva e forte entre os constructos empatia com animais e atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o aos animais,  revelando ainda que a capacidade de perceber dor em c&atilde;es era principalmente afetada pela empatia com animais.</p>     <p>Com o presente estudo pretende adaptar-se a <i>EEA </i>para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise  explorat&oacute;ria e confirmat&oacute;ria da estrutura da escala, e consequente valida&ccedil;&atilde;o do novo modelo, inspecionando em  simult&acirc;neo a rela&ccedil;&atilde;o entre a empatia dirigida a humanos e a dirigida a outros animais. Neste processo de  valida&ccedil;&atilde;o da escala para a vers&atilde;o portuguesa, averiguamos as correla&ccedil;&otilde;es com outra escala de  medi&ccedil;&atilde;o de empatia tra&ccedil;o (<i>IRI</i> &ndash; vers&atilde;o portuguesa por Limpo, Alves, &amp; Castro, 2010), direcionada a  humanos. Uma vez a que o <i>IRI</i> traduz uma concep&ccedil;&atilde;o multidimensional da empatia, atenderemos com especial aten&ccedil;&atilde;o  &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es com as subescalas cujo conte&uacute;do traduz mais diretamente a experi&ecirc;ncia vicariante da empatia  (<i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica e Desconforto Pessoal</i>). Tal como Paul (2000), averiguamos a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de  uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a empatia para com humanos e a empatia para com os animais, tendo inspecionado tamb&eacute;m  poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre os sexos, dado que este fator se tem mostrado diferenciador na empatia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Os 352 participantes do presente estudo eram, na sua maioria, alunos universit&aacute;rios do ISCTE-IUL (Lisboa). Destes, os dados de 148  participantes foram utilizados para a an&aacute;lise explorat&oacute;ria onde 91 (61.5%) eram do sexo feminino, e 57 (38.5%) do sexo masculino,  com idades compreendidas entre os 17 e 55 anos (<i>M</i>=23.57, <i>DP</i>=6.79). Os restantes 204 participantes, recolhidos numa ocasi&atilde;o  diferente, foram utilizados na an&aacute;lise confirmat&oacute;ria, onde 127 (62.3%) eram do sexo feminino e 77 (37.7%) do sexo masculino, com  idades compreendidas entre os 17 e os 61 anos (<i>M</i>=24.27, <i>DP</i>=7.43).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Escala de Empatia para com Animais (EEA)</i>. A <i>EEA </i>&eacute; uma escala desenvolvida por Elizabeth Paul (2000) com o intuito de medir  a empatia para com os animais. Esta escala foi constru&iacute;da tendo por base um question&aacute;rio que mede empatia emocional para com humanos  (Mehrabian &amp; Epstein, 1972), e que continha na sua vers&atilde;o original duas quest&otilde;es dirigidas a animais. Paul (2000) aproveitou  estes dois itens e reestruturou os outros para que os animais fossem o alvo em vez dos humanos, enquanto outros itens foram adicionados baseados  nas respostas e afirma&ccedil;&otilde;es dadas em entrevistas a estudantes e membros do p&uacute;blico em geral sobre o que sentiam relativamente  &agrave; forma como os animais eram tratados. No final, a escala ficou composta por 22 itens, metade dos quais representam sentimentos de empatia e  a outra metade, sentimentos contr&aacute;rios. Como por exemplo: &ldquo;Entristece-me ver um animal sozinho numa jaula&rdquo;, ou &ldquo;Sinto-me  incomodado(a) quando vejo as pessoas a dar mimos e beijos em p&uacute;blico aos seus animais de estima&ccedil;&atilde;o&rdquo;. As respostas  s&atilde;o obtidas atrav&eacute;s de uma escala do tipo Likert com 9 pontos, que variam desde &ldquo;Discordo muit&iacute;ssimo&rdquo; at&eacute;  &ldquo;Concordo muit&iacute;ssimo&rdquo;. Os 11 itens que continham sentimentos opostos aos emp&aacute;ticos foram cotados inversamente de forma a  permitir que uma pontua&ccedil;&atilde;o mais elevada da <i>EEA</i> correspondesse a um maior n&iacute;vel de empatia<i>. </i>No artigo original  (Paul, 2000) n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o sobre a estrutura factorial obtida, parecendo tratar-se de uma escala com um constructo  unidimensional, retratando apenas o bom n&iacute;vel de fidelidade interna, apresentando um alfa de Cronbach de .78.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Interpersonal Reactivity Index (IRI)</i>. O <i>IRI </i>&eacute; uma escala de auto-relato desenvolvida por Davis (1980) de forma a medir  diferentes aspectos da empatia, estando representada por quatro dimens&otilde;es ou subescalas denominadas de, <i>Tomada de Perspectiva</i>,  <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica</i>, <i>Desconforto Pessoal</i> e <i>Fantasia</i>. Cada uma das subescalas &eacute; composta por 7  itens, perfazendo um total de 28 itens, colocados numa ordem aleat&oacute;ria. A subescala <i>Fantasia</i> mede a tend&ecirc;ncia de nos  transportarmos de forma imagin&aacute;ria para situa&ccedil;&otilde;es fict&iacute;cias como por exemplo livros ou filmes. A subescala <i>Tomada de  Perspectiva</i> reflete a capacidade de nos colocarmos no lugar de outro, numa situa&ccedil;&atilde;o real. As outras duas subescalas lidam com as  diferen&ccedil;as individuais nas respostas emocionais &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es de outros. A subescala <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o  Emp&aacute;tica</i> consiste em itens que medem sentimentos calorosos, de compaix&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o para com os outros, sendo  uma subescala mais orientada para com o outro. A subescala <i>Desconforto Pessoal</i>, por outro lado, mede respostas que s&atilde;o mais  orientadas para o pr&oacute;prio, refletindo sentimentos de medo, apreens&atilde;o e desconforto quando confrontadas com as experi&ecirc;ncias  negativas de outros.</p>     <p>Os participantes s&atilde;o convidados a responder o quanto a frase/item os descreve, utilizando uma escala de 5 pontos que vai desde  &ldquo;N&atilde;o me descreve bem&rdquo; at&eacute; &ldquo;Descreve-me bem&rdquo;. Esta escala tem sido muito utilizada e traduzida para  v&aacute;rias l&iacute;nguas (e.g., mandarim, holand&ecirc;s, franc&ecirc;s, alem&atilde;o, italiano, japon&ecirc;s, sueco), inclusive para o  portugu&ecirc;s (Limpo et al., 2010). Esta vers&atilde;o portuguesa do <i>IRI</i> (Limpo et al., 2010) foi a escolhida para ser utilizada neste  estudo. Os autores apresentam um modelo inicial de fraco ajustamento tendo sido retirados 4 itens &ndash; 1, 15, 18 e 10 (um em cada subescala),  com base nos seus pesos factoriais, validade facial, &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o e res&iacute;duos estandardizados. A estrutura  final da escala <i>IRI </i>na vers&atilde;o portuguesa ficou composta por 24 itens, apresentando um modelo com boa fiabilidade e &iacute;ndices de  consist&ecirc;ncia interna adequados, o que segundo os autores, corresponde &agrave; perspectiva multidimensional da empatia obtida no estudo  original, sendo portanto um instrumento adequado para utilizar na nossa amostra (Limpo et al., 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A <i>EEA</i> foi traduzida para portugu&ecirc;s, procurando manter-se fiel ao seu significado original. Foi novamente traduzida para  ingl&ecirc;s e re-convertida para portugu&ecirc;s, para garantir a autenticidade das frases. Apresent&aacute;mos aos participantes um &uacute;nico  question&aacute;rio no qual estavam compilados a <i>EEA</i> e <i>IRI</i> de forma sequencial, ou seja, os 22 itens da <i>EEA</i> seguidos dos 28  itens que comp&otilde;em a <i>IRI</i>, na mesma ordem com que se encontravam nas vers&otilde;es originais. A raz&atilde;o da escolha desta ordem  foi para que as respostas obtidas na <i>EEA</i> n&atilde;o fossem contaminadas pelas da <i>IRI</i>. Pedimos aos participantes para preencherem  cuidadosamente, e da forma mais honesta poss&iacute;vel, sendo registado o n&uacute;mero do participante, a sua idade e sexo  <a href="#a1">Anexo 1</a>).</p>     <p>A recolha de dados para as duas an&aacute;lises foi feita em ocasi&otilde;es diferentes com um intervalo de 3 meses. Os dados para a  an&aacute;lise explorat&oacute;ria foram obtidos em contexto de laborat&oacute;rio, individualmente, a pretexto de uma experi&ecirc;ncia  &ldquo;para validar uma cole&ccedil;&atilde;o de imagens&rdquo;. A segunda aplica&ccedil;&atilde;o foi em pequenos grupos (com o mesmo pretexto),  em contexto de sala de aula.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria da EEA</i></p>     <p>Foi feita uma an&aacute;lise explorat&oacute;ria atrav&eacute;s do modelo de componentes principais, a qual gerou um modelo que apresentava seis  componentes, pelo crit&eacute;rio de Kaiser. A matriz padr&atilde;o indica que os itens t&ecirc;m <i>loadings </i>altos em pelo menos uma das  componentes, no entanto, por n&atilde;o se considerar suficiente apenas dois itens representarem uma componente, optou-se por retir&aacute;-los um  a um. Por um lado porque a componente em si n&atilde;o fazia sentido (n&atilde;o consegu&iacute;amos atribuir um nome), por outro, porque os itens  que a compunham davam pouca sustentabilidade &agrave; componente. Teve-se igualmente em conta o valor do alpha de Cronbach na escala quando o item  era removido.</p>     <p>Assim, foram retirados um total de oito itens (1, 2, 3, 4, 6, 9, 11 e 17) resultando numa estrutura a duas componentes, onde o total da  vari&acirc;ncia explicada soma os 52%. A adequabilidade da amostra mant&eacute;m-se boa, <i>&chi;<Sup>2</Sup></i>(91)=777, <i>p</i>&lt;.001,  KMO=.87, e as comunalidades com valores acima de .40.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A nova escala com os itens removidos, apresenta um bom n&iacute;vel de fidelidade interna com um alfa de Cronbach de .86.</p>     <p>Olhando para a matriz padr&atilde;o (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>) vemos que os oito itens que comp&otilde;em a primeira componente (5, 8, 12,  14, 15, 16, 19 e 20) correspondem a itens que refletem a vis&atilde;o negativa que o participante tem da forma como outros tratam os animais,  sobretudo no que se refere a situa&ccedil;&otilde;es que expressam afectividade para com os animais. Atendendo a que as pontua&ccedil;&otilde;es  nestes itens foram invertidas, e as mais altas indicam maior proximidade emocional, num eixo que vai do distanciamento acentuado &agrave; extrema  proximidade, designou-se esta subescala por <i>Liga&ccedil;&atilde;o Emocional com Animais</i> (<i>LEA</i>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a07t1.jpg" width="577" height="413"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A segunda componente &eacute; composta por seis itens (7, 10, 13, 18, 21 e 22), os quais demonstram um desconforto ou inc&oacute;modo do pr&oacute;prio face ao sofrimento animal, sendo por isso designada por <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com Animais </i>(<i>PEA</i>). Ambas as subescalas t&ecirc;m um bom n&iacute;vel de fidelidade interna apresentando um alfa de Cronbach de .84 (<i>LEA</i>) e .79 (<i>PEA</i>) respectivamente, estando correlacionadas positivamente entre si <i>r</i>(146)=.56, <i>p</i>&lt;.001.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise confirmat&oacute;ria da EEA</i></p>     <p>A validade de construto foi avaliada atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria (com o SPSS AMOS 20), a partir de uma  nova amostra de 204 alunos universit&aacute;rios do ISCTE, dos quais 127 do sexo feminino e 77 do sexo masculino (<i>M=</i>24, <i>DP</i>=7.43).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Come&ccedil;ou-se por fazer uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis de forma a identificar a exist&ecirc;ncia de  n&atilde;o-respostas, bem como a assimetria das vari&aacute;veis. Substitu&iacute;ram-se os valores das n&atilde;o-respostas pelo valor da mediana,  dada a assimetria encontrada.</p>     <p>Construiu-se o modelo para an&aacute;lise confirmat&oacute;ria unindo-se as duas vari&aacute;veis latentes (<i>Liga&ccedil;&atilde;o Emocional  com Animais</i> e <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com Animais</i>), uma vez que sab&iacute;amos <i>a priori</i> (pelos resultados da  an&aacute;lise explorat&oacute;ria) que estavam correlacionadas, o que foi confirmado pelos resultados dos &iacute;ndices de  modifica&ccedil;&atilde;o obtidos para estas vari&aacute;veis.</p>     <p>Atrav&eacute;s do diagn&oacute;stico de <i>outliers</i> multivariados, dado pela estat&iacute;stica da dist&acirc;ncia de Mahalanobis (<i>p</i>1  e <i>p</i>2&lt;.05; Mar&ocirc;co, 2010), foram retirados um total de 27 <i>outliers</i>, ficando com uma amostra final de 177 participantes. A  remo&ccedil;&atilde;o destes <i>outliers</i> prendeu-se sobretudo com a necessidade de melhorar a qualidade do ajustamento do modelo.</p>     <p>Todas as vari&aacute;veis observadas apresentaram pesos factoriais elevados e significativos (<i>p</i>&lt;.001) mostrando o quanto da  vari&acirc;ncia &eacute; explicada pela vari&aacute;vel latente. Apresentam ainda uma fiabilidade m&iacute;nima de <i>r<Sup>2</Sup></i>=.31  (item 5) e m&aacute;xima de <i>r<Sup>2</i></Sup>=.63. Foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es entre os erros e uma das vari&aacute;veis (item 5  &ndash; &ldquo;Os filmes tristes sobre animais costumam deixar-me com um n&oacute; na garganta&rdquo;), o que juntamente com a baixa fiabilidade,  justificou a retirada deste item do modelo.</p>     <p>A qualidade do ajustamento do modelo aponta para um modelo com bom ajustamento (cf. Mar&ocirc;co, 2010), <i>&chi;<Sup>2</Sup></i>/gl=21.99,  CFI=.93, GFI=.91, TLI=.91, PGFI=.64, PCFI=.76, RMSEA=.07 (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a07f1.jpg" width="575" height="347"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi verificado a posteriori que a remo&ccedil;&atilde;o do item 5 na amostra da an&aacute;lise explorat&oacute;ria n&atilde;o altera o bom  n&iacute;vel de fidelidade interna tanto da subescala LEA (&alpha;=.83), bem como da escala total EEA (&alpha;=.84), embora os valores obtidos  sejam ligeiramente mais baixos. Tamb&eacute;m as subescalas continuam a encontrar-se correlacionadas positivamente e de forma significativa,  <i>r</i>(146)=.58, <i>p</i>&lt;.001.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Diferen&ccedil;a entre os sexos na empatia para com animais</i></p>     <p>Existe uma diferen&ccedil;a significativa entre os sexos, <i>t</i>(146)=2.43, <i>p</i>&lt;.05, <i>d</i>=.41, onde as mulheres apresentaram em  m&eacute;dia, maior empatia pelos animais do que os homens (<i>M</i>=90.68, <i>DP</i>=16.44; <i>M</i>=83.86, <i>DP</i>=16.84 respetivamente, ver  <a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a07t2.jpg" width="580" height="162"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Rela&ccedil;&atilde;o com a outra escala de empatia IRI</i></p>     <p>Para refor&ccedil;ar a validade do constructo optou-se por correlacionar com outra escala de empatia tra&ccedil;o, desta vez dirigida a humanos.</p>     <p>Verificou-se que a escala de empatia para com animais (EEA) estava correlacionada positivamente com a escala de empatia dirigida a humanos  (IRI), <i>r</i>(146)=.33, <i>p</i>&lt;.001, embora se trate de uma correla&ccedil;&atilde;o fraca.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave;s subescalas, encontrou-se uma correla&ccedil;&atilde;o significativa e positiva, fraca a moderada, entre a subescala  <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com Animais da EEA</i> com as subescalas <i>Tomada de Perspectiva, Desconforto Pessoal e Fantasia do  IRI</i>. J&aacute; a subescala <i>Liga&ccedil;&atilde;o Emocional com Animais da EEA</i> encontra-se correlacionada de forma significativa e  positiva, embora fraca, com as subescalas <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica</i> e <i>Tomada de Perspectiva do IRI</i>  (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a07t3.jpg" width="576" height="135"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A vers&atilde;o portuguesa da escala de empatia pelos animais apresentou um bom n&iacute;vel de fidelidade interna, tal como nos artigos  precedentes (Ellingsen et al., 2010; Paul, 2000). No entanto, nesta vers&atilde;o optou-se por analisar a estrutura da escala, tendo sido  encontrado um modelo com duas componentes, que foram denominadas de <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com Animais</i> e  <i>Liga&ccedil;&atilde;o Emocional com Animais</i>. Estas duas componentes ou subescalas encontram-se correlacionadas positivamente entre si,  suportando o fato de fazerem parte de um mesmo constructo. Tendo sido bastante expressiva, a correla&ccedil;&atilde;o pode parecer paradoxal, pois  trata-se por um lado, de um n&uacute;cleo de itens em que explicitamente se manifesta empatia pelo sofrimento dos animais, e outro n&uacute;cleo em  que os itens traduzem estranheza do pr&oacute;prio relativamente &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica de outras pessoas com animais,  mas na verdade resulta do facto da subescala <i>Liga&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com Animais</i> ter sido cotada inversamente, tal como no  artigo original, acabando a sua pontua&ccedil;&atilde;o por refletir vincula&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o desvincula&ccedil;&atilde;o (como  prop&otilde;e o conte&uacute;do dos itens), sendo por outro lado refor&ccedil;ado por a maioria das pessoas ser moderadamente emp&aacute;tica,  concentrando-se em pontua&ccedil;&otilde;es centrais da escala. A validade deste modelo foi ainda refor&ccedil;ada pela correla&ccedil;&atilde;o  moderada verificada com uma escala de empatia dirigida a humanos (<i>IRI)</i>, sendo ali&aacute;s um pouco superior &aacute; encontrada por Paul  (2000) na escala original (<i>t</i>=.26, <i>p</i>&lt;.001, <i>n</i>=497).</p>     <p>A proximidade entre os dois constructos tamb&eacute;m se confirma com as correla&ccedil;&otilde;es encontradas entre as subescalas da <i>EEA</i>  e <i>IRI</i>, que sendo fracas e positivas, indicam que nos encontramos perante modelos que est&atilde;o a medir par&acirc;metros com  semelhan&ccedil;as e que refletem comportamentos emp&aacute;ticos. A subescala <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o Emp&aacute;tica com Animais da EEA</i>  &eacute; composta por itens que representam sentimentos de desconforto perante situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento animal, essencialmente focados  no pr&oacute;prio avaliador, pelo que faz sentido a sua correla&ccedil;&atilde;o com a subescala <i>Desconforto Pessoal do IRI</i> (que no original  traduz bastante reatividade emocional). A subescala <i>Liga&ccedil;&atilde;o Emocional com Animais da EEA</i> mostrou conter itens cujos  conte&uacute;dos revelavam uma preocupa&ccedil;&atilde;o pelas atitudes de outros relativamente &agrave; sua liga&ccedil;&atilde;o afectiva para  com os animais. Uma vez que esta subescala revela preocupa&ccedil;&atilde;o pela forma como as pessoas se relacionam com os animais, &eacute; de  esperar que se correlacione com outra escala que me&ccedil;a os mesmos tipos de par&acirc;metros, como a subescala <i>Preocupa&ccedil;&atilde;o  Emp&aacute;tica do IRI</i>, que medem sentimentos calorosos, de compaix&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o para com os outros.</p>     <p>Apesar destas correla&ccedil;&otilde;es parciais, a correla&ccedil;&atilde;o moderada-baixa verificada entre as &ldquo;duas empatias  humano/animal&rdquo; parece indicar que, ter empatia para com os animais n&atilde;o significa por si s&oacute; ter empatia para com os humanos e  vice-versa. A exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre as duas sugere uma base comum que faz despoletar sentimentos de empatia tanto por  animais como por humanos, mas outros fatores estar&atilde;o em jogo fazendo aumentar ou diminuir a nossa empatia dependendo do grupo alvo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Fatores como o sexo (Paul, 2000), a viv&ecirc;ncia com animais de estima&ccedil;&atilde;o (Ellingsen et al., 2010; Furnham, McManus, &amp;  Scott, 2003; Paul, 2000; Paul &amp; Serpell, 1993), a personalidade (Mathews &amp; Herzog, 1997), a utilidade do animal (Knight &amp; Barnett,  2008; Wells &amp; Hepper, 1997), bem como a cren&ccedil;a nas capacidades mentais dos animais (Apostol, Rebega, &amp; Miclea 2013; Hills, 1995)  t&ecirc;m sido assinalados como tendo uma importante influ&ecirc;ncia na empatia, sobretudo quando relacionados com as atitudes para com os  animais.</p>     <p>Com efeito, o presente estudo veio juntar-se a uma longa lista de estudos de empatia, em que se tem verificado que o sexo feminino exibe em  norma uma maior empatia, tanto para com humanos (Christov-Moore et al., 2014; Mestre, Samper, Fr&iacute;as, &amp; Tur, 2009) como para com os  animais (Daly &amp; Morton, 2006; Paul, 2000). Esta maior propens&atilde;o para a empatia por parte das mulheres, amplamente assinalada na  literatura, pode estar relacionada com predisposi&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e experi&ecirc;ncias relacionadas com a maternidade  (Christov-Moore et al., 2014).</p>     <p>A vers&atilde;o final da <i>EEA</i> ficou com menor n&uacute;mero de itens do que a original, sendo que os que foram retirados retratavam na sua  maioria situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o representavam necessariamente uma resposta emp&aacute;tica do participante. S&atilde;o exemplos  itens como &ldquo;Muitas vezes os gatos imploram por comida mesmo sem estarem com fome&rdquo; e &ldquo;Aborrecem-me os c&atilde;es que se  p&otilde;e a ladrar e a uivar quando ficam sozinhos&rdquo; ou &ldquo;Os animais devem ser repreendidos quando n&atilde;o se est&atilde;o a portar  bem&rdquo;.</p>     <p>Uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo &eacute; a poss&iacute;vel contamina&ccedil;&atilde;o de respostas pela desejabilidade social, pelo que  sempre que poss&iacute;vel consideramos ideal combinar medidas de auto-relato como o instrumento aqui apresentado, com medidas mais  impl&iacute;citas, como respostas psicofisiol&oacute;gicas que sejam indicadoras da empatia para com animais, refor&ccedil;ando assim a validade da  <i>EEA</i>.</p>     <p>Para concluir, sublinhamos que &eacute; particularmente importante desenvolver bons e diversos instrumentos para medir a empatia, se a quisermos  medir de forma mais discriminativa. Medir a empatia n&atilde;o &eacute; um extra, mas uma necessidade cada vez mais reconhecida; da mesma forma que  a empatia tem sido relacionada com o desenvolvimento de comportamentos altru&iacute;stas, tamb&eacute;m a sua falta tem sido correlacionada com  comportamentos antissociais como o <i>bullying</i> e a psicopatia. No entanto, atrav&eacute;s de programas humanit&aacute;rios onde se fomenta o  cuidado e a preocupa&ccedil;&atilde;o pelo outro (humanos e n&atilde;o-humanos), podem resultar numa diminui&ccedil;&atilde;o da agressividade  entre os jovens (Jalongo, 2014). Tanto o desenvolvimento da empatia para com humanos, como por animais tem a propens&atilde;o de contribuem para a  diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia.</p>     <p>Em Portugal, n&atilde;o existiam at&eacute; ao momento instrumentos espec&iacute;ficos para medir a empatia para com animais, e a <i>EEA</i> vem  desta forma colmatar essa lacuna.</p>     <p>Embora esta vers&atilde;o da escala <i>EEA</i> tenha sofrido uma redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero total de itens (de 22 para 13), o novo  instrumento apresenta uma estrutura s&oacute;lida e bem fundamentada, apoiada em boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas quanto &agrave;  viabilidade e fiabilidade, o que a torna adequada a sua aplica&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.</p>     <p>No futuro esperamos que o surgimento de mais estudos utilizando esta nova vers&atilde;o da <i>EEA</i>, possa dar mais consist&ecirc;ncia e  robustez &agrave; sua estrutura, de prefer&ecirc;ncia com uma amostra mais generalista da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, contribuindo, num  cen&aacute;rio mais vasto, tamb&eacute;m para a compreens&atilde;o dos fatores que geram empatia e para o esclarecimento da quest&atilde;o desta  poder apresentar-se em <i>qualia</i> diferente por ser orientada para objetos diferentes &ndash; como animais, humanos adultos, crian&ccedil;as,  etc.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apostol, L., Rebega, O. L., &amp; Miclea, M. (2013). Psychological and socio-demographic predictors of attitudes toward animals. <i>Procedia  &ndash; Social and Behavioral Sciences, 78</i>, 521-525. doi: 10.1016/j.sbspro.2013.04.343</p>     <!-- ref --><p>Baron-Cohen, S., &amp; Wheelwright, S. (2004). The empathy quotient: An investigation of adults with Asperger syndrome or high functioning autism,  and normal sex differences. <i>Journal of Autism and Developmental Disorders, 34</i>, 163-175. Retirado de  <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15162935" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15162935</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021657&pid=S0870-8231201600020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Blair, R. J. (2005). Responding to the emotions of others: Dissociating forms of empathy through the study of typical and psychiatric  populations. <i>Consciousness and cognition, 14</i>, 698-718. Retirado de  <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16157488" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16157488</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021658&pid=S0870-8231201600020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castro, R., Gaspar, A., &amp; Vicente, L. (2010). The evolving empathy: Hardwired bases of human and non-human primate empathy<i>. Psicologia,  XXIV</i>, 131-152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021659&pid=S0870-8231201600020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christov-Moore, L., Simpson, E. A., Coud&eacute;, G., Grigaitytea, K., Iacobonia, M., &amp; Ferrarib, P. F. (2014). Empathy: Gender effects in  brain and behavior. <i>Neuroscience and Biobehavioral Reviews, 46</i>, 604-627. doi: 10.1016/j.neubiorev.2014.09.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021661&pid=S0870-8231201600020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Daly, B., &amp; Morton, L. L. (2006). An investigation of human-animal interactions and empathy as related to pet preference, ownership,  attachment, and attitudes in children. <i>Anthrozo&ouml;s, 19</i>, 113-127. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279306785593801"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279306785593801</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021662&pid=S0870-8231201600020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Davis, M. H. (1980). A multidimensional approach to individual differences in empathy. JSAS <i>Catalog of Selected Documents in Psychology,  10</i>, 85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021663&pid=S0870-8231201600020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davis, M. H. (1983). Measuring individual differences in empathy: Evidence for a multidimensional approach. <i>Journal of Personality and Social  Psychology, 44</i>, 113-126. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.44.1.113" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-3514.44.1.113</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021665&pid=S0870-8231201600020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>de Waal, F. B. M. (2008). Putting the altruism back into altruism: The evolution of empathy. <i>Annual Review of Psychology, 59</i>, 279-300.  doi: 10.1146/annurev.psych.59.103006.093625&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021666&pid=S0870-8231201600020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ellingsen, K., Zanella, A. J., Bjerk&aring;s, E., &amp; Indreb&oslash;, A. (2010). The relationship between empathy, perception of pain and  attitudes toward pets among norwegian dog owners. <i>Anthrozo&ouml;s, 23</i>, 231-243.  <a href="http://dx.doi.org/10.2752/175303710X12750451258931" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/175303710X12750451258931</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021667&pid=S0870-8231201600020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Furnham, A., McManus, C., &amp; Scott, D. (2003). Personality, empathy and attitudes to animal welfare. <i>Anthrozo&ouml;s, 16</i>, 135-146.  <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279303786992260" target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279303786992260</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021668&pid=S0870-8231201600020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gaspar, A. (2014). Neurobiologia e psicologia da empatia. Pontos de partida para a investiga&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o da  promo&ccedil;&atilde;o da empatia. In P. Henenberg &amp; A. C. Caldas (Eds.), C&eacute;rebro: O que a ci&ecirc;ncia nos diz. <i>Povos e Culturas,  18</i>, 159-174).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021669&pid=S0870-8231201600020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gaspar, A., Emauz, A., &amp; Esteves, F. (2015). <i>Empathizing across species?. Differences between empathy for fellow humans and for fellow  beings chimpanzees and dogs, from physiological measures and an emotion identification task</i>. Manuscrito submetido para  publica&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021671&pid=S0870-8231201600020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hills, A. M. (1995). Empathy and belief in the mental experience of animals. <i>Anthrozoos: A Multidisciplinary Journal of the Interactions of  People &amp; Animals, VIII</i>, 132-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021673&pid=S0870-8231201600020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoffman, M. L. (1977). <i>A three model component of empathy</i>. Paper presented at the Meeting of Society for Research in Child Development,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021675&pid=S0870-8231201600020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  New Orleans, March.</p>     <!-- ref --><p>Hogan, R. (1969). Development of an empathy scale. <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 33</i>, 307-316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021677&pid=S0870-8231201600020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jalongo, M. R. (2014). Teaching compassion: Humane education in early childhood. In M. Renck Jalongo (Ed.), <i>Teaching compassion: Humane  education in early childhood 8</i>. Dordrecht: Springer Netherlands. doi: 10.1007/978-94-007-6922-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021679&pid=S0870-8231201600020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Knight, S., &amp; Barnett, L. (2008). Justifying attitudes toward animal use: A qualitative study of people&rsquo;s views and beliefs.  <i>Anthrozo&ouml;s, 21</i>, 31-42. <a href="http://dx.doi.org/10.2752/089279308X274047"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.2752/089279308X274047</a></p>     <!-- ref --><p>Limpo, T., Alves, R. A., &amp; Castro, S. L. (2010). Medir a empatia: Adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do &Iacute;ndice de Reactividade  Interpessoal. <i>Laborat&oacute;rio de Psicologia, 8</i>, 171-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021681&pid=S0870-8231201600020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software e  aplica&ccedil;&otilde;es</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: Report Number. Retirado de <a href="http://www.reportnumber.pt/aee/"  target="_blank">http://www.reportnumber.pt/aee/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021683&pid=S0870-8231201600020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mathews, S., &amp; Herzog, H. (1997). Personality and attitudes towards the treatment of animals<i>. Society &amp; Animals, 5</i>, 57-63. doi:  10.1163/156853097X00060&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021684&pid=S0870-8231201600020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mehrabian, A. (1996). <i>Manual for the Balanced Emotional Empathy Scale (BEES)</i>. Monterey, CA: Albert Mehrabian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021685&pid=S0870-8231201600020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mehrabian, A., &amp; Epstein, N. (1972). A measure of emotional empathy. <i>Journal of Personality, 40</i>, 525-543. doi:  10.1111/j.1467-6494.1972.tb00078.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021687&pid=S0870-8231201600020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mestre, M. V., Samper, P., Fr&iacute;as, M. D., &amp; Tur, A. M. (2009). Are women more empathetic than men?. A longitudinal study in  adolescence. <i>The Spanish Journal of Psychology, 12</i>, 76-83. Retirado de <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19476221"  target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19476221</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021688&pid=S0870-8231201600020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Paul, E. S. (2000). Empathy with animals and with humans: Are they linked?. <i>Anthrozoos: A Multidisciplinary Journal of the Interactions of  People &amp; Animals, 13</i>, 194-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021689&pid=S0870-8231201600020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paul, E. S., &amp; Serpell, J. A. (1993). Childhood pet keeping and humane attitudes in young adulthood. <i>Animal Welfare, 2</i>, 321-337.  Retirado de <a href="http://www.ingentaconnect.com/content/ufaw/aw/1993/00000002/00000004/art00003"  target="_blank">http://www.ingentaconnect.com/content/ufaw/aw/1993/00000002/00000004/art00003</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021691&pid=S0870-8231201600020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Preston, S. D., &amp; de Waal, F. B. M. (2002). Empathy: It&rsquo;s the ultimate and proximate bases. <i>Behavioral and Brain Sciences, 25</i>,  1-20. Retirado de <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12625087" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12625087</a></p>     <!-- ref --><p>Titchener, E. (1909). <i>Experimental psychology of the thought processes</i>. New York: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021693&pid=S0870-8231201600020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spreng, R. N., McKinnon, M. C., Mar, R. A., &amp; Levine, B. (2009). The Toronto Empathy Questionnaire: Scale development and initial validation  of a factor-analytic solution to multiple empathy measures. <i>Journal of Personality Assessment, 91</i>, 62-71. doi: 10.1080/00223890802484381&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021695&pid=S0870-8231201600020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Shamay-Tsoory, S. G., Aharon-Peretz, J., &amp; Perry, D. (2009). Two systems for empathy: A double dissociation between emotional and cognitive  empathy in inferior frontal gyrus versus ventromedial prefrontal lesions. <i>Brain, 132</i>, 617-27. doi: 10.1093/brain/awn279&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021696&pid=S0870-8231201600020000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Smith, A. (2006). Cognitive empathy and emotional empathy in human behavior and evolution. <i>The Psychological Record, 56</i>, 3-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021697&pid=S0870-8231201600020000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wagstaff, G. (1991). Attitudes toward animals and human beings. <i>Journal of Social Psychology, 131</i>, 573-575. doi:  10.1080/00224545.1991.9713887&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021699&pid=S0870-8231201600020000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Wells, D. L., &amp; Hepper, P. J. (1997). Pet ownership and adults&rsquo; views on the use of animals. <i>Society &amp; Animals, 5</i>, 45-63.  doi: 10.1163/156853097X00213</p>     <!-- ref --><p>Westbury, H. R., &amp; Neumann, D. L. (2008). Empathy-related responses to moving film stimuli depicting human and non-human animal targets in  negative circumstances. Biological Psychology<i>, 78</i>, 66-74. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.biopsycho.2007.12.009"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.biopsycho.2007.12.009</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021701&pid=S0870-8231201600020000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Ana Emauz, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e  Interven&ccedil;&atilde;o social (CIS-IUL), Escola de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas do ISCTE-IUL, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026  Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:aemauz@gmail.com ">aemauz@gmail.com </a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Submiss&atilde;o: 31/03/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 30/07/2015</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="a1"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n2/34n2a07a1.jpg" width="577" height="690"></p>     
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