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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O impacto dos acontecimentos significativos no processo terapêutico: Um estudo de caso de sucesso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to describe the therapy significant events’ impacts, identified by the client and the therapist, throughout a good outcome case. We used a methodology of case study with an adult client diagnosed with panic disorder and followed in cognitive-behavioral therapy. The Portuguese version of the Helpful Aspects of Therapy questionnaire was administered over all sessions to collect the significant events and their helpful impacts. We categorized the type of impact using a system of thematic categories, based on literature. The results showed that impacts, identified by the therapist and the client, were different. Whereas for the therapist these impacts were focused on categories such as Guidance, Self-understanding, Empowerment and Behavioral Change, for the client the impacts were focused on Self-understanding and Empowerment. The results suggest that both perspectives should be considered in order to better understand what is helpful to the client’s change. Moreover the therapist should be sensitive to other possible impacts on the client, aligning his or her intervention accordingly and contributing in this way to the client change.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O impacto dos acontecimentos significativos no processo terap&ecirc;utico: Um estudo de caso de sucesso</b></p>     <p><b>Andriza Corr&ecirc;a<sup>1</sup>, Eug&eacute;nia Ribeiro<sup>1</sup>, Sara Costa<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicoterapia e Psicopatologia, Escola de Psicologia, Universidade do Minho</p>     <p><sup>2</sup>Escola de Psicologia, Universidade do Minho</p>     <p><a name="topc0"></a><a href="#c0">Correspondência</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo teve como objetivo descrever os impactos associados aos acontecimentos significativos, identificados pelo cliente e terapeuta, ao  longo de um caso de sucesso cl&iacute;nico. Utiliz&aacute;mos a metodologia de estudo de caso, com um cliente adulto, diagnosticado com  perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico e acompanhado em terapia comportamental e cognitiva. A vers&atilde;o portuguesa do question&aacute;rio  Helpful Aspects of Therapy foi administrada em todas as sess&otilde;es para a recolha dos acontecimentos significativos e respetivos impactos.  Categoriz&aacute;mos o tipo de impacto percebido a partir de uma grelha de an&aacute;lise tem&aacute;tica constru&iacute;da com base na literatura.  Os resultados mostram diferen&ccedil;as nos impactos percebidos pela terapeuta e pelo cliente. Enquanto para a terapeuta esses impactos incidiram  sobre as categorias de Orienta&ccedil;&atilde;o, Autocompreens&atilde;o, Sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento e Mudan&ccedil;a de  comportamento, para o cliente os impactos percebidos incidiram nas categorias de Autocompreens&atilde;o e Sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento.  Estes resultados sugerem que ambas as perspetivas devem ser consideradas na compreens&atilde;o do que &eacute; &uacute;til para a mudan&ccedil;a do  cliente e que o terapeuta deve atender &agrave; possibilidade de emergirem outros poss&iacute;veis impactos no cliente, alinhando a sua  interven&ccedil;&atilde;o no sentido de os potenciar e contribuir dessa forma para a mudan&ccedil;a do cliente.    <p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Acontecimentos significativos, Categorias de impacto, Estudo de caso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study aimed to describe the therapy significant events&rsquo; impacts, identified by the client and the therapist, throughout a good outcome  case. We used a methodology of case study with an adult client diagnosed with panic disorder and followed in cognitive-behavioral therapy. The  Portuguese version of the <i>Helpful Aspects of Therapy</i> questionnaire was administered over all sessions to collect the significant events and  their helpful impacts. We categorized the type of impact using a system of thematic categories, based on literature. The results showed that  impacts, identified by the therapist and the client, were different. Whereas for the therapist these impacts were focused on categories such as  Guidance, Self-understanding, Empowerment and Behavioral Change, for the client the impacts were focused on Self-understanding and Empowerment. The  results suggest that both perspectives should be considered in order to better understand what is helpful to the client&rsquo;s change. Moreover  the therapist should be sensitive to other possible impacts on the client, aligning his or her intervention accordingly and contributing in this  way to the client change.</p>     <p><b>Key words</b>: Significant events, Categories of impact, Case study.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A abordagem dos acontecimentos significativos desenvolvida por Elliott (1985) define os acontecimentos como todo e qualquer momento situado nas  sess&otilde;es de terapia em que o cliente experiencia algum grau de ajuda ou de mudan&ccedil;a (Elliott &amp; Shapiro, 1988). De acordo com  Elliott e Shapiro (1988, 1992), esses momentos consistem em segmentos das sess&otilde;es terap&ecirc;uticas que se referem a alguma resposta ou  rea&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, uma interven&ccedil;&atilde;o ou intera&ccedil;&atilde;o, cujo impacto &eacute; de natureza &uacute;til  para o cliente.</p>     <p>Os estudos sobre os acontecimentos significativos t&ecirc;m vindo a ser desenvolvidos como forma de analisar o processo de mudan&ccedil;a,  facilitar a compreens&atilde;o de processos que contribuem para a efic&aacute;cia da terapia e orientar as a&ccedil;&otilde;es do terapeuta  (Elliott, 1989). Os estudos que se enquadram nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m subjacente o pressuposto de que os acontecimentos  significativos s&atilde;o o momento mais produtivo do trabalho terap&ecirc;utico (Timulak, 2007).</p>     <p>Levitt e Rennie (2004) conclu&iacute;ram que, ao descrever momentos particulares sobre a sess&atilde;o de terapia, os clientes tendem a revelar  inten&ccedil;&otilde;es, prop&oacute;sitos e motivos que frequentemente n&atilde;o s&atilde;o mencionados ao terapeuta. De acordo com Sales e  Alves (2014) &eacute; importante que os terapeutas possam obter informa&ccedil;&otilde;es sobre como os seus clientes est&atilde;o a progredir no  decorrer do tratamento, bem como as suas perspetivas sobre o que lhes tem sido &uacute;til para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas que os  levaram a procurar o tratamento. Este conhecimento permite ao terapeuta direcionar a interven&ccedil;&atilde;o de um modo mais significativo para o  cliente e tamb&eacute;m mais produtivo.</p>     <p>Nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o sobre os acontecimentos significativos em terapia, clientes e terapeutas s&atilde;o solicitados a  identificar o que aconteceu na sess&atilde;o que tenha contribu&iacute;do para ajudar o cliente, ou que tenha sido importante ou &uacute;til. O  processo de identifica&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos significativos foi formalizado pelo uso do question&aacute;rio <i>Helpful Aspects of  Therapy</i> (HAT; Elliott, 1993; Llewelyn, 1988). O HAT permite identificar acontecimentos percebidos como &uacute;teis na sess&atilde;o (pode ser  mais de um), justificar a sua import&acirc;ncia ou impacto e avaliar o seu grau de utilidade. De acordo com o autor do instrumento, o impacto que o  acontecimento tem no cliente est&aacute; diretamente relacionado com o processo terap&ecirc;utico e com o resultado ou &ecirc;xito da terapia  (Elliott, 1985; Timulak, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A literatura mostra que os estudos sobre os acontecimentos significativos em terapia se diferenciam quer em termos do objetivo ou foco  espec&iacute;fico de an&aacute;lise, quer em termos das metodologias de an&aacute;lise selecionadas. Os investigadores t&ecirc;m vindo a  desenvolver diferentes formas de categorizar experi&ecirc;ncias significativas em temas centrais (Elliott &amp; James, 1989; Timulak, 2007),  privilegiando metodologias de natureza indutiva, coerentes com paradigmas epistemol&oacute;gicos que valorizam a perspetiva dos participantes em  terapia.</p>     <p>Alguns dos estudos procuraram contribuir para a identifica&ccedil;&atilde;o de acontecimentos significativos ou &uacute;teis em terapia, quer na  perspetiva do terapeuta quer na perspetiva do cliente, como por exemplo os estudos focados nas interven&ccedil;&otilde;es &uacute;teis do terapeuta  (Elliott, James, Reimschuessel, Cislo, &amp; Sack, 1985), na perce&ccedil;&atilde;o dos clientes sobre experi&ecirc;ncias &uacute;teis em terapia  (Paulson, Truscott, &amp; Stuart, 1999) e nos acontecimentos significativos e o impacto no processo de mudan&ccedil;a do cliente (Grafanaki &amp;  McLeod, 1999, 2002; Hardy, Aldige, Davidson, Rowe, Reilly, &amp; Shapiro, 1999). Outros estudos delimitaram o seu foco, especificando o tipo de  acontecimento significativo a analisar. Incluem-se neste grupo de estudos, por exemplo, os que analisaram acontecimentos relacionados com o  <i>insight</i> (Elliott, Shapiro, Firth-Cozens, Stiles, Hardy, Llewelyn, &amp; Margison, 1994; Timulak &amp; McElvaney, 2013) e acontecimentos  relacionados com a sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento do cliente (Timulak &amp; Elliott, 2003; Timulak &amp; Lietaer, 2001). Tamb&eacute;m  h&aacute; estudos com foco nas intera&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas no contexto dos acontecimentos significativos (Wiseman &amp; Rice,  1989), ou os momentos definidos como mal-entendidos (Rhodes, Hill, Thompson, &amp; Elliott, 1994).</p>     <p>Timulak (2007) realizou uma metan&aacute;lise com o prop&oacute;sito de identificar, atrav&eacute;s de v&aacute;rios estudos, os principais  tipos de impactos &uacute;teis em psicoterapia. De acordo com esta metan&aacute;lise, o impacto dos acontecimentos foram geralmente relatados  seguindo nove categorias, sendo estas (a) Consci&ecirc;ncia/<i>Insight</i>/Autocompreens&atilde;o, (b) Resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas/Mudan&ccedil;a de comportamento, (c) Sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento, (d) Al&iacute;vio, (e) Explorar sentimentos/Experienciar o  emocional, (f) Compreens&atilde;o, (g) Envolvimento do cliente, (h) Reafirma&ccedil;&atilde;o/Suporte/Seguran&ccedil;a, (i) Contato pessoal  (Timulak, 2007). O foco desta metan&aacute;lise foi limitado a estudos qualitativos ou estudos que continham um elemento qualitativo e incidiu  apenas sobre os impactos segundo a perspetiva dos clientes.</p>     <p>Os estudos em torno dos acontecimentos significativos t&ecirc;m contribu&iacute;do para compreender a import&acirc;ncia de atender a  experi&ecirc;ncias em acontecimentos espec&iacute;ficos de natureza relacional e t&eacute;cnica, que tendem a ser valorizados quer pelo cliente  quer pelo terapeuta. No entanto, com base na revis&atilde;o da literatura que efetu&aacute;mos, verific&aacute;mos que a maior parte dos estudos se  foca na perspetiva do cliente, sendo poucos os estudos que analisam as perspetivas do cliente e do terapeuta sobre os acontecimentos da mesma  sess&atilde;o (por exemplo, Elliott &amp; Shapiro, 1992).</p>     <p>Para al&eacute;m da relev&acirc;ncia de conhecer a perspetiva do cliente sobre o que se torna &uacute;til em terapia, consideramos que a  perspetiva do terapeuta nos permite complementar esse conhecimento, contribuindo para analisar a sintonia ou diferencia&ccedil;&atilde;o de ambos  os pontos de vista, bem como refletir sobre as suas implica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas no decorrer do processo terap&ecirc;utico.</p>     <p>No presente estudo, tivemos como objetivo descrever os impactos associados aos acontecimentos significativos, identificados pelo cliente e pela  terapeuta, ao longo de um caso de sucesso, seguido em terapia comportamental e cognitiva.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Cliente.</i> O cliente era do sexo masculino, de nacionalidade portuguesa e tinha 28 anos de idade na altura em que foi seguido em terapia.  Foi diagnosticado com perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico atrav&eacute;s da <i>Structured Clinical Interview for DSM Disorders</i> (SCID-I  &ndash; First, Spitzer, Gibbom, &amp; Williams, 2002).</p>     <p>Este caso foi considerado de sucesso com base no OQ-45.2, comparando o valor total da primeira (OQ-45.2=83) e da &uacute;ltima sess&atilde;o  (OQ-45.2=60), tomando como refer&ecirc;ncia o valor de corte do instrumento (62 pontos) e o &iacute;ndice de mudan&ccedil;a significativa (15  pontos), conforme a adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa (Machado &amp; Fassnacht, 2014). De modo complementar para a avalia&ccedil;&atilde;o  sintom&aacute;tica, foi administrado o Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI; adaptado por Canavarro, 2007). No in&iacute;cio  do processo, o valor do &Iacute;ndice de Sintomas Positivos (ISP=1,52) situava-se abaixo do valor de corte (1,7), conforme estudo de Canavarro  (2007). Relativamente &agrave;s escalas relacionadas com a ansiedade, o cliente apresentava um valor compat&iacute;vel com a  popula&ccedil;&atilde;o geral na Escala de Ansiedade (A=0,83) e um valor compat&iacute;vel com a popula&ccedil;&atilde;o com  perturba&ccedil;&atilde;o emocional na subescala de Ansiedade F&oacute;bica (AF=1,16). Na &uacute;ltima sess&atilde;o todos estes valores  evidenciaram uma melhoria sintom&aacute;tica (ISP=1,07; A=0,16; AF=0,8), enquadrando-se no intervalo de pontua&ccedil;&otilde;es compat&iacute;vel  com a popula&ccedil;&atilde;o geral.</p>     <p>De acordo com o relato do cliente, o problema apresentado inclu&iacute;a, al&eacute;m da sintomatologia caracter&iacute;stica da  perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico, alguma dificuldade no relacionamento com a m&atilde;e.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Terapeuta e terapia.</i> A terapeuta, de nacionalidade portuguesa, tinha forma&ccedil;&atilde;o de base em interven&ccedil;&atilde;o  cl&iacute;nica de orienta&ccedil;&atilde;o comportamental e cognitiva, cinco anos de experi&ecirc;ncia sob supervis&atilde;o de psic&oacute;logos  cl&iacute;nicos experientes, sendo estudante de doutoramento em psicologia cl&iacute;nica. A abordagem terap&ecirc;utica utilizada foi de natureza  comportamental e cognitiva, num total de 16 sess&otilde;es com periodicidade semanal. A terapia foi orientada pelo manual para a  perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico de Craske e Barlow (1993). A interven&ccedil;&atilde;o incluiu estrat&eacute;gias de natureza  psicoeducativa, de forma a promover a compreens&atilde;o do cliente acerca dos fatores de origem e de manuten&ccedil;&atilde;o dos sintomas,  estrat&eacute;gias de reestrutura&ccedil;&atilde;o cognitiva, debate l&oacute;gico e an&aacute;lise de evid&ecirc;ncias, no sentido de lidar com  pensamentos disfuncionais e o processo de rumina&ccedil;&atilde;o. Com o objetivo de elimina&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de  seguran&ccedil;a, foram utilizadas t&eacute;cnicas comportamentais, como o treino de t&eacute;cnicas de relaxamento e a exposi&ccedil;&atilde;o  &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es temidas. E por fim, foram implementadas t&eacute;cnicas de preven&ccedil;&atilde;o de reca&iacute;da. Neste  estudo, a monitoriza&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o ao manual terap&ecirc;utico, que serviu de base &agrave; interven&ccedil;&atilde;o, foi  feita no contexto de supervis&atilde;o semanal, sob a orienta&ccedil;&atilde;o de uma psic&oacute;loga cl&iacute;nica experiente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Ju&iacute;zas.</i> No procedimento de categoriza&ccedil;&atilde;o do impacto dos acontecimentos significativos, participou um par de  ju&iacute;zas, constitu&iacute;do por uma estudante do &uacute;ltimo ano de doutoramento em psicologia aplicada, com pr&aacute;tica cl&iacute;nica  e forma&ccedil;&atilde;o em psicoterapia comportamental e cognitiva e uma estudante do &uacute;ltimo ano do mestrado integrado em psicologia, com  &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o em psicologia cl&iacute;nica. A segunda autora procedeu &agrave; auditoria do processo de  categoriza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Helpful Aspects of Therapy</i> (HAT; Elliott, 1993; Llewelyn, 1988 &ndash; vers&atilde;o portuguesa adaptada por Sales et al., 2007)  informa sobre o que se entende por acontecimento e pede ao cliente para descrever com suas pr&oacute;prias palavras o(s) acontecimento(s) que mais  o ajudou ou foi mais importante para si na sess&atilde;o. O instrumento cont&eacute;m duas perguntas-chave: (1) &ldquo;De todos os acontecimentos  desta sess&atilde;o, qual o/a ajudou mais ou foi mais importante para si?&rdquo; e (2) &ldquo;Poderia descrever de que forma &eacute; que este  acontecimento o/a ajudou ou foi importante para si, para que &eacute; que lhe serviu?&rdquo;. As respostas descritas no HAT permitem identificar,  descrever e mapear os acontecimentos significativos, fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre o contexto em que eles ocorreram, bem como o  correspondente impacto que tiveram. &Eacute; tamb&eacute;m avaliado em que medida determinado acontecimento ajudou o cliente, numa escala tipo  <i>Likert</i> que varia entre 1 (nada importante) e 5 (extremamente importante). Neste estudo, tamb&eacute;m utiliz&aacute;mos uma vers&atilde;o do  HAT a ser preenchida pela terapeuta, adaptada a partir da vers&atilde;o do cliente, mantendo-se o foco da import&acirc;ncia do acontecimento para o  cliente ou para a sua mudan&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O <i>Outcome Questionnaire</i> (OQ-45.2; Lambert et al., 1996 &ndash; vers&atilde;o portuguesa adaptada por Machado &amp; Fassnacht, 2014)  &eacute; um instrumento de autorrelato, composto por 45 itens que permitem avaliar tr&ecirc;s dimens&otilde;es consideradas fundamentais da vida do  sujeito: (1) desconforto subjetivo (funcionamento intraps&iacute;quico), (2) rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e (3) desempenho do papel social.  Estas tr&ecirc;s &aacute;reas funcionais sugerem um <i>continuum</i> a respeito dos sentimentos e sensa&ccedil;&otilde;es que o cliente experiencia  no seu &iacute;ntimo, da forma como se relaciona com os outros e de como lida com tarefas relacionadas com a escola, emprego, lazer ou qualquer  outra atividade. Os &iacute;tens do instrumento s&atilde;o pontuados numa escala tipo <i>Likert</i> que varia entre 0 (nunca) e 4 (quase sempre). A  vers&atilde;o portuguesa do instrumento apresenta evid&ecirc;ncias substanciais para a sua validade e confiabilidade, bem como uma boa  consist&ecirc;ncia interna (Machado &amp; Fassnacht, 2014).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI &ndash; <i>Brief Symptoms Inventory</i>; Derogatis, 1982/1993, vers&atilde;o  portuguesa adaptada por Canavarro, 1999, 2007) &eacute; um instrumento de autorrelato desenvolvido para avaliar sintomatologia psiqui&aacute;trica  geral. Inclui 53 itens avaliados numa escala tipo <i>Likert</i> de 5 pontos que varia entre 0 (de modo nenhum) e 4 (extremamente). Este instrumento  permite avaliar nove dimens&otilde;es sintom&aacute;ticas (somatiza&ccedil;&atilde;o, obsess&otilde;es-compuls&otilde;es, sensibilidade  interpessoal, depress&atilde;o, ansiedade, hostilidade, ansiedade f&oacute;bica, idea&ccedil;&atilde;o paran&oacute;ide e psicoticismo) e  tr&ecirc;s &iacute;ndices globais (&Iacute;ndice Geral de Sintomas, IGS; &Iacute;ndice de Sintomas Positivos, ISP; e Total de Sintomas Positivos,  TSP). A adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa apresenta boas qualidades psicom&eacute;tricas, sendo que a maioria das subescalas apresenta valores de  consist&ecirc;ncia interna superiores a 0,70, os valores de estabilidade temporal variavam entre 0,63 (idea&ccedil;&atilde;o paran&oacute;ide) e  0,81 (depress&atilde;o). O estudo de validade discriminativa permitiu concluir que todas as escalas e os tr&ecirc;s &iacute;ndices gerais permitem  discriminar os indiv&iacute;duos com ou sem perturba&ccedil;&atilde;o emocional, sendo o valor de corte com base no ISP de 1,7.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A <i>Grelha de categoriza&ccedil;&atilde;o dos impactos</i> foi constru&iacute;da com base nos resultados da metan&aacute;lise de Timulak  (2007), para a categoriza&ccedil;&atilde;o dos tipos de impactos &uacute;teis que t&ecirc;m os acontecimentos significativos. Esta grelha serviu de  base &agrave; an&aacute;lise tem&aacute;tica dos impactos dos acontecimentos significativos identificados pelo cliente e pela terapeuta. As nove  categorias identificadas por Timulak e inclu&iacute;das na grelha de categoriza&ccedil;&atilde;o dos impactos foram consideradas como sendo  m&uacute;tuas, no sentido que servem tanto para o cliente quanto para terapeuta e exclusivas. A unidade de an&aacute;lise de  categoriza&ccedil;&atilde;o (unidade de registo) considerada neste estudo foi definida como uma ideia central, com significado independente,  inclu&iacute;da na resposta &agrave; segunda quest&atilde;o do HAT. O acontecimento identificado na resposta &agrave; primeira quest&atilde;o do  HAT foi considerado a unidade de contexto, a qual contribui para compreender o significado do impacto. A <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta as  nove categorias inclu&iacute;das na grelha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a01t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O cliente foi recrutado no &acirc;mbito de um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o com enfoque no processo de mudan&ccedil;a, em clientes  diagnosticados com perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade. Este projeto foi apreciado e aprovado pela Dire&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica do  Servi&ccedil;o de Psicologia, onde os dados foram recolhidos. O cliente e a terapeuta assinaram um consentimento informado ap&oacute;s tomarem  conhecimento dos requisitos necess&aacute;rios &agrave; participa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a v&iacute;deograva&ccedil;&atilde;o das  sess&otilde;es e o preenchimento de question&aacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o do processo e dos resultados.</p>     <p>A recolha dos dados a partir do HAT foi efetuada sess&atilde;o a sess&atilde;o, de forma independente para o cliente e para a terapeuta, ao  longo do caso. No final de cada sess&atilde;o, a terapeuta e o cliente preencheram de forma independente os question&aacute;rios, incluindo-os em  envelopes fechados para ser entregue &agrave; investigadora respons&aacute;vel pelo estudo. Todos os question&aacute;rios, preenchidos pela  terapeuta ou pelo cliente, eram devidamente assinalados com um c&oacute;digo de participante, d&iacute;ade terap&ecirc;utica e n&uacute;mero de  sess&atilde;o, excluindo-se toda a informa&ccedil;&atilde;o que impedisse o anonimato quer do cliente quer da terapeuta.</p>     <p>Por se tratar de um estudo de caso, optou-se pela an&aacute;lise de todos os acontecimentos identificados, independentemente do valor  atribu&iacute;do ao seu grau de utilidade. Foram analisados um total de 40 acontecimentos, sendo 17 acontecimentos identificados pelo cliente e 23  identificados pela terapeuta. Por fim, realizou-se uma an&aacute;lise comparativa de ambas as perspetivas, a partir dos acontecimentos  identificados em exclusivo ou em comum pelo cliente e pela terapeuta.</p>     <p>A an&aacute;lise tem&aacute;tica do impacto dos acontecimentos foi feita de modo independente pelas duas ju&iacute;zas. Foi realizado um treino  pr&eacute;vio e intensivo no uso da grelha de categoriza&ccedil;&atilde;o dos impactos, at&eacute; as ju&iacute;zas terem alcan&ccedil;ado um  acordo m&iacute;nimo de 0,75 atrav&eacute;s do <i>Kappa de Cohen</i>. O resultado do c&aacute;lculo de acordo inter-ju&iacute;zas foi de 0,86  referente &agrave;s categorias de impacto relatadas pelo cliente e 0,92 referente &agrave;s categorias de impacto relatadas pela terapeuta. As  ju&iacute;zas consultaram as sess&otilde;es v&iacute;deogravadas para verificar se as informa&ccedil;&otilde;es dos HATs da terapeuta e do cliente  referiam-se ao mesmo momento de acontecimento significativo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Impacto dos acontecimentos significativos: Perspetiva do cliente e perspetiva da terapeuta</i></p>     <p>A an&aacute;lise tem&aacute;tica permitiu identificar 43 impactos associados aos 40 acontecimentos significativos que surgiram ao longo do caso,  ou seja, alguns acontecimentos foram percebidos como tendo mais de um impacto. Foram associados um total de 17 impactos para as respostas presentes  nos HATs do cliente e um total de 26 impactos associados as respostas presentes nos HATs da terapeuta.</p>     <p>Das nove categorias presentes na grelha de categoriza&ccedil;&atilde;o dos impactos, foram cotadas apenas cinco. Destas, tr&ecirc;s foram comuns  ao terapeuta e ao cliente: Consci&ecirc;ncia/Insight/Autocompreens&atilde;o, Sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento, Resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas/Mudan&ccedil;a de comportamento. No caso da terapeuta, tamb&eacute;m foi cotada a categoria de Explorar sentimentos/Experienciar o  emocional; e no caso do cliente, foi cotada a categoria de: Envolvimento do cliente.</p>     <p>A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta um bom exemplo das respostas descritas nos HATs, para cada categoria inclu&iacute;da na grelha das  categorias de impacto, incluindo o acontecimento e o impacto respetivo, diferenciando a perspetiva do cliente e a perspetiva da terapeuta. Cada uma  das ilustra&ccedil;&otilde;es das categorias &eacute; referenciada &agrave; sess&atilde;o terap&ecirc;utica em que foi registada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a01t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Orienta&ccedil;&atilde;o, uma nova categoria de impacto</i></p>     <p>A partir da an&aacute;lise minunciosa das respostas presentes nos HATs, verific&aacute;mos que algumas descri&ccedil;&otilde;es de impactos  n&atilde;o se enquadravam nas categorias da grelha que constru&iacute;mos com base na literatura, descrita acima. Assim, por considerarmos que esse  conte&uacute;do era relevante para o estudo, procedemos a uma an&aacute;lise tem&aacute;tica do mesmo, com base num m&eacute;todo indutivo.  Concretamente, not&aacute;mos que a explica&ccedil;&atilde;o acerca de sintomatologias, das tarefas, dos objetivos, geravam a  percep&ccedil;&atilde;o de um impacto importante para o processo terap&ecirc;utico/avan&ccedil;o do cliente. A psicoeduca&ccedil;&atilde;o como uma  forma interventiva, estruturada, did&aacute;tica e sistem&aacute;tica, o debate de cren&ccedil;as, o registo dos pensamentos autom&aacute;ticos, a  identifica&ccedil;&atilde;o de aspetos referentes ao processo (sem que disso resulte um <i>insight</i>), foram percebidos quer pela terapeuta quer  pelo cliente como tendo um impacto relevante em termos de orienta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es do cliente. Assim, no intuito de  complementar conhecimento sobre o impacto dos acontecimentos significativos em terapia, acrescentamos uma categoria de impacto a qual denominamos  Orienta&ccedil;&atilde;o (<i>N</i>=6). Esta denomina&ccedil;&atilde;o foi inspirada no sistema de codifica&ccedil;&atilde;o das  interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta, <i>Helping Skills System</i> (HSS; Hill &amp; O&rsquo;Brien, 1999), que apresenta dentre outras  categorias, o <i>Direct Guidance</i>. De acordo com os autores, esta categoria consiste em orienta&ccedil;&otilde;es ou conselhos que o terapeuta  sugere ao cliente, para que este siga, seja dentro ou fora da sess&atilde;o. Hill e O&rsquo;Brien (1999) definem esta categoria como uma forma de  fornecer sugest&otilde;es diretivas, instru&ccedil;&otilde;es ou conselhos sobre o que o cliente deve fazer. Os acontecimentos significativos que  geraram este impacto de orienta&ccedil;&atilde;o surgiram nas sess&otilde;es iniciais. De seguida apresentamos duas ilustra&ccedil;&otilde;es desta  categoria de impacto e o respetivo acontecimento identificado na perspetiva do cliente e na perspetiva da terapeuta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Orienta&ccedil;&atilde;o como categoria de impacto, na perspetiva do cliente</i></p>     <p>Sess&atilde;o 4 &lsquo;[...] <i>as t&eacute;cnicas de relaxamento</i> (acontecimento); <i>serviu para perceber como e quando as devo  fazer</i>&rsquo; (impacto de orienta&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Orienta&ccedil;&atilde;o como categoria de impacto, na perspetiva da terapeuta</i></p>     <p>Sess&atilde;o 4 &lsquo;[...] <i>explora&ccedil;&atilde;o do epis&oacute;dio da semana, identificar os pensamentos</i> (acontecimento); <i>serviu  como indica&ccedil;&atilde;o de como fazer o registo em casa</i>&rsquo; (impacto de orienta&ccedil;&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Compara&ccedil;&atilde;o das perspetivas do cliente e da terapeuta em termos das categorias de impacto ao longo do caso</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo das 16 sess&otilde;es e considerando os 40 acontecimentos significativos identificados por ambos os participantes, observ&aacute;mos  que a perspetiva do cliente e da terapeuta apenas coincidiu na identifica&ccedil;&atilde;o de quatro acontecimentos significativos. Relativamente  ao impacto destes quatro acontecimentos identificados em comum, apenas tr&ecirc;s tiveram um mesmo impacto percebido na perspetiva do cliente e da  terapeuta. A <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta os acontecimentos significativos identificados em comum pelo cliente e pela terapeuta (embora  descritos de modo distinto) e o respetivo impacto percebido por cada um dos participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a01t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Evolu&ccedil;&atilde;o dos impactos ao longo do processo terap&ecirc;utico, na perspetiva do cliente e na perspetiva da terapeuta</i></p>     <p>No sentido de perceber se o impacto dos acontecimentos, identificados pelo cliente ou pela terapeuta, variaram ao longo do processo  terap&ecirc;utico, analis&aacute;mos as propor&ccedil;&otilde;es das suas categorias, considerando a fase inicial (da 2&ordf; &agrave; 6&ordf;  sess&atilde;o), a fase interm&eacute;dia (da 7&ordf; &agrave; 11&ordf; sess&atilde;o) e fase final (da 12&ordf; &agrave; 16&ordf; sess&atilde;o). A  primeira sess&atilde;o n&atilde;o foi considerada por n&atilde;o ter sido identificado nenhum acontecimento significativo pelo cliente ou pela terapeuta. Os resultados desta an&aacute;lise mostram que os impactos dos acontecimentos  significativos variaram ao longo do processo, quer na perspetiva do cliente quer na perspetiva da terapeuta. A <a href="#f1">Figura 1</a> mostra  a distribui&ccedil;&atilde;o de cada categoria de impacto ao longo das tr&ecirc;s fases do processo terap&ecirc;utico, em fun&ccedil;&atilde;o da  perspetiva do cliente ou da terapeuta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/aps/v34n3/34n3a01f1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados mostram que a terapeuta evoluiu na identifica&ccedil;&atilde;o de acontecimentos, privilegiando, na fase inicial, aqueles  acontecimentos cujo impacto percebido est&aacute; associado a orienta&ccedil;&otilde;es para o cliente, na fase interm&eacute;dia os que se  associam a consci&ecirc;ncia/<i>insight</i>/autocompreens&atilde;o do cliente sobre a sua experi&ecirc;ncia e na fase final os que se associam ao  impacto de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas/mudan&ccedil;a de comportamento e de sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento. Por sua vez, o  cliente na fase inicial privilegiou a identifica&ccedil;&atilde;o de acontecimentos com impactos associados a  consci&ecirc;ncia/<i>insight</i>/autocompreens&atilde;o, a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas/mudan&ccedil;a de comportamento e a  orienta&ccedil;&otilde;es da terapeuta. Na fase intermedi&aacute;ria, o cliente identificou mais acontecimentos cujo impacto percebido se enquadra  nas categorias de sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento e consci&ecirc;ncia/<i>insight</i>/autocompreens&atilde;o, com uma menor  propor&ccedil;&atilde;o de acontecimentos com impactos associados ao seu envolvimento ativo nas tarefas da terapia. Na fase final, o cliente  privilegiou a identifica&ccedil;&atilde;o de acontecimentos cujo impacto foi categorizado como sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento, ou seja,  associado a uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento pessoal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Neste estudo de caso pretend&iacute;amos analisar os tipos de impacto associados aos acontecimentos identificados como significativos pelo  cliente e pela terapeuta ao longo do processo. Sendo um caso de sucesso cl&iacute;nico, interessou-nos perceber como esses impactos evolu&iacute;am  ao longo do caso.</p>     <p>Os resultados deste estudo sugerem que a terapeuta e o cliente, em geral, valorizaram acontecimentos com impactos distintos no decorrer das  sess&otilde;es. Enquanto a terapeuta parece ter-se focado em acontecimentos cujo impacto &eacute; diferenciado ao longo do processo, evoluindo da  orienta&ccedil;&atilde;o, para a autocompreens&atilde;o do cliente e por fim para a sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento e mudan&ccedil;a  comportamental, o cliente parece ter valorizado desde as primeiras sess&otilde;es os acontecimentos promotores da autocompreens&atilde;o e a partir  da fase interm&eacute;dia da terapia, os acontecimentos promotores da sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento pessoal. &Eacute; curioso que de  todos os acontecimentos identificados ao longo do processo, apenas quatro foram identificados em comum por ambos os elementos da d&iacute;ade,  sugerindo uma aten&ccedil;&atilde;o divergente face ao que &eacute; valorizado em terapia. Ainda que em tr&ecirc;s destes acontecimentos a  terapeuta e o cliente tenham coincidido na atribui&ccedil;&atilde;o do impacto percebido, no quarto acontecimento o cliente valorizou-o devido  &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sua autocompreens&atilde;o e a terapeuta valorizou-o devido &agrave; oportunidade de desenvolvimento de  estrat&eacute;gias para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Embora seja compreens&iacute;vel que a perspetiva da terapeuta sobre os  acontecimentos significativos e seu impacto reflita mais uma postura t&eacute;cnica sobre o processo terap&ecirc;utico e a perspetiva do cliente  reflita mais uma postura experiencial do processo terap&ecirc;utico e sua evolu&ccedil;&atilde;o, esta  diferencia&ccedil;&atilde;o/complementaridade de perspetivas sublinha a import&acirc;ncia de os terapeutas estarem atentos aos focos de  aten&ccedil;&atilde;o do cliente e se alinharem com eles.</p>     <p>Este estudo sugere que a sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento do cliente (sensa&ccedil;&atilde;o de auto-confian&ccedil;a, autoestima e  autoefic&aacute;cia), deriva quer das a&ccedil;&otilde;es da terapeuta, como por exemplo a valoriza&ccedil;&atilde;o e reconhecimento das  capacidades adquiridas, do desenvolvimento e avan&ccedil;o do cliente ao longo do processo, quer das pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es do  cliente, como por exemplo o trabalho interno sobre as suas experi&ecirc;ncias pessoais e interpessoais no contexto da sess&atilde;o, que pode ser  ou n&atilde;o influenciado pela terapeuta. Estes resultados s&atilde;o consistentes com os estudos sobre momentos de <i>empowerment</i> no contexto  da psicoterapia desenvolvidos por Timulak e Lietaer (2001) e Timulak e Elliott (2003).</p>     <p>Da mesma forma, os nossos resultados mostram que os acontecimentos que geraram um impacto de  consci&ecirc;ncia/<i>insight</i>/autocompreens&atilde;o por parte do cliente, foram relacionados quer com as a&ccedil;&otilde;es da terapeuta, quer  com as a&ccedil;&otilde;es do cliente no contexto do processo terap&ecirc;utico. No caso da terapeuta, este impacto foi favorecido por exemplo, com  o uso t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas, propostas de ressignifica&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de cren&ccedil;as mais relacionadas com  experi&ecirc;ncias positivas que o cliente tinha vivenciado. No caso do cliente, este impacto foi favorecido, por exemplo, pelo questionamento ou  tomada de consci&ecirc;ncia sobre sua experi&ecirc;ncia no contexto da terapia. Assim, foi poss&iacute;vel observar que alguns destes  acontecimentos significativos geraram uma compreens&atilde;o e revis&atilde;o de cren&ccedil;as disfuncionais, ao mesmo tempo que permitiram aceder  a um aprofundamento e compreens&atilde;o das motiva&ccedil;&otilde;es do cliente.</p>     <p>A experi&ecirc;ncia de <i>insight</i> e de mudan&ccedil;a na autocompreens&atilde;o tem sido relatada na literatura sobre os acontecimentos  significativos de modo vari&aacute;vel. Elliott e James (1989), numa revis&atilde;o de literatura sobre os tipos de impactos, relataram que o  <i>insight</i> est&aacute; entre os mais destacados pelo cliente como sendo importante. Para Elliott et al. (1985), os &iacute;ndices deste tipo de  impacto atingem os 34%, sugerindo que o <i>insight</i> do cliente pode ser um importante fen&oacute;meno em termos da sua incid&ecirc;ncia em  terapia. Do ponto de vista comportamental e cognitivo, abordagem terap&ecirc;utica utilizada neste estudo de caso, o impacto de  consci&ecirc;ncia/<i>insight</i>/autocompreens&atilde;o &eacute; interpretado como uma capacidade em adquirir uma perce&ccedil;&atilde;o racional  face &agrave;s suas cren&ccedil;as pela aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos, uma mudan&ccedil;a de estruturas, de conhecimento a si e  aos outros (Grosse-Holtfort, Castonguay, Boswell, Wilson, Kakouros, &amp; Borkovec, 2007).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao impacto relacionado com resolu&ccedil;&atilde;o de problemas/mudan&ccedil;a de comportamento e o resultado terap&ecirc;utico no  nosso estudo, embora percebido como importante pelos dois participantes, foi mais frequente nos relatos da terapeuta. Este resultado sugere uma  maior aten&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o da terapeuta para os impactos dos acontecimentos que est&atilde;o mais associados &agrave;  evolu&ccedil;&atilde;o do progresso e resultado terap&ecirc;uticos. Esta ideia &eacute; consistente com outros estudos que concluem sobre a  relev&acirc;ncia deste impacto em terapia comportamental e cognitiva. A este prop&oacute;sito, Llewelyn, Elliott, Shapiro, Hardy e Firth-Cozens  (1988) encontraram uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre a presen&ccedil;a do impacto resolu&ccedil;&atilde;o de problemas/mudan&ccedil;a de  comportamento e o resultado da terapia, considerando-o como o principal evento em terapia comportamental e cognitiva.</p>     <p>O impacto de orienta&ccedil;&atilde;o surgiu nas primeiras sess&otilde;es. Este resultado &eacute; compreens&iacute;vel no contexto de uma  abordagem comportamental e cognitiva para interven&ccedil;&atilde;o em perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico, sugerindo a import&acirc;ncia do  papel da terapeuta em interven&ccedil;&otilde;es explicativas e did&aacute;ticas, principalmente no in&iacute;cio do tratamento. Segundo Elliott  (1985), o aconselhamento, a interpreta&ccedil;&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o, foram estrat&eacute;gias positivamente correlacionadas com a  utilidade das sess&otilde;es de terapia, de acordo com a perspetiva do cliente. Elliott, Barker, Caskey e Pistrang (1982) verificaram que os  clientes classificam a interpreta&ccedil;&atilde;o e o aconselhamento como os aspetos mais &uacute;teis para o pr&oacute;prio processo de  mudan&ccedil;a. No mesmo sentido, investiga&ccedil;&otilde;es posteriores sobre acontecimentos significativos em terapia individual (Hill, Helms,  Tichnneor, Spiegel, O&rsquo;Grady, &amp; Perry, 1988; Hill &amp; O&rsquo;Brien, 1999), indicaram que os clientes classificaram a  orienta&ccedil;&atilde;o do terapeuta como moderadamente &uacute;til. A prop&oacute;sito do seu sistema de classifica&ccedil;&atilde;o das  compet&ecirc;ncias de ajuda (<i>Helping Skills System</i>), Hill e colaboradores (1988) relatam que os clientes valorizaram  interven&ccedil;&otilde;es do terapeuta que, para al&eacute;m de visarem a mudan&ccedil;a, orientam o cliente na sua a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em s&iacute;ntese, consideramos que este estudo de caso contribui para real&ccedil;ar a relev&acirc;ncia do impacto dos acontecimentos que em  terapia facilitam ou promovem a sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento no cliente, a consci&ecirc;ncia/<i>insight/</i>autocompreens&atilde;o e a  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas/mudan&ccedil;a de comportamento, podendo ser uma fonte de informa&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia  das a&ccedil;&otilde;es do terapeuta que contribuem para esse impacto e por consequ&ecirc;ncia para a sua utilidade no processo de mudan&ccedil;a  (Elliott et al., 1994). No mesmo sentido, um impacto de orienta&ccedil;&atilde;o, pode ser considerado uma importante indica&ccedil;&atilde;o para  os terapeutas no sentido de favorecerem expetativas de utilidade e import&acirc;ncia da terapia, desde o seu in&iacute;cio. Este impacto  est&aacute; associado a acontecimentos significativos em que o terapeuta assume um papel de perito no sentido de orientar o cliente, principalmente  nas primeiras sess&otilde;es.</p>     <p>No entanto, por se tratar de um estudo explorat&oacute;rio e desenvolvido a partir de dados recolhidos no &acirc;mbito de um projeto de  investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;vio, apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es relacionadas com a aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es  que seriam relevantes para fortalecer as conclus&otilde;es deste estudo de caso. Uma das limita&ccedil;&otilde;es que importa referir &eacute; a  n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de uma escala espec&iacute;fica para a perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico, na avalia&ccedil;&atilde;o da  sintomatologia, perdendo-se de certa forma a possibilidade de definir o sucesso cl&iacute;nico estritamente associado &agrave;  perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico, optando-se por considerar o sucesso cl&iacute;nico em fun&ccedil;&atilde;o do funcionamento relacional,  social e subjetivo mais geral. Deste modo, &eacute; necess&aacute;rio ser cauteloso na interpreta&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o  estabelecida entre o sucesso cl&iacute;nico neste caso espec&iacute;fico e os impactos percebidos quer pela terapeuta quer pelo cliente. Analisar  se os impactos percebidos sobre os acontecimentos identificados como significativos pelo cliente e pela terapeuta s&atilde;o associados &agrave;  perturba&ccedil;&atilde;o de p&acirc;nico, ou comuns a outras perturba&ccedil;&otilde;es de ansiedade poder&aacute; ser uma hip&oacute;tese em  estudos futuros, nomeadamente estudos de casos de sucesso ou insucesso cl&iacute;nico. Uma outra limita&ccedil;&atilde;o, relacionada com o sucesso  cl&iacute;nico deste estudo de caso, refere-se &agrave; aus&ecirc;ncia de dados relativos a sess&otilde;es de <i>follow-up</i>. Esta  informa&ccedil;&atilde;o seria muito pertinente, no sentido de verificar se o sucesso se mantinha passados tr&ecirc;s, seis, ou mais meses  ap&oacute;s a finaliza&ccedil;&atilde;o da terapia, quer ao n&iacute;vel sintom&aacute;tico, quer ao n&iacute;vel da experi&ecirc;ncia subjetiva  associada &agrave; principal categoria de impacto cotada na fase final da terapia: a sensa&ccedil;&atilde;o de fortalecimento. Estudos futuros  nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o devem considerar a necessidade de efetuar sess&otilde;es de <i>follow-up</i> e monitorizar a continuidade  dos impactos percebidos dos acontecimentos significativos da terapia na fase p&oacute;s terapia. E por fim, outra limita&ccedil;&atilde;o deste  estudo refere-se &agrave; aus&ecirc;ncia de um procedimento de avalia&ccedil;&atilde;o/codifica&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o  terap&ecirc;utica, por codificadores independentes e alheios aos objetivos do estudo. Este procedimento permitiria maior rigor na  avalia&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o, possibilitando dessa forma estudos comparativos com o mesmo manual ou com manuais de abordagens  distintas. Al&eacute;m disso, o rigor na avalia&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; importante para compreender se os  impactos dos acontecimentos significativos percebidos quer pelo terapeuta e quer pelo cliente s&atilde;o mais ou menos dependentes da abordagem  terap&ecirc;utica espec&iacute;fica.</p>     <p>Consideramos que este estudo de caso explorat&oacute;rio apresenta resultados que, em geral, s&atilde;o consistentes com a literatura sobre acontecimentos significativos e contribuem para elaborar o conhecimento neste dom&iacute;nio, por resultarem de um estudo do impacto dos acontecimentos significativos ao longo de um caso cl&iacute;nico bem sucedido e considerando a perspetiva do cliente e a perspetiva da terapeuta. De modo a contribuir para consolidar estes resultados, em estudos futuros ser&aacute; relevante, ter em considera&ccedil;&atilde;o as limita&ccedil;&otilde;es referidas acima, realizar estudos de caso comparativos dos acontecimentos e respetivo impacto, considerando o sucesso e tamb&eacute;m o insucesso cl&iacute;nico, mantendo a perspetiva do cliente e do terapeuta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Canavarro, C. M. (2007). Invent&aacute;rio de Sintomas Psicopatol&oacute;gicos (BSI): Uma revis&atilde;o cr&iacute;tica dos estudos realizados  em Portugal. In M. R. Sim&otilde;es, C. Machado, M. Gon&ccedil;alves, &amp; L. S. Almeida (Coords.), <i>Avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica:  Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</i> (pp. 305-331). Coimbra: Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021856&pid=S0870-8231201600030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Craske, M. G., &amp; Barlow, D. H. (1993). Panic disorder and agoraphobia. In D. H. Barlow (Ed.), <i>Clinical handbook of psychological  disorders</i> (pp. 1-47). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021858&pid=S0870-8231201600030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Derogatis, L. R. (1982/1993). <i>BSI: Brief Symptom Inventory</i>. Minneapolis: National Computers Systems.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021860&pid=S0870-8231201600030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elliott, R. (1985). Helpful and nonhelpful events in brief counseling interviews: An empirical taxonomy. <i>Journal of Counseling Psychology,  32</i>, 307-322. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.32.3.307" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.32.3.307</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021862&pid=S0870-8231201600030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elliott, R. (1989). Comprehensive process analysis: Understanding the change process in significant therapy events. In M. J. Packer &amp; R. B.  Addison (Eds.), <i>Entering the circle: Hermeneutic investigation in psychology</i>. New York: State University of New York Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021863&pid=S0870-8231201600030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elliott, R. (1993). <i>Helpful aspects of therapy form</i>. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.experiential-researchers.org/instruments/elliott/hat.pdf"  target="_blank">http://www.experiential-researchers.org/instruments/elliott/hat.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021865&pid=S0870-8231201600030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elliott, R., Barker, C. B., Caskey, N., &amp; Pistrang, N. (1982). Differential helpfulness of counselor verbal response modes. <i>Journal of  Counseling Psychology, 29</i>, 354-361. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.29.4.354"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.29.4.354</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021866&pid=S0870-8231201600030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elliott, R., &amp; James, E. (1989). Varieties of client experience in psychotherapy: An analysis of the literature. <i>Clinical Psychology  Review, 9</i>, 443-467. <a href="http://dx.doi.org/10.1016/0272-7358(89)90003-2"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/0272-7358(89)90003-2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021867&pid=S0870-8231201600030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elliott, R., James, E., Reimschuessel, C., Cislo, D., &amp; Sack, N. (1985). Significant events and the analysis of immediate therapeutic  impacts. <i>Psychotherapy, 22</i>, 620-630. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/h0085548"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/h0085548</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021868&pid=S0870-8231201600030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elliott, R., &amp; Shapiro, D. A. (1988). Brief structured recall: A more efficient method for studying significant therapy events.  <i>British Journal of Medical Psychology, 61</i>, 141-153. <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-8341.1988.tb02773.x"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-8341.1988.tb02773.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021869&pid=S0870-8231201600030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Elliott, R., &amp; Shapiro, D. A. (1992). Client and therapist as analysis of significant events. In S. G. Toukmanian &amp; D. L. Rennie (Eds.),  <i>Psychotherapy process recall: Paradigmatic and narrative approaches </i>(pp. 163-186). Sages Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021870&pid=S0870-8231201600030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Elliott, R., Shapiro, D. A., Firth-Cozens, J., Stiles, W. B., Hardy, G. E., Llewelyn, S. P., &amp; Margison, F. R. (1994). Comprehensive process  analysis of insight events in cognitive-behavioral and psychodynamic-interpersonal psychotherapies. <i>Journal of Counseling Psychology, 41</i>,  449-463. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/10412-019" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/10412-019</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021872&pid=S0870-8231201600030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>First, M. B., Spitzer, R. L., Gibbon, M., &amp; Williams, J. B. W. (2002). <i>Structured Clinical Interview for DSM-IV-TR Axis I Disorders,  Research Version, Non-patient Edition </i>(SCID-I/NP). New York: Biometrics Research, New York State Psychiatric Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021873&pid=S0870-8231201600030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grafanaki, S., &amp; McLeod, J. (1999). Narrative processes in the construction of helpful and hindering events in experiential psychotherapy.  <i>Psychotherapy Research, 9</i>, 289-303. doi: 10.1093/ptr/9.3.289&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021875&pid=S0870-8231201600030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grafanaki, S., &amp; McLeod, J. (2002). Experiential congruence: Qualitative analysis of client and counselor narrative accounts of significant  events in time-limited person-centred therapy. <i>Counselling and Psychotherapy Research, 2</i>, 20-32. doi: 10.1080/14733140212331384958&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021876&pid=S0870-8231201600030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grosse-Holtfort, M., Castonguay, L. G., Boswell, H. F., Wilson, L. A., Kakouros, A. A., &amp; Borkovec, T. D. (2007). Insight in  cognitive-behavioral therapy. In L. G. Castonguay &amp; C. E. Hill (Eds.), <i>Insight in psychotherapy</i> (pp. 57-80). Washington, DC: American  Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021877&pid=S0870-8231201600030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hardy, G. E., Aldridge, J., Davidson, C., Rowe, C., Reilly, S., &amp; Shapiro, D. A. (1999). Therapist responsiveness to client attachment  styles and issues observed in client-identified significant events in psychodynamic-interpersonal psychotherapy. <i>Psychotherapy Research, 9</i>,  36-53. doi: 10.1093/ptr/9.1.36&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021879&pid=S0870-8231201600030000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Hill, C. E., Helms, J. E., Tichenor, V., Spiegel, S. B., O&rsquo;Grady, K. E., &amp; Perry, E. S. (1988). The effects of therapist response  modes in the effects of therapist response modes in brief psychotherapy. <i>Journal of Counseling Psychology, 36</i>, 222-233.  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.35.3.222" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.35.3.222</a></p>     <p>Hill, C. E., &amp; O&rsquo;Brien, K. M. (1999). <i>Helping skills: Facilitating, exploration, insight, and action</i>. Washington, DC: American  Psychological Association.</p>     <!-- ref --><p>Lambert, M. J., Burlingame, G. M., Umphress, V. J., Hansen, N. B., Vermeersch, D., Clouse, G., &amp; Yanchar, S. (1996). The relicapacity and  validity of the Outcome Questionnaire. <i>Clinical Psychology and Psychotherapy, 3</i>, 106-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021882&pid=S0870-8231201600030000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Levitt, H. M., &amp; Rennie, D. L. (2004). Narrative activity: Clients&rsquo; and therapists&rsquo; intentions in the process of narration. In  L. E. Angus &amp; J. McLeod (Eds.), <i>The handbook of narrative and psychotherapy: Practice, theory, and research</i> (pp. 247-262). Thousand  Oaks, CA: Sage.</p>     <!-- ref --><p>Llewelyn, S. P. (1988). Psychological therapy as viewed by clients and therapists. <i>British Journal of Clinical Psychology, 27</i>, 223-237.  <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-8260.1988.tb00779.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-8260.1988.tb00779.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021885&pid=S0870-8231201600030000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Llewelyn, S. P., Elliott, R., Shapiro, D. A., Hardy, O., &amp; Firth-Cozens, J. (1988). Client perceptions of significant events in prescriptive  and exploratory periods of individual therapy. <i>British Journal of Clinical Psychology, 27</i>, 105-114.  <a href="http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-8260.1988.tb00758.x" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.2044-8260.1988.tb00758.x</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021886&pid=S0870-8231201600030000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Machado, P. P., &amp; Fassnacht, D. (2014). The Portuguese version of the Outcome Questionnaire (OQ-45.2): Normative data, reliability and  clinical significance cut-offs scores. <i>Psychology and Psychotherapy: Theory, Research and Practice, 88</i>, 427-437</i>.  <a href="http://dx.doi.org/10.1111/papt.12048" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1111/papt.12048</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021887&pid=S0870-8231201600030000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Paulson, B., Truscott, D., &amp; Stuart, J. (1999). Clients&rsquo; perceptions of helpful experiences in counseling. <i>Journal of Counseling  Psychology, 46</i>, 317-324.  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.46.3.317" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.46.3.317</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Rhodes, R. H., Hill, C. E., Thompson, B. J., &amp; Elliott, R. (1994). Client retrospective recall of resolved and unresolved misunderstanding  events. <i>Journal of Counseling Psychology, 41</i>, 473-483.  <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.41.4.473" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-0167.41.4.473</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021889&pid=S0870-8231201600030000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sales, C. M. D., &amp; Alves, P. C. G. (2014). Quality of care through the eyes of the patient: Personalized routine measurement systems in  mental health. <i>Transcultural, 6</i>, 115-127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021890&pid=S0870-8231201600030000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sales, C., Gon&ccedil;alves, S., Fernandes, E., Sousa, D., Silva, I., Duarte, J., &amp; Elliott, R. (2007). <i>Formul&aacute;rio &ndash; Aspetos  &Uacute;teis da Terapia (HAT)</i>. Lisboa: Universidade Aut&oacute;noma de Lisboa (manuscrito n&atilde;o publicado).</p>     <!-- ref --><p>Timulak, L. (2007). Identifying core categories of client-identified impact of helpful events in psychotherapy: A qualitative meta-analysis.  <i>Psychotherapy Research, 17</i>, 310-320. <a href="http://dx.doi.org/10.1080/10503300600608116"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1080/10503300600608116</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021893&pid=S0870-8231201600030000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Timulak, L., &amp; Elliott, R. (2003). Empowerment events in process-experiential psychotherapy of depression: A qualitative analysis.  <i>Psychotherapy Research, 13</i>, 443-460. <a href="http://dx.doi.org/10.1093/ptr/kpg043"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1093/ptr/kpg043</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021894&pid=S0870-8231201600030000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Timulak, L., &amp; Lietaer, G. (2001). Moments of empowerment: A qualitative analysis of positively experienced episodes in brief person-centred  counselling. <i>Counselling and Psychotherapy Research, 1</i>, 72-63. doi: 10.1080/14733140112331385268</p>     <!-- ref --><p>Timulak, L., &amp; McElvaney, R. (2013). Qualitative meta-analysis of insight events in psychotherapy. <i>Counselling Psychology Quarterly,  26</i>, 131-150. doi: 10.1080/09515070.2013.792997&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021896&pid=S0870-8231201600030000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wiseman, H., &amp; Rice, L. N. (1989). Sequential analyses of therapist-client interaction during change events: A task focused approach.  <i>Journal of Consulting and Clinical Psychology, 57</i>, 281-282. <a href="http://dx.doi.org/10.1037/0022-006X.57.2.281"  target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/0022-006X.57.2.281</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=021897&pid=S0870-8231201600030000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><a name="c0" id="c0"></a><a href="#topc0">CORRESPONDÊNCIA</a></b></p>     <p>A correspond&ecirc;ncia relativa a este artigo dever&aacute; ser enviada para: Andriza Corr&ecirc;a, Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em  Psicoterapia e Psicopatologia, Escola de Psicologia, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal.  E-mail: <a href="mailto:andrizascorrea@gmail.com">andrizascorrea@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Submiss&atilde;o: 13/06/2015 Aceita&ccedil;&atilde;o: 18/09/2015</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Canavarro]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inventário de Sintomas Psicopatológicos: Uma revisão crítica dos estudos realizados em Portugal]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
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<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
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<source><![CDATA[Avaliação psicológica: Instrumentos validados para a população portuguesa]]></source>
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